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Consultório técnico

Consultório técnico Eng.o Eduardo Restivo Diretor Técnico da Entidade Inspetora do GATECI – Gabinete Técnico de Certificação e Inspeção, Lda.

O RSEE prevê no Artigo 2 do Artigo 75°

geneizar os critérios com vista à realização

diz que em substituições de componentes

(Decreto n.° 513/70 de 30 de outubro)

das inspeções periódicas.

devemos colocar os que cumprem a legislação

um dispositivo que provoque a paragem

mais recente será legítimo aplicar um novo

da máquina de tração, em menos de 20

O que se pretende assegurar com o

dispositivo para cumprir o Artigo 75° mas com

segundos, logo que a cabina ou o contrapeso

cumprimento do Artigo 75º no Decreto-Lei n.°

a nova temporização?

se encontrem anormalmente imobilizados.

513/70?

Não. Deve-se olhar, neste caso particular,

Será que a legislação é clara porque se põe

Quando o elevador se encontrar anormal-

não ao dispositivo em si mesmo, mas à

a questão de uma nova temporização para

mente imobilizado deve um dispositivo pro-

função que este pretende cumprir. O novo

este artigo?

vocar a paragem da máquina de tração em

dispositivo, no Decreto-Lei n.° 513/70 deve

Verificou-se, na altura da transição do De-

menos de 20 segundos com dois objetivos

assegurar o cumprimento do Artigo 75º

creto n.° 513/70 (RSEE) para os regulamen-

principais: a) assegurar a imobilização do

e os seus 20 segundos e não, pelo facto

tos aprovados pelas Portarias n.° 376/91

elevador; b) com o corte elétrico assegurar

de ser novo, pretender-se que ele altere a

de 2 de maio (RSAE) e n.º 964/91 de 20 de

que a máquina deixa de estar sob tensão.

legislação. Ele visa assegurar a segurança da instalação que continua a mesma.

setembro (RSAH), o surgimento em elevadores novos ainda instalados ao abrigo do

A imobilização do elevador é importante

Quando se diz que o componente deve

RSEE ou em remodelações de elevadores

por uma questão de segurança das pes-

cumprir a legislação mais recente suben-

antigos, de quadros de comando com tem-

soas e o tempo em que esta ocorre torna-

tende-se que o próprio componente deve

porizações conforme o RSAE (EN 81-1) e o

-se preocupante quando nos encontramos

obedecer a critérios mais exigentes de

RSAH (EN 81-2). O RSAE (EN 81-1) na secção

num elevador sem porta de cabina – o mais

fabrico e segurança e não contribuir para

10.6.2.2 e o RSAH (EN 81-2) na secção 12.12.1

frequente em elevadores deste Decreto.

que, com a sua aplicação, a segurança da instalação se torne menos restritiva, como

têm disposições equivalentes ao Artigo

seria o caso.

75° do RSEE, mas com as seguintes tem-

O que se pretende assegurar com o

porizações: para ascensores elétricos não

cumprimento dos Pontos 10.6.2.2 do RSAE

deve exceder o mais baixo de a) 45 segun-

(EN81-1) e 12.12.1 do RSAH (EN 81-2)?

Qual o comportamento das Empresas de

dos ou b) duração do percurso total, au-

Porque é que o tempo para imobilização é

Manutenção de Ascensores e das Entidades

mentado de 10 segundos, com um mínimo

menos restrito?

Inspetoras relativamente a este assunto?

de 20 segundos, se a duração do curso é

Sensivelmente o mesmo que com o Artigo

Algumas Empresas de Manutenção de As-

inferior a 10 segundos; para os ascensores

75° do RSEE. Para além destes elevadores

censores pretendem que o parecer da DGEG

hidráulicos 60 segundos mais o tempo de

serem providos de outras seguranças o

se torne universal e obrigatório e tenha a

percurso completo da subida.

facto de estas instalações serem obrigato-

força de alteração do Decreto. Já esque-

riamente providas de portas de cabina faz a

ceram o porquê do parecer – o surgimen-

que

diferença. Em caso de imobilização o uten-

to de quadros de comando com as novas

começaram a surgir quadros de comando

te é protegido pela própria cabina e tem-se

temporizações em elevadores com porta

cumprindo a nova legislação mas aplicados

mais em conta a necessidade da máquina

de cabina - e pretendem por facilidade ou

a instalações novas ou remodelações

deixar de estar sob tensão.

Neste

período

de

transição

em

de instalações ao abrigo do Decreto n.° 513/70, qual foi o parecer da DGEG?

De referir que situando-nos no tempo de

A DGEG emitiu o ofício n.° 1251 de 20 de ja-

transição em que as duas legislações fo-

neiro de 1997, informando que é possível,

ram confrontadas os últimos elevadores

no caso em apreço, aplicar a nova legisla-

ao abrigo do Decreto-Lei n.° 513/70 já ti-

ção, salvaguardando-se, contudo que esta

nham portas de cabina.

aplicação não é obrigatória. Acrescentou que não via inconveniente na aplicação de

Vimos que o surgimento de quadros de comando

legislação mais recente em remodelações

que cumpriam a nova legislação e não a antiga

dos quadros de comando. Salientou ainda

deu origem a esta questão da temporização

que o ofício não teve como objetivo homo-

do Artigo 75°. Olhando para a Diretiva que

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elevare

"Algumas Entidades Inspetoras mais atentas ao problema original aceitam a nova temporização apenas com a substituição do quadro de comando completo."

Consultório técnico  

Autor: Eng.º Eduardo Restivo ; Revista: elevare n.º7

Consultório técnico  

Autor: Eng.º Eduardo Restivo ; Revista: elevare n.º7

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