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Com os leigos: Alargar o espaço da tenda

Conscientes de que o convite a “alargar a tenda” é dirigido, sobretudo aos irmãos, nossa impressão é de que, em geral, foram feitos notáveis progressos no Instituto, na abertura aos leigos; na corresponsabilidade em nossas obras educativas e numa maior tomada de consciência da vocação laical marista.

10

Ir. Seán Sammon, Circular “Tornar Jesus Cristo conhecido e amado”, pág. 5. 11

Entretanto, “há alguns irmãos que aceitam o movimento do laicato marista com reticências. Veem-no como sinal de enfraquecimento interno e apenas o consideram necessário devido à redução do número de irmãos”.10 Essa posição gera neles uma atitude de desconfiança e, em alguns casos, manifesta-se também em opções tomadas por alguns Superiores de Unidades administrativas e seu Conselhos, especialmente quando na tomada de decisões ou em sua aplicação se contradizem, de fato, os grandes princípios aos quais dizemos aderir.

b) Clarificando nossa identidade marista

Ir. Seán Sammon, Circular de Convocação para o XXI Capítulo geral, pág. 35 12

Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica: ‘Partir de Cristo’, 31.

No fim de nosso mandato, cremos que o convite a “explicitar a identidade marista” continua sendo um desafio para o Instituto: “A vocação de um irmão e a de uma leiga ou leigo marista são chamados distintos, mas necessários, para a plenitude da vida da Igreja. Precisamos esclarecer certa confusão a respeito da identidade de cada uma, descrevendo os elementos que as vocações dos irmãos e dos leigos e leigas maristas apresentam em comum, bem como aquelas características que tornam cada uma singular.” 11 Neste esforço de definição e de esclarecimento teremos que aprofundar nossa própria experiência em diálogo com os progressos da teologia do laicato e da vida religiosa. Será igualmente útil o diálogo franco e fraterno com as experiências de outras instituições. Outro aspecto que será preciso aprofundar é o das relações mútuas dessas identidades e de que maneira nos ajudamos e necessitamos, posto que “a comunhão e a reciprocidade na Igreja não são nunca de sentido único. Neste novo clima de comunhão eclesial, os sacerdotes, os religiosos e os leigos, longe e de se ignorarem mutuamente ou de se organizarem apenas em vista de atividades comuns, podem encontrar a justa relação de comunhão e uma nova experiência de fraternidade evangélica e de mútua emulação carismática, em complementaridade sempre respeitosa da diversidade.” 12 Esperamos que uma boa contribuição, nesta linha, seja a próxima publicação do documento “A vocação do leigo marista”, depois de um longo processo de estudos e consultas. O documento, confiado a uma Comissão internacional de leigos e irmãos que iniciou seu trabalho em 2006, não preten-

Janeiro de 2009

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Informe do Conselho Geral ao 21 Capítulo Geral  

Superior geral e seu conselho ao 21 Capítulo dos Irmãos Maristas

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