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Ano 02 - Edição 19 - 2013

Plano Municipal de transporte: porque só 3,8% dos municípios possuem?

No último dia 3 de julho um relatório bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2012).

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Chico da Boleia nas Festas e eventos

Chico da Boleia participou de várias Feiras e eventos por todo o Brasil. Confira as informações e os flashes por onde ele passou.

Pág. 4 e 5 Beto Monteiro vence a etapa de F-truck em Interlagos Da esquerda para direita: João Davoli, Chico da Boleia, Marcos Aurélio, Virginia Laira, Mateus Silva e Edson Amarildo | Foto: Larissa J. Riberti

Davoli promove “1º Encontro com Chico da Boleia para debate sobre a Lei 12.619”

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Desta vez, o palco da disputa na quinta etapa da Fórmula Truck foi o assediado Autódromo Internacional José Carlos Pace e o pernambucano Beto Monteiro levantou a taça.

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EDITORIAL De novo, outra vez, novamente e não é repetitivo.

Companheiros da estrada como diria minha enteada, novamente a Lei 12.619 não sai da boca ou do que escreve o Chico da Boleia! Não é para menos, o assunto é de suma importância, enquanto alguns fazem de conta que a Lei não existe e vão criando um passivo trabalhista, outros tentam desfigurá-la a todo custo. Deixe-me tentar explicar! Na Câmara Federal onde se reúnem os Deputados Federais existem comissões por assunto ou por tema e na Comissão de Agricultura criou-se uma “Sub-Comissão” para sugerir mudanças na Lei 12.619, que, diga-se de passagem, esta em pleno vigor. Esta Sub-Comissão votou algumas alterações que na prática embola o eixo da Lei que é o tempo de direção. Estas alterações precisam passar pela Câmara e serem aprovadas, depois passar pelo Senado e serem aprovadas e depois de todo tramite legislativo vai à sanção Presidencial que pode vetar. Ou seja, ainda há muita água para rolar debaixo desta ponte. E vale o que já está sancionado, ate ser aprovada a modificação e publicada no Diário Oficial da União. Como tenho dito, nós caminhoneiros,

carreteiros e Empresários do setor temos que participar, debater, discutir e não deixar correr frouxo. Por isso neste mês de Julho começamos com os Encontros com o Chico da Boleia para debater a principio este assunto, e pretendemos levar isso ao interior, levar isso para estrada e fazer o debate para que tenhamos noção do que esta acontecendo. Nesta edição poderá ver como foi o 1ª Encontro com Chico da Boleia em Mogi Mirim. Outro assunto de grande importância é sobre a “GREVE”. Companheiros! A GREVE é um importantíssimo instrumento de luta e não pode ser tratada com leviandade, não pode sem mais sem menos ser convocada de um dia para outro, e acima de tudo, não pode ser decisão de alguns poucos “iluminados”. Nos últimos dias vimos mais uma vez a categoria ser chamada para uma paralisação, e com exceção do Estado de São Paulo onde havia uma pauta definida de reinvidicações, os demais não tinha algo definido. Isso é muito perigoso, pois leva ao descrédito e a desilusão. É importante ter claro que uma paralisação é a ultima instância em qualquer processo de negociação, pois ela afeta toda a sociedade e não só a categoria envolvida. Um assunto que inúmeros municípios discutir é o Plano Municipal de Transporte, e você deve procurar na sua cidade como esta este assunto, por que com

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CHICO DA BOLEIA certeza vai te afetar diretamente. Nesta edição vamos falar de forma especial sobre a Fórmula Truck que esteve no templo do automobilismo brasileiro Interlagos, e com uma disputa emocionante na última volta. Estive na bela cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, acompanhado a 15ª Transposul bem como em Aparecida no Estado de São Paulo na tradicional Festa do Carreteiro. Companheiros! Espero que gostem da leitura e ate a próxima edição. Um abraço Chico da Boleia.

Expediente Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778 Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeirão Preto Diretora-Presidente: Wanda Jacheta Diretor Editorial: Chico da Boleia Editor Responsável: Chico da Boleia Coordenação / Revisão Larissa J. Riberti Diagramação Pamela Souza Suporte Técnico Matheus A. Moraes Juliano H. Buzana Conselho Editorial: Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgínia Laira (Advogada e coordenadora do Departamento Jurídico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) José Araújo “China“ (Presidente da UNICAM Brasil) Responsabilidade social: ViraVida Ligue 100 Na mão certa


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Plano Municipal de Transportes: porque só 3,8% dos municípios possuem? No último dia 3 de julho um relatório bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2012). Para a realização desse trabalho, o Instituto coletou durante todo o ano passado, dados dos municipios do país que apontam para diferentes aspectos como os investimentos em Meio Ambiente, a economia dos lugares, a segurança e também o transporte. Nesta última área, o relatório constatou que somente 3,8% dos municípios possuem um Plano Municipal de Transportes, apesar de 74,3% (4.133) dos municípios declararem possuir estrutura organizacional para cuidar do tema. Somente 3,7% contam com Fundo Municipal de Transporte. Com relação ao tipo de transporte existente 0,3% dos municípios possuem metrô, 2,5% possuem trem, 55,3% contam com o serviço de mototaxi, 67,7% possuem vans,

38% (2.114) possuem ônibus municipal e 85,8% (4.775) tem ônibus intermunicipal. Outro dado importante apresentado pelo Munic 2012 é que dos 5 565 municípios avaliados, somente 357 possuem Conselho Municipal de Transporte. Em percentuais, a pesquisa mostra que somente 6,4% dos municípios de todo o Brasil possui um orgão voltado para o gerenciamento e para a implementação de propostas relacionadas à questão do transporte. Esta questão é ainda mais agravante quando se tratam de cidades de pequeno porte. Das 5277 cidades do país com até 100 mil habitantes do país, somente 4,1% possui um Conselho Municipal de Transporte, sendo que a maior concentração desse percentual fica por conta das cidades que possuem entre 20 e 100 mil habitantes. Já dos 288 municípios brasileiros que possuim mais de

100 mil habitantes, aproximadamente 47% possui Conselho Municipal de Transporte. É claro que na análise desses dados é preciso considerar que em muitas das cidades pequenas não existe uma grande circulação de veículos, nem sequer uma lógica de trânsito como se entende nas cidades grandes. No entanto, esses cidadãos necessitam de vias para trafegar, seja a pé ou a partir de outros veículos de locomoção como charretes e cavalos. Além disso, mesmo em cidades pequenas é preciso garantir o mínimo de infra estrutura para a locomoção intermunicipal e municipal das pessoas. É importante destacar também que mais da metade dos municípios com mais de 100 mil habitantes ainda não possui um Conselho para discutir projetos e direcionar fundos para o transporte. Sobretudo, os dados revelam que, ape-

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sar da extrema importância que o trânsito possui na vida das pessoas, muitas administrações municipais ainda não atentaram para a necessidade de planejar e implementar políticas públicas nessa área. Quando falamos sobre isso, queremos destacar a necessidade de se melhorar o transporte público, a organização do trânsito, a educação nas ruas, garantir a mobilidade e o direito de ir e vir de qualquer cidadão. O IBGE mostrou o tamanho da defagem apresentada pelos municípios nesse sentido. Abraço Chapa.

Chico da Boleia responde Olá Chico da Boleia! Sou o Jurandir Matarazo Diniz, desde 1984 trabalho com caminhão. Sempre fui autônomo e carregava para várias empresas daqui do interior do Paraná e de São Paulo sem problema algum. Só que de uns tempos pra cá com essa historia do fim da carta frete, do CIOT e de toda essa modernização que vem ocorrendo no setor fui meio que “obrigado” a abrir uma micro transportadora. Não que eu seja contra, pelo contrário sou super a favor e dou o maior apoio, acho que só assim o caminhoneiro poderá lutar por seus direitos e ser enfim respeitado. Mas o problema mesmo é que algumas empresas parecem estar dando preferência na hora de carregar aos caminhões de transportadora, talvez por algum detalhe burocrático, não sei. Ai que está o problema. Agora que abri minha micro transportadora como é que eu faço pra tirar a ANTT em nome da empresa se o documento do caminhão esta no meu nome e no momento eu não posso transferir? Como devo proceder nesse caso? Há alguma alternativa ou eu tenho mesmo que continuar usando a ANTT em meu nome? Olá Jurandir, como vai? Há uma alternativa sim! O senhor

pode fazer um contrato de arrendamento do senhor para sua empresa, assim o senhor poderá fazer a inclusão do caminhão sem problemas na ANTT da sua empresa. Inclusive o senhor poderá visualizar no extrato que o posto autorizado lhe entregar que o veículo ficará como arrendado para a empresa. E não se esqueça de sempre andar com uma cópia do contrato de arrendamento junto ao documento do veículo, em caso de fiscalização esse contrato deverá ser exigido. Feito dessa forma não é preciso se preocupar na hora de carregar, pois o pagamento é feito para a empresa, não para o proprietário do caminhão. Em caso de duvidas de como conseguir o contrato de arrendamento converse com seu contador ou entre em contato com um posto credenciado da ANTT, você pode encontrar o posto mais próximo de você através do site : www.sicat.com.br. Eu sempre recomendo o escritório da Central do Transporte. Você pode entrar em contato através dos tefones: (19) 3843-5778 / (19) 3843-6487 ou pelo site: www.centraldotransporte.com.br Abraço, Chico da Boleia


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FIQUE POR DENTRO Feira do Carreteiro agita o pátio da Basílica de Nossa Senhora Aparecida

Palco onde aconteceu os shows da 34ª Feira do Carreteiro | Foto: Chico da Boleia

Chico da Boleia esteve presente na 34ª objetivo promover uma confraternizaFeira do Carreteiro na cidade de Apare- ção entre os caminhoneiros. “Vinham cida do Norte, interior do estado de São carreteiros do mundo inteiro porque Paulo. Promovida pelos companheiros sabiam que era uma semana de distrada Revista O Carreteiro, o evento é fa- ção, show. Só alegria”, afirmou João moso no trecho sendo um dos mais fes- Geraldo. tejados pelos caminhoneiros do Brasil Ao longo do tempo e com o crescimene de outros países. to do mercado, surgiu a necessidade De 10 a 13 de julho o evento ofereceu dos caminhoneiros se profissionalizauma programação extensa, com pales- rem. João Geraldo afirma que a partir tras técnicas, truck service e truck test, dessa mudança no cenário nacional, a sala do motorista, salão da criança e a organização da Feira passou a se preotradicional Romaria de São Cristóvão e cupar com a formação profissional dos Nossa Senhora de Aparecida. motoristas. “Não bastava só o sujeito Cerca de 50 expositores, dentre eles montadoras, distribuidoras de combustíveis e fabricantes, estiveram presentes no evento oferecendo peças, serviços, acessórios e informações diversas para os caminhoneiros. Como já acontece há algumas edições, o evento também promoveu palestras e conversas com os presentes. Os temas apreciados pelos palestrantes Truck Test - Motoristas tiveram a oportunidade de conhecer detalhes dos caminhões estavam relacionados com o dia a dia do motorista: Lei 12.619, sentar no caminhão, carregar, levar carcusto do frete e fiscalização nas rodo- ga e trazer. Era preciso dirigir economivias. Além disso, foram realizadas pa- camente, mais responsavelmente. Nós lestras de conscientização nas rodovias chegamos agora em 2013 realizando a sobre temas como a exploração infantil. 18a edição na Basílica e com um evenDe forma a interagir com os caminho- to totalmente diferente, mais voltado à neiros, houve exibição de vídeos sobre profissionalização dos motoristas. Pra segurança no trânsito e outros assuntos isso, nós reforçamos o Ciclio de Palesdurante o “Cinema Rodoviário”. tras e demos bastante foco na profissioDe acordo com João Geraldo, editor nalização. Por exemplo, uma palestra responsável da Revista O Carreteiro e que julgamos de bastante importância um dos organizadores da Feira, o even- e trouxemos esse ano é como ensinar to vem passando por constantes modifi- o motorista a calcular o frete. A outra é cações em seu modelo. Até 1996, quan- sobre a Lei do Motorista, entre outras”, do passou a ser chamada de Feira do explicou João. Carreteiro, a antiga Festa tinha como A novidade para a 34a Edição da Fei-

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CHICO DA BOLEIA ra é justamente um reforço no Ciclo de Palestras que contou com profissionais de diferentes áreas de atuação. Estiveram presentes representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos e da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Com o objetivo de informar e conscientizar o caminhoneiro, João Geraldo argumentou que existem muitos profissionais que ainda não sabem calcular quanto vale o seu frete ou que trabalham por preços muito abaixo do real valor de mercado. “As vezes o caminhoneiro pega uma carga no trecho Rio-São Paulo e calcula o frete pensando somente no gasto do pedágio e no quanto ele precisa receber, que é o mais óbvio. Mas ele tem custos diretos e indiretos. Tem o combustível, a depreciação do caminhão, os impostos que ele paga”, afirmou João Geraldo. De acordo com o organizador, a ineficiência no cálculo do valor real do frete leva à um desgaste do caminhão e uma baixa capacidade de renovação de frota por parte do caminhoneiro autônomo. “Quando chega depois de 5 e 6 anos, digamos que ele tenha comprado um caminhão novo, ele não tem condição nenhuma de comprar outro caminhão. Ele não conseguiu poupar, não calculou a depreciação do caminhão dele e ele vai continuar rodando com um caminhão velho e ganhando cada vez menos. Porque o caminhão depreciado vai ficando improdutivo. Por isso, os cursos são muito | Foto: Feira do Carreteiro importantes para o motorista”, concluiu João. A realização da Feira do Carreteiro no pátio da Basílica de Nossa Senhora de Aparecida tem um duplo objetivo. O primeiro deles é contribuir para o conforto dos motoristas. Para isso são oferecidos espaços exclusivos e gratuitos para que todos possam descansar, tomar banho, confraternizar e estacionar os caminhões em segurança. A segunda motivação é o apego à fé dos motoristas. “A maioria já vem aqui normalmente durante o ano quando passam pela Dutra. Param aqui pra rezar e fazer seus votos de fé. Então conseguimos encaixar tudo isso. Trazer o evento

pra cá caiu como uma luva pra nós”, expressou João Geraldo. Todos os anos, de 5 a 6 mil caminhoneiros passam pelo pátio da Basílica para acompanhar a Feira e conferir as atrações. Todos eles são credenciados e, para isso, é extremamente necessário que cada motorista apresente sua CNH, mesmo que a Feira seja de livre acesso para todas as pessoas. Calcula-se que a Feira tenha um público geral de aproximadamente 40 mil pessoas. Redação Chico da Boleia

15ª Transposul promove negócios no setor do TRC

A 15ª edição da maior Feira e Congresso de Transporte e Logística da região Sul do país ganhou visibilidade internacional neste ano. Entre os dias 3 e 5 de julho, o Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre, foi palco de estandes das maiores marcas do Brasil e do mundo em serviços, acessórios, peças e caminhões. Neste ano também aconteceram palestras especiais com homens e mulheres de negócios e expoentes da logística mundial. A Solenidade de Abertura foi conduzida pelo Maestro João Carlos Martins, coordenador da Filarmônica Bachiana Sesi – SP e um dos nomes mais expressivos da música clássica mundial. “Eu não conhecia o Maestro, adorei a palestra dele, é um cara maravilhoso e foi um sucesso.”, afirmou o Coordenador da Transposul, Afrânio Rogério. Também diretor do Setcergs (Sindicato dos Transportadores de Carga do RS), Afrânio expressou sua satisfação pela grande visibilidade da Feira. Em entrevista realizada por Chico da Boleia, o coordenador afirmou que a cada ano novos desafios são impostos para todos que trabalham na realização do evento. “A Feira é sempre uma passagem de bastão. O desafio é sempre melhorar aquilo que já é ótimo. No desafio dos números, as montadoras venderam aqui no ano passado 325 caminhões. Isso equivale a um mês de venda no estado do Rio Grande do Sul todo. Esse ano nós devemos crescer em torno de 20%”, explicou Afrânio. Considerada uma das mais importantes Feiras da América Latina e do mundo, a Transposul deste ano recebeu marcas internacionais de caminhões e peças e


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também membros de organizações re- ça com organizadores, patrocinadores presentativas na área da logística mun- e clientes. “Ano passado nós tivemos dial. Dentre eles estavam, por exem- mais de R$115 milhões em negócios plo, John Edwin Mein, Coordenador realizados. Este ano temos a expectatiExecutivo da Aliança para Modernização Logística do Comércio Exterior – Procomex – e Hao Da, da Chinesa Shenyang North Traffic Industry Group. “Neste ano nós viramos a página pra internacionalizar a Feira. Ou seja, o mundo mudou, o mundo globalizou e nós não podemos ficar aqui no nosso cantinho do Rio Grande do Sul. Nós temos que buscar ou- Transposul 2013 | Foto: Chico da Boleia tros mundos para que oeles venham nos conhecer”, finalizou va de aumentar esse número em 20%. Afrânio. Nós temos hoje 57 expositores, todas as A Transposul configura-se, sobretudo, marcas que produzem caminhões estão 3 como um local para se concretizarem conosco. E apesar do cenário econômienegócios no setor. Segundo Sergio co adverso – muita expectativa, muita lGonçalves Neto, Presidente do Se- cautela – nós estamos percorrendo os ,tcergs, ao longo das edições da Feira, estandes e com satisfação eu consigo construiu-se uma relação de confian- dizer que os expositores estão conten-

tes com a Transposul. Isso nos alegra porque é, sem dúvida, um desafio fazer um projeto deste tamanho”, afirmou Sergio. O Presidente do Sindicato ainda salientou que a realização do evento é o resultado de uma parceria com o Poder Público. Na abertura da Transposul estiveram presentes representantes do Governo como o Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e Tarso Genro, o Governador do Estado. Sergio Gonçalves acredita que o relacionamento entre entidades representativas e membros do governo pode melhorar a organização do evento, bem como a tomada de decisões no legislativo do Estado sobre assuntos como infra-estrutura e legislação na área. “Nós, do sindicato, com muita humildade subsidiamos o governo a respeito de

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alguns temas. Muitas vezes quem atua é um político que não tem experiência nesta área, então ele precisa conhecer melhor para poder votar um projeto na Assembléia Legislativa e também no Executivo pra decidir se aquele projeto é importante pro Estado naquele momento. Como a gente sabe que a verba é curta, procuramos priorizar projetos que vão dar vazão seja na mobilidade urbana, seja na infra estrutura estadual.”, expressou Sergio. Silvio Augusto Alves Santana, representante da Scania Brasil, acredita que a Transposul é uma feira na qual todos os expositores possam estabelecer um relacionamento duradouro com os clientes. “Eventos como esse são uma oportunidade de você mostrar os seus produtos, sempre no sentido de apresentar uma solução completa pro transportador. A gente consegue fazera integração com os clientes e mostrar todos os pontos de solução para eles”, finalizou Santana. A Transposul acontece anualmente e muitas novidades já estão sendo aguardadas para a próximo edição. Redação Chico da Boleia

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Paralisação de caminhoneiros divide opiniões no TRC

Paralisação dos caminhoneiros na BR-381 em Igarapé, deixa trânsito congestionado por quilômetros. | Foto: Edesio Ferreira

No bojo das manifestações que vem ocorrendo por todo o Brasil e que tiveram seu ápice durante o mês de junho, houve mobilizações também por parte de caminhoneiros. As ações suscitaram a discussão de questões que ainda afetam o TRC e geraram diferentes opiniões entre as lideranças do setor. Para entender como se deram essas manifestações, no entanto, é preciso relembrar alguns fatos. No dia 24 de junho o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou o cancelamento do reajuste dos pedágios nas rodovias do estado. Em seu depoimento, Alckmin afirmou que os prejuízos seriam controlados com uma medida principal: as concessionárias responsáveis pela administração das rodovias de São Paulo passariam a repassar 1,5% - ao invés de 3% - da arrecadação dos pedágios à Artesp. No entanto, o governador também declarou que, a partir do cancelamento do reajuste dos pedágios, autorizava-se a cobrança do eixo suspenso dos caminhões que trafegassem vazios pelas rodovias. Ainda no final do mês de junho, imediatamente caminhoneiros e alguns coletivos organizaram protestos em rodovias importantes do Estado de São Paulo como a Anchieta e na região do Porto de Santos. Essas ações tiveram uma motivação clara: manifestar repúdio à decisão do Governador Geraldo Alckmin e pedir pela revisão da autorização dada às concessionárias de co-

brarem o pedágio por eixo suspenso do caminhão. Como resultado a medida foi revogada. No dia 1o de julho, no entanto, o MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro), liderado por Nélio Botelho, convocou a todos os membros do TRC para uma paralisação de 72 horas que teria fim somente no dia 4. Na convocação divulgada no site oficial do movimento, a pauta continha as seguintes reivindicações: “Subsídio no preço do óleo diesel; Isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do país; criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas; Votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei 12619/12 (Lei do Motorista), e também define soluções para as questões como a Cartão Frete, CIOT, concorrência desleal exercida por transportadores ilegais e outros...”. A convocação obteve apoio de alguns caminhoneiros e durante os três dias houve paralisações no Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Questionando as motivações de Nelio Botelho e do MUBC, a Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), uma das entidades mais representativas do setor, prontamente divulgou em seu site uma

nota onde expressava sua recusa em aprovar a convocação da paralisação de 72 horas. Na carta, assinada pelo Presidente José Araújo “China” da Silva, a entidade afirmou que “A Unicam defende as manifestações populares espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, mas não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas.”. Ainda segundo o comunicado divulgado pela Unicam, a paralisação convocada pelo MUBC teve claras intenções de minar conquistas trabalhistas alcanças pelos motoristas com a Lei 12.619. Para a União, a convocação de Nelio Botelho busca revogar a Lei e não aperfeiçoá-la, objetivo que motiva a maioria das lideranças comprometidas com o setor. A necessidade de melhorar a Lei tem levado entidades a debaterem com a atual Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados, a fim de encontrarem uma resolução para os problemas que ainda afetam o setor. O grande impasse ocorreu principalmente pelo fato do MUBC responder aos interesses de sua liderança representada por Nelio Botelho, figura conhecida entre o TRC. Depois da nota divulgada pela Unicam e de outras manifestações de repúdio à paralisação por parte de entidades importantes, o Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar a greve dos caminhoneiros. A suspeita é de que o movimento seja um locaute, uma paralisação coordenada por empresários do setor de transportes. Em justificativa, o ministro José Eduardo Cardozo afirmou ter indícios de que o MUBC era responsável pelo locaute e que o movimento já foi multado pela Justiça. Além disso, no passado, o Ministério já bloqueou os bens do presidente da entidade, Nélio Botelho. Figura questionada entre outras lideranças, Botelho também é presidente da Cobrascam, cooperativa de motoristas autônomos, que tem 39 contratos com a Petrobras, no valor de R$ 4 milhões por

mês. Em resposta às acusações, Nélio disse que a cooperativa tem, no máximo, 16 contratos e negou as acusações de locaute. Em entrevista realizada por Chico da Boleia, Francisco Pellucio, Vice-Presente da NTC & Logística, afirmou não apoiar a manifestação. “A gente nunca apoia e nunca iremos apoiar esse tipo de evento. Nosso melhor esforço é o trabalho, o atendimento aos nossos clientes, é o cuidado com a rodovia e com nossos motoristas. Eu acho que algumas pessoas organizaram essas paralizações que não levaram a nada. Até porque o governador de São Paulo já suspendeu provisoriamente a cobrança do eixo suspenso que eu acho realmente que precisa ser revisto. Porque muitos não pagam nada e poucos como nós do transporte é que pagamos o pedágio. Nós sempre reivindicamos que o eixo suspenso não seja cobrado”, afirmou Pellucio. Para Afrânio Rogério, Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) é necessário que qualquer mobilização tenha pauta e liderança transparentes. “Essa manifestação por parte dos caminhoneiros também está mexendo com a ordem do Brasil. Então a minha preocupação é que são tantas manifestações sem bandeira, sem articulação, sem uma liderança que as vezes eu fico com medo. Porque eu já vivi nesse país, já tenho mais idade e já conheço outras situações”, explicou Afrânio. Para as principais lideranças do país as mobilizações dos caminhoneiros são justas e necessárias, tendo em vista os problemas que ainda persistem no setor. No entanto,a convocação do MBUC não tem validade considerando a atuação dúbia e contraditória de Nelio Botelho. Na última paralisação questionou-se a validade da Lei 12.619 e do fim da Carta Frete, conquistas amplamente apoiadas por sindicatos e representações do TRC de todo país. É preciso se mobilizar. No entanto, é preciso conhecer profundamente as pautas e as lideranças antes de fazer coro ao lado de algumas vozes. Caso contrário, pode acontecer de você falar em nome de reivindicações que, na verdade, vão contra, e não favor, do TRC. Redação Chico da Boleia


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u m a o e u Público marcou presença no 1º Encontro com o Chico da Boleia | Foto: Larissa J. Riberti

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. o Foto: Juliano H. Buzana

Chico da Boleia | Foto: Larissa J. Riberti

Caria, José Eduardo, Michelli, João Paulo, Daniela, Mariane | Foto: Larissa J. Riberti

Equipe Chico da Boleia | Foto: Wanda Jacheta

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Davoli promove “1º Encontro com Chico da Boleia para debate sobre a Lei 12.619” Realizado pela Concessionária Irmãos Davoli nesta última quinta-feira, 18 de julho, o evento atraiu cerca de setenta pessoas à sede do Grupo, na cidade de Mogi Mirim, interior de São Paulo. Dentre elas estavam autoridades do setor, representações sindicais, motoristas autônomos e empresários. Durante a Solenidade de Abertura, Chico da Boleia expressou sua satisfação pela oportunidade de levar uma discussão como esta até o interior do estado. De acordo com ele, o objetivo principal do evento foi promover um debate sobre a Lei do Motorista que envolvesse toda a categoria, não apenas autoriDra. Virgínia Laira, Mateus Silva Paula, Edson Amarldo da Silva e Dr. Marcos Aurélio Ribeiro | Foto: Larissa J. Riberti dades. Segundo João Davoli, Diacontecem no âmbito da Câmara dos ração. “Em função desta Comissão que retor do Grupo Irmãos Davoli e real- Deputados em Brasília. Criou-se, no está discutindo possíveis alterações na izador do evento, essa foi uma grande iníciou deste ano, uma Comissão Es- Lei, tem gente achando que ela não está oportunidade para levar até a região da pecial composta por deputados para em vigor. Então há uma certa confusão Baixa Mogiana assuntos relevantes e discutir e avaliar possíveis alterações sobre o que está sendo questionado e informações novas para caminhoneiros na redação da Lei. A grande crítica de que forma esta discussão está sendo e clientes. “Esta é a nossa primeira par- de alguns empresários do setor e par- feita lá em Brasília”, explicou Chico, ticipação em parceria com o Chico da tilhada por algumas dessas lideranças defendo a importância de existir um Boleia neste tipo de assunto. Provavel- governamentais está relacionada, prin- debate que envolva toda a categoria. mente será o primeiro de muito outros cipalmente, com o tempo de parada e o debates que vamos fazer aqui”, afirmou descanso semanal obrigatório. De acordo com o Dr. Marcos Aurélio Davoli. Um dos argumentos dos críticos é que é necessário haver mais conhecimento Para a mesa principal do debate foram não há infra-estrutura nacional para convocados a Dra. Virgínia Laira, que o motorista cumpra todas as deter- sobre a Lei 12.619 entre os caminhorepresentante da Federação Nacional minações da Lei e que o tempo de des- neiros e empresários. “Essa Lei surgiu das Associações de Caminhoneiros e canso semanal possa ser cumulativo. pra resolver um problema sério, um Transportadores (FENACAT); Mateus Desta forma, o motorista teria a opção problema social que ainda existe no Silva Paula, Secretário Executivo da de se programar para descansar em Brasil. Um promotor de RondonópoAssociação do Transporte Rodoviário casa e não em qualquer posto ou hotel lis entrou com uma ação civil pública, de Cargas do Brasil (ATR Brasil) e Edson AmaEssa Lei surgiu pra resolver um problema sério, um problema rildo Silva, representante da Confederação social que ainda existe no Brasil. dos Trabalhadores em Transportes Terrestres. Dr. Marcos Aurélio Também esteve presente um dos maiores conheceporque descobriu que os caminhoneiros dores da Lei 12619, o Dr. Marcos Au- do Brasil. daquela região estavam dirigindo há rélio Ribeiro, Assessor da Juridico da Na visão de Chico da Boleia, no entanmuito tempo sem parar, há 14, 16, até NTC&Logística. to, estes são os pontos mais importantes 36 horas sem dormir”, explicou o conA motivação para a organização deste para a categoria que deve ser consul- sultor da NTC&Logística. Para o jurisevento são as atuais discussões que tada antes que se aprove qualquer alte- ta, a Lei cumpre um papel importante

no sentido de salvaguardar tanto o cumprimento dos direitos trabalhistas dos motoristas, mas também o respeito à saúde do trabalhador. Outra necessidade que motivou a redação da Lei é justamente a “segurança jurídica” que envolve o trabalho do motorista. De acordo com o Dr. Marcos Aurélio, a Lei defende tanto o salário do empregado, quanto o controle do trabalho por parte do empresário. “A partir da Lei 12.619 é obrigatório controlar a jornada de trabalho do funcionário. E, sendo assim, as empresas vão pagar as 8 horas de jornada normal e mais 2 horas extraordinárias, caso o funcionário as cumpra. Então a grande mudança veio justamente com este ponto, passou-se de nenhum controle da jornada, para um controle total da jornada de trabalho do empregado”, justificou Dr. Marcos Aurélio. Um dos temas mais questionados é a parada obrigatória dos caminhoneiros. Segundo o Dr. Marcos Aurélio, o motorista não pode dirigir mais do que quatros horas ininterruptas. Segundo o que está estabelecido pela Lei, após esse tempo, ele deve parar e descansar meia hora para depois retornar ao trabalho. “Isso não é uma invenção do Congresso, isso existe na Europa, nos Estados Unidos, na Austrália e no Chile. Fomos buscar o exemplo de outros lugares. Houve discussão com entidades médicas, com o Instituto do Sono, fizemos levantamentos e testes de motoristas que dirigiam com sono. Tudo isso foi discutido e o projeto foi levado pra ser discutido no Congresso com base nestes estudos”, argumento o Dr. Marcos Aurélio. Quanto ao tempo de descanso do motorista a Lei determina que, diariamente, o motorista deve ter um tempo de descanso de 9 horas e mais 2 horas que podme ser divididas ao logo da sua jornada de trabalho. Muitos empregadores questionam essa determinação alegando que tal período seria exces-


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sivo, tendo em vista que o descanso Câmara dos Deputados é a possibili- O que estão fazendo é se aproveitando diário de uma pessoa varia de 8 a 9 dade do motorista dirigir mais 2 horas de um projeto já realizado para discutir horas. extras para além do que já está esta- outras questões”, finalizou o Dr. MarSegundo o Dr. Marcos Aurélio essa de- belecido na Lei. Dessa forma, haveria cos Aurélio. terminação também foi aprovada e dis- um equilíbrio entre a jornada de trab- Para Mateus Silva, Secretário Execurcutida com base em estudos médicos alho dos autônomos – que podem auto tivo da ATR-Brasil, a Lei é de suma e não surgiu de forma aleatória. “Se a gerenciar a sua jornada – com a dos importância e coloca na ordem do dia pessoa tem 9 horas para descanso, ela funcionários de transportadores. Dessa a conquista trabalhista dos motoristas. ovai tomar café, vai tomar banho, jantar forma, ambas as partes teriam seus tra- “A ATR-Brasil participa de um grupo e dormir em média 8 horas. Então o balhos regulamentados e protegidos. de trabalho em Brasília junto a outras motorista autônomo tem essa possibili- A mudança também propõe a redução entidades, através do qual buscamos dade de usar essas apresentar melhonove horas para rias para que a Lei descansar e fazer se torne exequívo o que precisa. A el, para que ela m outras duas horas seja aplícavel em ele vai usar pra todas as classes.”, descansar durante afirmou Mateus. o dia”, explicou. O Secretário ExiAlguns emecutivo explicou presários ainda que uma das proodebatem a insufipostas apresenta,ciente infra estrudas pela Associatura das rodovias ção é o aumento eque não ofereda hora extra de 2 ,cem, segundo as para 4 horas, pois críticas, pontos isso aumentaria a ade parada sufi“atuação das emcientes para os presas junto dos motoristas. Uma motoristas”. Outmdas propostas da Chico da Boleia e convidados | Foto: Larissa J. Riberti ra questão sucitaoComissão é que a da é justamente responsabilidade de construir pontos de sobre o descanso semanal. “Somos faparada seja do governo e que a aplica- do intervalo de descanso diário para 8 voráveis à possibilidade do motorista horas corridas, mais 3 horas que podem poder acumular o descanso semanal ação da Lei esteja submetida a isto. De ser cumpridas ao longo do dia. Ainda para que, dentro do mês vigente ele .acordo com esta proposta, se no prazo de 5 anos os postos não tiverem sido se discute a possibilidade de aumentar possa cumprí-lo. Muitos funcionários o tempo de direção para até 6 horas não querem descansar em locais distaneconstruídos, a lei não se aplicaria. initerruptas. “Eu sou contra 6 horas in- tes. Então, ao invés do motorista passar O argumento do Dr. Marcos Aurélio é interruptas, justamente porque a Con- 36 horas descansando em um lugar disque os motoristas já costumavam fazer stituição prevê uma jornada única para tante, defendemos que ele possa passar paradas em alguns pontos, e esta proquem trabalha 6 horas ininterruptas por 72 com a família, cumprindo um desoposta não é válida. Por isso, ela não dia. Se um empregado trabalha 6 horas canso que ficou acumulado”, expressou odeve ser aprovada “Não podemos esdireto, segundo a Constituição, ele não o representante da ATR-Brasil. tabelecer um prazo pra aplicação da pode mais trabalhar durante aquele Lei.”, explicou. Edson Amarildo, representante da dia.”, explicou o Dr. Marcos Aurélio. eÉ necessário pressionar também as CNTTT e Presidente do Sindicato dos mconcessionárias para que elas con- Existem outras questões que ainda es- Condutores de Mogi-Guaçu e região, ostruam pontos de paradas ao longo das tão sendo colocadas, mas na visão do expressou seu apoio à Lei 12.619. srodovias. “O Ministério dos Transport- jurista essas propostas atendem mais Para ele, a legislação em vigor tamum vez aos interesses do agronegócio bém promove um maior respeito com es fez uma pesquisa e constatou que iexistem 30 mil postos de combustíveis em todo Somos favoráveis à possibilidade do motorista poder acumular o oo país. Sobre os pontos de parada, o estudo descanso semanal para que, dentro do mês vigente ele possa cumchegou a conclusão que prí-lo. Mateus Silba Silva só nas rodovias federais oexistem 4500 postos de scombustíveis. Existem brasileiro. “Dos 25 Deputados que inte- a saúde do motorista. “Todo o pessoal aapenas 20 trechos de rodovias que não gram a Comissão, 20 são da bancada ru- do sindicato julga a Lei apropriada. O tem pontos de parada a 150 km um do ralista. A Comissão foi feita para aper- caminhoneiro tinha uma carga muito ooutro. feiçoar a Lei 12.619 e outros interesses grande de trabalho, causando fadiga, Uma das propostas em discussão na não podem obscurecer essa motivação.

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acidentes. Todos nós apoiamos a Lei e acreditamos na sua devida aplicação”, afirmou Amarildo. Já Virgínia Laira, questionou o engajamento da categoria. Para ela, os motoristas precisam se mobilizar e começar a defender mais seus interesesses, pois esta legislação existe justamente para cuidar de um interesse trabalhista e proteger os motoristas. “Eu acho que vocês são uma categoria forte, mas desconhecem o potencial que tem na mão. Vocês já pararam para pensar que se vocês pararem o país para? Lembrem-se daquele slogan “Se tá na mão, veio de caminhão”?, afirmou Laira. A representante da FENACAT expressou que muitas vezes os motoristas não conseguem reivindicar suas necessidades diárias. “A regulamentação foi feita, o ponto de partida foi dado. Mas é preciso continuar discutindo, é preciso que vocês expressem suas insatisfações junto as autoridades, que participem das discussões feitas pela Comissão, senão vamos demorar mais 20 anos para resolver qualquer coisa”, justificou Virgínia. Após o debate a palavra foi aberta ao público e houve boa participação. A maioria das questões foi dirigida ao Dr. Marcos Aurelio que prontamente se dispôs a sanar dúvidas. Dentre as perguntas, as maiores incertezas ficavam por conta do tempo de descanso e da jornada de trabalho, justamente porque entre os presentes estavam transportadores de materiais perecíveis e de cana de açúcar. O Dr. Marcos Aurélio explicou ao público que existe a possibilidade de se conseguir acordar coletivamente e junto aos sindicatos, jornadas diferenciadas para motoristas que transportarem perecíveis, por exemplo. Além disso, o jurista reforçou que é preciso cobrar também dos embarcadores o cumprimento da Lei, tendo em vista que ele é responsável por possíveis atrasos e demoras na carga ou descarga. Depois de duas horas de conversa, os presentes puderam aproveitar um coquetel oferecido pela Concessionária Irmãos Davoli. Ao final, ficou claro que a categoria – ao menos os membros presentes – esperam que outros debates como este possam inserí-la na discussão de seus próprios interesses. Assessoria de Comunicação Chico da Boleia.


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Beto Monteiro vence a etapa de Fórmula Truck em Interlagos Leandro Totti assumiu a liderança do campeonato e os caminhões Iveco levaram três pilotos ao pódio

Beto Monteiro comemora vitória apertada | Foto: Larissa J. Riberti

Desta vez, o palco da disputa na quinta etapa da Fórmula Truck foi o assediado Autódromo Internacional José Carlos Pace, nome atribuída à pista em 1985 em homenagem ao grande piloto do automobilismo brasileiro. Com mais de 70 anos de história, o Autódromo de Interlagos acolheu entre os dias 5 e 7 de julho a quinta etapa da Fórmula Truck, que valeu pelos campeonatos Sul-Americano e Brasileiro. O Grid de Largada da corrida foi formado no sábado pelos pilotos da categoria. Roberval Andrade, da Ticket Car Corinthias largou em primeiro, seguido de Beto Monteiro, da Scuderia Iveco, Leandro Totti, da Man Latin America, Paulo Salustiano, da ABF Racing Team e Felipe Giaffone, também da Equipe Man Latin America. Em entrevista, Andrade afirmou que Interlagos significa uma “página virada” na sua campanha este ano. “Conseguir a pole é muito importante pra mim. Quando você não consegue obter resultados positivos fica pensando que é inferior aos outros pilotos. Mas aqui em Interlagos provamos que estamos de volta à disputa.”, concluiu o piloto. Mesmo largando na pole position, no entanto, Roberval não contou com a sorte na corrida de domingo. Depois de recuperar inúmeras vezes o seu lema “A águia desce para pegar o peixe” – referindo-se à rivalidade do Corinthians com a nova equipe ABF Santos Desenvolvimento – Roberval saiu da corrida lamentando os problemas apresentados por seu caminhão logo na terceira volta.

Já Beto Monteiro só comemorou. Em uma última volta emocionante, o piloto da Scuderia Iveco ultrapassou Leandro Totti e venceu a corrida. Totti havia largado em terceiro lugar e assumiu a segunda posição logo nas primeiras voltas, depois que Salustiano, o segundo no grid, abandonou a prova por causa da sua turbina estourada. Totti assumiu a primeira colocação e assegurou a posição até os momentos finais da corrida. Na subida da última curva antes da reta final, no entanto, Totti não conseguiu segurar o caminhão e Monteiro fez uma ultrapassagem de encher os olhos do público. “Eu sabia que o Beto vinha muito rápido. Eu sabia que se abrisse espaço, ele como o piloto agressivo que é conseguiria ultrapassar. A pista estava muito lisa e a subida foi muito difícil. Alguma coisa aconteceu no meu caminhão porque alí eu perdi o controle da prova”, explicou Totti. Monteir reconheceu a dificuldade em disputar a ponta com Totti. “O caminhão do Giaffone, que estava na minha frente, vasou muito óleo e eu não conseguia acompanhar o Totti. Quando finalmente a direção de prova tomou a atitude de tirar o Giaffone, eu consegui imprimir um bom ritmo de prova. Eu tentei dar o máximo para ultrapassar o Totti – mesmo sendo muito difícil, porque Totti é um piloto muito competitivo. Mas eu sabia que o caminhão era bom e resistente para esta prova”, concluiu o vencedor. O destaque do dia ficou por conta do piloto Alex Caffi, da Dakar Motorsport. O italiano que ingressou na categoria

este ano já foi piloto da Fórmula 1. Apresentando uma grande evolução, Caffi conquistou o terceiro lugar no pódio em apenas três corridas. “Estou muito feliz porque na terceira corrida já cheguei ao pódio. Leva muito tempo pra preparar o caminhão porque é tudo muito novo. Tivemos muitos problemas com o motor, mas agora ele está novo. Não tenho muita experiência, mas pra próxima corrida já sabemos o que fazer”, afirmou Caffi. O quarto lugar ficou com Valmir Benavides que salientou a superioridade dos caminhões Iveco.“Três pilotos da Iveco no pódio! Foi legal, nós tivemos um caminhão competitivo desde o começo do treino. Estávamos esperando por dois pódios, mas três e com a vitória do Beto, foi surpreendente. Todos estão de parabéns.”, concluiu Hisgué. O goiano Leandro Reis, da Original Reis Peças, voltou a fazer boa campanha e conquistou o quinto lugar, completando o pódio final. Por motivos pessoais, no entanto, ele não pode comparecer à coletiva de imprensa. Chico da Boleia perguntou à Beto Monteiro se a boa campanha da equipe e dos caminhões Iveco numa pista complicada como a de Interlagos significa o começo de uma boa campanha na segunda metade da competição. “A nossa grande confiança para essa corrida era a resistência dos caminhões. Essa pista exige muito dos caminhões. Mas esse é o ponto forte dos caminhões da Iveco e isso ficou provado com o final da corrida aqui em Interlagos”, respondeu Monteiro. Leandro Totti, que agora assumiu a liderança do Campeonato Sul-Americano e Brasileiro frisou que o objetivo da equipe foi cumprido. “A gente veio pra Interlagos pensando no campeonato. Sabíamos que seria um ano difícil e da corrida passada pra cá a nossa expectativa era muito boa. A nossa intenção era diminuir a diferença na tabela do campeonato, mas assumimos a liderança.”, completou Totti. Chico da Boleia perguntou ao líder do campeonato qual a relação entre a sua liderança e o desempenho dos cami-

nhões Man. “Desde Goiânia, os nossos caminhões mostraram que são rápidos e podemos confiar neles. Algo aconteceu no meu caminhão no final da prova de hoje e ficou difícil segurar o Beto. Mas acredito que daqui pra frente vamos conseguir ter um bom desempenho.”, assegurou Totti. A próxima corrida está marcada para o dia 4 de agosto no Autódromo de Cascavel. CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO 1º) Leandro Totti, 77 pontos; 2º) Paulo Salustiano, 71 pontos; Regis Boéssio, 71 pontos; 3º) Beto Monteiro, 60 pontos; 5º) Wellington Cirino, 54 pontos; 6º) Geraldo Piquet, 53 pontos; 7º) Valmir Benavides, 42 pontos; 8º) Diogo Pachenki, 40 pontos; 9º) Leandro Reis, 39 pontos; 10º) João Maistro, 30 pontos ; 11º) Roberval Andrade, 26 pontos; 12º) André Marques, 24 pontos; Djalma Fogaça, 24 pontos; 14º) Alberto Cattucci, 22 pontos; 15º)Adalberto Jardim, 20 pontos; 16º) Alex Caffi, 17 pontos; 17º) Rogério Castro, 15 pontos; 18º) Pedro Muffato, 12 pontos; Edu Piano, 12 pontos; Ronaldo Kastropil, 12 pontos; 21º) José Maria Reis, 10 pontos; Jansen Bueno, 10 pontos; 23º) Felipe Giaffone, 8 pontos; 24º) Débora Rodrigues, 2 pontos; Informações técnicas: Fórmula Truck Redação Chico da Boleia


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Leandro Totti, apesar do segundo lugar no pódio assumiu a liderança da F-Truck | Foto: Larissa J. Riberti

Leandro Totti (à frente) liderou a mair parte da corrida | Foto: Larissa J. Riberti

Chico da Boleia e Luiz Silvério | Foto: Larissa J. Riberti

Chico da Boleia entrevistando Pedro Muffato | Foto: Larissa J. Riberti

Juracy e Jorge, ganhadores da Promoção, com Chico da Boleia! | Foto: Larissa J. Riberti

Djalma Fogaça em destaque | Foto: Larissa J. Riberti

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Time do Chico da Boleia na sala de imprensa em Interlagos. | Foto: José Mário Dias.

Jansen Bueno da DB Motorsport | Foto: Larissa J. Riberti

Roberval Andrade lidera o pelotão na largada. Liderança, no entanto, duraria pouco | Foto: Larissa J. Riberti

Wellington Cirino, da ABF Mercedes, em Interlagos| Foto: Larissa J. Riberti

Beto Monteiro | Foto: Larissa J. Riberti

Show de motos | Foto: Larissa J. Riberti


DE BOA NA BOLEIA 25 de julho marca as comemorações do padroeiro dos motoristas No dia 25 de julho é celebrado o dia de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas e caminhoneiros de todo o Brasil. Por todo o país são realizadas missas e abençoadas as chaves de caminhões, carros, taxis e outros veículos. Procissões e carreatas também são organizadas em nome do Santo e para pedir por proteção nas estradas e rodovias. A história de São Cristóvão remonta à região da Cananéia, na Palestina, onde, por volta do século VI nasceu Reprobus, filho de um antigo Rei. A lenda, de origem grega, conta que Rebropus passou a vida peregrinando e buscando por Jesus Cristo. Após encontrá-lo e servir a ele, passou a chamar-se Christophoros, pois conduziu Cristo nos seus ombros. Seu atual nome, São Cristóvão, retoma esta ligação com a condução de terceiros. Tudo indica que o santo tenha sido formalmente canonizado no século XV pela Igreja Católica. A devoção ao Santo está por todos os lugares do país. Não há uma só boleia que não tenha no parabrisa, espelho ou pendurado um objeto que simbolize São Cristóvão. Nos momentos de dificuldade e insegurança, os caminhoneiros mais devotos e crentes apelam ao Santo para que ilumine seus caminhos. Na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, famosa por receber tantos caminhoneiros que param em seu pátio e

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Frases de Para Choque

utilizam sua área para descansar e fazer seus atos de fé, são celebradas missas em nome de São Cristóvão. A grande presença de caminhoneiros e familiares todos os anos, faz das celebrações um bonito momento em homenagem ao padroeiro. Se você for devoto de São Cristóvão, não se esqueça de lembrar o Santo neste dia 25 de julho e oferecer à ele uma oração. Oração de São Cristóvão Ó, São Cristóvão, que atravessastes a correnteza furiosa de um rio com toda a firmeza e segurança porque carregáveis nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu coração, porque então eu terei sempre firmeza e segurança no guidão do meu carro e enfrentarei corajosamente todas as correntezas que eu tiver de enfrentar, venham elas dos homens ou do espírito infernal. São Cristóvão, rogai por nós.. Oração do Motorista Dai-me, Senhor, firmeza e vigilância no volante, para que eu chegue ao destino sem acidentes. Protegei a todos os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar o trânsito e as suas leis e a conduzir com prudência. E que eu descubra a vossa presença em todas as pessoas e em toda a natureza que me rodeia. Amém.

Houve uma época, lá pelos idos de mil novecentos e antigamente ...ei, espera um pouco, não faz tanto tempo assim, afinal que são trinta e poucos anos?

Nessa época a maioria dos caminhoneiros que se aventurava pelas estradas Brasil afora faziam do pára-choque de seus caminhões verdadeiros painéis onde exibiam frases, geralmente bem humoradas, que eram a expressão pura de uma das mais características formas da cultura popular brasileira, ou seja, brincar com a própria desventura. As frases eram críticas, de protesto, de sentimentos, de religiosidade, mas acima de tudo bem humoradas. Eram a filosofia das estradas. Muitos pintores de carrocerias, além de bons no pincel , montavam cadernos com centenas de frases e por isso mesmo eram muito procurados. A maior parte delas tinha como tema as mulheres mas também os acontecimentos políticos e sociais inspiravam novas e engraçadas frases. Uma clássica dessa época é: Feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão." "Eu ultrapasso, mas não passo por cima de niguém." "Parafuso e amigo de verdade você só conhece na hora do aperto." "Não ligo que falem de mim pelas costas.Isso mostra que estou sempre na frente!"

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DEBATENDO A LEI DO MOTORISTA

Chico da Boleia conversou com Diumar Bueno, Presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), sobre a paralisação dos caminhoneiros ocorrida neste mês de julho e sobre a Lei 12.619. É conhecido o engajamento de Diumar com questões relacionadas à categoria. Além de seu cargo representativo, o Presidente tem uma atuação firme na proteção dos direitos trabalhistas conquistados pelos caminhoneiros através da Lei do Motorista e do fim da Carta Frete. Quando da discussão dessas duas questões, Diumar Bueno compareceu às audiências e conversou com as autoridades em Brasília sobre a necessidade de salvaguardar os interesses dos caminhoneiros. Confira a entrevista na íntegra, realiza-

da em 7 de julho de 2013. Chico da Boleia: Bom dia companheiros! Repercutindo os acontecimentos da paralisação dos caminhoneiros em São Paulo em função da cobrança do pedágio pelos eixos suspensos do caminhão vazio e também as paralisações que aconteceram em outros estados, em função do pedágio e de outras questões, falamos aqui com Diumar Bueno, Presidente da CNTA. Diumar, bom dia! Como você viu a paralisação de São Paulo e as outras que aconteceram no resto do país e como você vê as reivindicações? Diumar Bueno: Olha Chico, eu vi com uma infelicidade muito grande porque eu acho que a categoria está sendo manipulada com um pauta mentirosa. Aquela chamada de combustível mais

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barato e pedágio, por exemplo. Lógico que todos querem isso. Qual é o transportador que não quer isso? Só que imbutida no meio dessas reivindicações estava uma que só interessa aos patrões e que, inclusive, tenta tirar um direito conquistado dos caminhoneiros e que nós brigamos e conseguimos há muito tempo, que é o fim da Carta Frete e a conquista do tempo de direção determinado por lei. Muitas empresas estão reclamando muito, porque agora terão que remunerar corretamente os seus funcionários, pagar hora extra e terão um custo maior. Então, está havendo uma represália muito grande. E infelizmente usaram o nome e a bandeira do caminhoneiro, que é muito forte e é respeitada pelo governo, pra organizar e levantar um movimento mentiroso, usando a categoria. Por isso nós vemos com muita infelicidade tudo o que aconteceu. Chico da Boleia: Nós tivemos aí, em função da Lei 12.619, a criação de uma Comissão na Câmara pra tentar modificar alguns pontos da Lei, sabe-se lá a pedido de quem. Tivemos uma votação nesta semana que aprovou a alteração da jornada de trabalho. Mas essa votação ainda precisa passar pelo Senado. Como você viu essa etapa aprovada na Câmara por essa Comissão e a possibilidade de alteração definitiva na jornada de trabalho dos caminhoneiros? Diumar Bueno: Sobre essa Comissão, eu já falei exatamente que este pessoal

Diumar Bueno, Presidente da CNTA, falou sobre a Lei 12.619

Diumar Bueno e Chico da Boleia | Foto: Pamela Souza

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que a integra está ligado ao agronegócio e não querem atender as reivindicações que os caminhoneiros e os empregados conquistaram com a Lei 12.619. Na verdade é uma redação de uma proposta e o governo foi sensível às questões que realmente não atendem o setor, que prejudicam a atividade tanto do caminhoneiro autônomo quanto das empresas e está reformulando a Lei. Existe uma proposta que foi orquestrada pela Casa Civil e foi integralmente lida, estudada e aceita por nós, inclusive com a análise dos pontos de áreas de descanso para os caminhoneiros. O governo foi sensível sabendo que o país não está estruturado para a aplicação desta Lei. E ela vai ser aplicada de forma paulatina, pausadamente, de forma com que sejam construídas essas áreas de estacionamento e o caminhoneiro possa encontrar sua área de descanso e cumprir o seu tempo de descanso previso na Lei. Chico da Boleia: Bom, companheiro caminhoneiro. É aquilo que a gente sempre fala: você aí na sua base tem que procurar um sindicato mais perto de vocês e cobrar da direção informações sobre tudo isso que está acontecendo. E participar! Porque se você não participar, alguém vai decidir as coisas por vocês e depois não dá pra reclamar. Fique atento porque as informações que o amigo Diumar colocou são de suma importância para a categoria e são sérias. Veja: www.chicodaboleia.com.br


25 DE JULHO DIA DO MOTORISTA Parabéns Motorista! Momento de homenagear o motorista profissional que na estrada ou cidade transporta as riquezas de nosso país! A Central do Transporte parabeniza a categoria e deseja sucesso a todos.

19ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia  
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