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DESTAQUE Mulher Atual

INAUGURAÇÃO

Mazzo Saúde Especialidades

ANO NOVO

Vida que se renova

DIREITO

Contratos Eletrônicos 2

CIDADE EM REVISTA

POSSE

Nova diretoria do SinConCam

DICAS DE LEITURA

O Sol é pra todos / Liberdade X Poder

FESTAS & EVENTOS

No Safari do Fernando


“Minha experiência na Magrass foi tudo de bom! Hoje sou outra pessoa, com hábitos mais saudáveis” janete birke auxiliar administrativa

Eliminou 20 kg

(44) 3525-5687

“A Magrass mudou minha vida, aumentou minha autoestima! Hoje sou muito mais segura e realizada comigo mesma ”

“Achei que seria impossível atingir o meu peso ideal. Obrigada pela vida nova que me deram”

marília secco nora

Tais carine otfinoski

comerciante

auxiliar administrativa

Eliminou 23 kg

Eliminou 27 kg

/magrasscm

Av capitão índio Bandeira, 500 - Centro CIDADE EM REVISTA

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ÍNDICE

EXPEDIENTE

editora A. D. Munhós Coletty - Editora Publicação da Editora Rua. São Josafat, 1418 CEP: 87302-170 Campo Mourão PR

08 - Inauguração - Mazzo Saúde Especialidades

Telefones 44. 3523-2115 | 9.9978-4242 Email cidadeemrevista@gmail.com ccoletty@gmail.com Jornalista Resonsável Cidinha Coletty - MT/PR 8715 Revisão Cida Freitas Departamento Jurídico Dr. Dirceu Jacob de Souza OAB/PR 55.947

23 - Pedreira Itaipu Destaque no Brasil

32 - Agenor Krull - Um grande Educador

Colaboradores Arléto Rocha Beth Ecker Cida Freitas Dirce Bortotti Salvadori Marco Aurélio Dias Marcos Noboru Hashimoto Maria Joana Titton Calderari Maria Umbelina Ferreira Geraldo Nelci Veiga Mello Roberto Recinella Silvia Fernandes

CLÍNICA DE TERAPIAS AVANÇADAS MELISSA TOMADON

49 - Em novo endereço Clinicas Avançadas

Diagramação Agência BENN

67 - Posse da Diretoria do SinConCam

Fotos Editoriais Banco de Imagens Cidinha Coletty Capa Banco de Imagens Homenagem Ao Dia da Mulher

72 - Inauguração Unimed – Oncologia

90 - Cinema Eu, Tonya

Deus é Fiel 4

www.cidadeemrevista.com

Circulação Distribuição dirigida

/cidadeemrevista CIDADE EM REVISTA


Ano novo vida que se renova...

Nas retrospectivas do ano que se findou, pudemos relembrar e ter a dimensão mais real das inúmeras catástrofes que se sucederam no decorrer de 2017. Um sentimento de alívio de: Graças a Deus terminou! Ufa! Conseguimos chegar ao fim desse ano tão difícil para o Brasil e para o mundo. Na natureza vivemos os extremos entre ciclones, ventanias, terremotos, erupções de vulcões, inundações por um lado e secas no outro, frio e neve por um lado e calor nunca visto pelo outro. Assim também a loucura sem limites do ser humano se revelou ao extremo, desde os dirigentes até as pessoas quase invisíveis tiveram seu momento de loucura.

Atentados sem fim nas mais variadas formas e em inúmeros países, pessoas inocentes mortas em nome de Deus, do poder, da ganância, numa crise ética mundial. Nestes tempos bicudos em que o vírus do medo e da descrença se espalha rapidamente, abalando nossas crenças nas instituições civis é necessário refletir sobre os valores éticos da vida, das instituições e até mesmo das religiões. Nunca as igrejas, religiões e seus representantes foram tão criticados buscando a sua desmoralização... E nunca foram tão necessários, essenciais para a construção da paz mundial, assim como foram fundamentais para o surgimento e organização das civilizações.

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Durante toda a história da humanidade, nos diferentes agrupamentos humanos desenvolveram-se noções de um convívio saudável e de uma vida bem-sucedida para a pessoa. Em todas as culturas desenvolveram-se padrões éticos para o comportamento: uma ética (ou ethos) elementar. Assim, “é sobre o fundamento desses padrões ou parâmetros éticos em comum, a chamada ‘ética mundial’, que os seres humanos de todas as culturas e nações podem viver e trabalhar juntas em favor de um mundo mais pacífico e mais justo”, afirma o teólogo alemão Hans Kung. Foram principalmente as religiões e as filosofias que concretizaram e sistematizaram esses parâmetros, e pode-se descobrir os traços comuns presentes na ética das várias religiões e filosofias.

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Um dos pequenos exemplos dessa constante nas religiões é a chamada “regra de ouro”, que está presente nos fundamentos das grandes tradições religiosas mundiais. Temos que buscar as respostas das grandes tradições religiosas aos desafios éticos do mundo de hoje . A paz só pode ser alcançada quando as relações não estão marcadas pela violência, quando diálogo e cooperação assumem um lugar mais importante que agressão e confrontação. Ou seja, a religião, a política e a diplomacia precisam de regras de comportamento ético. A ética está presente nas grandes tradições religiosas, especialmente com suas características locais, diante dos desafios éticos e sociais de hoje.


As religiões só podem contribuir para a paz da humanidade se puder chegar a um consenso básico sobre valores obrigatórios e atitudes pessoais básicas. A ética mundial é o fio condutor, como um ponto de integração da herança ética da humanidade e de suas tradições religiosas. “Só se pode promover a paz mundial mediante uma aliança entre pessoas eticamente inspiradas, por fontes religiosas e não-religiosas”, afirma Küng. Comparemos a Regra de ouro das grandes Religiões: Cristianismo - “Tudo aquilo que quereis que os homens façam a vós, fazei-o vós mesmos a eles.”Mateus 7,12; Lucas 6, 3. Hinduísmo - “Não se deve agir em relação ao outro de um modo que seja desagradável para si mesmo: é esta a essência da moralidade.” Mahabharata XIII 114,8. Religiões Chinesas - “O que tu mesmo não queres, não faças a outras pessoas.” Confúcio, Diálogos 15,23.

Budismo - “Um estado que não é agradável ou aprazível para mim também não será para ele; e como posso impor ao outro um estado que não é agradável ou aprazível para mim?” Samyutta Nikaya V, 353.35-342.2. Judaísmo - “Não faças aos outros o que não queres que eles façam a ti.” Rabi Hillel, Sabbat 31ª. Islamismo - “Ninguém é crente enquanto não desejar a seu irmão o que deseja para si mesmo.” Quarenta Hadithe de an-Nawawi, 13. Que neste novo ano possamos enxergar mais longe, além de nossos preconceitos e unirmo-nos na construção da tão sonhada ÉTICA essencial para a PAZ do mundo! Maria Joana Titton Calderari – graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino Religioso- ASSINTEC-PUC, membro da AML de Campo Mourãomajocalderari@yahoo.com.br

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Brotos

que nascem de feridas 10

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Em outubro de 1995 houve uma violenta chuva de granizo em nosso sitio em Mamborê. Na madrugada a família do caseiro acordou assustada com o estrondo dos trovões e relâmpagos. A forte chuva e as pedras arremessadas pelo ímpeto dos ventos começaram a perfurar o telhado da casa e das demais instalações da propriedade. Em pânico, a família tentou se esconder em baixo da mesa, enquanto a casa se inundava com a chuva. Quando passou a tempestade, pudemos avaliar os danos causados ao meio ambiente. As árvores dos bosque, com os galhos quebrados e totalmente desfolhados. Passarinhos mortos, galinhas mortas ou aleijadas. Cachos de uvas, laranjas e outras frutas destruídas. No solo, abaixo da placa de gelo, acumulou uma grossa camada de folhas que foram se decompondo depois com o calor do sol. Vendo as árvores e arbustos com casca toda ferida e com profundos cortes - pensei: esta tudo acabado! Passado algum tempo, qual não foi minha surpresa : Nas “feridas” das árvores que não foram cicatrizadas surgiram brotos, que deram origem a galhos com folhas, flores e até frutos. Há esperança para as árvores (Jó 14:7) As tempestades nas nossas vidas também produzem feridas.

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Na área emocional – medo, agressividade, timidez, insegurança, fuga, isolamento, ausência de perdão, depressão, amargura... Veja Hebreus 12:15 Se temos mágoa de nós, de Deus, dos outros, não devemos aceitar essa ferida imposta por satanás. Outras feridas: enfermidade, desemprego, mau relacionamento, vicio, perda de um ente querido... Deus, em Cristo, tem o prazer de nos sarar. Neste período da quaresma relembramos o sacrifício de Jesus e sua ressurreição. Ele também foi ferido por satanás, foi traído por um amigo intimo, foi rejeitado, desprezado: homem de dores. Veio para os que eram seus e os seus não O receberam. Foi acusado; odiado; esquecido; abandonado... sofreu todo tipo de ferida na alma. No calvário sofreu todo tipo de ferida no corpo. Mas dessas feridas surgiram brotos, surgiram vidas! Jesus ainda quer encontrar um lugar na vida humana para realizar a obra de cura. Ele diz: “Estou à porta e bato... se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearemos juntos”. Pelas suas feridas somos sarados. Na natureza, as árvores conseguiram se recuperar, após a tempestade. Nas tempestades da vida, nós em Cristo, também poderemos ter uma nova vida. Maria Umbelina Ferreira Geraldo Professora, formação em Georafia UEL

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44 3523 2323 vendas@marcovic.com.br

ENTRA ANO E SAI ANO, SEMPRE OS MELHORES IMÓVEIS. São mais de 20 loteamentos entregues dentro do prazo, com infraestrutura completa e documentação em ordem. Desta forma moldamos uma trajetória de sucesso, tradição e experiência. Mas queríamos chegar e chegamos mais longe, ganhamos o seu respeito. Marcovic, 25 anos construindo sonhos.


MULHER ATUAL *Cida Freitas Em todos os tempos, a presença da mulher foi fundamental na história da civilização. Citadas na Bíblia, nos livros de História, ela sempre desenvolveu importante papel, mesmo que não tenha sido devidamente reconhecida. Chegou o terceiro milênio e veio carregado de novidades. Chegou mudando tudo. Trouxe a tecnologia e a colocou a serviço de quem se dispôs a compreendê-la. Quem não se dispôs se fez analfabeto mesmo sendo doutor. Os tempos são outros especialmente para a mulher que conquistou seu espaço e, atualmente, divide com o homem as mais diversas e antes impensadas funções. 14

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Conquistada a liberdade pelas mulheres, agora é hora de repensar o seu valor na família e na sociedade. Existe uma função primordial impossível de ser delegada, sob pena de prejuízo individual e coletivo, é a função de MÃE. Toda criança precisa da mãe e não de alguém que a substitua. Esse lugar é só dela, de ninguém mais. Logicamente, as circunstâncias muitas vezes obrigam que outras pessoas assumam o papel no lugar da mãe, mas não é a mesma coisa. O amor de mãe é único, o carinho da mãe faz toda a diferença na formação do filho. A sociedade moderna tem nos surpreendido com notícias estarrecedoras sobre compor-


tamento de algumas mães em relação aos filhos: Mãe que abandona na rua, no lixo, mãe que permite abuso de seus filhos, mãe que não cuida, que não dá exemplo de civilidade... Eu diria que essas ou são doentes ou não foram amadas por suas mães como deveriam. Graças a Deus, são minoria. A sociedade está carente de pessoas providas de valores morais e éticos. Os últimos acontecimentos provam que a dignidade e a honradez precisam ser resgatadas, isso não é novidade para ninguém, mas como resgatá-las? Os fatos confirmam a necessidade de encontrar o equilíbrio entre a geração passada e a que aí está comandando a realidade atual. Minha geração não conheceu liberdade. Primeiro vinham os deveres, depois os direitos e eram poucos. A geração seguinte viveu e vive com a cultura do “eu posso tudo”. Os deveres se encolheram para dar lugar aos direitos. Estamos vendo que isso não dá certo. A meu ver, as mulheres precisam tomar as rédeas da educação dos filhos, mais precisamente no que consiste a formação de valores, aqueles que dizemos quem vêm do berço.

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Não se pode terceirizar essa parte da formação das crianças. Para isso, a mulher precisa se informar, estudar, ler, estar a par dos fatos, pois a internet está aí ensinando de forma aleatória as crianças e adolescentes. Se a mãe (também o pai) não acompanharem o ritmo que esse tempo tecnológico exige, não terá como se comunicar com seus filhos. Não quero tirar a responsabilidade do pai, longe disso, a presença dele, os exemplos que ele dá faz muita diferença na vida dos filhos. Há filhos que querem copiar o pai tão grande é a afinidade entre eles e há filhos que não querem ser comparados aos pais por motivos óbvios. Nesse Dia Internacional da Mulher eu gostaria de conclamar todas as mulheres para refletirmos sobre a realidade brasileira e sobre nossa responsabilidade com a mudança de valores de que tanto o País precisa. Só as mulheres têm o poder de plantar sensibilidade, ternura, consciência do bem, porque o dom de ser mãe está impregnado disso. Sejamos nós a mudar o Brasil pela formação do caráter de nossos filhos! Façamos a história de nosso tempo! Cida Freitas é professora, empresária no ramo da Educação e escritora.

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LIBERDADE

Após período de festas, férias e passeios, é possível observar posturas dignas de uma primorosa reflexão. Nenhum ser humano reclama de excesso de folga, passeio e diversão. Pelo contrário, o brasileiro anseia saber com quantos anos poderá para de trabalhar. Quanto mais novo, melhor. Só não demonstra preocupação com isto quem não trabalha e ou nunca trabalhou. Interessante observar o conflito dicotômico existente entre a noção de poder e riqueza frente a de trabalho e pobreza. Ainda permanece, em determinados grupos sociais, o conceito vivenciado no período colonial brasileiro quando, portugueses em especial, nossos colonizadores, afirmavam ser o trabalho da competência de escravos. Homens dignos deveriam apenas mandar.

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No hodierno a fórmula apenas se adequou. Ricos e capitalistas administram e usufruem do poder e de tudo que isto permite, enquanto o povo deve trabalhar, e bastante e bem. Porém, ocorreu em dado momento que, novos grupos de estrangeiros que adentraram nosso país, influenciados pela Reforma Protestante, traziam uma visão de dignidade do trabalho. Era possível o desenvolvimento humano através do trabalho. Escravidão deixava de ser a única alternativa de produção. A sociedade da época terá que conviver e compartilhar com um novo modo de ser e fazer. Famílias alemãs, italiana, ucranianas, francesas, etc. trabalham. Porém, isto não substituiu o antigo conceito. Apenas foi acrescentado aos diversos costumes e valores.


PODER

Mesmo diante do avanço civilizatório que se processava, crescia, concomitantemente, o preconceito decorrente da divergência e diferenças que marcavam as regiões de influência dos movimentos migratórios no país. Mesmo assim podemos indagar: quem não gostaria de viver, descompromissadamente, tendo garantido tudo o que é necessário? Teto, alimentação, lazer, assistência no mais amplo sentido, etc... No início de nossa história, os componentes da etnia negra, só tinham no trabalho sua realidade de vida. Isto, sem nenhuma renda ou qualquer garantia trabalhista. Decorrente disto, o sonho maior destes indivíduos era a liberdade. Ou seja, poder escolher entre o trabalhar, ou o NÃO trabalhar. Isto parecia utópico naquela realidade de dominação.

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Por anos, visto como algo impossível de conquista. Consequentemente, não desenvolveram uma cultura capitalista. Para eles, juntar bens e valores não tinha nenhum significado, já que a liberdade era o sonho maior. Aquilo que não possuíam e não tinham como alcançar. A abolição trouxe a transformação para essa gente. Uma verdadeira revolução de vida. Muitos perderam, inclusive, local para morar e viver. Saíam em busca de um novo espaço. A periferia das vilas e cidadelas incharam. A miséria se fez presente em outras áreas. Muitos latifundiários expulsaram escravos de suas terras. Alguns ainda os mantinham nas linhas de trabalho. Cada senhor agia a seu bel prazer. Nenhum regulamento foi imposto àqueles que perdiam a posse desses seres humanos tidos como inferiores diante do poder econômico, político, e religioso da época. Afinal, quando o fato ocorreu, este serviçal já não era totalmente insubstituível. O movimento migratório trazia em suas raízes valores sobre o trabalho pago. Há muito, velhos e doentes já eram abandonados por senhores devido a incapacidade produtiva. Uma nascente filosofia de vida se impõe. O poder de decisão sobre trabalhar e ou não trabalhar. 20

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Negros agora podiam optar por uma postura própria visando garantir o sonho libertário. Só trabalhavam o necessário para garantir o sustento do dia a dia. Um dia trabalhavam para receber e, no outro, curtiam a liberdade que tanto lhes fizera falta. Isto significava: “trabalhar para viver” e “não viver para trabalhar”. O que, sinceramente, é compreensível. Este modelo de conduta ainda se faz presente em nossa sociedade. Ao mesmo tempo que, convivemos com indivíduos “ que vivem para trabalhar”, só voltados para o acúmulo capitalista, outros preferem viver descompromissadamente. Alguns, até as custas daqueles que trabalham. Somos componentes de uma sociedade múltipla, formada por diferentes e divergentes culturas. É possível perceber isto em diferentes locais e momentos, traduzidos sempre por conflitos e alto grau de injustiças. Interesses e conhecimento suficientes, são negligenciados por aqueles que, poderiam colaborar por um viver mais justo e harmonioso. Ignorando os fatos e, não batalhando por mudanças e avanço real, a sociedade permanece no caos. Ainda presenciamos a busca da liberdade entendida como vagabundagem; a corrupção aceita como esperteza; a ganância considerada como necessidade suprema; o consumismo visto como fundamento da realização pessoal


e, assim, todos agem irresponsavelmente, ignorando nossa essência, ou seja, nossa capacidade racional. Se agimos irracionalmente nas escolhas, análises, posturas e relacionamentos, a vida em sociedade se torna difícil e conflituosa, como temos presenciado na atualidade. Julgamentos ocorrem independentemente de reflexões. Gerações novas se mostram despreparadas para participar da construção de uma sociedade mais justa e evoluída. São alimentados pelo egoísmo, exemplos negativos, excesso de informações e pouco treino para conhecimentos verdadeiros e mais profundos, em resumo, muita superficialidade e descompromisso. Valores fundamentais estão sendo banalizados impossibilitando uma vivência saudável e o bem comum. Hoje, busca-se o estatuto do idoso e muitos outros regulamentos para garantia do respeito. A ausência do bom senso, solidariedade e educação têm dificultado a vida entre humanos. Onde ficou aquele ditado popular que dizia: “o seu direito termina onde começa o do outro”? Será que foi errado nos ensinarem que os mais jovens deveriam respeitar os mais velhos? Ou agora não vale mais?

Como compreender a postura de um adulto que, apressadamente, coloca seu carro na vaga de um idoso, sem o ser, levando crianças e adolescentes a ver tal exemplo? Ou que, do mesmo modo, oferecem suborno a um guarda ou autoridade quando pegos em erro? Ou desrespeitam filas por se sentirem superiores ou mais ocupados que os outros? Ou como gestores empresariais exploram indevidamente o trabalho alheio desconhecendo o uso da lei? Ou que não cumprem compromissos ou dívidas assumidas? São infindáveis as posturas descomprometidas que, quando corrigidas, contribuirão para um melhor viver em sociedade. Diante do que está exposto, reconhecemos que, a geração que deveria orientar nossos jovens e crianças,as pessoas se mostram omissas e acomodadas permitindo que tudo seja banalizado e, ignorando sua própria responsabilidade e importância. Tudo pode, tudo vale e, a satisfação de desejos pessoais se transformou na essência do viver. O eu sobrepujando o nós. Famílias enfraquecidas com interferências externas e normas decorrentes de uma política distorcida que deixa de cumprir sua verdadeira função. Nosso país aguarda por mudança sim. A começar por cada um. Beth Ecker. Mestrado em História da Ibero América, Historiadora e Pedagoga com especialização em Administração e Supervisão Escolar. CIDADE EM REVISTA

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ITAIPU DESTAQUE NO BRASIL

Segundo a revista Minérios e Minerales edição Nº:391, fomos considerados como o 1º Lugar em Pedras Britadas do Paraná, 4º Lugar como Maior Mineradora do Paraná. Em nível nacional, conseguimos estas posições: 16º Lugar em Pedras Britadas do Brasil, 126º Lugar como Maior Mineradora do Brasil. A revista abrange setores de Mineração, Metalurgia e Siderurgia no Brasil. Sua circulação é dirigida a executivos e técnicos que intervêm no processo de decisão, especificação e compras dentro destes setores, tais como Empresas privadas e estatais, de mineração e de beneficiamento de produtos minerais; Siderúrgicas / Metalúrgicas; Fábricas de Cimento, Pedreiras e entre outros. É com muito orgulho que nós recebemos esse reconhecimento, agradecemos todos os envolvidos por essa conquista.

INOVAÇÃO CONSTANTE Referência em qualidade a Pedreira Itaipu investe em tecnologia, logística, crescimento e sustentabilidade. A mineradora é uma das mais eficientes produtoras de brita do Paraná, devido a inovação nos serviços prestados e os profissionais capacitados.


º 1

º 16

º 4

126º

LUGAR DO PARANÁ

LUGAR DO BRASIL

MAIOR MINERADORA DO PARANÁ

MAIOR MINERADORA DO BRASIL

(ENTRE TODOS OS MINERIOS)

(ENTRE TODOS OS MINERIOS)

(EM PEDRAS BRITADAS)

(EM PEDRAS BRITADAS)

P E D R E I R A I T A I P U . C O M . B R

Pedreira 44 3525.1070 44 3529.1200 Rodovia Br 272 | Km 6 Barreiro das Frutas Campo Mourão | PR

Concreteira 44 3523.3191 Rodovia Br 487 | Km 163 Jardim Araucária, Fundos Campo Mourão | PR


A sua vida estรก indo pelo ralo?

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Mais uma vez, um novo ano, uma nova etapa, (re)nova esperança. Ano passado talvez você já tenha se preparado e desejado coisas que ainda deseja. Afinal não podemos realizar tudo na vida e muito menos em um ano. Mas você já se perguntou a quanto tempo está esperando, tentando, e tentando de novo? Pois bem, a bússola da nossa vida psíquica é o desejo, é o prazer. Tanto é assim que uma pessoa adoecida perde a capacidade de sentir prazer e não consegue dizer o que deseja. Freud nos apontam que “o princípio do prazer é o guardião da vida psíquica”. Isso não significa que devemos viver o tempo todo na busca do prazer, já que essa busca desenfreada também é adoecedora. Já imaginou se você pudesse fazer tudo que deseja em um só dia? Desse modo, mesmo não podendo realizar tudo e viver só pelo prazer, ainda assim as conquistas e os prazeres da vida, nos colocam em movimento. Mas essas coisas podem levar sua vida pelo ralo, se você não se der conta da diferença que é prazer e satisfação. O prazer é imediato, é um gozo que não espera para acontecer, é líquido, e por isso também demanda o tempo todo que a gente queira mais e mais. A satisfação por outro lado, é mediada, leva um pouco mais de tempo para ser alcançada, e por consequência é mais sólida.

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Talvez a sua avó já tenha dito “o que é de gosto, regalo da vida”. Nessa frase a palavra regalo é empregada para dizer que aquilo que você gosta tem suas consequências. E não é que é verdade? Fazendo então um neologismo, com a frase “o que é de gosto regalo da vida”, a partir da compreensão que o prazer/gozo e sempre instantâneo, teremos: “o que é de gozo é ralo da vida”. E assim a vida escorre pelo ralo e escapa das nossas mãos quando a busca é sempre imediata. Portanto o prazer não é o problema. O verdadeiro problema é ser escravo do prazer, escravo de si mesmo.

Marco Aurélio Dias Psicólogo Clínico - CRP 08/21538 Especialista em Psicoterapia Psicanalítica Especializando da Clínica Freud - Lacaniana

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Navego na paz que meus olhos alcanรงam

Poema: Cida Freitas Foto: Cidinha Coletty Florianรณpolis - SC

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O Mundo É a Extensão Da Sua Escola. Yázigi, Formando Verdadeiros Cidadãos do Mundo.

estados unidos Keyla Vieira Tereziano Betiato

O peso da bagagem cultural é muito maior depois da experiência do intercâmbio. Conhecer novos lugares, fazer novas amizades e estudar inglês de maneira imersiva é o que eu trouxe comigo de mais especial. Keyla Vieira Tereziano Betiato

Izaque de Oliveira Betiato

No intercâmbio pude perceber a importância da língua inglesa, e o quanto ela facilitou minha experiência em NYC.


Jacquelini Bianchini Petrucci Rossi

CANADÁ “Ao completar 10 anos de Yázigi Campo Mourão fui honrada com um mês de capacitação no Canadá o que me fez ainda mais grata, pois sei que poderei crescer profissionalmente. Esse intercâmbio tem me proporcionado vivenciar mais de perto os costumes da família e consequentemente aprimorar o uso da Língua Inglesa. Viajar no começo te deixa sem palavras, depois te torna um contador de estórias.”

Bernadeth Sloboda Zamberlan

Arte: Cidade em Revista

A aluna que foi a grande ganhadora do concurso cultural O YÁZIGI DE CAMPO MOURÃO REALIZA SEU SONHO DE INTERCÂMBIO. Segundo ela “Quando queremos muito alguma coisa, não existe idade, existe ATITUDE. Aprender inglês depois dos 40 anos e ainda poder viajar para o Canadá é mágico. Deus é fiel e está cuidando de cada detalhe.”

Leonardo Theodoro Ferrais Meu Intercâmbio no Canadá foi uma oportunidade muito boa de praticar o inglês que aprendi no Yázigi! Conheci muitos lugares e pessoas. Fui ao Cataratas do Niágara, no jogo de Roquei, Lacrosse e Basquete. Foi uma experiência inesquecível!

YÁZIGI CAMPO MOURÃO

Inglês a partir de 3 anos Intercâmbio

(44) 3525-2948 Rua São Josafat 1550 CIDADE EM REVISTA

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O QUE É SUCESSO? Sabedoria Na obra “Ética a Nicômaco” Aristóteles utiliza a palavra grega Phronesis para descrever a “sabedoria prática”, ou a habilidade para agir de maneira acertada permitindo assim ao ser humano desenvolver a capacidade para identificar os seus erros e corrigi-los. O Fracasso e o sucesso, por exemplo, são hiperestimados, não conheço ninguém de sucesso que não tivesse uma historia de fracasso e aprendizado para contar. Usufruir Não adianta nada conquistar o topo do mundo se não souber aproveitar a jornada, então aprenda a desfrutar cada desafio superado rumo ao seu destino final. Não se torne cego e insensível à realidade diária a sua volta tenha tempo para você e às pessoas que ama. Comprometimento Nietzsche dizia que “os seres humanos são animais que fazem promessas”, pena que a maioria não as cumpra na vida real, enfim falta equilíbrio entre o discurso e a prática. Não existe atalho para o sucesso. Para atingi-lo, é necessário dedicação, foco e principalmente ação! Ou seja, mão na massa. Entusiasmo Apesar de a palavra entusiasmo ser grega, ela só foi disseminada durante o Renascimento na Europa no século XVI por filósofos franceses e significa estar possuído por um deus. Lembre-se que os gregos eram politeístas. Mas hoje é mais reconhecida como um estado de grande euforia e alegria. Geralmente as pessoas entusiasmadas enfrentam os desafios e obstáculos sem grandes abalos transmitindo assim confiança aqueles ao seu redor.

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Superação “Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje!” resume a filosofia Kaisen e nos mostra o caminho a percorrer para se superar. Dentro para palavra superação está o seu segredo “super+ação”, ou seja, agir sempre com excelência, dando o melhor de si mesmo. Sonhos Na realidade, a maior dificuldade está dentro de cada um de nós, é ter coragem de dar o primeiro passo e traçar um caminho e trilhá-lo com a maior fidelidade possível até atingir os objetivos, sem ser desestimulado pelos possíveis fracassos reais ou imaginários ou mesmo pelos comentários e forças contrárias que irão surgir. Tudo pode se tornar simplesmente um sonho não realizado ou frustrado, apenas uma história sem importância. Esse quadro só mudará se você agir agora. Tenha paciência, mas não a confunda com acomodação. Faça com que suas ideias e seus esforços sejam concretizados e saiam do papel e faça parte da sua realidade. Acreditar faz parte do sucesso. Organização Existe uma máxima que diz que se você não sabe aonde ir, qualquer lugar serve. Isso significa que antes de você descobrir para onde quer ir, precisa saber onde está. Faça uma autoanálise de suas competências e talentos. O autoconhecimento é essencial para o sucesso. Conhecer seus pontos fortes para poder utilizá-los e direcioná-los melhor, e seus pontos fracos para poder desenvolvê-los. Estabeleça objetivos claros, eles são o seu ponto de referência. Escreva-os e siga-os como uma receita culinária, um passo atrás do outro. O sucesso exige organização. Roberto Recinella, escritor

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AGENOR KRUL, UM GRANDE EDUCADOR.

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Ele agiu, refletiu e registrou suas ações e seu pensar

transmitindo-

os a outros e transformando o agirpensar-agir desses outros. Por sua vez, esses outros acrescentaram seus próprios agires-pensares ao agir-pensar recebido. Isso se deu sucessivamente, de um grupo a outro, estabelecendo minuciosas

filigranas

de

agires

e

pensares novos que se encadearam formando uma teia que tomou conta do mundo. E tudo se transformou. Então ele percebeu a importância de um ser que age e pensa a ação para transformá-la e se transformou em um educador. (dibs).

No interregno de 1985 a 1997 a educação brasileira foi palco de múltiplas reformas decorrentes da redemocratização do país e do fim do regime militar, que durara vinte e um anos. Esta fase da história da educação brasileira foi intensamente vivida por estudantes e professores em geral e, principalmente, por aqueles que militavam no ensino superior. Tive a honra de participar deste processo ao entrar, em 1983, na primeira turma de Licenciatura Plena em Pedagogia, na Facilcam. Naquele ano a Facilcam passara a oferecer Licenciaturas Plenas em Geografia, Letras e Pedagogia. As Licenciaturas Plenas substituíam os primeiros cursos oferecidos pela instituição: Estudos Sociais, Letras e Pedagogia, todos de licenciatura curta. Entrei como estudante e permaneci, posteriormente, como professora e vivi, juntamente com inúmeros companheiros, a ansiedade decorrente dos debates e tentativas da construção de uma LDBEN cidadã, que transformasse tanto o sistema, quanto os processos e metodologias da Educação brasileira, sucateados pelo regime político anterior, até a aprovação da LDBEN 9394/1996.

Agenor entregando o diploma de Pedagogia a Dirce Bortotti Salvadori.

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“Formatura do curso de Licenciatura em Letras em Dezembro de 1988. Formando Antonio Carlos Aleixo ao lado do Diretor da Fecilcam Agenor Krul. Antonio Carlos Aleixo tornou-se Professor do Curso de Letras na Fecilcam, foi eleito Diretor da instituição por duas gestões consecutivas. Na segunda gestão foi eleito o primeiro Reitor da UNESPAR. Atualmente cumpre sua segunda gestão como Reitor da Unespar, Universidade que ajudou a organizar”.

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Neste caminhar tive o privilégio de trabalhar com pessoas importantes para a história da educação mourãoense. Pessoas que fizeram a diferença na vida de todos os estudantes da COMCAM, não só de Campo Mourão. Isso se deu em razão de serem engajadas, compromissadas, despidas de vaidades, responsáveis e abertas ao diálogo. Exerciam a cidadania defendendo aquilo em que acreditavam: uma educação laica, gratuita e de qualidade para a cidade e a região. Algumas dessas pessoas permanecem conosco e ainda desenvolvem atividades fundamentais para a Educação de Campo Mourão e região. Outras já se foram, mas continuam a iluminar o caminho dos que ficaram. As pessoas às quais me refiro administraram a Facilcam e a Fecilcam no período em que dela participei como estudante e como docente. Foram elas: Professor Bogdan, Hodniuk (In memoriam), Dr. Antonio Carlos Ribas Malachini, Professor Agenor Krul (In memoriam), Professor Marcos Erhardt, Sinclair Pozza Casemiro, Rubens Luiz Sartori (In memoriam) e Antonio Carlos Aleixo, ex-estudante da instituição e atual Reitor da Unespar, exercendo sua segunda gestão, depois de duas gestões como Diretor da Fecilcam.


No lançamento do livro “Mitos e Lendas Paranaenses”, Sonia Maria Yassue Okido Rodrigues, Agenor Krul e Dirce Bortotti Salvadori.

Exerci o cargo de Coordenadora de Ensino, Pesquisa, Extensão e Pós-graduação da Fecilcam nas gestões de Agenor Krul e de Antonio Carlos Aleixo. Guardo com carinho as memórias dos dias e das pessoas com as quais tive a honra e o privilégio de conviver no processo de me tornar educadora. Este texto é uma homenagem póstuma a uma dessas pessoas – o Professor Agenor Krul - meu professor na graduação em Pedagogia e na pós-graduação em Filosofia (Valores Fundantes da Civilização Ocidental), meu amigo, companheiro de trabalhos na Fundação Horácio Amaral de Estudos e Pesquisas, meu chefe direto na Coordenação de Ensino, Pesquisa, Extensão e Pós-graduação da Fecilcam, colega de classe no doutoramento em Humanidades e companheiro de lidas na Academia Mourãoense de Filosofia e na Academia Mourãoense de Letras. Filho de João e Josefa Krul e membro de uma numerosa família – quatro irmãos e duas irmãs – Agenor Krul nasceu em Ponta Grossa a 13 de agosto de 1946. Foi seminarista em Ponta Grossa e cursou Faculdade de Filosofia,

na PUC em Curitiba, curso que concluiu em Dezembro de 1969. No quarto ano da Faculdade de Filosofia, iniciou os estudos de Teologia, dos quais desistiu e retornou para a casa de sua família em Dezembro de 1969. Em 1970 veio para Campo Mourão, onde conheceu sua futura esposa, Janina Izabel Krul. Tiveram dois filhos, Evandro Luiz e Fabiano e quatro netos. Desde que chegou a Campo Mourão Agenor Krul exerceu funções e cargos no magistério ou vinculados ao magistério. Conforme narrava, foi um dos primeiros professores contratados para atuar na Facilcam e o último dos presidentes da Fundação de Ensino Superior de Campo Mourão- Fundescam– extinta com a estadualização da Facilcam, em 1987. Atuou na vice-direção da Facilcam para a gestão 1985-1989, que teve como Diretor o Dr. Antonio Carlos Ribas Malachini. Nesse período era também o Presidente da Fundescam. Ambos conseguiram agregar apoio de professores, estudantes, conselheiros da Fundescam e políticos da região, dentre outros membros da sociedade mourãoense e regional para a estadualização da Facilcam. O que se deu em 1987. CIDADE EM REVISTA

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Na gestão 1989-1993 concorreu para a Direção, tendo o Dr. Antonio Carlos Ribas Malachini como candidato a vice-diretor. Foram vencedores novamente, mas o Dr. Antonio Carlos Ribas Malachini, que também era Promotor de Justiça, transferiu-se com a família para Curitiba, sendo sucedido na vice-direção da Facilcam pelo professor Marcos Erhardt. Agenor Krul atuou na Fecilcam até o ano 2.000, quando se aposentou. Havia aceitado o convite para lecionar na Faculdade Integrado e colaborou na organização da Secretaria acadêmica desta instituição. Na sequência foi convidado também a assumir o cargo de Diretor Academico-pedagógico daquela instituição, mas já não se sentia em condições de prosseguir atuando, dadas as suas condições de saúde. Permaneceu no Integrado até 2001, quando foi submetido à primeira e segunda das suas três cirurgias cardíacas. De gestos calmos, voz pausada e que raramente saía do tom moderado, passos lentos, como quem estivesse sempre caminhando e refletindo, Agenor Krul foi amigo de grande parte dos que tiveram o privilégio de tê-lo como professor. Amante da Filosofia, da História, da Literatura e da música clássica, era um professor que impunha respeito pelo seu jeito de ser e agir e pela extensão dos conhecimentos que 36

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dominava. Os que não o conheciam chegavam a temê-lo, dada a sua seriedade. Costumava dizer o que pensava, agradasse ou não ao interlocutor. Tinha um agudo senso de justiça que sempre exercitou. Batalhador incansável, ao assumir a direção da Facilcam na gestão 1989-1993 sabia que havia muito a ser feito. Nessa fase de sua história a instituição se compunha de três alas construídas em alvenaria e algumas salas de aula de madeira – os famosos galinheiros (era assim que os estudantes as denominavam). Embora a procura pelos cursos aumentasse significativamente com a estadualização, a instituição não tinha como expandir o número de vagas para os estudantes, pois não havia espaço físico para abrigá-los, nem professores suficientes para atendê-los. Além disso, havia a cobrança da sociedade para que a instituição expandisse o número de cursos. As salas de aula de madeira, apesar da constante manutenção, estavam envelhecidas e já não ofereciam qualquer conforto aos estudantes e professores, de tal forma que durante a distribuição das turmas dos diversos cursos, no espaço físico da instituição, ninguém queria ir para aquelas salas, o que obrigou a Fecilcam a solicitar o empréstimo e a utilizar algumas salas de aula do Colégio Estadual. O empréstimo das salas do Colégio Estadual também visava à redu-


ção do número de estudantes por turmas, que naquele período se aproximava de cem, principalmente nos primeiros anos. Consultadas as instâncias representativas de professores e estudantes, o Diretor Agenor Krul decidiu-se por investir na ampliação do espaço físico – não sem ter enfrentado muitas críticas por essa opção – considerando que sem essa medida todos os demais projetos ficavam comprometidos pela falta de espaço. No que estava certo. Ao final de sua gestão a instituição tinha dobrado o número de salas de aula, contratado novos professores, já conseguia oferecer alguns cursos de especialização e estava pronta para expandir-se em direção aos anseios da sociedade regional. Além disso, conseguira a aprovação do primeiro Plano de Carreira para docentes e funcionários da instituição e foi o primeiro Diretor da Fecilcam a planejar a implantação do regime de Tempo Integral de Dedicação Exclusiva, o TIDE – para os docentes. Com essas medidas já era possível vislumbrar novos caminhos. Dadas às necessidades daqueles dias, com prazos definidos para que as prefeituras quali-

ficassem seus professores com a formação mínima e para que efetuassem concursos para a contratação de pessoal, conforme as exigências da Constituição de 1988 e da LDBEN 9394/96, o Professor Agenor pensou uma fundação que pudesse desenvolver atividades de estudos, pesquisas e extensão e até mesmo pós-graduações conveniadas, visando colaborar com as prefeituras da região da COMCAM, então em franca demanda por esses serviços. Assim nasceu a FHEPE – Fundação Horácio Amaral de Estudos e Pesquisas. A FHEPE foi uma fundação sem fins lucrativos, mantida pela doação de serviços e recursos financeiros de seus filiados e por pequenos valores auferidos com as atividades que desenvolvia. Seus membros organizaram e realizaram muitos concursos para as prefeituras da região da COMCAM. Essa atividade gerava pequenos rendimentos que eram investidos em sua manutenção. Caso houvesse um rendimento extraordinário que superasse as necessidades da manutenção da instituição – o que raramente acontecia - era rateado igualmente entre os participantes das atividades, ou investido na compra de livros para a biblioteca mantida pela instituição.

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A FHEPE foi um sonho de muitos que perdurou por aproximadamente dez anos. Com a saúde do Professor Agenor já debilitada e a ausência de muitos membros da instituição cursando mestrados ou doutoramentos, suas atividades foram encerradas. Mas a chama do amor ao estudo e à pesquisa jamais se apagou e foi daí, do interesse dos professores Agenor Krul e Assabido Rhoden, e do incentivo do Professor Pós-Doutor Leonardo Prota, Professor de Filosofia da UEL e Diretor do Instituto de Humanidades, de São Paulo, que nasceu a Academia Mourãoense de Filosofia. Foi também pelo esforço de Agenor e Assabido, somado ao apoio de Amani Spachinski de Oliveira que a Academia de Filosofia produziu sua revista ARCHÉ SOPHIAS. Acompanhei a trajetória do professor Agenor Krul desde que fui representante dos estudantes no Conselho Diretor da Facilcam (1984/1986), da qual ele era Presidente, e testemunhei seus esforços em favor do ensino superior público, gratuito e de qualidade, na instituição.

Agenor era um visionário da Educação, dedicou sua vida a educar. Foi na gestão do Dr. Antonio Carlos Ribas Malachini e com Agenor Krul na vice-direção que a Facilcam foi estadualizada. E foi na gestão de Agenor Krul (1989-1993) que a Facilcam se tornou a Fecilcam, preparando o caminho para a Unespar de hoje. Agenor Krul tinha consciência de que o sucesso do trabalho educativo se deve a multiplicação dos esforços, por isso exercia uma liderança agregadora. Sabia também que no cômputo geral da totalidade necessária, o que conseguisse deixar de legado seria apenas uma parte. Talvez por isso mesmo cuidou e dedicou-se tanto que deixou um imenso legado para Campo Mourão e região. A maior parte dos professores da rede publica estadual e municipal teve a sua contribuição no processo formativo. A partir de 1995 cursamos o mesmo doutoramento em Humanidades com a Universidad de Léon, Espanha, parte dele desenvolvido na ULBRA de Canoas, Rio Grande do Sul.

Joseval Basílio Pelisser, José Carlos Paraguaio, Dalva Helena de Medeiros, Janina Izabel Krul, Dirce Bortotti Salvadori, no lançamento do livro “Mitos e Lendas do Paraná”, do Professor Agenor Krul. São todos ex-alunos do autor.

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Por quatro anos passamos as férias de Julho e Janeiro – 60 dias por ano - trancados numa sala de aula, de sete e meia da manhã às dezoito horas, ouvindo nossos professores em palestras e/ou cursos. Jamais ouvi de Agenor outra reclamação que não fosse a saudade da esposa e dos filhos. Tampouco vi ou ouvi qualquer demonstração de cansaço. Era um entusiasta das Humanidades, um humanista convicto. Um educador consciente do papel do Humanismo e das Humanidades na transformação dos homens e da sociedade. Não pode fazer a conclusão e defesa de sua tese no tempo hábil em decorrência de problemas de saúde. Conseguiu concluí-la para publicá-la em livro em 2016. Dele guardarei o exemplo do entusiasmo, do interesse, da dedicação, da necessidade da reflexão cotidiana e do desprendimento. E as lembranças da convivência orientadora, gentil e amiga. Amigo de todas as horas, foi sempre um profissional sério, dedicado, competente e um estudioso que legou a muitos o amor pela profissão de educador. Deixa um grande legado e um vácuo impossível de ser preenchido.

Dele guardaremos as lições de vida e o grande amor à educação. Há muito a relatar para demonstrar a essência deste ser humano denominado Agenor Krul, mas encerro meu relato utilizando as palavras que ele mesmo disse numa entrevista que concedeu, em 2010, ao amigo e confrade da Academia Mourãoense de Letras, Ilivaldo Duarte: “A profissão de professor é uma das mais nobres entre todas as profissões. Nunca devemos deixar as coisas como as encontramos, mas sim melhores do que estavam”. Ele deixou as coisas melhores que elas estavam quando chegou. Consta no Gênesis que somos feitos do pó e ao pó retornaremos. Essa é a nossa única certeza. E como talvez nossa argamassa seja composta por pó de estrelas, o Céu é o limite para nossas buscas. Não nos contentamos com a finitude da carne e buscamos caminhos para elevar nosso espírito, preparando nosso retorno ao encontro do Supremo Bem e aos braços do Senhor de todas as coisas. Agenor Krul fez isso durante a sua vida e partiu no dia 03 de Janeiro de 2018. Como amava poesias, dediquei-lhe um poema: CIDADE EM REVISTA

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VAI, AMIGO! Vai, amigo! Trilhe novos horizontes, Agora sem os limites do corpo, Com a alma livre, leve e solta na imensidão do infinito. Vai, amigo! Desfie as nuvens com mãos de algodão. Conte as estrelas com os olhos de luz. Visite o universo com a calma de seus passos, Sabendo que tens o tempo infinito. Dialogue com Senhor dos Dias Sobre a Filosofia. Conte-lhe de seus planos. Fale do Numinoso E do Mysterium Tremedum Que dobra os joelhos dos homens Que sentem a Sua presença. Toque a corneta dos anjos, em regozijo Pela vida que lhe foi dado viver. Vai, amigo! Voe com os anjos, com asas de cetim E pés de seda. Deixe fluir o Transcendente, E alcance finalmente o Inefável E descanse em paz. Vai, amigo! Dirce Bortotti Salvadori, escritora Cidinha Coletty, jornalista. 40

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CONTRATOS ELETRÔNICOS

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ecentemente me indagaram a respeito da formação, validade e eficácia de contrato entre particulares celebrado por intermédio de e-mail ou outro meio eletrônico – em se tratando ou não de relação de consumo, e sua respectiva exigibilidade. Também sobre a má-fé dos proponentes/policitantes (quem procede à oferta do contrato) em relação aos oblatos (aqueles a quem a proposta é dirigida), ao aduzirem a formação do contrato mediante manifestação de vontade dúbia, em tese concordante, a pretenderem exigir seu cumprimento (em sede de obrigações de fazer ou não fazer, entregar a coisa, ou pagar quantia), sob pena de cobrança de multas contratuais e cláusulas penais por suposto inadimplemento, inclusive, judicialmente. De início, deve-se ter em mente que os contratos celebrados por meios eletrônicos são, como qualquer outro contrato, espécies dos denominados “negócios jurídicos”. Para tanto, deve-se observar quanto à sua formação, os elementos de constituição (manifestação de vontade válida, liceidade de objeto e finalidade negocial – destinandose a constituir, modificar ou extinguir direitos e obrigações entre as partes), de validade (CC, art. 104: agente capaz; objeto lícito, possível, determinado ou determinável; forma prescrita ou não defesa em lei), e de eficácia (ausência de vícios de consentimento

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ou vícios sociais; eventual sujeição a condição ou termo; não terem sofrido os efeitos da prescrição ou da decadência; dentre outras hipóteses). Deve-se, ainda, observar o requisito da boa-fé objetiva – antes, durante e depois de sua celebração, e respectivos deveres laterais nos quais se destacam os da lealdade, cooperação, assistência e informação. Segundo MARIA HELENA DINIZ (in Tratado Teórico e Prático dos Contratos. 6a ed., São Paulo, ed. Saraiva: 2006), as relações jurídicas contratuais por meios eletrônicos constituem uma realidade, que não se pode ignorar. O contrato eletrônico é uma modalidade de negócio à distância ou entre ausentes, efetivando-se via internet por meio de instrumento eletrônico, no qual está consignado o consenso das partes contratantes. Não se vislumbra no Código Civil qualquer vedação à formação do contrato via eletrônica, salvo nas hipóteses legais em que se exija forma solene para a validade e eficácia negocial (ex.: escritura pública).

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A aceitação será sempre expressa, podendo dar-se por um clickwrap acceptante, isto é, por um simples apertar do botão eletrônico do mouse. É comum o contrato por clique (click-through agrément), em que se aceitam os termos contratuais pela confirmação digital na tela de um monitor, realizada com a utilização do mouse, concordando com o contrato por adesão. Será entre presentes se a contratação for online, estando os computadores do ofertante e do aceitante ligados e conectados um ao outro via telemática, havendo comunicação simultânea; será entre ausentes ou off-line, se o computador de uma das partes não estiver conectado à rede de computadores na qual está conectado o da outra, caso em que se usa, p.ex., o correio eletrônico (e-mail), pois o computador funcionará como uma caixa postal e a mensagem poderá ser retirada a qualquer momento pelo interessado. Neste último caso, costuma-se considerar a mensagem como recebida no momento em que o destinatário “abre” o arquivo que lhe foi enviado via provedor (quando se dá a aceitação), em que pesem entendimentos em contrário (o que é importante, p. ex., também para se determinar o foro competente para dirimir eventuais litígios judiciais envolvendo referidos contratos, quando internacionais). Há vários tipos de operações usuais em 44

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ambiente virtual, como o B2B – Business to Business (negócio jurídico praticado entre empresários na sua linha ou cadeia de produção específica), o B2C – Business to Consumer (negócios jurídicos de escopo diverso que efetivamente envolvem um consumidor como destinatário final do produto ou dos serviços), C2C – Consumer to consumer (sites que envolvem tão-só a relação de consumidor para consumidor), os E-GOV.Governoeletrônico (sites voltados para a divulgação de planos de governo e serviços de utilidade pública, dentre outras finalidades), o E-LEGAL (procedimentos legais eletrônicos), dentre outros (PEREIRA JÚNIOR, Antonio Jorge. JABUR Gilberto Haddad. Coords. Direitos dos Contratos III. SIMÃO FILHO, Adalberto. Artigo: Proteção dos consumidores nos contratos celebrados via internet. São Paulo, ed. Quartier Latin: 2008, p. 19-45). O arcabouço de normas legais presentes em nosso ordenamento jurídico, a disciplinarem referidas relações, é extenso. Cite-se, a título de exemplos: a Constituição Federal, o Código Civil (Lei n. 10.406, de 10.01.2002), o Código de Processo Civil (Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015), o Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965, de 23 de abril de 2014), o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1.990), a Lei dos Juizados Especiais Cíveis (Lei n. 9.099, de 26 de setembro de 1.995), dentre outras.


Em havendo necessidade, a eficácia probante do contrato eletrônico e respectivos efeitos, deverá ser atestada pelo prudente arbítrio judicial, mediante o recurso dos meios probatórios admitidos juridicamente e, em especial, da realização de prova pericial, quando se afigure indispensável. Com efeito, em havendo litígio judicial, as partes tem o direito de empregar todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados no Código de Processo Civil, para provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz (CPC/2015, art. 369). Quando tal ocorrer, especial ênfase se dará à demonstração da existência do contrato, como documento eletrônico (não mais se visualizando o documento como coisa necessariamente corpórea, destinada a servir de prova das assertivas encontradas em seu conteúdo; documento representativo de um Fato).

Envolverá sempre a demonstração de três elementos relevantes: a) um continente, normalmente representado pelo suporte corpóreo que contém a representação (ex.: e-mail); b) um conteúdo (consubstanciado em uma representação idônea de um fato jurídico -ex.: denúncia de contrato; c) a determinação da autoria de um documento. Portanto, em se tratando de “documento eletrônico”, para outorgar-se força probante à relação jurídica nele representada, será imprescindível ao autor/contratante comprovar a existência de três requisitos concomitantes: a autenticidade, a integridade e a perenidade do conteúdo deste. A autenticidade se refere à possibilidade de se identificar, com elevado grau de certeza, a autoria da manifestação de vontade representada no documento digital, ou “a qualidade do que é confirmado por ato de autoridade, de coisa, documento ou declaração verdadeiros” (ex.: mediante Autoridades Certificadoras);

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a integridade significa a certeza de que o documento eletrônico não foi adulterado no caminho entre o emitente e o receptor ou por uma dessas partes e, em caso de haver adulteração, que essa seja identificável. A perenidade diz respeito à sua validade ao longo do tempo (LUCCA, Newton de. SIMÃO FILHO, Adalberto. Coords. Direito e Internet. QUEIROZ, Regis Magalhães Soares de. FRANÇA, Henrique de Azevedo Ferreira. Artigo: Assinatura Digital e a Cadeia de Autoridades Certificadoras. 2a. ed., São Paulo, ed. Quartier Latin: 2005, p. 411-464). No que diz respeito à autenticidade, ainda, há várias técnicas de autenticação das comunicações eletrônicas, como: a) código secreto, senha, ou número de identificação pessoal; b) leitura biométrica (caixa eletrônica da impressão digital da pessoa); c) reconhecimento de caracteres físicos a longa distância, como sangue, rosto, voz; d) fixação da imagem da íris ou do fundo dos olhos; e) esteganografia; f) criptografia assimétrica, etc. Destaca-se neste sentido, hodienarmente, cada vez a maior utilização da criptografia assimétrica (Certificados Digitais emitidos pela ICP-Brasil, dotadas de presunção de validade jurídica), para conferir maior segurança às relações negociais/jurídicas.

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Na prática negocial, é fato que muitos produtos e serviços têm sido “ofertados” pela via digital/eletrônica a destinatários diversos, sem a observância integral do que foi acima mencionado. Em ousadia tamanha, “fornecedores de má-fé” de produtos e serviços, até mesmo sem antes fornecer o objeto do contrato, têm se valido posteriormente do ajuizamento de demandas judiciais sem qualquer fundamento legal ou documental (ou seja, sem a observância das premissas acima enumeradas), destinadas à obtenção de locupletamento sem causa. Visam compelir a parte contratante-ré a composições extrajudiciais (sob ameaça de ajuizamento de ações) e, por vezes, acabam até por ajuizar demandas de forma irresponsável, não devidamente instruídas com a prova da existência do documento eletrônico e seus requisitos (especialmente conhecimento e aceitação pela parte destinatária dos termos do contrato), esperando auferir vantagem econômica em audiência preliminar que supostamente porá fim à lide, especialmente quando se trate de demandas da alçada dos Juizados Especiais Cíveis (Lei n. 9.099/95; deturpando a aplicação desta lei, que tão bons préstimos presta à Justiça).


Neste caso, aproveitam-se da não incidência de custas e honorários sucumbenciais de primeira instância nos Juizados Especiais Cíveis, cientes de que, se for dada continuidade ao feito, ainda que a demanda ajuizada seja julgada improcedente e não tenham sucesso no locupletamento, eximir-se-ão do pagamento de custas processuais e honorários sucumbenciais, salvo se vierem efetivamente a recorrer às Turmas Recursais (o que dificilmente farão). Aproveitam-se, ainda, do fato de que as demandas em trâmite nos Juizados Especiais não admitem prova pericial, o que dificulta, em tese, a demonstração da inidoneidade da prova documental digital (existência ou inexistência, e suposta invalidade). Mas devem ficar atentos. Nas demandas afetas aos Juizados Especiais Cíveis, admite-se ao demandado/contratante-réu formular pedido contraposto de cunho indenizatório, para fins de auferir indenizações de cunho moral – se o caso, ressarcimento de despesas, e multas processualmente previstas por dano processual e litigância de má-fé. O que não pode é deixar o demandado de comparecer à audiência - sob pena de revelia, e de defender-se. Certo ainda é que nem toda demanda que envolva contrato eletrônico é de competência dos Juizados Especiais Cíveis, nem tampouco sempre se estará diante de Relação de Consumo. CIDADE EM REVISTA

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Na Justiça comum, deve o autor observar o disposto ao artigo 319 do Código de Processo Civil (requisitos da petição inicial), instruindo-a com as provas necessárias (inciso VI, no caso, o contrato eletrônico e seus requisitos). O juiz poderá indeferir a inicial se assim não for feito (rigor que é abrandado nos Juizados, em especial nos casos em que o valor da demanda não supere 20 salários mínimos, dispensando-se inclusive a necessidade de advogado); e a prova pericial poderá ser sempre e regularmente realizada. E, finalmente, estará o demandante irresponsável sujeito aos ônus da sucumbência, ou seja, ao pagamento das custas processuais e honorários sucumbenciais, em sendo vencido. Afinal, salvo exceções legais (e não poderia ser diferente), “a prova cabe a quem alega.” Dr. Marcos Noboru Hashimoto Especialista em Direito Civil e Processual Civil pela Fundação Eurípides Soares da Rocha, de Marília (atual UNIVEM); especialista em Direito dos Contratos pelo IICS/CEU, de São Paulo; Mestre em Direito Negocial pela UEL (Processo Civil); Doutor em Direito pela PUC/SP (Processo Civil). Professor do curso de graduação em Direito da PUC/PR, e dos cursos de pós-graduação lato sensu da PUC/PR Maringá, do IDCC – Instituto de Direito Constitucional e Cidadania de Londrina, e das Faculdades Integrado de Campo Mourão. Advogado e Palestrante.

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humanos carentes 50

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Desde criança, ao ver pessoas muito cheias de si e outras muito humildes, eu pensava que houvesse “castas” e que isso fosse o normal da vida. Eu pertencia ao grupo dos humildes pelas condições de minha família. Assim, eu pensava que as cheias de si pelo cargo que ocupavam, pelo sobrenome, pela riqueza, fossem pessoas superiores em todos os aspectos, isto é, que fossem educadas, sábias, honestas, resolvidas, felizes. Conforme fui crescendo e conhecendo a realidade, pude perceber que mesmo aqueles que ostentavam poder e dinheiro, eram pessoas carentes. Carentes de afeto, de amor, de humildade, de senso crítico.

Eram pessoas, às vezes, mais carentes que as de nossa “casta”. Tantas são as carências!... Cresci. O tempo foi passando e eu sempre observando a vida para compreender o ser humano. Percebi que as autoridades a quem eu devotava o maior respeito nem sempre se davam ao respeito. Percebi que casais que desfilavam felizes (de mãos dadas) pelas ruas, nem sempre se entendiam em casa, ao contrário, viviam um faz de contas e dando mau exemplo aos filhos. Percebi que muitos que desfilavam seus carros último tipo e se apresentavam sempre muito bem vestidos, nem sempre eram pessoas honestas, bons pagadores, pessoas éticas.

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Mas o que mais me surpreendeu foi descobrir que as carências infantis podem acompanhar os adultos vida afora, que uma criança mal amada terá dificuldade para se relacionar; que os problemas dos adultos quase sempre estão atrelados a algo mal resolvido na infância/adolescência. Ao perceber as carências humanas comecei a entender melhor as pessoas e a mim mesma. Não há quem seja totalmente resolvido, não há ninguém totalmente feliz. A própria miséria do mundo já rouba a paz das pessoas. Não é possível ser feliz sabendo que há tanta injustiça, tanta exploração, tanta mentira, tanto desamor. O ser humano precisa ser amado, respeitado em suas necessidades e cada um de nós precisa aprender a empatia. Ao conhecer o outro, aprendemos mais de nós. Ao conhecer o outro, despertamos em nós a capacidade de compreender as diferenças, de conviver com as diferenças. Enfim, somos humanos, portanto imperfeitos, incompletos e por isso, carentes. *Cida Freitas é professora empresária no ramo da Educação e escritora.

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ENTIDADES SÃO ATENDIDAS PELA FUNDAÇÃO CASA DAS FRALDAS De janeiro a novembro de 2017, a Fundação Casa das Fraldas São José, de Campo Mourão, repassou – sem qualquer custo – 26.505 fraldas geriátricas descartáveis ao Lar dos Velhinhos “Frederico Ozanan”. Também destinou 59.851 fraldas à Pastoral da Saúde, 5.299 ao Hospital Santa Casa e 4.845 fraldas ao Lar Dona Jacira. Várias outras entidades foram beneficiadas Ao atender a demanda de entidades que utilizam o produto em larga escala, a Casa das Fraldas propicia significativa economia às instituições beneficiadas que podem usar esses recursos para viabilizar outras ações ou até ampliar a clientela assistida. É o caso do Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan, entidade que mensalmente recebe o maior número de fraldas e que vem sendo atendida desde o surgimento do projeto de responsabilidade social, há mais de nove anos. Mais de 450 mil fraldas já foram destinadas ao Lar dos 54

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Velhinhos de Campo Mourão desde 2008, o que represento uma economia superior a R$ 500 mil. Sem falar que a disponibilidade de fraldas reduziu sensivelmente o volume de roupa lavada diariamente, o problema do cheiro e ainda contribuiu para o aumento da autoestima dos idosos lá atendidos. Nunca é demais lembrar que as instituições que atendem pessoas em situação de risco social ou de abandono no país sempre se mantêm com dificuldades, dependendo de promoções e campanhas para sobreviverem. Carentes A Fundação Casa das Fraldas São José também atende mensalmente a cerca de 450 pessoas comprovadamente carentes de Campo Mourão. Entre eles estão idosos, portadores de necessidades especiais, acamados, etc. Todos recebem gratuitamente um kit de fraldas.


O que você quer proteger? Tratam-se de pessoas que, em razão da situação financeira e do preço do produto no mercado, não teriam condições de comprar fraldas, embora necessárias por questões de higiene e até para evitar o surgimento de outros problemas de saúde. Todas as pessoas cadastradas foram visitadas por representantes da Casa das Fraldas, que constataram a situação de carência. Com a recente transformação do projeto de responsabilidade social em Fundação Casa das Fraldas São José, a ampliação da produção em 20 por cento é uma das metas. Visita Na tarde do dia 21 de dezembro, a Casa das Fraldas recebeu a visita do novo bispo da diocese de Campo Mourão, Bruno Eliseu Versari. Ele foi recepcionado pela presidente da Fundação Casa das Fraldas, Marta Kaiser Leitner, juntamente com a secretária Salete Doneda e o diretor do Departamento de Responsabilidade Social da Associação Comercial e Industrial (Acicam), Eloi Bonkoski.

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Histórias de Gasparzinho Papai se chamava Gaspar. Para a família era Gasparzinho e gostava de contar histórias. De todo tipo. Engraçadas ou assustadoras. Tinha aquela dos dois parentes que saíram a cavalo, campeando novilha desgarrada e a noite baixou na volta pra casa. Mata fechada, milhares de pios e um luar espelhado malemal penetrando a muralha das folhas prateadas. Os ressabiados ouviram um amassar de folhas, muito, mas muito de leve, parelho à trilha. Os dois, até aquela hora com as rosetas das esporas adormecidas, os cavalos passo a passo, à rédea solta, E aperceberam o cheiro do bicho – e era grande - os cabelos e todos os pelos do corpo virarem espinho de ouriço. Certeza, certeza absoluta – era a tal da onça pintada. Bicho cruel, conhecido do povo das redondezas e de bucho vazio, à caça, acoitando, pronta para o bote, como fazia toda noite. 56

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- Compadre do céu, viramos ceva do bicho! Cavaleiro e cavalo um só corpo, uma só corrente de energia, empinaram com as crinas arrepiadas e se perderam numa corrida de vida ou morte. E o tropel foi longe em galope fechado até um descampado. Os animais esbaforidos, molhados, com pisaduras dos arreios e babando já sem forças. “Isso durou horas e horas”! Alongava papai, naquela sua voz de contador de prosas. Contava lentamente, enfeitando, explorando e valorizando ao máximo a cadência da frase, as entonações mais fortes, mais fracas, a gesticulação apropriada para cada percurso narrativo.


- Daí, depois da corrida destrambelhada. Os cavalos sem forças pra continuar, porque os bichos é que mais sentiram o perigo, veja - as esporas nem riscaram a barriga deles! dispararam era de medo mesmo!, aí pararam naquele descampado enluarado, claro que nem um dia. Um dos homens perguntou: - Tá inteiro, compadre? - Até que não sei, compadre, mas se sangue fede, eu tô todo arranhado... A cada contação da mesma história, papai mudava um pequeno detalhe aqui e ali, criava suspense, ajeitava uma palavra nova. Assim, a atualizava todas as noites e nós nos divertíamos sempre. Era uma gargalhada só, cobrindo as nossas noitadas ao redor do fogão de lenha, se era inverno, comíamos milho verde assado, pinhão na chapa e um café com leite inesquecível. O tipo de causo que papai mais gostava, que fazia seus olhos brilharem (e só ele ria), era os causos de assombração. Nesses então ele se esmerava. Mestre que era na mentira, no ilusionismo. Não lhe faltavam engenho e arte. As histórias eram sempre as mesmas: a do fantasma do padre que guardava um tesouro, bem ali, no alto do pasto, no pé de um dos três pés de coquinho que formavam um triângulo. No ano de 1999, o fantasma ia revelar o segredo. E nós ficávamos na expectativa do tempo chegar. Mal sabíamos que esse tempo não nos traria tesouro algum. Que nosso tesouro era aquele: as labaredas do fogão, aquecendo na frente, atrás os costados gelados e as nossas sombras projetadas na parede – fantasmagorias. Quando o causo terminava, nos movíamos apenas em bando, ninguém saia dali sozinho. A parca chama do lampião de querosene, iluminando o assustador caminho da cozinha para os quartos. Eu não fazia o trajeto sozinha nem amarrada, ia me enroscando nas pernas de alguém tal era a paúra, o medo. Ainda mais pelo que me esperava no quarto, pavor insuportável: uma revista Cruzeiro, aberta na página onde havia uma foto de uma freira sem rosto atrás das grades de uma cela. Dizia a reportagem que era a foto de um fantasma. Eu não tinha coragem nem de fechar aquela página. A revista me arrepiava e o peito se torcia de puro horror. Foram meses para que uma mão piedosa fechasse a maldita página. 58

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No verão era pior, papai contava as histórias deitado na rede da varanda. Ouvíamos sentados no banco de madeira sem espaldar, atrás da longa mesa de refeições. Não víamos seu rosto, apenas a brasa do palheiro alumiando a noite dos grilos e sapos em sinfonia. A escuridão imperava e a batuta de sua voz regia nossos sustos. O ar nos trazia o cheiro das vacas ao redor da casa. Ouviam-se os rumores da noite, fazendo fundo à voz de papai: a saparia do banhado, gritando foi boi, não foi, foi boi não foi... o piado das corujas, os grilos alucinados e o gado remoendo o pasto. Para nossos ouvidos aguçadíssimos, o menor graveto pisado soava como uma bomba, ouvidos abertos como a goela da cobra da história de papai. Quanto mais medo, mais fascínio. Não perdíamos uma sílaba e, às vezes, implorávamos pela repetição de uma passagem aqui e ali, ainda mais se a história do dia fosse de cobra. Com esse bicho peçonhento, vira e mexe eu tropeçava. Me arrebatava o causo da mulher que dava de mamar para a cobra. Cruz credo!

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E papai emendava assim: - E tem aquela da mulher de dieta que dava de mamar para a cobra. A bichona saía da fresta do paiol e aí vinha bem de mansinho mansinho, escorregando, se enroscando, deslizando, desviando assim e subia na cama de noitão e o nenenzinho magrinho magrinho o pai não entendia porque a criança estava tão mirradinha e os peitões da mulher vazando de tanto leite e a criança chorava e ele dizia que não podia ser de fome. Um dia, o homem decidiu fazer uma tocaia e ver o que é que estava acontecendo. Lá pelas tantas, altas horas da noite, depois da meia noite, ele viu a bichona botar a fuça na fresta e deslizar vindo assim ondulando pro lado da cama enroscando no pé da cama e veio e veio para o seio da mulher adormecida. O bicho tava bem acostumado e pro bebê não chorar, punha a ponta do rabo na boquinha da criança e grudava no seio da mulher. Mamava até esgotar todo o leite. Aí o homem viu porque a criança tava definhando, definhando, magrinha magrinha... Minha Nossa Senhora da Aparecida! meu filho vai morrer! Daí ele pensou e pensou como ia matar a maldita e salvar a família daquele encanto dos diabos. 60

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Não dormiu mais só pensando pensado. Daí ele resolveu ficar de vigia, de novo, escondido em cima do guarda-roupa. E a bicha saiu da fresta depois da meia noite e veio brilhosa, rastejante, fria e silenciosa. Ondulou entre o lençol, pôs o rabo na boca do nenê e a boca no seio da mulher e o homem cevando na tocaia com a pontaria pronta. Esperou a bicha inchar de leite e ele olhando... Quando ela escorregou da cama roliça, cheinha de leite ele atirou bem na cabeça e foi leite espirrado pra tudo quanto era lado. Na mesma hora, uma bola de fogo se formou no ar e desapareceu, cobra, leite, tudo... e o homem ficou ali paralisado até passar o susto. Pois é, foi assim. Isso aconteceu porque a cobra só vinha quando ela tava dormindo. É um bicho cheio de tretas. Agora, se ela viesse de dia, com o sol alumiando tudo, era só dar um nó na barra da saia da mãe e a bichona ficava ali, durinha, paralisada. Daí você volta e dá um tiro nela. Mata. Bicho peçonhento! Ladino, tem de esmagar a cabeça. E tem mais, se você não vê a cobra mas desconfia, põe um fio de cabelo num copo d’água. Depois de alguns dias ela sai da goela da fresta e vai voando pra outro lugar. Foram nossos tempos encantados, de sonhos e esperanças. Nelci Veiga Mello, Centro de Letras do Paraná Membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni Academia de Letras de Campo Mourão

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A AVENTURA VAI COMEÇAR Peabiru-PR lança calendário 2018 de Trilhas e Caminhadas

O fim de semana se apresenta e é hora de programar o lazer. Sem opções? Pouco dinheiro? Baseado nestas questões é que a cidade de Peabiru-PR lançou o calendário de 2018 das “CAMINHADAS, TRILHAS E AÇÕES PARA O BEM ESTAR DA SAÚDE”. São eventos de meio dia de duração com baixo custo e alto nível de satisfação, no contato com a história de nossa região e desfrute da natureza exuberante, passando por pontos históricos, cachoeiras, rios, florestas e muito mais. As caminhadas são um programa para toda a família, em vários níveis de trilha. O mais famoso é o Acqua Trekking, modalidade na qual se alterna a trilha por caminhos seco e com água, aumentando a adrenalina, sempre com equipe de apoio e prezando pela segurança. Na questão de lançamento do calendário sublinha o Diretor de Cultura de Peabiru Arléto Rocha que “o planejamento é o segredo do sucesso e com este calendário visamos otimizar os esforços para melhorar o bem estar dos peabiruenses e da região, bem como paralelamente dar continuidade ao Projeto Caminhos de Peabiru o qual objetiva fortalecer o sentimento de pertencimento ao lugar e agregar emprego e renda por meio do turismo”. Rayssa Lima, Educadora Física do NASF -Secretaria de Saúde ressalta que “no calendário teremos muitas ações voltadas para a saúde abordando temas como hipertensão, saúde do homem e saúde da melhor idade, entre outro temas”.

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Em 2017 as Trilhas pelos Caminhos de Peabiru receberam visitas de cerca de 3.000 pessoas de todo Brasil e do exterior tais como trilheiros dos EUA, Itália, Paraguai, Japão e Espanha. PROJETO CAMINHOS DE PEABIRU PREMIADO Nesse sentido que a cidade de Peabiru foi premiada pelo “PROJETO CAMINHOS DE PEABIRU: HISTÓRIA, CULTURA E TURISMO” com o Prêmio GESTOR PÚBLICO PARANÁ 2017.

O Prêmio é uma iniciativa do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (SINDAFEP), detentor da marca Prêmio Gestor Público Paraná e objetiva valorizar projetos de administração pública que sejam inovadores, criativos e que tragam desenvolvimento para a sociedade e que estão ajudando a melhorar a vida dos paranaenses. Segundo Arléto Rocha, coordenador do Projeto Caminhos de Peabiru “este prêmio ajudará ainda mais na ideia de agregar emprego e renda por meio do turismo a Peabiru e a região, além de cada vez mais solidificar o sentimento de pertencimento de nossa gente com nossa terra.” A Premiação no qual o Prefeito de PeabiruPR Júlio Frare recebeu o Prêmio em nome da cidade, aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado em Curitiba em novembro e o projeto foi considerado como “ o grande projeto de truísmo do Paraná, o projeto de excelência. Eis o calendário para a aventura, programe-se: 04/03 CAMINHADA INTERNACIONAL DAS MULHERES PROJETO CAMINHAR e PROSEAR 11/03 - DESAFIO DE BIKE E CAMINHADA PERCURSO PEABIRU CAMPO MOURÃO 22/03 CAMINHADA ECOLOGICA PELO DIA MUNDIAL DA ÁGUA “Mata Ciliar, hora de preservar” 25/03 - II ENCONTRO DA FAMILIA CAMINHOS DE PEABIRU 21/04 CAMINHADA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL 20/05 - CAMINHADA PELA NEGRITUDE E IGUALDADE ENTRE RAÇAS LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS 08/07 DE JULHO CORRIDA DE INVERNO SAÚDE PEABIRU 05/08 - CAMINHADA AGOSTO AZUL PELA SAUDE DO HOMEM 02/09 - CAMINHADA PROEJTO CAMINHAR E PROSEAR NOS CAMINHOS DE PEABIRU 07/09 - NO III ENCONTRO DA FAMILIA CAMINHOS DE PEABIRU CAMINHADA VERDE AMARELO 16/09 - CAMINHADA SETEMBRO AMARELO CONTRA O SUICÍDIO 03/10 MOVIMENTO OUTUBRO ROSA | GINCANA ROSA 21/10 - CAMINHADA ROSA 15/11 - CAMINHADA INTERNACIONAL PELOS POVOS AFRICANOS 09/12 - CAMINHADA PELO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDIGENAS 16/12 - IV ENCONTRO DA FAMILIA CAMINHOS DE PEABIRU

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Posse festiva da diretoria do SinConCam

Mariza Pante Ferreira presidente do SinConCam

Mariza Pante Ferreira ladeada pelos presidentes da Fecopar e do CRC PR

Noite maiúscula marcou a posse festiva da presidente, Mariza Pante Ferreira e sua diretoria no Sindicato dos Contabilistas de Campo Mourão e Região (SinConCam) para a Gestão 2018-2019. O evento realizado no salão social do Country Club de Campo Mourão, contou com a presença dos presidentes da Federação dos Contabilistas do Paraná (Fecopar) e do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRC-PR), Divanzir Chiminacio e Marcos Sebastião Rigoni de Mello, respectivamente. A nova diretoria foi eleita em meados de dezembro passado e assumiu o comando da entidade no dia 1º de janeiro, com o mandato estendendo-se até o final do próximo ano. Fundada no dia 17 de agosto de 1991, a entidade classista tem 29 municípios na base territorial: Campo Mourão, Peabiru, Araruna, Engenheiro Beltrão, Barbosa Ferraz, Fênix, Quinta do Sol, Mamborê, Roncador, Iretama, Luiziana, Goioerê, Boa Esperança, Janiópolis, Juranda, Corumbataí do Sul, Rancho Alegre D’Oeste, Farol, Quarto Centenário, Nova Tebas, Arapuã, Ariranha do Ivaí, Godoy Moreira, Laranjal, Lidianópolis, Mato Rico, Campina da Lagoa, Nova Cantu e Terra Boa. A carta sindical do SinConCam foi emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2013. Neste ano, o SinConCam completa 27 anos. Posse A diplomação dos membros da nova diretoria foi feita pelo presidente da Fecopar, Divanzir Chiminacio. Mariza Pante Ferreira sucedeu Cleber Roberto Francioli na presidência do SinConCam.


O presidente da Fecopar Divanzir Chiminacio diplomou a presidente do SinConCam Mariza Pante Ferreira

Também já ocuparam a presidência da entidade: Arney José Ecker, Mário de Lima, Nestor Ocimar Bisi, Edilton José da Rocha, Miguel Theodorovicz, Idnei Hundsdorfer, Alberto Barbosa e Prescila Alves Pereira Francioli. A nova presidente do SinConCam, Mariza Pante Ferreira, destacou o desafio de comandar a entidade, destacou a importância da união da categoria em torno da entidade, falou das metas da nova diretoria e ressaltou a importância do papel desempenhado pelos contabilistas.

Onze sindicados de contabilistas do estado estiveram representados na solenidade. Também compareceram representantes do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado do Paraná (Sescap-PR), além de outros convidados. Diretoria A nova diretoria está assim constituída: Mariza Pante Ferreira (presidente); Valdir Coral (vice-presidente), Adalton Gomes da Silva (1º secretário), Sheila Mirelly Veiga Cavalheri (2º secretário), Ciro Luiz Gnatkovski (1º tesoureiro), Ricardo Algauer Nassar (2º tesoureiro), Alberto Barbosa (diretor de Relações Públicas), Prescila Alves Pereira Francioli (diretora Cultural), Idnei Hundsdorfer (diretor de Patrimônio), Cleber Roberto Franciolui (diretor Social e Recreativo), Vanderlize Neitzke Dalarosa (diretor de Cursos e Eventos). O Conselho Fiscal é composto por Jaime Narciso Salvadori, Rui André Laverde e Altair Casarin (membros efetivos), Gustavo Pusch Rodrigues, Aristeu Zago e Estevam Robetti (suplentes). Já o Conselho Consultivo é integrado por Nestor Ocimar Bisi, Osvaldo Nakamura, José Vilmar Rodrigues de Macedo, Teodoro Lecheta Paitach e Moacir Rener Bomgiorno. A chapa eleita tem sete suplentes da diretoria: Ademilson José Ferreira, Agnaldo Malaquias da Silva, Edia Maria Lemos, Eder Rogério Stela, Gabriel Reis de Carvalho, Jairo Padilha e Ambrózio Lecheta Paitach. Cidinha Coletty Jornalista, empresária e fotógrafa.

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NO SAFARI DO FERNANDINHO Participei com alegria com o casal de amigos, Henrique César Miranda Venturi e Cristieli F. Anjos na comemoração do o 1º Aniversário do caçulinha Fernando Ventura. A festa estava linda, tudo preparado com carinho para receber a turminha miúda e amigos. Alegria dos padrinhos Fernanda Ventury e o esposo Beto Bueno.

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UNIMED CAMPO MOURÃO INAUGURA SERVIÇO DE ONCOLOGIA Percebendo a importância do cuidado especializado em Oncologia para a população de Campo Mourão e região, a Unimed inaugurou sua unidade de Cuidados Oncológicos, representando a 1ª fase de um complexo hospitalar próprio. Noite memorável com a presença da Diretoria, classe Médica e convidados. Dr. Eloy Okabayashi Fuzii – Superintendente da Unimed; Dr. Eufanio Estéfano Saqueti – Presidente da Unimed Campo Mourão; Dr. Paulo Roberto Fernandes Faria – Presidente da Unimed Federação do Paraná e Dr. Dênis Rogério Aranha da Silva – Vice-Presidente da Unimed Campo Mourão.

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FORMATURA YÁZIGI No final de 2017, realizamos a formatura das turmas de avançado do curso de inglês. Foi uma noite emocionante e com muitas lembranças agradáveis. O prestígio não está em iniciar algo, mas sim em finalizar. Parabéns a todos os formandos que persistiram. You got it!

ALINE MACHADO DA SILVA

AMANDA JACH DA SILVA

ANDERSON TOSHIO DOS SANTOS KONO VITÓRIA CAROLINA DE CASTRO PETRI

GABRIEL DE SOUZA

LORENA BEATRIZ COSTA DAVANTEL

THIAGO NASCIMENTO COSTA

CARLA GOMES DOS SANTOS

ANA CAROLINA LOPES DE MELO

ANA LUIZA FARIA MICHELS

EMILLY TEIXEIRA SIMÕES

ERASMO COSTA

RAYSSA BEATRIZ POYER

RENAN RODRIGUES

“ESTUDAR NO YÁZIGI ABRIU PORTAS QUE NUNCA IMAGINEI, E CONHECI PESSOAS QUE VOU LEVAR PARA MINHA VIDA.” CARLA GOMES DOS SANTOS

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JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DA APADE Descontraído, alegre e elegante, nas cores azul e branco, tradicionais da associação estavam a decoração e o ambiente do jantar. O Presidente professor Odenir Aparecido Colchon Motezino recebeu todos os presentes em companhia da Vice Presidente Professora Maria Aparecida Grabowski e o Assessor Administrativo Higor Henrique. No mesmo evento, o Casal de Professores Sizolei e Fioravante Victorio Ubialli, foram homenageados pela comemoração dos 60 anos de casamento.

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1 ANIVERSÁRIO DO PEDRO Lindo de viver, Pedro Luís David Zacaron festejou seu 1º Aniversário no Espaço Lago, em Três Rios. Parabéns papais Manu Lane e André Luís Porto Zacaron, destacado Cirurgião Geral e Bariátrico no Rio de Janeiro, onde residem. O casal passou as festas natalinas em Campo Mourão com o pequeno Pedro na casa dos avós Maria Antonia e Rui David.

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DICAS DE LEITURA Minutos de Sabedoria Este bestseller de auto-ajuda, apresenta reflexões, pensamentos, conselhos curtos e penetrantes que auxiliam nas horas difíceis e, nos momentos leves, alegram e elevam a alma.

Autor: Pastorino,Carlos Torres Nº de Páginas: 304 Assunto: Desenvolvimento pessoal. Ano: 2008

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Origem

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e Onde Viemos? Para Onde Vamos? Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”. O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Autor: Dan Brown Nº de Páginas: 432 Assunto: Policial e Suspense Ano: 2017

Crer ou Não Crer

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Uma discussão imperdível O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes.

Autor: Melo ,Fábio de / Leandro Karnal Nº de Páginas: 224 Assunto: Cristianismo Ano: 2017

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O AMIGO ALEMãO

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ezembro de 1943. Um bombardeiro americano seriamente danificado se esforça para sobrevoar a zona de guerra alemã. No controle está um jovem de 21 anos, o segundo-tenente Charlie Brown. A maior parte da tripulação está morta ou gravemente ferida. Um caça inimigo se aproxima. A suástica na cauda do avião não deixa dúvidas. Seu piloto é o experiente alemão Franz Stigler.

Autor: Adam Makos e Larry Alexander Nº de Páginas: 408 Assunto: Guerra Mundial Ano: 2017

Rebeldes Têm Asas

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Em dez anos, Rony Meisler e seu amigo de infância e sócio Fernando Sigal transformaram a vontade de produzir uma bermuda de praia em uma das mais prestigiadas marcas de moda do Brasil, a Reserva. Com mentalidade de startup de tecnologia, a Reserva “hackeou’’ e reinventou muitas das velhas práticas do mercado de varejo de moda nacional. Fazem parte do Novo Grupo as marcas Reserva, Reserva Mini, Eva e as novíssimas Ahlma e Oficina.

Autor: Rony Meisler e Sergio Pugliese Nº de Páginas: 288 Assunto: Administraçao Ano: 2017

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O obstáculo é o caminho

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que impede a ação favorece a ação. O que fica no caminho torna-se o caminho. As palavras do imperador Marco Aurélio, conhecido hoje como o último dos Cinco Bons Imperadores, são o ponto de partida para o livro de Ryan Holiday, que visa a ajudar o leitor, mais do que superar os problemas do cotidiano, a “virá-los de cabeça para baixo” e transformá-los em oportunidades.

Autor: Ryan Holiday Nº de Páginas: 224 Assunto: Administração Ano: 2015

O sol é pra todos

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história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Autor: Harper Lee Nº de Páginas: 364 Assunto: Romance Ano: 2015

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ELA, ELE E O HAICAI

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Ela era tão jovem e sonhadora... Gostava das flores, das árvores, dos animais do campo, dos riachos e do silêncio. Passava horas sentada embaixo daquela “sua” árvore, um ipê florido, à beira do lago. Pensava em quão linda seriam as cerejeiras do Japão... Tinha a maior vontade de conhecer esse país que ela admirava tanto por suas paisagens belíssimas e pessoas tão apegadas às suas tradições! Em seu colo, sempre um livro aberto ou um caderno no qual escrevia seus haicais e poemas. “PERFUME NO AR, JAPONESAS CONVERSANDO. SÃO AS CEREJEIRAS” Nesse momento, fechou os olhos e pareceu ouvir as vozes sussurradas das japonesas sob as árvores carregadas de flores. Sentiu o perfume que exalavam e abrindo os olhos tomou em suas mãos uma folha de papel que começou a dobrar, várias vezes, sem formar nada. - Por que não consigo fazer maravilhas como fazem os japoneses? E novamente escreveu: “AS DOBRAS SUTIS NO PAPEL TOMARAM FORMAS. SÃO OS ORIGAMIS.” - Ainda bem que consigo me expressar escrevendo. Falou baixinho. - Não deixa de ser uma forma linda de se expressar também! Alguém disse. Ela olhou assustada, repentinamente tirada do seu devaneio, para um jovem japonês parado ao seu lado. - Por favor, não se assuste! Disse ele. Tenho passado sempre por aqui e vejo você sozinha, tão pensativa, sempre a ler, a escrever. Fico lá longe observando, mas hoje tomei coragem para me aproximar. E ele se sentou ao lado da jovem. Começava aí uma grande amizade, uma história de repartir conhecimentos sonhos e amor.

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Ficavam horas ali conversando. Ele a contar histórias do seu país, ela a contar causos do seu. Lá de longe, quem olhasse veria, às vezes, ela dançando tão leve, enquanto ele olhava encantado e, outras vezes, ela sorrindo muito enquanto ele mostrava a dança dos samurais. De repente paravam e começavam a escrever. Faziam isso muitas vezes e um mostrava ao outro, os versos que escreviam. “VEM VINDO APRESSADO! NO SILÊNCIO, OUÇO O GALOPE. CAVALGO NO VENTO.” - Eu sou como aquele que cavalga no vento. Disse ele! Venho de longe e quem sabe um dia, volto em suas asas. “FLORES PROCURANDO UM GIRASSOL AMARELO. O SOL LÁ NO CÉU.” - E esse que acabo de escrever é como sou. Disse ela. Em eterna procura de outros povos, outras pessoas, outros lugares. E assim passavam os dias e eles se aproximando cada vez mais. Em um dia ela encontrou um papel dobrado em seu caderno. “NA ESSÊNCIA DA VIDA DESCUBRO, CHEIO DE ENCANTO, PERFUME DE AMOR.” Ela sorriu e guardou aquela declaração tão singela dele. O tempo foi passando e um dia ele contou que precisava retornar ao seu país. “MISTURARAM GOSTOS, GESTOS, SALIVAS, TEMORES. CHORARAM NO ADEUS.” - Eu volto! Disse ele. Volto para te buscar! E dia após dia, lá estava ela, com o caderno aberto em seu colo, muitas vezes o olhar perdido e algumas vezes lendo alto o que acabara de escrever. “MURCHARAM AS FLORES, PÉTALAS SE DERRAMARAM. LÁGRIMAS DE DOR.” CIDADE EM REVISTA

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E ela chorava baixinho lembrando quão doces foram os momentos passados com ele... “CHEIRO DE PERFUME NA PELE LIMPA DO BANHO. VOLTE, MEU AMOR!” E ele não voltava... E as chuvas caíram e ela a escrever: “A CHUVA CAINDO MOLHA OS PENSAMENTOS MEUS. ESTOU NAUFRAGANDO!” E ali, naquele lugar onde foi tão feliz tantas vezes, ela se deixou ficar, as gotas da chuva misturadas com suas lágrimas sentidas. Achou que ia morrer. Sua roupa molhada, tão fria, colava em seu corpo já tão fraco da espera. Fechou os olhos e começou a ouvir a melodia dos sinos dos ventos espalhados nas árvores ao redor. Aos poucos foram sumindo e ela sentiu que estava prestes a entrar em um outro mundo. De repente, sentiu uma pressão forte em seu corpo e estava como que pairando no ar. Eram braços fortes que a seguravam com todo o carinho possível e a levavam para baixo de uma tenda. “AH, AQUELES RAIOS ROMPENDO POR ENTRE FOLHAS! DE NOVO ESPERANÇA”. Ela abre os olhos e tudo se transforma... “DE REPENTE, O SOL. É LUZ, CALOR, ENERGIA! TRANSFORMO MEU CORPO” - Voltei para te buscar! Ele diz. E ela como por encanto, sente-se revigorada! E quem olhasse de longe, veria o casal, mãos dadas, seguindo em direção ao arco íris no céu. “NAS MÃOS, UMA FLOR. LEVO COMIGO FELIZ, UM BRINDE AO AMOR!” *Silvia Fernandes, é escritora e poeta, formada em Letras

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lançamentos do

fEVEREIRO 2018 | MARÇO 2018

CINQUENTA TONS DE LIBERDADE

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daptação da última parte da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015). Superados os grandes problemas, Anastasia (Dakota Johnson) e Christian (Jamie Dornan) têm amor, intimidade, dinheiro, sexo e um promissor futuro. A vida, no entanto, ainda reserva surpresas para os dois.

lançamento 08/02/2018 Direção: James Foley Duração: 105min Gênero: Drama

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PANTERA nEGRA

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ilme da Marvel sobre T´Challa (ChadwickBoseman), prÍncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.

lançamento 15/02/2018 Direção: Ryan Coogler Duração: Indisponível Gênero: Ação

a grande jogada

A

pós perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos, a esquiadora Molly Bloom (Jessica Chastain) decide tirar um ano de folga dos estudos e ir trabalhar como garçonete em Los Angeles. Através de circunstâncias curiosas, ela acaba se tornando milionária e famosa por organizar os mais exclusivos jogos de pôquer da região.

Lançamento 22/02/2018 Direção: Aaron Sorkin Duração: Indisponível Gênero: Suspense

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desejo de matar

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m homem gentil tem sua vida transformada quando sua família é abalada por um ato de violência que machuca a todos. Em busca de justiça, ele se transforma em uma máquina mortífera, para conseguir fazer justiça com as próprias mãos.

Lançamento 01/03/2018 Direção: Eli Roth Duração: Indisponível Gênero: Ação

TOMB RAIDER A ORIGEM

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ara Croft (Alicia Vikander) leva a vida como bike courier em Londres até o dia em que recebe uma missão secreta de seu desaparecido pai (Dominic West) e parte para uma incrível e perigosa aventura numa ilha japonesa.

Lançamento 15/03/2018 Direção: Roar Uthaug Duração: Indisponível Gênero: Ação/Aventura

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CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA

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ilho de Stacker Pentecost, responsável pelo comando da rebelião Jaeger, Jake Pendergast (John Boyega) era um promissor piloto do programa de defesa, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime. Quando uma nova ameaça aparece, Mako Mori (Rinko Kikuchi) assume o lugar que era do pai no comando do grupo Jaeger e precisa reunir uma série de pilotos. Ela procura o irmão Jake e decide lhe oferecer uma segunda chance para ajudar no combate e provar seu valor.

Lançamento 22/03/2018 Direção: Steven S. DeKnight Duração: Indisponível Gênero: Ação

SHERLOCK GNOMES E O MISTÉRIO DO JARDIM

S

equência da animação Gnomeu e Julieta. Os gnomos de um jardim, Gnomeo e Julieta, recrutam o renomado detetive Sherlock Holmes, para investigar o mistério do desaparecimento de outros gnomos em Londres.

Lançamento 22/03/2018 Direção: John Stevenson Duração: Indisponível Gênero: Animação

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eu, Tonya

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inebiografia da ex-patinadora no gelo TonyaHarding. Durante a década de 1990, ela conseguiu superar sua infância pobre e emergir como campeã do Campeonato de Patinação no gelo do Reino Unido e segunda colocada no campeonato mundial. Porém, ela ficou realmente conhecida quando seu marido, Jeff Gilloly, e dois ladrões tentaram incapacitar uma de suas concorrentes quebrando a perna dela durante as olimpíadas de 1994.

Lançamento 15/02/2018 Direção: Craig Gillespie Duração: 121 min Gênero: Aventura

zama

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ama, um oficial da Coroa Espanhola nascido na América do Sul, aguarda uma carta do Rei que deverá autorizálo a se transferir da cidade em que vive estagnado para um lugar melhor. Sua situação é delicada: ele deve se certificar de que nada ofusque sua realocação e se vê forçado a aceitar submissamente todas as tarefas que lhe são confiadas por consecutivos governadores que vêm e vão enquanto, ele fica para trás. Os anos passam e a carta do Rei nunca chega. Quando Zama percebe que tudo está perdido, se junta a um grupo de soldados que saem a perseguir um perigoso bandido.

Lançamento 29/03/2018 Direção: Lucrecia Martel Duração: 115 min Gênero: Drama 90

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CLÍNICA

Dr. Enecy Calixto

CRM 20588

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COCO

Cirurgia Geral 44.3017-5832 - 99947-9999 endoclinínica.calixto@gmail.com R. São Josafat, 1418 - Sl 33 - Centro Médico | Campo Mourão - Pr CIDADE EM REVISTA

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Arte: Cidade em Revista

Dr. Keiti Shirasu Crm 22464

Dra. Jussara Brito Crm 27527

Dr. Marcelo Brito Crm 18871

Referência em Oftamologia

Dr. Diego Neves Crm 24523

Equipe de especialistas em todas as áreas oftalmológicas Agende sua consulta: 44. 3523 2121 Rua Harrison José Borges, 652 Centro - Campo Mourão - PR VisoClinique visoclinique.com.br

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