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CESTA BÁSICA TA BÁSIC A CEST A BÁSI CESTA CEST BÁSIC A A BÁSI capítulo 12 EST A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CESTA BÁSIC A CEST A BÁSIC EST A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CEST A BÁSIC A STA BÁSIC A CEST A BÁSI ST A CEST BÁSIC A A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CESTA BÁS BÁSIC A CEST A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CEST A TTAA BÁSIC A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CEST A BÁSIC EST A BÁSIC A CEST TA BÁSIC A A BÁSIC ST T CEST A BÁSIC A BÁSIC CEST A CEST A A BÁSI A B CEST BÁSIC A CEST AA BÁSIC CEST AABÁSIC


CEST A BÁSIC A CEST A BÁSIC A CESTCEST A BÁSIC A A A BÁSIC CEST A BÁSIC A A BÁSIC ST A BÁSIC A CESTA BÁSIC CESTA TA BÁCapítulo 12

Editorial NESTE CAPÍTULO: Já é quase fim de ano e ainda discutimos velhos e necessários temas, como os efeitos da crise financeira, que que teimam em empatar nossos projetos. Entretanto, ainda estamos longe OUTRA COISA...................03 (será?) do Natal, mas já temos novos planos. OUT......................................05 Como é quase época da visita do bom velhinho, Juliana Leandra VIAGEM.............................06 e Claudio Marioto desembarcaram bem perto das terras do responsável pela entrega de presentes. Boa diversão! Expediente Edição, texto e capa: Thiago Ronza Bento Colaboração: Juliana Leandra e Claudio Marioto Gostou? Quer colaborar? Mande seu material para thiago.ronzabento@gmail.com. A gente não paga nem cobra nada, mas dá os créditos.


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OUTRA COISA

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Chegou a hora da virada?

proximadamente mil economistas se reuniram entre 16 e 18 de setembro, em São Paulo, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia (CBE 2009) para discutir "Economia Brasileira pós-estabilização e retomada do crescimento: a urgência do resgate da dívida social". Na tentativa de chegar a uma conclusão, a rotina nacional foi analisada sob três temas: promoção social, economia urbana e economia e movimento demográfico - um novo salto para o desenvolvimento econômico do Brasil: a necessidade de reformas. Segundo o ex-ministro do trabalho (1992 - 1994), Walter Barelli, depois de passarmos os últimos 40 anos com a promessa de "eterna potência em desenvolvimento", finalmente alguns de nossos problemas estão atingindo níveis europeus de resolução. "Determinadas cidades brasileiras atingiram índices de países nórdicos no combate à mortalidade infantil", explica. Recentemente, porém, com a participação do Brasil no BRIC (Rússia, Índia e China) e a descoberta da camada pré-sal - há mais de cinco mil metros abaixo do nível do mar -, celebrado com comerciais anunciando as benesses que chegarão a nós quando conseguirmos extrair o petróleo e o gás natural de lá, a tal promessa voltou a soar repetidamente em nossos ouvidos bradando que, finalmente, "agora vai". A felicidade geral da nação, no entanto, preocupa o ex-deputado federal Fabio Feldman. "É curioso esse entusiasmo enquanto o mundo discute a transição de combustíveis fósseis para fontes mais sustentáveis", comentou. Ainda de acordo com ele, por integrarmos a lista de países mais poluidores devemos considerar quanto carbono será liberado neste processo e qual será nosso papel na redução do efeito estufa. Feldman acredita que as respostas devem ser rápidas, pois sabemos do aquecimento global desde a década de 1990, graças ao relatório do Intergovernmental Panel on Climate Changes (IPCC). "A questão atual é discutir seus impactos no Produto Interno Bruto (PIB) Mundial", explica. Os gastos causados pelas mudanças climáticas foram indicados pelo relatório Stern, publicado pelo

economista britânico Nicholas Stern, lembrou o exdeputado federal. "O documento apontava para um cenário pessimista do qual já estamos próximos, e avaliando hoje seu conteúdo arrisco dizer que ele foi conservador", sentencia. Nem mesmo a atual crise financeira parece ter abalado os ânimos brasileiros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 11 de setembro, nosso PIB cresceu de 1,9% no segundo trimestre de 2009 comparado aos três primeiros meses do ano, saindo da chamada "recessão técnica", caracterizada por dois trimestres seguidos de retração. Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles essa é uma ótima notícia e na opinião do ministro da Fazenda Guido Mantega, a economia brasileira está saindo da crise "com a cabeça erguida". Tais resultados confirmam a tese do presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva de que a crise financeira mundial não passava de uma marolinha, lembra o jornal francês Le Monde. De volta ao CBE 2009...De acordo com o Doutor em Economia pelo Instituto de Economia da Universidade de Campinas (UNICAMP), Antonio Correa de Lacerda, um fator importante, contribuinde à esse cenário: nós, brasileiros enfrentamos a situação de maneira diferenciada do resto do mundo, por termos passado por inúmeros outras adversidades. "Não mudamos nossos planos", afirma. Mesmo apresentando alguns bons resultados, o País ainda precisa melhorar em alguns quesitos como a previdência social, saneamento, humanização das grandes cidades e educação. Durante sua palestra "Efeitos da transição demográfica sobre a seguridade e previdência social", o economista Fabio Giambiagi declarou que o trabalho desenvolvido nesse segmento caminha da direção equivocada. "Somos um País jovem gastando com previdência. Apenas 6% da população é idosa e destinamos 12% dos recursos a eles", calcula. Ele comenta que há dois problemas que contribuem para isso: encarar a previdência apenas como uma questão aritmética e o conjunto de regras que regulam as ações. "A demografia não vai se adaptar a


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ela. O contrário é que deveria acontecer", comenta. "Estamos criando um futuro complicado para nossos filhos", sentencia. Questionado sobre como solucionar o problema, Giambiagi explica que poderíamos adotar uma idade mínima de aposentadoria de 60 anos para homens e 55 para mulheres, novas regras para pensões e aumentar o tempo contributivo. As condições de saneamento foram debatidas pelo presidente da Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp), Gesner de Oliveira. Segundo ele, a carência nesse setor é uma fragilidade da infraestrutura brasileira e a atual crise global afetou a capacidade de investimentos nessa área. "Talvez precisemos rever algumas atitudes. Pessoas lavando as calçadas indica que nosso serviço está muito barato". Além do desperdício, Oliveira explicou que alguns dos principais vilões são a baixa qualidade e idade avançada da rede e os chamados "gatos" que expõem a população a diversos riscos de contaminação. Convidada para palestrar sobre "Infraestrutura urbana - Humanização das grandes cidades", a professora da faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/ USP) Silvia Maria Schor passou a questionar mais intensamente se é possível transformarmos centros urbanos em locais menos desiguais e concluiu ser necessário trabalhar o bem-estar da população. Para isso precisamos mudar a distribuição de renda familiar, de políticas habitacionais diversificadas e combinadas com políticas assistenciais, além de aumento da alocação de recursos orçamentários para habitação de interesse social. A urgência de tais medidas explica-se pelo déficit habitacional de São Paulo apresentado pela Fundação João Pinheiro: 1.232.715 famílias sem condições de arcar ou manter a mensalidade da casa própria mesmo quando a residência é dada. "Há a possibilidade de esse número aumentar, pois não falarmos na nova demanda provocada por jovens casando" afirma. Silvia aponta ainda outro fator preocupante quando o assunto é a humanização das grandes cidades; "Atualmente 40% dos municípios brasileiros são favelizados". Ainda durante o CBE 2009, os economistas Claudio de Moura e Castro e Marcio Pochmann debateram "Como entender a educação em todos os níveis,

OUTRA OUTRACOISA COISA visando a cidadania e o desenvolvimento econômico". Segundo Castro, há muito tempo discutimos se a educação nos faz crescer. "Estudos muitos persuasivos mostram que sim", comenta. Ainda de acordo com ele, a história nos oferece exemplos de como o estudo exerce influência direta no desenvolvimento de um país. "Observemos a Alemanha; retardatária na revolução industrial, mudou o cenário ao investir em conhecimento". O Brasil, na opinião do economista, começou tarde e caminha devagar. "O verdadeiro milagre nacional foi crescer sem educação", sentencia Castro. "Nunca tivemos bons modelos. Em 1900, 80% da população portuguesa era analfabeta. Nosso índice era de 90%", comenta. Na ocasião, ele alertou para os riscos de se deixar de investir no estudo, comentando que a Argentina atual pouco lembra o país que por anos esteve à nossa frente. Castro ressaltou ainda os resultados de pesquisas brasileiras recentes que mostram o que muda nos hemisférios cerebrais quando o individuo é educado. Atividades dependentes de abstração e conhecimentos específicos - realizadas pelo lado esquerdo do cérebro - são melhoradas. "Com as alterações da parte direita a pessoa passa a valorizar mais o futuro, reforça seus princípios éticos, vota melhor e torna-se menos tolerante com a corrupção", esclarece o economista. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Pochmann, reconhecer o que sabemos hoje sobre a educação é de pouca ajuda para o processo educativo do século XXI. "A escola como a conhecemos foi desenvolvida durante a transição da sociedade agrária para a urbana industrial", ensina. "Antes trabalhávamos no mesmo lugar em que vivíamos. Isso mudou com o crescimento das cidades". Pochmann comenta que no século passado, a educação dada nas instituições de ensino funcionava como preparação profissional. "Ela ainda é funcional e utilitarista, e oferecida apenas adolescentes e uns pouco jovens", lamenta ao comentar que boa parte da população para de estudar ao crescer e sugere que talvez seja necessário postergar o ingresso ao mercado de trabalho. "Sei que parece utopia, assim como também era em Manchester dizer que crianças não trabalhassem ou que oito horas eram o suficiente", conclui


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OUT Com clima "praiano" e muitas mesas nas calçadas, o Caetano's (Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 5496 - Santana, 11 - 2976-4598) é o lugar certo para quem quer fugir dos roteiros convencionais de bares localizados no centro ou na zona Oeste de São Paulo. Isso não quer dizer que as mesas estarão vazias, muito pelo contrário. As pedidas para repor os carboidratos, proteínas e nutrientes perdidos durante a exaustiva semana de trabalho é pedir uma generosa porção de provolone à milanesa ou as costelinhas de porco acompanhadas por bolinhos de mandioca.

0004). O local tem fotos antigas da capital paulista espalhadas pelas paredes e alguns pratos como as chapas e as porções de pastéis lembram muito bares de São Paulo. A falta de amendoim e a carne servida em filé invés de tiras, são compensados pela cerveja gelada. Quem estiver sem fome ou "sede", mas quiser "alimentar" a mente e encher os olhos, pode passar no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, 11-30959400) e conferir a exposição do fotografo francês Henri CartierBresson; considerado um dos mais importantes fotógrafos do século XX e pai do fotojornalismo contemporâneo, graças ao estilo que criou. A mostra com 133 fotografias do acervo da Agência Magnum, fundada por ele em 1947, termina em 12 de dezembro. Os horários de visita são de terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30 e a entrada é gratuita.

Praia, cervejas e fotos

De carona nesse clima em plena terra da garoa, está o Devassa (Alameda Lorena, 1040, Jardins - 11 - 3083-4470), filial do bar fluminense homônimo. A marca começou como cervejaria artesanal. Logo a especialidade do bar são as loiras, as ruivas, as morenas e as índias. Antes que sua mente doentia comece a trabalhar e seus feromônios se aticem, explicamos: esses são os nomes dados às cervejas produzidas e comercializadas pela marca.

Localizado em uma rua calma (Marcos Lopes, 246, Vila Nova Conceição, 11-3045-4684) e um pouco distante dos agitos dos bairros vizinhos Moema e Vila Olímpia, o Zé Bonito também investe do ambiente "pé na areia" com capas de mpb e bossa-nova antigos decorando algumas paredes. Na mesa atenção as caipirinhas. A reclamação mais freqüente da clientela na noite em que a "Cesta Básica" passou por lá era sobre a equação álcool/frutas da bebida, que vinha mais colorida e rica em vitaminas do que etílica. Problema resolvido pelos garçons com boa vontade em atender aos pedidos. Para comer aposte nas batatas rústicas, que diferentemente da servida em outros locais, vem pequena e redondas ou na isca de frango frita com molho barbecue. Ao mesmo tempo que Sampa tenta ter a sua praia, uma cidade com vista para o mar homenageia a terra garoa. No último 27 de outubro Salvador foi palco da inauguração do Armazém Municipal (Avenida Otávio Mangabeira, 2457, Pituba - 71 - 3344-

Outra exposição fotográfica que está na cidade é a de Mark Evans no Masp (Avenida Paulista, 1578, 11-3251-5644). São mais de 120 imagens que mostram o início da década de 1970 - registrados com uma polaroid - , Havana, Cuba, sob o regime do ditador Machado e o olhar dele sobre a sociedade americana durante a Grande Depressão; essas realizadas a convite do jornalista James Agee, enviado pela revista Fortune ao Alabama para a vida de agricultores de algodão. O trabalho foi recusado pela editora, mas acabou tornado-se o livro "Let us Now Praise Famous Men". Detalhe, Evans era funcionário do Farm Security Administration, órgão federal criado pelo governo Roosevelt para divulgar a política do New Deal. A mostra encerra-se em 10 de janeiro de 2010 e pode ser visitada de terças-feiras, domingo e feriados, das 11h00 às 18h00. Às quintas-feiras, das 11h00 às 20h00. Os ingressos inteiro custam R$ 15,00 e estudantes pagam R$ 7,00. Mais informações no site: http://masp.art.br/exposicoes/2009/evans/


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Novos destinos Com surpreendente desenvolvimento econômico e belos cenários, Polônia atrai olhares e turistas de todo o mundo

Texto: Juliana Leandra Fotos: Claudio Marioto

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á alguns anos dificilmente alguém pensa ria na Polônia em roteiro para uma viagem de turismo. Localizada no centro da Europa, por muito tempo, o país teve sua história e cultura ofuscadas pela influência das cidades mais visitadas do continente: Londres, Paris, Roma, Berlim e Barcelona. Atualmente, a Polônia figura entre um dos locais mais visitados da Europa. Isso aconteceu graças a adesão à União Européia e à dedicação dos poloneses em reconstruir o que foi destruído depois da Segunda Guerra Mundial. Com a economia emergente e uma renda per capta que recentemente ultrapassou a de seus países vizinhos considerados desenvolvidos,como Suíça e Alemanha, ela tem atraído olhares de líderes políticos devido a esse surpreendente desenvolvimento econômico. Outro fator que colaborou para colocar a Polônia em evidência é seu alto nível educacional. Devido a isso, o país tem recebido diversos estudantes internacionais, muitos deles saídos do Brasil e que atuam em diferentes áreas, como Direito e Cinema. Polônia Nome oficial: República da Polônia Capital: Varsóvia Línguas: polonês Moeda: Zloty e euro

VIAGEM


Claudio Marioto em um dos belos cenรกrios poloneses


Entre as cidades mais visitadas da Polônia estão a sua capital, Varsóvia, localizada na região central do país, e Cracóvia, uma cidade situada no Sudeste e inclusa na lista da Unesco como Patrimônio Mundial em 1978. No Sudoeste, uma região conhecida como Voivodia da Baixa Silésia, é na verdade uma província que vem atraindo turistas pela sua beleza e recursos naturais. O local é uma região montanhosa que faz fronteira com a República Tcheca e Alemanha. Os turistas que visitam a Baixa Silésia são de espírito aventureiro que exploram o Parque Nacional Karkonosze. Dentro desse parque está situada uma região conhecida como refúgios da montanha, ou melhor, Samotnia Refúgio. A única maneira de chegar ao topo da montanha é caminhando, pois os carros não são permitidos dentro do parque. Lá de cima a visão é espetacular; além das lindas montanhas e abundante vegetação que se estendem na fronteira dos países vizinhos, os visitantes tem a sensação de estar literalmente nas nuvens devido ao fato de que o mirante está localizado à 1.183 metros de altura acima do nível do mar.

porcionadas aos visitantes que tem um piano e uma lareira à sua disposição em umas das salas e os pratos caseiros que são servidos em um pequeno e aconchegante refeitório onde todos se reúnem em grandes mesas fartas em especiarias polonesas e até húngaras. O inverno é a alta temporada da Samotnia. Competições esportivas são organizadas durante o inverno e chamam a atenção dos amantes da neve e esportes radicais como o esqui e snowboard. A dimensão do evento cresce a cada ano e as reservas são geralmente feitas com dois anos de antecedência. A ceia de Natal também é conhecida como um dos principais eventos, proporcionando os visitantes com uma típica ceia polonesa com direito à muita comida, bebidas e cantoria até altas horas. Visite o website para mais informações: h t t p : / / w w w. s a m o t n i a . c o m . p l /

O refúgio da Samotnia é um alojamento aos pés do Cirque pequeno lago, que não é tão pequeno assim, pois tem 255m de comprimento, 185m de largura e 6,5 metros de profundidade é considerado o ponto mais bonito da montanha. A paisagem é de tirar o fôlego. Além da beleza que faz o alojamento da Samotnia ser tão popular entre os turistas aventureiros, o clima amigável é uma das vantagens pro-

Juliana Leandra no topo do mirante


Cesta Básica Capítulo 12