Issuu on Google+

Projeto Lola Nosso projeto é conscientizar as pessoas de que nós, os animais e o ecossistema onde vivemos,somos igualmente importantes. Suas reflexões sobre o que passamos diariamente é o primordial. A sustentabilidade é um assunto que está em alta nestes últimos anos, pois o meio ambiente está sofrendo danos que podem ser irreparáveis. Além de ser prejudicial à saúde humana o consumo de produtos de origem animal... O projeto Lola vai levar panfletos, palestras, refeições veganas e aulas com nutricionistas ativistas

Agropecuária Hoje a indústria alimentícia é, indiscutivelmente, a maior do mundo: ela emprega mais de um bilhão de pessoas e salvou centenas de milhões de pessoas da pobreza e da fome. No entanto, tudo isso tem cobrado um custo colossal do meio ambiente. Só a agricultura – que é apenas um estágio no complexo ciclo de vida dos alimentos – responde por 70% do consumo de água doce no mundo, pelo uso de 38% das terras habitáveis e por 19% das emissões de gases de efeito estufa. Cerca de 80% das emissões humanas de óxido nitroso são provenientes da agricultura. Bactérias convertem o nitrogênio encontrado no esterco bovino ou o excesso deixado no solo em gás óxido nitroso, o óxido nitroso é o maior contribuinte do homem à destruição do ozônio estratosférico (o “buraco de ozônio”), e o terceiro gás que mais contribui para o efeito estufa, depois do dióxido de carbono e do metano. Se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. Os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca bebe até 2 litros de água de uma vez. Em um dia, pode consumir até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água. Damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo vira comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos, graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome. E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas, isso não é uma piada, estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Carne Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar, involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões. A população de animais aquáticos que são mortos para a alimentação é incalculável.


Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino, uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses.

Esses são números indústrias, pois se fossemos calcular quantos animais são realmente mortos levando em conta tudo, poluição, caça, moda, entretenimento... Seria uma conta monstruosa, talvez até inquantificável.

Benefícios da dieta vegetariana A dieta vegetariana pode ser usada na prevenção de doenças e como auxílio em tratamentos, conforme a ADA (American Dietetic Association): Doenças do sistema digestivo: em geral, pessoas vegetarianas sofrem menos de síndrome do cólon irritável, apendicite aguda, hemorróidas e úlceras; Obesidade: a taxa de obesidade é menor em vegetarianos. Previne-se cardiopatias e problemas de colesterol e triglicerídeos; Diabetes tipo 2: melhora o controle da glicose e favorece a manutenção de níveis desejáveis de lipídeos; Infarto: redução do número de mortes em 31% em homens vegetarianos e de 20% em mulheres que seguem a dieta; Colesterol: os níveis são 14% mais baixos em vegetarianos; Osteoporose: mulheres após a menopausa com dieta rica em proteína animal e pobre em proteína vegetal têm taxa mais alta de perda óssea e risco maior de ter fratura de quadri l. Quem come mais carne, especialmente carne vermelha, tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores. O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena. Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico. Esses temas e muito mais serão abordados pelo projeto Lola. Vou fazer-lhe um convite. Você que fazer parte disso dessa mudança junte-se a nós!



Projeto Lola