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2018 ANO POLÍTICO

1º TABELIONATO DE NOTAS Tabeliã Vanessa Sampaio

SAÚDE

Cuidados com a saúde íntima

LANÇAMENTO Residencial Renadi

TURISMO

África de mil encantos

DIREITO

Envelheci ... E agora?

CAMPANHA

Lacre solidário Yázigi

FESTAS & EVENTOS 60 ANOS A “LA ANOS 60” Posse dos Rotary

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CIDADE EM REVISTA


CAMPO MOURÃO - PR Tabeliã: Vanessa Bueno Sampaio

1º Tabelionato de Notas de Campo Mourão, Tabeliã Vanessa Bueno Sampaio A história do cartório 1o Tabelionato de Notas de Campo Mourão tem início com o Dr. Harrison José Borges, tabelião da época, que após seu falecimento em 1959, foi homenageado com uma das principais ruas da cidade. Atualmente, como se fosse destino, o cartório volta para a Rua onde tem suas raízes, para renascer, inovar e honrar. A atual titular, delegada para a serventia pelo Tribunal de Justiça do Paraná, Vanessa Bueno Sampaio, é nascida em Campo Mourão-PR, filha do Dr. Edmundo Santos Sampaio e de Claudia Regina Bueno Sampaio, ele, médico ortopedista, ela, psicóloga aposentada pela prefeitura municipal. Com dedicação aos estudos e aprovações em concursos públicos, Vanessa iniciou sua carreira profissional aos poucos. Durante a faculdade de direito realizou estágios em delegacias, departamentos e escritórios. Após formada, passou na OAB, advogou e atuou como Conciliadora Voluntária no Juizado Especial de Campo Mourão, ao mesmo tempo que estudava para os concursos de Outorga de Delegações de diversos Estados da Federação. Ao todo, foram 5 anos de dedicação em concursos públicos e na atividade notarial e registral, para finalmente voltar a Campo Mourão. Em Santa Catarina, assumiu como Tabeliã de Notas e Registradora de Civil em Maracajá/ SC e posteriormente como Registradora de Imóveis, Registro Civil das Pessoas Jurídicas e Títulos e Documentos de São Gonçalo dos Campos-BA.

Os concursos de Outorga de Delegações das serventias extrajudiciais (tabelionatos, registros, protestos) estão previstos na Constituição Federal de 1988 e foram regulamentados pela lei federal n. 8.935 em 1944. A Constituição prevê que a atividade notarial e registral é exercida em caráter privado, por profissional técnico e científico, aprovado no concurso público de outorga de delegações. Hoje, há diversos concursos em andamento nos Estados da Federação, todos abertos ao público, para concorrência das vagas gerais ou de remoção, desde que observados os requisitos da Lei 8.935/1994 e da Constituição. Durante os anos de estudo para concurso e a advocacia, Vanessa Sampaio concluiu o mestrado em Direitos Humanos pelo Centro Universitário Ritter dos ReisLaureate International Instituties, em Porto Alegre-RS, com dissertação em “O Direito Humano à Moradia no ODS Nº 11 e na Nova Agenda Urbana - HABITAT III”.


‘‘Nossa missão é proporcionar um atendimento de excelência, utilizando das tecnologias disponíveis e do conhecimento técnico, resultado de tantos anos de preparação. Nossos valores são a ética e confiança; segurança jurídica; criatividade jurídica e racionalidade na elaboração dos atos; atendimento de qualidade; assessoria notarial; satisfação das partes; ambiente de trabalho positivo e equipe motivada; responsabilidade social e sócio ambiental; bem como atender nossos clientes com respeito, simpatia e sem burocracia’’. O cartório encontra-se hoje na Rua Harrison José Borges, 832, ao lado do Centro Catequético, aberto de segunda a sexta das 09h as 18h e aos sábados das 09h às 12h e com nova estrutura física, para melhor atender a cidade de Campo Mourão. O telefone é 3525-5713 ou 9.9998-0922. A Tabeliã Vanessa Bueno Sampaio

Arte: Cidade em Revista

Pós-graduada em Direito Notarial e Registral na Universidade AnhangueraUniderp (2012), Monografia: Regularização Fundiária de Imóveis da União em Zonas de Interesse Social Aspectos da Lei 11.481/2007. Possui graduação em direito pelo Centro Universitário Curitiba (2009). Atualmente, cursa o segundo mestrado em Mediação e Arbitragem, soluções alternativas de controvérsias empresariais na Escola Paulista de Direito em São Paulo. Dedicando-se a aprimorar o conhecimento técnico e a trazer à população as inovações jurídicas e empresariais. A tabeliã e a equipe do 1º Tabelionato de Notas se comprometem com a sociedade de Campo Mourão em fornecer atendimento de qualidade à população e às empresas, com urbanidade, presteza, celeridade e eficiência.


ÍNDICE

EXPEDIENTE

editora A. D. Munhós Coletty - Editora Publicação da Editora Rua. São Josafat, 1418 CEP: 87302-170 Campo Mourão PR

06 - 2018 ANO POLÍTICO - O Ano Que Marcará Para Sempre a História do Brasil

Telefones 44. 3523-2115 | 9.9978-4242 Email cidadeemrevista@gmail.com ccoletty@gmail.com Jornalista Resonsável Cidinha Coletty - MT/PR 8715 Revisão Cida Freitas Departamento Jurídico Dr. Dirceu Jacob de Souza OAB/PR 55.947 Diagramação Agência BENN

Destaque no Parque de Exposições

28 - PEDREIRA ITAIPU

30 - TURISMO - Bem vindos à África / Caiuá – Missão Evangélica

51 - DIREITO Envelheci... E agora?

73 - GASTRONOMIA - Caldos e sopas, delícia! Dicas saudáveis!

Colaboradores Arléto Rocha Beth Ecker Cida Freitas Dirce Bortotti Salvadori Dra. Amanda Cardoso Emmanuelli Lane David Marco Aurélio Dias Marcos Noboru Hashimoto Maria Joana Titton Calderari Nelci Veiga Mello Roberto Recinella Silvia Novaes Fernandes Vanessa Bueno Sampaio Fotos Editoriais Banco de Imagens Cidinha Coletty

85 - FESTAS & EVENTOS Jantar Italiano

98 - CINEMA Predador; Pé Pequeno...

Deus é Fiel 4

www.cidadeemrevista.com

Circulação Distribuição dirigida

/cidadeemrevista CIDADE EM REVISTA


ReferĂŞncia em Qualidade!

44.3523-2063

| 98451-0966

Av. Manoel Mendes de Camargo, 731 | Campo MourĂŁo

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O ANO POLÍTICO *Cida Freitas

Dois mil e dezoito não é somente mais um ano, é o ano que marcará para sempre a história do Brasil, esse país maravilhoso e tão sofrido devido aos desmandos políticos. O povo brasileiro é rico pela sua miscigenação racial. Costumes, culturas que se misturam, fazem do Brasil um país único. Olhando para as riquezas naturais, é um país invejado pelos povos estrangeiros; ao considerar a população, tem-se a certeza de um povo alegre, ordeiro, receptivo, quase feliz, mas de uns tempos para cá, ações políticas tiveram a intenção de dividir o povo e conseguiram. De um lado os que não perceberam a enganação do governo populista e de outro lado, os que tentam recuperar os valores perdidos ao longo da história. Na verdade, continuar como está ou mudar depende de cada eleitor. Por isso a necessidade de analisar muito bem os nomes que se colocam como candidatos. Votar por votar é deixar o País à deriva. Cada um de nós deve pegar no volante desse gigante e perceber que cada eleitor não é apenas um número, mas um ser que pensa, raciocina, sente na pele os efeitos de um governo sem compromisso com a dignidade de seu povo. 6

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Governante que realmente se preocupa com a população tem como meta a educação de verdade, não a que treina para o mercado de trabalho somente. Educação de verdade forma o ser pensante, capaz de agir e de reagir diante da realidade colocada. Educação de verdade forma ser humano sensível, capaz de se colocar no lugar do outro e, em se colocando, perceber que o bem não pode ser individual, mas coletivo. Que as riquezas geradas devem ser distribuídas em forma de educação, saúde, segurança, incentivo à produção que promove a empregabilidade, não para serem desviadas para os próprios governantes, familiares e apadrinhados. Isso é tão claro como o sol, mas os políticos de caráter duvidoso insistem em ignorar essa verdade.

Votar não deveria ser obrigatório. A obrigatoriedade já é uma forma de induzir os menos avisados. A Democracia brasileira precisa ser revista. País democrático obriga o povo a votar? Não é uma incoerência? – Mas, se o voto não fosse obrigatório, votariam somente aqueles que acompanham a vida política e se preocupam com os destinos do País. A obrigatoriedade facilita os votos de cabresto, a enganação que favorece os que gostam de agradar com tapinhas nas costas, elogios infundados, presentinhos, promessas... Estamos à deriva. Milhares de desempregados; escolas que aceitam aprovar o aluno que mal lê e escreve mesmo ao terminar o Ensino Médio; pessoas que morrem todos os dias por balas perdidas ou pela violência que passou a dominar

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os noticiários; pessoas que defendem com veemência o aborto e não se preocupam ao ver crianças baleadas dentro da escola, no quintal de casa, na barriga da mãe... que não se preocupam com os doentes que morrem sem atendimento nas portas dos hospitais ou dentro deles por falta de profissionais, por falta de equipamentos, por falta de medicamentos... É preciso colocar o Brasil no seu caminho. Para isso é preciso votar em pessoas que, mais do que discursos, tenham em si valores morais e patrióticos. São os valores que definem uma sociedade. Onde tudo parece normal, nada cresce porque é preciso cuidar. Respeitar as diferenças é uma coisa, permitir que seus valores sejam minados, destruídos, é outra coisa. Que Deus ilumine cada um de nós para que possamos escolher bem e fazer do Brasil o melhor lugar do mundo pelo trabalho de seu povo e pelas ações de seus governantes! *Cida Freitas, professora, empresária e escritora


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E POR FALAR EM AMOR... Luíz Vaz de Camões, em famoso soneto, cantava sobre o amor - “é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente”. Assim, se nos fosse dado obedecer à lógica, melhor seria passar longe do tal amor ... pois quando o amor acontece “de repente não mais que de repente Do riso fez-se o pranto/da calma fez-se o vento”, reiterou Vinicius de Moraes o mesmo ensinamento - “Fez-se da vida uma aventura errante”, essa dor, morada em chamas,assusta e entristece. Ah! Que bom seria se não doesse tanto... e se pudéssem os escolher não ter o sentimento que se tem, não crer no que se crê, não ser o que se é. Tal é a contradição que brota junto desses vários tipos de sentimento humano - flor ou erva daninha. O chamado amor obriga o aprendiz a aprender, posto que o milagre não nasce pronto. Assim como tantas outras humanidades, alguém nos ensina a amar.

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Foi o que aprendi anos atrás. O ensinamento, em teoria, como raciocínio, me veio de um aluno, até então sem efetiva expressão e brilho em sala de aula. Esse estudante me revelou uma verdade ao escrever um poema por mim pedido, contou-me sua pequena grande história: Era um sorveteiro. Disso, diz-me ele, não se envergonhava, apesar das brincadeiras dos colegas. A família precisava do fruto de seu trabalho. Além dessa jornada e da escola, havia que cuidar de uma irmã de dois anos. Nesse ponto, houve a revelação dele a mim e, como já dito por Guimarães Rosa – mestre é aquele que de repente aprende - aprendi com meu pequeno sorveteiro a sua grande revelação:

“Com uma criança de dois anos aprendi a amar”. A declaração do meu aluno sorveteiro produziu em mim uma violenta epifania - um soco no estômago. Como?!!! Pensei eu - uma criança quase, não mais que doze anos, vivenciar algo tão complexo e ainda ensinar-me tamanha verdade? Nunca o esqueci. Ao longo dos anos acompanhou-me como uma sombra misericordiosa.Em tempos, às vezes tão áridos, bebia do cântaro de sua palavra ´e retomava - é possível talvez também reaprender certas formas de amor. Digo reaprender outras formas de amar, pois as luas vão e vêm e nem sempre Jacob tem forças para servir a Labão – “sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia

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ao pai, servia a ela, E a ela só por prêmio pretendia”, Porém o pai, usando de cautela, Em lugar de Raquel lhe dava Lia”, prossegue a nos ensinar Luiz Vaz de Camões sobre os grilhões invisíveis. Contudo, esse sentimento que nos dá a falsa impressão de poder, que nos preenche de grande alegria, nos leva a esquinas da vida e “De repente da calma fez-se o vento/Que dos olhos desfez a última chama/E da paixão fez-se o pressentimento/E do moment o imóvel fez-se o drama”; essa certeza acende em mim, vez ou outra, uma ponta de triste interrogação – o que foi feito de meu aluno sorveteiro? E de sua amada irmãzinha? Pelos tempos idos, hoje uma mulher formada. Soube ela do amor e cuidado que despertou no irmão? Desse sentimento, alívio da tensão, do sofrimento que propiciou a ele? Teria sido ela algum dia o vento que lhe desfez a calma? Eu também aprendi a amar. Amor deslumbramento, completude,o tive em três lições – a primeira com uma menininha de narizinho em botão, ansiosa em conhecer o mundo desde os tempos de colo. Não queria ficar parada em lugar algum, a esticar o corpinho para ver mais e mais. Hoje viaja pelos museus e catedrais – todas que conseguir alcançar nesse mundo ampliado.Meu primeiro grande amor. A segunda lição foi-me dada por outra menininha doce como o nome e arteira como ela só. Sempre a sorrir, subia em tudo que encontrava – queria ser um passarinho para poder voar. O seu voo continua, cada vez mais alto. A terceira lição, foi-me ministrada por um menininho de olhos amorosos, um reizinho que veio para pôr ordem no mundo, nosso engenheiro, doutor de amor- minha última lição, antes de os netos chegarem. Mas estas foram outras lições, outras histórias em que comecei a “servir outros sete anos a Labão e outros mais servira se não fora para tão grande amor tão curta a vida”. Nelci Veiga Mello Escritora, membro da Academia Mourãoense de Letras 12

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Mais que um selo, nosso compromisso com a qualidade e o sabor do campo para os consumidores


CUIDADOS COM A SAÚDE ÍNTIMA É ALGO IMPRESCINDÍVEL NA VIDA DE TODA MULHER.

Cuidados com a saúde íntima é algo imprescindível na vida de toda mulher. O ginecologista é o médico que lida diretamente com a saúde do aparelho reprodutor feminino e das mamas. Além do exame físico e realização de exames preventivos, o ginecologista pode orientar sobre cuidados íntimos, doenças ginecológicas e esclarecer dúvidas que a mulher possa apresentar. A médica Ginecologista e Obstetra Dra. Amanda de Carvalho Girotto Cardoso atende mulheres de todas as idades e relata que é fundamental um bom diálogo com o médico para uma consulta satisfatória. “Todos os dias no consultório recebo mulheres diferentes, com diversos estilos de vida, dessa maneira, com dúvidas variadas. É importante

que a mulher questione qualquer dúvida que tenha ao seu ginecologista”, diz. Para esclarecer algumas dessas dúvidas, a médica enumerou seis perguntas frequentes que as mulheres fazem no consultório ginecológico. 1. Quando devo levar minha filha pela primeira vez ao ginecologista? R. Atualmente as meninas menstruam muito cedo e tendem a dar início a uma vida sexual mais precoce. De 12 a 18 anos a menina é considerada uma adolescente e é importante uma consulta com o ginecologista após a primeira menstruação para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento de sua saúde íntima.

2. Tenho corrimento vaginal há anos, é normal? R. Secreção vaginal considerada normal é aquela que apresenta coloração clara, esbranquiçada, sem coceira ou cheiro forte. Já o corrimento branco, amarelo ou esverdeado, com odor desagradável, acompanhado de coceira, ardência ou desconforto, pode ser indicativo de infecção. É importante procurar um ginecologista para avaliação e orientações sobre higiene íntima.


4. Qual o melhor método contraceptivo (para evitar gravidez)? R. O melhor método anticoncepcional para cada um é escolhido após discutir com o médico sobre as opções

existentes e as mais adequadas para cada pessoa. Isto é, se usados adequadamente todos são considerados seguros e a indicação é individual. Métodos contraceptivos considerados seguros: orais (pílulas combinadas ou de progestagênio), injetáveis, subcutâneo (implante), transdérmico (adesivos na pele), anel vaginal e dispositivo intrauterino (DIU com hormônio ou sem hormônio). 5. Existe alguma chance de engravidar após fazer a laqueadura? R. Laqueadura é uma cirurgia realizada para interromper o trânsito das tubas uterinas, onde um seguimento das tubas é cortado e amarrado. É considerado um método muito seguro, mas apresenta um índice de falha. Aproximadamente cinco mulheres a cada 1.000 ficarão grávidas após o procedimento.

6. Qual a diferença de Climatério e Menopausa? R. O Climatério é uma fase biológica da mulher em que ocorre a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. Ele se inicia antes da menopausa, sendo que algumas mulheres nessa fase já apresentam sinais e sintomas, como ondas de calor, irregularidade da menstruação, falta de desejo sexual, insônia, irritabilidade, entre outros. A Menopausa é um marco dessa fase, correspondendo ao último ciclo menstrual. Consideramos que uma mulher está na menopausa após 12 meses sem menstruação. Dra. Amanda Girotto Cardoso Ginecologista e Obstetra CRM 35.879/ RQE 21005

44. 3523 6757 Clínica Specialità Rua Araruna, 979 - Centro Campo Mourão

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3. De quanto em quanto tempo é possível tomar a pílula do dia seguinte? R. A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo apenas para emergência, ou seja, quando a mulher não está usando nenhum método ou a camisinha rompe. Deve ser usada até 72 horas após a relação, e quanto mais rápida for administrada, maior será sua eficácia. Se administrada logo após o coito, a chance de não ocorrer gestação é de aproximadamente 80%. No entanto, sua eficácia é muito mais baixa do que a pílula tomada corretamente todos os dias.


A PÉROLA DA ESPERANÇA

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“Precisamos de misericórdia, da consolação que vem do Senhor. Todos nós precisamos dela; é a nossa pobreza, mas também a nossa grandeza: invocar a consolação de Deus, que, com a sua ternura, vem enxugar as lágrimas do nosso rosto”. Papa Francisco. Há momentos em nossa vida em que a perda de pessoas muito amadas nos deixa desorientados, confusos, angustiados, desanimados, feridos profundamente, tentando compreender a dor que sentimos, encontrar respostas para tantos porquês. Porque pessoas tão boas como minha mãe Maria, minha irmã Mari e tantos pacientes com câncer sofrem tanto para encontrar a libertação deste corpo tão judiado pela doença?... Nesses momentos em que a razão não consegue nos dar respostas temos necessidade das razões do coração, as únicas capazes de nos fazerem

entender o mistério que envolve a solidão do ser humano no difícil momento da partida. Consola-nos saber que não estamos sozinhos. Também Jesus sabe o que significa chorar pela perda de uma pessoa amada. Se o próprio Deus chorou todos podemos chorar também. Quando Cristo chorou, mostrou sua humanidade, compreendeu os nossos dramas. Vivemos em um mundo onde a globalização da indiferença tirou das pessoas a capacidade de chorar. Falta pranto no mundo de hoje. As pessoas parecem insensíveis diante de tanto sofrimento. Aqueles que sofrem precisam não só de ajuda, mas de lágrimas. Choram os doentes, os desenganados, os abandonados, os marginalizados, choram aqueles que são postos de lado, choram os desprezados, os deprimidos, os ansiosos, os que se sentem sozinhos.

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Choram as vítimas de perseguição, pessoas em perigo iminente de morte e aquelas que sofrem tortura, escravidão. Choram os filhos “que não são amados”, as pessoas vítimas de abusos, violadas em sua dignidade humana, as vítimas da guerra, do terrorismo, da violência. Choram as famílias que perderam um filho, uma mãe, um pai, as famílias forçadas a se separar... Certas realidades da vida só se veem com os olhos limpos pelas lágrimas. Só quando choramos junto com o que sofre

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é que podemos compreender seu sofrimento. Nas profundezas do desespero, quando palavras e gestos já não ajudam, só podemos chorar com os que sofrem, porque as ”lágrimas são as sementes da esperança”, “O mistério da Cruz, somente pode ser entendido através da oração e das lágrimas”, disse o Papa Francisco. “O mistério do mal está além da minha compreensão. As respostas que eu tenho ouvido são insatisfatórias. Não encontro nenhuma palavra na Bíblia que o explique. Concluí que, uma vez estando


além da nossa compreensão, Jesus veio não para explicar o sofrimento, mas para chorar e sofrer conosco. Prefiro ver a cruz não tanto como uma reparação dos nossos pecados, mas como a forma de Deus se juntar a nós em nosso sofrer. Em vez de pregar a partir das margens, ele desce até aqui e sofre ao nosso lado. Eis o amor verdadeiro”, escreve o jornalista jesuíta Thomas Reese. Conta uma história que as pérolas nascem da dor. Quando um grão de areia transportado pelas ondas penetra em uma concha de ostra, esta sente uma picada e para se livrar da dor, chora, segrega uma lágrima que envolve gradual-

mente o grão de areia até que não seja mais ofensivo. Somente ostras que conhecem o sofrimento infligido pelo grão de areia choram e criam as pérolas, brilhantes, lisas e redondas. Aprendamos a chorar com aqueles que choram e nos alegrarmos com aqueles que se alegram (cf. Rm 12.15, 1 Cor 12:26). Então as lágrimas farão em nós o seu trabalho, como as lágrimas da ostra: Doar-nos são uma pérola preciosa da esperança! Maria Joana Titton Calderari – membro da Academia Mourãoense de Letras, graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino ReligiosoPUC- majocalderari@yahoo.com.br

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Campanha Lacre Solidário O Yázigi Campo Mourão realizou em 2017 a campanha de cidadania Lacre Solidário. Alunos, colaboradores e parceiros do Yázigi arrecadaram mais de 190 garrafas pet contendo lacres de latinha para a CAMPANHA LACRE SOLIDÁRIO do Yázigi, 50 dessas garrafas foram arrecadadas pelo Centro da Juventude Itachir Tagliari. “Ao final de 2017 conseguimos comprar com a venda dos lacres uma

cadeira de rodas foi entregue para a dona Anatalia Vieira de Miranda que agradeceu imensamente a todos que colaboraram: Nós não ensinamos apenas Inglês, nós formamos Cidadãos do Mundo. Nossos alunos valorizam isso e nos ajudam a tornar o mundo um lugar melhor. Este ano de 2018 continuaremos com esse projeto lindo e convidamos você a nos ajudar. Juntos, somos mais fortes!”

cadeira de rodas e uma de banho. A

YÁZIGI CAMPO MOURÃO Inglês | Espanhol | Intercâmbio (44) 3525-2948 (44) 9 9800-7406 Rua São Josafat, 1550 20

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Campanha Lacre Solidário “Eu agradeço de coração a todos que me ajudaram a ganhar essa cadeira de rodas, agora vou poder ir à igreja, passear, prosear com minhas colegas e ser feliz no mundão afora”. Anatalia Vieira de Miranda, ganhadora da cadeira de rodas. Orlando firmino dos Santos, recebeu a cadeira de banho Higiênica.

YÁZIGI KIDS CAMPO MOURÃO Inglês a partir de 3 anos (44) 3810-3614 (44) 9 9102-2249 Rua São Josafat, 1457

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Invisibilidade comercial

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Recentemente escrevi um artigo sobre invisibilidade social e descobri que no mundo corporativo existem diversas variantes desse fenômeno, então resolvi falar sobre elas. Antes, tenho que esclarecer o que é invisibilidade social: Esse fenômeno ocorre quando, conscientemente ou não, as pessoas deixam de perceber a existência de outras pessoas no seu dia a dia, enfim aquele que sofre com essa atitude sente-se invisível. Ao contrário do que se acredita, que esse não é um mal contemporâneo do Sec. XXI, a insensibilidade social sempre existiu, desde os primórdios da humanidade quando diversos povos sacrificavam crianças deficientes, alguns por acreditarem que eram possuídas por demônios outros simplesmente por serem diferentes. Essa barbárie perdurou até o início do cristianismo quando se passou a acreditar que todos os seres são obras de Deus,

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então essas pessoas passaram a ser abandonadas à própria sorte vivendo à margem da sociedade. Do início do século XX até a década de 60, era comum os familiares esconderem seus parentes com deficiências físicas e mentais, eram os excluídos sociais. Houve um salto para o que ocorre atualmente quando passou a se chamar de insensibilidade social. A insensibilidade social tem raízes no preconceito. Quem sofre perde a autoestima e a identidade já que o ser humano é um animal social, ou seja, relacionamento é tudo e tudo é relacionamento. A pessoa excluída sente como se vivesse em um mundo paralelo. Alguns sociólogos chamam de síndrome do uniforme, basta a pessoa vestir um uniforme de gari, segurança, garçom, manobrista, ascensorista para se tornar invisível.


Alguns fatores favorecem o surgimento desse fenômeno como a diversidade cultural, social e financeira que o capitalismo proporciona, porém uma pessoa, por mérito próprio, pode mudar seu destino, isto é, mudar de classe social e alcançar estabilidade financeira. Nunca na história da humanidade o homem teve tanto poder de escolha sobre o seu próprio destino. Nessa realidade, alguns valores foram corrompidos considerando o Ter mais importante que o Ser. As pessoas investem em cirurgias plásticas, roupas de marca, carros, produtos estéticos e deixam sua educação em segundo ou terceiro plano. Por exemplo: Quantos livros você leu neste ano? A diversidade na educação traz a exclusão social que por sua vez faz as pessoas menos capacitadas que se sujeitam a postos de trabalho marginais.

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Na época de nossos avós, existia a possibilidade de uma pessoa, com uma enxada nas costas, se tornar um pecuarista ou um oficce-boy se tornar presidente de um banco. Atualmente, se não tiver estudo, não se vai a lugar comum. Essa lacuna educacional somada ao preconceito e ao ter acima do ser gera a insensibilidade social. Não se engane, a insensibilidade social está ao nosso redor, basta assistir aos telejornais, como as pessoas são tratadas diariamente na rede de saúde ou quando alguma intempérie como a seca ou a chuva atinge sua região? Ver uma única criança vivendo nas ruas já deveria ser suficiente para fazer qualquer um chorar, para fazer qualquer um se mobilizar para tomar uma atitude. Mas como vemos isso todos os dias, acabamos nos acostumando e banalizando o sofrimento alheio.

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Já, nas empresas, isso ocorre de uma forma velada e mais sutil, mas o principio é o mesmo ignorar as necessidades das pessoas e clientes. Outro dia, ao terminar de fazer compras em uma grande rede de supermercados, atendente da caixa não conseguia passar meu cartão e chamou insistentemente sua supervisora. Enquanto eu aguardava ao lado, a outra caixa sugeriu que ela me encaminhasse ao atendimento para as-


sim passar o cartão e agilizar meu atendimento, porém a atendente fingiu que não ouviu e insistiu em ficar chamando a supervisora. A supervisora, como sempre muito ocupada e com cara de poucos amigos, demorou uns 5-10 min.. Seu olhar era de que eu a estava atrapalhando sua rotina, mas o que mais me surpreendeu foi que nenhuma delas falou comigo ou explicou algo, começaram a mexer nos equipamentos como se eu não existisse. Quantas vezes isso não ocorre em sua empresa? Por maus hábitos ou simplesmente por pura displicência do colaborador, um cliente acaba sendo mal atendido. Já fui atendido por colaboradores mascando bala, falando com mais de uma pessoa, com mau cheiro, prepotentes, tímidos, novatos, sem suporte. As organizações gastam uma pequena fortuna em pesquisas e programas para descobrir o perfil e necessidades dos clientes, mas se esquecem do básico. Educação. Roberto Recinella, escritor

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PEDREIRA ITAIPU SUCESSO NO CARNEIRO NO BURACO

A Pedreira Itaipu foi patrocinadora da 27ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco, onde montou um estande para receber o público, mostrando um pouco de seu trabalho e algumas máquinas utilizadas em sua produção. Também realizou o concurso cultural Pedra da Sorte. Mais de duas mil pessoas que passaram pela estande puderam dar seu palpite do peso da pedra que estava exposta. O prêmio à ganhadora foi uma moto novinha. Herondina Pereira acertou por aproximação: 3.355.060 KG. No Domingo, diversas autoridades passaram pelo local a exemplo da governadora Cida Borghetti, Beto Richa, Douglas Fabrício, Márcio Nunes dentre outros. No almoço foi servido no estande o prato típico do município para parceiros e amigos da Pedreira. Os diretores da Pedreira Itaipu Agradecem a todos os visitantes.

p e d r e i ra i t a i p u . c o m . b r


GANHADORA

HERONDINA PEREIRA DIAS

PEDREIRA 44 3525.1070 44 3529.1200

Rodovia Br 272 | Km 6 Barreiro das Frutas Campo Mourão | PR

CONCRETEIRA 44 3523.3191

Rodovia Br 487 | Km 163 Jardim Araucária, Fundos Campo Mourão | PR


Turismo

BEM VINDO À ÁFRICA DE MIL ENCANTOS! Com minhas duas filhas morando no Continente Africano, ficou mais fácil viajar para lá. E foi o que fiz agora nos meses de maio e junho. Primeira parada em Angola, em um voo de oito horas partindo de São Paulo pela TAAG. Já havia estado lá em 2010 e depois desse tempo, pude encontrar uma Luanda muito mais bonita e em constante crescimento. Se da outra feita fui ver animais em safaris, dessa vez minha visita foi mais cultural. Visitei museus, fortalezas, memorial, feiras e comi a comida típica do povo de lá. No MAAN, MEMORIAL ANTONIO AGOSTINHO NETO, pude notar a verdadeira adoração do povo a ele que foi o primeiro presidente e líder da luta pela libertação de Angola; um homem de cultura e defensor da arte. 30

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‘‘Aliás, não é à toa que a moeda do país, KWANZA, tenha estampada em todas as cédulas, seu rosto.’’

Ali estão seus restos mortais em um monumento majestoso, com vitrais lindíssimos, paredes e pisos em mármore, esculturas e objetos pertencentes a ele. Aliás, não é à toa que a moeda do país, KWANZA, tenha estampada em todas as cédulas, seu rosto.

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Em outra visita pude conhecer a FORTALEZA DE SÃO MIGUEL que hoje abriga o MUSEU DAS FORÇAS ARMADAS. Portugal governou Angola por mais de 400 anos até sua independência em 1975. Foram quase 30 anos de guerra civil e mais homenagens ao libertador! As salas são decoradas com azulejos portugueses e tudo é conservado com total limpeza e cuidado. As FEIRAS DE ARTESANATO são um capítulo à parte... São encantadoras as esculturas em madeira, são coloridas e alegres as estampas de seus tecidos, são irresistíveis os seus colares, turbantes e adereços.

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“As Feiras de Artesanato são um capítulo à parte...”


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A comida típica consiste em um pirão feito de farinha de mandioca ou de milho, de nome FUNGE; do CALULU, uma mistura cozida de peixe, quiabo, berinjela, gimboa (uma espécie de couve), tomate, cebola, alho e óleo de palma; e FEIJÃO DE PALMA, que é um feijão branco cozido com temperos e óleo de palma, que vem a ser o nosso azeite de dendê. O único local que fiz questão de retornar dessa vez, foi o MIRADOURO DA LUA, uma maravilha da natureza, onde a erosão provocada por ventos e chuvas, criou uma paisagem lunar cheia de abismos e desfiladeiros. E os BAOBÁS? Também chamados de embondeiros, essas árvores magníficas são vistas por todo lado. Claro que me lembrei muitas vezes do Pequeno Príncipe!!!

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Agora, o que dizer do povo angolano? São extremamente alegres, trabalhadores, respeitosos, donos de uma capacidade incrível de em tudo soltar a voz num canto grave e cheio de ginga, numa dança que contagia! Mas já estava na hora de conhecer outro país, e lá fui eu para CAPE TOWN, na África do Sul, quatro horas de voo, novamente pela TAAG. Saí dos 27ºde Luanda com tempo sequíssimo para chegar com 12°, vento, garoa e uma sensação térmica de 6°. Foi minha primeira vez nessa cidade e estava ansiosa para conhecê-la. Realmente, tudo que ouvi até hoje sobre ela é mais que verdadeiro!

Cultura, música, hotéis deslumbrantes, restaurantes sofisticados, lojas e mais lojas, praias, montanhas, um paraíso para turistas de todo o mundo que chegam para abraçar “a Cidade Mãe” como é conhecida. Foi ocupada pelos holandeses e depois pelo Reino Unido e a língua oficial é o inglês. Desde o primeiro dia pensei em conhecer o mais possível de tudo que ela oferece, mas... uma semana foi muito pouco! Claro que comecei pela NATIONAL LIBRARY OF SOUTH AFRICA, que está comemorando seus 200 anos nesse ano de 2018. Meu lado escritora ficou como que anestesiado com tudo que vi ali! Outro passeio inesquecível foi a ida em ônibus turísticos até a KIRSTENBOSCH NATIONAL BOTANICAL GARDEN, o mais bonito jardim da África. São mais de 7.000 variedades de plantas, inclusive raras e ameaçadas. Um lugar inspirador! Passamos pelo Hospital GrootChuur onde o Dr. Christiaan Barnard realizou o primeiro transplante de coração do mundo e depois pelo ... Cape Town Stadium, sede da Copa do Mundo em 2010.

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‘‘São mais de 7.000 variedades de plantas, inclusive raras e ameaçadas.’’

E o ônibus me levou até a VINÍCOLA CONSTANTIA, a mais antiga do país, onde se pode (e eu pude) degustar cinco vinhos, harmonizados com chocolates e ainda ganhar uma taça de presente! Sim, isso já devia estar incluído no preço do ingresso...

Mas foi sensacional! Outro lugar que aproveitei para conhecer, foi o TWO OCEANS AQUARIUM, onde tubarões, peixes coloridos, tartarugas, arraias e pinguins nadam nesse aquário. Infelizmente devido ao mau tempo, não pude fazer o passeio até a Ilha de Robben Island, onde NELSON MANDELA ficou preso. Ele também é reverenciado por todos e sua imagem está estampada nas cédulas do HAND, a moeda oficial do país.

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Dali peguei o barco, CANAL CRUISE, que segue por um canal margeando toda a WATERFRONT, que é a parte mais charmosa de toda a cidade. Maravilha!!! Como explicar a magia e o encantamento desse lugar, onde há música ecoando nas vozes graves dos africanos, onde em cada curva você se depara com algo deslumbrante, onde a brisa do mar mexe com seus cabelos e sentidos, onde você repete baixinho o mantra “quero voltar”? Além dela, LIONS HEAD e SIGNAL HILL, formam um conjunto mais do que harmonioso, cercando como um abraço carinhoso essa cidade linda! Se quero voltar? Sim, ainda muitas e muitas vezes!!!

*Silvia Novaes Fernandes é escritora e poeta, formada em Letras, membro da AME de Campo Mourão e possui um blog: http://www.prosapoemapastel.wordpre *Fotos: Acervo de Fabiane Prohmann, jornalista e de Sawabona. 38

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Os desafios da Alimentação Infantil Olá! Sou a Manu, mãe do Pedro de 1 ano e 7 meses. Vou relatar aqui um pouco de minha experiência de mãe de primeira viagem com os desafios da alimentação infantil e da educação do paladar, que é ensinar nossos filhos a gostarem de alimentos saudáveis. Como muitas vezes imaginamos que o paladar infantil é inato, ensinar uma criança a comer pode parecer esquisito. Quantas vezes já ouvimos mães dizerem: “ Meu filho é muito enjoado para comer!” Comer é algo que aprendemos e não apenas o que fazemos. Esse aprendizado é diário, pode começar por nós, adultos, em qualquer momento da vida, mas se temos a oportunidade de ensinar aos nossos filhos ainda pequenos, devemos aproveitar. Fase 1 - O começo de tudo: Tenho um bebê e agora? Que o leite materno é a melhor e mais saudável forma de alimentar seu bebê nos primeiros 6 meses não há dúvida nenhuma, felizmente posso dizer que faço parte desse pequeno grupo de mães que conseguiram amamentar de forma exclusiva e em livre demanda seu bebê até o início da introdução alimentar. Digo pequeno grupo, pois nem todas as mulheres têm essa oportunidade, seja por precisar retornar ao trabalho logo após a licença maternidade, seja pela dificuldade em produzir leite, seja por sentir dor e desconforto, entre outros diversos e pessoais motivos. Pois bem, até aí tudo foi maravilhoso (tirando o início que o peito dói, e às vezes machuca - eu tinha pomadas de Lanolina espalhada em cada cômodo da casa ,rsrsrsr, Pedro chorava , eu amamentava, não tinha regras de tempo ou horário, decidi fazer livre demanda , li quando estava grávida que isso ajuda o bebê a entender sobre saciedade e evi-

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ta depois aquela comilança desenfreada porque está com muita fome, colaborando posteriormente na primeira infância e após para o comer por sentir fome e não por ansiedade. Enfim, resolvi testar essa forma, afinal quando temos apenas um filho tudo é mais fácil, não temos outras crianças para nos preocupar no momento (confesso que não sei se vou conseguir realizar isso com o segundo filho, quando Deus me permitir tê-lo). Não sei se foi devido a isso, mas meu filho não é uma criança gulosa hoje.


Fase 2 - Estamos quase chegando aos 6 meses , o que fazer ? Quando Pedro estava com 5 meses e 2 semanas mais ou menos, comecei a fazer com que ele conhecesse sabores diferentes, pois até então ele só conhecia o leite da mamãe. Fui dando diversos tipos de frutas inteiras ou em pedaços grandes na mão dele e deixava que ele próprio as explorasse, não dava papinhas ainda, era apenas para ele sentir o sabor, a textura, colocar na boca, então eu dava banana, mamão, pera, manga ... Lembrando que é preciso ficar sempre ao lado da criança para que não coma pedaços grandes e engasgue, lembre que isso é apenas um momento de descoberta do novo alimento, algo lúdico.

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Fase 3 - Chegamos aos 6 meses : Agora sim, chegou a hora da verdade, acredito que um dos momentos mais esperados pelas mamães, a introdução alimentar. Eu não via a hora de começar, já tinha diversas receitas de papinhas anotadas, pratinhos fofos e coloridos, colher de silicone... Lógico que esse conto de fadas não dura muito quando você percebe que seu filho não abrirá a boca como num toque de mágica e comerá tudo que lhe for oferecido. É preciso muita paciência, afinal seu filhote não sabe mastigar, não entende que aquilo com gosto e forma diferentes é para engolir, tudo é novo para ele. Então, com muita paciência, afinal aquele ser pequenino é o maior presente que Deus poderia nos dar, quanta responsabilidade a nossa, não é? Fui aos pouquinhos iniciando a alimentação do Pedro, não comecei com papinhas apenas de frutas não, eu já dava comida a ele, apenas com a consistência pastosa, não fiquei muito presa a regras de primeiro frutinhas, depois legumes, ou apenas alimentos mais adocicados, inclusive, por orientação da própria pediatra, juntando com minha área profissional (Nutrição) e com orientações e sugestões de amigas

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nutricionistas infantis, montei minha própria metodologia e funcionou, mamães! Acredito que somente nós que conhecemos nossos bebês, nossa rotina de vida, podemos decidir o melhor jeito, aquele que cabe dentro de nossa realidade, pois dessa forma tudo se torna mais fácil, divertido e prazeroso. Eu utilizava o Mixer e batia o arroz, o feijão, os legumes, as carnes... procurava manter sempre algo equilibrado (legumes, carboidratos, proteínas). Aos nove meses, iniciei os alimentos apenas amassados com o garfo, nada de Mixer (nunca usei liquidificador). Nesse período eu já montava o pratinho com tudo dividido, Pedro tinha seu cardápio do dia todo montado. No final, vou passar para vocês algumas opções do que eu seguia. Você pode estar lendo e pensando, “Poxa, quanto trabalho! - Sim, dá trabalho, mas isso será compensador futuramente quando seu filho estiver comendo de tudo facilmente, afinal, para se ter um lindo jardim é preciso antes muito trabalho , assim é com nossa vida, com nossos filhos. O trabalho de hoje, poderá poupá-la de grandes problemas depois.


Fase 4 - Chegamos aos doze meses : Dizem que o aniversário de um filho é também o aniversário de uma mãe. Realmente , quando nos tornamos mãe, mudamos totalmente nosso modo de pensar, de viver, passamos a ter preocupações que antes sequer pensávamos, ou que pareciam bobas, como comer direito, trabalhar mais, cuidar da saúde com medo de ficar doente. Voltando à alimentação: Nesta fase, Pedro já come de tudo, em consistência normal, não amasso mais nada, apenas pico tudo pequenininho para que não engasgue, segue seu cardápio diário de café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde e janta, meu filho come de tudo, ama legumes e frutas, gosta de comida, só tenho que agradecer a Deus pela saúde de meu filhote e por me dar todos os dias disposição e força, pois sabemos que tem dias que nossa vontade é pular da varanda, né? (acho que essas telas de proteção são na verdade para nós, mamães, não nos jogarmos, kkkkk).

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Fase 5- Momento Atual: um ano e sete meses - Novos desafios Atualmente, como mencionei acima, Pedro come de tudo e segue uma rotina alimentar certinha na medida do possível, digo isso, pois há dias em que a criança está chatinha, resfriada, por isso come menos. Não fico paranóica com isso não, relaxo e vou seguindo de acordo com a possibilidade do momento. Atualmente Pedro não quer mais tomar leite, de jeito nenhum, ele sente cheiro e corre de mim (sim, nesse nível), então como ele precisa de cálcio, estou substituindo por outros alimentos, queijo minas com pouco sal, iogurte (dou um natural), misturo com mel para adoçar. Suco de laranja e alimentos verde escuro (que possuem mais cálcio). Água, muita água! Ofereça sempre água a seu filho. Uma das maneiras que consegui fazer para que ele se tornasse

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fã de água (ele ama água) foi oferecer sucos apenas após um ano, hoje ele prefere água a suco. E vocês, mamães? Quais foram seus desafios na Alimentação do seu filhote? Sobre qual assunto você gostaria de saber mais? Envie sua sugestão para mim! Lembretes importantes: 1- Antes de um ano Pedro nunca consumiu alimentos como biscoitos doces, chás, sucos, nozes, castanhas, frutos do mar entre outros alimentos considerados alergênicos. 2- Pedro largou o peito sozinho aos oito meses, então passei a dar a ele o NAN dois Supreme (a pediatra indicou alguns, mas esse foi o que ele se adaptou bem). 3- Não adoço sucos, não uso açúcar em nada dele. Biscoitos procuro fazer em casa ou então biscoitos simples (Nada de biscoitos recheados).


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4- Evito alimentos salgados, ele come a mesma comida que a gente, nada em excesso de sal. 5- Nada de refrigerantes mamães , pleaseeeeee! É puro açúcar. Em algum momento da vida ele vai tomar, sejamos realistas, mas se treinarmos o paladar deles para alimentos mais saudáveis, essas serão as escolhas futuras. Cardápio do Pedro aos 9 meses. Pedro ainda continua acordando bem cedo. Desjejum (6h): Nan2supreme – 7 colheres medidas de pó + água filtrada até completar 200mL. Colação (8h): fruta – 1 porção picada. Almoço (11:30h): Tubérculo picado em cubos pequenos - 1 colher de sopa ou macarrão cabelinho de anjo – 2 colheres de sopa + feijão com caroço - 1 colher de sopa + legumes crus ralados ou cozidos em cubos pequenos - 1 colher de sopa + verduras cozidas e picadas - 1colher de sopa + carne ou frango ou peixe desfiados - 1 colher de sopa ou ovo cozido – 1 unidade + azeite extra virgem - 3 colheres de chá. Lanche (15h): Aveia ou amaranto em flocos - 2 colheres de chá + iogurte natural integral sem açúcar - 1/2 copo (100g) OU queijo minas fresco – 2 fatias pequenas finas (20g) em pedaços pequenos + fruta - 1/2 porção picada.

Jantar (18h): Tubérculo picado em cubos pequenos - 1 colher de sopa ou macarrão cabelinho de anjo – 2 colheres de sopa + feijão com caroço - 1 colher de sopa + legumes crus ralados ou cozidos em cubos pequenos - 1 colher de sopa + verduras cozidas e picadas - 1colher de sopa + carne ou frango ou peixe desfiados - 1 colher de sopa ou ovo cozido – 1 unidade + azeite extra virgem - 2 colheres de chá. Oferta de água: aumentar para 500mL/ dia. Água de coco pode ser oferecida 1x ao dia Sugestões de marcas de iogurte natural (lista de ingredientes com leite e fermento lácteo apenas): atilatte, yourgus, da matina. Sugestões de marca de macarrão (lista de ingredientes sem conservantes ou corantes artificiais): de cecco (alfabeto), barilla, renata. **Emmanuelli Lane David Fundadora do Instituto Bariátrica Brasil Idealizadora do programa de emagrecimento “Corpo Novo, Vida Nova.” Coaching de Emagrecimento pós-Bariátrica E-mail: manulanenutri@gmail.com Instagram: @bariatricabrasil

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É uma técnica que vem sendo usada há muitos anos por várias áreas da saúde e atualmente também pela fonoaudiologia, como auxílio no tratamento de pacientes disfônicos, disfagia, motricidade oral/respiração oral. Trata-se de uma aplicação terapêutica baseada em princípios fisiológicos que governam a excitabilidade de nervos e fibras musculares na região da laringe e da face. É uma técnica não invasiva, sem efeitos sistêmicos e não causa efeitos colaterais indesejáveis. A principal função do aparelho é acelerar o processo de recuperação do paciente submetido á fonoterapia, trabalhando a musculatura em conjunto com exercícios fonoaudiológicos, promovendo uma boa função vocal. Ele tem sido de grande auxilio, tanto em casos que necessitam de rela-

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xamento muscular quanto aqueles em que há necessidade de contração muscular, desempenhando o papel de um neuroestimulador, favorecendo, assim, melhor estímulo muscular e liberando substâncias endógenas que podem ajudar a controlar a dor aguda e crônica, redução de edema e de espasmo muscular. Em casos de queixas de desconfortos orais, mastigatórios e laríngeos, o uso dessa técnica como coadjuvante na fonoterapia de voz e motricidade oral tem gerado relaxamento, redução da dor, melhora da qualidade vocal e equilíbrio muscular, mostrando-se um procedimento favorável que pode possibilitar uma melhora na qualidade de vida de pacientes, reduzindo significativamente o tempo de tratamento em relação á fonoterapia tradicional.

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Você está feliz? Essa pergunta “Você está feliz?”, assusta muita gente. Ela chama muita atenção e é também ignorada por muitos. A palavra felicidade nos dá medo, não porque não queremos ser felizes, mas na medida em que precisamos nos perguntar “o que é felicidade?”. Ao contrário do que muitos dizem “ser feliz é simples”, acredito que ser feliz é difícil. Você pode ser feliz por ser grato a sua saúde, o seu trabalho, a sua família e amigos, mas isso não é uma garantia de felicidade.

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A felicidade mesmo é isso que a gente não sabe muito bem o que é, e acontece de vez em quando, sem esperar, fazendo com que a gente se aperceba dela quando ela já não está mais ali. A felicidade chega sem aviso e sai à francesa. Ainda assim, vivemos em busca da felicidade. Não há nada de errado com isso, na medida que uma vida interessante é pré - condição de uma vida feliz. Porém, vivemos em uma sociedade capitalista, que por sua condição mercantil, “coisifica” as pessoas, e impõe a elas que se vejam como um objeto, e a verem sua felicidade como um objetivo, a transformar toda a sua vida no “o importante é ser sentir bem!”. Com isso a felicidade se torna um produto. Um psicólogo é buscado porque terá uma resposta para o sofrimento, o médico é buscado porque pode prescrever uma receita de anti-depressivo, e sem perceber as pessoas vão perdendo a possibilidade de serem felizes.

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Isso nos mostra que não é possível ser feliz quando precisamos estar bem a todo custo. Se você precisar ser feliz, como se a felicidade fosse um produto, será difícil conseguir desejar a felicidade. Se a felicidade for produto, o mundo irá nos consumir. Marco Aurélio Dias Psicólogo Clínico - CRP 08/21538 *Especialista em Psicoterapia Psicanalítica *Especializando da Clínica Freud Lacaniana Contatos: (44) 9.9832-7964

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ENVELHECI ... E AGORA? Dr. Marcos Noboru Hashimoto Em recente artigo publicado sob o título “O abandono dos idosos no Brasil” na edição de n. 2536 de 27/07/2018 da Revista ISTO É, de autoria de Vicente Vilardaga e Giorgia Cavicchioli, se denunciou em apertada síntese, que com a ilusão de ser eternamente jovem, o país sofre com o aumento da expectativa de vida da população. Segundo teria informado o IBGE, entre 2012 e 2017 a população de idosos do país saltou 19,5% - de 25.4 milhões de pessoas para mais de 30,2 milhões de pessoas, de forma que o perfil demográfico do país em 2030 crescerá dos atuais 14% (quatorze por cento) de população idosa, para 30% (trinta por cento), o que significa redução da força produtiva e elevação dos custos assistenciais. Todo esse quadro é agravado pelo enfraquecimento da família tradicional – em que alguém sempre se destacava para cuidar dos mais velhos (de forma que o desamparo familiar cresce mais rápido do que a expectativa de vida), e a ausência de educação financeira da po-

pulação –com o crescimento do número de pessoas em asilos e a falta de uma poupança para garantir uma boa velhice (apenas 11% declaram fazer economia para o futuro). E, claro, pela ausência de políticas públicas eficientes para proteger os desamparados. Por políticas públicas entenda-se ações e programas que são desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. São medidas e programas criados pelos governos dedicados a garantir o bem-estar da população. Até outros direitos que não estejam na lei podem vir a ser garantidos através de uma política pública, notadamente quando, com o passar do tempo, sejam identificados como uma necessidade da sociedade. Seu planejamento, criação e execução dependem da atuação conjunta dos três Poderes do Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário), podendo ser executadas em todas as esferas de governo do país, ensejando CIDADE EM REVISTA

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ações em nível federal, estadual e municipal. Ao conjunto de etapas pelas quais uma política pública passa denomina-se “ciclo de políticas públicas”, a saber, sucessivamente: identificação do problema (fase de reconhecimento), formação da agenda (definição de prioridades e urgências), formulação de alternativas (estudo, avaliação e escolha de medidas úteis e eficazes), tomada de decisão (definição das ações a serem executadas), implementação (colocação em prática das medidas), avaliação (dos resultados alcançados e necessários ajustes) e extinção (se o problema deixou de existir, se as ações não foram eficazes, ou se o problema perdeu importância – ainda que não resolvido, diante de necessidades mais relevantes).

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Restando evidente que políticas públicas não se confundem com lei vigente – há direitos não previstos nas leis que ensejam a adoção de políticas públicas; em termos legais vigora no País o “Estatuto do Idoso” – Lei n. 10.741, de 1o de outubro de 2003, considerando-se idoso aquela que tenha idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, e que prevê em seus 118 (cento e dezoito) artigos uma série de direitos em favor destes, destacando-se: a) atendimento preferencial, imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; b) fornecimento gratuito de medicamentos pelo Poder Público, especialmente os de uso contínuo, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento,


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habilitação ou reabilitação; c) proibição de discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade; d) criação de cursos especiais para estes, com inclusão de conteúdo relativo às técnicas de comunicação, computação e demais avanços tecnológicos, para sua integração à vida moderna; e) descontos de 50% em atividades culturais, de lazer e esporte; f) proibição de discriminação deste em qualquer trabalho ou emprego, por meio de fixação de limite de idade, inclusive para concursos, ressalvados os casos específicos devido à natureza do cargo; g) estímulo à contratação de idosos por empresas privadas; h) prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos; i) gratuidade nos transportes coletivos públicos

aos maiores de 65 anos, com reserva de 10% dos assentos para os idosos; j) reserva de 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados; dentre vários outros direitos (Lei n. 10.741/2003, arts. 1o. a 41o.). O Estatuto prevê ainda diversas Medidas de Proteção ao idoso (gerais e específicas), aplicáveis sempre que os direitos a eles assegurados nesta lei forem ameaçados ou violados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento; ou em razão de sua condição pessoal (arts. 43o. a 45o.). Também prevê quanto a Política de atendimento ao idoso, entidades de atendimento e respectiva fiscalização, infrações administrativas e sua apuração, garantia de acesso à justiça e atuação do Ministério Público (arts. 46 a 92); e possui um capítulo onde são tipificados os

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Hospital Unimed Unidade Centro

Crimes que podem ser praticados contra o idoso e respectivas punições (arts. 93 a 108), punindo-se, a título de exemplos, atos de discriminação praticados contra estes, a falta de assistência, o abandono do idoso, sua exposição a perigo, apropriação ou desvio de seus bens, qualquer modo de coação contra este, etc. Referido diploma legal sofreu alterações por intermédio da Lei n. 13.466, de 12 de julho de 2017, segundo a qual os maiores de 80 (oitenta) anos sempre terão prioridade de atendimento de suas necessidades com preferência aos demais idosos. Evidentemente, a proteção legal ao idoso não se resume ao previsto neste Estatuto, podendo sempre ser ampliada por meio de novas leis específicas. O grande problema é tratar(em)-se esta(s) de lei(s) de difícilaplicação. Nada obstante preveja o Estatuto do Idoso políticas de atendimento ao idoso como já mencionado – dentre as várias Políticas Públicas

Arte: Cidade em Revista

“A noite do último dia 20 de julho, foi marcada pela inauguração do Hospital Unimed Unidade Centro. O evento contou com a presença de médicos cooperados, empresas parceiras, autoridades civis e eclesiásticas, além de diretores do Sistema Unimed no Paraná. A unidade inaugurada será destinada a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos, ou seja, previamente agendados. O Hospital Unimed – Unidade Centro, está localizado na Rua São Paulo nº 1597, Fone: (44) 3144-8000.”

que podem ser tomadas em favor deste, ainda que não previstas em lei; não pode prescindir para obtenção de resultados efetivos, da atuação conjunta para com a iniciativa privada (segundo setor) e as diversas organizações da sociedade civil (terceiro setor), de cujo planejamento e providências possam resultar em maior observância e certificação dos direitos destes, consubstanciadas na tomada de medidas efetivas e úteis que os assegure, e na observância concreta do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana a todos concernente. De tudo isto, decorrem oportunas indagações, dentre as várias que possam ser feitas: a) com o crescente envelhecimento da população, o Estado está preparado (ou se preparando) para o aumento da população idosa, decréscimo da capacidade produtiva, e aumento dos ônus previdenciários decorrentes (e respectiva recomposição econômica dos

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cofres estatais) ? ; b) Há políticas públicas concretas sendo planejadas, geridas e implementadas, ainda que em conjunto com o segundo e terceiro setor, para fazer face a esta nova realidade ?; c) A sociedade – que tanto cultua a juventude como se esta fosse perpétua, está preparada para assumir sua nova identidade e papel, e agir conforme?; d) Estamos preparados desde já para cuidar dos nossos anciãos, numa sociedade em que “não se tem tempo” para nada e para alguns estes podem significar “um peso”; e) estamos culturalmente preparados para aceitar que a velhice faz parte da existência – e que deve ser vivida em sua beleza e plenitude como as demais fases da vida, e, ao contrário de ser sinônimo de demérito, deveria ser prestigiada e respeitada? Enfim, as indagações são muitas. Às vésperas do DIA DOS PAIS só posso concluir que a maior de todas as dificuldades esboçadas, para que haja efetiva observância e concretização dos direitos dos idosos, é de natureza cultural. Salvo as felizes exceções, ainda temos que aprender que nossos “velhos” (expressão que nada tem de discriminatória), longe

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de ser um peso, são o melhor retrato e exemplo que temos (em que pese os defeitos que todos possuímos como seres humanos) para suportar as vicissitudes da vida, entre os erros e acertos das escolhas feitas: retratam objetividade, vigor e perseverança diante da árdua luta da vida para nos criar e manter, nos proporcionando o melhor que puderam; retratam a resistência, sofrimento e por vezes obstinação, diante daquilo que puderam ou não puderam mudar – pois não temos o controle de tudo; retratam o que de melhor pode haver em cada um de nós, a humanidade – pois viveram por nós como nem sempre podemos viver por eles. Enfim, representam antes de tudo, a Fé e a Esperança, aliadas ao conheci-

mento e à sabedoria, que nos permitem ser o que somos, sermos quem somos, e sonharmos como sonhamos em busca de algo ou de um mundo melhor para nós e para os nossos, ou para toda a sociedade ... Enfim, só temos a lhes agradecer. Oxalá um dia possamos dar aos nossos e a todos os idosos o devido valor e guarida; e também isto recebamos, quando chegar nosso momento. E, aproveitando o ensejo, àqueles ainda presentes e aos ausentes, ou aos que lhes fizeram as vezes, no caminhar da vida e embora o peso da idade, se o caso na “melhor idade”, um abençoado e FELIZ DIA DOS PAIS ! Dr. Marcos Noboru Hashimoto

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I Plantei uma roseira no meu jardim. Carinho e desvelo foram minhas mãos. A retribuição foi o desabrochar de uma flor Mais pesada que seu finíssimo caule Pôde suportar. Vergada sobre o próprio peso, Olhava para o chão, mas não para mim. Em pânico, Finquei estacas. Amarrei-a com laço vermelho. Escorei-a. Nada. Continuava voltada para o chão. Assim passou dias de sol e de chuva. Assim passei meus dias, Sufocada pelo peso daquilo que não se suporta. Até que o sol, a chuva, o vento, o sereno Desbotassem Ressecassem, Desfolhassem e Destruíssem as rosas do meu jardim.

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II A beleza e a tristeza andam de mãos dadas. Aparecem assim, de repente. Insinuantes sombras. Como um arrepio se mostram Em cores, muitas cores. Olho minhas flores. E olho com mais cuidado. Vejo primaveras púrpuras O azul das hortências O cor-de-rosa dos antúrios. Todas machucadas E me contam que a beleza não as protegeu, Nem lhes deu vida longa. Só fragilidades e dores. Ah! E tem uma branquinha. Não sei seu nome, Mas quando se desprega do caule Cai inteira. Um verdadeiro suicídio. Nelci Veiga Mello – Academia Municipal de Letras de Campo Mourão

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Nos anos finais da década de 1950, o carnaval era um tempo de reclusão para a minha família. A avó fazia o que lhe fosse possível para não nos deixar sair às ruas. Temia que nos deparássemos com os demoníacos comboios de foliões que infestavam a cidade. Naqueles tempos, o Carnaval para ela, assim como para a maioria dos católicos tradicionais da zona rural e das pequenas cidades do interior, era sinônimo de infernal, demoníaco, pecaminoso, o próprio caminho para o inferno. Jamais soubemos como eram as matinês de carnaval no clube da cidade. Nossa imagem do carnaval foi construída pelas fotos dos desfiles e bailes carnavalescos que ilustravam as páginas das revistas Manchete e O Cruzeiro, que meu pai comprava. Sempre que os adultos se descuidavam de nós, nos escondíamos e passávamos o tempo entretidas olhando as fotos nas revistas, embevecidas com o brilho das pedrarias, lantejoulas e purpurinas daquelas fantasias maravilhosas.

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A TENTAÇÃO NAS RUAS.


Algumas vezes, quando seguíamos com a avó para a Igreja, ouvíamos ao longe o som das bandas que alegravam as tarde carnavalescas de crianças e jovens no clube da cidade. Tínhamos consciência de que aquele não era o nosso mundo, nosso universo de vivência se compunha de outros elementos e nossa vida girava em torno das normas da religião e da fé. Naqueles tempos de normas religiosas mais conservadoras, também nos assustavam as homílias chamejantes de nosso pároco, apontando os pecados das festas momescas. Era comum que ele negasse as cinzas penitenciais, na quarta-feira, àqueles comparecessem para recebê-las com alguns confetes perdidos em meio aos cabelos.

Por mais que as pessoas cuidassem para isso não acontecer, me lembro de uma vez que aconteceu com uma jovem. Quando ela abaixou a cabeça para receber as cinzas, o padre vislumbrou alguns confetes nos seus longos e negros cabelos. Em tempos de tanta pudícia, fora um escândalo, pois além de negar as cinzas a esta jovem, o padre solicitou que se retirassem da Igreja todas as pessoas que participaram dos bailes carnavalescos nos dias anteriores, sob a alegação de que elas cometiam o grande pecado de acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Naquele dia, um silêncio tenso e profund o caiu como uma densa nuvem sobre o ambiente, congelando os gestos e qualquer outra manifestação por parte de todos os presentes. Ninguém se moveu, ninguém arredou pé do lugar.

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Mas minutos depois, quando o padre deu prosseguimento ao ofício religioso, era possível perceber-se que alguns paroquianos e paroquianas se esgueiravam discretamente e silenciosamente se afastavam da fila que se encaminhava ao altar para receber as cinzas. Percebíamos pelos olhos vivos e o sorriso irônico que discretamente pairava no rosto da avó que ela concordava e endossava a atitude do pároco. Assustadas, minha prima e eu resolvemos manter silêncio acerca do acontecido, mas sabíamos que aquela seria a notícia do dia quando chegássemos a nossa casa. Certamente, entre os seus, a avó daria largas à sua aprovação ao pároco. Dito e feito! Num domingo de carnaval, em 1958, a avó resolveu ir à Igreja acompanhada por mim e por minha prima. Ela nos tomava, a cada uma, pela mão e como se temesse nos perder pelo caminho, nos arrastava a passos rápidos pelas ruas da

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cidade. Chegando à Igreja, nos colocava a cada uma de um lado e sentava ao meio, de modo a não permitir que nos comunicássemos durante o ofício religioso. Qualquer tentativa de burlar a sua vigilância para estabelecer uma conversa era causa para um aperto no braço. A insistência resultava em um dolorido beliscão. Naquele dia, ao invés de sairmos de sua casa, saímos da casa de meus pais e o percurso que fizemos foi diferente daquele costumeiro e tivemos que passar ao lado de uma igreja de outra denominação religiosa, que se instalara na nossa rua. A avó sempre evitara aquele percurso por temer encontrar-se com algum religioso daquela congregação. Eram dados ao proselitismo religioso, coisa que a avó abominava em outra fé que não a sua. Naqueles tempos dos ofícios católicos desenvolvidos em latim, num país com a maioria da população analfabeta, a Bíblia era considerada como leitura apro-


priada apenas aos iniciados nos mistérios da fé e a eles cabia interpretá-la para os demais. Talvez por isso provocasse tanta estranheza e mesmo crítica entre os católicos o hábito que possuíam pessoas de outras congregações religiosas de carregar suas Bíblias sempre que compareciam aos cultos. Quando caminhamos uma quadra e estávamos em frente à igreja dita “dos crentes”, um caminhão com a carroceria carregada de foliões fantasiados passou por nós com as pessoas cantando e gritando. Imediatamente a avó nos fez esconder os olhos com as mãos pra não ver “aquela coisa do demônio”. Ato contínuo, o pastor dos “crentes”, que estava no portão da sua igreja, cumprimentou a avó, convidando-a a entrar para acompanhar o culto. A reação da avó não se fez esperar: franziu os olhos, enrugou a testa, ergue os punhos e gritou: - Te esconjuro!! , puxando a mim e a minha prima pelos cabelos, já que nossas mãos eram utilizadas para cobrir os olhos.

Saímos rapidamente daquele local, enquanto a avó esconjurava o pastor e o caminhão de foliões e nos incitava a andar de cabeça baixa pra que não víssemos aquelas tentações. Enquanto olhávamos ao redor de soslaio, por entre os vãos dos dedos, a prima e eu segurávamos o riso. Não olhamos para trás, mas tínhamos certeza de que o pastor, no portão de sua Igreja, ria a mais não poder. Também não contamos para a avó que o caminhão de foliões era dirigido por um homem transparente, cujos tênues e diáfanos contornos pareciam ser traçados com uma levíssima substância vermelha. Ao olhar por entre os dedos, eu e a prima pudemos ver todas as partes da cabine através de seu corpo, que apenas se delineava naquele espaço. A única coisa que parecia ter a aparência sólida, naquele ser, eram duas protuberâncias escuras que lhe nasciam uma de cada lado da cabeça, logo no início dos cab elos. Não contamos pra avó porque isso poderia matá-la de medo e tristeza. Dirce Bortotti Salvadori Escritora, membro da Academia Mourãoense de Letras

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A história social do Brasil nos mostra um povo resultante de origens bem diversificadas. Porém, isto não impediu o surgimento de preconceitos e deturpações ideológicas que afetam, não apenas o desenvolvimento integral dos diferentes grupos humanos presentes no território nacional, como também, a integração desses seres que carregam culturas divergentes. Conhecer a Missão Caiua, acrescentou-nos um novo saber, possibilitando a reflexão sobre nosso papel no desenvolvimento e integração de todos aqueles que compõem a população do país. Há um certo encanto quando ouvimos que, há 90 anos, pessoas idealistas se embrenhavam pelas matas, buscando alcançar nações indígenas para oferecer acesso à catequização e melhorar as condições de vida. Muitos questionam o envolvimento com essas nações, sob a visão da interferência na cultura.

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CAIUá – Um Povo em Busca de um Sonho


Mas, os que buscam desenvolver o trabalho se sentem estimulados sob outro prisma . Acreditam que podem oferecer melhorias e, inclusive, trabalham com a questão do cristianismo. A Missão Caiua, em Dourados MS, foi criada em 1928. Atualmente atende vinte e duas aldeias na região. Conta com quatro escolas com pré-escola e Ensino Fundamental, mantendo convênio com as prefeituras dos municípios de Amambai, Dourados, Sossoró e Porto Lindo, todos no Mato Grosso do Sul.Também contam com um Instituto Bíblico que prepara missionários nativos para trabalharem diretamente compovos indígenas. Na sede de Dourados, há um hospital, cujo atendimento está voltado a 95% de indígenas Caiua, guarani e Tereno. Possui setor de pediatria e maternidade. Procuram utilizar, no relacionamento com o povo, metodologia adequada aos costumes dos mesmos.

Deste modo, eles se sentem livres para as visitas considerando que não há rigidez de horários e nem quanto ao número de pessoas que podem visitar. O hospital é credenciado pelo SUS, mas depende, e muito, de doações.

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O corpo técnico é formado por 43% de profissionais indígenas. Na visita ao hospital foi possível observar que logo na entrada fica o ambulatório onde os doentes são avaliados e encaminhados para os respectivos setores de atendimento. Além de uma médica residente, outros cinco médicos, que vêm da cidade atendem na unidade. Atualmente, estão em campanha visando a um médico que queira morar na missão e que tenha visão missionária. No local não há UTI e o único aparelho de RX disponível está inativo, aguardando verba para conserto. Achei bastante interessante a existência da casa do fogo que oportuniza aos indígenas o costume da queima enquanto conversam e tomam o chimarrão.

Os administradores tomaram a decisão de construir esse espaço porque eles faziam fogo dentro de qualquer cômodo. Os partos são naturais na maioria. Usam o método de cócoras e também o ginecológico, mais comum nos hospitais. A ala feminina é separada da masculina. Na parte central do prédio existe um local de lazer para as crianças. O almoço, além de ser servido aos doentes, também é oferecido às visitas que sempre o aguardam antes de irem para suas aldeias. Há uma construção nova para substituir o centrinho, local que abriga crianças portadoras de necessidades especiais e que, na maioria, são abandonadas pelas mães. Elas ficam morando no hospital. Atualmente, o maior desafio são os recursos humanos, como explicou a enfermeira chefe e diretora do hospital, Senhora

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Ester que mostrou as limitações em que vivem. Informou que existe, em Minas Gerais, um ministério denominado “Mãos na Massa” que, esporadicamente vem e fica um bom período trabalhando no local. As pessoas são voluntárias e se dedicam a todo tipo de atividades. Também contam com um consultório odontológico, um tanto ultrapassadoe sem profissional. Isto torna inútil sua existência. Também visitamos a maior aldeia Caiua da região onde conhecemos uma missionária guarani, líder no local. Falando ao grupo ela disse: “Diante de Deus, todos somos um só. Não há cor e nem etnia.” É interessante conversar com eles, pois, podemos sentir,como se veem e como nos veem. Na maioria das vezes substimamos o pensar daqueles que vivem em situação de pobreza. Confundimos conhecimento com poder aquisitivo.

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Há diversas congregações que reúnem os vários indígenas advindos das diversas aldeias. As mesmas são dirigidas por missionários indígenas. Cantam e oram no próprio idioma. Já possuem a Bíblia traduzida para o Caiua e também um hinário traduzido para o idioma próprio. A Escola também respeita o idioma Caiua e procura valorizar a própria cultura. por isso, naquela região, considera-se que essas aldeias foram as que mesmos sofreram com o problema de aculturação. É desagradável sabermos que, apesar do difícil trabalho desenvolvido por voluntários e profissionais dedicados, existem influências políticas de indivíduos que procuram se infiltrar na organização, movidos por motivos escusos e interesses pessoais. A abrangência do projeto sofre com interferência de pessoas que dificultam a liberdade do trabalho e tiram a credibilidade do mesmo em algumas situações.

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Porém, estando lá, é possível reconhecer a carência de recursos e as limitações reais para o desenvolvimento do trabalho de seus responsáveis. O apoio comunitário e das Igrejas são indispensáveis para a construção de uma vida digna às populações indígenas da região que compõem o complexo Caiua. Beth Ecker.


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A IGREJA CATÓLICA DE PEABIRU Templo de Fé e da Arquitetura

Quando criança, ficava olhando para teto da igreja católica de Peabiru-Pr e me perguntando como fizeram aquela obra. Depois de grande, em entrevista com um dos construtores, Sr. Ivo Hans Koch, descobri que levaram oito meses para fazerem aquele teto. A primeira Igreja Católica de Peabiru foi erguida em madeira em 1948. Em 1949 o Padre Aluízio Jacobi enviou carta ao Papa Pio XII perguntando o que fazer para que as sucessivas chuvas de pedras (granizo) parassem de castigar Peabiru.

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Uma mãe e filha havia sido mortas por uma chuva dessas. O Papa escreveu: “Façam uma obra difícil de terminar, uma obra grandiosa”. Em pouco tempo, Aluízio Jacobi trazia da Alemanha a planta de uma catedral em estilo Gótico e iniciava a construção da Igreja ao lado da atual que só terminaria em 1978. As chuvas de pedras pararam de cair. A construção se iniciou em 1956 e ao final das missas, ainda na Igreja em madeira, o Padre convocava homens e todos que pudessem para jogarem pedras na fundação da nova Igreja. Imiscuída no alicerce da Igreja, há uma caixa em metal, com cartas e fotos dos peões da obra, além de moedas da época, ou seja, uma cápsula do tempo idealizada pelo padre. O sino de bronze permanece na torre, hoje sem uso e o antigo relógio não funciona mais, porém sua beleza marca a cidade. Quanto ao teto abaulado da igreja, de forma simples, a Arquiteta e Urbanista Franciane Mota explica que o Sistema Estrutural de Superfície Ativa utilizado funciona como arcos.

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Quando se faz cúpulas se consegue vencer vãos maiores, assim como os arcos comparados aos pórticos e aí se tem intersecções de várias cúpulas. ARTE SACRA A Igreja Católica da Paróquia São João Batista contém esculturas de um dos maiores artistas de arte sacra do mundo, o Escultor José Moser, que veio da Escola de Belas Artes de Viena e residiu até o fim da vida em Peabiru. Há também obras de seu sobrinho, o escultor Conrado Moser. As obras sacras de José Moser estão espalhadas por diversos lugares do Brasil e do Mundo. As janelas da igreja são ornadas por vitrais que levam o nome das famílias de então que doaram a arte para a igreja. Há de se lembrar que o Padre Aluízio Jacobi também construiu outras igrejas como a de Engenheiro Beltrão, local onde ele faleceu e está enterrado desde a década de 1970. A Igreja Católica da Paróquia São João Batista de Peabiru-Pr é uma das mais belas do Brasil, hoje o mais belo cartão postal da cidade. Arléto Rocha Historiador & Geógrafo Membro da Academia Mourãoense de Letras FOTOS: Paula Daisa & Acervo Museu Caminhos de Peabiru-PR 72

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Gastronomia

Caldos e sopas, delícia, mais sabores no Inverno Uma boa pedida no inverno, não há nada mais gostoso do que se aquecer com sopas e caldos. Confira três receitas bem saborosas e fáceis de fazer.

Sopa de batata ao funghi Ingredientes 4 batatas ½ litro de caldo ou fundo de carne ½ xícara de (chá) de funghi secchi (cogumelos secos) ½ cebola picada em cubinhos 1 dente de alho picado em cubinhos 1 colher (sopa) de manteiga 150 ml de creme de leite fresco Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto Preparo Mantenha o caldo de carne aquecido no fogão. Corte a batata em cubos médios e coloque numa panela; cubra com água e tempere com sal. Cozinhe por aproximadamente 45 minutos ou até que as batatas soltem do garfo ao ser espetadas. Coloque cerca de 500 ml de água para ferver. Lave muito bem o funghi em água corrente para tirar toda a terra. Transfira o cogumelo para um pote e adicione a água fervente; deixe hidratando por 10 minutos. Escorra o funghi, reservando a água, e corte os cogumelos em cubos pequenos. Refogue a cebola na manteiga numa panelinha; quando ficar transparente, junte o alho. Deixe por um minuto no fogo e acrescente o funghi; acerte o sal e a pimenta e reserve. Retire as batatas cozidas do fogo deixe esfriar por 5 minutos.

Com uma concha, coloque as batatas e um pouco de água no liquidificador e bata aos poucos (cerca de três conchas de um ingrediente para uma concha do outro). Misture a água em que o cogumelo foi hidratado com o caldo de carne. Volte a batata já batida para a panela a vá acrescentando o caldo de carne misturado com a água do funghi aos poucos, com cuidado para não deixar a sopa muito líquida. Acrescente o funghi picado e deixe cozinhar por 10 minutos; acerte o tempero. Acrescente o creme de leite aos poucos, misture bem, verifique os temperos e sirva numa tigela previamente aquecida.

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Caldo de abóbora com carne-seca, a preferida Preparo Em uma panela, aqueça o azeite e acrescente a cebola. Deixe refogar até dourar. Desligue o fogo e reserve. Em uma outra panela, coloque água e cozinhe a abóbora. Coloque no liquidificador a cebola refogada, a abóbora cozida e o leite de coco. Bata até ficar homogêneo. Coloque o conteúdo do liquidificador em uma panela e acrescente água até atingir ponto de sopa, se necessário. Misture a carne-seca com a pimenta e a cebolinha. Acrescentar sal necessário, sirva com torradas e cebolinha picada à parte.

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Ingredientes 3 xicaras de (chá) de abóbora 1 xicara de (chá) de leite de coco 1 xicara de (chá) de carne-seca cozida e desfiada Água suficiente para cozinhar a abóbora Salsinha picada 1 colher de (sopa) de azeite 1 cebola refogada Pimenta dedo de moça picada a gosto Sal a gosto


Sopa de cebola Ingredientes 1 kg de cebola cortada em rodelas ďŹ ninhas 2 colheres (sopa) de manteiga 2 folhas de louro 2 colheres de (sopa) de azeite 2 colheres de (sopa) de farinha de trigo 1 litro de caldo de frango 2 colheres de (sopa) de vinho branco 2 colheres de (sopa) de conhaque

Preparo Doure bem a cebola com a manteiga e o azeite. Acrescente a farinha de trigo, o louro, o vinho, o conhaque e o caldo. Deixe a cebola bem cozida. Acerte o sal se precisar. Sirva com torradas de queijo. Bom apetite!

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DICAS SAUDÁVEIS

1 - FILHOS “HERDAM” ATÉ 60% DA FORMA FÍSICA DOS PAIS Embora os principais responsáveis pelo crescimento da obesidade sejam má alimentação e pouca atividade física, um novo estudo da Universidade de Sussex, na Inglaterra, destaca que o fator hereditário não deve ser desconsiderado. Os cientistas descobriram que, em média, o filho herda 40% do índice de massa corporal dos pais. O curioso é que, nos pequenos mais enxutos, esse número ficava perto dos 20%. Já nos gordinhos, chegava facilmente aos 60%: “O efeito parental é mais do que o dobro nas crianças obesas do que nas mais magras”, explica Peter Dolton, coordenador da pesquisa. 76

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2 - PORQUE O LIMÃO MANCHA A PELE? A furocumarina, uma substância presente no sumo e na casca do limão, é responsável por esse fenômeno. Ela penetra a pele quando o indivíduo espreme o cítrico no preparo de sucos e caipirinhas ou sobre um petisco. O sol já queima naturalmente a epiderme desprotegida. Porém, se há a tal da furocumarina por ali, seus efeitos são potencializados. O resultado instantâneo dessa reação é ardência e vermelhidão no local. Se a quantidade de suco de limão for muito grande, ela pode alcançar camadas profundas, como a derme, e causar lesões mais sérias. Nesses casos, é comum a formação de bolhas e a sensação de coceira.

3 - COMBATA A DEPRESSÃO COM A ALIMENTAÇÃO Uma novíssima linha de pesquisa mostra que a dieta faz muita diferença na batalha contra o transtorno que abala o humor e a disposição. Segundo o psiquiatra Drew Ramsey, professor da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, ômega-3, magnésio, fibras, zinco, ferro, além das vitaminas C,B1, B9 e B12 devem ser os destaques à mesa para espantar o já chamado mal do século. “Em alguns estudos, a comida correta diminui em 50% o risco de depressão”, conta Ramsey. De acordo com nutricionista e mestre em neurociências Selma Dovichi, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), quando o fornecimento de nutrientes é reduzido, o sistema nervoso, não consegue realizar todas as atividades normalmente, ocorre então uma menor oferta de neurotransmissores e falhas na comunicação entre os neurônios. São alterações que, segundo a professora, elevam a probabilidade de enfrentar desordens mentais, como a própria depressão.

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NOITE DE QUEIJOS E VINHOS NA ARCAM Foi maravilhosa a noite de Queijos e Vinhos realizada na ARCAM - Associação Recreativa dos Funcionários da Coamo. Parabéns pela organização, tudo impecável Claudete Maria Kurta e sua valorosa equipe. Em companhia de amigos Marli Miranda Salvadori e Roney, Marcia Miranda Lopes e Wallace, nos divertimos muito. Parabéns, organização impecável, perfeito Claudete Maria Kurta

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TRANSMISSÃO E POSSE NO ROTARY ARAUCÁRIA Cerimônia de posse da presidente Janete Leige Lopes e seu esposo Ambrósio, no Rotary Club Campo Mourão Araucária Gestão 2018/2019. A noite foi incrível, abençoada com a posse da empresária das Escolas Yázigi, Sonia Maria Dos Santos Rodrigues. Parabéns à nova diretoria da presidente Janete, sucesso no ano Rotário! Linda decoração em amarelo e jantar especial da Silvana Bassani do Buffet Bassani.


60 ANOS A “LA ANOS 60” Noite memorável foi a comemoração de aniversário do amigo Odenir Colchon Montezino. A caráter, ele recebeu os convidados para festejar seus 60 Anos. A festa foi maravilhosa, com glamour, brilho, e muita alegria. Essa vai ficar na lembrança. Em cada detalhe, o toque especial do Odenir. Parabéns e felicidades amigo!

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TRANSMISSÃO DE POSSE DA ASR Cerimônia de Posse da Associação de Senhoras de Rotarianos de Campo Mourão, transmissão do conselho diretor, à presidente Maria Eleni Pereira Martins - Gestão 2018/ 2019. Parabéns Alessandra Fachini Zago pelo belíssimo trabalho realizado em sua gestão 17/18. Querida Eleni, que seu ano Rotário seja de sucesso e bênçãos de Deus com sua diretoria!

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ARRAIÁ DO STUDIO CORPO Eita que isso foi muito bom, sô!! Que delícia de festa, encontro dos amigos da academia. E teve até a descontraída quadrilha, organizada por Fernanda. A mesa de quitutes no capricho com o quentão da Sirlene. A Marlene estava demais, ‘‘á lá cigana’’ ... E não poderia faltar a quirera da Patrícia. O Thiago Valoto, uma figura, com sua Andrea. Em mesa animada, presença da simpática Rubia. Quem não pôde ir, perdeu a festa!!

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POSSE DO CONSELHO DIRETOR DO ROTARY CLUB GRALHA AZUL Em 19 de junho o Rotary Club de Campo Mourão Gralha Azul realizou a festiva para comemorar o final da gestão do presidente Fabio Battistella. O Clube passa agora a ser conduzido pelo companheiro Carlos Alves e sua esposa Elza sob o lema rotário “Seja a Inspiração” - Gestão 2018/2019. Nessa noite festiva 5 novos companheiros foram empossados. Parabéns! Que Deus esteja presente abençoando Carlos e Elza!

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Aniversário com jantar Italiano Amiga querida de longa data, Silvana Bassani, comemorou seu aniversário com uma noite típica Italiana regada a vinho. Anfitriã de primeira mão recebeu a família e amigos mais íntimos em sua residência, em grande estilo, com alegria e bom gosto. Passamos momentos felizes com música e descontração!

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POSSE DO GOVERNADOR - DISTRITO 4630 ROTARY INTERNACIONAL 2018/2019 Noite memorável, jantar festivo transmissão e posse do Distrito 4630 Governador do Rotary - Carlos Naves e sua esposa Ana Márcia, e do Presidente do Rotary Club Campo Mourão Gralha Azul, Carlos Alves e sua esposa Elza. Presença de autoridades, convidados especiais como o casal de Governadores do Chile Gerardo Escobar e Maggie, ex-presidentes do Distrito 4630, rotarianos e familiares, no Celebra Eventos. Rotary Internacional 2018/2019... Seja A Inspiração!

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DICAS DE LEITURA Laranja Mecânica Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de ‘1984’, de George Orwell, e ‘Admirável Mundo Novo’, de Aldous Huxley, ‘Laranja Mecânica’ é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Autor: Anthony Burgess Nº de Páginas: 200 Assunto: Ficção Científica Ano: 1962

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Jogador No 1

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ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts escapa desta desanimadora realidade passando horas conectado ao OASIS (uma utopia virtual global que permite os usuários serem o que quiserem) um lugar inspirado nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS, pois o falecido bilionário e criador do jogo, James Halliday, escondeu nesse imenso lugar uma série de pistas, e aquele que conseguir desvendá-las será premiado.E Wade acabou de encontrar o primeiro deles.

Autor: Ernest Cline Nº de Páginas: 464 Assunto: Fantasia Ano: 2011

Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho

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sta edição de bolso da obra ‘Alice no país das Maravilhas’ conta a história das aventuras de Alice ao cair numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas que lhe apresentam enigmas. Em sua continuação, ‘Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá’, Alice tem de ultrapassar vários obstáculos (estruturados como etapas de um jogo de xadrez) para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens enigmáticos.

Autor: Lewis Carroll Nº de Páginas: 320 Assunto: Literatura Juvenil Ano: 2010 (edição de bolso)

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Os Miseráveis

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s Miseráveis conta a história de um homem que sofre durante toda sua vida por causa de um erro cometido na juventude. A saga de Jean Valjean se passa na França revolucionária do final do século XVIII e início do XIX quando monarquistas e republicanos lutavam pelas ruas. Este romance tem personagens marcantes como o inspetor Javert, que passa a vida perseguindo Valjean e Cosette, um casal que enfrenta inúmeras armadilhas do destino.

Autor: Victor Hugo Nº de Páginas: 1511 Assunto: Romance Ano: 1862

O Iluminado

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ack Torrence consegue um emprego de zelador em um velho hotel, e acha que será a solução dos problemas de sua família: não vão mais passar por dificuldades, sua esposa não vai mais sofrer e seu filho, Danny, vai poder ter ar puro para se livrar de estranhas convulsões. Mas as coisas não são tão perfeitas como parecem: existem forças malignas rondando os antigos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança, e, inevitavelmente, um embate entre o bem e o mal terá de ser travado.

Autor: Stephen King Nº de Páginas: 288 Assunto: Suspense Ano: 1977

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A Revolução dos Bichos

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scrita em plena Segunda Guerra Mundial, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo.

Autor: George Orwell Nº de Páginas: 152 Assunto: Sátira política Ano: 1945

Eu Me Chamo Antônio

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ntônio é frequentador assíduo de bares, e despeja comentários sobre a vida em desenhos e frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia. Perito nas artes do amor, ele está sempre atento aos detalhes dos encontros e desencontros do coração. Do balcão do bar, ele vê tudo acontecer, observa os passantes, aceita conversas despretensiosas por aí e atrai olhares de curiosos. Caso falte alguém especial a seu lado (situação bastante comum), Antônio sempre se acomoda na companhia dos muitos chopes pela madrugada.

Autor: Pedro Gabriel Nº de Páginas: 192 Assunto: Poesia Ano: 2013

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Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho

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m estudo em vermelho é a primeira história de Sherlock Holmes, e propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.

Autor: Arthur Conan Doyle Nº de Páginas: 120 Assunto: Romance Policial | Suspense Ano: 1887

A Rosa do Povo

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rosa do Povo é o livro politicamente mais explícito de Drummond. Falando da guerra e dos afetos, do passado familiar e da experiência de viver no Rio de Janeiro, além de especular sobre o lirismo em tempos sombrios, este livro estabeleceu definitivamente a figura do poeta mineiro no panorama da melhor poesia de língua portuguesa no século XX. É um poderoso olhar sobre a Segunda Guerra, a cisão ideológica, a vida nas cidades, o amor e a morte.

Autor: Carlos Drummond de Andrade Nº de Páginas: 204 Assunto: Poesias Ano: 1945

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Entrevista Com o Vampiro

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ma história que começa com a ousadia de um jovem repórter ao entrevistar Louis de Pointe duLac, nascido em 1766 e transformado em vampiro, este conta sobre sua vida antes de se tornar vampiro, como se transformou, como conheceu Lestat, a vampira Cláudia e Armand. Fala também de suas viagens e reflete sobre vários assuntos como a imortalidade.É um mundo de uma fantasia impressionante, gótico, romântico, criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector.

Autor: Anne Rice Nº de Páginas: 312 Assunto: Terror Ano: 1976

Menina Que Roubava Livros

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trajetória de LieselMeminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Autor: Markus Zusak Nº de Páginas: 480 Assunto: Romance Ano: 2005

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lançamentos do

Agosto | setembro 2018

O Mistério do Relógio na Parede

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ewis (Owen Vaccaro), de apenas 10 anos, acaba de perder os pais e vai morar em Michigan com o tio Jonathan Barnavelt (Jack Black). O que o jovem não tem ideia é que seu tio e a vizinha da casa ao lado, Sra. Zimmerman (Cate Blanchett), são, na verdade, feiticeiros.

Lançamento 21/06/2018 Direção: J.A. Bayona Duração: Indisponível Gênero: Ação | Aventura

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Megatubarão

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a fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

lançamento 09/08/2018 Direção: Jon Turteltaub Duração: 1h 53m Gênero: Aventura | Ficção científica

O Protetor 2

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á tempos Robert McCall (Denzel Washington) deixou a vida de agente da CIA para levar uma vida normal. Mas o instinto de justiça continua lhe guiando e ele não hesita em usar a violência para ajudar aquelas pessoas que lhe importam. Isto se torna ainda mais pessoal quando sua amiga, Susan (Melissa Leo), é assassinada.

Lançamento 16/08/2018 Direção: Antoine Fuqua Duração: Indisponível Gênero: Ação | Drama

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Meu Ex É Um Espião

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s melhores amigas Audrey (Mila Kunis) e Morgan (Kate McKinnon) embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado (Justin Theroux) da primeira revelase um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos.

Lançamento 23/08/2018 Direção: Susanna Fogel Duração: Indisponível Gênero: Comédia | Ação

Te peguei!

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esde a primeira série na escola um grupo de cinco amigos tem um hábito curioso, que realizam pelo menos uma vez ao ano: brincar enlouquecidamente de pega-pega, correndo em uma partida alucinante para ser o último homem de pé ao final da brincadeira, arriscando seus empregos e relacionamentos. Neste ano, que coincide com o casamento do jogador invicto da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo no momento de vulnerabilidade.

Lançamento 23/08/2018 Direção: Jeff Tomsic Duração: 1h 45min Gênero: Comédia

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Slender Man: Pesadelo Sem Rosto

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ma criatura alta, magra, assustadora, com braços incrivelmente longos e sem uma forma definida de rosto. Este é Slender Man, um ser maligno que ficou conhecido por assombrar, perseguir, sequestrar e aniquilar jovens imaturos e crianças indefesas. Ele é implacável e está apenas esperando uma oportunidade para levá-lo ao seu pior pesadelo. Uma lenda que ganha vida e que leva à morte.

Lançamento 24/08/2018 Direção: Sylvain White Duração: 1h 40m Gênero: Terror

O Candidato Honesto 2 - O Impeachment

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pós cumprir quatro dos quatrocentos anos de cadeia, João Ernesto (Leandro Hassum) é convencido a se candidatar à presidência novamente. Adorado pelo povo por ser um político que não mente, ele vence as eleições. Um ano se passa e o Brasil está em uma grande crise. Ao tentar a consertar as coisas, influenciado pelo seu vice, suas decisões podem acabar em um impeachment.

Lançamento 30/08/2018 Direção: Roberto Santucci Duração: Indisponível Gênero: Comédia

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CIDADE EM REVISTA


alpha

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pós cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem (Kodi Smit-McPhee ) de uma tribo precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade.

Lançamento 06/09/2018 Direção: Albert Hughes Duração: Indisponível Gênero: Ação | Drama

O Doutrinador

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m vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos.

Lançamento 06/09/2018 Direção: Gustavo Bonafé Duração: Indisponível Gênero: Ação

CIDADE EM REVISTA

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Predador

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os confins longínquos do espaço até as ruas de bairros residenciais, a caçada chega a todos os lugares na reinvenção explosiva assinada por Shane Black da série Predador. Agora os mais letais caçadores do universo estão mais fortes, mais inteligentes e mais mortais do que antes, tendo se aperfeiçoado com o DNA de outras espécies. Quando um jovem acidentalmente causa seu retorno à Terra, apenas uma equipe improvável de ex-soldados e um professor de ciências amargurado podem evitar o extermínio

Lançamento 13/09/2018 Direção: Shane Black Duração: Indisponível Gênero: Ficção Científica

Pé Pequeno

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m jovem e genial Yeti encontra algo que ele achava que não existia: um humano. A revelação deste “Pé Pequeno” lhe traz fama e a chance de conquistar a garota dos seus sonhos. Contudo, ela também traz preocupação à comunidade dos Yetis sobre o que pode existir além de seu pequeno vilarejo nas neves em uma história divertida sobre amizade, coragem e a alegria da descoberta.

Lançamento 20/09/2018 Direção: Karey Kirkpatrick Duração: 1h 49m Gênero: Animação

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CIDADE EM REVISTA


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CIDADE EM REVISTA

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Cidade em Revista - Edição 51  
Cidade em Revista - Edição 51  
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