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pedras d'รกgua 2011


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introdução programação acontecimentos artísticos laboratorio de estudo do corpo biografias


pedras d'รกgua 2011


introdução Estar na rua, pensar na rua, escrever na rua, dançar na rua, conversar na rua.

a promover intensamente e que, pensamos, poderá apontar para novas formas de considerar e potenciar a participação intrínseca dos factores que constituem os locais de apresentação de criações.

Desde os últimos sete anos que o c.e.m se congrega em torno de um evento visível que trás a público o trabalho que desenvolvemos de forma rizomática, pela escuta atenta e no comprometimento de acções co-desenvolvidas com a população dos lugares para onde nos dirigimos.

Este festival não é um agregado de eventos artísticos concentrados num período de tempo, é um movimento que interroga a cidade, a partir de considerações experienciais de cidade, não se detendo na expectativa de arrumar formatos similares que proporcionem uma identidade, mas acreditando que é na consideração das assimetrias, das dissonâncias, das desproporcionalidades que pulsa uma cidade com vida própria e não apenas um mero formalismo administrativo.

Este é o segundo ano em que trabalhamos diariamente na área da Mouraria/Intendente, tecendo ligações que respondem com uma complexidade própria e reconfigurativa, onde a potencialidade das formas de actuação das pessoas e dos lugares se dilata. Para este ano, entre os dias 7 e 12 de Julho promovemos encontros de escalas diversas, entre a street art, a investigação artística, a criação a partir dos estudos do corpo, as conversas, os bailes populares e a navegação pelos documentos que permeiam as nossas investigações com as pessoas e os lugares desde 2005. Em todas as propostas, a participação activa das pessoas que habitam os lugares é uma realidade sustentada na teia de relações que temos vindo

Como fruto desta reflexão contínua apresentamos nesta edição do Festival a publicação Arte Agora uma colectânea de textos de artistas e pensadores sobre os desafios da arte e do corpo na contemporaneidade, uma urgência de repensar formas e procedimentos de agir que vêm do fazer, do praticar, da própria acção da escrita enquanto acto implicado de existir. Entre a evidência de que nada é indiferente e o rigor do reconhecimento de uma acção implicada levantam-se ligações cuja pertinência intrínseca propõe um organismo vivo a que chamamos Pedras d’Água.

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QUINTA

dia 8

SEXTA

dia 9

BAFATÁ, PORBANDAR, INHACA, DHAKA, CHAFARIZ DO BENFORMOSO, … Ana Estevens em colaboração com Carolina Höfs no Chafariz Rua do Benformoso ~ instalação

ESQUINA DO CAPELÃO COM A JOÃO DO OUTEIRO

Inês Ferreira na Esquina da Rua do Capelão com a Rua João do Outeiro ~ dança

IN

Valentina Parravicini no Largo da Severa ~ dança

BECO DO JASMIM, UMA PROPOSTA DE MOVIMENTO Lyncoln Diniz no Beco do Jasmim ~ dança

CALMA

Stephan Doitschinoff no Largo da Rosa ~ intervenção/instalação

O LUGAR DAS PESSOAS

aberto das 17h30 às 22h nas Escadinhas da Saúde à Rua da Mouraria visita guiada das 17h30 às 18h30 ~ exposição colectiva

58 PASSOS ATÉ ENTRAR NA VILA

Ibon Salvador e Luciana Chieregati na Rua da Mouraria ~ dança

19h15

18h30

17h30 16h00 15h00

14h00

13h00 11H30

dia 7

58 PASSOS ATÉ ENTRAR NA VILA Ibon Salvador e Luciana Chieregati na Rua da Mouraria ~ dança

22H00

20h30

19h30

ROSA VELHO

Equipa do c.e.m e Celina Piedade com o Centro Social e Polivalente de S. Cristóvão e S. Lourenço na Rua da Mouraria ~ coro

MICRO BAILE

com Celina Piedade na Rua da Mouraria

LIMPEZA PERFORMATIVA

CALMA

na Rua da Mouraria

Stephan Doitschi e convidados no Largo da Rosa e Saúde ~ perform

BAILETUGA

BAILÃO

“No Mazurka Band” na Rua da Mouraria

na Rua da Mourar


programação SÁBADO

inoff

Escadinhas da mance

dia 10

DOMINGO

O LUGAR DAS PESSOAS aberto das 14h às 17h nas Escadinhas da Saúde à Rua da Mouraria ~ exposição colectiva

SEG.

dia 11&12 TER.

LABORATÓRIO ESTUDOS DO CORPO com Paula Petreca no c.e.m

LANÇAMENTO DO LIVRO “ARTE AGORA” Conversa com Helena Katz, Miguel Pereira, Bragança de Miranda, Graça Passos, Paulo Raposo, Marta Traquino na Praça do Martim Moniz

MOSTRA DE TRABALHOS E CONVERSA com Stephan Doitschinoff no c.e.m

ria

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acontecimentos artísticos CALMA INTERVENÇÃO/INSTALAÇÃO

Stephan Doitschinoff Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Largo/Calçada da Rosa Hora: 16h

Desde que Stephan Doitschinoff pintou toda a cidade de Lençóis, no interior da Bahia (BR-2008), que sua obra vem passando por um processo de transformação evidente. Suas criações tem saltado da perspectiva do mural e da tela para incorporar toda criação do ambiente à volta. Materializando na própria textura do espaço instalações visuais e plásticas e objectos em multiperspectiva que estabelecem novas formas de comunicação com o público. Com inspiração em templos e locais sagrados Stephan tem desenvolvido propostas de instalação para galerias e museus. Na sua primeira vinda a Lisboa, Stephan vai instalar um Templo Ecuménico na Mouraria. Um espaço de segredo, de desconhecimento, de reflexão... Um sítio cuja atmosfera converja para a criação de um espaço interior no exterior. Livre, a céu aberto, nas entranhas de Lisboa. Um local de intimidade em pleno espaço da rua, que guarde a maneira de estar de um templo, de um lugar sagrado ou de um espaço voltado à contemplação. O Templo Trata-se de uma instalação plástica em que elementos do universo mítico-sacro presentes na iconografia de Stephan Doitschinoff abrem-se à fusão junto à tradição popular portuguesa das festas de Junho e dos arraiais. Pinturas, esculturas e composições cenográficas instalam ao ar-livre um espaço de contemplação e devaneio.

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BAFATÁ, PORBANDAR, INHACA, DHAKA, CHAFARIZ DO BENFORMOSO, … INSTALAÇÃO

Ana Estevens em colaboração com Carolina Höfs Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Chafariz do Benformoso Hora: 11h30 (aprox. 45 minutos)

Bafatá, Gabú, Bissau. Udaipur, Porbandar, Bombaim. Ancuabe, Inhaca, Maputo. Dhaka, Barisal, Rajbari. Rua do Benformoso, Rua da Palma, Largo de S. Domingos. Bafatá, Udaipur, Ancuabe, Dhaka, Rua do Benformoso. Gabú, Porbandar, Inhaca, Barisal, Rua da Palma. Bissau, Bombaim, Maputo, Rajbari, Chafariz do Benformoso. Num movimento fluído. Numa migração. Num encontro. Numa troca. Cruzei-me naqueles caminhos com mulheres e com panos. As mulheres migraram. Os panos migraram. Fizeram ambos um caminho juntos. Agora cruzam-se com gente. Cruzam-se comigo. Partilham. Num movimento, de cá para lá, na rua, apelam aos sentidos. “- Anda cá! Quero contar-te uma história! Queres ouvir?’.” “ - Claro! Claro, que quero ouvir.” Quero conhecer o movimento. Quero conhecer o percurso. Quero saber… As cores trazem paladares, odores, imagens. Transportam-me para outro lugar mas ao mesmo tempo permaneço aqui. Não saí da Rua do Benformoso. Não saí da Rua da Mouraria. Nao saí das Escadinhas da Saúde. Ao longe, além, ali mesmo. Aqui. Sentada a ver passar estas mulheres com os seus panos, com as suas histórias. Fecho os olhos e vejo uma parede colorida. Imagino uma parede rugosa e com imagens. Vejo memórias, alegrias, tristezas. Imagino força e uniao. Vejo alegria e gargalhada. Criadores: Ana Estevens e Carolina Höfs Agradecimentos: À Sofia pelo incentivo e apoio. Ao Infamara pelas conversas. Às mulheres que todos os dias se cruzam nos nossos caminhos.

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acontecimentos artísticos

ESQUINA DO CAPELÃO COM A JOÃO DO OUTEIRO DANÇA

Inês Ferreira

Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Esquina do Capelão com a Rua João do Outeiro Hora: 13h às vezes sonho que as pessoas velhas atravessam esta rua ladeadas de sacos de plástico com peso nas mãos cansadas, qual funambulista que empunha o seu leque para caminhar no (des)equilíbrio do arame. dedos das mãos e lábios. afinal a outra senhora enfeitada que desce vezes sem conta da João do Outeiro até à esquina, tinha sido artista de variedades e encontrou o grandessíssimo amor da sua vida. presto atenção a este lugar-esquina. o corpo que fica e o corpo que vai. ora se atravesso também desatravesso. esquina que acontece. tem costas de desejo e de vontade. viagem que vem. a suspensão do marulhar ergue-se na mouraria. passa por mim o senhor António da severa com um sorriso e uma história no bolso. assim que a dona Coimbra acabar de varrer o chão lá da frutaria também me vou embora. Criação: Inês Ferreira Mão-de-obra: Daniel Fernandes Colaboração e agradecimentos: Sofia. Peter. Margarida. c.e.m. Coimbra. Joaquim Pedro. António. Rosário. Manela. Inocência da Conceição. Lugar. Aqueles que não nomeio que de perto e de longe por cá passam.

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IN DANÇA

Valentina Parravicini Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Largo da Severa Hora: 14h

Corpo-ponto num espaço entre. O corpo dobra-se sobre si e abre outras relações com o espaço e os olhares que o acompanham. Entrega as subtilezas da percepção que deixam os sons chegarem à pele, a luz vibrar nos órgãos, o ar brincar nos cabelos. O trânsito entre corpo e ambiente confunde os limites, a paisagem entra no corpo que vai integrando a paisagem. Convido um silêncio que acolhe um espaço; todo o Largo da Severa entra na dança e eu danço com ele, acompanhando desta forma a vida que passa por aqui. Criação e interpretação: Valentina Parravicini Colaboração: Mariana Costa Agradecimentos: Dona Piedade, Cristiano Christillin, Sofia Neuparth, Margarida Agostinho, Peter Michael Dietz, Cristina Vilhena, Luz da Camara, Mariana Santos, André Dias, Nicolas Chaverou, Tiago Bibas, Mario Nuzzo, aos moradores do Largo da Severa, nº 7 e a todas as pessoas que acompanharam o “In”.

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acontecimentos artísticos

BECO DO JASMIM UMA PROPOSTA DE MOVIMENTO DANÇA

Lyncoln Diniz

Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Beco do Jasmim Hora: 15h Piso torto. Cada pedra uma direcção que me desvia daqui para ali. Já não sei se é cima ou baixo. O corpo todo engajando-se em estar, mesmo que inclinado aqui, recto lá, torto ao meio, pesado cá, leve atrás, espremido à frente. É assim nesse beco nada exacto. Tudo acontece ao mesmo tempo. Ela lava, ele concerta, aquele vende, a outra estende, alguém chora, a música toca, a folha cai, o cão olha, e assim eu, que também estou cá, danço. Vou reconhecendo a harmonia possível da minha presença nessa paisagem polifónica, na pertinência de cada movimento, na urgência de cada gesto dessa dança Documentação em escrita de Fernando de Proença; Colaboração de Sofia Neuparth e Margarida Agostinho; Agradecimentos: Paula Petreca, Cristina Vilhena, Juliana Alves, Nicolau Ferreira, Cristiano Cristillin, e a todos que dançam comigo na mouraria. Em especial ao Paulo (Mecânico) pelas paredes, a cada miúdo do ATL da Madalena e ao Contacto Cultural

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58 PASSOS ATÉ ENTRAR NA VILA DANÇA

Ibon Salvador e Luciana Chieregati Dias: 7, 8 e 9 de Julho Local: Rua da Mouraria Hora: quinta às 18h30, sexta e sábado às 19h15

Abrimos nosso olhar, cheiro, pele e tacto à Rua da Mouraria. Adentramos nos aparecimentos quotidianos, conversamos com as pessoas, às vezes com palavras outras sem. Nesta proposta de dançar com o espaço a primeira camada é sob as trajectórias, as deslocações das pessoas, aglomerações e dispersões que vão criando e desfazendo o lugar. Só depois emerge o gesto, as direcções e volumes no corpo, o bater do sol, se é segundafeira ou feriado, os diferentes lugares que vão e vem com as pessoas. Estamos a pesquisar o dialogar do movimento com o movimento, os deslocamentos que se juntam a outros deslocamentos, o compartilhar de um espaço desde a prática de estar lá. Uma abertura para a existência. Um trabalho que aprofunda a escuta do aparecer do gesto e deixa que este leve (traga) algo à presença. Criadores-intérpretes: Coletivo Qualquer - Luciana Chieregati e Ibon Salvador; Colaboração: Sofia Neuparth, Margarida Agostinho e Mariana Santos; Documentação: Amaranta Krepschi; Agradecimentos: Galdino, c.e.m, Cristiano, Cristina Vilhena

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acontecimentos artísticos

“O LUGAR DAS PESSOAS” EXPOSIÇÃO COLECTIVA

Dias e Horas: 7, 8, 9 de Julho - das 17h30 às 22h, visita guiada das 17h30 às 18h30. 10 de Julho - das 14h às 17h Local: Escadinhas da Saúde Os últimos 7 anos de trabalho junto das pessoas e lugares do coração de Lisboa têm produzido uma riqueza de documentação tão preciosa que se tornou urgente partilhar alguns desses momentos que nos falam da cidade hoje num lugar onde a proximidade, a vivência quase de aldeia, nos traz possibilidades de reflexão sobre velocidade, urbanismo, turismo, respeito, migrações, sofrimento, auto-estima... No entanto, o risco de transformar um processo relacional tão fino numa montra infinita de materiais em diversos suportes não nos pareceu nem justo nem adequado. Ajuntámo-nos assim com amor em torno de cada movimento e fomos construindo uma paisagem que se abre como uma atmosfera convidando quem visita a mexer e remexer, procurar nos recantos, sentar-se a ouvir, saborear as estórias ou até criar outras. Entrar e mergulhar nas colinas, nas esquinas, nos mistérios, nos cheiros, nas paixões, nas velhices, nos trânsitos, nas mentiras, nas pedras, pareceu-nos um desafio cheio de energia! Abre-se a casa e encontram-se os sons, as imagens, os objectos, os rastos agora documentos. Talvez coisa de criança no sótão… Quem visita pode saborear os materiais expostos como quem passeia os olhos numa galeria ou permitir-se aproximar de um móvel sonorizado, abrir gavetas cheias de fotos e mensagens, sentar-se a ler histórias verdadeiras e inventadas…”O lugar das pessoas” é, assim, uma exposição em movimento. Realização: Sofia Neuparth, Luz da Camara, Flávia Diab, Cristiano Christillin Com: Nicolas Chaverou, Inês d’Almey, Régula Buher, Anna Marocco, Fernando de Proença, ?lex Campos e a colaboração de Amália Sagreiro Vaz, Vanessa Maurício

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LIMPEZA PERFORMATIVA Dia: 8 de Julho Local: Rua da Mouraria Hora: 20h30

Desde Janeiro cada sexta feira um lugar da mouraria/intendente foi lavado pedra a pedra agregando conversas, discussões, queixas, alegrias e novas ideias. Entre o lixo, as beatas, as pastilhas elásticas, os cocós de cão, as ervas que teimam em verdejar pelas ruas assimétricas fomos abrindo caminhos. As limpezas performativas foram fazendo amigos de tal maneira que os habitantes da rua da mouraria já se faziam de guias indicando onde estaríamos nesse dia…e esse “estaríamos” era quem quisesse fazer-se á acção, moradores, passeantes, comerciantes. No atelier de costura da Dona Amália fomos fazendo aventais sempre aos pares de forma a que cada pessoa pudesse transformar-se em duas e ensaboar a rua… Está aberto o convite a quem tenha vontade de estar com a cidade desde esta perspectiva do detalhe, do micro, do próximo, de gatas, de cabeça para baixo, empoleirado nas escadas, um movimento minúsculo que vai ressoando como as ondas. Com carinho.

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acontecimentos artísticos

ROSA VELHO CÔRO

Dia: 7 de Julho Hora: 19h30 Local: Rua da Mouraria Quando se faz possível largar o medo, os clichets, os cuidados sem amor, quando se faz acontecer um espaço do dia que não ocupa, não entretém, não anima mas cria, cria vida, cria invenção, cria trocas de experiências de vida, cria canções, cria dança, compõe versos, partilha lágrimas, demora-se em abraços....bom, quando isso é possível...aí sabemos que existimos. Por mais absurdo que pareça esse espaço tem acontecido todas as semanas no largo da rosa, entre o almoço e o lanche. Às vezes quando saímos do espaço do cem e nos vemos a subir as escadinhas de São Cristovão até se nos aperta o coração “e se hoje não conseguimos abrir a festa? e se hoje não acontecer’” mas acontece sempre! A festa não tem forma, cada vez começamos começando, chegando, abrindo a boca ou mexilhando as mãos. A confiança neste mistério de estarmos juntos, uns mais novos outros a rondar os 90 anos de vida, gera uma amor tão rico que é impossível não lhe sentir o brilho! Criar juntos tem sido o nosso jardim. Inventámos músicas e danças e letras e fomo-nos espantando com a beleza, a ternura e a alegria desses materiais. Um dia a Celeste disse assim, “havíamos de levar isto para as pessoas verem, num espectáculo! Qu’isto é um espectáculo!”. E aqui estamos. Centro Social Polivalente de S. Cristóvão e S. Lourenço e São Lourenço, com Celina Piedade, Sofia Neuparth, Margarida Agostinho, Luz da Camara, Anna Chiama e Fernando de Proença Agradecimentos: Violeta Quintas, Maria Luísa Tomás, Celeste de Couto, Maria Lucília Ramos, João Marques Salgado, Alexandre Jesus, Alberto Ferro, Maria Amália da Silva, Maria de Lurdes Reis, Madalena Monteiro, Manuel Ferreira, Esmeralda, Alzira Pinto, Maria Ana da Luz, Isabel Rodrigues, Leonor Horta, Joaquina Victorino, Flora Borges, Antónia Lopes, Maria de Lurdes Cavaco

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CALMA PERFORMANCE

Stephan Doitschinoff Com convidados

Dia: 9 de Julho Hora: 20h30 Local: Largo da Rosa e Escadinhas da Saúde Celebrando a inauguração pública do Templo acontece um cortejo alegórico, musical e performativo, no qual um coro de mascarados e caretos anuncia a todos nas cercanias a chegada do mistério. Um Novo Templo a céu aberto! Os participantes que trajarem roupas negras poderão juntarse ao cortejo e a festa no interior do Templo. Ao final o coro retoma sua marcha pelas entranhas da Mouraria e talvez encontrem outros segredos no trajecto.

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acontecimentos artísticos

LANÇAMENTO DO LIVRO “ARTE AGORA”

Dia: 10 de Julho Local: Praça do Martim Moniz , Conversa com Helena Katz, Bragança de Miranda, Graça Passos, Paulo Raposo, Miguel Pereira e Marta Traquino Hora: 17h30 Há perguntas que têm uma urgência teimosa em ser lançadas no ar. Só assim largadas podem expressar as suas danças, afinar-se, ganhar densidade, encontrar pertinências, construir mudanças. ”Arte Agora” foi nascendo assim, alimentado por inquiet-ações insistentes. A forma que hoje é livro foi-se criando a partir do convite a quem na verdade sempre se sentiu convidado; ou por estar implicado na própria gestação contínua do que vamos sendo, ou por desenhar clareza no contorno daquilo que fazemos, ou por cruzar os conteúdos da Investigação Artística que nutre o ser e o fazer. Há 4 anos o grupo de estudos do corpo do c.e.m-centro em movimento encontrou os investigadores do curso de Artes do Corpo da PUC-SP pela mão de Christine Greiner e desde então temos vindo a praticar pensar-dançando lado a lado a partir da experiênciação de concretizações artísticas do c.e.m. como o Festival Urbano Pedras d’Água, um acontecimento anual que agrega a criação emergente do estar-com as pessoas e os lugares da região central de Lisboa. Permitir que estes textos trepidem lado a lado é uma aventura que só o poisar e desassossegar dos próprios escritos no encontro com quem os vai lendo poderá fazer aparecer

Sofia Neuparth Os textos nascem aos pares ou em pequenos grupos se enredando uns aos outros a partir de linguagens diferentes (ensaios acadêmicos, artigos, depoimentos, conversas e fluxos de pensamento poético). E cada qual, a seu modo, indaga: Como fortalecer a potência do indivíduo e do grupo? Como tonificar e traduzir palavra, pensamento e movimento? Como estar com os lugares na cidade, nos campos de conhecimento, na rede das políticas culturais? Como sobreviver, assim como estamos, mergulhados nos dispositivos politicos, sem correr o risco de perder

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a delicadeza, a civilidade e o respeito pelo outro ou pela própria vida? É disso que se trata o livro. É disso que se trata o festival. É disso que se trata o c.e.m. De enxergar e ouvir. De perceber a partir do entre. E de seguir adiante, sem deixar de olhar a si mesmo, ao outro e ao tempo… seja este o vento profundo e invisível de uma respiração ou a ventania caótica que arranca a tudo e a todos de seus lugares seguros. Criando sempre em movimento. Ou se movimentando sempre em estado de criação. Se o livro escapa aos padrões habituais das coletâneas, é porque nada é típico neste processo. A dinâmica dos festivais de arte e, especificamente dos festivais de dança, não costuma variar muito. Um ou mais curadores fazem a programação, escolhendo obras de acordo com a proposta do evento. Para tanto, costumam frequentar outros festivais e/ou analisar materiais de divulgação de grupos e artistas. Há nichos de mercado que favorecem a escolha de alguns nomes, em certos momentos, e estes passam a integrar circuitos que muitas vezes atravessam continentes e repetem a si mesmos, incansavelmente. Há também diferentes deslocamentos envolvidos neste processo. As obras são criadas em certos locais e ao serem convidadas para os festivais precisam ocupar novos espaços. Assim, a obra ganha outro contexto, fora de onde foi criada e, na nova hospedagem, encontra (ou não) suas estratégias de adaptação. O Festival Urbano Pedras D’Água apresenta uma outra possibilidade, absolutamente excepcional em termos de cultura-mundo e hipermodernidade, para usar os termos de Gilles Lipovetsky. Isso porque, ao invés de entrar na rede mundializada que norteia boa parte da arte contemporânea, atua localizadamente na cidade de Lisboa, em bairros determinados e em locais específicos (uma escadaria, um beco, a casa de alguém e assim por diante). Não há convites para quem já não esteja envolvido na pesquisa – em grande medida coletiva e cúmplice dos modos de sentir a conexão arte-vida proposta. Não se trata, evidentemente, de nenhum tipo de segmentarismo. A razão que fundamenta os pontos de partida deste processo tão particular é sempre conceitual e afetiva. Em outras palavras, trata-se de um festival que é, ao mesmo tempo, um projeto de vida e de compartilhamento de saberes. Assim como o livro e o c.e.m, um escorrendo para dentro do outro, entendendo criação investigação e reflexão, sempre em movimento.

Christine Greiner 20


laboratório de estudos do corpo no c.e.m “Apreciações do Corpo que Dança em seus Contextos Históricos e Sociais” Paula Petreca

Dia: 11 & 12 de Julho Local: centro em movimento Hora: 14h00 A dança pode surgir como experiência para pensarmos a implicação emancipada que estar no mundo constitui à cada indivíduo. Que atitudes tão subtis acontecem em nossos corpos que vão apartando experiências integradas; que vão criando binarismos; que vão domesticando a percepção apenas para a consideração de macroperspectivas; que vão fazendo juízos polares...? O acompanhamento profundo de trabalho de corpo é muito claro em apontar que apesar dessas tendências, o corpo não se reduz as demandas dessas paisagens fractais. Mas se as paisagens fractais são o ambiente onde existe esse

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corpo, então logo o corpo embebe-se daquilo que o entorna, integra também “aquilos” que não são corpo, e vai deformandose. Transforma-se a realidade. Há escolas de pensamento que insistem em traçar uma história da dança que segue apoiada pela lógica das genealogias, das heranças, da domesticação de sistemas. Faria sentido não fosse o corpo um selvagem. Um resistente. Uma organização visceral que realiza adaptações, acordos, e outros muitos procedimentos de civilidade... Mas na “organização da carne” o-que-se-torna-corpo é aquilo que insiste. Os embodiments que o corpo realiza denunciam seus actos de relação, suas perspectivas de atenção, os entendimentos que está a considerar... O corpo dança o que conhece. E esse conhecimento acontece sempre na relação com o corpo e o mundo. O mundo que vai sendo. O corpo que vai sendo. São dessas relações entre corpo e mundo que este laboratório trata. Visitaremos em fisicalidade, em movimento, em atitude corporal e em acção paisagens que matérias que vem acontecendo ao longo da existência do mundo, com foco na experiência do corpo que dança na cidade. Desde a ancestralidade de um movimento em roda até ao estranhamento de uma acção que é acontecida contigo como um deslocamento em auto-móvel ou uma simulação outra - como as relações de público e privado. São histórias do corpo que dança. Do corpo que é carne. E sonho. E desejo. E casa. E moda. E zeitgeist. E cidade. E dígito. E rede. e.. e... e.... Referências: — “Inscribing Dance.” Of the Presence of the Body: Essays on Dance and Performance Theory. Ed. André Lepecki. Middletown: Wesleyan University Press, 2004. — “Exhausting Dance: Performance and the Politics of Movement”. André Lepecki. London and New York:Routledge, 2006. — “Sensing Feeling and Action”. Bonnie Bainbridge-Cohen. Contact Editions, 1993. — “The Brain’s Sense of Movement”. Alaind Berthoz. Harvard University Press, 2002. — “Por uma Teoria do Corpomídia” in O corpo, pistas para estudos indisciplinares. Helena Katz e Christine Greiner. Annablume, 2005.

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laborat贸rios de estudo do corpo no c.e.m

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biografias ?lex Campos

Amaranta G. Krepschi

Nasci em Madrid, onde participo do movimento social de ocupação, transformando espaços abandonados em centros sociais. Venho a Lisboa no ano de 1999, estudo na Maumaus (Escola de Artes Visuais) e no c.e.m - centro em movimento (estrutura artística transdisciplinar). Participo na actividade do c.e.m como performer, fotógrafo, orientador da F.I.A Formação Intensiva Acompanhada e criador audiovisual. Destaco os trabalhos realizados com Ainhoa Vidal, Sofia Neuparth, Madalena Victorino, Anouk Devillé, Amélia Bentes e Marina Nabais. Em 2006 crio o projecto de vídeo participativo “Olhares Nómadas” que, em colaboração com pessoas individuais e ONG’s, foi desenvolvido com jovens de Heliópolis (favela em São Paulo), com prostitutas (Lisboa), com os artistas da Rua Augusta na Baixa de Lisboa, numa aldeia Gnawa (Khamlia) no Saara, com a Formação Intensiva, Acompanhada do c.e.m, em bairros da periferia de Lisboa em fase de demolição (Quinta da Serra, Fim do Mundo), na Ásia (Japão - Índia) e no campo de refugiados Saarahui de Dajla. Sou cineasta, performer, fotógrafo, documentalista e sonoplasta. Trabalho com bailarinas, artistas visuais, invisuais, coreógrafos, jovens, prostitutas, indígenas, autistas, performers…

Fascinada pelas possibilidades de mover junto, têm realizado trabalhos com pessoas e lugares em práticas de investigação que transitam entre corpo, filosofia, escrita e subjectividade. Entre outros projectos, está desde maio de 2010 com um coletivo de crianças (no centro de São Paulo) em criações em torno do corpo-cidade. Nos estudos e práticas do movimento estudou com Jussara Miller (técnica Klauss Vianna), Elizabeth Zimmerman, Adilson Nascimento e no c.e.m com Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Lisa Nelson (entre outros investigadores) quando integrou a FIA - Formação Intensiva Acompanhada – centro em movimento em 2008/2009. Têm colaborado com alguns artistas, entre eles Luciana Chieregati e Ibon Salvador (colectivo qualquer) com quem se aventura por terras brasileiras, cariocas e lisboetas em aproximações corpo-fotográficas e afetivas. Graduada em psicologia, integra -como mestranda- o Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP, no qual tem tido a oportunidade de experimentar o exercício do pensamento a partir de outros lugares. Foi responsável pela documentação fotográfica do Festival Urbano Pedras d’ Água ’09 organizado pelo c.e.m – centro em movimento. http://criancadadobixiga.blogspot.com/ http://amarantagk.blogspot.com/

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Ana Estevens Nasci em Almada. Tenho formação em Geografia. Desde cedo que o meu percurso se cruza com a música e a fotografia e a cidade é o espaço onde me movimento. Neste momento, entre Lisboa e Barcelona, procuro na minha investigação a ligação entre as pessoas, os micro-espaços e as relações sociais através do conflito e da criatividade.

Inês d’Almey É artista e investigadora. Nasceu em Paris e vive em Lisboa. Trabalha principalmente com performance, movimento, escrita e som. Investiga corpo e som (reverberação, respiração e suspensão) no CEM à través de criações de partituras de movimentos sonoros, do “antes” do movimento, dos “espaços entre” da infinitude do corpo. Trabalha e investiga no CEM depois de ter feito a FIA (2010-2011). Viveu em Londres cinco anos onde esteve a desenvolver trabalhos próprios, e trabalhou em Artsadmin (2006-2007). Apresentou na Europa com colectivos próprios (H)Appy Logies e Inês e Pedro várias peças de performance contemporânea e de live art (20062010).

Fernando de Proença Nasci no Brasil, na cidade de Curitiba. Sou ator e jornalista. Interesso –me pelo processo de criação autoral com foco nas dramaturgias do corpo e pelas diversas camadas de presença e autonomia na criação. Nos últimos anos tenho me aproximado dos movimentos da dança e suas interfaces. Integro o grupo Obragem desde 2005, onde participei como ator - criador de inúmeras peças de teatro (adulto e para crianças), com direção de Olga Nenevê e Eduardo Giacomini. Como Artista Residente na Casa Hoffmann, em

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Curitiba, desenvolvi um estudo de solo, intitulado PROJETO F, sob orientação de Cinthia Kunifas. Ainda na Casa Hoffmann, como jornalista, editei a Revista de Dança Rêlache. No ano de 2010/2011 integrei a F.I.A, Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m, em Lisboa , onde iniciei um trabalho de escrita e sua performatividade + documentação escrita intitulado ESCRITA: MOVIMENTOS QUE GUARDAM E CONTÊM, sob orientação de Margarida Agostinho e Sofia Neuparth. Em residência na HZT BERLIN (Alemanha/ Berlim), desenvolvi um projeto de criação em dança com Cinira Macedo, onde continuei meus estudos no corpo.

Inês Ferreira Nasci em Lisboa, onde no presente me movo e trabalho enquanto bailarinaperformer. Iniciei os estudos em artes plásticas e visuais e em artes marciais (Judo e Tai-Chi). Prossegui formação em trabalho de corpo. Estive na escola profissional de Circo de Barcelona. Desenvolvi particular afinidade com o contínuo trabalho de clown-palhaço, verticais invertidas no solo, trapézio e funambulismo. Entre Lisboa, Barcelona e Marseille integrei performando alguns projectos, espectáculos, criações e co-criações, intermitências na área do circo do teatro e da dança. No momento faço investigação artística no lugar CEM (centro em movimento), atravessando estágios de formação, criação com acompanhamento de outros artistas e criadores. Trabalho com crianças propostas de corpo-movimento-dança.

Joubert Arrais Artista-dançarino-pesquisador, crítico de dança e jornalista cultural. É mestre em Dança pela Universidade Federal da Bahia (PPGDANCA/UFBA) e bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com formação artística pelo centro em


biografias

movimento - c.e.m (F.I.A 2009-2010). Investiga corporalidades populares midiáticas (“Sambarroxé”) e também a relação corpo, cidade, movimento, percepção e escrita (“Virar Bicho”). Colabora desde 2003 para os jornais O POVO e Diário do Nordeste (Ceará/ Brasil). Escreve desde 2008 no www. enquantodancas.blogspot.com Coordena o comitê temático Produção de Discurso Crítico sobre Dança, da Associação Nacional de Pesquisadores em Dança - ANDA (Gestão 2011-2012). Foi artista-residente do Projeto Colaboratório 2010, promovido pela Associação Panorama de Dança – RJ/ BRA, com subvenção do Programa Culture 2007-2013. Desenvolve a pesquisa independente “Coreografias Nordestinas”, que iniciou como bolsista de Produção Crítica em Dança 2008/2009, pela Fundação Nacional das Artes – FUNARTE/Brasil.

Carolina Höfs Nasci em Pelotas, cresci em Brasília, ando crescendo em Lisboa. Estudo movimento, corpo e antropologia desde 1998. Tenho sido orientada e trabalhado com várias pessoas: Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Luciana Lara, Mireya Suárez, Ramón Sarró, Flávia Diab, Catarina Miranda, Gandhy Ayrez. Em 2006, comecei o Projecto ‘Pau de Arara‘ com Flávia Diab no c.e.m – centro em movimento, em uma investigação começada em 2001 sobre histórias de pessoas imigrantes, deslocadas de suas terras.

Cristiano Christillin Turim, 10-10–1965. Vive e trabalha em Lisboa desde 2007. Licenciatura em arquitectura. Diploma em ilustração e gráfica. Entre 1990 e 1998 trabalhou como fotógrafo freelancer, pela faculdade de arquitectura de Turim e várias revistas de arquitectura e design, trabalhando principalmente na Holanda. Entre 1994 e 1999 fundou e

dirigiu a galeria de fotografia ALEPH em Turim, trabalhando com a FIF (Fundação italiana pela Fotografia) e a revista Photografie Magazine, e de seguida o café-galerie AMANTES organizando exposições de fotografia e pintura em colaboração com outras associações artísticas, para o desenvolvimento do movimento artístico juvenil em Turim. Desde 2000 trabalha na área da fotografia artística e documental. Exposições recentes: 2008, Silences, galeria K, Turim, 2009, Pedras, galeria zenith, Turim, 2010, Arido,TML, Lisboa 2010, Exposição no âmbito do Festival “Pedras d’Água”, c.e.m – centro em movimento, Lisboa Projectos artísticos: 2008, a canção do ar livre, em colaboração com Elsa Montenegro 2008, guerra y paz, em colaboração com Elsa Montenegro 2009, no-body, em colaboração com a bailarina Valentina Parravicini 2010, a procura, Pedras d’agua, c.e.m., documentação do processo criativo de “Práticas para ver o invisível” de Sofia Neuparth e “CO” de Paula Petreca, Lisboa 2010, relações, a voz, Ainhoa Vidal (bailarina), documentação do espectáculo, Lisboa 2011, ainda, Documentação de Actividades Artesanais, Lisboa

Graça Passos Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa, é professora na E.B.2/3 de Vila Velha de Ródão para onde se mudou ,em 1993, para se dedicar à implementação do CENTA. Faz produção desde 1978, tendo trabalhado com o Teatro Emarginato, Cassefaz, Galeria Monumental e Galeria Monumental/ Bertrand da qual foi directora. Produziu, entre outros, a peça “Uma Tarde Italiana” do Teatro Emarginato e exposições das quais destaca a individual de João Queiroz (1989) e a colectiva “Sete Pecados Capitais” (1990) do Grupo Monumental, em Lisboa. Foi co-fundadora do CENTA (1989) que dirigiu até ao seu encerramento (2009) tendo produzido

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inúmeros projectos, dos quais destaca: Programa de Residências Artísticas (1989/2009) apoio à criação artística contemporânea através da disponibilização de espaços de trabalho, de alojamento e de produção; Variante à Estrada Nacional Nº 1 (1994) exposição de Artes Plásticas em Ródão, Nisa e Castelo Branco comissariada por Francisco Vaz Fernandes; Lisboa Fora de Horas (1995) - projecto pluridisciplinar de apresentação de trabalhos e seus autores em 22 casas particulares de Lisboa; “CENTA 10, arte contemporânea em espaço rural” (1999)- projecto pluridisciplinar realizado em Ródão, Projecto Salgueiral (1999/2000) -Teatro e Dança para a 3ª idade construído a partir do contacto com os habitantes do Salgueiral; ®existir (2001/2008) projecto pluridisciplinar, de formação e criação artística contínua, desenvolvido no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco pela coreógrafa Filipa Francisco, Projecto de Formação Artística Contínua para o 1º Ciclo (2003/2008) – os artistas trabalham os conteúdos curriculares com os professores, de forma contínua , na sala de aula , este projecto foi apresentado na Conferência Nacional de Educação Artística; ADois (2003/2006 ) - projecto de artes plásticas, comissariado por André Guedes, que articulou residências de criação artística em Ródão com exposições no Museu de Castelo Branco; Experimenta o Campo(2006/2009) projecto de Design e Artesanato, as peças foram expostas na Experimenta Design; CENTAMOSTRA (2008) mostra informal pluridisciplinar em Ródão e Castelo Branco em colaboração com o Festival Urbano Pedras d’Água de Lisboa. Foi co-fundadora da REDE - associação de estruturas para a dança contemporânea (2002/2006) tendo sido presidente na primeira Direcção.

Flávia Diab É historiadora e produtora, sendo habilitada em “Pós Produção em

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Audiovisuais” pela escola de comunicação e multimédia Restart. Trabalha com produção cultural desde 1999, entre a formatação de projectos à coordenação e execução de produção. Actualmente vive entre Brasil e Portugal, actuando profissionalmente em ambos os Países. Ao longo da sua experiência, integrou projectos de realização de festivais de cinema, dança, exposições de artes plásticas e fotografia, formatação de livros, performances e espectáculos, além de cinema e vídeo. No Brasil, coordenou entre 2004 e 2007 o “Projeto Memória”, uma grande iniciativa da Fundação Banco do Brasil e Petrobras. Em Portugal, nos últimos 4 anos é colaboradora de projectos no c.e.m – centro em movimento, como o Festival de artes performativas “Pedras D´Água” e o “Pau de Arara”, voltado para recolha e registo de histórias de vida de imigrantes em Lisboa. Também foi programadora convidada da 1ª e 2ª edição do Motelx - Festival Internacional de Cinema de Lisboa. No último ano de 2010 realizou a coordenação de produção da série para televisão “Impressões do Brasil”, acerca de escritores brasileiros contemporâneos. Além disso, produziu a exposição “Brasília 50 Anos – Meio Século da Capital do Brasil”, que teve exibições em Madrid, na Sala Arquería de Nuevos Ministérios, e em Lisboa, no Espaço Atmosferas.

Helena Katz Crítica, escritora e investigadora de corpo. É professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica e no Curso Comunicação das Artes do Corpo, na PUC-SP, onde coordena o Centro de Estudos em Dança. É também professora colaboradora no Programa de PósGraduação em Dança da Universidade Federal da Bahia e professora convidada no Programa de Pós-Graduação em


biografias

Artes da Universidade de São Paulo. O seu campo de pesquisa é o corpo, tendo desenvolvido, em parceria com a Professora Dra. Christine Greiner, a Teoria Corpomídia. O seu projecto de pesquisa actual insere-se na linha 1 do COS, Cultura e Ambientes Mediáticos, e trata da “Teoria corpomídia e seus desdobramentos políticos”. Propõe uma epistemologia para o corpo a partir de cruzamentos entre autores que trabalham com grelhas teóricas distintas, mas temáticas correlacionadas, de modo a propor o corpo como mídia de si mesmo (corpomídia) e, com esse conceito, estudar a comunicação como um fenómeno co-evolutivo. O Centro de Estudos em Dança dedicase ao estudo do corpo na sociedade do consumo, focando a nova produção de sentidos e valores dos discursos que a povoam, com ênfase na relação entre estética e política. Analisa a acção comunicadora de experiências artísticas que discutem criticamente questões como identidade, indivíduo/ colectivo, colonialismo, pensamentos hegemônicos, hierarquia, produção de subjectividade, entre outros, e a sua formulação como discursos de poder.

Lyncoln Diniz Nasci no sul do Brasil em 1986. Morei cinco anos em Curitiba onde desenvolvi um estudo prático de dança, juntamente a minha formação em Artes Cénicas (Faculdade de Artes do Paraná) e a Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento, a partir desse trabalho participei como performer em várias áreas do espectáculo entre 2007 e 2009. Integrei a FIA- Formação Intensiva Acompanhada (2009/10) do c.e.m – centro em movimento. Participei do Festival Pedras d’Água (2010) no trabalho de Sofia Neuparth “Práticas para ver o invisível e guardar segredo”. Hoje integro a equipa de profissionais do c.e.m na área do trabalho artístico junto de pessoas e lugares.

Luz da Camara Estreei-me no teatro de revista Ádoque como actriz bailarina em 1977. Integrei o Taller de Investigaciones Teatrales Latino-Americanas orientado por Juan Uviedo (Entre a Argentina e Guatemala). Faço parte da rede c.e.m – centro em movimento (www.c-e-m. org), onde pesquiso sobre fisicalizar densidades, texturas, o silêncio, a ausência, a muiteza: a multiplicidade em vez de oposição; e ainda, um corpo homeless que se procura na fuga à lógica binária. Para além de criações próprias (http://unsex.blogspot. com/), trabalhei com Luis Castro, Sofia Neuparth, Lucia Sigalho, Miguel Loureiro e de momento em digressão internacional com o grupo holandês DOOD PAARD na peça Answer me. Finalizo um projecto de investigação que cruza o pensamento filosófico com o fazer em cena que intitulei (des)teceres (www.desteceres.com). Escrevo, entre outras coisas, Guias de Viajens a pé.

Marta Traquino (1972) é artista plástica e investigadora em Arte Contemporânea. Licenciou-se em Artes Plásticas Pintura pela Fac. de Belas Artes da Univ. de Lisboa (1995). Realizou o Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (Dep. de Sociologia, ISCTE, 2007) com dissertação do âmbito da Arte Contemporânea. Presentemente, prepara o Doutoramento em Arte Pública da FBAUL. A sua investigação centra-se em práticas artísticas de abordagem ao Espaço e ao Lugar na Cidade. Desde 1995, tem sido formadora de cursos e workshops no domínio prático e teórico das Artes Plásticas em diversas instituições, tendo também colaborado em projectos de intervenção social. Na sua prática artística, realizou exposições individuais de Pintura entre 1995-2000. Desde 2000, realiza projectos de Instalação de carácter

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‘site-specific’, sendo o mais recente “What colour has the sky got now?” (2010), SecondRoom (Bruxelas). Desde 2009, é membro do grupo internacional de pesquisa On Walls. Em Abril de 2010, o seu livro “A Construção do Lugar pela Arte Contemporânea” foi publicado pelas Edições Húmus.

Valentina Parravicini Nasci em Cantù (Italia) onde estudei artes plásticas e me aproximei ao ballet. Prossegui a formação em dança clássica e contemporânea em Milão, escolhendo seguir no tecido da cidade as propostas que aprofundavam outras camadas de investigação para além das técnicas de dança. Integrei a FIA - Formaçao Intensiva Acompanhada do c.e.m. em 2009/2010. Desde 2005 trabalho em projectos de dança e performance em Itália e Portugal e desenvolvo colaborações com outros criadores cruzando as linguagens da dança, do desenho e da fotografia. Continuo o meu percurso de investigação artística no c.e.m.

Ibon Salvador Actualmente sou integrante do Colectivo Qualquer junto com a Luciana Chieregati com quem faz três anos que vimos a aprofundar no cruzamento entre filosofia e dança. No ano de 2010 circulámos com a nossa última criação “Tricksters ou vagabundos, ajudantes ou cartoons” entre Brasil, Portugal e Espanha e dinamizamos juntamente com outros criadores o grupo de estudos Dançar a Teoria.Este ano aprofundei na investigação no espaço urbano, participei na Residência Entorno, em São Paulo criando “Estudo sob o Vale de Aiangabau” e trabalhei no Largo do Machado, no Rio de Janeiro na peça de Dani Lima, “coreografia para prédios, pedestres e pombos”. Sou Licenciado em Artes Plásticas e integrei a FIA (formação intensiva acompanhada) no c.e.m - centro em movimento.

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Luciana Chieregati Iniciei meu percurso como bailarina aos 15 anos com a técnica de dança moderna de Marta Graham e algumas aulas de dança contemporânea no Estúdio Nova Dança em São Paulo. Depois de alguns anos entrei para a Universidade Anhembi Morumbi, na qual me graduei em Dança e Movimento em 2007. Estive também a estudar Filosofia na Universidade de São Paulo. Vim para Lisboa fazer a FIA -Formação Intensiva Acompanhada em 2007. Em 2008 com Ibon Salvador criei o Colectivo Qualquer, que pesquisa dança e filosofia e como estas duas formas de conhecimento se conectam. Cocriamos a performance “tricksters ou vagabundos, ajudantes ou cartoons”, com a qual estamos em digressão.

Paulo Raposo Professor Auxiliar no Departamento de Antropologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. Foi Professor convidado da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) e participa em diversas estruturas artisticas como formador ou colaborador como o CEM. Bacalhoeiros, Fábrica do Braço de Prata, Epipiderme, GEFAC, entre outras. Foi membro da Direcção da Associação Portuguesa de Antropologia (APA) e fundador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA, 2007-2009). De 2000-2009 fez parte da Comissão Editorial da revista Etnográfica e colabora com o Jornal A Página. Teve formação e actuou como actor profissional, assistente de encenação, músico e produtor musical durante alguns anos em diversos grupos teatrais de Lisboa. Realizou várias investigações de terreno em Portugal trabalhando sobre temáticas como o corpo, ritual, educação e mais recentemente na área das performances culturais. Publicou a sua pesquisa em várias revistas da especialidade e em diversos livros, nacionais e estrangeiros.Publicou


biografias

recentemente o livro Por Detrás da Máscara. Ensaio de antropologia da performance sobre os caretos de Podence (IMC,2011). Foi curador e coorganizou com Teresa Fradique, Vânia Cardoso e John Dawsey o evento No Performance’s Land? (2011, Culturgest e ISCTE-IUL) cruzando antropologia e arte.

Regula Bührer Nasci na Suíça, estudei a Londre na University of the Arts (FD in Art and Design, 2003) e teoria na Goldsmiths (BA, 2006, MA, 2008). Vivi, viajei e trabalhei em diversos lugares da Europa. Dancei na Adama em Mitzpe Ramon (Israel) e desde 2010 no centro em movimento onde em 2010 integrei a F.I.A – Formação Intensiva Acompanhada do c.e.m - e neste momento me encontro em estágio.

Nicolas Chaverou Ciego de Avila, Sèvres, Fuenlabrada, Amiens, Rennes e Lisboa. Estudiei fotografia e desenho gráfico em belas artes na França. Kebab, Blaxploitation e Rastafarianismo. Sou filho das culturas populares, vivo e viajo com elas, documento esas viagens com imagens. Acredito em emcontros e descuberta como forma de estar no Mundo. Neste momento me encontro no serviço de voluntariado europeo no c-e-m, praticando documentação, movimento e boxe.

Stephan Doitschinoff Nasceu em São Paulo, em 1977. É um artista autodidacta e sua formação foi muito influenciada pela convivência com os mais diversos tipos de crenças e rituais religiosos. Além de filho de pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas, Stephan conviveu no bairro em que passou sua infância e juventude em contacto com um centro Hare Khrishna e até mesmo um

terreiro de umbanda. Cresceu, assim, absorvendo a estética do simbolismo religioso nas mais diferentes situações, na convivência diversa em sua infância e em meio a estudos sobre religiões orientais, alquimia e arte sacra. A multiplicidade integra sua vida não só em vivências ou estudos da religiosidade, mas também no quotidiano e no percurso profissional. Adolescente, Stephan envolveu-se com a cultura do skate e os movimentos punk e hardcore de São Paulo. Elaborava capas de discos de bandas e trabalhava como assistente do cenógrafo Zé Carratú, pintando cenários de grandes shows de rock dos anos 1990. Mundos que podem se mostrar tão distantes, em seu percurso se conectam. O envolvimento com o hardcore, por exemplo, o levou a se tornar vegan e, em seguida, macrobiótico. Passou também a estudar o zen budismo e o taoísmo e, devido ao profundo interesse pela influência da religiosidade sobre a mente humana, aprofundou seus estudos em leituras de psicologia junguiana e mitologia, ampliando assim sua pesquisa estética e filosófica. A partir de 2002, Stephan passa a interagir e intervir na cidade por meio da pintura e da aplicação de posters, adesivos e stencils. Seu estilo se destaca na cena da nova arte urbana, gerando convites para participar de exposições em diferentes cidades do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. Trabalhando também com ilustração, sua produção diferenciada lhe rende, em 2006, o prêmio Jabuti de Ilustração, pelo livro “Palavra Cigana” (Cosac Naify). Após residência artística na Inglaterra, retorna ao Brasil e parte para o desenvolvimento de seu mais audacioso projeto artístico: Lençóis (BA). Imerso na realidade dessa cidade onde morou por três anos (de 2005 a 2008) e tendo como fonte de referência e inspiração as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções na cidade e seus arredores. As fachadas dos casebres, a igreja

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e até mesmo o cemitério formaram um conjunto pictórico de dimensões grandiosas. Essa grande instalação urbana, que envolveu toda a população da cidade, é um trabalho de fôlego que desenvolve importantes questões sobre as dimensões político-sociais da arte pública. A experiência foi documentada no filme Temporal, produzido pela Movie Art, e em sua monografia Calma. The Art of Stephan Doitschinof, publicada pela editora alemã Gestalten. Integrando a mostra De Dentro para Fora/ De Fora para Dentro no Museu de Arte de São Paulo, Stephan montou uma exposição que contou com: uma retrospectiva de suas pinturas e desenhos, fotografias documentais do trabalho realizado na Bahia, o mural AD ASTRA PER A SP ER A e uma complexa instalação com o título NOVO ASCETICISMO. As produções expostas realizadas em diferentes técnicas e suportes, distribuídas em quatro ambientes, foram sucesso de público e critica. Como resultado dessa experiência, foi premiado pela APCAAssociação Paulista de Críticos de Arte, levando o título de ARTISTA REVELAÇÃO de 2009. No mesmo ano recebeu também o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura. A premiação realizada por um edital da Fundação Nacional das Artes e do Ministério da Cultura contemplará seu próximo projeto autoral, nomeado A Mão. O intuito dessa proposta artística e educativa é por meio da instalação em espaços públicos de obras produzidas pelo artista e por um grupo especial de aprendizes, incitar uma reflexão sobre o diálogo de nossa herança cultural com a contemporaneidade. Os produtos dessa experiência serão um grande painel produzido coletivamente e uma escultura, que será instalada nos arredores do Ponto de Cultura Museu Afro Brasil. Em 2010 montou uma instalação no Museu de Arte Contemporanea de San Diego,

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nos EUA, desenvolvendo também um trabalho de site specific na cidade a convite do Museu.

Paula Petreca Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a sua tese debruçouse sobre as transformações na dança brasileira implementadas pelo contacto com a tanztheater de Pina Bausch. Tem formação em Dança Contemporânea pela Escola Livre de Santo André e pelo c.e.m (centro em movimento) de Lisboa. Bailarina e videasta, coreografou e dançou, entre 2007 e 2008, seis peças de videodança em parceria com o músico português Luís Costa. A colaboração resultou no disco Short Fleeting Moods e na exposição 7 paralelos, do Salão de Arte Contemporânea de Santo André, na Lástima de Lisboa e na Duotone de Tokyo. Em 2010 tem apoio do ministério da cultura de Portugal para realização do Projeto Co, conjunto de ações performativas e transdisciplinares que relacionam corpo e cidade. Foi colaboradora do portal RASCUNHO. net, publicando na editoria de Teatro e Dança entre 2009 e 2010. Em 2010 também passa a integrar a equipe de professores do c.e.m (centro em movimento), ministrando formações em corpo e dança para adolescentes e jovens. Participa também de ações e trabalhos voltados à comunidade, notadamente no trabalho de corpo com bebês e crianças em creches e escolas do ensino básico

Augustho Ribeiro Artista independente com actividades profissionais desenvolvidas em Curitiba - Paraná (Brasil), graduando do Curso de Bacharel em Direcção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná – FAP. Participou entre 2006 e 2007 do Grupo TOSCO (O Tosco foi criado para dar suporte à pesquisa de mestrado da Prof. MS. Ana Fabrício, em que foi desenvolvida e sistematizada


biografias

a dinâmica cénica para formação de atores denominada microdrama e que tinha como base a comunicação não verbal). Tem sua pesquisa voltada ao estudo do movimento e ao processo de criação em artes pela livre transição entre as áreas da dança, teatro e artes visuais. Interessase pela composição dramatúrgica pela composição de imagens corporais e verbais numa via que desperte relações, questionamentos e as possibilidades de uma relação activa do público durante a execução da obra. Actua também na área de Produção Cultural, na qual desenvolveu sua maior actividade junto à produtora S.E.L.O. Expressão e Produção Cultural, junto aos projectos protagonizados pelo Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial, Curitiba/PR, com projetos financiados por organismos públicos federais, estaduais e instituições privadas. Em 2010-11 integrou colectivo de artistas da FIA – programa estruturado pelo c-e-m centro em movimento, com orientação de Sofia Neuparth.

Cristina Vilhena Nasceu em 1975 em Lisboa. Iniciou o seu percurso laboral em Sines a desempenhar funções de secretariado e mais tarde de secretariado técnico em empresas de metalomecânica (Compelmada Internacional e Instituto Italiano della Saldatura), enquanto actuava num grupo de teatro (Teatro do Mar) como actriz e performer. Esta dupla trajectória contribuiu para criar disponibilidade para as relações humanas e integrar a equipa do c.e.m - centro em movimento desde 1999 onde começou por dirigir a produção da programação regular e dos programas de Investigação artística, Zona Z e FIA – Formação Intensiva Acompanhada. Destaca no seu percurso profissional o desafio de programas como Futuro a 100% - repensar a Arte na era das novas tecnologias (2000), S(e)m autor-

Festival no teatro da Trindade em que os artistas intervenientes não revelavam a autoria dos trabalhos (2001), o Projecto Memória “Relva no Camões”, (2007) e 100horas de conversa (1999/2011), onde as fronteiras entre produção e criação muitas vezes se diluem. Fez a direcção de produção de todas as edições das Noites de S. Bento realizadas pelo c.e.m entre 2001/2008. Executa o tratamento de informação da programação, assim como a respectiva divulgação e estabelece as relações nacionais e internacionais e o acompanhamento de estágios profissionais no c.e.m. Produz e acompanha as criações de Sofia Neuparth. Faz a direcção de produção do Projecto Sócio Artístico Pedras d’Água (trabalho com pessoas e lugares), desde 2005, bem como dos acontecimentos artísticos e conferências inerentes ao projecto que inclui a logística de relação e produção para a vinda de investigadores e artistas nacionais e estrangeiros como Christine Greiner, Peter Pál Pélbart, Kuniichi Uno, Helena Katz, Jorge Albuquerque Vieira, Graeme Miller, Professor Bragança de Miranda, José Gil, entre outros. Integra a equipa de formadores da FIA com um laboratório sobre produção, cujo foco principal é a produção relacional. Fez a produção executiva do Festival TODOS – Caminhada de Culturas nos seus dois anos de existência (2009 e 2010), sob a direcção de Madalena Victorino

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festival pedras d’água 2011 Direcção e Programação Sofia Neuparth

Gestão Artística Margarida Agostinho

Direcção de Produção Cristina Vilhena

Produção

Paula Petreca (Stephan Doitshchinoff) e Augusto Ribeiro

Colaboração Christine Greiner

Acompanhadores

Marta Traquino, Miguel Pereira, Graça Passos, Paulo Raposo, Helena Katz

Documentadores

Amaranta G. Krepschi (fotografia), ?lex Campos (vídeo), Joubert Arrais (escrita)

Edição Gráfica

Nicolas Chaverou os textos utilizados na edição gráfica são de Fernando de Proença

Criadores do Festival

Stephan Doitshchinoff, Ana Estevens, Lyncoln Diniz, Ibon Salva, Luciana Chieregati, Inês Ferreira, Valentina Parravicini, Coro Rosa Velho - Centro Social Polivalente de S. Cristóvão e S. Lourenço (Violeta Quintas, Maria Luísa Tomás, Celeste de Couto, Maria Lucília Ramos, João Marques Salgado, Alexandre Jesus, Alberto Ferro, Maria Amália da Silva, Maria de Lurdes Reis, Madalena Monteiro, Manuel Ferreira, Esmeralda, Alzira Pinto, Maria Ana da Luz, Isabel Rodrigues, Leonor Horta, Joaquina Victorino, Flora Borges, Antónia Lopes, Maria de Lurdes Cavaco), Celina Piedade, Sofia Neuparth, Margarida Agostinho, Luz da Camara, Anna Chiama, Fernando de Proença, Ana Madureira, Flávia Diab, Nicolas Chaverou, Cristiano Christillin, Inês d’Almey, Regula Bührer, Anna Marocco, Fernando de Proença, ?lex Campos

Equipa de Trabalho com Pessoas e Lugares Equipa do Festival Pedras d’Água

Equipa do Projeto Toca

Ana Rita Teodoro, Alex Campos, Ana Madureira, Andreia Barreto, Carolina Höfs, Catarina Morato, Hemi Fortes, João Pinto, Juliana Alves, Laetitia, Luz da Camara, Lyncoln Diniz Ribeiro, Lysandra Domingues, Mariana Lemos, Nuno Correia, Nuno Torres, Paula Petreca, Salomé Coelho, Sandra Teixeira, Sofia Neuparth, Thiago Fernandes, Rosa, Sr. José, Sr. António, Dona Luísa, Dona Beatriz, Dona Vitória, Nuno Alves, Fox, Eddie Cevas, Malam, Nónó Faty, Jennifer, Luisa, Cátia, Micaela, Miguel, Núcleo Casa de Lafões: Madalena, Maria José, Marina, Maria Eduarda, Silvina, Teresa, Núcleo IR: Fernanda, Cristina, Sónia, Beta, Ana, Adriana, Celeste, Fátima, Albertina, Sónia, Núcleo ATL: Sara, Jojo (João), Felipe, Isabel, Isabel (Bé), Camará, David, Rodrigo, Bianca, Rosário, Isaac, Nádia, Daniel, Marneza, Erica

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organização:

o pedras d'água 2011 é financiado por:

microbailes financiados por:

apoios:

o c.e.m é uma estrutura financiada por:

centro em movimento • rua dos Fanqueiros, 150-1° • 1100-232 Lisboa Secretaria: 218 871 917 das 9h às 18h • info@c-e-m.org

catálogo pedras d'água 2011  

catálogo do festival urbano pedras d'água 2011

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