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JORNAL DA ASSOCIAÇÃO PACHAMAMA – ANO VIII – NÚMERO 24 – JAN/FEV/MAR 2015

EDITORIAL A Nação Pachamama serve como ponte de arco-íris. Como antakarana entre os chakras dos seres humanos, a partir do coração; como ponte de luzes coloridas entre o coração de Deus e os corações dos homens; como ponte entre os reinos humanos e os não humanos. Resplandece nossa nação maravilhosa no horizonte como um arco-íris unindo o Pai celestial a la Madre Tierra: um antakarana de luz entre os céus e a Terra. O convite de la Nación Pachamama é para cruzarmos essa ponte do arco-íris e alcançarmos, aqui e agora - saltando, de galho em galho, de estrela em estrela - a dimensão búdica de luz, de beleza e de harmonia. Fazemos isso, sozinhos, quando meditamos, quando lapidamos a intuição, através da educação espiritual. Melhor, muito melhor mesmo, é quando fazemos essa travessia juntos, unidos: nas meditações coletivas, nos rituais, e em nossos encontros... Isso nos permite o ingresso no mundo búdico da beleza e da harmonia: abstrato, sutil e silencioso, onde habitam as musas... o ingresso no mundo das idéias e dos sonhos. Neste ano de 2015, em nosso 4o Encontro Internacional de la Nación Pachamama, caminharemos juntos com os sonhos e com as ideias de todos os povos. Marcharemos juntos livremente, em caravanas que vão de San Marcos Sierra, Argentina, passando pelas cidades do interior do Brasil, até a bela praia de Beberibe, no Ceará, pelas estradas largas do coração, em busca da Terra Sem Males. Nación Pachamama: Terra sem males. Terra de mares, das águas grandes, onde flutuamos leves em ondas de emoções de encontros e de reencontros, em mergulhos profundos no oceano d’alma, em passeios tranquilos sobre os caminhos de albas conchas e de areias coloridas... Terra sem males. Nación Pachamama. Terra de frondosas árvores que dão frutos maduros de esperança e flores perfumadas de amor e de liberdade... Nación Pachamama. Terra sem males. Terra de canto de pássaros em sinfonia com o badalar dos sinos das igrejas e o sussurro dos ventos noturnos anunciando eras de harmonia e de bem aventurança... Terra sem males. Nacion Pachamama. Terra de crianças de todas as idades a brincar de mãos dadas com a inocência divina.

NESTA EDIÇÃO

Se você também quer viver na Terra sem males, venha para o 4o Encontro Internacional de la Nación Pachamama. EM BUSCA DA TERRA SEM MALES. Ocas dos Indios. Beberibe-Ceará. De 19 a 21 de junho de 2015. As caravanas vão largar em maio. As inscrições já estão abertas para as caravanas e para o encontro. Confira a programação do evento acessando www.nacionpachamama.com


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Peregrino – Jornal da Associação Pachamama | jan/fev/mar 2015 3 ISOLDA MOLINA FLORES

EM LUTA POR UM TIBET LIVRE HERMANOS DE LUTA E DESTINO Gente simples, como nós, o encontro ocorreu na fria parte de trás da Torre Eiffel. Chegamos com esse tremor da sensibilidade aberta e serena, daquele que representa os companheiros e hermanos da Latinoamerica. O encontro foi aberto e simples. O Primeiro Ministro, Lobsang Sangay, em exílio, nos recebeu com amor e calidez, e recebeu de nós, o saúdo e a mensagem revolucionária de Nación Pachamama e nós aceitamos fazer parte da luta de Tibet Libre (FreeTibet). É auspicioso este encontro entre os filhos dos Himalayas e os filhos dos Andes, e juntos sonhar e plasmar um universo de encontros e caminhos ao amoroso abraço com todos os filhos de Pachamama.

Os encontros sagrados ocorrem porque não tememos o que virá, porque vemos a Existência Sagrada dançando ao redor de tudo. Nación Pachamama encontrou-se em Paris com o Primeiro Ministro do Tibet para afirmar nosso amor pela liberdade, incluindo o Tibet para os tibetanos, democrático e compassivo.

Vamos percorrer cidades do nosso país, em especial as pequenas e as comunidades indígenas, quilombolas e bairros periféricos de grandes cidades. Tecendo redes invisíveis desta Nación que se forma com essa vontade de mudança, de igualdade, de verdade amorosa. Partimos de San Marcos Sierras - Córdoba na Argentina e seguimos rumo a cidade de Beberibe - Ceará para o 4º Encontro da Nación Pachamama, Em Busca da Terra sem Males.

Conscientes de nossa pequenez, mas de nossa potente Luz, no silêncio de nossa alma grupal, escutamos a silenciosa canção que une os sonhos impossíveis, uma Nación Pachamama para todos e um Tibet Livre das botas imperialistas... Destino de Nación Pachamama, destino de Tibet Livre e independente. I stand with Tibet. PARIS, 14/03/2015 LUCIDOR FLORES

Encontro da Nação Pachamama

ALANA DÉDALOS

LANÇANDO FLORES PELO CAMINHO

Havia feito a escolha. Seria mais de um mês assim, caminhando em silencio entre paisagens e seres desconhecidos, buscando ser mais um dos personagens dessa epopeia gigante que começava a ocorrer por todo Brasil, Argentina, Colômbia, Índia, África, Europa, Estados Unidos… e agora também Austrália e sudeste da Ásia!

Uma viagem para encontrar o Brasil profundo e percorrer o caminho sagrado que nos leva direto a maior riqueza que temos: os corações ardentes de inúmeros sonhadores. Um ato que envolverá a todos, para dar voz a Pachamama, onde a água é reconhecida como um ser vivo. Mudando da visão de um simples recurso à parte fundamental da vida que nos integra, envolve e une. Revelando um sonho que já se apresenta a cada olhar amoroso e sensível, que bebe da inspiração que se mostra nos instantes de alegria e liberdade. Um movimento vivo que desenvolverá de forma coletiva um entendimento sobre o desafio real da água, empoderando as pessoas com clareza, informação; unidos se pode muito mais.

Sim! Meados de janeiro e começávamos uma ousadíssima semeadura, por todo o mundo! Resolvi sair de Sydney, intentar arriscar um pouquinho mais. Na mochilinha, umas poucas mudas de roupa, o computador, instrumento precioso para seguir alimentando pelo caminho essa revolução silenciosa, dois livros companheiros e todas as bandeiras de Nación Pachamama que

trouxe comigo, junto a centenas de cartazes com dizeres de Lucidor. Ah, semear… ainda me arrepio em recordar os olhares que se enchiam de lágrimas junto aos meus, enquanto naquele coraçãozinho renascia uma esperança esquecida. E nesse coraçãozinho de cá se alimentava a vontade de semear mais e mais. E permitir-se ser instrumento. A que chegue uma boa-nova que possa trazer ao menos uma indagação ao que escuta…. “será que estou direcionando minha vida ao essencial?”. Quando se carrega um jarro de água pura, fresca, cristalina no meio do deserto, aprende-se a ter a consciência de que carrega um tesouro. Muito mais valioso que a maioria das coisas brilhosas que se encontra pelo caminho. Um tesouro de valor real, imensurável. E o compartilhar dessa preciosa água com os corações se torna ainda mais apaixonado. O sentimento de que estás portando algo que pode resgatar algum hermano da secura de viver sem amor. E te umideceres junto.

Ah, o coração acelera de lembrar, os pequenos “sim” pelo caminho. O assombro dos que descobriam que por todo o mundo estavam espalhados uns loucos, latino-americanos, que não têm nem dúvida de que caminham para Mudar Tudo. - Posso conhecer uma de suas comunidades quando for para América? - perguntavam alguns alemães e franceses entusiasmados. Ah, a devoção por essa semente, essa aguita sagrada que umedece corações, é a verdadeira chave de acesso. Numa semeadura não importa quantas ferramentas tens, nem que língua terás que falar para conseguir comunicar melhor, nem quanto tempo tens para falar com aquela pessoa. Descobri que olhos enamorados tocam mais que cartazes coloridos. Que acreditar e ainda se assombrar com o esplendoroso valor dessas sementes cada que vez falas sobre elas, influi muito mais que uma música bonita e incensos. Descobri que ao semear, me semeio. E que isso me mantém viva!

Em 2012 ocorreu o primeiro encontro de La Nación Pachamama como uma oportunidade de convergir culturas e tradições para refletir estratégias conducentes ao bem viver para todos. Nossos trabalhos se focam na importância da sustentabilidade dos sistemas ecológicos, sociais e de autoconhecimento – aspectos vitais para o atual momento da humanidade. Vamos juntos nessa aventura sagrada? Para mais informações, saber o roteiro das cidades por onde a Caravana estará, acesse o site www.nacionpachamama.com ou escreva para caravanasnacionpachamama@gmail.com O que é a Caravana em Busca da Terra Sem Males? A Caravana Em Busca da Terra Sem Males é formada por um grupo de pessoas que percorrerá o Brasil rumo ao IV Encontro da Nação Pachamama, em Beberibe, Ceará, desde San Marcos Sierras, Argentina. Esta Caravana tem como tema o direito fundamental à água, considerando-a como um sujeito de direitos e não mais um objeto de consumo da sociedade capitalista. Este projeto promove uma nova perspectiva do manejo da água, uma nova consciência de atribuição de subjetividade à natureza – Pachamama. Ao recorrer diversos pequenos municípios e periferias dos centros urbanos do território brasileiro visará a divulgação e

O MITO DA TERRA SEM MALES ASTREIA MENDIZABAL Soa contraditório trabalharmos por um mundo igualitário, se vemos as ruas do país sendo preenchidas por setores, onde cada qual caminha para lados opostos. Soa-nos também contraditório acreditarmos em um mundo sem fronteiras, quando vemos Tibet e Palestina sendo espremidos, ano após ano. Falamos que todos somos índios e, ao mesmo tempo, uma imensa nuvem do agronegócio parece engolir, sem dó nem piedade, um povo inteiro, um povo todo Guarani. E se somos contraditórios, o que nos mexe, indistintamente a levar a frente uma semente que chamamos Nación Pachamama?

As caravanas iniciarão as viagens em maio e levarão a cada parte que passarem assembleias onde se manifestarão a compreensão e o intento das pessoas, cursos que ajudarão a esclarecer e encontrar formas alternativas de solucionar os desafios da água, intervenções artísticas coletivas marcando a sua passagem.

Um encontro que nos faz seguir sonhando e sendo modestos instrumentos do coração de Pachamama. Tibet Libre e Pachamama sagrada e unida em todo o planeta.

ALANA DÉDALOS

CARAVANAS RUMO À NAÇÃO PACHAMAMA

É exatamente isso! Existem contradições nos espreitando e nos abastecendo em pequenas vitórias, pequenitos momentos de amor que regam um imaginário inteiro, pois é nesse imaginário onde caminhamos, olhando sempre o sol nascente, e nos fazendo encontrar numa Terra Sem Males.

discussão de uma nova visão da relação do ser humano com o ambiente que o circunda, seja na cidade ou no campo. Parte, desta forma, de uma nova lógica de que a água é um ser de direitos como os homens e mulheres, outros animais, plantas, vento, etc. Em cada pequena cidade pela qual a Caravana da Nación Pachamama estiver promoverá assembleias populares em espaços públicos, preferencialmente praças. Estas assembleias ocorrerão a fim de proporcionar a discussão do tema da água, a partir da perspectiva de cada comunidade. Sabemos que em cada espaço há especificidades que merecem e necessitam ser debatidas pelas pessoas. Haverá a sistematização das questões apresentadas e seu devido registro em ata e lista de presença, que irá gerar um documento final com a soma de todas as manifestações. Ao longo do seu caminho promoverá atividades lúdicas e intervenções artísticas como: cinema na praça, exposições fotográficas, assembleias populares, oficinas, intervenções artísticas e toda atividade que proporcione a troca e intercâmbio entre o público envolvido. Essas discussões durante o percurso culminam em uma sistematização das mais distintas realidades e soluções encontradas ao lidar com a água, a ser trazido e trabalhado no IV Encontro da Nación Pachamama. Roteiro da Caravana Em Busca da Terra Sem Males 1. San Marcos Sierras/Córdoba/Argentina; Pago e as bençãos da Água. Dia 29 de abril (quarta) 2. Laranjal/Rio Grande do Sul : 12 de maio (terça) 3. Lomba Grande/Rio Grande do Sul/Brasil: 16 de Maio (sábado) 4. Urubici/Santa Catarina/Brasil: 23 de maio (sábado) 5. Piraquara/Paraná/Brasil: 26 de maio (terça) 6. Botucatu/São Paulo/Brasil: 31 de maio (domingo) 7. Brasília/Distrito Federal/Brasil: 6 de junho (sábado) 8. Fortaleza/Ceará/Brasil: 14 de junho (domingo)

Há um mito que banha os espaços que foram abençoados por Nhanderu’ete (o Deus Verdadeiro para os guaranis), que não conhece fronteiras e viaja a terras muito profundas. Encontramo-lo naqueles espaços que conhecemos quando fechamos os olhos e, somente assim, passamos a enxergar, como um coração de menino, a esperança de um Sonho. Numa Terra Sem Males, reina o tempo do não tempo, reinam canções mescladas a violões, batidas de pés maduros sob a terra vermelha e agudas vozes que se esticam para tocar o coração dos que nada veem. Nessa Busca, vamos desvendando o imaginário íntimo de uma cosmovisão vinda desses pagos, sem males. Ali se encontra o Brasil profundo e repousa a esperança índia de uma terra para todos. Nesse espaço acompanhamos o caminhar lento e constante de nossos abuelos, escutamos os jogos das crianças que ajudamos a cuidar, educar e, para acima de tudo, ali comungamos uma fé comunal, íntima e enlouquecidamente alegre que se desenha nas tekohás, dentro das casas de rezas. Sentir amor a vida em comunidade ensina valores sobre um jeito revolucionário de sairmos da complexidade e escutarmos a simples sabedoria dos que ainda conversam com Nhanderu. A vida em comunidade nos faz ser íntimos de Deus. A Terra Sem Males está presente na Nación Pachamama, nela se cria e recria, como Nhanderu’ete e Pachamama, regando o despertar de uma nação sem fronteiras que chega com uma fresca canção de um novo dia.


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COMUNIDADE CASAMAMA ARCO-ÍRIS

SOBRE VERDADE RECÉM-NASCIDAS Jóvenes del deleite, disponeos a ver la mañana que despunta, imagen de la verdad recién nacida...  

William Blake

Falamos de um estado de coisas na sociedade, que esgota por sua medíocre infantilidade, por sua elefantiásica inutilidade para resolver problemas estruturais. Esta crítica, é por certo, aguda e baseada em fatos. Porém, somos jovens de espírito, ou carregamos uma memória velha sobre nosso espírito? É importante ver este ponto... porque ainda se tenha razão, não se chega nem sequer perto da Verdade.

E o que é esta influência total? É parte de nossa realidade. A realidade é prolixa demais (a notaram?), tem uma elegante forma de dizer-te não, e uma elegante forma de levar-te ao sim. Porém, há um estágio diferente do não e do sim... me refiro a um ponto de síntese superadora... me refiro a uma visão holística e total do problema de viver, transformando este desafio e tensão em uma arte inspirada de viver. Esta arte inspirada e inspiradora de viver, a chamamos Nación Pachamama, inclusiva e não separatista.

ESCUTANDO O MURMÚRIO DE PACHAMAMA LUCIDOR FLORES Os amautas dos Andes sabiam-no, a Terra está viva. Permanece sólida e fértil, sustentando nosso caminhar até os desejos, as utopias, ou os anelos individuais ou grupais. Mas, ao mesmo tempo, a Alma de Pachamama flui através de todos os seres vivos, animando com Vida a toda a Existência. Pachamama tem Voz, que é como um sussurro contínuo, como um rio de sons sagrados que animam com vida e harmonia as plantas, os mamíferos, os humanos, as pedras, todos os que compõem seu Corpo Existencial. A Alma de Pachamama é nossa Alma e a de todos os seres vivos. Dela viemos e a Ela voltaremos. E o que sussurra Pachamama em nossa Alma? “Cada ato, cada decisão, cada palavra, cada beijo negado ou aceito, cada pensamento que sai de ti, cada movimento emocional, conta. Cada pequeníssima vida nossa influi na Totalidade”.

Brasil anda julgando as suas lideranças como se fossem juízes, e isto é excessivamente rígido e sério, o que sim há que manter é o espírito de ver o que está ruim, como ruim e o que está bem feito como bom. Vivemos um universo de desafios, porém no meio deste mundo de stress e tensão, brilha belo e simples o fluxo supremo, a influência suprema de Nación Pachamama...

COMUNIDADE CASAMAMA ARCO-ÍRIS

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Em realidade, tudo o que vivemos é a herança de ações, pensamentos, decisões, desejos e medos dos que nos precederam. Saber ouvir o murmúrio de Pachamama é talvez a missão mais importante de um homem ou mulher sensível e consciente.

Em um momento em que vejo no Brasil, suásticas, chamados grupais à ditadura, me assombro porque esses jovens que clamam por esse sistema totalitário nem sabem o que estão evocando. Vivi a pior das ditaduras. A ditadura de Videla e companhia que desapareceu com 30.000 jovens, mulheres, crianças, anciãos. Foi algo que marcou e marcará para sempre o modelo inconsciente argentino. Nunca mais!

exaltando erros sobre fatos bem feitos, para esquentar o «eu superficial» e assim, levar água para seu próprio moinho...

A democracia não é a melhor solução, porém é o melhor por agora. Se um governo ganhou legitimamente, temos que respeitá-lo e não criar jogos que utilizam grandes corporações,

É este modelo uma ruptura total do anterior? Não, conserva o melhor do anterior, mas tem, sim, estruturas flexíveis em tudo, para ir como um rio adaptando-se aos ciclos da vida...

Sinto que é o tempo de refletir, sobre outro modelo possível. Nación Pachamama. Um modelo participativo, comunitário, relacionado com valores que surgem da terra, e suas leis inalteráveis, e não de modelos da revolução francesa, ou da pax romana.

Aqui não é possível desenvolver toda a teoria estrutural de Nación Pachamama, mas me proponho a ir descrevendo as linhas gerais, porém o verdadeiramente interessante, é viajar até Fortaleza em junho e ver, sentir na pele, debater, e incluir pautas no debate... para que todos os seres que não estão plenamente satisfeitos possam sair da crítica destrutiva e manipulada, em direção a uma proposta construtiva e inclusiva... Com amor desde esta janela plena de sol, LUCIDOR FLORES

EXPEDIENTE O PEREGRINO é um informativo da Associação Pachamama, expressão do Movimento Mística Andina e da Nación Pachamama. Circula em mais de 20 cidades brasileiras, sem constituir sociedade, seita, nem instituição. É organizado por voluntários. Os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. CONSELHO EDITORIAL: Lucidor Flores (Gerardo Bastos), Isolda Molina (Marissol Iglesias Bastos), Melusina Iriarte (Rosângela Maria da Silva), Radha Dédalos (Maria Cristina Marques), Susana Renée Sandoval (Sonia Motoyama), Violeta Molina (Germana de Oliveira Moraes) e Esmeralda Molina (Mariana Stoelzle Franco). EDITORA-CHEFE: Melusina Iriarte JORNALISTA RESPONSÁVEL: Zulema Mendizabal (Marília Rabelo de Castro) - DRT/CE :259 EDITORAÇÃO: Celina Iriarte (Anelise De Carli) FOTOLITOS E IMPRESSÃO: Grupo Sinos CONTATO: iriartemelusina@gmail.com TIRAGEM: 3.000 exemplares

Trazemos em nosso corpo átomos de dinossauros, dos homens das cavernas, dos rios nos quais beberam, das paisagens que cruzaram, temos árvores, pedras, noites de amor e de guerra, trazemos neste pequeno corpo a História da Vida. Observa este corpo, esta mente, este cérebro, somos a amálgama de todos os seres que nos precederam e das estrelas que certa vez, na noite do tempo, já fomos. E voltaremos a ser outros homens, animais, pedras, espaços e estrelas. Somos terra que canta, que sonha, que sofre, que ri e se angustia, que ainda não se decide a escutar o murmúrio de Pachamama que anda neste tempo pedindo ajuda à espécie dominante de seu corpo físico, para curar-se das loucuras da espécie dominante. A lição de integratividade, de inclusão que Pachamama coloca em nós, raramente é escutada pela espécie humana, que adora a individualidade possessiva. O imediatismo e as metas egoístas nos tomam, enchendo-nos da energia do ego, dando uma falsa satisfação e controle do destino. A racionalidade egoísta de metas, o gosto por controlar o destino e manter nossa vida dentro dos trilhos profissionais do êxito transformaram nossa sensibilidade em um propósito de ganância e de poder que embota a sensibilidade do coração.

E, assim, perdemos a santa escuta da Voz, do Sussurro de Pachamama. Pachamama atua seguindo a Harmonia Cósmica, influenciada pelos planetas, suas órbitas e a atração∕repulsão Solar, ou seja, integrada a sua vida grupal. Neste fluxo atua sobre toda sua Existência, sem importar-se muito pelo que pense, ou sinta tal indivíduo ou tal bandeira ou poder político. Se nós perdemos a sensação integrativa com o espaço, com o grupo ou manada, nos perdemos do sentido integrativo e coletivo do fluxo de Abundância Espiritual de Pachamama. A nova percepção grupal de comunidades de intenção fraternal, socialistas, com liderança grupal são a opção que o Sussurro de Pachamama sugere para passar pela ruptura que nos toca viver como geração. É este viver em famílias ampliadas, de apoio mútuo, igualdade de direitos, respeito pelas vulnerabilidades e disciplina grupal o que nos assegurará passar pelo difícil momento planetário em que vivemos. Somente unindo nossos dons poderemos superar as frustrações e medos que nos agoniam e os perigos ecológicos que nos espreitam por nossa ânsia depredadora. A via do SER integrado é o caminho da nova humanidade. Esta via inclui um aspecto paradoxal. A Pachamama física está sofrendo, e seu Sussurro já é um grito angustiado pelo egoísmo humano.

NAÇÃO PACHAMAMA PROMOVE LANÇAMENTO DE LIVRO A Nação Pachamama em Fortaleza/CE, promoveu no dia 10 de abril último, na Livraria Lua Nova, o livro “O menosprezo Ocidental, Lágrimas de Sangue - Contos e contas da Escravidão”, de autoria do Sheik Dadiarra Modibo e Cheikh Moustafa B. Ndiaye.

A tradução da fala do sheiki e a apresentação do autor foram feitas pelo professor africano Bas´llele Malomalo.

A produção do lançamento, incluindo momento musical, contou com a participação do grupo dos Bailarinos da Luz, sob a coordenação da aspirante da Mística Andina O lançamento contou com a presença Beth Moura, e significou, na prática, mais do sheik Modibo, que falou sobre o um passo no fortalecimento da parceria livro e do seu carinho e admiração pelo entre a Nação Pachamama e Mama África, movimento Nação Pachamama: “Je suis por meio da Comunidade Madinatu ManaNação Pachamama”. wara, no Senegal.

Pachamama também, igual a nós, está sujeita ao movimento de fugacidade, de impermanência da Vida. Mas, dentro desta situação a humanidade, nossa espécie tem sido a causadora da maioria dos desequilíbrios que hoje sofremos e do que se aproxima. Afirmamos com o coração alinhado ao Coração Azul de Pachamama que, como humanidade, podemos curar a Terra: transformando nossos hábitos, curando nossas feridas, para não fugir comprando e gastando as energias vitais. Para curar Pachamama devemos curar-nos do desejo∕medo individualista egoísta. O dano que fazemos à Pachamama é, em realidade, a projeção exterior do dano que fazemos a nós mesmos. Para curarmo-nos devemos “re-aprender” a escutar nossas vozes, e este exercício de atenção consciente íntima nos educa a escutar o Murmúrio de Pachamama, que é apenas uma das vozes do Coro Cósmico que nos chega em cada instante, dando-nos guia e essência criativa. E jamais desistir do Caminho, porque é este o que nos permite curar a ferida de Amor que portamos e, assim transformarmo-nos em curandeiros planetários. Por meio da meditação silenciosa e receptiva, por meio da umectação de ternura de nosso ser, por meio da criatividade e do bom humor nos integramos às comunidades humanas que estão aprendendo a VER e atuar desde a música de Pachamama e não desde seus interesses.


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TORRES GARCIA / DIVULGAÇÃO

1. N1. Nación Pachamama inspira a recuperar el sentimiento de

unidad y conexión profunda con la Madre Tierra, sus ciclos y saberes.

2. Nación Pachamama es un campo abierto para la creatividad, la

innovación y la renovación de ideas y conceptos, recuperando sueños de pionerismo heróico casi desaparecido en la actual sociedad de confort y conformismo.

3. Nación Pachamama abre espacio para declarar la resistencia a la

afronta globalizadora del consumismo y el despilfarro, la indiferencia y la insensibilidad.

medicina natural, junto con los últimos avances tecnológicos: poner sentido común a la salud humana es entender a las personas como personas y no como objetos.

y naturales, sin agrotóxicos y de manera cariñosa con la tierra que los produce, de forma local y con especial atención en las condiciones laborales de quienes trabajan en el campo.

los ancianos como fuente de sabiduría. Rescatamos las experiencias de vida de los mayores como piedras preciosas que nos ayudan a afrontar los desafios actuales y futuros.

8. Nación Pachamama actualiza el concepto de la manera que

pensamos las casas en que vivimos. Recuperamos los conocimientos ancestrales de construcción con materiales naturales como piedra, madera y barro, e incluímos los úlitmos conceptos sobre bioclimática y arquitectura natural.

9. Nación Pachamama incentiva el uso de energía de manera

racional, y desarrolla maneras de producción de energía alternativa al petroleo y nuclear. Para eso, estamos experimentando el uso de energía solar, hídrica, biomasa y otras.

10. Nación Pachamama se apoya en los pilares de la comunicación

16. Nación Pachamama tiene como misión escencial proteger la vida

salvaje y natural, la biodiversidad, y recuperar los espacios degradados por al acción destructiva de los humanos.

17. Nación Pachamama incentiva la manera integral de hacer negocios,

integrando el cuidado del medio ambiente y las personas que participan de la producción de bienes y servicios.

18. Nación Pachamama tiene un especial cuidado por el agua como bien

común y escencial, y alienta el uso conciente y el cuidado de las nacientes, ríos y mares como elementos vivos.

19. Nación Pachamama desarrolla economías locales solidarias que

cuidan de sus productores y productos, y monedas locales alternativas.

cariñosa y no violenta, y está creando puentes de diálogo entre pueblos para poder diluir la ilusión de la separatividad superficial.

20. Nación Pachamama venera los seres intangibles de la naturaleza, que

11. Nación Pachamama es incluyente como el abrazo de una madre,

21. Nación Pachamama ayuda a tener una vida saludable a través de

12. Nación Pachamama pone especial énfasis en la resolución

22. Nación Pachamama ayuda a las personas a sumergirse en la búsqueda

13. Nación Pachamama reivindica los preceptos andinos del Buen

23. Nación Pachamama se expresa en el arte como medio sutil de afirmar

y celebra la diversidad de opiniones, razas, credos, orientaciones sexuales, y valora la diversidad como riqueza y fuente de saber.

armónica de conflictos y en los procesos horizontales de toma de desiciones.

Vivir como manera de relacionarse con uno mismo y con su entorno.

14. Nación Pachamama explora maneras nuevas de educar a

nuestros hijos, recuperando el sentir a la Madre Tierra como propia, y a partir de esto, desarrollar dones y habilidades particulares de cada niño como tesoro personal y único.

15. Nación Pachamama utiliza los conceptos de permacultura como medio técnico para generar armonía en las necesidades de vivienda, comida y trabajo.

Piedra, luz, aromas, hojas devotas, y una persistente flor de jarilla que por designios inadvertidos osa a brillar en la mañana.

Brisa de niño, una hormiga y su tesón, y todo lo veo crecer y crecer, hacia arriba, de lado y adentro abriéndose paso, el tiempo dibujando sus momentos.

6. Nación Pachamama alienta el cuidado y reconocimiento atento de

de toxinas provenientes de comidas industrializadas y aditivos comerciales. Respetamos la vida, y las maneras de mantener la vida de manera natural.

Me esperaste paciente corazón de plata, libre seductora de gitanos, sagrada concubina de los mares Por siglos te olvidé y de repente con los hilos de mi sangre te presentaste entera, me mostraste tu misterio me devolviste la desnudes dorada, te hiciste mi espejo inundaste de leche plateada mis pechos y pariste niños en mi vientre. Te amo luna Te celebro mi habitación se ilumina con tu sombra centellante el latido de tu boca frondosa devolvió a mis hermanas muertas haciendo fecundos sus úteros secos... Me dibujaste al rededor de una hoguera de cantos antiguos me recordaste la insistencia de mi sexo sagradamente sediento del fuego masculino. Luna. En tu plenitud soy el fuego que danza, derramando agua de mi pubis y fertilizando la tierra. En tu viaje conocí los dientes de la muerte suave y en ella vivo complacida y en cada final te canto de nuevo, abuela cristal, pájaro plateado, comadre mía, luna mía.

Casi lo siento cuando río, a veces, lo tanteo por acaso con mis manos embarradas, desparramando alegría elemental.

5. Nación Pachamama reivindica la producción de alimentos sanos

7. Nación Pachamama promueve la alimentación saludable, libre

El canto de un pájaro ocasional penetra, se hace eco en mi y mi propia voz calla...

Hay algo casi imperceptible que nace instante a instante, que une, que toca, que es y lo llena todo, dejando un vacío infinito.

4. Nación Pachamama incluye a los saberes ancestrales de cura y

los pueblos antiguos reconocían, como los Apus, Devas y Ángeles.

la salud preventina, practicando yoga, artes marciales y ejercicios que equilibran el cuerpo físico y energético.

de su propia realización interna, y para eso incentiva la práctica de meditación conciente.

su propia existencia, impulsa proyectos artísticos como forma de hacer salir la propia vida de dentro para fuera.

24. Nación Pachamama alienta el desarrollo literario, leyendo y

escribiendo mejor ayuda a comunicar con claridad la escencia de la vida.

25. Nación Pachamama es un sueño soñado por los abuelos de los

abuelos, que necesita de nuestra reivindicación para que los nietos de nuestros nietos puedan seguir soñando un mundo armónico, libre de fronteras fisicas y mentales, lleno de colores, sabores y vida.

POESIA DEL CAMPO

Luna Trinidad Aguilar

Así pregunto desprevenido Cómo domar este canto en mi? Y levantarlo como bandera de lucha en las mesas fecundas de domingo, en las calles perdidas de mi latinoamérica, en la constante ausencia de sonrisas, en el temeroso corazón de las madres olvidadas, como un látigo de flores, como un río de colores, un don inesperado, un milagro! Y mi suspiro se alarga, hay esperanza todavía...

SAMAI, poética das curandeiras Trinidad Aguilar Para os índios sábios das montanhas andinas da Colômbia, samai é uma palavra em língua quichua que significa alento, o impulso vital que tem todas as coisas, a alma de todo quanto existe. Para as curandeiras solares, mulheres que cantam no seu corpo a alegria das flores, e plantam folhas aromáticas com cada uma de suas pegadas na terra, estar samai significa estar no alento do coração do outro, latir no seu coração, respirar no seu existir. Compartilhamos dois poemas que vem dos momentos de ESTAR SAMAI, um estar bonito, um estar despacito, um estar-sentir, pensando em circulo de mulheres o saber das avós e a alma prata da lua e sua pele de mulher. COMUNIDADE CASAMAMA ARCO-ÍRIS

25 RAZONES PARA VIVER EN LA NACION PACHAMAMA

Alas de barro Rama Flores


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A MISSÃO SAGRADA NO SENEGAL: REUNINDO A PANGEIA COM O AMOR

MEDITE COM A GENTE

MEDITAÇÃO EM GRUPO: UMA BOA IDEIA, UMA PRÁTICA POSSÍVEL E COM ENDEREÇO CERTO! MELUSINA IRIARTE

VIOLETA MOLINA Já ouviram falar de Pangéia? América Latina e África unidas? Com o pulsar do coração de seus uaikis, la Nación Pachamama intenta re-unir de novo a nós com nossos irmãos africanos... Pode não ser mais pela Terra, pode ser pelas águas oceânicas, como pode ser também pela via mais atraente e segura da senda amorosa do coração. É essa senda que de 7 a 17 de maio os hermanos Munay Flores e Zulema Mendizabal vão trilhar. Atravessando as águas do Atlântico, superando as mágoas recíprocas cravadas na memória pela História, respeitando as diferenças naturais e culturais, confiantes na linguagem universal do amor na Nación Pachamama, a comunidade do coração! Seguem para a Comunidade Madinatu Manawara, aldeia próxima de Dakar, no Senegal, onde no ano passado Artemisa Aguilar e Violeta Molina, ousaram iniciar esse intento de chegar mais pertinho do coração dos irmãos africanos. Nesta missão, levam em suas mochilas, além de sementes de esperanças de famílias planetárias, o afeto de cada um de nós que vivemos na Nación Pachamama e a nossa mais profunda gratidão aos nossos ancestrais da África, onde floresceu a vida humana. Afinal, foram eles os guerreiros sensíveis, queridos e queridas da Mama África, que souberam bravamente garantir a sobrevivência da humanidade em Pachamama. Para honrar o acordo celebrado no III Encontro de la Nación Pachamama em 2014, a missão levará uma contribuição em dinheiro para ajudar na construção de uma escolinha abrigo para 36 crianças, a maior parte delas menininhas, que quase sempre ficam à margem da educação oficial e, de vez em quando, podem ficar sujeitas a situações de desrespeito, como aquelas denunciadas por Malala,

que sonha que todas as MENINAS no mundo possam ter acesso à escola. Felizmente, encontramos em Senegal, na Comunidade Madinatu Munawara parceiros alinhados com nosso propósito maior de amor, de fraternidade e de respeito à vida e dispostos a escutar e a acolher la Nación Pachamama. Reunir corações, curar feridas atávicas, abraçar crianças, escutar estórias de vida, levar a consciência Pachamama... essa é o tom da Missão África. Sugiro indagar ao seu coração como você pode colaborar e quanto a doação poderia contentar sua alma... Nossos guerreiraços Munay e Zulema partem em missão sagrada e levam consigo o SER mais profundo de la Nación Pachamama... Levam amor, gratidão, irmandade, humildade, pedidos de perdão, uma espiritualidade única unida por Pachamama, pela Pangeia, pelo contiente único, e, por todos nós, estendem a Mama África, as mãos de la Nación Pachamama, todas las manos todas, ressuscitando no plano invisível do amor, PANGEIA, o continente único. Você anela participar dessa missão sagrada? Quer despertar o sorriso de uma criança, a esperança de uma mulher de viver em condições mais igualitárias, a confiança de um jovem na vida e no amor? Lançamos uma campanha - uma vaquinha para Senegal, de acesso livre, assim divulgamos mais e mais nosso sonho luminoso. Por favor, contribua, ainda é tempo! Doação por boleto ou cartão de crédito. Acesse o link para a Vakinha da Missão África: Projeto Pachamamáfrica: novo.vakinha.com.br/vaquinha/ projeto-pachamamafrica

Desde 2003 fomentamos a criação de grupos de meditação pelas cidades do Brasil como uma forma de congregar as pessoas e, sobretudo, contribuir para que cada um possa experienciar a meditação como uma prática salutar em seu cotidiano. As meditações são semanais e se dão em grupos pequenos proporcionando um ambiente saudável e harmônico para aprofundar na essência do ser! Confira a lista de locais semanais de encontro: BRASIL Fortaleza (CE) > Quintas, 19:30, na Casa da Luz, Av. Santos Dumont, 1343, esquina com Barão de Aracati. (85) 8824.7472 (Kristiano) > Domingos, 11:00, na Trilha das Azeitonas, do Parque do Cocó. (85) 9628.0463 (Zulema) Distrito Federal > Quartas, 20:30, no Instituto Shambala, CLN 214, Bloco C, lj. 48/52, subsolo. (61) 9644.3011 (Kalypso) São Paulo (SP) > Quartas, 17:30, na: USP - Praça do Relógio, próximo às pedras. > Sábados, 10:30, no Parque da Aclimação, Rua Muniz de Souza, 1.119  (11) 953507408 (Lakshmi) Curitiba (PR) > Segundas, 20:00, na casa João de Barro - Rua Teffé, 805 - Bom Retiro (41) 9564.4504 (Soraya) / (41) 9992.5023 (Astréia) / (41)8862.0199 (Lorena)   Piraquara (PR) > Quartas, 20:00, para local, entrar em contato. (41) 95644504 (Soraya), 98935.155 (Rosário) ou 8862.0199 (Lorena) Arroio Grande (RS) Para horário, entrar em contato. Rua Joaquim Manoel Soares, 480. (53) 8438.2449 (Luz Clarita)   Caxias do Sul (RS) > Quintas, 19:45, no Surya Núcleo de Yoga - Rua Irma Valiera, 324 - B. São Pelegrino. (54) 9973.6037 (Esther)

Montenegro (RS) > Segundas, 20:00. Para endereço, entrar em contato pelo (51) 9127.9283 (Aurora Obelar) Porto Alegre (RS) > Segundas, 20:00, no Alquimia Espaço Terapêutico, Rua Felipe Camarão, 55, Bom Fim. (51) 8231.6975 (Amankay) Pelotas (RS) > Segundas, 21:00, e Quartas, 20:15, no Centro Cultural Pachamama, Rua Quinze de Novembro, 1026. (53) 9981.5940 (Artemisa); 99823011 (Susi) e 9981.6529 (Caridad) > Domingos, 16:00, na Comunidade Campesina Vale Sagrado do Arco-Íris - Alto da Cruz,5. Distrito. (53) 8103.2874 (Nuit) Rio Grande (RS) > Terças, 19:30. Rua João Salomão, 3, Bl. A/101. (53) 91786141 (Amanda) Santa Cruz do Sul (RS) > Terças, 20:00, na Rua dos Gerânios, 175. (51) 9122.3196 (Márcia) ou 9322.8420 (Fionna) Santa Maria (RS) > Segundas, 20:00, na Rua Mariazinha Domingues, 125 ap. 06. (55) 3223.2939 ou 9949.4656 (Pillar)   São Lourenço do Sul (RS) > Terças, 20:00, na Rua Borges de Medeiros, 2223 – Barrinha - Praia. (53) 9104.6553 (Ametista) Florianópolis (SC) > Segundas, 20:00, Casa Flor da Vida, Rua Elpídio Pereira, 217, Rio Tavares. > Quartas, 20:00, no Espaço Integração, Rua Angelo la Porta, 130 - Centro. (48) 9909.8707 (Ifigênia) ou 9904.1754 (Esperanza)

Gramado (RS) > Quintas, 20:00, Espaço Pacha Mama, R. Carlos Barbosa, 275, B. ARGENTINA Carniel. (54) 9930.6827 ou 3286.4719 San Marcos Sierras (Córdoba) (Lucina/Angela) > Sábados, 17:00, no Rio San Marcos. 03549 15520840 Jaguarão (RS) > Aos sábados, 15:00. Com sol emAUSTRÁLIA baixo da Figueira do Mercado, com Sydney chuva Rua Joaquim Caetano,173. (53) > Para local, dia e horário, contactar 8133.0261 (Valentim) ou 8110.9310 +61 451 780 934 (Alana) ou alana_de(Radha) dalos@yahoo.com.br

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