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1. PORQUÊ ESTE SEMINÁRIO? Em plena Década para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), proclamada pelas Nações Unidas, que eleva ao nível internacional o reconhecimento da educação como uma ferramenta essencial na promoção de formas de desenvolvimento mais sustentáveis, em que se valoriza o “Pensar Global, Agir Local” e no ano da “Conferência das Nações Unidas sob Desenvolvimento Sustentável Rio+20”, emerge a pertinência de conhecer o “estado da arte”, procurando ter um visão não apenas reflexiva mas também prospetiva. Acreditando no papel altamente relevante que a escola e o território poderão ter na educação/ação em prol do desenvolvimento sustentável e visando contribuir para a reflexão em torno da Educação para o Desenvolvimento

Sustentável

(EDS),Rede

das

Bibliotecas

Escolares,

ADICES-Associação

de

Desenvolvimento Local, Comunidade Inter Municipal Dão Lafões -CIM, Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão e Centro de Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão unem esforços no sentido de organizar o Seminário Educação para o Desenvolvimento Sustentável, procurando compreender quais os riscos de insustentabilidade, quais os caminhos para um desenvolvimento sustentável, o que pode a escola e o território fazer face aos desafios da sustentabilidade. Ao longo das 25 horas de formação, e tendo como linha condutora os subtemas “Escola, Cidadania e Sustentabilidade”, “EDS - da Investigação à Praxis” e “E Novos Paradigmas - Abordagem CTSA e Territórios Sustentáveis”, procura se pensar a sustentabilidade a nível de Políticas, Investigação e Práticas, relacionar a sustentabilidade com as várias literacias (da leitura, digital, mediática, científica, estatística e económica), relacionar os vários pilares da sustentabilidade ambiental, económica, cultural e social, dar conta do emergir da consciência ecológica, ecopedagogia e ecoformação, relacionar currículos formais com o desenvolvimento sustentável, disseminar políticas, programas e práticas inovadoras de EDS, reconhecendo a pertinência do papel da escola mas também do território, apelando ao emergir da constituição de redes, como estratégia concertada para um verdadeiro desenvolvimento sustentável. Em síntese, este desafio procura assumir se como um espaço de conhecimento, reflexão, ação e partilha de conhecimentos e boas práticas sobre esta problemática, tendo o privilégio de poder contar com referências do mundo académico e científico de várias universidades, organizações governamentais e não governamentais que partilham no Seminário Educação para Desenvolvimento Sustentável o seu elevado know.

2 OBJETIVOS


Sendo a formação uma ferramenta indispensável na sociedade atual, que se pretende informada e participativa, e assumindo -se o ensino formal como veículo determinante para a aquisição dos conhecimento e de informação básica para o amadurecimento de atitudes responsáveis e pró-ativas, e reconhecendo-se, também, o papel de iniciativas de educação formal e não formal quer, das escolas e território envolvendo organizações da sociedade civil e de outros organismos do Estado, urge fazer um balanço do “estado da arte” e perspetivar uma agenda mais sustentável. Assim, neste seminário procuramos atingir os seguintes objetivos gerais: •

Informar/Sensibilizar/Partilhar/Debater a Educação para o Desenvolvimento Sustentável nas várias dimensões (Económica, Social, Cultural e Ambiental);

Conhecer organizações internacionais e nacionais para o desenvolvimento sustentável;

Conhecer princípios e orientações internacionais e nacionais para o desenvolvimento sustentável: Década para o Desenvolvimento Sustentável-2005 – 2014 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, Estratégia Nacional de desenvolvimento sustentável ENDS 2015,Agenda 21multi-escalas (Nacional, Local, Escolar);

Contribuir para uma mudança de atitudes e comportamentos das comunidades; Reconhecer a importância de defender a sustentabilidade em Rede como estratégia inter organizacional do desenvolvimento sustentável;

Reconhecer a importância do trabalho em rede e o assumir a Educação sustentável como projeto de escola e projeto de território;

Conhecer critério de qualidade para escolas EDS;

Capacitar educadores e professores para a integração da Educação para o Desenvolvimento Sustentável no Ensino Formal;

Reconhecer o papel das várias literacias (da leitura, digital, mediática, científica, estatística e económica) para a educação para o desenvolvimento sustentável;

Promover a partilha de projetos, experiências e iniciativas inovadoras e relevantes no âmbito da Educação para a Sustentabilidade;

Promover a partilha de no âmbito dos Projetos desenvolvidos na área de Educação Ambiental para a Sustentabilidade;

Desenvolver práticas de formação de qualidade, utilizando recursos didáticos diversificados, incluindo digitais, promotoras de uma melhor aprendizagem dos alunos em temáticas relacionadas com a EDS.

Sinopse


Partindo do exemplo da generalização do relógio mecânico pretende-se problematizar as ideias de modernidade e globalização. O que é que mudou na vida dos indivíduos e na organização das sociedades que permita identificar a rutura entre modernidade e tradição? O que é que mudou na vida dos indivíduos e no desenvolvimento das sociedades com a globalização? O que é afinal a modernidade? O que a distingue relativamente a outros sistemas sociais e culturais? Como se estruturou e desenvolveu? Como processo de mudança social, foi generalizada e acriticamente aceite? Para responder a estas questões iremos recorrer a algumas expressões retiradas da literatura, do cinema e do debate público em torno das instituições da modernidade. Será a globalização uma consequência da modernidade? Uma modernidade à escala global ou modernidades múltiplas? A globalização dos riscos como consequência da modernidade. Da cidadania da modernidade à cidadania na globalização: o que mudou? O que queremos que mude?

Nota Biográfica Painel 1 - Escola Sustentável –critérios de qualidade –da investigação à prática critérios_de_qualidade@escolas.eds Manuel Carvalho Gomes nasceu em Elvas, Portugal, em 1960; Licenciou-se em Geografia na Universidade de Coimbra, em 1984; Fez o Mestrado em Geografia Física e Ambiente no domínio da Educação Ambiental, na Universidade de Lisboa, em 1995; Encontra-se a terminar o doutoramento no Ensino da Geografia, no domínio da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, na Universidade de Lisboa; Lecionou Geografia nos ensinos básico e secundário Entre 1984 e 1997; Foi professor destacado no ME (1997 a 2005) onde representou o Ministério da Educação (ME) nas Direções Gerais do Ambiente e do Consumo da Comissão Europeia; Integrou as Comissões Nacionais dos Programas Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente e integra o júri do Programa ECO-XXI; Participou em vários projetos e grupos de trabalho internacionais e nacionais no domínio das temáticas transversais - educação ambiental, educação do consumidor, educação para o desenvolvimento sustentável; Nessas temáticas transversais é formador de professores, publicou vários documentos e tem apresentado inúmeras conferências e dinamizado workshops; Foi equiparado a bolseiro pelo ME de 2005 a 2009; Tem orientado teses de mestrado no âmbito da EDS; Atualmente é assessor do Conselho Nacional de Educação (CNE), Investigador no Centro de Estudos geográficos da Universidade de Lisboa e Presidente da Associação CIDAADS – Centro de Informação, Divulgação e Ação para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Sinopse A comunicação critérios-de-qualidade@escolas. edsé apresentada no âmbito do tema Escola, Cidadania e Sustentabilidade, integrado no seminário Educação para o Desenvolvimento Sustentável, organizado pelo


Centro de Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão, em parceria com outras entidades. Nos nossos dias as alterações climáticas, a biodiversidade, a destruição dos recursos naturais, a pobreza, a paz, o preocupações constantes da sociedade, em geral, e, são igualmente, temáticas que integram o quotidiano das práticas pedagógicas nas escolas. Estas temáticas são abordadas nas escolas, de uma forma transversal, nas diversas disciplinas e áreas curriculares disciplinares e não disciplinares e nos diferentes níveis de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino superior. A partir do Relatório Bruntland “O nosso futuro comum” (1987) divulga-se o conceito de desenvolvimento sustentável Desenvolvimento que satisfaça as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as sua próprias necessidades, e foi crescendo o interesse por uma educação que contribuísse para o desenvolvimento sustentável, como aparece de forma inequívoca na Agenda 21 (1992). Este interesse surge materializado na Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) interesse que se intensifica no contexto da Conferência de Salónica (1997) e atinge a sua maior relevância quando na sequência da Conferência de Joanesburgo (2002) é proclamada a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, 20052014 (DEDS).De uma forma geral, quando é pedido na teoria, à educação que integre a EDS nos seus currículos, isso implica que na prática as escolas implementem a EDS. Assim, ao pretender-se que as escolas no contexto das suas competências ajudem a responder aos desafios da sociedade contemporânea, estão a criar-se consequentemente novos desafios para as próprias escolas. Estes novos desafios são sublinhados na nova expressão EscolasEDS adaptada às escolas que desejem envolver-se num desenvolvimento orientado para a sustentabilidade. É neste contexto que apresentamos os Critérios de Qualidade para Escolas-EDS emergentes de um estudo efetuado sobre Eco - Escolas em treze países da OCDE, no domínio da EDS levado a cabo pela rede europeia School Development through Environmental Education



E book (seminario p educação sustentavel