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deslocamentos

tgi.i 1


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Trabalho de Graduação Integrado I Terminal de Transporte Público Fluvial Discente

Carlos Henrique Nascimento Leal

Docentes

Joubert Lancha Simone Vizioli Paulo Castral Lúcia Shimbo Francisco Sales Orientadores

Renato Anelli Joubert Lancha

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Agradecimentos Agradeço aos professores pela orientaçãoW, ao apoio da família, ao incentivo dos amigos e a Jéssica pelo carinho.

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sumário 6

pré-tgi mobilidade cidade grupo metrópole fluvial área leitura projeto


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pré-tgi 8

Os processos de pré-tgi foram de muitas dúvidas e incertezas, surgiram questões que apenas com muita experiência será possível abordá-las melhor. Mesmo nesse turbilhão de sinapses foi possível estabelecer um rumo. Saio de pré-tgi com o olhar voltado ao edifício buscando interações tanto diretas com o entorno quanto indiretas, enumerando quantas relações urbanas são consequentes da simples existencia de tal projeto. São nessas relações mais distantes que me deparo com os sistemas e é o que me leva ao interesse no aprofundamento dos transportes públicos coletivos.


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mobilidade 10

Neste processo me vejo olhando para a cidade, particularmente as metrópoles, sem encontrar um único lugar habitado que não haja movimento, pessoas andando e até correndo, entrando e saindo, subindo e descendo. Mobilidade é saúde, basta uma pequena fatalidade que impeça nossa independência de ir e vir por alguns dias e já sentimos o choque de não ter a nossa disposição os benefícios da mobilidade. Neste contexto a metrópole dispõe de uma escala que foge do alcanço de nossos pés, levando em consideração a escala de tempo da sociedade contemporânea, e para que os urbanitas possam ter acesso a cidade como um todo faz-se necessário a criação de mecanismos que nos proporcione deslocamentos com maiores velocidades, afinal se na equação o espaço é constante e precisamos mas não podemos reduzir o tempo só nos cabe alterar a variável velocidade. Colocando foco em nosso país infelizmente neste processo, mais precisamente na década de 50, o governa opta por investimentos numa mobilidade rodoviarista que proporcionou o benefício econômico para a sociedade da época, porém como investimento a longo prazo essa escolha nos trouxe aos dias de hoje o engessamento das vias e o mecanismo que tinha o objetivo de aumentar a velocidade do nosso deslocamento ganha a função de rolha.


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cidade

Para o aprofundamento desse tema seria necessário a abordagem da questão das mentalidades, sociedade de consumo, porém vou me limitar a abordar apenas a questão dos transportes públicos coletivos. No Brasil há a mentalidade que transporte público é a opção de quem não tem condições financeiras de se deslocar com o automóvel, isso se dá pelas condições físicas do transporte público brasileiro, claro que há exceções, como é o caso da maior parte das linhas de metrô da cidade de São Paulo, porém o maior problema é a demanda, a quantidade de linhas não é suficiente, e sem muitas possibilidades a população se divide em se apertar no transporte coletivo e ficar travado dentro de seu automóvel. Faço da cidade de São Paulo meu objeto de estudo pelo fato de ser a sexta cidade mais populosa do planeta, o que gera uma grande demanda de transporte. Meu foco não é criar um sistema novo, mas trabalhar em um recorte dos sistemas pré-existentes articulando essas transições entre os transportes, criando uma estação intermodal. O objetivo desse recorte é possibilitar o aprofundamento das questões espaciais entre o sistema e o entorno de suas estações, estabelecendo conexões em diversas escalas.

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grupo metrópole fluvial - fauusp 14

“O Governo do Estado de São Paulo licitou em 2009 o Estudo de Pré-Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Hidroanel Metropolitano de São Paulo, através do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transportes (Licitação No DH-008/2009). A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, através do Grupo Metrópole Fluvial, realizou em 2011 a articulação arquitetônica e urbanística deste Estudo. O PROJETO O Hidroanel Metropolitano de São Paulo é uma rede de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros, represas Billings e Taiaçupeba, além de um canal artificial ligando essas represas, totalizando 170km de hidrovias urbanas. O projeto desenvolvido pela FAU USP se baseia no conceito de uso múltiplo das águas, estabelecido na Política Nacional de Recursos Hídricos, que considera as águas um bem público e um recurso natural limitado, cujo uso deve ser racionalizado e diversificado de maneira a permitir seu acesso a todos. Esta Política prevê o transporte hidroviário na utilização integrada dos recursos

hídricos, visando um desenvolvimento urbano sustentável. Ao transformar os principais rios da cidade em hidrovias, e considerando também suas margens como espaço público principal da metrópole, o caráter público das águas de São Paulo é reforçado. Dessa forma, os rios urbanos se colocam como vias para transporte de cargas e passageiros, uso turístico e de lazer, além de contribuir para a regularização da macrodrenagem urbana. Criam-se, assim, áreas funcionais e lúdicas para a população. O projeto do Hidroanel também está alinhado às diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem entre seus objetivos contribuir para o acesso universal à cidade e mitigar custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e bens. Intimamente relacionados com o desenvolvimento urbano e bem estar social, os bens deslocados na cidade são compreendidos no Estudo de Pré-viabilidade do Hidroanel como sendo as cargas públicas e comerciais que transitam no meio urbano.” Texto retirado do site: www.metropolefluvial.fau.usp.br


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a área encontrada área de projeto

região de encontro dos sistemas de transporte hidrovia - ferrovia - metrô região de encontro da linha lilás com a linha azul estações de metrô linha lilás prevista pelo governo linha lilás linha azul hidrovia prevista pelo Grupo Met´ropole Fluvial

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nós e fluxos 20

A área, abrangida pelo recorte, está localizada na zona sul, no ponto onde a Marginal Pinheiros passa a ficar de um único lado do rio. A região é marcada por seu fluxo intenso composto pelos automóveis, que em sua maioria cruzam o viaduto Transamérica, pelo trem que margeia o rio e pelo metrô que sobrepõe a lógica viária com sua estrutura elevada. É uma área que se encontra entre duas lógicas urbanas que são interrompidas pelo aspecto natural da região, de um lado a cidade se depara com o Rio Pinheiros e do outro é contida pela topografia. Essas barreiras criam uma zona neutra, com poucas apropriações, espaços soltos que não conseguem formar uma unidade.


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entorno

Ampliando o recorte de abordagem me deparo com um bairro que não tem apenas a sua lógica urbana interrompida pela topografia, os moradores dessa região estão à uma distância de percurso 4 vezes maior que a distância real (ponto a ponto), sendo assim agrego essa problemática ao programa reforçando o objetivo do projeto de conexão de espaços.

SERVIÇOS RESIDENCIAL CULTURA E LAZER INDUSTRIAL OUTROS

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intenções projetuais


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sistemas


W

intermodal

hortifruti

reciclagem 35


O sistema proposto pelo grupo Metrópole Fluvial não foca apenas no transporte de cargas e passageiros mas abre um leque abordando o campo das políticas de mentalidades. O projeto trabalha a questão do descarte de material reciclável que em sua maioria ocorre de maneira inadequada. Aproveitando o transporte de carga, que envolve o transporte de lixo e entulho, serão instalados postos de recolhimento do material reciclável que visa criar um hábito na população e assim começar a partir das pessoas a preocupação com o lixo gerado.

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implantação


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cortes do projeto

A

B

B A


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corte do projeto


0 2

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Caderno tgi1 chnleal  
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