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ANO II • N.º 13 • JUN 2004

Informativo do Centro Cultural Akenathon da ORDEM FRATERNAL CRUZEIRO DO SUL - “CEU”

Falando de amor Se você sente alguma coisa, deixe que os outros conheçam seu sentimento. O amor verdadeiro só cria, nunca destrói, e está sempre de braços abertos. Se você se fecha sobre o amor descobrirá que ficou segurando apenas a si próprio. Pág. 3

É tempo de pular fogueira e comemorar a noite de São João. Pág. 2 Krishnamurti. Conheça um pouco mais sobre a vida e obra do renomado mestre espiritual. Pág. 3 Descubra o que é e para que serve a Grafologia. Pág. 3 Os segredos da mágica Machu Pichu. Pág. 4


EDITORIAL

A

pós um ano, em novo formato, o Mensageiro Celeste reafirma o seu compromisso de difundir a luz dos Mestres Espirituais usando a palavra escrita. Nesta edição, falamos da densidade e sutileza contidas neste grande mistério, o amor. Tentar explicar essa força é inútil. Viver o amor é o que nos aproxima de Deus, não importando nossa religião, crença ou origem. Esse é o caminho. O solstício de inverno, dia de São João, significa esotericamente a repetição da Criação e sinaliza para nós, espiritualistas, a necessidade de nos renovarmos a cada dia. Sigamos internamente o exemplo dos grandes instrutores da humanidade, para sermos sempre amorosos e livres em nossa palavra e ação, em qualquer lugar. Boa leitura e até o próximo mês. Namaste. Kabir da Pérsia Sumo Sacerdote da “CEU”

Especial

São João, festa do Sol

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oite de 24 de junho, hora de dançar quadrilha, pular fogueira, tomar quentão e ver as estrelas no céu. Essas são algumas das características da festa de São João, ainda comemorada no interior do país. Porém, por trás dessa atmosfera de tradições folclóricas, existe uma realidade mística. Na verdade, durante as festas do mês de junho, comemora-se o solstício do inverno no hemisfério sul, onde o Sol é honrado com o fogo, a luz suprema que o homem oferecia às divindades pagãs. Embora muitos não saibam, as milenares festas de São João são, na verdade, rituais de repetição do início do mundo. Para o Cristianismo, João Batista é o testemunho da Luz, do verbo encarnado, o que introduz o rito do batismo, ou seja, da renovação. Para alguns, é um profeta que anuncia e prepara, no sistema iniciá-tico, a vinda da Luz. Ele ensina a humil-dade, a renúncia ao ego, sem as quais a iniciação e o progresso espiritual são im-possíveis. Batista simboliza, assim, o grande iniciador, o Mestre sábio que pre-para, humildemente, o caminho ao discípulo. Desde os primórdios, acreditava-se

PING-PONG

que a noite de solstício era mágica. As ma-deiras e as cinzas que sobravam eram guardadas, as cinzas eram espalhadas pelo campo para aumentar a fertilidade do solo e proteger as plantações, os tições protegiam as casas contra bruxarias, raios e incêndios. Acreditava-se, também, que na noite de solstício era possível prever o futuro e a água também adqui-ria poderes especiais, costumava-se recolher água dos poços para ser guardada. Os adereços da festa de São João chegaram ao Brasil trazidos por outras culturas. De Macau, na China, os portugueses trouxeram as bandeiras de papel recortado. Os escravos, o costume africano de pular a fogueira e andar so-bre brasas, bem como os quitutes típi- cos do festejo: batata e inhame, assados no calor do fogo, e milho transformado em pipoca. Dos franceses, herdou-se a quadrilha dançada ao som do acordeão. Por toda essa diversificação, a festa é um convite para que cada homem de fé se torne, como São João, a luz que abre os olhos alheios à presença do Cristo.

Maria Inez Couto de Almeida, pesquisadora

Cultura e tradições Uma publicação do Centro Cultural Akenathon da Ordem Fraternal Cruzeiro do Sul – “CEU’. Jornalista responsável: Rafaela Gomes – JP 23991 RJ Projeto Gráfico: Francisco Carlos de Paula Tiragem: 2000 exemplares Impresso na Gráfica Irmãos Passos. A distribuição do Mensageiro Celeste é gratuita, mas se quiser ser um Colaborador e receber o jornal mensalmente em sua casa, avise-nos. A sua contribuição vai nos ajudar na impressão e distribuição do jornal. Ordem Fraternal Cruzeiro do Sul – “CEU” Rua Washington Luiz, 128 – Centro – Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20230021. Tel.: (21) 2505-9127 Fax: (21) 2505-9130 E-mail: ceu_namaste@yahoo.com.br A “CEU” é uma instituição místicoespiritualista, sem fins lucrativos, voltada para a ajuda ao próximo e fundamentada em religiões orientais. Nossas atividades são realizadas por voluntários e mantidas por doações espontâneas.

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azendo parte do Ciclo de Pales-tras da “CEU”, no dia 21 de abril, médiuns e pacientes puderam conhecer um pouco sobre as origens religiosas e os costumes do povo iorubá, através das palavras da pesquisadora Maria Inez Couto de Almeida. Mensageiro Celeste: Qual a origem da cultura iorubá e sua influência no Brasil? Maria Inez: Os iorubás viviam no sudoeste da África, onde hoje é a região da Nigéria e do Benin. A cultura iorubá está presente nos rituais de umbanda e de can-domblé, como herança dos primeiros iorubás que, como escravos, chegaram ao Brasil, concentrando-se na Bahia e depois se espalhando por outros lugares. Muitos de seus costumes, proibidos pelos brasileiros, puderam ser resgatados. Interessante notar que entre os iorubás aqui trazidos como escravos, achavam-se muitos reis, rainhas, príncipes e princesas daquela região.

Espaço dos leitores Esse é um lugar para sugestões, elogios e críticas. O contato com a redação pode ser feito através de: Carta: Rua Washington Luiz, 128, Centro, Rio de Janeiro. Cep: 20230-021 (escreva no envelope: PARA A REDAÇÃO DO MENSAGEIRO CELESTE). E-mail : mensageiroceleste@yahoo.com.br

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MC: Qual era o papel da religião? MI: Como a maioria dos povos an-tigos, os iorubás eram muito dedicados à sua religião. Para eles, a religião, rica em lendas, tinha a função de normatizar o comportamento indi-vidual dentro do grupo. Eles acre-ditavam em um ser supremo, chamado Olodumare ou Olorum, que além de criar o céu e a Terra com todos os seus habitantes, criou também as divindades e os espíritos. MC: E os orixás? MI: Os orixás eram os intercessores junto a esse ser supremo, Oludumare - para nós, Deus. Os iorubás tinham o há-bito de adorar sem imagens e sem templos. Pediam aos orixás de acordo com a mis-são de cada um e os orixás levavam a Oludumare seus pedidos. Os iorubás jamais falavam o nome de Deus. O respeito era tanto que eles se referiam a Deus como “o dono do dia de hoje”. MC: E como era a estrutura familiar na cultura iorubá? MI: A família era muito respeitada. Os iorubás valorizavam muito a educa-ção e o respeito dentro do lar. Os filhos, para falar com seus pais, deviam se abaixar. O irmão mais novo jamais brigava com o mais velho, nem o cha-mava pelo nome, mas sim de “meu irmão”, por exemplo. Até hoje, a criação na Nigéria é muito rígida. A importância à educação e ao respeito dentro de casa permanece.

nota nota nota nota nota

Campanha de solidariedade Mais um trabalho que termina com sucesso. A campanha do quilo e do agasalho organizado pela “CEU” acaba de beneficiar mais uma instituição. No mês de maio foram arrecadados, com a ajuda de médiuns e pacientes, alimentos e roupas que foram doados a Associação de Assistência à Criança São Vicente de Paulo, que cuida de crianças com câncer. A “CEU” agradece a ajuda de todos e continua aberta para futuras doações. Associação de Assistência à Criança São Vicente de Paulo: Estrada do Colégio 1185 – Irajá. Tel.: (21) 3372-4612. Email: casa@casaapoiocancer.org. br. Site: www.casaapoiocancer.org.br. Manuscritos do Mar Morto em exposição no Rio Considerados os mais antigos relatos de textos bíblicos, os Manuscritos do Mar Morto serão expostos pela primeira vez no Brasil, a partir de agosto. Os mais de 900 fragmentos escritos entre os anos 250 a.C e 70 da era cristã são apontados como uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX, e considerados essenciais para a compreensão do judaísmo e das origens do cristianismo. A mostra poderá ser vista a partir de 20 de agosto, no Museu Histórico Nacional. Em outubro, a exposição irá para São Paulo. Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça Quinze. www.museuhistoriconacional.com.br


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ante, autor da Divina Comédia, já dizia “o amor que move o sol, como as estrelas” e Carlos Drummond de Andrade, acrescentou: “amar se aprende amando. Sem omitir o real cotidiano, também matéria de poesia”. O amor é um fenômeno que se aprende, porém o que falta melhorar é a forma como se aprende esse ensinamento. Jesus já dizia: “Ame ao próximo como a si mesmo”. Mas o ser humano só pode dar aquilo que tem. Esse é o verdadeiro milagre da vida. Muitos já puderam testemunhar os efeitos salutares de uma refeição prepa-rada com carinho, de um abraço ou beijo amoroso. As modernas pesquisas no cam-po da imunologia têm demonstrado que, enquanto os sentimentos negativos minam o sistema imunológico, os positivos têm o dom de aumentar sua eficiência. Iván Izquierdo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um dos maiores especialistas em memória do mundo, em entrevista à revista Planeta (edição 372) falou da importância do amor para que se tenha uma boa qua-lidade de vida. “É preciso procurar tempo para viver, para amar, para pensar, para aprender. Há infinitas formas de amar e de pensar. Quando digo amar, me refiro não só ao amor sexual, mas ao amor em todos os seus aspectos: amar a si próprio, os amigos, os filhos, os netos, amar o futuro de nosso planeta, amar a natureza como fazia São Francisco. Amar a Deus, se nele acreditamos. Amar e praticar nossa escala de valores. Sem amor a vida

O que é

amar?

em si não tem sentido, e essa atividade é por nossa conta, depende de nossa decisão”, revelou o professor. Cada pessoa vive o amor em seu estilo limitado e não parece relacionar a confusão e a solidão decorrentes à sua falta de co-nhecimento sobre o amor. Leo Buscaglia, renomado conferencista e professor de pedagogia na Universidade da Califórnia do Sul, ministrou durante muito tempo um curso sobre amor e em seu livro Amor ele explica

que a proposta da aula não era o ensino, mas simplesmente facilitar o progresso no amor. “Sentávamos no chão, nas noites de terça-feira, e falávamos. Tenho certeza de que as vibrações era sentidas através do mundo”, escreveu em seu livro. O autor acrescenta ainda que o amor não pode ser encarado como algo adormecido dentro do ser humano, simplesmente esperando alguma idade mágica de consciência para emergir em toda sua intensidade. Existem pessoas que colocam o

amor como uma construção ingênua e romântica. Outros tornam-se poetas e dizem que o ‘amor é tudo’, ‘é o canto do pássaro’. Alguns são dogmáticos e dirão enfaticamente que ‘Deus é amor’. E outros, de acordo com suas próprias experiências, dirão ‘o amor é uma ligação forte e emocional com o outro’. Cada uma dessas afirmações contém alguma verdade, mas pretender que qualquer uma seja a melhor é ingênuo. Então, cada pessoa vive o amor em seu estilo limitado e não percebe a confusão e a solidão decorrentes de sua falta de conhecimento sobre esse sentimento. Krishnamurti, em seu livro Sobre relacionamentos, é categórico ao dizer que o ser humano deve se preocupar com a sua própria vida e se “entendermos o nosso relacionamento com os outros, criaremos uma nova sociedade; caso contrário, perpetuaremos a atual desordem e confusão”. Para ele, a maioria das pessoas vivem relacionamentos baseados em dependência, seja econômica ou financeira. E como não poderia deixar de ser, essa dependência cria medo, alimenta a possessividade, resulta em atritos, suspeitas e frustração. Na verdade, o amor deve ser como um espelho. Quando você ama outra pessoa ela se torna seu espelho e você o dela. E refletindo o amor de cada um você enxerga a infinidade. Viver no amor é o maior de-safio da vida e deve ser enfrentado e vencido, dentro dos limites de cada um.

GRANDES MÍSTICOS

Curiosidade

Jiddu Krishnamurti

Descoberta da personalidade A profundidade de Krishnamurti

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riada no século XVII, a grafologia tem sido amplamente utilizada para diagnosticar alterações psicológicas no indivíduo. Segundo os grafologistas, a letra é o espelho da alma e o estudo da personalidade do indivíduo por meio da análise revela o que de mais fundo está na mente de cada um. Através dessa técnica é possível identificar os traços de personalidade, tendências de comportamento e até propensão a doenças. Hoje, ela é empregada por muitas empresas, escolas, psicólogos, psiquiatras, pedagogos e orientadores vocacionais. Dizem os estudiosos que é impossível ocultar o caráter, personalidade e sentimentos quando se escreve. Por isso, a grafologia é muito utilizada pelas empresas como uma ferramenta auxiliar na seleção de funcionários, e também pelos psicólogos, para ajudar

nos diagnósticos de pacientes. Ela funciona, ainda, como um instrumento de autoconhecimento para aqueles que querem entender por que agem de determinada maneira e como devem fazer para modificar sua postura perante a vida e o relacionamento com outras pessoas. A teoria de que os traços da escrita revelam o caráter e a motivação de um indivíduo tem acompanhado a civilização desde a própria invenção da escrita. Os romanos, gregos, chineses, cristãos e judeus procuravam traços da personalidade das pessoas em sua caligrafia. No entanto, foi somente no século XIX, na França, que o termo grafologia foi cunhado pelo abade Jean-Hippolyte Michon, apesar do primeiro trabalho sobre algo parecido com o que hoje se chama de grafologia ter sido publicado pelo médico italiano Camillo Baldi, ainda no século XVII.

Cantinho da saudade

Homenagem Como homenagem ao colaborador Aloysio Guilherme de Souza, falecido em 28 de abril de 2004, aos 83 anos, vítima de derrame, a “CEU” promoveu no mês de maio uma missa solene na qual estiveram presentes seus familiares e amigos. Aloysio era

terapeuta de Florais de Bach e prestava atendimento na “CEU” desde 2000. Era um estudioso incansável das doutrinas esotéricas e terapias alternativas. Casado com Creusa Ulrich de Souza, deixou quatro filhos e sete netos.

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iddu Krishnamurti nasceu no sul da Índia, em 1895. Um dos numerosos filhos de uma família de brâmanes pobres foi adotado aos nove anos, juntamente com seu irmão Nitya, por Annie Besant, discípula de Madame Blavatsky, fundadora do movimento teo-sófico. Besant via nele o “veículo” em preparação de um novo “instrutor do mundo”. O adolescente era uma dessas criaturas excepcionais que muito raramente – uma vez no decorrer de inúmeros séculos – iluminam de maneira nova a consciência humana. Pouco tempo depois, em 1910, uma vasta organização mundial, contando centenas de milhares de adeptos espalhados em todos os continentes, foi criada para receber o instrutor anunciado, e Krishnamurti, apesar de sua pouca idade, assumiu a direção do movimento. Repudiando com firmeza a imagem mes-siânica, em 1929 dissolveu dramati-camente a grande e rica organização que havia sido criada à sua volta, e declarou ser a verdade “uma terra sem caminhos”, à qual nenhuma religião formalizada, filosofia ou seita daria acesso. Não era uma revolta por reação, mas ele percebia que, se desejamos penetrar profundamente o mistério da vida – e da morte –, o único ponto de penetra-

ção somos nós mesmos. “Se houver apenas cinco pessoas que tenham a face voltada para a eternidade, será o suficiente. Gostaria que todos os que queiram compreender sejam livres, não para me seguir, não para fazer de mim uma gaiola, que se torne uma religião, uma seita. Deverão estar livres de todos os temores, do medo da espiritualidade, do medo do amor, do medo da morte, do medo da própria vida”, dizia o Mestre. Pelo resto de sua vida Krishnamurti continuou a atrair grande audiência através do mundo, falando sempre como um indivíduo fala a outro. Mesmo após a morte, em 1986, suas palestras, diálogos, cartas e diários têm sido preservados em livros e gravações. Reconhecida a impor-tância de seus ensinamentos, fundações foram criadas na Europa, Estados Unidos, América Latina e Índia, assim como Cen-tros de Informações, em muitos países do mundo, onde se pode conhecer um pouco sobre Krishnamurti e sua obra. No Brasil, a ICK (Instituição Cultural Krishnamurti) foi criada pelo próprio Krishnamurti, em sua visita ao país, em 1935. ICK–Instituição Cultural Krishnamurti Rua dos Andradas, 29 - sala 1007 CEP: 20051-000 - Rio de Janeiro – RJ Tel/Fax: (21) 2232-2646 www.krishnamurti.org.br

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Lugares de Poder

Templo de Pedra

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onsiderado um dos principais centros energéticos do pla-neta, Machu Pichu a cada ano que passa atrai curiosos e adeptos de religiões e seitas espiri-tualistas de todos os lugares. Mágico, enigmá-tico, imponente, o lugar reina misteriosamente do alto de suas montanhas. Localizada no Peru, a 2.350 m de altitude, em uma região da Cordilheira dos Andes onde começa a Floresta Amazônica Peruana, Machu Pichu é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade. Foi construída com pedras, unidas perfeita-mente sem ajuda de cimento ou barro e não se tem certeza de como e nem quando foi erguida. Oficialmente, sua descoberta ocorreu no dia 24 de julho de 1911 e ainda hoje é considerado um enigma vivo e a principal atração turística do Peru. Pode-se andar por suas ruas, tocar suas pedras, admirar suas obras e, por mais que se indague, a única coisa que se consegue é partilhar o seu silêncio. Tanta vida já passou por ali, tantos acontecimentos testemunharam aquelas pedras, que muito dessa vibração ainda resta e, de alguma forma, é transmitida aos milhares de viajantes. “Esse é um local fantástico e formidável. Quando se chega, o im-

pacto é muito grande e uma sensação de paz e serenidade invade o coração. É impossível até de explicar porque tanta emoção”, explica Sandra da Babilônia, médium da “CEU”. A cidade inca apresen-ta uma grande quanti-dade de templos, reco-nhecíveis pela qualidade de suas obras e pelo acabamento rebuscado. O Templo do Sol, por exemplo, mesmo pequeno em sua construção, guarda uma espetacular grandeza de cálculo: às 7h15 da manhã do dia 21 de junho, solstício de inverno, os primeiros raios de sol, com precisão digital, antes de iluminar qualquer outra parte da cidade, dirigem-se para a única janela do templo. Por ser uma cidade mística, várias histórias ou lendas urbanas foram transmitidas ao longo dos anos. Muitas pessoas acreditam existir uma passagem secreta ligando Machu Pichu a várias cidades, como São Tomé das Letras e Águas de Lindoya, em Minas Gerais. Devido ao tamanho dos blocos de pedras e à falta de uso de tração animal, alguns ufólogos creditam às civilizações extraterrestres a construção de Machu Pichu.

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LIVRO O livro tibetano da cura. Dr. Lopsang Rapgay, editora Cultrix, 184 páginas. Pela primeira vez, são apresentados em livro os princípios e as aplicações práticas da medicina tibetana e da psicologia budista, usada há séculos pelos mestres e praticantes espirituais para viver a vida de maneira saudável e equilibrada. O modo de vida tibetano apresenta analogias com o Ayurveda indiano e com a medicina chinesa.

FILME Cazuza - O tempo não pára. Drama. Brasil, 2004. Diretor: Daniel Filho. Elenco: Daniel de Oliveira, Marieta Severo e Débora Falabella. O filme mostra a vida do roqueiro brasileiro morto em 1990, aos 32 anos, vítima do então pouco conhecido vírus HIV.

MÚSICA Jóia Yoga. Este álbum traz uma coletânea de músicas de efeito relaxante, excelente para a prática da meditação. A seleção foi feita por Isabela Fortes e vale a pena conferir a faixa “Devi Prayer”, de Craig Pruess, com participação especial da cantora Ananda.

SITE www.projetoockham.org. Este site dedica-se a divulgar e discutir evidências científicas disponíveis sobre vários fenômenos supostamente paranormais ou sobrenaturais e fatos erroneamente divulgados como científicos. A intenção é estimular a análise racional, ao invés da crença cega em informações de origem duvidosa. Sessões da “CEU”

Viva Bem

A favor da vida

unho, mais precisamente, 26, é o Dia Internacional do Combate às Drogas. Há milênios, os homens fazem uso de substâncias que, por muitas vezes contribuíram para a cura dos males físicos. As drogas já exerceram diversos papéis, dentre os mais significantes, dopar os homens que sofriam nas guerras e servir de catarse em determinados cultos religiosos. Segundo o astrólogo e professor Assuramaya, “temos dois planos de contato com o espaço paralelo, a respiração e a meditação, cujos veículos são os chakras. A utilização das drogas desconecta essa interação, invertendo seu sentido giratório”, explica o astrólogo em seus livros. Alguns espíritas kardecistas acreditam que a extensão e a ligação das drogas com a violência, por exemplo, é muito grande e forte, pois baixam o campo vibratório de quem as utiliza, deixando-o à mercê de inimigos espirituais e mal intencionados, que acabam influenciando as pessoas negativamente. Hoje as drogas tornaram-se o assustador gigante que apavora a sociedade, porque elas vieram preencher o vazio deixado pela perda do sentido de viver, o vácuo existencial causado pelo abandono da convivência familiar e social. Vale ressaltar que quando se fala em drogas, deve

boa dica boa dica boa dica

inserir na lista o álcool, cigarro e remédios tranqüilizantes. O álcool, por exemplo, uma droga à venda em qualquer bar e aceita em todas as casas, pode fazer tão mal quanto qualquer uma outra do rol da ilícitas. E há quem diga que beber apenas socialmente não provoca mal algum. Contudo, segundo pesquisadores das Universidades Vanderbilt e da Califórnia, nos Estados Unidos, quem bebe eventualmente pode demonstrar um padrão de lesões no cérebro semelhantes às vistas entre alcoólatras que precisam de tratamento hospitalar. Em uma palestra na “CEU”, El Charon Discípulo de Nardo, médium da Casa, explicou que no corpo o sistema mais atingido pela droga é o nervoso central. “A droga entra em nosso sistema nervoso e através dos nossos neurotrans-missores age no nosso circuito de recom-pensa, começando assim a dependência química”, explicou o palestrante. Por esses motivos que na “CEU” é pedido sempre que médiuns e pacientes façam abstinências de drogas. Assim, o canal para a conexão com o Divino fica aberto e todo o corpo funciona em harmonia, possibilitando aumentar as chances de cura e equilíbrio.

Sessão de Tratamentos e Consultas (SPV) (recomendamos chegar com 1h de antecedência) Manhã: domingo, às 9h. Tarde: sexta, às 14h. Noite: terça, quarta, quinta e sábado, às 20h. Sessões Especiais - Corrente Cósmica: Última 4ª feira do mês, às 18h. - Mentalismo: 4ª feira, às 18h. - Culto à Família: 1º sábado do mês, às 15h. - Culto à Ancestralidade: 3º sábado do mês, às 15h. - Culto à Prosperidade: último sábado do mês, às 16h. - PHATAE(Mesa Branca): todo sábado, às 17h. - Culto ao Espírito: 1º domingo do mês, às 18h. - Culto Zodiacal: 3º domingo do mês, às 18h. Sessões de Meditação (Chamas) Diariamente, às 19h. Chegar 30 min antes. - Azul (poder e força): domingo. - Amarela (fé e espiritualidade): segunda. - Rosa (amor fraternal): terça. - Branca (harmonia e equilíbrio): quarta. - Verde (saúde): quinta. - Vermelho Rubi (paz e devoção): sexta. - Violeta (transmutação): sábado.

Assessoria de Imprensa Rafaela 8131-2946 Gomes rafaelapereiragomes@yahoo.com.br

GRÁFICA IRMÃOS PASSOS LTDA. Rua da Lapa, 102 - Centro - Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21)2224-7938 - Fax: (21)2242-9131 e-mail: impressoragraf@ig.com.br

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Mensageiro Celeste - Junho de 2004  
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