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Saúde mais próxima N.º 3 * julho/agosto 2013 * Distribuição gratuita

Hospital recebe pela primeira vez estágios profissionais 07 Nove bebés em oito partos num só dia 08 CHCB tem gabinete de consulta por telemedicina 14 Produtos de apoio têm banco de aluguer 16

Centro Hospitalar Cova da Beira conquista estatuto de hospital universitário É o primeiro hospital português acreditado como Centro Médico Académico e um dos poucos em todo o Mundo. Fruto do trabalho e empenhamento coletivo, o processo de acreditaçao foi coordenado pelo presidente do conselho de administração, Miguel Castelo Branco e por Catarina Mateus Mendes, responsável pelo Gabinete de Gestão da Qualidade. O selo de qualidade que reconhece internacionalmente o CHCB como hospital universitário é válido por três anos. 4 a 6


Acreditação revalidada. Centro Hospitalar Cova da Beira acreditado como Centro Médico Académico.

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Hospital recebe pela primeira vez estágios profissionais.

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Nove bebés em oito partos num só dia.

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Hospital convida pais e familiares a retratarem a amamentação

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Peças antigas de aleitamento materno em exposição

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Estudantes de oito países em estágio

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14 CHCB tem gabinete de consulta por telemedicina 15 Melhor acompanhamento para doentes crónicos 16 Produtos de apoio têm banco de aluguer 17 Dois projetos submetidos 18 Cirurgião do CHCB ganha Olimpíadas 19 Workshop junta especialistas em Medicina Reprodutiva 20 Dador pela centésima vez 21 Instituto do Sangue promove campanha para aumentar dádivas 22 Gabinete do Cidadão já está em funcionamento 23 Agenda de Eventos


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Reconhecimento internacional

Nuno Reis Director do Serviço de Comunicação, Marketing e Eventos

O objectivo agora alcançado – acreditação do Centro Hospitalar Cova da Beira como Centro Médico Académico – torna-se sustento na afirmação nacional e internacional da nossa instituição como pioneira em Portugal, com reconhecimento da Joint Commission International (JCI), agência de acreditação em saúde com actuação em mais de 40 países. Este novo desafio permite a manutenção e incremento de políticas e parâmetros de qualidade nas práticas e ensino, reconhecidas internacionalmente e, que se tornam como tal, factores atractivos para a empregabilidade e procura clínica. A acreditação da Joint Commission International (JCI), veio comprovar

que estamos no caminho correcto entre o alinhamento tecnológico, a formação de equipas capacitadas para responder à exigente prática clínica e o reconhecimento da qualidade que a instituição emprega nas suas rotinas. Como primeiro Centro Médico Académico com selo da JCI em Portugal, assumimos ainda responsabilidades acrescidas na formação e ensino dos que nos procuram anualmente pelo ambiente académico, de investigação e inovação que a instituição oferece. Estrategicamente, esta acreditação beneficiará ainda a região e os agentes envolvidos, consolidando o espírito de abertura e de cooperação que o CHCB tem demonstrado para com

os agentes económicos, empresariais, sociais e académicos. Este reconhecimento nacional e internacional é o corolário do trabalho de muitos, é o somatório do esforço acrescido de todos quantos trabalham neste Centro Hospitalar, pelo que é justo reconhecer, que atingir a meta da acreditação foi um trabalho de coordenação e motivação muito bem dirigido, mas também um trabalho de grande empenho de toda a equipa de colaboradores. Mesmo nas diferenças, o CHCB é hoje uma equipa sólida que coopera em torno de objectivos comuns. Parabéns Centro Médico Académico da Cova da Beira!

Este reconhecimento nacional e internacional é o corolário do trabalho de muitos, é o somatório do esforço acrescido de todos quantos trabalham neste Centro Hospitalar (...)

Newsletter do Centro Hospitalar Cova da Beira N.º 3 * julho/agosto 2013 * Distribuição gratuita

Esta Newsletter não adoptou o Novo Acordo Ortográfico.

Design e conteúdos Gabinete de Comunicação e Marketing

Participe e faça chegar novidades e os seus comentários ao Gabinete de Comunicação e Marketing do Centro Hospitalar Cova da Beira através do e-mail newsletter (at) chcbeira. min-saude.pt ou pelo 275 330000 (ext. 11501 e 11502).

Créditos fotográficos António José/LUSA - 15 Edgar Martins/CM - 4 Gabinete de Comunicação e Marketing - capa, 4-6, 9, 11-13, 16-21 Gabinete de Eventos - 16 Pedro Galhano - 3, 6-7


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Acreditação revalidada

O Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) obteve o estatuto de «hospital universitário», atribuído por uma das maiores agências de acreditação hospitalar do mundo. A agência que procedeu à avaliação da qualidade do hospital atribuiu a esta unidade de saúde o certificado de Centro Médico Académico, assumindo que, além da componente assistencial, o CHCB reúne os requisitos necessários nas áreas da investigação e do ensino. Miguel Castelo Branco, presidente do conselho de administração, considera que o novo certificado é «o reconhecimento internacional [deste hospital] como hospital universitário, ou seja, uma unidade de saúde assistencial, de ensino e investigação, que cumpre os mais elevados padrões de qualidade exigidos». O novo estatuto contribuirá para conquistar e fixar mais médicos, nomeadamente para as especialidades onde

a falta de profissionais mais se faz sentir. «As pessoas que procuram a qualidade reconhecem que um hospital acreditado é uma mais-valia para o seu percurso profissional. Por isso, ao considerarem alternativas, a acreditação torna-se, provavelmente, um factor vantajoso e decisivo», refere.

A acreditação foi realizada pela Joint Commission International (JCI), uma comissão que controla a qualidade de hospitais em todo o mundo, exactamente a mesma entidade que em 2010 atribuiu a acreditação assistencial ao CHCB. A acreditação é válida por três anos e foi concedida depois da última visita dos auditores da JCI, realizada no início de Julho. Essa visita teve como objectivo verificar procedimentos identificados como “não conformidades” durante a primeira visita, que tinha sido realizada em Fevereiro deste ano. Agora, “as não conformidades já estão corrigidas”. Esta acreditação será dada a conhecer ao Ministério da Saúde, de modo a reforçar a reinvindicação para que o Governo atribua vagas de internato a consórcios formativos, particularmente ao que foi constituído na Beira Interior e que além do CHCB integra as unidades locais de saúde da Guarda e de Castelo Branco.

Miguel Castelo Branco, Presidente do conselho de administração


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Hospitais acreditados em Portugal Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE – Unidade de Guimarães Hospital de Santo André - Centro Hospitalar de Leiria-Pombal (CHLP), E.P.E.

Centros Médicos Académicos acreditados no Mundo Argentina Hospital Universitario Austral Bélgica UZ Leuven China Huashan Hospital, Fudan University Sir Run Run Shaw Hospital, College of Medicine Zhejiang University Sir Run Run Shaw Hospital, College of Medicine Zhejiang University TEDA International Cardiovascular Hospital, CCPC - Acute Myocardial Infarction (AMI) The First Affiliated Hospital of Zhejiang University, School of Medicine The Second Affiliated Hospital, Zhejiang University School of Medicine Colômbia Hospital Universitário Fundación Santa Fé de Bogotá Coreia do Sul Chonnam National University Hwasun Hospital INHA University Hospital Hospital Severance, Colégio de Medicina da Universidade Yonsei The Catholic University of Korea, Seoul St. Mary’s Hospital

Irlanda Hospital da Universidade de St. Vincent Israel The Chaim SHEBA Medical Center Holanda UMC Utrecht Portugal Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. Singapura Hospital Universitário Nacional Taiwan National Taiwan University Hospital

«Cultura de qualidade e segurança está enraízada» Catarina Maria Mateus, diretora do Gabinete de Gestão da Qualidade considera que «a cultura de qualidade e segurança está enraizada entre os colaboradores do CHCB.»

Que significado atribui à acreditação do CHCB como Centro Médico Académico? Primeiro, é uma mais-valia pertencer a um hospital acreditado tanto mais no campo da investigação clínica e do ensino porque não havia normas orientadoras. Foi preciso cumprir todos os requisitos previstos pela JCI, partindo do que nós já fazíamos. Fomos nós que idealizámos os circuitos e os procedimentos que iríamos ter no centro hospitalar e a acreditação veio confirmar que fizemos um bom trabalho. Acreditou sempre que atingiria a meta com sucesso? No início senti que poderíamos estar a dar um passo maior que a perna porque quando li, pela primeira vez, as normas da JCI achei que estavam lá coisas que seriam inatingíveis para nós, mas o esforço colectivo acabou por contrariar o meu pensamento para regozijo de todos os colaboradores e segurança da população que servimos. No final da primeira auditoria, em Fevereiro deste ano, achei que chegaríamos à meta e fecharíamos o processo com chave de ouro. Internamente foi dificil convencer os colaboradores que era preciso fazer mudanças

acentuadas, particularmente nos procedimentos internos? É óbvio. Foi preciso alterar as mentalidades, as rotinas e as formas de registo. É verdade que senti maior resistência em 2004 quando iniciámos o processo que conduziu à primeira acreditação, em 2010, como hospital assistencial. Este ano partimos convictos das dificuldades mas sabíamos à partida que era possível. E foi possível. A mentalidade das pessoas mudou drasticamente pelo que a cultura de segurança e qualidade do nosso hospital está enraízada. Até à primeira acreditação, em 2010, foi preciso esperar seis anos, agora bastaram seis meses. Porquê? Porque o empenhamento é diferente, sem dúvida. Os nossos colaboradores, este ano, não tinham a mentalidade fechada como tinham em 2004. Hoje, as pessoas têm maior capacidade de articular e mudar porque sabem que a mudança é precisa para melhorar os cuidados de saúde.

Catarina Maria Mateus, Directora do Serviço de Gestão da Qualidade


6 «A acreditação permitiu que a nossa organização, em termos de ensino, fosse mais evidente porque, na realidade, o nosso trabalho já era feito com qualidade. Melhorámos alguns procedimentos internos particularmente no que diz respeito à integração de enfermeiros em fase de estágio.»

Médico Rui Ramos, Gabinete de Ensino

Enfermeira Lidia Videira, Gabinete de Ensino

«A atribuição da acreditação pela JCI é o reconhecimento do nosso trabalho e do tratamento qualificado dos nossos doentes e representa uma motivação acrescida para todos os profissionais. Tal como previmos, quando nos submetemos à avaliação como Centro Médico Académico, o objectivo era perfeitamente atingível, como ficou provado. O nosso próximo desafio é manter a qualidade e procurarmos trazer mais profissionais de saúde para a região.»

»O impacto é enorme na formação quer seja pré-graduada, graduada ou pós-graduada. Foi um trabalho extremamente árduo mas também gratificante. O que esperamos é que a acreditação possa representar a fixação de muitos mais médicos que, como é reconhecido, é uma dificuldade nossa. Para quem procura um hospital com qualidade como é este, certificado internacionalmente, tem de pensar no CHCB como uma referência. Isso vai permitir que muitos dos nossos colegas, sobretudo os mais jovens, coloquem o CHCB como opção para a sua formação e seguramente para continuarem a trabalhar. Já que temos a Faculdade de Ciências da Saúde por detrás a fornecer alunos devemos conseguir garantir continuidade em termos de especialidade e pós-especialidade e, com isso, satisfazer melhor a nossa população.»

Ana Ramalhinho Coordenadora do Gabinete de Ensaios Clinicos

Rosa Ballesteros Diretora da Consulta Externa

«Esta acreditação permite-nos mostrar a nível nacional e internacional que somos um centro de excelência para a investigação clínica. Além disso, permite ainda dar visibilidade aos nossos investigadores e às nossas investigações, além de ser um bom meio para cativar promotores de ensaios clínicos.»


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Hospital recebe pela primeira vez estágios profissionais A formação continua, sobretudo na área clinica, é uma preocupação constante do Serviço de Formação do CHCB, liderado por Orminda Sucena, vogal do conselho de administração com o pelouro dos Recursos Humanos. Nesta entrevista, destaca o facto dos hospitais EPE receberem este ano, pela primeira vez, estágios profissionais e da criação dos gabinetes de apoio ao colaborador na instituição.

Quando recomeçam as acções de formação profissional cofinanciada para colaboradores do CHCB? As acções de formação vão iniciarse em Outubro após aprovação da candidatura ao POPH – eixo 3.6 – Qualificação dos Profissionais da Saúde. Em 2012 e nos primeiros oito meses de 2013 quantas horas de formação (co-financiada) foram realizadas? Foram realizadas 13 acções de carácter transversal na tipologia 3.3, com 165 formandos e perfazendo um volume de 4172 horas de formação. Na tipologia 3.6 realizaram-se 32 acções de formação destinadas a 394 profissionais de saúde, num total de volume de formação de 8044 horas. Em que áreas? Na tipologia 3.3, de âmbito transversal, foram abordadas as seguintes temáticas Gestão, Gestão de Recursos Humanos, Logística

Hospitalar, Marketing Público, Comunicação Institucional, Liderança e desenvolvimento pessoal, Qualidade e ferramentas informáticas. Quais são as áreas prioritárias para o próximo ano e porquê? O Centro Hospitalar Cova da Beira como Hospital acreditado pela Joint Commission International e agora recentemente re-acreditado como Hospital Universitário tem que se preocupar cada vez mais em manter e melhorar o nível de qualidade na prestação de cuidados de saúde, permitindo não só responder às exigências da população cada vez mais informada, como também contribuir para a melhoria dos Serviços, em termos de eficácia, eficiência, desburocratização, redução de custos, redução de desperdícios, satisfação dos profissionais, o que só se alcança através de uma formação exigente que favoreça a solidificação de conhecimentos e aquisição de competências indispensáveis ao melhor exercício das funções.

Este ano houve cursos de formação na área das linguas, porquê? Como Hospital Universitário e como Instituição aberta à comunidade em geral e ao Turismo em particular, o conhecimento de Línguas tais como Inglês, Francês e Espanhol é hoje um factor fundamental para atendermos devidamente estrangeiros. A formação proporcionada aos colaboradores do CHCB pode ser frequentada por colaboradores de outras instituições de saúde? Em que condições? Foi sempre preocupação do Centro Hospitalar Cova da Beira estabelecer parcerias na área de formação com os Hospitais mais próximos e outras Unidades de Saúde (Guarda, Castelo Branco e ACES), embora com pouca adesão até ao momento. Esperamos que num futuro próximo se venha a consolidar o acordo de cooperação entre estes Serviços, em projectos conjuntos na área de Formação ou outros que contribuam para prestar melhores serviços na Beira Interior.


9 Que reforço de formação foi pedido ao CHCB após a acreditação pela JCI? A crescente exigência de qualidade feita pela JCI, na prestação de cuidados de Saúde, leva-nos a que haja uma permanente interacção humana baseada numa postura profissional pró-activa, num contexto de trabalho dinamizador, onde o doente/utente deve ser o centro de todas as actividades e preocupações, o que obriga ao reforço e à frequência de acções de formação diferenciadas e obrigatórias como o Controlo de Infecção, Suporte Básico de Vida (obrigatório pela JCI), Protocolo de albumina, Protocolo de imunoglobolina, Critérios de transferência, Tromboembolismo venoso profundo e Acidentes com corto-perfurantes, entre muitas outras. O pacote formativo para profissionais de saúde vai para além da área clinica? É preocupação do Centro Hospitalar Cova da Beira ter uma política de formação e estratégia de desenvolvimento organizacional, concebida de forma a reestruturar a mudança, melhorando os serviços em termos de eficácia e eficiência. Para que os resultados sejam os desejados, o Centro Hospitalar Cova da Beira quer que todos os profissionais tenham as mesmas possibilidades de frequência de acções de formação que solidifiquem os conhecimentos e aumentem as suas competências independentemente do grupo profissional a que pertencem, portanto transversais. Para isso escolheram-se acções de formação nas áreas de Gestão, Liderança, Comunicação/ Atendimento, entre outras. Além de estágios curriculares haverá este ano, pela primeira vez, estágios profissionais na instituição. O que poderá mudar com esta integração? Os Estágios Profissionais são uma

mais valia para o Centro Hospitalar Cova da Beira porque como já foi dito pretendemos desenvolver uma estratégia orientada para a inovação nos serviços, novas ideias, novas formas de trabalhar e só com pessoas qualificadas se pode concretizar. Os candidatos a estágios profissionais são pessoas licenciadas em diversas áreas tais como : Fisioterapia, Análises Clínicas, Cardiopneumografia, Gestão, Anatomia Patológica, Serviço Social, Farmácia, Áreas Administrativas (Recursos Humanos, Contabilidade) que poderão enriquecer a organização no desenvolvimento de projectos indispensáveis para responder aos desafios do Ministério da Saúde. Uma organização como o Centro Hospitalar Cova da Beira que se preocupa pela eficiência, necessita, para atingir a qualidade e serviços prestados, permanente interacção humana baseada numa postura profissional pró-ativa, respeitadora dos príncipios de igualdade, entreajuda e cooperação, num contexto de trabalho dinamizador onde o doente-utente deve ser o centro de todas as actividades e preocupações.

Os candidatos a estágios profissionais são pessoas licenciadas que poderão enriquecer a organização no desenvolvimento de projectos indispensáveis para responder aos desafios do Ministério da Saúde

Orminda Sucena Vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Cova da Beira

Recentemente, foi criado um Gabinete de Riscos Psicossociais destinado aos colaboradores, integrado no Serviço de Higiene e Segurança no Trabalho. A que se

ficou a dever essa necessidade? A crescente exigência de qualidade de prestação de cuidados de saúde, devido ao nível mais elevado de conhecimentos da população, leva o Conselho de Administração a criar melhores condições de trabalho para os seus colaboradores. Neste sentido, como Vogal do Conselho de Administração com o pelouro dos Recursos Humanos, e para que existisse um elevado grau de satisfação por parte dos profissionais, foi criado o “Gabinete de Riscos Psicossociais” cujo objectivo é promover e incentivar a cultura de saúde e segurança, em todas as actividades com reflexos previsíveis no incremento e manutenção das condições de trabalho que assegurem a saúde e bem-estar dos trabalhadores, bem como a sua integridade física e mental sediado nas Instalações da Medicina do Trabalho. O Serviço existe noutras unidades de saúde? O Serviço vai ser tornado obrigatório em todas as Instituições com mais de 100 trabalhadores, o que abrange a maioria dos Serviços de Saúde. A par deste gabinete, foi também criado o Gabinete de Informação, Acolhimento e Acompanhamento (GIAA). Que apoio dá aos colaboradores? A par do Gabinete de Riscos Psicossociais foi criado o GIAA cujo objectivo é promover o acompanhamento dos colaboradores tentando resolver todas as dúvidas e problemas desde que iniciam funções, durante o seu precurso profissional e até à sua saída da Instituição. Este Gabinete funciona no Serviço de Recursos Humanos, no horário normal de funcionamento do Serviço e encontra-se disponível a todos os trabalhadores que dele necessitam.


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Nove bebés em oito partos num só dia A singularidade do número de nascimentos merece ser assinalada. Foram oito e num deles a mãe, albicastrense, deu à luz gémeos.

Oito mulheres viveram no último dia de Julho a fascinante experiência do parto no Centro Hospitalar Cova da Beira. Deram à luz nove bebés em oito partos, o que corresponde a um acontecimento raro nesta unidade de saúde. Os bebés nasceram saudáveis e as mães saíram bem. Os partos ocorreram na véspera da Semana Internacional do Aleitamento Materno que ocorreu entre 1 e 8 de agosto.

O Hospital agradece a todos os papás e mamãs que autorizaram e colaboraram na realização destas fotografias excepcionais que podem ser vistas na página seguinte. O Centro Hospitalar da Cova da Beira deseja as maiores felicidades aos pais da Benedita, Ariana, Gustavo(s), Mariana, Francisco, Duarte, Elisa e Iara, residentes na Covilhã (3), Tortosendo (1), Fundão (1), Bogas de Cima (1), Silvares (1) e Castelo Branco (2).


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Enfermeiros e pais transportaram os nove recĂŠm-nascidos para uma Ăşnica enfermaria possibilitando este registo fotogrĂĄfico


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Hospital convida pais e familiares a retratarem amamentação O Serviço de Obstetrícia promove um concurso de fotografia sobre amamentação com o objetivo de encorajar o aleitamento materno e fomentar a saúde dos recém-nascidos. O concurso destina-se a pais e familiares de bebés (não-profissionais de fotografia ) que queiram partilhar este momento único da vida do casal. Cada concorrente poderá apresentar até quatro fotografias, entre os dias 15 de Agosto e 1 de Outubro. Os interessados devem manifestar o interesse em participar através do e-mail cme@chcbeira.min-saude.pt.

Aos três melhores trabalhos serão atribuídos prémios.

Mães que Amamentam – Próximo, Contínuo e Oportuno».

O concurso culmina com uma exposição de fotografia com os trabalhos apresentados, entre os dias 7 e 19 de Outubro.

A iniciativa insere-se na Semana Mundial do Aleitamento Materno que será assinalada entre 7 e 13 de Outubro sob o lema «Apoio às

O regulamento do cuncurso de fotografia pode ser consultado no sítio do CHCB em www.chcbeira.pt ou na página oficial do facebook.

Peças antigas de aleitamento materno em exposição A par do concurso de fotografia, o CHCB promove também uma exposição de peças antigas destinadas ao aleitamento materno.

Intitulada «Aleitamento Materno: Peças que Fazem Parte da História», a exposição terá lugar entre 7 e 12 de Outubro. Com o objetivo de reunir o maior número de peças, o Serviço de Obstetrícia solicita a participação da população.

Caso possua fervedores de leite, biberons, soutiens de amamentação, bisnagas de creme ou protetores antigos dos mamilos, enviei um e-mail a cme@chcbeira.min-saude.

pt, indicando o objeto que pretende expor e, se for sua intenção, doá-lo à unidade de saúde.


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Médico Luís Patrão, visualiza procedimentos de estudante em Suporte Básico de Vida

Estudantes de oito países em estágio Quinze estudantes de Medicina de oito países participaram, em Julho, num estágio no Centro Hospitalar Cova da Beira. Na última semana do estágio, os estudantes realizaram cursos de suporte básico e suporte avançado de vida na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (FCS-UBI) com recurso a simuladores. Os cursos fazem parte do SCOPE e do SCORE, dois programas de estágio para estudantes de Medicina que, este ano, trouxeram ao Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) alunos com idades entre os 20 e os 25 anos provenientes da

Estudante testa reacções de simulador

Holanda, Canadá, Finlândia, Malta, Itália, Eslováquia, Lituânia e Rússia. O SCOPE está virado para as áreas clínica e cirúrgica enquanto o SCORE está direcionado para a área de investigação. Os alunos escolheram o CHCB na sequência de um acordo com o MedUBI - Núcleo de Estudantes de Medicina da FCS-UBI. Os médicos Luís Patrão, Ricardo Tjeng e Pedro Lito, membros do Laboratório de Competências (LaC) da FCS-UBI, orientaram os cursos.

Médico Ricardo Tjeng, ao centro, avalia procedimentos de Suporte Básico de Vida


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CHCB tem gabinete de consulta por telemedicina

O CHCB, perante o seu compromisso com a qualidade do atendimento, eficácia do diagnóstico e preocupado com o bem-estar da população que serve criou um gabinete especializado de consultas por Telemedicina, para já, nas áreas da Oncologia, Dermatologia, Neurocirurgia, Pediatria e Obstetrícia e, na observação de exames, nas áreas de Imagiologia e Anatomia Patológica. Nesta entrevista, o presidente do conselho de administração do CHCB, Miguel Castelo Branco, defende o aumento do número de especialidades para colmatar, no imediato, a dificuldade de recrutamento de médicos especialistas.

O que leva à aposta nas soluções de Telemedicina? Foi a disponibilização de serviços aos cidadãos que permitem que eles sejam assistidos sem terem que sair da zona em que vivem garantindo a qualidade de atendimento e o acesso aos especialistas adequados à sua situação clínica. Após a implementação dos serviços deixou de ter que haver incómodas, longas, desagradáveis e mesmo por vezes, perigosas deslocações assegurando a incorporação de informação e opiniões necessárias.

Quais as situações que resolve? Ajuda a resolver a ausência ou insuficiência de especialistas, permitindo o acesso potencial à melhor opinião. Alarga a disponibilidade de acesso a especialistas fazendo uso racional dos recursos existentes e, finalmente, em alguns casos, permite que doentes graves possam ser avaliados por telemedicina sem terem que se deslocar, a não ser em situações seleccionadas. Uma das áreas disponíveis é a teleradiologia que permite a interpretação de exames num curto espaço de tempo, 24 horas por dia e 7 dias por semana, tal como

acontece com a neuroradiologia que nos possibilitou a disponibilização da Via Verde do AVC e da Trombólise. Além da teleradiologia e da neuroradiologia que outras áreas estão disponiveis? As áreas até agora disponibilizadas foram as que foram sendo identificadas como necessárias e, simultaneamente, foi sendo possível a identificação de parceiro. Já este ano instalámos um gabinete para teleconferência clínica e iniciámos as consultas de decisão terapêutica em doentes oncológicos com o IPO


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de Coimbra e de dermatologia, neste caso com o Hospital de Évora. Aumentar a oferta de consultas por telemedicina depende mais da identificação de instituições parceiras ou do uso efetivo dos equipamentos disponiveis por parte dos médicos? O esforço de articulação passa muito pela aceitação do uso do sistema por parte dos médicos, quer internos quer das instituições com quem nos pretendemos ligar. Tem sido difícil encontrar pessoas que se envolvam no sistema e o usem.

Quais as áreas em que há consultas por telemedicina com presença de doentes ou para análise de exames? Neste momento, envolve a Obstetrícia, a Pediatria, Imagiologia, Cardiologia Pediátrica, Neurocirurgia, Oncologia e Anatomia Patológica. Além das consultas e da avaliação de exames, a telemedicina possibilita também o acompanhamento de doentes, particularmente doentes crónicos, à distância onde, de resto, o CHCB já tem alguma experiência...

Nesta fase, estamos a envidar esforços de integração nos planos nacionais e regionais na área da telemedicina procurando alargar os serviços prestados à área da telemonitorização, em que já temos alguma experiência, desde há dois anos, com um projeto de hipertensão arterial e iremos entrar, a curto prazo, na telemonitorização de doentes com doenças respiratórias crónicas. Outra área em que pretendemos começar a atuar é nos rastreios e no alargamento do serviço à Medicina Geral e Familiar.

Melhor acompanhamento para doentes crónicos As Tecnologias de Informação e Comunicação permitiram que a Medicina pudesse ir além da presença física entre médico e doente.

Beneficios da Telemedicina

Chama-se Telemedicina às tecnologias que permitem o contacto, à distância, entre doentes e profissionais de saúde em inúmeras patologias. Por exemplo: uma pessoa que sofra de uma doença crónica pode ter um acompanhamento constante medindo alguns parâmetros do seu organismo como a glicémia, frequência cardíaca e a pressão arterial. Hospitais e centros de saúde podem armazenar todos os dados clínicos de um doente e enviálos a um especialista, para análise, que os recebe noutro local e, se for caso disso, marcar uma consulta através de videoconferência. Médicos especialistas experientes podem aconselhar colegas fazendo o diagnóstico de forma remota.

Entre os benefícios da Telemedicina para os doentes destaca-se a rapidez, quer em situações de urgência quer em consultas programadas. O sistema é ainda vantajoso em termos de custos, nomeadamente no que diz respeito à poupança em transportes.

A telemedicina não substitui a relação presencial entre o médico e o doente mas usada de forma complementar melhora a proximidade, permite obter diagnósticos mais rápidos e o seguimento efetivo dos tratamentos.

Além disso, evita a duplicação de exames, permite melhor articulação entre os cuidados de saúde e garante acesso facilitado aos melhores especialistas, independentemente da sua localização.


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Produtos de Apoio têm banco de aluguer O Centro Hospitalar Cova da Beira tem em funcionamento desde Fevereiro deste ano um Banco de Aluguer de Produtos de Apoio (BAPA) destinado a apoiar utentes em situação de incapacidade temporária, anunciou a directora do Serviço Social. «Entre Fevereiro e Julho, o banco de aluguer beneficiou 159 utentes, tendo sido devolvidos mais de meia centena de equipamentos que podem, assim, ser usados por outros utentes», explicou Paula Torgal. O BAPA destina-se a pessoas que necessitam utilizar temporariamente cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, camas articuladas, entre outros equipamentos, quando recebem alta do internamento ou são

acompanhadas na consulta externa, evitando assim que tenham de adquiri-los. O CHCB pode também atribuir produtos de apoio - ou ajudas técnicas - através do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA), sem custos para o utente, mas que se direcciona sobretudo para cedência de materiais de consumo ou equipamentos de utilização definitiva e apenas a doentes acompanhados em consulta externa. Segundo Paula Torgal, o BAPA «não pretende substituir o SAPA. É, antes de mais, um apoio complementar do Centro Hospitalar Cova da Beira aos seus utentes, em particular quando têm alta do internamento». O BAPA cede equipamentos por um

Assistente Social Paula Torgal, Directora do Serviço Social

período de seis meses mediante o pagamento de um valor que varia entre 3 e 36 euros, dependendo do produto de apoio cedido, o que equivale a mensalidades que oscilam entre 50 cêntimos e um máximo de 6 euros por mês, «com o compromisso de serem devolvidos para posterior utilização por outros cidadãos depois de devidamente higienizados», disse a diretora do Serviço Social. «Se o período de utilização for inferior a seis meses é devolvido ao utente o dinheiro equivalente ao período em que o equipamento não foi utilizado», concluiu Paula Torgal.


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Enf.ª Lurdes Moreira demonstra as etiquetas identificadoras desenvolvidas no projeto

Comissão Científica do prémio «Hospital do Futuro» avaliou os projetos em Julho

Dois projetos submetidos O projeto do Banco de Aluguer de Produtos de Apoio (BAPA) foi um dos dois que o CHCB submeteu, este ano, ao concurso de Boas Práticas promovido pelo fórum «Hospital do Futuro». Além do BAPA foi submetido um projeto de identificação inequívoca de doentes que dão entrada nos dois hospitais desta unidade de saúde. Ambos passaram à segunda fase do concurso «Hospital do Futuro» e já foram avaliados pela Comissão Científica. Os resultados serão conhecidos durante o mês de Setembro.

Boas Práticas no concurso Hospital do Futuro Organizados pelo Fórum Hospital do Futuro e a SINASE, os «Prémios Hospital do Futuro» pretendem destacar e galardoar as pessoas e empresas que mais contribuíram para o desenvolvimento nas organizações da saúde em Portugal.

Particularmente dirigidos a projetos de promoção e dinamização de projetos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença, promoção da saúde, aplicação das novas tecnologias de informação na saúde e responsabilidade social.


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Cirurgião do CHCB ganha olimpíadas O cirurgião do Centro Hospitalar Cova da Beira, Guillermo Pastor, venceu os primeiros Jogos Olímpicos da Cirurgia Laparoscópica que decorreram em Junho na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior. Os jogos foram realizados no âmbito do 6º Congresso da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Minimamente Invasiva que decorreu naquele estabelecimento de ensino entre os dias 13 e 14 de Junho. Aos primeiros Jogos Olímpicos da Cirurgia Laparoscópica concorreram 15 atletas que incluíram um estudante de Medicina, 10 internos da especialidade e 4 assistentes hospitalares. Após dois dias de treino e a realização de provas eliminatórias de selecção

para a final, foram apurados oito atletas que participaram na final realizada no grande auditório da FCS. À final chegaram os médicos Pedro Serralheiro, Guillermo Pastor, Carlos Pereira, Nuno Monteiro, João Eurico Reis, Ana Lontro, Henrique Morais e Isabel Caldas. Em direto e numa competição “manoa-mano” pós-sorteio, competiram os oito resultando de cada prova a eliminação de um concorrente chegando quatro à final. Os 2 melhores tempos (Guillermo Pastor e Henrique Morais) foram à final para atribuição da medalha de ouro e prata e os 2 piores tempos (Ana Lontro e João Eurico Reis) para a medalha de bronze.

Guillermo Pastor venceu a prova com o tempo de 55 segundos

Resultado final: 1º lugar (ouro) – Guillermo Pastor 2º lugar (prata) – Henrique Morais 3º lugar (bronze) – Ana Lontro


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Workshop junta especialistas em Medicina Reprodutiva Decorreu no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã no dia 6 de Julho de 2013 o Workshop em Medicina Reprodutiva da Sociedade Portuguesa de Andrologia. O evento organizado pela Sociedade Portuguesa de Andrologia e pelo Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE e Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE contou com a presença de 54 participantes num dia em que a temperatura máxima local atingiu os 40ºC.

do homem infértil), o Workshop contou com a preciosa colaboração de Ginecologistas e Embriologistas do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE e do Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE que palestraram sobre a abordagem clinico-laboratorial e imagiologia diagnóstica e terapêutica do fator feminino, da recolha de gâmetas à transferência embrionária e tratamentos mediatos.

O Workshop dividiu-se em 3 sessões: Infertilidade Masculina, Infertilidade Feminina e Sessão de Convergência.

Para finalizar, foram discutidos em conjunto a importância da multidisciplinaridade na infertilidade conjugal e os limites no diagnóstico e tratamento da infertilidade num hospital periférico.

Para além dos temas andrológicos versados (o papel dos exames imagiológicos no estudo da infertilidade masculina, as disfunções sexuais e a infertilidade masculina, as novas perspetivas de tratamento

O Workshop contou com as intervenções do Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE, Prof. Doutor Miguel Castelo Branco, com o Presidente da Sociedade Portuguesa

Andrologia é uma subespecialidade da Urologia, que trata fundamentalmente problemas do aparelho reprodutor do homem, nomeadamente a disfunção eréctil.

de Andrologia, Dr. Pepe Cardoso, com o Prof. Doutor La Fuente de Carvalho (Centro Hospitalar do Porto, EPE), Dra. Lilian Campos e Dr. Belmiro Parada (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE), Dr. Luís Ferraz (Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia-Espinho, EPE), Prof. Doutor José Martinez de Oliveira, Dr. Jayson Meyer, Dr. Renato Martins, Dr. João Gonçalves, Dra. Patrícia Gomes, Dr. António Coelho e Dr. Bruno Jorge Pereira (Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE), Dr. António Pipa e Dr. Pedro Eufrásio (Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE).


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Dador pela centésima vez «Fazer bem sem olhar a quem» serviu de lema a Manuel Mendes, 58 anos, que cumpriu no dia 16 de Julho a sua centésima dádiva no Serviço de Imunohemoterapia do Centro Hospitalar Cova da Beira. Dador de sangue desde o início da década de 70, doou Plaquetas por Aférese que são pequenas células sanguíneas que evitam hemorragias e se destinam a doentes com leucemia, linfomas ou cancros.

Cama de doação de hemoderivados

Da esquerda para a direita: Teresa Pereira, técnica; Nieves Coello, enfermeira; Manuela Santos, enfermeira responsável; Magda Neves, assistente técnica; Ana Pereira, enfermeira; Manuel Mendes, dador; Sandra Amaral, enfermeira; Érica Oliveira, enfermeira; Rui Morgado, assistente técnico; Jorge Martinez, médico.

Manuel Mendes, natural do Tortosendo, co-fundador do Grupo Humanitário de Dadores de Sangue da Covilhã, dedicou a centésima dádiva ao Pai com quem doou sangue pela primeira vez e de quem herdou a alcunha de Bem-Haja. A colheita de Plaquetas por Aférese ocorre todas as terças-feiras entre as 9h e as 13 horas no Serviço de Imunohemoterapia do CHCB. Se deseja ser dador deverá manifestar o seu interesse junto do serviço.


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Instituto do Sangue promove campanha para aumentar dádivas O Instituto Português do Sangue e da Transplantação lançou uma campanha para sensibilizar os jovens a doarem sangue e ajudarem a compensar a quebra de 15% no número de dádivas em relação ao ano anterior. Segundo o presidente do IPST, o número de dádivas está abaixo do ano passado, com uma quebra na ordem de 15%, e apontou diversos motivos. Entre os vários motivos, Hélder Trindade aponta a questão da isenção das taxas moderadoras para os dadores de sangue , que tem sido “muito mediatizada” e poderá ter alguma influência, principalmente, em algumas regiões. Há outras situações que também podem contribuir para esta situação, como “alguma dificuldade do dador

F

elicidade se olharmos para a expressão de uma jovem fiel aos princípios em que acredita.

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ida se pensarmos altruisticamente nas vidas que estamos a ajudar a salvar quando damos sangue.

se ausentar do local de trabalho ou deslocar-se por meios próprios”, uma vez que os transportes públicos e a gasolina estão mais caras. Podem também ter influência os fatores relacionados com a situação social: “Provavelmente não será a melhor situação para que um dador se sinta tão solidário como se sentiria noutras situações”, assim como o aumento da idade média da população. “Há muitos fatores, não só em Portugal, mas também na Europa, que estão a condicionar uma diminuição da dádiva de sangue “, frisou. Apesar da quebra do número de dádivas, Hélder Trindade assegurou que não há falta de sangue. “Não temos notícia que haja neste momento adiamento de intervenções ou tratamentos por falta de sangue”.

S

egurança se atentarmos na importância, para todos e em caso de catástrofe, das reservas de sangue num país.

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espeito se falarmos, por exemplo, numa mãe que assim transmite o seu exemplo aos filhos.


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Gabinete do Utente com nova designação O Centro Hospitalar Cova da Beira já alterou a designação do Gabinete do Utente para Gabinete do Cidadão, de acordo com o Despacho n.º 8958/2013, de 9 de julho, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde.

O Despacho terá de ser aplicado em todos os hospitais do SNS a partir de dia 7 de setembro deste ano, passando a tratar as reclamações dos utentes, de acordo com o Regulamento do Sistema SIM-Cidadão publicado no Diário da República.

Os gabinetes do utente que funcionam nos hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde, passam a chamar-se gabinetes do cidadão e ficam responsáveis por recolher, tratar e monitorizar as exposições, reclamações, sugestões e elogios efetuados pelos cidadãos nacionais, europeus e estrangeiros a unidades prestadoras de cuidados de saúde e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Sistema SIM-Cidadão promove o exercício dos direitos e deveres dos cidadãos no âmbito da utilização do SNS, e assegura a mediação padronizada e descentralizada, com os serviços do Ministério da Saúde.

O Gabinete do Cidadão do Centro Hospitalar Cova da Beira funciona no átrio principal do Hospital Pêro da Covilhã e também no Hospital do Fundão. Funciona em dias úteis entre as 8h30m e as 18h.


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Agenda de eventos Com organização do Serviço de Obstetrícia do Centro Hospitalar Cova da Beira, a Semana Mundial do Aleitamento Materno será comemorada entre 7 e 12 de Outubro, com exposição de “Peças que fazem parte da história”, concurso de fotografia, seminário para mães “O aleitamento para além do leite” e sketch teatral sobre a linha de apoio à amamentação Disque Mama. A 12 de Outubro, as mães terão uma sessão colectiva de “Preparação para a Parentalidade: amamentação”. Este evento destina-se a profissionais de saúde, estudantes de medicina e enfermagem, pais e educadores em geral. Saiba mais em www.chcbeira.pt ou através do www.facebook.com/ centrohospitalarcovadabeira.

Entre 14 e 19 de Outubro, o Centro Hospitalar Cova da Beira apresenta a VII Semana do Bebé. Com o tema “Mãos na Massa”, este evento trará aos mais pequenos e seus pais, oficinas de estimulação sensorial, workshops, seminários, rastreios e concertos. Nesta edição, organiza-se o I Encontro de Gémeos da Cova da Beira. Saiba mais em www.chcbeira.pt.

O Centro Hospitalar Cova da Beira estará de parabéns no próximo dia 21 de Outubro. A comemoração do XIII Aniversário do CHCB ocorre com o I Encontro de Gestores da Saúde da Cova da Beira. A Saúde em Portugal será debatida e novas soluções serão apresentadas. Com a presença do Sr. Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, inaugura-se a Unidade de Cuidados Agudos Diferenciados. Saiba mais em www.chcbeira.pt.

Tenha acesso a eventos internos e externos. Um conjunto de formações, congressos e reuniões que levamos até si.

A Covilhã irá receber no próximo mês de Novembro (14 a 16), o 2º Congresso Nacional de Simulação Médica promovido pela Sociedade Portuguesa de Simulação Aplicada às Ciências da Saúde. Cursos pré-congresso, workshops, mesas temáticas, jogos de simulação e treino de competências fazem parte do programa que poderá ser visto em www.spsim2013. ubi.pt.



Saúde Mais Próxima (julho/agosto 2013)