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Voz do Mamede CULTURA EM AÇÃO Monitores e Agente Jovens da Escola José Mamede participaram do Ryla, organizado pela Fundação dos Rotarianos, com o objetivo de unir jovens de vários lugares do mundo. Por: Kennedy Marcos Silva de Oliveira e Nathália Fernanda Tamanaha Vilena – 3º ano B

O Ryla (Rotary Youth Leadership Awards) que significa Prêmios Rotários de Liderança Juvenil, pareceu aos alunos como um simples passeio, mas depois se transformou uma experiência única de crescimento e aprendizado. Por meio desse encontro de jovens, os Monitores e Agente Jovens aprenderam que os rotarianos fazem parte de uma fundação internacional, em mais de duzentos países, conhecido como Roctary International, cuja logo é uma engrenagem grande amarela, com 24 dentes e seis raios. Os 24 dentes da roda denteada representam às 24 horas do dia e os 6 raios representam as qualidades essenciais do rotariano em relação à família, ação, amizade, profissão, religião e a instituição. O Ryla é uma oportunidade para jovens de 14 à 21 anos desenvolver habilidades, aprimoramento do caráter, liderança e aprender sobre os valores do Rotary: prestação de serviços, ética e promoção da paz é um pouco parecido com uma gincana. “É como se fosse um dia feliz para todos, possui até um cumprimento especial, onde todos erguem o braço e gritam ''Ryla''!” Afirmou o aluno Kennedy, um dos participantes do evento. Nos dois dias de atividades, os jovens são divididos em cinco equipes organizadas por cores: amarela, azul, vermelha, verde e laranja, todas as equipes disputam com provas, desafios, quiz, comportamento, ética e compromisso. Cada equipe possui três intercambistas que ajudam nas com provas em outro idioma e outros costumes e culturas. O Ryla tem duração de um dia e meio, com várias provas cronometradas, todas as atividades tem uma pontuação, inclusive a limpeza do ambiente onde acontece o evento.

A Escola José Mamede teve a oportunidade de encaminhar cinco alunos para o Ryla, que ficaram encantados com o evento e querem participar novamente no próximo ano. Ryla: Boas lembranças a gente guarda pra sempre Relato Pessoal de Anderson da Silva Rodrigues – 1º ano A O Ryla foi um novo aprendizado par mim e meus amigos que participaram, pessoal da organização se preparou muito e tudo estava muito bom e feito com carinho. De todas as experiências, a melhor foi conhecer pessoas de outros países. No começo, foi difícil me enturmar, porque eu pensava que eles eram “chatos”, mas eu descobri que eles eram muito legais. Eu também pensava que o pessoal da escola ia ficar todo junto, um grupo só nosso, mas nos separamos em outros grupos diferentes, e quando percebi já estava conversando com todo mundo fazendo novos amigos. Foram muitas atividades, a maioria em equipes, pois um dos objetivos do evento é ensinar aos jovens o valor do trabalho em grupo. Das que participei, a melhor foi o “show de talentos”onde o jovem que era de outro país foi protagonista do jogo, tendo que ensinar uma dança típica, no nosso caso era dos Estados Unidos. Quando a equipe organizadora do Ryla anunciou que fomos os vencedores, foi aquela festa. Mas o evento não foi feito só de jogos e brincadeiras, tivemos palestras e aprendemos Valores: o companheirismo e o trabalho em grupo foram os mais importantes para mim. Gostei muito de tudo, eu pretendo ir de novo, é uma grande chance para mim e mais um aprendizado.

Jornal Voz do Mamede 3ª edição Escola Estadual José Mamede de Aquino Rua Heitor Viera de Almeida, 287, Jardim Aeroporto Direção: Professora Fátima Aparecida Leal Rodrigues Professora Diana Pilatti Onofre Coordenação: Professora Marilza Aparecida Escobar Professora Maria Aparecida de Souza Professor Paulo Roberto Reis Professoras Colaboradoras: Professora Élida Galvão Gueiros de Oliveira Professora Ivone Vieira Chiquetti Professor Celso Ricardo Guimaraes


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Um modo diferente de aprender Por Iara da Silva Rodrigues e Eliseu Gonçalves da Silva – 3º ano B Ao logo do tempo, diversos projetos foram inseridos na escola, visando melhorias no desempenho dos alunos e seu aprendizado. Dentre estas atividades destacamos a terceira edição da Gincana de Matemática, onde pudemos constatar a participação em massa tanto de alunos, quanto professores que ajudaram na realização das provas. Este evento aconteceu no dia 07 de agosto do ano letivo de 2012, no período noturno, onde todas as salas buscaram realizar as provas com o menor tempo possível e com muito êxito para alcançar pontuação máxima. A classe vencedora foi o 3º ano B, que com uma grande vantagem sobre seus adversários se consagrou campeã dessa gincana.

Outro evento de destaque na escola foi a Segunda edição da Gincana Literária, que aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto deste mesmo ano, também com todas as salas do Ensino Médio. Foram duas noites de muita festa e aprendizado sobre a Literatura Brasileira. Foram disputas acirradas onde cada sala queria mostrar o seu melhor. Foi muito difícil para os jurados escolherem as melhores apresentações e, mais uma vez, o 3º ano B foi o destaque do evento, se consagrando campeão por uma diferença mínima de meio ponto do segundo colocado, o 3º ano A.

Mãos à obra - SuperAção Sabemos que não é fácil conservar nossa casa limpa o dia todo, muito menos uma escola, por seu tamanho, onde transitam mais de 700 alunos por dia, durante cinco dias na semana. Pensando nisso, a Escola Estadual José Mamede de Aquino mergulha no Projeto Jovem de Futuro e convida a comunidade a participar do SuperAção, um dia de trabalho, conscientização e valorização do espaço escolar, reunindo alunos, pais e professores para mutirão da limpeza, que aconteceu no dia 10 de novembro deste ano. Salas, pátios, quadra, banheiro e o quintal da escola foram limpos, mostrando que somos cidadãos conscientes e queremos uma escola bem cuidada e limpa. Nessa data, iniciamos o trabalho com a Horta Escolar, uma atividade também dentro do Projeto Jovem de Futuro, sob as orientações do Professor Nicomesdes, alunos e professores ajudaram na preparação do canteiro, para que no próximo ano a escola possa estar colhendo legumes e verduras melhorando o lanche da garotada. “Pretendemos montar um espaço de estudo também: minhocário, hidroponia e uma estufa para que os alunos possam fazer experimentos práticos e enriquecer o conteúdo estudado em sala nas aulas de Ciências, Geografia, Biologia e Química.” – afirma a Professora Diana Pilatti, diretora-adjunta da escola e representante do Grupo Gestor do Projeto Jovem de Futuro. Um dia diferente... Desde que a escola iniciou com as Gincanas, coordenação e direção pensam em um modo de reconhecer o mérito e esforço das salas vencedoras. Não é uma missão fácil, pois somente com parcerias a escola consegue arrecadar fundos para festividades, uma vez que a escola não tem recursos próprio para premiações. Neste ano, contamos com o apoio da Associação Campo-grandense de Professores – ACP, que doou Cem Reais para a organização do evento.

No período noturno apenas uma sala vencedora, o 3º ano B. Como foi apenas uma sala campeã das duas gincanas, foi proposto aos alunos um passeio ao Tênis Club. Todos aprovaram a ideia e o passeio ficou marcado para o sábado dia 27 de novembro. Foi um dia muito proveitoso para todos, onde se reuniram para confraternizar com os professores que participaram em clima de despedida, pois será o último ano da turma na escola.

VARIANTES LÍNGUÍSTICAS Texto informativo – produção coletiva dos 6º anoA/B A LÍNGUA PORTUGUESA NOSSA DE CADA DIA é a quinta mais falada no mundo. Atualmente, aproximadamente 250 milhões de pessoas falam português e o Brasil responde por cerca de 80% desse total. Diante da grandiosidade da língua, em países do MERCOSUL é obrigatório o ensino do português como disciplina escolar. A nossa flor do Lácio é falada no Brasil, Moçambique, Angola, Portugal, Guiné-Bissau, Timor leste, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. Mas enganase quem pensa que falamos “igualzinho” o português em todos os lugares. Vejamos alguns exemplos dessa variedade da língua falada em Portugal e no Brasil. Brasil

Portugal

Abraço

Chi-coração

Apostila

Sebenta

Calcinha

Cueca

Celular

Telemóvel

Chiclete

Pastilha plástica

Criança

Miúdo

Esmalte

Verniz para unhas

Faxineira

Mulher-a-dias

Grampeador

Agrafador

Horário político

Horário de antena

Lagartixa

Osga

Linguiça

Enchido

Mosquito

Melga

Ônibus

Autocarro

Pirulito

Rebuçado

Rato

Tramelo

Sorvete

Gelado

Tênis

Atacadores

Véspera de natal

Consoada


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Projeto Jovem de Futuro: Monitoria Por: Anderson Silva e Milena da Penha Luna – 1º ano A Há alguns anos o Instituto Unibanco desenvolveu o Projeto Jovem de Futuro, instituindo metodologias diversificadas para a melhoria na qualidade do Ensino Médio. Em 2011, o Instituto ofereceu seu projeto ao MEC, que por sua vez apresentou a proposta para vários estados brasileiros. O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, aceitou o desafio e transformou em Política Pública, criando o Ensino Médio Inovador – Projeto Jovem de Futuro. Dentre as Metodologias propostas no projeto está a Monitoria, que visa desenvolver competências e habilidades para potencializar o protagonismo juvenil, ou seja, despertando nos jovens a iniciativa e o interesse pela aprendizagem colaborativa na escola, além de fortalecer conceitos e posturas de c o m p r o m i s s o e responsabilidades, não só com o próprio aprendizado mas com a escola enquanto instituição educadora, estimulando os estudos fora de sala de aula. Na escola José Mamede de Aquino, seguindo as próprias orientações Projeto, foi elaborado um edital contendo orientações sobre a monitoria, bem como as áreas de atuação dos monitores e seus horários de trabalho. Os alunos interessados e/ou convidados para participar se inscreveram nas monitorias as quais seu perfil mais de adequava. Os candidatos foram escolhidos levando em consideração seu desempenho acadêmico, frequência, bom relacionamento com os professores e afinidade com a área de atuação. Em 2012, foram cinco áreas de atuação: Língua Portuguesa,

M a t e m á t i c a , Te c n o l o g i a s , Biblioteca e Jogos de Tabuleiro. Totalizando 12 vagas para monitores.

Dentre os alunos participantes, nossa equipe de reportagem entrevistou dois monitores para saber como eles sentiram o projeto dentro da escola, pontos positivos e negativos, e suas sugestões para 2013. Um deles é o aluno Anderson da Silva, do 1º ano do EM, que faz parte da monitoria na Biblioteca, que falou sobre sua experiência: “Para mim está sendo muito bom, por que estou interagindo com as crianças. Às vezes, não é fácil, mas com persistência consegui seguir em frente.” Sobre seu relacionamento com as crianças ainda afirma “As crianças estão gostando de ir à Biblioteca, elas brincam com o livro, se imaginam dentro da história, é muito bom.” O trabalho de um monitor não é aleatório, ele sempre tem uma rotina a ser seguida com organização “Eu arrumo os livros indicados pela Bibliotecária (de acordo a faixa etária) para eles em cima da mesa, depois eu chamo a sala, claro que, no primeiro momento, forma aquela bagunça, mas logo cada um vai para seu lugar com o livro que interessou.” E sobre os pontos negativos? “Algumas salas demoram para fazer silêncio, alguns demoram para escolher o livro, ou duas crianças querem ler o mesmo.” Perguntamos ao Anderson o que ele sugere para monitoria no

próximo ano “A escola poderia dar um prêmio aos alunos que mais se interessarem pela leitura na Biblioteca, como forma de incentivá-los.” Outra aluna entrevista é Milena da Penha Luna, também do 1º ano do Ensino Médio, que é monitora de tecnologias. Ao ser perguntada sobre o que faz na escola, esclareceu “Meu trabalho, no início, foi ajudar a Vice-diretora com a digitalização do acervo fotográfico da escola. São fotos antigas da escola, seus alunos e professores, que fazem parte da história da comunidade. Depois de tudo no computador, nosso trabalho será criar um álbuns virtual e postar em nossa página no Facebook e no blog da escola”. Você encontrou alguma foto sua ou de alguém conhecido? “Algumas fotos antigas da minha irmã em vários campeonatos de xadrez e futebol” e ainda acrescenta “Foi muito legal ver como a escola era antes.” Sobre pontos positivos, Milena afirma “As fotos me lembraram de apresentações que fiz na escola e os anos que passei aqui. A monitoria me ensinou que é importante ajudar os outros, ajudar a escola a ser cada vez melhor.”


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Aulas de Violão: Mais Cultura na Escola Por Mizael Bruno Almeida Penha e Sandro Antônio de Carvalho Júnior – 3º ano A A Escola José Mamede de Aquino oferece aulas de violão duas vezes na semana (quinta e Sexta), ministradas pelo professor Éder. Dentre seus objetivos, as aulas de violão buscam desenvolver no aluno o gosto dela Arte e a expressão por meio da música, divulgando a cultura regional, proporcionando lazer e fortalecer o vínculo entre escola e aluno. O violão não é fácil de ser tocado, mas com empenho, dedicação, compromisso, responsabilidade, e o mais importante, força de vontade em aprender, os alunos superam as dificuldades.

As aulas sempre começam às 15:30 e termina às 17 horas. A escola ainda não possui um espaço específico para o ensino de música, os alunos geralmente utilizam a Sala de Vídeo para ensaios. Os alunos interessados em aprender devem comparecer à escola, a partir das 15:30, todas as quintas e sextas-feiras, para fazer sua inscrição, com o professor Éder.

Dança: Professora Thaís – todas as segundas-feiras, manhã e tarde. Tênis de Mesa: Professor Luis Antônio – todas as quartas-feiras, manhã e tarde. Xadrez e Damas: Professor José – quarta e quinta a partir das 17h.

Dança – Tênis de Mesa – Xadrez e Damas Além das aulas de Violão, a escola também oferece outros cursos gratuitos aos alunos matriculados. É importante estar a tento às datas de inscrição e procurar os professores responsáveis:

Relatos Pessoais: Esportes não é coisa só de homem Por Karoline Ume da Silva e Dérelim Taielle Cândido Ferreira – 3º ano B Meu nome é Karoline Ume da Silva, tenho 17 anos, e pratico futebol desde meus 6 anos de idade. Eu comecei meio que de brincadeira, jogava na escola pra passar o tempo. E hoje em dia jogo profissionalmente pelo Time do Náutico. O futebol feminino é conhecido no mundo, mas infelizmente não há tantos patrocinadores e nem tantas mulheres interessadas. Uma vez que os treinos exigem tempo e dedicação, a quantidade de candidatas cai mais. Eu jogava quase todos os dias, mas comecei a trabalhar e então agora jogo apenas aos finais de semana e feriados.

Apesar das dificuldades e da falta de tempo não parei de jogar, pois futebol é uma coisa que já faz parte de mim. Sempre que posso, viajo para outras cidades competindo por medalhas e troféus. Além de jogar há quatro anos pelo time da Escola José Mamede de Aquino. Também já pratiquei outros esportes como: Judô, Kung-fu e capoeira. E também dedico uma parte do meu tempo livre ao xadrez, que jogo desde meus sete anos de idade. Tenho várias medalhas e troféus que ganhei competindo campeonatos estaduais e particulares . Nesta oportunidade, quero deixar um pouco da minha experiência para as leitoras do Voz do Mamede e uma mensagem: Meninas, não liguem se alguém falar que mulher

não joga futebol ou que esportes são coisas de homem, pois cada um tem o direito de fazer o que gosta. Eu já sofri muitos preconceitos por gostar de jogar com meninos, mas nunca parei, nunca desisti. Vamos praticar esportes e mostrar que somos capazes de fazer o que gostamos com garra e muita força de vontade, podemos ir além do que imaginamos. E aos meninos que jogam, “Parabéns”, continuem nem que seja por diversão, pois faz muito bem à saúde . E não se esqueçam de se hidratar, pois correr dá uma sede! Fico por aqui, um grande abraço aos nossos leitores.


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POLICIAL: Moradores do Jardim Aeroporto pedem mais segurança Por Pâmela Martins Bandeira – 3º ano B Dentre as várias reivindicações dos moradores do Jardim Aeroporto, a SEGURANÇA tem sido muito discutida e questionada. São muitos os relatos e queixas de acidentes, assaltos, estupros e brigas entre gangues, no bairro e arredores, deixando as famílias muito preocupadas. A legislação brasileira assegura a todos os cidadãos o direito de ir e vir, o direito ao lazer e à educação. Na prática, nem sempre isso é possível, uma vez que várias famílias sentem-se acuadas dentro de casa, com medo da violência. Pois ao sair na rua deparam-se, muitas vezes, com cenas de intolerância e violência

gratuita em ambientes no qual deveria reinar a civilidade – feiras, praças até mesmo nas escolas, a violência tenta entrar em todos os lugares. Porém, cabe a nós cidadão lutarmos para mudar essa triste realidade, não podemos mais ficar de braços cruzados esperando que políticos ou partidários façam por nós. Mas como nós, cidadãos comuns, podemos mudar a realidade do nosso Bairro? Com Educação. Não só aquela educação ensina nas escolas e nas creches, mas a educação para o respeito, aquela que vem de casa, começando por um simples OBRIGADO, um POR FAVOR, um BOM DIA com um sorriso no rosto, um EU TE AMO, MEU FILHO... O ensino de VALORES é muito importante

dentro da FAMÍLIA, pois se a criança não encontra o carinho e o respeito em seu lar, ela irá encontrar com os traficantes e aliciadores, assim perdemos nossos filhos para o ciclo da violência. A comunidade deve se unir, chamar as lideranças do bairro, as lideranças religiosas e a própria escola, e juntos, traçar planos para o desenvolvimento e melhorias do Jardim Aeroporto, com atividades lúdicas para crianças, cursos para os adultos e esportes para os jovens.

Estudantes criticam tema da redação do Enem 2012 Por Carolina Machado da Fonseca – 3º ano A Em novembro de 2012 alunos de todo o Brasil participaram do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio. Após essa experiência, conversamos com os alunos da Escola José Mamede de Aquino para saber como eles “sentiram” a prova. Os comentários foram os mais variados, desde críticas a elogios, mas o que mais chamou a atenção foi o tema da redação deste ano, uma surpresa para todos: “MOVIMENTO IMIGRATÓRIOS PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI”. As alunas Thays Ramos da Silva e Camila Gabrilli, de 18 anos, estudantes do 3º ano da Escola José Mamede, em conversa com nossa equipe de reportagem, comentaram que participaram da prova pela primeira vez, e foi uma grande surpresa, pois acreditavam que poderia ser um tema mais generalizado, ou seja, algo recorrente em todo o Brasil, como por

exemplo, a degradação do meio ambiente, enchentes ou até mesmo sobre política, uma vez que estamos em ano eleitoral. Mesmo assim, ambas relataram que se esforçaram muito para conseguir uma boa nota. “Confesso que também fiquei muito assustada quando li a proposta da redação. Nessa proposta, havia três textos de apoio. Um deles falava do grande número de haitianos que se dirigiram ao Acre depois do terremoto de 2010. O outro citava o destino mais procurado pelos imigrantes bolivianos, entre eles, citava o Brasil na imigração do século XIX e XX.” Afirmou uma das alunas que completou “Achei que foi um tema muito complexo, pois estava esperando algo que estava ‘na mídia’, como mensalão ou sobre as eleições.” Fica a dica então, para os alunos que estarão no terceirão em 2013: No ENEM tudo pode acontecer... por isso é preciso se preparar bem, estudar desde o inicio do ano para não ser pego de surpresa.


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Entrevista com professores sobre o progresso da Escola Entrevistada: Professora Maria Aparecida de Souza Função: Coordenadora de Área de Língua Portuguesa Tempo de serviço na Unidade Escolar: 12 anos Entrevistadores: Lucas Alves Braga e Diego Maurício Hervas – 3º ano B

violência na escola? Professora Cidinha: Eu vejo assim, que na maioria das vezes a situação fica insustentável na escola porque algumas famílias a c a b a m j o g a n d o a responsabilidade da educação para a escola. E as famílias desestruturadas que já passam por uma série de fatores como a falta de afeto, respeito, desempregos, tudo isso que acaba refletindo nos filhos (alunos). Dentro do contexto escolar, isso é um caso sério, porque uma vez não tendo uma orientação familiar adequada, consequentemente não será um bom aluno, gerando assim, a violência, seja ela verbal, física ou emocional.

Equipe Jornal Voz do Mamede: Quais as mudanças que ocorreram na Escola José Mamede de Aquino nestes últimos anos? Professora Cidinha: As mudanças ocorreram gradativamente, com mudanças de governo, com a reforma do Projeto Político Pedagógico PPP, com o Colegiado Escolar e a Associação de Pais e Mestres APM, e ainda com uma variedade de Projetos da Secretaria de Estado de Educação - SED e alguns Projetos elaborados pelos coordenadores e professores. Em relação à estrutura física do prédio, as reforma aconteceram com as verbas vindas do Ministério da Educação - MEC.

EJVM: Aqui na escola você já presenciou algum tipo de violência? Professora Cidinha: Sim, várias vezes, e mesmo sabendo da realidade da comunidade onde está, a Escola sempre tenta resolver da melhor maneira possível.

EJVM: Qual é a sua opinião em relação aos alunos, sobre a

EJVM: Qual é o seu ponto de vista com relação às medidas tomadas

pela justiça nos casos ocorridos com alunos agressores nas escolas, faltosos e indisciplinados? Professora Cidinha: Com a presença do Promotor de Justiça Dr. Sergio Harfouche, da 27ª Promotoria da INfancia e da Juventude, na escola numa convocação para Assembleia com a comunidade, decidiu-se por unanimidade que a escola fará um movimento de esclarecimento sobre as normas escolar, direitos e deveres dos alunos, pais e funcionários da mesma. Os pais terão o compromisso com os filhos pautados em ata registrada no ato da Assembleia. O Promotor disse ainda que os pais devem ter responsabilidades como deveres com os filhos (alunos). Diante dessa proposta de mudança estamos confiantes e otimistas. A Escola José Mamede de Aquino está passando um uma nova fase, uma fase de mudanças gradativas, acreditamos que ao final desse percurso teremos uma escola melhor, limpa, organizada, justa... pois nossas famílias merecem uma escola assim.

Entretenimento: A Arte da Dança Por Adenilce Ramires Rios e Alexandre do Nascimento da Costa – 3º ano B O A67 (Armazém 67) é um grupo em desenvolvimento na Casa de Arte Dançurbana. O grupo que teve início com alunos e ex-alunos da Escola Estadual José Mamede de Aquino: Alexandre, Kennedy e Vi l m a r a , c o m a a j u d a d o coreógrafo Irineu, professor na Cia Dancurbana. Com esforço e dedicação dos alunos, o grupo ganhou forma e cresceu, e hoje conta com quatorze dançarinos, incluindo o coreógrafo.

A Cia Dancurbana está há dez anos trabalhando com a dança e a cultura hip hop. Existem hoje quatro grupos dentro da casa: Dançurbana, Expressão de Rua, Conexão de Rua e o A67. O grande grupo Dançurbana, foi o primeiro grupo de dança de rua

sul-matogrossense a fazer uma turnê pelo país. Mesmo sendo um grupo novo, já preparam apresentações elaboradas e prometem incríveis espetáculos, pois os alunos estão emprenhados e dedicados aos ensaios.

Mamede news  

Jornal da Escola Estadual José Mamede de Aquino em Campo Grande, Mato Grosso do sul Brasil.