Descobertas_4º Trimestre 2016

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Boletim Trimestral EDUARDO LOURENÇO E PLANTU VENCEM PRÉMIO EUROPEU HELENA VAZ DA SILVA Eduardo Lourenço, ensaísta e filósofo português e Jean Plantureux, conhecido como Plantu, famoso cartoonista do jornal francês “Le Monde”, são os dois vencedores ex aequo da edição de 2016 do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural. O Prémio homenageia Eduardo Lourenço, especialista da alma e do imaginário português, memória viva da cultura portuguesa de que é um dos maiores historiadores e um dos seus criadores mais fecundos, com obra traduzida numa dezena de línguas, e distingue também

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Plantu pelo seu contributo, através do desenho, da ironia e da emoção, para a promoção dos valores europeus, da tolerância e da paz. Servindo-se de linguagens distintas, ambos os vencedores têm demonstrado ao longo dos anos um compromisso corajoso e continuo para tornar mais clara a atualidade e mais fácil a reflexão sobre a sociedade e a defesa do património de valores comuns – Eduardo Lourenço, analisando as questões e refletindo sobre elas, Plantu, explicando através do confronto e do sorriso. O Prémio, instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património que o CNC representa em Portugal, e com o Clube Português de Imprensa,

distingue contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus. Conta com o apoio do Ministério da Cultura, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal. O prémio será entregue no dia 10 de Outubro pelas 18h30 na Fundação Calouste Gulbenkian, onde estará patente uma exposição do caricaturista Plantu. Nessa ocasião, serão também apresentadas as iniciativas portuguesas distinguidas com o Prémio da União Europeia para o Património Cultural | Prémios Europa Nostra 2016: a reabilitação da Catedral e Museu Diocesano de Santarém e o projeto de Desenvolvimento Sustentável do Planalto da Mourela no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

desenvolvimento do contexto e do enredo. Com a qualidade de experientes criadores literários, consideramos essencial retomar uma tradição de escrita assente no desafio da incerteza e do mistério. Os poetas e escritores com que contámos e a quem agradecemos uma vez mais

foram: Afonso Cruz, Ana Margarida de Carvalho, António Carlos Cortez, Djaimilia Pereira de Almeida, José Jorge Letria, Luísa Costa Gomes, Manuel Alberto Valente, Maria do Rosário Pedreira, Nuno Júdice e Patrícia Portela. As ilustrações originais e inéditas são de Nuno Saraiva.

UM ESTRANHO ENIGMA Teve grande êxito o folhetim UM ESTRANHO ENIGMA, publicado este Verão no site, blogue e facebook do CNC. Trata-se de um romance inédito da autoria de um conjunto importante de poetas e escritores de língua portuguesa e de um ilustrador. O leitor tem apenas conhecimento de antemão da lista dos autores mas não da ordem em que intervêm. Numa prosa cheia de «suspense» e com todos os ingredientes dos tradicionais continuados – a que acresce o permanente inesperado e uma misteriosa tensão –, procuramos cativar os leitores em geral, e em especial os mais jovens, pela leitura mas também interessar todos pela criatividade literária. Quem acompanhou a feitura deste romance, que contou com o apoio da revista EGOÍSTA, onde agora será publicado, pôde testemunhar o processo de

MECENAS OURO

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NOTÍ Notícias CIAS ROTEIROS TURÍSTICOS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL – IMPÉRIO, DESTINO E SONHO Está já disponível nas livrarias a III Série dos Roteiros Turísticos do Património Mundial, desta vez dedicada, em 3 volumes, a Lisboa, Sintra e Évora/Elvas. Intitulados Império, Destino e Sonho, desenvolvem roteiros turísticos à volta do património classificado pela Unesco nestas cidades. Em Lisboa: a porta do mundo, trabalham-se o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém e a sua envolvente; em Sintra: o monte da lua, apresenta-se

e valoriza-se a paisagem cultural de Sintra; em Terras de Luz: Évora e Elvas, percorre-se o Centro Histórico de Évora e Elvas, com as suas importantes fortificações. O Centro Nacional de Cultura produziu os conteúdos, contando, para o efeito, com a colaboração e coordenação científica do Professor Paulo Pereira e da Professora Maria Calado. Dando continuidade à parceria do CNC com o Turismo de Portugal, esta edição tem a chancela da Porto Editora. A I Série destes Roteiros foi dedicada a Alcobaça, Batalha e Tomar e a II Série incidiu sobre o Norte de Portugal – Porto, Guimarães e Alto Douro Vinhateiro/ Parque Arqueológico de Foz Côa.

PEREGRINAÇÃO POR MAR A SANTIAGO DE COMPOSTELA O CNC está a estudar a viabilidade de uma peregrinação por mar a Santiago de Compostela, durante 10 dias, em Setembro de 2017. O meio de transporte será uma das emblemáticas embarcações existentes no nosso país, apetrechadas para este tipo de eventos, com lotação para cerca de 50 pessoas. Neste momento, estamos a desenvolver contactos no sentido de vir a utilizar os lugres Creoula ou Santa Maria Manuela.

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A largada está prevista a partir da baía de Cascais e haverá escalas, durante os 5 dias de viagem até à Galiza, em Leixões e Vigo, aportando finalmente em Vilanova de Arousa. A partir deste ponto as deslocações serão realizadas em autocarro. O regresso far-se-á novamente de barco, sem escalas, havendo a possibilidade de organizar o regresso em autocarro para quem o preferir.

O programa inclui visitas em Padrón e, em Santiago de Compostela, à Catedral e ao Museu, bem como a participação na Missa do Peregrino, estando ainda prevista a entrega da Compostela Náutica a todos os participantes. O grupo ficará alojado em hotéis de 4 estrelas, sendo que nos 3 dias de estadia por terras da Galiza as refeições são livres, à exceção do almoço do último dia, que estará incluído no custo da viagem. Quanto ao alojamento no barco que transportará o grupo de peregrinos, os participantes terão a opção de dormir em cabines de 2, 3 ou 4 pessoas e todas as refeições estão incluídas no custo da viagem. Custo previsto por pessoa em quarto duplo, com lotação completa: cerca de 2.7001 Custo previsto por pessoa em quarto extra duplo, com lotação completa: cerca de 2.4001 Agradecemos nos informe através do endereço crgomes@cnc.pt ou do telefone 213466722 se está interessado em participar nesta iniciativa do CNC.

MECENAS PRATA ANA ­‑ Aeroportos de Portugal, SA | Correio da Manhã (Presslivre) | Diário de Notícias | DID ­‑ Doc. Informática Desenv. | Duvídeo | Fundação Manuel António da Mota | Grupo Babel – Editorial Verbo, SA | Hoteis Heritage Lisboa | Imprensa Nacional ­‑ Casa da Moeda | Instituto Nacional de Estatística | Jornal de Notícias | Novo Banco | REN ­‑ Rede Eléctrica Nacional | Tabaqueira II, SA


NOTÍ Notícias CIAS LISBOA INTERCULTURAL – coleção atualizada de guias Inspirado e, de algum modo, dando sequência e atualizando, um primeiro Guia da Lisboa Intercultural elaborado há 8 anos atrás, este projeto do Centro de Estudo Geográficos – IGOT da Universidade de Lisboa é parte do Plano Municipal para a Integração de Imigrantes de Lisboa e visa sumariar, interpretar e divulgar os recursos associados à presença imigrante em Lisboa, enquanto elementos da cultura urbana que estão ao acesso dos residentes e utilizadores da cidade.

HOMENAGEM A ALBERTO VAZ DA SILVA No dia 30 de novembro, o CNC realizará no Museu do Oriente uma sessão com o objetivo de lembrar a importante figura de Alberto Vaz da Silva e a sua ligação às Artes em geral, à Astronomia, à Astrologia e à Grafologia. Esteja atento ao nosso site, onde poderá consultar o programa e informação sobre a disponibilização de bilhetes.

ASSOCIAÇÕES

Assumindo um novo formato (conjunto de encartes num jornal semanário), propõe-se que o Guia seja dividido em 5 fascículos, organizados do seguinte modo: 1. Os imigrantes na história da cidade. Marcas no edificado e nas religiões 2. Imigração, gastronomia e inovação nas ofertas alimentares de Lisboa 3. Um roteiro de saúde, beleza e bem-estar – contributos da imigração 4. Os imigrantes e a produção artística em Lisboa (música, dança e outras artes) 5. Os imigrantes no espaço e na sociedade lisboeta contemporânea: associativismo e produção de lugares (as marcas no território) Estará disponível no início de 2017.

PORTAL E-CULTURA: NOVOS PROMOTORES E MAIS INFORMAÇÃO É com satisfação que assinalamos a adesão das Câmaras Municipais de Faro, Loulé, Sintra e Torres Vedras à rede de promotores do e-Cultura, contribuindo assim para a promoção da cultura e do património a nível nacional. Dando continuidade ao desenvolvimento de novos conteúdos, foi lançado o Centro de Documentação IEEI. Neste projeto, que contou com o apoio do Millennium BCP, o Centro Nacional de Cultura assume a tarefa de divulgação do importante arquivo de documentos e estudos levados a cabo pelo Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI). Na área de jogos Ciber-Cultura e para quem gosta de testar seus conhecimentos em momentos de lazer, tem disponível um novo Jogo – Cultura Portuguesa – Vida e Obra de Padre António Vieira –, da autoria de Miguel Real. O e-Cultura mantém um assinalável número de visitas, com cerca de 10 mil páginas vistas diariamente, garantindo sempre um programa editorial semanal que sobressai pela atualidade e diversidade, com artigos exclusivos de importantes contribuidores e de relevante interesse.

VER PELA ARTE

O Centro Nacional de Cultura dá continuidade ao projeto “Ver pela Arte”, apostando este ano letivo na criação de recursos de aprendizagem (fichas pedagógicas / maleta pedagógica) destinados a educadores de alunos com necessidades especiais, especialmente na área da deficiência visual, e na recolha e sistematização da informação sobre a oferta cultural em Portugal para estes cidadãos. Lançado no ano letivo de 2014/2015, o programa “Ver pela Arte” possibilitou a aprendizagem de música por alunos com deficiência visual na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha. O projeto incluiu na prática pedagógica Formação Musical, Cultura Musical, História da Música e Cultura das Artes, Instrumento, Musicografia Braille e Classe de Conjunto. No último ano letivo, em parceria com a AMAC – Academia Musical Amigos das Crianças e com os alunos deficientes visuais que iniciaram em 2014/2015 esta experiência piloto, deu-se continuidade à formação musical através de aulas de Instrumento e de Classe de Conjunto. O “Coro Ver pela Arte”, criado no âmbito do projeto teve, ao longo destes dois anos letivos, várias participações em concertos e espetáculos. Sendo a música uma arte acessível a todos, esta iniciativa incentivou a partilha plena destes alunos com colegas de visão normal, promoveu competências sociais potenciadoras de uma cidadania plena e consciente, atenuando as desigualdades no acesso à informação e à cultura. A ACAPO manteve o apoio técnico desde o início do projeto e a Associação Mutualista Montepio mantém o patrocínio a esta iniciativa. Consulte no site do CNC o Manual Digital e o filme que resumem a experiência desenvolvida no ano piloto do projeto.

APAI ­‑ Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial | ASC ­‑ Amigos do São Carlos | ATL ­‑ Associação de Turismo de Lisboa | Associação de Valorização do Chiado | FESPAC ­‑ Federação Portuguesa das Associação e Sociedades Científicas | Fundação Passos Canavarro ­‑ Arte, Ciência e Democracia | Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana | SEDES ­‑ Associação para o Desenvolvimento Económico e Social | SLP ­‑ Sociedade da Língua Portuguesa

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Notícias

CIAS

SITE E REDES SOCIAIS: O VERÃO COM O CNC Como vem sendo habitual, o CNC fez questão de manter a proximidade com os seus sócios e amigos durante o verão. Este ano o Grande Jogo de Cultura do Verão 2016, quiz de cultura geral dinamizado no site www.cnc.pt, ofereceu ao grande vencedor um fim-de-semana num dos Hóteis INATEL. No Blogue do CNC, publicámos o folhetim Um Estranho Enigma, durante os meses de julho e agosto (ver notícia neste boletim). No Facebook, lançámos a rúbrica Portugal/Brasil e o Mundo: «Doce Língua», com publicações diárias durante o mês de agosto, da autoria de Guilherme d’Oliveira Martins, realçando o que há de mais significativo nesta identidade complexa de uma “língua de várias culturas e de uma cultura de várias línguas”.

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA Dando seguimento ao ciclo Educação Artística: uma prioridade, organizado em colaboração com o Clube UNESCO de Educação Artística, acolheremos este trimestre uma conferência sobre Educação Artística e o Sistema Educativo com o Professor David Justino, Presidente do Conselho Nacional de Educação. As Artes na Educação são, há muito, consideradas um veículo privilegiado para assegurar na Escola espaços de liberdade, de manifestação da criatividade e inovação e do exercício da tolerância e solidariedade, valores incontornáveis na formação equilibrada e pró-ativa das crianças e jovens. Dia 20 de outubro às 18h30 no CNC, entrada livre.

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APOIOS

JORNAL FALADO Neste ciclo de conversas e debates informais à volta de temas da atualidade, com entrada livre, o Centro Nacional de Cultura organiza este trimestre as seguintes sessões:

11 de outubro | 18h30 PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO Como ponto de partida para o Curso que se inicia a 18 de outubro realiza-se uma sessão sobre o tema, em coorganização com a Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial. Com: Jorge Custódio, Paula Azevedo e convidados

CONFERÊNCIA 14 de dezembro | 18h30

9 de novembro | 18h HOMENAGEM A RUY BELO

ENTRE MUNDOS: A LIBERDADE HUMANA E AS LEIS DA NATUREZA

“Trinta dias tem o mês E muitas horas o dia Todo o tempo se lhe ia Em polir o seu poema A melhor coisa que fez Ele próprio coisa feita Ruy Belo portugalês Não seria mau rapaz Quem tão ao comprido jaz Ruy Belo, era uma vez”

O Homem é, como se sabe, um animal constringido pelas Leis da Natureza. No seu corpo e no seu cérebro, tudo segue uma sucessão causal. No seu íntimo, porém, cada pessoa sente que pode escolher o que fazer e o que pensa, dentro de certos limites óbvios. Será o livre-arbítrio uma real possibilidade... ou uma ilusão?

Ruy Belo nasceu em S. João da Ribeira, pequena aldeia do concelho de Rio Maior, em 1933. Nome de destaque na poesia portuguesa contemporânea, exerceu igualmente intensa atividade de ensaísta e crítico literário. Será exibido o Filme “Ruy Belo, Era uma Vez”, de Nuno Costa Santos e Fernando Centeio Com: Guilherme d’Oliveira Martins, Teresa Belo e convidados

Joana Rigato, investigadora em Filosofia das Neurociências, irá partilhar com simplicidade e clareza a sua recente tese de doutoramento sobre “A possibilidade da acção livre”, procurando torná-la acessível a todos. A sua convicção é que os grande debates da Filosofia, tal como este centrado sobre a liberdade humana, podem e devem envolver todas as pessoas que gostam de pensar, sem que com isso se perca a sua profundidade.


SERVIÇOS Serviços JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 24 de setembro | 11h O Centro Nacional de Cultura associa-se à Direção Geral do Património Cultural na comemoração das Jornadas Europeias do Património, com a organização de

uma visita “Portas Abertas” à sua Sede. Os participantes serão acompanhados pela Presidente, Profª Maria Calado. Esta atividade é gratuita mas é necessária INSCRIÇÃO PRÉVIA Lotação limitada Tel: 213 466 722 ou alexandra.prista@cnc.pt

1. Café No Chiado do almoço à ceia, no interior ou na esplanada, um café literário todos os dias das 10h às 2h

2. Galeria Fernando Pessoa para almoços de negócios, para apresentação de produtos, para jantares de anos, ou para lançamentos de livros, com ou sem catering.

3. Ciber­‑Chiado uma ligação ao mundo num ambiente de requinte português de segunda a sexta das 10h00 às 18h00

4. Residência de artistas “apartamentos de charme” no Chiado (mínimo 1 semana máximo 2 meses)

NOTÍCIAS DA FUNDAÇÃO ANNA LINDH Reunião anual da Rede Portuguesa da Fundação Anna Lindh Portimão – 14 e 15 de Outubro de 2016

O Fórum Mediterrânico da Fundação Anna Lindh terá lugar nos dias 24 e 25 de Outubro, em La Valletta, Malta.

O tema da reunião anual da rede portuguesa da FAL será inspirado nos itinerários mediterrânicos de Manuel Teixeira Gomes, e organizada em colaboração com o Instituto de Cultura Ibero-Atlântica e com o apoio do Município de Portimão. Entre outros assuntos, iremos discutir formas e processos de organização interna, no sentido de consolidar a noção de “rede” entre os membros, procurando novas formas de intervenção para disseminar os valores e objetivos da FAL. Aproveitando esta reunião, organiza-se a conferência “A fé no Sul em Manuel Teixeira Gomes”. Nesta conferência, Maria da Graça Mateus Ventura (Instituto de Cultura Ibero-Atlântica) e Guilherme d’Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura) falarão sobre a mensagem de diálogo euro-mediterrânico que o viajante humanista Manuel Teixeira Gomes nos legou e que na reunião anual da Rede Portuguesa da Fundação Anna Lindh adotaremos como tema, em tributo à sua memória.

O Fórum é o maior encontro da sociedade civil do Euro-Mediterrâneo e o mais importante evento dedicado ao diálogo intercultural. Reúne uma rede regional única de profissionais, decisores políticos, meios de comunicação e doadores internacionais, unidos para criar uma real e duradoura mudança face aos problemas mais prementes da região. Da parte da rede portuguesa, foram selecionados pela Fundação os seguintes representantes de Portugal: d’Orfeu – Associação Cultural (Aranis Silva), PédeXumbo (Juan Ramon Campos Macias) e Visões Úteis Associação (Ana Sofia Vitorino). A seleção da Fundação baseou-se em critérios relacionados com experiência, propostas de workshops temáticos, boas práticas e ideias de projeto, criatividade, motivação, geografia, equilíbrio de género e idade, assim como área de interesse e contribuições para a rede nacional da FAL.

APOIOS

5. Acolhimento VIP para Estrangeiros Para Empresas e Embaixadas Serviço de visitas em Lisboa e fora de Lisboa com guia de turismo cultural especializado (francês / inglês)

6. Introdução à Língua e Cultura Portuguesa para empresários estrangeiros Programa de cursos de língua e cultura portuguesa de curta e media duração para quadros de Empresas e Embaixadas

7. Loja Atelier 55 mesmo ao lado do CNC um espaço de acolhimento para turistas, onde pode encontrar as nossas edições e peças únicas, artesanato e mobiliário português

8. Gabinete de Tradução de e para várias línguas, rápido e com qualidade

9. Lisbon Walks passeios a pé, para portugueses e estrangeiros, guiados em várias línguas

10. Gincanas para Crianças para escolas e aos sábados mediante inscrição

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Passeios de Domingo 4.º Trimestre 2016 [1] Ponte Cultural

Lisboa-Porto: Exposição Aurélia, Mulher Artista e Percurso Porto Revolucionário

Sábado, 15 de outubro “Aurélia, mulher artista” é o nome da exposição que assinala o 150.º aniversário do nascimento de Aurélia de Sousa, pintora e fotógrafa portuguesa, nascida a 13 de junho de 1866. A obra pictórica e fotográfica de Aurélia de Sousa será mostrada nos dois núcleos temáticos: no Porto, privilegia-se a figura humana, os retratos e autorretratos, cenas familiares e de rua; em Matosinhos, poderão ser vistas as obras dedicadas à natureza, flores, naturezas mortas e paisagem. Uma abordagem histórica da artista e do seu contexto de vida constitui o elo comum a ambos os espaços. O percurso PORTO REVOLUCIONÁRIO debruça-se sobre os Movimentos Estudantis no Porto: o movimento estudantil português cresceu ao longo da década de 60. Entre os académicos do Porto, ideais como a liberdade e a igualdade inspiravam a luta contra a opressão do regime. A defesa da autonomia universitária, a sua modernização e a oposição à guerra colonial eram o prato forte das exigências. GUIA: Câmara Municipal do Porto HORÁRIO: 7h30 (o comboio parte às 8h) DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte e almoço

[2]Santarém:

Património Histórico

Domingo, 16 de outubro A propósito da atribuição do Prémio Europa Nostra ao Museu Diocesano de Santarém, voltamos a esta cidade para melhor conhecer esta instituição, inaugurada a 12 de setembro de 2014 e distinguida na categoria de Conservação. “A grande qualidade desta complexa

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conservação, quer da arte quer da arquitetura, é uma realização impressionante, especialmente quando consideramos o volume de trabalho desenvolvido”, considerou o júri. A Catedral de Santarém é a mais jovem Sé portuguesa, estatuto canónico conferido pelo Papa Paulo VI, em 1975, na circunstância da criação da Diocese de Santarém, à Igreja da Imaculada Conceição, do antigo Colégio da Companhia de Jesus, entretanto transformado em Seminário Patriarcal. Apelidada de “Capital do Gótico”, Santarém esteve sempre presente nos principais momentos da história de Portugal: aqui nasceram príncipes, viveram reis, reuniram-se cortes do reino, decorreram batalhas, construíramse torres e mosteiros, templos e palácios dos mais belos do país. GUIA: Anísio Franco HORÁRIO: 9h30 DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos

(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

[3]Exposição:

“Eu Não Viajo, Evoluo – Retrospetiva José Escada” Centro de Arte Moderna Fundação Calouste Gulbenkian

Quarta, 19 de outubro A Coleção Moderna apresenta a primeira exposição retrospetiva dedicada ao pintor José Escada (Lisboa, 1934-1980), dando a conhecer um artista que desenvolveu uma obra singular, num vai e vem constante entre abstração e figuração, que atravessa a pintura, o desenho, as colagens e os relevos recortados, a ilustração e a realização de murais, pintados e esgrafitados. José Escada inicia o seu percurso artístico em meados da década de 1950, um começo muito prometedor e ativo, que é igualmente marcado por colaborações com arquitetos, muitas

no contexto do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, e pela colaboração em revistas e jornais, quer como ilustrador, quer através de uma interessante produção de textos críticos sobre a arte contemporânea e o ensino artístico em Portugal. Bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, entre 1960 e 1961, Escada intensifica naquela cidade as suas pesquisas em torno da abstração, confirmando ainda a sua ação no contexto do grupo KWY, com os portugueses René Bértholo e Lourdes Castro, António Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, João Vieira e os internacionais Christo e Jan Voss. O período parisiense, que se prolongará até 1971, a maior e mais ativa fase criativa do artista, será ainda o palco para a criação de uma figuração densa e complexa, de figura recortada, que o levará até aos recortes e às colagens tridimensionais, algumas de gosto Pop. Já no fim da década, nas vésperas da sua morte prematura, a obra de José Escada tenderá a centrar-se em trabalhos mais figurativos e autobiográficos, verdadeiros testemunhos de uma condição simultaneamente trágica e poética do homem e da sua obra. GUIA: Museu HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 20 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Centro de Arte

Moderna da Fundação Gulbenkian – R. Dr. Nicolau Bettencourt

[4]Jornais Históricos do Bairro Alto

Sábado, 22 de outubro A vida dos jornais marcou profundamente o bairro. Jornalistas, tipógrafos e ardinas, escritores e políticos, caricaturistas e ilustradores cruzavam-se – dia e noite – nas suas ruas onde proliferam as casas de pasto e os botequins e onde o ambiente era de grande efervescência intelectual e política. Neste roteiro vamos percorrer as ruas onde se escreveram as notícias que contaram as histórias e estórias de dois séculos: XIX e XX. Dos jornais impressos aos jornais online,


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo passamos por 12 periódicos, incluindo O Século, Diário de Notícias, Diário Popular, A Capital e o Observador. E porque é de informação que se trata, evocamos também a Censura e o Secretariado da Propaganda Nacional, organismo criado em 1933 e dirigido por António Ferro. GUIA: João Moreira dos Santos HORÁRIO: 10h00 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Jardim de São Pedro

de Alcântara (junto à estátua de Eduardo Coelho)

[5]Casas da Lapa Domingo, 23 de outubro O sítio de Buenos Aires e das Ermidas de Nossa Senhora da Lapa e dos Navegantes foi desde muito cedo escolhido por portugueses e estrangeiros, religiosos e religiosas, mercadores e diplomatas para fixarem as suas residências, gozando da exposição a sul, de um panorama único e belíssimo sobre o Tejo e beneficiando dos Bons Ares da Serra do Monsanto. Ao contrário do que às vezes se pensa a expressão Buenos Aires é muito antiga (muito anterior à existência da cidade argentina), devendo-se à referência de monjas de língua castelhana. O Terramoto de 1755 não afetou muito esta zona, o que contribuiu para a tornar aristocrática no final do século XVIII e início do XIX. Chegou a pensar-se em reconstruir aqui ou na zona contígua das Necessidades e da Boa Morte a cidade, tendo prevalecido a escolha da Baixa na cidade antiga… Desde a Estrela até ao Sacramento, encontramos um conjunto extraordinário de palácios e palacetes que marcam a identidade do bairro, acima das Trinas do Mocambo, de Santos-o-Velho e da Madragoa. As Embaixadas dos dias de hoje, as residências de José Luciano de Castro, entretanto demolida, e de Hintze Ribeiro, transformada em Hotel da Lapa, bem como o Palácio de Porto Covo e a capela com o orago de S. Domingos, que dá nome a uma das artérias, fundamentais são exemplos

O papel é um produto renovável e reciclável. Todos os papéis provenientes de florestas com gestão sustentável são ambientalmente responsáveis.

muito especiais e ricos de história… É um roteiro inesquecível, que certamente terá vários capítulos! GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Largo da Estrela,

em frente à Basílica

[6]100.º Aniversário

Vergílio Ferreira: Gouveia e Linhares da Beira

Sábado e domingo, 29 e 30 de outubro No ano do centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, importante romancista existencialista, urge visitar os lugares que o autor palmilhava na sua infância e inspiraram a sua riquíssima novelística. Vamos encontrar em Melo as “circunstâncias físicas e espirituais” que moldaram o homem, a sua forma de sentir e a sua perceção do mundo. O escritor reconheceu a importância do espírito da montanha: “ao contemplála eu próprio repouso sobre mim, esvaziado do que me oprime ou inquieta, transmudando-me ao que nela há de estável e denso e alastrado aos poderes cósmicos” e escreveu, em 1988, no Livro de Honra da Câmara Municipal de Gouveia: “Regressar de vez em quando aqui é naturalmente recuperar na idade. Assim é esta a melhor forma de a juventude se não perder de todo”. Teremos também ocasião de visitar a Biblioteca de Gouveia que tem por patrono Vergílio Ferreira e reúne a sua biblioteca particular doada pela esposa, Regina Kasprzykowski. Visitaremos ainda Linhares da Beira, aldeia medieval do séc. XII, classificada como uma das Aldeias Históricas. O seu castelo, reconstruído em 1291 durante o reinado de Dom Dinis, desempenhou um importante papel na defesa da Beira Alta durante os primórdios da nacionalidade. Daqui se avista uma boa parte do restante património histórico da localidade, onde se destacam a igreja matriz de origem românica, que guarda

três pinturas do mestre português Grão Vasco, o pelourinho manuelino, a casa da câmara, com armas reais de Dona Maria, o solar Corte Real, construção barroca do século XVIII e o solar Brandão de Melo, edifício neoclássico do século XIX. GUIA: Paula Oleiro e Câmara Municipal de Gouveia HORÁRIO: 8h DURAÇÃO: fim de semana LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte; alojamento; três refeições

[7] Estação

de Santa Apolónia

Sábado, 5 de novembro Edifício simbólico do caminho de ferro, a Estação de Santa Apolónia completou 150 anos no dia 1 de maio de 2015. Inaugurada em 1865, nove anos após a primeira viagem de comboio em Portugal, que havia partido, a 28 de outubro de 1856, de um cais improvisado localizado perto do edifício atual, a Estação de Santa Apolónia foi até à ultima década a mais movimentada e importante do país. Daqui partiram comboios a vapor e aqui chegaram as mais modernas composições ferroviárias. Foi local de partida e chegada de emigrantes, militares e milhares de anónimos que, oriundos de vários pontos do país, procuram em Lisboa melhores condições de vida. Por ela passaram reis, rainhas, diplomatas, políticos, líderes religiosos, músicos e cantores, dando-lhe lugar de destaque na história da cidade e do país. Cresceu em altura, mudou de cor, ajustou-se às necessidades dos tempos modernos e acolheu várias gerações de ferroviários. GUIA: Paula Lourenço (APAI) HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras)

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PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo [8] Palácio Duques de Lafões

Domingo, 6 de novembro Pertencente aos Duques de Lafões, o Palácio do Grilo foi edificado a seguir ao terramoto de 1755 por D. João Mascarenhas da Silva, 2º duque em título e fundador da Academia Real das Ciências. O projeto do edifico é atribuído ao arquiteto Eugénio dos Santos, embora não haja certezas. O projeto original, que tinha como objetivo transformar a quinta de veraneio dos duques na sua residência permanente na capital, incluía a casa, com capela, rodeada de jardim e alameda. O arquiteto procurou ainda integrar a estrutura seiscentista já existente. Tirando partido do declive do terreno, construiu-se um grande edifício de três pisos e planta em L. Os interiores caracterizam-se pela riqueza decorativa, nomeadamente os conjuntos de pintura mural da autoria de Cirilo Wolkmar Machado, e a azulejaria dos séculos XVIII e XIX, que ornamentam as salas temáticas do palácio (Sala da Academia, Sala de Vénus, Sala Chinesa). A capela alberga um retábulo de talha dourada e policromada da segunda metade do século XVIII. GUIA: Augusto Moutinho Borges HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 25 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Rua do Grilo, Beato

(junto aos Bombeiros)

[9] Ponte Cultural Lisboa-Porto: Casas do Porto

Sábado e domingo, 12 e 13 de novembro A cidade do Porto ganhou importância no panorama nacional, desde o momento em que o Vinho do Porto se tornou num dos mais conhecidos produtos nacionais. A burguesia portuense quis exibir a sua saudável riqueza em Casa e Palacetes que proliferam um pouco

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por toda a cidade. Ainda hoje restam alguns exemplares, que são verdadeiros testemunhos do Porto romântico. Desde a Quinta da Macieirinha (hoje Museu Romântico), até à Casa Vilar d’Allen e ao impulsivo colecionador Fernando de Castro, não esquecendo o Palácio do Freixo, é um percurso fascinante por alguns interiores quase desconhecidos do património artístico portuense. GUIA: Câmara Municipal do Porto HORÁRIO: 7h30 (o comboio parte às 8h) DURAÇÃO: fim de semana LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte; alojamento; 3 refeições

[10] Palácio de Belém |

Presidência da República

Sábado, 19 de novembro O Palácio, hoje sede da Presidência da República Portuguesa, tem atrás de si uma longa história. A atração do Mosteiro dos Jerónimos, a água fácil e a beleza do sítio explicam a construção pelo fidalgo D. Manuel de Portugal, em terras aforadas, já pelo meio do século XVI, de um palácio que, por herança indireta, passará aos condes de Aveiras no século XVII e será comprado pelo rei D. João V na primeira metade do XVIII. Será a partir do Paço de Belém que o ministro de D. José I, o Marquês de Pombal, tomará as primeiras medidas relativas a Lisboa. Com D. Maria I fazem-se obras, passa a haver água encanada, constroem-se viveiros rococó para pássaros exóticos, no Jardim da Cascata, e a Corte dá festas com fogos nas noites de São João e São Pedro. Em Belém vão morar, desde o seu casamento, em 1886, D. Carlos e D. Amélia de Orleães, herdeiros da Coroa. Para os receber houve obras de remodelação em que colaboraram dois grandes nomes da pintura portuguesa: José Malhoa e Columbano. Os dois filhos do real casal vão nascer em Belém: D. Luís Filipe (1887) e D. Manuel (1889). Com a morte

de D. Luís (1889) o Palácio de Belém vocaciona-se exclusivamente para receber visitas. Proclamada a República a 5 de Outubro de 1910, Teófilo Braga é a primeira personalidade da chefia da República a utilizar a Casa de Belém para assinar documentos e aí receber destacadas individualidades. Dez meses passados, será Manuel de Arriaga o primeiro Presidente a habitar este palácio. A 5 de Outubro de 2004 foi inaugurado no Palácio de Belém o Museu da Presidência da República, que combina a exposição tradicional de peças de coleção ligadas aos políticos que chefiaram o Estado português desde 1910 com sistemas interativos de informação e conhecimento. GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins e Presidência da República HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Museu da Presidência, Praça Afonso de Albuquerque

[11] Lisboa de Mário de Sá-Carneiro

Domingo, 20 de novembro O poeta modernista suicidou-se a 26 de abril de 1916 no Hotel Nice, em Paris. No entanto, grande parte da sua curta existência foi passada na capital. Nasceu em Lisboa, no seio de família abastada. Foi em Lisboa que estudou. Foi em Lisboa que conviveu com o grande amigo Fernando Pessoa e projetou a revista Orpheu. Vamos poder passar por muitos dos locais frequentados pelo autor dos versos: “Um pouco mais de sol - eu era brasa, / Um pouco mais de azul - eu era além: / Para atingir, faltou-me um golpe de asa... / Se ao menos eu permanecesse àquem”. GUIA: Paula Oleiro HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Largo do Carmo,

junto à fonte


[12] Lourinhã |

Património e História

Sábado, 26 de novembro Iniciaremos o dia com uma visita ao Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, confronto que pôs fim àquilo que passou à história como Primeira Invasão Francesa. É uma infraestrutura que torna acessível aos visitantes toda a herança cultural das Guerras Peninsulares, conjuntamente com o Monumento Comemorativo da Batalha do Vimeiro, sendo este considerado Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982. Estrategicamente construído, o Centro permite ao visitante uma visão quase integral do campo da batalha e é por isso um ponto de passagem obrigatório para todos os entusiastas do período histórico da Guerra Peninsular e das Campanhas Napoleónicas, marcando a diferença pelas suas coleções. Aqui podemos encontrar a doação efetuada pelo nosso sócio efetivo Armindo Curto Fernandes, que nos acompanhará. Aproveitamos o dia para conhecer ainda a Igreja de Santa Maria do Castelo e o Museu da Lourinhã que, para além de coleções de Arte Sacra, Arqueologia e Etnografia, possui a maior coleção ibérica de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior e uma das mais importantes a nível mundial. GUIAS: Ana Bento (Diretora do CIBV); Armindo Curto Fernandes HORÁRIO: 9h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

século VI antes da era cristã, sendo anterior à formação do reino de Portugal. No século XII, sob o comando de Afonso Henriques, Portugal torna-se uma nação e surgem as primeiras comunidades judaicas em Lisboa, Porto, Santarém e Beja. Quando se fala da presença contemporânea dos judeus em Portugal, fala-se normalmente do seu regresso nos princípios do sec. XIX, coincidindo com o enfraquecimento da Inquisição e a sua abolição em 1821. Grupos de judeus instalaram-se em Portugal logo no início do sec. XIX, mesmo antes da abolição da Inquisição, que só terá lugar oficialmente a 31 de março de 1821. Vindos essencialmente de Marrocos e de Gibraltar, eram pessoas com nível cultural acima da média, tinham numerosos contactos internacionais, não só devido às atividades comerciais, mas também devido aos laços familiares espalhados pelo mundo. Estes fatores explicam o seu rápido florescimento económico e cultural. Paralelamente ao desenvolvimento do judaísmo lisboeta, para o qual também vêm convergir os judeus das comunidades dos Açores e de Faro, assiste-se, nomeadamente nos anos 20 e 30, a um fenómeno de retorno ao judaísmo aberto, por parte de numerosos cripto-judeus, no Norte e no Nordeste do país. Sob o impulso enérgico do Capitão de Barros Basto, ele próprio marrano convertido ao judaísmo oficial, criam-se comunidades e sinagogas nalguns dos principais centros de cripto- judaísmo, Porto, Bragança, Covilhã, Belmonte... É este percurso que o CNC vai fazer, de Castelo Branco a Cabanas de Viriato – terra de Aristides de Sousa Mendes – em 3 dias dedicados ao tema com o acompanhamento de um especialista. Programa completo em www.cnc.pt

Quinta, sexta e sábado, 1, 2 e 3 de dezembro

GUIA: José Levy Domingues HORÁRIO: 8h DURAÇÃO: 3 dias LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos

Pesquisas históricas indicam que a presença judaica em Portugal remonta ao

(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte; alojamento; 5 refeições

[13] Rota Judaica

[14] Museu Nacional de

Arte Antiga: Nova Galeria de Pintura e Escultura Portuguesas

Quarta, 7 de dezembro São 16 salas em que se expõe o que de melhor a coleção de pintura e escultura portuguesas do MNAA tem para oferecer. No meio de 250 obras, o Sequeira que os portugueses ajudaram a comprar e os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves têm o merecido destaque. Muitas são expostas pela primeira vez e quase todas alvo de intervenção por parte da equipa de restauro como, por exemplo, o presépio do convento de Santa Teresa de Jesus de Carnide – agora integralmente reconstituído –, a Coroação da Virgem – um conjunto de figuras em barro da capela da Quinta da Carnota em Alenquer – ou ainda a estátua de D. Manuel de Lima, atribuída a Jerónimo de Ruão. Entre as últimas aquisições da DireçãoGeral do Património Cultural para o acervo do museu, está a pintura Narciso na Fonte, de Vieira Portuense e o tríptico Nossa Senhora com o Menino Jesus, do Mestre de Santa Clara. A exposição conta ainda com as contribuições dos Palácios de Queluz e de Mafra e a cedência, em depósito de longa duração, de algumas peças. Do Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, veio a pintura São Vicente, de Frei Carlos, monge pintor de origem flamenga que viveu em Portugal. E a Fundação Milleniumbcp ali depositou o Calvário, de Grão Vasco. GUIA: Anísio Franco HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: MNAA – Entrada

Jardim 9 de abril

Números de telefone para contacto no dia dos Passeios: 965 271 877 | 969 082 566

Se se inscrever num Curso em conjunto com um Passeio beneficie de um desconto de 10% no total* * Não acumulável com o desconto sénior ou jovem já aplicado nos cursos livres

9


Cursos Livres

[A]

BREL BREVE EM 5 MATINÉS E 77 CANÇÕES

”Ne me quitte pas”, “La valse à mille temps”, “Amsterdam”, “Les Bourgeois”, “La Chanson des vieux amants”, “Jef”, “Les Flamandes” ou ”Les bonbons” serão talvez as canções mais conhecidas de Jacques Brel (1929/1978). Mas há seguramente muitas outras em nada inferiores – inesquecíveis para quem as ouviu com atenção, emocionantes, elaboradas na ourivesaria poética e musical. E, no entanto, o tempo real de atividade deste cantor e escritor de canções foi de apenas década e meia, com uma retirada inesperada antes dos quarenta anos e depois um disco isolado e uma morte prematura. Apaixonado ou revoltado, doce ou sarcástico, Brel era ainda por cima um intérprete de exceção, um bicho de palco que não deixava ninguém indiferente. Um ator, no cinema mas também quando cantava. E teve uma vida que dava um romance – mais as outras que inventou em centena e meia de canções. Em cinco matinés, visitaremos a vida e a obra de Brel – sem deixarmos de olhar o mundo e algumas outras canções à sua volta. De Bruxelas às Ilhas Marquises, com longas temporadas em Paris. COORDENAÇÃO: David Ferreira HORÁRIO: quintas-feiras; das 18h30 às 20h DURAÇÃO: 5 sessões; de 6 de outubro

a 3 de novembro

10

[B]

CAMINHO DE FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO Este Curso, desenvolvido em dois módulos, procura fazer uma abordagem integrada da história, da cultura, dos valores e dos bens ferroviários e do respetivo património cultural. Remontando à génese da Revolução Industrial e à inovação do fenómeno ferroviário, pretende-se mostrar os caminhos percorridos da afirmação da identidade e memória material e social de um dos principais transportes da era da industrialização de caráter universal e dos seus efeitos económicos, sociais e culturais. Estudam-se os casos de bens ferroviários salvaguardados e museus, mostrando as características específicas da museologia ferroviária. Todas as sessões serão animadas com projeções de imagens e de pequenos filmes.

1º MÓDULO: PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO 1ª sessão: Revolução Industrial, Industrialização e Caminho de Ferro: visão geral | Jorge Custódio 2ª sessão: História do Caminho de Ferro em Portugal: síntese | Ana Silva e Sousa 3ª sessão: Património Cultural, Património industrial e Património ferroviário a) Conceitos e instituições | Jorge Custódio 4ª sessão: b) Documentação internacional e legislação | Jorge Custódio e Paula Azevedo 5ª sessão: c) Identificação dos bens culturais ferroviários | Nuno Barrento e Paula Azevedo 6ª sessão: d) Proteção e salvaguarda: princípios, critérios e casos | Paula Azevedo 7ª sessão: e) Conservação, restauro e reabilitação: critérios, metodologias e técnicas | Judite Roque 8ª sessão f) Valorização, educação e divulgação | Luís Filipe Lopes

9ª sessão: g) Museologia e museus ferroviários Luís Filipe Lopes Programa completo em www.cnc.pt COORDENAÇÃO: Grupo de Investigação

do Património Ferroviário da APAI HORÁRIO: terças-feiras; das 18h30 às 20h DURAÇÃO: 9 sessões; de 18 de outubro a 13 de dezembro

[C]

HISTÓRIAS DE LIVROS E LEITURAS “Ler para Viver” escreveu Flaubert e, na perspetiva de Kafka, lemos “para fazer perguntas”. Em 1955, Jorge Luis Borges, atacado por uma cegueira progressiva, escreveu Poemas de los dones em que reconheceu a “ironia de Deus” ao lhe dar, ao mesmo tempo, os livros e a noite que “prefigurava o Paraíso sob o aspeto de uma biblioteca”. Esta é uma história curiosa das muitas em que os protagonistas são os livros. Vamos conhecer muitas mais na viagem que vamos encetar pela evolução do leitor e da leitura a bordo deste curso que alia a literatura e as artes plásticas. 1. Apresentação. A literatura e o cinema. 2. As histórias do livro ao longo da História. 3. Os protagonistas da leitura. 4. A Biblioteca. 5. Leitura de imagens. 6. Livros censurados e curiosidades em torno dos livros. 7. O livro na Arte: Visita guiada ao Museu Nacional de Arte Antiga. COORDENAÇÃO: Paula Oleiro

e Maria de Lourdes Riobom HORÁRIO: quartas-feiras; das 18h30

às 20h DURAÇÃO: 7 sessões; de 19 de outubro

a 30 de novembro


4.º Trimestre 2016

Regras para Marcação de Passeios • As reservas podem ser feitas pessoalmente ou pelo telefone 213 466 722 das 11h às 13h e das 14.30h às 19h, entre 28 de setembro e 3 de outubro. • A partir de 4 de outubro os sócios poderão inscrever-se por telefone durante a semana anterior a cada passeio, no caso de haver vagas • Os passeios são atribuídos por ordem de inscrição e os pagamentos deverão ser feitos até ao dia 6 de outubro.

• Os sócios-participantes nos Passeios devem sempre comparecer no local de partida com antecedência, de maneira a não pôr em causa a hora de partida e os horários estabelecidos.

Números de contacto no dia dos passeios: 965 271 877 ou 969 082 566

Caro(a) Sócio(a) O Centro Nacional de Cultura vem chamar a atenção para as regras de marcação dos passeios, designadamente no que diz respeito aos prazos de pagamento e a confirmação da participação nas atividades. Assim, seremos rigorosos na aplicação da regra da confirmação do passeio apenas com o pagamento integral (no caso dos passeios de meio dia ou de um dia) e de um sinal de 50% no ato da inscrição e o restante com 15 dias de antecedência (no caso dos passeios de fim de semana). A falta de pagamento implica a perda da vaga no Passeio.

Apenas nos passeios de meio-dia poderão ser admitidos sócios sem inscrição prévia no próprio dia do passeio, ficando sempre sujeitos à existência de vagas, sendo neste caso o pagamento da senha feito no local do passeio. Os pagamentos dos passeios poderão fazer-se no CNC, por cheque enviado por correio, por multibanco ou por transferência bancária para o NIB 0033 0000 0002 3009 9530 5 - Millennium BCP, sendo neste caso obrigatório enviar documento comprovativo por correio ou email (info@cnc.pt)

Tabela de Preços – Passeios e Cursos PASSEIOS DE DOMINGO PASSEIO

DATA

SÓCIO

[1]

Ponte Cultural Lisboa Porto: Expo Aurélia, Mulher Artista e Porto Revolucionário

15 out

55 1

44 1

[2]

Santarém: Património Histórico

16 out

65 1

52 1

[3]

Expo “Eu não viajo, evoluo. Retrospetiva José Escada” - CAM

19 out

15 1

15 1

[4] [5]

Jornais Históricos do Bairro Alto

22 out

10 1

10 1

Casas da Lapa

23 out

10 1

10 1

[6]

100º aniversário Vergílio Ferreira: Gouveia e Linhares da Beira

29 e 30 out

235 1*

188 1*

[7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14]

Estação de Santa Apolónia Palácio Duques de Lafões

5 nov

71

JOVEM SÓCIO

71

6 nov

15 1

15 1

Ponte Cultural Lisboa Porto: Casas do Porto

12 e 13 nov

250 1*

200 1*

Palácio de Belém | Presidência da República

19 nov

10 1

10 1

Lisboa de Mário de Sá-Carneiro

20 nov

10 1

10 1

Lourinhã: Património e História Rota Judaica MNAA: Nova Galeria de Pintura e Escultura portuguesas

26 nov

65 1

52 1

1,2 e 3 dez

385 1**

308 1**

7 dez

10 1

10 1

Nº DE SESSÕES

ADULTO [ S | NS ]

‹ 25 OU › 65 ANOS [ S | NS ]

* suplemento single 25 € ** suplemento single 50 €

CURSOS LIVRES

[A]

CURSOS BREL BREVE EM 5 MATINÉS E 77 CANÇÕES

5

75 1 | 90 1

60 1 | 72 1

[B]

CAMINHO DE FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO

9

135 1 | 162 1

108 1 | 130 1

[C]

HISTÓRIAS DE LIVROS E LEITURAS

7

105 1 | 126 1

84 1 | 100 1

[ S ] Sócio [ NS ] Não Sócio

11


Rua António Maria Cardoso, 68 • 1249-101 LISBOA

CASO NÃO SEJA ENTREGUE AO DESTINATÁRIO É FAVOR ASSINALAR A RAZÃO COM X E DEVOLVER

❏ Desconhecido ❏ Endereço Insuficiente ❏ Ausente ❏ Falecido ❏ Não Reclamado ❏ Recusado ❏ Encerrado ❏ Mudou-se

Descobertas n.º 3, Ano IX ­‑ Nova série DEPÓSITO LEGAL N.º: N.º REGISTO ERC:

282 473/08

125 483

PROPRIEDADE / ADMINISTRAÇÃO / REDAÇÃO: DIRETORA: DESIGN:

CNC

Maria Calado

Atelier B2

IMPRESSÃO: Multitipo - Artes Gráficas Lda,

Rua Sebastião e Silva, 19, 2715-311 Queluz TIRAGEM DESTE N.º: PERIODICIDADE:

2.000 exemplares

3x/ano (Janeiro, Abril e Outubro)

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CNC Lisboa Rua António Maria Cardoso, n.º 68 | 1249­‑101 Lisboa TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info@cnc.pt HORÁRIO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO: 2.ªs a 6.ªs feiras das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00 CNC Porto Palacete Viscondes de Balsemão Pça. de Carlos Alberto, n.º 71 | 4050­‑157 Porto TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info.porto@cnc.pt O Estatuto Editorial de Descobertas encontra-se publicado no nosso site HOMEPAGE: www.cnc.pt FACEBOOK:

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O CNC gostaria de entrar em contacto consigo mais vezes. Envie­‑nos do seu e­‑mail uma mensagem para lmendes@cnc.pt com o seu nome e número de sócio para que registemos o seu endereço eletrónico, ou devolva­‑nos este boletim por correio ou fax: Nome: N.º sócio: Endereço eletrónico: Rua António Maria Cardoso, 68 – 1249­‑101 Lisboa ­‑ Fax 213 428 250


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