Page 1

. 5 46 . Nยบ 39 ANO JU

LH O

Sistema CNDL

201 3 .R $ 9,90


N E S TA E D I Ç Ã O

Destacamos as comemorações dos seis anos do Supersimples, que representou desde a sua implantação uma verdadeira minirreforma tributária. E nada mais justo do que comemorar com um evento de gala, realizado na sede do Sebrae Nacional, em que personalidades que ajudaram na elaboração, aprovação e aperfeiçoamento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foram homenageados. A CNDL foi homenageada pela sua atuação não só no seu segmento, como para a economia brasileira. Na seção Mitos ou Verdades, desvendamos como é possível proteger-se dos crimes virtuais. O especialista em Storytelling, Fernando Palácios, questiona a forma da marca do seu negócio. Fizemos um balanço da Copa das Confederações, um aperitivo para a Copa do Mundo. Vamos conhecer as novas opções imobiliárias para o varejo e quais segmentos são os mais indicados. Leia também como surgiu o comércio em Salvador(BA). Brasil Lojista traz as novidades das Federações. ECOM 2013, seminário itinerante de comércio, negócios e meios eletrônicos de pagamento, assim como os importantes resultados da pesquisa “Uso de Crédito” realizada pela CNDL e SPC Brasil. CDL Jovem, Informe Jurídico, com assuntos relevantes sobre sustentabilidade, busca e apreensão, gorjeta, entre outras, assim como o Varejo em Frases.

A revista Dirigente Lojista é produzida pela Mídia Kitcom Comunicação

Diretor: Ariovaldo Florian ariovaldo@midiakitcom.com.br Departamento de Arte / Diagramação: Ari Junior / Demetrios Felipe arte@midiakitcom.com.br Departamento de Jornalismo: Paulo Roberto Unzelte (MTB 29.299) jornalismo@midiakitcom.com.br Colaboradora: Livia Villela livia.villela@cndl.org.br Fotografia: Divulgação / Assessoria de Imprensa. Sede: São Paulo Rua Marechal Barbacena 939 - Tatuapé Fones: 11 - 3368-1752 / 11 - 2814-6669 Rodrigo Campos rodrigo@midiakitcom.com.br

Representantes: Rio de Janeiro (RJ) Media Opportunities Ailton Guilherme Fones: (21) 7806-1999 ailtonguilherme@mobrasil.com.br Brasília (DF) Ulysses Comunicação Ulysses Cava Fones: (61) 3367-0180 / 9975-6660 ulysses@midiakitcom.com.br Porto Alegre (RS) Bureau Representações Marcos Profes Fone: (51) 3227-5433 bureau@brturbo.com.br Projeto Gráfico Mídia Kitcom Comunicação Impressão Gráfica AGBR

Os conteúdos dos anúncios publicados são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Sucesso e ótimos negócios!

A responsabilidade pelo conteúdo dos artigos assinados vincula-se integralmente a seus autores, não refletindo necessariamente a opinião da Diretoria da CNDL.

www.midiakitcom.com.br / www.cnld.org.br


PA L AV R A D O P R E S I D E N T E

Junho desastroso para o comércio brasileiro Como as manifestações e a Copa das Confederações prejudicaram o setor varejista

4 - Dirigente Lojista


PA L AV R A D O P R E S I D E N T E

No mês de junho, o indicador de vendas da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) apontou o pior desempenho do comércio desde janeiro do ano passado: um sutil crescimento de +0,67% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além disso, esse recuo representa a terceira queda consecutiva no movimento das vendas do varejo em 2013. Os dados mostram um ritmo de estagnação no comércio, afetado por uma combinação de fatores que prejudicaram as vendas no mês de junho. Primeiramente vem a inflação, que atualmente está acima da meta estipulada pelo governo e conseqüentemente reduz o poder de compra do salário do consumidor brasileiro. Em segundo lugar vêm os reflexos de um dólar mais caro, que exerce forte pressão sobre o aumento dos preços. Em outras palavras, o preço dos importados e de produtos cujas peças são cotadas em dólar tendem a aumentar e o consumidor, naturalmente, deixa de consumí-los ou — na melhor das hipóteses — reduz este consumo.

Outro ponto que explica o fraco resultado no mês de junho está na consequência que a Copa das Confederações e a recente onda de protestos causaram em todo o Brasil, sobretudo em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. Esses dois acontecimentos fizeram com que os lojistas fechassem as portas mais cedo. Além disso, em muitos lugares onde foram realizados os jogos da Copa foi decretado feriado, paralisando todo o comércio e a produção industrial. Em conversas particulares com quatro donos de grandes redes varejistas, tive conhecimento de quedas nas vendas de até 25% no mês por conta da Copa das Confederações e das manifestações. Sem mencionar os prejuízos que muitos lojistas tiveram por conta de saques e depredações. Este fraco desempenho fez com que a CNDL revisasse para baixo o crescimento do comércio em 2013. Saímos de 6% no começo do ano e agora estimamos um crescimento de 4,5%, o que mesmo assim ainda deve ser maior do que o crescimento do PIB.

A notícia não é boa, mas serve de alerta para que o Governo adote medidas urgentes para frear a inflação, cortar a farra com o dinheiro público e estimular investimentos no Brasil.

Dirigente Lojista - 5


ÍNDICE

465 EDIÇÃO

13 Pesquisa (uso do crédito)

Sua Marca tem História?

Taxas do Cartão de Crédito

Oportunidade

55 Nota

Balanço da Copa das Confederações

100 Anos de Vida Exemplar

51

6 - Dirigente Lojista

34 Varejo

56

Entrevista

Opções imobiliárias para o Varejo


SEÇÕES

Matéria de Capa Supersimples completa seis anos de benefícios para a micro e pequena empresa

41

Evento realizado na sede do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em Brasília/DF, comemora os seis anos do sistema de tributação que beneficia cerca de 7,5 milhões de empresas. Na ocasião, personalidades que ajudaram na elaboração, aprovação e aperfeiçoamento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foram homenageadas.

08

Brasil Lojista

12

CDL Jovem

24

Informe Jurídico

26

O Varejo em Frases

27

Opinião

28

Mitos ou Verdades

Proteja-se

dos crimes virtuais

61

História do Comércio

A rica história do comércio de Salvador - Bahia Dirigente Lojista - 7


B R A S I L L O J I S TA

FCDL-RS

debate projetos e melhorias para o varejo

A

FCDL-RS, realizou reunião de diretoria no dia 27 de junho na sede da Federação em Porto Alegre. Foram tratados assuntos estratégicos para a Federação e ações envolvendo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Foi apresentado um relato da visita do presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, ao ministro Guilherme Afif Domingos, com as solicitações de melhorias do ambiente legal para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Estado. Também foram apresentados detalhes da nova parceria com a HS Financeira, que está proporcionando uma nova opção de crédito para o lojista com juros atrativos.

Estiveram presentes: Presidente da FDCL/RS, Vitor Augusto Koch; Primeiro vice-presidente, Fernando Luis Palaoro; Primeiro diretor secretário, Jorge Prestes Lopes; Segundo diretor secretário, Remi Carasai; Segundo diretor financeiro, Zenir Kellermann; Consultor da FCDL/RS, Marcos Kayser; Presidente da CDL Jovem/RS, Marcos Carbone; Superintendente, Leonardo Neira; Gerente administrativa, Beatriz Sudbrck.

8 - Dirigente Lojista

FCDL/PE

realiza 5º Encontro de Líderes de SPC de Pernambuco

N

os dias 24 e 25 de junho, a FCDL/PE realizou o 5º Encontro de Líderes de SPC de Pernambuco, na cidade de Pesqueira. Na abertura do evento, no dia 24 de junho os conselheiros do SPC de Pernambuco traçaram metas para o segundo semestre do ano e discutiram as ações já realizadas. À tarde, teve início o evento principal, que contou com mais de 70 pessoas, entre presidentes e executivos das CDLs de Pernambuco. Na programação, o gerente nacional de negócios do SPC Brasil, Ronaldo Guimarães, falou dos novos produtos e serviços do sistema, e o gerente de vendas do Serasa, Gerson Lima, apresentou bons números da parceria SPC x Serasa.

A noite foi de festa. Um jantar com música ao vivo deu o clima de confraternização à ocasião. No dia 25 de junho, além do sorteio de brindes, o presidente da CDL Olinda, entidade anfitriã da Convenção Estadual deste ano, Vicente Lopes, em nome da diretoria, agradeceu a participação e apresentou um vídeo mostrando um pouco dos atrativos da cidade de Olinda.


Dirigente Lojista - 9


B R A S I L L O J I S TA

Guilherme Afif

é convidado para o Fórum Nacional do Comércio

Movimento Lojista perde grande líder do Mato Grosso do Sul

N

O presidente da CNDL Roque Pellizzaro Junior, acompanhado do vice presidente da CDL/DF José Carlos Magalhães Pinto, foram recebidos na quartafeira (10/7) em audiência pelo Ministro de Estado da Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

N

a pauta do encontro os ajustes necessários a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, além da discussão de projetos que afetam o dia a dia das MPEs, em tramitação na Câmara e no Senado. Na ocasião o ministro convidou a CNDL, através de seu presidente, a integrar o grupo de trabalho que será formado entre as entidades representativas do setor produtivo, para o desenvolvimento de trabalho conjunto com o ministério, em favor das Micro e Pequenas Empresas. Aproveitando o encontro foi protocolado convite oficial ao ministro Afif Domingos, para proferir palestra durante o Fórum Nacional do Comércio, evento que a CNDL e a CDL/DF promovem em Brasília, entre os dias 10 e 12 de outubro vindouro. 10 - Dirigente Lojista

a madrugada do dia 23 de junho, o Movimento Lojista perdeu um grande líder. O presidente da FCDL/ MS, Álvaro José Fialho faleceu aos 53 anos por Dissecção da Aorta. Álvaro não conseguiu se recuperar da cirurgia a que foi submetido no hospital Proncor Geral, onde deu entrada no dia 19 de junho. Natural de Gravataí, no Rio Grande do Sul, Filho de José Lopes Fialho e Lucia Moelles Fialho, o líder lojista foi para Campo Grande (MS) com 19 anos, quando tornou-se proprietário da Comak, empresa de máquinas e equipamentos agrícolas. Incansável defensor das causas do varejo Sul Matogrossense junto ao Movimento Lojista, deixa profunda lacuna entre os Companheiros Cedelistas, pela sua simpatia, humildade, mas sobretudo pelo espírito humanitário, sempre presente nas causas que defendia. O Presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, declarou que foi com pesar e profunda consternação que recebeu a notícia do falecimento do amigo Álvaro José Fialho. “Perdemos de forma prematura um grande companheiro que sempre esteve presente e atuante em nosso Movimento Lojista”, disse. Álvaro José Fialho deixa a esposa Maria Cristina, os filhos Álvaro e Alesi Fialho e a neta Sofi. Além de ocupar a presidência da FCDL/MS, foi Diretor na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio/MS) e Conselheiro do Serviço Social do Comércio (Sesc/MS).


B R A S I L L O J I S TA

P

elo terceiro ano consecutivo, o Sistema CNDL realiza o seminário itinerante de comércio, negócios e meios eletrônicos de pagamento. O ECOM 2013 tem como objetivo trazer mais informações, conhecimentos, melhores práticas e experiências para junto do meio empresarial brasileiro, em especial junto ao Movimento Lojista e Varejista.

O Seminário acontece nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, além de Belém (PA) e Florianópolis (SC). Confira o calendário do evento e participe! Fortaleza(CE) 7 de agosto Ponta Mar Hotel Centro de Convenções

Brasília (DF) 13 de outubro Auditório do Hotel Nacional

RECIFE (PE) 14 de agosto Hotel Golden Tulip

Cuiabá (MT) 17 de outubro Auditório do Holiday Inn Cuiabá Hotel

Belo Horizonte (MG) 20 de agosto Dayrell Hotel & Centro de Convenções

Manaus (AM) 30 de outubro Auditório do Quality Hotel Manaus

Curitiba (PR) 28 de agosto R.Candido Lopes 102

Belém (PA) 7 de novembro Local a definir

São Paulo (SP) 9 de setembro Centro Fecomercio de Eventos

Salvador (BA) 13 de novembro Auditório do Fiesta Bahia Hotel

Natal (RN) 19 de setembro Auditório do Hotel Parque da Costeira

Florianópolis (SC) 20 de novembro Hotel Majestic

Porto Alegre (RS) 26 de setembro Centro de Eventos Plaza São Rafael

Rio de Janeiro (RJ) 28 de novembro Centro Fecomercio de Eventos

As inscrições são gratuitas, veja mais informações: www.ecom2013.com.br Dirigente Lojista - 11


CDL JOVEM

O trabalho em equipe

nos torna empreendedores de sucesso

D

urante reunião da coordenação nacional de CDL Jovem, contamos com um consultor para nos auxiliar na elaboração de um planejamento estratégico para este ano. Em pauta, colocamos a importância do surgimento e manutenção das CDLs Jovem no Brasil, os valores basilares que amparam e perpassam pela Entidade, a visão e a revalidação da Missão proposta, além de levantamento dos principais problemas, soluções propostas e definição de um Plano de Ação Estratégico. Baseados nestes pontos é que começamos a elaborar nosso planejamento estratégico.

Estamos trabalhando em prol do nosso Movimento Lojista Jovem!

O que ficou claro para nós, é que devemos melhorar nossa comunicação interna da coordenação nacional, para depois trabalhar a comunicação com o Movimento Lojista Jovem. Além disso, precisamos entender um pouco mais sobre as ferramentas digitais que possuímos no dia a dia. Ao entender tudo isso e fortalecer os laços entre nós, coordenadores estaduais, é que vamos conseguir fortalecer todo o Movimento Lojista Jovem. Vamos correr para trabalhar cada detalhe que foi observado a fim de obter um resultado excelente e logo alçar novos voos.

Samuel Vasconcelos

Coordenador Nacional de CDL Jovem

Coordenadores nacionais se reúnem em Brasília A coordenação nacional da CDL Jovem esteve reunida nos dias 21 e 22 de junho, na sede da CNDL em Brasília. Durante encontro, que teve a participação do consultor Frederico Gurgel, os coordenadores elaboraram o planejamento estratégico para a CDL jovem. A reunião contou ainda com a presença do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. 12 - Dirigente Lojista


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


Pesquisa (uso do crĂŠdito)


INFORME JURÍDICO

“Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta”.

Sustentabilidade

BUSCA E APREENSÃO

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que obriga as empresas que utilizam propaganda com foco na sustentabilidade ambiental a comprovarem por que seus produtos ou serviços são ambientalmente sustentáveis. As informações devem ser trazidas nos rótulos dos produtos e no material publicitário, ainda, estarem acompanhadas de dados de referência, comprovados por companhias certificadoras ou publicados em revistas científicas, que demonstrem, quantitativamente, o diferencial “verde” da marca (PL4752/12).

A LOJA VAREJISTA NÃO TEM LEGITIMIDADE PARA AJUIZAR AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO DE BENS COMO GELADEIRAS, FOGÕES E TELEVISORES ADQUIRIDOS EM CONTRATO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA POR FALTA DE PAGAMENTO DAS PRESTAÇÕES DO FINANCIAMENTO. SOMENTE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OU DE PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO TITULAR DE CRÉDITOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS PODEM PROPOR ESSAS AÇÕES. ESSE FOI O ENTENDIMENTO DA QUARTA TURMA DO STJ QUE MANTEVE EXTINTOS DOIS PROCESSOS EM QUE UM LOJA PRETENDIA PROMOVER A BUSCA E APREENSÃO DE PRODUTOS COMPRADOS POR CLIENTES INADIMPLENTES.

Fonte: Agencia Câmara

Fonte: STJ

Gorjeta

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou o projeto que obriga operadoras de cartão de crédito ou débito a separar em fatura específica a parte das gorjetas. A regra vale para clientes de bares, restaurantes, hotéis e assemelhados objetivando o controle dos trabalhadores do que realmente lhes cabe. Em caráter conclusivo, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (PL 6787/10). Fonte: Agência Câmara

Hora certa O Tribunal de Justiça paulista reconheceu a constitucionalidade da Lei Estadual 13.747/09 que determina que os fornecedores de bens e serviços localizados no Estado são obrigados a fixar data e turno para realização dos serviços ou entrega dos produtos aos consumidores. O relator, desembargador Alves Belavicqua, observou que “a lei estadual 13.747/09 não tem o vício de inconstitucionalidade, nem ocupa a esfera reservada, privativamente, à União Federal. Visa detalhar a proteção ao consumidor e não a regulação da atividade profissional, mediadora entre produção e consumo, que promove a circulação comercial de mercadorias”, concluiu o magistrado. Fonte: TJSP

24 - Dirigente Lojista


INFORME JURÍDICO

Comissão

Salário

O não pagamento dos salários no prazo legal, de forma reiterada é motivo para se reconhecer a rescisão indireta do contrato de trabalho. Uma empresa foi condenada ao pagamento das parcelas decorrentes da dispensa sem justa causa além de indenização por danos morais ao trabalhador diante dos atrasos no pagamento dos seus salários. O relator do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, salientou que o fato de o empregado se sujeitar a determinadas condições na empresa, ainda que por vários anos, decorre não só de sua hipossuficiência, "mas de sua preocupação em manter o seu trabalho e, por conseguinte, o seu meio de subsistência". Fonte: TST

CTPS A Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais aprovou uma nova súmula reiterando que, para fins de benefícios previdenciários, a anotação do vínculo empregatício na carteira de trabalho é suficiente.A Súmula 75 reconhece que se a carteira de trabalho estiver em bom estado, a anotação de vínculo de emprego é válida mesmo que não conste em cadastro de âmbito nacional. Fonte:ACCJF

O representante comercial não pode sofrer descontos nas comissões a ele devidas, a não ser nas hipóteses legalmente previstas. E a lei autoriza o desconto apenas nas hipóteses em que a falta de pagamento resultar de insolvência do comprador, bem como se o negócio for desfeito por ele mesmo ou for sustada a entrega de mercadoria em virtude da situação comercial do comprador (Lei 4.886/65, alterada pela Lei 8.420/92, artigo 33, §1º). A representada foi condenada a restituir ao representante os valores correspondentes aos descontos indevidos em suas comissões. Fonte: TST

Intervalo menor

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, recebeu o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, acompanhado de representantes de centrais sindicais. Eles apresentaram ao presidente do TST um entendimento conjunto que propõe a redução do descanso para almoço (intervalo intrajornada) por acordo coletivo. As decisões atuais do TST são no sentido de invalidar a redução desse intervalo mínimo de uma hora para repouso e alimentação, previsto no artigo 71 da CLT, por considerar a ausência desse descanso prejudicial à saúde do trabalhador. Fonte: TST

Em ALTA:

protestos ordeiros pelo país que fortalecem a democracia.

Em BAIXA:

protestos desordeiros que retiram a legitimidade do ato. Por: André Luiz Pellizzaro E-mail: assejur@cndl.org.br Twitter: @PELLIZZAROANDRE Blog: www.pellizzaro.adv.br/blog

Dirigente Lojista - 25


O VA R E J O E M F R A S E S

“A complexidade do nosso sistema tributário dificulta o estabelecimento e a viabilização das novas regras” Roque Pellizzaro Junior, Presidente da CNDL.

Joana Joanora das Neves, presidente da FCDL/RO.

Eduardo Catão, presidente da CDL Recife sobre a Copa do Mundo de 2014

26 - Dirigente Lojista

“É de extrema importância promover a integração das CDLs, objetivo que só alcançaremos com esse tipo de movimentação. A FCDL tem como meta promover uma gestão integrada, por isso sempre procuramos ouvir os integrantes de nossa federação”

“É preciso que lojistas e comerciários se engajem para oferecer um serviço de qualidade e um atendimento personalizado. Resta a todos nós o esforço para fazer desta competição uma festa bonita para todos os visitantes”

“Não por acaso, o foco inicial é o CDL Celular, um modelo inovador de telefonia que está revolucionando o segmento” Romão Tavares Rocha, presidente da CDL Goiânia em mensagem aos lojistas do Estado.

“Essa é uma grande oportunidade para que os nossos empresários apareçam de forma diferente. Pois quem não aparece não é lembrado. A Expofeira abre caminhos para negócios imediatos e futuros promovendo a economia da região e fomentando as nossas empresas” Luciano Fischer, presidente da CDL Concórdia sobre Expofeira realizada no município.


OPINIÃO

E AGORA, JOSÉ? As recentes manifestações ocorridas no Brasil surpreenderam o mundo, mas certamente surpreenderam muito mais os próprios brasileiros, principalmente pela falta de lideranças específicas e pela diversidade de reivindicações que se observa nas ruas, onde grupos minoritários uniram-se para formar uma força popular nunca vista no País, sem que houvesse esse objetivo inicial. Simplesmente aconteceu.

C

ontrariando a pecha de povo passivo, o País do Futebol levantou-se reivindicando mudanças na condução das políticas públicas no momento em que menos se esperava isso: durante a realização da Copa das Confederações, quando, na verdade, se esperava que o povo festejasse o circo e esquecesse o pão. Ledo engano. “ Havia, sim, uma Copa no meio do caminho, e foi no meio dessa Copa que o povo achou um caminho.” Esse caminho de luta popular que parecia não fazer mais parte da alma do povo brasileiro reforça-se, sem dúvidas, pela militância dos usuários das redes sociais e isso tem atordoado os governos do mundo inteiro, afinal, como negociar com um movimento absolutamente plural cujas frentes reivindicatórias multiplicam-se diariamente se não há lideranças que a conduzam?

Essa ausência de lideranças que a principio pareceu positiva, pois dava mais legitimidade à pressão popular, agora pode se configurar um problema, visto que parte dessa massa está desgovernada. O crescente enfrentamento entre supostos militantes que optam pelo vandalismo para estabelecer suas reivindicações acabou por acolher bandidos que se aproveitam da aglomeração para praticar crimes contra o patrimônio público e privado, o que é inaceitável em uma democracia. Destaco sobremaneira os danos causados à atividade do comércio, com prejuízos incalculáveis a empresas e funcionários. Os números desse prejuízo estão em todas as mídias e é tremendamente injusto que alguém que lutou para construir um patrimônio o veja destruído pela ação de baderneiros que saqueiam em proveito próprio - não estando nem um pouco envolvidos com as causas sociais, pois, quem defende justiça, a deseja para todos. Defendo o povo José, esse que batalha arduamente dentro de sua invisibilidade social e é vítima da má

distribuição de renda. Esse que faz o comércio e para o qual o comércio foi feito. Esse que dignifica com o suor do seu rosto o trabalho construtivo. Esse José que está se dando voz, que é anônimo, mas não é alienado. Esse José carente de tudo e que precisa de políticas sérias, voltadas para o viver digno.

Em contrapartida, vejo nesse “José” que saqueia e destrói o patrimônio alguém que pode acabar por invalidar as reivindicações do José trabalhador, pois coloca a sociedade contra as manifestações. E agora, José, qual de vocês vai prevalecer?

Honório Pinheiro

Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará.


MITOS OU VERDADES

Proteja-se dos crimes virtuais Viver sem internet é praticamente impossível nos dias de hoje, Não é preciso listar os seus benefícios, porém seu uso também exige responsabilidade para que os cibercrimes sejam evitados e você não se transforme na próxima vítima. 28 - Dirigente Lojista

A

tualmente somos totalmente dependentes da internet, ainda mais com as facilidades de acesso à rede de qualquer lugar e a qualquer hora. Passamos horas navegando e muitas vezes nem percebemos os riscos que corremos. Em contrapartida, os mal-intencionados se especializam e se atualizam para fazer novas vítimas virtuais. A consequência é que os cibercrimes tiveram um grande crescimento. Estudos apontam que o Brasil é o nono país no mundo com mais registros neste tipo de crime. Mas é possível evitar cair nos golpes tomando alguns cuidados. Preparamos uma série de recomendações bastante úteis, acompanhe.


MITOS OU VERDADES

De acordo com a Norton, uma das maiores fabricantes de antivírus do mundo, há sete temas que precisam ser desmistificados:

01

Os criminosos ainda não descobriram os equipamentos móveis: O número de ameaças direcionadas a equipamentos móveis cresceu 58% no último ano. E quase um terço das novas ameaças que tem como principal objetivo o roubo de informações pessoais dos internautas que usam o equipamento móvel para armazená-las ou enviá-las para terceiros. Podemos dizer que: onde existe possibilidade de ganho financeiro, também existe algum cibercriminoso atuando.

02

As redes sociais são seguras: As mídias colaborativas também são alvo dos

03

Os produtos da Apple não são vulneráveis a malwares: Apesar do sistema

04 05 06 07

cibercriminosos. Somente no último ano, 56% dos ataques direcionados às redes sociais vêm de cartões de presente falsos e pesquisas fraudulentas. O número de sites de phishing (que tentam adquirir dados pessoais de diversos tipos; senhas, dados financeiros como número de cartões de crédito e outros dados pessoais) que se disfarçam como redes sociais aumentou 125%.

operacional da Microsoft, ainda é o principal alvo dos criminosos virtuais, mais de 600 mil computadores Mac foram infectados com um malware chamado Flashback, em 2012. O malware é um software destinado a se infiltrar em um sistema de computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar alguns danos, alterações ou roubo de informações (confidenciais ou não).

Os antivírus gratuitos protegem as informações dos usuários: Há alguns tipos de malwares que exigem uma proteção que vá além do nível básico que o antivírus gratuito oferece. O “Ransomware”, um malware que sequestra o computador e exige pagamento de resgate do usuário para libertá-lo, é um dos exemplos mais cruéis de ameaças on line, principalmente pela dificuldade de se livrar dele e por ser bastante sofisticado. Assim, vale a pena investir num antivírus.

É possível identificar facilmente um site falso pelo seu endereço no navegador: Atualmente, muitos sites falsos parecem iguais aos portais oficiais de marcas conhecidas. O número de sites fraudulentos mais que duplicou em 2012.

Se não há acesso a sites duvidosos o computador não será infectado: Você sabia que 61% dos sites duvidosos são portais legítimos que foram comprometidos e infectados com códigos maliciosos? Os sites ligados a negócios, tecnologia e e-commerce estão no top 5 de hospedagem de códigos maliciosos. Evite-os.

Caso seja vítima de crimes on line, o usuário saberá imediatamente: Também não é verdade. Os cibercriminosos conseguem invadir e danificar o equipamento sem serem percebidos. Por exemplo, a máquina pode ser parte de um ‘botnet’ (uma rede de computadores que é controlada remotamente) e passa a enviar spams ou participar de ataques generalizados sem o conhecimento do seu dono. Dirigente Lojista - 29


MITOS OU VERDADES

Como evitar os cibercrimes Especialistas recomendam que os usuários procurem sempre ter um comportamento seguro na internet. Para isto, adote senhas complexas e únicas para cada conta que possuir, por exemplo, em portais de banco e e-commerce. Nunca abra links duvidosos ou abra arquivos recebidos de um remetente desconhecido. Tenha cuidado ao compartilhar informações pessoais ou de terceiros em suas redes sociais. Também é recomendável contar com uma solução de segurança completa, original e atualizada para proteger todos os dispositivos conectados à internet. No mercado nacional encontramos diversas opções disponíveis. Consulte um especialista ou o site dos principais fabricantes e se informe qual versão é a mais indicada para o seu caso. O importante é não ficar desprotegido.

Cuidado com os e-mails recebidos Os e-mails recebidos também podem representar uma grande ameaça. Conheça três ações básicas para evitar ser pego de surpresa por um vírus oriundo de e-mails.

01

Fique atento aos e-mails recebidos de lojas de comércio eletrônico, pois podem ser falsos. Nunca coloque seus dados pessoais em formulários gerados a partir de links apresentados nestes e-mails.

02

Não faça download, nem execute arquivos anexos aos e-mails, pois podem instalar em seu computador arquivos maliciosos.

03

Deixe habilitado o bloqueador de spams, para que rejeite de forma automática as mensagens de origem duvidosa que forem encaminhadas.

30 - Dirigente Lojista


MITOS OU VERDADES

A senha é a sua segurança Parece repetitivo, porém a sua senha é particular e intransferível. Siga as seis regras para evitar problemas que apresentamos e fique mais tranquilo.

01 02

03

04 05 06

A senha deve ter pelo menos oito caracteres, sendo letras maiúsculas, minúsculas e números, aleatoriamente escolhidos.

Não escolha senhas que sejam fáceis de descobrir. Data de nascimento, aniversário de familiares, nomes de pessoas próximas, time favorito, dados do endereço, animal de estimação, são as senhas mais usadas e por isto são manjadas e fáceis de serem descobertas pelos cibercriminosos, principalmente após estes roubarem seus dados.

Nunca forneça informações pessoais pela internet. Existe uma modalidade de ação de criminosos cibernéticos chamada engenharia social, que é a versão cibernética do estelionatário. Os criminosos “seduzem” a vítima fornecer uma série de informações pessoais e fazem uso destes dados para descobrir a senha ou outras informações sensíveis, entre outros riscos.

Nunca utilize a mesma senha para atividades diferentes. Tenha senhas diferentes para transações bancárias, e-mails e cadastro em sites de comércio eletrônico.

Mantenha em sigilo suas senhas e não as salve no computador. Altere as senhas constantemente.

Não se esqueça de clicar em sair (logout) depois que realizar a sua compra, principalmente se utilizar um computador compartilhado por outras pessoas. Dirigente Lojista - 31


MITOS OU VERDADES

Programas para a segurança Alguns programas são considerados essenciais e podem ser baixados gratuitamente da própria internet, desde que a sua origem seja confiável.

1 - Antivírus:

programa que detecta e remove arquivos maliciosos. Entre os usuários do sistema operacional Windows, os antivírus mais utilizados são o Avira, Kaspersky, Norton, McAfee, AVG, Avast, etc. Nos demais sistemas operacionais, como por exemplo, o Linux, a incidência de vírus e outros programas maliciosos é bem menor, mas mesmo assim não abra mão de um antivírus.

2 - Antispyware:

programa para detectar e remover trojans (cavalo de tróia) que monitorem as atividades do usuário de computador. Os antispyware mais conhecidos são o Lavasoft Ad-Aware, Spybot Search & Destroy, Microsoft AntiSpyware.

3 - Firewall:

programa que evita invasão em um computador, cria um filtro entre as comunicações de uma rede com outra (parede corta fogo). São muito usados o ZoneAlarm e o Ashampoo Firewall. É importante que todos os programas sejam atualizados automaticamente. O sistema operacional (SO) e o navegador também precisam ser atualizados. As atualizações são desenvolvidas para aperfeiçoar e corrigir suas vulnerabilidades e quanto mais atualizado estiver seu computador, mais protegido você estará. Se necessário, consulte um técnico no assunto.

32 - Dirigente Lojista


MITOS OU VERDADES

Navegue tranquilo Especialistas em internet são unânimes em afirmar que o uso ético e correto da rede já é uma garantia para evitar os crimes cibernéticos, assim como cuidados preventivos facilmente aplicados. O advogado Jonatas Lucena é especialista em crimes na internet e aponta: “Posso afirmar que é impossível alcançar 100% de segurança na internet, pela agilidade e rapidez que a rede trabalha. Os criminosos acompanham o ritmo e sempre apresentam uma nova forma de agir. É por esta razão que o usuário precisa ter uma atitude responsável. Acesse apenas sites confiáveis e nunca forneça a sua senha para ninguém. Tenho que lembrar que se alguém cometer crimes com a sua senha, você será responsabilizado. Tenha muita atenção neste sentido”. Jonatas destaca que infelizmente a maioria dos crimes virtuais é decorrente da falta de cuidado dos usuários: “As pessoas acabam não prestando atenção em conceitos simples e de baixo custo. É comum o usuário “dar brecha” e os criminosos aproveitam a oportunidade. Suas senhas são confidenciais e devem ser alteradas com frequência. Não perca a chance e capriche na proteção da sua máquina e dos seus dados e navegue tranquilo e aproveite ao máximo o que a internet oferece”. As dicas aqui apresentadas devem ser aproveitadas na sua totalidade, independentemente que seja em caráter profissional ou particular. Os lojistas devem estar antenados com o assunto e preparados para proteger-se, pois assim o seu negócio estará seguro, assim como seus clientes.

Segurança nos aparelhos móveis A forma mais eficaz para tornar seus aparelhos móveis mais seguros é com a utilização de senhas. O conceito é o mesmo, ou seja, senhas complexas que devem ser alteradas regularmente. Só desta forma o acesso às suas informações pessoais será dificultado, mesmo que seu aparelho seja roubado ou perdido. Proteja as suas informações bancárias e evite ao máximo checar seus e-mails ou saldo de conta bancária em rede Wi-Fi pública. Redes públicas e sem seguranças são os ambientes favoritos dos cibercriminosos. Também é possível instalar um software de segurança em telefones e tablets. Assim, se eles forem roubados ou perdidos, é possível localizá-los, bloqueá-los e até mesmo apagar todo o conteúdo remotamente, evitando o acesso aos seus dados pessoais

Dirigente Lojista - 33


VA R E J O

Sua marca tem história?

Você pode ser dono de uma rede de lojas ou ter acabado de abrir um pequeno espaço comercial, não importa, o fato é que seu negócio é uma marca. Agora, se a sua marca é forte ou não, aí é outra história.

34 - Dirigente Lojista


VA R E J O

Uma marca que faz musculação pode proporcionar inúmeros benefícios para um negócio. Vamos falar de três dos principais: A primeira vantagem é que uma marca forte permite preços mais altos. O consumidor enxerga valor quando o produto ou serviço vem acompanhado por uma boa marca. Já ouvi dizer que basta bordar um crocodilo que, pronto, uma camisa passa a valer cinco vezes mais. Só que não é um crocodilo qualquer. Tem que ser aquele que representa fortemente uma marca de esportes de elite. Nesses casos, muita gente chama a marca de 'grife', mas não apenas os produtos de luxo estão sujeitos a esse poder de multiplicar a receita. De um par de meias à companhia aérea, qualquer segmento pode ter uma marca que agrega valor.

Marca é um conceito abstrato, mas podemos comparar com a bandeira de um País, no sentido de que carrega muitos significados e expectativas. Até por isso, quando a marca é forte ela é capaz de atrair talentos. Da mesma forma que tantas pessoas querem viajar para Paris por todas as promessas de uma cidade encantadora, muita gente escolhe onde trabalhar pela marca. Tenho um amigo que abriu mão de uma carreira sólida para trabalhar como vendedor na loja da Ferrari, simplesmente por que “é pra Ferrari, né?”. Digo mais: não só atrai os melhores funcionários, como ainda faz com que sempre estejam motivados e orgulhosos em trabalhar lá.

Em última instância, a marca é um escudo em momentos de crise. Vamos supor que um atendente esteja num dia ruim e acabe prestando um serviço lamentável. Se a marca da loja for ruim, o consumidor vai comentar algo como “essa loja, viu? Vou te contar. Serviço péssimo. Não volto mais.” Agora, se a marca for forte, o mesmo consumidor vai dizer “adoro essa marca, mas na última compra tive um problema com a atendente, vocês deviam contratar outra pessoa”.

Viu? A culpa não é mais da marca, agora é da pessoa.

Dirigente Lojista - 35


VA R E J O

uma marca forte aumenta a elasticidade de preço, atrai os melhores talentos e protege a reputação do negócio em momentos de crise. Isso tudo acontece porque o nosso cérebro assimila as informações de forma narrativa. A partir do momento que temos uma base de pensamento, as novas informações devem ser imputadas para reforçar aquela percepção inicial. Sempre que você simpatiza, admira ou até idolatra alguma marca, você vai assimilar qualquer nova informação para que esse sentimento continue sendo verdadeiro, mesmo que tenha que relevar ou até encontrar desculpas para eventuais falhas. 36 - Dirigente Lojista

O oposto também é verdadeiro. Sempre que for obrigado a consumir produtos ou serviços de marcas que desgosta, a intuição será por procurar o defeito. Marcas fortes são os melhores amigos e marcas mais fracas são os vilões da história, que você torce para que sejam derrotados ao final.

Resumindo,


VA R E J O

Bom, mas como se constitui essa narrativa interior, essa história que a gente se conta? Do mesmo jeito que se monta um quebra-cabeças. Imagine alguém viajando para algum lugar desconhecido e decidindo um restaurante. Nenhuma das opções será conhecida, então para a pessoa, nenhuma daquelas marcas é forte. A não ser pelas cadeias internacionais e não por acaso tantos turistas acabam optando por elas. Mas se o viajante decidir algo novo, cada informação vai chegar como uma pequena peça: a iluminação, o cheiro, a temperatura, a organização, os temas, os preços... e para cada restaurante o viajante vai se esforçar pra organizar essas pecinhas e montar uma imagem que faça sentido. Dali pra frente, ele vai buscar encaixar as novas peças para que completem aquela imagem que ele montou na cabeça.

Muitas vezes esse quebra-cabeças começa muito antes de se chegar até a loja. Um anúncio na revista pode servir como um punhado de pecinhas, por exemplo. Entre tantas lojas desconhecidas, tem uma que ele já tem uma vaga ideia do que esperar.

Tudo o que acontecer dali em diante será como um novo episódio nessa grande narrativa da marca. Voltando à pergunta do título, a resposta é que sim, sua marca tem história, mas de nada vale se não souber contá-la com maestria e encanto.

O fator decisivo para completar o quebra-cabeças é a experiência de compra. Assim que terminar o processo, o consumidor vai considerar aquelas peças que estiverem sobre a mesa como a imagem final, mesmo que não esteja completa. Se faltar peças, ele vai imaginar por conta própria. Dali para frente, a marca deixa de ser uma imagem estática e se torna uma espécie de filme. A foto ganha movimento e vira vídeo.

Como fazer para fortalecer a marca usando uma história? Isso é assunto para a próxima edição

FERNANDO PALACIOS,

é sócio-fundador do primeiro escritório de Storytelling no Brasil e ministra cursos regulares sobre o assunto na ESPM-SP.

Dirigente Lojista - 37


assinatura.dirigentelojista@cndl.org.br (61) 3213.2000 - Linha Direta para Assinaturas


t

C A PA

Supersimples completa seis anos de benefícios para a micro e pequena empresa Evento realizado na sede do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em Brasília/DF, comemora os seis anos do sistema de tributação que beneficia cerca de 7,5 milhões de empresas. Na ocasião, personalidades que ajudaram na elaboração, aprovação e aperfeiçoamento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foram homenageadas.

Dirigente Lojista - 41


C A PA

O Supersimples surgiu com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, aprovada em 2006, e entrou em vigor em julho de 2007. Desde então, este sistema de tributação possibilitou que as micro e pequenas empresas recebam um tratamento tributário diferenciado por meio da unificação de oito impostos e redução de até 40% da carga tributária. 42 - Dirigente Lojista

A importância do Supersimples para a economia brasileira é incontestável e é comprovada pela expressiva arrecadação de R$ 200 milhões, e a adesão de aproximadamente 7,5 milhões de empresas ao sistema. Com tantos bons resultados, nada mais justo do que comemorar o aniversário de seis anos do Supersimples com um evento de gala, realizado na sede do Sebrae Nacional, em Brasília/DF, na noite de 25 de junho.

Um novo tempo para o empresariado Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o grande número de adesões de empresas é o melhor exemplo do sucesso do Supersimples: “Em apenas seis anos, que é relativamente um curto prazo de tempo, cerca de 7,5 milhões de empresas aderiram ao Supersimples. Isto comprova que quando a lei é boa, ela tem adesão e todo mundo ganha com isso". Barretto também destacou que a criação do Supersimples foi um passo de extrema importância que o país deu nos últimos anos.

"Esse foi um tema que mudou o Brasil. Era fundamental dar um tratamento diferenciado para o nosso empresariado e diminuir a carga tributária e a burocracia para facilitar a vida dos donos dos pequenos negócios".


C A PA

Empreendedorismo cresce no Brasil A última década ficou marcada pelo crescimento do empreendedorismo no Brasil. De acordo com o presidente do Sebrae, há três razões relevantes para este quadro positivo: “Julgo que a ampliação do mercado consumidor com a nova classe média, o aumento da escolaridade dos brasileiros, que permitiu que as empresas tivessem uma maior sobrevivência, e a criação da figura jurídica do Microempreendedor Individual (MEI), fez com que mais de três milhões de brasileiros que empreendiam na informalidade se legalizassem de forma rápida, desburocratizada e com baixíssimo custo foram muito importantes”

Melhorar sempre Apesar dos bons resultados, há a necessidade do Supersimples melhorar cada vez mais o ambiente legal para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Há a previsão de diversas ações para o aperfeiçoamento deste sistema tributário, sendo que alguns dos pontos principais são:a criação de mecanismos que facilitem a abertura e o fechamento das empresas, a revisão da substituição tributária que em alguns estados anula os benefícios tributários do Supersimples, a inclusão de novas categorias no sistema, a ampliação de crédito e a criação de um modelo tributário de transição que permita que as pequenas empresas cresçam.

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, também esteve presente às comemorações e destacou as conquistas e desafios que o Supersimples deverá enfrentar no futuro. Para o ministro, o Supersimples é uma minirreforma tributária que o Brasil conseguiu colocar em prática há seis anos. Afif Domingos revelou estar trabalhando junto com o governo para que seja criada uma área de livre comércio entre as micro e pequenas empresas de países de língua espanhola e portuguesa, permitindo a expansão de diversos negócios. Outra novidade anunciada pelo ministro é que está sendo estudada pela pasta da Previdência Social a criação de um carnê para que a inadimplência entre os microempreendedores individuais caia.

Dirigente Lojista - 43


C A PA

Homenagens

Homenageados na Cerimônia de seis anos do Supersimples

Luiz Barretto, Presidente do SEBRAE

44 - Dirigente Lojista

Ministro Guilherme Afif Domingos

A noite de gala reuniu importantes nomes da economia nacional e também homenageou microempreendedores individuais, deputados, senadores, ministros e membros de entidades ligados aos pequenos negócios que ajudaram na elaboração, aprovação e aperfeiçoamento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.


C A PA

Edson de Oliveira representou os microempreendedores individuais de todo o Brasil.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, juntamente com outras seis instituições, foi homenageada pela sua expressiva atuação não só no seu segmento, como para a economia brasileira. As demais instituições homenageadas foram a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), a CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Comicro (Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas) e a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Os ex-presidentes do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae Nacional, Armando Monteiro e Adelmir Santana, além dos diretores-presidentes Silvano Gianni e Paulo Okamoto, assim como as personalidades ministro Guilherme Afif Domingos, senadora Ana Amélia, deputados Claudio Puty, Otávio Leite, Mendes Thame e Guilherme Campos e os secretário Carlos Melles e Luiz Carlos Haully também foram agraciados.

Armando Monteiro homenageado pelo diretor do Sebrae, José Claudio dos Santos.

Pepe Vargas e Luiz Barretto.

Paulo Okamotto e Luiz Barretto.

José Pimentel e Luiz Barretto.

Adelmir Santana com o diretor do Sebrae, José Claudio dos Santos.

Deputado Pedro Eugênio e Luiz Barretto.

Também receberam homenagens os presidentes e expresidentes da Frente Parlamentar das MPEs, ministro Pepe Vargas, senador José Pimentel, deputado Pedro Eugênio e o ex-deputado Claudio Vignate, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dirigente Lojista - 45


C A PA

A palavra da CNDL

Roque Pellizzaro Junior, Presidente da CNDL.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, através de seu presidente Roque Pellizzaro Junior, representando o Sistema CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas/ Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas/ Câmaras de Dirigentes Lojistas e o SPC Brasil não poderia deixar de expressar a opinião num momento tão importante como este exaltando os seis anos do Supersimples e a necessidade de ajustes neste sistema tributário:

“Há seis anos tivemos uma grande vitória para todos os médios e pequenos empresários de todo o país, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e o Simples Nacional. Porém, a realidade de mercado á época da edição da Lei mudou e, por isso, é necessário que façamos ajustes. Precisamos dar velocidade a este processo no Congresso Nacional, principalmente no fator ‘substituição tributária’, uma vez que, esta, quando implementada pelos Estados, rasga os benefícios gerados à época da aprovação da Lei”.

Presidente do Sebrae destaca a importância do Supersimples A Revista Dirigente Lojista como único veiculo de comunicação representativo do empresário lojista esteve presente e ouviu também o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, que pronunciou-se da seguinte forma: “O Supersimples diminuiu os impostos e a burocracia, e ainda, ampliou as chances de mercado para empresas que tenham faturamento anual de até R$ 3,6 milhões por ano. O regime é uma espécie de minirreforma tributária que incentiva o empreendedorismo. Quando a lei é boa, ela tem adesão e todo mundo ganha com isso. Os empresários de pequeno porte ganharam um tratamento diferenciado e uma redução, em média, 40% do valor dos impostos e unificou o pagamento de oito deles em um único boleto. Os governos federal, estadual e municipal aumentaram sua arrecadação - seja nos impostos e taxas federais, seja no ICMS e no ISS - com valores bem superiores à inflação do período. As empresas inscritas no Supersimples já somaram mais de R$ 200 bilhões em arrecadação de tributos para a União, Estados e Municípios. E o número de optantes do regime passou de 2 milhões para mais de 7 milhões de empresas nos últimos seis anos. O salto inclui os três milhões de microempreendedores individuais, categoria que fatura por ano até R$ 60 mil. Desconheço qualquer outro movimento tão expressivo de formalização da economia no mundo. Vejo a necessidade de cada vez mais melhorar o ambiente legal para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas no nosso País”

46 - Dirigente Lojista

Presidente do Sebrae, Luiz Barretto.


C A PA

Supersimples é destacado por Dilma Rousseff Dilma Rousseff fez questão de destacar o Supersimples na coluna “Conversa com a Presidenta!” de 2 de julho. Dilma Rousseff respondeu à pergunta de Aleksandra Pinheiro, 35 anos, jornalista e moradora de Salvador sobre incentivo fiscal para as microempresas. Dilma disse que os microempresários já contam com um instrumento de incentivo fiscal, o Supersimples, que dá tratamento diferenciado a cerca de 7,5 milhões de pequenos negócios do comércio, da indústria e do setor de serviços, com menores ônus tributários e burocráticos.

Presidenta da República Dilma Rousseff.

“O Supersimples unificou o pagamento de oito tributos, sendo seis federais e dois municipais. Ele atinge hoje a grande maioria das empresas e foi reforçado no início de 2012 com um aumento de mais de 50% no limite máximo para a opção. Atualmente permite a participação de empresas com receita anual de até R$ 3,6 milhões. Também a partir de 2012, o Microempreendedor Individual pode faturar até R$ 60 mil anuais, pagando importância fixa mensal, basicamente voltada para a Previdência Social. Já são mais de três milhões de microempreendedores criados”. destacou Dilma Rousseff.

Cerimônia de seis anos do Supersimples

Dirigente Lojista - 47


C A PA

CNDL recebe placa de reconhecimento por atuação na consolidação do Supersimples

Livro conta a trajetória do Supersimples Durante a comemoração dos seis anos do Supersimples, o Sebrae lançou o livro “Seis anos do Supersimples. A criação de um ambiente favorável aos pequenos negócios”, que apresenta toda a trajetória deste sistema tributário. A publicação é composta por 59 artigos de personalidades que trabalharam para criar, aprovar e colocar em prática o que é considerado como uma minirreforma tributária. Há ainda na obra uma série de textos elaborados por ex-presidentes, governadores, ministros, senadores, deputados, ex-prefeitos, presidentes de confederações e federações de classes, sindicalistas e líderes dos órgãos de controle.

48 - Dirigente Lojista


C A PA

Definição de microempresa e de empresa de pequeno porte Consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro), devidamente registrados no registro de empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que dentro dos limites de receita bruta previstos na legislação.

Impostos aglutinados pelo Supersimples O Supersimples unifica oito impostos: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IPRJ), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), PIS/Pasep, Contribuição para o INSS, Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Vale lembrar que os dois últimos impostos são de responsabilidade dos governos estadual e municipal, o que, como já foi dito, vai depender de legislação específica para serem incluídos no Supersimples, apesar de alguns estados já terem essa legislação. Além da unificação dos impostos, quem estiver no sistema não é obrigado a pagar contribuições instituídas pelas entidades de serviço social autônomo como Sebrae, Senac ou Sesc, além de contribuição sindical patronal ou qualquer imposto sindical previsto na CLT. Outros impostos, no entanto, vão continuar a ser cobrados a parte, entre eles o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF), Imposto de Importação, PIS, Cofins e IPI na importação, Imposto de Exportação, Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (IPTR), INSS relativo ao empregado e ao empresário, Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os empregados e o ICMS e ISS em regime de substituição tributária e na importação

Dirigente Lojista - 49


2013

Confirme a sua presença e o seu sucesso nos negócios.

Quem é do varejo marca presença no BR Week: o maior e mais completo evento de varejo da América Latina. De 29 a 31 de julho – Hotel Transamérica – SP.

@brweek

/brweek

brweek.com.br

SÓ MESMO OS GRANDES LÍDERES DO VAREJO PARA AJUDAR VOCÊ A SAIR NA FRENTE NOS NEGÓCIOS.

MANUEL CORRÊA

Diretor-Geral da Saint Gobain – Telhanorte

SONIA HESS Presidente da Dudalina

JOSÉ BAETA TOMÁS JOSÉ DOMINGO BARRAL CEO da

DEUSMAR QUEIRÓS

GERMÁN QUIROGA

Sonae Sierra Brasil

Presidente do Sonda Supermercados

ALAIN BENVENUTI

RENATO MENDES

ROMEU ZEMA NETO

MICHEL SARKIS

VP Comercial Perecíveis do Walmart

Presidente da Farmácia Pague Menos

Head of Corporate Affairs da Netshoes

Diretor-Geral da Eletrozema

CEO da Nova Pontocom

CEO da In Brands

E mais E OS JORNALISTAS

Alain Ryckeboer – Diretor-Geral – Leroy Merlin Alfredo Pinto – Vice-Presidente – Bain & Company Cristina Franco – Presidente – ABF e Diretora – Grupo Multi Hugo Bethlem – Presidente – Conselho de Administração – Dotlegend Marcelo Cherto – Presidente – Grupo Cherto Ronaldo Pereira – CEO – Óticas Carol

Caio Blinder – Jornalista e Apresentador Christiane Pelajo – Jornalista Millena Machado – Repórter e Apresentadora Ricardo Boechat – Jornalista e Apresentador

29/7 – Visitas Técnicas – Telhanorte, Shopping JK Iguatemi e Livraria da Vila. Consulte. 30 e 31/7 – Congresso – Confira a grade completa no site: www.brweek.com.br

Para patrocinar: comercial@gpadrao.com.br • (11) 3125 2236

Inscreva-se. Pacotes sob medida para grupos. eventos@gpadrao.com.br • (11) 3125 2200 Patrocinadores Exclusive

Supreme

Utility

Creative

GRÁFICA E EDITORA

Silver

Gold

Apoio

Parceiro Estratégico de Conteúdo

Agência Oficial

Apoio Visitas Técnicas

Realização

Organização

Apoio de Mídia


OPORTUNIDADE

B A L A N Ç O D A C O PA DAS CONFEDERAÇÕES A Copa das Confederações foi realizada de 15 a 30 de junho em seis cidades brasileiras e foi um “aperitivo” para a Copa do Mundo. O balanço em relação ao comércio mostrou que há muitas oportunidades para serem exploradas.

A Festa dos Turistas A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) apontou que os turistas gastaram R$ 311,5 milhões durante os 15 dias da competição. A estimativa levou em conta os gastos dos turistas brasileiros e estrangeiros, além das seleções e suas devidas delegações. Os estudos da Embratur apontaram que o turista estrangeiro ficou em média cerca de dez dias no local do jogo, enquanto o brasileiro permaneceu três dias

O presidente da Embratur, Flávio Dino, analisou os números da seguinte forma: “A Copa das Confederações é um evento voltado mais para o público interno e um teste para a Copa do Mundo. Por esta razão o impacto dos gastos do turista brasileiro é maior. A Copa do Mundo de 2014 já é diferente e o Brasil receberá um número massivo de estrangeiros”.

Flávio Dino,

Presidente da Embratur

Dirigente Lojista - 51


OPORTUNIDADE

Maioria dos turistas ficou satisfeita O Ministério do Turismo divulgou os resultados de um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) sobre a infraestrutura e os serviços turísticos da Copa das Confederações. O levantamento apontou que o grau de satisfação de turistas brasileiros e estrangeiros ficou acima de 50% em mais da metade dos serviços avaliados. 52 - Dirigente Lojista

Comércio não se preparou para o evento Estudo inédito encomendado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que três entre cinco comerciantes das cidades-sede, ou seja, 59%, não se prepararam para a Copa das Confederações. Verificou-se que o principal motivo para a falta de interesse (27%) é a ausência de perspectiva de retorno compensador. A pesquisa foi feita com 1.276 lojistas e prestadores de serviços nas seis cidades-sedes.

Destaque ainda para a informação que entre os empresários que se prepararam para o evento, 42% começaram a fazê-lo há menos de três meses. As principais ações tomadas foram o treinamento da equipe (51%), ampliação do estoque (42%) e o aumento da variedade de produtos e serviços ofertados (37%). O levantamento revelou que 83% dos lojistas entrevistados acreditavam que a Copa das Confederações traria novas oportunidades de negócios. Paradoxalmente a esta informação, 84% dos entrevistados nunca participou de palestras ou treinamentos de capacitação no atendimento ao turista. Fortaleza foi a cidade onde o comércio menos se preparou, com 51%


OPORTUNIDADE

Acredito que, para a Copa do Mundo, o fluxo de turistas também vai ser bem maior”, disse Catão. A situação de Fortaleza, que também recebeu três partidas, foi parecida com a de Recife. “Não esperamos muitos turistas para que se justificasse o investimento”, destaca Alex Araújo, Superintendente da Fecomércio/CE, que completou: “O impacto com o turismo foi pequeno e o visitante não demonstrou interesse em comprar produtos locais. Sabíamos disso desde o começo do ano”. Araújo acredita que alguns segmentos se sobressaíram: “Bares e restaurantes lucraram mais. A hotelaria esperava um crescimento de 5% e os demais setores não apresentaram crescimento significante”. Outras cidades em que as vendas no comércio apontaram crescimento tímido foram Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

dos empresários afirmando não ter se preparado. O Rio de Janeiro ficou em segundo com 36%, seguido por Belo Horizonte, 28%, Recife, 27%, Brasília, 11%, e Salvador com 5%. Na prática, a cidade de Brasília foi a que apresentou o resultado mais relevante. A partida de abertura da Copa das Confederações, arrecadou na semana do jogo o valor de R$ 70 milhões, o que representou um crescimento de 10% no segmento do comércio. O dado foi levantado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Previa-se que Salvador tivesse um crescimento de 4% nas vendas de junho em relação ao mesmo mês no ano passado impulsionado pela

competição. Porém o crescimento não chegou sequer à metade disto. Após sediar três partidas, Recife apresentou um crescimento tímido nas vendas. Eduardo Melo Catão, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife, admitiu o baixo otimismo entre os empresários. “Não tivemos uma expectativa grande de muitos turistas nessa Copa das Confederações: não houve uma movimentação muito grande em torno dela. Mas o comércio, com certeza, esteve abastecido, preparado”. Para Catão, os comerciantes recifenses estão muito mais esperançosos com a Copa do Mundo. “Pode-se dizer que o empresário está se preparado muito mais para a Copa de 2014, porque vai ter mais tempo. Dirigente Lojista - 53


OPORTUNIDADE

Hora de se preparar para a Copa do Mundo Tradicionalmente, a Copa das Confederações não atrai muitos turistas estrangeiros, principalmente pelo pequeno número de seleções. Há ainda a questão que os turistas preferem guardar dinheiro para acompanhar a Copa do Mundo, este sim o maior campeonato de futebol do mundo. A própria incerteza da situação da Seleção Brasileira não contagiou os torcedores, fazendo que a Copa das Confederações ficasse “morna” na maioria do tempo. As exigências da FIFA atrapalharam a mobilidade urbana, assim como os feriados decretados nas sedes e as manifestações que tomaram as ruas, que afastaram os consumidores dos principais centros comerciais. Como ponto positivo, os lojistas das cidades sede presenciaram na prática o que é um evento de maior porte, criando a percepção do que será necessário para atender os consumidores da Copa do Mundo, que com certeza deverá atrair milhares de turistas estrangeiros e brasileiros. O dirigente lojista precisa 54 - Dirigente Lojista

ficar atento às ações que serão desenvolvidas na sua cidade e região, além de procurar o apoio das entidades parceiras para preparar a sua equipe. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, através da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas e das Câmaras de Dirigentes Lojistas, estará realizando uma série de eventos com tema principal a Copa do Mundo. Fique atento ao calendário e não perca a oportunidade de tornar-se mais um craque no maior evento esportivo do mundo. Um bom exemplo é o ecom2013, um evento realizado nas 12 cidades-sedes da Copa de 2014 e mais Florianópolis e Belém, especialmente criado para iniciar um movimento de informação e formação profissional, para adequar o comércio e o varejo aos novos tempos. O objetivo é conseguir reunir um público superior a 10.000 participantes durante os 90 dias do Road Show pelo Brasil.

O Ecom2013 é uma iniciativa empresarial e de caráter sóciotecnológico, que pretende através da troca de conhecimentos e suporte técnico, permitir a entrada de comerciantes e empreendedores no comércio eletrônico


N O TA

ALFREDO PASCHOAL RUARO

100 anos DE VIDA EXEMPLAR

Texto de: Reinaldo Assis Pellizzaro

Existem pessoas, muito especiais, que pela maneira de viver acabam se tornando exemplo para um numero imenso de outras pessoas... Podemos vê-los caminhando ao longo de suas existências, desbravando florestas, colonizando regiões desabitadas, construindo casas, implantando indústrias, fazendo nascerem vilas e cidades que torna possível a vida de centenas e milhares de famílias. Com uma dessas raríssimas pessoas, tivemos a felicidade de conviver, nesta praia belíssima de Balneário Camboriú; trata-se de Alfredo Paschoal Ruaro, o SEU RUARO, como carinhosamente todos chamam.

S

EU RUARO, nasceu no dia 7 de junho de 1913, na Vila de São Marcos (próximo a cidade de Caxias do Sul RS), sendo que em 26/01/1935 casou com Inez Zaniol Ruaro, feliz união conjugal, que deu origem aos filhos: Luiz Carlos, José Paulo, Maria Terezinha, Claudio, Roberto, Mário, Ana Maria e Ivete Maria. Nosso aniversariante que agora comemora 100 anos de existência, iniciou sua vida empresarial no ano de 1935, como comerciante atendendo juntamente com sua esposa, o balcão, numa pequena casa de comércio na vila de Farroupilha/RS, trocando produtos coloniais por mercadorias, mas já demonstrando tino comercial oferecia um trago de cachaça aos fregueses como cortesia...

Ainda jovem o modesto comerciante, cedeu aos impulsos de sua vocação de desbravador de sertões e fundador de cidades, quando acompanhado por seu irmão Zulmiro, fez sociedade com Alberto Dalcanale e outros para fundar a Colonizadora Maripá, e segundo registram os historiadores: ”Em 1946 a Colonizadora Maripá mantinha uma gleba próxima do rio Lopei, na Fazenda Britânia, que era administrada pelos irmãos Zulmiro e Alfredo Paschoal Ruaro, seu diretor e sócio proprietário. No início, a demanda de mão de obra, trouxe homens de Caxias do Sul, São Marcos e Farroupilha, que chegavam em caminhões lotados de gente e material de cozinha, numa viagem que durou 31 dias até a Encruzilhada (hoje Cascavel).” Ao longo dos anos, SEU RUARO foi colonizando e fundando cidades que hoje são verdadeiras metrópoles tais como CASCAVEL, TOLEDO, CEU AZUL e outras...

Mas a verdadeira vocação desse aniversariante extraordinário é sua atuação espiritual e evangelizadora, materializada na distribuição de milhares de livros católicos, e ajuda aos pobres, necessitados e encarcerados, feita através de doações, que o santificam, sob as bênçãos de Jesus, de Nossa Senhora e de DEUS. Parabéns, pelos seus 100 anos de vida amigo Alfredo Paschoal Ruaro, obrigado pelo seu exemplo de vida.. PARABENS! PARABENS! PARABENS!

Dirigente Lojista - 55


E N T R E V I S TA

Novas opções imobiliárias para o varejo Shopping centers e lojas de rua sempre foram os caminhos naturais para a expansão do varejo brasileiro. Nos últimos anos, porém, surgiram novas opções imobiliárias como os strip centers, as galerias comerciais de hipermercados, os malls de aeroportos e lojas em arenas esportivas, ideais para diversos segmentos de produtos e públicos. 56 - Dirigente Lojista

‘‘

As novas opções imobiliárias de varejo podem ser uma boa opção para seu empreendimento. Para conhecermos os principais conceitos e particularidade de cada uma destas opções, entrevistamos Marcos Hirai, sócio-diretor da BG & H – Real Estate, referência no segmento de varejo e franquias.

‘‘


E N T R E V I S TA

Dirigente Lojista: O que são os Strip Centers ou Strip Malls? Marcos Hirai: Os Strip Centers ou Strip Malls são pequenos shoppings com as lojas a céu aberto (open malls) e com estacionamento em frente. Ficam localizadas em grandes vias arteriais e de trânsito, com poucas conexões de pedestres. Hoje já existem pelo menos 15 empresas especializadas em desenvolver estes empreendimentos no Brasil e recentemente foi anunciado o ingresso de grupos internacionais que chegam buscando oportunidades nesta área. Com a escassez de terrenos nas grandes cidades brasileiras, este tipo de empreendimento deve crescer significativamente nos próximos anos, por necessitarem de áreas menores. Estima-se que existam cerca de 150 empreendimentos como estes nas principais cidades brasileiras, mas devem quadruplicar nos próximos cinco anos. As Galerias Comerciais em Hipermercados são opções imobiliárias mais conhecidas. O que há de novidade em relação a elas? A diminuição da área de vendas dos hipermercados, muito em função da mudança de hábito de compras dos brasileiros que agora procuram fazer compras pequenas e semanais ao invés de grandes compras mensais, tem provocado uma reestruturação deste tipo de empreendimento. Empresas como o Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart estão aumentando as áreas destinadas às galerias comerciais e diminuindo suas áreas de vendas. Atualmente encontramos algumas lojas nos corredores que dão acesso ao hipermercado ou até mesmo

algumas lojas em frente aos caixas do próprio hipermercado. Isto já está sendo mudado. Pequenos shopping centers começam a surgir em alguns destes empreendimentos, reinventando estes espaços físicos.

E como funciona no caso dos aeroportos? A grande novidade neste setor é a privatização dos aeroportos. Até o momento são os casos dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo; o de Viracopos, em Campinas, e o de Brasília, que entre todas as mudanças que estão em curso, como a ampliação, modernização e melhoria na relação com os passageiros, todos possuem o incremento de lojas. Novos aeroportos deverão ser privatizados em breve, aumentando ainda mais as opções de expansão para o varejo. O sistema de licitação sai de cena para um sistema de planejamento de mix nos moldes dos shoppings centers. A tendência é que o mix seja mais qualificado com a profusão das grandes redes.

A chegada das arenas esportivas no Brasil abre uma nova possibilidade para os lojistas. Qual a importância na criação de novas opções de pontos de vendas para os lojistas.? A chegada de novas opções imobiliárias é muito importante para os lojistas. Vivemos um momento de escassez de pontos comerciais nos grandes centros e os comerciantes muitas vezes não conseguem alcançar seus objetivos de expansão por falta de espaços comerciais. É cada vez mais difícil encontrar grandes terrenos para a construção de novos shoppings centers. Em relação às lojas de ruas, os principais pontos estão ocupados e raramente há investimento na criação de novas alternativas. Fica claro que o varejo vê com bons olhos a criação de novas opções, que poderão saciar as necessidades de crescimento ou de implantação de novas lojas.

Quais são as suas principais características? Agora que os brasileiros começam a receber os primeiros estádios de futebol no formato arena, com conforto, segurança e organização que se conhecia apenas em países mais desenvolvidos, abre-se uma opção interessante para os lojistas expandirem. Todas as novas arenas, incluindo as que estão sendo construídas para a Copa do Mundo, terão áreas destinadas à venda de produtos e serviços. São ao menos 15 arenas já abertas ou em fase de construção. Dirigente Lojista - 57


E N T R E V I S TA

Quais os segmentos de negócios mais indicados para cada tipo de nova opção imobiliária? Os Strip Centers ou Strip Malls possuem afinidades com o varejo de conveniência, com operações de food service e serviços. As Galerias Comerciais em Hipermercados têm afinidades com o varejo de serviços, food service e lojas que não conflitam com os interesses comerciais dos hipermercados. As operações de varejo que contemplam produtos e serviços que façam sentido para um viajante, como lojas de conveniência, lojas de souvenires e lembranças, drogarias, food service e livrarias são os mais indicados para os Malls em Aeroportos. As Arenas Esportivas não chegam a ser um shopping center, mas terão lojas de materiais esportivos e de outros produtos, academias de ginástica, buffet infantil, restaurantes e lanchonetes que abrirão todos os dias e não apenas em dias de jogos.

Quais são os perfis dos consumidores de cada uma destas opções? Os Strip Centers ou Strip Malls se localizam nas principais avenidas dos bairros residenciais e têm como consumidor principal o público local, ou seja, o morador. Sua estrutura tem como diferencial o estacionamento para os clientes, fazendo com que a maioria dos consumidores seja formada por pessoas que utilizem o automóvel para chegar ao local da compra. As principais classes sociais consumidoras dependerão da localização e das lojas. 58 - Dirigente Lojista

As Galerias Comerciais em Hipermercados acompanham as características dos frequentadores do próprio local. Pesquisas mostram que os consumidores das classes B e C são a maioria neste caso. Os Malls em Aeroportos acompanham a grande transformação do próprio segmento, já que o aeroporto tem se tornado um lugar cada vez mais democrático e tem atendido também as classes sociais com menor poder aquisitivo. A compra de passagens aéreas tem sido facilitada, principalmente pelo parcelamento, e assim atrai um novo tipo de consumidor. Também vale lembrar que as lojas nos aeroportos não atendem apenas quem está viajando, mas também quem está acompanhando. Há estudos que indicam que, em média, cada viajante conta com três acompanhantes, que também são possíveis consumidores. As Arenas Esportivas é outra opção com um público diverso e das mais variadas classes sociais, principalmente nos dias de eventos.


E N T R E V I S TA

Quais são as vantagens e desvantagens de cada uma das opções.? As vantagens dos Strip Center ou Strip Malls são a conveniência, a segurança, a limpeza e organização do local e a facilidade de acesso por causa do estacionamento. A desvantagem principal é que por ficar a céu aberto, depende da interferência das condições do tempo. Em dias chuvosos, há a tendência de diminuição acentuada de consumidores. Os Strip Center ou Strip Malls são atualmente a grande opção para o varejo nos EUA e no Canadá. As Galerias Comerciais em Hipermercados se desatacam por ter um custo menor do que o das lojas em shopping centers. Os próprios

hipermercados estão mais atentos para este tipo de opção imobiliária e aumentaram a exigência em relação à qualidade dos produtos oferecidos nestes pontos. A desvantagem é que os consumidores não estão acostumados, ou seja, ainda não há a cultura de hábito do consumidor. Mas esta desvantagem pode ser revertida em pouco tempo. Ainda é um conceito muito novo, mas com grande possibilidade de crescimento. A popularização dos aeroportos, horários diferenciados, vendas superiores aos de lojas de shoppings e os diferenciais de operação dos formatos tradicionais são as vantagens. A desvantagem é o alto custo de ocupação. Muitas marcas de grife investem em pontos

nos aeroportos por uma questão de estratégia de marca e não para vender. As vantagens das Arenas Esportivas são decorrentes da lógica de maximizar o investimento. Serão criados estímulos de frequência em centros de compras e de lazer, que devem atrair muitos consumidores. Em contrapartida, a desvantagem é a sazonalidade, que os responsáveis combatem com uma série de estudos e a criação de novos estímulos para o espaço. Gosto de citar que o mais importante é que estas opções de imobiliário não se cogitava há quatro ou cinco anos e que os recentes investimentos estão mudando a postura dos empreendedores.

Dirigente Lojista - 59


E N T R E V I S TA

Qual destas opções é a que necessita maior investimento.?

Os Malls em Aeroportos são os que demandam maior investimento, até por causa do alto custo do espaço. Em seguida vem as Arenas Esportivas e os Strip Centers ou Mall Center. A opção com menor exigência de investimento são as Galerias Comerciais em Hipermercados. Além dos custos, quais os outros fatores que devem ser levados em conta para a melhor escolha? O empreendedor precisa conhecer absolutamente tudo que envolve o negócio que pretende montar. Uma forma eficaz é pesquisar se há concorrentes com histórias de sucesso na opção que mais lhe agrada. Se não houver um exemplo, verificar o motivo. O pioneirismo também pode ser um forte aliado. Também procure saber de casos que não deram certo. Se cerque de todas as informações, sejam elas positivas ou negativas. Colete informações a respeito de frequência do local junto à empresa responsável pela comercialização e confronte estas informações com outros lojistas, mesmo que não sejam do seu segmento, que já estejam estabelecidos no local. O tamanho da população da cidade tem relação ao tipo de opção imobiliária disponível?

Totalmente. Levantamentos indicam que um shopping center tradicional, mesmo que pequeno, só é viável em cidades com população acima dos 100 60 - Dirigente Lojista

mil habitantes. Os Strip Centers ou Mall Centers tem o foco no uso dos automóveis e não nos pedestres. Assim, são indicados para cidades acima de 100 mil habitantes. As rodovias também são excelentes opções para a implantação dos Strip Centers, que atenderiam o viajante de um modo geral, desde que estas rodovias tenham um fluxo diário expressivo de veículos. Para que se justifique a instalação de Galerias em Hipermercados, exige-se uma população acima de 100 mil. Além destas novas opções imobiliárias, o senhor citaria outras possibilidades que estarão disponíveis no Brasil em breve.?

Há as alternativas que chamamos de “Modais”. Elas consistem na criação de pontos de vendas nos portos, estações do metrô, de trem e nas rodoviárias. Os portos têm grande potencial, já que atraem cada vez mais público interessado em cruzeiros. Há algumas ações tímidas de pontos comerciais nas estações do metrô e devem ser muito mais exploradas. O que há nas demais alternativas é insipiente. Só que todas estas opções dependem das amarras do governo, que deve fazer um trabalho semelhante ao que tem efetuado junto aos aeroportos. O mercado brasileiro aposta nas novidades e vê com bons olhos, mas os pontos comerciais precisam oferecer muito em troca, como locais com maior conforto e estrutura de compra, por exemplo.

O crescimento do poder aquisitivo do consumidor brasileiro influenciou todo o mercado. A chegada de novos conceitos imobiliários é apenas mais um aspecto da inovação dos pontos de vendas. Não que os tradicionais, como as lojas de ruas, perderão espaço ou deixarão de existir, pelo contrário, pois eles se manterão fortes. O importante é a criação de novas possibilidades, que ganharão grande importância para o crescimento dos lojistas em todo o Brasil. O sucesso só será alcançado se as novas opções forem acompanhadas por serviços e produtos de qualidade, além de comodidade e bom atendimento, exigências básicas do consumidor

Marcos Hirai,

sócio-diretor da BG & H


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

A rica história do comércio de Salvador - Bahia Em pouco mais de 100 anos, o comércio da capital baiana sofreu enormes transformações. Conheça as particularidades desta rica história e quais eram os principais pontos comerciais que marcaram época.

Elevador Lacerda.

1875

Dias atuais

Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, sócio do irmão, o comerciante Antônio Francisco de Lacerda, idealizador da Companhia de Transportes Urbanos. As obras foram iniciadas em 1869 e, com os dois elevadores hidráulicos funcionando, em dezembro de 1873 ocorreu a inauguração, com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição da Praia. Popularmente conhecido como Elevador do Parafuso, posteriormente seria renomeado como Elevador Lacerda (1896), em homenagem ao seu construtor.

Dirigente Lojista - 61


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

A

cidade de Salvador (BA) apresenta algumas peculiaridades bastante interessantes em relação à formação e crescimento do seu comércio. Os historiadores concordam que o porto de Salvador teve grande importância no crescimento da cidade e pela consolidação do empresário lojista.

Na primeira metade do século XX, a economia da cidade esteve atrelada à exportação de uma dezena de itens. Porém, três destes itens tinham papel preponderante para a economia: o cacau, o açúcar e o fumo. “Era pelo porto que os produtos chegavam e saíam de Salvador para o Brasil e para o mundo. Apesar de o fumo e o açúcar terem a sua importância, era o cacau que realmente se destacava e que fez a riqueza de muita gente até o final da década de 1940”, informa o historiador Cid Teixeira. Pela importância comercial do porto, o terceiro em movimento no Brasil na época, houve uma preocupação especial por parte dos governantes no início do século XX para modernizar toda a sua re-

gião, conhecida como Cidade Baixa. Como resultado, os bairros vizinhos ganharam boa estrutura e acesso facilitado. O comércio cotidiano de Salvador até os anos 1950 se concentrava basicamente no centro e nos bairros vizinhos do Porto. Um bom exemplo é o Comércio, o bairro em que o próprio porto se localiza e que e se tornou o principal ponto de varejo da cidade. Mas se você procurasse um produto sofisticado, neste caso deveria se dirigir para a Cidade Alta, relata Cid Teixeira, que completa:

Cidade Baixa. 1880.

“Ruas como a Misericórdia, Ajuda, Carlos Gomes, Chile e Avenida Sete eram uma espécie de “vitrine” da cidade e contavam com um comércio elitizado, composto por lojas de moda”. Rua da Misericórdia.1928.

Em contrapartida, a Baixa do Sapateiro (Rua J.J. Seabra), localizada no Centro Histórico na Cidade Baixa, era a principal via de tráfego para os bairros mais populares e reunia um comércio voltado para as classes sociais mais baixas. Camelôs, vendedores ambulantes e feiras livres formavam a paisagem do local.

Rua J.J. Seabra, antes de ser Av. Cinquentenário, vista da altura da Pça. Adami. 1931.

O prédio da Alfândega (atual Mercado Modelo).

Casarões de cinco pisos, que se situavam no Comércio, junto ao Cais das Amarras do Porto de Salvador. 1861.

O antigo Mercado Modelo em 1930.


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

A revolução do petróleo Apesar da atividade portuária e da produção do cacau, que era feita no interior do estado, a cidade de Salvador apresentou pouco crescimento econômico entre 1920 até a década de 1950. Neste período o comércio e as atividades públicas eram os principais suportes econômicos. Boa parte da população trabalhava com a prestação de serviços pessoais, no artesanato, na burocracia estatal, na construção civil e no comércio varejista. O principal fato para a reviravolta nesta situação foi a descoberta de petróleo em solo baiano, que criou uma nova dinâmica comercial para a cidade, influenciando diretamente no poder aquisitivo de seus moradores, que passam a consumir mais. Por três décadas a Bahia seria o único produtor nacional de petróleo, chegando a ser responsável por 25% da demanda nacional. A década de 1980 trouxe uma nova revolução para o comércio local. A criação de novos polos comerciais e a chegada dos shoppings centers influenciou diretamente no comércio de rua, e teve que se adequar à nova realidade.

Montagem de sonda, Catú, Bahia, 1954, petróleo em terra, produção de petróleo, sonda terrestre.

Comércio, o bairro com um nome que já diz tudo O Comércio foi o primeiro bairro de negócios organizado no Brasil é um dos mais antigos de Salvador. É nele que se localizam pontos turísticos destacados, como o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e o Porto de Salvador. O Comércio notabilizou-se por concentrar a maior parte dos escritórios comerciais, por ser o maior centro financeiro da cidade, além de ter um comércio bastante dinâmico até o início da década de 1970. Entre os vários endereços comer-

Em 1901 o comerciante espanhol Severo Miguez Pazo instalou na Baixa do Sapateiro uma camisaria com artigos da melhor procedencia.

ciais, a Rua das Princezas, escrita com “z” mesmo, atual Rua Portugal, era uma das mais movimentas de Salvador desde o final do século XIX, permanecendo assim até o declínio econômico da região. O Comércio recebia da Baia de Todos os Santos os principais produtos agrícolas que movimentavam a economia baiana. O bairro é considerado pelos historiadores como um dos principais responsáveis pelo lastro econômico que trouxe a Salvador o desenvol-

A Rua das Princezas (era escrito com z), atual rua Portugal, fica no bairro do Comércio (Cidade Baixa) - (entre 1913 e 1919).


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

vimento necessário para tornar-se uma metrópole. A importância do Comércio fez com que vários edifícios de grande porte e modernos fossem construídos na região nos anos de 1950, tornando-o ainda mais atraente para investimentos. Entre os vários estabelecimentos que marcaram época, destaca-se a Chapelaria Baiana, que permanece no bairro por seis décadas e que se tornou famosa pelas vendas de artigos masculinos e chapéus. Seu slogan: “vende mais barato e não engana”, é ainda hoje muito lembrado. A Chapelaria Americana, o Armarinho Suarez, a Casa Araújo Castro, a Casa Stela e a Londres Magazine também atraiam os consumidores pela qualidade e bom atendimento e viviam apinhadas de compradores. Apesar de contar com uma variedade de lojas, o Comércio era considerado especializado em moda masculina. Porém, a decadência e esvaziamento da área teve início a partir da nova dinâmica urbana desenvolvida nos anos de 1960 e também pela implantação do Polo Petroquímico de Camaçari, na década de 1970 e o fortaleci-

Loja Duas Américas.

O Chafariz, por volta de 1920, ainda com a estátua de Colombo, mas sem a proteção de grades e sem as esculturas, que parecem ser cisnes, vistas na imagem do topo.

O Pelourinho. 1859.

A Casa da Alfândega recém construída, em 1860, e inaugurada no ano seguinte. O prédio abriga atualmente o Mercado Modelo.

mento dos portos de Aratu e Ilhéus, fora da capital da Bahia. Foi nesta mesma época que Salvador concretizou-se como uma metrópole e novos subcentros comerciais surgiram principalmente nas regiões norte e nordeste da cidade, como na região do Iguatemi, influenciando ainda mais na decadência do Comércio. A Prefeitura de Salvador iniciou o processo de revitalização do bairro no final da década de 1990, estabelecendo políticas de incentivo e atração de novos investimentos. Nos dias atuais, encontramos no Comércio estabelecimentos dos mais diferentes segmentos, de especiarias a serviços, lojas de confecções, sapatarias, materiais esportivos, papelarias e armarinhos, assim como as barraquinhas de lances. Várias faculdades instalaram-se no bairro, assim como outros empreendimentos, dando novo oxigênio para o local e mantendo uma grande circulação de consumidores. A soma destes negócios é a grande responsável pela luta do Comércio para manter-se importante para Salvador.

Fachada original da Fábrica de Cristais e Refrigenantes Fratelli Vita. Inaugurada em 1920.


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

Avenida Sete O comércio na Avenida Sete de Setembro, ou simplesmente Avenida Sete, começou a se destacar na década de 1920 e logo se tornou o centro de varejo da elite baiana, abrigando grandes lojas especialistas em produtos requintados. Assim como aconteceu com o Comércio, a Avenida Sete também enfrentou um processo de degradação e abandono na década de 1970, devido o surgimento de novos subcentros comerciais em outras regiões. Para solucionar tal questão, os comerciantes alteraram o perfil de seu público, passando a atender as classes populares. Atualmente não conta com a mesma importância de outrora, mas ainda assim tem um fluxo intenso de transeuntes entre as suas várias lojas, restaurantes ou lanchonetes.

Antiga Rua de São Pedro, atual Av. Sete de Setembro.1908.

Cine Guarany.

Rua Chile A Rua Chile era o maior símbolo de requinte e elegância de Salvador até a metade do século XX. No aspecto histórico, a Rua Chile foi o primeiro espaço físico que funcionou como uma rua urbana na colônia e teve a sua construção iniciada nos longínquos anos de 1549. Após a reforma urbana de Salvador, a Rua Chile tornou-se um dos principais centros comerciais e de serviços da capital baiana. Sua reinauguração aconteceu em 1915 e tinha como novidades a arquitetura moderna e a concentração de lojas de roupas de moda no estilo parisiense e as últimas novidades vindas da Europa, destinadas para as pessoas das classes sociais mais abastadas. Alguns estabelecimentos marcaram época e são lembrados pelos historiadores e moradores mais antigos da cidade. São os casos do Magazine Sloper, a primeira loja de departamentos de Salvador que vendia de tudo um pouco, como artigos de cama e mesa, presentes, bijuterias, moda feminina, brinquedos, prataria, entre outros. A Casa Duas Américas atuava no mesmo segmento do Magazine Slo-

per e entrou para a história por ser a primeira a instalar escadas rolantes, em 1958, um luxo para poucos. Além da sua importância comercial, muitos moradores de Salvador iam à Rua Chile nos finais de semana para passear, olhar as vitrines e ir ao Cine Guarany ou Glória, caracterizando-se como importante ponto de encontro da sociedade soteropolitana. O Palace Hotel, o primeiro hotel de luxo de Salvador – inaugurado em 1934, também se localizava na Rua Chile. Foi no Palace que funcionou o primeiro cassino da Bahia. Na época, o jogo era legalizado no País. O Palace funcionou até 2003. O declínio da Rua Chile, assim como da Avenida Sete, se deu na década de 1970.

Final dos anos 50. A Rua Chile vista da Praça Thomé de Souza. À direita, parte do Palácio Rio Branco, sede do Governo Estadual, na época.

Rua Chile em cartões postais por volta dos anos 30. À esquerda, a Rua Chile vista do Palácio Rio Branco. À direita, o Palace Hotel, visto no sentido contrário.


HISTÓRIA DO COMÉRCIO

Baixa do Sapateiro O comércio na Baixa do Sapateiro foi instalado nas primeiras décadas do século XX e atendia as classes C e D, devido aos baixos preços praticados no varejo. Em pouco tempo, o local tornou-se famoso e atraia consumidores de menor renda toda a Salvador, que passavam pelo local por causa do itinerário de suas casas para o trabalho. Apesar do sucesso comercial, a região na década de 1940 estava degradada pela falta de estrutura, má conservação dos passeios e o acúmulo do lixo. Havia ainda o problema do espaço restrito do local, que não comportava o grande volume de pessoas que trafegavam por lá. A situação muda muito pouco nos anos de 1950 até o fim da década de 1970, e a única coisa que aumenta é o de comerciantes e lojas, tornando a situação ainda mais delicada, em consequência do crescimento da cidade e novos

problemas como os congestionamentos, a falta de segurança e de transporte público que o local passou a enfrentar. Mesmo assim, a Baixa do Sapateiro permanecia como a principal região de comércio popular. Os anos 1970 também ficaram marcados pela chegada dos camelôs e a grande concorrência com os lojistas. Com a mudança do centro comercial, a Baixa do Sapateiro enfrentou o mesmo problema dos tradicionais pontos comerciais em relação ao declínio e o golpe mais duro veio em 1982, com a inauguração da Estação da Lapa. Com a nova estação, a maioria das linhas de ônibus coletivos foi transferida e centralizada no novo endereço. Assim, muita gente deixou frequentar a Baixa do Sapateiro e o consumo caiu drasticamente. Desde então, a região luta para sobreviver e concorre com polos comerciais mais modernos.

A Baixa do Sapateiro ficou nacionalmente conhecida devido à música “Na Baixa do Sapateiro”, composta pelo mineiro Ary Barroso e que fez enorme sucesso, sendo gravada por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, Caetano Veloso, Gal Costa, entre outros. Na Baixa do Sapateiro – Ary Barroso Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia A morena mais frajola da Bahia Pedi-lhe um beijo, não deu Um abraço, sorriu Pedi-lhe a mão, não quis dar, fugiu Bahia, terra da felicidade Morena, eu ando louco de saudade Meu Senhor do Bonfim Arranje outra morena igualzinha pra mim Oh! amor, ai Amor bobagem que a gente não explica, ai, ai Prova um bocadinho, ô Fica envenenado, ô E pro resto da vida é um tal de sofrer Ôlará, ôleré Ô Bahia Bahia que não me sai do pensamento Faço o meu lamento, ô Na desesperança, ô De encontrar nesse mundo Um amor que eu perdi na Bahia, vou contar

Os galegos

Curiosidades

A presença de portugueses, alemães, franceses, árabes, entre outras nacionalidades no varejo local tem sua importância histórica reconhecida, mas nada se compara à presença dos espanhóis, mais precisamente oriundos da Galícia. Conforme o historiador Cid Teixeira, os galegos, como ficaram conhecidos, eram proprietários da maioria dos estabelecimentos de alimentação. “A influência foi muito forte e por muito tempo os galegos dominaram o segmento de alimentação. Até cerca de 10 ou 15 anos atrás, todo bairro de Salvador tinha as suas vendas administradas por galegos”. A história do comércio da capital baiana é tão rica quanto seu patrimônio histórico. Vale a pena conferir não só os locais citados nesta matéria, assim como muitos outros que são a história viva do varejo baiano e que foram responsáveis diretos do que a cidade é hoje.

O cacau ainda tem importante espaço para a economia local. O Brasil é atualmente o quarto maior produtor de cacau do mundo, sendo que o estado da Bahia é responsável pelo cultivo de cerca de 90% da produção nacional. Salvador, através de seu porto, é um dos principais pontos de saída do produto para todo o mundo. Fundada em 1549 por colonizadores portugueses, Salvador é uma das 10 cidades mais antigas do Brasil. Salvador foi a primeira capital do Brasil, mantendo-se assim até 1763. Quem nasce em Salvador é soteropolitano. Esta é uma palavra de origem grega, formada pela união das palavras “soteros” (salvador) e “polis” (cidade). Conforme o IBGE, a população de Salvador é de 2.710.968 milhões de habitantes. A capital baiana é a terceira cidade mais populosa do Brasil e a oitava da América Latina

66 - Dirigente Lojista


Revista Dirigente Lojista  
Revista Dirigente Lojista  

Edição 465

Advertisement