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CONTACTO: Cristina Tomé, PricewaterhouseCoopers Tel: 213 599 450/email: cristina.tome@pt.pwc.com Rui Silva, Porter Novelli Tel. 213 136 104/email: rui.silva@porternovelli.pt Emerging Trends in Real Estate® Europe 2009 do ULI/ PricewaterhouseCoopers

LISBOA SOBE NO RANKING EUROPEU DE INVESTIMENTO E   DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO EM 2009 Sector enfrenta ano difícil mas existem oportunidades para entidades com capital  disponível (26 de Fevereiro, 2009) ­ Lisboa posicionou­se em 19º lugar entre 27 mercados europeus em  termos de perspectivas de investimento e desenvolvimento imobiliário, de acordo com o  relatório anual “Emerging Trends in Real Estate® Europe 2009”. O relatório, elaborado pelo  Urban Land Institute (ULI) e a PricewaterhouseCoopers, resulta de entrevistas e inquéritos a  cerca de 500 entidades líderes no sector imobiliário. Lisboa registou uma subida de quatro lugares no ranking de investimento imobiliário face ao  ano anterior (23º em 2008). No entanto, com o desemprego acima dos 8%, o crescimento  negativo do PIB e a quebra no consumo, o relatório prevê que o capital entre muito devagar  neste mercado. As perspectivas são mais animadoras a médio ou longo prazo, com um dos  inquiridos a afirmar que ”no período de 2010­2012, este mercado será novamente uma área  de investimento muito atractiva.” Os participantes no estudo acreditam que os investidores  devem manter todo o tipo de propriedades no próximo ano, manifestando pouco interesse em  comprar.  Em toda a Europa, os investidores, promotores, banqueiros e intermediários confirmam que  2009 vai ser um ano “muito difícil”. O capital para o imobiliário vai continuar a estar pouco  disponível, quer nos mercados de capitais, quer nos de crédito, e existe uma incerteza real  quanto ao momento em que a situação se vai reverter. Ainda não está claro se o mercado  está à espera que os preços subam ou se as razões são mais estruturais. Na verdade, as  classificações em termos de disponibilidade de investimento, numa escala de um a nove, são  as mais baixas de sempre registadas pelo estudo “Emerging Trends in Real Estate® Europe”. A esmagadora maioria dos inquiridos refere que é virtualmente impossível obter novos  créditos e que vai continuar a ser difícil em 2009. Como consequência, os compradores estão 

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a olhar para estratégias alternativas para se manterem numa transacção, nomeadamente  através de instrumentos como o financiamento do vendedor (seller financing) ou falando com  o actual credor. O relatório também revela que a actual crise dos mercados de capitais imobiliários pode  transformar­se numa crise de ocupantes, à medida que a Europa desliza para uma recessão  mais profunda. O crescimento económico continuou a decrescer na Europa em 2008 e esta  tendência vai manter­se este ano. Mesmo os países com crescimento mais rápido vão  enfrentar quedas na produção ao longo do ano e espera­se que isso venha a influenciar  negativamente a procura, com o correspondente aumento das vagas, com as rendas a  estagnarem ou mesmo a sofrerem uma correcção. John Forbes, real estate leader na Europa, Médio Oriente e África, da  PricewaterhouseCoopers, afirmou: “Este vai ser um ano difícil para muitos investidores. Para  os que compraram com o mercado em máximos pode tornar­se uma luta pela sobrevivência,  especialmente se os bancos se tornarem mais agressivos na gestão de incumprimentos de  obrigações contratuais. Por outro lado, para os que têm capital para investir, vão existir  oportunidades à medida que os bancos comecem a agir. Embora o novo crédito continue  pouco disponível, os bancos podem não ter outra alternativa senão continuarem como  credores durante a reestruturação dos devedores em falta.” William Kistler, Presidente da ULI Europa, Médio Oriente, África e Índia (ULI EMEAI)  assinalou que o impacto total da crise financeira está apenas a começar a espalhar­se pelas  economias europeias, à medida que as despesas de consumo, a confiança das empresas e  os valores das propriedades continuam a cair. “Todos os investimentos estão a ser  “congelados” até que se comece a ver uma saída para a crise,” afirmou Kistler. No entanto,  apesar das condições sombrias, continuam a existir oportunidades para quem tem dinheiro  para investir. “Com as baixas taxas de juro e com um mercado que, de uma forma geral, não  está excessivamente desenvolvido, existem bons negócios disponíveis para as entidades que  estejam em condições de comprar.” As perspectivas de investimento e desenvolvimento caíram em todas as cidades analisadas  no relatório, com as estimativas de investimento a descerem de uma classificação de 5,6  (modestamente boas) em 2008, para 4,7 (justas) em 2009. As perspectivas de  desenvolvimento sofreram uma queda ainda maior, de 5,6 para 4,3 (modestamente fracas).  As avaliações de risco também pioraram. Munique tornou­se o mercado líder em termos de investimento imobiliário na Europa, subindo  três posições em relação à sua classificação em 2008. No entanto, é importante lembrar que  embora Munique tenha atingido o topo este ano, as suas perspectivas de investimento, à  semelhança de todos os outros mercados, caíram face aos resultados do ano anterior. Os inquiridos classificaram Munique no topo da tabela devido à combinação de alguns  factores como: a subida da despesa governamental, que pode levar a um crescimento  económico futuro; a descida do desemprego; crescimento acelerado da população e subida  do poder de compra. Munique assegurou ainda o lugar cimeiro na tabela de Riscos das  Cidades Europeias. Munique é considerada como tendo baixo risco devido à sua base  económica diversificada, que mitiga os investimentos arriscados. Na verdade, a Alemanha é  considerada “menos volátil, com mais investidores de longo prazo”, ajudando Hamburgo a  alcançar o segundo lugar e Frankfurt e Berlim a entrarem nos 10 primeiros em termos de  perspectivas de investimento em 2009.

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Istambul perdeu a liderança nas perspectivas de investimento, tendo descido para o terceiro  lugar. Apesar disso, manteve o primeiro lugar em termos de expectativas de desenvolvimento,  embora os investidores estejam um pouco preocupados com os riscos associados a Istambul,  considerando­a a oitava cidade com maior risco entre os mercados analisados. O sector do retalho foi novamente considerado como o melhor tipo de propriedade em termos  de expectativas de investimento, seguido muito de perto pelo sector hoteleiro. O  desenvolvimento económico vai determinar o tipo de retorno que estes investimentos vão  gerar.       Notas

1. A ULI (“Urban Land Institute”) é uma organização sem fins lucrativos, que foi fundada  em 1936 nos EUA, com sede em Washington DC. A ULI é uma associação que está  presente transversalmente em todas as áreas do sector imobiliário e que se dedica a  promover a adopção das melhores práticas com vista ao desenvolvimento de um  sector que está em constante mudança. A ULI facilita a troca de ideias e informação  desde o nível local ao internacional e tem como missão educar para o uso responsável  do território e para a criação de comunidades vibrantes e sustentáveis em todo o  planeta. Entre os membros da ULI incluem­se promotores, proprietários, investidores,  decisores públicos, arquitectos, urbanistas, engenheiros, advogados, consultores e  todos os que de alguma forma estão ligados ao sector. No mundo a ULI conta com  cerca de 40.000 membros espalhados em mais de 80 países. Na Europa há 2.563  membros e em Portugal somos 125. Para mais informações, consulte por favor: www.uli.org

2. A PricewaterhouseCoopers (www.pwc.com) presta serviços profissionais de auditoria,  fiscalidade e assessoria de gestão orientados por indústria, de forma a aumentarem a  confiança pública e a acrescentarem valor para os seus clientes e stakeholders. Mais  de 153,000 profissionais distribuídos por 155 países trabalham em conjunto e  partilham as suas ideias, experiência e soluções para desenvolverem novas  perspectivas e uma assessoria efectiva. 3. "PricewaterhouseCoopers" refere­se à rede de entidades que são membros da  PricewaterhouseCoopers International Limited, cada uma das quais é uma entidade  legal autónoma e independente. Nota adicional para o redactor: PricewaterhouseCoopers é uma só palavra, em que o  primeiro P e o segundo C deverão ser escritos em letra maiúscula. ###

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Sector enfrenta ano difícil mas existem oportunidades para entidades com capital disponível LISBOA SOBE NO RANKING EUROPEU DE INVESTIMENTO...

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