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Revista Paineiras junho

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Variedades

2011

Preservação

Meio Ambiente, muito além do Jardim.

N

ão há dúvida que, no que julgamos respeito ao meio ambiente e, do papel que nele cabe ao ser humano, tivemos notáveis progressos nos últimos anos. Hoje é inegável que o homem não pode ser considerado mais o centro do Universo (Antropocentrismo), a partir do qual se coloque apenas como um ser racional, interferindo na natureza e nos recursos naturais para seu uso próprio e indiscriminado mas; se coloca como parte do universo, possuindo o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, para as presentes e futuras gerações, conforme preconizado no artigo 225 da Constituição Brasileira. É o retrato do homem contemporâneo, que deve ser tratado, entretanto, como agente transformador desse meio ambiente, em benefício da coletividade. Centenas de anos de maus tratos ao meio ambiente, desde a Revolução Industrial e, mesmo antes dela, tornaram confusa e conflitante a relação homem x natureza. Idealiza-se o meio ambiente como fonte única de recursos, a ser protegida incondicionalmente, na qual o homem estaria passivamente inserido, quando; na realidade, a maior parte das vezes, é ele o agente transformador da civilização e de melhores condições de vida para a população. Afinal, devemos nos perguntar se o homem deve viver em função da natureza ou a natureza deve ser preservada para servir ao homem? Servir ao homem significa, de forma pragmática, respeitar e preservar o meio ambiente, como provedor de recursos naturais renováveis e finitos. É preciso entender, portanto, a defesa do meio ambiente apenas

como função protetora e provedora da sociedade, não como poder para entravar o crescimento da economia e o progresso do homem. Devemos ter como meta, a redução do impacto das atividades humanas na natureza e, para tal, adotarmos medidas simples como: Reduzir a utilização de materiais e recursos naturais, Reciclar o que já foi reduzido; Reutilizar o que pode ser reaproveitado e, finalmente; Repensar se realmente precisamos consumir determinado produto ou recurso natural. Com algumas dessas medidas simples, entretanto conceituais e culturais de difícil absorção, podemos garantir que nenhum dano ocorrerá ao meio ambiente. Afinal, o que é o meio ambiente para um paulistano ou um novaiorquino, senão a metrópole que construíram e, onde vivem? Quem questiona os fantásticos aquedutos do império romano, que levavam água e progresso para as mais longínquas províncias, transformando-se em fontes de vida? Na história da humanidade, o homem e a natureza sempre caminharam juntos, numa situação de dependência mútua. De todas as formas, o respeito à natureza reverte em benefícios ao homem e, sua defesa e proteção, deve ser incondicional e imediata. Nesse contexto, cabe a nós refletirmos o que podemos e devemos fazer pelo meio ambiente do nosso Clube Paineiras e que está muito além dos nossos belos jardins.                 Edoardo Guglielmi Conselheiro do Clube Paineiras, Consultor, Auditor e Perito Ambiental

RPaineiras Junho 2011  

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