Page 1

Rui Mendes Bolas Engenheiro de Manutenção

Crónicas de Manutenção

Tel.: +351 919 007 419 ruimbolas@hotmail.com

Troika! Não vou fugir à regra e nesta edição, a crónica vai abordar os temas mais quentes destas últimas semanas. Ouve-se falar em recessão, dívida, défice, empréstimo, orçamento, juros, e pergunta o leitor, o que é que isto tem a ver com manutenção? Qual o papel da manutenção neste contexto? Poderá a manutenção substituir o investimento? Que indicadores existem para medir este desempenho? Uma boa manutenção poderá tornar as operações mais eficientes? A manutenção assume neste contexto uma enorme importância pois permite uma redução do endividamento através de um menor investimento em novos equipamentos/instalações. Como? Tornar a manutenção mais eficiente vai fazer aumentar indicadores tão importantes como a disponibilidade e fiabilidade dos equipamentos e instalações e todos nós sabemos o que cada % de fiabilidade e disponibilidade representa em termos de custos. Nem todos sabem? Vamos então, cada um de nós calcular esse número, é muito importante o conhecimento destes dados. Existe um indicador de elevado nível (E1) na norma EN 15341 (Maintenance Key Performance Indicators), que mede a percentagem do custo total da manutenção em função do valor de substi-

tuição de um determinado activo (equipamento ou instalação), esta é uma importante medida de comparação entre diferentes realidades, devendo ser seguido e interpretado. Em Portugal discutiram-se muito as Parcerias Público Privadas (PPP). Será o outsourcing total da manutenção uma espécie de PPP? Bem, não nos podemos esquecer que a manutenção é uma disciplina de controlo do risco, como tal, à medida que evoluímos para contratos mais complexos estamos a partilhar o risco com uma entidade externa, por vezes podemos mesmo estar a transferir a totalidade do risco para um terceiro. Sem dúvida que esta transferência do risco terá um custo, e este dependerá de muitos factores, como sejam o número de entidades a que este terceiro presta serviços, a maior ou menor confiança no trabalho feito, a eficiência das operações de manutenção, as garantias e penalidades impostas e tantos outros. Estes contratos compensam? A resposta não é directa e tem que ser vista em cada caso, que risco estamos dispostos a suportar e quais os que não queremos suportar. No nosso caso, podemos dizer que os elementos da “Troika” são as sempre fundamentais manutenção preventiva, correctiva e preditiva.

PUB

MANUTENÇÃO · 23

Troika!  

Autor: Rui Mendes Bolas; Revista: Manutenção nº109

Troika!  

Autor: Rui Mendes Bolas; Revista: Manutenção nº109

Advertisement