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Push Pin 4 - 15 Stefan Sagmeister 16 - 35

Junho 2007

โ€ข

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Quaintness was popular in those days (A peculiaridade era popular naquela época) Seymour Chwast



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Design Plus.

Milton Glaser, Reynold Ruffins, Seymour Chwast e Edward Sorel.

Ainda no segundo ano da faculdade, Reynold Ruffins, Seymour Chwast e Milton Glaser, alugaram um loft na East 13th street e abriram um estúdio chamado Design Plus. O logo era um D egípcio levemente rotacionado sobre um fundo de jogo da velha, desenhado por Milton. O empreendimento não deu certo e quando eles se formaram M. Glaser foi para a Itália enquanto cada um de seus colegas começou a trabalhar em lugares diferentes. Junho 2007

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Push Pin Almanack.

O precursor do Push Pin Studios foi uma revista de auto-promoção que Chwast e Edward Sorel criaram e produziram com o inuito de conseguir trabalhos avulsos, já que não estavam satisfeitos com seus empregos. A primeira de quinze edições do Push Pin Almanack foi distribuída em 1953. Eventualmente Glaser voltou da Itália e também juntou-se ao grupo. As três primeiras edições do Almanack.

O conteúdo era uma miscelânea de fatos e citações curiosas elegantemente diagramadas com ilustrações cômicas e chiaro-scuros feitos de entalhe na madeira. Na capa, o subtítulo da publicação era “The choicest morsels of essential information gathered for those persons in the graphic arts” (Os melhores pedaços de informação essencial coletada para pessoas na área das artes gráficas). O que mostrava que a intenção não era de ser avant-garde. Enquanto o logo e a tipografia usada era sempre a mesma, combinações marcantes de cores incluindo laranja e rosa ou azul-marinho e verde eram feitas para especificar cada nova edição. Apesar de seu espírito eclético, a revista se encaixava na moda de colagem história que surgia, como em alguns layouts editoriais elaborados pelo diretor de arte Otto Storch para a revista McCall’s, que usava tipos vitorianos de madeira apesar do estilo modernista. Sei edições do Push Pin Almanack foram publicadas antes da criação do Push Pin Studios,



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Alguns dos layouts das páginas internas das primeiras edições do Almanack.


e nove depois. Em troco por eles desenharem e incluírem anúncios de seus patrocinadores, eram impressas três mil copias de cada edição. Alguns outros gastos de produção eram pagos por anúncios menores.

Push Pin Studios.

Anúncio utilizando Helvetica.

Semanas depois da publicação do primeiro exemplar do Almanack, diretores de arte e afins já geraram procura suficiente para que os integrantes pudessem pedir demissão de seus respectivos trabalhos e dedicar todo seu tempo ao Studios e Almanack. Push Pin Studios foi fundado no verão de 1954. Os integrantes alugaram um pequeno apartamento no Brownstone, na East Seventeenth Street. O quarto dos fundos, onde sorel dormia de noite e glaser revisava portfólios era tão úmido que eles o apelidaram de “fungus room” (quarto de fungo). A idéia de criarem um estúdio com o mesmo nome foi de Glaser. Chwast disse que eles icluíram o “s” em Studios porque eles gostavam do ar pretencioso que isso dava. Ruffins juntou-se ao grupo um pouco depois. Em media, depois de pagarem o aluguel, o assistente e a secretaria, os integrantes do estúdio ganhavam vinte e cinco dólares por semana. O Push Pin Studios trabalhava com projetos avulsos ao invés de grandes contas, o que possibilitou uma grande diversidade de trabalhos publicados. Na época alguns críticos acusaram Push Pin de contribuir para Junho 2007

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o fim do modernismo, enquanto na verdade o estúdio estava criando contextos contemporâneos para técnicas outrora viáveis tais como a ilustração que estava sendo substituída pela fotografia (que aconteceu em grande escala no pós-modernismo dos anos oitenta). Na época, o grande problema era que o minimalismo e uso da família tipográfica Helvetica fazia o publico ficar indiferente a produtos variados. O argumento modernista de que enfeites eram superficiais e burgueses, apesar de fazer um certo sentido da época, não levava em conta o fator de surpresa que a peculiaridade que os mesmos proporcionavam a uma peça de design, e agora o minimalismo se via superficial, aplicando em tudo barras pretas em vez de enfeites arabescos. De acordo com Victor Moscoso, considerado por alguns o maestro dos pôster psicodélicos, as combinações inusitadas de padrões e tipografias do Push Pin influenciaram em grande parte o pscicodelismo dos anos 60, entre outros movimentos.

Anúncio da época, utilizando Helvetica (desenhada em 1957 por Max Miedinger para a Haas foundry, na Suiça) .

Monthly Graphic.

Em 1957 o Almanack foi substituído pelo Monthly Graphic, e foi então que a publicação virou um ícone. No final dos anos cinquenta outros designers estariam usando a publicação como fonte de inspiração, e novos estilos ou idéias que apareciam em uma edição podiam ser vistas por todo Nova York, um mês depois. O Graphic continuou, de várias formas, durante vinte e três anos e oitenta e seis edições.



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Capa da terceira edição do Monthly Graphic feita por Milton Glaser em 1957.


Em 1961, na edição numero 35, o seu nome foi mudado de Monthly Graphic para Push Pin Graphic, para que seus leitores não reclamassem muito se não recebessem um exemplar todo mês. Afinal, a publicação era na verdade nada mais que uma peça promocional. Por volta do meio dos anos sessenta os estilos de cada um dos contribuidores principais já eram mais bem definidos e Glaser e Chwast quase que definiram o fim de todo um visual da época (o puramente suíço).

Capa da edição #16 do Monthly Graphic feita por Seymour Chwast em 1958.

Claro que, muito antes de Push Pin, depois da primeira guerra mundial já haviam artistas que pegavam pedaços de cartazes populares e etc pra fazer incorporar às suas obras. Os dadaístas, Alexey Brodovitch, Lester Beall e Alvin Lustig, já experimentavam com isso, só que a escala era muito menor. Os integrantes do Push Pin aplicavam suas relíquias com a insistência de missionários. Mas eles não eram uma vanguarda e não eram contra os modernistas ao crer que, como os modernistas, o design podia ajudar a melhorar o mundo. Eram experimentais mas queriam fazer negócios para ter a exposição e influência necessária para mudar o mundo.

Capa da edição #22 do Monthly Graphic feita por Milton Glaser em 1959.

Esse mesmo espírito estava presente nas peças mais criativas do “Festival of Britain”, em 1951 na Inglaterra.

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Capa da edição #27 feita em 1960.

Capa da edição #53 feita em 1967.

Capa da edição #64: dia das mães.

Capa da edição #69: lares.

Capa da edição #67: corpo humano.

Capa da edição #70: crime e comida.

Capa da edição #73: palhaços.

Capa da edição #75: moda.

Capa da edição #79: ilusões.

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Capa da edição #80: heróis.

Capa da edição #85: sorte.

Capa da edição #83: casais.

Capa da edição #84: humanos.

Ruffins logo saiu do grupo e se tornou um decorador e ilustrador de livros infantis proeminente. Em 1958 Sorel começou a fazer trabalhos freelance e acabou se tornando um grande satirista político. Glaser e Chwast continuaram juntos por duas décadas, até que Glaser resolve deixar o estúdio e fundar a Milton Glaser Inc., onde preside e dirige até hoje.

Capa da edição #86: crime. Junho 2007

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Push Pin Style.

Hoje o que é conhecido como Estilo Push Pin é a típica união eclética de ilustração e design com um espírito de humor, experimentação e surpresa, originária do estúdio. O estúdio também foi um grande ponto de concentração de designers e ilustradores do meio pro final dos anos sessenta. Dentre alguns profissionais atraídos pelo estúdio estão James McMullan, Paul Davis, Barry Zaid, Sam Antupit, John Alcorn e George Stavrinos. Em 1970 o Push Pin Studios foi o primeiro estúdio Americano a ser honrado na exposição de artes decorativas do Louvre, o que solidificou a institucionalização do estilo. Os críticos ficaram surpresos pelo fato de que trabalhos tão livres estivessem sendo endossados por um sistema capitalista e aplaudiram a falta de conformidade do estúdio. O show fez um tour pela Europa e o Brasil. Em 1980 foi distribuído o ultimo exemplar do Push Pin Graphic.

Push Pin Group.

Chwast permaneceu o diretor do Push Pin Studios 1981, quando juntou-se a Alan Peckolick formando o Pushpin Lubalin Peckolick, em seguida renomeado de The Pushpin Group, de onde é o diretor.

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Cartaz pela AIGA da exposição de 2004 sobre o Push Pin.


S Chwast. Nasceu em 1931, no bairro Bronx, em Nova York.Chwast começou a desenhar muito aos sete anos de idade, e logo cursou várias aulas de arte. Ele se tornou consciente da gritante diferença entre a arte em museus e arte nas ruas, e institivamente sempre preferiu o charme de anúncios e outdoors à Picassos e Mondrians. Influenciado pela Walt Disney, tirinhas de jornais e filmes ele começou a criar seus próprios personagens, incluindo “Jim Lightning” e “Lucky Day.” Sua família se mudou para Coney Island, e cursou o segundo grau em um ótimo lugar para se aprender design gráfico, a Abraham Lincoln High School. Chwast foi aceito ao grupo de elite da escola, chamado “Art Squad.” Esse grupo fazia cartazes e sinalizações em uma reinterpretação das aulas dadas pelo professor Leon Friend, que lecionou outros designers conhecidos como Gene Federico e Alex Steinweiss. Foi nessa escola que Chwast aprendeu a apreciar a tipografia, imagens gráficas e as possibilidades de arte comercial. O professor Friend acreditava que não havia glória maior para um artista do que a de ter seu trabalho impresso, e requeria que todos seus alunos se increvessem a todas competições a eles disponíveis. Chwast participou de várias, e aos dezesseis anos sua primeira ilustração foi publicada na coluna de leitores da revista Seventeen, cujo diretor de arte era Cipe Pineles. Essa introdução e treinamento dados tão cedo na area das artes gráficas o influenciou a vida inteira. Em 1948 Chwast entrou na Cooper Union de Nova York. Durante a faculdade ele foi influenciado pela arte gráfica de Ben Shahn, George Grosz, Georges Roualt, e Honoré Daumier, todos críticos políticos. Um dos primeiros trabalhos de

Chwast, chamado “The Book of Battle” foi um livro todo manual contra a Guerra. Ao que se refere ao satirismo de Chwast, os artistas que mais o influenciaram foram André François e Saul Steinberg, mestres do paradoxo e da ironia. A realização de que ele não conseguia pintar da maneira “correta” na faculdade e de que ele também não queria somente ilustrar por ilustrar o fez procurar modos mais acessíveis de arte. Milton Glaser, Reynold Ruffins e ele foram à falência com o Design Plus após somente dois trabalhos: um flyer e um livro infantil.

“Happy Birthday, Bach.” Ele também ilustrou mais de vinte livros infantis, entre eles “Tall City, Wide Country”. Apesar de estar satisfeito com seu status, Chwast achou que Push Pin deveria englobar design de embalagens, coorporativo e ambiental. Por isso juntou-se a Alan Peckolick. Em 1984 Chwast foi adicionado ao Hall of Fame do Art Directors Club de Nova York e em 1985 foi lançado um livro de sua obra intitulado “Seymour Chwast: The Left-Handed Designer” pela Harry N. Abrams.

Após se formar ele trabalhou durante um ano para o departamento de promoções do New York Times. Teve também vários empregos de onde foi despedido, como por exemplo da revista Esquire por não conseguir fazer bonecas. Finalmente seus amigos e ele fizeram o Push Pin Almanack. Em 1975 Glaser deixou o Push Pin, mas Chwast achava que o estúdio ainda podia ser interessante. Ele continuou como diretor enquanto coube à Phyllis Flood o cargo de manager e marketeiro. Juntos ele formaram uma companhia para criar e vender uma linha de balas chamada “Pushpinoff”. Mantendo a tradição, Chwast empregou alguns designers para continuar publicando a Push Pin Graphic por mais cinco anos. Ele também começou uma espéia de renascença de cartazs com os trabalhos para a revista Forbes e para a Mobil. Também nessa época ele fundou a Push Pin Press, afim de poder fazer livros que achava interessantes como o “The Illustrated Cat” e “The Illustrated Flower and Robot”, entre outros. A Press foi então substituída pela Push Pin Editions, que publicou “The Art of New York”, “Art Against War” e Junho 2007

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R Ruffins. Nasceu em 1930, em Nova York. Foi um dos integrantes do Push Pin Studios, trabalhou em algumas agência de propaganda e depois criou seu próprio estúdio com Sims Taback (classe de 1953, da Cooper Union). Seus designs e ilustrações já foram mostradas em exibições de grupo na França, Itália, no Japão e pelo Estados Unidos. Ele também já ilustrou uma quinzena de livros infantis e teve clientes como McCann-Erickson, IBM, AT&T, Coca Cola, The New York Times, CBS, Scribner’s, Random House, Time-Life, Fortune e Gourmet. Desde 1967 ele tem lecionado na area, primeiro na Parsons School od Design e atualmente no Queens College. Ele é recipiente de vários prêmios . Ruffins e sua mulher (também da Cooper Union, classe de 1954) vivem em Sag Harbor, NY e tem quarto filhos ( Todd, Lynn, Ben e Seth) e seis netos.

E Sorel. Nasceu em 1929, em Nova York. Sorel contribui regularmente as revistas “The Atlantic” e “The New Yorker.” For a as quarenta e uma capas feitas para a “The New Yorker” seu trabalho também já foi divulgado na capa da Harpers, Fortune, Forbes, The Nation, Esquire, American Heritage e o New York Times Magazine. Ele ilustrou vários livros infantis, tres dos quais também escreveu. Sorel já recebeu inúmeros prêmios e, em 2001 foi o primeiro cartunista a ser incluso ao “Hall of Fame” do “Art Directors Club” de Nova York desde John Held, Jr.

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M Glaser. Nasceu no dia 26 de junho de 1929, em Nova York. Glaser estudou Cooper Union em New York. Logo após foi aprendiz do pintor Giorgio Morandi, na Accademia delle Belle Arti em Bologna, Itália. Foi também um dos fundadores do Push Pin Studios, e trabalhou lá até 1970. Desde 1961 leciona na School of Visual Arts do Pratt Insitute em Nova York. Em 1974 cria a Milton Glaser Inc., onde preside até hoje. Já recebeu inúmeros prêmios pelo seu trabalho e criou e re-desenhou diversas publicações mundo a for a (entre eles o jornal “o globo”, do rio de Janeiro). Seu cartaz de Bob Dylan (feito em 1967) já teve quase seis milhões de cópias vendidas. Ele foi adicionado à Hall of Fame do Art Directors Club em Nova York, em 1979. Glaser também desenhou as famílias tipográficas Babyfat, Babycurls, Baby Teeth, Houdini e Glaser Stencil. Milton Glaser também é um ativista político, e foi um dos designers convidados a re-assinar o “First Things First Manifesto”.

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Existem bandas para ouvir e bandas que fazem você começar uma banda. Sagmeister é um designer que faz você querer ser um designer. Stefan G. Bucher

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As obras -mundialmente conheci-

das- de Stefan Sagmeister expressam uma estética única com conceitos inusitados. Isso se dá por suas idéias engraçadas, pensamento inteligente e visão provocativa. Ao contrario de outros designers gráficos, que geralmente se inspiram em outras obras de design para criar, Sagmeister utiliza elementos do cotidiano, da natureza, e de sua relação com o mundo como fonte de inspiração. Utilizando seu próprio vocabulário visual, ele não se satisfaz com a primeira impressão que suas obras podem causar no observador, sempre provocando uma reflexão mais duradoura. Junho 2007

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Origem.

Nasceu em 1962, em uma pequena cidade da Áustria. Diferentemente de seus dois irmãos mais velhos que seguiram os passos do pai na empresa da família, Sagmeister revela uma personalidade independente e vai fazer faculdade de engenharia em Dornbirn. Logo percebeu que essa não era sua vocação e mudou para o curso de design Gráfico. O seu primeiro trabalho de faculdade, já antecipando o caráter inovador que marcaria sua obra, foi um cartaz de propaganda para a revista Anarquia de Alphorn. Persuadiu os estudantes a deitarem no chão do pátio para que formassem, a partir da posição dos corpos, a letra A e fotografou-os do telhado da escola. Enquanto cursava a faculdade de engenharia Sagmeister fazia parte de uma banda. Desta época acreditava que somente com bons instrumentos poderia criar algo significativo. No curso de design, percebeu que esse pensamento o limitava, e decidiu que não iria esperar ferramentas que estavam fora de seu alcance para criar suas obras.

O mestrado.

Em 1981, com dezenove anos, formado, se mudou para Viena para estudar design gráfico na prestigiosa Universidade de Arte Aplicada de Viena, conhecida na Áustria como die angewandtem. Após uma primeira tentativa frustrada, com a ale-

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gação que não desenhava bem, é selecionado para o mestrado, onde, com apenas um único velho professor a orientá-lo, não ultrapassa o básico da composição, da tipografia, do sistema de grade.

Vitamina B, cartaz: Uma gíria Alemã que significa conseguindo o que quer por ser bem relacionado. (83)

Neste período, o verdadeiro desafio para Sagmeister foi o trabalho realizado com Hans Gratzer, diretor de Schauspielhaus – um grupo de teatro. Entre os estudantes do “Gruppe Gut – The Good Group” que prestavam serviço para Gratzer, Sagmeister se destacou por suas idéias: misturava imagens do teatro tradicional com estilo gráfico dos discos punks e de imagens anarquistas dos anos 70. Por conta disso teve o prazer de ver suas criações espalhadas por toda a cidade.

Cidade grande.

em 1987, como conseqüência do sucesso com os cartazes que tinha criado para Schauspielhaus, Sagmeister conseguiu uma bolsa de estudos integral no Pratt Institute de Nova York. Morar numa cidade grande, pela qual Sagmeister era apaixonado, estimulou sua criatividade o que pode ser conferido no episódio em que uma namorada lhe pediu para criar um cartão de visita que custasse um dólar cada e ele os imprimiu numa nota de um dólar. Schauspielhaus, theater posters – Esse foi o primeiro cartaz que ele ficou feliz, foi uma grande passo para um estudante. (85)

Um outro episódio, foi com um amigo Austríaco que veio lhe visitar. Ao demonstrar-se preocupado que as mulheres nova-iorquinas Junho 2007

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o ignorassem, Sagmeister postou na parede de seu bairro a foto de seu amigo com a seguinte frase “ Queridas Meninas! Por favor seja agradável a Reini “.

Dever cívico.

Em 1989, foi trabalhar numa comunidade no centro de refugiado fora de Viena, pois as leis austríacas determinam que todos os homens austríacos devem ficar por oito meses no serviço militar ou fazer serviço comunitário antes de fazerem trinta anos. Por sorte, o trabalho não era tão pesado, e lhe sobrava tempo para seus free-lances.

Cartaz amigo Reini.

Completado o serviço comunitário, passou mais um ano trabalhando design na Áustria, até que uma viagem de férias a Hong Kong, acabou lhe proporcionando um grande passo em sua carreia.

Hong Kong.

Em 1991 à agência de publicidade - Leo Burnett Hong Kong design group - rapidamente lhe ofereceu um trabalho. Não muito interessado, Sagmeister super orçou o valor de seu trabalho, na esperança de que sua proposta fosse rejeitada . Para sua surpresa o valor foi aceito e logo se tornou um respeitado diretor de criação. Em 1992, criou o cartaz para a cerimônia de premiação da agência de publicidade 4As, com a imagem de quatro bundas desnudas, o que provocou boicote em protesto e inúmeras cartas de reclamação aos jornais de Hong Kong.

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Call for Entries poster for 4As advertising awards, Hong Kong, 1992


Permaneceu na Leo Burnett apenas até1993 e depois de sua saída passou poucos meses trabalhando num lugar de praia na Sri Lanka, quando então retorna a Nova York.

De volta em NY.

No seu retorno para Novo York, consegue, mérito de sua insistência, realizar o antigo desejo de trabalhar no estúdio gráfico do lendário Húngaro Tibor Kalman’s., a agência M&Co, famosa por trabalhos diversificados, dedicados, principalmente, a área cultural e social. . Seu primeiro projeto, foi um convite para um grande evento homossexual e lésbico, na qual projetou uma caixa lindamente empacotada de frutas frescas. Foi um pesadelo para os empregados do M&Co, que lutaram para as frutas não apodrecerem no verão de Novo York. A sua passagem pela M&Co foi curta, apenas seis meses. Pois, Tibor Kalman muda-se para Roma, fechando a empresa, para se dedicar a Revista Colors da Benetton – revista que mostrava uma visão engajada da empresa de roupa. Sagmeister decidi, então, abrir sua própria empresa, e se dedicar ao que ele sempre quis: Encarte de CDs. Com o dinheiro guardado do salário de Hong Kong, ele comprou uma cobertura de dois andares em Manhattan, onde o segundo Junho 2007

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andar era seu apartamento e o primeiro seu estúdio. Em Janeiro de 1994 Sagmeister.Inc passaria a existir.

Encarte de CDs.

Sagmeister iria realizar o antigo sonho de trabalhar para a indústria da música, e, principalmente, realizar idéias inovadoras para bandas que admirava. Para poder ter a liberdade de criar somente para as bandas que gostava, Sagmeister seguiu o conselho de seu antigo chefe e grande ídolo Kalman, de nunca deixar a empresa passar de três funcionários: ele mesmo, um designer (desde 1996, o Islandês Hjalti Karlsson) e um estagiário. Sagmeister, tempos depois, declarou que “…abrir minha própria empresa foi a melhor decisão em minha carreira de designer e deixar ela pequena, a segunda…” Seu primeiro projeto foi seu próprio cartão de visita, que vinha dentro de uma caixinha de acrílico. Quando o cartão estava dentro da caixinha, tudo que se via era um S dentro de um círculo. Uma vez fora, o nome da empresa e informações para contato apareciam. Como nenhuma gravadora demonstrou interesse em seu trabalho, Sagmeister aceitou fazer o encarte do CD ‘Mountains of Madness’ da banda de seu amigo Hans Platzgummer, chamada “O h. p. zinker”.

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Imagem: do apartamento.


Com a chegada dos encartes de CDs e a não utilização das capas de Lps, muitos dos seus contemporâneos, sentiam que design gráfico para música tinha perdido seu encanto, uma vez que sua dimensão diminuiu. Mas Sagmeister enxergou essa mudança como uma possibilidade de atormentar os consumidores. Este seu primeiro grande trabalho lhe rendeu o primeiro dos quatro Grammies (principal premiação da industria musical americana), que já recebeu na categoria de encartes. O h. p. zinker ‘mountains of madness’.

Ele colocou o encarte dentro de um plástico vermelho rubi, provocando o mesmo tipo de ilusão óptica de seu cartão empresarial. O encarte como um todo é o enquadramento do rosto de um homem velho que olhava calmamente através daquele plástico vermelho rubi e ao retirar o plástico do encarte, o rosto do homem se transforma dando uma aparência furiosa, em sombras de vermelho, branco e verde. Esta idéia provocativa surgiu, observando uma aluna no metrô, que lia um livro de matemática encoberto por um filtro de plástico vermelho. Esse trabalho realmente abriu portas para a industria da musica para Sagmeister. E nos anos seguintes, deram a ele a oportunidade de experimentar e exercitar seu senso de

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humor e criatividade. Criou peças gráficas para artista como Lou Reed, David Byrne e The Rolling Stones:

1.

Lou Reed: Em 1996 Lou Reed o convidou para criar o álbum Set the Twilight Reeling. Cartaz para anunciar o novo álbum. As letras são extremante pessoais, e para exprimir essa idéia Sagmeister fez um cartaz na qual as letras estavam escritas diretamente sobre o rosto de Lou Reed. Em uma entrevista perguntaram a Sagmeister o porque de usar tipográfica feita á mão? Qual seria a razão para isso, se era uma forma mais fácil de implementar suas idéias? Lou Reed, cartaz.

Resp. “Na verdade começou com o encarte de CD do Lou Reed. O que foi muito bem recebido. Isso aconteceu porque era ‘96 e todo o mundo estava fazendo trabalhos modernistas, tudo certo e nem arrumado. Nosso trabalho se destacava, porque era autêntico e obviamente feito à mão, indo contra aquele trabalho “frio”… Eu estava contente em explorar aquela idéia de tipografia feito à mão. Eu não penso essa solução em todo projeto. Eu penso que cada projeto pede estratégias diferentes, não só conteúdo-sábio mas também forma-sábia”.

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2.

David Byrne, feelings, CD, 1997

David Byrne: Em 1997, produziu o encarte do CD do David Byrne, no qual representou Byrne como um boneco de plástico podendo ser observado na capa do álbum feelings. “essa capa de cantos redondos caracteriza felicidade, raiva, tristeza e continha um boneco de David Byrne. O encarte tinha também o sofisticado codificador de cor. Davis Byne computador de humor (impresso no e embaixo do CD) que permitia você determinar o seu “sentimento” no momento”, diz Sagmeister em seu site. O boneco foi criado e depois fotografado.

3.

The Rolling Stones Uma das obras mais engajadas, foi para o Rollings Stones, o encarte do álbum Bridges to Babylon. Sagmeister criou um leão inspirado pela escultura assíria no Museu britânico. Era de fácil reprodução, e ainda representava o signo do zodíaco do líder da banda, o cantor Mick Jagger.

Rolling Stones, Bridges to Babylon, álbum, 1997

Sagmeister declarou certa vez, que esse projeto e o encontro com os Stones lhe proporcionou, pela primeira vez, segundos de profunda realização, mais logo percebeu que esses sentimentos são infelizmente fugazes, e dias depois se sentiu um completo imbecil.

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AIGA.

Sagmeister também pegou outros trabalhos comerciais, fora os encartes de CD, como projetos culturais, e desenvolveu diversos cartazes para AIGA – american institute of graphic arts. Um dos seus primeiros projetos com a AIGA, foi da conferência “Fresh Dialogue ”. A forma que ele encontrou para representar uma série de debates em Nova York, foi usar duas línguas compridas e obscenas se enfrentando Outro trabalho foi o cartaz de uma conferência in New Orleans, um evento que teria setenta e cinco palestrantes em seis lugares diferentes. Para representar esse vai-e-vem Sagmeister usou galinhas sem cabeça correndo de um lado a outro.

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AIGA’s Fresh Dialogue talks, N.Y., 1996

AIGA’s, New Orleans Conference, Jambalaya.


Essa serie de trabalhos, culminaram para o seu tão famoso cartaz de Detroit, na qual seu estagiário Martin cortou e perfurou o corpo de Sagmeister com dizeres. Segundo Sagmeister a proposta aqui era “transmitir a dor que a acompanha a gente na maioria de nossos trabalhos”. Sagmeister foi além da ousadia, e se entregou de corpo e alma.

Um ano sem clientes.

Em 1999. Cinco anos depois de ter aberto seu estúdio, Sagmeister decidiu se concentrar nos seus projetos pessoais e experimentais, como seu livro ‘made you look’ e deixou o designer Hjalti Karlsson livre para criar projetos com seu estagiário Jan Wilker. “em 1999 estava entediado com o trabalho no estúdio. Fui influenciado por um workshop que fiz para estudantes em Cranbrook. Eles eram maduros e faziam trabalhos experimentais de alta qualidade. Fiquei com inveja. E depois Ed. Fella foi no estúdio e me mostrou seus lindos rascunhos. E isso foi a gota d’agua.” Um ano sem clientes fez Sagmeister voltar a ter paixão pelo design. AIGA’s Cranbrook lecture, Michigan, 1999 Junho 2007

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Projeto social.

Sagmeister voltou determinado a tentar mudar o mundo. Juntou-se à área de criação do True Majority (grupo composto por executivos americanos, liderados por Bem Cohen), cujo objetivo era fazer o governo adotar medidas de longo prazo para tornar o planeta o lugar melhor. Um dos projetos realizados, foi com o objetivo de cortar 15% dos gastos do Pentágono e transferir este dinheiro para a Educação. A solução para chamar atenção do governo foi a criação de carros em forma de porcos que andavam por todo o país. O animal era uma comparação ao orçamento do Pentágono para o gasto com educação.

True Majority logo.

Carro de Porco.

Mande you look.

Em 2001 Sagmeister lançou seu livro ‘Made You Look’ , que ilustrava todos seus trabalhos realizados. Livro que vem dentro de uma capa transparente vermelha, que ao retirar faz o cachorro da capa ficar com a feição raivosa. Dependendo a direção que esteja vendo, enxergasse o titulo ‘Made You Look’ ou da outra direção o

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Cover of Sagmeister. Made you Look


três ossos aparecem representando a comida do cachorro. Logo após a publicação do livro, perguntaram a Sagmeister qual seria seu objetivo para o futuro e ele respondeu que seu objetivo, para o resto da vida, seria tentar tocar o coração de alguém com seu design. Hoje, a empresa Sagmeister Inc tem em seus planos a publicação de outros livros, dois deles já em desenvolvimento, sendo um semelhante ao “Made you look”, com a ilustração de trabalhos realizados por Sagmeister.

Sagmeister.inc.

trabalhos diversos

1.

Zumtobel Relatório Anual: A capa do relatório anual foi moldada ao calor, uma escultura de cinco flores no vaso, simbolizando os cinco sub empresas por atrás do nome da Zumtobel. (os nomes dessas empresas estão modeladas na parte de trás). As páginas internas repetem a imagem da capa, só que tiradas sobre condições de luzes diferentes (seis cores), para ilustrar o poder que a luz tem.

2.

Talking Heads: Em 2001, venceu o Prêmio Grammy, pelo design criado para o box “Once in a Lifetime”, da banda Talking Heads.

Relatório anual do Zumtobel. Zumtobel é o principal fabricante de sistema de iluminação da Europa.

A coleção do Talking Heads contém três CDs e um DVD, todo pintado pelos artistas contemporâneo Vladimir Dubossarsky e o Junho 2007

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Imagens: Ganhou melhor Embalagem de Caixa ou Edição Especial (2003)

Alexander Vinogradov. Contém os ícones favoritos de Sagmeister: Bebês, ursos, membros cortados e pessoas desnudas. O formato extenso do encarte não só permite um fácil armazenamento mais também um acesso fácil a todos os CDs.

3.

Cartaz para Adobe: Este cartaz de prêmio de estudante mostra um designer criando um troféu de copinhos de café. A tonalidade varia de acordo com a quantidade de leite colocada em cada copo. Energizados com base do café, como muitos estudantes de design fazem. Tudo manualmente, sem Photoshop

Adobe design achievement awards

Como o orçamento foi modesto, Sagmeister convidou alguns amigos para lhe ajudar: O produtor Philip Haemmeie foi de grande ajuda, conseguindo o andaime que permitiu que o fotógrafo Zane White chegasse a uma altura de nove metros, o que permitiu a ele tirar fotos de um chão de madeira com 500 copinhos de café organizados.

4.

Sagmeister numa farra: Percebe-se aqui mais um trabalho manual, na qual Sagmeister sacrifica seu próprio corpo para transmitir com mais realismo a mensagem do cartaz.

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Sagmeister on a binge (2003)


Cartaz de exibições de design que ocorreriam em Osaka e Tokyo. Sagmeister utiliza da clássica situação do antes/depois. Na figura de cima mostra Sagmeister com 80kg, e na de baixo, depois de ter consumido todos os junk food apresentados, 11,3kg mais gordo.

5.

“20 things in my life I have learned so far.” Esse é um projeto que Sagmeister vem desenvolvendo desde 2004, “20 things in my life I have learned so far.’ Inspirado pelo trabalho artístico de seu avô, Josef Sagmeister, constituído por obras feitas cuidadosamente de forma manual, Stefan criou uma série de obras baseadas em texto.

“Having Guts Always Works Out For Me”

Algumas das frases são: - Everything You Do Comes Back To You - Trying to Look Good Limits my Life - Everybody Thinks They are Right - Having Guts Always Works Out For Me. Ele usa todo o tipo de material e situações para declará-las: • Grandes produções: Com macacos infláveis gigantes ou um zepelim com uma marionete pendurada. • Construções mais simples: Como palavras feitas de salsichas cortadas e das suas sombras, frases escritas com folhas de árvore na rede de uma vedação e panos esticados entre árvores que num determinado ângulo revelavam palavras. • Simulações em Photoshop: letras desenhadas por gotas de urina em suspensão ou em galhos de árvore Junho 2007

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5.1.

“Having Guts Always Works Out For Me” Em 2004, Sagmeister utilizou a frase “Having Guts Always Works Out For Me” para a revista Copy Magazine Spreads. Todo mês, a comissão da a revista austríaca magazine copy convida um estúdio ou artista para criar as divisões das páginas. Essa criação não precisa vender nem promover nada nem ninguém, tem somente a função de separar os capítulos com tecnologia/artes. Sagmeister teve que criar seis páginas-duplas para cada assunto. Quando colocadas lado a lado, se lia: Having / guts / always / works out / for / me. (Ter coragem sempre deu certo pra mim) Sagmeister encontrou inspiração no seu diário na qual encontrou: “Things I have learned in my life so far.” (Coisas que aprendi na minha vida até agora)

5.2.

“Trying to look good limits my life” Em 2005, Sagmeister ganhou o prêmio anual do TDC (TDC Annual Awards 2005) pelo Outdoors tipográficos (Typographic Billboards) “Trying to look good limits my life” A frase foi dividida em cinco pedaços Trying/ to look/good/limits/my life e colocadas em seqüência em outdoors tipográficos. A idéia era de criar um cartão de felicitações exposto no parque.

“Trying to look good limits my life”

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Junho 2007

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6.

Logótipo da casa da música. (2007) Em 2007, Sagmeister muda a imagem da Casa da Música (localizada na cidade do Porto em Portugal) e cria um logotipo que funcionava como um camaleão. Inspirado na arquitetura do edifício, Sagmeister criou uma logo que pode assumir seis ângulos diferentes, ser estático ou dinâmico, mudo ou sonoro e ter as cores que se quiser, adaptando-se ao contexto em que se inserir. Isso tudo acontece a partir de um “logo Generator” software criado por Sagmeister para este projeto e que será trabalhado pela equipa de designers gráficos da CM - a forma do edifício roda, podendo ser fixada em seis perspectivas. A cor será diferente para cada evento, usando a paleta de cores da imagem do mesmo por exemplo, no caso de um concerto de Beethoven, as cores da cara do compositor serão as cores do logotipo. Partindo desse princípio, as possibilidades são infinitas.

Logotipo da casa da música

Bibliografia Livro:s Bucher, Stefan G.; All acess: behind the scenes: the making of thirty extraordinary graphic designers MEGGS, P. A History of Graphic Design. New York: Ed. John Wiley & Sons, 1998 [1983] CHWAST, Seymour. Push Pin Graphic: A Quarter Century Of Innovative Design And Illustration. Ed. Chronicle Books, Push Pin Graphic, A Quarter Century of Innovative Design and Illustration. Ed. Chronicle Books. Websites: http://www.sagmeister.com/ http://jn.sapo.pt/2007/04/11/cultura/visitas_a_casa_musica_continuam_a_au.html http://www.tipografos.net/designers/sangmeister.html http://www.brainstorm9.com.br/archives/2006/07/mcoutdoor_solar.html http://www.designmuseum.org/design/stefan-sagmeister http://miltonglaser.com/ http://www.miltonglasercartazs.com http://www.aiga.org/content.cfm/exhibit-art-is-work

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Hoje.

Depois de ter seu trabalho exposto em Zurique, Viena, Nova Iorque, Berlim, Tóquio, Osaka, Praga, colônia e Seul, recentemente Sagmeister negou uma de suas frases mais famosas que era “Style=Fart” (algo como estilo é igual a um peido). Ele acreditava que os conceitos e as idéias deveriam sobrepor a estética, o que hoje em dia não acredita mais. Reconheceu que se uma pessoa tem conteúdo isso já vale a pena a expressão e que o estilo pode ser uma ferramenta útil para comunicar aquela idéia. Com uma carreira conceituada Sagmeister atualmente, além de trabalhar na área de design, atua como professor do departamento de graduação da Escola de Artes Visuais de Nova York.

http://www.aiga.org/content.cfm/interview-with-milton-glaser-designing-light http://www.aiga.org/content.cfm/line-drawing http://www.aiga.org/content.cfm/short-history-and-the-longer-view http://www.aiga.org/content.cfm/milton-glaser-interview http://www.designboom.com/contemporary/peace_project.html http://www.pushpininc.com/ http://www.aiga.org/content.cfm/medalist-seymourchwast http://www.edwardsorel.com/ http://www.creativepro.com/story/feature/23215.html http://www.edwardsorel.com/ http://www.npg.si.edu/exh/sorel/index-int.htm http://www.designboom.com/eng/interview/sagmeister.html http://www.sagmeister.com http://picasso.tamu.edu/picasso/BioIndex?Year=1881 http://www.adcglobal.org/ Junho 2007

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