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Saúde

Informe Publicitário

A importância do diagnóstico fetal nas cardiopatias congênitas Dra. Simone Pedra

Cardiologista fetal e coordenadora da Unidade Fetal do HCor

A cardiologia fetal é uma especialidade nova que vem se tornando mais conhecida nos últimos 10 anos. As anomalias do coração constituem-se nas mais frequentes malformações congênitas e atingem oito a cada mil nascidos vivos, sendo consideradas atualmente um problema de saúde pública. O principal instrumento de diagnóstico da cardiologia fetal é o ecocardiograma fetal. Este exame, que nada mais é que um ultrassom do coração do feto, permite identificar anomalias do coração do bebê ainda dentro do útero materno. Algumas condições aumentam o risco de desenvolvimento de malformações cardíacas fetais. Entre elas, as mais importantes são o diabetes materno, antecedentes de cardiopatia congênita na família, infecções durante a gravidez, gestação gemelar, entre outras. Entretanto, a identificação de anormalidades fetais durante os exames de ultrassom regularmente realizados durante a gestação é a principal indicação para o ecocardiograma fetal. Cerca de 50% das cardiopatias congênitas podem levar a grave comprometimento clínico do recém-nascido logo após o nascimento. O diagnóstico pré-natal destas anomalias favorece muito a evolução pós-natal, pois propicia que a terapêutica apropriada seja instituída antes que a doença apresente seus sinais clínicos. Além do diagnóstico pré-natal, algumas anomalias do coração podem ser tratadas intraútero. Os distúrbios do ritmo cardíaco podem levar o coração do feto a bater muito rápido (taquicardia) ou muito devagar (bloqueio atrioventricular), desencadeando a insuficiência cardíaca fetal. A administração de medicamentos antiarrítmicos para a mãe é capaz de reverter esses distúrbios e proporcionar uma vida pós-natal inteiramente normal. Além da terapêutica com medicamentos, a cirurgia cardíaca fetal vem se desenvolvendo a passos largos. Intervenções no coração do feto estão indicadas em situações específicas, como abertura de válvulas muito obstruídas ou aumento de comunicações entre as câmaras cardíacas superiores (átrios).

Diante da importância da cardiologia fetal nos dias de hoje, em janeiro de 2009 o HCor – Hospital do Coração inaugurou a sua Unidade Fetal. Como parte das atividades no campo das cardiopatias congênitas do hospital, além do ecocardiograma fetal, são realizados tratamentos de arritmias cardíacas e intervenções cardíacas intrauterinas. O HCor detém ampla experiência em procedimentos invasivos fetais, constituindo-se em um centro de referência nessa área. Um dos principais objetivos da Unidade Fetal do HCor é fornecer atendimento cardiológico específico logo após o nascimento do bebê. Para tal foi criada a equipe de obstetrícia do HCor, que realiza partos de bebês portadores de cardiopatias graves dentro do próprio hospital. Considerado pelo Ministério da Saúde como um dos hospitais de excelência para o desenvolvimento de projetos de apoio ao SUS, o HCor atende em suas Unidades Fetal e Neonatal pacientes da rede pública de saúde. Pela qualidade e número de atendimentos prestados, essa parceria público-privada tem sido considerada modelo. Ainda como parte do seu comprometimento social, o HCor passou a apoiar as ações da ONG AACC Pequenos Corações, entidade que tem desenvolvido um importante papel no auxílio às famílias de crianças cardiopatas. No próximo dia 12 de junho, diversas cidades brasileiras comemoram o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita. Nessa data, a ONG, que tem apoio de várias entidades médicas e beneficentes, promete conscientizar a população e o poder público da importância do diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas e da necessidade de disponibilizar um número maior de centros especializados para o atendimento da criança cardiopata.

www.hcor.com.br

RPaineiras Junho 2011  
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