Issuu on Google+

O JORNAL PARA O

AMIGO

CAMINHONEIRO

Distribuição Gratuita www.chicodaboleia.com.br

Orgulho de ser caminhoneiro

Ano 02 - Edição 06 - Abril de 2013

EDIÇÃO REGIONAL BAIXA MOGIANA Eventos automobilisticos esquentaram a agenda do mês de abril Só no mês de abril foram 3 eventos de grande porte relacionados ao tema, e Chico da Boleia esteve em todos conferindo as agendas, as palestras e as novidades.

Pág. 4

Problemas na infraestrutura brasileira afeta todo o setor logístico Com as filas nos principais portos do Brasil a safra do grão teve sua exportação prejudicada e os produtores arcaram com os custos deste atraso.

Pág. 5 Paulo Salustiano vence em Londrina e assume liderança Sede Irmãos Davoli, Mogi Mirim /sp

Concessionária Irmãos Davoli amplia sua área de atuação no interior de SP

ISO 9001

Pág. 11 e 12

A segunda etapa do campeonato brasileiro de Fórmula Truck 2013 ocorreu no Autódromo Ayrton Senna em Londrina-PR no último dia 7 de abril. A competição foi marcada pela chuva e pela primeira vitória de Paulo Salustiano.

Pág. 8


02

EDITORIAL Companheiros do ta-

pete negro da estrada! Já estamos quase no final do primeiro quarto do ano! No nosso setor os debates continuam, seja pelo fim definitivo da carta frete, seja pela aplicação Lei 12.619 que alguns chamam de Lei do descanso, mas o certo é a Lei do Motorista. E nós aqui vamos continuar discutindo e repercutindo os dois temas que nos envolvem até o último fio de cabelo. Muitos dos amigos podem achar que é repetitivo falar destes assuntos, mas o fato é que eles continuam em pauta e suscitando incontáveis dúvidas. De um lado temos os empresários do agro negócio fazendo pressão em relação a e se não ficarmos atentos ela pode ser alterada e nos prejudicar muito. Para tratar desse tema recolhemos algumas opiniões que foram compiladas e analisadas na nossa “Reportagem Principal”. Nela discutimos as diversas visões acerca da Lei 12.619, as melhorias e os desafios enfrentados pelo setor a partir dessa nova regulamentação da profissão. Em relação ao Fim da carta frete, muitos dos que se beneficiavam com a agiotagem que rolava por conta dela tentam a todo custo mudar as regras. E aí volto a dizer temos que temos de ficar atentos, pois uma conquista importantíssima do setor pode cair por terra se nós não fizermos em sua defesa.

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

Com relação ao mundo dos caminhões e com as novidades para o setor, esta edição do nosso jornal trás informações importantes sobre os eventos que aconteceram no mês de abril. A ExpoLondrina, o Fórum da Indústria Automobilística e a Automec foram eventos recheados de surpresas e boas iniciativas que visam a melhoria do nosso setor. Apresentaremos nas próximas páginas, um pouco do que vimos em cada um desses eventos. Falaremos também do grande problema de infraestrutura do nosso país. Nas páginas a seguir, o companheiro poderá entender o que anda acontecendo em todo o setor logístico e como o gargalo da área tem afetado o trabalho do caminhoneiro. Além disso, teve etapa da Fórmula Truck lá em Londrina. Todas as emoções da etapa, o leitor irá conferir na coluna “Esportes”. Ao companheiro que desejar interagir, mandar perguntas, dar opiniões ou fazer críticas, lembramos que nosso site www.chicodaboleia.com.br é um canal de relacionamento aberto através do qual todos podem entrar em contato conosco. Abraço a todos

Chico da Boleia Orgulho de ser caminhoneiro.

Blogueiros do Chico Chico da Boleia Chapa Dra. Virginia Laira José Machado Albino Castro Djalma Fogaça Roberto Videira Tânia Rampim

Expediente Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778 Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeirão Preto Diretora-Presidente: Wanda Jacheta Diretor Editorial: Chico da Boleia Editor Responsável: Chico da Boleia Revisão Larissa J. Riberti Diagramação Pamela Souza Suporte Técnico Matheus A. Moraes Juliano H. Buzana Conselho Editorial: Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgínia Laira (Advogada e coordenadora do Departamento Jurídico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) José Araújo “China“ (Presidente da UNICAM Brasil) Responsabilidade social: ViraVida Ligue 100 Na mão certa


PAPO DE BOLEIA Concessões e pacotes de melhorias visam melhorar as rodovias e “desafogar” portos

Foto: Valor Economico

Tendo em vista a precária situação da infraestrutura do país quando se trata de rodovias e portos, algumas medidas estão sendo tomadas pelo Governo para alavancar mudanças e proporcionar melhorias para o setor logístico. No último dia 17 de abril, por exemplo, foi firmado o primeiro contrato de concessão de uma rodovia no governo da presidenta Dilma Rousseff. O acordo abrange um trecho de 475,9 quilômetros da BR-101, da divisa entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo até o entroncamento com a Rodovia BA-689, onde fica o acesso a Mucuri (BA). De acordo com o Ministro dos Transportes, César Borges, a ideia é licitar mais trechos da rodovia, que é conheci-

da pela péssima condição de rodagem. O contrato firmado estabelece que durante o primeiro ano as operações iniciais devem contemplar a estruturação de pavimentos, instalação e manutenção de sinalizações, paredes de segurança e melhoria de pontos perigosos que incidem maior risco de acidentes. Para o vice-presidente do grupo Ecorodovias, Federico Botto, é prioritário que os investimentos na rodovia aconteçam de forma rápida. Do segundo ao sexto ano, a rodovia deverá estar 50% duplicada, e em dez anos 90%. Se tudo correr conforme previsto, por volta de 15 de maio do ano que vem terá início as cobranças de pedágio em sete pontos do trecho concedido, a um preço atualizado que varia de R$1,53 a R$ 3,57. A previsão é de que sejam investidos R$ 2,7 bilhões ao longo dos próximos 25 anos. É es-

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA timado também um custo operacional superior a R$ 2,1 bilhões para garantir prestação de serviços de assistência médica e socorro mecânico. O empreendimento deverá gerar quase 500 empregos diretos e aproximadamente 1,5 mil indiretos. FERROVIAS Foi anunciada com antecedência, a liberação de seis quilômetros (km) de ferrovias duplicadas entre Perequê e Cubatão, na Baixada Santista. A medida será capaz de retirar 540 carretas por dia da margem direita do Porto de Santos até junho. O trecho entrou em operação no dia 8 de abril e, por enquanto, elevou de sete para oito trens (com 80 vagões cada) rumo aos terminais. Espera-se que nas próximas semanas o número de trens suba para 9, e para 10 em junho. Ao todo, os trens em operação somarão 19,2 mil toneladas movimentadas pelos trilhos. Segundo o secretário executivo do Ministério dos Transportes, Miguel

03

Masella, a liberação do trecho foi antecipada para amenizar os problemas verificados na chegada ao Porto de Santos. Com a safra recorde de milho e soja somando-se ao início do escoamento do açúcar, a situação tende a piorar. Quando a obra de duplicação da ferrovia estiver concluída, a capacidade poderá saltar para até 20 trens por dia, diz Masella. Isso significaria 2.300 caminhões a menos nas estradas. A medida seria bem-vinda por parte do setor uma vez que a participação do transporte sobre trilhos recuou de 2011 para 2012, de 21% para 20%, em Santos. Por outro lado, no entanto, a entrada em operação dos vagões e a diminuição na utilização de carretas para o transporte rodoviário de grãos poderá surtir efeitos negativos no bolso do trabalhador das estradas. Os problemas de infraestrutura no país têm causado inúmeros transtornos para quem ganha a vida com o TRC. Redação Chico da Boleia

Chico da Boleia responde Olá Chico tudo certo por ai? Meu nome é José Donizete, sou de Anicuns, Goiás. Tenho 58 anos, trabalho como motorista desde 1977 e gostaria de saber como faço pra me aposentar. Trabalho como autônomo e infelizmente a idade vai chegando e o corpo começa a dar sinais que já esta na hora de parar. Um abração ai pra você Chico e pra toda sua equipe. R: Por aqui tudo certo Sr. José! No seu caso, o INSS diz que para ter direito a aposentadoria integral o caminhoneiro autônomo tem que ter contribuído no mínimo 35 anos e a caminhoneira contribuído com pelo menos 30. É preciso atender também a idade mínima, que no caso dos homens é de 53 anos e de 48 anos no caso das mulheres. Tudo isso pra receber o valor integral da aposentadoria. Outra opção seria solicitar a aposentadoria proporcional onde são levados em consideração o tempo de contribuição e a idade do motorista, mas em alguns casos isso pode reduzir de forma significativa o valor da aposentadoria. O ideal é procurar uma assistência jurídica dentro do próprio INSS. Eles costumam tirar todas as dúvidas e prestar serviços gratuitamente. O senhor pode conseguir mais informações através do telefone da ouvidoria da previdência social 135 ou através do site www.previdencia.gov.br.

Olá Chico meu nome é José e sou de Itu - SP. Tenho um filho de 6 anos e nas suas férias pretendo passar um tempinho a mais com a família, vou pegar ele e minha esposa e fazer algumas viagens de caminhão. Preciso de uma cadeirinha ou algo do tipo pra poder levar meu filho?

R:José, de acordo com o Código de Transito Brasileiro levar criança na boleia do caminhão requer alguns cuidados que variam de acordo com a idade do pequeno. Crianças de até 1 ano devem ir no “bebê conforto” que é aquele assento voltado para a traseira do veiculo. Até os 4 anos a criança deve ir na cadeirinha, essa por sua vez fica voltada para a frente do veiculo. Dos 4 aos 10 anos ou a partir do momento que a cadeirinha começa a ficar pequena deve-se usar um assento de elevação que faz com que a criança tenha altura suficiente para usar o cinto de segurança. E aos 10 anos de idade ou quando a criança já tiver no mínimo 1,45 metros de altura ela pode passar a usar o cinto de segurança sem auxilio de nenhum assento extra. Outro dado importante é que lugar de criança é no banco de trás, mas em nosso caso onde não há banco traseiro o código de transito permite que se trafegue com as crianças no banco da frente, sempre seguindo as recomendações citadas acima. Chico da Boleia - Orgulho de ser caminhoneiro


04

FIQUE POR DENTRO

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

Expo Londrina e Fórum da Indústria Automobilística esquentaram a agenda do mês de abril O crescimento do setor automobilístico há um consenso sobre a atual recuperano Brasil tem sido o principal chamariz para eventos e apresentação de produtos e novidades tecnológicas no país. Só no mês de abril foram 3 eventos de grande porte relacionados ao tema. Além da Automec, Feira à qual dedicamos uma matéria completa na coluna “Prosa de Caminhoneiro”, a Expo Londrina e o Fórum da Indústria Automobilística marcaram o mês com apresentação de produtos e negócios no setor. Chico da Boleia esteve em todos os eventos conferindo as agendas, as palestras e as novidades.

IV Fórum da Indústria Automobilística

ção do setor. Ao contrário das incertezas que se vivia em 2012, decorrentes da implementação do Euro 5 naquela época, o mercado hoje se recuperou e as projeções de vendas são bastante positivas ao longo do ano. O Fórum contou com a participação de mais de 900 profissionais do setor que debateram sobre a renovação dos veículos, estratégias para a competitividade da indústria automobilística do país, cadeia de suprimentos, perspectivas econômicas e as expectativas para os novos empreendimentos. Dentre os palestrantes estiveram Cledorvino Belini, Presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores do

João Pimentel, da Ford e Edvaldo Picolo, da VW Foto: Chico da Boleia

Brasil está bastante aquecido e o futuro é promissor. No que se refere aos veículos pesados

da Sociedade Rural do Paraná (SRP) e reuniu produtos, serviços e especialistas em agronegócios. Em sua abertura, o presidente da SRP, Moacir Norberto Sgarioni, falou sobre as reivindicações relacionadas à questão agrária e a desoneração tributária para o setor agrícola. A solenidade contou com a participação do governador do Paraná, Beto Richa, com o prefeito de Londrina, Alexandre Lopes Kireeff, com o prefeito de Cambé, João Pavinato e diversas autoridades de Londrina e região.

Ursa Show

Nos dias 24 e 25 de abril, o Posto Portal de Minas, da rede ALE, recebe o

Fórum da Insdústria Automobilística Foto: Chico da Boleia

Realizado em São Paulo, no dia 1o de Abril, o IV Fórum da Indústria Automobilística reunião especialistas para discutir as tendências e o momento que o setor vive atualmente. Através das apresentações dos palestrantes, ficou claro que o mercado automobilístico no

ExpoLondrina Foto: Chico da Boleia

Brasil); Roberto Cortes, Presidente da MAN Latin America; Alcides Cavalcanti da Iveco Brasil; Bernardo Fedalto da Volvo do Brasil; Oswaldo Jardim da Ford Caminhões; Roberto Leoncini, Diretor Geral da Scania Brasil e Tânia Silvestri da Mercedes-Benz do Brasil.

ExpoLondrina

Realizada de 4 a 14 de abril, a 52ª ExpoLondrina, configurou-se como uma das maiores feiras do Brasil. Reunindo expositores do setor agropecuário, os seminários e palestras realizados durante o evento também trataram dos problemas logísticos e da infraestrutura brasileira necessária para o transporte de safras de grãos. A Feira que aconteceu Parque Governador Ney Braga, foi uma realização

“Ursa Show”, grande festa para caminhoneiros e seus familiares e amigos. Nesta edição, os participantes podem conferir um show do grupo Axé Blond & Banda, além de palestras sobre lubrificantes ministradas por especialistas, treinamentos de segurança, distribuição de brindes, brincadeiras e outras atividades. Durante o evento, que vai das 16 às 22 horas, os caminhoneiros também contam com serviços gratuitos de barbearia e de saúde, com o objetivo de promover maior bem-estar e qualidade de vida aos profissionais de estrada. A etapa de Minas Gerais do “Ursa Show” acontece no Posto ALE Portal de Minas: Rodovia BR-040, KM 41,5 – Paracatu, MG Redação Chico da Boleia

Amigo Caminhoneiro,

4 motivos para você aplicar o suporte de cardan Rei.

1º 2º 3º 4º

Regulagem do comprimento, ângulo e altura: Em todas as situações adversas que os veículos se encontram, alguns Suportes de Cardan Rei lhe oferecem as condições de regulagem de comprimento do cardan, regulagem de ângulo e altura.

Lubrificação direta na pista do rolamento: Essa possibilidade de lubrificar diretamente na pista do rolamento contribuirá para maior vida útil do suporte, além de contar com um sistema de válvulas de alivio para renovação da graxa. Pista de vedação própria: A pista de vedação inibirá a entrada de impurezas e a contaminação da graxa que aumentará a vida útil do rolamento.

Borracha Oscilante: A borracha oscilante proporcionará um alívio de atrito nos componentes do cardan

(câmbio e diferencial).

Resultado: O melhor Custo X Benefício Uma empresa brasileira que gera empregos para os brasileiros.


FIQUE POR DENTRO

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA des, com essa desvalorização do grão, o custo do transporte passou de US$ 80 por tonelada, em 2011, para US$ 98 no ano passado, e deve ficar mais caro em 2013. Nos Estados Unidos e na Argentina, em contrapartida, o valor médio ponderado da tonelada para transportar a mercadoria é de US$ 20, um custo menor superior a US$ 70 por tonelada em relação ao Brasil. Tal problema originou a Medida Provisória 595/2012, conhecida como MP dos Portos, redigida por Eduardo Braga, senador pelo PMDB-AM. De acordo com o relator, o texto define um novo marco regulatório para o setor que permite a exploração dos portos pela iniciativa privada. Pela proposta apresentada, os contratos pré1993, que atualmente estão vencidos, poderão ser renovados por cinco anos, sem necessidade de contrapartida pelos responsáveis. A União, no entanto, vai analisar caso a caso. A ideia é substituir a Lei dos Portos (Lei 8.630 de 1993) e abrir o litoral brasileiro para que o mercado de transporte privado de cargas marítimas se desenvolva para além dos portos públicos. Espera-se que, caso a medida seja aprovada, a concorrência aumente e que os novos

Problemas na infraestrutura brasileira afetam todo o setor logístico porto de Santos, o maior da América Latina, chegou a 25 quilômetros. Segundo estimativas, o engarrafamento de caminhões nos portos de Santos e Paranaguá, os dois principais canais de escoamento da soja, tende a piorar nos próximos meses com a estimativa de uma safra recorde do grão ( cerca de 83 milhões de toneladas). Analistas dizem que com o pico da comercialização da soja acontecendo em abril e maio e quando a safra de açúcar começa a ser escoada, as filas de caminhões dobram nas rodovias de acesso aos portos. O problema se agrava com as safras de milho e algodão que também passam a disputar os mesmos caminhoneiros. De acordo com um levantamento da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), o gargalo para embarcar mercadorias nos portos em 2013 não só aumentou os custos do transporte, como também reduziu em US$ 18 por tonelada os preços internacionais da soja brasileira. Na Bolsa de Chicago, para compensar a demora na entrega, a tonelada da soja nacional sofreu um desconto de 3,6% (de US$ 500 para US$ 482) durante a última semana de março deste ano. Segundo o presidente da Anec, Sérgio Men-

terminais privados forcem a redução de custos para exportadores e, sobretudo, importadores. A apresentação da MP gerou um impasse. De um lado, representantes do governo defendem que a proposta apresentada pelo Executivo vai garantir mais competitividade ao setor portuário, mas, os trabalhadores, sob o temor de redução de postos de trabalho, redução salarial e perda de direitos, fizeram uma paralisação e convocaram uma greve de 24 horas para o dia18 de abril. Além da redução na eficiência do mercado, dos prejuízos econômicos e da perda de competitividade no mercado externo, o “gargalo” dos portos e a baixa infraestrutura de aeroportos e rodovias brasileiros geram prejuízos para o transportador. Isso porque o caminhoneiro é aquele que enfrenta, efetivamente, os longos períodos de espera e de tensão nas filas para os portos do país. É o caminhoneiro também que vivencia na prática todos esses problemas. Esperamos que os próximos capítulos desta questão apresentem medidas que contemplem o setor como um todo e combatam prejuízos e gargalos já existentes. Redação Chico da Boleia

COM SASCAR CAMINHONEIRO VOCÊ E SUA FAMÍLIA NÃO ESTARÃO MAIS SOZINHOS!

ANS - Nº 310981

A infraestrutura dos portos, aeroportos e rodovias do Brasil configura um problema histórico do nosso país. A complexidade do tema é o resultado de embates políticos e uma escassez constante de investimentos ao longo do século XX e dos últimos anos. Atualmente, o problema da infraestrutura brasileira tem afetado negativa e diretamente desde os grupos empresariais do setor logístico até os caminhoneiros autônomos. Além disso, a falta de políticas públicas para a resolução desse atraso estrutural tem dificultado o cumprimento de leis como a 12.619, que regulamentou, no ano de 2012, a profissão -de motorista e estabeleceu períodos de .descanso e jornada para esses profismsionais. A mostra mais recente de como desse problema tem afetado os diversos -setores da cadeia logística foi o chama,do “apagão da soja” do mês de março odeste ano. Com as filas nos principais -portos do Brasil a safra do grão teve sua exportação prejudicada e os produtores arcaram com os custos deste atraso. 2 - O problema começou depois que a fila ade caminhões carregados na rodovia rCônego Domênico Rangoni, que leva ao a e e -

05

CONHEÇA NOSSO PACOTE DE VANTAGENS

MONITORAMENTO E LOCALIZAÇÃO

BALCÃO DE FRETES ELETRÔNICO

NÚMERO DA SORTE

SEGURO DE VIDA

SERVIÇO ODONTOLÓGICO

DIÁRIA DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR EM CASO DE ACIDENTE

ASSISTÊNCIA RESIDENCIAL

E CONHEÇA TAMBÉM AS ASSISTÊNCIAS 24H, COM SERVIÇOS EXCLUSIVOS COMO: CHAVEIRO, GUINCHO, TROCA DE PNEUS E MUITO MAIS.

FAÇA PARTE DESTA TURMA

0300 789 6004

Os Seguros de Acidentes Pessoais e Diárias de Internação Hospitalar são garantidos pela Seguradora Cardif do Brasil Vida e Previdência S.A., CNPJ: 03.546.261/0001-08, Processos Susep No 15414.002708/2007- 95 e 005-00113/00. Corretora de Seguros: Sincronismo Corretora e Adm. de Seguros Ltda., CNPJ no 08.815.553/0001-04, Registro SUSEP no 050726.1.05.9018-5. Estipulante: Sascar Tecnologia e Segurança Automotiva S.A. - CNPJ no 03.112.879/0001-51. Prêmio de Capitalização no valor de R$ 12.000,00 bruto, com desconto diretamente na fonte de 25% de Imposto de Renda, garantido pela Empresa Cardif Capitalização S/A, CNPJ: 11.467.788/001-67, Processo Susep no 15414.000312/2010-17. “O registro deste plano na SUSEP não implica, por parte da Autarquia, em incentivo ou recomendação à sua comercialização. O segurado poderá consultar a situação cadastral de seu corretor de seguros, no site www. susep.gov.br, por meio do número de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF. A aceitação do seguro estará sujeita à análise do risco. Este seguro é por prazo determinado tendo a Seguradora a faculdade de não renovar a apólice na data de vencimento, sem devolução dos prêmios pagos, nos termos da apólice. É proibida a venda de título de capitalização a menores de dezesseis anos.” *Assistência Odontológica prestada pela operadora ODONTO EMPRESAS CONVÊNIOS DENTÁRIOS LTDA., registrado na ANS-310981 ** As Assistências Residencial e Funeral são prestadas pela empresa USS SOLUÇÕES GERENCIADAS LTDA. ***As Assistências Odontológicas e Funeral são de uso exclusivo do Contratante, não podendo ser transferidas a quaisquer terceiros. Cada Contratante terá direito, independentemente do número de equipamentos contratados e/ou de contratos firmados, a um único Pacote de Vantagens. Além do Pacote de Vantagens do Produto Sascar Caminhoneiro, você pode adquirir também as Assistências 24 horas com um valor diferenciado. Para maiores detalhes, entre em contato com a nossa Central de Atendimento.


06

REPORTAGEM

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

Lei do Motorista: o debate continua Mesmo depois de ter entrado em vig-

or, a Lei 12.619 continua sendo alvo de dúvidas e críticas, principalmente, por parte de alguns empregadores. No geral, encontra-se bastante resistência dos empresários em aceitar cumprir, já que, segundo a maioria, não existem pontos de parada e infraestrutura que permitam o cumprimento dos tempos de descanso e parada. Já parte do empresariado do setor, acredita que a Lei pode melhorar a qualidade de vida e a eficiência no TRC. É uma unanimidade entre eles que os embarcadores sejam incluídos nestas normas, já que eles também têm papel fundamental no bom funcionamento de toda essa cadeia profissional. As discussões, então, não param e as dúvidas são constantes. No último dia 3 de abril, por exemplo, a falta de pontos de descanso e de infraestrutura das rodovias brasileiras foi criticada por representantes de empresas de transporte de carga em audiência pública da comissão especial que revisa a lei (12.619/12), sobre a jornada de trabalho dos caminhoneiros. Na opinião do representante da Associação do Transporte Rodoviário do Brasil, Roberto Queiroga, a falta de lugares para o descanso dos motoristas em trajetos sem estrutura pode aumentar gastos com o transporte de cargas. “Não temos pontos de parada em todos os trechos rodoviários, que realmente possam atender o trabalhador no volante e são impostas condições na legislação em relação a tempo de espera, em jornada”, afirmou. Segundo ele, há pontos específicos que, se não forem alterados, vão encarecer o frente. “Se começarem as fiscalizações e as multas enquanto as empresas estão migrando pra essa legislação, vão faltar caminhões e motoristas”, avaliou Queiroga. No ano passado, o Conselho Nacional de Trânsito chegou a suspender a fiscalização da lei por seis meses. Mas a justiça já autorizou a aplicação de penalidades para abril, com multas de R$ 127 e perda de cinco pontos na carteira de motorista infrator. Na última semana, a Comissão de Assuntos Jurídicos da NTC & Logística – ComJur – se reuniu na sede da organização, em São Paulo, para discutir os aspectos jurídicos de assuntos de extrema importância para o setor. Devido à criação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados, a

Lei 12.619/2012 foi bastante abordada entre os presentes, que também fizeram algumas sugestões em relação ao ajuste na legislação. Outro tema que esteve em pauta durante a reunião da ComJur foram as negociações coletivas 2013/2014, que tem o mês de maio como data base da categoria profissional dos trabalhadores em transporte. A partir das reuniões de

Em entrevista para Chico da Boleia, Diumar Bueno, Presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) fez algumas considerações sobre as resistências e as barreiras para a aplicação da Lei. Confira na íntegra a entrevista: Chico da Boleia: Diumar, como você vê a situação da Lei 12.619 hoje?

Caminhoneiro Foto: Divulgação

negociação que aconteceram previamente em diversos sindicatos, os membros da ComJur, assessores jurídicos dos sindicatos e de federações filiadas à NTC&Logística, puderam discutir as reivindicações levantadas, além das cláusulas que integrarão a pautal patronal nas negociações coletivas deste ano. De acordo com a agenda da ComJur, a próxima reunião acontecerá no dia 2 de maio e deverá ter a Lei 12.619 em pauta mais uma vez.

Diumar Bueno da CNTA concede entrevista sobre a Lei do Motorista

A quantidade de questionamentos e o número de dúvidas suscitado pela nova lei não é novidade entre os representantes e trabalhadores do setor. Desde que foi aprovada, a Lei do Motorista causou repercussão nos mais diversos níveis do setor. Alguns representantes, no entanto, defendem a causa dos caminhoneiros e alegam que a profissão ficou por muito tempo atirada à um abismo de descaso. Longas jornadas e a péssima qualidade no trabalho são realidades as quais a maioria dos caminhoneiros deste país está submetida.

Diumar Bueno: “Eu vejo que a Lei, da forma como ela está atualmente, veio realmente para contribuir com a categoria, dar mais segurança nas estradas e, principalmente, dá uma tranquilidade para a classe trabalhadora e para os motoristas empregados. A verdade, no entanto, é que para ela ser aplicada na íntegra no Brasil, o país precisa se estruturar principalmente com áreas de descanso para os caminhoneiros. Friso que a CNTA sempre defendeu que esse tempo ininterrupto de onze horas para o motorista ficar na beira da estrada fechado dentro de uma cabine de caminhão é muito tempo. Nós defendemos já, há muito tempo, a prática de oito horas de descanso. Então essa é uma posição nossa, com base em um conhecimento formado através do nosso contato com os caminhoneiros, com os sindicatos do Brasil inteiro. Para nós, oito horas de descanso é um tempo possível de ser cumprido e um período que contemplaria a categoria.” Chico da Boleia: Bom, a gente sabe que um grupo ligado ao Agronegócio brasileiro tem tentando organizar uma frente para mudar bastante a Lei. Como você vê esse movimento? Diumar Bueno: “Na verdade, quando a

Lei foi aprovada, nós já sabíamos que haveria uma reação muito grande por parte de alguns setores, como os frotistas e empresas que impõem condições rigorosas e às vezes até cargas horárias que os caminhoneiros não podem cumprir. Acreditamos que temos que ser coerentes, porque o Brasil precisa de uma regulamentação do tempo de direção do motorista e isso é indiscutível. Agora, possíveis ajustes na Lei podem ser discutidos. Nós precisamos ter uma Lei de controle de tempo de direção para os motoristas, principalmente por essa questão dos empregadores.” Chico da Boleia: Como que você vê ou qual seria a proposta para massificar o conhecimento dessa Lei, para que os companheiros da estrada possam efetivamente saber o que está acontecendo? Diumar Bueno: “Como a Lei ainda não está sendo aplicada com a multa e está sendo fiscalizada com caráter de orientação, sendo passível de algumas modificações, porque ela foi promulgada sem ter a condição de estrutura que o governo ou que a concessionária ofereça, o que tenho a dizer é que o caminhoneiro pode buscar orientação e ajuda junto às entidades do setor. Os sindicatos e o próprio governo já fazem e vão continuar fazendo publicações no sentido de divulgar e orientar bem o caminhoneiro quando as coisas estiverem bem definidas”.

Caminhoneiro Geraldo Alves de Souza fala sobre a Lei

Caminhoneiro Geraldo de Souza Foto: Matheus Moraes

Há 30 anos na profissão de motorista autônomo, o caminhoneiro Geraldo falou sobre suas impressões acerca da Lei do Motorista. Confira o depoimento. Geraldo: “Se a Lei 12.619 funcionar vai ser muito bom. Se pudermos descansar adequadamente na nossa jornada é uma vitória. Teremos mais direitos. No trajeto que eu faço (MG-SP), o tempo de trabalho ainda é curto, mas os car-


REPORTAGEM

reteiros sofrem com as longas jornadas que já virou uma cultura na nossa profissão. Tenho colega que faz nordeste ee eles sofrem demais. Os motoristas rrodam dia e noite sem parar, chegam a fazer 36 horas de jornada de trabalho sininterrupta. No meu caso, como eu s

tendo em vista os questionamentos e as reações causadas em alguns âmbitos do setor pela aprovação da Lei – que também provocou debates no meio jurídico. Em segundo lugar, o que é chamado de “novidade trabalhista” por empresários

r e

. m a o r

u

s

? a Foto: Divulgação efaço um trajeto curto, a Lei é boa, mas

não afeta uma jornada curta que eu já tenho, mas para a maioria dos meus colegas a lei será positiva, porque eles traabalham muito tempo sem descansar”. a Matheus Moraes (equipe Chico da Booleia): E a profissão de caminhoneiro no dia a dia, como ela é? mGeraldo: “É muito cansativa. Trabsalhamos demais por salários baixos. mSempre sobra mais cansaço do que dinheiro. Tem trinta anos que eu estou esperando uma melhora no setor, mas até hoje isso nunca aconteceu. Espero que essa nova Lei dê mais profissionealismo para o setor e que os caminhoneiros possam sejam mais valorizados após ela”. Geraldo tem 50 anos, e transporta chapa e laranja nos trecho São Paulo e Minas Gerais.

Tire suas dúvidas sobre a Lei 12.619

Muitos caminhoneiros e empresários do setor continuam sem entender o propósito da Lei 12.619. O tema já foi amplamente discutido neste jornal e atambém na nossa página da internet. No entanto, as dúvidas continuam e por iessa razão, resolvemos utilizar o espaço desta Reportagem Principal para iresolver essa questão. Em primeiro lugar, lembramos aos amigos motoristas que a lei está em ovigor desde o dia 17/06/2012. O que aionda não aconteceu é a fiscalização efetiva do cumprimento das novas regras,

resistentes em aceitar a Lei 12.619, só tornou obrigatórias, do ponto de vista jurídico, algumas disposições que já haviam sido estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro e na própria CLT. Sobre as prorrogações concedidas para a fiscalização, é importante frisar que o governo justificou tal prorrogação afirmando que era necessária a aplicação de uma fiscalização “pedagógia” e “educativa” antes de se realizar uma fiscalização punitiva de fato. De acordo com a Lei, o próprio motorista profissional – de acordo com o artigo 67C do CTB – na condição de condutor, é o responsável por controlar o tempo, sendo inclusive responsabilizado pela falta de observância do período de descanso e podendo até ser penalizado na estrada. Obrigatoriamente, ele terá que manter em seu poder o registro de todos os intervalos que realizar. Além disso, não são só as autoridades de trânsito que podem realizar a fiscalização. O Ministério Público e o Procurador do Trabalho poderão aplicar multar e exigir o cumprimento dos períodos de descanso diário, descanso semanal, tempo de direção e descanso a cada quatro horas ininterruptas de direção. Para a realização do controle de horas, a Lei indica que qualquer meio eletrônico, papeleta ou diário de bordo são considerados adequados para o controle. A escolha desse meio, no entanto, será feita pelo empregador (caso o motorista seja contratado de alguma empresa). O que vale ressaltar, é que tanto

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA empregador quanto empregado podem entrar num acordo sobre a melhor maneira de se realizar o controle dessas horas. Apesar de indicar quais meios de controle podem ser utilizados, a Lei não proíbe a utilização de outros mecanismos. Além do controle de paradas, as anotações de intervalo de refeição devem ser rigorosamente realizadas pelos motoristas. No caso de uso de papeleta, por exemplo, nela deverá conter os espaços próprios para preenchimento de cada evento, devendo ser adaptada para que os registros possam ser feitos. Sobre os locais de parada, é necessário observar que, caso não haja, após quatro horas de rodagem, um local adequado para a parada do caminhão, o motorista pode dirigir mais uma hora até encontrar um ponto de parada adequado. Orienta-se, no entanto, que o motorista faça um planejamento logístico e conheça previamente o percurso percorrido a cada viagem. Durante a fiscalização, caso alguma irregularidade seja encontrada, a empresa contratante também poderá ser punida caso não apresente documento necessário ou tenha participação na infração. Vale lembrar que engarrafamentos e lentidão no trânsito não são considerados pela Lei como motivos de “força maior” que justifiquem o seu descumprimento. Entende-se por tempo de espera aquele período que ocorre para carregamento, descarregamento ou fiscalização da

07

mercadoria, após sua jornada normal de trabalho. Tempo de reserva é aquele em que motorista que se encontra viajando em dupla e com o veículo em movimento fica sem dirigir. Em relação ao tempo de espera: O motorista inicia sua jornada às 07:00 e chega ao cliente às 10:00, fica parado durante 06 horas, ou seja, sai do cliente ás 16:00 e chega ao seu destino as 20:00, o que é computado como hora trabalhada? As oito primeiras horas serão contadas como jornada de trabalho É tempo à disposição do empregador. As demais serão consideradas horas extras ainda que acima do limite máximo de jornada. Neste caso a empresa será autuada por não cumprir a legislação e porque o motorista trabalhou além do tempo permitido. Vale frisar que cada empresa deverá estabelecer seu programa de controle de uso de drogas e álcool, utilizando-se, principalmente, de seu serviço de medicina e segurança do trabalho, de seu RH e de sua CIPA. A Lei aplica-se a todo motorista que conduzir veículo capaz de carregar uma quantidade de carga igual ou superior a 4.536kg. Fonte: SETCEMG Redação Chico da Boleia


08

ESPORTES

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

Paulo Salustiano garante vitória em Londrina e assume a liderança da Fórmula Truck

Em prova confusa, paulista da ABF Mercedes conquistou sua primeira vitória da carreira na categoria; Boessio e Pachenki completaram pódio

A segunda etapa do campeonato formas, porque se tivermos problemas,

brasileiro de Fórmula Truck 2013 ocorreu no Autódromo Ayrton Senna em Londrina-PR no último dia 7 de abril. A competição foi marcada pela chuva e pela primeira vitória de Paulo Salustiano, da ABF Racing Team. Nos treinos livres ocorridos na sextafeira e no sábado (5 e 6 de abril), Paulo Salustiano já dava mostras de seu bom desempenho. No primeiro dia, o piloto fez o melhor tempo nas duas sessões realizadas. Beto Monteiro manteve a segunda posição, repetindo seu desempenho da parte da manhã. Ele cravou a marca de 1min36s739 no segundo treino livre, à frente de Felipe Giaffone, com o tempo de 1min36s882. Felipe Giaffone, da RM Competições, vibrou com o terceiro lugar alcançado na segunda sessão dos treinos livres da sexta-feira. “Para mim, esse terceiro lugar parcial representa como uma vitória. Toda a equipe está muito empenhada no desenvolvimento do caminhão e eu, sinceramente, não esperava que a máquina reagisse tão bem. Estamos testando de tudo, várias

Foto: Divulgação - Chico da Boleia

que eles aconteçam nos treinos livres”, finalizou. Nas sessões livres de treinos do dia de sábado, Paulo Salustiano voltou a andar forte. Contudo, Beto Monteiro, o líder da primeira sessão do dia, garantiu a melhor marca do combinado dos dois treinos com o tempo de 1min35s389. Na segunda colocação do último treino livre foi Felipe Giaffone, que marcou 1min36s251. A chuva que caiu sobre o Autódromo Ayrton Senna, em Londrina, alterou a dinâmica do treino de classificação. A sessão inicial em pista seca foi interrompida e desconsiderada para que os caminhões trocassem para pneus de chuva. Uma nova sessão única de vinte minutos contrariou a ordem dos mais rápidos em pista seca. Na condição de chuva, o gaúcho Régis Boessio (Mercedes-Benz) foi mais rápido e garantiu a pole com o tempo de 1min48s753, estabelecendo a média horária de 104.10 Km/h, nos 3.145 metros do circuito londrinense. O experiente Djalma Fogaça (Ford) fez o segundo melhor

tempo com 1min49s144 e garantiu um lugar na primeira fila do grid. Já Diogo Pachenki (Mercedes-Benz) era o mais feliz entre os primeiros colocados ao conseguir o terceiro melhor tempo de largada logo em sua segunda participação na categoria. Se para os três primeiros a chuva foi positiva, para Paulo Salustiano (Mercedes-Benz) foi algoz. Ele que havia sido o mais rápido na maior parte dos treinos livres e favorito destacado para conquistar a pole, largou em quarto lugar. “Chuva é loteria, paciência”, definiu. “Fico feliz pela colocação do Diogo, meu companheiro de equipe que larga em terceiro”, completou ele, que espera uma corrida longa. Beto Monteiro (Iveco), um dos mais rápidos nos treinos livres e também favorito a largar na frente com condição de pista, reclamou da chuva e do tráfego. “Sei que não posso reclamar da chuva, mas detesto chuva, que é uma loteria mesmo”, destacou. “Enquanto estava seco eu liderei por um bom tempo, mas depois, além da chuva, o tráfego não ajudou”, finalizou.

A corrida

A corrida da segunda etapa da Fórmula Truck em Londrina foi dividida em duas partes. Começou com pista seca e terminou com pista molhada. Depois de vinte minutos de prova, a chuva chegou. A direção de prova determinou que todos os caminhões fossem para o Box para trocar os pneus para chuva. Nesse momento, os cinco primeiros eram Paulo Salustiano seguido por Régis Boessio, Diogo Pachenki, Djalma Fogaça e Leandro Reis. Na segunda parte da corrida, disputada com chuva forte, Boessio ficou na ponta, seguido de Salustiano, Pachenki, Reis e Marques. Na somatória das “duas baterias” – que

considerou os tempos das duas partes da corrida – Paulo Salustiano confirmou a primeira colocação, seguido por Régis Boessio, Diogo Pachenki, Leandro Reis e André Marques. Após a corrida, a coletiva de imprensa reuniu os cinco primeiros colocados no GP Crystal em Londrina. Paulo Salustiano, da equipe ABF Racing Team, comemorou bastante o primeiro lugar no pódio em sua carreira. “Vinha batendo na trave, mas agora deu. Foi um fim de semana muito bom, onde andei bem com a pista seca e isso ajudou na primeira parte da prova. Dedico essa vitória ao Aurélio Félix, criador dessa categoria que deixou um grande legado”, disse o piloto. Régis Boessio sabia que em condição de pista molhada, poderia levar vantagem sobre os demais pilotos. “Meu caminhão no seco não era tão bom, tanto que na primeira parte da corrida, acabei perdendo uma posição. Já, quando choveu, pude recuperar a liderança, acabei chegando em primeiro, mas pelo regulamento – que somou ao tempo final a diferença entre os caminhões antes da paralisação – terminei em segundo. Mas não fico chateado não, se esse é o regulamento, todos devemos seguir. Eu sei que podemos melhorar mas sei também que a vitória vai chegar”, afirmou. Em sua segunda corrida pilotando um caminhão da Fórmula Truck, Diogo Pachenki já conquistou um pódio, finalizando a etapa de Londrina em terceiro lugar. “É uma vitória da equipe. Meu motor quebrou o warm up – aquecimento que antecede a corrida – e a equipe trabalhou feito leão em cima do caminhão. É maravilhoso fazer parte de um time competitivo e ter o Paulo Salustiano como companheiro de equipe”, relatou. André Marques, quinto colocado na prova, relatou chorar após o fim da corrida ainda dentro do caminhão. “Chorei mesmo, foi emocionante chegar num pódio vendo todo o esforço da equipe em fazer um caminhão competitivo. Espero que este seja o primeiro pódio de uma temporada maravilhosa. Eu já estava com saudades de aparecer por aqui, a última tinha sido em Curitiba, no ano passado, então é maravilhoso”, finalizou. Leandro Reis, quarto colocado em Londrina, não participou da coletiva.


DE BOA NA BOLEIA

Confira o resultado final do GP Crystal de Fórmula Truck, válida apela segunda etapa do Campeonato a Brasileiro de Fórmula Truck:

o1º) Paulo Salustiano (SP/Mercedes-Benz), 58:30.277 ,2º) Regis Boessio (RS/Mercedes-Benz), 58:32.886 o3º) Diogo Pachenki (PR/Mercedes-Benz), 58:37.021 m4º) Leandro Reis (GO/Scania), 58:38.927 e5º) André Marques (SP/MAN), 58:43.776 -6º) Beto Monteiro (PE/Iveco), 58:44.787 a7º) Roberval Andrade (SP/Scania), 59:00.591 s8º) João Marcos Maistro (PR/Volvo), 59:03.592 o9º) Pedro Muffato (PR/Scania), 59:08.821 e10º) Jansen Bueno (PR/Volvo), 59:10.207 .11º) Valmir Benavides (SP/Iveco), 59:12.098 12º) Alberto Cattucci (SP/Volvo), 59:22.439 , 13º) Ronaldo Kastropil (SP/Scania), 59:26.853 m 14º) José Maria Reis (GO/Scania), 59:28.081 s15º) Debora Rodrigues (SP/MAN), 59:38.040 a16º) Djalma Fogaça (SP/Ford), 59:42.041 e17º) Edu Piano (SP/Ford), 00:13.026 o18º) Felipe Giaffone (SP/MAN), a 3 voltas -19º) Pedro Gomes (SP/Ford), a 5 voltas o20º) Leandro Totti (PR/MAN), a 6 voltas e21º) Rogério Castro (GO/ Volvo), a 11 voltas o22º) Adalberto Jardim (SP/MAN), a 11 voltas –23º) Danilo Dirani (SP/Mercedes-Benz), a 12 voltas a24º) Luiz Lopes (SP/Iveco), a 18 voltas o25º) Wellington Cirino (PR/Mercedes-Benz), a 21 voltas o -Melhor Volta: Leandro Totti, 1:37.577 e(média: 116.03 km/h) e

m o m – e a e o -

a i m e . o á r , , a

Promoção “Vá à Fórmula Truck com o Chico da Boleia” Como no mês passado, nesta segunda

etapa da Fórmula Truck que ocorreu em Londrina – PR, o Chico da Boleia levou alguns sortudos para conferirem de perto tudo o que aconteceu no Autódromo Ayrton Senna. Veja alguns dos sorteados pelo Chico da Boleia e pela Rádio Igapó FM de Londrina.

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

09

Frases de Para-choques Houve uma época, lá pelos idos de mil novecentos e antigamente ...ei, espera um pouco, não faz tanto tempo assim, afinal que são trinta e poucos anos?

Nessa época a maioria dos caminhoneiros que se aventurava pelas estradas Brasil, afora faziam do pára-choque de seus caminhões verdadeiros painéis onde exibiam frases, geralmente bem humoradas, que eram a expressão pura de uma das mais características formas da cultura popular brasileira, ou seja, brincar com a própria desventura. As frases eram críticas, de protesto, de sentimentos, de religiosidade, mas acima de tudo bem humoradas. Eram a filosofia das estradas. Muitos pintores de carrocerias, além de bons no pincel, montavam cadernos com centenas de frases e por isso mesmo eram muito procurados. A maior parte delas tinha como tema as mulheres mas também os acontecimentos políticos e sociais inspiravam novas e engraçadas frases. Uma clássica dessa época é: Feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão." “Suba na vida, mas não faça ninguém de escada.” “Velocidade controlada por buracos.Fique atento!." “Dinheiro não traz felicidade, mas acalma os nervos” “Veículo rastreado pela namorada. Não posso dar carona!." “Fracassar é triste. Mas triste ainda é não tentar vencer” “Ser motorista é fácil, o importante é ser responsável” “Se meu dinheiro falasse, ultimamente só diria tchau.” “Quem não admiti fracasso, nunca alcançará a vitória.“ “Se você fala de mim pelas costas, é porque estou sempre na sua frente.”

Parabéns a todos os ganhadores!

“Nunca aprendemos nada na vida se não trilharmos, antes, a estrada dos erros.”

TRANSPORTE AEROMÉDICO (UTI AÉREA) FRETAMENTO EXECUTIVO DE AERONAVES CONVÊNIO COM PLANOS DE SAÚDE E SECRETARIAS DE SAÚDE

PLANTÃO 24H (62) 3207-5001 / 3207-5566 (62) 9971-5370 / 9980-1419

WWW.BRASIL.COM.BR - FRETAMENTO@BRASILVIDA.COM.BR


10

ENTRETENIMENTO

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS Cruzadinha www.coquetel.com.br © Revistas COQUETEL 2013 Cidade cearense conhecida como a Terra das Bicicletas Pura; incorrupta

Coautor de "Coração de Estudante"

Qualidade da pessoa agradável

Taxa Referencial (sigla)

Cobra (?), Maravilha do mundo indivíduo antigo, construída a mando de muito experiente Ptolomeu (pop.)

"Tudo", em "panatrofia" Enlevo

Manobra imprudente do motorista

Letras do escudo do Flamengo

"(?) Save the Queen", hino do Árvore Reino com casca Unido medicinal

Substância usada em argamassas

Solto; desimpedido Moeda do Japão

Celenterado formador de atóis Límpido; claro Roentgen (símbolo)

Oficina do artesão ceramista

Jet (?), ator de "Os Mercenários 2" Aquele homem Sapato, em inglês

Monstro com cobras na cabeça (Mit.) País do Oriente Médio em guerra civil (2012) Entidade que reúne os advogados (sigla) Ave que transporta o bebê (Folcl.)

Visita (?), direito de presos

(?) Force One, avião presidencial (EUA) Ritmo musical de Asa de Águia

Velho, em inglês Tema de músicas de Nélson Gonçalves Interjeição de chamamento

Quarto, em inglês

Quesito Medida que vale 100 m2

Clínica que oferece atividades físicas e reeducação alimentar Rafael Nadal, tenista espanhol

PreocuAtos de inpação do timidação materiapraticados lista por terroristas Terapia alternativa desenvolvida por Samuel Hahnemann (Med.)

3/air — god — old. 4/room — shoe. 6/medusa. 7/aroeira — ilibada. A I R M

E

D C

O

L B A D A C E R L B R I E C I T I R I A A G E O N M A B O I L T A D E R M E O

P C F A R N C I A A R G A D O O R A L D O D E L E S IR I A H A L O A XE E M I A R N O S D P A R P A T IA

NAS BANCAS

Solução M L I P L T S O E N N L A U S C T I O M E E N T H O

Aprender é divertido...

19

L I M O E I R O D O N O R T E

BANCO

Eto'(?), Formação jogador para camarodança nês (fut.) de salão

Promoção Cultural


O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

REPORTAGEM

CHICO DA BOLEIA

11

Concessionária Irmãos Davoli amplia sua área de atuação no interior de SP Há

67 anos no mercado, a Concessionária Irmãos Davoli S/A é referência no mercado de revenda de caminhões Mercedes-Benz, na prestação de serviços de manutenção e distribuição de autopeças. Atualmente o grupo possui duas unidades no interior de São Paulo: a matriz na cidade de Mogi-Mirim e a uma filial em Porto Ferreira. Estrategicamente posicionadas, as unidades atendem a região da Baixa Mogiana e do Sul de Minas. Depois de uma trajetória de tantas conquistas e desafios, a Irmãos Davoli anunciou a aquisição de mais uma área de atuação: a região de Amparo, que abriga atualmente nove cidades. De acordo com João Davoli, sócio-diretor do Grupo, as atividades de comércio de peças, acessórios, veículos e serviços de oficinas agora estarão disponíveis para novos clientes de uma nova região. “Sempre foi interesse nosso crescer. Quando você cresce organicamente, você adquire alguma área de atuação. Então existia essa região de Amparo que hoje é composta por nove cidades. Essa área é tão antiga quanto a nossa empresa. Acontece que de uns anos pra cá, a fábrica da Mercedes tem procurado realizar uma transformação mais intensa nas concessionárias da região. Nesse sentido, a fábrica forneceu uma ajuda pra gente – não financeira, mas no sentido de viabilizar o negócio – que permitiu adquirirmos uma área de atuação em Amparo para anexarmos ao Grupo Irmãos Davoli. A partir de agora vamos atuar em 33 municípios”, explicou João. Para o sócio-diretor do grupo, o importante é que essa nova área será uma expansão não só dos serviços, mas também da preocupação com a qualidade de atendimento e de uma parceria com a Mercedes que já vem de longa data. João Davoli frisou que “Os novos clientes podem esperar um atendimento da melhor qualidade possível, com pessoal treinado e atencioso. Nós temos uma estrutura que suporta a anexação dessa área, com uma oficina com vagas suficientes para atender a demanda. Com um departamento de peças condizente com o tamanho da nossa área de atuação e com vendedores específicos dentro daquela área. A reação de todos foi muito positiva com a ampliação, porque somos parceiros de longa data. O que a Mercedes quer, obviamente, é ter um parceiro atuante que eles não

tinham naquela região. Eu tenho certeza que a fábrica encarou isso com bons olhos e repassou esse sentimento pra gente, motivando a ampliação”.

Irmãos Davoli: uma história de sucesso

Sinônimo de qualidade e bom atendimento, o Grupo Irmãos Davoli reflete nas suas atividades diárias o compro-

Foto: Divulgação

misso e a responsabilidade com o cliente. Pioneira no ramo de distribuidor de veículos automotores na região e principalmente em Mogi Mirim, a empresa surgiu em meados de 1946, distribuindo produtos da Chrysler do Brasil S/A e representando a Texaco do Brasil S/A e a Brasmotor Cia. Conforme relembra João Davoli, os veículos revendidos naquele momento eram importados do Rio Grande do Sul em uma parceria com membros da família Goulart (parentes do ex-presidente João Goulart). Desde 1957, a empresa foi agraciada

a Mercedes-Benz quanto a Irmãos Davoli conseguiram cumprir os compromissos fechados nesta parceria, o que permitiu levar os negócios adiante. “Eu acho que ao longo dos anos a parceria tem contemplado ambas as partes. A gente tem procurado atender o mercado da melhor forma possível. A Mercedes consegue entender essa preocupação e partilha dela conosco. E para nós, a Mercedes é uma boa parceira

porque tem um produto de qualidade e tem uma marca forte. O respeito ao cliente, a ética nos negócios e a responsabilidade nas atividades do dia a dia também são valores compartilhados e que ajudaram para a consolidação da parceria.”, afirmou João Davoli. A Mercedes-Benz não só confia no trabalho apresentado pela Concessionária Irmãos Davoli como incentiva as transformações e ampliações do grupo. Para o Sócio-Diretor, a Mercedes busca ter ao lado parceiros comerciais confiáveis. Nesse sentido, a marca ajuda

“Eu nunca abri mão de formarmos pessoas aqui na empresa. O resultado positivo apareceu e hoje dentro do nosso programa de qualidade a coisa que mais focamos é a qualificação da nossa mão de obra. A gente acredita que o treinamento e a capacitação são nossas vantagens competitivas. João Davoli

com a representação da Volkswagen do Brasil e com a Mercedes-Benz ainda em forma de franquia. De lá pra cá o negócio se desenvolveu e a parceria Irmãos Davoli/Mercedes-Benz do Brasil se consolidou. Ao longo dessa história, o caráter profissional de ambas as partes foi fundamental para que a parceria crescesse e ganhasse força. Para João, apesar de algumas divergências pontuais, tanto

no crescimento grupo. “Estamos falando de um “crescimento orgânico”. Em relação a esse tipo crescimento, ou seja, instalação de novas concessionárias e transformações estruturais, houve épocas em que a Mercedes ajudava mais e épocas que ela ajudava menos. Isso dependia do mercado, das oscilações financeiras da própria indústria nacional. Mas a Mercedes sempre ajudou e incentivou aqueles que foram parceiros

comerciais de confiança ao longo desse tempo.”, explicou João Davoli. Ao longo da trajetória do grupo, João explica que, no entanto, nem tudo foram flores. “Diversificamos nossas atividades e abandonamos um pouco o foco na atividade central inicial, que era o transporte. Por exemplo, houve um tempo em que nossas atividades também se relacionavam com o setor da construção civil, etc. Isso foi numa época de mercado muito complicado. Foi em meados da década de 1990 e muitos dos investimentos drenaram o caixa do grupo e não houve retorno esperado. Isso fez com que entrássemos numa “roda viva” violenta nessa época”, explicou João. Aos poucos, porém, o grupo foi tomando o caminho contrário e voltou a focar o trabalho no setor de transporte. Sobre sua própria trajetória enquanto membro da Irmãos Davoli, João conta que depois de ter trabalhado 10 anos como funcionário do Citibank, começou a fazer parte do quadro de funcionários do grupo para trabalhar justamente na parte de construção civil. “Fiquei alguns anos trabalhando nisso. Alguns períodos foram bons, outros nem tanto. E eu acabei entrando na Concessionária Irmãos Davoli em 1996 e foi quando a bomba estourou. Tínhamos alguns executivos da família que estavam juntos conosco e acabaram saindo e, no final, ficamos só eu e meia pai. Bem devagar fomos reconstruindo a operação da Mercedes e aos poucos conseguimos cumprir com os compromissos que tínhamos e voltar para o mercado”, contou João. Atualmente, a Irmãos Davoli passa por um período em que colhe os bons frutos dos esforços anteriores. Nota-se que a empresa está consolidada e tem duas unidades fortes. No entanto, para João Davoli, esse crescimento não seria possível se não fosse o investimento e a valorização dos profissionais que colaboram com a empresa. Dessa forma, qualquer visitante de uma das unidades do grupo pode notar a boa convivência e o ambiente de harmonia em que trabalham os profissionais. Além disso, existem inúmeras histórias de trabalhadores que conseguiram se firmar e ascender profissionalmente dentro da empresa. “Eu nunca abri mão de formarmos pessoas aqui na empresa. O resultado positivo apareceu e hoje dentro do


12

REPORTAGEM

nosso programa de qualidade a coisa que mais focamos é a qualificação da nossa mão de obra. A gente acredita que o treinamento e a capacitação são nossas vantagens competitivas. É uma forma de atender melhor, de disponibilizar melhores serviços, etc. Então

Foto: Equipe Irmãos Davoli

acreditamos e investimos muito nisso. Trabalhamos muito forte na formação de mão de obra. Não consigo citar, por exemplo, quantos ex-auxiliares temos agora trabalhando como vendedores de peças, mecânicos, assistente de vendas, etc. É lógico que temos uma base de profissionais que estão conosco há muitos anos. Acreditamos demais na evolução dos nossos colaboradores”, afirmou João.

Expectativas para o mercado de caminhões:

Chico da Boleia e João Davoli conversaram sobre a situação atual do mercado de caminhões no Brasil. Para Chico da Boleia, o ano de 2013 é um ano ideal para o mercado de caminhões. As transformações e ampliações no setor, como a Lei do Motorista, o fim da carta frete, a desoneração da folha de pagamento e outras mudanças são favoráveis para o crescimento das vendas e para uma maior profissionalização dos caminhoneiros e empresários.

caminhão foi, na verdade, em 2011, no qual vendemos quase 170 mil caminhões produzidos. A entrada do Euro V no mercado no ano passado foi muito traumática. Projetávamos uma précompra de caminhões naquele momento que, na verdade, aconteceu só par-

cialmente. Bem parcialmente. Então o mercado caiu em torno de 20% no ano passado. Esse ano a previsão é para a fabricação de 130 mil caminhões, em média. Este início do ano está apontando para o cumprimento deste número. Eu não acredito em um mercado maior que esse”, afirmou o Sócio-Diretor da Concessionária Irmãos Davoli. Em diálogo, Chico da Boleia pontuou a safra recorde de grãos deste ano e indagou se as transformações do setor não levariam os empresários à necessidade de adquirir mais caminhões e contratar mais funcionários, tendo em vista que a nova regulamentação da profissão não permitiria o cumprimento de longas jornadas pelos caminhoneiros. “Agora que temos horário de descanso, jornada regulamentada e fiscalização para que a lei seja cumprida – apesar da resistência de algumas partes do setor – você não acredita que essas transformações podem impactar positivamente o setor já em 2013/2014?”, perguntou Chico da Boleia.

“ A gente costuma dizer que temos o Diesel correndo na veia. Isso é verdade.

Amamos o que fazemos e procuramos fazer tudo de uma maneira que agrade o cliente. Não pouparemos esforços para atender bem a nossa clientela.” João Davoli

João Davoli concorda que, na teoria, as coisas funcionam assim. No entanto, quando se refere ao crescimento da produção e da venda de caminhões, existem fatores de mercados e externos que devem ser considerados. “O ano do

Para João, no entanto, não é possível fazer grandes previsões para o ano de 2013. “Teoricamente eu acho que você tem toda razão, são medidas que foram implementadas e que deveriam impac-

O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

CHICO DA BOLEIA tar na produção de caminhão. Na verdade, hoje, temos uma frota com idade média de 17 anos, o que é muito alto. Deveríamos diminuir essa média. Se quiséssemos, por exemplo, amanhã, ter uma frota com idade média de 10 anos, que inclusive está aquém do considerado ideal em países de “primeiro mundo”, deveríamos produzir por ano mais de 200 mil caminhões. Não é essa nossa realidade. Tudo isso que você falou funciona na teoria. A complexidade do mercado mostra que, no entanto, ao longo do ano vão acontecendo situações que impactam negativamente no mercado. Eu espero que as condições favoráveis de financiamento, por exemplo, se estendam. Hoje temos uma resolução que foi colocada pela Lei do Motorista, que leva o empresário a melhorar a qualidade de vida do funcionário caminhoneiro e aumentar a frota. Temos um modal rodoviário que é 75% do total de transporte do Brasil, o que não vai mudar. Temos a safra recorde. Todas as variantes levam a crer que teremos um mercado melhor. Mas a prática tem nos mostrados que outros agravantes como medidas pontuais do governo e impostos fazem com que o mercado não traduza a expectativa do começo do ano. João Davoli, com sua experiência de mercado, acredita que com a infraestrutura que temos atualmente, não será possível ultrapassar o número de 130 mil caminhões produzidos neste ano. O número, no entanto, não revela um

patamar ruim para o mercado.

Filosofia e valores

A preocupação da empresa Irmãos Davoli S/A sempre foi a de oferecer a melhor qualidade, a custos compatíveis com o poder aquisitivo da região, completando o atendimento efetuado aos clientes que adquirem os caminhões Mercedes Benz. Aliando essa preocupação com o respeito ao cliente e a ética nos negócios, o grupo conquistou um padrão de excelência nos seus negócios. Para o Sócio-Diretor João Davoli, existem três pilares que sustentam toda a filosofia da empresa: ética, respeito e confiança. São essas as premissas principais que norteiam as atividades diárias de todos os colaboradores envolvidos nas unidades da Irmãos Davoli. O apego a esse colaborador que, diariamente, participa das transformações e ajuda no crescimento e na consolidação do grupo, também faz parte da preocupação do grupo. João Davoli atribui os resultados positivos ao trabalho e a dedicação de todos aqueles que se envolveram nas atividades diárias e contínuas. Para o Sócio-Diretor, o grupo tem a expectativa de ampliar ainda mais seus horizontes e serviços prestados. Entrevista realizada por Chico da Boleia Redação Chico da Boleia


Jornal Chico da Boleia Edição 6 Baixa Mogiana