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SUMĂ RIO Twitter.com/ciclovoltas

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EDITORIAL Pag 2

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UMA AVENTURA Olá, amigos leitores. Seja bem vindo as primeiras páginas da revista/guia on l ine do Tour de France 2011. Sou Aldir Jr. Gomes, ideal izador e real izador deste projeto que se concretiza neste momento. Apaixonado pelo cicl ismo e carente por espaço deste maravilhoso esporte na grande mídia, pude encontrar muita gente que assim como eu gosta do cicl ismo com o tempo Mas vejo que com esse tempo as pedaladas vem ganhando mais es paço, desde blogs e sites especial izados no assunto no Brasil, passando pelas páginas da revista Vo2max e das transmissões de importantes provas ciclísticas pelo mundo de canais de TV por assinatura como a E SPN e o Band Sports. Quem vê pela primeira vez as paisagens, as engraçadas figuras nas margens das estradas, os ataques e toda emoção de um sprint final de um Tour de France, não consegue deixar de se apaixonar. Com essa paixão é que fiz essa revista/guia on l ine.Não vivo para o cicl ism o, apesar de gostar muito porque me falta tempo e uma velocidade de conexão de internet melhor. Tenho 18 anos, os estudos estão a todo vapor e prat icamente me sobra o final de semana para por ordem na casa, e atual izar diversos projetos que possuo. Então quero deixar já o espaço para que todos olhem esse guia, e d eixem sugestões, críticas, correções, enfim, porque só a ssim que se pode melhorar. D eixo aqui também o espaço para quem quiser e puder colaborar com o blog Ciclovoltas, e ajudar a mim e ao GabrielAraújo com o projeto seremos muito gratos, pois não temos condições de tempo e disponibil idade de continuar com o blog e com novas idéias que poderão surgir sem ajuda. Espero que essa nova aventura p ossa durar bastante tempo e que seja prazerosa tanto para mim, quanto para quem estiver lendo o nosso conteúdo. Obrigado a todos, e espero que gostem. Aldir Junior de Sales Gomes

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diretor-geral ALDIR Jr. GOMES

ideal izador ALDIR Jr. GOMES

textos ALDIR Jr. GOMES

arte e design ALDIR Jr. GOMES


SUMÁRIO Twitter.com/ciclovoltas

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SUMÁRIO UMÁRIO

QUEM PARA O PISTOLEIRO? Opinião - pag 5

GALIBIER: A MAIOR MONTANHA, O MAIOR DESAFIO PARA 2011

Centenário dos Alpes no Tour inspira o percurso deste ano com duas escaladas ao Galibier - pag 6

SAIBA QUAIS SERÃO AS EQUIPES DO TOUR 2011 pag 7

ETAPA POR ETAPA

Confira um perfil completo de todas etapas incluindo informações das cidades - pag 14

DESCUBRA QUEM SÃO OS maiores campeões da história pag 31

HISTÓRIA DAS CAMISAS ENTREVISTA COM BRUNO VICARI Saiba a opinião do especialista - pag 35


TOUR DE FOTO Pag 4

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Ciclistas descem montanha no 10º estágio em direção a Gap.

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OPINIÃO POR ALDIR Jr. GOMES

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UM POR TODOS, E TODOS CONTRA... ALBERTO Contador precisa brigar pela camisa amarela e pela

reconquista de sua imagem em 2011.

O Tour de France 2011 pode ser resumido em uma frase: “Todos c ontra um”, ou seja, todos contra Alberto Contador. O cl ima para Contador não é de todo bom no Tour. Após atestar posit ivo em uma exame ant -doping i no último Tour para pequena quant idade da substância clembuterol. Segundo o tri-campeão da Volta da França, o teste posit ivo teria sido causado por ingestão de carne contaminada entre etapas, enquanto compet ia em 2010. O espanhol foi suspenso preventivam ente por um ano pela Federação Espanhola de Cicl ismo, punição esta que foi revogada pela ent idade após expl icações do cicl ista. O caso foi parar na União Ciclíst ica Internacional e an Corte Arbitral do Esporte que iria julgar o caso entre os dias 6 e 8 de junho, mas a pedido da defesa o julgamento foi adiado para o mês de agosto.

Polêmicas a parte, em 2011 Andy Schleck promete ser o principal rival do atual campeão. Mais preparado, experiente e de equipe nova, o luxemburguêslevou para sua nova equipe, a Leopard-Trek, dois importantes nomes que o acompanhavam na Saxo-Bank. Se u irmão, e principal gregário, Frank Schleck, e do tetra campeão mundial de contra-relógio, o suíço Fabian Cancellara. Andy talvez seja hoje o único cicl ista, ou pelo menos foi em 2010, o único que conseguiu acompanhar Alberto Contador nas montanhas . Em 2010 um episódio envolvendo o segundo colocado e o c ampeão do último Tour o espanhol atacou seu adversário em uma subida no 15º estágio, após um problema mecânico na bicicleta de Schleck. Muito contestado pelo públ ico, especial istas e gente do meio ciclístico, Alberto chegou a pedir desculpas a seu adversário. No final os dois selaram a amizade, mesmo com o título tendo ficado em mãos espanholas. AFP/GETTYI MAGES

Algumas vozes importantes de equipes não vêem com bons olhos a part icipação de Alberto Contador tentará se destacar novamente dos demais, mas as montanhas do Tour parecem brincadeira para o Contador no T our de France espanhol após o Giro d’Italia. 2011. O diretor da equipe Europcar, Jean René Bernaudeau declarou: “Se fosse ele, não vinha [ao Tour]. Quando tomou a decisão d e correr o Tour é porque estava seguro que seria absolvido”, contestou. Sobre a bicicleta, um nome combativo a participação de Contador é de Bradley Wiggins, da Sky. “A participação de um corredor que foi testado positivo nunca é boa. Pessoalmente acho bom que participe, pois significa que a Saxo Bank irá trabalhar para ele, mas esport ivamente não é bom que um cicl ista que já foi testado posit ivo em um ant i-doping continue na estrada”, disparou. Mas um nome importante apóia o espanhol. O luxemburguês, Andy Schleck, da Leopard -Trek, ex-Saxo Bank, foi segundo colocado no último Tour de France e principal rival de Alberto Contador na briga pela camisa amarela. “Sinceramente, fico fel iz. Quero derrotá -lo na estrada e é para isso que estou treinando. Se nenhuma autoridade o impede legalmente, significa que tem o direito de compet ir. No ano passado o nosso duelo foi muito emocionante e é isso que ficou como recordação”, declarou Schleck.

Somado ao caso de doping, o tri-campeão do T our vem tentando limpar sua imagem, bastante arranhada pelos fatos citados, d esde o G iro d’Ital ia, primeira grande volta do ano. E deve continuar tentando mudar sua imagem perante o públ ico francês no Tour.

Sobre o trajeto, a 19ª etapa, e última de montanha, f oi feita pensando em uma possível vantagem de Contador na l iderança. Com 3 montanhas duras pelo caminho, o Col du Télégraphe, Col du Gal ibier e a chegada em Alpe -d’Huez, mas em um trajeto curto, de apenas 109,5 Km. Um ataque na últ ima etapa de montanha de um possível perseguidor, de quem quer que seja, em especial do “pistoleiro”, como é c onhecido Contador, seria mais fácil de se fazer por ser uma etapa dura, porém curta. Mas o contra -ataque de um cicl ista sempre bem preparado é inevitável. Ou até mesmo um ataque do líder para abrir mais vantagem ainda na l iderança e tentarchegar com uma folga maior para o contra -relógio em Grenoble. De qualquer forma, o Tour de France 2011 promete ser emocionante. Contador confirmou presença após ganhar o Giro d’Itál ia e seu confronto com Schleck será especial.


MONTANHAS POR ALDIR Jr. GOMES

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O PASSO MAIS DIFÍCIL PARA O CÉU Em homenagem ao centenário da inclusão dos Alpes no Tour de France, o pelotão irá escalar o temido Galibier duas vezes e deixará uma coroa de rosas em homenagem a seu criador. A mais dura e fria subida que se t inha conhecimento até então no Tour causou irritação e revolta aos participantes. Mas mesmo assim foi mant ido no caminho e Emile Georget foi o primeiro cicl i sta a chegar no alto dos 2.556 metros de alt itude em que a estrada chegava no Col du Gal ibier, no dia 10 de julho de 1911.

Joiseyshowaa / Flickr

Orgulhoso pelo feito de Georget, Henri Desgrange discursou: “Eles não tem asas, mas esses homens foram capazes de irem a alturas quenem as águias vão”. Ainda impressionado, De sgrange di sse que o B ayard e o Tourmalet, nos Pirineus, que foram incluídos um ano antes, eram “leves” perto do Gal ibier. Posteriormente o túnel f oi fechado para re forma e reaberto em 2002, mas foiaberta uma estrada por cima , e a altitude máxima che gada pelos cicl istas hoje é de 2.645 m, a maior já alcançada na compet ição. Do lado sul do túnel foi construído um memorial em homenagem a Desgrange por sua coragem de incluir a montanha na rota da mais importante prova ciclíst ica de estrada do mundo. Até hoje quando o T our de France passa p elo local é colocado u ma coroa de rosas no m onumento em sua homenagem. Para homenagear o centenário da passagem da caravana do Tour pelo Gal ibier, em 2011 serão duas escaladas pela difícil subida.

Em 2010, a ASO (Amaury Sport Organisation), empresa organizadora do Tour de France, resolveu homenagear o centen ário da inclusão das montanhas dos Pirineus, na divisa entre a França, Espanha e Andorra, pela primeira vez no percurso da compet ição em 1910, algo que surpreendeu até mes mo os melh ores escaladores d a época. Para essa homenagem no ano passado, os cicl istas escalaram por duas oportunidades, em etapas distintas, o Col du Tourmalet, sendo inclusive, o palco de f inal de uma das etapas. Em 1911, ainda perplexos pelas subidas nos Pirineus, os atletas viram Henri Desgrange, jornal ista esport ivo, cicl ista e cr iador do Tour de France, incluir o Gal ibier no caminho dos cicl istas.

A primeira acontecerá na 18ª etapa, quando os atletas largarão de Pinerolo, na Itál ia, passando por duas montanhas muito compl icadas, fora de categoria, o Col Agnel e o Col d’Izoard, antes de chegarem na 1 estação de esqui d e Serre -Cheval iar, no Gal ibier. A segunda e derradeira escalada ao Gal ibier será na 19ª etapa, a última de montanha em 2011. Partindo de Modane até Alpe d’Huez, os atletas terão no meio do caminho, no km 48,5, a subida até o ponto m ais alto da história doTour em que a estrada no Gal ibier alcança, para descer pela face mais compl icada da montanha. E assim como as duas s ubidas ao Col du Tourmalet em 2010, as escaladas ao Gal ibier devem coroar o campeão do Tour de France 2011, já que estão local izadas nas duas últimas etapas, as mais difíceis do ano.


*Nem todas equipes revelaram os ciclistas selecionados para o Tour até o fechamento desta edição


EQUIPES Pag 8

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Fundação: 1992. (2008 com esse nome)Desempenho em 2010: 4º (+41’10’’). Gerente geral: Vicent Lavenu

Fundação: 1997 Desempenho em 2010: 13º (+2h 29’ 35’’) Gerente geral: Eric Boyer

Pré-selecionados (9/12) *: Nicolas Ro che (IRL), John Gadret (FRA), Jean-Christophe Peraud (FRA), Blel Kadri (FRA), Christophe Riblon (FRA), Hubert Dupont (FRA), Maxime Bouet (FRA), Sebastien Hinault(FRA), Mathieu Perget (FRA), Anthony Ra vard (FRA), Lloyd Mondory (FRA) e Cyril Dessel (FRA).

Pré-selecionados (9/13)*: Mickael Buffaz (FRA), Leonardo Duque (COL), Samuel Dumoul in (FRA), Jul ien El Farès (FRA), T ony Gallopin ( FRA), D avid M oncoutié ( FRA), Damiern Monier (FRA), Rein Taaramae (EST), Tristan Valentin (FRA), Nicolas Vogondy (FRA), Rémi Cusin (FRA), Romain Zingle (BEL) e Aleksejs Saramontins (LET).

Fundação: 2007 Desempenho em 2010: 6º (+56’16’’) Gerente geral: Giuseppe Martinell i

Fundação: 2000 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: - Gerente geral: Jean-René Bernaudeau

Pré-selecionados (9/10)*: Alexandre Vinokourov (CAZ), Rémy di Gregorio (FRA), Dmitriy Fofonov (CAZ ), Andriy Grivko (UCR), Maxim Iglinskiy (CAZ), Frederik Kessiakoff (SUE), Roman Kreuziger (TCH), Paolo Tiralongo (ITA), Tomas Vaitkus (LIT) e Andrey Zeits (CAZ).

Pré-selecionados**: Thomas V oeckler (FRA), A nthony Charteau (FRA), Cyril Gaut ier (FRA), Christophe Kern (FRA), Thomas Voeckler (F RA), Pierre Rolland (FRA). Yukiya Arashiro (JAP), Sebastien Chavanel (FRA).

Fundação: 1994 (2005 com esse nome ) Desempenho em 2010: 8º (+1h 23’ 02’’)Gerente geral: Igor González Selecionados (9/9): Samuel Sanchez (ESP), Egoi Martinez (ESP), Gorka Verdugo (ESP), Amets Txurruka (ESP), Rubén Pérez (ESP), Iván Velasco (ESP), Alan Pérez (ESP), Pablo Urtasun (ESP) e Gorka Izagirre (ESP).

Fundação: 2007 Desempenho em 2010: 14º (+2h 35’ 30’’) Gerente geral: Gavin Chilcott Selecionados (9/9): Cadel Evans (AUS), Brent Bookwalter (EUA), Marcus Burghardt (ALE), George Hincapie (EUA), Amael Moinard (FRA), Steve Morabito (SUI), Ivan Santaromita (ITA ), Manuel Quinziato (ITA) e Michael Schar (SUI).


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Fundação: 1997 Desempenho em 2010: 15º (+2h 56’ 59’’) Gerente geral: Marc Madiot Pré-selecionados (extra-oficial – 9/10 )***: Sandy Casar (FRA), Pierrick Fédrigo (FRA), Jéremy Roy(FRA), Anthony Roux (FRA) , Rémi Pauriol (FRA) e Y auheni Hutarovich (FRA) (quase c ertos) . Mickael Delage (FRA), Arnold Jeannesson (FRA), Anthony G esl in (FRA) e Gianni Meersman (BEL) (postulantes).

Fundação: 2003 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: 16º (+3h 18’ 07’’) e 19º (+3h 51’ 56’’) Gerente geral: Jonathan Vaughters EQUIPE 2011 (9/21) ****: Jack Bobridge (AUS), Tom Danielson (EUA), Jul ian Dean (NZL), Ty ler Farrar (EUA), Murilo Fischer (BRA), Roger Hammonf (GBR), Heinrich Haussler (AUS), Ryder Hesjedal (CAN), Thor Hushovd (NOR), Andreas Kl ier (ALE), Michel Kreder (HOL), Brett Lancaster (AUS), Christophe Le Mével (FRA), Daniel Lloyd (GBR), Mart ijn Maaskant (HOL), Daniel Martin (IRL), Cameron Meyer (AUS), Travis Meyer (AUS), David Millar (GBR), Ramunas Navardauskas (LIT), Tom Peterson (EUA), Gabriel Rasch (NOR), Peter Stetina (EUA), Andrew Talansky ( EUA), Christian V ande Velde (EUA), S ep Vanmarcke (BEL), Johan Vansummeren ( BEL), M att Wilson (AUS) e David Zabriskie (EUA).

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Fundação: 1999 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: 16º (+3h 18’ 07’’) Gerente geral: Roberto Amadio EQUIPE 2011 (9/27) ****: Valerio Agnol i (ITA), Ivan Basso (ITA), Francesco Bellotti (ITA), Maciej Bodnar (POL), Eros Capecchi (ITA), Damiano Caruso (ITA), Davide Cimolai (ITA), Mauro Da Dalto (ITA), Tiziano Dall’Antonia (ITA), Timothy Duggan (EUA), M auro Finetto (ITA), Jacopo Guarnieri (ITA), Ted King (EUA), Kristjan Koren (ESL), Paolo Longo Borghini ( ITA), Alan Marangoni (ITA), Dominik Nerz (ALE), Vincenzo Nibal i (ITA), Daniel Oss (ITA), Maciej Paterski (POL), Simone Ponzi (ITA), Fabio Sabat ini (ITA), Juraj Sagan (SVK), P eter Sa gan (ESQ), Cristiano Salerno (ITA), Sylwester Szmyd (POL), Alessandro Vanotti (I TA), Elia Voviani (ITA) e Cameron Wurf (AUS).

Fundação: 1985 (2009 com esse nome) Desempenho em 2010: 5º (+51’01’’) Gerente geral: Geert Coeman Selecionados (9/9): Phil ippe Gilbert (BEL), André Greipel (ALE), Sebastian Lang (ALE), Jürgen Roelandts (BEL), Marcel Sieberg (ALE), Jurgen Van den Broeck (BEL), Jurgen Van de Walle (BEL), Jelle Vanendert (BEL) e Jelle Vanendert (BEL).

Fundação: 1991 (2010 com esse nome) Desempenho em 2010: 21º (+5h 50’ 02’’) Gerente geral: Fabrizio Bontempi EQUIPE 2011 (9/27) ****: Alfredo Balloni (ITA), Leonardo Bertagnoll i (ITA), Grega Bole (ESL), Matteo Bono (ITA), Vital iy Buts (UCR), Damiano Cunego (ITA), Francesco Gavazzi (ITA), Danilo Hondo (ALE), Andrey Kashechkin (CAZ), V italy Kondrut (UCR), Denys Kostyuk (UCR), Oleksandr Kvachuk (UCR), David Loosl i (SUI), Enrico Magazzini (I TA) , Adriano Malori (ITA), Marco Marzano (ITA), Manuele Mori (ITA), Przemyslaw Niemiec (POL), Aitor Perez (ESP), Alessandro Petacchi (ITA), Daniele Pietropoll i (ITA), Daniele Righi (ITA), Michele Scarponi (ITA), Alessandro Spezialetti (ITA), Simon Spilak (ESL ), Balint Szeghalmi (HUN), Diego Ulissi (ITA).

Fundação: 2003 Desempenho em 2010: 7º (+1h 06’ 23’’) Gerente geral: Patrick Lefevere Selecionados (9/9): Tom Boonen (BEL), Sylvain Chavanel (FRA), Gerald Ciolek (ALE), Kevin De Weert (BEL), Dries Devenyns (BEL), Anddy Engels (HOL), Jerome Pineau (FRA), Gert Steegmans (BEL) e Niki Terpstra (HOL).


EQUIPES Pag 10

Fundação: 1984 (1996 com esse nome) Desempenho em 2010: 3º (+27’ 49’’) Gerente geral: Erik Breukink Selecionados (9/9): Robert Gesink (HOL, Bauke Mollema (HOL), Laurens ten Dam (HOL), LuisLeon Sanchez (ESP), Grischa Niermann (ALE), Lars Boom (HOL), Juan Manuel Garate (ESP), Maarten Tjall ingii (HOL) e Carlos Barredo (ESP).

Fundação: 2009 (2010 com esse nome) Desempenho em 2010: - Gerente geral: Stéphane Heulot

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Fundação: 2009 Desempenho em 2010: 18º (+3h 28’ 05’’) Gerente geral: Pierumberto Zani EQUIPE 2 011****: Arkimedes Arguelyes (RUS), Pavel Brutt (RUS), Giampaolo Caruso (ITA), Danilo Di Luca (ITA), Denis Gal imzyanov (RUS), Vladimir Gusev (RUS), Joan Horrach (ESP), Leif Hoste (BEL), Petr Ignatenko (R US), Mikhail Ignat iev (RUS), Sergei Ivanov (RUS), Vladimir Karpets (RUS), Alexandr Kolobnev (RUS), Aleksandr Kuschynski (BLR), Alberto Losada (ESP), Alexander Mironov (RUS), Daniel Moreno (ESP), Artem Ovechkin (RUS), Luca Paolini (ITA), A lexandre P liuschin (MOL), Alexander Porsev (RUS), Fil ippo Pozzato (ITA), Joaquim Rodríguez (ESP), Egor Sil in (RUS), Yuri Trofimov (RUS), Nikolay Trusov (RUS), St ijn Vandenbergh (BEL), Maxime Vantomme (BEL) e Eduard Vorganov (RUS).

Selecionados(4/9)** : Jerôme Coppel (FRA), Arnaud Coyot (FRA), Jonathan Hivert (FRA), Jimmy Engoulvent (FRA) e Yannick Talabardon (FRA). Fundação: 2011 Desempenho em 2010: - Gerente geral: Brian Nygaard Fundação: 1991 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: 17º (+3h 25’ 26’’) Gerente geral: Bob Stapleton EQUIPE 2011****: Michael Albasini (SUI), Lars Bak (DIN), Matt Brammeier (IRL), Mark Cavendish (GBR), John Dehemkolb (ALE), Bernhard Eisel (AUT), Caleb Fairly (EUA), Jan Ghysel inck (BEL), Matthew Goss (AUS), Bert Grabsch (ALE), Patrick Gretsch (ALE), Leigh Howard (AUS), Craig Lewis (EUA), Tony Martin (ALE), Danny Pate (EUA), Marco Pinotti (ITA), Frantisek Rabon (TCH), Alex Rasmussen (DIN), Mark Renshaw (AUS), Hayden Roulston (NZL), Kanstantsin Siutsou (BLR), Gatis Smukul is (LET), Tejay van Garderen (EUA), Martin Vel its (ESQ) e Peter Vel its (ESQ).

Selecionados: Fabian Cancellara (SUI), Andy Schleck (LUX), Frank Schleck (LUX), Jakob Fuglsang (DIN), Linus Gerdemann (ALE), Maxime Monfort (BEL), Stuart O’Grady (AUS) e Jens Voigt (ALE).

Fundação: 1980 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: 2º (+ 09’ 15’’) Gerente geral: Eusebio Unzue Pré-selecionados (9/12): Andrey Amador (CRC), David Arroyo (ESP) , Rui Costa (POR), Imanol Erviti (ESP),Iván Gutiérrez (ESP), Beñat Intxaust i (ESP),Vasil Kiryenka (BLR), Angel Madrazo (ESP), José Joaquin Rojas Gil ESP), ( Branislau Samoilau (BLR) e Francisco Ventoso (ESP).


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Fundação: 2009 Desempenho Gerente geral: Dirk Demol

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em

2010:

Selecionados (9/9) : Levi Leipheimer (EUA), Andreas Kloden (ALE) , Chris Horner (EUA), Janez Brajkovic (ESL), Markel I rizar (ESP), Dmitriy Muravyev(CAZ), Sergio Paul inho (POR), Yaroslav Popovych (UCR) e Haimar Zubeldia (ESP).

Fundação: 2008 Desempenho em 2010: - Gerente geral: Daan Luijkx Selecionados (9/9): Romain Feillu (FRA), Thomas De Gendt (BEL), Borut Bozic (ESL), Bjorn Leukemans (BEL), Johnny Hoogerland (HOL), Rob Ruijgh (HOL), Lieuwe Westra (HOL) , Wouter Poels (HOL) e Marco Marcato(ITA).

Fundação: 1998 (2011 com esse nome) Desempenho em 2010: 12º (+ 2h 25’ 02’’) Gerente geral: Bjarne Riis Selecionados (9/9): Alberto Contador (ESP), Jesus Hernandez (ESP), Dani Navarro (ESP), Benjamin Noval (ESP), Richie Porte (AUS), Chris Anker Sorensen (DIN), Nicki Sorensen (DIN), Matteo Tosatto (ITA) e Brian Vandborg (DIN).

LEGENDA: (C) equipes convidadas * equipes que fizeram uma pré-seleção com mais de 9 cicl istas, mas não decidiram os selecionados até o fechamento desta edição. Fundação: 2009 Desempenho em 2010: 11º (+ 2h 05’ 28’’) Gerente geral: David Brailsford Selecionados (9/9): Bradley Wiggins (GBR), Edvald Boasson Hag en (NOR), Juan Antonio Flecha (ESP), Simon Gerrans (AUS), Christian Knees (ALE), Ben Swift (GBR), Geraint Thomas (GBR), Rigoberto Urán (COL) e Xabier Zandio (ESP).

** equipes que fizeram uma pré-seleção com menos de 9 ciclistas, mas não decidiram os demais selecionados até o fechamento desta edição. *** equipe provável **** equipes que não revelaram sequer os préselecionados até o fechamento desta edição.


TOUR DE FOTO Pag 12

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Marck Cavendish chora na premiação após ganhar a 5ª etapa do Tour 2010.

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O australiano Cadel Evans pedala sobre chuva no 2ยบ estรกgio do Tour de France 2010.

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ETAPAS Pag 14

POR ALDIR Jr. GOMES

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A grande largada d o Tour de France acontecerá n o departamento de Vendée. Os cicl istas largarão da ilha de Noirmout ier e passarão pela Passage du Gois, que é um caminho entre a ilha e o continente que fica submerso duas vezes ao dia durante períodos da maré, que chegam a até quatro metros acima do nível da passagem. A primeira vez em que o Tour passou pela Passage du Góis foi em 1999, quando um dos candidatos ao título naquele ano, Alex Zülle perdeu mais de seis minutos em uma queda coletiva. O final da etapa acontecerá no Mont des Alouettesna cidade de Herbiers. A chegada do primeiro estágio acontecerá nos pés dos moinhos de vento que recebem pela primeira vez a caravana do Tour de France. Herbiers é uma próspera cidade do departamento de Vendée , cede de várias industrias que vem se destacando nacionalmente e internacionalmente, alé m de ser um pólo na construção de embarcações de recreio, en tre outras atividades industriais.

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No segundo dia o Tour continua em Vendée, na cidade de Essarts. Uma cidade com história rica e bem preservada. Castelos, igrejas e monumentos que datam do século XII, como a igreja de Saint-Pierre, reconstruída no século XIX sobre as ruínas da antiga igreja românica do século XII. A economia local baseia-se na agricultura e indústria. Essarts local iza-se em uma das regiões mais industrial izadas d a França. Até 1960 a cidade era predominantemente ru ral, a partir daí começou o processo de industrial ização da cidade. H oje, Essarts possui duas zonas industriais ge rando mais de 2.500 empregos. O Tour de France frequentemente passa pela cidade, e em 2005 abrigou o f inal de uma etapa, aonde Tom Boonen deixou Thor Hushovd para trás n o sprint final e ficou com a vitória.

A cidade é sede também do Crono das Nações e tem o apel ido de “terra das bic icletas”.

Ao contrário das últimas edições, o primeiro contrarelógio do Tour de France acontecerá no segundo dia. São 23 Km em estrada partindo de Les Essarts, passando por Boulogne e La Merlatière, voltando a Les Essarts para a chegada.

Etapa tranqüila para o início do Tour. Não é um contra relógio, como se tem iniciado nos últ imos anos, mas continua sendo uma etapa plana com a chega da em uma pequena subida de categoria 4 no Mont des Alouettes depois de 191,5 Km da largada na Passage du Gois. O início de 2010 acontece em território francês, após a largada na Holanda em 2010 e assim vem se alternando entre em países estrangeiros e naprópria França para o começo.

O trabalho das equipes serão fundamentais nesse primeiro contra -relógio, que será por equipes. Plano do começo ao fim, os cicl istas não terão preocupação com o percurso, s omente com o desempenho de cada um.


ETAPAS Pag 16

Voltando ao l itoral, a terceira etapa partirá de Olonne -SurMer, uma cidade l itorânea qu e é conhecida como o “pulmão verde” da região. Natureza exuberante,área patanosa e floresta com grande diversidade de fauna e flora, além quilômetros de praia que juntos atraem muitos turistas. Olonne-Sur-Mer é uma das várias novas local idades que recebem o grupo da camisa amarela pela primeira vez na história. A sua vizinha, Sables d’Olonne foi uma co nstante parada do Tour nos anos 20. Saindo pela primeira vez de Vendée, a chegada na cidade de Redon acontece no departamento de Ille-et-Vilaine, entrando na região da Bretanha . Redon também recebe o Tour de France pela primeira vez e é conhecido pela prática dos esportes ao ar l ivre. A cidade é rica na presença de água, e se aproveita de sua situação geográfica para promover a prática de esportes como vela, canoagem, ca iaque, remo, além de esportes ao ar l ivre, como escalada, cicl ismo e caminhadas.

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Ainda na Bretanha, os cicl istas começam a fazer a curva pelo norte da França e no quarto dia, o Tour monta sua base em Lorient, importante cidade economicamente e esportivamente do país. Foi eleitaa cidade mais esport iva da França em 2010 pelo jornal L’Equipe. Sede da etapa francesa da Volvo Ocean Race em 2012, Lorient tem um dos níveis de qual idade de vida mais altos nacionalmente. Lorient é uma mistura do novo, moderno sem perder as lembranças de sua história. At ividades l igadas aoar,m comércio e turismo são o forte da cidade , que já recebeu por 10 oportunidades o Tour. No final da etapa, os atletas cheg am a Mûr -de-Bretagne, localizada na orla dos Côtes d’Amor. E ssa cidade fica entre o mar e as montanhas, c om grande valor históric o preservado. Mûr-de-Bretagne e estreante no Tour.

Etapa plana de 172,5 Km entre Lorient e Mûr Mais uma etapa em linha, saindo de Olonne -Sur-Mer e chegando em Redon, após 198 Km. Uma meta de montanha de categoria 4 no Côte Du Pont de Saint -Nazaire subindo 66m faltando 55 Km para o final não será problema para os cicl istas, que subirão ao máximo de 67 metros acima do nível do mar no Les Lucs Sur-Boulogne no Km 54. Mais um prato cheio para os sprinters chegarem com toda explosão, como do talentoso britânico M ark Cavendish.

-de-Bretagne.

Com duas metas de montanha. A primeira de categor ia 4 no Côte de Laz com 79 km depois da largada, chegando a 237 metros acima do nível do mar. A segunda meta, de categoria 3, será na chegada, em Mûr-de-Bretagne, a 293 metros acima do nível do mar (maior altitude do percurso), o que pode atrapalhar um pou co a vida dos sprinters. Mas nada que os sempre bem preparados atletas não possam superar os 2km de subida a 6 ,9% de incl inação média. Mesmo assim pode ser um empecilho no caminho de alguns velocistas.


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No quinto dia, o Tour continua sua caminhada de et apas planas, de ssa vez largando de Carhaix, c idade do departamento deFinistère, na Bretanha. Famosa pelo festival de música Vieilles, que reuniu cerca de 240 mil espectadores em 2010, e que irá comemorar sua 20ª edição. Além do fest ival de música, Carhaix também é palco de muitos outros eventos culturais, como Festival de Teatro Amador, Festival do Livro na Bretanha e muito mais. Carhaix recebe ineditamente um começo de etapa do Tour de France. Já a chegada acontece em Cap-Fréhel, ou o Cabo Fréhel, traduzin do para o po rtuguês, que local iza -se a 4 km do centro da cidade de Fréhel, no departamento de Côtes d’Amor, na região da Bretanha . Considerada umas das mais belas paisagens marinhas de toda a França, Cap-Fréhel recebe 1 milhão de visitantes todos os anos, atraídos por sua paisagem desért ica, suas falésias, enseadas, além da água verde do mar ede inúmeros monumentos históricos.

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Chegando ao final da primeira semana, os atletas largam de Dinan, no departamento de Côtes-d’Amor, com um dos mais ricos patrimônios ar quitetônicos d a região d a Bretanha, com as muralhas, que é preservada até hoje com suas 14 torres, construída no século XIV para o Duque João IV. Dinan já recebeu a caravana amarela do Tour por 6 oportunidades. A últ ima aconteceu em 1995. Depois de pedalarem na mais longa etapa d e 2011 do Tour de France, os cicl istas chegarão a Liseux, no departamento de Calvados, saindo da Bretanha e chegando na região da Baixa-Normandia. Rodeada por cidades importantes como Caen, Rouen e Le Havre, Lisieux tem uma posição geográfica privilegiad a dentro da Normandia. Lisieux receberá pela 4ª vez uma etapa do Tour, sendo a última em 2006.

Assim como Carhaix, Cap -Fréhel recebe pela primeira vez uma etapa em final do Tour.

O 6º estágio entre Dinan e Lisieux terá 226,5 Km de extensão, o maior de todo o Tour 2011.

Outra etapa plana, de 165 km, sem dificuldades para os sprinters, que terão apenas uma meta de montanha de categoria 4 com 45,5 Km percorridos , no Côte de Gurunhumel a 281m de altitude, ponto mais alto da etapa. No mais, a etapa conta com pequenas subidas e descidas insignificantes, até a l inha de chegada.

É uma etapa considerada plana, tendo em seu perfil pequenas subidas e 3 metas de montanha, duas de categoria 3 e uma de categoria 4. A primeira e mais alta será no km 99,5, no Côte de Saint -Michel de-Montjoie, com elevação máxima de 335 metros. A segunda de categoria 3 será 57km a frente no Côte Du Bourg d’Ouilly e a últ ima, a de categoria 4, no cote Du Billot, a 29,5 km do final. Último Km totalmente plano, depois de pequenos 88 metros de elevação a 3km do fim.


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Passagem do pelotĂŁo Ă s margens do rio Sena e a frente da torre Eiffel, em 2010.

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Fechando a primeira semana, o Tour de France larga da importante cidade de Le Mans, no departamento de Sarthe, na região de Pays de la Loire. Famosa pela prova automobilíst ica das 24hs de Le Mans, a cidade possui um gran de complexo esportivo que tem além do autódromo, um kartódro mo, centro eqüestre, velódromo e a MMArena, a casa do FC Le Mans. Cidade do tenista Jo -Wilfried Tsonga, Le Mans tem uma grande prática esportiva, com 1.700 associações esportivas amadores ou profissionais reunindo mais de 100 mil membros. Le Mans recebe pela 8ª vez um estágio do Tour nesse ano. A chegada acontecerá em Châteauroux, situada à 2hs de Paris, no departamento de Indre, no centro da França. Com 35 km de ciclovias e 193 parques, Châteauroux também é uma cidade bastante esportiva , com clubes de futebol, rúgbi e triatlo em ascensão no âmbito nacional. A cidade também se destaca nas áreas metalúrgica, aeroespacial, tecnologica e eletrônica.

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Chegando nas típicas paisagens do interior francês, o Tour inicia o 8º estági o na pequena Aigurande. Com ar e rios l impos e belas paisagens nas col inas, o município tem várias lojas de artesanato e recentemente construiu uma creche e casa de repouso, sendo grandes conquistas pelo tamanho d a cidade , que recebeu uma etapa do To ur em 2008, a chegada aonde Mark Cavendish também foi o vencedor. Comemorando o 5 0º aniversário da estação de esqui de Super-Besse, local izada no maciço rochoso de Sancy, na cidade de Besse -et-Saint-Anastaise, no departamento de Puy-de-Dôme, na região de Auvergne, a etapa terminará lá. No inverno abriga competições e recreações de inverno, e no verão é local de prática de esportes como alpinismo, caminhadas e passeios de bicicleta. A estação de esqui já recebeu por 3 oportunidades o Tour, e a últ ima aconteceu em 2008.

O Tour de France foi abrigado em Châteauroux por duas oportunidades, uma em 1998 e a última e m 2008, quando Mark Cavendish venceu pela primeira vez na competição.

Na etapa de 189 Km entre Aigurande e Super-Besse Sancy marca a chegada da primeira montanha de categoria 2 e é considerada uma etapa de média montanha ou acidentada. Chegando no maciço central da França pelo norte , o que não acontecia há 3 anos. 218 Km separam Le Mans de Châteauroux no 7º estágio do Tour. Menos acidentado do q ue as anteriores, não dará trabalho aos sprinters para a chegada. Totalmente plano, a etapa tem elevação máxima de 178 metros, em Pellevosin, com 129,5 km para chegar em Châteauroux.

A primeira meta de montanha é de categoria 4, no Côte d’Évaux -les Bains com 65,5 km. A segunda, também de categoria 4 situa -se no Km 119,5 no Côte Du Rocher dês Trois Tourtes . Em seguida a de categoria 2, no Col de La Croix Saint-Robert a 1.451 m. A chegada acontece em subida de categoria 3 em Super -Besse Sancy.


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No últ imo dia antes do primeiro descanso, a aravana c amarela larga de Issoire, continuando no departamento de Puy-de-Dôme, na região de Auvergne. Issoire é conhecida pela sua rica arquitetura mediterrânica, como na imponente catedral de Saint -Austremoine d’Issoire construída no primeiro terço do sérculo XII. A primeira vez que a cidade recebeu uma etapa do Tour foi uma chegada em 1983, com vitória de Pierre Bigaut. A última vez que Issoire viu o cicl ista da camisa amarela foi em 2005. O fim da etapa acontece em Saint -Flour, pequena cidade do departamento de Cantal, ainda na região de Auvergne. Saint-Flour é dividida em duas partes. A parte alta situada no Planèze, platô vulcânico de 900 metros, e a parte baixa local iza-se no vale de I’Ander, aonde está grande parte do patrimônio histórico da cidade.

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Partido para o sul, o Tour sai da cidade de Aurillac ainda no departamento de Cantal, na região de Auvergne. A capital de Cantalrecebe pela 8ª vez um estágio do Tour de France em 2011. 21ª cidade mais ensolarada da França, Aurillac é considerado um dos locais mais frios do país falsamente. A última vez que o Tour passou por Aurillac foi em 2008, quando Luis Leon Sanchez ficou com a vitória. A chegada da 10ª etapa acontece na cidade de Carmaux, no departamento de Tarn, na região dos Pirineus, cidade que ficou conhecida pelas suas minas de carvão e lutas polít icas e sindicais no passado. Carmaux abriga um museu do vidro, que recebe em todos os anos ímpares uma exposição de arte contemporânea. Essa é a primeira vez que a cidade recebe o Tour.

Em 2004 o Tour chegou pela última vez em Saint-Flour, na etapa mais longa daquele ano e que foi vencida por Richard Virenque.

A etapa de 158 Km entre Aurillac e Carmaux é considerada plana, apesar do terreno ser acidentado.

Antes do descanso os c icl istas percorrem 208 km entre Issoire e Saint -Flour. Considerada uma etapa de méd ia montanha, ou acidentada, p ossui sete metas de montanhas, sendo três de categoria 2, três de categoria 3 e uma de categoria 4. No km 99,5 uma meta de categoria 2 no Col du Pas de Peyrol a 1.589 m é a maior meta do dia. A partid daí uma série de metas com 4 descidas seguidas de subidas . Etapa de preparação para as maiores subidas que virão.

Possui quatro metas de montanha pequenas. D uas de categoria 3 e duas de cate goria 4, sendo a altitude máxima em Rieupeyroux, com 751 m, mas não é considerada como meta de montanha. Uma etapa não totalmente pl ana pode juntar com o pelotão atletas que não estariam entre os favoritos velocistas A chegada em uma pequena descida deve facil itar a vida dos cicl istas que brigam pela camisa verde.


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Um grupo de ovelhas se juntam aos ciclistas na 17ÂŞ etapa do Tour de France 2010 entre Pau e Col du Tourmalet.

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Assim como Carmaux, Blaye-Les-Mines também no departamento de Tarn, nos Pirineus. Blaye-Les-Mines é conhecida por suas ant igas minas de carvão e fabricação de vidro.

Local izada a apenas 10 km da importante cidade de Toulouse, Cugnaux, no departamento de Haute-Garonne, na região dos Médios Pirineus, recebe pela primeira vez o Tour de France.

A mais famosa delasé a Cap’Découverte, uma antiga mina que teve milhões de metros cúbicos de terra retirados deixando uma enorme cratera de 1 km de diâmetro, aonde hoje foi construído um parque.

A sua economia pr óspera conta com 400 empresas espalhadas por todos os seus 280 hectares.

Em 2011 Blaye-Les-Mines debuta no Tour de France.

O final acontecerá no alto da estância de esportes Luz Ardi den, na cidade de Luz-Saint -Sauveur, n o departamento dos Altos Pirineus, na região dos Pirineus.

O final da etapa acontece em Lavaur, no departamen to de Tarn, na região dos Pirineus. Lavaur é uma cidade com rica história e patrimônio arquitetônico.

Luz-Ardiden é uma estação de esqui completa,com 65 km de pista para se esquiar, duas escolas de esqui, bares, restaurantes, e tudo o que se precisar.

Tem como grande atração turística a Catedral de SaintAlain e seus jardins no estilo inglês.

A estação de esqui foi palco do Tour de France por 7 oportunidades, sendo a última em 2003 quando Lance Armstrong se recuperou de uma queda na subida e conseguiu vencer.

Essa será a segunda vez do Tour em Levaur, a primeira e única aconteceu em 2001 com vitória do belga Rik Vernrugghe.

Praticamente a última chance dos sprinters em todo o Tour 2011 e a última antes das montanhas para mostrar a que vieram. Etapa plana com duas pequenas metas de montanha de categoria 3 e 4, no início e na parte final da prova, respectivamente. A primeira, de categoria 3, situa -se no Côte de Tonnac, a 346 m, no km 28,5. Já a última meta está local izada no km 135,5, no Côte de Puylaurens, a 322 m e de categoria 4. Apesar de plana, o terreno é levemente acidentado a partir da subida para Castelnau de-Montmiral.

Enfim chegam as primeiras montanhas. Na etpa de 211 km entre Cugnaux e Luz-Ardiden serão três metas d e montanhas pesadas, sendo uma de categ oria 1 e duas fora de categoria, incluindo a chegada. A primeira meta de montanha éde categoria 1 no km 141,5 no La Hourquette d’Ancizan, à 1.538 m. A segunda, que é fora de categoria, é no famoso Col du Tourmalet no Km 175,5 à 2.115 m. Para fechar, a terceira e últ ima meta de montanha é aonde fica a chegada da etapa em Luz Adiden, à 1.715 m. Uma etapa desenhada para Alberto Contador começar a abrir vantagem s obre os demais o u um ataque do luxemburguês Andy Schleck.


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Continuando nos Pirineus, o Tour de France chega a tradicional parada de Pau, no departamento dos Pirineus Atlânt icos, na região de Aquitaine.

Na des pedida dos Pirineus, o 14º estág io do Tour parte de Saint -Gaudens , no departamento do Alto Garrone, nos Pirineus.

Pau é uma cidade tradicionalmente esportista, abrigando , inclusive, o mais ant igo campo de golfe dopaís, e verde, com inúmeros parques e jardins. A economia é de alta tecnologia, como a indústria aeroespacial e a geociência.

Saint -Gaudens se destaca pelo comércio de qual idade, suas belezas naturais, como os vários rios, o imenso verde a sua volta e estações de esquis que no inverno recebem muitos turistas. É também terra de um festival de jazz e de um aberto de tênis feminino inter nacional.

Um dos principais destinos do Tour, Pau é situada aos pés dos Pirineus, recebeu 63 vezes o camisa amarela. Sendo a primeira em 1 930 e a últ ima no ano passado, quando partiram de Pau para escalar pela segunda vez o Col du Tourmalet, homenageando o c entenário dos P irineus no Tour. O final da etapa acontecerá na histórica cidade de Lourdes, nos Altos Pirineus. É a 3ª cidade no mundo que recebe mais peregrinos catól icos depois do Vaticano e de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, hospedando anualmente cerca de 6 milhões de visitantes. Em Lourdes teria aparecido a imagem da Virgem Maria em 1858.

A caravana já esteve em Saint-Gaudens por 12 oportunidades, se ndo a última em 2009. A chegada acontecerá no alto do Plateau de Beille, que fica no departamento de Ariège, nos Pirineus. Com uma estação de esqui, com 70 Km de pista no inverno, e no verão área de pasto com bois e vacas soltos. Recebeu no total quatro etapas do Tour, sendo a última em 2007, com vitória de Alberto Contador. Todos os que venceram as etapas do Plateau terminaram campeões do Tour (Pantani – 98, Armstrong 02 e 04 e Contador 07).

Na cidade propriamente dita o Tour parou apenas por duas ocasiões, mas numa estância de esportes próximo a cidade, foi palco dequatro finais de Tour.

A 2ª etapa de montanha do Tour com 152 km entre Pau e Lourdes, com três metas de montanha, sendo uma de categoria 3, uma de categoria 4 e uma fora de categoria. O 13º estágio cont inua no extremo sul da França, escalando os Pirineus, e com a principal montanha sendo o Col d’A ubisque, fora de categoria a1.709 m no Km 110. Uma etapa feita para quem sobreviver a montanha, já que depois dela será praticamente só descida ou plano.

A despedida dos Pirineus será em grandeestilo. Os 168,5 Km entre Saint-Gaudens e o Plateau de Beille será recheado de montanhas duras que colocarão os cicl istas a prova desde o começo. São seis metas d e montanha, sendo uma de categoria 3, duas de categoria 2, duas de categoria 1 e uma fora de categoria, que fica na chegada. Logo no Km 26 os cicl istas chegaram ao topo da primeira montanha de categoria 2, o Col de Porter-d’Aspet , seguido do Col de La Core, de categoria 1, no km 62,5, a 1.395 m. A terceira montanha do dia é de categoria 2, no km 94, no Col de Latrape. Em seguida aparecem o Col d’Agnes no Km 109, de categoria 1 a 1570 m e o Port dês Lers, no Km 118, de categoria 3. Para fechar a chegada no Plateau de Beille, a 1.780 m, fora de categoria.


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Famoso por suas apariçþes nas subidas do Tour, o homem vestido de Diabo, o Didi, aparece novamente para saudar os ciclistas.

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Deixando o s Pirineus, o Tour larga de Limoux, no departamento de Aude, na região de LanguedocRoussillon, para seguir viagem até os Alpes. Limoux é a terra do vinho espumante mais ant igo do mundo, tendo seu método descoberto em 1531 e apl icado no vinho e na champagne. A cidade também se destaca pela gastronomia e pela sua festa de carnaval, conhecida como a mais longa do mundo.

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Local iazada no departamento de Drôme, na região de Rhône-Alpes, a charmosa Saint-Paul-Trois -Châteaux conserva a ant iguidade intacta até os dias de hoje, como vestígios arqueológicos pré-históricos, uma catedral construída pelos romanos, muralhas e muit o mais. A cidade também se destaca pela produção de trufas, que corresponde a 60% da produção nacional, e de vinhos. Saint -Paul-Trois -Châteaux estréia no Tour nesta edição.

Essa é a primeira vez que Limoux recebe o Tour de France. A l inha de chegada da etapa estará local izada na importante cidade de Montpell ier, no departamento de Hérault, na região de Languedoc-Roussillon. A oitava maior cidade da França era palco no passado de grande nobreza, que deixaram para a a tual idade mansões históricas, a catedral de Saint -Pierre e o Jardin du Peyrou, que ostentam a riqueza da época. Montpellier t em a maior densidade p opulacional d a França, com uma média de 4.448 habitantes por Km² e recebe pela 30ª o Tour em 2011.

A últ ima chance dossprinters mostrarem a que veio antes da chegada dos Alpes. A etapa de 193 km entre Limoux e Montpell ier é plana, com uma pequena meta de montanha de categoria 4 no Km 82 a 208 m, no Côte de Villespassans. Um refresco para os cicl istas após as escaladas nos Pirineus, totalmente plana, antes da chegada dos Alpes. A próxima chance dos sprinters será somente na última etapa, na grande chegada em Paris .

Gap fica no departamento dos Altos Alpes, fic a na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, e recebe o Tour pela 21ª vez em 2011. A capital dos Alpes do Sul é sede de um campo de golfe a mais de 3 mil metros de alt itude e palco de várias escaladasde alpinistas nos rochedos da cidade. A última passagem do Tour de France em Gap foi no ano passado, quando o português Sérgio Paul inho se sagrou o vencedor.

Os 162,5 Km de Saint -Paul-Trois-Châteaux é considerada de média montanha, porém é completamenteatípica, pois é feita de subida praticamente do começo ao fim, com exceção de três pontos, incluindo a chegada. Chegando nos Alpes, o estágio tem apenas uma meta de montanha, e é de categoria 2, no Col de Manse, próximo ao final, no Km 151 a 1.268 metros de alt itude. Apesar de subida mais forte ser o do Col de Manse, desde o início a escalada constante pode atrapalhar a vida de muitos cicl istas, que podem começar a sobrar antes mesmo da montanha do dia.


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Recomeçando no dia seguinte de Gap, aonde o 16º estágio chegou, o Tour de France cruza os Altos Alpes na França até chegar à Itál ia, mais especificamente na cidade de Pinerolo, na província de Turim, no Piemonte, aos pés dos Alpes. Pinerolo mantém s eu passado e suas histórias bem preservadas, é uma ci dade da Cavalaria e de cultura rica. Possui diversos museus, como o Museu Nacional de Arma de Cavalaria, Coleção Cívica de Arte de Palazzo Vittone, Museu Diocesano, dentre outros. Possui a Catedral de San Donato e a Basíl ica de San Maurizio como símbolos, assim como seu centro histórico com praças e ruas medievais. O turismo é a principal at ividade econômica de Pinerolo, que recebe pela primeira vez o Tour de France em suas terras.

Partindo rumo à Itál ia, o 17º estágio de 179 Kmentre Gap e Pinerolo é a primeira etapa de montanha dos Alpes em 2011 no Tour de France. São 5 metas de montanha durante o percurso, sendo duas de categoria 3, duas de categoria 2 e um a de categoria 1. A primeira está local izada no km 71,5, no Côte de Sainte Marguerite a 1.216 m, e é de categoria 3. Em seguida outra de categoria 3, em La Chaussée, no km 85,5, a 1.333 metros. A últ ima montanha do lado francês será no km 96,5, no Col de Montgenèvre, de categoria 2, a 1.860 metros. A subida mais dura do trajeto já é do lado ital iano, no Sestrières, a 2.035 metros, e é de categoria 1, no km 117. Próximo ao final, no km 171 está a últ ima montanha do dia, o Côte de Pramartino, a 912 m e de c ategoria 2.

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Saindo de Pinerolo, na Itál ia, de volta ao território francês, a chegada será na estação de esqui de Serre -Cheval ier, no alto do Col du Gal ibier, que serve como divisa natural entre os departamentos dos Altos Alpes e Savoie. No centenário da primeira passagem do Tour de France pela montanha(pag 6) e para isso, o Gal ibier será escalado por duas oportunidades no Tour 2011, sendo a chegada da etapa 18. A estação de esqui de Serre-Chevalier possui 300 km de trilhar catalogadas para caminhadas oa ar l ivre durante o inverno e rios de águas bravas do derretimento de geleiras que são ut il izados para a prát ica de canoagem. Essa é a primeira vez que Serre-Chevalier recebe o final de uma etapa do Tour de France.

Uma etapa longa e muito difícil, 200km entre Pinerolo, na Itál ia, e a estação de esqui de Serre -Cheval ier no Col du Galibier. Serão três metas de montanha, e todas fora de categoria. A primeira se rá no km 107, a 2.744 m, no Col Angnel, seguido do Col d’Izoard, a 2.360 m, no km 145,5. A última e decisiva montanha do dia será a subida para a chegada no Galibier a 2645 m. O estágio mais duro do Tour de France , a 18ª etapa junto com a 19ª devem decidir a compet ição, nas últ imas montanhas do ano. Somadas, serão 60,6 Km de subidas fora de categoria, com uma incl inação média de6,2%, com as três subidas.


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A última etapa de montanha do Tour de France 2011 sairá da estação de esportes de inverno Valf réjus, na cidade de Modane, no departamento deSavoie, na região de RhôneAlpes. Modane possu i um ambiente bem preservado, noqual se desenvolveu a estação de Valfréjus, pioneira em algumas novas modal idades de esportes de inverno como o skwal e o speed riding.

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Já com cl ima de despedida, o Tour de France chega a Grenoble com as últimas possibil idades para a briga pela camisa amarela. A cidade de Grenoble é considerada um paraíso, a melhor visão dos Alpes epatrimônio arquitetônico rico, datado do período romano, com ruas estreitas e praças com construções históricas.

Embora já tenha recebido etapas do Tour na cidade de Modane, e ssa será a primeira ve z dos cicl istas em Valfréjus.

Grenoble também possui o Centro Nacional de Arte Contemporânea e o Museu de Grenoble, que proporcionam uma visita cultural a que for a cidade. Para quem gosta de apreciar a beleza das montanhas, pode entrar no teleféricoe ter uma imagem privilegiada.

Derradeira subida do Tour em montanha acontece em Alpe-d’Huez, um resort de inverno e de verão no alto dos Alpes francês. O resort local iza-se territorialmente na cidade de Huez, no departamento de Isère, na região de Rhône-Alpes.

Desde 1995 Grenoble l idera o ranking de polít icas públ icas de incentivo ao esporte na França, destinando cerca de 13 milhões de Euros anuais ao esporte.

Do alto do Alpe-d’Huez é visível 1/5 do território francês, o Mont Ventoux, o Maciço Central, a Suíça e Itália. São 10 mil hectares de espaço verde para a prática de diversos esportes, e que já recebeu por26 oportunidades o Tour.

Se a últ ima etapa não decidiu o Tour, essa com certeza irá decidir e até pode criar revira voltas na classificação. Os curtos 109 km entre Modane e Alpe-D’Huez tem 3 metas de montanha, sendo a primeira de categoria 1, no Col du Télégraphe, no km 26,5 e outras duas escaladas fora de categoria. São elas novamente o Col du Gal ibier, em homenagem ao seu centenário no Tour, a 2.556 m de alt itude, no km 48,5 e a últ ima é a chegada no Alped’Huez, a 1.850 m. Um estágio curto e com grandes subidas, o que pode favorecer um ataque de um dos favoritos a conquista e que esteja atrás na classificação geral.

Localizada no departamento de Isère, na reg ião de RhôneAlpes, Grenoble já recebeu 38 estágios do Tour de France, sendo a primeira em 1905. Em 1919, no 11º estágio de Grenoble a Genebra (SUI), Eugène Christophe foi o primeiro cicl ista a vest ir a famosa camisa amarela, criada por Henri Desgrange, pa ra destacar e homenagear o líder geral dos demais.

São 42,5 km no contra-relógio individual antes da chegada em Paris, na cidade de Grenoble. O percurso é plano, sem nenhuma montanha de categoria mínima, porém existem duas elevações de 251 e 307 metros, respectivamente que em uma prova de velocidade pode surpreender alguns dos favoritos a prova. Nomes como de Fabian Cancellara e do pr óprio Alberto Contador aparecem como favoritos para a etapa.


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Enfim a últ ima etapa do Tour de France, após 3 semanas de belas paisagens, montanhas, sprinters e emocionantes disputas o pelotão do camisa amarela chega a Crét il, a 8 km de Paris, para os últimos quilômetros da compet ição em 2011. Capital do departamento de Val -de-Marne, na região de Île-de-France , Créteil vem em grande expansão urbana e econômica desde os anos 60 e tornou -se uma cidade com uma identidade própria. Urbanizada de forma coerente e equil ibrada, tendo dive rsos prédios sendo desenhados por renomados arquitetos da França. Créteil já recebeu três estágios do Tour , tendo sido a primeira vez em 1983.

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10 etapas planas ; 6 etapas de montanha, sendo 4 finais em subida; 3 etapas de média montanha 1 etapa de contra -relógio individual 1 etapa de contra -relógio por equipes 23 montanhas de categoria 2, 1 ou fora de categoria Sem bônus verde ao final das etapas 15 cidades estreantes no Tour de France: Blaye-les-Mines, Cap Fréhel, Carhaix, Carmaux, Cugnaux, Galibier S erre -Cheval ier, Limoux, Modane – Valfréjus, Mont dês Alouettes L es Herbiers, Mû r-de-Bretagne, Olonne-sur-Mer, Passage du Gois La Barre-de-Monts, Pinerolo (ITA), Redon e Saint -Paul-Trois -Châteaux.

A tradicional chegada na mais charmosa avenida do mundo, a C hamps -Élysées, em Paris, que é palco desde 1975 do final do Tour de France. Com um percurso sempre curto e plano, já tendo sido decididas as camisas a marela, b ranca d e bolinhas e branca, a etapa derradeira é sempre palco de sprinters espetaculares para a vitória no estágioe pelos últimos pontos verdes da camis a de mais regular. Paris é uma cidade voltada para as bicicletas, não apenas no Tour. A capital francesa possui um projeto para ampl iar sua rede de ciclovias de 400 para 700 km, além de ter uma estação de empréstimo de bicicletas, que inspira várias cidades pelo mundo. LEGENDA: Descanso Etapa de alta montanha Etapa de média montanha Etapa plana Etapa de contra -relógio Meta de montanha de categoria 4 Meta de montanha de categoria 3 Serão os último s 95 km do Tour em 2011, entre Créteil e Paris, planos e sem nenhuma dificuldade para os sprinters darem seu show a parte na chegada na Avenida ChampsÉlysée. Com o tradicional acordo entre os cicl istas, não se tem as disputadas pelas demais camisas no últ imo estágio.

Meta de montanha de categoria 2 Meta de montanha de categoria 1 Meta de montanha fora de categoria Meta intermediária de sprinter


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Ciclistas passam por um trecho de clássica com os complicados pavès (paralelepípedos).


CAMPEĂ•ES Twitter.com/ciclovoltas

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* Em 2006, o americano Floyd Landis foi o vencedor do Tour de France, mas foi encontrada a substância testosterona sintética em seu exameant idoping da 17ª etapa. A Agência Norte Americana de Antidoping o considerou culpado. O título daquele Tour de France ficou com o segundo colocado, o espanhol Óscar Pereiro. ** O dinamarquês Bjarne Riis, ganhador do Tour de 1996, admitiu o uso de substâncias dopantes qu ando foi campeão naquele ano. Os organizadores do Tour de France não o consideram campeão daquele Tour, porém a União Ciclística Internacional recusa-se a retirar o título de Riis e único da Dinamarca devido ao tempo passado. O alemão Jan Ullrich foi o 2º colocado na oportunidade.


CAMISAS POR ALDIR Jr. GOMES

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AS HISTÓRIAS DAS CAMISAS QUE TODOS CICLISTAS SONHAM EM VESTIR Saiba como surgiram as camisas amarela, verde, branca de bolas, branca e prêmios de equipe e combatividade.

A camisa amarela é o maior símbolo do Tour de France, o que todo cicl ista sonha em vestir, pelo menos por um dia. Mas como começou essa história? Porque foi escolhida a cor amarela? Antes da criação da camisa amarela para destacar o líder geral, o p rimeiro colocado usava uma braçadeira verde. Mas em 1919 Henri Desgrange, criador e diretor do Tour de France, decidiu criar uma camisa para diferenciar o primeiro colocado. No dia 19 de julho daquele ano Eugène Christophe foi o primeiro cicl ista a vest ir a “amarel inha” em uma etapa iniciada na cidade de Grenoble e terminada em Geneva, na Suíça. Porém, o belga Phil ippe Thys, vencedor do Tour em 1913, 1914 e 1920, já aos 67 anos, em 1956, disse a uma revista de seu país que ele foi premiado por Desgrange com uma camisa amarela em 1913, mas recusou usá -la temendo se tornar mais visível e encorajar aos demais a atacá-lo. Existe uma divergência sobre o mot ivo da camisa para representar o líder tenha sido escolhido ser amarela. Alguns d izem que era a única cor disponível mais rapidamente para se r comprada. Mas a mais aceitável e possível é a de que o amarelo se origina das cores das páginas do j ornal L’Auto, organizadora do evento e no qual Desgrange trabalhava como jornal ista. No começo, a camis a amarela era mot ivo de gozação. Eugène Chr istophe disse q ue ouvia os torcedores nas margens das estradas rindo, o c hamando de canário e gritando “cri-cri”, em referência ao som do pássaro e ao seu sobrenome. Depois da morte de Desgrange, em 1940, uma sigla com as iniciais de seu nome foi adicionada a camisa amarela para homenagear o ideal izador e diretor do Tour de France. Em 1984 foi ret irada para abrir espaço para publ icidade, e voltaram em 2003, celebrando o centenário do início do Tour. O primeiro vencedor da camisa amarela na geral, do início ao fim, foi o italiano Ottavio Bottecchia, em 1924.

O Tour de France foi fundado em 1903 tendo como critério para definir o campeão o cicl ista com menor tempo no geral, como é atualmente. Mas em 1905 essaregra foi mudada, após um escândalo que quase acabou com o Tour, no qual os quatro primeiros c olocados teriam pegado trens durante a competição. Com isso, em 1905,o critério de pontos foi adotado pela organização para definir o campeão, o que durou até 1912, qu ando o antigo sistema voltou a cena. Em 1953, para comemorar os 50 anos do Tour de France, a organização adotou novamente o sistema de pontos, mas de uma forma complementar e uma nova camisa para definir o líder por pontos. Com o a marca que iria patrocinar a nova camisa era de uma empresa produtora de cortadores de grama, o verde vestiu a camisa. A briga pela camisa verde é considerada também como a “competição dos sprinters”, já que em etapas planas, a maioria dos cicl istas se mantémno pelotão, buscando a fuga, e no final as equipes se armam para colocar seu cicl ista mais rápido, o melhor em explosão e mais bem preparado, os sprinters, nas melhores condições possíveis para ganhar a etapa. Na maioria das vezes, é um sprinter que leva a camisa verde. Para 2011, a organização trás novidades na pontuação. As metas volantes que distribuíam 6 pontos verdes ao vencedor de cada uma das três ou duas que existiam durante o percurso foram extintas, assim como a pontuação extra para que cruzasse a l inha de chegada nas primeiras colocações, nas etapas planas. Agora será apenas uma meta intermediária, e que dará 20 pontos para o primeiro e ainda distribuirá pontos para os 15 primeiros. Na chegada, o ganhador do estágio ganhará 40 pontos, e os 45 primeiros irão pont uar. A intenção da organização é fazer com que haja sprinters no meio da prova e que os líderes tenhamde sprintar por duas vezes na mesma etapa para onseguirem c uma pontuação melhor, e dá a chance para que outros atletas entrem na briga pela segunda cami sa em importância no Tour de France.


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Desde 1933 a organização do Tour de France premia o melhor atleta nas montanhas com o título de “rei das montanhas”. O espanhol Vicente Trueba foi primeiro ganhador do prêmio, porém como não era tão b om nas descidas, nunca ganhouo Tour.

A premiação a melhor equipe existe desde 1930. Anteriormente, Henri Desgrange não gostava daidéia dos cicl istas trabalharem em equipe, pois achava que o Tour de France deveria ser uma demonstração de superação individual.

A primeira aparição de uma camisa para dist inguir o melhor escalador apareceu somente em 1975, a camisa branca de bol inhas vermelhas. As cores foram escolhidas para combinar com uma marca de chocolate que patrocinou a camisa na época. Há quem diga que a inspiração veio de uma camisa vista na infância de um então organizador do Tour, Fél ix Levitan.

A partir de 1930 Desgrange aceitou a idéia das equipes, mas ainda resistiu a publ icidade. Mesmo os cicl istas que possuíam pat rocínio não poderiam correr estampando suas marcas no uniforme e nem nos nomes das equipes, a partir de 30.

As montanhas são divididas em categorias pela dificuldade de se escalar. Para 2011, a categoria 4 somente o primeiro a passar irá pontuar. Já nas categorias 3, 2 e 1, e fora de categoria os seis primeiros irão pontuar, com pontuações distintas entre categorias e posições. A penas nas chegadas em subidas fora de categoria os pontos serão dobrados.

De 1962 a 1966 as equipes com nomes de patrocinadores foi aceita pela organização, e em 1967 voltou a ser por nacional idade. Mas após 1969 os patrocinadores e o dinheiro que eles traziam, foram aceitos novamente e duram até hoje. Anteriormente, a melhor equipe era destacada das demais com uma capa amarela. Desde 2006 é usado um fundo amarelo na numeração dos atletas desta equipe. O somatório dos te mpos dos três melhores colocados de cada equipe é o que decide a posição de cada grupo. Se um t ime t iver menos de 3 cicl istas em disputa é ret irada da competição.

A compet ição do melhor cicl ista jovem aco ntece desde 1975 no Tour de France, substituindo a antiga classificação no combinado entre a geral, por pontos e nas montanhas. Inicialmente a camisa branca era dada ao melhor cicl ista com até 2 anos de profissional poderia vestir a camisa branca. A part ir de 1987 a organização resolveu abrir a disputa para todos os cicl istas com até 25 anos. De 1989 a 1999 a camisa branca deixou de ser concedida ao melhor jovem, embora o prêmio continuasse a existir. Em 2000 a premiação voltou e perdura até os dias atuai s. O italiano Francesco Moser foi o primeiro atleta a vestir a camisa branca, e terminou em sét imo na classificação geral da camisa amarela. Jan Ullrich, da Alemanha, e o luxemburguês Andy Schleck são os maiores vencedores da camisa com três premiações cada um. Porém, Schleck não poderá se tornar o m aior vencedor do prêmio de melhor jovem no Tour, embora seja o atual detentor, porque completou 26 anos em 2011.

O prêmio de atleta mais combatido , foi criado em 1952 e é concedido a cada etapa ao ciclsta i mais agressivo, aquele que não se contenta apenas em ficar no pelotão e esperar o final da etapa para atacar ou apenas para chegar com o grupo principal. Geralmente é dado a um atleta da fuga. O primeiro a receber o prêmio foi o holandês W out Wagtmans. Em 1961 a honra coube a equipe West-South West. Após diversas mudanças na forma de nomear o atleta mais combatido, hoje em dia um grupo de oito especial istas em cicl ismo se reúne e decide após cada etapa quem foi o mais agressivo n o estágio. No final, quem tiver mais nomeações de mais combatido ganhará o prêmio geral. A numeração branca com fundo vermelho é usado para diferenciar o mais agressivo.


ENTREVISTA POR ALDIR Jr. GOMES

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ENTREVISTA COM BRUNO VICARI

Entrevistamos o jornalista e especialista Bruno Vicari para saber sua opinião sobre o Tour de France 2011. Veja:

Para finalizar esta edição especial do guia on line do Tour de France 2011 não poderíamos deixar de falar com um especialista nato no assunto. Então fizemos uma peque na entrevista com Bruno Vicari, repórter esportivo da rádio Jovem Pan, em São Paulo, desde 2003, especial izado em futebol e em cicl ismo. Colaborador da Revista Vo2max , Bruno possui o blog “Pedaladas” no site da r ádio Jovem Pan e também é triatleta amador. 1 - Para 2011, você acredita que Andy Schleck, mais experiente e de nova equipe, possa dar mais trabalho a Alberto Co ntador? R - Andy realmente está mais experiente, mas, por incrível que pareça, Contador atingiu a sua melhor forma n Giro d'Italia deste ano. Se conseguir manter o mesmo nível, Contador é imbatível. No ano passado a disputa parecia mais equilibrada.

um pouco sua imagem perante o público, pelo menos, e pode-se ter manifestações contra Contador no Tour? R - Sem dúvida Contador conseguiu limpar parte da sua barra. Boa parte d a opinião pública ficou encantada com o que ele fez no Giro. Além disso, aproveitou a sua superioridade para ser cavalheiro, como quando deixou Rujano vencer no Etna. Provavelmente teremos algumas manifestações contrárias, mas bem menores que do se ele não tivesse contistado a torcida como conquistou no Giro. 4 - Contador entra mais desgastado no Tour pela sua participação no Giro d'Italia, no qual sobrou na liderança, mas o Giro é sempre difícil? Para um ciclistanormal, sim. Vencer Giro e Tour no mesmo ano é algo quase impossível. Porém, estamos diante de um cara muito acima da média. Ao mesmo tempoem que ele já afirmou que a melhor preparação para o Tour é correr o Giro, também já admitiu que não espera facilidade na prova. 5 - Qual equipe tem os melhores gregários e que podem fazer a diferença, a seu ver? R - Em minha opinião , os gregários são mui to importantes, mas na hora da disputa vale o capitão x capitão. Falando dos dois principais favoritos, a Saxo Bank tem um time muito forte pra controlar o pelotão nas escaladas, caso seja necessário. A vantagem da Leopard é er t Frank ajudando Andy... e ao mesmo tempo, o próprio Frank pode se tornar líder, dependendo do desenrolar da prova.

2 - O que você achou do percurso que a organização preparou para o Tour de France 2011? Inclusive com duas subidas no Galibier. Quem você acha que pode ser o mais beneficiado com o perfil das etapas deste Tour?

8 - Deixe aqui suas considerações finais. R - Além de Contador e Frank, Leipheimer, W iggins, Vinokourov e Cunego mostraram grande forma nesta reta final de preparação. Ev ans e Basso ficaram abaixo, mais ainda acho que serão competitivos na França.

É um percurso para escaladores, pois além das m ontanhas teremos apenas 65kms em CRI. Quando o percurso foi divulgado, todos acreditavam que este seria um percurso difícil para Contador, mas depois que ele fez no Giro, com montanhas ainda mais difíceis, as coisas mudaram. 3 - Com o suposto caso de d oping e o ataque ao Schleck após este ter problemas mecânicos em sua bicicleta na subida de uma montanha e m 2010, a imagem de Contador ficou arranhada entre os profissionais do meio e o público em geral. Você acredita que conseguiu limpar

Levi Leipheimer - Team Radioschack


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Ciclovoltas.blogspot.com

O americanoTyler Farrar espera pelo atendimento médico após queda no 2º estágio em 2010.


Guia Tour de France 2011  

Revista/Guia da maior competicao de ciclismo do mundo

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