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O JORNAL PARA O

AMIGO

CAMINHONEIRO

Distribuição Gratuita www.chicodaboleia.com.br Ano 03 - Edição 27 - Março de 2014

Orgulho de ser caminhoneiro

EDIÇÃO NACIONAL Raijan Mascarello se solidariza com motoristas do Mato Grosso

Morador da cidade de Sapezal e agricultor, Raijan Mascarello declarou recentemente que são inaceitáveis as condições das estradas e rodovias que cortam o estado mato-grossense.

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Comercial Luizinho inaugura nova filial com uma linda festa em Bauru

O evento, que ocorreu na sexta-feira, 21 de março, teve a presença de colaboradores, fornecedores e clientes bauruenses e de outras cidades da região.

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Irmãos Davoli comemora conquista do Prêmio Star Class pelo oitavo ano consecutivo Francine Rebelo é antropóloga e realizou uma pesquisa sobre as mulheres caminhoneiras. Foto: Divulgação

Pesquisadora investiga cotidiano e formas de resistência das mulheres caminhoneiras no Brasil

Para comemorar mais essa conquista, a Irmãos Davoli promoveu uma confraternização com seus colaboradores na sexta-feira, dia 14 de março, em MogiMirim.

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EDITORIAL

Março enfim o ano começa. Enfim passou o Carnaval! Por incrível que pareça só mesmo depois das festas de Momo é que a coisa começa a deslanchar. E vamos em frente pois muitas coisas ainda vão acontecer. Quero já aproveitar e convidar os companheiros para o 2ª ENCONTO COM CHICO DA BOLEIA, que vai debater a Lei 12.619 e seus desdobramentos. O evento acontecerá em Jaú, no dia 8 de Maio as 19 horas. O local escolhido foi a Comercial Davoli. O intuito do encontro é levar para o interior as discussões de grande importância para que todos possam ter acesso à informação e dar sua opinião. Também neste mês de março teve inicio a 19ª Temporada da Fórmula Truck em Caruaru, mostrando mais uma vez sua força como a mais popular das provas automobilísticas da América do Sul. Outro evento que nos deixou felizes foi a inauguração de uma filial de uma das empresas do Grupo Luizinho lá em Bauru. Sucesso aos parceiros e amigos. Com a proximidade as Copa e das Eleições os urubus de plantão buscam tumultuar o cenário que está favorável economicamente. O Brasil continua vivendo uma situação

de quase pleno emprego, a inadimplência interna cai mês a mês e ainda tem gente procurando pelo em ovo. Só espero que o pessoal que se preocupa só com as eleições não contamine o mercado, pois aí todo mundo perde, principalmente nós do setor dos transportes. Companheiros também teve neste mês o Seminário Itinerante do ComJovem em Cuiabá com grande participação de público. Em Caruaru houve a Feira Truck Show e também tivemos a tradicional Arrancada Internacional de Caminhões na sua edição de número 24ª na Praia de Balneário Arroio da Silva, que neste ano teve uma fatalidade como vocês vão poder constatar em nossa matéria. No mês de março ainda celebramos o Dia Internacional da Mulher, tema que norteou três matérias desta edição. A primeira é uma entrevista com a antropóloga Francine Rebelo. A segunda é uma entrevista com a nossa companheira Tânia Rampim, carreteira de Itapira. E a terceira é uma crônica feita por nossa colaboradora, Larissa Riberti, defendendo os direitos iguais entre homens e mulheres. Expresso grande satisfação em ver nosso Jornal como um espaço para a defesa dos direitos das mulheres. Por último, peço licença aos amigos e companheiros para desejar felicitações pelos aniversários. Minha sobrinha Gabriela, filha do meu irmão Airton, completou mais uma primavera. E minha

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CHICO DA BOLEIA bela e eterna namorada, Wanda, no último dia 16 de Março também acendeu mais uma vela na sua jornada. À minha sobrinha muita saúde e paz e um lindo aniversario. E para você minha eterna namorada espero que possamos estar em todas as datas futuras de seu aniversário, um beijo imenso desde que te ama. Um abraço, boa leitura e até a próxima edição Chico da Boleia sempre com Orgulho de ser Caminhoneiro.

Expediente Sede: Rua José Ravetta, 07 - Itapira-SP, CEP 13977-150 Fone:(19) 3843-5778 Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeirão Preto Diretora-Presidente: Wanda Jacheta Diretor Editorial: Chico da Boleia Editor Responsável: Chico da Boleia Coordenação / Revisão / Fotógrafa Larissa J. Riberti Diagramação / Fotógrafa Pamela Souza Suporte Técnico / Fotógrafo Matheus A. Moraes Conselho Editorial: Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgínia Laira (Advogada e coordenadora do Departamento Jurídico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) José Araújo “China“ (Presidente da UNICAM Brasil) Responsabilidade social: ViraVida Ligue 100 Na mão certa


PAPO DE BOLEIA

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CHICO DA BOLEIA nós. Não temos pistas dupla em estradas onde trafegam inúmeros caminhões.

Raijan Mascarello se solidariza com motoristas do Mato Grosso Morador da cidade de Sapezal e agricultor, Raijan Mascarello declarou recentemente que são inaceitáveis as condições das estradas e rodovias que cortam o estado mato-grossense. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o também piloto da Fórmula Truck já havia afirmado que está ao lado dos caminhoneiros pelas reivindicações de melhorias da infraestrutura do estado. Na última etapa da Fórmula Truck, em Caruaru, Raijan concedeu uma entrevista ao Portal Chico da Boleia, na qual afirmou que a ideia é tentar chamar a atenção das autoridades locais para esse Raijan Mascarello | Foto: Larissa J. Ribertti problema. donópolis até Cuiabá, os motoristas levam mais de 5 horas de viagem para atravessar “A BR 163 que liga o estado até o Paraná um trecho de 220 quilômetros em condie onde tem o maior fluxo de caminhões, é ções precárias de segurança. A situação é a mesma via de vinte anos atrás. E naque- ainda pior nas estradas dentro do estado. la época não tinha nem 20% do trânsito de Raijan ainda destacou as perdas de carga caminhões e carros que existe hoje”, exem- que acontecem pelo caminho quando os caplificou Raijan. minhões de grãos trafegam pelas estradas De acordo com o agricultor, a realidade não e rodovias. atinge só os caminhoneiros, mas a popula- “Hoje Mato Grosso é o maior produtor de ção em geral. Segundo estatísticas, de Ron- grãos do Brasil e o governo não olha pra

Pelo caminho, além da carga que perdemos pelas péssimas condições das vias, sempre acontecem muito acidentes”. No relatório intitulado “Mapa da Violência: acidentes de trânsito em 2013” o estado do Mato Grosso figura em terceiro lugar entre todos os estados do Brasil em número de mortes em acidentes do trânsito, com uma taxa de 35,2 por 100 mil da população total. O estado, que ocupa essa posição desde 2001 – o que demonstra o longo descaso dos últimos governos com a situação de estradas e rodovias –, só perde para Tocantins e Rondônia.

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atendidas. “Os caminhoneiros não sabem a força que tem. Hoje, 90% do transporte no Brasil é rodoviário. Se os caminhoneiros pararem, o Brasil para”, frisou.

Existe um déficit nacional em termos de estrutura de logística, mas no estado do Mato Grosso esse atraso é gritante. “Existe uma necessidade da população mato-grossense em geral que precisa ser atendida, essas estradas precisam melhorar. O que queremos é que os governantes de lá olhem para essa realidade e façam alguma coisa”, concluiu Mascarello. Redação Chico da Boleia.

Raijan Mascarello ainda frisou que é preciso uma organização da categoria dos caminhoneiros para que as reivindicações por melhorias na infraestrutura do estado sejam

Chico da Boleia responde Pedro Henrique: Chico, tenho 15 anos e meu sonho é ser carreteiro. Como faço para conseguir isso? Chico da Boleia: Olá Pedro, fico muito feliz com sua pergunta. Ser carreteiro é uma profissão de muito orgulho. Em primeiro lugar você deve completar 18 anos e tirar sua Carteira Nacional de Habilitação. Existem vários tipos de permissão como a A, que permite a condução de motos, a B para veículos comuns, a C, para veículos de carga com peso bruto superior a 3.500 Kg e a D, para veículos de transporte de passageiros, com lotação superior a 8 lugares. Para conduzir carretas é preciso estar habilitado na categoria E. Para isso é preciso: 1.Ser maior de 21 anos; 2. Caso possua a categoria C, somente após o cumprimento do período de um ano; 3. Caso tenha obtido a categoria D a partir da B, deve estar habilitado no mínimo há um ano na categoria D;; 4. Caso tenha obtido a categoria D a partir da C, pode solicitar diretamente a categoria E, sem necessidade de esperar o

prazo de um ano.

5. Não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos 12 meses;

6. Ser aprovado em curso especializado e em treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do Contran;

7. A CNH deve estar registrada no município onde foi solicitado o serviço;

8. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deverá estar em situação regular (não ter sido cassada ou suspensa);

9. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deverá estar dentro do prazo de validade.

Lembre-se, meu amigo, que é muito importante ser sempre responsável e respeitar as regras de trânsito. Mais informações em: http://www.detran.sp.gov.br/

Quer nos enviar uma pergunta? Entre em contato conosco. Telefone 019 3843 5778 e-mail chicodaboleia@chicodaboleia.com.br

Um abraço e ate a próxima edição


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Comercial Luizinho inaugura nova filial com uma linda festa em Bauru trabalhem com segurança.”, afirmou. Durante a noite foi servido um jantar e os presentes puderam se divertir com o som sertanejo de raíz de As Pantaneiras, formada por Miriam Pantaneira e Simone Sperança. Dentre os clássicos, a dupla tocou Galopeira, Tocando em Frente e Rotas e Estradas, sucesso das cantoras. Em busca de novos mercados O consultor de vendas, Vladimir Souza, esteve na coordenação do evento e frisou que a divulgação da abertura da filial teve como objetivo captar novos clientes e apresentar os serviços com a qualidade da Comercial Luizinho para Bauru e região. Da esquerda para a direita: Vladimir Souza, Consultor de Vendas, Cesar Tidei Filho, Diretor de Operações da LZN Logística, Luiz Felipe, Diretor Comercial, Luiz Carlos Altimari, o Luizinho, fundador e Presidente do Grupo Luizinho, José Aparecido, Gerente de Frota e Paulo Zago, Gerente Administrativo. Foto: Larissa J. Riberti

“Foi além das nossas expectativas”, comentou emocionado Luiz Carlos Altimari, fundador e Presidente do Grupo Luizinho, ao final da festa de inauguração da nova filial da Comercial Luizinho em Bauru. O evento, que ocorreu na sexta-feira, 21 de março, teve a presença de colaboradores, fornecedores e clientes bauruenses e de outras cidades da região. Ao todo, compareceram cerca de 250 convidados no espaço onde a empresa já funciona desde o final do ano passado. Pedro Antunes, Gerente Comercial da região sudeste da Cauê Cimentos, subiu ao palco para falar sobre a longa parceria entre a fabricante e a Comercial Luizinho. “Temos muita confiança nessa empresa e recebemos com muita alegria a notícia da inauguração dessa nova filial aqui em Bauru. Tenho a dizer que viemos para ficar, fortalecer nossa parceria e estabelecer novos negócios no futuro”, afirmou Antunes. Durante a cerimônia de apresentação, que foi conduzida por Chico da Boleia, um vídeo institucional da Comercial Luizinho contendo depoimentos de alguns colaboradores, surpreendeu os presentes. Luiz Carlos, que não sabia da surpresa, se emocionou inúmeras vezes ao lembrar da trajetória pessoal e da empresa. “Foi um longo caminho percorrido até aqui”, disse comovido. Como porta-voz da Comercial Luizinho, Cesar Tidei Filho, falou sobre os planos futuros da empresa. “Somos uma equipe muito forte, que trabalhará com a mesma sede de crescimento e de bom atendimento

aqui em Bauru, como já faz em outros lugares”, afirmou Cesar. Para o Diretor de Operações, o evento realizado nesta sexta-feira mostra que o Grupo Luizinho pretende se expandir ainda mais. “Vêm novidades por aí. Não posso dar maiores detalhes, mas adianto que vamos continuar com a mesma linha de pensamento que norteou nossas ideias na noite de hoje”, sorriu Cesar. Convidado ilustre, Jácomo Rafael, da Diocese de Bauru, também esteve presente durante a cerimônia de inauguração. Com uma breve oração, o religioso abençoou as novas instalações bem como a todos os presentes.

“Queremos mostrar o potencial do Grupo Luizinho, fortalecido pelos 36 anos de história. Passar ao público a solidez e seriedade da marca, mostrando que chegamos à Bauru estruturados e preparados para atender os mais diversos públicos como distribuidora de cimento e cal, dentre outros produtos”, frisou. Ativa desde dezembro de 2013, a nova

Paulistano, Bauru, e já se encontra em plena atividade.

Conheça o Grupo Luizinho

Fundada em 1978, por Luiz Carlos Altimari, na cidade de Dois Córregos, a Comercial Luizinho construiu uma longa história junto aos seus clientes e fornecedores. Sua principal especialidade sempre foi comercializar cal e cimento na região central do estado de São Paulo.

Com o crescimento dos negócios, no entanto, a empresa passou a incorporar veículos de grande porte em sua frota. Em 1990, inaugurou novas instalações no Distrito industrial da cidade, em prédio próprio e com 8.000 m² de área.

A empresa cresceu e, em decorrência da ociosidade dos veículos da Comercial Luizinho, foi criada em 2003, a Luizinho Transportes e Logística, hoje chamada de LZN Logística.

O foco da empresa é transportar insumos e, com filiais em diversas cidades, inclusive na capital do estado de São Paulo, consegue atender a todas as regiões do país.

A Comercial Luizinho e a LZN Logística passaram a fazer parte do Grupo Luizinho.

Com uma frota renovada – a última compra foi um lote de 68 caminhões MercedesBenz na Fenatran de 2013 – a LZN Logística possui caminhões que rodam em média 8000 quilômetros por mês. Além disso, entre os seus principais parceiros figuram empresas como Duratex, Unilever e Ambev.

A Comercial Luizinho possui unidades nas cidades paulistas de Dois Córregos, Botucatu, Itapeva, Tatuí Luiz Carlos Altimari, e, agora, Bauru. Já a LZN que esteve todo o Parte da equipe de colaboradores do Grupo Luizinho. Foto: Larissa J. Riberti Logística atua nas cidades de tempo acompanhando empresa já opera com as qualificações Dois Córregos, Itapevi, Indaiatuba, Tatuí, o evento e conversando com novos e que são a marca da Comercial Luizinho: Botucatu, Agudos, Itapetininga e Uberaba antigos parceiros, esbanjou felicidade. agilidade, rapidez na entrega e excelência em Minas Gerais. Constantemente emocionado pelos no atendimento. depoimentos de seus colaboradores, o Presidente frisou que está realizado em ver “Vamos manter ativo o processo de Quer saber mais sobre a Comercial que todo o trabalho desenvolvido desde comunicação para a compreensão das Luizinho e a LZN Logística? 1978 resultou em bons frutos. Para 2014, o necessidades locais de nossos clientes, Presidente espera crescimento e ainda mais atuar de forma transparente nas negociações Acesse: http://www.luizinho.com/ ou excelência nas prestações de serviços das comerciais, transmitindo a eles a certeza de então visite uma de suas unidades. um bom negócio”, concluiu Mara Ribeiro, suas empresas. do Departamento de Gestão de Informação Fiel a Deus, Luizinho completou: Larissa Jacheta Riberti do Grupo. “Agradeço todos os dias. Tenho o hábito Havaia Comunicação A nova empresa está localizada na Avenida de rezar um terço pela manhã na minha empresa para pedir saúde e que todos Aviador Gomes Ribeiro, 33-18, no Parque imprensa@chicodaboleia.com.br


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FIQUE POR DENTRO Irmãos Davoli comemora conquista do Prêmio Star Class pelo oitavo ano consecutivo

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oJoão Davoli (Diretor executivo do Grupo Davoli) e Pedro Davoli (Presidente) | Foto: Pamela Souza

Há quem diga que a qualidade não é o aessencial no mundo dos negócios. No lentanto, para João Davoli, Diretor executivo odo Grupo Davoli, todos os esforços estão ejustamente concentrados em aumentar o

nível de qualidade no atendimento em suas ,empresas. e e “Focamos nossos trabalhos para aumentar ainda mais nosso nível em todos os serviços aprestados aqui. Estamos na briga pela ocertificação Diamante e temos condições para conquista-la.”, afirmou com felicidade aDavoli. e Com sede em Mogi-Mirim, duas filiais em Amparo e Porto Ferreira e, uma nova mempresa recém-inaugurada na cidade de sJaú em fevereiro passado, o Grupo Davoli eatua em cinquenta municípios no interior paulista. Com uma história de sucesso e oparcerias sólidas, a concessionária é uma das mais antigas do Brasil, atuando há 68 anos. o s Por essas e outras razões, a Irmãos Davoli írecebeu pela oitava vez, o Prêmio Star NClass Certificação Ouro de Qualidade. eCom esse prêmio, o objetivo da montadora ,Mercedes-Benz é padronizar e incentivar ao alto nível em atendimento, prestação de serviço e excelência em vendas entre as suas concessionárias.

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Para comemorar mais essa conquista, a Irmãos Davoli promoveu uma confraternização com seus colaboradores una sexta-feira, dia 14 de março, em MogiMirim. Durante a festa, Pedro Davoli, fundador e atual Presidente do Grupo, frisou que esta conquista é sinônimo de orgulho e sinal de que a empresa está no caminho certo.

“Nosso objetivo agora é chegar à certificação Diamante da Mercedes Benz e pretendemos continuar atuando com qualidade, incluindo, agora, Jaú”, afirmou o Presidente. A certificação de qualidade também foi aplicada pelos serviços de venda e pós venda dos modelos Sprinter da MercedesBenz. Pedro Davoli Junior, responsável pelo setor de vendas dessa categoria dentro da Irmãos Davoli, expressou seu contentamento. “É uma satisfação saber que toda a equipe tem colaborado com o setor de Sprinter. Nós procuramos fazer nossa parte comercial, mas todo mundo participa bastante e é muito gratificante ter recebido dois prêmios de certificação, sendo que essa certificação existe justamente há dois anos”, afirmou Junior. Dentre os presentes na comemoração, estiveram Adriana Francatto Guarnieri e Elisete Aparecida Vieira, que possuem, respectivamente, 25 e 40 anos de empresa. O longo período que possuem trabalhando junto a Irmãos Davoli evidencia a preocupação da diretoria em estabelecer laços duradouros e fortes com seus colaboradores. “É muito gratificante conquistar mais esse prêmio, porque é um empenho muito grande da equipe, da Elizete e de toda a diretoria”, frisou Adriana. Chamada de “multiplicadora” pela colega, Elizete também afirmou sua felicidade com mais um reconhecimento. “A gente trabalha bastante para essa certificação. Eu sou a multiplicadora, mas sozinha não faria nada. Todo mundo me ajuda e eu só

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tenho a agradecer a todos, à equipe inteira”, afirmou.

relacionamento com o cliente.

O Engenheiro Mecânico Sergio Eduardo Rossi, atualmente coordena a parte de mecânica e de peças de Jaú. De acordo com o colaborador, o próximo passo é conseguir também as certificações de qualidade para a nova empresa. “Nós tentamos levar o máximo possível daqui pra Jaú”, frisou Sergio que também afirmou ter uma equipe de qualidade atuando com esse propósito na nova região.

Conheça o Prêmio Star Class

“As pessoas são indispensáveis para a conquista do prêmio. Temos total apoio da diretoria, mas o mais importante é conscientizar nossos funcionários de crescer e conquistar as certificações”, concluiu. Enquanto a seleção brasileira busca seu sexto título neste ano de Copa do Mundo, a Irmãos Davoli já coleciona oito e se depender do empenho da Diretoria e de sua equipe, bons ventos se anunciam pela frente.

Irmãos Davoli O Grupo Irmãos Davoli, fundado pelos irmãos Pedro e Antônio, ganhou notoriedade e respeito entre as revendas de caminhões Mercedes-Benz de todo o país, recebendo prêmios e certificações de qualidade. A concessionária está entre as mais antigas representantes da marca, sendo chefiada atualmente por João Davoli, experiente empresário do setor. Com 68 de experiência no mercado de caminhões, o Grupo Irmãos Davoli agregou mais dezessete cidades à sua área de atuação com a nova Comercial de Veículos e Autopeças Davoli de Jaú, no interior paulista, totalizando hoje operações em 50 municípios de São Paulo. Com um time de colaboradores treinados e responsáveis, o Grupo Irmãos Davoli possui excelência quando se trata de atender bem os seus clientes. Nas cidades de Mogi-Mirim, Amparo e Porto Ferreira, a empresa já desempenha uma prestação de serviços de venda e pós venda de qualidade que pretende reproduzir para os clientes da região de Jaú. Ser cliente da Irmãos Davoli é poder contar com serviços diferenciados, como a Oficina Volante que leva a manutenção para o caminhão sem que o cliente precise se deslocar até a Concessionária. Contratos de manutenção e um Truck Center equipado com peças genuínas também são diferenciais disponibilizados para o bom

No ano de 2006 a Mercedes-Benz lançou o Programa StarClass com o objetivo de realinhamento das estratégias entre ela e sua rede de Concessionários de Veículos Comerciais e Automóveis.

O programa é um conjunto de atividades desenvolvidas com o objetivo de atestar oficialmente que determinado produto, processo ou serviço está em conformidade com os requisitos especificados nas regras de um Programa de Certificação.

As atividades de certificação envolvem análise de documentos e auditorias na empresa, com o objetivo de avaliar a conformidade e sua manutenção.

Este programa de certificação visa disseminar um modelo de excelência e a busca pela melhoria contínua dos principais processos administrativos e operacionais da Rede de Concessionários, capacitandoos a oferecer ao mercado um padrão único de excelência em atendimento e qualidade de produtos.

O concessionário é avaliado através de um sistema de pontuação que lhe confere a classificação Ouro, Prata ou Bronze.

A certificação Ouro atribuída à Irmãos Davoli pelo oitavo ano consecutivo, representa o índice máximo de qualificação dos serviços prestados aos seus clientes. Hoje podemos dizer que o padrão ouro de excelência no atendimento aos clientes e aos processos, está consolidado na empresa, buscando sempre a máxima satisfação do nosso cliente.

Ao longo da implantação desse programa de capacitação de qualidade da MBBras, isto é, desde 2006, a Irmãos Davoli tem se destacado e conquistado essa posição, colocando-a junto com apenas mais 10 concessões Mercedes-Benz, em todo o Brasil, com esse título.

Porém, as conquistas não acabam ai. Em 2013 a Empresa também recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a qualificação “Ouro” em veículos comerciais Sprinter. Mais uma demonstração de seu comprometimento com a satisfação dos clientes.

Todas essas vitórias são pequenas diante de um desafio maior, que é ter uma prestação de serviços e um grau de atendimento ao cliente cada vez mais eficiente, ágil e compromissado com sua satisfação. Larissa Jacheta Riberti Havaia Comunicação


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Arrancada Internacional de Caminhões termina em tragédia rainha da festa, e, logo em seguida, show nacional com Rubens Daniel e Madame Nora. No sábado, dia 15, mais atrações aconteceram. Todos os shows foram gratuitos, abertos à comunidade.

Foto: Caminhoes e Carretas

Entre os dias 13 e 16 de março as areias do Balneário Arroio do Silva, Santa Catarina, foram palco da 23ª Arrancada Internacional de Caminhões. O evento envolveu competidores de diversas regiões. O público, amante de adrenalina e velocidade, chega a mais de 100 mil pessoas por edição. A abertura oficial do evento, com a presença de lideranças municipais e estaduais, aconteceu na sexta-feira, a partir das 21 horas, quando houve também a escolha da

A competição envolveu participantes de todo o país. Na quintafeira e sexta-feira geralmente são realizados os treinos livres. No sábado acontecem as provas classificatórias das categorias Toco e Truck, Protótipo e Cavalo Mecânico Eletrônico até 520cv. No domingo acontecem, pela manhã, as provas classificatórias nas categorias Cavalo Mecânico até 480cv, Força Livre e Protótipo. Ao todo, são R$ 60 mil em prêmios. No entanto, uma tragédia aconteceu no domingo (16 de março) durante a realização do evento. Segundo o Corpo de Bombeiros de Araranguá, o motorista de um dos caminhões competidores morreu ao capotar o veículo na pista de corrida.

O prefeito do Arroio, Evandro Scaini, cancelou de imediato o evento e emitiu uma nota. A vítima foi identificada como sendo Edson Beber, morador do Paraná, e natural do Guaporé (RS). Ele já foi campeão oito vezes da Arrancada Internacional de Caminhões e foi o único competidor a vencer por três vezes a mesma categoria. Beber era proprietário de uma empresa de caminhões de transporte de combustíveis.

NOTA OFICIAL É com profundo pesar que a Administração Municipal de Balneário Arroio do Silva juntamente com a empresa organizadora da prova e a Federação Automobilística do Estado de Santa Catarina (FAUESC), comunicam o encerramento antecipado da XXIV Arrancada Internacional de Caminhões. A decisão foi tomada em respeito a toda categoria de competidores, ao público presente e principalmente à família do piloto envolvido em um acidente fatal. Informamos ainda, que a premiação das provas já concluídas serão devidamente pagas. Quanto à prova não concluída, os valores pagos pelas inscrições serão devolvidos. Cumpre dizer novamente que a Administ-

ração Municipal e a organização da competição lamentam muito o ocorrido. Alguns veículos de comunicação ainda apontaram Beber como “ex-piloto” da Fómula Truck. Equivocada, a informação foi esclarecida por nota oficial divulgada pela categoria. “Cumpre informar, ao contrário de informações divulgadas por veículos de comunicação de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul que apresentaram a vítima como “ex-piloto da Fórmula Truck”, que Edson Beber jamais treinou, testou ou competiu em um caminhão da Fórmula Truck. Esclarecida a desinformação, a direção da Fórmula Truck externa seu sentimento de solidariedade a familiares e amigos de Edson Beber”, escreveu a assessoria da categoria. A equipe Chico da Boleia e Central do Transporte lamenta o trágico acidente e expressa toda a sua solidariedade com a família e amigos de Edson Beber. Redação Chico da Boleia

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REPORTAGEM

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Pesquisadora investiga cotidiano e formas de resistência das mulheres Como forma de homenagear as mulheres que poderiam ter outras e achei que seria caminhoneiras no Brasil durante o mês de março e também muito interessante juntar esses dois temas foi feito de dezembro de 2010 a abril de 2011 e foram coletadas entrevistas e vivenciadas experiências diversas. Tudo isso com o objetivo de “refletir o contexto de inserção dessas mulheres em um trabalho predominantemente masculino” .

para reafirmar nosso compromisso em transformar esse espaço midiático numa voz pelos direitos de tantas que ainda sofrem com o machismo, com a violência e com a exclusão, reproduzimos uma entrevista que realizei com Francine Pereira Rebelo e na qual ela nos conta um pouco de sua trajetória e de sua pesquisa.

que eu gosto tanto, caminhão e feminismo.

Larissa Riberti: Como você conseguiu o contato dessas mulheres que acompanhou e qual foi a reação delas quando souberam que a profissão de caminhoneira seria analisada como objeto de estudo antropológico?

Francine Rebelo: Como eu disse anteriormente, a primeira motorista com quem eu tive contato trabalhava na “No total, foram 4.495 transportadora do meu pai, ela conhecia Km percorridos e cinco outras, mas não tinha o contato de nenhuma. viagens. Duas vezes fiz o O que me ajudou muito na época foi o Francine Rebelo é antropóloga e realizou uma pesquisa sobre as mulheres percurso de Jacareí (São Orkut, existiam várias comunidades como caminhoneiras. Foto: Divulgação Paulo) à Florianópolis “mulheres que dirigem caminhão”, “Sou (Santa Catarina) mulher, dirijo carreta”. No próprio perfil Autora da monografia “AS BATONETES: com uma das caminhoneiras, "Eu acredito que toda a estrutura das motoristas era visível a questão da Uma etnografia de mulheres caminhoneiras esperando o período de descarga profissão, algumas colocavam frases no Brasil”, Francine Pereira Rebelo é do sistema de transpote contribua em São José (Santa Catarina); como: “Sou apaixonada pela minha graduada em Ciências Sociais e atualmente outra vez fui da cidade de Palhoça para o afastamento das mulheres dessa família e por caminhões” ou então é mestranda do Programa de Pós-Graduação (Santa Catarina) até Porto Alegre “Poderia ser médica, engenheira, em Antropologia Social da Universidade profissão. " (Rio Grande do Sul), depois até professora, mas, por hereditariedade, Federal de Santa Catarina. Cachoeirinha (Rio Grande do Sul) nasci caminhoneira. e no retorno parei em Penha (Santa A pesquisadora também tem especialização Catarina). E assim continuarei até que meus no programa de “Estratégias de A viagem seguinte foi de Palhoça músculos não mais consigam dominar a -Francine Rebelo. Desenvolvimento Cultural” na Université (Santa Catarina) até Porto Alegre máquina e meus olhos não mais consigam d’Avignon et des Pays de Vaucluse, na (Rio Grande do Sul), voltei até São enxergar as pistas.” França, onde trabalhou com associações de José (Santa Catarina), depois de Biguaçu Eu fui mapeando as motoristas e então cinema itinerante. Tem atuação em áreas (Santa Catarina) fomos à Itajaí (Santa comecei a mandar recados para elas. Muitas de feminismo e questões de gênero e nesse Catarina), depois até Videira (Santa moravam longe de Florianópolis, outras momento desenvolve atividades ligadas a Catarina), seguindo para Treze Tílias ideia de estudar o cotidiano das mulheres faziam viagens curtas, o que não era meu mulheres e etnologia indígena. (Santa Catarina), voltando até Tijucas caminhoneiras no Brasil? interesse na época porque as motoristas de (Santa Catarina) e parando mais uma vez longas viagens estabeleciam outras relações Entrei em contato com a Francine através de em Palhoça (Santa Catarina). As viagens familiares e isso me chamava atenção, um amigo. O interesse foi imediato quando não foram continuas, e durante os 5 meses Francine Rebelo: Então, minha família outras ainda não dirigiam caminhões, eu soube que a jovem paulista de 25 anos, da pesquisa de campo que envolveram é uma, dessas tantas, apaixonada por mas gostavam dele. A partir disso, foram tinha feito uma pesquisa com mulheres também contatos por internet, pessoais e caminhões. Meu avô foi motorista de aparecendo alguns nomes de motoristas caminhoneiras. Ao ler seu artigo intitulado telefônicos com mulheres caminhoneiras caminhão durante toda sua vida, meu pai possíveis para a pesquisa, elas me “Exclusão e formas de resistência: uma fiquei aproximadamente 14 dias nas e meus tios também foram motoristas de passaram o telefone, eu ligava, explicava etnografia de mulheres caminhoneiras”, estradas viajando com cinco delas” escreve caminhão, de ônibus, de kombi, sempre no ramo dos transportes. Hoje em dia, meu o que pretendia fazer e a gente tentava com o qual ganhou o Prêmio Claude Lévi- Francine na introdução do seu trabalho. pai tem uma transportadora e a família combinar a viagem. Era complicado porque Strauss – Modalidade B, da Associação nunca se sabe com muita antecedência Brasileira de Antropologia, tomei Com uma perspectiva teórica feminista, inteira continua envolvida nesse setor. Foi qual é o destino, eu dependia delas me assim que começou a ideia de estudar as conhecimento de que Francine havia Francine realiza uma abordagem que busca ligarem quando estivessem passando por feito uma pesquisa de campo bastante entender quais as estratégias de resistência motoristas, eu já estava na faculdade e já Florianópolis. Às vezes, elas ligavam de importante para entender a realidade das que as mulheres caminhoneiras empregam atuava nas áreas dos estudos de gênero, movimento de mulheres e feminismo. manhã e a parada em Florianópolis já era a mulheres caminhoneiras. em seu cotidiano de trabalho, para fugir Em uma conversa na casa do meu pai, ele tarde, eu tinha que correr para encontrá-las. dos estereótipos aplicados constantemente disse: “Agora nós temos uma motorista A primeira motorista encontrada pelo Orkut Como conta em seu trabalho, a pesquisadora às mulheres e, principalmente, às mulheres mulher lá na transportadora”. Eu pensei conhecia outras e isso facilitou bastante realizou viagens com cinco motoristas, que exercem atividades profissionais tidas que em anos, nunca tinha visto uma mulher a pesquisa. As motoristas, mais uma vez, a maioria delas da região Sul do país. como masculinas. Além de uma grande dirigindo caminhão e fiquei surpresa por eu foram muito corajosas por abrirem as Francine também as chama de Volks, Ford, contribuição para o mundo acadêmico, nunca ter me dado conta disso antes, por portas dos caminhões para mim, na época Mercedes, Scania e Volvo porque entende Francine também expõe as lacunas de uma ter naturalizado tanto a profissão como uma uma desconhecida para elas. Quando eu não ser relevante a publicação do verdadeiro sociedade nas qual as mulheres conseguiram profissão de homens. Quando eu descobri entrava no caminhão, elas me pediam nome das mulheres. O trabalho de campo espaço no mercado de trabalho, mas ainda que tinha uma mulher motorista, eu pensei para explicar o que eu ia fazer e algumas não possuem plenos direitos. Larissa Riberti: Francine, como surgiu a


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REPORTAGEM

perguntavam “você não vai me assaltar, não, né?”. Eu dava risada. A verdade é que pesquisa antropológica nem sempre é fácil de ser explicada. De todo modo, acredito que elas ficavam felizes em poder dividir a história delas comigo. Foi desse modo que consegui viajar aproximadamente 4.495 Km , por 14 dias, não consecutivos, com cinco motoristas diferentes. Larissa Riberti: No seu texto você aborda que existe “pouca adaptação do sistema de transporte à entrada de mulheres na profissão”. Fale um pouco mais sobre isso. Francine Rebelo: Eu acredito que toda a estrutura do sistema de transporte contribua para o afastamento das mulheres dessa profissão. Desde a falta de preparo das transportadoras para recebê-las, como aparece no relato de uma das motoristas que, ao entregar um currículo, o funcionário de uma transportadora disse que ela não seria contratada pelo fato de ser mulher. Além da rotina, marcada pela falta de banheiros femininos nas transportadoras ou fábricas onde as mulheres carregam ou descarregam. Nos casos em que presenciei tivemos que pegar a chave com o guarda e chavear todo o vestiário (masculino) para podermos tomar banho. Parecem problemas pequenos, mas essas questões foram relatadas por todas as motoristas e tem impactos significativos nas rotinas dessas mulheres. Outra questão importante é a falta de segurança nas estradas. Uma das motoristas afirmou que não existiam mais mulheres motoristas porque muitas tinham medo da violência. A motorista fez uma diferenciação entre os medos “comuns” que os homens motoristas sentem, como “medo de assalto, de acidente, de ser roubado e tomar uma surra” e os medos que as mulheres têm. Para ela, além desses medos comuns a todos, a mulher tem um medo a mais, o medo da violência sexual. Neste sentido, a falta de iluminação, de postos de serviço e de segurança, ou seja, a precariedade das estradas brasileiras em geral, dificultam a entrada das mulheres que podem passar por situações arriscadas. Larissa Riberti: Você pontua que a inserção da mulher no mercado de trabalho não fez com que as relações entre homens e mulheres se tornassem necessariamente mais igualitárias, argumento com o qual eu concordo plenamente. Aliás, a entrada das mulheres no mercado de trabalho reforçou algumas hierarquizações, visto que as mulheres passaram a acumular funções como o trabalho, as tarefas domésticas

e a vida familiar. Como as mulheres caminhoneiras lidam com essa realidade? Francine Rebelo: Acredito que o caso das motoristas seja bem emblemático porque foge à realidade de muitas mulheres que trabalham fora de casa. Diferentemente dessas mulheres, as motoristas pesquisadas ficam muitos dias, até meses sem retornarem para casa. Desse modo, apesar de todas as motoristas serem também mães, exceto por uma que ainda era muito jovem, elas não exercem dupla jornada, ou seja, não são responsáveis pelas tarefas domésticas e nem pelo cuidado diário e direto dessas crianças. As motoristas pesquisadas participam de famílias com novos arranjos onde a responsabilidade sobre os/as filhos/ as é dividida com outras pessoas.

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CHICO DA BOLEIA família socialmente competentes à mulher e tomam para si um espaço público e de predomínio masculino. Sendo assim, as motoristas não apenas circulam por espaços “que não são delas”, mas deixam de estar nos espaços (domésticos) que “lhes caberiam”. O fato de serem mulheres, andando sozinhas (sem a companhia de homens), em horários diversos, inclusive de madrugada, geram comportamentos e comentários contrários a presença das mulheres nesses espaços. De acordo com uma das motoristas, ela uma vez se desentendeu com um dos colegas que insinuou que ela não tinha um “bom comportamento”. Um dos colegas da firma disse que “não deixaria a mulher trabalhar num lugar que só tivesse homens”, ela

conversa com um frentista ele perguntou o que ela faria se um pneu furasse e ela respondeu “Eu sou caminhoneira, não sou borracheira”. Mesmo colocando quais são os limites da atividade profissional, muitas das motoristas já precisaram descarregar o próprio caminhão, mostrando que esse estereótipo de sexo frágil é muitas vezes um instrumento social para afastar as mulheres de determinadas profissões. Larissa Riberti: Durante a sua pesquisa de campo e sua vivência com as mulheres caminhoneiras, quais estigmas enfrentados por elas você pôde identificar?

Francine Rebelo: Os estigmas acompanham diversos aspectos da vida das mulheres motoristas, desde o imaginário É preciso compreender que nem sempre social de que mulheres são frágeis e não o trabalho fora de casa é necessariamente habilidosas na direção, como nos mostram uma escolha da mulher. Significa, muitas piadas como “mulher no volante perigo vezes, uma luta pela sobrevivência "As mulheres caminhoneiras constante” e tantas outras, assim onde a mulher é obrigada a exercer como o posicionamento dos donos resistem à incorporação dos esatividades remuneradas para de empresa, como mencionei completar o orçamento doméstico paços privados e família socialmente anteriormente, e dos colegas que e atender às exigências básicas questionam o comportamento competentes à mulher e tomam para dos membros da família. Então, das motoristas e fiscalizam suas si um espaço público e de predomínio manobras mais do que fariam nem sempre a feminização do trabalho (presença de mulheres no com outros colegas homens masculino." mercado de trabalho) é resultado (vendo se elas estão dirigindo das lutas feministas ou da autonomia bem, se sabem estacionar, etc). das mulheres, mas também pela Além desses obstáculos a serem - Francine Rebelo. necessidade de complementação da enfrentados, as motoristas devem renda. também dar uma resposta à ideia No caso das motorista de caminhão, dado comum de que são masculinizadas ou o grau de escolaridade, as possibilidades lésbicas. Quando perguntei sobre o início de emprego e as profissões exercidas por da profissão a uma das motoristas, ela elas anteriormente, como empregadas contou que telefonou à uma amiga contando domésticas e funcionárias de fábricas, que tinha começado a trabalhar como acredito que a escolha da profissão de perguntou se estava fazendo alguma coisa motorista e que recebeu como resposta uma motorista tenha aparecido também como de errado e se ele sabia o que a mulher dele insinuação de ter se tornado homossexual: uma forma de obter melhores salários. estava fazendo. Acredito que a permanência “eu liguei pra uma amiga, eu nunca vou nessa profissão exija das mulheres esquecer, sempre que me perguntam isso resistência frente aos eu lembro dela, eu disse, ah tu nem sabe Larissa Riberti: Em sua pesquisa você motoristas agora eu sou caminhoneira, ah tá, tu virou comentários depreciativos dos colegas aborda os conceitos de espaço público e sapatona, ela falou isso pra mim, isso não e as outras situações que lhes são espaço privado. Enquanto que os homens quer dizer que eu virei caminhoneira que cotidianamente impostas. tem livre acesso ao espaço público podendo eu sou isso, é uma profissão como qualquer transitar por diversos lugares e exercer as mais variadas profissões, as mulheres Larissa Riberti: Como as mulheres outra, daí ela viu que tinha falado demais, muitas vezes estão confinadas ao espaço caminhoneiras resistem ao estereótipo de na realidade eu acho que não tem nada a privado de seus lares e, quando exercem “sexo frágil” tão comumente associado a ver....” . profissões tipicamente masculinas, são figura das mulheres na nossa sociedade? Colocar em questão e controlar a questionadas sobre sua escolha. Como sexualidade das mulheres é mais uma forma Francine Rebelo: A ideia de que força física fica essa diferença entre espaço público de dificultar a inserção dessas mulheres é necessária para profissão de motorista é delegado aos homens e o privado delegado em profissões masculinas. Ao mesmo recorrente não só entre as pessoas que não às mulheres quando elas resolvem inverter tempo, ao contrário de responder à esses tem conhecimento sobre o trabalho, mas essa lógica? padrões tão esperado das caminhoneiras, também entre profissionais envolvidos as motoristas estudadas resistiam a esses no transporte. A representação da estrada estigmas de outros modos e não aderiam a Francine Rebelo: Pra mim as motoristas como um lugar que oferece riscos que as um comportamento dito “masculino”. resistem a essa lógica em dois pontos mulheres não são aptas a enfrentar é comum. centrais da subordinação feminina: resistem Uma das motoristas disse que em uma Larissa Riberti: No seu texto, percebese claramente o argumento de que à incorporação dos espaços privados e


REPORTAGEM essas mulheres caminhoneiras possuem estratégias de resistência para sobreviver profissionalmente num ambiente tão hostil à sua presença. Que estratégias são essas e à que tipo de opressão elas respondem? Francine Rebelo: A principal estratégia que eu observei das motoristas que eu acompanhei foi a adoção de uma postura claramente profissional e competente. As mulheres motoristas sabiam que eram mais fiscalizadas que os homens e que não bastava ser competente para serem reconhecidas, elas tinham que ser “melhores que os homens”. Desse modo, apesar de se tratar de uma profissão com riscos de acidentes, as caminhoneiras buscavam ser impecáveis em suas atuações profissionais. De acordo com as motoristas, elas buscavam não se envolver em acidentes, chegar com a carga sem atrasos ou avarias, não deixar que o envolvimento amoroso com homens colocasse sua carreira profissional em questão, entre outros. A comprovação, através da segurança da carga e dos cuidados com o caminhão de que a motorista é uma profissional, é mais importante para ela do que a compensação econômica, de acordo com uma das motoristas “Eu prefiro essa hora do que a

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hora de receber o dim-dim, não que eu não ao assédio moral, é importante lembrar que está dirigindo esse caminhão?”. Ouvi goste, eu gosto também, mas 'eu transbordo que faz parte do cotidiano da motorista dezenas de comentários. de felicidade' quando chego no meu destino Durante a primeira viagem, quando parei final e dá tudo certo”. Para a realização sem na transportadora com a caminhoneira , problemas das atividades de caminhoneira, um outro motorista perguntou: “Vocês duas a motorista ressalta em seu discurso a que tão nesse caminhão ou vocês tão de "As mulheres motonecessidade de delimitar qual o seu brincadeira?” A motorista respondeu: ristas sabiam que eram mais trabalho, que segundo elas, não “Olha para minha cara, vê se você acha envolve ,por exemplo, a troca de fiscalizadas que os homens e que não que eu tô brincando”. É impressionante pneus ou o descarregamento bastava ser competente para serem reco- a rapidez com que as motoristas do caminhão. Assim, as respondem a esses tipos de comentários. motoristas evitam que nhecidas, elas tinham que ser “melhores que Como mulheres guerreiras que são, as sejam profissionalmente motoristas não aceitam pacificamente cobradas por algo que não os homens”. Desse modo, apesar de se tratar de essa falta de reconhecimento. De todo seja concernente à suas uma profissão com riscos de acidentes, as camimodo, acredito que não possamos atividades e garantem o esquecer desses comentários nhoneiras buscavam ser impecáveis em suas exercício de suas atividades positivos, muitas motoristas relataram da maneira mais profissional atuações profissionais" que são ajudadas pelos colegas, pelos possível. companheiros e que são respeitadas e tem sua coragem e competência reconhecidas Larissa Riberti: O seu texto não no exercício da profissão. - Francine Rebelo. trata exatamente sobre isso, mas durante o seu trabalho de campo, houve O artigo ““Exclusão e formas de alguma situação em que vocês passaram resistência: uma etnografia de por alguma tentativa de assédio moral ou mulheres caminhoneiras” pode ser sexual? o convívio com o espanto das pessoas ao encontrado no link: Francine Rebelo: No tempo em que vê-las dirigindo. Raramente as motoristas estive em campo, não presenciei nenhuma passam “despercebidas” e nos postos de cena de assédio sexual, nem mesmo tive gasolina os comentários de “parabéns” www.abant.org.br/file?id=665 relatos nesse sentido. No que diz respeito disputam espaços com as perguntas “é você Texto final Larissa J. Riberti


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ESPORTES

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F-Truck. Imbatível, Leandro Totti vence em Caruaru e brilha no final de semana. Paranaense da RM Competições fecha com chave de ouro o final de semana que também teve dobradinha da Ticket Car Corinthians no pódio.

Completando o pódio esteve Danilo Dirani, da Ticket Car Corinthias. O piloto, que no ano passado esteve pilotando o caminhão da Volta Rápida, retornou as pistas como competidor e, com o seu resultado nesta etapa, com grande estilo. “2013 foi um ano sabático dentro da Truck, mas continuo sempre envolvido com corrida e me mantive próximo do caminhão. Até duas semanas atrás eu não sabia que ia correr, e estar no Corinthians é muito positivo. Vamos resolvendo os problemas do caminhão aos poucos, daqui pra frente, nas próximas etapas”, concluiu.

Foto: Larissa Jacheta Riberti

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piloto da RM Competições, Leandro Totti, confirmou o brilhantismo desse final e fechou a primeira etapa da Fórmula Truck em primeiro lugar. A prova, realizada no domingo, dia 16 de março, lotou as arquibancadas e esquentou o Autódromo Internacional Ayrton Senna de Caruaru. Paranaense, Leandro Totti já havia feito bons tempos nos treinos livres de sextafeira e de sábado. Além disso, conseguiu a pole position, que foi seguida do troféu. Resumindo: não teve pra ninguém! Desde a largada, Totti conseguiu uma vantagem considerável sobre Roberval Andrade, fechando a corrida também com o melhor tempo de 1:50.850. Apesar das mudanças impostas pelo novo regulamento, o paranaense afirmou que seu caminhão se comportou muito bem nas pistas. O piloto também frisou as dificuldades impostas pelo calor e pelas condições de pista. “Sem dúvida essa pista é a que mais judia do equipamento, da suspensão e dos pneus. Começamos bem aqui e isso é um sinal de que o caminhão deve se comportar bem nas próximas etapas”, comemorou o piloto. Apesar de reconhecer que não tinha condições de acompanhar o ritmo de Totti, Roberval Andrade, da Ticket Car Corinthians, demonstrou bastante satisfação em terminar a corrida em segundo lugar. “A corrida foi fantástica, Caruaru sempre tem um calor muito grande, da torcida, do público. Agradeço a este estado que

acolheu minha trajetória na Fórmula Truck desde o começo”, afirmou. Durante a coletiva de imprensa, uma revelação. Geraldo Piquet disse ter sofrido uma fratura na clavícula há, aproximadamente, cinco semanas. O infortúnio deixou dúvidas se o piloto da ABF Santos Team conseguiria ou não voltar para as pistas. Felizmente, o brasiliense conseguiu concluir a prova em terceiro lugar. “Está cedo para falar se eu tenho condições de realizar um bom campeonato. Temos um problema com a questão da fumaça, que é muito subjetiva, mas que devemos nos adaptar. Por enquanto, tenho muito a agradecer a equipe por me ajudar nessas questões”, concluiu Piquet. Caruaru também trouxe bons ventos para Paulo Salustiano, da ABF Racing Team. O paulista vem de um regime de quebras em 2013, que o colocou fora da disputa pelo campeonato brasileiro, título que tinha plenas condições de conquistar. Para o piloto, no entanto, a primeira etapa da temporada impôs sérias dificuldades. “Foi um final de semana muito difícil, desde sexta-feira sofri uma série de quebras. Sábado tivemos problemas de novo e no Top Qualifying cometi um erro e quase quebrei o motor do caminhão. Conseguimos deixar o caminhão bom para a corrida, mas sofri com o problema de temperatura que estava em 115, 120 graus. Pra mim esse quarto lugar é com sabor de vitória”, completou o piloto que dedicou o troféu à sua equipe.

Apesar de ter sido desclassificado no Top Qualifying e largado na última fila, o pernambucano Beto Monteiro terminou a corrida em sexto lugar. O resultado do piloto da Scuderia Iveco mostra que os caminhões da equipe continuam competitivos e só precisam ajustar os níveis de emissão de fumaça. O final de semana impôs desafios a todos os pilotos. Além do novo regulamento, que proíbe o uso do catalisador e a emissão de fumaça, a temperatura das pistas fez com que os pilotos poupassem mais seus caminhões. Somam-se a isso, as más condições de manutenção e a depreciação com que vem sofrendo o Autódromo Internacional de Caruaru.

Confira como ficou o resultado final da primeira etapa da Temporada 2014 de Fórmula Truck.

1º) 73 - Leandro Totti (Volkswagen, PR), 29 voltas em 1:01:22.152 (média de 74.4 km/h) 2º) 15 - Roberval Andrade (Scania , SP), a 13.089 3º) 3 - Geraldo Piquet (Mercedes , DF), a 16.336 4º) 55 - Paulo Salustiano (Mercedes , SP), a 16.843 5º) 85 - Danilo Dirani (Scania , SP), a 18.776 6º) 1 - Beto Monteiro (Iveco , PE), a 25.298 7º) 28 - Fabiano Brito (Volvo , PR), a 29.269 8º) 90 - Marcello Cesquim (Mercedes , PR), a 37.182 9º) 2 - Valmir Benavides (Iveco , SP), a 39.115 10º) 14 - João Maistro (Volvo , PR), a 57.718 11º) 4 - Felipe Giaffone (MAN , SP), a 59.411 12º) 20 - Pedro Muffato (Scania , PR), a 1:02.042 13º) 25 - Jaidson Zini (Iveco , PR), a 1:10.349 14º) 99 - Luiz Lopes (Iveco , SP), a 1:29.499 15º) 10 - Jansen Bueno (Scania , PR), a 1:34.033

16º)77 - André Marques (Volkswagen , SP), a 1:45.213 17º) 71 - Raijan Mascarello (Ford , MT), a 1 volta

18º) 8 - Adalberto Jardim (Volkswagen , SP), a 12 voltas

19º) 6 - Wellington Cirino (Mercedes , PR), a 14 voltas

20º) 7 - Debora Rodrigues (Volkswagen , SP), a 14 voltas 21º) 80 - Diogo Pachenki (Volvo , PR), a 19 voltas 22º) 72 - Djalma Fogaça (Ford , SP), a 22 voltas 23º) 53 - Ronaldo Kastropil (Mercedes , SP), a 26 voltas 24º) 35 - David Muffato (Ford , PR), a 27 voltas Melhor Volta: Leandro Totti, 1:50.850 (103.3 km/h)

O público presente ainda contou com diversas atrações. No sábado, patrocinadores e parceiros da Truck puderam aproveitar a Volta Rápida – uma experiência em andar num caminhão de corrida – que este ano está sendo comandada pelo piloto Alberto Cattucci. No domingo, o Autódromo começou a receber os presentes desde cedo, que acompanharam o desfile dos piltotos e o Truck Show, comandado por Gaby e Juninho, filhos do idealizador da competição, Aurélio Batista Félix e da atual presidente da categoria, Neusa Navarro Félix. A próxima etapa está marcada para o dia 13 de abril e será realizada na cidade paranaense de Curitiba. Não perca nossa cobertura através do site www. chicodaboleia.com.br e do facebook www. facebook.com/chicodaboleia

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Redação Chico da Boleia

Fórmula Truck

2014

Calendário de Corridas

MAR 16 / Etapa Caruaru ABR

13 / Etapa Curitiba

MAI

18 / Etapa São Paulo

JUN

08 / Etapa Goiânia

JUL

20 / Etapa Cascavel

AGO 17 / Etapa Rio Grande do Sul SET

14 / Etapa Argentina

OUT 12 / Etapa Guaporé NOV 02 / Etapa Londrina DEZ

07 / Etapa Brasília


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GALERIA DE FOTOS

FÓRMULA TRUCK 2014 - CARUARU - PE

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Tânia Rampim fala sobre seu dia a dia como carreteira

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CHICO DA BOLEIA masculina, você encontra dificuldades durante sua rotina de trabalho? Tânia: Eu brinco dizendo que as dificuldades aparecem só de vez em quando, mas na verdade elas estão aí todos os dias. Às vezes eu acho um engraçadinho que não sabe seu lugar, mas rapidamente eu coloco ele no seu devido lugar. É preciso enfrentar esse tipo de gente.

Foto: Tânia Rampim | Divulgação

Tânia Rampim, natural de Itapira, sabe a responsabilidade que implica estar no comando de um caminhão. Única mulher carreteira da cidade onde vive, a jovem de 33 anos concedeu uma entrevista ao Jornal Chico da Boleia Informa e falou sobre o seu dia a dia, como enfrenta as dificuldades e os planos para o futuro. Confira na íntegra a entrevista. Larissa Riberti: Tânia, como você descobriu que queria ser caminhoneira? Tânia: Desde Pequena andava com meu pai que transportava areia e ai veio o gosto de dirigir caminhão. Também tenho um histórico de família: meu avô, Osvaldo Rampim, foi caminhoneiro e meu irmão, Tadeu Rampim, é caminhoneiro atualmente. Agora eu sou a carreteira da

família e a única de Itapira. Larissa Riberti: Desde que começou nesta profissão, onde já trabalhou e qual sua atividade atualmente? Tânia: Já trabalhei em vários lugares. Trabalhei na Itabois (motofrete), já fui caixa de supermercado. Como caminhoneira atuei na Transporte RT, Safra da Cana de Açucar, Itajai e também como motorista do caminhão de coleta de lixo da Sanepav de Itapira – atividade que eu exerci com muito orgulho. Na cidade eu também dirigia o caminhão de Guincho do Siqueira, e atualmente eu trabalho como carreteira em uma grande empresa de São Jose do Rio Preto, a Zap Transportes. Larissa Riberti: Por ser uma mulher atuando em uma profissão majoritariamente

Larissa Riberti: Nesta mesma edição do Jornal, também divulgamos uma entrevista com a pesquisadora Francine Rebelo, que investigou o cotidiano e as formas de resistência de mulheres caminhoneiras no Brasil. Ela acompanhou cinco caminhoneiras durante as viagens que elas faziam e na sua pesquisa Francine buscou compreender como essas mulheres lidavam com alguns estereótipos, como por exemplo, o de “sexo frágil” que não serviria para trabalhar numa profissão como caminhoneira. Você também já foi questionada nesse sentido? Como você resiste a isso? Tânia: O preconceito eu tiro de letra. A gente tem que levar na brincadeira porque se for levar a sério, a gente briga todo santo dia. Larissa Riberti: Durante sua vida profissional, você vivenciou alguma situação em que um possível empregador, colega de trabalho ou cliente impôs obstáculos para você exercer o seu trabalho

pelo fato de você ser mulher?

S

Tânia: Quando eu trabalhava no guincho do Siqueira, eu fui acionada pra pegar um carro, uma Ecosport, em Serra Negra O dono do carro, um paulistano, não aceitou que eu guinchasse seu carro. Só que depois de muito “bla bla bla”, ele não tinha outra solução a não ser aceitar e o preconceito mais uma vez ficou pra trás. Ele até admirou a rapidez que eu coloquei o carro em cima do guincho e até meu deu os parabéns.

Agora como Carreteira, meu primeiro dia foi osso. Fui barrada no meu primeiro dia como carreteira numa empresa aqui no interior de São Paulo. O conferente de carga preconceituoso me fez descer do caminhão pra ver como eu estava vestida adequadamente com calça, sapato fechado, camiseta, e ainda por cima me fez mostrar a carteira de habilitação. Não só fazendo isso ele ligou na transportadora onde eu trabalho pra perguntar se eu era motorista habilitada.

Larissa Riberti: Quais são seus planos para o futuro?

Tânia: Continuar como carreteira, e ainda esse ano pretendo me casar, pois meu noivo também é carreteiro. E meu casamento vai ser estilo caminhoneiro, toda a equipe do Chico da Boleia está convidada (risos). Larissa Jacheta Riberti Redação Chico da Boleia


DEBATENDO A LEI DO MOTORISTA

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este período coincidir com o tempo de parada obrigatória na condução do veículo estabelecido pela Lei de Trânsito.

Saiba quais são as modificações propostas para a Lei 12.619

o Já é conhecida a Comissão Especial que m atua na Câmara dos Deputados com o objetivo de propor e, talvez, alterar a Lei u 12.619 que regulamenta a profissão de s motorista, em vigor desde 2012. a oDe acordo com o Fórum Nacional em uDefesa da Lei 12.619, as modificações apropostas pelo Projeto de Lei 5943/2013, podem ser consideradas “ofensivas” do setor do agronegócio em relação à Lei do a Motorista. a oNa terça feira, dia 18 de março, o PL foi ecolocado em regime de urgência, conforme orequerimentos dos Deputados Jovair aArantes e Celso Maldaner. Para o FNDL, ,é preciso que os setores se mobilizem e rbusquem alternativas para negociar com o governo. uEm matéria divulgada pelo Blog do aCaminhoneiro, José Araújo Silva “China”, presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (UNICAM), entidade representativa da classe dos Transportadores s Autônomos de Cargas (TAC), afirmou que o cenário pode piorar caso o Projeto de seja aprovado. a“Do jeito que está, o PL pode enterrar de ovez as possibilidades dos caminhoneiros iautônomos de ter uma vida digna, recebendo oseu pagamento corretamente e tendo tempo de descanso garantidos”, alertou.

O PL toca justamente em dois dos assuntos mais delicados para os caminhoneiros. O primeiro é a alteração da forma e do tempo de descanso dos motoristas. Veja, por exemplo, os três primeiros parágrafos do Artigo 235-C da Lei 12.619, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (atenção para as partes em negrito).

“Art. 235-C. A jornada diária de trabalho do motorista profissional será a estabelecida na Constituição Federal ou mediante instrumentos de acordos ou convenção coletiva de trabalho. § 1o Admite-se a prorrogação da jornada de trabalho por até 2 (duas) horas extraordinárias. § 2o Será considerado como trabalho efetivo o tempo que o motorista estiver à disposição do empregador, excluídos os intervalos para refeição, repouso, espera e descanso. § 3o Será assegurado ao motorista profissional intervalo mínimo de 1 (uma) hora para refeição, além de intervalo de repouso diário de 11 (onze) horas a cada 24 (vinte e quatro) horas e descanso semanal de 35 (trinta e cinco) horas. Já no Projeto de Lei 5943, esse texto seria modificado para: “Art. 235-C. A jornada diária de trabalho do motorista profissional será de oito horas, admitindo-se a sua prorrogação por até quatro horas extraordinárias. §1° Será considerado como trabalho efetivo o tempo que o motorista empregado estiver à disposição do empregador, excluídos os intervalos para refeição, repouso, descanso e de tempo de espera. §2º Será assegurado ao motorista profissional empregado intervalo mínimo de uma hora para refeição, podendo

§3º Dentro do período de vinte e quatro horas, são asseguradas, no mínimo, onze horas de descanso, sendo facultado o seu fracionamento e a coincidência com os períodos de refeição e de parada obrigatória na condução do veículo estabelecida pela Lei de Trânsito, garantindo-se o intervalo mínimo de oito horas ininterruptas” Um segundo exemplo é o artigo 14 do Projeto de Lei que propõe a modificação na forma de pagamento dos caminhoneiros e chancela o retorno da famigerada cartafrete, prática proibida em 2010. Veja o texto do PL: “Art. 5º-A. O pagamento do frete do transporte rodoviário de cargas ao Transportador Autônomo de Cargas – TAC deverá ser efetuado em espécie ou por meio de crédito em conta de depósitos mantida em instituição financeira, conta corrente ou poupança à critério do prestador do serviço”. Entendamos! Atualmente, o art. 5º- A da Lei 11.442/07 exige que o pagamento do frete seja realizado por intermédio de depósito em conta bancária ou via cartão eletrônico. O cartão é uma forma de comprovar a renda do caminhoneiro, permitindo que ele faça empréstimos para trocar de veículo, ou seja, possa ser beneficiado pelos programas de crédito criados pelo governo, como o Pró-caminhoneiro. “Os postos funcionam como factorings, fazem a troca da carta-frete cobrando ágio de

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até 30% do pagamento do caminhoneiro. O dinheiro circula no caixa 2, pois não há qualquer controle. Perde o caminhoneiro que não recebe o valor correto por seu trabalho, não tem comprovação de renda e precisa trabalhar ainda mais para ter um pagamento digno; o governo que não contabiliza esses valores e movimentação das cargas; e a sociedade, que acaba pagando a mais pelas mercadorias e também sofre com os acidentes nas estradas, resultado de uma frota velha e de profissionais cansados”, explica China.

Para o presidente da Unicam, tudo que foi até aqui conquistado em prol dos caminhoneiros estará ameaçado. “Estamos falando em um milhão de profissionais, que, somado à família, representam mais de 4 milhões de brasileiros prejudicados diretamente”, continua China.

Na ocasião em que a Lei 12619 estava em processo de discussão, os seus defensores argumentavam (e ainda argumentam) que a conquista da regulamentação da profissão é, sobretudo, uma conquista da sociedade. De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte, no ano de 2010, foram registrados 183.410 acidentes em rodovias federais, resultando em 8.623 mortos e 103.138 feridos.

Além disso, é preciso que seja atribuída mais cidadania trabalhista aos profissionais da estrada, concedendo o direito ao descanso, as paradas e uma rotina mais digna de trabalho. Os membros da Comissão que tenta alterar a Lei 12.619 parecem não estar preocupados com isso.

Texto integral do Projeto de Lei: http://www.camara.gov.br/sileg/ integras/1108923.pdf Redação Chico da Boleia.


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DEBATENDO A LEI DO MOTORISTA

Fórum Estadual em Defesa da Lei 12.619 é lançado em São Paulo afirmou.

com diversos atores sociais que defendam a Lei”,

O Secretário ainda explicou que o Fórum é um caminho para unificar as lideranças do setor existentes no país hoje em prol de uma causa que não é só dos trabalhadores, mas que afetam a sociedade em geral. “Nosso objetivo é reunir todos aqueles que defendem a Lei como um instrumento de garantir que a gente tenha uma relação social justa, honesta e capaz de aprimorar nossa convivência na sociedade. É muito mais do que uma reivindicação trabalhista.”, concluiu Hamilton. Foto: Pamela Souza

Aconteceu na última sexta-feira, 28 de março, o lançamento do Fórum Estadual em Defesa da Lei 12619/2012 em São Paulo. O evento realizado na Assembleia Legislativa (ALESP), foi promovido por entidades sindicais representantes dos trabalhadores motoristas empregados e autônomos (FTTRESP, SINDITANQUE, UNICAM, FETRABENS e seus sindicatos filiados). O lançamento do Fórum Estadual é parte da estratégia definida pelo Fórum Nacional (FNDL), que tem o objetivo de alertar aos governos Federal, Estaduais e Municipais, quanto a omissão do poder público sobre a efetiva fiscalização e aplicação da Lei, que já foi sancionada em abril de 2012 e em defesa da segurança e saúde dos motoristas do Brasil.

existir é um próprio incentivo do Governo para a aplicabilidade da Lei. Acontece que vimos uma movimentação no Congresso contrária a essa necessidade e por isso nos organizamos”, explicou Valdir. Como exemplificado na coluna “Debatendo a Lei do Motorista” desta edição, a Comissão que trabalha no Congresso Nacional tenta modificar alguns pontos da Lei. Para Halmiton Dias de Moura, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Carga e Logística de Belo Horizonte e também Secretário Executivo do FNDL, o Fórum foi criado porque a situação atual não é uma simples atuação de um determinado setor econômico e do governo pelo não cumprimento da Lei, mas resultado de todo um contexto social mais amplo.

De acordo com Valdir de Souza Pestana, presidente da FTTRESP (Federação dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado de São Paulo) e um dos coordenadores do FNDL, o lançamento tem ainda como objetivo ganhar mais força para enfrentar a CEOMOTOR - comissão criada pela câmara dos deputados para alterar a Lei do Descanso e retirar os direitos conquistados pelos trabalhadores. Em entrevista concedida para Chico Foto: Pamela Souza da Boleia, Souza frisou que existem atualmente, mais de 1 milhão de motoristas “A Lei 12619 veio humanizar as condições no Brasil. Em decorrência desse grande de trabalho dos motoristas. As pressões número de pessoas que sào diretamente contra ela, que foi democraticamente beneficiadas pela Lei 12.619 que, ainda votada no Congresso e sancionada pela hoje, sofre com ataques de alguns grupos Presidência, revelam uma luta que parte de dentro do Governo, foi preciso a criação um sistema que está se acomodando e de um dos Fóruns Nacional e Estaduais. “O país que ficou refém do modal rodoviário. Por isso tivemos que criar uma frente

Durante as apresentações, além de algumas exemplificações a respeito de pontos da Lei que possam ser alterados pela CEOMOTOR, existia certa unanimidade entre os presentes sobre a incoerência de ter que existir um Fórum que lute por um direito já conquistado e inerente dos trabalhadores. Sarah Munhoz, Deputada Estadual (PcdoB), acredita que é um “absurdo” os caminhoneiros ainda terem que lutar pela aplicabilidade da Lei 12.619, já que ela já foi aprovada, sancionada e está em vigor. A Legisladora ainda afirmou que os resultados da Lei confirmam que ela é indispensável para a sociedade. “Não estamos falando de uma Lei só para o setor rodoviário de cargas. Trata-se de uma Lei que protege e dá condições de melhoria de um problema de saúde pública”, afirmou. Sobre o assunto, o Procurador do Trabalho, Dr. Paulo Douglas, afirmou que já foi constatado através de pesquisas, que quase 1/3 dos motoristas abordados estavam sob o efeito de drogas para suportar as longas jornadas. Essa realidade motivou a discussão, criação e aprovação da Lei. Para o Procurador, no entanto, as resistências para a sua efetiva aplicabilidade vêm de setores que estão mais preocupados com questões como o valor do frete, do que com a saúde dos motoristas. De acordo com Paulo, desde início da sua aplicação, a Lei já salvou cerca de 1500 vidas.

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“Existe uma possibilidade real e iminente de alteração da Lei 12.619 por parte desta bancada ruralista do Congresso, que está empenhada nisso. Essas modificações propostas não apenas destroem a Lei, mas colocam no lugar dela uma norma que legitima o sistema anterior”, frisou.

Em outras palavras, para Paulo Douglas, se as modificações dessa Comissão forem aceitas, o sistema de transporte voltará a sua realidade anterior e isso ainda será pactuado por uma Lei. “Então se antes o nosso sistema de transporte matava, sem que houvesse uma Lei respaldando isso, hoje, se a CEOMOTOR tiver êxito, haverá uma Lei que suportará a morte dos motoristas, ou seja, mortes legais.”, explicou.

Durante o evento, Chico da Boleia fez uma

Chico da Boleia | Foto: Pamela Souza

intervenção. Para ele ainda é necessário levar mais informação para a base da categoria. “A Lei 12.619 trouxe luz para uma questão muito importante para os motoristas. No entanto, eu rodo de 10 a 15 mil km por mês e rodando por aí a gente tem conhecimento de que muitos motoristas e caminhoneiros autônomos ainda não sabem o que é a Lei e quais os benefícios trazidos para a categoria”, afirmou.

Sem dúvida, os integrantes dos Fóruns Estaduais e Nacional estão empenhados nessa campanha. Juntamente com eles, Chico da Boleia e toda sua equipe estão comprometidos em não só divulgar, mas também participar das discussões que envolvam essa questão diretamente e ampliar o coro pelo direito dos trabalhadores do setor do transporte rodoviário de cargas.

Redação Chico da Boleia.


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ONDE ESTร O CHICO DA BOLEIA

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ONDE ESTÁ O CHICO DA BOLEIA

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Chico da Boleia participa do 4º Workshop de Segurança do Setcesp

Adolescente De Jales, Lar Esperança e Associação Apóstolo na Providência de Deus de Pindorama.

caminhão, ônibus e automóveis de frotas por meio de simuladores dotados com a mais alta tecnologia. O equipamento constrói um cenário com componentes dos veículos, para aumentar a sensação de realismo dentro do ambiente virtual. Os simuladores são importados do Canadá.

CUT debate logística em evento

Foto: Pamela Souza

O Setcesp, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, promoveu no dia 27/3, em sua sede, o 4º Workshop de Segurança. O evento contou com uma série de palestras de especialistas do segmento, além de Chico da Boleia, que esteve presente e acompanhou os detalhes do Workshop. Na ocasião, profissionais trataram de assuntos como: identificação automática de veículos; informação a serviço da segurança e da modalidade; gestão de riscos; jornada de trabalho e software de gestão e logística; tecnologia especializada; tecnologia de rastreamento; telemetria; processo na redução da sinistralidade; rastreador como ferramenta de prevenção e auditoria de acidentes rodoviários. Adauto Bentivegna Filho, Diretor Executivo do Setcesp, comentou que a importância do evento é atribuída à necessidade de gerenciar os riscos no setor, o que consome até 15% do faturamento das empresas. “A ideia desse Workshop é conhecer novas tecnologias que possam diminuir o custo e o risco da atividade”, afirmou. Na ocasião, o Diretor Executivo também frisou que não existe sistema totalmente seguro. No entanto, é possível desenvolver um trabalho conjunto com o qual seja possível aperfeiçoar as técnicas e estar à frente de qualquer possibilidade de roupo ou interceptação de carga. Quem apresentou alternativas para o aumento da segurança na condução dos veículos foi Luciano Burti. O piloto e também comentarista de corridas, lançou na Fenatran do ano passado a Navig, empresa de cursos e treinamentos para condutores de frotas. A empresa fornece aprimoramento para

qualificação e motoristas de

“Nós buscamos uma mudança de cultura. Os motoristas das estradas quase nunca tem uma formação com simuladores para treinar situações de risco e as condições adversas. A aceitação tem sido muito boa e nós ainda temos trabalhado com transporte de cargas e veículos diferentes: cegonheiras, betoneiras, transporte de carga comum. Esse tipo de treinamento serve para todo mundo, afinal de contas, a peça principal do transporte é o motorista”, frisou Burti. O líder da Navig ainda comentou que os simuladores são capazes de reproduzir mais de 90% da realidade do dia a dia do transporte. A empresa já possui atuação em cerca de 10 empresas como a Braspress e a Luft. Luciano Burti ainda afirmou que os simuladores podem ser não só uma alternativa de conhecimento, mas também uma forma de aprimorar os recursos e a capacidade de atuação nas estradas para o caminhoneiro autônomo. “Nós ainda não temos uma estrutura que possa atender os autônomos, mas temos planos para isso. Estamos fazendo uma parceria para poder atender esses motoristas. Temos um projeto agendado para Rondonópolis, inclusive. É nosso interesse cuidar desses motoristas para que eles possam ter uma formação e serem capacitados para as estradas”, afirmou. Ao final, Adauto Bentivegna ainda frisou que para este ano estão previstos outros eventos do Setcesp nesta linha. “Faremos um Fórum sobre roubo de cargas e continuaremos trabalhando para que a lei de receptação de cargas do estado seja regulamentada”, concluiu. Como parte da campanha de solidariedade desenvolvida pela entidade, foi solicitado aos participantes que levassem 1kg de alimento não perecível. As arrecadações serão encaminhadas para as instituições: Associação de Apoio a Criança e ao

O Seminário contou com a participação de representantes sindicais, dirigentes do setor de Transporte e especialistas em logística. A Central Única dos Trabalhadores realizou entre os dias 27 e 28 de março, o Seminário de Comércio, Serviços e Logística. Durante a abertura do evento, que foi realizado no Centro de Formação do Sindsep em São Paulo, estiveram presentes o Secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre, Paulo João Estausia, Presidente da Conferação Nacional dos Trabalhadores em Transporte, além de Hello Mauro França, Diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e Jacy Afonso, Secretário de Organização da CUT. Dentre os temas debatidos estavam as alternativas e soluções para a saúde e segurança nos transportes, além dos desafios para o futura na infraestrutura e logística do Brasil. O objetivo do evento foi refletir sobre os desafios do setor de logística como investimentos em infraestrutura, modernização da frota de caminhões, regulação do setor e elaboração de propostas de melhoria das condições de trabalho. Destaque para a participação de Benito Pantalhão, da Associação Nacional dos Caminhoneiros (ANTRAC) e que também esteve acompanhado da cantora Sula Miranda.

Evento promove debate com ex-ministro Antônio Delfim Neto Ex-ministro da Fazenda falou sobre a atual situação econômica brasileira e suas perspectivas para 2014 O ex-ministro da Fazenda, economista e consultor Antônio Delfim Netto, esteve no SETCESP em evento recente, para participar de um encontro com os associados e diretores do Sindicato. A palestra teve como tema principal a conjuntura atual da economia e as perspectivas para o ano de

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2014. Chico da Boleia esteve entre os 200 participantes do evento.

Na ocasião, Netto ressaltou a importância do transporte de cargas para a economia do País. “O transporte de cargas é um dos termômetros da economia. É por meio deste setor que podemos medir o nível de consumo, o crescimento e aquecimento das demandas. Além disso, o transporte foi um dos destaques do crescimento do PIB no ano de 2013, pois o setor é grande comprador de equipamentos pesados, como os caminhões. Se não fosse a ineficiência do Estado em incentivar o setor, dando boas condições, boas estradas e aumentando a competitividade, as oportunidades não teriam limites para as empresas de transportes”, comentou.

O presidente Manoel Sousa Lima Jr. ressaltou a importância da presença do conferencista e agradeceu o comparecimento dos associados durante a abertura do evento. “Teremos, neste ano, diversos fatores que farão com que 2014 seja um ano atípico, com Copa do Mundo e eleições majoritárias. Isso mexe com a economia e a presença do ministro Delfim Netto nos trará informações importantes sobre a perspectivas da economia. Delfim foi ministro da Economia e da Agricultura, ocupou cargos destaque na Presidência da República e foi embaixador do Brasil na França”, disse Manoel.

Durante o evento do Setcesp, Chico da Boleia também conversou com Manoel Sousa Lima Jr. O Presidente do Sindicato frisou que, ao contrário das expectativas negativas que vinham rondando o setor do transporte, a opinião do ex-ministro mostra que a realidade para o setor continua positiva. “Eu particularmente sai entusiasmado com a palestra dele e com a perspectiva de bons dias para o setor”, frisou.

Articulado, Chico da Boleia ainda conseguiu uma pequena entrevista exclusiva com o ex-ministro Delfim Neto. Na sua fala, Delfim frisou que visualiza um futuro brilhante para o Brasil nos próximos anos, a exemplo do que vem acontecido nos últimos anos. “Para este ano eu espero um crescimento muito parecido com o que tivemos em 2013” enfatizou o ex-ministro referindo ao bom momento do mercado de caminhões e do setor de transporte no ano passado.

No encerramento da palestra, os participantes puderam encaminhar perguntas ao ex-ministro, que comentou as questões. Redação Chico da Boleia.


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CULTURA E EDUCAÇÃO

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Por uma educação feminista e de igualdade entre homens e mulheres característica de um animal impulsivo e incapaz de conter seus desejos, muitas vezes os pais justificam violações, estupros, assédios e violências. Ainda não está convencido de que nós mulheres sofremos com o machismo todos os dias? Então preste atenção na seguinte frase que, corriqueiramente, eu escuto por aí: “as mulheres devem se dar ao respeito”. Quem diz isso não sabe que nós, mulheres, não precisamos nos dar ao respeito, porque ele já é nosso por direito. O que falta é as pessoas entenderem que nós não precisamos provar isso a ninguém. O direito ao respeito é algo inerente a qualquer ser humano em qualquer lugar do mundo. Como é chato ter de explicar essa obviedade!

“O 8 de março me entristece! Entristece-me, sobretudo porque ainda que a luta feminista tenha avançado, os estereótipos sobre as mulheres estão mais vivos do que nunca. "Sexo frágil", "mãe de família", "esposa benemérita", "que se dá ao respeito", "piriguete", são só alguns dos muitos conceitos que, arbitrariamente, são construídos sobre nós. Ao passo que muitas ainda lutam para conquistar direitos iguais, a mídia e grande parte da sociedade parecem não enxergar o machismo atrelado a esses discursos. Ao mesmo tempo em que congratulam as mulheres com flores, bombons e com vale maquiagem, não se dão conta de que reforçam a opressão sobre elas. Opressão que se traduz em estereótipos de beleza, no discurso de uma sociedade patriarcal que vê a mulher como um ser apenas quando ela possui um homem ao seu lado abrindo a porta, puxando a cadeira e servindo o café na cama. Quem nunca escutou a máxima: "Por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher"? Vejam bem: "Por trás". Nunca "à frente" ou "ao lado". Opressão que se evidencia quando seu trabalho não é reconhecido e quando, suas escolhas sexuais são condenadas. Opressão que fere quando somos, todos os dias, alvos de assédio e piadinhas que

O corpo da mulher e tudo que lhe diz respeito é objeto de discussão pública, seja em bares, em ambientes de trabalho, na mídia, nas novelas, e também no âmbito político. Recentemente um grupo de orientação religiosa quis impedir a veiculação da campanha de vacinação de garotas adolescentes de 11 a 13 anos contra o HPV, uma doença sexualmente transmissível e que pode causar câncer de colo de útero. Essas pessoas conseguiram, então, transformar uma questão de saúde pública num debate público sobre a sexualidade de mulheres adolescentes. Um delírio!

O mesmo acontece quando mulheres são recrutadas para trabalharem com aquelas roupas apertadas em eventos nos irritam, nos violam, nos desrespeitam. automobilísticos, exposições ou feiras. Opressão tão forte e tão presente que faz Como se não bastasse a exposição de sua com que as próprias mulheres reproduzam imagem, os contratantes, que não entendem o discurso opressor para outras mulheres, que essas mulheres são profissionais e filhas, amigas.” merecem ser tratadas (e vestidas) como os outros funcionários de sua empresa, "Uma pesquisa recentemente ainda determinam que elas utilizem Esta “autocitação” tem um objetivo roupas que as ridicularizam e as lançada chamada “Chega de Fiu claro: responder as inúmeras transformam em um objeto de mensagens que recebemos no dia Fiu” mostrou que 95% das mulheres exposição, com tantos direitos 8 de março, que parecem não corresponder as nossas verdadeiras entrevistadas já sofreram algum assédio quanto aquela peça de caminhão que está sendo lançada no reivindicações de igualdade, sexual. A pesquisa ainda divulgou que mercado. liberdade e respeito.

"Sou mulher, não mercadoria": manifestante pede maiores liberdades e direitos para as mulheres durante protesto no Rio de Janeiro em 2013. Foto: Larissa J. Riberti

Abro esse texto com um comentário que eu fiz em minha rede social:

Somos ainda objeto de apreciação e de comentários sobre nossos corpos, sobre nossa aparência, sobre a nossa vestimenta como se não detivéssemos nem ao menos

publicitária e de apreciação a partir do nosso exterior. Aos olhos desses veículos de comunicação e dessa cultura da exploração do nosso corpo, somos outdoors e não pessoas.

Ao passo que somos motivo 83% de comemoração nesta data tão pontual, nossos direitos parecem ficar obscurecidos ao longo do resto do ano. E o ciclo se completa até que um novo 8 de março venha e hipócritas rosas e bombons mostrem o que de fato valemos nesta cultura tão machista. Se no dia 8 de março somos celebradas por nossa condição de sermos mulheres, no resto do ano (e de nossas vidas) temos que lidar com diversas situações que, além de constrangedoras, ferem nossos direitos, atacam nossa liberdade. Quantas vezes você mulher ou homem já não ouviu um pai ou mãe dizer: “Segurem as cabras que meu bode está solto?”. Tal frase geralmente é proferida por alguns desavisados que não sabem o real sentido dessa colocação. Ao se referir aos seus filhos enquanto “bodes”, ou seja, animais que agem por um instinto irracional, pais e mães se esquecem de que, do outro lado dessa conversa, estão mulheres que detém, acima de tudo, o direito de serem respeitadas. Ao atribuírem aos seus filhos homens a

das mulheres não acha que “cantada” seja uma coisa legal"

o direito aos nossos próprios gostos e como se eles fossem públicos. A grande mídia brasileira é responsável por transformar nossos corpos em um objeto, em uma mercadoria que possui valor, preço e nível de mercado. Isso acontece quando uma mulher é escolhida para uma campanha de cerveja por seus atributos físicos ou mesmo quando a “Globeleza” aparece na Rede Globo seminua e é alvo de todo tipo de comentário. Isso acontece também quando, dentro dos círculos sociais, mulheres são escolhidas como a musa disso ou daquilo, nos concursos de Rainha da Beleza, de Miss Mirim, Miss Pérola Negra, Miss Brasil, Miss Universo. Dessa forma, somos tratadas apenas como objeto de campanha

E diante disso tudo, ainda é possível ouvir comentários que ridicularizam as mulheres por causa de seus cabelos, por causa da celulite que apareceu, por não estarem totalmente inseridas num determinado padrão de beleza.

Ah, como é difícil ser mulher! Como é difícil ter que conviver com todos esses estereótipos que caem sobre nós. Como é difícil não poder ter uma olheira, não poder comer o que gosta, não poder ter uma celulite, não poder tomar uma cerveja sem ser alvo de comentários do tipo: “depois não reclama da balança”, não poder expressar sua sexualidade, não poder transitar por onde queremos, não poder ser, enfim, livre! Como é difícil assistir as campanhas de “operação biquíni” quando o verão chega e ver todos os aficionados pelo nosso corpo medindo cada centímetro dele quando vamos à praia ou à piscina. Como é difícil ter de conviver com a opressão diária de homens nos assediando por todos os cantos por onde passamos. Mais difícil ainda é ver como alguns deles


PASSATEMPO

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se justificam dizendo que não é assédio e, sim, elogio. Não, não é um elogio e, por favor, nos deixem em paz!

das as informações e o direito (mais do que inerente a todos, homens e mulheres) de fazerem aquilo que querem de seus corpos.

Uma pesquisa recentemente lançada chamada “Chega de Fiu Fiu” mostrou que 95% das mulheres entrevistadas já sofreram algum assédio sexual. A pesquisa ainda divulgou que 83% das mulheres não acha que “cantada” seja uma coisa legal. Das entrevistas, 81% disse já ter deixado de fazer alguma coisa (ir a algum lugar, passar na frente de uma obra, sair a pé) com medo do assédio.

Uma educação feminista pode impedir que sua filha, por exemplo, sofra com a violência de algum namorado, marido ou amigo.

Agora, me diga, meu caro leitor homem, como você reagiria se tivesse medo de sair? Como você reagiria se soubesse que esse tipo de assédio é aplicado às mulheres simplesmente porque elas são mulheres? Como você se sentiria se tivesse que limitar sua liberdade de sair, de usar uma roupa, de fazer o quer, simplesmente porque existem pessoas que não reconhecem o seu direito e que podem lhe assediar? Quisera eu que os homens soubessem, ao menos um dia, o que é ser mulher todos os dias. Para desconstruir essa cultura machista e tão opressora para as mulheres, é preciso que uma educação feminista seja constantemente aplicada nas escolas, nos ambientes privados e que possa alterar a maneira a consciência social. Uma educação feminista poderia criar uma cultura de igualdade entre homens e mulheres, ao contrário da nossa atual cultura que delega as mulheres o dever de serem “reservadas”, reprimirem sua sexualidade e suas preferências, ao passo que dá aos homens livre acesso a todos os espaços, a to-

Como é difícil ser mulher e saber que tantas ainda são responsabilizadas pela violência que sofrem como se fossem as vilãs e não as vítimas. Não acredita que isso seja possível? Vai me dizer que nunca ouviu ninguém culpar a vítima de um estupro utilizando argumentos do tipo: “também, fulana estava usando uma saia dessas e não quer ser estuprada”? Ou uma pérola que constantemente eu ouço: “foi estuprada, mas ninguém mandou andar sozinha nesse horário”. Uma educação feminista pode colaborar para que as pessoas entendam que o único responsável e culpado pelo estupro é o estuprador. Por isso, no contexto do mês de março e desta data tão hipócrita e triste para as mulheres, eu quero que todas as rosas sejam banidas do dia 8 de março. Enquanto presentes são distribuídos, nossos direitos são relativos e a nossa liberdade é cerceada. Dê meia volta e só volte quando as rosas virarem direitos e quando a condição de mulher não seja mais condenada e sim celebrada e respeitada todos os dias. O direito é como a liberdade, ou é pra todos ou não é pra ninguém e quando, nós, mulheres avançamos, ninguém retrocede. Só assim construiremos uma sociedade mais justa, mais igual, mais humana! Larissa Jacheta Riberti

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PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Categoria; classe As de Júlio César foram: “Até tu, Brutus?” (Hist.)

Terra (?): o Brasil (pop.) Afastada; distante A rocha formada pelo resfriamento do magma Ave do cerrado

© Revistas COQUETEL

Mecanismo de relógios de ponteiro

Roberto Thomé, jornalista esportivo Metal da bateria de celulares (símbolo)

Adeptos do ramo minoritário do Islã

(?) de Cambridge, título de Kate Middleton Estatística variável na pesquisa eleitoral

Tipo de decote Mutante de HQs Cada artigo da lista de compra

Letra puxada no sotaque caipira

Continua fazendo aquilo que já fez Tipo de prova de cursos de idiomas

Tecido usado no estofamento de móveis

Chá, em inglês

Fator que desvaloriza o carro Interrupção Parque (?), ponto turístico carioca

Notícia passada pelo fofoqueiro Rua, em francês Prefixo de oposição em "anticristo" (Gram.) Parente do elefante, extinto há 4 mil anos

Mostra o cartão vermelho, no futebol Estudante em treinamento profissional

"Roupa suja se (?) em casa" (dito)

Interjeição de alegria Isaura Garcia, cantora

Único ambiente isento de insetos Letra inicial de produtos da Apple

Humor - Ladrão gente fina?

Já no final da madrugada, chegou o "chefão". José Humberto conta: "Ele se aproximou, tirou o pano que cobria o rosto e perguntou se eu já tinha jantado. Disse que não. Então ele me deu uma marmita e água. Depois

NOVO formato

Solução X D I Q U I M I N Q U A T U R A E R G S I S T E T A M E E M J D R U E A M U T E N M A R T R O R I A R I O

"Entra aí", disse o bandido, apontando para a boleia. José Humberto entrou, teve os olhos vendados e foi jogado na cama da cabine. O assaltante começou a dirigir. Depois de um tempo, que ele nem consegue saber quanto, o caminhão parou. Tiraram a venda do rosto dele e ele saiu do caminhão. Viu que estava no meio de um canavial que, depois saberia, ficava no município

Colocaram José sentado no chão e lhe deram um cobertor. Então, um dos bandidos, olhando para ele, que é do tipo magro e baixo, disse: "Caboclo pequeno é liso" e amarrou os pés dele. José ficou apavorado e pedia "pelo amor de Deus", que o deixassem vivo. Pediram os documentos do caminhão e ele entregou. Dos quatro ladrões que estavam com ele, dois saíram com o pesado e desapareceram na

começou a conversar e Jogos você já falou queque já tinha resolconhece em um vido o problema dele, que era passar para a frente o cavalo".

T E I T U P I N L O N G T R I G N E I N E MA U S O A P R A G A A G E L M O R B I T A G

Estava com a porta e o motor funcionando para bater o pneu com o martelinho, já que na época não usava "rodoar". "De repente senti uma coisa nas costas. Me

mexi e vi que era um cano de Santa Cruz das Palmeide revólver", conta. ras, no interior de São Paulo.

escuridão. Os bandidos que ficaram com ele puxaram conversa. Falaram sobre a vida, as famílias e seus "trabalhos". A noite demorava a passar e José só queria saber se safar logo. Rezava para se salvar, enquanto os bandidos rezavam muito para o plano deles dar certo.

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L A VA R A E S

Na época deste causo, José Humberto dirigia um Scania 113 novo em folha, que ia ainda para a primeira revisão. Ele tinha carregado em Mogi das Cruzes, em São Paulo, e ia para Araxá. Eram mais de 8 da noite e, já na Anhanguera, José Humberto parou no posto Gauchão.

BANCO

3/erg — rue — tea. 4/lage. 5/ígnea. 6/mamute. 7/paragem. 12/margem de erro.

Os assaltantes levaram o seu caminhão, mas depois quiseram ajudar o caminhoneiro

Às 7 e meia da manhã, o chefão anunciou que ia soltar José e avisou: "VocêAcabamento fala para o seu em Espiral patrão que vai ser uma dessa por mês e que ele pode ir se Capa Dura preparando”. Depois, disse: "Você é um cara legal e tem de 75 jogos sorte porque a nossa quadrilha também é legal". E continuou: "Por isso, antes eu vou explicar como você deve fazer o boletim de ocorrência, para você não ter nenhum problema..."

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Fonte: Revista Chapa


27ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia  

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