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CEU ARQUITETOS

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Surgindo do ambiente acadêmico e da interação e experiências dos concursos de arquitetura, o Coletivo do Espaço Urbano é um grupo colaborativo que visa a discussão e produção de arquitetura e urbanismo em suas diversas áreas, através de uma perspectiva abrangente, buscando no processo participativo a troca de experiências. Acreditamos na flexibilidade dos padrões comuns de trabalho, portanto não pretendemos seguir as formas tradicionais de um escritório de arquitetura, já que pensamos o projeto como um processo multidisciplinar que introduz profissionais que se interessem em compartilhar da discussão sobre a cidade. Pensando assim em associações que sejam reflexo do trabalho a ser executado. Entendemos por arquitetura, portanto, como um reflexo do que é a sociedade, pensando neste coletivo como parte atuante no sempre corrente processo de transformação de nossas cidades. Como linha de pesquisa a busca por relações entre a memória, o transitório e a crítica à arquitetura tradicional e o que ela representa em nossa sociedade.

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ÍNDICE AP DO CHARCO______04_ HIS SAMAMBAIA______14_ REFORMA EDIFÍCIO ANAROSA______22_ CASA BONAVENTURA______32_ CASA CAMPESTRE______42_ CASA JEQUITINHONHA______54_

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HIS SAMAMBAIA | 2016

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6,30

5,80

A

7,60

B

7,60

C

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terreo 0 1

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PLANTA TÉRREO

4,20

6,30

Por seu azul ao nascer do sol e o seu tom alaranjado ao entardecer, Brasília possui um dos céus mais belos do Brasil, querido pelos moradores e visitantes. O projeto residencial em questão, com 40 unidades habitacionais, que será localizado na região Administrativa de Samambaia, teve como ponto de partida o horizonte do céu de Brasília. Para a arquitetura, a moradia é sinônimo de cidade, assim como a habitação em grande escala constitui um dos elementos básicos na constituição de uma cidade igualitária. Buscamosum modelo de projeto que fosse abrangente e pudesse ser replicado da forma econômica e objetiva para todos os lotes, sendo ajustado de acordo com as exigências legislativas de cada terreno, acesso e topografia. O conjunto foi composto por três tipologias quadradas que compõem um jogo de disposição de vistas variadas, com o intuito de se adequarem melhor à insolação, ventilação, vista, configuração e qualificação das áreas públicas. Cada andar possui cinco unidades. A ideia de não ter “empenas cegas” contribui para a cidade, visto que conecta todas as fachadas do edifício com a rua e seu entorno, tornando-se o diferencial na arquitetura.


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TIPO 1

TIPO 2

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PLANTA TIPO


O desenho do térreo é o ponto mais complexo deste projeto, pois cumprir a legislação no que tange ao número de vagas necessárias e à construção de um espaço de convívio social, são premissas importantes, sendo assim, foi proposto um térreo livre, que pode ser adaptado às necessidades dos moradores, e um salão multiuso. Chegamos à conclusão de que deveríamos buscar na topografia a solução para equilibrar a viabilidade financeira por meio da edificação do térreo inferior (estacionamento), e assim propomos o nível do térreo superior acima de 95cm do nível da rua. O uso da topografia foi pensado no sentido racional e econômico para o lugar, as movimentações de terra propostas são pequenas e se valem dessa para a implementação do térreo superior em dois níveis.

SEÇÃO

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PRAÇA FEIRAMAR-PR | 2016

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CASA DA SUSTENTABILIDADE | 2016

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Para a Casa da Sustentabilidade, um dos pontos mais importante de Campinas, localizado no Parque Taquaral próximo à rodovia Dom Pedro e ao shopping de mesmo nome, o parque fica aberto diariamente, tendo seu maior público aos fins de semana, há para objeto deste concurso uma área destacada de pouca utilização para a intervenção projetual, uma das questões mais importante era a de como usar a melhora a sustentabilidade para o desenho de projeto de fato. Antes de qualquer coisa precisamos conceituar o termo de sustentabilidade, pois a consideramos um tripé entre aspectos sociais, no que tange a participação da comunidade com o meio, sua interação justa e democrática, o segundo ponto é o econômico, que trata do custo da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, ou seja, não adianta lucrar devastando, já o terceiro se trata do ambiental, do impacto, do uso de recursos, de sua própria renovação, pensando então nesse tripé em suprir as necessidades humanas para garantir um futuro para as próximas gerações através de uso controlado de recursos naturais à ações de preservação. Para a concepção da Casa Sustentável, o partido de projeto teve essa indagação do uso de sistemas que fossem exemplos para a comunidade se inteirar com o sustentável, afim de trazer soluções muitas vezes até “artesanais” e simples. Imaginando que os mesmo reproduzam esses sistemas em suas próprias casas, por sua simplicidade e eficiência, sendo algo como “sustentável feito à mão”, levou ao resgate de materiais acessíveis e mobiliários que se constroem conforme a necessidade do usuário sendo apenas peças de palets, trilhos e madeiras de reuso que permitem a permanecia do usuário no projeto conforme a necessidade.

Uma das principais premissas dadas foi trabalhar a unidade do programa através da estratégia de pavilhão, permitindo os blocos do programa se conectarem por uma cobertura que possibilita uma maior permeabilidade com o parque, a manutenção da massa arbórea e um uso interno contínuo e independente do programa do escopo, como também da programação do parque. Para o espaço expositivo do projeto imaginamos algo que fosse um diferencial das soluções escolhidas para os blocos menores, que este seja a “experiência do clima, mostrando como as pessoas se relacionam com as intempéries, as mudanças de temperatura, da relação com o meio, portanto adotamos um sistema pré-moldado misto de madeira e metálica revestido de adobe, pela eficiência térmica e o caráter mais terroso dos elementos que pretendemos, sendo que o bloco se articular com um jogo de rampas, permitindo ao visitante o contato com o acervo e à medida que vai conhecendo o espaço a temperatura se modifica, passa ao usuário as sensações do espaço.

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IMPLANTAÇÃO

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CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL-DF | 2016

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O projeto propõe uma volumetria de “casa”, fundamentado nos traços característicos dos desenhos das crianças. O objetivo é resgatar os sentidos de lar: acolhimento, pertencimento e familiaridade. O complexo estudantil, dividido em blocos ou “casinhas”, pretende mudar o conceito de prédio escolar e tornar-se uma paisagem em seu próprio direito, uma metáfora da casa de brinquedo ou até mesmo uma pequena vila. A escola torna-se um símbolo para o bairro, por ter uma característica lúdica que se diferencia dos demais edifícios. A forma acolhedora das “casinhas” nos convida a viver nossos sonhos, introduzindo um pouco de fantasia para a vida rotineira não só das crianças, mas de todo o bairro; além de inspirar nossas vidas com um pouco de poesia. A distribuição do programa foi feita a partir do agrupamento de funções.

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IMPLANTAÇÃO

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O setor administrativo, de serviços e berçário estão nas duas primeiras “casinhas”, próximas à entrada. As salas de atividades, informática e leitura estão nas três “casinhas” seguintes. Já as salas de descanso estão na última “casinha”, para evitar o barulho das salas de atividade. Assim como na proposta da Escola Montessori (Hertzberger, 1999) as salas de atividades são consideradas pequenos lares com seus próprios banheiros, aprimorando o conceito de responsabilidade das crianças. Sendo assim, elas manteriam o ambiente limpo e organizado como em sua própria casa. A forma montanhosa, onde os brinquedos foram instalados no pátio externo, propõe às crianças desenvolver sua própria forma de brincar, estimulando sua criatividade. A brinquedoteca e a sala multiuso ficam no pátio coberto e podem ser completamente abertas, transformando-se num único espaço.

IMPLANTAÇÃO

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PARQUE BIBLIOTECA CID. TIRADENTES | 2014

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No projeto está prevista a construção de uma praça mirante para o bairro que projeta o horizonte. Como a região carece de espaços públicos de qualidade a praça foi pensada como espaço aberto para esportes e lazer, pontos de estar, delimitando com pisos diferenciados e leves mudanças de níveis como elementos demarcadores suaves. A nova praça transforma-se em um ponto de confraternização e catalisadora de manifestações populares sob diversos pontos de visão, que agrega cultura, responsabilidade social e apropriação do espaço igualitário para todos. Pensando nas novas demandas de equipamentos do bairro e como a cidade vive em constante transformação tomamos como conceito a expansão do projeto em duas etapas, visando o plano diretor de 2040, relacionando com as transformações de transporte e fluxos na região, além da posição estratégica do projeto, pensando no seu fluxo como ponto centralizador do bairro. Concentrando nesta expansão a ampliação da midiateca, da biblioteca como também espaços para escola de dança e música, centro comunitário e espaços esportivos. O programa foi dividido em três blocos de atividades interligados. O primeiro, central, concentra as áreas mais, com espaços para pesquisa, leitura, estar, computadores, além de áreas de recreação infantil, palestras e oficinas; já o outro bloco é semi-público, de controle, funções administrativas, informações, entre outras atividades de interesse público da comunidade; por fim, o terceiro bloco, o do auditório, que pode funcionar como teatro, sessão de cinema, entre outros tipos de apresentações. O embasamento no projeto está calcado no conceito de rua integradora, que garante também a independência de funcionamento do conjunto entre suas atividades. A entrada principal é o ponto focal que funciona não só como acesso, mas também ponto de encontro.

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NÍVEL SUPERIOR

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HIS PARQUE GUAIANAZES | 2011

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O programa base do projeto compreende um parque linear como equipamento público de lazer e qualidade de vida em um espaço degradado e de habitação irregular as margens de um córrego, e junto ao parque um modelo de conjunto habitacional de módulos expnsíveis, visando uma nova forma de ver as necessidades do habitar na sociedade atual. A região de intervenção entre cidade tiradentes e guaianazes compreende uma quadra de habitações irregulares em um córrego, formando uma grande favela como diversas regiões periféricas da cidade. proposta deste projeto se vale de um modelo diferente a ser implantado neste tipo de região.São 400 unidades habitacionais em edifícios em lâmina com eixos de escadas para cada dois jogos de andares, formando praças e um grande parque linear que forma um polo cultural/social ao CEU Inácio Monteiro. Por entre os prédios são criadas praças de convívio com térreo livre para para usos diversos, como lavanderias coletivas, comércio, serviço, entre outras atividades.O uso de cores diversas vem como expressão, como intenção de um espaço mais vivo.

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TIPOS

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TIPOS

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MONTAGEM DA ESTRUTURA

COLOCAÇÃO DAS PAREDES INTERNAS

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COMPLEMENTO DOS FECHAMNETOS

ESQUEMAS


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Portfólio _Concorrências