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Pr ess Release Segmentos de escritórios e hotelaria são os mais promissores nos próximos dois anos IPD PORTUGAL | IMOMÉTR ICA realiza estudo sobre o «Sentimento do Mercado de Investimento Imobiliário em Portugal»

Lisboa, 24 Março de 2009 – O IPD Portugal, representado pela Imométrica, divulgou as principais conclusões do estudo «Sentimento do Mercado de Investimento Imobiliário em Portugal ». Os mercados de escritórios e hotelaria são, de uma forma geral, os que reúnem as perspectivas mais optimistas dos players de mercado auscultados no âmbito deste estudo, constituindo-se como aqueles em que a indústria vê maiores possibilidade de crescimento, quer em termos de volumes de construção nova e de área comercializada, quer em termos das rendas praticadas. Não obstante o facto do sentimento dominante ser o de pessimismo, o estudo revela que a indústria imobiliária nacional pretende continuar a realizar investimentos – quer a nível da aquisição para rendimento quer a nível da promoção - superiores a 1.100 milhões de euros nos próximos dois anos, sendo que uma parte importante dos inquiridos considera mesmo lançar-se em novos produtos e projectos de investimento em alternativa a manter os já existentes. Outra nota de destaque é o impacto da certificação energética nos activos imobiliários, considerado pela maioria dos inquiridos como determinante para a valorização dos mesmos. Desenvolvido com o principal objectivo de identificar e analisar as perspectivas futuras do mercado de imobiliário nacional em 2009/2010 com base na opinião dos investidores e outros players que actuam neste segmento, o estudo reuniu respostas de 170 inquiridos, dos quais 38% investidores e 62% de outras áreas (entre as quais comercial, financiamento, research e avaliação). O estudo, que contou com o apoio da Linklaters, da ADENE e da Jones Lang LaSalle, debruçou-se sobre as perspectivas relacionadas com os volumes de construção nova e área comercializada, valores de renda, comportamento de yields, intenções de investimento (quer de transacções de activos quer de promoção), nível de endividamento e impacto da certificação energética. Esta iniciativa foi inicialmente criada pelo IPD em França, tendo posteriormente sido alargada a outros mercados. Em Portugal, esta é a primeira edição do estudo.


Luís Francisco, Country Manager IPD Portugal , sublinha: “A iniciativa despertou bastante interesse junto do mercado nacional e registou uma elevada taxa de resposta, destacando-se mesmo a nível europeu, onde a média de respostas em mercados de maior dimensão rondam as 200 pessoas”.

IND ICADORES DO MERCADO IMOBIL IÁR I O Os mercados de escritórios e de hotéis são considerados os mais promissores na evolução estimada pelos players para os próximos dois anos, tendo em conta o volume de construção nova, o volume de área arrendada e os valores de renda de mercado, apesar de, nos três indicadores, o sentimento dominante para o total dos segmentos analisados ser o de quebra de actividade e valores. Os dois segmentos são aqueles em que as opiniões entre, por um lado, o decréscimo e, por outro, a manutenção e o crescimento se apresentam mais equilibradas nos indicadores analisados. No caso do mercado hoteleiro, o sentimento positivo é dominante nos indicadores analisados, com excepção do volume de área comercializada, no qual a perspectiva de decréscimo de actividade é considerada por pouco mais de 50% dos inquiridos. Entre 42 e 57% dos inquiridos defende que o imobiliário hoteleiro irá manter os seus drivers estáveis nos próximos dois anos, sendo que 14% dos players ouvidos crê mesmo num crescimento superior a 10% em termos de novas obras. No caso do volume de área comercializada e nos valores das rendas, apenas 5 e 3% dos inquiridos, respectivamente, crê num crescimento superior a 10%. No mercado de escritórios, um crescimento superior a 10% deverá ser uma realidade a nível da construção nova, do volume comercializado e dos valores de renda de mercado, de acordo com, respectivamente, 8%, 11% e 6% dos inquiridos. A perspectiva de manutenção nos três indicadores varia entre 36%, 37% e 49% dos inquiridos, respectivamente, sendo claro que a associação das duas perspectivas se equilibra com uma visão mais negativa de decréscimo de actividade, que atinge o seu pico em termos da construção nova, onde 57% dos inquiridos crê poder verificar- se uma quebra superior a 10%. De destacar ainda o mercado habitacional, que, apesar de reunir, num dos três indicadores, a maior percentagem de inquiridos pessimistas (cerca de 77% crê que o decréscimo na oferta nova seja superior a 10%), é também aquele que regista a opinião mais optimista num indicador, com 31% dos players a acreditar que os volumes arrendados cresçam acima dos 10%.


Os segmentos de retalho e indústria são aqueles onde a expressão do sentimento pessimista é mais relevante, com nunca menos de 53% dos inquiridos a crer num decréscimo superior a 10% nos três indicadores analisados, sendo que no caso do mercado industrial essa percentagem atinge mesmo os 69% em termos das perspectivas para a construção nova. As yields, por seu turno, deverão, de acordo com a maioria dos inquiridos, apresentar uma tendência de subida ou de estabilização em todos os segmentos, quer nas taxas prime quer nas taxas médias. É claro entre os players o sentimento de que o ano 2009 será palco de maior subida das yields, enquanto 2010 será já alvo de uma maior estabilidade.

INTENÇÕES DE INVESTI M E N TO Quanto às intenções de investimento, e novamente apesar de 60% dos inquiridos considerar a possibilidade de o mercado apresentar níveis inferiores de actividade em 2009 face a 2008, o estudo dá conta de projectos de investimento que rondam os 1.100 milhões de euros (transacção de activos e projectos de promoção) considerados para os próximos dois anos em imobiliário nacional. No âmbito dos investimentos previstos, Portugal domina as intenções e, no território nacional, a Grande Lisboa destaca-se como o principal alvo do investimento, com vantagens reconhecidas a nível da diversidade na procura de arrendamento, de elevadas performances históricas, da variedade de produtos e localizações e da diversidade de players. O estudo do IPD revela também que aproximadamente 23% dos players considera lançar-se em novos projectos de investimento, ainda que a maioria dos investidores (34%) tenha declarado preferir proteger os investimentos já concretizados, como forma de fazer face às dificuldades actuais. Cerca de 85% dos inquiridos procedeu já à reavaliação dos seus projectos de investimento, influenciados sobretudo pela incerteza do horizonte económico, pelas dificuldades na obtenção de crédito e pela baixa rentabilidade. António Gil Machado, Director da Imométrica, explica: “As actuais condições de mercado, da economia e do tecido financeiro têm, de facto, influenciado, negativamente, o sentimento dos players que nele operam. No momento e previsivelmente nos próximos 12 a 18 meses, o posicionamento dos players capacitados para investir no mercado, quer em termos de compra de activos quer na promoção imobiliária, é no sentido de uma estratégia de preservação da carteira existente e de reanálise dos seus planos de investimento. Contudo, o mercado continua vivo e vai continuar a registar novas operações e o lançamento de novos


produtos, se bem que pautados por uma maior cautela e por tabelas temporais previsivelmente mais alargadas”. Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle , comenta: “O estudo realizado pelo IPD ilustra bem o actual estado do mercado imobiliário nacional, quer em termos da confiança dos players quer das expectativas de performance de cada segmento. De facto, os escritórios estão, à partida, posicionados para se destacarem positivamente, face a outros segmentos que notoriamente se apresentam menos atractivos para investir. De qualquer forma, é realmente importante sublinhar que, ainda que a braços com um momento conturbado, a indústria imobiliária é resistente e está a posicionar- se para operar da forma mais eficaz num momento difícil ”. Nota de destaque ainda para a certificação energética dos produtos imobiliários que, de acordo com este estudo, entrou, de forma definitiva, para o quotidiano da indústria. Cerca de 75% dos players participantes no inquérito reconhecem o impacto dos certificados de eficiência energética sobre a valorização dos activos imobiliários, sendo que cerca de 30% considera que esse impacto se faz sentir ao nível da diferenciação da oferta, 22% ao nível do aumento da qualidade do parque edificado e 21% ao nível da maior responsabilização e consciência ambiental. # ENDS # Para mais informações contactar : Rita Ribeiro | 21.099.53.37 | rita.ribeiro@netvisao.pt

Sobre o IPD O IPD desenvolve uma actividade de informação global, dedicando-se à avaliação de performances de imobiliário terciário. Enquanto fornecedor mundial líder na análise de performance para fundos, investidores, gestores e utilizadores, o IPD oferece uma vasta gama de serviços, incluindo research, produção de relatórios, benchmarking, conferências e índices. Opera em mais de 20 países, incluindo grande parte do território Europeu, os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão. Os Índices IPD são a base para o desenvolvimento do mercado de derivados imobiliários e uma das medidas de retornos imobiliários mais precisas a nível mundial. Para mais informação, visitar www.ipd.com Sobre a Imométrica A Imométrica é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de sistemas de informação que apoiam a decisão estratégica das empresas imobiliárias, contribuindo para a gestão de risco e melhores decisões económicas. Promove a cooperação entre agentes económicos através da partilha da sua informação de gestão, obedecendo a rigorosos critérios de confidencialidade, prestando um serviço standard de benchmark de avaliação de performance individual. A Imométrica representa em Portugal IPD – Investment Property Databank, o benchmark de referência internacional para a comunidade de investimento, e gere o LPI – Lisbon Prime Índex, a base estatística do mercado de escritórios de Lisboa.

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Os segmentos de retalho e indústria são aqueles onde a expressão do sentimento pessimista é mais relevante, com nunca menos de 53% dos inqui...