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Sistemas de sementes Levar sementes de um para centenas de campos

MKONOO, Tanzânia — Tudo começou com um agricultor e uma mão cheia de sementes de grão-de-bico.

Há quase meio século, um agricultor recebeu essas sementes da Índia e, vendo que elas produziram um monte de grãos-de-bico, passou sementes a cinco outros agricultores. Esses, por sua vez passaram-nas a 20 e os 20 a 50 e em breve o grão-de-bico era a grande voga nesta região do norte da Tanzânia, perto da famosa reserva natural de Serengeti. A região de Arusha tornou-se a capital do grão-de-bico e os lavradores usavam os seus lucros para comprar tractores, construir casas e pagar para mondar os campos de cultura. Mas esta maneira informal de montar um sistema de distribuição de sementes, embora magnífica na sua simplicidade, não afastava um problema: as moléstias. Em cada estação, surgiam moléstias como o fusário, que evoluiu e encontrou novas maneiras de atacar o que se tinha tornado numa variedade local de grão-de-bico. As culturas literalmente murchavam. Grupos de agricultores horrorizados viraram-se para os peritos — reprodutores apoiados pelo CGIAR, que tinham desenvolvido variedades resistentes a moléstias e pragas. Mas os cientistas tinham por sua vez um problema: tinham capacidade para criar a melhor semente do mundo, mas como fazê-la chegar aos agricultores?

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Uma Paix ão para Lá do Normal . Tanzânia

Resolver este problema era o mais importante. É difícil subestimar o valor das sementes. Em tempos de desastres naturais, dizem os velhos experientes de África, os agricultores salvam em primeiro lugar a família e em segundo as sementes. As sementes são algo de tão importante que os bancos de sementes de todo o mundo enviaram, em princípios de 2008 e com pompa e circunstância, centenas de milhar de variedades para um cofre-forte de sementes subterrâneo; esse cofre-forte foi escavado nas profundezas de uma montanha no Círculo Polar Árctico — os peritos queriam um local tão frio e remoto quanto possível para assegurar a sobrevivência das sementes a toda a espécie de ameaças. O historial de países que instalaram sistemas de sementes e do apoio de doadores de sementes em situações de emergência não é brilhante. Ainda assim, tem havido alguns casos de sucesso e, dada a sua importância, os cientistas estão a utilizá-los como base. Na Tanzânia, e em vários outros países africanos, os investigadores ajudaram a montar sistemas de sementes que permitem uma distribuição alargada daquilo a que chamam sementes de origem — sementes cuidadosamente

Uma Paixao para la do Normal  

How farmers and researchers are finding solutions to Africa's hunger.

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