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C E S TA BÁSICA C A P Í T U L O 1 1


Capítulo 11 Editorial NESTE CAPÍTULO: Antes tarde do que nunca! Diriam os incorrigíveis atrasados. Acontece. Sabem como é fechamento, depende de aprovação, últimas alterações, gráfica que atrasa entrega...um sufoco. O importante é que dá certo no final. O importante é que agora você está com mais um capítulo da Cesta Básica. Sendo assim, boa diversão!

QUALQUER COISA..........03 OUTRA COISA...................04 OUT......................................05 VIAGEM.............................06

Expediente Edição, texto e capa: Thiago Ronza Bento Colaboração: Jorge Lins Torres

Gostou? Quer colaborar? Mande seu material para thiago.ronzabento@gmail.com. A gente não paga nem cobra nada, mas dá os créditos.


A um QUALQUER COISA

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m tempos que donos de mídias impressas param suas máquinas por causa da queda nas vendas, e que filmes como Tropa de Elite chegam às ruas antes do que aos cinemas, é preciso buscar soluções para reaver o público. E ela pode ilustração: site Alex Ross ser algo antigo, quase que escondida nas mangas para o momento certo, mas ainda fascinante: Imagens 3D. Sim ela está de volta, repaginada, deixando o seu ídolo ao alcance das suas mãos.

palmo

do seu nariz

Desenvolvida em meados da década de 1950, a fórmula demorou a cair no gosto do público pois causava tontura e nauseas. A nova tecnologia, digital, resolveu isso. Os antigos óculos com lentes coloridas – uma azul e outra vermelha – foi substituído por um novo que utiliza polímeros. Recentemente, crianças, adolescentes e mesmo alguns adultos puderam experimentar a tendência durante os filmes A Era do gelo e Jonas Brothers 3D – O Show. No entanto, quem já se habituou a assistir filmes no conforto da tela do computador e abre mão do escurinho do cinema terá de esperar um pouco para que a tecnologia 3-D chegue a sua casa. O You Tube autorizou um de seus funcionários a desenvolver um player para vídeos online 3D. Outra proposta atraente foi a da revista Trip que em julho pôs uma modelo em 3D na tela do computador para seus leitores. O recurso utilizado chama-se realidade aumentada; uma linha de pesquisa da ciência da computação que integra mundo real e elementos virtuais ou dados criados pelo computador. Mas voltemos a Barbara Nogueira, a modelo. Em determinada página da publicação há um código que posicionado em frente da webcam faz com que ela gire no monitor. O desenhista Mauricio de Souza também apostou na técnica. Na década de 1980 lançou histórias em quadrinhos da Turma da Mônica em 3D. Para ler as aventuras não era preciso utilizar o óculos, bastava aproximar a revista dos olhos e aos poucos afastá-las para que os personagens saltassem das páginas. Veja no link: http://revistatrip.uol.com.br/ra/index.php Mais informações sobre realidade aumentada em: w w w. r e a l i d a d e a u m e n t a d a . c o m . b r


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OUTRA OUTRACOISA COISA

Um Brasil mais velho e urbanizado Informações são dos "Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil 2009", divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) no último dia 2 de setembro

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egundo o estudo, em aproximadamente 40 anos a taxa de fecundidade brasileira caiu de 6,2 filhos por mulher, até 1960, para dois, em 2006. Parte dos resultados da pesquisa foi comentada pelo presidente da instituição, Eduardo Pereira Nunes, em entrevista a “O Economista”, publicação do Conselho Regional de Economia de São Paulo (CORECON-SP) em julho deste ano. As conclusões do estudo serão tema de sua palestra “Censo 2010” no XVIII Congresso Brasileiro de Economia (CBE 2009), a ser realizado entre 16 e 18 de setembro em São Paulo, quando economistas discutirão “Economia brasileira pós-estabilização e retomada do crescimento: a urgência do resgate da dívida social”. Há 30 anos no IBGE – os seis últimos como presidente – Nunes conhece, com o perdão do clichê, o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Atuou nos os departamentos de Geografia e de Agropecuária (DEGEO e DEAGRO), na Coordenação dos Censos Econômicos e na chefia do Departamento de Contas Nacionais. Neste último coordenou o projeto do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) dos estados; o Sistema de Contas Regionais, publicado anualmente junto com as secretarias de planejamento de cada uma das unidades federativas. Segundo Nunes, desde o último Censo, realizado em 2000, o Brasil manteve a estabilização da economia, inclusive com o controle da inflação. Além disso, fatores nacionais e internacionais colaboraram para a aceleração do ritmo de crescimento do País, enquanto o mercado de trabalho se sofisticava, absorvendo mais pessoas com um nível maior de remuneração. “Isso resulta em melhores rendas e nos posicionou entre as 10 maiores economias mundiais”, ressalta. “Quando falamos em distribuição, porém, integramos a lista dos 70 piores”, completa o presidente do IBGE. Tais fatores, ainda de acordo com ele, colaboram para que a injustiça social medida pela concentração de renda tenha proporções continentais.

A entrada das pessoas no mercado de trabalho tem, segundo Nunes, duas características importantes: o crescimento mais do que proporcional de mulheres e a exigência cada vez maior de qualificação e nível de instrução. “Ambos acontecem há décadas, acompanhando o crescimento populacional”, explica para em seguida comentar que a melhor remuneração também colabora para a manutenção da disparidade entre a quantia recebida entre os empregados no mercado de trabalho. Outro fator interessante no mercado de trabalho é que, provavelmente, teremos de trabalhar mais um pouco para garantir uma aposentadoria mais tranquila. Com a taxa de crescimento populacional caindo, temos mais pessoas envelhecendo.O que causará um grande impacto na previdência social. Mas para que isso aconteça são necessárias alterações. “O sistema precisa se adequar à nova realidade. Desde que foi criado na década de 1940, no governo Getúlio Vargas, ele pouco mudou”, comenta. “Com a longevidade da população cada vez maior, em alguns anos teremos mais pessoas acim a dos 60 anosde idade do que abaixo dos 15”, calcula Nunes. Além da concentração da faixa etária, Nunes destacou que 85% dos brasileiros vive em cidade. Na última década, segundo dados do estudo, houve uma diminuição no ritmo de migração de pessoas das áreas rurais e pequenas cidades para os centros urbanos. Questionado sobre quem são os brasileiros, o presidente do IBGE explicou que não somos um grupamento social e antropológico único, mas com características marcantes em todas as regiões do País, relacionados à ocupação do território com ascendência tanto europeia, como africana e indígena. “Há, também, um contingente enorme de pardos, que de maneira nenhuma podem ser associados ou confundidos somente com descendentes de negros”, esclarece.


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OUT

Pisces, gaseosas y jazz Recientemente fue inaugurado en São Paulo una unidad de la cadena peruana “La Mar Cebicheria” (Rua Tabapuã,1410, 11 - 3073-1213 ). Con el intento de internacionalizar el plato mas famoso del país, el sitio se basa en los populares restaurantes de Perú. Así como pasá por alí – que el cebiche o ceviche gana ingredientes típicos de cada región – la comida fue adaptada a nuestro paladar, aúnque siga picante y con su sabor exquisito. Sorpreende que el cebiche clásico tenga exactamente lo mismo sabor de los servidos en las calles limeñas, así como los picarones, cobiertos con miel. Otro postre que vale unas cucharadas es el suspiro limeño ¡Buenaso! A quien le gusta beber, hay que probarse el conocido pisco sour. Su bebida base (el pisco) viene directamiente de la región de Pisco, con su sabor fuerte sale bien para empezar la noche Hay mucho más cosas cheveres en “La Mar”. Como los colores de los adornos y de los platos que ganan mas fuerza cuando contrastan con la sobriedad de las ropas del publico, que se veste como se estuviera en Lima. Además, lo atendimento simpático de los mozos también acuerda a la capital peruana. Todavía que tener en cuenta que las semejanzas se quedan por ahí. Los precios són muchos más altos que de las cebicherias tradicionales y aúnque no falten opciones al cardapio, él no esta completo. Ni la chicha morada ni la amarilla y tipicamente gaseosa peruana Inka Kola son servidas. ¡Pena!

Interessados nessa última bebida, porém, podem encontrá-la no bar “Tubaína” (Rua Haddock Lobo, 74, 11-3129-4930 ). Uma vez lá, é possível degustar – e matar a saudade - 12 rótulos do refreigerante adocicado homônimo. Para acompanhar pode-se ficar em dúvida entre a (sagrada) porção de mandiopan, o cebiche (uma das sócias do local é peruana) ou alguns dos ótimos sanduíches acompanhados de batatas-fritas servidos em cestas plásticas, que junto com as cadeiras e mesas que não combinam dão a sensação de estarmos na casa de nossas avós. Perto dali fica o Club Noir Bar (Rua Augusta, 331, 11-3255-8448 ) com música ao vivo, jazz vale lembrar, de quinta-feira a domingo. Suas paredes pretas, as poucas mesas – 40 lugares – e a estante com livros no fundo dão ao local um clima intimista que só é quebrado pelas grandes janelas localizadas na entrada, servindo de vitrine tanto para ser observado quanto para ver a fauna local O jazz também é trilha sonora do Sushi Jazz. Discreto e quase passando despercebido pela Rua José Janarelli, 496, Morumbi, 11-3721-5545 , tem decoração temática. Nas mesas, os jogos americanos são LPs e os pratos levam nomes de importantes jazzistas como Ray Charles, Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal, Frank Sinatra dentre outros. A comida é boa e os preços são apraziveis, deixando o local lotado aos finais de semana.


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VIAGEM

Pérolas no umbigo do mundo Capital política do antigo império inca, Cusco tem muito mais a oferecer além de Machu Picchu Texto e fotos: Jorge Lins Torres


Na página anterior:Jorge e sua esposa Katy em Machu Picchu. Ao lado: relógio do sol da cidadela inca

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m quéchua Qosco ou Qusco quer dizer “umbigo”. Foi ali que Manco Cápac e Mama Ocllo cravaram um barra de ouro engolida pelo solo e fundaram o que seria a maior civilização andina. Localizada a 3.400 metros acima do nível do mar e com temperaturas que chegam facilmente aos 4º C a cidade pode não ser uma boa anfitriã. Tudo culpa do “soroche”, o mal-estar das alturas, que causa diminuição da pressão sanguinea, enjoo, dificulta a digestão o caminhar. Há casos mais graves com sangramento nasal, dos ouvidos ou mesmo retorcimento dos braços. Para evitar o que mais parece um exorcismo, tome chá de coca ou de muña. Voos para Cusco partem diariamente da capital peruana, Lima. A viagem é curta, mas por passar por cima da Cordilheira dos Andes pode encher os olhos de lágrimas, não por emoção, mas de medo por conta da forte turbulência. Um vez em terra firme não vacile; como em toda cidade, turista é alvo de ladrões. Recomendações maternas à parte corra para a agência da Peru Rail e compre sua passagem de trem para Águas Calientes, vilarejo aos pés de Machu Picchu, pois elas acabam rápido. Para muitos conhecer a cidadela é a cereja do bolo. Há três formas de se chegar lá; trilha inca, trem CuscoAguas Calientes ou pegar um táxi até Ollantaytambo e de lá embarcar rumo à velha montanha. Aventureiros e mochileiros de plantão que optarem pela trilha – a mesma utilizada pelos incas em tempos remotos – encaram três dias de ralação intensa de subidas intermináveis com muito calor durante o dia e frio de pinguim à noite. O trem que vai direto

não tem muita emoção, bom mesmo é tomar o táxi, com motoristas alucinados à 100 km/h em uma estrada mal iluminada. Ao contrário do que muitos contam esse não é o trem da morte, mas tem suas peculiaridades. Há basicamente dois tipos de vagões: um para turistas e outro para locais, esse mais apertado. Os preços também podem variar entre R$ 10 e R$ 100 dependendo da data e horário. Monopólio, fazer o quê. Não se assuste nas várias vezes que a locomotiva parar no meio do nada, é que muitos dos passageiros do vagão para locais estão ora subindo ora descendo. São moradores da região que transitam entre os vilarejos levando comida ou buscando trabalho. Chegando em Águas prepare-se para mais fila. Para subir até Machu Picchu é preciso desembolsar aproximadamente R$ 40. O lugar compensa todo investimento. Após subir (novamente) uns metros, verás a clássica foto deste lugar que é considerado uma das Novas Maravilhas do Mundo. Quem busca emoção pode se arriscar subindo o Wayna Picchu, a montanha mais alta deste santuário. Mas atenção! São 400 lugares diários para esta peregrinação altamente perigosa. O risco está na subida, sem muita segurança para ninguém. Tanto que antes de subir, assina-se um termo de responsabilidade indicando que o governo peruano não é culpado caso você caia de lá e morra. Alguns já morreram. De caneta na mão é possível ouvir a risada de Vincent Price no final de “Thriller”, de Michael Jackson. Tentei subir, mas acabaram as vagas.


Da esquerda para direita: detalhe da muralha da fortaleza de Sacsayhuaman em Cusco, turistas no topo do morro onde fica a edificação, canal hidrico ainda em perfeito funcionamento em Tipón

Visitado o santuário volte rápido para Cusco, Águas é um marasmo, além de ser caríssima. Metidos à espertos muitos comerciantes tentam explorar o turista sempre que possível. Na primeira viagem deste escriba para o vilarejo junto com o (ir)responsável pela Cesta Básica, Thiago, indagamos um senhor sobre o preço de um reles picolé de frutas. O vendedor depois de nos olhar dos pés a cabeça e constatar que somos turistas do sexo masculino - sim isso faz muita diferença - nos informa com relativa indiferença que o alimento custaria a bagatela de US$ 3,00. - TRÊS DOLARES ! - Sim, senhores, pois é um sorvete Machu Pichu - Senhor, isto é um sorvete Donofrio (marca popular do Peru) que custa não mais que 50 centavos de dólar nas ruas de Lima. - Estamos em Machu Picchu, não em Lima. A salvação foi minha esposa Katy, intervir dizendo que era cusqueña e que ele não poderia cobrar caro de uma “hermana”. Além de Machu Picchu Caso qualquer um dos itens anteriormente citados tenha te desencorajado a visitar o local, Cusco oferece diversas outras áreas de arqueologia. Para conhecê-los busque pelo centro do Tour Turistico de Cusco, custa só R$ 50,00 o passeio por 15 lugares como a fortaleza de Sacsayhuaman, Tambomachay, Písac, Maras, Ollantaytambo, Urubamba (vale do condor em quéchua) e Chimero, além de teatros e museus. Fazendo cada local se-

parado sai muito mais caro. Compradas as passagens, descanse. Os ônibus saem por volta das 08h30. As paradas quase sempre envolvem feiras de artesanato. Fique atento ao pedir descontos. Cada quiosque pode variar o preço entre R$ 10 a R$ 20. Não deixe de provar o milho do Vale Sagrado nas paradas. A primeria vista pode parecer transgênico, mas na verdade o milho peruano tem o triplo do tamanho do nosso. Não será possivel percorrer os 15 locais em um dia, por isso é melhor dividir o passeio em etapas ou aos que lhe chame mais a sua atenção. Provavelmente quando o dia acabar, você não terá disposição nem para comer de tão cansado. Mas se ainda tiver pique passe pelos restaurantes e prove o chincharrón ou os sanduíches de alpaca, a prima domesticada das lhamas, saborosa e livre de gordura polisaturada. Para facilitar a digestão, mate de coca ou de anis. Também vale muito a pena conhecer a cena noturna de Cusco. Diferente de São Paulo, onde em pouco tempo pagaremos até pelo ar que respiramos, as danceterias não costumam cobrar para entrar, você pagará o que consumir e ponto. Destaque para um drink chamado – advinhe - Machu Pichu, composto por licor de menta com pisco, groselha e suco de laranja, que são algumas cores da bandeira de Cusco, que de longe pode levar os mais incautos a confundi-la com a que identifica o movimento LGBTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). A diferença é que a da cidade tem mais cores. Não deixe de provar Mojito e claro o Pisco Sour, a caipirinha peruana, com limão, clara de ovo e canela.


Cesta Básica Capítulo 11