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Taciana Valença Com o intuito de ajudar a instituições como o GAC - Grupo de Apoio à Criança Carente com Câncer, a Toy Store montou um ponto de arrecadação que irá de agora até o final do ano e que receberá brinquedos usados em bom estado, para entregar a estas crianças tão necessitadas. Tanto as doações para o dia das Crianças como as do Natal serão encaminhadas ao GAC. Em outras arrecadações a Toy Store pretende ajudar a outros grupos também necessitados. O GAC-PE foi criado em março de 1997 com a missão de “Promover a melhoria da qualidade de vida, a minimização do sofrimento, a elevação da auto-estima e a inserção na sociedade, das crianças e adolescentes com câncer atendidos no CEONHPE/HUOC e dos seus familiares, pautados por valores como; respeito, transparência, competência e compromisso.

Perto de Casa #16

Os olhos de Joãozinho brilhavam... Lá ia ele às voltas com a listinha de presentes que daria aos pais e avós. Afinal já era outubro, mês das crianças e em breve dezembro apontaria e isto era sinal de mais presentes! Passou uma tarde na Toy Store e anotou tudo que queria. Enquanto esperava a avó, que já estava escolhendo outros presentes para os outros netos, ficou “cutucando” alguns brinquedos ali, bem caladinho, conversando com seus botões. Foi quando uma funcionária o perguntou: - Você não teria algum brinquedinho, em bom estado, para doar para crianças carentes? Joãozinho ficou pensando... Havia os bonecos que brincou tanto, mas que hoje estão lá encostados. É, estavam em bom estado sim, afinal cuidara muito deles. Tinha também uma caixa de carrinhos que já não brincava e que a mãe já havia pedido para que doasse. Enquanto Joãozinho fazia sua listinha mental, a funcionária continuou: - Olhe, não precisa me dizer agora. Veja em casa algum brinquedo que você imagina que pudesse deixar alguma criança feliz. E pense em mais esse detalhe: a criança a quem iremos doar este presente é carente, ou seja, seus pais não tem condições de comprar brinquedos para eles. Alguns deles até fazem latas de carrinho e amarram cordões para poderem puxar e brincar. Sabe, além do mais, as crianças a quem estamos enviando esses presentes estão passando pelo sofrimento do tratamento de uma doença séria chamada câncer e sentem-se muito frágeis e inseguras. Joãozinho ficou imaginando a tristeza dessas crianças... Ela continuou: - Não se sinta obrigado a ajudar. Faça o que seu coração mandar. Caso não use mais alguns brinquedos e que estejam perfeitos para brincar, traga para a loja e enviaremos para essas crianças. Não tem tanta pressa, estaremos arrecadando até o Natal. Pense na felicidade deles quando receberem os presentes. Joãozinho deu um sorriso amarelo, pensando na enorme lista que tinha feito e disse que levaria no sábado. Sua lista foi cortada em três presentes, mas ele estava feliz com ela e feliz em poder presentear as crianças mais carentes. Já em casa, escolheu cada um com carinho e foi feliz, conforme prometera, fazer sua doação.

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SUMÁRIO

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Espaço Literário

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Planejando sua festa

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Tita Araújo e a Arte de Transformar

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Parque da Tamarineira

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Homenagem (Roberto de Souza Corrêa)

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Dicas para compra do seu seminovo

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Em defesa da causa verde Brascolor

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O jardim da nossa casa

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Perfil de Erika Aroucha

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A cardiologia não pode perder seu coração

CoreEtuba Bistrô

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Transtorno do Pânico

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Carta ao leitor

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Caros leitores: Sejam bem vindos a mais uma edição da Perto de Casa. Nossa capa teve uma ampliação para que percebessem da melhor maneira a visão geral do Projeto Vencedor para a Implantação do Parque da Tamarineira. Os jardins formando labirintos relacionados ao estudo da mente foi uma grande sacada dessa turma de jovens arquitetos que estão de parabéns pelo projeto. E por falar em mente humana, Leonardo Dantas desta vez conta a história de um louco que tinha mania de curar loucos. Que loucura! Dra. Rosana Miranda fala sobre o Transtorno do Pânico. Sabiam que a palavra “pânico” vem do Deus Pã, que gostava de assustar as pessoas? Seguimos com o Dr. Wilson de Oliveira Júnior, um médico que realmente se importa com os pacientes (raridade hoje em dia, não?). Como precisamos de um médico assim... A Perto de Casa junto com a Livraria Jaqueira promove no mês das crianças o Primeiro Concurso Literário Infantil, para crianças de até 10 anos e a Toy Store convida as crianças a doarem seus brinquedos usados e em bom estado ao Gac (Grupo de Apoio às Crianças Carentes com Câncer). Além disso, temos dicas, espaço literário, CoreEtuba Bistrô, agenda e artistas da nossa terra esperando por vocês.

5 AGENDA

O ano está terminando e a revista está entrando em seu quarto ano de circulação, feliz da vida por um projeto que há quatro anos apenas acreditava que poderia dar certo. Uma revista voltada para o público exigente e culto da zona norte do Recife. Era muita ousadia criar essa revista de bairro. Mas a Perto de Casa gosta de desafios e este foi apenas o primeiro de tantos que vieram e ainda virão. Agradeço aos meus fiéis leitores pelo respeito, admiração, críticas e elogios ao meu trabalho. Fiquem em paz. Um grande abraço. Taciana Valença


H

istórias de loucos há milhares e sempre de comicidade fora do comum. Dizem que na Paraíba existiu um psicólogo que tinha o seguinte lema: “Todo doido tem uma mania; a minha, é curar doido”.

Espaço Literário

Perto de Casa #16

C

Ora, o referido profissional, quando de seu plantão na Colônia de Alienados de João Pessoa, encontrou no salão um internado pendurado pelo rabicho da luz, numa imobilidade de fazer inveja a qualquer artista de circo. Preocupado com a integridade física do doente, mais do que depressa chamou o enfermeiro chefe, travando com o mesmo o seguinte diálogo: – Francisco! O que está havendo com aquele infeliz ali pendurado?

Leonardo Dantas Silva leodantassilva@uol.com.br

– Nada, respondeu o enfermeiro. Ele acha que é uma lâmpada de 500 velas e não quer descer dali de jeito nenhum… – Deixa de conversa, – admoesta o doutor –, vá buscar uma escada para tirar aquele homem dali! – Está bem, doutor. Eu vou tirar porque o senhor está mandando; mas, se ficar escuro, não venha reclamar de mim não… Ao que responde o psicólogo: – Ah, é assim? Então, deixe como está…

onservou o desejo junto a álbuns de fotografias, seleta discografia, instrumentos musicais. Furtivamente mexia no baú. E lá se iam os dias... A vida prosseguia, rotineira. Amores iam, vinham. O desejo guardado. Preservado. Represado. Regrava a cerveja. O cigarro. Aguava os temperos. Comedia os gestos. Continha a voz. Prendia os cabelos. E trazia consigo uma maçã no fundo da bolsa que sempre esquecia de comer. Um dia, inexplicavelmente, cantarolou. Extasiante. Vestiu seu vestido mais leve. Perfumou-se da melhor fragrância. Soltou os cabelos. Sentou-se à mesa de um bar. Pediu uma cerveja suada. Apimentou os petiscos. Filou um cigarro do rapaz da mesa ao lado. Namorou o mar. E gerou frutos. Compulsivamente. Brincava com o papel e a caneta. Pés descalços. Sol a queimar-lhe as costas,

agora largas, medidas alteradas após gestação finda. Se ria. Seios fartos e secos. Olhos brilhantes. Faminta vasculhou a bolsa, lambuzou a pimenta na maçã e sem modos devorou-a.

Espaço Literário

Márcia Maracajá

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Márcia Maracajá | Escritora, Professora, Blogueira, Performer Literária e Consultora Textual.

Márcia Maracajá é pernambuca-

na, nascida em 1978, natural de Recife. Formada em LETRAS pela FFPNM – UPE, tem curso de extensão em Gênero e Diversidade na Escola pelo PPGA da UFPE e curso em Mídias na Educação pela UFRPE. Atua na área de educação há 11 anos. Lecionou Produção Textual e Literatura na rede privada, e é professora de Língua Portuguesa da rede oficial de ensino de Pernambuco desde 2005. Enquanto escritora, posta seus textos em Blog próprio desde julho de 2009, es-

paço que conta com mais de 14.600 acessos, mantendo leitores também fora do país. Em abril de 2010 fez sua primeira apresentação pública de textos autorais no meio literário pela produtora Nós Pós com performance literária, e em outubro do mesmo ano foi selecionada no 5º lugar do Prêmio Maximiano Campos de Literatura com o conto “As Letras”. Desde então tem feito performances e participado de seleções de contos e poemas, dando continuidade a sua produção literária. Para conhecer mais suas obras acessem: http://marciamaracaja.blogspot.com/

O Autor

Leonardo Dantas Silva

Pintura de Helena Wierzbicki |”Serenity”

Perto de Casa #16

Lasciva

Estória de doido


HOMENAGEM

A artista plástica pernambucana Tita Araújo foi uma das minhas convidadas no Programa Perto de Casa na TV. Sua arte encanta pela perfeição e delicadeza com que transforma objetos simples do dia a dia em verdadeiras obras de arte. Iniciou a carreira nas artes plásticas em 1994, utilizando a cerâmica como meio de exposição do seu trabalho. Desde então, vem aprimorando sua técnica, hoje focada num processo mais artesanal com aplicação de pátina com decoupage na composição das suas obras. São várias as peças que ela transforma com sua criatividade, desde panelas, cabos de madeira de demolição, telefones antigos, como o que levou para a entrevista, mesas, cadeiras e tantas outras peças que chegam ao seu atelier desgastadas pelo tempo e saem com uma nova roupagem. Bem, vai chegando o final de ano, que tal pensarmos em transformar alguns objetos e com isso levar um novo astral para dentro da nossa casa? As peças ficarão lindas e únicas!

Em 2009 a revista Perto de Casa, numa matéria sobre Carnaval, fez uma homenagem a um leitor especial, que enviou uma foto antiga para compor a matéria: o Professor Roberto de Souza Corrêa (escultor-UFPE). Naquela foto o professor aparece na passarela do Baile Municipal do Recife, no Clube Português, com as vestimentas da peça “Coronel Mancabira”, de Joaquim Cardoso (1º lugar), junto com o grupo dos alunos da Escola de Arte Dramática da UFPE. Hoje registro aqui meu eterno agradecimento e admiração pelo homem maravilhoso que foi e pelo incentivo que me deu como leitor desde a primeira edição da revista. Tendo nos deixado no último 17 de setembro, tenho certeza que foi com o mesmo espírito de alegria e confiança que adentrou na vida eterna. Fique em paz Professor Roberto e obrigada pelo respeito e admiração pelo meu trabalho.

Tita Araújo| Artista Plástica

Serviço - Tita Araújo Estrada de aldeia, Km 9,5 Aldeia Boulevard – Camaragibe Telefone: 81-8640.2088

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Taciana Valença

Perto de Casa #16

Perto de Casa #16

Artista da Casa

TRANSFORMAR

Roberto de Souza Corrêa

“Enquanto todos disseram: não faça isso da vida, artista não é profissão, ele disse que estava orgulhoso. Creio eu então que esse foi o meu primeiro erro em direção ao sucesso. Quer saber? Ele não se levou tão a sério e nem mesmo o mundo a sua volta, mas ele foi o cara, o único cara que eu conheço que sabia viver, o único cara que conseguiu viver de forma charmosa o suficiente para eu dizer: perfeito sim, apesar dos defeitos. Meu grande amor, meu ídolo, só fique por perto de nós para que tenhamos força para continuarmos sem você em vida. Dito isto: RARAU.” Carolina Corrêa Lira

9 PRESENTES

Center Sales Neves - Rua Conselheiro Nabuco,nº 178, Loja 01, Casa Amarela, Recife - PE (na rua do Colégio Apoio) Fone: (81) 3268-6007 email:em.ordem.presentes@gmail.com


Perto de Casa #16

Em defesa da causa

V ER DE

Erika Aroucha | Proprietária da Brascolor

Gráfica & Editora (Recife)

C

uidar do futuro do planeta é um dever de todos: cidadãos, governo e empresas. Cada um contribuindo com um pouco e fazendo sua parte para preservar a natureza, pode alcançar resultados surpreendentes. No Recife, a empresária Erika Aroucha, da Brascolor Gráfica & Editora, vestiu a camisa verde. Passou por uma auditoria de uma empresa canadense e submeteu-se a todo um processo para conquistar a certificação FSC - Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal. Ressalte-se a importância do feito: é a primeira da capital.

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Com presença em mais de 70 países e em todos os continentes, além de ser o mais reconhecido do mundo, trata-se de um título a se orgulhar: “não imaginávamos conseguir tão rápido essa marca. Isso mostra que nossa empresa já andava no trilho certo”, destaca Erika. “Com apenas alguns ajustes, nos adequamos às exigências para integrar o FSC”, complementa em tom de vibração. Segundo informa o WWF Brasil em seu site institucional, a certificação é uma garantia de origem que serve também para orientar o comprador atacadista ou varejista a escolher um produto diferenciado e

Erika Aroucha Brascolor Gráfica e Editora, no Recife, integra o rol de empresas no mundo que detém o selo florestal FSC.

com valor agregado, capaz de conquistar um público mais exigente e assim abrir novos mercados. Ao mesmo tempo, possibilita ao consumidor consciente optar por um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento de comunidades florestais. A certificação existe para garantir que a madeira utilizada em determinado produto está dentro das leis vigentes, é proveniente de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável. Fica o exemplo da Brascolor Gráfica & Editora para as demais empresas pernambucanas e de todo Brasil: é hora de produzir preservando nosso maior patrimônio, o meio ambiente.

G

família. Está casada há 11 anos com o empresário Alexandre Guerra, com quem tem os filhos Amanda e Victor. Paralela à vida

osto pelo trabalho e dedicação são

familiar, concilia com maestria sua carrei-

algumas das características da em-

ra profissional. Hoje comanda, junto com

presária pernambucana Erika Aroucha.

o marido, a Brascolor Gráfica & Editora,

Formada em Desenho Industrial, com

no Recife, que está prestes a completar dez

pós-graduação em Marketing, iniciou suas

anos, oferecendo serviços de qualidade e

atividades como designer quando estava à

inovações tecnológicas para o mercado.

frente do Escritório G Design, atendendo a

Sua gráfica em pouco tempo ganhou pro-

clientes de diversas áreas na produção vi-

jeção regional com um leque de produtos

sual de impressos. Além de empresária de

diferenciados e iniciativas que garantiram,

sucesso, Erika é uma pessoa muito ligada à

ao longo dos anos, prêmios e certificações.

Perfil

Juliana Melo

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Perto de Casa #16

CoreEtuba Bistrô Sandra Abreu

Gourmet

U

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ma profusão de aromas e sabores da cozinha internacional pode ser apreciada bem no coração do bairro das Graças. Instalado num bonito e aconchegante casarão, o CoreEtuba Bistrô apresenta pratos com influências das culinárias francesa, italiana, suíça, portuguesa e nacional. O cardápio contempla os clientes com os clássicos Fondues Bourguignonne e Savoyard, Raclettes, Escargots, e Magret Canard; os mais variados pratos de carnes, frutos do mar e risotos; e com o sabor inusitado para o público pernambucano do Filet Mignon ao Molho de Pinhão – comida típica paranaense.

As sobremesas são de encher os olhos e satisfazer aos mais exigentes paladares como o Crème Brûlée, Tiramissú, Strogonoff de Nozes, Fondue de chocolate e o Oeufs à La Neige – fino pudim de claras com raspas de limão siciliano e coberto com calda de baunilha. Excelente comida, ambiente refinado e decorado com obras de artes e atendimento personalizado, o Bistrô também conquista pela sua carta de vinhos com mais de 100 rótulos, que foram selecionados minuciosamente em conjunto com a Zahil para oferecer variadas opções de harmonização com os pratos do cardápio.

Comandando o almoço a partir deste mês de outubro, o Chef Ricardo de Rivera, que já atuou em Curitiba e São Paulo, apresentará cardápio exclusivo para este horário com muitas novidades, com destaque para os entrecôtes e a picanha paranaense. Chef Ricardo de Rivera | Comanda a cozinha internacional no CoreEtuba Bistrô

13 A partir deste mês de outubro, o CoreEtuba Bistrô abrirá também para almoço. Sob a criação e coordenação do Chef Ricardo de Rivera, o cardápio exclusivo para este horário trará pratos da cozinha fusion, como o Medalhão Crostado – filet mignon coberto por uma crosta de ervas aromáticas e castanhas, gratinado ou a carne de sol com geleia de pimenta e cuscuz marroquino regado com manteiga de garrafa.

Organize sua confraternização

Peixe ao Molho de Maracujá e Mel Filet de peixe com molho de maracujá e mel, champignons paris e aspargos salteados na manteiga

SERVIÇO CoreEtuba Bistrô Rua das Graças, 105 – Graças (81) 3222.2346 atendimento@coreetubabistro.com.br

HORÁRIO:

Jantar Terça-feira a sábado – das 19h às 23h30. Almoço Terça a sexta-feira – das 12h às 15h30. Aos domingos – a partir das 12h.

Bom lembrar que o CoreEtuba Bistrô possui um ótimo espaço para confraternizações, é o chamado “Espaço Business”. O salão fica no primeiro andar do restaurante e é destinado a jantares e almoços reservados. O espaço possui também computador e equipamento de vídeo e áudio disponíveis aos clientes. Para apresentações de negócios ou homenagens e afins, basta trazer seu CD ou pen drive. O espaço dispõe também de uma cozinha independente, desenvolvida para apresentações periódicas de aulas-show com chefs da casa e convidados.


Perto de Casa #16

O desafio de planejar um evento Simone Beltrão smbeltrão@globo.com

Simone Beltrão

O

planejamento de uma festa é um desafio que agrega tantos detalhes que, muitas vezes, perdemos a noção e a dimensão do que estamos fazendo. Dimensionar um evento não é tarefa fácil. O primeiro desafio já começa pela quantidade de pessoas que se pretende convidar. Festa todo mundo gosta, especialmente quando promete boa música, boa comida e muita bebida. Por essa

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razão, alguns convidados se animam e esquecem que cada pessoa a mais também é um custo adicional para o anfitrião. A seguir, um resumo que pode ajudar a montar o projeto de sua festa. Lembro que são apenas dicas. Precisamos agir com bom senso na contratação de profissionais. Confiança é um grande combustível. Busque indicações e sinta-se seguro na contratação.

1) Elaborar a lista de convidados, considerando um percentual de pessoas a mais. Conhecendo seus convidados você poderá ter uma noção de quem será capaz de levar agregados; 2) Definir o local do evento, prestando atenção à infraestrutura oferecida. 3) Conheça o Buffet que irá contratar. Caso já conheça, ótimo. Caso contrário, solicite uma degustação. Procure conversar com pessoas que conhecem e/ou já contrataram o serviço anteriormente. 4) O cardápio. Lembre-se de pensar na diversidade de seus convidados. Monte um cardápio considerando pessoas diabéticas, crianças, adultos, jovens e mais velhos. 5) A decoração. Em minha opinião, esse item vai depender da proposta da festa. Eu sempre acho que a decoração deve priorizar, além da estética, o aconchego do ambiente. Quanto mais aconchegante, mais gostoso será o ambiente e a atmosfera da festa. Outro ponto importante: ficou tudo lindo, mas deixaram aparecer a parede colorida com pintura vencida. Isso detona qualquer decoração. 6) Música. Todo bom anfitrião se preocupa com o repertório que irá tocar na sua festa. O DJ pode ser excelente, mas se não for o seu estilo, de que adianta? A festa não é dele, é sua. A festa será estilo brega? Então, pense no estilo de música que combine. Será uma balada? O som do profissional é bom mesmo? Ele sabe onde instalar as caixas para que o som se distribua de maneira legal no ambiente? E o dancing? Vai ter? Será música ao vivo? O músico ficará isolado? Ou estará próximo aos convidados? São muitos detalhes, eu sei. Mas, é o desafio de um grande projeto. Vale a pena pensar nisso tudo antes para não ter estresse depois. 7) O fotógrafo e a filmagem. Fazer uma festa sem contratar um fotógrafo é deixar

a memória se apagar com pouco tempo. Não deixe de registrar os momentos que lhe custaram tanto tempo e dinheiro. 8) Personalização do evento. Não precisa exagerar, mas um toque de personalização na festa é sempre um charme e carrega o atributo da exclusividade, não é mesmo? 9) Cerimonial. Não quer contratar? Pelo menos eleja alguém que possa fazer isso por você durante a festa para que você possa curtir tudo. Pode ser uma funcionária que você confia, uma amiga. Mas, não deixe esse assunto passar “batido”. Garanto que não irá se arrepender. 10) Convites. É bom ressaltar que o convite impresso é sinônimo de prestígio. E não esqueça, crie um convite à altura da festa. Nada mais e nada menos. As pessoas criam expectativas através dele. Outra coisa, convite não é brinde. O propósito do convite é CONVIDAR. 11) Antes que esqueça esse detalhe, quando preparar sua lista, pense no seguinte: há pessoas que irá chamar que não conhecem ninguém na festa. E aí? Um casal, por exemplo. Como irão ficar? Com quem? Ficarão à vontade? Que tal chamar mais alguém que possa fazer companhia a eles? Há mesas suficientes para que todos sentem e fiquem bem instalados? 12) A festa será para adultos? Casais? Crianças? Jovens? Precisa pensar em recreação para as crianças? Haverá separação de ambientes para crianças se divertirem de um lado e os adultos de outro? E os jovens? Em regra, eles não topam ficar no mesmo ambiente dos adultos. “É mico”. Desculpem, eu sei que to parecendo uma psicopata obcecada com tantos detalhes. Mas, são apenas pontos que levanto para gerar reflexões.

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Perto de Casa #16

Perto de Casa #16

Perto de Casa #14

Projeto vencedor para a implantação do Parque da Tamarineira Taciana Valença

Capa

A

grande vitória dos moradores da zona norte do Recife e “Amigos da Tamarineira” enfim está caminhando para a concretização (sem concretos, ufa, poderemos respirar!). Estamos no segundo grande passo desde a decisão pela desapropriação da Tamarineira para a construção do Parque. O terceiro grande passo, segundo o prefeito João da Costa, será a busca por parceiros para investimento na obra. Manteremos enfim um “pulmão verde”, e as nossas “artérias” estarão com menos “placas” de carros em “circulação”, contribuindo para uma mobilidade urbana menos caótica no já tão complicado trânsito da nossa região. O projeto arquitetônico vencedor para a implantação do Parque Público da Tamarineira foi divulgado no dia primeiro de outubro, e são de Recife

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EQUIPE VENCEDORA Arquitetos: Celso Sales, Luciana Raposo, Carmem Cavalcanti, Manuela Maia Estudo Urbanístico: Mariana Ribas Paisagista: Christoph Jung

os jovens arquitetos vencedores: Celso Sales, Luciana Raposo, Manuela Maia, Carmen Lúcia, Mariana Ribas e o paisagista Christoph Jung. Eles levaram o prêmio de R$ 40.000,00, além do contrato para desenvolver o projeto. O segundo e terceiro colocados receberam respectivamente R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00. As equipes de Recife se destacaram no concurso, conquistando também a segunda colocação (escritório GRAU – Grupo de Arquitetura e Urbanismo) e uma Menção Honrosa (com nosso anunciante Poligonus Arquitetura, vencedor do projeto do Bar Savoy). Foram 23 trabalhos inscritos do Brasil inteiro. A divulgação do resultado foi feita no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, e todos os trabalhos estiveram expostos na Galeria Janete Costa durante a primeira quinzena de outubro. O arquiteto Celso Sales, integrante da equipe vencedora, explicou como foi desenvolvida a ideia que se tornou campeã: “O Parque da Tamarineira tem o compromisso de abrir-se à cidade, desmistificar a loucura e oferecer

à população lazer, cultura e educação ambiental. Para isso, criamos dois grandes passeios que vão desde a entrada principal do Parque, na Avenida Rosa e Silva, até a “Matinha”, valioso exemplar arbóreo preservado há décadas e situado atrás do antigo Hospital. O edifício histórico principal vai abrigar administração, capela, museu e o Centro de Convivência de Saúde Mental. Edifícios menores, já existentes no Parque, terão uso voltados à prática de exercícios físicos, além de café, livraria e playgrounds. Também será construído um novo setor hospitalar, voltado para a Rua Cônego Barata.” Sem dúvida, a sacada do labirinto de vegetação arbustiva no eixo central do Parque foi formidável e constitui o elemento paisagístico mais forte do projeto. “Ele faz alusão à complexidade dos percursos da mente humana e sua estrutura abrigará obras de arte, bancos, espelho d’água e peças interativas que estimularão o caminhar e a descoberta”, complementa. Seguindo o curso do Riacho do Jacarezinho (que atravessa o Parque e será despoluído), outro passeio conectará as avenidas Norte e Rosa e Silva e estimulará a circulação de pedestres dentro do Parque. Já no contexto urbano, o projeto prevê a conexão do

novo Parque com o Projeto Capibaribe Melhor, a criação de ciclovias e a melhoria na circulação de pedestres. Vale ressaltar que este foi um concurso de ideias. Após a assinatura do contrato com a Prefeitura, a equipe vencedora desenvolverá os projetos para execução da obra com todos os detalhes necessários, tudo seguindo a ideia principal. A abertura do novo Parque da Tamarineira à população tem previsão para o final do ano de 2012.

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Equipe vencedora do concurso arq.tmarineira@gmail.com


Perto de Casa #16

Carro: como comprar um SEMINOVO?

Carros

Texto baseado na entrevista com Sabino Pinho

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Nunca o mercado de carros no Brasil esteve tão aquecido. Isso abriu espaço para muitos “negociantes” de carros atuarem na intermediação das vendas dos mesmos. Porém, fica um alerta para os compradores de veículos seminovos: procure sempre lojistas (agências) credenciados e com tradição nesse amplo mercado de veículos. Aqui, Luiz Sabino Pinho, da Imbiribeira Veículos, dá algumas dicas básicas para uma compra com sucesso de seu “patrimônio”: Ao comprar seu seminovo de um particular, lembre-se que não terá garantia de nada, portanto, se for fazê-lo, que seja de alguém muito conhecido e que você saiba mais ou menos o histórico do carro, mesmo assim, lembrando que carros são máquinas e que necessitam de uma boa manutenção de peças ou reposições das mesmas quando necessário. É importante observar também se o estado do carro condiz com a quilometragem marcada no painel, pois não há outra forma de avaliar esta questão, a não ser carros como os da Honda, Nissan, Audi e Suzuki que, na concessionária, tem como terem a quilometragem confirmada. É difícil também para um leigo, avaliar se o carro já teve avarias na lataria, motor e etc. Mais uma vez o ponto “confiança” é de suma importância.

Comprando seu seminovo a uma empresa séria, que pesquisa tudo sobre o carro que coloca à venda (é importante saber sobre a idoneidade da mesma, assim como se emite notas de vendas e se os carros estão no nome da empresa), você se sentirá mais seguro e terá a quem procurar quando precisar de qualquer suporte. É muito importante a empresa passar essa confiança e ter o cliente satisfeito, fidelizando-o.

“Aqui na empresa damos garantia de três meses para todos os itens, tanto de mecânica quanto de conforto”, diz ele.

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Sabino Pinho | Imbiribeira Veículos

Loja 1 Estrada do Bongi, 127 Afogados. Fone: 3422 1393 Loja 2 (Shopping do Automóvel) Mascarenhas de Morais, 425 Lj 17 - Imbiribeira. Fone: 3202 0017 www.imbiribeiraveiculos.com.br

Fone: 81 3075.9280 | 9978.2583


Arquitetura

Juliana Santos

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Atividades como jardinagem são ideais para fugir do estresse do diaa-dia. Criatividade também é uma aliada nessa luta e pode tornar ambientes de sua casa bonitos, agradáveis e cheios de vida. Por que não uní-las a uma vida regada de saúde? Temperos enriquecem o sabor dos alimentos e fazem bem ao corpo. A verdade é que ter seus temperos e verduras fresquinhos e sempre à mão é uma ideia bastante atraente. E o melhor de tudo: fácil de executar, de manter e são adaptáveis a qualquer espaço. Estes condimentos podem ser plantados em vasos ou outros recipientes diferentes. Basta adaptá-los para essa nova finalidade, fazendo ajustes. Para conservar os temperos saudáveis, espaços arejados e bem iluminados são fundamentais. Esse tipo de planta deve ficar exposto aos raios solares por quatro horas, todo dia, caso contrário enfraquece e morre. Não se esqueça da água. Toda vez que a terra estiver seca é sinal que precisa ser regada. Para quem mora em apartamento o ideal é investir no cultivo dos temperos que podem ser mantidos em vasos. Mas se mora em casa com jardim ou quintal, pode optar por fazer uma mini-horta para plantio de hortaliças. Por exemplo: rúcula, agrião, couve e espinafre.

Identifique em sua casa um local que receba bastante incidência solar. Fique atento nas escolhas dos temperos, pois existem as que precisam de pouca água e muito sol (lavanda, alecrim e sálvia), as intermediárias (manjericão, manjerona, orégano, salsa, pimenta e cebolinha), e tem as que precisam de muita água e pouco sol (hortelã, erva cidreira e capimlimão). Atento a essas dicas e com as escolhas das espécies, é hora de montar sua horta. Selecionei algumas imagens para você se inspirar e começar a sua horta doméstica. Depois disso, basta colhê-las na hora de cozinhar os pratos favoritos e dar aquele toque pessoal. Seus amigos, com certeza, vão gostar!

CANAL 07 | SIM tv

Juliana Santos| Arquiteta

Passo-a-passo Cubra o fundo do vaso ou recipiente com manta bidin e coloque um pouco de argila expandida. Com a pazinha, espalhe terra vegetal até a metade. Em seguida assente a planta no centro do composto e complete com mais terra. Umedeça e evite sol direto por dois dias. Glossário da Horta Argila Expandida: pedrinhas que ajudam a fazer a drenagem da água. Manta bidim: cobertura que ajuda a manter a umidade.

Setembro

Perto de Casa #16

O jardim da nossa casa

NA TV

A Perto de Casa no mês de setembro entrevistou Socorro Meira, designer de roupas sem costuras e acessórios. Ela participou de várias Feneartes, da Fenehall e da última EINNE (Encontro Internacional de Negócios do Nordeste). Seu bom gosto e criatividade resultam em peças belas e versáteis, algumas podem ser usadas como saias, blusas e echarpes (como esta que ela veste na foto), outras apenas como vestidos que são moldados no corpo e fechados por belíssimos broches, também criados por ela. Seu trabalho pode ser encontrado todos os domingos na Feirinha do Recife Antigo e no primeiro e terceiro sábados na Feirinha da Praça de Casa Forte. Socorro Meira: (81) 97395107.

Entrevista com Josy da Dona Beleza

Entrevista com Cristiane Quintas (crítica literária, escritora, blogueira e designer)

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Perto de Casa #16

A cardiologia não pode perder seu coração Dr. Wilson de Oliveira Jr

A

utilização excessiva de procedimentos tecnológicos vem cada vez

mais afastando o médico da cabeceira do doente, fazendo com que a relação médico-paciente - tão importante e valorizada no passado - seja substituída pela solicitação de exames complementares sofisticados, em detrimento da escuta apurada, da história clínica e

Saúde

do exame físico. Se, por um lado, o de-

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senvolvimento tecnológico trouxe be-

Portanto, não estamos preconizando a

nefícios inquestionáveis ao diagnóstico

demonização da tecnologia, mas tam-

e tratamento, por outro, o profissional

bém não defendemos o seu endeuza-

da saúde foi ficando mais afastado do

mento, postura essa, que infelizmente,

paciente como ser humano.

vem se tornando hegemônica nos dias

É inegável a importância da tecno-

atuais. A sua utilização, sem reflexão

logia para o avanço da Medicina, po-

crítica, não traz benefícios e poderá

rém não se pode esquecer que o hu-

trazer malefícios para o paciente e para

manismo é algo primordial na prática

o sistema da saúde como um todo.

médica. A perda progressiva dos valo-

Atualmente, ao mesmo tempo em

res humanísticos é um processo com-

que os avanços tecnológicos têm fa-

plexo e multifatorial. A tecnicociência

cilitado o diagnóstico e tratamento de

e a prática médica humanizada devem

várias enfermidades, cada vez mais

caminhar simultaneamente, pois não

pacientes se queixam da conduta fria e

são posturas excludentes.

mecânica de alguns profissionais.

O problema não está na tecnologia

A melhor Medicina não é necessa-

em si, e sim no seu uso indiscriminado.

riamentea mais cara, é aquela que per-

cebe oenfermo além da sua enfermida-

ende três princípios essenciais; dispo-

de. Como já dizia Miguel Unamuno, na

nibilidade, tecnologia e capacidade de

sua sabedoria, o enfermo é um ser hu-

construir uma boa relação médico-pa-

mano de carne e osso que sofre , pensa,

ciente. É de se esperar que ao assumir

ama e sonha. É preciso entendê-lo, não

essa conduta, tenha-se como resultante

apenas em uma construção biológica,

diminuição dos erros médicos. Lembrar

mas também ambiental, psicológica e

sempre que “ ser médico é gente cui-

social. O perfil biopsicossocial do pa-

dando de gente”

ciente interfere diretamente no desenvolvimento da doença e no sucesso do tratamento proposto para ele. A comunicação médico-paciente

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empática é a chave para o possível sucesso do tratamento. A discrição do médico e a confiança conquistada permitem que o paciente abra o seu coração e revele queixas e situações que podem tornarse fator fundamental para o diagnóstico e tratamento. Essa empatia poderá resultar em diagnósticos mais precisos, menor solicitação de exames, redução dos custos operacionais e maior adesão ao tratamento. Uma consulta não significa apenas o desejo de acabar com a doença orgânica. Ela também tem como objetivo eliminar o temor escondido e as angústias não confessadas. As máquinas não poderão jamais avaliar nem compreender o sofrimento humano, nem tão pouco poderão sanar medos e incertezas. A prática de uma boa Medicina compre-

Dr. Wilson de Oliveira Jr | Professor de Cardiolo-

gia da UPE e Coordenador do Ambulatório de doença de Chagas e Insuficiência Cardíaca-PROCAPE-UPE.


Saúde

Dra. Rosana Miranda

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“Uma “coisa” me pegou. Uma “coisa” terrível, sem sentido! Inesperadamente, me pegou. Veio do nada e, como um terremoto maligno, fez abrir o “chão” que estava sob meus pés... Pior: o “céu” que estava sob meus pés... Pois é ! Justamente quando tudo estava tão bem, tão calmo, tão relaxado. “Aconteceu assim, bruscamente, quando fazia compras no shopping. Outra vez foi quando escutava música no carro (para distrair do engarrafamento de um trânsito para lá de caótico). E, por último, sem mais explicação ainda, no carnaval! No car-na-val! Em pleno “Galo” , no “Pisando na Jaca” , aqui perto, PERTO DE CASA, no Poço. É o “fundo do poço”. É um “poço sem fundo”. Tais relatos são frequentes na clínica contemporânea. É o PÂNICO. Ou tal como denomina a Psiquiatria dos dias de hoje: TRANSTORNO DE PÂNICO. São ataques recorrentes e imprevisíveis. Ataques de ansiedade aguda, absurdamente imprevisíveis, ocorrência brutal de palpitações e dores torácicas, sensações de asfixia e tonturas. Sensação de acometimento, de estranheza. Uma “inquietante estranheza”... A temática de quem sofre é catastrófica: surge a certeza plena da morte. Morte iminente e contínua: é a sensação de morrer, morrer e continuar morrendo... É o estar cara-a-cara com o terror da morte. A morte é para já. Inapelavelmente. A vida está por um triz... É o medo de enlouquecer, de não controlar os impulsos e cometer atos absurdos. É a sensação de que a loucura está se aproximando, se aproximando ... Agitação sentida interiormente ou claramente expressada. A inquietação se estabelece: falta o ar, o coração parece que vai pular pela boca, a cabeça ameaça explodir... Nada, ninguém pode ajudar. Não há saída, não há amparo. Não há via de fuga. Os segundos parecem a própria eternidade. “Quanto tempo está durando? Cinco,

trinta minutos? Quinze, vinte? O tempo tem outra dimensão. O espaço tem outra dimensão. É um estranhamento. Atônita, a pessoa estranha a si mesma e, às vezes, mal se reconhece. O terror se instala, o medo exorbita e o sofrimento é (quase) incomunicável, indizível. Mas, “aquilo que não se deseja ao pior inimigo” vai passando, passando. Fica a “ressaca” , ou seja, a sensação de estar “moído” . Fica um enorme vazio, tal qual um “oceano sem água” . Fica o medo de voltar a sentir tudo aquilo outra vez (“medo que dá medo do medo que dá” ). Embora, cada vez mais, tal sofrimento apareça nos consultórios, o PÂNICO não é de hoje. Os gregos, na antiguidade, já o conheciam como “terror pânico” - terror provocado pelo deus Pã. E, tal como aquela divindade tão amada pela civilização greco-romana, o PÂNICO já se mostrava assustador, horrendo, mas quase nunca maligno. O PÂNICO não mata. Também não se enlouquece só por sofrê-lo. Porém, quando não tratado pode ter graves consequências: a DEPRESSÃO é uma das mais frequentes e também severas. O ALCOOLISMO é outra consequência bastante indesejável. Daí a importância de olhar a situação de frente: é preciso tratamento. É preciso buscar a ajuda necessária. Quem hoje padece com o PÂNICO trilhou, no decorrer da própria história, um longo caminho de ansiedade (embora, frequentemente,também tenha um trajeto de vivacidade e vitalidade - o que faz tudo parecer ainda mais incompreensível). Sentir ansiedade faz parte da vida. A ansiedade nos protege e até nos prepara para lidar com as situações de risco, de perigo. Contudo, viver paralisado por esse sentimento, esperando, todo o tempo, que o medo assole já não é viver. Sentir-se, constantemente, limitado pelo “medo do medo” já não é viver. É sobreviver, é durar, sem aproveitar o que a vida tem de bom, de venturoso. É despediçar a vida e a saúde.

O PÂNICO exige cuidados profissionais. É necessário buscar ajuda psicoterápica e , com frequência, ajuda médica (nesses casos, o médico experiente irá avaliar se será necessária a prescrição de medicamentos ). A medicação atuará na remissão dos sintomas. Mas, é através de uma psicoterapia bem conduzida que aquele que tanto padece com este transtorno poderá retomar a alegria de viver a vida, sem os terríveis fantasmas da morte e da loucura à espreita... O PÂNICO tem cura. A vida não (até porque a vida não é uma doença, mas mesmo assim continua mortal...). Quem hoje tem PÂNICO, em algum momento da própria história, teve que encarar a realidade da finitude. E é justamente essa realidade que hoje queremos - mas, não podemos, em hipótese alguma podemos evitar: a vida é mortal. Os antigos gostavam de dizer: “Vamos cuidar da vida que a morte é certa” . Ou costumavam falar assim: “Para morrer basta estar vivo”. Hoje estamos apressados demais, distraídos demais, ocupados demais para nos voltarmos à realidade de nossa finitude. Hoje estamos esquecidos que somos os únicos viventes neste planeta que temos consciência de que vamos morrer. Tal consciência leva à angústia, leva à certeza de que, em algum momento já não seremos... O homem contemporâneo fez da Ciência sua nova religião: ergueu “altares” ao poder da técnica e da tecnologia e esqueceu que ciência nenhuma nos salva da morte. Porém, a Ciência pode sim, pode e deve nos ajudar a viver melhor a vida. A vivê-la de uma maneira mais plena, com mais saúde e gosto de viver. Há sofrimentos que não podemos evitar. Há outros que podemos, devemos e temos até o compromisso ético conosco mesmo de fazê-lo . Um bom trabalho psicoterápico ajuda a fazer tal distinção. Se não podemos evitar a morte, pode-

Perto de Casa #16

Perto de Casa #16

Transtorno de pânico

Dr.a Rosana Miranda | CRP 02/0754 Psicóloga/Psicoterapeuta Membro da ABMP - Associação Brasileira de Medicina Psicossomática

mos e devemos evitar morrermos em vida. Devemos oferecer resistência ao sofrimento que o PÂNICO traz. Devemos dizer “não!” ao terrível sofrimento vivido no PÂNICO. Dizer “não!’ a estarmos subjugados a tal penúria... Devemos dizer “sim!” à saúde e à vida. Afinal, “A vida é curta demais para ser pequena”...

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Revista Perto de Casa ed16  

Edição de outubro e novembro de 2011.

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