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ANO II • N.º 14 • JUL 2004

Informativo do Centro Cultural Akenathon da ORDEM FRATERNAL CRUZEIRO DO SUL - “CEU”

Espiritualismo O espiritualismo é uma escola e a espiritualidade o caminho. Ser espiritualista é um estado de consciência e não uma religião. Pag. 3

O padre da palavra. Pag. 2 Isabel, a princesa do Brasil. Pag. 3 Shiatsu, o toque de saúde. Pag. 4 O caminho do autoconhecimento. Pag. 4


EDITORIAL

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esta edição de aniversário brindamos você, leitor, com um pouco da história da “CEU”, os benefícios do shiatsu e dois exemplos marcantes de coragem e fé na conquista da paz e da justiça: Princesa Isabel e Dom Hélder Câmara. Ser espiritualista é peregrinar com o Cristo Interno na certeza da vitória em todo tempo e lugar.

Boa leitura e até o próximo mês. Chaitra o Hindu, Diretor Social

Uma publicação do Centro Cultural Akenathon da Ordem Fraternal Cruzeiro do Sul – “CEU’. Jornalista responsável: Rafaela Gomes – JP 23991 RJ Projeto Gráfico e ilustração de capa: Francisco Carlos de Paula Tiragem: 2000 exemplares Impresso na Gráfica Irmãos Passos.

Especial

Doar amor

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niversário é dia para comemorações e festejos, mas também é tempo de olhar para dentro de si mesmo, rever valores, princípios e o caminho percorrido até então. Para a ”CEU”, este é momento. Comemorando 19 anos este mês, a Fraternidade, seguindo a lei do eterno retorno, faz um passeio pela sua origem: pessoas que ajudaram a construir a Obra, datas e histórias. Para falar um pouco mais sobre isso, segue uma entrevista com o Sumo Sacerdote da Casa, Kabir da Pérsia. Mensageiro Celeste: Como se deu a criação da “CEU”? Kabir da Pérsia: A ”CEU” nasceu em 6 de julho de 1985 na rua Grão de Areia, Ilha do Governador, em uma sessão que reuniu 14 sócios fundadores, presidida por Tayguara Cardoso - Kauary Manas do Nilo - primeiro Sumo Sacerdote da Casa.  Kauary recebeu orientação de três Mestres Espirituais para  esse feito:  Mestre Shidha, Mestre Shintho Khan e Mestre Domênico.  A proposta era estabelecer uma Fraternidade voltada para a prática da religiosidade, meditação, cura e estudo esotérico.  MC: Como surgiu a idéia de abrir uma Casa assim? Kabir: A partir da renúncia de Kauary ao Patriarcado da IEVE (Irmandade

A distribuição do Mensageiro Celeste é gratuita, mas se quiser ser um Colaborador e receber o jornal mensalmente em sua casa, avise-nos. A sua contribuição vai nos ajudar na impressão e distribuição do jornal. Ordem Fraternal Cruzeiro do Sul – “CEU” Rua Washington Luiz, 128 – Centro – Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20230-021. Tel.: (21) 2505-9127 Fax: (21) 2505-9130 E-mail: ceu_namaste@yahoo.com.br A “CEU” é uma instituição místicoespiritualista, sem fins lucrativos, voltada para a ajuda ao próximo e fundamentada em religiões orientais. Nossas atividades são realizadas por voluntários e mantidas por doações espontâneas.

nota nota nota nota

Tempo de comemorar

o mês de aniversário N da “CEU” muitos são os motivos para festejar. A Casa promove um Ciclo de Palestras, a sessão solene do aniversário e o almoço de confra-ternização. As palestras, que acontecem durante todo o mês, abordam temas variados, como Tai Chi Chuan e psicologia. A Sessão Solene será dia 06 às 19h e o almoço de confraternização, dia 11 de julho a partir de 13 horas.

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Espiritualista Verdade Eterna), decretada por Mestre Shidha, cerca de um ano antes da criação da “CEU”.  Kauary assumiria novas missões com Mestre Shintho Khan, dentre elas a criação de mais um núcleo de trabalho com a Grande Falange Branca - a Comunidade Eldorado Universal. MC: Nesses 19 anos quais as benfeitorias que a Casa vem trazendo para pacientes e médiuns? Kabir: A “CEU”  busca propiciar alívio e cura para as enfermidades espirituais dos milhares de pacientes e médiuns que a ela acorrem.  Ao longo dos anos, foram se somando novas frentes de trabalho - terapias alternativas, cursos, atendimen-tos comunitários etc. - que consolidaram seus alicerces.  Atualmente, a Casa realiza projetos idealizados nos primeiros anos de sua existência, por exemplo: o aten-dimento jurídico, o curso Missão Celeste, a assistência a orfanatos e a publicação mensal de seu informativo próprio.  MC: A “CEU” se denomina como? Ela pode ser considerada uma religião? Kabir: A “CEU” é uma escola iniciática com ritos próprios, voltada para a prática do espiritualismo oriental e do ecume-nismo. Por essa razão ela não pode ser considerada uma religião. MC: A“CEU”é uma Casa que recebe pessoas de várias religiões e crenças, como isso é administrado? Kabir: Nossa missão número um é conceder iniciação e servir a homens e mulheres de todas as raças e todas

as crenças religiosas, sem impor nenhum limite à livre investigação da verdade porque acreditamos nas leis imutáveis e universais da evolução. Nossa rotina é ensinar e praticar cura espiritual, religiosidade e autoconhecimento. MC: Freqüentar a “CEU” deve ser feito com que propósito e finalidade? Kabir: Auto-realização pela fé ativa, pelo estudo e pelo serviço à coletividade. MC: A Casa lida com a cura através da imposição das mãos e de energia. Como isso é trabalhado em cada médium? Kabir: O desenvolvimento do médium nesse tipo de cura acontece de forma paulatina e é coordenado sabiamente pelas Entidades Espirituais da Casa justamente para que o médium não incorra no perigo da fascinação. O trabalho com os centros psíquicos requer muito refinamento pessoal, responsabilidade e estudo. MC: Do alto dos 19 anos, você como Sumo Sacerdote da Casa, como analisa esta caminhada? O que espera daqui para a frente? Kabir: É uma benção poder testemu-nhar o coroamento dos esforços envidados por milhares de pessoas para que a “CEU” pudesse firmar seus pilares e con-tinuasse realizando sua nobre missão: servir à humanidade. Meu desejo é poder trabalhar cada vez mais para que a Frater-nidade cresça em luz, concretizando projetos de paz e esperança para todos.

MENSAGEIRO DO M S Dom Hélder Câmara

Falar ao mundo pelo jornalismo

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Por Carlos Chaparro (*)

desse Cristo com rosto, vida e dores do povo. E os olhos claros, de tons azulados, sempre se reacendiam quando as conversas envolviam temas e cúmplices da luta guerreira pelo desenvolvimento com justiça social. Nas salas do palácio, nas alamedas do pomar ou nos encontros estratégicos, de grupos fechados, na casa de alguém, esti-vesse o bispo de pálpebras caídas, abatido pela fadiga, ou com o olhar aceso que dava vigor às palavras, A coerência da luta o que se falava com D. Helder sempre Apesar de sempre ter sido um ho- envolvia a luta pela libertação do povo. mem fisicamente frágil, dom Helder As razões da esperança Câmara viveu noventa anos. Quando Nas convicções que sustentavam o conheci, na cidade do Recife, teria ele entre 55 e 60 anos, a fragilidade suas ações e falas, a esperança era transparecia no corpo franzino. Muito uma espécie de eixo central. Porque magro, sofria de artrites e tomava sem esperança não haveria luta nem cortisona para suportar as dores, das motivos para lutar. Por isso pensava e quais jamais se queixava. Por causa dizia: “Quando sonhamos sozinhos, é das dores, pouco dormia de noite. As só um sonho; quando sonha-mos junfadigas da insônia pareciam tolher-lhe tos, é o início de uma nova realidade”. Para partilhar sonhos, jamais faltou o corpo. Até o olhar, que fulgurava quando falava às platéias, perdia gente ao redor de dom Helder. Que viço, sob as pálpebras cansadas, no sonhos não eram, mas ações de especonvívio rotineiro do dia-a-dia. Quem rança. E a frase citada, guardada pela o olhava na fragilida-de do corpo não memória do relato jornalístico, faz a imaginava a força da sua palavra. Com definição mais bela, mais precisa, do essa força, desembarcou no Recife conceito esperança. A força multipliem meados de 1964, para assumir a cadora dessa esperança iluminava arquidiocese de Olinda e Recife. E as- seu sorriso, quase permanente, que sim falou, no primeiro encontro com a con-tagiava os interlocutores. Da multi-dão que o aguardava, em praça energia fan-tástica dessa esperança pública: “Aqui, neste santuário de sol, vinha o fogo que lhe incendiava a o Cristo se chama João, Francisco ou oratória, nos púlpitos do mundo - e então, para acrescentar sentidos às paJosé”.  Entregou-se por inteiro às causas lavras e aos gestos, brilhavam os olhos os preparativos de uma viagem aPernambuco abri as gavetas da memória e isso me levou a um dos mais marcantes personagens da História recente do Brasil, o padre Helder Câmara, arcebispo do Recife. E aqui o relembro, por acreditar que ainda é possível aprender com ele. Diante de platéias ou de multidões, foi um comunicador fascinante.

claros, translúcidos, que as pálpebras cansadas inutilmente teimavam em esconder. Quando dom Helder Câmara agia no mundo como mestre e lutador da palavra, aquele corpo magro, pequeno e doente, alongava-se pelo gestual ao mesmo tempo imponente e natural. E impunha-se às platéias, tornava-se ferramenta vigorosa a serviço do discurso magicamente interativo. O poder da palavra O dom Helder que conheci, admirei e estimei era um homem manso que precisava dos amigos. Mas foi, também, um ser humano extraordinariamente poderoso, capaz de aglutinar legiões para as tarefas da justiça social, da solida-riedade, da liberdade, da dignidade humana. Tinha o poder da simplicidade, da pobreza assumida como valor - simplicidade e pobreza simbolizadas na cruz episcopal que usava, de madeira, quase tosca, que algum artesão de mãos calejadas deve ter feito a canivete. Mas esse poder, o da simplicidade e da pobreza, servia apenas para o testemunho. O poder que fazia questão de exercer para intervir no mundo e com o qual assombrava as elites dominantes era o da palavra, das idéias bem proclamadas e difundidas. (*) Carlos Chaparro é jornalista. O texto foi adaptado do site www.comunique-se.com.br, escrito em 28/5/2004


Uma jornada interior B

Ilustração: Shiko

ase filosófica e doutrina adotada pela “CEU”, o espiritualismo não deve ser considerado uma religião, mas um nível de consciência do ser humano. Seu propósito é a confraternização entre os homens, transmitindo amor e união. O espiritualismo é uma doutrina filosófica que admite a existência de Deus e da alma, contrapondo-se ao materialismo, que só admite a existência da matéria. Todos os religiosos, como aceitam a alma e Deus, são espiritualistas. Assim, a palavra espiritualista tem um significado muito vasto, abrangendo o católico, o protestante, o umbandista, o candomble-cista, o israelita ou o islâmico etc. É um exercício intelectual, uma atitude, uma postura, uma opção filosófica. O espiritua-lista é cristão, pois acredita e se pauta na presença do Cristo em si mesmo e em seu próximo. A espiritualidade é um jeito de ser e de viver porque pressupõe a crença em uma realidade que extrapola as dimensões da tridimensionalidade, do concreto, do lógico, do provável e do comprovado. É a manifestação do sagrado que brota naturalmente como conseqüência de uma vivência íntima do espírito. O espiritualismo pode e deve ser consi-derado como olhar para o próximo e vis-lumbrar o seu lado divino e

GRANDES MÍSTICOS

Opinião

O aprendizado do dia-a-dia

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inda me lembro das aulas de história da 5ª série ginasial em que a professora escrevia no quadro-negro: causa e efeito. Em seguida, afirmava: todo processo his-tórico é baseado na relação de causa e efeito. Lembro-me também do livro de OSPB do Frei Beto, que debatia os problemas da época, levando a crer que todos somos produtos do meio, não existindo um único agente cau-sador. Bons tempos esses! Não sei se aprendi a lição da professora e do li-vro de OSPB, mas o fato é que cada vez mais, vejo este ensinamento na prática. Estava eu em uma fila de empre-go, o segundo procurado no dia, quando perguntei a última pessoa da fila se a vaga de recepcionista era para homem ou mulher. A moça não soube responder, sendo assim, entrei na empresa e perguntei. Era, enfim, para ambos os sexos. Voltei ao final da fila para aguardar minha vez, quando veio um rapaz e perguntou-me se era ali a vaga para recepcio-nista. Depois ele virou-se e perguntou: - Você está aqui, não é para você, não é? Porque eu vim trazer o currí-culo da minha esposa. Eu falei: - É para mim sim, a vaga é para ambos os sexos. De fato, éramos os dois únicos da fila. No dia seguinte fui a outra

não as imperfeições que o aprisionam. É se levantar e agradecer simplesmente por estar vivo. É se fazer merecedor dessa opor-tunidade maravilhosa que é viver. Acreditar no amor sempre e ter fé no inexplicável, no intangível. O homem é um ser espiritual vivendo em uma realidade física e terrena. Já o espírito, uma jóia, um diamante raro que reflete mais ou menos a luz criadora em função das escolhas que faz durante as sucessivas possibilidades de aperfeiçoa-mento que o próprio universo concede. Tudo que é vivo é cíclico, se refaz e se desfaz, se conserva e se destrói para fins de regeneração e perfeição – o mistério da Trimûrti indiana. E sendo espiritual, o homem em algum momento de sua vida descobre essa realidade que nada tem a ver com fanatismo. Em algum momento ele se move e se posiciona em sua vida respal-dado na espiritualidade que nada mais é senão essa conexão com a sua morada interior, com esse espaço sagrado de onde vêm todas as certezas, respostas, soluções e segredos. Na “CEU”, o espiritualismo ensinado por Mestre Shintho Khan é um trabalho e estudo da doutrina que afirma a supremacia do espírito em relação à matéria.

entre-vista, para atendente em outra em-presa. Uma moça me atendeu pron-tamente, dizendo que a vaga era so-mente para mulheres. No cartaz da vitrine estava apenas escrito “atendente”. O que podemos concluir disso tudo? O primeiro elemento é o pouco co-nhecimento da língua portuguesa, pois as palavras recepcionista e aten-dente são comuns de dois gêneros, servindo tanto para o masculino quanto para o feminino. O segundo elemento é a nossa Constituição, mencionando que nenhuma pessoa pode sofrer qualquer discriminação por idade, sexo ou raça na busca por um emprego. Tanto nos dois fatos narrados co-mo na vida real vemos dois univer-sos bem distintos, o masculino e o feminino, porém, bem próximos. O homem relaciona-se completamente no seu universo quando se inicia o da mulher, como na figura do yin e do yang. Então, como podemos afir-mar onde começa um e termina o outro? Se voltarmos à relação de cau-sa e efeito, veremos que a causa dessa problemática é a não reavaliação dos fatos na sociedade, cujos efeitos são todas as travas para a evolução. Gláucio Figueiredo, jornalista

Princesa Isabel (1846-1921)

A redentora dos escravos

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o dia 13 de maio de 1888, uma se-nhora de 41 anos assinava um dos docu-mentos mais importantes da história do Brasil, a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Por detrás de sua assinatura havia o clamor de diversas pessoas, que lutaram junto com ela para que tal lei fosse implantada. Através deste ato, seu nome entraria definitivamente para a história. Mas quem era essa mu-lher que governou o Brasil por três vezes numa época em que os homens dominavam a política? Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846. Filha do imperador Pedro II e de Teresa Cristina, terceira impe-ratriz do Brasil, se tornou herdeira do trono após o precoce falecimento de seus irmãos Afonso e Pedro. Como herdeira de D. Pedro II, a princesa precisava se casar para assegurar a descendência imperial. No entanto, contrariando um costume da época, Isabel pôde escolher seu noivo e casou-se com Gastão de Orléans, o Conde d’Eu. Durante a ausência do pai, Isabel

assumiu o trono pela primeira vez como regente aos 25 anos de idade. Neste período sancionou a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos que nascessem de mãe escrava. Em março de 1876, voltou a assumir o cargo de regente, mas foi em sua terceira regên-cia, em 1887, que o novo governo impôs uma rápida tramitação à lei que abolia a escravidão, sancionada por Isabel em 13 de maio de 1888, acabando com a mancha da escravidão no último país americano a ter escravos. Essa decisão valeu à princesa imperial a condecoração da Rosa de Ouro, concedida pelo papa Leão XIII. Ao ouvir a notícia da assinatura da Lei Áurea, D. Pedro mandou um telegrama à filha: “Abraço à Redentora”. José do Patrocínio, orador popular da libertação, escrevera no livro: “Os reis criam princesas. O Imperador criou uma mulher”. É certo que o mérito não foi apenas dela, mas seu interesse pela causa foi de fundamental impor-tância. Ela morreu em 14 de novembro de 1921, no Castelo d’Eu, na França, mas seria sempre lembrada como Isabel, a redentora dos escravos.

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Lugares de Poder

O caminho da fé

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poeta alemão Göethe já dizia que a Europa se fez pelo Caminho de Santiago. Esse local místico que atrai milhares de peregrinos e turistas é uma ancestral rota de peregrinação que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Com-postela, extremo oeste da Espanha, onde se acredita estar o túmulo do apóstolo de Jesus - Tiago. Desde o século IX, homens e mulhe-res partem de suas cidades tendo como destino esse lugar sagrado. Hoje, pessoas de todas as idades imitam os passos medievais e percorrem o antigo traçado - uns por espírito religioso cristão; outros por misticismo, busca interior ou apenas como uma grande aventura. Para os peregrinos, a idéia de cruzar a Espanha inteira a pé e todos os dissabo-res, alegrias e problemas a serem en-frentados no Caminho representam as etapas vividas pelo homem que busca o conhecimento superior e a paz interior. “Santiago é um local onde a única coisa a ser feita é voltar os sentidos, a atenção e a respiração para dentro de si mesmo”, relembra Yoram de El Morya, médium da “CEU”. Fé e caminho são idéias unidas no ato de peregrinar. Para os peregrinos

que simbolicamente refazem as andan-ças espanholas de Tiago, mais impor-tante que chegar a algum lugar é sim-plesmente estar no caminho. Para essas pessoas o que importa é caminhar em uma única direção: em busca do Deus que vive dentro de cada um. Para Yoram, ter vivenciado a caminhada res-gatou o sentimento de que é possível um encontro profundo com sua essência. O Caminho de Santiago pode ser resumido de várias maneiras. Como uma longa trilha que desafia tarim-bados caminhantes. Ou uma viagem pelos interiores de uma Europa primi-tiva, de hábitos camponeses e religiosos, onde o tempo parece estacionado na Idade Média. E pode ser entendido ainda como uma peregrinação mística em busca de autoconhecimento. Como nas pregações de Buda que diziam – o homem não pode seguir o caminho antes de ter se tornado o próprio – na rota de Santiago o peregrino caminha por sobre suas próprias estradas interiores. “Oxalá um dia possamos estar caminhando em Santiago, através do dia a dia, realizando nossas tarefas em nosso lar e na sociedade, simples-mente vivendo”, roga Yoram.

Viva Bem

Toques de vitalidade

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odo ser humano nasce com uma energia que é vital para o funcio-namento do organismo e cujo equilíbrio vai influenciar o estado de saúde. O shiatsu, técnica milenar ori-ental, consiste num tipo de massagem que mantém este padrão de equilíbrio entre yin e yang (forças positivas e negativas) e entre corpo e mente. Praticada inicialmente na China antiga e na Índia, foi reconhecida como terapia há uns 70 anos no Japão. Também é um tratamento preventivo de enfermi-dades, pois além de promover um rela-xamento geral e bem-estar, possibilita o fortalecimento de todos os sistemas orgânicos. Basicamente a técnica é apli-cada no corpo inteiro, trabalhando todos os meridianos, estimulando e sedando pontos específicos, conforme a necessi-dade de cada

paciente. Com a compres-são suave em vários pontos dos meridia-nos, os toques melhoram o funciona-mento do corpo e da mente. “Por ser uma prática voltada para o toque, as pessoas já se sentem protegidas e com isso a auto-estima aumenta”, explica Aparecida da Silva Pinto, terapeuta de shiatsu, voluntária na“CEU”. Revela ainda que a melhora emocional é signi-ficativa, proporcionando um aumento na qualidade de vida. Luiz Albano Ma-racajá do Rego Barros, também volun-tário na Casa, afirma que todos podem se beneficiar e que o shiatsu trabalha com corpo, mente e alma. “Mas vale um aviso: pessoas com inflamações, anêmicas e debilitadas fisicamente de-vem evitar esta massagem”, alerta. A Casa oferece esse serviço duas vezes na semana e os interessados devem obter informações na secretaria.

Ciclo de Palestras julho/2004 15 de julho - 19h A SIMBOLOGIA DO CORPO HUMANO - AS MÃOS

10 de julho - 19h O DESEJO E A NECESSIDADE

28 de julho - 19h RAIVA E CIA, AFETOS NATURALMENTE VERDADEIROS

Cláudio José Lopes dos Santos, instrutor de tai chi chuan

Cesar Baptista da Silva, Centro Espírita Bezerra de Menezes

14 de julho - 19h O AMOR VENCENDO AS ILUSÕES PARA CONSTRUIR A FELICIDADE Cristiane Almeida de Souza, psicóloga e psicanalista

2004

07 de julho - 19h TAI CHI CHUAN, LONGEVIDADE E EQUILÍBRIO

Sória Lima dos Santos, Sociedade Teosófica no Brasil

Jarbas Mello, psicólogo e voluntário da “CEU”

31 de julho - 18h O SENTIDO VERDADEIRO DO TEMPLO (palestra exclusiva aos médiuns da Casa) Chaitra O Hindu, Coordenador de Ensino da “CEU”

boa dica boa dica boa dica LIVRO O fim da divindade mecânica - Conversas sobre Ciência e Espiritualidade no Fim de Uma Era. John David Ebert (comp.), 227 pp., Ed. Teosófica. Este livro abre um diálogo para que pensadores das mais diferentes áreas expressem suas visões sobre a vida e o mundo, usando suas próprias palavras, e compartilhando o hábito de pensar de modo criativo, multidimensional, inovador e não-dogmático. FILME Primavera, verão, outono, inverno... e primavera (“Spring, summer, fall, winter... and spring”). De Kim Ki-Duk (Coréia do Sul/Alemanha, 2003). Com Oh Young-Su, Kim Ki-Duk e Kim Young-Min. Drama. As estações do ano marcam a relação e as diversas fases da convivência de um velho e sábio monge e seu aprendiz. 103 minutos. 12 anos. MÚSICA Krishna Lounge: álbum inspirado em uma das principais divindades hindus: Krishna, que representa a suprema personalidade de Deus, possuidor do conhecimento ilimitado. Com 10 faixas, o álbum traz texturas eletrônicas, flautas milenares e sonoridades tradicionais da Índia. À venda no site da Azul Music-www.azulmusic.com.br SITE www.grandefraternidadebranca.com.br O site traz informações sobre a Grande Fraternidade Branca do Brasil, chamas, orações e dicas de livros. Sessões da “CEU” Sessão Especial: Aniversário da “CEU” 6 de julho, 19 horas

Sessão de Tratamentos e Consultas (SPV) (recomendamos chegar com 1h de antecedência) Manhã: domingo, às 9h. Tarde: sexta, às 14h. Noite: terça, quarta, quinta e sábado, às 20h. Sessões Especiais - Corrente Cósmica: Última 4ª feira do mês, às 18h. - Mentalismo: 4ª feira, às 18h. - Culto à Família: 1º sábado do mês, às 15h. - Culto à Ancestralidade: 3º sábado do mês, às 15h. - Culto à Prosperidade: último sábado do mês, às 16h. - PHATAE(Mesa Branca): todo sábado, às 17h. - Culto ao Espírito: 1º domingo do mês, às 18h. - Culto Zodiacal: 3º domingo do mês, às 18h. Sessões de Meditação (Chamas) Diariamente, às 19h. Chegar 30 min antes. - Azul (poder e força): domingo. - Amarela (fé e espiritualidade): segunda. - Rosa (amor fraternal): terça. - Branca (harmonia e equilíbrio): quarta. - Verde (saúde): quinta. - Vermelho Rubi (paz e devoção): sexta. - Violeta (transmutação): sábado.

Serviços de Assessoria de Imprensa

Rafaela 8131-2946 Gomes rafaelapereiragomes@yahoo.com.br

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Mensageiro Celeste - Julho  
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