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Editorial 42 semanas! Nove meses – o mesmo tempo de uma gestação – e mais uma edição da Revista Chá de Bebê sai da maternidade! Continuamos trabalhando e pensando tudo com muito amor e carinho. As colunas, as matérias, a diagramação sempre pensadas em você, nossa leitora. Nesta 3ª edição falamos sobre a vontade de ser mãe e a possibilidade da reprodução assistida. Mostramos os tratamentos que podem ser feitos para aumentar as chances da sonhada gravidez. Em outra reportagem, a importância da amamentação para o bebê e para a mãe. Os cuidados necessários para que essa hora seja tranquila. E pensando em como aproveitar ainda mais as férias e o verão, uma reportagem especial sobre os cuidados necessários com o seu bebê nessa temporada de sol, praia, piscina e dias de folga. Na coluna “Eu que fiz”, a artesã Ana Tuyama ensina a fazer um lindo porta-retrato de quadro-scrapbook – uma bela opção para presentear as pessoas especiais. Toda a equipe “Chá de Bebê” deseja a você e à sua família um Feliz Natal e próspero Ano novo! Aproveite as festas de fim de ano com a Revista Chá de Bebê e não esqueça do nosso próximo encontro, em março! Boa leitura!

Juliana Carpeggiani Foto: Graciela Lindner www.gracielalindner.com

equipe Chá

de Bebê

EXPEDIENTE DIRETORA EXECUTIVA E COMERCIAL Thaís Almeida EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL Alissa Azambuja (SC 02572 – JP) PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Thaís Almeida REVISÃO Jerônimo Rubim INTERNET/MÍDIAS SOCIAIS Trizco Comunicação Integrada IMPRESSÃO Gráfica Coan

Conselho Editorial BIANCA VELLOSO Pedagoga, poeta e blogueira EUNICE QUIUMENTO VELLOSO Médica Ginecologista e Obstetra JULIANA SELL Psicóloga e Coordenadora de Grupo de Gestantes e Mães de Bebês

Dúvidas? Sugestões?

fale@revistachadebebe.com.br

Quer anunciar?

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A Revista Chá de Bebê é uma publicação trimestral da Editora Santa Ltda. | Todos os direitos são reservados | Fica expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo editorial | O conteúdo dos anúncios é de inteira responsabilidade dos anunciantes

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Consultório

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Dra. Eunice, porque sinto azia e enjoo durante a minha gestação?

Eles ocorrem pelos hormônios da própria da gravidez, que provocam alterações no aparelho digestivo. A digestão fica mais lenta durante toda a gestação e, no final, o útero aumentado pressiona o estômago, diminuindo a sua capacidade. Por esta razão, a gestante deve alimentar-se em intervalos menores e com pequenas porções. Cabe lembrar que os sintomas variam de uma mulher para outra.

Eu posso continuar fazendo escova progressiva e pintando o cabelo durante a gestação?

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A tintura só deve ser usada a partir do quarto mês de gestação, mesmo se tratando de mechas ou luzes. Já a escova progressiva, o alisamento e permanentes estão contraindicados durante toda a gravidez.

Eunice Velloso é ginecologista e obstetra.

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Participe você também! Envie sua dúvida para o e-mail dreunice@revistachadebebe.com.br Ou através das nossas redes sociais: @revistachadebb facebook.com/revistachadebb


Coisas que amamos Soutien Amamentação e Calcinha Modeladora Feminize, à venda na Cia Ínti ma. FACEBOOK.COM/CIAINTIMA

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Como Nascem os Pais - Crônicas de Um Pai Despreparado,, de Renato Kaufmann, Ed. Mescla Editorial. GRUPOSUMMUS.COM.BR/MESCLA

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Tiaras e Headbands da Ana Tuyama Craft s.

Fotos: Divulgação

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Reprodução

Reprodução

Entenda os tratamentos que aumentam as chances da sonhada gravidez

Fertilização in vitro, inseminação artificial, indução da ovulação com coito programado. Estas são algumas das técnicas de reprodução assistida que podem ser realizadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 15 a 20% dos casais que querem engravidar enfrentam algum tipo de dificuldade. De acordo com o médico ginecologista Marcelo Costa Ferreira, estes fatores podem ser simples ou mais complexos, ou seja, que necessitem de tratamentos de reprodução assistida. Estes são divididos em tratamentos de baixa e alta complexidade. “Para saber qual será o tratamento indicado, é necessário fazer uma investigação minuciosa do casal através de uma bateria de exames, para assim definir a técnica que melhor possa ajudar o casal ou paciente”, explica Ferreira. O sonho de a infância de ser mãe e quatro anos de tentativas da forma tradicional fizeram Odiane Schuch Silva 10 

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Fotos e Ilustrações: Shutterstock

Assistida

tentar a tabelinha, anotar o período fértil e procurar por diversos médicos. “Todos os meses era aquela expectativa, e quando a menstruação vinha a frustração era enorme. Engravidar já estava virando um obsessão”, confessa Odiane. A psicóloga Carolina Ghizoni explica que essa pressão social sofrida - da família, amigos, de si mesma - não pode se tornar um peso pro casal. Assim como a culpa, que também é um sentimento muito comum. A psicóloga alerta que o primeiro passo é parar de se culpar: é preciso se permitir ficar triste e encarar de frente tudo o que acontecer. “A culpa gera pensamentos ruins, que liberam toxinas em nosso corpo e isso pode atrapalhar o tratamento. É preciso se concentrar no momento com pensamentos positivos”. Odiane o esposo Luis Augusto Meinchein Silva passaram por diversos exames e especialistas até decidirem pela fertilização in vitro. “O médico analisou todos os nossos


exames - que a essa altura já parecia um dossiê - e foi diagnosticada a infertilidade sem causa aparente. O nosso caso foi indicado para a fertilização”, conta. Foram três tentativas com o método ICSI, com intervalos de um ciclo cada. “Eram 14 longos dias de espera e tivemos duas infelicidades. Sofremos, choramos e a nossa vontade era de começar a nova fertilização no dia seguinte, porém tinhamos que esperar”, relembra Odiane. Partiram para a terceira tentativa e, depois dos dias de espera, a resposta positiva. “Quanta felicidade! Foi impossível segurar as lágrimas, mas essas eram de alegria! Estava grávida e possívelmente seriam dois bebês!”, compartilha a mamãe. Já no primeiro ultrassom foi possível detectar dois sacos gestacionais. “Ainda não dava pra escutar o coração deles, mas já dava pra ver pulsando. Eram as duas manchinhas mais lindas do mundo”. Guilherme e Gustavo nasceram na 34ª semana e por precaução ficaram sete dias na UTI neonatal. “Foi o momento mais especial de nossas vidas! No instante que nasciam me faziam duvidar se aquilo que eu estava passando era real, pois era tudo muito mágico, nossos sonhos enfim estavam se tornando realidade”, relembra. “Nos tornamos duplamente mais alegres, felizes, completos. Com a vinda deles achamos que tínhamos muito a ensinar, mas hoje percebemos que aprendemos a cada dia com o Guilherme e o Gustavo”.

A fertilização in vitro A fertilização in vitro é utilizada principalmente em mulheres que têm alterações parciais ou totais nas tubas uterinas, como obstruções ou aderências. Também é indicada para endometriose, infertilidade sem causa esclarecida, número reduzido de espermatozóides, mulheres com laqueadura tubária e homens vasectomizados. O tratamento pode ser com a técnica convencional - colocação dos gametas em meio de cutura - ou com a técnica denominada de ICSI (sigla em inglês para Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides) - ou seja, são colocados dentro do óvulo com micro agulha.

Criopreservação de Óvulos e Embriões É o procedimento de congelamento de óvulos e embriões. Indicado nos casos em que a mulher deseja preservar a fertilidade como, por exemplo, antes de tratamentos quimioterápicos. Hoje em dia mulheres saudáveis procuram esta técnica com o objetivo de preservar a fertilidade.

Principais causas de infertilidade Na mulher: • idade - após os 35 anos há uma redução, acentuada dos óvulos; • problemas hormonais e de ovulação; • lesões nas tubas uterinas; • fatores imunológicos; • endometriose – responsável por aproximadamente 30% dos casos, é uma doença no tecido que reveste o útero; • menopausa precoce, anterior aos 40 anos – “Até 3% das mulheres podem apresentar este problema”, afirma o ginecologista Marcelo Ferreira.

No homem: • • • • •

infecções; varicocele – varizes na bolsa escrotal; disfunções hormonais; testículo retrátil; problemas imunológicos e genéticos.

Indução da Ovulação com coito programado Esta técnica é utilizada nos casos em que a infertilidade é causada pela ausência da ovulação regular. Usam-se drogas para a indução da ovulação e o controle de ultrassom. O casal concentra a atividade sexual nos dias férteis. Indicado frequentemente para mulheres com ovário policísticos.

Quais os custos? De acordo com o ginecologista Marcelo Costa Ferreira, os custos são variáveis. Dependem dos fatores causais como a idade feminina, pois isso vai ter uma relação direta com as medicações a serem utilizadas.” Existem tratamentos que custam o valor de uma consulta a procedimentos complexos que podem ultrapassar 10 mil reais”. revistachadebebe.com.br  

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Férias

Férias! Para aproveitar os dias de folga é preciso tomar alguns cuidados com o sol, a água, a alimentação

Fotos: Shutterstock 12 

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Os dias já estão mais longos, a temperatura elevada, as festas de fim de ano estão chegando e os dias de folga também! Hora de aproveitar para descansar com a família em passeios, praias, lagoas, piscinas, cachoeiras, piqueniques - e é nessa época de férias que os cuidados com as crianças devem ser redobrados. As alergias aparecem com maior facilidade, e as queimaduras do sol, a má alimentação e os cuidados com a água são alguns dos principais pontos que os papais devem prestar muita atenção. A pele do bebê é muito sensível até os seis meses, e o ideal é que até essa idade ele não frequente piscinas ou praias. As crianças adoram as brincadeiras dentro d’água, porém o Ministério da Saúde alerta que afogamentos respondem pela segunda maior causa de mortes entre crianças de uma a 14 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Os riscos não são apenas para quem tem piscina em casa ou está passando férias na praia. As crianças, principalmente menores de dois anos, também podem se afogar na banheira, no vaso sanitário ou mesmo em um balde cheio de água. O cuidado total é a melhor forma de prevenir acidentes. Os adultos devem supervisionar de forma ativa as crianças. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático aconselha o uso de boias do tipo colete para os pequenos - aquelas de braço devem ser evitadas. O sol faz bem para o desenvolvimento e crescimento do bebê, porém nos horários apropriados. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os horários para tomar sol são: pela manhã até às 10h; e na parte da tarde, depois das 16h. Importante lembrar que estamos no horário de verão, 16h da tarde na verdade são 15h, então melhor esperar uma hora a mais para poder ir para o sol.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é para usar filtro solar somente nas crianças maiores de seis meses. A indicação deve-se ao fato de que a pele do bebê é fina, sensível, permeável e está sujeita à intoxicação pelas substâncias químicas dos fotoprotetores. Depois dos seis meses, deve-se usar os produtos indicados prescritos pelo pediatra. Antes dessa idade a proteção deve ser feita com chapéus e roupas apropriadas, como as de algodão. O guarda-sol não pode ser considerado como alternativa, porque não oferece proteção adequada - o reflexo do sol na areia, piso, água atingem a pele. Os mosquitos não são convidados para as férias, mas quase sempre estão presentes. A maioria dos pediatras prefere que os repelentes - mesmo os específicos para bebês - só sejam usados após os seis meses, e somente os indicados para crianças. Enquanto isso, para afastar os insetos do quarto, usa-se os métodos tradicionais e mais inofensivos à saúde: telas e mosquiteiros. Aparelhos de tomada que liberam inseticida não são indicados e podem ser prejudiciais nessa idade. Se não houver outra saída a sugestão é ligar o aparelho quando a criança não estiver no quarto, e depois desligá-lo. Importante também sempre consultar o pediatra.

Hidratação

A criança precisa permanecer hidratada. o bebê troca mais calor com o ambiente do que um adulto, o que favorece o risco de desidratação. As crianças podem ter diferentes reações ao problema, como vômitos, diarreia, ausência de lágrimas durante o choro, afundamento da ausência de lágrimas durante o choro, afundamento moleira, da moleira, palidez, palidez, resfriamento resfriamento dos pés dosepés das emãos, das mãos, ressecamento dos lábios e escurecimento da urina. Mudanças ressecamento dos lábios e escurecimento da urina. Mucomportamentais, danças comportamentais, como irritabilidade como irritabilidade e apati a, e podem apati a, ser sinais de desidratação. os pais devem monitorar a podem ser sinais de desidratação. os pais devem monicriança torar a criança e, se detectados e, se detectados estes sintomas, estes sintomas, procurar procurar ajuda profi ssional imediatamente. ajuda profi ssional imediatamente. revistachadebebe.com.br

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Viajando de...

Avião, ônibus ou carro: sempre levar a certidão de nascimento do bebê, brinquedos para distraí-lo, além de uma mala de fácil acesso com fraldas, roupinhas, lenços umedecidos, lanche (frutas em recipientes térmicos), água, manta, saco plástico, remédios para emergência previamente receitados pelo pediatra.

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Avião Dependendo da companhia aérea, criança de até 2 anos não paga. Em alguns casos, paga somente as taxas de embarque ou 10% do valor da passagem, mas isso não garante assento reservado e por isso precisa ir no colo. Para distâncias maiores, a sugestão é optar por um voo noturno. Nos voos internacionais, bebês até seis meses têm direito a um berço portátil, que deve ser solicitado no momento do check in. Não esqueça o passaporte do bebê! A criança também tem direito a um cinto que é acoplado no de quem o leva, peça no check in. Nos momentos da decolagem e aterrissagem é importante fazer as crianças deglutirem, dando o peito, tomando água, mamadeira ou qualquer coisa que as ajudem a engolir - evitando assim o desconforto da dor de ouvido. No momento da reserva, é importante avisar a companhia aérea que o embarque será feito com criança. Algumas empresas oferecem um cardápio especial para criança, kits com lápis para desenhar ou algo para distraí-los.

Carro Nas viagens de carro, o item principal é a cadeirinha. Vale lembrar de cuidar de que lado o sol está batendo e, se possível, trocar o bebê de lugar. Outra dica é programar a viagem com paradas para trocar as fraldas, dar de mamar, deitar ou esticar as pernas. Se o trecho for de 4 horas, programe-se para gastar pelo menos 2 horas a mais. As crianças podem não gostar de ficar muito tempo dentro do carro. Músicas, desenhos preferidos no DVD, um livro para contar historinhas e as conversas incluindo o bebê são algumas opções para distraí-lo.

Ônibus

O percurso de ônibus é parecido com o de carro, porém mais limitado no espaço. Leve na bagagem de mão tudo o que a criança pode precisar durante o trajeto. Aproveite as paradas para preparar mamadeiras, trocar fraldas e alimentar o bebê com mais tranquilidade. As viagens durante a noite tendem a ser mais sossegadas para as crianças. Por isso, não deixe o pequeno dormir durante o dia para que faça isso à noite. revistachadebebe.com.br

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verão

Moda

Chegou

Proteja-se e aproveite a estação mais quente do ano

Fotos Graciela Lindner / Beleza Leticia Hair Studio /Styling Daniele Carmignan 16 

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JOÃO PEDRO veste Tyrol e sandália Tip Toey Joey, à venda na Shanon Enxovais JULIANA veste Megadose, à venda na Mammy Fashion

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Calor e suor! Na estação mais quente do ano, é melhor usar tecidos como o algodão, que deixa a pele respirar, ou as malhas frias, que são macias e leves. A mamãe pode aproveitar as roupas sem mangas, regatas, vestidos soltos. A garotada, sandálias, bermudas e camisetas.

JOÃO PEDRO veste camiseta e bermuda Tyrol e sandália Tip Toey Joey, à venda na Shanon Enxovais JULIANA veste Due Vita, à venda na Cia Íntima

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JOÃO PEDRO veste sunga Joy e roupão Zig Mundi, à venda na Capim Limão JULIANA veste short jeans Megadose, à venda na Mammy Fashion

Usar protetor solar é essencial mesmo em dias nublados. As grávidas precisam cuidar para previnir os melasmas ou cloasmas – machas escuras na pele. Nos bebês até seis meses não é indicado o uso de protetor, para as crianças acima dessa idade o fator de proteção mínimo deve ser o 30. Siga sempre a orientação do pediatra. revistachadebebe.com.br

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JOÃO PEDRO veste Joy, à venda na Capim Limão JULIANA veste Emma Fiorezi, à venda na Cia Íntima

As mamães devem ficar atentas ao horário de exposição ao sol. Pela manhã até às 10 horas e na parte da tarde depois das 16h. Importante lembrar que estamos no horário de verão, 16h são, na verdade, 15h. Melhor esperar uma hora a mais para poder ir ao sol. 20

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A Chá de Bebê agradece a Juliana Carpeggiani e à sua linda família, e dá as boas–vindas à princesinha Rafaela, que veio ao mundo no mesmo dia em que foram feitas essas fotos!

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Amamentação

Aleitamento

materno O processo natural de dar de mamar fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê. Mas nem sempre é uma tarefa fácil

A Organização Mundial de Saúde recomenda: até os 6 meses o bebê dever ser alimentado exclusivamente pelo leite materno, e até os

Fotos: Shutterstock

dois anos ou mais como complemento alimentar. Além de favorecer o contato mais íntimo entre a mãe e o bebê, diversos estudos comprovam os benefícios da amamentação na prevenção de alergias, obesidade, diabetes e problemas respiratórios. O leite materno desenvolve o sistema imunológico e protege a criança. Além disso, é limpo, está sempre pronto e na temperatura exata.

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Ao contrário do que muitas vezes se pensa dar de mamar nem sempre acontece de forma natural. Aquele sonho ideal de dar o leite de três em três horas e desrevistachadebebe.com.br


Benefí cios do leite materno para o bebê: • Desenvolve o sistema imunológico • Ajuda a desenvolver a fala • Diminui os riscos de alergia • Alimento mais completo para o bebê • Evita cólicas

Benefí cios da amamentação para a mamãe • Reduz o peso mais rapidamente após o parto • Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto • Reduz o risco de diabetes • Reduz o risco de câncer de mama e de ovário • Fortalece o vínculo mãe e bebê

cansar nos intervalos pode acabar não acontecendo logo no início. Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem hora certa para mamar, afinal dentro da barriga tinha alimento na quantidade e na hora que queria e, agora, precisa aprender a fazer o horário das mamadas. Com o tempo isso vai acontecer. “Nos primeiros dias ficava muito preocupada e cansada. Minha filha não tinha uma rotina de mamadas, mas logo todo o ritual foi ficando familiar”, relembra Juliana Guimarães, mãe de Alice, 5 meses. O cansaço não foi sentido somente pela mãe e empresária Juliana. Dar de mamar pode ser muito cansativo, principalmente nas primeiras semanas. Para que revistachadebebe.com.br

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isso não aconteça é importante a mamãe descansar o máximo possível, manter uma boa alimentação e beber muita água. Algumas mulheres também são surpreendidas com lesões nas mamas. Rachaduras no bico do seio aparecem, por exemplo, quando a criança não está pegando bem o peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, a mãe deve procurar corrigi-la.

Como tornar a amamentação mais tranquila

?

Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos e procure um lugar calmo, tranquilo. Se precisar retire o telefone do gancho ou coloque um aviso na porta. Deixe algo para beber à mão, para continuar com a hidratação. Os seios não precisam ser limpos após cada mamada. O leite possui poder esterilizante e cicatrizante, o que ajuda na recuperação de rachaduras. fome do bebê e faz com que ele • a melhor posição para amamenganhe mais peso; tar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe • na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com o bebê sentir o prazer e o conmais fome, o que esvazia melhor forto do contato com seu corpo; essa mama. Por isso, sempre • cada bebê tem seu próprio ritcomece com aquela que termimo de mamar, o que deve ser nou a última mamada, para que respeitado. Deixe-o mamar até o bebê tenha a oportunidade que fique satisfeito. Espere que de esvaziar bem as duas maele esvazie bem a mama e então mas, importante para a mãe ofereça a outra, se ele quiser. ter bastante leite. • o leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a 24

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*fonte Biblioteca Virtual Saúde/ Ministério da Saúde

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Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem hora certa para mamar. Afinal dentro da barriga tinha alimento na quantidade e na hora que queria e, agora, precisa aprender a fazer o horário das mamadas Os seios também podem ficar inchados - pode-se retirar um pouco do leite com a mão. O desconforto também pode ser minimizado com compressas frias. Para proteger os seios de outros traumas a mamãe deve usar soutien de boa qualidade, que vai dar sustentação e deixar a pele respirar. As melhores opções são os feitos com fibras naturais como algodão, sem costuras, enchimentos ou aros. O ideal é que possua abertura frontal, permitido o fácil manuseio, sem precisar retirá-lo na hora da amamentação. “Dar de mamar é um momento de intenso amor e carinho entre eu e minha filha”, confessa Juliana.


Mito ou

verdade?

Leite fraco

Não existe leite fraco. Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco.

Chorou é fome? Nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconchego, quando têm cólicas ou sente algum desconforto

Pouco leite Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com frequência, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada para depois oferecer o outro. Geralmente o bebê mama de sete a oito vezes por dia. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Seios empedrados Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com frequência, sem horários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito.

Colostro Produzido no final da gestação, é o primeiro alimento que o bebê recebe. Embora a quantidade seja pequena é um alimento rico e valioso porque contém uma quantidade maior de proteínas, minerais, gorduras e vitaminas que a criança precisa nos primeiros dias de vida. O colostro também é rico em anticorpos que ajudarão a proteger o bebê de infecções, além de ajudar a construir um forte sistema imunológico.

Mãe adoti va também pode amamentar! A técnica chama-se “lactação adotiva”. O processo consiste em colocar o bebê no peito para sugar fixando uma sonda próximo ao mamilo todas as vezes que este for alimentado. A outra extremidade da sonda é mergulhada num recipiente contendo leite artificial. À medida que ao bebê suga, estimula a produção láctea e se alimenta. Quando a mama começar a produzir leite, o volume de leite artificial oferecido é lentamente diminuído. É aconselhável ter acompanhamento médico durante todo processo. revistachadebebe.com.br

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Bem-estar Fotos: Shutterstock

“Baby Blues” X Depressão depois do parto Apesar de terem sintomas muito parecidos, são problemas diferentes e podem ocorrer em diversas fases depois do nascimento do bebê. A expressão em inglês, que traduzida quer dizer “tristeza do bebê”, atinge cerca de 80% das mulheres. O desânimo, a vontade de chorar, a ansiedade, a irritabilidade são sintomas do “Baby Blues”, que pode aparecer dois dias depois do parto e é passageiro. Já a depressão atinge cerca de 20% das mulheres e pode ter efeitos duradouros e debilitar emocionalmente. É muito importante fazer a diferenciação entre as duas e procurar por ajuda, não só pelo bem do filho mas também pelo risco de depressão recorrente mais tarde.

Cuidados odontológicos da gestante Existem muitos mitos quando o assunto é a saúde bucal da futura mamãe. Antigamente tinha-se a ideia de que não poderia ser feito qualquer tipo de tratamento dentáriodurante a gravidez. Hoje, existe o pré-natal odontológico e os dentistas incentivam as futuras mamães a fazerem o acompanhamento. Todos os tipos de tratamentos podem ser feitos após o segundo trimestre da gestação. Estudos apontam que gestantes com doenças periodontais podem ter partos prematuros. Motivo para ter ainda mais cuidado com a saúde bucal.

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Quantidade de roupa no bebê Como saber se meu filho está vestido adequadamente para o sol que está fazendo lá fora? A vovó fala pra colocar roupa, a titia diz pra tirar. E agora? O indicado é que o bebê deve estar vestido com uma peça a mais que a mãe. Por exemplo, se o adulto estiver de manga curta, a criança deve vestir manga comprida. A forma mais apropriada de sentir a temperatura do bebê é no peito, barriga, costas ou cabeça. Os pezinhos e as mãos são quase sempre mais frios que o restante do corpo por serem extremidades. Roupas demais provocam suor e podem causar brotoejas.

Assaduras Vermelhidão, inchaço, bolha e ferida. Estas são as etapas das assaduras - lesão de pele mais comum nas crianças - que podem piorar com a chegada da estação mais quente do ano, o verão. Os locais em que mais aparecem são na raiz da coxa, nas nádegas e na região genital, exatamente na área coberta pelas fraldas. O suor, aliado ao abafamento – gerado pelas fraldas - e à contaminação dos fungos e bactérias presentes na urina e fezes são os principais motivos das assaduras. O ideal é trocar as fraldas com frequência, de preferência após cada mamada e logo após a evacuação. Sugere-se a média de oito trocas por dia. revistachadebebe.com.br  

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Eu que fiz!

Porta-retrato de

quadro-scrapbook Fotos: Paulo Velloso

Artesã: Ana Tuyama Fotos: Paulo Velloso

Nesta terceira edição da Revista Chá de bebê a coluna “Eu que fiz” ensina a fazer um lindo porta-retrato de quadro-scrapbook. Uma opção para você presentear a família nas festas de fim de ano. Quem nos ensina é a artesã Ana Tuyama, que desenvolve um trabalho de artesanato contemporâneo, inspirado no kawaii e pop-art, que prima pela originalidade, colorido, detalhes e capri-

cho no acabamento. “Eu faço artesanato desde criança, sempre gostei, mas foi em 2001 que passei a trabalhar só com isso. Começou com o enxoval do meu caçula, como um hobby, mas foram surgindo encomendas e daí não parei mais”, relembra. Os trabalhos da Ana estão disponíveis em www.anatuyama.com

Se você quer participar desta coluna, envie sua sugestão para o e-mail fale@revistachadebebe.com.br. Entraremos em contato! 28 

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Materiais: • • • • • • •

1 quadro de madeira flores em feltro fitas botões e mini-botões linha para bordar fita dupla-face papel para scrapbook

“O scrapbook não tem regra, tem que usar a criatividade. Pode improvisar como quiser. O importante é harmonizar conforme o gosto da pessoa”, sugere Ana.

Passo a passo 1 - Costure as flores de acordo

3-

Fure a foto com o furador de papel e cole a fita cor-de-rosa

com o seu gosto e pregue os botões no centro

4 - Corte o feltro verde em formato

2 - Corte os papeis. Primeiro

de folhas

escolha o que ficará no fundo e corte do tamanho da parte interna do quadro. Cole com a fita duplaface. Corte os outros menores, em harmonia com a fotografia

5 - Faça laços com as fitas 6 - Decore com criatividade e conforme o seu gosto

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Foto: Divulgação

Confissões de Mãe

O Peixonauta e os devaneios de uma mãe esquisiti nha... Faz pouco tempo que minha filhota descobriu o “Peixonauta”. Inspirado no cinema noir, é um desenho animado que narra os casos misteriosos do detive “Peixonauta” e de seus amigos Marina e Zico. Muito bem produzido, sem nenhum tipo de violência, valoriza a preservação da natureza, a amizade e a solidariedade. As músicas me soaram bastante familiares, até que resolvi pesquisar e descobri que se trata de uma animação 100% brasileira. Pronto, era o que faltava para que me apaixonasse de vez. Agora estamos as duas, mãe e filha, viciadas no “Peixonauta”. Antes, porém, de me deixar encantar pelo peixe que voa e vive fora d’água protegido por sua roupa de astronauta, pensei com a cabeça de adulto: “Meu Deus! Como pode uma mente ser criativa assim a ponto de inventar um peixe com roupa de astronauta?! Por que isso?! Não podia ser algo mais simples?! Ô mente fértil essa, não?!” Aí lembrei que também tenho meus delírios e as vezes até consigo fazer com que algumas pessoas embarquem comigo, mas a maioria fica me olhando com cara esquisita – para essas eu devolvo o olhar esquisito e tento imaginar o que estão pensando de mim, de certo pensam que sou maluca ou sei lá o quê. Juro que é tudo da minha cabeça, nunca li sobre isso, nem fui pesquisar. Gosto de embarcar nesta viagem como gosto de imaginar que ela é autêntica, inédita. Mas deve haver outros malucos como eu que viajam na mesma sintonia. Existe uma parte da óptica física que determina o mínimo e o máximo visível, quer dizer: o olho humano tem suas limitações. Alguns equipamentos conseguem ampliar nossos limites visuais, mas ainda assim existem espaços que a humanidade não consegue visualizar – e talvez nunca consiga –, principalmente no mundo macroscópico. Penso na grandeza do Planeta Terra e na nossa pequeneza diante do Universo, e ao mesmo tempo penso no mundo microscópico, naquilo que não podemos ver a olho nu, em cada componente das células que formam o corpo humano, nos microorganismos que vivem no interior do nosso corpo. E penso nas doenças que são produzidas quando há um desequilíbrio orgânico: uma analogia que pode ser feita é com o câncer. Segundo o Dr. David Servan-Schreiber, todos nós temos células cancerosas no organismo, mas nem todo mundo desenvolverá a doen-

ça. Em algumas pessoas, por algum motivo que a ciência ainda não consegue explicar, estas células se proliferam e se transformam de forma que originam os tumores, novamente remetendo a um desequilíbrio sistêmico. Se tudo isso acontece dentro da gente, e se pudéssemos olhar para o nosso organismo do ponto de vista das células ou dos microorganismos, provavelmente este seria infinito. Então, quem garante que o universo é mesmo infinito? Não seria o Planeta Terra uma célula de um organismo muito maior? Um órgão talvez. E por tudo o que tem acontecido por aqui – a maneira como temos tratado o lugar onde vivemos, o desmatamento, a exploração econômica, desigualdades sociais, a falta de solidariedade – não seríamos microorganismos multiplicando-se de maneira desordenada, deixando doente este organismo denominado Universo? Será uma hipótese possível? Não sei... Mas gosto de me perder nestes devaneios de vez em quando... Não gosto da ideia de que a humanidade é superior a tudo o que existe, nem de que nossa existência é de uma superioridade incontestável. Depois que descobri o peixe-astronauta resolvi não esconder minhas fantasias, meus devaneios. Aliás, a maternidade me permitiu ou me trouxe de volta a capacidade de exercitar as fantasias... É engraçado, mas ao lado de uma criança deixamos a imaginação fluir... E é delicioso ser ridículo com os filhos. Pensando bem, eu não posso permitir que a razão estrague minha fantasia de estar vivendo dentro do corpo de alguém! Peixonauta, quebra essa! Me ajuda a desvendar esse mistério!

Bianca Velloso é mãe da Helena, pedagoga, poeta e blogueira. poesiacotidianabia.blogspot.com


Confissões de Mãe

A Leoa que existe em mim Quando meu primeiro filho nasceu, vi nascer dentro de mim uma Leoa. Queria cuidar de tudo que se relacionava ao meu bebê e não gostava muito de deixá-lo no colo de outras pessoas, com exceção do meu marido. Mesmo assim, sob minhas orientações, para não dizer “ordens”. Poucos anos depois, nasceu meu segundo menino. Também aumentou minha “leonice” para abrigar mais um filhote. Percebi nesse momento que era impossível resolver tudo sozinha, embora às vezes tenha feito malabarismos incríveis. Como num final de tarde, pouco tempo após o parto, quando fiquei sozinha e meu bebê mamava. Meu filho mais velho precisou de ajuda. Sem interromper a amamentação, atendi aos dois, já que mães aprendem a utilizar maravilhosamente bem apenas uma das mãos, proezas que aprendemos com a maternidade.

Que dê espaço para o pai ser do seu jeito, fazer seus acertos e erros, ter seu tempo de aprender com seu filhote.

Os bebês precisam de mães Leoas, que os defendam com unhas e dentes, que queiram aconchegá-los em seu ninho e consigam resolver suas necessidades. O que gostaria de chamar a atenção é para que essa “leonice” não ultrapasse o que de fato o bebê precisa. Que dê espaço para o pai ser do seu jeito, fazer seus acertos e erros, ter seu tempo de aprender com seu filhote. Aspectos que são importantes para a criança perceber as diferenças das pessoas, das relações, e possa escolher com quem contar em diferentes momentos. Isso amplia suas possibilidades de ter referências diferentes e ajuda a ver que a mesma situação pode ser resolvida de formas distintas. Vocês já viram como não é nada parecido o jeito que o pai e a mãe trocam as fraldas do bebê? Ou atendem ao choro e brincam com ele? Isso torna rica a experiência familiar. A “leonice” também pode dar trégua e deixar outras pessoas entrarem nos cuidados do filhote: avós, parentes e amigos. Os pequenos, ao sentirem-se seguros desse grande amor e proteção felinos, ficam mais tranquilos para se aventurar com outras pessoas e conhecer mais do mundo (nem que seja do parque) quando ainda são pequenos. Dessa forma, a proteção materna não se torna uma barreira e sim transforma-se em segurança interna na criança. Sendo que esse processo deve ser feito com respeito a cada etapa de desenvolvimento da criança, sem querer apressar sua independência antes da hora. Enfim, hoje continuo com meu lado felino. Mas de olho atento para que eu consiga perceber qual momento devo entrar em ação e qual devo recuar, enquanto meus filhotes crescem. Sei que antes que eu mesma perceba, estarão lindos leões passeando por aí, sem precisar de uma mãe leoa tão próxima sempre. E estarei feliz por aprenderem a ir e voltar, utilizando suas habilidades de brincar e sorrir muito nesta vida!

Juliana Sell é mãe de dois meninos, psicóloga, atua no Gesta Mães e Apoio Materno e coordena grupos de gestantes e mães de bebês. apoiomaterno@gmail.com

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