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FMU CPPG - Centro de Pesquisa e Pós-Graduação Comunicação Social Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte

O Twitter como ferramenta na cobertura esportiva Análise da atividade de jornalistas na rede social durante o evento UFC Fight Night 32

César de Sousa Martins Orientador(a): Prof.(a) Anderson Gurgel

São Paulo 2013


CÉSAR DE SOUSA MARTINS

O TWITTER COMO FERRAMENTA NA COBERTURA ESPORTIVA Análise da atividade de jornalistas na rede social durante o evento UFC Fight Night 32

Monografia apresentada à Banca examinadora do Centro universitário das Faculdades Metropolitanas unidas, como exigência parcial de título de Especialização (lato sensu) em Jornalismo Esportivo e negócios do Esporte, sob a orientação do professor Anderson Gurgel.

São Paulo 2013


CÉSAR DE SOUSA MARTINS

O TWITTER COMO FERRAMENTA NA COBERTURA ESPORTIVA Análise da atividade de jornalistas na rede social durante o evento UFC Fight Night 32

Monografia apresentada à Banca examinadora do Centro universitário das Faculdades Metropolitanas unidas, como exigência parcial de título de Especialização (lato sensu) em Jornalismo Esportivo e negócios do Esporte, sob a orientação do professor Anderson Gurgel.

Data da apresentação: ___ / ___ / ___

Banca examinadora: __________________________________ Profº Anderson Gurgel (FMU – Orientador)

__________________________________ FIAM FAM

__________________________________ FISP

São Paulo 2013


RESUMO O presente artigo tem como objetivo analisar de que maneira a rede social Twitter é usada pelos jornalistas como ferramenta para realizar uma cobertura de evento esportivo, tendo como recorte uma competição de MMA. O artigo contextualiza o webjornalismo e suas características, apresenta a modalidade esportiva em questão, analisa a ferramenta Twitter e suas funcionalidades, assim como o seu uso na cobertura esportiva, fazendo um comparativo entre cinco perfis de jornalistas selecionados. Palavras-chave: Twitter; jornalismo; interação; discussão; opinião

ABSTRACT The main goal of this article is to analyze how the social network Twitter is used by the journalists as a tool for coverage of a sports event, having as clipping a MMA Competition. The article contextualizes the webjournalism, its features, introduces the sport, analyzes Twitter and its functionalities, as well as its usage on sports coverage, comparing between five different profiles of journalists inside the social network. Keywords: Twitter; journalism; interaction; discussion; opinion


SUMÁRIO

1. Introdução

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2. Webjornalismo

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2.1. Características do Webjornalismo

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2.2 O Webjornalismo e as redes sociais

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3. O Twitter

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3.1. Dinâmicas de uso do Twitter

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4. O MMA

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4.1. O UFC

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5. O Twitter como ferramenta na cobertura esportiva

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6. Considerações

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Referências Bibliográficas

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Webgrafia

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1. INTRODUÇÃO Com o avanço das formas de interação na internet, o webjornalismo não está mais ligado apenas aos grandes portais de notícias. As redes sociais têm um grande papel ativo na propagação de informação pela rede mundial de computadores. O Twitter, especialmente, uma das redes mais populares do mundo, é uma das principais ferramentas usadas hoje por jornalistas e leitores que querem expressar a sua opinião ou comentar determinado assunto. A cobertura esportiva também tomou nova forma com o Twitter. Com o caráter de imediatismo da rede social, quem não pode acompanhar algum evento pelos meios tradicionais, como a televisão ou o rádio, tem a chance de saber o que acontece minuto a minuto através de postagens de milhares de pessoas conectadas em um mesmo lugar, falando sobre um mesmo tema. O Twitter é utilizado por milhões de pessoas através do globo. O profissional do jornalismo, ao utilizar a ferramenta, então, passa a sua informação a um público muito amplo, que, ao mesmo tempo, “concorre” com ele no papel de transmissor. Para destacar sua informação em meio a tantas, o jornalista precisa identificar da melhor maneira os pontos que deve explorar em sua análise. O Twitter é, basicamente, um lugar para expressar opiniões. Utilizando um evento de MMA como recorte, o UFC Fight Night: Belfort vs. Henderson (ou UFC Fight Night 32), o presente artigo apresenta características do webjornalismo, explica o que é e como funciona o Twitter e busca analisar o tipo de cobertura esportiva que é feita pelos perfis de jornalistas profissionais através do Twitter. É importante ressaltar que nas redes sociais os jornalistas nem sempre estão representando as instituições onde atuam, falam por si próprios.

2. WEBJORNALISMO Com o avanço da tecnologia e com o aparecimento de novas formas de comunicação, a linguagem jornalística precisou se moldar aos novos parâmetros. O

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advento da internet e da digitalização do mundo, fez com que o jornalismo “migrasse dos mass mídia existentes para o novo meio” (CANAVILHAS, 2001, p.1). Inicialmente, o jornalismo online se limitava a transpor para a internet o conteúdo exato que já era publicado nos grandes jornais impressos. Essa é a primeira de três fases do desenvolvimento do ciberjornalismo, segundo Borjaille ([S.d.], p.7), a “transpositiva”. Na segunda fase, chamada de “metáfora”, “as publicações já eram postadas com técnicas aprimoradas vindas do desenvolvimento e aperfeiçoamento da Internet”. Esses aperfeiçoamentos ainda eram tímidos, como links de notícias relacionadas. Foi nessa fase que o email passou a ser utilizado como forma de manter uma interatividade com o leitor, que passou a contar com um canal de comunicação direta com os veículos. A terceira fase do desenvolvimento, já apresenta o webjornalismo como o vemos hoje. Neste momento, aparecem os grandes portais de notícias, que trouxeram um conteúdo adaptado. Assim como a TV, o rádio e o jornal passam informação cada um a sua maneira, o jornalismo na web passou a ter a sua própria linguagem. O webjornalismo utiliza técnicas diferentes dos meios tradicionais. Para Canavilhas (2001, p.2), o jornalista enfrenta um processo de produção noticiosa totalmente diferente com a introdução de diferentes elementos multimídia, e para o leitor é a forma de ler que muda radicalmEnte. 2.1. CARACTERÍSTICAS DO WEBJORNALISMO Algumas

características

específicas

são

apresentadas

no

webjornalismo:

instantaneidade, interatividade, perenidade (memória), multimidialidade, hipertextualidade e personalização de conteúdo. Essas características são essenciais para o jornalismo na internet nos dias atuais. Instantaneidade: Em um portal de internet, a atualização de noticias acontece a todo momento, de minuto em minuto. Enquanto que em meios como o jornal, o leitor precise esperar até o próximo dia para ler as notícias, na internet tudo é publicado em instantes. A velocidade do

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imediatismo só não passa a do Rádio. A instantaneidade é a característica que mais atrai o público do webjornalismo. A facilidade com que as notícias podem ser inseridas nos sites contribui. Uma nota pode ser constantemente atualizada com novas informações de forma muito rápida e simples. Interatividade: A interatividade é um dos maiores trunfos do webjornalismo. Na internet, o leitor tem a possibilidade de manter um contato direto com o veículo. As notícias, geralmente, permitem comentários, que ficam expostos publicamente no site. O leitor também pode encaminhar um email direto ao jornalista responsável pela matéria (quando o mesmo assina o texto com o seu endereço eletrônico). “No webjornalismo, a notícia deve ser encarada como o princípio de algo e não um fim em si própria. Deve funcionar apenas como o "tiro de partida" para uma discussão com os leitores" (CANAVILHAS, 2001, p.3).

A interatividade pode influenciar, inclusive, em “o que ler”. Hoje, muitos portais contam com linhas de código que identificam as notícias com maior número de visitas e comentários, assim, recomendando-as aos demais leitores. Pereneidade: Rever uma reportagem importante é fácil na internet. Basta uma busca com as palavras-chave corretas para encontrar a mesma. O conteúdo produzido para a internet é armazenado indefinidamente pelos portais. Multimidialidade: O webjornalismo faz uso de diversas ferramentas multimídia. Além de imagens e fotos estáticas, arquivos de vídeo são comumente utilizados para ilustrar reportagens, assim como recursos de áudio, como o podcast, espécie de programa de rádio gravado especialmente para a web, que possibilitou aos jornalistas uma nova forma de expressar suas opiniões na rede.

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Hipertextualidade: A hipertextualidade é uma das características principais do webjornalismo. Na internet, praticidade é a palavra de ordem, e a fórmula usada nos jornais impressos, da pirâmide invertida, não tem 100% de eficácia. Os leitores buscam ditar o seu próprio ritmo para a leitura, por isso, a ligação de diversos textos funciona melhor na web. Como explica Canavilhas (2001, p.3) “Um primeiro texto introduz o essencial da notícia estando os restantes blocos de informação disponíveis por hiperligação”. Isso significa que o leitor não precisa fazer uma leitura linear, podendo escolher o que pretende acompanhar sobre aquele determinado assunto, bastando que selecione o link que mais lhe interessa. Personalização de conteúdo: Atualmente, é fácil para o usuário de internet receber apenas sugestões daquilo que lhe interessa na internet. Uma das formas é através dos próprios portais, que colhem informações a partir da navegação do leitor, oferecendo, assim, um conteúdo relacionado com o que ele já havia visitado. Hoje, há recursos que permitem ao usuário escolher apenas os assuntos que quer acompanhar. Para isso, existem, por exemplo, os sites ou aplicativos agregadores de RSS, sistema que agrupa notícias de diversos sites em um único lugar. Eles permitem que o leitor filtre aquilo que lhe interessa por assunto. 2.2. O WEBJORNALISMO E AS REDES SOCIAIS Com o acesso à internet cada vez maior, o webjornalismo tende a se expandir. Com o advento de novas tecnologias, que facilitam o acesso à web de qualquer lugar, a forma como as pessoas consomem informação mudou. Junto com essa mudança, o jornalismo também fez adaptações. Neste cenário, as redes sociais passaram a ter papel importante no jornalismo. Agora, a produção precisa ser mais abrangente e redes como o Twitter podem ajudar os jornalistas a “mapear quais são os assuntos que mais interessam os espectadores e fazer uma interação direta” (BORJAILLE, [S.d.], p.8). 9


Mas a facilidade de acesso e uso das redes sociais promoveram uma nova concepção quando falamos em meio emissor de informação. Hoje, qualquer pessoa com acesso a essas redes pode, instantaneamente, compartilhar um acontecimento presenciado ou assuntos corriqueiros, de seu cotidiano. As redes sociais são um produto da web 2.0, que surgiu no início do século XXI com a premissa de tornar o mundo da internet mais colaborativo, no qual as pessoas tem a possibilidade não apenas de consumir, mas de produzir conteúdo. “O conteúdo disponível na rede é marcado pela inteligência coletiva” (NUNES, 2009). Nesse meio cheio de emissores de informação, o profissional de jornalismo se destaca não apenas por processos técnicos, mas por processos morais e éticos. O jornalista “possui todo um preparo para e orientação para produzir um conteúdo coerente para seus públicos, ainda que concorra com informações de qualquer outro cunho” (BORJAILLE, [S.d.], p.4). “A revolução das novas mídias traz a tona uma série de discussões, principalmente no que diz respeito à comunicação. As redes sociais são vistas como auxiliadoras na produção e disseminação de conteúdo nos veículos midiáticos físicos. Na atualidade, o poder da sociedade de pautar parte de um jornal se intensificou com o uso das mídias sociais. A rede social Twitter tem sido um suporte para jornalistas na seleção de pautas para jornais e revistas, o que, de certa forma, provoca uma direta interação e interferência na relação emissor X receptor.” (BORJAILLE, [S.d.], p.4).

O bom uso do Twitter por parte dos jornalistas é favorável ao jornalismo de um modo geral. O microblog é uma ferramenta que auxilia muito a produção jornalística, quando usado da maneira correta. “O profissional se torna o veículo: jornalistas já estão usando a plataforma de diversas formas: para divulgar notícias em primeira mão, para encontrar fontes de informação e para monitorar a repercussão e os desdobramentos de suas matérias e de veículos concorrentes. É uma ferramenta que em pouco tempo se tornou vital para a realização de reportagens e ainda - muito especialmente - para promover a aproximação entre leitores e veículos.” (COMM, p.57, 2009).

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3. O TWITTER O Twitter, criado em 2006 pelos norte-americanos Biz Stone, Jack Dorsey e Evan Williams, é um serviço de microblog, o que significa que ele funciona de forma semelhante a um blog convencional, mas apresentando limitações em certos aspectos e adendos em outros. Os textos, ou “tuítes”, como são chamadas as postagens pelos usuários da rede, são limitados a apenas 140 caracteres, por exemplo. Dessa forma, o autor não pode se alongar no que pretende dizer, precisando ser sucinto e objetivo. Isso não impede, no entanto, que o usuário possa criar uma sequência de tuítes que deem continuidade a uma ideia. Originalmente, diferente de um blog comum, o Twitter não permitia que imagens ou vídeos fossem incorporados nas mensagens publicadas, mas, com a evolução de seu sistema e a implementação de outros serviços, passou, com o tempo, a deixar que os “tuiteiros” incrementassem cada vez mais os seus textos. No entanto, mensagens em texto são ainda o foco principal da rede social. Para fazer parte do Twitter, o usuário precisa acessar o site www.twitter.com e realizar um cadastro no qual irá inserir um apelido, que servirá como o seu endereço virtual. Já dentro da rede, o usuário tem uma página pessoal, em que são exibidos os tuítes escritos por ele, e pode “seguir” outros perfis de seu interesse, assim como também pode ser seguido. Funciona da seguinte forma: quando o usuário encontra um perfil que o agrada, clica na opção “seguir”, assim, passa a receber em sua “timeline”, uma espécie de mural, todas as atualizações daquele perfil seguido, que pode ser de uma pessoa, empresa, organização etc. Não há um limite de perfis que podem ser seguidos. Quem usa o Twitter geralmente acompanha pessoas conhecidas, personalidades que admiram, esportistas dos quais são fãs ou portais de notícias, por exemplo. Quando passa a tuitar, ou fazer postagens no Twitter, o usuário passa a ganhar seguidores. Esses perfis receberão as atualizações do usuário da mesma forma que o usuário recebe deles. Sendo seguido, o usuário passa a ter alguém que escute, ou leia, o que ele tem a dizer. Assim, ele começa a criar laços sociais na rede, o que permite que seja

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possível uma das principais atrações do Twitter: a divulgação e a troca de informações sobre determinado assunto. Esses assuntos podem ser separados pelo usuário da forma que ele achar mais conveniente através de um sistema de listas. Assim, o usuário pode, por exemplo, agrupar em um único lugar os perfis que se concentram em falar sobre esportes. Ao selecionar a lista criada, serão exibidas apenas as atualizações dos perfis nela inseridos. É como uma roda de amigos que se reúnem para falar apenas sobre a rodada esportiva do fim de semana. O usuário cria diversas rodas de conversa e troca informações específicas em cada uma. Ele pode escolher de qual roda participar ou participar de mais de uma ao mesmo tempo. “O Twitter é como o seu bar favorito funcionando dia e noite: a hora que você aparecer encontrará alguns frequentadores habituais e mais outras pessoas relacionadas a eles. Você poderá ficar para um dedo de prosa durante um intervalo no trabalho ou passar horas interagindo e trocando ideias” (SPYER, 2009, p. 8). 3.1. DINÂMICAS DE USO DO TWITTER Um dos principais destaques do Twitter e o diferencial com relação às outras redes sociais disponíveis na internet é sua simplicidade no funcionamento. Após o usuário se cadastrar, ele já pode publicar os seus tuítes. Não é preciso preencher um perfil cheio de informações, como no Facebook (as páginas pessoais do Twitter apresentam apenas uma foto, que pode ser qualquer imagem, e uma breve descrição de quem é a pessoa, que não é de preenchimento obrigatório). Para fazer postagens, o usuário precisa estar logado, ou conectado à rede do Twitter. Isso pode ser feito através do site oficial ou de aplicativos disponíveis para computadores, celulares e tablets. Ao escrever a postagem e clicar em “Tweetar”, todos os seguidores do usuário irão receber a atualização em suas páginas. Há também formas de manter uma comunicação direta com outro usuário. O símbolo “@” indica os perfis da rede social. Ao digitar “@persona”, este usuário irá receber uma notificação de que foi citado. Se a citação for no início do tuíte, apenas o usuário citado receberá a publicação em sua página principal, no entanto, esse tuíte não 12


fica invisível para os demais, que podem vê-lo caso visitem o perfil de quem mandou a mensagem. Se a citação vier no meio do que for escrito, o tuíte será enviado a todos como um tuíte comum. Para manter uma conversa totalmente privada com outro usuário, há o sistema de “Mensagem Direta”. Ele funciona como um sistema de email dentro do Twitter. O usuário manda mensagens (também com limite de 140 caracteres) que apenas poderão ser lidas pelo destinatário. Para isso, entretanto, é necessário que os usuários estejam conectados um ao outro na rede do Twitter, isto é, é preciso que o remetente e o destinatário da mensagem sigam os perfis um do outro. Não é permitido o envio de mensagens diretas para perfis que não seguem o remetente e nem de mensagens partindo de perfis que não seguem o destinatário. No site, há áreas específicas nas quais o usuário pode acompanhar os tuítes com citações do seu perfil, no menu “@ Conectar”, e também um ícone para uma área que reúne todas as conversas realizadas através das mensagens diretas. Para construir o seu “bar particular”, o usuário deve inserir perfis nas listas. Para criar uma lista, é preciso selecionar o ícone de configurações do site e clicar na opção “Listas”. Após isso, aparecerá uma opção para criar uma nova lista. Depois de dar um nome para a nova lista criada, o usuário já pode adicionar perfis a ela. Para isso, basta que ele acesse a página que lhe interessa, vá até o ícone de opções e escolha “adicionar ou remover das listas”. Não há restrições na hora criar um grupo de perfis. É possível adicionar às listas tanto os que são seguidos pelo usuário quanto os que não são seguidos. Outra funcionalidade do Twitter é o compartilhamento de fotos e vídeos. Hoje, a rede social permite que o usuário faça o upload de uma imagem a partir do próprio site. Essas imagens são armazenadas no site TwitPic, que iniciou como algo paralelo e, posteriormente, foi comprado pelo Twitter. Outros aplicativos também fazem o serviço de enviar imagens ao Twitter, como o Instagram, famosa rede social de compartilhamento de fotos na qual é possível vincular contas do Twitter e do Facebook para receberem as atualizações.

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Caso o usuário deseje compartilhar vídeos, a única forma é usando servidores externos, como o Youtube ou Vimeo, para disponibilizar o arquivo na internet e depois compartilhando o link no Twitter. Há aplicativos para celulares que enviam vídeos gravados automaticamente ao Twitter, como o Vine, que permite gravações de até sete segundos. O Instragram permite vídeos de até 15 minutos de duração. Com todas essas funcionalidades e facilidades, o Twitter é uma das principais redes sociais usadas para expressar opiniões. O Twitter é o lugar ideal para quem deseja dizer o que pensa. Durante eventos esportivos, por exemplo, é comum ver perfis que comentam minuto a minuto o que acontece, dando suas opiniões e fazendo sugestões.

4. O MMA O MMA, sigla em inglês para Artes Marciais Mistas, é um esporte de combate que mistura diversas artes marciais, no qual os atletas competem dentro de uma espécie de jaula fechada com formato de octógono ou de um ringue como os que são usados em competições de boxe. O esporte é um dos que mais cresce atualmente, e tem como principal representante a organização UFC (sela para Ultimate Fighting Championship), gerido pela empresa norte-americana Zuffa. Em 20 anos de existência, o UFC contabiliza mais de 250 eventos realizados ao redor do planeta e tem valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares. Além disso, até fevereiro de 2012, tinha sob contrato 329 lutadores de 27 países diferentes (AWI, 2012, p. 21). Como começou No decorrer da história dos esportes de combate, há registros de modalidades esportivas que se assemelham ao MMA moderno. A antiga luta grega Pancrácio, foi uma das primeiras artes marciais em que os atletas não utilizavam armas, se enfrentando corpo a corpo e com poucas restrições1. Introduzida pela primeira vez nos Jogos Olímpicos durante a 33ª olimpíada, em 648 a.C., mesclava o pugilato (antecessor do boxe) e a luta olímpica, permitindo socos, chutes, cotoveladas, joelhadas agarramentos e imobilizações. 1

< http://www.mmabyneko.com.br/a-historia-do-mma-mixed-martial-arts/>

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Apenas não eram permitidos arranhões, mordidas, dedos nos olhos e golpes na região genital. A partir de 1880, tornou-se comum a realização de desafios entre diferentes artes marciais. Na Europa, lutadores de boxe e atletas de luta greco-romana se enfrentavam, geralmente com derrota do pugilista, que desistia do combate ao ser derrubado. No início dos anos 1900, eventos que colocavam o boxe contra o jujútsu (o jiu-jitsu japonês) aconteciam na Europa e na Ásia. Nesse período, a arte marcial inglesa Bartitsu, foi a primeira a juntar estilos europeus e asiáticos. Apesar disso, o crédito pelo nascimento do Vale-Tudo (que mais tarde se tornou o MMA) é brasileiro e está ligado a especialmente uma família de lutadores. Na década de 1930, após aprenderem as técnicas do jiu-jitsu japonês, os irmãos Carlos e Helio Gracie passaram a desenvolver um estilo único da arte marcial, aperfeiçoando as técnicas de imobilização, que mais tarde passou a se chamar jiu-jitsu brasileiro. Para provar a superioridade da modalidade, os irmãos passaram a desafiar mestres de outras artes marciais. O objetivo era chamar a atenção para a eficácia do jiu-jitsu. O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi o palco de uma das principais lutas e Hélio Gracie. Em 1955, com o jiu-jitsu já conhecido de boa parte da população carioca, cerca de 20 mil pessoas foram assistir à batalha entre o brasileiro e o japonês Masahiko Kimura, principal nome do judô na época. A luta terminou com vitória de Kimura, que aplicou uma chave de braço chamada de “ude-garame”, que, posteriormente, foi inserida no jiu-jitsu e batizada com o nome do japonês. Mas foi nos desafios entre o jiu-jitsu da família Gracie e a luta livre que as primeiras competições de Vale-Tudo começaram, a partir de 1970. A rivalidade das duas modalidades fomentou o crescimento dos combates sem regras, que se tornaram uma boa propaganda para a evolução do MMA moderno2. Em 1991, a Rede Globo transmitiu o Desafio Jiu-Jitsu vs Luta Livre, que levava ao ringue os principais nomes das duas artes na época.

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< http://www.mmabyneko.com.br/a-historia-do-mma-mixed-martial-arts/>

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4.1. O UFC Na década de 1980, Rorion Gracie, filho mais velho de Hélio Gracie, decidiu começar a exportar o principal produto da família. Viajou aos Estados Unidos, onde dava aulas de jiu-jitsu e desafiava os lutadores da região na garagem de sua casa. Chegou a atuar em filmes de Hollywood e em 1993 deu o passo que colocou o MMA no mapa das artes marciais modernas. Em parceria com o produtor de TV John Milius e o executivo Art Davie, Rorion criou o Ultimate Fighting Championship, o UFC. A intenção era fazer um show para a televisão norte-americana que colocasse representantes de diversas modalidades de luta para se enfrentar e definir qual a melhor arte marcial. A primeira edição foi realizada no estado norte-americano do Colorado. Para representar o jiu-jitsu entre competidores de diversos tamanhos e pesos, Rorion chamou o irmão mais novo e menor, Royce Gracie, que venceu o torneio, derrotando três oponentes na mesma noite. Royce foi campeão também do UFC 2 e 4. O torneio, que nasceu com o propósito de ter apenas uma edição, cresceu em popularidade nos Estados Unidos e continuou organizando novas competições posteriormente, no entanto, Rorion decidiu vender sua parte no negócio após dois anos. Os antigos sócios entraram em dívidas e a marca, que estava com imagem desgastada, foi vendida em 2001 ao grupo formado pelos atuais donos, os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta e Dana White, atual presidente do UFC, por 2 milhão de dólares. Após a venda, o UFC começou a crescer exponencialmente. O número de eventos realizados por ano cresceu e hoje é de cerca de 30. O valor da marca hoje é superior a 1 bilhão de dólares. Para melhorar a imagem do evento, os novos donos passaram a inserir novas regras e regulamentações para torna-lo mais profissional e mais agradável para o público geral. “Há alguns anos, em seus principais eventos, esse é um esporte regulamentado, com exames periódicos, medicina especializada, testes antidoping e, o mais importante, regras bem claras. O UFC possui hoje 31 proibições que ajudam a reduzir o risco de lesões sérias” (AWI, 2012, p. 20).

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O crescimento do UFC serviu de estopim para o início de outros eventos de artes marciais mistas ao redor do Globo. O japonês Pride, criado em 1997, tomou a atenção que era voltada ao UFC ao colocar grandes nomes das artes marciais, incluindo membros da família Gracie dentro de um ringue que tinha menos regras do que o octógono do concorrente norte-americano. Com a decadência financeira após dez anos de história, o UFC comprou o Pride. De acordo com Awi (2012, p.21), “o triunfo do MMA está concentrado no que ele tem de mais simples. É o esporte que mais se aproxima de uma briga real”.

5. O TWITTER COMO FERRAMENTA NA COBERTURA ESPORTIVA Para analisar a forma com que o Twitter é usado na cobertura jornalística, cinco perfis de profissionais da área foram monitorados durante o dia 9 de novembro de 2013, em que aconteceu o evento UFC Fight Night: Belfort vs. Henderson (ou UFC Fight Night 32), que contou com um total de 11 lutas, realizadas num período de cerca de 5h30m. O pré-requisito para a seleção dos perfis era de que os jornalistas fossem especializados na cobertura da modalidade, sendo assim mais propícios a manter uma comunicação constante na rede social enquanto o evento se desenrolava. Dois perfis eram de jornalistas que estavam fazendo a cobertura do evento in loco; três acompanhavam à distância. Todos os tuítes publicados pelos perfis durante o dia do evento foram monitorados e um destaque maior foi dado às postagens relacionadas diretamente ao UFC, antes, durante e depois da competição. Os perfis foram agrupados em uma lista no Twitter para facilitar o acompanhamento. Após o fim da coleta de material, as postagens passaram por uma avaliação qualitativa (classificação do conteúdo) e foram reservadas aquelas que apresentavam as características que o trabalho busca ressaltar.

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A atividade dos monitorados foi comparada, tanto em intensidade e quantidade do que foi publicado, quanto em direcionamento. As interações que os jornalistas promoviam com alguns seguidores também foram observadas. O Twitter representa um passo além na interatividade e imediatismo para o jornalismo feito na internet. No entanto, é importante lembrar que a rede social em si não é um veículo de comunicação e, sim, de interação. O Twitter funciona como uma plataforma a mais para o jornalista que busca transmitir sua informação de modo rápido, mas não deve ser tratado como palco único para a produção de material jornalístico. O Twitter deve ser usado, sempre, como a base de um trabalho mais completo, que será publicado em outro meio, este, sim, apropriado para uma reportagem, como portais, jornais, revistas etc3. A presente análise da cobertura esportiva acompanhou as atualizações do perfil de dez jornalistas brasileiros especializados em MMA. A pesquisa mostrou que todos aproveitam as características do Twitter de forma efetiva, tanto tirando vantagem da rapidez do meio, para comentar pontualidades, explorando o fato de ser uma plataforma própria, para expressar suas opiniões, ou aproveitando o caráter massivo, divulgando links que redirecionavam, geralmente, para o portal no qual cada jornalista atua e que publicavam uma cobertura mais completa do evento. Os perfis acompanhados foram dos jornalistas Carlão Barreto (@Carlao_Barreto / 16.778 seguidores), comentarista do Canal Combate; Guilherme Cruz (@guicruzzz / 5.339 seguidores), repórter brasileiro do site norte-americano MMA Fighting; Eduardo Cruz (@EduardoCruzMMA / 3.066 seguidores), blogueiro do portal Terra; Gleidson Venga (@gvenga / 5.522 seguidores), jornalista do portal ESPN Brasil; e Renata Aymoré (@RenataAymore / 13.494 seguidores), repórter do Canal Combate. A cobertura do evento a partir do Twitter já podia ser acompanhada horas antes do início do mesmo, com tuítes que citavam a preparação dos atletas, divulgavam links de reportagens produzidas anteriormente, comentavam as expectativas e faziam apostas sobre os resultados. Após o início do evento, os posts concentraram-se no que era apresentado pela transmissão e pelos atletas.

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<http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_jornalismo_de_twitter_nao_e_jornalismo>

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A partir dos perfis monitorados nesta pesquisa, a cobertura do evento no Twitter pode ser dividida em quatro principais grupos de tuítes: os que informam o que acontece no local, os que analisam e dão opiniões sobre o que está acontecendo, os que interagem com os leitores e os que fazem divulgação de links ou reportagens e distribuem conteúdo multimídia. Ficou claro que cada jornalista utiliza a ferramenta à sua maneira. Alguns fazem atualizações constantes e interagem mais, outros preferem escrever apenas quando têm algo diferente para compartilhar. Informação Um dos motivos principais de os leitores acompanharem uma cobertura esportiva pelo Twitter é obter informações que não conseguiriam de outra forma. Com o avanço dos aparelhos móveis, está cada vez mais fácil acompanhar os acontecimentos no momento em que ocorrem mesmo se estiver impossibilitado de comparecer ao local do evento ou de assistir pela televisão. Durante o período monitorado, o Twitter do jornalista Guilherme Cruz foi o que mais se comprometeu a passar informações, tuitando desde o movimento que o UFC gerou em Goiânia até os resultados das batalhas. Antes do começo das lutas, escreveu “Segundo um taxista de Goiania, o UFC de hoje aumentou em 10 vezes o movimento (e faturamento) no aeroporto. Sorrindo de orelha a orelha.” Depois, falou sobre as filas na entrada do Goiânia Arena. Aspectos que estão fora do alcance do espectador geral, como curiosidades de bastidores ou conversas com lutadores participantes, que culminarão em reportagens, também puderam ser acompanhados pelos seguidores do jornalista, que cobriu o evento in loco. Após o brasileiro Vitor Belfort nocautear o norte-americano Dan Henderson com um chute na cabeça, na última luta da noite, Cruz publicou uma foto do lutador derrotado deixando o octógono, onde os combates acontecem. Depois, acrescentou que ele estaria indo direto para o hospital. Antes disso, Cruz havia publicado informações que conseguiu direto com os lutadores após as lutas. “Thiago Tavares me falou que quer lutar no dia 8 de fevereiro, em

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Jaraguá do Sul, Brasil, e que vai mudar para a categoria peso-pena se o UFC aprovar a ideia”, escreveu em inglês em um dos tuítes, após o brasileiro citado derrotar o norteamericano Justin Salas, na terceira batalha da noite. O jornalista também usou o Twitter para transcrever exatamente algumas citações dadas pelos atletas. No UFC, ao vencer um combate, o lutador concede uma entrevista ao comentarista oficial do evento, ainda dentro do octógono. O perfil de todos os jornalistas monitorados também divulgaram informações como o resultado das batalhas. Divulgação Outro recurso muito usado é a divulgação de links. Caso o jornalista atue em uma empresa jornalística para internet, ele consegue gerar mais tráfego colocando um caminho para seus seguidores. O jornalista Eduardo Cruz, por exemplo, deu destaque a reportagens publicadas anteriormente ao evento, situando os leitores no contexto de determinada luta. Momentos antes do início da transmissão, publicou link de seu blog no portal Terra com entrevista do treinador do lutador Dan Henderson. Dessa forma, ele adiciona 3.066 potenciais leitores (seu número de seguidores) para a matéria. O Twitter, especificamente, tem um sistema que permite que o usuário repasse posts de outros perfis integralmente, chamado Retweet. Esse recurso também é utilizado pelos jornalistas, que retuítam links postados pelas empresas de comunicação que representam, conseguindo ainda mais acessos. Guilherme Cruz, que escreve para um site norte-americano, constantemente retuíta o perfil @mmafighting ou jornalistas estrangeiros que também escrevem para o mesmo canal. Usar o Twitter como forma de angariar acessos é um dos principais objetivos de empresas jornalísticas e jornalistas que mantém perfis na rede. “(...)com a chegada da Era da Informatização, centralizada pelo desenvolvimento da Internet, essa adaptação [dos meios de informação] (...) não ocorreu especificamente devido à perda de público, mas pela oportunidade de atrair um público ainda maior” (CASELLI, PIMENTA, p. 5).

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Mas não apenas websites podem ser beneficiados pela publicidade instantânea do Twitter. O perfil do comentarista Carlão Barreto, durante a luta entre os brasileiros Daniel Sarafian e Cézar Ferreira, a segunda mais importante da noite, aproveitou para lembrar os seguidores sobre o horário de um programa de rádio do qual participaria. Outro tipo de link muito divulgado no Twitter é o de conteúdo multimídia. Fotos, vídeos e áudio coletados naquele momento aparecem aos montes na rede. Os seguidores do perfil de Gleidson Venga, por exemplo, puderam acompanhar o desenrolar do UFC através de fotos das lutas, que eram publicadas a todo momento pelo jornalista. Opinião No Twitter, o jornalista se torna o veículo, no entanto, ele conta com mais liberdade. Além de dar informação e distribuir conteúdo, numa rede social, com um perfil pessoal, ele tem a possibilidade de opinar e analisar livremente. Esse aspecto foi notado em todos os perfis monitorados na pesquisa, cada um a seu modo. Comentarista de MMA, Carlão Barreto se ateve a fazer comentários e análises técnicas sobre a luta. “Santiago tem que se movimentar mais e fazer o jogo em pé como seu objetivo, nada de lutar no chão”, escreveu durante o combate do argentino Santiago Ponzinibbio, que estava perdendo, e o norte-americano Ryan LaFlare. Já a repórter Renata Aymoré preferiu comentar sem muito compromisso, muitas vezes, fazendo brincadeiras com o que acontece nas lutas. “CHE CHE ESSO?!!? Jeremy Stephens não tomou qq conhecimento! Ainda deu um golpe fulminante de misericórdia. #UFCGoiania (sic)”, escreveu quando o norte-americano Stephens derrotou o brasileiro Rony Lima. Assim como facilita a emissão, o Twitter também facilita a recepção, e a jornalista ouviu críticas de alguns leitores sobre sua forma de usar a rede social, chegando a retuitar algumas. “Rs -----> RT @AndreDellani: @renataaymore achei sua colocação equivocada, se vc não sabe torcer deixa pra quem sabe (sic)”, publicou, citando o usuário. Já os perfis de Guilherme Cruz, Eduardo Cruz e Gleidson Venga mesclaram um pouco das duas formas, por vezes, dando opiniões técnicas, em outras, comentando como em uma conversa de bar. Eduardo Cruz não se limitou a comentar as lutas e criticou 21


também a transmissão do canal SporTV. Guilherme Cruz e Gleidson Venga, comentavam a condição dos lutadores ou o clima dentro do ginásio. “Boas lutas aqui no UFC em Goiânia! O ginásio está quase lotado, torcida ótima! Só o calor que tá brabo... (sic)”, escreveu durante o evento. Interação Interação. Esse é o ponto central de qualquer rede social: conectar pessoas, independentemente do lugar em que estejam, para que possam interagir entre si. “Uma rede social é definida como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos; os nós da rede) e suas conexões, interações e laços sociais (...) uma rede social, assim, é uma metáfora, para observar os padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas ente os diversos atores.” (RECUERO, 2009, p. 24).

Segundo Borjaille as interações no Twitter se dividem em três tipos diferentes: síncrona ou assíncrona, que consistem na resposta imediata ou não a um tuíte postado; reativa, que está relacionada ao interesse que o usuário tem naquilo que o outro tem a dizer; e mútua, que está atrelada ao processo da troca de tweets com alguém com intuito de negociação ou outro tipo de relação interdependente. Entre os perfis analisados, os de Eduardo Cruz e Renata Aymoré foram os que mantiveram uma interação mais próxima com os leitores/seguidores. Além de responder tuítes diretos, como todos os perfis fizeram, Cruz manteve discussões sobre aspectos das lutas com os seguidores. Os dois perfis também aproveitavam os momentos anteriores ou posteriores das batalhas para incitar a participação dos seguidores. “Empolgados para o confronto entre Vitor Belfort e Dan Henderson? Quais as outras lutas que mais atraem?”, escreveu Cruz, antes do início do UFC. Aymoré chegou a fazer rápida enquete sobre o futuro de um lutador e retuitou algumas das respostas que obteve. O jornalista que mantém perfil no Twitter não fica preso à interação com os leitores. Alguns dos tuítes publocados por Barreto e Aymoré citavam diretamente perfis de atletas que estavam participando do UFC naquele momento, às vezes apenas indicando o início de uma luta ou mandando mensagens de apoio, por exemplo. 22


6. CONSIDERAÇÕES A evolução das formas de comunicação mudaram as maneiras de como as mensagens são emitidas e recebidas e também como se dá a relação entre emissor e receptor. Com o crescente uso das redes sociais no meio online, as empresas de comunicação buscaram entrar nesse ramo a fim de beneficiar-se de sua popularidade. O jornalista também precisou se adaptar a elas e, consequentemente, se aproximar dos leitores. O Twitter se mostra como o palco ideal para isso: é uma plataforma eficiente para a disseminação de informação, divulgação e interação. Assim, torna-se uma ferramenta essencial para o jornalismo nos dias atuais. A cobertura esportiva através do Twitter, feita por perfis de jornalistas, pode se dar de diversas maneiras. A facilidade oferecida pela rede a torna um meio convidativo para o receptor. Como constatado nos perfis monitorados por esta pesquisa, no Twitter o leitor pode saber o que acontece no evento esportivo minuto a minuto, além de consumir conteúdo multimídia. A interação proporcionada pela rede dá, ainda, uma sensação de familiaridade com o emissor, o jornalista. Importante ressaltar que, como se observou, a cobertura esportiva no Twitter não substitui a de portais, revistas, jornais, televisão ou rádio. Limitadas em 140 caracteres, as informações são fragmentadas e nem sempre completas. O leitor deve considerar o Twitter como um adendo, uma ferramenta a mais na hora de buscar informação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AWI, Felipe. Filho teu não foge à luta: como os lutadores brasileiros transformaram o MMA em um fenômeno mundial. Rio de Janeiro: Intrinseca, 2012. BORJAILLE, Bruna V. A influência do Twitter no Jornalismo. [S.d.]. 18f. Artigo (MBA em Comunicação Integrada e Novas Mídias) – Universidade de Vila Velha, Vila Velha, [S.d.].

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CANAVILHAS, João Messias. Webjornalismo: considerações gerais sobre jornalismo na web. In: I Congresso Ibérico de Comunicação, Málaga, Portugal, 2001. CASELLI, Thais; PIMENTA, Francisco. Twitter: a nova ferramenta do jornalismo. In: XVI Congresso de Ciências da Comunicação da Região Sudeste, Juíz de Fora, 2011. COMM, J; BURGE, K. O poder do Twitter: estratégias para dominar seu mercado e atingir seus objetivos com um tweet por vez. São Paulo: Gente, 2009. FERREIRA, R. T. et al. O Twitter como ferramenta de Comunicação Organizacional. [S.d.] 32f. Artigo (Graduação Faculdades Integradas Facvest), Santa Catarina, [S.d.]. NUNES, J. O. Jornalismo 2.0 e os usuários colaboradores. In: XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Curitiba, PR, 2009. RECUERO, R. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009. SILVA, A. C. P.; BOTÃO, P. R. Impactos do Twitter na cobertura jornalística da campanha eleitoral 2010: o caso da Agência Estado. In: XVI Congresso de Ciências da Comunicação da Região Sudeste, Juíz de Fora, 2011. SPYER, J. at al. Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter. São Paulo: Talk Interactive, 2009.

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O Twitter como ferramenta na cobertura esportiva