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FACULDADE DE TECNOLOGIA DA PARAÍBA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET RICARDO WAGNER AQUINO PEREIRA

ANÁLISE DAS EXTENSÕES DE COMERCIO ELETRÔNICO DISPONÍVEIS NOS SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO INTEGRADOS AO PAGSEGURO

Cabedelo 2012


RICARDO WAGNER AQUINO PEREIRA

ANÁLISE DAS EXTENSÕES DE COMERCIO ELETRÔNICO DISPONÍVEIS NOS SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO INTEGRADOS AO PAGSEGURO

Relatório técnico-cientifico apresentado no Curso Superior de Sistemas para Internet da Faculdade de Tecnologia da Paraíba

FATEC-PB

como

requisito parcial para obtenção do título de Tecnólogo em Sistemas para Internet Orientador: Paulo Cézar Costa Martins

Cabedelo 2012


RICARDO WAGNER AQUINO PEREIRA

ANÁLISE DAS EXTENSÕES DE COMERCIO ELETRÔNICO DISPONÍVEIS NOS SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO INTEGRADOS AO PAGSEGURO

Relatório técnico-cientifico apresentado no Curso Superior de Sistemas para Internet da Faculdade de Tecnologia da Paraíba — FATEC-PB como requisito parcial para obtenção do título de Tecnólogo em Sistemas para Internet

Este trabalho de conclusão de curso foi julgado adequado para obtenção da aprovação do curso tecnólogo de Sistemas para Internet da Faculdade de Tecnologia da Paraíba – FATEC-PB.

Aprovação em: ____ de __________ de 2012.

Banca Examinadora

Nota

Prof. Prof. Prof. Media:


DEDICO a conclusão deste trabalho a Dayanne Alves por sempre estar ao meu lado independente da situação, acreditando a todo o momento na minha vitoria e sucesso.


AGRADECIMENTOS

Agradeço principalmente a minha companheira Dayanne Alves que a conheci na própria FATEC-PB a qual me ajudou a manter minha mente focada durante todo o processo de criação deste trabalho. Aos meus pais por terem paciência comigo além de ajudar financeiramente com custos da faculdade nesta etapa final. Também reconheço e agradeço a ajuda da coordenação, pois sem pessoas como Josemary Freire não conseguiria alcançar este momento, como também ao professor Wellington Araujo que sempre respondeu meus emails sobre as dificuldades que encontrei durante a construção do trabalho.


“Ninguém é tão sábio que nada tenha para aprender, nem tão tolo que nada tenha pra ensinar.” (Blaise Pascal).


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 12 1.2 METODOLOGIA ................................................................................................. 14 1.3 JUSTIFICATIVA ................................................................................................. 14 2 OBJETIVOS ................................................................................................................ 14 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 14 2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS ............................................................................... 15 3 O QUE É UM CMS ..................................................................................................... 16 3.1 LICENÇAS DE USO DOS CMSS USADOS...................................................... 17 3.2 A EVOLUÇÃO DOS GERENCIADORES DE CONTEÚDO ............................ 18 3.3 TIPOS DE CMS ................................................................................................... 21 3.4 COMO FUNCIONA UM CMS............................................................................ 22 3.5 ESTRUTURA BASICA DO CMS ....................................................................... 24 3.5.1 TEMAS.......................................................................................................... 24 3.5.1 MÓDULOS ................................................................................................... 26 3.6 DIFERENÇAS ENTRE OS CMSS ...................................................................... 27 3.7 QUAIS AS DIFERENÇA ENTRE CMS, FRAMEWORK E API ...................... 28 3.8 TECNOLOGIAS USADAS NOS CMSS ............................................................ 29 3.8.1 PHP ................................................................................................................ 29 3.8.2 MYSQL ......................................................................................................... 30 3.8.3 SERVIDOR WEB APACHE ........................................................................ 31 3.8.4 HTML ............................................................................................................ 31 3.8.5 CSS ................................................................................................................ 32 4 JOOMLA E WORDPRESS ........................................................................................ 33 4.1 JOOMLA .............................................................................................................. 34 4.1.1 PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO JOOMLA ............................................... 34


4.1.2 EXTENSÕES DO JOOMLA ........................................................................ 37 4.2 WORDPRESS ...................................................................................................... 38 4.2.1 PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO WORDPRESS ....................................... 38 4.2.2 EXTENSÕES DO WORDPRESS ................................................................ 40 5 EXTENSÕES PARA CRIAÇÃO DE UMA LOJA VIRTUAL .................................. 41 5.1 VIRTUEMART DO JOOMLA ............................................................................ 42 5.1.2 ÁREA ADMINISTRATIVA DO VIRTUEMART ....................................... 43 5.1.3 INTEGRANDO VM COM O PAGSEGURO .............................................. 45 5.2 WP E-COMMERCE DO WORDPRESS ............................................................. 48 5.2.2 ÁREA ADMINISTRATIVA DO WP E-COMMERCE ............................... 49 5.2.3 INTEGRANDO WPEC COM O PAGSEGURO .......................................... 52 6 COMPARAÇÃO ENTRE AS EXTENÇÕES DO JOOMLA E WP .......................... 55 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 60 7.1 DIFICULDADES ENCONTRADAS .................................................................. 60 REFERENCIAS ............................................................................................................. 61


INDICE DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 (CMSs que utilização a licença GNU) ............................................................. 17 Figura 2 (Organização dos sites na década de 80 e inicio da de 90) .............................. 19 Figura 3 (Estrutura dos add-ons) .................................................................................... 21 Figura 4 (Como funciona um CMS) ............................................................................... 23 Figura 5 (Divisão de um template) ................................................................................. 25 Figura 6 (Área de módulos no Joomla) .......................................................................... 26 Figura 7 (Exemplo de código em PHP) .......................................................................... 30 Figura 8 (Exemplo de código em MySQL) .................................................................... 30 Figura 9 (Exemplo de uma marcação em HTML) ......................................................... 32 Figura 10 (Exemplo de código em CSS) ........................................................................ 33 Figura 11 (Área administrativa do Joomla) .................................................................... 35 Figura 12 (Área administrativa do Wordpress) .............................................................. 39 Figura 13 (Erro após a instalação do VirtueMart) .......................................................... 43 Figura 14 (Painel de controle do VirtueMart) ................................................................ 44 Figura 15 (Compra redirecionada para o PagSeguro) .................................................... 47 Figura 16 (Painel de controle do WP e-Commerce)....................................................... 49 Figura 17 (Área destinada a adição de itens no WPeC) ................................................. 51


INDICE DE TABELAS

Tabela 1 (Comparação entre os CMSs) .......................................................................... 28 Tabela 2 (Configuração do Método de Pagamento no VM, parte 1) ............................. 46 Tabela 3 (Configuração do Método de Pagamento no VM, parte 2) ............................. 47 Tabela 4 (Configurações do Frete no WPeC usando o PagSeguro) ............................... 53 Tabela 5 (Configurações do Pagamento no WPeC usando o PagSeguro) ..................... 53 Tabela 6 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 1) .................................................... 55 Tabela 7 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 2) .................................................... 56 Tabela 8 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 3) .................................................... 58 Tabela 9 (Resultados das comparações entre VM e WPeC) .......................................... 59


LISTA DE ABREVIATURAS E TERMOS TECNICOS

API

Apllication Programming Interface

CMS

Content Management Systems

CSS

Cascating Style Sheet

CSV

Comma Separated Values

GNU

Gnu´s Not Unix

GPL

General Public License

HTML

HyperText Markup Language

HTTPS

Hypertext Transfer Protocol Secure

ODBC

Open Data Base Connectivity

PHP

Hypertext Preprocessor

SQL

Structured Query Language

SGBD

Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados

XHTML

Extensible Hypertext Markup Language

XML

Extensible Markup Language


1 INTRODUÇÃO

Há vinte e sete anos nascia o primeiro site na internet (symbolics.com) recheado de imagens GIF (Graphics Interchange Format) e algumas cores, no começo para publicar conteúdo na internet usava-se alguma linguagem de formatação para web ou mais rusticamente colocando texto puro. Com a popularização da internet ficou claro a necessidade de evoluir o modo como os sites e sistemas web eram feitos, além de também tentar amenizar o trabalho de atualização dos mesmo que era uma tarefa chata, cansativa e suscetível a erros, devido a essa carência foram criados os primeiros scripts, os bancos de dados simples e os CMSs (Content Management Systems) facilitando a criação, atualização e manutenção dos sites. Com a corrida das empresas e até mesmo indivíduos que queriam vender seus produtos e/ou serviços na internet foram surgindo diversas formas para tal procura, o que ocasionou na criação de novas ferramentas para auxiliar nesta tarefa, mas, também fez surgir o dobro em soluções de baixa ou péssima qualidade. Então uma grande questão paira na cabeça de quem quer um comercio eletrônico (e-commerce) e na dos desenvolvedores web: Qual ferramenta utilizar? Essa variedade de ferramentas se divide em três tipos principais para a criação de uma loja virtual que são desde opções grátis (porem limitadas na maioria dos casos), como a quem prefira usar sistemas alugados ou soluções proprietárias. Antes de tomar uma escolha do tipo certo para o negocio e orçamento é preciso avaliar questões como possibilidades de customização, manutenção fácil e o mais importante à segurança, principalmente com o sistema de vendas. Entre essa diversificação de soluções estão os Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo (SGC). Eles se tornaram populares por sua velocidade, administração dinâmica, facilidade na customização e flexibilidade sem deixar a segurança de lado, são em sua grande maioria é grátis, além de contar com intensa atualização. Então para este trabalho decidimos trabalhar em cima de uma tecnologia que ajuda a resolver um problema comum a muitos sites, sistemas e portais, que é a necessidade de pagar a empresas terceirizadas ou investir em treinamentos complexos para as manutenções rotineiras, isso foi uma “pedra no sapato” durante grande tempo, 12


na intenção de terminar com essa questão foram criado os CMS entre eles estão os dois que iremos usar neste trabalho de conclusão de curso o Joomla e o Wordpress. Lançado em setembro de 2005 o Joomla (pronuncia-se djumla) é atualmente o 2° CMS mais usado do mundo, (de acordo com o site cmscrawler.com) que graças a centenas de módulos e milhares de templates (modelo de apresentação visual, sem conteúdo) prontos constrói com agilidade lojas virtuais, portais de conteúdo, revistas, jornais online, entre outros serviços, além também de ser distribuído em mais de 60 idiomas, inclusive em português do Brasil. Nossa outra ferramenta é mais conhecida como criadora de blogs, porem ela é capaz de muito mais, e está prova está em sua popularização e sua enorme comunidade de usuários ativos e colaboradores, ao longo de seus nove anos de existência ganhou vários prêmios, o Wordpress possui um sistema de modelos o qual o usuário pode editalos através dos widget (componente de interface gráfica) sem a necessidade de editar ou adicionar códigos de programação. Além das vantagem/desvantagens individuais ambos têm características em comum, eles são escritos em PHP (Hypertext Preprocessor) com banco de dados MySQL (sistema de gerenciamento de banco de dados), são programas livres, ou seja, não é proprietário e usa a licença GPL (General Public License). Com o uso dessas duas ferramentas (Joomla e Wordpress) iremos testar uma extensão de comercio eletrônico de cada um e fazer uma comparação entre eles a fim de descobrir qual é mais fácil de instalar, qual possui mais opções de configurações, é mais seguro, dentre outros dezenas de pontos que iremos abordar. Desafios surgem a todo instante, conforme cresce a quantidade e qualidade de ferramentas e programas cabem a nós os desenvolvedores e entusiastas da área em filtrar para evitar dificuldades futuras se adequando as novidades e se readaptando a elas, este trabalho ira nos ajudar a enfrentar esses problemas, ao fim dele iremos descobrir qual tem a melhor extensão para se criar um comercio eletrônico o Joomla ou o Wordpress.

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1.2 METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido tendo como base principal pesquisas em sites nacionais e internacionais como também em livros nacionais e internacionais, ajudandonos a obter informações a cerca do funcionamento dos módulos para e-commerces em sistemas gerenciadores de conteúdo e dos próprios SGC. Este trabalho encontra-se dividido em quatro partes principais: Explanação sobre o que é um sistema de gerenciamento de conteúdo e sobre as tecnologias usadas, depois falaremos sobre o Joomla e o Wordpress as escolhemos por serem os dois CMSs mais usados atualmente, em seguida sobre as suas extensões para criação da loja virtual assim como elucidaremos sobre o uso do PagSeguro (PS) que é uma ferramenta de pagamento online gratuita e seguro ideal para nosso propósito e por fim teremos a tabela comparativa para descobrimos a vantagem e desvantagem de cada um e qual é o melhor.

1.3 JUSTIFICATIVA

Com a popularização e a grande variedade de CMSs disponível no mercado saber qual exatamente é o melhor para certa tarefa tornou-se essencial, pois, escolher uma ferramenta que não se ajuste ao trabalho a qual foi designada pode por todo o projeto a perder.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Analisar e comparar o componente do Joomla e o plugin do Wordpress desde o processo de download e instalação passando por toda parte de configuração inclusive a do PagSeguro até a finalização da loja de compras online, iremos também fazer um 14


comparativo entre o Joomla, Wordpress. As duas comparações vão partir do mesmo principio uma tabela analisando vários fatores em comum onde será dada uma pontuação dependendo da qualidade de cada funcionalidade, o método de pontuação parte da seguinte base: ruim (um ponto), bom (três pontos), excelente (cinco pontos), ao fim uma soma será feita para descobrimos qual é melhor e o porquê.

2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS

Falar sobre o que é um CMS mostrando sua história, estrutura, funcionamentos, tipos e tecnologias.

Contextualizar a história, falar sobre o menu administrativo e as extensões do Joomla e Wordpress.

Explanar sobre o componente do Joomla e o plugin do Wordpress escolhidos para a criação da loja virtual.

Integrar e configurar o plugin ao PagSeguro.

Apresentar uma comparação com uma serie de fatores entre o componente e o plugin do Joomla e Wordpress respectivamente a fim de descobrir qual o melhor na realização da tarefa.

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3 O QUE É UM CMS

Para podermos falar sobre o assunto central do trabalho não poderíamos deixar de lado este tópico, antes dos CMSs a criação e principalmente manutenção e atualização das páginas web tinham varias limitações, agora com o uso desses sistemas até uma leigo pode atualizar sites mesmo sem se quer saber uma linha de código. Inicialmente os Sistemas Gerenciadores de Conteúdo foram desenvolvidos em varias empresas, porem eram sistemas fechados e exclusivamente internos até que a CNET em 1995, abriu o seu sistema para o mercado, seguindo este exemplo a Vignette fez o mesmo, assim surgiu o termo CMS.

“Um CMS torna as paginas dinâmicas: Elas não existem realmente ate que você siga um link (uma conexão) para visualizá-las. Isto significa que elas podem ser atualizadas / personalizadas baseadas nas interações do usuário com a página. Por exemplo, se você colocar um item em um carrinho de compras, este item agora aparece na pagina de carrinho de compras. Ele ficou armazenado em um banco de dados e agora é posto dentro do “placeholder de carrinho de compras”. Muitas aplicações web complexas soa de fato mini CMSs (por esta definição), como fóruns, carrinho de compras, e livros de visitas, para citar apenas alguns. Outro bom exemplo de CMSs são os blogs. Eles têm um “modelo” que representa todo o conteúdo (ou postagens, neste caso), e blogs são fáceis de editar e publicar. O crescimento no uso de CMSs para potencializar websites é provavelmente devido, em parte, ao grande aumento na popularidade de ferramentas de blog tais como Blogger e Wordpress. [...] CMSs modernos são geralmente definidos pela sua capacidade de gerenciar e publicar conteúdo. Eles tipicamente têm um processo de trabalho que começa na criação do conteúdo e segue para a publicação. A maioria faz muito mais: Eles têm a capacidade de adicionar uma grande gama de extensões e plugins para dar ao site mais funcionalidades” (NORTH, 2008. 4 e 5 p.)

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Outra vantagem notável dos SGC é o fato da descentralização do sistema, pois você não precisa de um programa (software) especifico instalado com “n” configurações para lhe auxiliar na criação, edição, atualização ou publicação de conteúdo, basta ter acesso à internet efetuar o login na área administrativa usando qualquer navegador (browser) disponível no mercado. Outro lado interessante é que os principais CMSs são Open Source (Código Aberto), são gratuitos para uso e podem ser editados para melhor se adaptar a necessidade de cada usuário livremente sem temer estar violando quaisquer direitos autorais.

3.1 LICENÇAS DE USO DOS CMSS USADOS

Os dois CMSs usados neste trabalho assim como tantos outros (Chamilo, Drupal, Mambo, phpBB, etc) possuem a licença GNU do inglês General Public License (Licença Publica Geral) idealizada por Richard Mattew Stallman no ano de 1989, essa designação significa que os softwares que possuam esta licença são softwares livres, ou seja, seu código fonte deve ser disponibilizado para permitir o uso, o estudo, a cópia ou redistribuição do mesmo, sem quaisquer restrições ou taxas. (Figura 1)

Figura 1 (CMSs que utilização a licença GNU) Fonte: (Elaboração própria, 2012).

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”Como a Web tem crescido explosivamente, temos visto software de código aberto crescer e amadurecer para potencializar a Web. Os mais significantes são quatro que, coletivamente, são referenciados como LAMP: Linux, Apache, MySQL e PHP.” (NORTH, 2008. 6 p.) De acordo com North (2008) o LAMP deu a possibilidade aos desenvolvedores de criarem aplicações poderosas usando a linguagem de programação PHP, como os CMSs o qual vem crescendo cada vez mais sempre escritos usando o PHP assim surgiu o Xoops, Post-Nuke, Mambo, Drupal entre outros diversos.

3.2 A EVOLUÇÃO DOS GERENCIADORES DE CONTEÚDO

No final da década de 80 e inicio da de 90 os sites eram totalmente estáticos possuindo só textos e imagens tudo era organizado dentro de um servidor com algumas poucas pastas, esse conteúdo criava as páginas web as quais eram ligadas entre si formando os menus, também continham links externos embutidos em textos e imagens os quais levavam o usuário para outros sites ou um arquivo. (Figura 2) “[...] páginas web eram nada mais do que arquivos de texto simples aninhado confortavelmente em pastas em um servidor em algum lugar na internet”1 (BYRON, 2009. 4 p. (Tradução nossa))

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web pages were nothing more than simple text files nestled comfortably into folders on a server somewhere on the Internet.

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Figura 2 (Organização dos sites na década de 80 e inicio da de 90) Fonte: (Elaboração própria, 2012).

Assim realizar alguma atualização e/ou manutenção era algo muito custoso, pois era necessário adentrar na estrutura de pastas e ir até o arquivo desejado para alterar ou inserir o conteúdo desejado, esse processo também se aplica as imagens. Com a popularização da internet foram surgindo sites cada vez maiores como, por exemplo, sites de noticias os quais são atualizados diversas vezes diariamente e possuem dezenas de páginas outro exemplo interessante são os sites de compras online que são igualmente grandes com centenas de produtos e varias categorias tornado um simples processo de adição de conteúdo em algo problemático e muito suscetível a erros.

“A busca de soluções para esses problemas solicitados a primeira revolução real na web design: o uso de scripts e Common Gateway Interface (CGI) programas. O primeiro passo foi a utilização de etiquetas especiais chamados Server-Side Includes (SSI) em cada arquivo HTML. Estas tags deixa o web designers dizer ao servidor web para usar o conteúdo de outro arquivo (por exemplo, uma mensagem de copyright padrão ou uma lista das últimas notícias) e incluí-lo na página da web

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atual como se fosse parte do arquivo HTML em si. Ele faz as atualizações desses bits muito mais fáceis, pois eles foram armazenados em um só lugar. A segunda mudança foi o uso de bancos de dados simples para armazenar peças de conteúdo semelhante. Todas as notícias sobre CNN.com (http://www.cnn.com) são semelhantes em estrutura, mesmo se o seu conteúdo é diferente. O mesmo é verdadeiro para todas as páginas de produtos em Apple.com (http://www.apple.com), todas as entradas do blog no Blogger.com (http://www.blogger.com), e assim por diante. Em vez de armazenar cada um como um arquivo HTML separado, webmasters utilizam um programa em execução no servidor web para procurar o conteúdo de cada artigo do banco de dados e exibi-lo com toda a marcação HTML para o layout do site em torno dele.”2 (BYRON, 2009. 6 p. (Tradução nossa))

Depois o próximo passo na evolução do gerenciamento de conteúdo foi a chegada dos CMS propriamente dito, porem não como conhecemos atualmente, naquela época eles acrescentavam praticamente só a possibilidade de se usar add-ons, eles funcionam acessando um único banco de dados o qual tem acesso a diversos conteúdos ajudando assim o webmaster a adicionar conteúdo dinâmico ao site como ,por exemplo, a previsão do tempo ou as ultimas notícias. (Figura 3)

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The search for solutions to these problems prompted the first real revolution in web design: the use of scripts and Common Gateway Interface (CGI) programs. The first step was the use of special tags called Server-Side Includes (SSI) in each HTML file. These tags let web designers tell the web server to suck in the contents of another file (say, a standard copyright message or a list of the latest news stories) and include it in the current web page as if it were part of the HTML file itself. It made updating those bits much easier, as they were stored in only one place. The second change was the use of simple databases to store pieces of similar content. All the news stories on CNN.com (http://www.cnn.com) are similar in structure, even if their content differs. The same is true of all the product pages on Apple.com (http://www.apple.com), all the blog entries on Blogger.com (http://www.blogger.com), and so on. Rather than storing each one as a separate HTML file, webmasters used a program running on the web server to look up the content of each article from the database and display it with all the HTML markup for the site’s layout wrapped around it.

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Figura 3 (Estrutura dos add-ons) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Logo então os CMSs evoluíram até como é hoje em dia, com centenas de módulos (como o de comercio eletrônico que iremos usar), plugins, templates, gerenciamento mais amigável e de simples acesso permitindo, por exemplo, que uma empresa adicione matérias em seu site de forma descentralizada e segura, evitando erros de duplicação de conteúdo ou perca dos mesmos.

3.3 TIPOS DE CMS

Atualmente no mercado existem vários tipos de SGC o que ajuda na hora de desenvolver um projeto para uma área especifica, porem atrapalha se não souber quais os existentes, embora haja toda essa gama eles sempre são organizados da mesma forma criação, gerenciamento de conteúdo e publicação para o usuário. Os CMSs são divididos nas seguintes categorias: 

Sites – Os CMSs desta categoria permite que web site seja totalmente gerenciável, com centenas de temas e módulos disponíveis o webmaster 21


pode criar o site da melhor forma possível para o cliente, para esse tipo de função destaca-se o Joomla, Drupal, TYPO3 e PHP-Nuke. 

Blogs – Esse é o tipo mais popular de CMS, eles permitem a adição de comentários individuais por postagem no blog, também se podem organizar as postagens na ordem cronológica dando destaque assim as matérias mais recentes. Nesta categoria o Wordpress se destaca entre o mais popular, alem dele temos também o Serendipity e o LifeType.

Fotologs – Os fotologs são bem parecidos com os blogs porem nele o que se destaca são as fotos que possuem uma breve descrição, os CMS dão a possibilidade de ser recebido comentários em cada foto alem de organizálas por data, alguns ainda dão à possibilidade de editar a imagem como brilho e cor, o Pixelpost é uma ótima ferramenta para esta área.

Galerias – Permite que o usuário faça galerias de fotos online organizadas por álbuns, alem da possibilidade de comentários e pontuação em cada foto, usa-se o Galeria e Coppermine.

Wikis – Cria conteúdos de natureza colaborativa, o qual permite a todos modificar o conteúdo, o MediaWiki, TikiWiki e o Dokuwiki são os mais usados para este fim.

E-commerce – Permite a criação com segurança e fácil administração de lojas online, com alto poder de personalização, normalmente usa-se o osCommerce, Magento e o PrestaShop.

Fóruns – Cria listas de discussão geralmente divididas em duas partes a primeira por assunto e a segundo por tópicos, permite ser organizadas por data ou por postagem, o phpBB é o mais conhecido nesse segmento, existe também o SMF.

Outros – Além desses a os CMS especializados em outras áreas como o para trabalho em grupo (Webcollab), para publicação de revistas (ePrint) e para o setor de educação (Moodle).

3.4 COMO FUNCIONA UM CMS

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Existem dezenas de sistemas gerenciadores de conteúdo, porem, todos possuem uma mesma estrutura, onde basicamente é feito o template do site, e logo após é adiciona o conteúdo do mesmo na área administrativa do CMS, para que enfim o usuário final seja capaz de acessá-lo, e todo esse processo é feito apena usando-se um navegador de internet. (Figura 4)

Figura 4 (Como funciona um CMS) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

“Ele divide as responsabilidades de desenvolver um website. O web designer pode se preocupar com a apresentação / design e os “placeholders”. Isto significa que pessoas sem conhecimento técnico podem ser responsáveis pelo conteúdo – as palavras e a figuras de um website. A maioria dos CMS tem ferramentas embutidas para gerenciar a publicação do conteúdo.” (NORTH, 2008. 4 p.)

Quando um usuário faz uma requisição pelo browser usando o protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol) para um servidor web onde o CMS esta instalado, o sistema começa a funcionar fazendo uma busca por todo o conteúdo requerido como

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paginas em HTML e PHP, JavaScript, Folhas de Estilo e devolve ao usuário apenas uma pagina em HTML.

3.5 ESTRUTURA BASICA DO CMS

Como vimos até o presente momento existem vários tipos de sistemas gerenciadores de conteúdo, porem todos segue um mesmo padrão de criação, adição de conteúdo e publicação. Esses três passos básicos são baseados em cima dos temas (templates) e dos módulos (plug-ins).

3.5.1 TEMAS

Ao imaginar um site a primeira ideia que vem a cabeça é como ele ira se aparentar, para tal usamos os temas, eles podem ser criados do zero, serem adquirido na internet de graça ou pago, ou modificar um já existente para que ele possa se adequar a necessidade do cliente. Um tema é dividido em várias partes, onde cada parte desta poderá receber um módulo, texto ou imagens. (Figura 5) “[...] um template é uma máscara que indica como e onde o conteúdo de uma página deve ser apresentado. Nesta máscara geralmente existe um local reservado para o texto que queremos apresentar, para o cabeçalho, para o rodapé e para módulos que mostrem menus, artigos mais lidos, um pequeno formulário para fazer login, etc e tal.” (Vicki, Joomla para..., 2012)

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Figura 5 (Divisão de um template) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

“Um template (ou modelo) é simplesmente um conjunto de regras sobre apresentação. Por exemplo, um modelo determina quantas colunas usar e quais cores

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serão títulos. Um modelo também determina o layout ou posicionamento da página web.” (NORTH, 2008. 11 p.)

3.5.1 MÓDULOS Os módulos são uma parte de extrema importância para os CMSs, existem varias centenas disponíveis para download, iguais aos temas existem tanto versões gratuitas como as pagas, eles possibilitam ao desenvolvedor adicionar um sistema de enquete apenas baixando e instalando o módulo ao site, além disso, é muito fácil de administrar, podendo ser editados, ativado e desativados com apenas alguns passos simples. Eles também podem ocupar qualquer espaço disponível no template, estar presente em quaisquer pagina, ou em todas elas. (Figura 6)

Figura 6 (Área de módulos no Joomla) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

“Os módulos são extensões leves e flexíveis utilizadas para a renderização de páginas. Às vezes, os módulos estão ligados a componentes [...]. Estes módulos são mais visíveis como as "caixas"

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que são organizadas em torno de um componente em uma página típica, por exemplo, o módulo de login. [...] os módulos não precisam estar ligados [...] a nada e pode ser HTML estático ou texto. Os módulos são gerenciados no painel de Administração pelo Gerente de Módulo.” (COUTINHO, O que é um..., 2012)

De acordo com Vicki (2012) um módulo é uma extensão pequena e flexível que é usada para compor uma página. Os módulos são usados em áreas especificas da página onde podem ser associados a vários componentes, alguns exemplos são os menus, o formulário de cadastro, a quantidade de visitantes online, entre tantos outros exemplos.

3.6 DIFERENÇAS ENTRE OS CMSS

Resolvemos fazer uma pequena comparação entre os dois CMSs mais usados atualmente que são Wordpress, Joomla nesta respectiva ordem de acordo com o site w3techs. (Tabela 1) O Wordpress possui vario plugins e temas, é o mais indicado na hora de construir blogs, alem de aliar facilidade de uso a recursos poderosos, sendo assim, uma escolha bastante atraente, principalmente para iniciantes que se dão bem com sua interface clean (limpa). Já o Joomla é mais procurado por quem quer construir um site mais profissional ou de médio porte, está ferramenta tem grande aceitação contendo centenas de módulos e templates, contem também um design bastante intuitivo o que acaba sendo um convite a quem nunca o usou. Com isso queremos sanar parte da duvida que paire no momento de escolher um sistema de gerenciamento de conteúdo, qual o mais seguro? Qual da maior suporte? Qual mais fácil de administrar? O gráfico comparativo a seguir foi baseado no que site infowebit feito no ano de 2011. 27


Tabela 1 (Comparação entre os CMSs)

Wordpress

Joomla

Instalação e Hospedagem

Excelente

Excelente

Montar site Simples

Excelente

Bom

Bom

Bom

Facilidade de Administração

Excelente

Bom

Flexibilidade Gráfica

Excelente

Excelente

Flexibilidade Estrutural

Ruim

Bom

Ritmo de Trabalho

Ruim

Ruim

Funcionalidade WEB 2.0

Bom

Bom

Segurança e Robustez

Bom

Bom

Excelente

Excelente

Ampliar e Integrar

Suporte da Comunidade

Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Concluímos com base nesse pequeno gráfico comparativo (Tabela 1) que: 

Wordpress (36 pontos) – ele tem uma excelente área administrativa e seus inúmeros temas é seu forte, porem ele peca no setor estrutural.

Joomla (34 pontos) – entre os três este é o que menos tem pontos vermelhos e verdes, por este motivo ele é indicado tanto para construção de sites simples até mais complexos, sua área administrativa marca dois pontos e o ritmo de trabalho apenas um.

3.7 QUAIS AS DIFERENÇA ENTRE CMS, FRAMEWORK E API

Existe muita gente que diz que o Drupal, por exemplo, é um framework, o que é um total erro, pois o mesmo é um sistema gerenciador de conteúdo, já que ele não é uma livraria de código fonte, as características das três tecnologias são: 

Framework – é uma biblioteca de códigos que visão facilitar a programação, se o programador quer fazer um formulário que seja preenchido pelo usuário e enviado para um email de administração do site 28


basta pegar na tal biblioteca o código que faça exatamente isso ou que chegue perto do resultado desejado, o Zend Framework é uma biblioteca para programação em PHP como também o CakePHP. 

CMS – a intenção é facilitar a administração e criação dos sites, pessoas leigas no assunto podem criar sistemas sem a necessidade de conhecimento em programação, muito conteúdo já esta disponível na internet e também no próprio site da desenvolvedora do SGC apenas sendo preciso baixar, instalar e excluir, inclusive os temas (template) do site.

API – é o acrônimo para Apllication Programming Interface (Interface de Programação de Aplicativos) esta interface possui um conjunto de padrões de programação, permitindo assim a construção de aplicativos. Também existe API para web que são um conjunto de mensagens e requisição (request) e resposta (response) para o protocolo HTTP.

3.8 TECNOLOGIAS USADAS NOS CMSS

Embora os SGC sejam de fácil manipulação na maioria dos casos e sejam em sua grande maioria softwares livres e feitos usando o PHP existem varias outras tecnologias por trás de toda aquela interface, então para quem quer realmente fazer um site e/ou sistema web com todas as suas necessidades e particularidades é preciso ter conhecimento das tecnologias envolvidas para que possa fazer edições no código dos módulos e de modificar o template para que não se fique preso às cores ou posições padrões do mesmo.

3.8.1 PHP

Criado por Rasmus Lerdorf em 1995 inicialmente era chamado de Personal Home Page incluía algumas das funcionalidades básicas do PHP, possuindo variáveis em Perl, já em 1997, Andi Gutmans e Zeev Suraski reescreveram todo código PHP ambos mantém as atualizações do mesmo até hoje.

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Figura 7 (Exemplo de código em PHP) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Conhecido por sua velocidade e robustez o PHP raramente deixa o servidor lento, possui uma linguagem fácil (Figura 7) facilitando o aprendizado sendo uma das mais usadas no mundo principalmente para desenvolvimento web, além de ser livre, gratuita e multiplataforma sendo plausível a instalar em qualquer plataforma onde seja possível instalar um servidor web. O autor Cox Junior (2001) disse que o PHP é uma linguagem de programação server-side scripts que cria sites dinâmicos, ou seja, quando um usuário acessa o site ele cria uma página em tempo real puxando o conteúdo do banco de dados. Um exemplo disto são os buscadores (Google, Yahoo) outro exemplo são as salas de bate-papo que quando é enviada uma mensagem está é processada em tempo real em conjunto com todos os participantes do chat resultando em um código HTML dinâmico gerado no servidor e enviado para o cliente.

3.8.2 MYSQL

O MySQL é um sistema de gerenciamento de banco de dados rápido, que utiliza a linguagem SQL (Structured Query Language) como interface é multiprocessamento, multi-usuários, poderoso e confiável. Atualmente um dos bancos de dados mais populares com milhões de instalações e de código é aberto.

Figura 8 (Exemplo de código em MySQL) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

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Neves disse (2005) que o MySQL é um sistema de gestão de bases de dados relacionais, é open source, suporta SQL e é um dos SGBDs (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados) de uso profissional mais usado com mais de 5 milhões de instalações ativas tendo cliente de peso como a Alcatel, AOL, Ericsson, Google, NASA, entre outros.

3.8.3 SERVIDOR WEB APACHE É geralmente um programa de computador (software) capaz de aceitar requisições HTTP3 em sua maioria paginas web (textos, imagens, vídeos, entre outro) sendo em sua maioria vinda dos navegadores web (browser), existem dezenas de programas que exerce esta função como o Caudium e Light HTTP Server, porem o mais recomendado é o Apache HTTP Server. O Apache é, sem sombra de duvida, um dos mais robustos e seguros programas desenvolvidos para ambientes TCP/IP e que mantém em operação mais de 60% da homepages/sites disponíveis no mundo. [...] criando assim uma comunidade de usuários espalhados pelo mundo [...] Por ser um software livre, o código fonte do Apache é livre e pode ser instalado em vários servidores diferentes, desde que seja obedecida a licença GNU Public License. (MARCELO, 2008. 3 p.)

3.8.4 HTML

Lemay disse (2002) que o HTML é uma linguagem de marcação, escrever com ela significa adicionar o texto da sua página e acrescentar tags especiais no inicio e no fim deste texto. As tags servem para indicar as diferentes partes da página e produzem diferentes efeitos no navegador. (Figura 9)

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Hypertext Transfer Protocol é um protocolo de comunicação utilizado para sistemas de informação de hipermedia distribuídos e colaborativos.

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Figura 9 (Exemplo de uma marcação em HTML) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Os documentos HTML são arquivos de texto comuns podendo-se edita-los ou cria-los em qualquer editor de texto como o bloco de notas, porem existem diversos programas que ajudam a escrever as páginas possuindo sistemas de auto-completar as tags e cores diferentes para cada categoria de tag para facilitar a leitura. De acordo ainda com Lemay (2002) o HTML define um conjunto de estilos em comum: cabeçalho, parágrafos, listas e tabelas, alem de definir os estilos nos caracteres como negrito, itálico e exemplos de código. Cada elemento está contido dentro das tags, os conjuntos destas tags etiquetam todo um site definindo onde fica o cabeçalho, parágrafos, listas e tabelas.

3.8.5 CSS

CSS é a sigla do inglês de Cascading Style Sheet que em português significa Folha de Estilo em Cascata, de acordo com Mauricio Samy Silva (2011) a grande vantagem do uso de uma folha de estilo esta em poder separa-la das marcações HTML, ou seja, o HTML faz parte unicamente da estrutura das páginas de um site enquanto o CSS destina-se da parte visual do documento das cores ao posicionamento dos textos e imagens. Ainda segundo o Mauricio Samy no mesmo período o HTML marca e estrutura textos, cabeçalhos, parágrafos, links, botões, formulários, imagens e demais elementos do site enquanto o CSS define as cores dos textos e links, bordas, sombras, degrades e tudo mais que estiver relacionado à apresentação estética do documento. E para finalizar ele ainda disse que a adoção do uso das Cascading Style Sheet nos trouxe diversos benefícios e vantagens que não são conseguidos quando se usa 32


tabelas para alinhar o site ou quando se aplica as estilizações direto nas tags HTML, pois torna a manutenção do site demasiadamente trabalhosa.

Figura 10 (Exemplo de código em CSS) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

CSS possui uma sintaxe baseada em palavras do inglês, a folha de estilo tem uma lista de seletores seguida por um bloco de declarações “seletor {declarações;}” (Figura 10), eles podem ser atribuídos a uma tag do HTML em especifico ou a uma classe ou div definida dentro do HTML.

4 JOOMLA E WORDPRESS São sistemas gerenciadores de conteúdo gratuitos desenvolvidos em PHP que rodam em qualquer plataforma que se possa instalar um servidor web, a instalação de ambos segue um passo a passo bastante pratico tendo que ter um banco de dados MySQL como parte mais técnica do processo com nome de usuário e senha. A estrutura deles é dividida em duas partes a front-end e a back-end e funciona da seguinte forma, na parte administrativa é possível fazer as configurações e alterações necessárias como adição de texto e menus, essas alterações são passadas para o MySQL que salva tudo no banco de dados para quando o usuário acessar o site o MySQL retorna as informações para o PHP que os processa e manda para o navegador do usuário. 

Front-End – é a parte que o usuário visualiza quando acessa o site, esta visualização não permite que o mesmo tenha acesso administrativo ao site.

Back-End – já aqui é onde se administra o site para ter acesso a esta área é necessário um nome de usuário e senha, sendo possível criar novos conteúdos, editar os existentes, executar manutenções e muito mais.

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4.1 JOOMLA No ano de 2000 foi criado pela empresa Miro Corporation o Mambo um dos CMSs mais populares da época, após a divisão desta equipe uma parte desta lançou o Joomla em 16 de setembro de 2005, herdando o fundamento do Mambo tornou-se um projeto solido vencedor de prêmios que é mantido até hoje com o apoio de mais de 50 mil desenvolvedores. “JoomlaGov é uma vitrine para os sites do governo construídos com Joomla! por todo o mundo. [...] já apresenta mais de 3.000 sites.” (GRAF et al. 2012. 24 p.) Ele é focado para projetos tantos para web quanto para intranet, sendo o segundo CMS mais usado do mundo com pouco mais de 10% total do mercado a frente do Drupal por uma pequena margem. O nível de conhecimento técnico para usar o Joomla é menor se comparado com o Drupal e maior se comparado com o Wordpress, você precisa investir um tempo relativamente pequeno para aprender sobre sua estrutura e termologia, porem para criar sites mais complexo é preciso possuir habilidade técnica. “Joomla! é conhecida pelos seus Joomla! Days. O Joomla! Day é um evento de um ou dois dias, organizado pela e para a comunidade.” (GRAF et al. 2012. 213 p.) O Joomla roda em qualquer plataforma bastando ter um servidor web instalado, é traduzido para dezenas de linguagens, possui centenas de módulos e templates de fácil instalação além de possuir por padrão uma hierarquia para grupos de usuário onde o “Super Usuário” tem acesso e permissão total.

4.1.1 PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO JOOMLA

“Em qualquer bom sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS), o painel de administração é o lugar onde a mágica acontece. No Joomla, este é referido como o painel de administração e permite que os administradores construam e mantenham um site muito robusto.” (SEVERDIA. 2009. 15 p. (Tradução Nossa))

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Durante a instalação do Joomla existe uma parte que chama bastante atenção e o diferencia dos demais sistemas gerenciadores de conteúdo que é “Instalar Conteúdo de Exemplo” isto irá facilitar o entendimento sobre a estrutura do template, adicionando imagens, menus e textos por todo site, uma boa parte dos temas baixados pela internet possui uma pasta chamada de quick-start que além do conteúdo de exemplo vem com todos os módulos necessários para o funcionamento igual como na imagem e/ou site demonstrativo do template, não sendo necessário assim que os usuários procurarem individualmente eles.

Figura 11 (Área administrativa do Joomla) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

O painel de controle em destaque na imagem acima (Figura 11) é o ponto de partida para administração do site, nele se encontra ícones grandes que aponta para as áreas mais usadas permitindo a construção, manutenção e atualização de todo site. Já a

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parte do menu igualmente destacada na imagem acima da acesso a praticamente todas as partes do back-end do Joomla, o menu é dividido nas seguintes partes: 

Site – Ao abrir o drop-down do menu é exibido links para as configurações gerais do Joomla e para manutenção, essas são as principais parte deste área.

Usuários – esta parte permite adicionar e gerenciar todos os usuários, grupos de permissões para edição na parte do back-end e outro grupo de permissões de visualização na front-end.

Menus – Pelo menu drop-down se tem acesso aos menus do site onde se tem a possibilidade de adicionar, editar e excluí-los. Nesta área se você indicar que um determinado menu ira ser uma página de contato o Joomla automaticamente monta um formulário de contato que pode ser facilmente editado.

Conteúdo – Nesta parte se tem acesso aos artigos podendo criar, editar e excluir. Eles são itens de extrema importância no Joomla, os menus (falado acima) puxam um artigo junto com alguns módulos (ou não) para se criar uma página do site.

Componentes – Este menu ira listar todos os módulos nativos que acompanha o Joomla como é o caso do módulo de pesquisa, e todos os módulos instalado por um administrados tudo organizador em ordem alfabética.

Extensões – Já aqui é onde todos os módulos, plugins, temas e idiomas podem ser instalados, desinstalados, habilitados ou desabilitados. Por padrão a instalação do Joomla vem em inglês e é nesta área que se pode instalar um pacote de linguagem para deixá-lo no idioma que mais lhe convém.

Ajuda – Aqui se tem acesso a menus de ajuda dentro do próprio back-end com dezenas de respostas as mais diversas áreas da parte administrativa, tem também um link para a documentação oficial do Joomla e outro para o

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fórum oficial, além de links uteis como um site para baixar módulos e outro para linguagens.

4.1.2 EXTENSÕES DO JOOMLA Como visto acima as extensões são uma parte bastante importante do Joomla, pois é onde ficam os famosos módulos e componentes, onde é possível gerenciar o tema do site e também onde se encontra os plugins, ferramenta compacta mais de grande importância.

Componentes – Comparados com os demais tipos de extensão eles são os mais complexos, os componentes podem ser vistos como mini-aplicações possuindo um back-end configurável com alguns menus, um sistema de newsletters, por exemplo, é trabalho para um componente. Fazendo uma analogia para que fique mais fácil de entender é que o Joomla é um livro e todos os componentes são como capítulos deste livro. (NORTH, 2008)

Módulos – Já os módulos são menos complexos e flexíveis, não é configurável apenas editável com suas funções pré-definidas, um banner com imagens rotativas é um exemplo de módulo. Para continuar a analogia do livro, um módulo pode ser comparado como um cabeçalho ou rodapé. (NORTH, 2008)

Plugins – Uma das mais avançadas intenções do Joomla é o plugin. Um plugin é uma seção de código que roda quando um evento predefinido acontece dentro do Joomla. Usar um plugin permite ao desenvolvedor mudar a maneira como o código se comporta. (NORTH, 2008)

Idiomas – Os idiomas são pacotes de linguagem que permite a tradução de todo back-end do Joomla, alguns desenvolvedores ou até mesmo a comunidade costumam criar pacotes de tradução para os componentes e módulos.

Temas – São os responsáveis por dar formato aos sites, definindo as cores do texto e espaçamento, onde ficara e como será o menu, alem de estabelecer os espaços que os componentes e módulos podem ocupar nas paginas como mostrado na Figura 5.

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4.2 WORDPRESS

Em 2001, criado por Michel Valdrighi nascia o b2/cafelog (conhecido por b2 ou cafelog), que surgiu com a tarefa de automatizar o gerenciamento constante dos blogs, dois anos depois o b2 era usado em aproximadamente dois mil blogs, neste mesmo período foi criado um fork4 e o cafelog serviu de base para o surgimento do Wordpress (WP). “Wordpress é famoso por seus cinco minutos de instalação” (LEARY. 2010. 1 p. (Tradução nossa)) Um ano depois em 2004, o Movable Typemaior seu concorrente direto mudou os termos de licenciamento o que fez muitos usuários migrarem para o Wordpress, dando a guinada inicial que foi essencial para se tornar a força que é hoje.

4.2.1 PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO WORDPRESS

A imagem abaixo representa o back-end logo após a instalação do WP, a vantagem dele é que sua instalação pode ser baixada direto em português do Brasil diferente do Joomla que é necessário baixar um pacote de linguagem em PT-BR e instala-lo pela área administrativa dele. Este painel do Wordpress (Figura 12) é dividido em onze partes de fácil entendimento, sendo possível direto por ela baixar plugins (módulos) e temas.

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Bifurcação que acontece quando um desenvolvedor (ou vários) inicia um projeto independente com base no código de um projeto já existente

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Figura 12 (Área administrativa do Wordpress) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

 Posts – Neste menu é possível criar, editar e deletar os posts, além de fazer as mesmas edições com as categorias e as tags. Um post é um conteúdo que é atualizado com frequência, a exemplo de um posts de notícias.

 Mídia – Aqui é possível ver todas as imagens que estão em seu site as quais podem ser adicionadas ou deletadas, elas podem ser organizadas por data, nome, entro outros tipos.

 Links – Parecido com o que é feito em Mídia aqui você é capaz de gerenciar facilmente todos os links inclusive sendo possível adicionar informações neles como descrição e imagens, para facilitar ainda mais este organização pode-se criar categorias para separar por exemplos links internos dos externos.

Páginas – Diferentes dos Posts as Páginas são raramente editáveis são, por exemplo, uma página de História (de uma empresa). No menu é possível adicionar e editar todas as páginas, elas assim que são criadas aparecem no menu principal do site elas geralmente são organizadas pela ordem alfabética, porem é possível atribuir um número a cada página para alterar esta ordem.

 Comentários – Quando habilitados os comentários são respostas dos visitantes aos conteúdos postados pela administração do site. Nesta área é possível visualizar todos os comentários enviados podendo-se edita-los, deleta-los e até mesmo responde-los.

 Aparência – Há centenas de temas disponíveis para download no Wordpress, neste menu é possível baixa-los, instala-los e edita-los de forma muito simples, sendo possível alterar cores de fundo e dos links de modo visual, além da 39


quantidade de colunas. Existe aqui o sub-menu Editor que através dele se tem acesso a todos os arquivos PHP e CSS que formam o tema em uso. Outro área interessante é Menus que lhe da o poder de criar ou editar o menu do site adicionando nele links externos.

 Plugins – O Wordpress é o CMS com o maior numero dessas ferramentas para download são varias centenas disponíveis, e neste menu tal como o menu Aparência é possível pesquisar, adicionar, editar e ativa-las ao site ou então se necessário excluí-las.

 Usuários – Eles são pessoas que tem acesso ao menu de administração do site podem ser classificados com níveis de acesso pré-definidos desde o nível Administrador (acesso completo a área administrativa) ao Assinante (pode escrever comentários e receber newsletters) tornando tudo muito mais seguro.

 Ferramentas – Fornecem algumas ferramentas de administração do site, elas são mais usadas logo após a instalação do Wordpress, porem é nesta área que se faz o backup do site o exportando ou importando.

 Configurações – Por fim neste menu você edita as particularidades do Wordpress como permitir que usuários comente em seu site ou ainda que só seja possível comentar usuários cadastrados, entre outras funcionalidades.

4.2.2 EXTENSÕES DO WORDPRESS

A gente classificou como extensões as áreas do Wordpress que exercem praticamente as mesmas funções das extensões do Joomla para se ter um melhor entendimento, eles são os Plugins, Widgets, Ferramentas e os Temas.

 Plugins – Eles expandem as funcionalidades do Wordpress, são comparadas com aos módulos do Joomla, elas fazem de forma quase que automática tarefas mais complexas como a de um formulário de contato, em alguns casos é preciso fazer configurações no código fonte do plugin, é possível ativar e desativa-los a qualquer momento. Também é possível adquirir novos para atender as necessidades do desenvolvedor, existem modelos gratuitos e pagos.

 Widgets – Segundo Ayroza (2011) os widgets são fornecidos pelo tema, mas é possível baixar outros demais na área de Plugins, é de fácil organização em seu site, eles são pequenos aplicativos que geralmente é colocado na coluna lateral direita visibilizando interação com o usuário do site como um campo de pesquisa, links, textos em HTML, nuvens de tags entre outros e até mesmo um carrinho de compras.

 Ferramentas – É onde se gerencia a parte mecânica do site, como exportar, criar e gerenciar backups, importar feed RSS (Really Simple Syndication), posts do Blogger do Live Journal ou até mesmo os próprios backups. 40


 Temas – É a parte visual do site, é ele que organiza todo o conteúdo do site, é por intermédio dele que se pode definir onde ficarão os widgets, é possível mudar o tema a qualquer momento sem se preocupar em perder os dados do site que ficam intactos no banco de dados, pois apenas o design é mudado. É possível baixar tema direto pela área administrativa do site, ou então adquiri-los em sites externos, podendo ser disponibilizados de forma gratuita ou pagos.

5 EXTENSÕES PARA CRIAÇÃO DE UMA LOJA VIRTUAL

Como já dito no decorrer deste trabalho existe uma grande gama de formas de se criar um e-commerce, porem filtramos para o uso dos CMSs e dentro desta categoria escolhemos os dois mais usados atualmente o Wordpress e o Joomla, porem ainda é preciso selecionar o melhor módulo de cada um. Os dois gerenciadores de conteúdo não possuem estas ferramentas de forma nativa, mas facilmente é possível baixar e instalar de forma gratuita. Do lado do Joomla decidimos usar o módulo VirtueMart que pode transformar o CMS de um simples site em uma completa e poderosa loja virtual, já representando o Wordpress usaremos o famoso plugin WP e-Commerce que contem uma interface muito parecida com a do próprio WP sendo possível com ele criar uma loja completa em poucos minutos. Além de criar um e-commerce para cada CMS vamos integra-lo ao PagSeguro que é a uma ferramenta criada pela UOL (Universo Online) para pagamentos online que garante a segurança de quem compra e de quem vende, possuindo diversas formas de pagamento sem a necessidade de pagar taxas ou assinar convênios, ainda é nacional e bastante robusta ideal para nosso propósito. Usaremos uma área do site do PagSeguro que poucos usuários conhecem chamada de “Guia do Desenvolvedor” onde encontraremos as ferramentas e tutoriais necessárias para conseguimos fazer esta integração de forma rápida e sem maiores problemas. Mostraremos como fazer isto passo a passo e no fim este processo também fará parte da nossa tabela comparativa ao fim do trabalho.

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5.1 VIRTUEMART DO JOOMLA

Derivado do phpShop o VirtueMart (VM) é um componente do Joomla que implementa um sistema de loja virtual, não modifica o template do Joomla e sim se adapta a ele, possui uma área administrativa bastante complexa com dezenas de configurações como categorias, produtos, fornecedores, modos de pagamento e envio, etc. Ele é desenvolvido em PHP utilizando o MySQL sendo totalmente open source com a licença GPL. Para começar a usar este componente precisamos fazer o download do mesmo e o modo mais fácil de fazer isto é indo direto no site5 do desenvolvedor (em inglês), pois no site do Joomla existe dezenas de ferramentas com o nome VirtueMart o que pode confundir na hora de escolher a opção correta. Por padrão o VM vem em inglês tal como o Joomla, porem se o idioma do CMS tiver sido alterado para o português do Brasil automaticamente o VM será traduzido para esta linguagem. Algumas vezes após se fazer a instalação o usuário pode se deparar com erros diversos de banco de dados acusando erro em algumas tabelas que além de deixar a interface poluída (Figura 13) o impede de adicionar produtos ou até mesmo a forma de pagamento que é exatamente o que queremos, para contornar esta falha vamos em “Configuração » Loja” no próprio menu do VirtueMart, na aba Loja é preciso marcar a opção ‘Habilitar ferramentas de Atualização de banco de dados’ após salvar iremos em “Ferramentas » Ferramentas e migração” e clicamos em ‘Renovar configuração do arquivo’ e OK, agora o erro ira sair e podemos enfim seguir com as configurações da loja virtual.

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Site oficial do VirtueMart: http://virtuemart.net

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Figura 13 (Erro após a instalação do VirtueMart) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Ele possui dezenas de plugins criados pelos usuários e empresas que os disponibilizam de forma gratuita ou paga, por exemplo, existe o plugin dos Correios que disponibiliza os principais modos de envio de mercadoria como o PAC e o SEDEX que além de dizer o valor informa o prazo de entrega em dias úteis, ele não foi criado pelos Correios mais sim por usuários.

5.1.2 ÁREA ADMINISTRATIVA DO VIRTUEMART

Ao se chegar ao painel de controle do componente é possível ver uma coluna do lado esquerdo com cinco menus principais: Produtos, Pedidos & Clientes, Fabricantes, Loja, Configuração e Ferramentas. Cada uma destas partes tem sub-menus que por sua vez alguns possuem varias abas o que torna sua total configuração algo bastante demorado e trabalhoso, porem no fim o resultado é de uma loja profissional e de pequenas atualizações periódicas, iremos então desbrava-lo. (Figura 14)

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Figura 14 (Painel de controle do VirtueMart) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Produtos – Aqui é o local onde iremos inserir todos os produtos é um processo detalhado e demorado com dezenas de campos não é possível inserir produtos em massa é preciso ir de um por um o que torna tudo demorado, pois temos que inserir a referencia dos produtos, peso, quantidade em estoque, categoria, o tipo de imposto, etc. Outro fator que atrasa são as imagens por ser impossível adicionar varias imagens de uma única vez, o usuário tem que envia uma imagem salvar envia a próxima e salvar até todas serem enviadas. Uma área bastante interessante deste menu é o Inventário que lista todos os produtos mostrando a quantidade em estoque e pra facilitar ele ainda os destaca em três cores verde (estoque suficiente), laranja (estoque baixo) vermelho (sem estoque).

Pedidos & Clientes – Como o próprio nome diz aqui é onde se visualiza os pedidos feitos com uma tabela bem completa mostrando o numero do pedido, método de pagamento, situação, total, etc. E os clientes são todos exibidos em uma lista que por meio dela é possível editar as informações de um cliente como, por exemplo, força-lo a receber emails do sistema, nesta área ainda temos Grupos de Clientes e Cupons para que se possa cria-los basta clicar em novo e definir o valor do desconto o nome e a sua validade.

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Fabricantes – O menor menu entre os seis, aqui se adiciona os fabricantes da loja virtual, achamos que ele é um tanto que incompleto pois não existe se quer um campo para telefone, é possível os dividir em categorias as criando em Categorias de Fabricante.

Loja – Embora pareça mais aqui não é exatamente onde fica as configurações gerais da loja, nesta parte você poderá definir a ou as moedas que serão aceitas, ver uma lista de todas as imagens usadas em Arquivo de Mídia, já em Métodos de Envio e em Métodos de Pagamento é onde entra nossa parte principal no trabalho, eles serão responsáveis por adicionar o método de frete e o pagamento que no nosso caso será o PagSeguro, também existem plugins para adicionar pagamentos via Mercado Pago e Cielo que aceita os cartões Visa, Mastercard, Discover, Diners e Elo. Estas configurações exigem certo tempo e alguma técnica para tudo dar certo.

Configuração – Aqui vamos por todas as configurações gerais do e-commerce que são varias dezenas de campos e checkbox, permitindo o administrador ponha a loja em manutenção, defina os valores de preço base, valor do imposto, decida se habilita o uso dos cupons, a unidade de peso padrão, edite o tema da loja, quais campos o usuário deve preencher para se cadastrar na loja (endereço, CEP, nome, telefone), quais informações irão aparece sobre o produto, entre várias outras opções.

Ferramentas – O ultimo menu possui um link para o fórum do VM e outro para o site oficial e mais um que fala sobre o VirtueMart, já em Painel de Controle é possível ver os menus mais importantes da área administrativa e as estatísticas da loja onde mostra a quantidade de clientes, produtos, vendas entre outros dados. E por ultimo o sub-menu Ferramentas & Migração é a área mais perigosa para um novato pois ao usar uma ferramenta errada pode-se travar a loja ou ate mesmo deletar todo o conteúdo dela inclusive do banco de dados, mas para quem tem conhecimento pode ser bastante útil, como vimos no tópico 5.1 quando usamos este menu para remover os erros após a instalação.

5.1.3 INTEGRANDO VM COM O PAGSEGURO

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De inicio queríamos usar a solução do Guia do Desenvolvedor porem notamos que ela esta desatualizada, pois usa a versão do Joomla 1.5 (já esta disponível a 3.0) e do VirtueMart 1.1.8 (já esta disponível a 2.0 com muitas mudanças), então vamos usar um plugin desenvolvido por Luiz Weber que faz a mesma função de adicionar o PagSeguro as formas de pagamento e é totalmente gratuito e o mais importante ele usa a ultima versão do VM o que torna nossa loja muito mais segura e completa. Após instalar e configurar o VirtueMart (como vimos no tópico 5.1 e 5.1.2) vamos baixar o plugin no site VirtueMart PRO6 no menu Downloads e instalar no Joomla, depois disto é preciso habilitar o plugin no menu Gerenciador de Plugin, posteriormente a isto o resto da configuração é feita dentro do VM então vamos para lá. No back-end do VirtueMart iremos em “Loja » Método de pagamento” clicamos em Novo para adicionamos os seguinte valores:

Tabela 2 (Configuração do Método de Pagamento no VM, parte 1)

Nome do pagamento

Nome desta forma de pagamento, colocamos PagSeguro, pois este nome ira ser exibido em nossa loja.

Publicado

Marque Sim para que a forma de pagamento apareça na loja.

Descrição do pagamento

Uma descrição que será exibida ao lado do nome do pagamento na loja pode-se deixar em branco.

Método de pagamento

É nesta parte que a instalação do plugin começa a aparecer, selecione Pagseguro no fim da lista.

Grupo de compradores

Selecione os grupos anonymous e default assim todos os clientes registrados ou não irão ver este método de pagamento.

Lista de pedidos

Deixamos este campo em branco ele não nos interessa. Fonte: (Elaboração própria, 2012)

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Área de downloads do site VirtueMart PRO: http://virtuemartpro.com.br/download

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Após isto clicamos no botão Salvar para que o VirtueMart cadastre esta forma de pagamento, para a segunda parte da configuração saímos da aba atual e vamos para a de Configurações lá existem vários campos porem só vamos modificar os seguintes:

Tabela 3 (Configuração do Método de Pagamento no VM, parte 2)

Email PagSeguro

Seu email de cadastro/login do PagSeguro.

Configurações de retorno Esta etapa assim como a próxima é feita no site do PS após fazer o do PagSeguro

login ir ao menu “Integrações » Página de redirecionamento”

TOKEN

É um código de segurança que é gerado na área administrativa do PagSeguro, ele serve para vincular sua loja a conta do PS.

Países

Selecione o Brasil e quais outros queiras.

Tipo de frete padrão

Esta configuração por si só de nada serve, então não vamos alterar. Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Pronto agora basta clicar em ‘Salvar & Fechar’ para que seja adicionado o método de pagamento do PS ao nosso comercio eletrônico, para se fazer um teste é necessário definir nas opções do VM um Métodos de Envio, nos não iremos o fazer pois não existem soluções gratuitas para esta versão do VirtueMart, então nos apenas criamos um método de envio fictício para podemos testar a eficiência do plugin de pagamento, és o resultado: (Figura 15)

Figura 15 (Compra redirecionada para o PagSeguro) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

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Ao fim destes passos simples foi possível integrar o PagSeguro de maneira rápida ao nosso comercio eletrônico, após isso já é possível ir nas configurações do VirtueMart e ver que uma compra foi realizada e o status esta pendente, e também no estoque um produto se encontra reservado tudo de forma automática e inteligente.

5.2 WP E-COMMERCE DO WORDPRESS

Ele é o mais popular entres os plugins do gênero sendo usado para venda de produtos, downloads e serviços online de forma fácil e pratica, em poucos minutos foi possível criar uma loja com carrinho de compras e produtos com descrição completa e um frete fixo, o WP e-Commerce (WPeC) se integra totalmente com o tema (template) inclusive criando automaticamente um link no menu para a loja, além disso todo o código é constantemente atualizado para evitar violações com a ajuda da comunidade de usuários que sempre envia problemas para a equipe de segurança responsável pela ferramenta. Assim como o VirtueMart os add-ons se dividem em versões pagas e gratuitas no site GetShopped (site oficial do plugin) existem vários para o WPeC como o “DropShop Drag & Drop Cart Widget” que possibilita que na loja seja possível arrastar um produto e soltar em uma coluna lateral agilizando as compras e dando um toque de personalização, além desses complementos existem também temas para download ou para comprar mudando totalmente a cara da loja virtual. O processo de instalação do plugin é muito mais fácil se comparado ao Joomla, dentro do back-end do próprio WP no menu Plugins ao se clicar em “Adicionar Novo” basta fazer uma pesquisa sobre o WP e-Commerce e clicar em “Instalar Agora” e em alguns segundos será baixado e instalado, após isso clicamos em “Ativar Plugin” para se ter acesso a área de configuração do WPeC basta apontar o mouse para o menu lateral do WP em Configurações e clicar em Loja.

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5.2.2 ÁREA ADMINISTRATIVA DO WP E-COMMERCE

Quando se chega nesta área o interface é limpa e autoexplicativo possuindo nove abas que vão desde as configurações gerais a opções de frete, pagamentos e importações, todo o back-end dele já vem em português do Brasil. (Figura 16)

Figura 16 (Painel de controle do WP e-Commerce) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Geral – Apesar do nome do menu ser este não encontramos aqui muito que definir, selecionaremos aqui o país base (nosso caso o Brasil), os países que serão nossos mercados-alvos, o tipo da moeda (só é possível selecionar uma) e a regularidade em que o estoque dos produtos será renovado (de forma geral e não o estoque individual de cada produto) definindo o tempo da renovação em horas, dias ou semanas

Apresentação – Aqui é onde toda a parte que será visualizada no front-end é selecionada como quantos produtos irão aparecer por linha, se ira ser exibida a avaliação do produto, o tipo do botão se ira ser “Adicionar ao Carrinho” ou “Compre Já”, entre várias outras opções, também é nesta área que se podem ver os arquivos do tema do plugin e move-los para se integrar ao tema do WP. Uma ferramenta interessante deste CMS é sua possibilidade de integrar os

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comentários ao IntenseDebate7 e o WPeC da ao administrador a possibilidade de usa-lo de forma que torne o processo de administração dos posts algo ainda mais fácil e dinâmico. 

Admin – Nesta parte podemos limitar a quantidade de downloads por arquivos, configurar o email do administrador para receber as mensagens de notificações como os relatórios de venda avisando ao administrador que uma compra foi realizada.

Impostos – Permite que seja adicionar aos produtos impostos, o valor pode ser posto durante o fechamento do pedido ou incluindo eles direto nos produtos, outra opção é definir taxas de impostos ou faixas de impostos quando a venda for para outros países.

Frete – Caso a loja virtual não faça uso de frete por ser uma loja exclusiva de downloads, por exemplo, é possível desabilita esta função, caso contrário é preciso selecionar um tipo de calculadora para que se calcule o valor do frete, é possível adicionar outras calculadoras baixando-as e aplicando ao plugin (falaremos melhor disto no tópico 5.2.3).

Pagamentos – Neste menu ficam as formas de pagamento que podem ser disponibilizadas aos clientes, é preciso preencher os dados de cada método de pagamento que são fornecidos pelas empresas que por padrão são todas estrangeiras, iremos mostrar no tópico 5.2.3 como adicionar o PagSeguro a nossa loja.

Fechar Pedido – É onde se edita as configurações da página do checkout informando se é preciso o usuário se registrar para efetuar a compra, também é possível definir os campos do formulário que o usuário ira preencher antes de finalizar a compra como nome, endereço, telefone, email, etc.

Marketing – Como próprio nome diz as configurações daqui irão proporcionar uma possibilidade de se vender mais, pode-se ativar as opções de “curtir” para o FaceBook, compartilhar links, exibir vendas cruzadas, além de poder usar ferramentas do Google Analytics e feed RSS.

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Sistema de comentários para blogs e sites com gerenciamento de comentários, permite que o usuário comente usando contas do FaceBook, Twitter ou Wordpress.

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Importação – Nesta sessão existe um modo de adicionar itens em massa enviando um arquivo no formato CSV (Comma Separated Values) com todos os dados dos produtos, assim sem dificuldade é possível adiciona-los em instantes.

E assim concluímos esta parte do back-end do WP e-Commerce, porem como se pode observar não existe outra maneira de fazer uma adição de produtos exceto usando o a lista no formato CSV, mas esta não é única forma de se por algo a venda, pois temos uma área no menu administrativa do Wordpress que o plugin cria assim que é instalado, ele se localiza logo abaixo do menu Comentários. (Figura 17)

Figura 17 (Área destinada a adição de itens no WPeC) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Toda esta área é muito parecido com a de Posts o primeiro menu do painel de controle do WP propriamente dito que vimos no tópico 4.2.1 o que facilita o entendimento, porem aqui será necessário adicionar algumas informações extras como vamos ver a seguir. 

Produtos – Simplesmente mostra todos os produtos já adicionados à loja virtual, podendo filtrar por data ou por categoria, também se tem a possibilidade de fazer ações em massa como mover para a lixeira vários arquivos selecionados.

Adicionar Novo – Os produtos serão adicionados por meio desta área, logo no começo se diz qual o nome do produto e logo abaixo uma descrição do mesmo, também é possível definir ao produto um link externo a ele caso a sua loja 51


apenas esteja anunciando o produto e venda sendo feita em outro site, é ainda aqui que se pode definir se o produto vai possuir frete ou não, o seu peso e dimensões, adição de imagens entre outras opções. 

Tags do Produto / Categorias – Essas duas partes do menu é exatamente igual com o que acontece com o menu Tags e Categorias do Wordpress que já foi visto no tópico 4.2.1, com a diferença de ser relacionado com os produtos da loja online e não com os posts.

Variações – é um único produto que contem versões diferenciadas como uma boneca indígena e outra negra, ou para ficar mais claro uma camisa que tem vários tamanhos, para cada variação é possível definir o valor e uma descrição.

Cupons – É nada mais do que a criação de cupons com descontos em porcentagem, dinheiro ou isenção do frete, pode-se definir um dia para inicio e termino do mesmo.

Por fim o detalhe final para que a configuração do WPeC seja finalizada é que por padrão o carrinho de compras não fica visível então vamos no menu do Wordpress em “Aparência » Widgets” lá basta arrastar Carrinho de Compras para a barra lateral ou para o rodapé e agora sua loja o terá visível. Outra configuração se o administrador achar necessário é ajeitar os menus do comercio eletrônico que vem em inglês, mas não mexeremos nisto. Apesar de todo o processo sobre a área administrativa e configuração do plugin aparente ser extenso todo o processo é rápido e autoexplicativo para usuários mais familiarizados com a interface do WP.

5.2.3 INTEGRANDO WPEC COM O PAGSEGURO

Como foi feito no Joomla a mesma integração será feita aqui, porem a comparação para por aí, pois os passos a serem feitos são diferentes, na área do Guia do Desenvolvedor do PagSeguro existe duas ferramentas (modos) de se fazer um comercio eletrônico a que usa o plugin WP e-Commerce (a que vamos usar) e a segunda opção que usa o sistema de Posts do próprio Wordpress para a criação da loja.

52


Após instalar, configurar e adicionar os produtos no WPeC (como vimos no tópico 5.2.2) precisamos fazer o download de um módulo no site do Guia do Desenvolvedor8 e extraí-los dentro da pasta do WPeC, este pacote além de nos da a possibilidade de usar o PS como forma de pagamento online nos permitira usar a calculadora para fretes via PAC e SEDEX ambos dos Correios, calculando automaticamente o frete de acordo com o CEP fornecido pelo comprador e o peso e tamanho dos produtos. Para que tal tarefa seja realizada temos que ir em “Configurações da Loja » Frete” lá marcamos a opção PagSeugo e adicionamos os seguinte valores:

Tabela 4 (Configurações do Frete no WPeC usando o PagSeguro)

Informe seu CEP

A região de onde os produtos serão enviados.

Valor Fixo

Caso não seja possível fazer os cálculos do valor do frete esses valores serão atribuídos.

Meios de Envio

Aqui se seleciona os meios de envio que sua loja vai trabalhar com o PAC o SEDEX ou ambos. Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Agora iremos fazer as configurações para que o PagSeguro possa cuidar das formas de pagamentos, vamos para aba Pagamentos lá faremos o mesmo que em Frete selecionaremos o PS como forma de pagamento e adicionamos os seguintes dados:

Tabela 5 (Configurações do Pagamento no WPeC usando o PagSeguro)

Nome

Será exibido ao usuário para escolher o modo de pagamento.

Email do Vendedor

É o mesmo email usado para se cadastrar no site do PagSeguro.

TOKEN

É um código de segurança que é gerado na área administrativa do PagSeguro, ele serve para vincular sua loja a conta do PS. Fonte: (Elaboração própria, 2012)

8

Site para download do módulo: http://pagseguro.visie.com.br/plataforma/wordpress/wp-e-commerce

53


E como ultimo passo configuremos o retorno automático para que o site atualize de forma automática o status do pagamento, para isso ainda no site do PagSeguro no menu lateral Integrações (o mesmo em que o TOKEN se localiza) ache o sub-menu Retorno automático de dados e marque a opção Ativado, agora no WP vá para o menu Páginas clique em Transaction Results e copie o Link Permanente dele para a página do PS e clique no botão Ativar. Pronto o site no Wordpress esta totalmente funcional com produtos, carrinho de compras, calculando o frete e finalizando a compra com o PagSeguro, em apenas três passos simples foi possível completar nossa loja no Wordpress.

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6 COMPARAÇÃO ENTRE AS EXTENÇÕES DO JOOMLA E WP

Com o decorrer do nosso trabalho varremos grande parte das funcionalidades do Joomla e Wordpress assim como a de seu complemento e plugin respectivamente, durante todo esse processo fomos coletando vários pontos críticos que vão desde controle de estoque até a adição de produtos na loja a fim de se chegar a uma conclusão de qual é o melhor CMS para a criação de uma loja de comercio eletrônico integrado com o PagSeguro. A seguir vamos ilustrar com ajuda de três tabelas todas essas questões e falar um pouco sobre alguns pontos. Como já dito no inicio do trabalho cada um das comparações vão ser classificadas em ruim (1 ponto), bom (3 pontos) e excelente (5 pontos) para que ao se somar saibamos qual é o melhor caminho a se tomar quando queiramos construir um e-commerce.

Tabela 6 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 1)

VirtueMart

WP e-Commerce

Facilidade de Download

Bom

Excelente

Facilidade de Instalação

Bom

Excelente

Problemas Depois da Instalação

Bom

Excelente

Idioma do back-end PT-BR

Excelente

Excelente

Idioma do front-end PT-BR

Excelente

Bom

Tempo de Configuração

Bom

Excelente

Configuração de Loja Profissional

Excelente

Bom

Rapidez na Adição de Produtos

Bom

Excelente

Controle de Estoque

Excelente

Bom

Backup e Migração

Excelente

Excelente

Legenda: Excelente (5 pontos) | Bom (3 pontos) | Ruim (1 ponto) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

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  

 

Facilidade de Download e Instalação: o download e instalação do plugin do WPeC se sai melhor pelo fato de todo o processo ser feito direto no back-end do Wordpress. Idioma no back e front-end: os dois não precisão de pacotes de tradução para que a área administrativa fique em português do Brasil assim como a área da loja, porem o plugin do WP mantém algumas palavras em inglês no front-end. Tempo de Configuração e Configuração de Loja Profissional: o Wordpress é muito mais rápido para configurá-lo por completo, mas isso se da por ele ser mais enxuto, por isso o Joomla se sai melhor quando se tem a necessidade de se criar uma loja profissional. Rapidez na adição de Produtos: o WP e-commerce ganha neste quesito por possuir a opção de enviar uma lista de produtos em formato CSV. Controle de Estoque: O Joomla tem um excelente sistema de estoque ilustrado com cores e com sistemas de aviso quando algum produto esta acabando.

Nesta primeira parte de nossa comparação o plugin do Wordpress sai melhor por uma diferença de apenas quatro pontos, com isso vemos os quão bons e equilibras são essas duas ferramentas, vamos então ver a próxima tabela (Tabela 6)

Tabela 7 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 2)

VirtueMart

WP e-Commerce

Integrar com o PagSeguro

Excelente

Excelente

Adicionar Formas de Pagamento

Excelente

Bom

Bom

Excelente

Multi-Moedas

Excelente

Ruim

Grupos de Clientes

Excelente

Bom

Grupo de Fornecedores

Bom

Ruim

Integração com Redes Sociais

Ruim

Excelente

Cupons de Desconto

Excelente

Excelente

Adicionar o Carrinho de Compras

Excelente

Bom

Suporte da Comunidade

Excelente

Excelente

Adicionar Métodos de Frete

Legenda: Excelente (5 pontos) | Bom (3 pontos) | Ruim (1 ponto) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

 Integrar com o PagSeguro: os dois CMSs se mostraram bem dinâmicos permitindo que a integração fosse feita de forma relativamente fácil bastando acrescentar alguns dados como o email de cadastro e o TOKEN.

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Adicionar Formas de Pagamento e Frete: o VirtueMart se saio melhor neste quesito por aceitar vários modos de pagamento diferente do WPeC que só permite um método. Em relação às formas de frete a pontuação, pois com o próprio plugin do PagSeguro foi possível adicionar o PAC e SEDEX como serviços de frete, em contra partida no Joomla nos apenas encontramos soluções pagas para a versão que usamos neste trabalho.

Multi-Moedas: direto na loja do VM é possível alterar de uma moeda para outra basta o administrador adicionar as moedas que o cliente escolhe a que ele quiser e a ferramenta automaticamente converte, por exemplo, o valor do produto de R$ 99,90 vai para 36,47 Euros.

 Grupo de Clientes e Fornecedores: em Grupos de Clientes a solução do VM é mais completa já em Grupo de Fornecedores o WPeC não conta com está função ao contrario do Joomla apesar de não muito completa.

 Integração com Redes Sociais: já em relação a esta integração o WP se sai muito bem, ele tem um menu exclusivo para isto chamado de Marketing.

 Adicionar o Carrinho de Compras: ao contrario do Joomla que o carrinho aparece automaticamente o WP e-Commerce é preciso habilita-lo no menu do Wordpress em “Aparência » Widgets”.

 Suporte da Comunidade: os dois possuem um ótimo suporte por parte dos usuários, tanto que a solução para integrar o VM ao PagSeguro partiu de um colaborador.

Desta vez o VirtueMart se saio melhor, o WP e-Commerce pecou por não possuir uma área para gerenciar os fornecedores e não ter suporte a mais de uma moeda, vamos avaliar a ultima tabela (Tabela 7) ela tem menos itens porem é a que vai definir qual é a melhor ferramenta.

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Tabela 8 (Comparação entre VM e o WPeC, parte 3) VirtueMart

WP e-Commerce

Múltiplas Formas de Pagamento

Excelente

Excelente

Campos de Pesquisa na Loja

Excelente

Excelente

Gerenciamento de Impostos

Excelente

Excelente

Segurança e Robustez

Excelente

Bom

Tempo de Instalação do CMS (em segundos)

60 (Bom)

45 (Excelente)

Legenda: Excelente (5 pontos) | Bom (3 pontos) | Ruim (1 ponto) Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Múltiplas Formas de Pagamento: aqui vemos que os dois fazem com perfeição esta função ambos permitem inúmeros métodos de pagamento.

Campo de Pesquisa na Loja: após a instalação este campo do VM automaticamente se incorpora ao template do Joomla, embora o mesmo não aconteça no Wordpress isso não chega a ser um problema já que é possível pesquisar itens na loja pelo buscador do próprio Wordpress.

Segurança e Robustez: não estamos aludindo que o WP e-Commerce não tenha segurança e sim que ele não é totalmente robusto se comparado com o complemento do Joomla. A segurança de ambos se da principalmente por dois pontos, o uso do protocolo HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure) o que define que os dados que forem transferidos serão criptografados, e o uso do token de segurança que é um código único associado a sua conta do PS como se fosse uma senha exclusiva, que permite ao seu site ou sistema comunicar-se e vincular-se com a sua conta no PagSeguro.

Tempo de Instalação do CMS: resolvemos cronometrar o tempo de instalação de ambos os CMSs, o Wordpress como dito no decorrer do trabalho famoso por sua instalação de 5 minutos vimos que ele é possível fazer bem melhor marcando apenas 45 segundos e o Joomla sendo um pouco mais lento com a marca de 1minutos.

Após todo o trabalho com download, instalação, configurações e a avaliações das partes mais importante de ambos módulos e CMSs chegamos a um resultado, com 58


o WPeC tenha somado mais pontos na primeira parte o VirtueMart na segunda parte e um empate na terceira tabela, o resultado foi bastante equilibrado como mostra a tabela a seguir:

Tabela 9 (Resultados das comparações entre VM e WPeC)

Ferramenta:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Total

VirtueMart

40

42

23

105

WP e-Commerce

44

36

23

103

Fonte: (Elaboração própria, 2012)

Embora no fim o VirtueMart tenha tido uma melhor pontuação com uma diferença de apenas incríveis dois pontos vale a pena frisar que as duas ferramentas executam com perfeição aquilo que foram criadas para fazer, o VM ao nosso ver é mais destinado a comércios eletrônicos que exijam um maior controle sobre os produtos, estoque e fornecedores, resumindo uma loja de maior porte. Já o WP e-Commerce observamos que ele se enquadra mais em comercio de pequeno e médio porte, por ser mais fácil de gerenciar e configurar além de possuir uma configuração mais veloz.

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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o desenvolvimento desse trabalho foi possível conhecer a historia, as principais características e as tecnologias de um sistema gerenciador de conteúdo. Bem como usar os principais CMSs (Wordpress e Joomla) e as principais ferramentas que agregado a eles nos permite criar um comercio eletrônico, alem de integramos a eles o sistema de pagamentos online o PagSeguro. O nosso objetivo geral foi comprido e o resultado final das comparações nos surpreendeu, pois não esperávamos algo tão acirrado, mas no fim o VirtueMart se saio melhor, o que como falado não deixa o WP e-Commerce sendo visto um má ferramenta de comercio eletrônico mas sim apenas uma ferramenta mais enxuta porem com a mesma eficiência e segurança.

7.1 DIFICULDADES ENCONTRADAS

O maior problema ainda esta por parte da dificuldade em alterar ou criar um template que atenda as necessidades sem se ter conhecimento em programação, o Wordpress possui uma pequena parte visual para altera-lo porem apenas é possível alterar a cor de fundo do site, cor da fonte e a logomarca. A união de um sistema gerenciador de conteúdo e esses módulos instalados a eles integrados ao PagSeguro é a solução perfeita para usuários que não tem conhecimentos básicos em informativa, assim os mesmos tem plenas condições de manter um comercio eletrônico atualizado sem a necessidade de um profissional da área.

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REFERENCIAS

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VICKI. Joomla para Iniciantes - Templates. Disponível em: <http://www.numaboa.com.br/informatica/tutos/joomla/1028-joomla-templates>. Acesso em: 25 out. 2012. VICKI. Módulo Joomla 1.5 - O básico. Disponível em: <http://www.numaboa.com.br/informatica/tutos/joomla/874-basico>. Acesso em: 25 out. 2012.

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Análise das Extensões de Comércio Eletrônico disponíveis nos CMSs integrados ao PagSeguro