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UMA NOVA CHANCE Graças a iniciativas não governamentais e de empresários conscientes, egressos do sistema prisional são reinseridos no mercado de trabalho

MUTIRÕES

A dedicação de moradores e comerciantes está transformando as praças da cidade

Ano 4 | Edição 18 | Distribuição Gratuita


ÍNDICE Revista CHK, edição 18

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Veja mais

08 Um novo fôlego para viver

Conheça o IMREA, entidade do governo do Estado que promove a reabilitação de pessoas com deficiência

12 Zelando pelo bairro

Mutirões na Chácara Klabin aproximam moradores e reforçam sentimento de cidadania

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Um incentivo para recomeçar

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Uma mão na roda

Um ambiente protegido pela colaboração

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Guia de Serviços

Projeto transforma a vida de egressos do sistema prisional através de uma oportunidade de trabalho

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Em três anos de existência, a plataforma Seg Part ajudou a melhorar a segurança da região

Veja como propostas envolvendo as bicicletas estão transformando SP

Os serviços que você precisa reunidos em um só lugar


CARTA AO LEITOR

Publisher Daniel Moral Editorial/ Gráfico

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onheci o Eduardo Lyra, fundador do Instituto Gerando Falcões, através de um grande amigo. Tive a oportunidade de visitar sua ONG, focada em programas de acesso à cultura e esporte para melhorar a realidade da periferia. Lá, descobri uma iniciativa que me encantou como empreendedor, o Recomeçar. Coordenado por um ex-presidiário, Leonardo Precioso, o projeto trabalha com a reinserção de egressos do sistema carcerário no mercado de trabalho. As atividades desenvolvidas por eles mostram como não só o governo, mas o empresariado pode contribuir para a transformação da sociedade. Tenho certeza que será possível encontrar muitos exemplos de inspiração nesta história. Outro tema abordado na CHK, que prova como o engajamento dos próprios cidadãos pode fazer a diferença, é a união dos moradores nos mutirões. Em “Zelando pelo bairro”, é possível notar como pequenas ações proporcionam o sentimento de pertencimento e ajudam na manutenção e cuidado dos espaços públicos da cidade. Cidade que cada dia tem ganhado mais ações focadas em mobilidade. É disso que trata a reportagem “Uma mão na roda”, propostas que têm a bicicleta como protagonista e que estão ajudando São Paulo a se reinventar. Esta edição ainda conta a história do IMREA, Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da USP, que presta um lindo trabalho a pessoas com deficiência física. Uma outra matéria explica como um sistema de troca de informações entre os porteiros dos condomínios está auxiliando na redução dos índices de criminalidade da região. Muito conteúdo interessante e reflexivo para mantê-los sempre bem informados.

Direção de Arte: Propaga Design Jornalista: Daniela Rosolen (MTB 0059168/SP) Estagiária: Bruna Magatti Revisora de texto: Fanny Almeida

Assessoria Jurídica

Alessandra Nuzzo (Nuzzo Advogados Associados)

Comercial (para anunciar) publicidade@chk.com.br (11) 3213-2245

Contatos

Matérias e sugestões de pauta contato@chk.com.br Site www.chk.com.br

Distribuição

A Revista CHK é uma publicação trimestral distribuída gratuitamente para nosso cadastro e pontos de distribuição.

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Desejo a todos uma boa leitura!

*Todas as informações técnicas são de responsabilidade dos respectivos autores. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta revista em qualquer meio de comunicação eletrônico ou impresso, sem autorização prévia, por escrito, da revista CHK.

Daniel Moral daniel.moral@chk.com.br


Por que o Estúdio Se7e é muito mais que uma academia?

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Vanessa 7 Ramos, curadora do Estúdio Se7e

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Antes

Depois


SAÚDE

Um novo fôlego para viver Pioneiro em tecnologia e inovação no Brasil, o

IMREA trabalha há 42 anos para proporcionar a melhor reabilitação aos seus pacientes

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o falar sobre o tema saúde em São Paulo, muitos podem não conhecer a instituição do governo do Estado que já beneficiou milhares de pessoas na reabilitação física: O IMREA, que faz parte da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Originado em sua unidade da Vila Mariana, em 13 de janeiro de 1975, localizada na Chácara Klabin, o local começou como uma Divisão de Reabilitação Profissional de Vergueiro (DRPV), já pertencendo ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em 2009, finalmente tornou-se o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA), atualmente compreendendo cinco unidades: Vila Mariana, Umarizal, Lapa, Clínicas e Morumbi, além do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, no Morumbi. Os espaços da Vila Mariana e Clínicas são os únicos que, além do SUS, realizam atendimento particular e por convênio. Uma das notáveis características da instituição está em sua equipe complexa

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Foto: Divulgação Foto: Divulgação

e especializada, que realiza um tratamento multidisciplinar, com profissionais das áreas de Medicina, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Educação Física, Psicologia, Nutrição, Fonoaudiologia, entre outras. A equipe da CHK esteve no IMREA Vila Mariana e conferiu de perto como a instituição consegue fazer o ambiente tornar-se familiar, trabalhando em conjunto e tratando cada paciente como único. Há nove anos no Instituto, a Dra. Mariane Tateishi é fisiatra e fala sobre suas impressões: “Desde que comecei minha rotina neste lugar, vejo um serviço público que destoa dos demais. Nem parece que é uma instituição pública”, afirma. Os tratamentos são divididos por casos de pequena complexidade e os que exigem uma atenção maior ou uma deficiência física um pouco mais complexa. Eles acontecem nos ambulatórios nas unidades de preferência do

usuário ou via internação. Além de trabalhar a parte física, a fisiatra explica a importância de um acompanhamento psicológico. “Muitas vezes, as expectativas são altas. Acredito que, no momento da reabilitação, o paciente precisa passar por certas dificuldades. Eu mostro isso a eles e, no dia a dia, vão percebendo seus novos limites”. É fato que, este grande cenário precisa caminhar junto com os novos avanços da medicina de reabilitação pela utilização de todas as tecnologias disponíveis que possam garantir os melhores resultados para cada diagnóstico. O instituto é pioneiro no Brasil, com laboratórios inovadores, que incluem análise do movimento e robótica. Além disso, são realizados altos investimentos na parte de pesquisa e ensino, com a oferta de cursos, workshops e capacitações para o médico e toda a equipe assistencial, tanto para os que tra-

balham na Rede Lucy Montoro quanto para externos. A Dra. Mariane se emociona ao lembrar de casos difíceis, mas que tiveram um bom resultado final. “Teve uma paciente que chegou aqui totalmente desacreditada. Ela veio em uma maca e com muita dor nas pernas. Devido a uma infecção generalizada, acabou precisando amputá-las. Hoje, ela faz uso de uma prótese, voltou a estudar, faz exercícios, está namorando e seguindo com a sua vida”. É possível se tornar voluntário do IMREA Vila Mariana e auxiliar no processo de reabilitação de uma pessoa com deficiência. O candidato precisa realizar uma inscrição na recepção da própria unidade e aguardar a seleção, que é feita pela coordenadoria da Associação dos Voluntários do Hospital das Clínicas (AVOHC). Se para toda equipe, o objetivo principal é devolver à pessoa com deficiência uma vida social da melhor forma possível para que ela e sua família entendam o processo, se adaptem e assumam sua nova condição, para nós, histórias como essas são mais uma prova de que o trabalho realizado no IMREA realmente pode ser uma extraordinária oportunidade de recomeçar.

IMREA VILA MARIANA: Rua Domingo de Soto, 100 Chácara Klabin – São Paulo – SP (11) 5180-7800 HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19h www.redelucymontoro.org.br


CIDADANIA

ZELANDO PELO BAIRRO Mutirões na Chácara Klabin reforçam o sentimento de comunidade e envolvem as crianças no cuidado com os espaços públicos

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ada vez mais a sensação de pertencimento está cativando as relações dos moradores e comerciantes com a Chácara Klabin. Zelar pelo que é de todos tem feito com que as pessoas se unam, criem laços e trabalhem por um objetivo comum. Em especial, as crianças estão dando um grande exemplo de cidadania ao mostrarem o carinho que têm pelos lugares de lazer que utilizam todos os dias. Esse engajamento vem sendo possível através de mutirões organizados pela CHK em conjunto com o vereador Police Neto e a Prefeitura Regional, como os que revitalizaram duas praças entre março e abril.

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capina, adubou a terra, replantou mudas e pintou 1.127 metros de guias. Mas o trabalho resultou em muito mais do que isso. Por meio desse tipo de ação, Carlos Heitor, 9 anos, está aprendendo na prática o que é cidadania. Ele ajudou a plantar uma das 120 orquídeas doadas por moradores e por um shopping da região para deixar a praça mais colorida. “Eu vejo que meu filho está mais interessado porque estou passando isso para ele. O Carlos começou a chamar a atenção de quem joga lixo no chão ou não coleta a sujeira do cachorro”, conta a administradora Nidia Forestieri, 43 anos, e moradora do bairro há mais de dez. Carlos Heitor mora em um condomínio com playground, mas na pracinha tem a Foto: Patrícia Marcondes

Foto: Patrícia Marcondes

Foto: Patrícia Marcondes

Vereador Police Neto ajuda na limpeza da praça durante mutirão

No dia 25 de março, um sábado, vários moradores e comerciantes arregaçaram as mangas para cuidar da Praça Giordano Bruno, na Avenida Prefeito Fábio Prado. Segundo a Prefeitura Regional, o grupo retirou 9,2 toneladas de resíduos do local, fez 920 metros de


CIDADANIA

Foto: Arquivo Pessoal

chance de subir em árvores, correr e andar livremente de skate. Uma interação com a natureza que estimula o desenvolvimento e aumenta a qualidade de vida, como aponta a psicanalista infantil Mariana Lellis: “O que a gente trabalha no consultório é justamente a criança brincar o mais livre possível porque assim ela pode elaborar vários sentimentos e questões que os adultos geralmente falam. Justamente por isso, são tão importantes os brinquedos não estruturados, como areia, terra, pedrinha e galhos, que podem se transformar em milhares de coisas e estimular a imaginação infantil”.

Julia e Eduardo em ação para colaborar com o bairro

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Foto: Patrícia Marcondes

Julia Manzano, 35 anos, frequentadora da Praça Kant, na Rua Galofre, percebe os benefícios da relação com a natureza para o filho. Eduardo, 4 anos, visita o local todos os dias depois da escola. Não pode ir para casa sem antes dar uma passadinha lá com os amigos. “No começo, o Eduardo vinha para a pracinha, mas não gostava de sujar as mãos. Com o tempo, ele passou a não ligar mais. Qualidade de vida é isso, poder voltar com o filho sujo de terra para casa!”, ressalta a fisioterapeuta que também revela que o menino está perdendo o medo de cachorros ao conviver com animais

Foto: Patrícia Marcondes

Os brinquedos de madeira ganharam vida nova nas mãos de Roberto

no local. Ele confirma sua paixão pelo espaço e como está se desenvolvendo: “Gosto de fazer lanchinho lá e outro dia até passei a mão, um pouquinho, em um cachorro”, diz orgulhoso. Eles participaram do mutirão na Kant, no dia 1º de abril. “No começo do ano, a praça estava meio abandonada, a grama su-


Foto: Patrícia Marcondes Foto: Patrícia Marcondes

per alta, as mesas e bancos quebrados. A gente começou a sentir que tinha que fazer alguma coisa”, relembra Julia. Ela levou orquídeas e ajudou a amarrá-las nas árvores para decorar o ambiente. Já Eduardo quis colaborar pintando as guias com tinta branca. A mãe fez questão de que o filho, mesmo pequeno, participas-

se. “Ele usa a praça e tem que entender que é preciso cuidar do local. Não sei o quanto ele absorve da ideia toda, mas o pouco que assimilar sobre conservação e ajuda ao próximo já é importante”. Além de promover o sentimento de pertencimento - a ideia das praças como extensão de suas próprias casas - os mutirões também são um convite a momentos de socialização entre os moradores e comerciantes. Os dois eventos contaram com comida, bebida e música. Entre uma aparada na grama ali e uma pintura acolá, as pessoas tiveram a chance de se aproximar. “Nunca tinha falado com o síndico do meu condomínio e tivemos a oportunidade de conversar lá”, comenta Julia que mora no bairro há quase um ano. Apesar de as filhas de Roberto Rodrigues Jr. , 50 anos, frequentarem a Praça Giordano Bruno, ele marcou presença no mutirão da Kant. Morador do bairro e dono da marcenaria Planemar, ele se surpreendeu com a dimensão do evento.


Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Patrícia Marcondes

CIDADANIA

Foto: Patrícia Marcondes

“ “Superou minhas expectativas. Foi muito especial ver as pessoas trabalhando por um mesmo propósito, tanta gente se desprendendo por um bem comum”. Roberto cuidou da recuperação do mobiliário de madeira da praça. “Os bancos estavam quebrados e em cima da mesa

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central tinham feito uma fogueira. Trocamos peças, limpamos e envernizamos. Espero que quem fez isso se sinta intimidado pela beleza da praça agora”, explica o comerciante ao afirmar que o local é público, mas todos são donos de um pedacinho ali e por isso precisam olhar por ele.

João Pedro adora brincar na Kant e ajudou no mutirão

Essa responsabilidade em relação ao espaço comum foi o que motivou Erika Vasconcelos, 37 anos, a querer ajudar no mutirão, apesar de não poder comparecer no evento. Como iria viajar na data marcada para a ação, ela decidiu ir um dia antes ao local com o filho João Pedro, 4 anos. Mesmo sozinhos, os dois começaram a pintar a guia da praça. A dupla não passou despercebida, já que Erika, grávida, está com um barrigão e o filho, todo animado, chamava quem passava para cooperar. “Mesmo pequenininho, ele tem essa visão de proteger o bairro e o patrimônio público. É meio guardião do Parcão. Teve um dia que uma senhora entrou com um cachorro na área destinada às crianças. Sem ti-


Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Patrícia Marcondes

Carlos Heitor ajudou a enfeitar as árvores com orquídeas

tubear, ele foi até ela e explicou que animais não podiam ficar ali, que havia outro espaço para eles”, diz a mãe de JP, como é conhecido. João Pedro tem uma relação muito intensa com a praça. Foi a primeira criança de sua escola a realizar um piquenique de aniversário no local, no ano retrasado. Depois, as comemorações ao ar livre viraram rotina. “É mais uma oportunidade para a gente se reunir, conversar um pouquinho e celebrar. Pode até ter uma festa em buffet, mas a da pracinha tem que aconte-

cer, senão as crianças ficam chateadas”, explica a advogada que mora no bairro há um ano. A família Göltl é a que está aqui há mais tempo. Quinze anos. Por isso, o carinho pela Chácara Klabin é todo especial. André, 57, já tinha o costume de retirar entulhos, fazer limpezas e pequenos reparos para melhorar a região

Foto: Patrícia Marcondes

onde vive. Sempre acompanhado da esposa Solange e dos dois filhos, Victor, 23, e Caroline, 20, que adoram pôr a mão na massa. A oportunidade de participar de mutirões com outros moradores deixou a família ainda mais motivada. Os quatro estiveram presentes nos dois últimos eventos. No primeiro sábado, retiraram ervas daninhas dos canteiros e realizaram uma limpeza manual na Giordano Bruno. No fim de semana seguinte, estavam presentes na Kant, colaborando com o reparo dos bancos, plantando mudas e podando árvores. “Reclamar é fácil. Se todos os moradores fizerem sua parte ou cuidarem um pouco das áreas comuns, com certeza teremos um local bem mais agradável”, resume o empresário André. Nídia, Julia, Érika, Roberto, a família Göltl e os pequenos Carlos Heitor, Eduardo e João Pedro são exemplos de como a comunidade está se unindo para transformar os espaços públicos do bairro. Além de aproveitarem para relaxar em meio ao verde das praças, em uma cidade como São Paulo, tomada por cimento, os moradores e comerciantes desenvolvem experiências de cooperação, maior conexão e até mesmo criatividade. E, juntos, encontram soluções simples mas eficazes e que tornam o bairro , cada dia, um lugar melhor para se viver.


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Um incentivo para Recomeçar Todos os meses, 5.300 pessoas ingressam no sistema carcerário do Estado de São Paulo. Ao mesmo tempo, 4.200 deixam os presídios com a esperança de se ressocializar. Mas não é nada fácil encontrar empregadores dispostos a não julgá-las por seus erros do passado. Conheça o projeto que tem aberto portas a ex-condenados


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eonardo Precioso, de 34 anos, foi preso em 2008, enquanto negociava o resgate de um sequestro em um orelhão da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Passou sete anos e 13 dias preso. No mês passado, completou dois anos em liberdade e tem muito o que comemorar. Agora, é coordenador do projeto Recomeçar, do Instituto Gerando Falcões, que reencaminha ex-presidiários para o mercado de trabalho. Localizada em Poá, na Grande São Paulo, a organização também promove, desde 2011, outras iniciativas ligadas ao esporte e à cultura e já impactou mais de 30 mil adolescentes em todo o Brasil. O contato com a ONG começou quando ainda estava detido na Penitenciária de Parelheiros. Em uma visita da mãe, Léo, como é mais conhecido, recebeu o livro “Dialogando com Lideranças”, com uma dedicatória do autor. “Quando eu abri a última página vi a foto do escritor. Era o Eduardo Lyra, o Edu Grandão, amigo de infância, com quem eu costumava jogar bola”, lembra. Os dois se conheceram em Poá, quando Léo, com 18 anos, era jogador profissional e atuava em times como São Caetano, Corinthians e Palmeiras. Lyra, que também pretendia seguir a carreira nos gramados, admirava a desenvoltura do amigo nos treinos. Hoje, com 29 anos, é jornalista e fundador do Gerando Falcões. Ao enviar o presente, sua ideia era reavivar no ex-companheiro de campo a esperança de que poderia escolher outra direção para sua vida ao sair de lá.

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Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

Participante do Recomeçar ganha oportunidade em restaurante parceiro

Em saídas temporárias, Léo teve a oportunidade de conhecer melhor o trabalho do instituto. “Nesses encontros, o Edu sempre me cutucava, perguntando o que eu faria depois de deixar a prisão. Eu achava melhor falar disso quando saísse, porque sabia que ainda tinha meus compromissos ligados ao crime”, explica Léo. Dois dias após deixar o cárcere, recebeu um desafio: retornar ao mundo do esporte auxiliando professores de educação física do instituto justamente no bairro onde, anos antes, havia gerenciado um ponto de drogas. Com o passar do tempo, virou coordenador, ajudando a criar um polo esportivo e cultural dentro da comunidade. Começou, inclusive, a cursar uma Faculdade de Educação Física. Mas Léo ainda se sentia em dívida com a sociedade. Queria devolver de alguma forma as oportunidades de reinserção proporcionadas pelo Gerando Falcões. Ajudar pelo menos um exdetento era sua meta. Após conversas com Lyra e apenas três meses depois de deixar a prisão, nascia o projeto Recomeçar, que em parceria com grandes empresas já encaminhou cerca de 30 pessoas para o mercado de trabalho e tem outras 150 na fila de espera.

Léo é responsável pela captação dos ex-presidiários. “No começo, eu saía na rua e como tinha uma vida egressa, esses caras me procuravam para outros fins. Eu explicava que não tinha mais uma arma, um quilo de droga ou um ponto, mas poderia ajudar de outra forma”, afirma. Uma das primeiras ações do Recomeçar é auxiliar o ex-detento a regularizar sua documentação. Após essa fase, realiza um agendamento com assistentes sociais e psicólogas e dá suporte com cursos de capacitação até reencaminhar a pessoa ao mercado. Hoje, o Recomeçar conta com quatro grandes parceiros que recebem os participantes dentro do seu

quadro de funcionários ou ajudam a empoderar os ex-presidiários: a Capafe, IS Logística, JR Diesel e o projeto Rexista, criado por estudantes da Fundação Getúlio Vargas. Além de Léo, o Gerando Falcões conta com outros três ex-detentos como colaboradores. Quem contrata sabe que está apostando em algo inovador e veste a camisa do projeto. “Todos nós somos falhos e erramos. Se as pessoas parassem de julgar e dessem oportunidade para o próximo, veriam que qualquer ser humano é recuperável”, acrescenta Geraldo Rufino, proprietário da JR Diesel, empresa de autopeças de caminhões que empregou dois egressos. Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

PA S S O S PA R A O R ECO M EÇO E M L I B E R DA D E

Leonardo Precioso, coordenador do projeto Recomeçar, também teve uma nova chance quando conheceu a ONG


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Foto: Arquivo Pessoal/ Dulce Ramos Foto: Arquivo Pessoal/ Dulce Ramos

Ainda dentro dos presídios há esperança para quem pretende trilhar uma nova trajetória. Uma delas é o trabalho desenvolvido pela Ramblas, fabricante de cartões tridimensionais com a logomarca dos clientes para ações de marketing. Pioneira em chamar a atenção dos empresários para a necessidade de profissionalizar os presos, desde 1989, confecciona seus produtos de arquitetura em papel com uma linha de montagem dentro das cadeias. Sua fundadora, Dulce Ramos, 58 anos, já tinha trabalhado com presidiários do Carandiru em outros projetos e sabia que poderia depositar neles sua confiança. Logo no começo, quando surgiu com a ideia nos corredores do pavilhão 9, de réus primários, a proposta teve uma boa adesão, 20 presos. A empresária capacitou os interessados e iniciou em 1992 sua primeira grande encomenda de dois mil cartões para a Rossi Residencial. O trabalho era minucioso. “Eram 24 peças de encaixes e que exigiam paciência e delicadeza para serem montadas”, conta a empresária. A produção foi interrompida com a rebelião e invasão do presídio, que culminou com a morte de 111 detentos, em outubro daquele ano. “Ficamos quase três meses no portão aguardando notícias. Enfim, soubemos que tínhamos perdido todos os presos da nossa linha de montagem. Quando conseguimos entrar no presídio, o nosso cartão estava impecavelmente pronto”, se emociona Dulce ao lembrar do episódio. Desde aquele dia, todos os cartões da empresa passaram a vir com a marca “Hand Made By Carandiru Prisioners”. “Quem compra tem orgulho de abrir o cartão e ver sua qualidade”, explica. Com o fechamento da penitenciária, passou a atuar em outros centros de detenção. Hoje está no Adriano Marey, de Guarulhos, na Grande São Paulo. Entre detentos e ex-detentos, conta com 400 colaboradores, que recebem por milheiro produzido. Para os presidiários é pago R$ 300 a cada mil cartões, além do benefício da redução de um dia na pena a cada três trabalhados. Assim que cumprem a sentença, são convidados a produzir para a empresa nas ruas. Dulce é uma das pessoas que acredita na recuperação da população carcerária através da laborterapia. “Dificilmente um preso que trabalhou para mim ou que trabalha fora do presídio após conseguir a liberdade volta à cadeia novamente”. Cada vez mais reconhecido, o trabalho da Ramblas passou a ser admirado por artistas e grandes empresas. Ela tem entre seus clientes marcas como Avon, Nestlé, Petrobras, Bradesco, SBT e algumas prefeituras paulistas. Em 2000, a empresária ganhou o Prêmio Claudia e também reconhecimento no mercado internacional pela sua proposta. Quatro anos depois da premiação, foi convidada pelo governo dos Estados Unidos para dar palestras e falar sobre seu projeto em penitenciárias federais norte-americanas.

Foto: Arquivo Pessoal/ Dulce Ramos

UMA CHANCE MESMO ENTRE AS GRADES

Foto: Arquivo Pessoal/ Dulce Ramos

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Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

Eduardo e Léo, amigos desde a adolescência

Jezey e Geraldo Rufino, uma oportunidade e muitas promoções Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

Foto: Gerando Falcões/Andressa Silva

Jezey de Souza, de 26 anos, é um deles. Trabalha como auxiliar de logística há um ano e quatro meses e nesse período já foi promovido mais de uma vez. “Seu Geraldo e os encarregados sempre dão oportunidades para aprender a trabalhar em várias áreas”, conta o jovem, que conseguiu se reorganizar com o apoio do projeto, após passar três anos preso por tráfico de drogas. Ao deixar o presídio, Jezey encontrou dificuldades. “Quando a gente sai da cadeia, a sociedade nos olha como monstros. Muitas vezes, eu pensei em voltar. Mas agradeço a minha mulher e ao Recomeçar, que me fortaleceram e me fizeram entender que não há nada melhor do que o homem trabalhar para ganhar o seu sustento”, reflete o funcionário da autopeças. Ele sonha em se desenvolver na área comercial e montar um salão de beleza para a esposa. Se depender de seu empenho, vai longe. “O Jezey é o melhor exemplo de que as pessoas merecem uma segunda chance, é funcionário modelo da empresa”, conclui Rufino. Léo também nutre grandes aspirações. Tem planos de introduzir um supletivo à distância para os participantes poderem cursar o Ensino Fundamental e Médio e tornar seu trabalho referência na área social. Sabe que ainda tem grandes desafios pela frente. “Não somos nós que acreditamos nos egressos. Eles que acreditam que o projeto vai mudar suas vidas. E aí, a gente acaba dormindo e acordando com essa responsabilidade”, conclui.

Foto: Arquivo Pessoal/Jezey Souza

VOLTANDO A SONHAR

Léo também coordena um projeto de esportes para as crianças de Poá


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Mais possibilidades:

Arquivo AfroReggae/ André Santos

Além do Recomeçar, existem outras iniciativas de ONGs ou de empresas privadas que estão ajudando na ressocialização de presos ou egressos. Veja alguns desses projetos:

Segunda Chance:

Arquivo AfroReggae/ André Santos

Criado pelo Grupo Cultural Afroreggae, funciona como uma agência de empregos para ex-detentos e suas famílias. Com sedes no Rio de Janeiro e São Paulo, a ONG oferece postos de trabalho em mais de 60 empresas parceiras e fica responsável por acompanhar o desempenho dos participantes. Também realiza sessões de orientação profissional, preparando os candidatos para o mercado de trabalho, e apoia quem deseja deixar o crime ou se entregar. Desde 2012, já atendeu mais de quatro mil pessoas e reencaminhou cerca de 400 ao mercado. www.afroreggae.org

Conexão Liberdade: Marketplace de objetos produzidos por mulheres que estão ou estiveram em situação de privação de liberdade. Entre os produtos encontrados atualmente no site estão sabonetes feitos por reeducandas do regime semiaberto das penitenciárias femininas de Campinas e Mogi Guaçu/ SP, sandálias personalizadas confeccionadas por egressas do sistema penitenciário do Estado de São Paulo, artesanatos criados por uma cooperativa composta por detentas do Centro de Reeducação Feminina de Ananindeua/ PA e roupas e acessórios elaborados por participantes da PanoSocial. www.conexaoliberdade.org

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Pano Social: A startup criada em 2014 pela produtora de moda brasileira Natacha Barros e pelo designer austríaco Gerfried Gaulhofer tece roupas sustentáveis com a ajuda de egressos do sistema prisional. São peças confeccionadas a partir de algodão 100% orgânico ou PET reciclado para a própria grife, outras marcas e clientes institucionais, como o Greenpeace. Os ex-detentos empregados pelo negócio, que tem sede em São Paulo, vêm do Projeto Segunda Chance (AfroReggae) e do Pró-Egresso, programa da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. E não é apenas na mesa de costura que eles encontram oportunidades. Há vagas para os egressos como relações públicas, ajudante geral, assistente social e até mesmo no show room do marca. http://store.panosocial.com.br

Construtores do Amanhã:

Tem Quem Queira:

Com esse projeto, a ONG Bem Querer, de São Paulo, presta apoio a jovens da Fundação Casa que buscam reinserção na sociedade. Os internos têm a chance de realizar uma formação técnica em hidráulica e elétrica. Na sede da organização, também há cursos de eletricista, informática e cabeleireiro. Após as aulas, convênios com empresas parceiras permitem a contratação na área de formação.

Empresa social criada em 2008 e com atuação no Rio de Janeiro. Oferece treinamento para presidiários na área de costura e ensina técnicas de produção de roupas e acessórios a partir de materiais que seriam descartados, como lona vinílica, banners e fundo de palco. Por mês, as três oficinas, localizadas em presídios e em uma comunidade pacificada carioca, produzem juntas, em média, três mil peças e retiram de circulação mais de quatro mil metros quadrados de lonas.

www.bemquerer.org.br

www.temquemqueira.org.br


Mindfulness Vs Meditação

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ntes de começar a escrever, desliguei meu celular, encerrei todos os aplicativos do meu computador, fechei os olhos, observei minha respiração, minhas emoções e o estado da minha mente, preparando-me para a tarefa. Fiz tudo isso para estar totalmente presente, sem dispersões, a fim de otimizar o meu tempo. Apesar de parecer que estava iniciando um treinamento de meditação, não o fiz com a intenção de meditar, muito menos de reduzir o stress, como sugerem diversos artigos, professores e estudos sobre mindfulness, como um da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, EUA, chamado “Como o Treinamento de Mindfulness Afeta a Saúde?”. O que veio a ser chamado de mindfulness foi trazido para o ocidente por Jon Kabat-Zinn, na década de 70 do século passado. Ele se fundamentou em conceitos bu*

distas sobre o funcionamento das emoções e da mente para fundar um programa de redução do stress baseado em estar mais presente (MBSR). Mas por que será que a cultura ocidental insiste em transformar tudo em terapia? Nem o mindfulness nem a meditação (que surgiu milênios antes do budismo) tem o intuito de aprimorar a saúde, mesmo que resultem nisso. Assim como a dança, as artes marciais e os esportes não foram criados com o propósito de emagrecer, mesmo que o treinamento constante favoreça a perda de peso. Não há dúvidas de que ambas as modalidades produzam efeitos positivos sobre a saúde física, emocional e mental, porém são apenas consequências. A finalidade desses exercícios é simplesmente não deixar que a mente racional, influenciada pelas emoções, interfira na sua percepção da realidade e não

Trecho extraído do livro Meditação e Autoconhecimento do Professor D E R OSE .

bloqueie o processo de intuição, muito mais eficiente que o mental. O resultado disso é ser mais consciente no dia a dia, trazer à tona hábitos, padrões e decisões que, muitas vezes, acontecem de forma tão automática que se tornam invisíveis para nós mesmos na maior parte do tempo. Se formos bem criteriosos com as nomenclaturas, verificaremos que ambos os termos não são precisos. Segundo o Prof. DeRose: “Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána, em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.”* Mindfulness designa o exercício de observar seus cinco sentidos sem julgamentos, ou seja, sem


a interferência da mente. Entretanto, se analisarmos a palavra do inglês, temos “o ato de estar com a mente presente”. Estar presente é o primeiro passo para a meditação mais autêntica, proveniente de filosofias orientais de mais de 5000 anos de existência. O passo a passo para uma meditação completa: abstrair os sentidos, concentrar-se em apenas um objeto (visual ou sonoro), manter a concentração até que a mente se sature e cesse. A mente humana é dispersa por natureza e os processos de con-

do e bem feito. Segundo o estudo de Harvard Wandering Mind Not a Happy Mind, as pessoas passam cerca de 47% do tempo fazendo uma atividade enquanto pensam em outra coisa qualquer. E essa dispersão é um importante fator para a infelicidade. Tanto a meditação quanto o mindfulness são movimentos que ganham força no século XXI como reação à tendência do “deixa a vida me levar”.Os grandes empresários e atletas de alta performance de hoje estão resgatando conceitos de filo-

saúde estiver instável? E se não estivermos emocionalmente estáveis, será que conseguiremos com sucesso ficar com a mente tranquila? Sabemos que, para chegarmos ao ponto de conseguirmos nos dedicar totalmente ao exercício mental, precisamos primeiro cuidar do corpo (através de uma boa alimentação, técnicas corporais de força e flexibilidade, atividades de limpeza orgânica), das emoções (e para isso, devemos cultivar boas relações humanas, além de fazer uso da respiração, descontração,

dicionamentos que recebemos desde que nascemos criam respostas condicionadas que nos fazem agir no modo piloto-automático. É por isso, que parar de pensar, algo que na teoria parece tão simples, pode ser um grande desafio que se conquista apenas com anos de treino de meditação e muitos outros exercícios indispensáveis. O mundo caminha há muitos anos na direção do multitasking, ou seja, fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Inclusive, nos orgulhamos de dizer que temos a habilidade de fazer várias tarefas de uma só vez, ao invés de nos vangloriarmos em sermos capazes de nos focar em uma coisa de cada vez e fazer rápi-

sofias muito antigas, que já tinham identificado a tendência da humanidade à dispersão, e estão buscando nessas técnicas milenares ferramentas para se tornarem mais conscientes de si, de suas emoções, pensamentos e decisões. Só assim, poderão afirmar como o poema Invictus, que inspirou Nelson Mandela (também conhecido por praticar meditação): “I’m the master of my fate, I’m the captain of my soul.” O DEROSE Method enxerga o mindfulness como uma parte da meditação e o exercício da meditação como uma peça importante de um grande quebra-cabeça para a evolução humana. Como parar a instabilidade mental se nossa

relaxamento e de reprogramação emocional), entre outros elementos, todos presentes na estrutura do Método DEROSE. Interessado em saber mais? Solicite o agendamento de uma aula experimental em minha escola na Vila Mariana ou por Skype.

DANILO CHENCINSKI Diretor do Método DeROSE Vila Mariana Sócio da GO Life Performance www.metododerosevilamariana.com.br Rua Estado de Israel no 527 Telefone: 3589-7227


As particularidades

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rimeiramente temos que ressaltar que o regime legal aplicado nos dias atuais é o da comunhão parcial de bens. Apesar de muitas discussões e fácil entendimento da matéria através dos dispositivos legais, não há ainda uma posição pacífica no tocante ao real direito do cônjuge. Existem ainda muitas dúvidas sobre as peculiaridades do regime de separação, sobretudo quando tratamos da separação obrigatória de bens, cujas regras são impostas pelo artigo 1.641 do Código Civil. O referido artigo tornou obrigatório o regime de separação de bens no casamento de pessoas maiores de setenta anos, bem como para todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial, que compreendem aquelas pessoas não emancipadas e menores de 18 anos, observando exclusivamente, neste último caso, que quando os cônjuges ou cônjuge atingir a maioridade, pode alterar o regime de separação obrigatória de bens. Ainda está previsto no mesmo ordenamento jurídico, a separação convencional de bens, através de pacto antenupcial. Neste caso, há a possibilidade de o casal escolher o regime de separação total de bens no momento do casamento, mediante a realização de um pacto antenupcial. Nesta situação, via cartório, o pretenso casal estabelece através de uma escritura pública que os bens são incomunicáveis, além de outras tratativas que podem constar no pacto com referência aos seus respectivos bens e suas aquisições futuras. Em ambos os casos, ou seja, na separação obrigatória e na convencional, a maior dúvida surge em relação à divisão do patrimônio nos casos de divórcio e sucessão.

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No regime de separação obrigatória, também chamada de separação legal de bens, em caso de divórcio, deve ser levada em consideração a regra pacificada pela Súmula 377 do STF, que diz: “No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento”, ou seja, o que for adquirido durante a união deve ser dividido pelos cônjuges, em caso de divórcio. Já os bens particulares pertencem exclusivamente àquele que os adquiriu. Há, contudo, outros entendimentos que mostram que para que ocorra a divisão, deve ser provado o esforço comum. De qualquer forma, independentemente de provado ou não o esforço comum, praticamente foi transformado o regime de separação obrigatória em um regime legal de comunhão parcial de bens. Quando passamos para o assunto de sucessão, ou seja, na hipótese de falecimento de qualquer um dos cônjuges, em regime de separação obrigatória de bens, caso haja descendentes, o cônjuge sobrevivente não será considerado herdeiro, posto que participará da meação. Porém, caso o falecido deixe apenas ascendentes, o cônjuge sobrevivente terá direito à herança, na mesma proporção que os ascen-

dentes. Caso o falecido não deixe descendentes e ou ascendentes, o cônjuge sobrevivente receberá a herança em sua totalidade. Esta questão é, inclusive, base para um grande debate sobre a inconstitucionalidade do artigo 1.790 em face do artigo 1.829, ambos do Código Civil, que privilegia o cônjuge


dos regimes de bens em desfavor do companheiro. Lembramos que a súmula 377 do STF, embora destinada a casos de divórcio, também está sendo interpretada nas discussões sobre sucessão. Já no

regime de separação convencional de bens, em caso de divórcio, não há divisão, visto que não há comunicação de bens particulares e tampouco os adquiridos durante a união. Na hipótese de sucessão, traz-se, novamente, o artigo 1.829 à discussão. Assim, no falecimento de qualquer um dos cônjuges, caso tenham descendentes, o cônjuge sobrevivente concorrerá com esses ao seu quinhão na herança. (Artigo 1829 do CC). Caso não tenham descendentes, o cônjuge sobrevivente concorrerá com os ascendentes, conforme determinam os artigos 1.836 e 1.837 do CC. Em não havendo descendentes ou ascendentes, o cônjuge sobrevivente herdará a totalidade da herança, independentemente do regime de bens estabelecido. É importante lembrar da existência de uma corrente jurisprudencial entendendo que em razão da existência do pacto antenupcial, que declara a vontade das partes sobre a separação total de bens, o cônjuge não seria herdeiro em hipótese alguma, sendo essa uma discussão que também dependeria de decisão judicial, caso a parte interessada recorra ao Judiciário. Também não se pode esquecer, e nesse caso não há muito o que se discutir judicialmente, que é garantido ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de

bens e sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar, conforme dispõe o artigo 1.831 do CC. Concluímos, portanto, que não há ainda uma posição pacífica no que concerne ao real direito do cônjuge em caso de divórcio ou de falecimento do seu consorte em ambos os regimes de separação de bens, pois o Judiciário, caso procurado pelas partes interessadas, acabará aplicando a lei de acordo com a interpretação que tiver de cada caso concreto. Existe, ainda, a discussão acerca da inconstitucionalidade do artigo 1.790 do Código Civil, que está pendente de discussão no STF. O legislativo acabou pecando, pois trouxe uma insegurança jurídica muito grande à situação exposta. Assim sendo, o judiciário será fortemente utilizado para solucionar eventuais divergências.

Alessandra Nuzzo - Sócia proprietária do


Harmonização facial em odontologia: um novo conceito de beleza

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ualidade de vida está relacionada com a forma como nos cuidamos. Uma alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos regularmente, o controle do estresse e da ansiedade são fundamentais para que a beleza seja a consequência de um corpo trabalhando em perfeita harmonia, refletindo assim, na beleza e na estética agradável aos olhos. Seguindo este conceito, com pesquisas avançadas, o conhecimento aumentado, novas tecnologias surgindo e observando as necessidades dos pacientes se modificando e aumentando, novas modalidades de tratamento, que até então eram impensadas, surgiram. Hoje a Odontologia mudou. Aquela Odontologia que conhecíamos de alguns anos atrás já não existe mais. O que buscamos vai além. Buscamos UM SORRISO bonito, não apenas dentes bonitos. Esse é o perfeito conceito da moderna Odontologia, um tratamento intimamente ligado ao tratamento Odontológico tradicional que todos conhecemos. Vamos tratar a Harmonização Facial ou Estética Facial ou ainda a Odontologia Facial do paciente de dentro pra fora. A Harmonização Facial adequa harmonicamente a estética dental com a aparência do  rosto do paciente. A transformação do sorriso caminha junto com a  harmonização das linhas faciais, um colaborando com o outro. Isto é possível, pois o contorno do rosto é determinado pelos ossos faciais, músculos, nervos, vasos sanguíneos e a arcada dentária, sendo esta um dos principais suportes de toda esta estrutura. Uma perda ou um mal posicionamento dentário compromete os músculos da face, provocando a flacidez e a perda da tonicidade facial, um dos causadores da face com aparência cansada e envelhecida. Além disso, o comprometimento da função mastigatória por esses fatores provoca atrofia dos ossos e também dos músculos ligados a esses, gerando alteração do contorno estético da face e até mesmo dificuldades na higienização, causando problemas gengivais, perda do osso em volta do dente, dores faciais e na articulação temporomandibular. Rugas, linhas de expressão, perda de volume dos lábios,

Depoimento:

abaixamento da ponta do nariz, aprofundamento da face, apinhamento dentário (dentes tortos), características de uma face envelhecida são os danos observados em consequência de todo este desequilíbrio. Hoje, o rejuvenescimento facial é uma realidade na Odontologia. Com as inovações tecnológicas e científicas, a odontologia estética apresenta várias alternativas de tratamento dependendo de cada situação clínica. Podemos citar que, para reduzir rugas ao redor dos lábios e dos olhos, linhas de expressão e até mesmo Lifting Facial, utilizamos a toxina botulínica. Para a falta de volume nos maxilares, como maçã do rosto e lábios, rugas do tipo bigode chinês e marionete e até mesmo olheiras, recorremos ao preenchimento facial utilizando Ácido Hialurônico. Para os casos em que a bochecha é volumosa, fazemos a Lipoplastia Facial (Bichectomia). No entanto, salientamos que o reposicionamento dos dentes e a reabilitação da arcada dentária é essencial e fundamental para a durabilidade e estabilidade destes tratamentos. Dentes mal posicionados, ausentes ou separados são reabilitados com implantes, aparelhos ortodônticos, cirurgias plásticas gengivais, clareamentos, facetas e ou lentes de contato com desgastes minimamente invasivos. Com toda essa tecnologia disponível hoje, todos os traços do rosto podem ser harmonizados com as arcadas dentárias reabilitadas através de um planejamento personalizado, feito de acordo com o perfil de cada paciente. A grande vantagem destes tratamentos estéticos atuais é em relação à recuperação do paciente, cada vez mais rápida. Investir na construção de um novo sorriso é fundamental, afinal ele abre portas, estreita relações e ocupa um local de destaque na sociedade. É impressionante como ele tem o papel transformador na vida de uma pessoa. Invista em você, invista no seu sorriso! A equipe de especialistas da Some Saúde Odontologia Integrada estará sempre de portas abertas para te receber. Seja bem-vindo!

“Sempre tive o rosto mais cheinho e por mais que emagrecesse, não adiantava. Isso sempre me incomodou muito. Com a avaliação para a minha Harmonização Facial feita na Some Saúde, foi indicado, além dos tratamentos dentários necessários, a cirurgia Bichectomia. Hoje, após os três meses da cirurgia para obter o resultado final, me sinto muito mais feliz e confiante ao me olhar no espelho, pois tenho um rosto muito mais harmonioso agora!”

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SEGURANÇA

Um ambiente protegido pela colaboração Moradores atentos, profissionais treinados e um sistema eficiente, como o Segurança Participativa, tornam a Chácara Klabin cada vez mais um bairro tranquilo e acolhedor

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tiva desde 2014, a plataforma Segurança Participativa ajudou a reduzir os índices de criminalidade e violência da região. Isso só foi possível por causa do olhar cuidadoso de vigilantes e porteiros e também pela conscientização dos moradores de que cabe a todos a função de zelar pelo bem-estar da comunidade. O artigo 144 da Constituição Federal reforça esta ideia: “Segurança pública é um dever do Estado e direito e responsabilidade de todos”. Daniel Moral, da CHK, e o oficial da polícia militar Marcos Verardino, ambos moradores do bairro há mais de 30 anos, acreditam nesta premissa. Após notarem a insatisfação da vizinhança com a incidência da criminalidade, começaram a estudar uma solução colaborativa para o problema. Decidiram analisar mais a fundo a questão e descobriram que, em 2013, em apenas nove meses, a Rua Pedro Pomponazzi havia registrado onze roubos de carros, um crime geralmente à mão armada. “Era a rua com o maior índice na cobertura do 6º DP, que atende a região do Klabin e uma área enorme, que vai até o Glicério”, conta Moral. No total, no mesmo período, somando todas as 27 vias que constituem a Chácara Klabin, 34

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tinham sido notificadas 55 ocorrências. Era uma revelação alarmante. “Levamos em consideração o índice de roubo de carros porque há garantia de que as vítimas registraram um boletim de ocorrência para acionar a seguradora”, explica Verardino. Os números que já eram grandes, sem levar em consideração furtos de estepe ou roubo a pedestres, constatavam que algo precisava ser feito. Depois de se debruçarem sobre o tema, a dupla chegou a algumas razões para o bairro ser tão suscetível. Além do alto poder aquisitivo e a localização privilegiada, foi possível perceber que vias, como a Ricardo Jafet, Lins de Vasconcelos e Vergueiro, serviam de rotas de fuga para os bandidos, ligando o bairro a outras regiões da cidade. “Em tempo recorde, após um roubo, os ladrões conseguem fugir”, diz o proprietário da CHK. Verardino fez um teste. Calculou que em menos de seis minutos com o carro na Ricardo Jafet era possível chegar na Bandeirantes e escapar facilmente da cena do crime. Os dois também diagnosticaram que a baixa circulação nas ruas, a falta de organização conjunta e o pouco conhecimento das autoridades, com as subnotificações de B.Os, facilitavam a vida dos assaltantes. Com o objetivo de estreitar a relação dos moradores com a polícia militar e tornar o cidadão ativo no processo de proteção do local onde habita, elaboraram uma série de ações e criaram a plataforma Segurança Participativa. “Não adianta só reclamar do governo. Cada morador tem um papel importante e pode contribuir para tornar o bairro mais seguro”, relata Moral. Prova disso foram os resultados obtidos em pouco tempo de existência da Seg Part. Na comparação do segundo semestre de 2013, quando o projeto ainda não existia, com os primeiros seis meses de 2014, período de sua implantação,


os casos de roubo de veículos caíram de 21 para seis, segundo estatísticas oficiais da Secretaria de Segurança Pública. Uma redução de cerca de 70%. O bairro chegou a vivenciar oito meses sem nenhuma ocorrência em 2015. Atualmente, esta rede, que está em constante expansão, conta com a participação de 30 condomínios. Entenda a seguir como ela funciona. RECONHECIMENTO DO BAIRRO A primeira ação nos condomínios participantes é oferecer uma palestra gratuita de duas horas para seus residentes, com dados sobre a região e procedimentos básicos que devem ser adotados para diminuir a vulnerabilidade do local. “Além de informações sobre a Chácara Klabin, damos alguns conselhos práticos, como por exemplo, sempre observar se tem gente estranha na rua ao entrar e sair do prédio, não sacar grandes quantias no banco, preferindo as transferências, não utilizar o celular na rua e esperar chegar em casa para conferir as mensagens”, conta Verardino, que em suas palestras oferece essas e outras dicas. UM OLHAR ATENTO EM CADA CONDOMÍNIO O princípio da plataforma é de que é impossível colocar uma viatura em cada rua do bairro, mas um olho aten-

to em cada condomínio pode fazer a diferença. Para isso, porteiros, zeladores e outros funcionários passam por um treinamento, no qual aprendem a identificar atitudes suspeitas ou criminosas. “Isso é eficaz porque ensina os colaboradores do prédio a reconhecerem essas situações. Quando vivenciam o problema, já estão mais preparados, não vão entrar em pânico e poderão agir”, contam os idealizadores. Todos os porteiros da rede recebem um rádio que cria um canal de comunicação colaborativo e rápido entre as portarias e a Base Comunitária da Polícia Militar da Chácara Klabin. “Em um episódio de suspeita ou se de fato ocorrer um crime, os porteiros podem trocar informações entre si e acionar a polícia. Em casos em que não há treinamento, o porteiro se preocupa em ligar primeiro para o apartamento da vítima, o que atrasa a atuação policial”, complementa Moral. Graças a esse sistema, já aconteceram vários flagrantes. O último, no início de maio, quando dois homens tentavam invadir um prédio na Rua Montesquieu. Ao notar o que acontecia, o porteiro acionou a base e eles foram detidos na Rua Galofre. Como não chegou a acontecer a invasão, os suspeitos foram encaminhados à delegacia para depoimento. Para valorizar o trabalho dos vigilantes, a Seg Part criou inclusive uma


SEGURANÇA

cionários da plataforma avaliam a performance desses trabalhadores e o melhor recebe uma cesta de café da manhã, como forma de agradecimento e prestígio pela sua atuação. Moral acredita que a iniciativa é importante para estimular o engajamento. “A gente tem que entender que a chave de nossas casas está nas mãos dos porteiros. Devemos apoiar o trabalho que eles fazem. São pessoas humildes e que não moram aqui, mas estão ajudando a resolver nossos problemas”. ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO Dois funcionários da Seg Part são responsáveis por checar várias vezes ao dia se o sistema está funcionando. Eles passam um rádio para cada portaria para saber se há novidades, como anda o estado dos aparelhos e oferecer qualquer apoio necessário. Na última ocorrência, no começo de maio, os funcionários deixaram em cada condomínio um cartaz com a foto dos dois suspeitos para garantir que seria possível identificá-los em caso de reincidência. Através do que é colhido nessas checagens diárias, toda segunda-feira é enviado um relatório para os síndicos, que mostra como estão as

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operações. No documento consta o nome do prédio, os horários de contato e possíveis notificações, como falhas de áudio nos rádios, participação dos zeladores e informes de tentativas de roubo. A partir disso, os administradores do edifício são cobrados a melhorar o desempenho de sua unidade para que a rede possa funcionar sem contratempos. AVALIAÇÕES TÉCNICAS Outra forma de garantir a segurança dos edifícios são laudos realizados em cada condomínio para conferir se há vulnerabilidade. Itens como câmera, blindagem da portaria, cerca elétrica, presença de clausura, proteção das piscinas, dispositivos de prevenção a incêndios são avaliados por um especialista. Após a vistoria um laudo é formulado com as sugestões que podem ser efetuadas. “Priorizamos em três níveis as ações que o prédio deve tomar para melhorar o seu sistema de segurança e eles podem aplicar o que for mais conveniente no momento, seguindo esse grau de urgência”, relata Verardino, que participa de todo o processo e tem especializações em Operações Especiais, Ações Táticas, Controle de Distúrbios Civis e Gerenciamento de Crises.

PRÓXIMOS PASSOS O objetivo da Segurança Participativa é ser cada vez mais presente no bairro para poder melhorar sua eficiência. Pensando nisso, os fundadores já estão elaborando a ampliação da plataforma para casas e comércios. Outra novidade será a criação de um aplicativo de celular no qual os moradores poderão relatar e indicar a localização de ocorrências, além de contar com um botão de pânico, através do qual podem pedir ajuda. Quanto mais edifícios participam da rede maior é o seu poder. Sua capacidade de atuação já foi comprovada pela redução dos índices de violência no bairro e replicação do exemplo em outras áreas da cidade. O modelo, que foi inspirado em um projeto existente nos Estados Unidos chamado Neighborhood Watch, mostra como a união e a colaboração entre todos pode fazer a diferença e garantir uma Chácara Klabin mais tranquila. Portanto, se o leitor perceber que seu prédio ainda não faz parte do projeto, peça ao síndico para que entre em contato e obtenha mais informações.

E-mail: contato@segpart.com.br


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migos há mais de 20 anos, Roberto Rodrigues e Anderson Ferreira compartilhavam uma grande paixão pela marcenaria. Deixando de lado qualquer outra opção de trabalho e rendimento, começaram a procurar galpões e investir no grande negócio que sempre imaginaram: a Planemar. Fazendo móveis planejados e oferecendo uma ampla variedade de acessórios e revestimentos, conseguiram, em pouco tempo, trazer qualidade e modernidade para o serviço da marcenaria. “Nossa prioridade sempre será o cliente. Optamos por um serviço com rapidez, confiança e comunicação para obter grandes resultados”, afirma Roberto. Hoje, com 3 anos de existência, os empresários sabem que para cada bolso e gosto existe uma solução. E para a realização do trabalho, ter paciência com os pequenos detalhes é essencial. “O marceneiro vende um sonho. O cliente precisa ver sua expectativa tornando-se realidade ou até sendo superada. Por isso, conversamos

com ele, mostramos um layout profissional, entendemos sua personalidade, ideias, gostos e disponibilidades para poder chegar ao melhor resultado”, explica Anderson. Uma das grandes provas de modernidade do empreendimento é o investimento no marketing. Todos os projetos são fotografados profissionalmente. “Imagens nítidas na internet contribuem e muito na hora de fechar negócio, pois a marcenaria é um trabalho contratado na base da confiança e as pessoas precisam ver nosso trabalho para confiarem”, contam. A dupla também relata que é muito importante ir ao local onde o móvel foi entregue para vê-lo inserido em um cenário: “É como se ele ganhasse vida”. Além disso, acreditando que seja preciso um lado artístico para realizar esse serviço, a empresa recentemente fechou parceria com um escritório de arquitetura e design para assinar os projetos. “Quando o cliente vinha até nós, não projetávamos o imóvel e sentíamos falta disso. Agora, oferecemos as duas possibilidades”, afirma Anderson. Para o futuro, os sócios visam a expansão, já procurando parcerias com administradores de condomínios e corretores de imóveis. PLANEMAR MARCENARIA E SERRALHERIA R. Jaboatão, 421 - Casa Verde, São Paulo - SP (11) 2619-8474 (11) 98153-1528 contato@planemar.com.br Facebook.com/planemar @planemarmarcenaria www.planemar.com.br


Dra Ana Priscila Soggia | Diretora Técnica Médica CRM 115.982 / RQE 42.219

IDADE ATIVA DÁ APOIO À PRÁTICA ESPORTIVA NA TERCEIRA IDADE

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centro Terapêutico AKTA Liv é uma clínica que se localiza na Chácara Klabin há aproximadamente 5

anos e destina-se a integrar as diversas especialidades na área de saúde com objetivo de promover melhora na saúde e bem-estar. No último ano, percebemos um aumento na procura pelos nossos serviços por parte de pessoas idosas. Também ficou clara a dificuldade que elas

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apresentavam para iniciar a atividade física, seja por lesões pré-existentes ou falta de um acompanhamento especializado. Por esse motivo, criamos um programa de atividade física exclusivo para a terceira idade: o IDADE ATIVA. A prática de atividade física na terceira idade tem diversos benefícios documentados cientificamente: a melhora da capacidade funcional, a redução do número de quedas, aumento das massas óssea e muscular, perda de peso, redução de processos inflamatórios e aumento da autonomia e bem-estar. O IDADE ATIVA é uma proposta completa que integra a atividade física com uma alimentação específica para as necessidades do idoso, sob supervisão

de

profissionais

física, nutrição e fisioterapia. Inicialmente, a pessoa é avaliada por uma fisioterapeuta com objetivo de detectar lesões

ortopédicas

pré-exis-

tentes e alterações posturais para que sejam prescritos exercícios

terapêuticos

in-

dividualizados. Após isso, a nutricionista avalia o cliente e prescreve um programa alimentar específico, levando em consideração possíveis doenças existentes, e que promova melhores resultados na prática de atividade física. Para os exercícios, são formados

pequenos

gru-

pos para prática ao ar livre, orientados por um educador fisíco, sempre respeitando o preparo de cada participante. Deseja mais informações sobre o IDADE ATIVA? Entre em contato conosco.

especializados no atendimento à terceira idade, com objetivo de melhorar as aquisições relacionadas a atividade física e reduzir o risco de lesões. O programa se baseia em 3 pilares: prática de atividade

Aktaliv Av. Prefeito Fábio Prado, 125 - Chácara Klabin / SP | www.aktaliv.com.br 5083-1956/ 94485-0095 contato@aktaliv.com.br AKTALiv AKTA Liv Portal AKTA Liv AKTA Liv AKTA Liv


MOBILIDADE

Ideias que colocam a bicicleta como instrumento de transformação são exemplos de como a cidade de São Paulo está se reinventando ao seguir a tendência da sustentabilidade e mobilidade

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om o aumento da malha cicloviária a partir de 2014, o cidadão, acostumado com os congestionamentos e o caos do trânsito, enxergou a bicicleta como um fenômeno recente, porém, com grande potencial para melhorar a rotina na capital. Com um crescimento significativo no número de ciclistas encorajados pela infraestrutura criada, o cenário paulistano mudou, o comércio se adaptou e muitos perceberam uma grande oportunidade de negócio. Novas iniciativas apareceram, como as estilosas “Food Bikes”, aplicativos específicos para celular, programas culturais e sociais sobre duas rodas e até lojas de shopping especializadas. Recentemente, a prefeitura declarou estar realizando análises do projeto de mobilidade e mostrou ser possível retiradas e adequações de ciclovias e ciclofaixas existentes, como por exemplo, a substituição da ciclofaixa da Rua Consolação por uma ciclorrota – caminhos onde a bicicleta e os carros trafegam sem separação física.

As declarações geraram polêmica entre a comunidade ciclista, que realizou uma manifestação na Av. Paulista e exigiu explicações técnicas da Secretaria de Mobilidade e Transportes. Por enquanto, nenhuma ciclovia foi oficialmente retirada. É fato que a bicicleta no Brasil chegou para ficar e é tendência mundial. Esperamos que este período de adaptação e evolução seja, de fato, favorável para a cidade e para a boa convivência entre todos.


MOBILIDADE

CONFIRA ALGUMAS INICIATIVAS ENVOLVENDO AS BIKES AQUI EM SAO PAULO:

BIKE, CULTURA E SOLIDARIEDADE O Bike Tour SP é um passeio gratuito que percorre roteiros da capital com grupos de até dez pessoas. Elas são acompanhadas por dois monitores e um equipamento de áudio acoplado no capacete, informando dados e curiosidades dos pontos culturais visitados, em português e inglês. Desde 2013, a proposta tornou-se referência em passeios culturais e já apresentou a cidade para mais de 18 mil pessoas. A iniciativa pede como contrapartida a doação de 2kg de alimentos não perecíveis por participante, que são encaminhados para duas instituições da cidade. Os passeios acontecem em seis roteiros diferentes, sempre aos sábados e domingos, e com cinco horários cada. Não há limite de idade, sendo possível a participação de crianças a partir de 1 ano nas cadeirinhas de apoio e idosos no trenzinho. O projeto é acessível e possui todo o suporte necessário para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. Para realizar um dos roteiros é necessário fazer uma reserva pelo site e ir no dia e horário agendados. Todas as bicicletas e equipamentos são fornecidos pelo projeto. Vale a pena participar! Mais informações: www.biketoursp.com.br

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PARA QUEM NAO SABE PEDALAR Andar de bicicleta para muitas pessoas é algo automático e incorporado, na grande maioria das vezes, na infância. Porém, há um número significativo de adultos que não aprenderam e atualmente sentem esta necessidade sem saber por onde começar. Pensando nisso, foi criado em 2010 o projeto Bike Anjo. Como o próprio nome diz, o conceito é que ciclistas “anjo” ajudem os adultos a aprenderem a andar de bicicleta, e mais do que isso, aprendam a se deslocar pela cidade. Atualmente, com uma rede de mais de cinco mil ciclistas voluntários em 425 cidades do Brasil e em seis países do mundo, eles ensinam, dão suporte em relação a rotas alternativas, dicas de segurança, legislação do trânsito, benefícios para a saúde, entre outros. Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: www.bikeanjo.org

TRACAR ROTAS E ENCONTRAR LUGARES AMIGOS DOS CICLISTAS Uma das maiores dificuldades dos ciclistas durante as pedaladas é encontrar o caminho com mais ciclovias e com menos subidas para chegar até um destino. Para resolver isso, em 2015, os amigos Thiago Turbian e Luigi Godoy lançaram o aplicativo para celular Mub Maps. A proposta durou dois anos, até conhecerem Rafael Canovas, que havia lançado o aplicativo Use Bike, com um objetivo muito semelhante. Eles resolveram então unir as duas iniciativas, permanecendo com o nome da última. O aplicativo traça rotas, priorizando sempre a segurança do ciclista, e apresenta pontos ideais para cada perfil. Além disso, é possível identificar e relatar problemas durante os deslocamentos, tanto em caso de violência urbana quanto em má conservação da via. Acesse o site para mais informações: www.usebikeapp.com


AUXILIO DURANTE A PEDALADA E EM CASO DE ROUBO OU ACIDENTE Trocar um pneu ou chamar socorro em caso de algum problema mais sério não é uma tarefa fácil quando se está em alguma rua ou ciclovia da cidade. Assim, nasceu o aplicativo Bike Ajuda, que cria uma rede colaborativa de auxílio ao ciclista. Com o aumento do índice de roubos e furtos, este tipo de iniciativa se torna essencial para assessorar as autoridades com a problemática. O aplicativo funciona assim: ao se cadastrar, você fará parte de uma rede de ciclistas que colaboram entre si. Caso alguém tenha problema, com um clique no botão de emergência, a rede será alertada e a ajuda poderá ser efetuada. Em casos de roubo, furto ou acidente, a plataforma aciona a polícia e ainda registra os dados no mapa para sinalizar locais com maiores índices. Outras funções, como rastreamento da bicicleta, já estão em desenvolvimento e prometem ser um grande incentivo para o uso deste meio de transporte. Mais informações e download: www.bikeajuda.com.br

PODER PUBLICO E A BICICLETA A bicicleta está constantemente em pauta nas discussões públicas e algumas ações recentes chamaram a atenção da população. Uma delas foi a inclusão das informações das bicicletas nos sistemas da Secretaria de Segurança Pública, possibilitando, deste modo, a consulta por bikes roubadas e consequentemente criando um banco de dados sobre o tema, o que não era possível pela ausência do cadastro. Para consultar: www.ssp.sp.gov.br/consultabicicleta

QUER ANDAR DE BIKE?

A CHK organizou um grupo para passeios noturnos em São Paulo, que acontecem todas as quartas-feiras, das 20h às 22h. Para participar, basta entrar no grupo do WhatsApp, preparar sua bicicleta, equipamentos e pedalar! Para fazer parte do grupo: https://goo.gl/XQbm7S


Como sua atitude mental pode lhe ajudar (ou não) a aprender inglês

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enho nas últimas edições insistindo na ideia de que acreditar na própria capacidade traz um benefício enorme ao processo de aprendizagem de inglês. A crença que temos a nosso respeito nos torna a pessoa que somos e está fortemente ligada a nossa chance de sucesso. Quando acreditamos em nossa capacidade, controlamos nossa ansiedade e assim permitimos nos desenvolver de maneira equilibrada. Às vezes, o que precisamos fazer é “ensinar” nosso cérebro como se comportar de maneira a permitir que o aprendizado aconteça, mudando nosso padrão mental e assim eliminar nossa autossabotagem. Muito se tem falado sobre as descobertas recentes da neurociência quanto ao funcionamento do nosso cérebro e estas descobertas têm causado grandes mudanças de conceitos quanto a como aprendemos. Vários estudos e teorias têm surgido através de cientistas, explicando o que influencia o processo de aprendizagem e por que, neste aspecto, algumas pessoas são bem-sucedidas e outras não. Vejo com extremo interesse este assunto porque acredito que se souber, um pouco que seja, a respeito destas novas descobertas, conseguirei ajudar meus alunos de maneira mais eficaz. Desnecessário dizer que, vez ou outra, reconheço em alguns deles a crença inadequada de si próprios e percebo o quanto isso os impede de ter um desenvolvimento melhor. Chama-me a atenção que vários autores têm em comum a premissa de

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que, temos mais sucesso quando somos mais positivos. Segundo Shawn Archor, ex-professor de Harvard, “nosso cérebro é literalmente configurado para apresentar o melhor desempenho quando está positivo e não quando está negativo ou neutro. ” A negatividade, portanto, nos condiciona ao fracasso. A descoberta da plasticidade cerebral pôs por terra conceitos até pouco tempo atrás tidos como certos. Hoje, portanto, é maravilhoso saber que continuamos a produzir neurônios e que estamos aptos a aprender em qualquer idade. Em seu livro “Mindset”, Carol Dweck, PhD, professora de psicologia da Universidade de Stanford, afirma entre outras coisas que, “cada um de nós é capaz de se modificar e desenvolver por meio do esforço e da experiência. O esforço é o que torna você inteligente ou talentoso”. E o que todas estas coisas têm a ver com aprender inglês? Tudo. Os resultados dos estudos mostram que a nossa atitude mental tem um papel crucial em sermos bem-sucedidos em nossas tentativas. Pelas descobertas recentes, aprender com eficiência também implica em ser positivo e acreditar em si mesmo. Concordar com isto fará uma enorme diferença, acredite. Get Results Vânia F. Sampaio Language Coach vania.f.sampaio7@gmail.com (11) 98194-8789


Macarrão ao molho branco por Vovó Dirce

Ingredientes: • 500g de macarrão tipo parafuso • 500g de presunto cortado em cubos • 500g de muçarela cortada em cubos • 500ml de creme de leite fresco • 500ml de leite • 2 caixinhas de creme de leite • 1 cebola pequena cortada em cubinhos • 3 dentes pequenos de alho • Azeite e manteiga • Queijo tipo gorgonzola e parmesão ralados à gosto, orégano, salsinha e cebolinha à gosto Modo de Preparo: • Cozinhar o macarrão na água com sal e azeite, reserve. • Em uma panela refogue a cebola e o alho na manteiga e azeite, deixe fritar um pouquinho e logo após adicione o presunto, orégano e o gorgonzola.

• Adicione o creme de leite fresco, o leite, o creme de leite em caixinha e deixe ferver. • Desligue o fogo e adicione a salsinha, a cebolinha, a muçarela e o parmesão.

• Coloque o macarrão no molho e mexa bem. Coloque a mistura em um refratário e coloque no forno por 15 minutos para gratinar.


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Revista CHK - Ed. 18  

O tema principal desta edição é sobre o projeto Recomeçar, da ON Gerando Falcões. Iniciativa que dá uma segunda chance aos egressos do siste...

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