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Revista Paineiras junho

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Variedades

2011

Vinhos

Argentinos x Chilenos

C

erta vez um amigo argentino me flagrou com uma garrafa de Almaviva, um ícone do Chile, e provocativamente me disse que água ele tem na torneira, ao contrário dos vinhos da sua terra. Pura inveja! Brincadeiras sobram na comparação entre os vinhos argentinos e os chilenos, mas o fato é que eles realmente são muito diferentes. Desde as variedades de uvas plantadas, o solo e os processos de vitivinificação, às questões filosóficas, as variantes são inúmeras, o que colabora para a grande diferença entre ambos. Na Argentina temos predominância da emblemática Malbec (tinta) e da Torrontés (branca), símbolos internacionais dos vinhos lá produzidos. Da Malbec extraem-se os grandes ícones argentinos, como o Malbec Argentino de Catena Zapata, um vinho que obteve 98 pontos de Robert Parker, o Achaval Ferrer Finca Altamira e o Yacochuya, ambos com 95 pontos em suas melhores safras, aos simples, deliciosos e com excelente custo benefício como o Mendel ou o Doña Paula Estate, dentre vários.

Nos tops, as principais características são, a força, o toque da fruta bem marcado e a constante presença de baunilha no aroma, por conta da passagem por carvalho, normalmente Francês, necessária para domar a fera. Já a Torrontés argentina gera vinhos brancos deliciosamente leves, super aromáticos, frutados e com muito boa acidez, capazes de agradar até mesmo quem acredita que vinho é só o tinto. Alguns exemplos são, o fabuloso Alta Vista Premium Torrontés e o delicioso e super acessível Tapiz Torrontés. Difícil não gostar. Do Chile importamos ícones feitos com a Cabernet Sauvignon, como o Santa Rita Casa Real e o Almaviva, que recebe também uma parcela de Carménère, assim como o Caballo Loco e o Seña. E por falar na Carménère, conhecida como a uva tinta que representa o Chile, vale salientar que a maior parte da sua produção é utilizada para os melhores assemblages da América do Sul. Por sua elegância e untuosidade, associadas aos aromas maduros e equilibrados

e um paladar aveludado, os melhores tintos chilenos são frequentemente comparados aos grandes franceses de Bordeaux, exceto por seu preço. E falando dos chilenos, não poderíamos deixar de fora os vinhos brancos feitos com a exuberante Sauvignon Blanc, super frescos, aromáticos e envolventes, como o Leyda Garuma Vineyard, o Tabali Reserva e o Santa Rita Medalla Real, deliciosos e com custo benefício extraordinário. Entre os brancos e tintos da Argentina e do Chile, dos mais simples aos ícones, a grande diferença está entre o que se quer provar, depende do momento e da companhia. Apesar das características bem distintas, ambos os lados trazem algo em comum: A qualidade e a expressão da America do Sul como promessa para as próximas décadas. Aproveite! Stivy Malty Soares

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