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Mente e Cérebro

Especial Psicologia e Neurociência

Richa determina instalação de módulo da PM na Praça da Espanha Página 08

CURITIBA | PARANÁ Distribuição Gratuita nos bairros: • Batel • Bigorrilho • Ecoville • Seminário • Centro • Ano 15 Maio 2017

191 Educação científica

Aluno de escola da Prefeitura concorre a desafio de tecnologia da Nasa

Qual a função da glândula Pineal no nosso corpo?

Como aumentar níveis de Dopamina

A liberação da maconha para uso medicinal

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Editorial A importância da psicanálise para o autoconhecimento Mente sã, corpo são Ler, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem, praticar exercícios físicos e realizar atividades mentais ajudam a preservar o bem-estar do cérebro. É importante estar sempre alerta para perceber os pequenos sinais que indicam que nossa capacidade mental anda se deteriorando, surgindo lapsos de memória, desatenção e baixa produtividade. Mudar os hábitos não saudáveis para ter melhor qualidade de vida faz parte da autonomia do nosso Eu. De acordo com a Teoria da Inteligência Multifocal, desenvolvida pelo Dr. Augusto Cury, só conseguimos ser autores de nossa própria história quando usamos a inteligência no lugar da emoção para conquistarmos nossa autonomia. Conhece-te a ti mesmo? Sócrates, considerado o pai da Filosofia Ocidental, e passou a sua vida buscando respostas para o questionamento supracitado. Essa pergunta foi vista pelo filósofo no oráculo de Delfos e desde então Sócrates fez disso, a raiz da sua filosofia. Passou toda sua vida incentivando o homem a buscar o autoconhecimento. Muitos estudiosos depois dele, pensaram sobre essa pergunta, alguns esboçaram um princípio de estudo, como Leibniz, filósofo do século XVII e Hegel no século XIX, com o propósito de levar o homem a refletir sobre o seu universo interior. No entanto, não há dúvidas de que foi Sigmund Freud (1856-1939), fundador da psicanálise, que se debruçou sobre este questionamento propagado por Sócrates e conseguiu dar respostas profundas, que para época eram o seu atestado de loucura, mas hoje são as maiores provas da sua lucidez e inteligência. Freud explorou uma parte da mente humana que até então era muito ignorada, o inconsciente, que na sua metáfora, representa a parte inferior do iceberg. Segundo ele, nossas ações são direcionadas mais por aquilo que está registrado no inconsciente do que pelo que está na superfície (consciente). Quantas vezes você faz algo que não queria fazer ou deixa de fazer algo que seria muito proveitoso para sua vida se você o fizesse? Esses conflitos emocionais que nos trazem atitudes limitadoras no nosso convívio pessoal e social e que não sabemos sua causa são chamados de neuroses. O maior propósito do trabalho dos psicólogos é mandar as neuroses para o campo do consciente através dos insights (capacidade de Entender a verdade escondida), e em seguida promover a elaboração e a cura para esses conflitos emocionais. Sendo assim, o desafio maior para cada indivíduo é desejar conhecer as suas potencialidades e mazelas, fato que muitos preferem ignorá-las. E você? Prefere esconder seus sentimentos e sofrer a vida inteira ou mergulhar dentro de você e se libertar

dos seus medos e traumas ? Diante disso, a maneira como expressamos nossas emoções afeta nossas relações humanas e nossa qualidade de vida. Por isso, cuidar da nossa saúde emocional é tão importante quanto cuidar da nossa saúde física. Pense nisso! Quem nunca ouviu esta frase: "todo mundo precisa de terapia"? A resposta é não. E a razão é simples: fazer terapia é uma questão de escolha e não dá para obrigar ninguém a isso, pois requer disponibilidade e comprometimento. No entanto os ganhos são enormes em termos de qualidade de vida. No processo analítico, você adquire autoconsciência e passa a se perceber melhor, prestando atenção nas escolhas que faz. Dessa forma, enxerga como estão seus relacionamentos e, a partir daí, toma atitudes mais saudáveis e construtivas. Como tratamento ou forma de autoconhecimento a terapia vem ajudar a resolver um ou mais problemas, da dificuldade num relacionamento a quadros específicos como depressão, ansiedade, fobia, pânico, envolvimento com álcool e drogas, ou simplesmente como instrumento para se conhecer melhor. Mas por que ainda é tão difícil para aqueles que sofrem com seus problemas psicológicos, seja de natureza individual, de casal ou de família procurar um psicólogo? Existem muitas respostas possíveis para esta pergunta como o antigo preconceito de que a Psicologia só trata de loucos, a idéia de ser um tratamento caro ou então muito demorado, etc. Assim, a pessoa até pensa em buscar ajuda, mas por vergonha ou desinformação, acaba desistindo. A Psicoterapia, ao contrário do que muitos pensam, é um tratamento com começo, meio e fim, onde o psicólogo aplica seus conhecimentos para diagnosticar o problema, entender e criar estratégias, juntamente com, a pessoa que o procurou, para solucioná-lo. Assim como um médico trata do problema físico, o psicólogo trata do problema psicológico. As dores emocionais, que provocam no corpo físico sintomas dolorosos. Boa Leitura! Celina Ribello

O PODER DA INTUIÇÃO

Muitos psicólogos acreditam que a intuição seja uma forma de inteligência, uma habilidade mental sem nada de místico ou sobrenatural. Entretanto, há quem tenha maior ou menor facilidade para lidar com essa capacidade e desenvolvê-la que aparece nas mais variadas manifestações do nosso psiquismo: nos sonhos, nas sensações corporais, nos insights e nos atos criativos. Vivemos numa sociedade apressada, que dispara bombardeios diários de cheiros, sons, imagens e informações, que podem lesar os nossos sentidos: visão, olfato, paladar, audição e o tato, que são responsáveis pela nossa capacidade de interpretar o meio que estamos inseridos, de captar diferentes estímulos ao redor e de nos proteger diante dos perigos. Mas poucas pessoas têm o "sexto sentido", ou seja, desenvolveram habilidades intuitivas, que é um fenômeno fora do comum. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar à conclusão é simplesmente inconsciente. Fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino, pois ela está baseada na experiência do poder sensorial ou numa análise superficial das características que compõe determinado elemento. Por exemplo, a mãe amorosa que é capaz de intuir quando um filho ou parente está correndo perigo ou está na iminência de ficar doente, o ancião que viveu muitas experiências e hoje é apto de dispor de seus "insights" para ajudar solucionar situações difíceis, o agricultor, sem escolaridade, que sabe o melhor dia de plantio, a benzedeira que com sua reza acalma a dor e o humilde pedreiro que constrói uma casa com perfeição. Quem não conhece alguém com o poder da intuição? E os pajês, que não são letrados, utilizam a intuição a milhares de anos de modo a trazer orientação e cura as tribos indígenas. Freud, mostrou o poder da intuição em Totem e Tabu, onde analisa as origens da moralidade, da cultura e da religiosidade. É um trabalho ousado e remete aos primórdios da civilização humana. É importante destacar que as ciências humanas definem que o conceito de intuição é a capacidade de determinadas pessoas de perceber, discernir ou pressentir uma explicação independentemente de qualquer raciocínio ou análise. O físico Einstein, ante viu: "Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é a intuição". A intuição é um aspecto único de pessoas incomuns, de uma qualidade benéfica, de quem acredita estar no mesmo nível de dignidade, simpliJornalista Profissional: cidade e respeito junto aos outros. Celina S. P. Ribello - CRTE /PR | Habilitação: 8221 Além disso, as pessoas intuitivas têm o poder de desmascarar demagogos, Diretora Executiva: Celina S. P. Ribello charlatões e vigaristas. O filósofo ArisRua Paulo Gorski, 1818 tóteles, sintetizou: "A faculdade intuitiFone: 3274- 0104 - Fax: 3402-3721 va, é a potência do sentir do sentir ou www.jornalfolhadobatel.com.br | contato@jornalfolhadobatel.com.br. do perceber do perceber." | Diagramação: Tatiana Carla de Souza Jackson César Buonocore Distribuição: Dirigida e Gratuita | Periodicidade: Mensal Sociólogo e Psicanalista As matérias assinadas não expressam, necessariamente, a opinião do jornal.

Expediente

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Projeto Reconstrução do Eu comunica: A mente, mente! "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" Jo.8-32 Em João. 8-32, evidencia-se, na palavra do evangelho de Deus, que, além da mente que nos transmite a verdade, existe uma mente que mente- e, não só, indica que esta mente aprisiona a mente da Sabedoria Divina do ser humano. Por isso, cabe falarmos da mente do "pai" da mentira. Como funciona esta mente mentirosa? Primeiro, percebe-se que, aqui na Terra, existe o bem e o mal. Ao selarmos a união com o nosso Deus lá no céu, ou seja, com o bem maior, tudo fica gravado e aliançado na mente da VERDADE do nosso Pai, em Essência. Para que se possa visualizar, vamos, aqui, tentar "rever" nossa origem espiritual. Imagine que antes de entrarmos na barriga de nossas mães, fizemos uma aliança com Deus, ainda em Essência, e trouxemos conosco, em Vida, uma obra em nosso coração, ou seja, uma semente a ser plantada no solo da família do Nosso Pai. Esta semente deve ser frutificada no amor, na honra e no perdão. Porém, tal acordo foi selado de uma forma singular lá no céu, ainda em Essência, de forma que o comprometimento com esta escolha é com VOCÊ e DEUS, eu e Deus, e por aí segue. Isto é, cada filho terá que responder aquilo que compete à sua obra. Porém, onde viemos morar? Na terra! E, aqui, mora o inimigo de Deus, o ladrão da Palavra, o opositor da verdade. Segundo o evangelho, em Jo. 10.10, Jesus diz:"O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância". Vamos juntos INVERTER nossa posição e ENTREGAR a DEUS a nossa obra divina? Preparado para fazer escolhas e tomar posicionamentos com congruência? Você tem Fé? Você crê em Jesus? Se sim, fica claro que não se pode permitir que ele, o inimigo de Deus, o "deus" da mentira, apodere-se da nossa obra por aqui,o que muitas vezes faz já no primeiro dia de nossas vidas. Quanto isto ocorre, ele toma posse da nossa Essência de maneira tal que INVERTE a nossa posição, mantendo-nos com se tivéssemos de "cabeça para baixo", esquecendo totalmente da nossa origem espiritual. E desta maneira, o "deus" da mentira usa as nossas obras divinas para beneficiar outros "deuses" aliados. Assim, crescemos pela ignorância, pelo medo, pela insegurança e tudo mais de negativo. Ficamos doentes na Alma, completamente na escuridão, desviando-nos completamente do caminho da verdade do Criador. Ou seja, acabamos vivendo como "humanos robotizados", deixando nossos corações vazios da verdade do Amor de Deus/Pai e repletos de informações que não nos leva a lugar nenhum, mas apenas nos fazem rodar, rodar, rodar e não sair do lugar. Se ficamos cegos pelo domínio dos "deuses", eles impedem que vejamos e ouçamos a Palavra de Deus na sua Essência. Portanto, precisamos abrir os olhos da nossa visão Espiritual de uma maneira SINGULAR, para, somente assim, tomarmos POSSE do nosso "EU" Espiritual. Pensando nisso, entende agora por que o Nosso Pai nos deu o livre arbítrio? Se sim, chegou a hora de você se posicionar a serviço desta dádiva. O Projeto Reconstrução do Eu sabe e compreende a dificuldade desta escolha, pois já passou por isso. A boa notícia é que é possível VENCER! Se a presente reflexão fez sentido para você e quer fazer do SEU projeto de Vida um LEGADO de Vida, venha resgatar sua Alma, iluminando seu corpo/mente/espírito com o projeto Reconstrução do Eu. "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt. 5-9). Luz e paz de Jesus. Eliane Kovaleski - Bioterapeuta Idealizadora e facilitadora do Projeto 41-9.99794493whatsapp Email: reconstrucao@gmail.com Skype: Eliane.Kovaleski Site: reconstrucaodoeu.com.br


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Pineal: como cuidar bem da glândula que faz a ponte entre o corpo e a alma Por Alice Branco Uma glândula, endócrina, do corpo humano - a pineal. Uma pequena ervilha no meio da cabeça. Outra glândula, também endócrina - a hipófise ou pituitária. Outra pequena ervilha, na frente da pineal. As duas fazem uma ponte e esta é a ponte que te permite transitar entre os mundos, o físico e o espiritual. Parece crença mas é ciência, veja aqui. Desde tempos antigos, no século XVII, René Descartes afirmava que a pineal era o ponto de união entre o corpo e a alma - o olho da mente - ou seja, um órgão com funções transcendentes. Após Descartes, muitos outros dedicaram-se ao estudo desta que é considerada, modernamente, o local do corpo físico dos seres vivos onde se dão as transformações da consciência. Dos nove hormônios que a glândula pineal produz um deles se chama melatonina. A Melatonina é um hormônio que regula o sono, entenda-se os ciclos de atividade-repouso, o sono-vigília, e a regulação do sistema imunológico. A glândula pineal funciona enquanto está

escuro, portanto é muito importante que, ao se preparar para o sono, apague luzes e sons, se afaste de equipamentos emissores de ondas, que também perturbam a função da pineal (computador, TV, celular, geladeira, forno de microondas, enfim, todo aparelho elétrico ou eletrônico emite algum tipo de ondas que perturbam a pineal), refresque o ambiente (o calor também prejudica o adormecer) e elimine até fontes aromáticas que podem excitar seu cérebro. A pineal também é responsável pela liberação, no seu cérebro, de dimetiltriptamina

(DMT) que é o precursor da serotonina, aquela que evita a depressão. Quando somos crianças, a pineal é maior, uma pinha grande que ocupa uma boa porção da parte de trás do nosso hipotálamo. Conforme envelhecemos, esta e outras glândulas vão encolhendo - acontece também com o timo, a glândula da alegria. Mas não só a pineal diminui de tamanho. Ela também se calcifica e se torna mais lenta, e aí é que mora o perigo pois a calcificação da pineal tem uma correlação forte com a ocorrência do Mal de Alzheimer e, se-

gundo os estudiosos, o fluoreto é um dos principais causadores desse processo de calcificação assim como na redução da produção de melatonina. Uma dieta pobre de alimentos naturais e rica em alimentos industrializados, conservantes, açúcar branco, refrigerantes, transgênicos, químicos e pesticidas é um passo direto para a calcificação extrema da pineal, portanto, do seu envelhecimento precoce. Por outro lado, o bom funcionamento da pineal, aparte de nos garantir um "terceiro olho" mais luminoso e aberto, também nos garante ampla saúde do nosso organismo por conta da boa produção da melatonina, hormônio que previne e combate insônia, nervosismo, estresse, envelhecimento precoce, depressão, doenças cardíacas, câncer, catarata, impotência masculina e frigidez feminina, além de epilepsia, hipertrofia da próstata e doenças de pele. O QUE FAZER, ENTÃO, PARA MANTER A SAÚDE DA GLÂNDULA PINEAL? * Reduza o flúor A redução do flúor das

águas tratadas pode-se lograr filtrando adequadamente a água da torneira (não use filtro por osmose reversa que, na verdade, mata a água): mude sua pasta de dentes para uma que não contenha flúor e, no limite, use água mineral não fluoretada em sua casa. * Tome vinagre de maçã diariamente 2 a 3 colheradas de vinagre de maçã por dia é um excelente desintoxicador do nosso organismo. * Coma alimentos ricos em iodo O iodo é abundante nas algas marinhas, frutos do mar, banana, oxicoco (cranberry), couve, brócolis, feijão verde, outras folhagens verdes e muitos outros alimentos. * Cacau cru A semente do cacau é uma delícia, e também a polpa do fruto quando fresco. Com o cacau cru se combate os radicais livres e se mantém o cérebro saudável, estimulando e desintoxicando a pineal. * Óleo de coco extra-virgem Prensado a frio é um ótimo nutriente para nosso organis-

mo, é rico em triglicérides de boa qualidade que, no fígado, sob a forma de cetonas, restauram os neurônios e a função dos nervos no cérebro. * Centelha asiática, brotos de alfafa e de salsinha Também dá esse efeito desintoxicante e energizante da glândula pineal. Estas são ervas que podem, facilmente, ser incorporadas à sua alimentação em saladas, chás ou temperos. * Privilegie alimentos ricos em: Ácido fólico, cálcio, magnésio, selênio, omega 3 e vitamina B6 * Incorpore à sua alimentação diária: Mel, banana e jabuticaba. * Ah, e deixe seu óculos de sol meio de lado Isso é importante porque a pineal reage à quantidade de luminosidade que nos entra pela retina como uma célula fotossensível.


COLUNA TIOM KIM

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A historiadora Waltraud Sekula, o diretor do MIS, Beto Cavalheiro e a jornalista Nereide Michel na abertura da Mostra "As Noivas de Gluck" que retrata clássicas imagens de noivas do séc. XX na Lapa. O belo projeto que tem curadoria de Paulo Martins e Geferson Vaz traz também uma mostra de vestidos de noivas do estilista Eleuther Guimarães. A exposição fica no Museu da Imagem e do Som até 09 de julho.

O curador Geferson Vaz ladeado pelas estagiárias Jamile da Silveira e Camila Thur na exposição "As Noivas de Gluck" no Museu da Imagem e do Som.

Luana Silveira curtiu o pagode das bandas Inimigos do Fim e Tentativa no domingo do Citra Bar. foto: Otávio Maciel

O estudante de violino Victor Portugal ensaia acordes da peça clássica "Humoresque", de Antonin Dvorak que será incluída na trilha sonora do curta metragem "Das Cinzas, O Escorpião" com direção de Estevan Silveira. Lente de Kristyan Romankiu

A competente produtora audiovisual Cris Ribas da Vimax Beauty é também uma mãe amorosa. Em cena com os filho nos bastidores da sede da Vimax no Batel. Lente esperta de Matheus de La Palm.

A tenista e a nossa eterna Mis Brasil Mônica Gulin com o amigo Salomão Soifer idealizador do Shopping Patio Batel. Reunião de definição da exposição "O Fotograma Revisitado " que traz nossa assinatura. Mônica reviveu a atriz Audrey Hepburn na lente do fotógrafo Pedro Nossol.

O coiffeur Viktor I da Vimax Beauty é um mestre da transformação visual. Ele produziu a fotógrafa Charly Techio no melhor estilo da atriz Jean Seberg. O produto final será uma foto exclusiva na lente do fotógrafo Matheus de La Palm que terá exposição no Pátio Batel dentro do projeto "O Fotograma Revisitado".

O Chá para Todos do Clube Curitibano, realizado no dia 18, reuniu a estilista Silvia Fregonese, responsável pelo desfile no evento, Terezinha Abagge, segunda vicepresidente do Clube Curitibano, e Bianca Kowalski, da marca The Address. lente de Fernando Dias.

Mirelle Cordeiro, dir. Produto, Luiz Eduardo Pereira, vice-pres., Fernando Meira, dir. Corp. Curitiba e Cristiane Oliveira .Empresários recebem chaves do empreendimento Today's Office dia 25/04

A hair stylist Isabel Cristina é a mais nova parceira do Torriton. Ela está atendendo na unidade Pres. Taunay. Crédito: Angélica Fenley Belich


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Referência internacional Cultura Inglesa de Curitiba é único centro independente de exames IELTS do Sul Além de preparar candidatos para exames internacionais de proficiência em inglês, a Cultura Inglesa de Curitiba está consolidada, desde fevereiro, como o único centro independente autorizado pelo British Council, e aberto ao público para aplicação de exames IELTS (International English Language Testing System) no Sul do país. Conforme o British Council, instituição pública do Reino Unido dedicada ao fomento da língua e cultura inglesas, mais de 2 milhões de candidatos realizam o exame por ano em todo mundo. Até dezembro passado, a Cultura Inglesa de Curitiba era apenas um local de exames sob responsabilidade do British Council. Contudo, depois de uma análise rigorosa da entidade, a escola conquistou o credenciamento como centro independente, o único dessa categoria no Sul do país. Desde maio de 2016, foram mais de 400 candidaturas recebidas e os números não param de crescer. "No primeiro trimestre deste ano, foram mais de 277 inscritos na prova do IELTS e até o fim do ano estão previstas cerca de dez sessões para o exame, uma janela bastante ampla para atender a alta procura", destaca a gerente de duas das quatro unidades da escola em Curitiba, Carla Probst. A gerente lembra ainda que, embora seja o único exame de inglês aceito para emissão de

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visto no Canadá, na Austrália, no Reino Unido e na Nova Zelândia, o IELTS tem alcançado visibilidade em outros países. "A qualidade, seriedade e confiabilidade do exame tem o posicionado como referência em outros países europeus, como a Itália. No Brasil, essa propagação tem sido mais intensa no meio acadêmico para candidatos à pósgraduação", esclarece. Além das sessões monitoradas por docentes capacitados especialmente para o exame, a escola oferta cursos preparatórios para familiarizar o candidato com o formato do teste. "O material específico e alinhado às particularidades do aluno é outro recurso que adotamos para deixálo mais confiante e próximo das metas traçadas", conclui Carla. Sobre a Cultura Inglesa de Curitiba Há mais de sete décadas em

território nacional, a Cultura Inglesa de Curitiba divide suas atividades em cinco unidades, sendo uma delas localizada em São José dos Pinhais. A renda obtida por cada unidade é revertida para melhorias dentro das próprias sedes, o que as caracteriza como entidades sem fins lucrativos. O compromisso em manter o alto nível de ensino da língua inglesa, além de aspectos culturais da Grã-Bretanha, é um dos pilares da escola, que busca respaldo na qualificação elevada do quadro de professores, constantemente desenvolvida por meio de workshops, seminários e treinamentos. O teor vanguardista da escola é ainda reforçado por parcerias com grandes entidades, como é o caso do apoio do British Council - organização britânica que promove oportunidades culturais e educacionais entre Brasil e Reino Unido.

A História de amor de Emmanuel Macron Presidente da França e sua primeira dama Brigitte Trogneux 24 anos mais velha PARIS - Em 1992, Emmanuel Macron tinha apenas 15 anos e não sonhava com o dia em que seria o favorito numa eleição presidencial. Foi quando conheceu a professora de Francês e Latim Brigitte Trogneux, então com 39 anos, numa escola jesuíta em Amiens, Norte da França. Além de ser colega de classe de Laurence, filha do meio de Brigitte, Macron se aproximou da professora quando recebeu a tarefa de escrever uma peça de teatro. Foi o suficiente para ele se apaixonar. Os pais de Macron perceberam sua proximidade com Brigitte e o enviaram a Paris para completar seus estudos numa tentativa de separar os dois. A tentativa falhou. "Você não vai se livrar de mim. Eu vou voltar e vou casar contigo", disse ele, segundo contou Brigitte em entrevista à revista "Paris Match". "Nos telefonávamos o tempo todo e, pouco a pouco, ele quebrou minha resistência com uma paciência impressionante". Casada, e com três filhos, Brigitte se divorciou e iniciou um romance com o ex-pupilo - depois que completou 18 anos, frisa sempre o candi-

dato do movimento Em Marcha!, que pode se tornou o mais jovem presidente da França no dia 7 de maio desse ano. Macron e Brigitte se casaram em 2007 e decidiram não ter filhos - ela é avó de dez netos do primeiro casamento. Desde então, a antiga professora se tornou a principal guia do economista, participando de reuniões governamentais quando ele era ministro, ajudando nos discursos e colaborando em seu programa de governo."Agradeço a Brigitte por estar sempre presente afirmou Macron - Sem ela não seria o homem que sou hoje". A entrevista à "Paris Match" causou apreensão entre apoiadores do centrista. Pouco acostumada aos holofotes, a exprofessora acabou revelando detalhes do início do romance entre os dois, o que levou a equi-

pe de campanha a intervir, e obrigou Macron a dizer que não pretendia expor seu relacionamento como uma estratégia eleitoral. A filha mais nova de Brigitte, Tiphaine Auziére, é advogada e um nome forte na campanha do padrasto. Nos anos 1990, os pais de Macron acharam que Tiphaine era o alvo da afeição do jovem e, conforme confessaram a Anne Fulda, autora de uma biografia do líder centrista, não ficaram exatamente radiantes com a notícia de que ele se apaixonara pela professora, embora tenham destacado que nunca cogitaram processar Brigitte por corrupção de menores. O relacionamento pouco convencional levou a especulações de que Macron seria secretamente gay. Em fevereiro, ele ridicularizou rumores de que tinha um romance com o executivo-chefe da Radio France, Mathieu Gallet. " Não somos uma família nos moldes clássicos, isso é incontestável - afirmou Macron, que pretende dar à mulher um cargo oficial não remunerado agora no cargo à Presidência. - Mas isso não quer dizer que haja menos amor na nossa família."


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Brasil doente 13,5 milhões de desempregados O país está doente pelas necessidades neuróticas de muitas lideranças políticas e empresariais de ter o poder pelo poder, pela falta de projetos sustentáveis de médio e longo prazo, pelo número estratosférico de desempregados, 13,5 milhões. Agora quero dar algumas ferramentas para quem perdeu seu emprego ou passa pelos vales dos estresses. Como transformar crises em oportunidades? Como trabalhar perdas em ganhos ou usar os dias dramáticos para escrever os melhores textos de nossa história? Não existem fórmulas mágicas, mas existem ferramentas inteligentes de gestão da emoção para otimizar a capacidade do eu, que representa a consciência crítica e a capacidade de escolha, para autor da sua própria história. Em primeiro lugar temos de entender o funcionamento básico da mente humana. Embora sejamos a única espécie que pensa e tem consciência que pensa em meio a mais de 10 milhões de espécies, temos mecanismos instintivos, animalescos, que entram em cena nos focos de tensão e nos fazem reagir sem pensar, pautados no mecanismo de "luta e fuga", no binômio "predador e vítima". Se nos posicionarmos como vítima, não nos reciclamos e nem nos reinventamos! Se nos posicionarmos como predadores, ferimos as pessoas, inclusive quem mais amamos. Sem gestão da emoção, pais asfixiam a personalidade dos filhos, casais se digladiam, executivos tornam-se algozes dos seus colaboradores. Brilhantes pensadores como Freud, Skinner, Piaget, Hegel, Kant, Sartre, Descartes, usaram o pensamento para produzir suas notáveis teorias, mas não tiveram a oportunida-

de de estudar sistematicamente o próprio pensamento, sua natureza, tipos, processo de registro e gerenciamento dos pensamentos e da emoção. Não estudaram que não apenas o Eu lê a memória, mas há outros fenômenos inconscientes que o fazem e que podem perder sua função e nos encarcerar no único lugar que deveríamos ser livres, dentro de nós mesmos. O Eu tem quatro copilotos inconscientes que o ajudam a pilotar a aeronave mental. Exemplo: quando uma pessoa é estressada, por exemplo pela perda de emprego, ofensa, exclusão social, o Gatilho mental (1º fenômeno) dispara no córtex cerebral e encontra um arquivo traumático ou janela Killer (2º fenômeno). Imediatamente, o volume de tensão que emana dessa janela é tão grande que faz com que a Âncora (3º fenômeno) fecha o circuito da memória, impedindo o Eu de ter acesso a milhares de arquivos com milhões de dados. Aqui mora o primeiro perigo. Neste momento deixamos de ser Homo sapiens, pensantes, e nos tornamos Homo bios ou instintivo. Por isso, nos primeiros segundos de tensão ferimos quem mais amamos. Palavras que pais nunca deveriam dizer para seus filhos, atitudes que parceiros jamais deveriam expressar um para o outro, são produzidas nesse cálido momento. Em seguida o Autofluxo (4º fenômeno inconsciente) começa a ler e reler a memória sem controle. Aqui mora o segundo perigo. O Eu deixa de pilotar a mente humana, fica aprisionado, e começamos a ter altíssimos índices GEEI (gasto de energia emocional inútil), através das preocupações, reclamações, autopunições, crises de ansiedade. A consequência? Esgotamento

cerebral: acordar cansado, dores de cabeça, baixo limiar para suportar contrariedades, impaciência, dificuldade de conviver com pessoas lentas. Vocês nunca ficaram assombrados porque nossa história é manchada por guerras, conflitos religiosos, discriminação, exclusão de minorias, homicídios, suicídios. Ao longo de mais de trinta anos estudei e escrevi sobre os quatro fenômenos inconscientes acima. Fico assombrado em como é fácil sair da condição de ser Homo sapiens, pensante, para ser Homo bios, animal. Por isso, a educação mundial precisa ser reciclada, sair da era do racionalismo cartesiano para a era da gestão da emoção. Sem educação socioemocional nossa espécie é quase inviável. É surpreendente como o Eu se aprisiona em armadilhas mentais nos focos de estresse e deixa que os mecanismos instintos prevaleçam sobre ele. O binômio luta e fuga, predador e vítima, pode ser útil numa savana africana quando estamos diante de uma fera, ou na floresta amazônica quando estamos diante de uma serpente, mas não na "floresta social", onde as relações são complexas e as soluções são sofisticadas, ele pode aumentar o índice GEEI e ser destrutivo e autodestrutivo. Precisamos usar nossa inteligência para nos superar, reinventar, tornamonos protagonistas de nossa história, diretores do nosso script. Vejamos algumas dessas armadilhas mentais. RECLAMAR Reclamar é uma forma notável de gastar energia mental inutilmente. Quem reclama com frequência fecha o circuito da sua memória, asfixia sua intelectualidade, bloqueia sua capacidade de pensar em outras

possibilidades. Um Eu que reclama muito não é líder de si mesmo, patina em cima de seus problemas, não sai do lugar, não constrói sua resiliência, fragmenta sua capacidade de trabalhar suas dores, perdas e frustrações. Quem reclama em excesso não assume sua responsabilidade, deixa nas mãos do outro seu destino, sem saber que "o destino é frequentemente uma questão de escolha e não uma inevitabilidade". Por isso, no silêncio mental deveríamos todos os dias impugnar cada reclamação, discordar da necessidade neurótica de encontrar culpados pelo nosso drama e corajosamente nos reinventar. RUMINAR O PASSADO Ninguém teria coragem de entrar numa casa e, ao invés de contemplar seus móveis, quadros e jardins, ir até sua cozinha ou banheiro e enfiar a cabeça na lata de lixo. Mas metaforicamente falando fazemos isso com a grande casa chamada mente humana. Nosso Eu, por não treinado na educação cartesiana para gerir nossa mente, tem tendência a ruminar o lixo do passado, se fixar nos arquivos traumáticos ou janelas Killer que contém a perda de emprego, injustiças, mágoas, ofensas. Quem se fixa no passado não apenas esgota seu cérebro, mas torna-se carrasco de si mesmo. Deveríamos fazer a higiene mental diariamente, duvidar controle do passado, criticar nosso sentimento de incapacidade e sair do cárcere do conformismo. Quem vela seu passado não oxigena seu presente. SOFRER PELO FUTURO A mente humana é de uma complexidade tão grandiosa que você não precisa assistir um filme de terror para se amedrontar, basta seu Eu não ge-

renciar seus pensamentos que você mesmo o criará. A maioria das pessoas sofre por antecipação, torna-se um cineasta de terror que exibe na tela de sua mente cenas que destroem sua esperança, asfixia sua motivação, nutre o humor depressivo e coloca combustível na ansiedade. Deveríamos pensar no futuro apenas para desenvolver estratégias, nos inspirar, motivar, sonhar. Deveríamos todos os dias não apenas duvidar de tudo que nos controla, mas também criticar cada pensamento perturbador, reação fóbica, idéia fixa, humor depressivo. Quando o Eu, no silencio mental, recicla o seu lixo psíquico, ele o transforma em adubo para nutrir sua coragem, segurança, liderança. COBRAR DEMAIS DE SI E DOS OUTROS Como digo no livro "O Homem mais Inteligente da História" quem cobra demais de si e dos outros está apto para trabalhar numa financeira, mas não para ter uma bela história de amor com sua saúde emocional e com as pessoas que o rodeiam. Quem cobra demais dos seus filhos, alunos, parceira (o), torna-se um predador deles, um engenheiro de janelas Killer nos solos de sua mente, asfixiando sua liberdade, inventividade e prazer de viver. Quem cobra excessivamente de si, torna-se seu próprio predador, pune-se com frequência, amordaça sua ousadia, capacidade de empreender. Uma mente inteligente usa suas perdas para conquistar

seus sonhos, suas lágrimas para irrigar a sabedoria, suas vaias para construir seu sucesso. Uma mente inventiva usa suas angústias e crises para se construir e não se destruir. Uma mente resiliente tem índice GEEI baixo, reclama pouco e ousa mais, rumina pouco o passado e sofre pouco pelo futuro pois cria muito no presente, dá sempre uma nova chance para si e para quem ama, portanto cobra pouco. Sabe que esperar a oportunidade depende dos outros, mas cria-las depende de si mesmo! Bem-vindos as ferramentas de Gestão da emoção que estão ao alcance de todos nós! Dr. Augusto Cury é médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor. Pósgraduado no Centre Medical Marmottan - Paris/França, na Espanha e na PUC de São Paulo. Ao longo de 30 anos de carreira, atuando como psiquiatra, pesquisador e escritor, o Dr. Augusto Cury alcançou o reconhecimento nacional e internacional, tornando-se o autor mais lido da última década, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, revistas Veja e IstoÉ. Seus livros são publicados em mais de 70 países e já vendeu mais de 25 milhões de livros somente no Brasil. Recebeu o prêmio de melhor ficção do ano de 2009 da Academia Chinesa de Literatura, pelo livro - O Vendedor de Sonhos - que em 2016 virou filme nos cinemas. Fonte: Revista Veja www.augustocury.com.br


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Para tratar o corpo e a mente Ao longo dos séculos, um dos principais anseios do ser humano tem sido vencer a dor e a doença. Em muitos momentos da história - e, talvez, mais do que nunca no momento atual - pesquisadores reconheceram a importância do cérebro não apenas nos processos de adoecimento do organismo e da mente, mas também sua participação nos mecanismos de cura. Curiosamente, esse saber se mostrava mesmo antes da recente descoberta científica de que ligações entre os sistemas cerebral e imunológico podem explicar alguns mistérios antigos sobre doenças. Na busca pela saúde, recorremos a rituais, poções, compostos químicos e tecnologias das mais diversas - algumas delas bastante invasivas. Um exemplo disso é que, por milhares de anos, o crânio de pacientes foi furado com o objetivo de libertar os maus espíritos que, segundo se acreditava, eram responsáveis por patologias como esquizofrenia, depressão e enxaqueca. Hoje, a intervenção ainda é usada para evitar lesão neurológica, aliviando a pressão intracraniana, particularmente após alguns tipos de traumatismos. Felizmente, nem todas as intervenções no cérebro para aplacar sofrimentos mentais e físicos são tão radicais. Vários cientistas reconhecem hoje que, adequadamente estimulado,

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nosso cérebro pode ser um aliado não só importante, mas fundamental para mitigar sintomas e, em muitas situações, contribuir para a erradicação de doenças. O neurocientista Kevin J. Tracey, escreve sobre o uso de dispositivos eletrônicos estimuladores de nervos para tratar inflamações e reverter deficiências, uma prática que abre caminho para uma nova abordagem, a medicina bioeletrônica. Segundo Tracey, a ideia é aparentemente simples: aproveitar reflexos próprios do corpo para desenvolver várias estratégias eficazes, seguras e econômicas, que sirvam como alternativas a pílulas e drogas injetáveis e, assim, oferecer um tratamento bastante específico, evitando efeitos colaterais dos fármacos. A ciência também mostra que outros estímulos como luz, movimento e calor, oxigenação adequada (por meio de técnicas de meditação) e uso de mensagens subliminares ou mesmo pensamentos direcionados podem trazer alívio. Um grande diferencial dessas técnicas é que a possibilidade de cura não vem de fora, por meio de um comprimido, mas está associada ao desejo de ser curado e à participação do paciente como protagonista nesse cenário. Por Gláucia Leal, jornalista, psicóloga e psicanalista, editora da Revista Mente e Cérebro

Saúde mental Mente ativa suporta mais sobrecargas de tarefas, gerando menos lapsos Ricardo Chaves/Agencia RBS Ler, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem, praticar exercícios físicos e realizar atividades mentais ajudam a preservar o bem-estar do cérebro. É importante estar sempre alerta para perceber os pequenos sinais que indicam que nossa capacidade mental anda se deteriorando, surgindo lapsos de memória, desatenção e baixa produtividade. De acordo com o neurologista Leandro Teles, quanto mais você exercitar seu cérebro melhor será o seu desempenho para resolver questões lógicas e os problemas do dia a dia." Exercícios mentais melhoram a capacidade de atenção, memória, linguagem e raciocínio. Esse tipo de atividade ajuda a prevenir e combater o declínio cognitivo que ocorre invariavelmente com o envelhecimento e mesmo proteger contra doenças degenerativas, como o Alzheimer explica o neurologista. Com o passar dos anos, a velocidade de processamento da informação diminui, esse declínio é geralmente compensado com a experiência adquirida ao longo dos anos. Um cérebro sempre ativo é mais confiável e suporta mais sobrecargas eventuais de tarefas, gerando menos lapsos, brancos e erros de julgamento. Buscar sempre atividades novas ou mesmo fazer as coisas

corriqueiras de modo diferente. A mudança de hábitos como fazer caminhos diferentes quando for ao trabalho, estimular o paladar, vestir de olhos fechados, inverter a mão do mouse e para escovar os dentes são pequenas mudanças que se transformam em desafios e estimulam o cérebro a se exercitar, sair da zona de conforto, criar alternativas, desautomatizando o processo mental do cotidiano. - Os hábitos novos e os hábitos antigos renovados provocam a criação de redes neurais mais sólidas e saudáveis, além de fortalecer redes neurais antigas. A atividade mental constante mantém o cérebro apto a gerar respostas mais rápidas e acertadas, principalmente nos momentos mais difíceis - destaca Teles. Conheça sete exercícios para ajudar a manter o cérebro em forma: 1. Faça a cabeça funcionar Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os. Tente adivinhar quem está ao telefone antes de perguntar quem é, apenas pelo timbre da voz. Antes de dormir, escolha a situação mais importante do dia e reconstrua mentalmente em detalhes, logo ao acordar remonte seu sonho. Ao ouvir uma

palavra diferente, pense em outras cinco começando com a mesma letra, escreva uma lista de supermercado e faça toda a compra sem olhar pra ela (conferindo apenas no final). Enfim, dê trabalho para seu cérebro, use a criatividade, tudo é válido para exercitar os neurônios. 2. Durma bem A falta de sono prejudica muito a memória, é mais difícil para as pessoas que convivem com esse problema memorizar dados, números e pessoas. O sono é fundamental para fixação das atividades do dia anterior e prepara o cérebro para as atividades mentais do dia seguinte. Não deixe também de tirar aquela "soneca" depois do almoço, não mais que 30 ou 40 minutos, para o cérebro ter um bom rendimento no período da tarde. 3. Monte quebra-cabeças Jogos infantis como da memória e quebra-cabeças exigem que o cérebro trabalhe a concentração. Compre um desses jogos e cronometre o tempo que você levou para encaixar as peças ou descobri-las. E depois, repita novamente e veja o quanto você progrediu. Outros jogos que ajudam também são xadrez, palavras cruzadas, sudoku, dominó, jogos de perguntas e respostas e mesmo jogos de cartas. 4. Beba com moderação O álcool é um dos inimigos mais agressivos do cérebro. O

excesso de álcool leva à lesão direta dos neurônios, causando incoordenação motora e comprometimento intelectual. Além da lesão direta, ocorre lesão indireta com carência de vitamina B1 (tiamina) e vitamina B12 (cobalamina). 5. Mexa o corpo todo O exercício físico regular melhora nosso cérebro por diversos motivos. Melhora o sono, melhora sintomas de ansiedade e depressão, promove a liberação de substâncias como endorfinas, serotonina e dopamina, melhorando a atenção, a concentração, a memória e o raciocínio. A atividade física reduz o peso, controla o diabetes e a hipertensão e reduz os níveis de colesterol, agredindo menos o cérebro por doenças dentro dos vasos. 6. Coma direito Mantenha uma alimentação equilibrada, controle o seu peso, faça avaliação médica periódica e evite o tabagismo e outras drogas. A melhor recomendação para manter uma boa memória é cuidar bem da sua saúde. 7. Leia Não tenha preguiça de ler. A leitura é uma das atividades cerebrais mais completas, pois estimula todo o processo da memória. Vivencie a leitura, remonte a história, visualize os personagens e as cenas. Leia livros, revistas, jornais, e-mails, cartas antigas. Leia.


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Cuidado com as redes sociais Richa determina instalação de módulo da PM na Praça da Espanha, em Curitiba O governador Beto Richa determinou no dia 16 de maio a instalação de um módulo da Polícia Militar na Praça da Espanha, em Curitiba. Uma unidade móvel instalada na manhã que vai operar 24 horas, com a presença permanente de no mínimo dois policiais, além do suporte de viatura ou motos.. "É uma medida para levar tranquilidade para a região. Seja para moradores, comerciantes ou frequentadores da praça", destaca o governador. De acordo com o subcomandante da PM, coronel Arildo Luis Dias, a estrutura de segurança ficará na região pelo tempo que for necessário. "É uma área com grande circulação de pessoas, à noite e de madrugada, e a PM vai atuar na preservação da ordem e para que não aconteçam abusos", afirmou. A questão envolvendo a praça, localizada em uma das regiões de Curitiba com maior concentração de bares e casas noturnas, gerou polêmica a partir de uma ação proposta pelo Ministério Público do Paraná de instalar uma cerca no local. A medida, na visão do MP, seria necessária para evitar ocorrências de perturbação do sossego e vandalismo.

As redes sociais fazem parte do dia a dia de praticamente toda a população, e independente do local onde se mora, quer seja numa grande cidade ou numa pequena propriedade rural, as pessoas estão conectadas na internet, nas redes sociais, nos e-mails, ou navegando em diversos sites. Recentemente tivemos um "ataque" de hackers que comprometeram a segurança de grandes empresas em mais de 100 países. E se conseguem penetrar nos firewalls que cuidam da segurança dessas empresas, imaginem o que não fazem com as pessoas que usam seus computadores em casa, muitas vezes sem nem terem instalado um simples antivírus. Por isso é fundamental para quem usa um computador, sempre instalar um antivírus e tomar cuidados ao abrir sites ou arquivos desconhecidos. Outra recomendação é ao receber um e-mail, verificar se conhece quem está lhe mandando o e-mail, caso não conheça leia, com atenção o que está sendo solicitado e se vier com algum anexo, redobrem a atenção, pois é ao abrir esse arquivo que em muitos casos, lá estará escondido um vírus que poderá não só danificar e comprometer os seus dados arquivados, como também poderá ter um vírus espião que irá "roubar" seus dados, principalmente os dados bancários e as senhas que você utiliza, e aí quando você menos espera terá sua conta bancária "atacada" e suas economias roubadas, além de, nesses casos seus limites serem roubados, bem como os dados de seus cartões de crédito serem utilizados pelo hackers para as mais diversas compras, e apesar de você conseguir comprovar que seus dados foram "roubados", com certeza antes de resolver isso, terá tido muitos incômodos com certeza. Outra preocupação é evitar se expor nas redes sociais com a publicação de dados e fotos pessoais que acabem revelando seus hábitos, estilo de vida e de consumo, e muitas pessoas ainda colocam diversas fotos de suas casas, o que na prática acaba dando aos marginais, ao efetuarem uma pesquisa, montar um dossiê completo sobre suas vítimas em potencial e em muitos casos as pessoas postam que estão de viagem e quando tempo irão ficar fora. Para os marginais é um "prato cheio" com muitas informações que lhes interessam. E nunca esqueçam, prevenir é sempre o melhor remédio, e para verem outras matérias, acessem www.coronelcosta.com.br

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Caminho perigoso Artigo de Marcello Richa Mais uma vez os noticiários internacionais mostram imagens que chocam o mundo com o atentado terrorista em Manchester, na Inglaterra, que até o momento resultou na morte de 22 pessoas e 59 feridos durante um show da artista Ariana Grande. A cada ano que passa fica nítido que o mundo segue por um caminho perigoso em que o radicalismo e extremismo por diferentes causas ou motivos cerceiam a liberdade, o diálogo e o respeito à vida. O atentado em Manchester se junta a uma extensa e triste lista que resultou na morte de diversas pessoas, que incluem os ataques na França em 2015, a explosão do metrô de Londres em 2005 e de trens em Madrid em 2004, carrosbomba e ataques de morteiros no subúrbio de Bagdá em 2006 e o ataque ao World Trade Center em 2001, apenas para citar alguns que aconteceram neste século. Essas manchas na história da humanidade são cada vez mais constantes e precisamos encontrar formas de evitá-las. Os avanços nos meios de comunicação, especialmente as redes sociais, permitiram uma enorme facilidade de con-

tato entre grupos com linhas ideológicas, crenças, interesses, preconceitos e ideias semelhantes. O que deveria ser um espaço para o debate democrático e construtivo para unir a sociedade global tem sido utilizado com frequência para promover a divisão e o ódio, muitas vezes se valendo de informações falsas e maniqueístas. Não existe absolutamente nada de errado em defender uma causa, desde que estejamos abertos ao conflito de opiniões, que irá agregar conhecimento e nos fazer evoluir. Porém quando convivemos exclusivamente com pessoas com a mesma linha de raciocínio, menos realizamos a necessária autocrítica e gradualmente a razão deixa-se dominar pela emoção. Isso nos cega para fatores básicos que precisamos exercitar diariamente, como respeito ao próximo, a aceitação de valores diferentes e a construção de um ambiente que estimule o debate propositivo em prol da melhoria da sociedade. Vivemos em um mundo eclético, com diversas religiões, culturas, escolhas sexuais e classes sociais. A convivência harmoniosa jamais será conquistada com a imposição violenta de valores, mas com o cuidado de valori-

zar e crescer com a pluralidade de opiniões. Dessa forma, combater o extremismo e o radicalismo não deve acontecer por métodos tão violentos e agressivos quanto os que são praticados por esses grupos, que apenas estimulam o ódio e tiram credibilidade daquilo que buscam defender. Essa é uma batalha que só iremos superar por meio da união, tolerância, respeito à liberdade de escolha, disseminação de conhecimento, diálogo civilizado com aqueles que não partilham dos mesmos ideais ou conceitos e, especialmente, com a valorização da vida, algo que infelizmente parece se tornar cada vez menos relevante. Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)


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Educação científica

Aluno de escola da Prefeitura concorre a desafio de tecnologia da Nasa A equipe do estudante Marcos Mateus Garrido Mello, da Escola Municipal Albert Schweitzer, na CIC, participa da etapa global do hackathon da Nasa. A equipe Juno Radio, de Marcos Mateus, venceu a etapa local do Space Apps Challenge 2017, promovido pela Nasa em abril, em Curitiba. No Brasil, além de Curitiba, a maratona de programação da agência espacial dos EUA teve etapas em Maringá (PR), Recife (PE) e Serra (ES). No total, o hackathon da Nasa aconteceu em 187 cidades do mundo e atraiu mais de 25 mil participantes. A maratona de programação contava com desafios em cinco categorias relacionadas a problemas enfrentados na Terra e no espaço. A equipe de Marcos Mateus - formada por Marquistei Medeiros, Raul Guedes Carlessi, Daniel Marques e Paloma Lecheta - desenvolve o hardware do Juno Radio, instrumento construído a partir da antiga tecnologia do rádio para enviar alertas sobre incêndios florestais a regiões sem sinal de internet. O projeto já está em teste na região do Cerrado, no Centro-Oeste do Brasil, onde esse tipo de incêndio tende a ocorrer nesta época do ano.

Da Vila Nossa Senhora da Luz para o mundo O jovem inovador Marcos Mateus tem 14 anos e está no 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Albert Schweitzer, que atende 980 estudantes. É no Laboratório de Ciências, ao lado de 34 colegas, que ele extravasa a criatividade e a curiosidade. O interesse por tecnologia, porém, se manifestou mais cedo. Quem conta é a mãe do estudante, a técnica de enfermagem Giovana Aparecida Garrido. "Aos 2 anos ele pegou uma chave Philips do pai e desparafusou a tampa do fogão. Só ouvimos o barulho", conta ela, que tem outras cinco filhas. Ninguém saiu ferido do episódio, mas o casal começou a prestar mais atenção no filho. Ultimamente, segundo Giovana, ele transformou um ventilador em triturador de milho. "Ele desmonta coisas e dá novas utilidades a elas com a maior facilidade", justifica. A curiosidade científica, aliada à hiperatividade de Mateus, foram identificadas mais tarde pela psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Unidade de Saúde Barigui, na Regional CIC, onde vive a família do menino. A profissional de saúde recomendou a

Giovana que levasse o filho para fazer atividades onde ele pudesse canalizar o potencial e foi logo atendida. Preocupada com o bemestar dos filhos, encontrou vaga para o menino na organização não governamental Projeto Vida. A equipe da entidade logo percebeu o talento do menino e tratou de encaminhá-lo para o grupo de estimulação de talentos da empresa Bosch, que se apresentou ao desafio da agência norte-americana. A expectativa do adolescente, agora, é conhecer o centro de visitantes da Nasa na Flórida - prêmio destinado somente aos melhores. Como ainda é muito jovem, Mateus não sabe o que quer fazer profissionalmente. A mãe, porém, lembra que aos 9 anos ele dizia que queria ser Engenheiro e trabalhar na Nasa. Festejado pelos colegas de sala de aula e centro das atenções desde o anúncio do resultado da maratona, em abril, o menino se mostra discreto e interessado nas atividades escolares. No Laboratório de Ciências, não perdeu um detalhe da experiência com gelo seco proposta pelas professoras e biólogas Elaine Cruz Kovaleski e Halina Heyse, responsáveis pela unidade.

"Oferecemos as melhores condições para que, como o Mateus, todos tenham acesso à formação científica que muitos só verão na faculdade", frisa Elaine, a professora responsável pelas atividades da unidade pela manhã. EDUCAÇÃO DE PRIMEIRA LINHA Ao lado dos laboratórios de Inglês, Matemática, Artes e História - todos identificados por placas grafadas em Inglês e Português - o de Ciências é prioridade para a diretora da escola, Eliane Fanini Meduna. Ela começou a trabalhar em escolas da Prefeitura como professora de Português. Foi com o empenho dela e a boa vontade de um tio projetista que o Laboratório de Ciências ganhou seis mesas sextavadas com tampo de granito. Já o de Arte tem um palco para as aulas de teatro, onde os estudantes só sobem depois de absorverem muita informação por meio de leituras e filmes. Nos laboratórios não falta material, mesmo que a demanda extrapole as previsões orçamentárias do Fundo Rotativo. Para fazer frente às exigências burocráticas, que impediriam uma série de experimentos de Ciências, Eliane promove rifas entre os professores e bazares

A equipe do estudante Marcos Mateus Garrido Mello, da Escola Municipal Albert Schweitzer, na CIC, participa da etapa global do hackathon da Nasa. -Na imagem, aula no laboratório de ciências da Escola

abertos à comunidade. Com a receita, a diretora compra o que a dupla de biólogas requisita. O dinheiro também é suficiente para ressarcir o professor de Educação Física Felipe Caldara, que comprou alimentos para a Oficina

de Alimentação Saudável. A atividade foi estendida aos estudantes a partir dos conhecimentos obtidos por Felipe num evento para professores promovido pela Gerência de Nutrição da Secretaria Municipal da Educação.

Giovana Aparecida Garrido com o filho Marcos Mateus

Na imagem, a diretora da escola, Eliane Fanini Meduna


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Transtorno do pânico, se não tratado, pode desencadear depressão Distúrbio é caracterizados por ataques inesperados ANITA EFRAIM Apesar de ser popularmente conhecida como síndrome do pânico, o nome usado por profissionais da saúde é transtorno do pânico e faz parte do grupo de transtornos de ansiedade. O principal sintoma do distúrbio são as crises de pânico em situações inesperadas. O psiquiatra do instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP , Felipe Corchs, explica que se houver um motivo, como no meio de um assalto à mão armada, não caracteriza um sinal do transtorno de pânico. Outra característica é o medo que a pessoa tem de que aconteça a próxima crise. De acordo com a psicóloga Joana Singer, do Núcleo Paradigma, o ataque de pânico envolve "intenso medo de morrer, perder o controle ou enlouquecer". Além disso, pode haver sintomas como taquicardia, sudorese, enjoo, tontura, sensação de desfalecimento, respiração curta e outros. "Eles passam a afetar a vida de uma pessoa à medida que ela passa a viver em torno do transtorno: deixa de ir a lugares, se envolver em situação com medo de um novo ataque", explica. Em casos mais graves, as pessoas não saem de casa. No entanto, isso varia de acordo com a pessoa. Felipe esclarece que, enquanto há quem tenha a vida e seus relacionamentos afetados, outras sentem pouco o impacto do transtorno. A faixa etária mais atingida pelo pânico são adultos jovens, mas o dis-

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túrbio pode acometer pessoas de todas as idades. Em relação aos gêneros, é mais comum que mulheres tenham pânico do que homens e não há nenhuma explicação comprovada para essa diferença. Quem convive com alguém que tenha o transtorno deve ter alguns cuidados para lidar com situações de ataque. "Nunca se deve dizer ao paciente que está tendo um ataque algo como: 'se acalma'. O corpo não entende isso. 'Respire lentamente' costuma ajudar mais", aconselha Joana. Se estiver com alguém enquanto ela tem uma crise, faça com ela a respiração profunda, pois ela tende a estabilizar o estado físico da pessoa. Outra forma de ajudar, segundo a psicóloga, é ajudar o paciente a voltar às atividades que deixou de lado por causa do pânico. Por não ser chamado de doença, não se diz que o transtorno tem cura, mas que o paciente entra em estado de remição. "É uma pessoa que entrou em um quadro assintomático e não tem mais nada do transtorno", explica o psiquiatra. O paciente chega nesse estado por algumas vias, como tratamento medicamentoso, psicoterapia e, raramente, de forma espontânea - nestes casos, é comum que o transtorno volte. Joana afirma que, na terapia, o paciente consegue reconhecer quais são seus gatilhos dos ataques e, juntos, encontram maneiras de manejálos. "O terapeuta deve ajudar o paci-

ente a entender as escolhas que vem fazendo em sua vida e como elas podem contribuir para seu problema de ansiedade", diz. A prática de atividades físicas faz muito bem para pacientes com pânico. "Se a gente for simplificar, tudo que faz bem para a saúde, que aumenta a qualidade de vida, ajuda", diz o psiquiatra. Mas para o pânico, é um pouco diferente: o exercício simula os sintomas do transtorno, então, a pessoa se acostuma com isso e fica mais tolerante. Pessoas com pânico que não o tratam tendem a desenvolver depressão, apesar de não ser uma regra. A principal hipótese para explicar esse tendência é que, em qualquer transtorno de ansiedade, a pessoa passa por muito estresse e, por isso, há uma progressão para o quadro de depressão. "Outros diagnósticos que frequentemente andam junto com o pânico são o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o Transtorno de Estresse Pós Traumático e o Transtorno de Ansiedade Generalizada", afirma Joana.

Cuidado de berço: A prevenção de doenças mentais na infância Pesquisas atuais e a experiência clínica vêm confirmando diariamente o quanto devemos pensar sobre a vida mental dos bebês. Nossa tendência é acreditar que eles precisam primordialmente de cuidados físicos e motores, no entanto, o vínculo emocional com os cuidadores aparece como decisivo no desenvolvimento global, fazendo influência para o resto da vida dos pequenos. O olhar, o toque, as brincadeiras, o diálogo, tudo isso faz parte do processo de vincular-se. No momento em que o bebê chora ele está expressando algo que ainda não sabe, mas na medida em que o cuidador nomeia suas sensações de fome, cólica, sono, calor, frio, entre outras, seu lugar de ser humano individual vai sendo construído enquanto suas aprendizagens vão se tornando referências de relação com o outro para toda a vida. Na medida em que estes cuidados vão sendo oferecidos com segurança, atenção, carinho e individualidade, o ser humano recém chegado ao mundo vai se transformando em sujeito único, de traços e desejos peculiares. Na medida em que se valoriza este período da vida como a base de tudo o que vem depois no universo emocional, investe-se na prevenção a partir dos cuidados diários, da família e da escola, e de avaliações fre-

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quentes de profissionais da saúde que estejam aptos a trabalhar com este público que exige tanta sensibilidade e empatia, como o pediatra e o psicólogo infantil, por exemplo. Os primeiros anos de vida devem ser compreendidos como cruciais para o desenvolvimento da personalidade e das respostas emocionais, como sintomas de doenças psicológicas que poderão ganhar outro rumo mais saudável se forem tratados com a criança e a família logo cedo. Cuide da saúde mental do seu filho. Informe-se. Peça ajuda à profissionais da saúde para conhecer o esperado para cada fase de desenvolvimento. E, acima de tudo, olhe, escute, sinta. Esteja aberto para perceber o que seu filho quer lhe comunicar, pois ele terá diferentes formas de dizer que não está bem e que precisa de ajuda para crescer mais feliz. Referência de estudo: Revista Mente e Cérebro, edição 286 (2016). Psicanálise e desenvolvimento infantil.


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Longevidade com os implantes cerebrais - O cérebro no controle Há mais de 50 anos, alguns cientistas começaram a explorar os efeitos do implante de eletrodos no cérebro. Eles não imaginavam a quantidade de pessoas que poderiam se beneficiar de suas pesquisas. A mais bemsucedida forma de implante na cabeça é o da cóclea (cavidade em espiral, com formato de caracol, responsável pela audição) artificial. Milhares de pessoas já receberam esse dispositivo, que no mínimo recupera um pouco de audição, pelo menos rudimentos auditivos. O implante de eletrodos leva sinais captados por um microfone externo para o nervo auditivo. Estimuladores cerebrais já foram implantados, com sucesso razoável, em mais de 30 mil pessoas que sofrem de Parkinson ou de outros transtornos do movimento. Quase a mesma quantidade de pacientes com epilepsia está sendo tratada com aparelhos que estimulam o nervo vago (localizado no pescoço, possui ação motora e sensitiva). Esses três implantes são os campeões, tanto em quantidade de pessoas atendidas como em qualidade dos resultados. Outros implantes avançam, mas de forma mais lenta. Combate à depressão, ataques de pânico e dor crônica estão em fase de ensaios clínicos, testando a estimulação do cérebro e do nervo vago. Também estão em fase de testes as retinas artificiais - chips sensíveis à luz - que imitam a capacidade de processamento de sinais do olho. Imagine um futuro no qual, apenas com a força do pensamento, você poderá postar uma mensagem no Twitter e fazer uma ligação de seu celular. Imagine

que não será necessário movimentar mãos ou pés para jogar seu game favorito ou tocar um instrumento musical, apenas mentalizar. Que, como se fosse telepatia, suas ondas cerebrais guiarão automóveis e poderão movimentar membros robóticos. Pare de imaginar. Esse futuro é hoje. Tudo isso já é feito em laboratórios do mundo que conduzem experimentos com as chamadas Interfaces Cérebro-Máquina (ICM), aparelhos para ler ondas cerebrais ou impulsos nervosos enviados por nosso cérebro e transformá-los em comandos eletrônicos. A área tem crescido nos últimos anos e mostra avanços que poderão aposentar joysticks, teclados e mouses. Centenas de pessoas já usam versões comerciais de capacetes de eletrodos para digitar um texto, selecionar opções numa tela ou jogar games com a força do pensamento. Outras contam com próteses mecânicas que lêem impulsos nervosos para mover braços, mãos e dedos artificiais. Já há máquinas que ligam, por cabo, computadores ao cérebro de tetraplégicos, que conseguem mover cursores de mouse e acionar robôs a partir de comandos da mente. Mas isso é apenas o começo. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis lidera o projeto mais ambicioso do mundo na área: criar um exoesqueleto robótico comandado por ondas cerebrais que devolva os movimentos a quem perdeu todos os movimentos. LEITURA CEREBRAL A maior parte das interfaces usadas hoje em pesquisas ain-

da está longe da tecnologia desenvolvida por Nicolelis para seu exoesqueleto. Em vez de implantar chips dentro do cérebro, os dispositivos captam sinais sobre o couro cabeludo. São versões portáteis de aparelhos de eletroencefalograma com sofisticados algoritmos para detectar padrões mentais. O sistema se vale do fato de que, quando alguém imagina movimentar o braço para a direita, por exemplo, o cérebro produz um padrão de ondas elétricas, mesmo que o braço não se mexa. As ondas são captadas por meio de eletrodos e decifradas. "Funciona como um joystick. A interface entende que aquela atividade cerebral significa que a pessoa está pensando 'direita' e move um cursor na tela", afirma o doutor em biomédica Carlos Criollo, que usa um desses aparelhos em seu laboratório na UFMG. "Esses dispositivos ainda não identificam movimentos finos. Não dá para mover uma mão robótica e segurar um copo com isso", diz. Mas já dá para fazer muitas coisas que entusiasmam os pesquisadores. Uma delas deu fama ao mexicano Raúl Rojas, pesquisador da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha. Rojas colocou eletrodos na cabeça de um voluntário e conseguiu que ele controlasse um carro com o poder do pensamento em um aeropor-

to da capital alemã. O sistema foi batizado de BrainDriver. A cada vez que o condutor pensava em uma direção a tomar, o carro, com alguns segundos de atraso, virava. Ele também comandava a aceleração com o cérebro. "A longo prazo, interfaces entre humanos e máquinas como essa têm um potencial gigantesco para a direção autônoma." JOGADA BEM PENSADA Há pelo menos 8 versões comerciais de capacetes de eletrodos que permitem o uso em games. As que melhor funcionam consistem em jogos simples, como mover bolinhas com a força da mente. Outras, que prometem substituir comandos do teclado e joystick em games como Street Fighter, ainda não têm muita precisão. Outra aplicação em estágio inicial é desenvolvida por pesquisadores do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e foi batizada de NeuroPhone. Com eletrodos para ler sinais cerebrais acoplados a um iPhone, os pesquisadores criaram um software que seleciona os contatos de um celular e faz ligações a partir de impulsos mentais. Assim como Rojas, os cientistas do Dartmouth usaram nos testes o Emotiv Epoc, uma das 8 versões comerciais dos "leitores de mente" portáteis (aqueles eletroencefalogramas sobre o couro cabeludo), que custam de US$ 100 a

US$ 300. Apesar do interesse de cientistas pelos brinquedinhos, uma das aplicações alardeadas pelo fabricante do aparelho é substituir o joystick em jogos de PC como Call of Duty. Por enquanto, a falta de uma precisão maior tem frustrado jogadores, que postam dezenas de mensagens no fórum da companhia reclamando. Em compensação, jogos simples de interfaces como o Mindlex e o Starwars Force Trainer (em que o objetivo é usar atividade cerebral para mover uma bolinha) fazem sucesso nos Estados Unidos. Já existe também uma espécie de teclado cerebral, o Intendix. Com ele, pessoas com danos cerebrais que não conseguem se mover podem escrever textos a partir de comandos mentais e até mandar mensagens pelo Twitter. A interface, vendida a quem se interessar pela companhia austríaca G-tech por US$ 12 mil, usa uma espécie de gorro de eletrodos para captar a atividade do cérebro. O paciente se concentra em uma das letras de uma tela cheia de caracteres que vão sendo iluminados. "Quando o aparelho pisca a letra focalizada, o cérebro da pessoa emite um tipo específico de onda cerebral e a máquina entende que foi aquele o caractere escolhido", diz Christoph Hintermüller, gerente de projetos da companhia. Útil para pessoas que perderam a comunicação, mas ainda rudimentar para outras situações. De acordo com Hintermüller, no começo, são necessários 50 segundos para que o mecanismo entenda em qual letra você está focalizando. "Depois de muito treino, a média de digitação chega a um caractere

a cada 15 segundos", afirma. Assim, uma tuitada de 140 caracteres levaria 35 minutos. MÃOZINHA DA TECNOLOGIA A aplicação de interfaces médicas na comunicação com o cérebro não fica apenas na restauração de sentidos. Algumas das próteses mais avançadas hoje utilizam um sistema chamado mioelétrico, que usa impulsos gerados durante a contração de músculos residuais em partes amputadas para mover braços e pernas robóticas. Dessa forma, quando o paciente move esse músculo, a prótese realiza um movimento. Um dos usuários é o norte-americano Keiron McCammon, que perdeu o braço esquerdo depois de ser eletrocutado ao bater com o seu parapente em fios de alta tensão na Colômbia, em 2006. Sua mão biônica, desenvolvida pela empresa escocesa Touch Bionics, apresenta um controle de movimentos muito maior do que os capacetes cerebrais já comercializados e permitiu que McCammon voltasse a praticar esportes radicais. "Ano passado, completei o meu primeiro Ironman. Acho que não há limites para o que eu posso ou não posso fazer." O implante cerebral também é a aposta do Walk Again, esforço liderado por Nicolelis que envolve mais de 100 pesquisadores do mundo de áreas como neurociência, computação e cirurgia na criação de um exoesqueleto robótico. A ideia é que o aparelho, controlado por ondas cerebrais, faça que pessoas que perderam o movimento das pernas voltem a andar. Fonte Editora Globo e Revista Galileu


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Como aumentar seus Níveis de Dopamina, a Molécula da Motivação Por Dr. Roberto Franco do Amaral Neto A dopamina é um neurotransmissor fundamental para a motivação, foco e produtividade. Conheça os sintomas da deficiência de dopamina e formas naturais para aumentar os seus níveis. Existem cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano - tantos quanto as estrelas da Via Láctea. Estas células se comunicam entre si através de substâncias químicas do cérebro chamadas neurotransmissores. A dopamina é o neurotransmissor responsável pela motivação, impulso e foco. Ela desempenha um papel em vários distúrbios mentais, incluindo depressão, dependências, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e esquizofrenia. A dopamina tem sido chamada de nossa "molécula da motivação." Ele aumenta o nosso direcionamento, foco e concentração. Ela nos permite planejar com antecedência e resistir aos impulsos, para que possamos alcançar nossos objetivos. Nos dá a sensação

do "Eu fiz isso!" quando realizamos o que nos propusemos a fazer. Faz-nos competitivos e proporciona a emoção da "caçada" em todos os aspectos da vida - negócios, esportes, amor… A dopamina é responsável pelo nosso sistema de prazer e recompensa. Ela nos permite ter sentimentos de prazer, felicidade e até mesmo euforia. Mas pouca dopamina pode deixarnos fora de foco, desmotivados, apáticos e até mesmo deprimidos. Pessoas com baixas concentrações de dopamina carecem de entusiasmo pela vida. Elas apresentam baixo consumo de energia e motivação e muitas vezes dependem de cafeína, açúcar, ou outros estimulantes para passar o dia. Muitos dos sintomas comuns da deficiência de dopamina são semelhantes aos da depressão: Falta de motivação Fadiga Apatia Procrastinação Incapacidade de sentir prazer Baixa libido Problemas de sono

Mudanças de humor Desespero Perda de memória Incapacidade de se concentrar Ratos de laboratório deficientes em dopamina tornaram-se tão apáticos e letárgicos que faltou motivação para comer e morreram de fome. (2) Por outro lado, algumas pessoas com baixa concentração de dopamina compensam isto com comportamentos auto-destrutivos, para conseguir um aumento na dopamina. Isso pode incluir o uso e abuso de cafeína, álcool, açúcar, drogas, compras, jogos de vídeo, sexo, poder, ou jogos de azar. COMO AUMENTAR A DOPAMINA NATURALMENTE Há uma abundância de formas não saudáveis para aumentar a dopamina. Mas você não tem que recorrer ao "sexo,

Benefícios Meditação para a mente e o corpo Gláucia Leal É tão bom, que até parece mentira: rezam os vários estudos e as comprovações obtidas por meio de exames de neuroimagem que, ao longo do tempo, a meditação traz significativos benefícios para o corpo e para a mente: reforça a imunidade física, melhora a resistência à dor, favorece a concentração e a capacidade de aprendizagem, além de ser uma importante aliada no combate à ansiedade e à depressão. Recentemente, foi descoberto que a prática age diretamente sobre as células, fazendo com que permaneçam jovens por mais tempo. Só isso já é bom o suficiente, mas tem mais: algumas técnicas são especialmente eficientes para nos tornar menos estressados e sujeitos aos estímulos externos indesejáveis que com frequência afetam o equilíbrio psíquico. Além disso, a meditação transforma tanto a anatomia quanto a dinâmica do cérebro, ajudando a desenvolver qualidades como empatia, compaixão e bondade - ainda que sem nenhuma conotação religiosa, apenas com intuito de desfrutar bem-estar interior (até porque, cá entre nós, seria uma dádiva não sofrer tan-

to com emoções como raiva, ciúme, inveja, apego etc., independentemente das situações em que nos encontrássemos...). Enfim, dito assim, a meditação parece ser uma dessas maravilhas que, de tão boas, causam algum estranhamento. Ora, se a prática milenar não tem contra indicação e faz tanto bem, por que um número muito maior de pessoas não tira proveito dela? Afinal, não custa nada, não requer aprendizado intensivo nem grandes habilidades específicas... Mistério? Não. A resposta é bem simples até. Não importa o grau de sofisticação de uma técnica ou ferramenta, para que funcione é preciso que seja usada. Sabe a história do bolo de chocolate? De nada adianta ter os ingredientes, a receita e saber o procedimento se não colocamos mãos à obra e o preparamos. Meditar é assim: simples, barato, transformador e não de-

pende de ninguém além da própria pessoa. Porém, é preciso treino e regularidade. E ao contrário do que pode parecer à primeira vista, aquietar-se por 15 ou 20 minutos e prestar atenção na própria respiração não é exatamente fácil. Primeiro, é necessário ter a intenção honesta de fazer algo positivo por si mesmo e empenhar-se para isso com disciplina, investindo energia psíquica nesse propósito diariamente. E fazer isso, mesmo sabendo de antemão que, principalmente no início, os pensamentos vão voar. O exercício, aliás, é justamente esse, trazer a mente de volta, centrar-se de novo na respiração, e de novo e de novo, sem julgamentos. A possibilidade de, ao reabrir os olhos, enxergar o mundo de forma diferente (como se a paz interna transbordasse ao redor) é imensa. Mas não é magia. Cuidar de si mesmo é trabalhoso, requer determinação, paciência e tempo (ainda que sejam só poucos minutos por dia). Por Gláucia Leal, jornalista, psicóloga e psicanalista, editora de Mente e Cérebro

drogas e rock'n'roll", para aumentar seus níveis de dopamina. Aqui estão algumas maneiras saudáveis e comprovadas para aumentar os níveis de dopamina naturalmente. Alimentos que aumentam a Dopamina A dopamina é feita a partir do aminoácido tirosina que vem a partir da fenilalanina . Comer uma dieta rica em tirosina irá garantir que você tenha os blocos básicos de construção, necessários para a produção da dopamina. Alimentos ricos em tirosina: Todos os produtos de origem animal Amêndoas Maçãs Abacate Bananas Beterrabas Cacau Café Favas Vegetais de folhas verdes Chá verde Feijão Farinha de aveia Vegetais marinhos Gergelim Sementes de abóbora Cúrcuma

Melancia Gérmen de trigo O açúcar foi relacionado com o aumento da dopamina, mas este é um aumento temporário, mais do tipo eliciado pela droga do que pela comida. SUPLEMENTOS DE DOPAMINA Existem suplementos que podem aumentar os níveis de dopamina naturalmente. A curcumina é o ingrediente ativo na especiaria cúrcuma. Ela está disponível de forma isolada como um suplemento podendo ser manipulada ou encontrada facilmente em lojas de suplementos .A curcumina foi relacionada ao alívio das ações obsessivas e melhora da perda de memória associada, ao aumentar a dopamina. Ginkgo biloba é tradicionalmente usado para uma variedade de problemas relacionados ao cérebro - falta de concentração, esquecimento, dores de cabeça, fadiga, confusão mental, depressão e ansiedade. L-teanina é um componente encontrado no chá verde. Ele aumenta os níveis de dopamina, juntamente com outros neurotransmissores serotonina e GABA. A L-teanina melhora memória, aprendizagem e humor. Você pode obter o seu incremento de dopamina, tomando suplementos de L-teanina ou bebendo três xícaras de chá verde por dia. O exercício físico é uma das melhores coisas que você pode

fazer para o seu cérebro. Ele aumenta a produção de novas células cerebrais, retarda o seu envelhecimento e melhora o fluxo de nutrientes para o cérebro. Ele também pode aumentar seus níveis de dopamina e os neurotransmissores do "bem-estar", serotonina e noradrenalina. (26) Dr. John Ratey, psiquiatra renomado e autor de "Centelha: A Revolucionária Nova Ciência do Exercício e do Cérebro", estudou extensivamente os efeitos do exercício físico sobre o cérebro. Ele descobriu que o exercício aumenta os níveis basais de dopamina, promovendo o crescimento de novos receptores nas células cerebrais. AUMENTE A DOPAMINA COM MEDITAÇÃO Os benefícios da meditação têm sido comprovados em mais de 1.000 estudos. Meditadores regulares experimentam elevada capacidade de aprender, aumento da criatividade, e relaxamento profundo. Tem sido demonstrado que a meditação aumenta a dopamina, melhorando o foco e a concentração. Passatempos manuais de todos os tipos - tricô, costura, desenho, fotografia e reparos domésticos concentram o cérebro de forma semelhante à meditação. Essas atividades aumentam a dopamina, afastam a depressão e protegem contra o envelhecimento do cérebro.


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Debatedores defendem cultivo doméstico de 'Cannabis' para consumo Edilson Rodrigues/ Agência Senado A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro registro de um medicamento à base de Cannabis sativa no Brasil em março do ano passado (2016) . O remédio é indicado para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla. O uso medicinal da maconha está em discussão no Senado. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) relatou uma sugestão popular assinada por 20 mil pessoas (SUG 8/2014) e, após uma série de audiências públicas, defendeu a urgente regulamentação do uso terapêutico da droga. Representantes da sociedade civil ouvidos pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta quinta-feira (31), defenderam normas legais com visão mais liberalizante sobre as drogas. Como ajuste a projeto já em tramitação (PLC 37/ 2013), foram propostos um aumento no limite de porte de droga a ser usado como critério para diferenciar usuário de traficante e a regulamentação do cultivo e uso da maconha para fins medicinais.

Houve ainda quem defendesse uma lei nova só para tratar da regulamentação total do cultivo da cannabis (nome científico para diferentes variedades da maconha), inclusive para uso pessoal recreativo. Essa foi a proposta do presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal (AMEMM), Sérgio Vidal. "Se um adulto planta um vegetal e consome numa escala privada, não está atingindo nenhuma outra pessoa. Então, realmente, não consigo entender como o Estado se vê no direito de interferir e considerar todos os usuários de drogas como pessoas sem direito de escolha, sem livre arbítrio "criticou Vidal. A comissão já havia realizado uma primeira audiência para debater o PLC 37/2013, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que altera a legislação sobre drogas. O propositor foi o senador Lasier Martins (PDT-RS), relator da matéria, que mais uma vez dirigiu os trabalhos. O texto já passou pela Comissão de Justiça e Cidadania (CCJ) e ainda deve ser analisado por mais três colegiados - Assuntos Econômi-

cos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Direitos Humanos (CDH). Para os expositores das entidades civis, a legislação vigente é conservadora e punitiva. Mesmo defendendo sugestões para aperfeiçoar o PLC 37/ 2013, ainda assim os convidados avaliaram que permanecerá um "viés" proibitivo e de coerção criminal sobre as condutas dos usuários. Foi o que disse o advogado Emílio Figueiredo, consultor jurídico do Growroom.net, que presta auxilio jurídico a cultivadores domésticos e usuários de cannabis acusados de tráfico." Esse PLC é mais do mesmo, é o 'probicionismo' que não traz qualquer novidade no assunto drogas, pois continua a criminalização do usuário, continua a punição exacerbada, continua a confusão entre usuário e traficante e continua a ausência de uma regulamentação segura de acesso às drogas "afirmou Figueiredo. PORTE O substitutivo aprovado pela CCJ incluiu a previsão de um limite de porte de droga (não apenas maconha) para uso pessoal equivalente ao consu-

mo de até cinco dias para, a ser calculado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que a pessoa flagrada responda como usuário, e não por tráfico. Mauro Leno, sócio-diretor da Revista SemSemente, defende que a referência seja uma quantidade para dez dias de consumo, como havia sugerido o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em debate na CCJ. FHC participa de comitê internacional de notáveis que vem defendendo políticas mais flexíveis sobre drogas, considerando o insucesso da "guerra ao tráfico". Para Leno, uma regulamentação muito restritiva por parte da Anvisa, com base no parâmetro de cinco dias, pode resultar em quantidade muito pequena da substância. Nesse caso, avalia, a tendência seria aumentar a criminalização de simples usuários pegos com um pouco mais de droga. SELETIVIDADE Pela legislação, consumir drogas é crime, mas a pena se limita a medidas socioeducativas, sem prisão. Ainda assim, muitos usuários vão para a cadeia, como alegaram os convi-

dados, seja por erro de aplicação da legislação seja por distorções que tendem a penalizar mais severamente pessoas pobres e negras. Ainda segundo Leno, se adotado um limite de porte muito baixo, para se manter dentro da lei o usuário também será forçado a se dirigir mais frequentemente ao narcotraficante para se abastecer, o que aumentará sua exposição a riscos. " O mais danoso seria a microcapilizarização do sistema de tráfico, com a promoção do aumento dos que estão na escala mais baixa na hierarquia do narcotráftico, pois seria necessário maior número de distribuidores para essa quantidade pequena " avalia. CULTIVO Ainda segundo Leno, a mera regulamentação da importação de medicamentos com substâncias extraídas da Cannabis - como o canabidiol, usado em casos raros de epilepsia - não resolve o problema de quem precisa desses remé-

dios. Segundo ele, importar representa um alto custo para as famílias e também para o Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, defende condições legais para o cultivo da matéria-prima e a fabricação de similares aqui mesmo no Brasil."Por isso, o projeto deve manter a importação, mas também atribuir à União poderes para regulamentar o plantio, o cultivo, a colheita e também o comércio da cannabis para fins medicinais." Segundo o advogado Emílio Figueiredo, a legislação vigente já prevê a possibilidade de cultivo e produção para fins medicinais e científicos, mas a Anvisa nunca agiu para propor uma regulamentação. Como disse, a agência se limitou a regularizar as importações, inclusive de produtos que "desconhece", enquanto as portas continuam fechadas para a produção e a pesquisa nacional." Se não mudar a política, vamos ficar a mercê das importações, pagando royalties ao exterior " comentou.

Estados Unidos. A variedade, conhecida como Charlotte's web, é resultante de cruzamentos genéticos feitos por produtores da planta. Desde então passou a ser receitada, em extrato, no estado, onde a cannabis é liberada. "Não há nenhum problema real nisto, apenas o desejo que alguns têm de fazer parecer que o valor medicinal depende da aprovação de intermediários, de indústrias ou de pessoas que possuem patentes sobre princípios e métodos de isolamento", diz Malcher-Lopes. Vale lembrar que o uso medicinal seguro de cannabis depende da produção controlada de variedades da planta com proporções padronizadas de canabinoides. A extração obedece a procedimentos específicos - feita de modo incorreto, pode até alterar as propriedades da planta. Segundo Sidarta Ribeiro neurocientista, professor titular e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte " pode se dizer que a maconha produz uma reestruturação global dos padrões de atividade neuronal. A ação antiepilética, os

déficits de memória de curto prazo, a alteração perceptiva que converte até os estímulos mais corriqueiros em novidade, a perda de atenção, a sensação alterada da passagem do tempo, a preguiça, o aumento da criatividade e da atitude contemplativa, todos esses efeitos mentais tipicamente causados pela maconha talvez derivem diretamente da flexibilização da coordenação entre grupos neuronais. É provável que a planta total (com seus vários componentes que interagem entre si) tenha efeitos terapêuticos mais eficazes que o uso de um único canabinoide isolado - o que alguns pesquisadores chamam de "efeito entourage". De acordo com Sidarta Ribeiro, a maconha foi selecionada pelo ser humano através de inúmeras gerações para ser o que é hoje. "Uma mistura complexa de dezenas de canabinoides que isoladamente chegam até mesmo a ser perigosos para certas pessoas, mas misturados podem ser eficazes e sobretudo seguros." Fonte: Mente e Cérebro n. 259, Maconha: o que a neurociência tem a dizer.

A diferença entre canabidiol, óleo de cânhamo e maconha inalada Fernanda Teixeira Ribeiro Relatos de 2700 a.C. descrevem o cultivo e uso da Cannabis sativa, a maconha, como analgésico e ansiolítico na China. No final do século 19, cigarros da planta e extrato líquido eram vendidos em farmácia indicados, por exemplo, para induzir ao sono e controlar a bronquite crônica. Depois de décadas de proibição da cannabis e seus derivados ao longo do século 20, estados americanos e alguns países começaram a liberar o uso médico da planta. Nesses locais, a prescrição médica é baseada no equilíbrio das proporções de dois fitocanabinoides (que são os componentes que interagem com o sistema endocanabinoide do cérebro) principais: tetrahidrocanabidiol (THC) e canabidiol (CBD). Ou seja, variedades padronizadas da planta são receitadas de acordo com a maior ou menor porcentagem desses canabinoides. Na Holanda, por exemplo, a variedade Bediol (6% de THC e 7,5% de CBD), produzida de forma padronizada e distribuída em farmácias pela companhia Bedrocan, é indicada para alívio da dor e combate a processos inflamatórios. Seu uso não causa as alterações mentais características da maconha re-

creativa porque a proporção mais alta de CBD (que tem propriedades antipsicóticas e ansiolíticas) ameniza a ação do THC, responsável pelos efeitos psicoativos - confusão mental, euforia, fluidez de pensamentos e outras que variam de pessoa para pessoa. Assim, é possível se beneficiar das qualidades terapêuticas do CBD e do THC (componente que tem efeitos comprovados no controle de dores) sem sofrer alterações psíquicas como efeito colateral. Nesse caso, a administração é feita por inalação, com o uso de um vaporizador, por exemplo. Como explica o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é possível usar a maconha como fitoterápico desde que se tenha conhecimento da proporção de canabinoides. "No caso da inalação com vaporizadores, é possível ter muito controle da dose. Os efeitos são imediatos e o médico pode administrar doses bem pequenas, medidas com precisão, até atingir o efeito desejado." MACONHA OU CÂNHAMO? O termo "cânhamo" (em inglês hemp) refere-se ao caule da planta. Tem menos THC e mais CBD em comparação

com as flores e folhas (as inflorescências, chamadas de maconha). Nos Estados Unidos, o óleo de cânhamo é considerado um suplemento alimentar pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos, e é comercializado por algumas empresas no país. Mais recentemente, famílias brasileiras começaram a importar ilegalmente (ou depois de conseguir autorização específica da Anvisa para o seu caso) essa formulação por causa de sua alta proporção de canabidiol (cerca de 20%, contra menos de 1% de THC) - que, além das propriedades já descritas, é um poderoso anticonvulsivante. Por isso óleos de cannabis com altas quantidades de CBD têm tido resultados surpreendentes - ainda sem comprovação científica em laboratório - o controle de convulsões em crianças com epilepsias graves e difíceis de tratar com remédios disponíveis no mercado. Nesse caso, o óleo é pingado diretamente na boca algumas vezes ao dia. No Brasil, isto é feito sem prescrição médica, pois qualquer derivado da maconha é proibido. Os pais que estão tentando esse tratamento o fazem por conta e risco - recorrem aos suplementos, óbvio, por causa da

gravidade da doença: há crianças que sofrem centenas de convulsões por dia, o risco de morte é real. Eles relatam melhoras evidentes no controle das convulsões e desenvolvimento das crianças. O extrato de canabidiol purificado está em pesquisa clínica. Patenteado pela companhia GW Pharmaceuticals, possivelmente será registrado como medicamento e colocado no mercado, com o nome Epidiolex, em alguns anos. Logo, as formulações que estão sendo usadas atualmente para o tratamento de epilepsias não são canabidiol isolado, apesar de serem chamadas assim. São feitas de variedades de maconha ricas em canabidiol ou de partes específicas da planta com mais CBD. "Tem havido uma grande confusão sobre isso, porque os casos que estão vindo à tona não são de pessoas usando CBD. São de pessoas que usaram óleo total de uma variedade com alta concentração de CBD e baixa de THC", diz o neurocientista Renato MalcherLopes, professor da Universidade de Brasília (UNB). Os primeiros casos de tratamento de epilepsia em crianças com uma variedade cannabis rica em CBD ocorreram no estado no Colorado, nos


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Cães no trabalho diminuem stress de funcionários Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, concluíram que cães e gatos no ambiente de trabalho podem reduzir o stress e fazer com que o emprego seja mais satisfatório aos funcionários. Segundo o estudo, publicado no periódico International Journal of Workplace Health Management, o stress é um fator que contribui para a ociosidade, o moral baixo e o cansaço dos funcionários, resultando em uma significativa perda de produtividade. A pesquisa foi realizada na empresa Replacements, localizada na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte, que emprega cerca de 550 pessoas. Entre 20 e 30 cachorros convivem nas instalações da firma todos os dias. Durante uma semana, os cientistas compararam os empregados que levavam seus cães pra trabalhar, os que não levavam e os que não possuíam animais de estimação em casa. Todos os indivíduos responderam, ao longo do dia, a vários questionários que avaliavam o stress, sa-

tisfação com o emprego, comprometimento organizacional e apoio. As empresas japonesas são conhecidas por suas intermináveis horas de trabalho e estruturas hierárquicas estressantes, mas uma delas afirma ter encontrado também um bom remédio: os gatos. No pequeno escritório em Tóquio da companhia informática Ferray, nove felinos ronronantes descansam sobre as pernas de seus empregados, saltam de suas almofadas sobre os teclados e comem e dormem livremente. Hidenobu Fukuda, que dirige a empresa, introduziu sua política de "gatos no escritório"

em 2000, a pedido de um dos seus funcionários, e autorizou os mesmos a levar seus gatinhos para o trabalho. "Apesar de preliminar, este estudo é o primeiro quantitativo sobre como cães que convivem no ambiente profissional podem causar efeitos no stress, satisfação e compromisso dos funcionários", diz Randolph T. Barker, líder da pesquisa. "A diferença no stress observado nos dias em que o cachorro estava presente no local de trabalho e nos dias em que ele estava ausente foi significativa. Eles ficavam muito mais satisfeitos ao lado dos cães", conta. Além de questionários soli-

citados aos participantes da pesquisa, os especialistas coletaram ainda amostras de suas salivas, todos os dias pela manhã. Medições nessas amostras, no entanto, não mostraram diferenças no nível de hormônio do stress dos três grupos de funcionários. No decorrer do dia de trabalho, porém, o stress que os empregados relataram ao responder as perguntas foi menor entre os que haviam levado seus cães e aumentou para os que não levaram e para os que não possuíam animais de estimação. A equipe observou que os funcionários se mostraram muito mais estressados nos O Instituto Action Mind é uma empresa prestadora de serviços na área de Desenvolvimento Humano. Sua matriz está em Curitiba e em breve com sede na França. Atua nos segmentos de Coaching, PNL (programação neurolinguística) e Hipnose com: - Cursos de Formação e Treinamentos em todo território nacional; - Treinamentos de capacitação In Company; - Atendimentos e processos de Coaching e Hipnoteria. "O discernimento sobre o que devemos aceitar como "verdade" definirá o limite que podemos alcançar em todas as áreas na vida!" Alex Silva - CEO Presidente do Instituto ActionMind Palestrante, Hipnólogo, ExecutiveCoach (Business), Life Coach, LeaderTrainer, Analista transacional 101, Analista de Mapeamento comportamental com certificação Internacional pela Solides. Graduado em Educação Física e graduando em Marketing, Massoterapeuta. Empreendedor e Fundador da Associação Colombense de Deficientes Visuais.

dias em que deixaram seus cães em casa do que nos dias em que os levaram. De acordo com Barker, há uma comunicação relacionada aos cachorros no local de trabalho que pode contribuir para o desempenho e satisfação dos empregados. Por exemplo, aqueles sem animais de esti-

mação foram vistos pedindo pra passar um tempo com o cão do colega durante intervalos no trabalho. "A presença do animal de estimação é uma intervenção de baixo custo e que causa bem estar, sendo facilmente disponível para muitas organizações que queiram aumentar a satisfação de seus funcionários. Claro que é importante a adoção de políticas que garantam que os animais sejam amigáveis, limpos e bem comportados, já que estarão presentes em ambientes profissionais", explica Barker. O pesquisador acrescenta que pesquisas de maior amostragem dentro de um ambiente organizacional podem ajudar a confirmar os resultados desse estudo inicial.

Lançamento do livro sobre a Líbia de Muamar Kadafi em Curitiba Será lançado no próximo dia 7 de junho - data de nascimento do líder Muamar Kadafi - o livro "A Líbia de Muamar Kadafi", de José Gil de Almeida, editor do site Marcha Verde. O livro mostra a Líbia que a mídia ocidental jamais mostrou, um país soberano, próspero, que repartia com a população a riqueza oriunda da venda de petróleo. Com pouco mais de 6 milhões de habitantes, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Líbia de Kadafi era considerada a "pérola da África", segundo o autor, que justifica: "A Líbia de Kadafi tinha o maior IDH (índice que mede a qualidade de vida dos habitantes) da África; maior até que do Brasil". O livro tem 120 páginas e trata de algumas viagens que o autor realizou à Líbia. Talvez José Gil seja o brasileiro que mais viajou à Líbia de Kadafi, foram 19 vezes, e a última delas três meses antes da guerra em que Kadafi foi assassinado. O livro mostra experiências de brasileiros que visitaram a Líbia, a convite do autor. Em uma dessas viagens ele levou 12 convidados para participar dos festejos a Revolução Al Fateh, com tudo pago pelo governo líbio, incluindo estadia na Suíça. Além de tratar da Líbia kadafista, o autor revela fatos não publicados pela mídia so-

bre a prisão e morte de Sadam Hussein e seus filhos. A base militar norte-americana em Kandahar, no Afeganistão, também merece um capítulo do livro, afinal, o autor conheceu jornalistas e correspondentes de diversos países em suas viagens à Líbia, e continua recebendo notícias e informações. Outro capítulo que merece destaque trata da morte do embaixador norte-americano por linchamento na cidade de Benghazi. Para quem deseja conhecer a verdadeira história da Líbia kadafista é aconselhável ler este livro. A exemplo de outros livros do autor, a edição é custeada pelo próprio autor, apesar do movimento kadafista contar com adeptos hoje em diversos países, tais como Alemanha, Argélia, França, Brasil, Venezuela, Líbia, Bolívia e Argentina, e graças à internet, estão todos conectados entre eles. O livro será vendido a 25 reais pela internet, através do site Marcha Verde.


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Livros para manter uma mente saudável

Mentes Brilhantes SINOPSE Neste livro, o leitor poderá entrar em contato com técnicas profissionais para desenvolver toda a capacidade do cérebro e impressionar com novas ideias. Poderá, ainda, eliminar bloqueios, lidar com a rejeição, aprender a fazer um brainstorming eficaz, construir mapas mentais, elaborar projetos vencedores, aumentar a produtividade em reuniões, impressionar o chefe, criar apresentações profissionais, entre outros.

Cérebro e Educação Infantil (Português) por Nicola Call (Autor) Neste livro, as autoras apresentam diversas propostas práticas sobre como aplicar os resultados das pesquisas atuais em ciência cognitiva à aprendizagem de crianças de até 5 anos. Entre outros tópicos, a obra traz atividades para: Desenvolver a autoestima e a inteligência emocional; Ensinar as crianças a fazerem mapas mentais; Maximizar a aprendizagem por meio de música e movimento; Promover bons relacionamentos com pais e cuidadores.

O funcionamento da mente Nesta obra, o Dr. Augusto Cury, esmiúça a Teoria da Inteligência Multifocal, desvendando algumas áreas vitais dos bastidores da psique, numa linguagem muito mais acessível e dirigida a um público mais amplo. O que é o Eu? Como os pensamentos são construídos? De que modo as emoções influenciam a racionalidade? Como acessamos a nossa memória? Essas e muitas outras questões são discutidas em detalhes nesta obra. A mente é de fato um mundo a se explorar dentro de cada ser humano. Prepare-se para se surpreender e romper todos os seus paradigmas.

Ginástica Cerebral (Português) Livro cartonado - Edição padrão, 13 fev 2017 Carla Silva (Autor) Neuróbica é a ginástica para o cérebro que visa melhorar a memória e a concentração. A neuróbica busca contrariar a rotina, estimulando e turbinando as conexões cerebrais, indo na contramão das facilidades da vida automatizada que acabam engessando a nossa criatividade e imaginação. Este livro em forma de caixinha traz 100 cartas, cada uma com uma dica de neurofitness para você malhar as sinapses. Escolha uma por dia e garanta uma mente mais em forma.

Como Usar o Cérebro Para Passar em Provas e Concursos (Português) por Carmem Zara (Autor), William Douglas (Autor) Consolidada como referência em se tratando de programação neurolinguística para concursos, Como Usar o Cérebro para Passar em Provas e Concursos, chega em sua 7ª edição atualizando o vasto conhecimento de todas as suas edições e incluindo informações importantes sobre postura e atitude daqueles que se preparam para concursos. William Douglas, juiz federal com larga experiência na área de concursos públicos, e Carmem Zara, especialista em programação neurolinguística, levam ao público o estímulo necessário para desenvolver o estudo com maior qualidade, com uma versão ainda mais atualizada e inovadora. Destinada aos estudantes, aos concurseiros e a todos aqueles que gostariam de compreender um pouco melhor como opera o cérebro, Como Usar o Cérebro para Passar em Provas e Concursos é uma ferramenta indispensável para o estudo e formação. Indispensável nas prateleiras de quem se prepara para concursos, esta obra de aprofundamento, oferece ao leitor domínio das funções do cérebro assegurando sua utilização otimizada para as provas que virá a realizar. Destaques: - Pioneirismo da obra no mercado editorial para concursos; - Inclui referências sobre "Paz de Espírito": como obter e assegurar durante o estudo; Conteúdo revisado e atualizado para a realidade atual; - Autores consagrados.

Revolucionando Seu Cérebro (Português) por Vários Autores Revolucionando seu Cérebro é um guia completo baseado em mais de 100 estudos de pesquisa científica, que vai revelar a você maneiras de exercitar a sua mente e melhorar a sua memória para aproveitar a sua vida ao máximo! Preparese para deixar seu cérebro à prova de idade, desenvolva suas habilidades de raciocínio e descubra como manter sua mente sempre saudável com a ingestão de alguns alimentos. Neste livro impressionante, você encontrará descobertas e recomendações médicas, além de exercícios para um programa completo de condicionamento físico cerebral! Impulsione sua memória e suas habilidades verbais com a ajuda deste livro essencial e tenha uma mente forte para a vida toda!

O poder da intuição O poder da intuição explica como fazemos nossas escolhas e julgamentos baseados em nossos instintos. O professor e psicólogo Gerd Gigerenzer mostra de onde vem a nossa intuição e o papel que esta pode ter em decisões que vão desde uma escolha profissional pessoa que se deseja conhecer. Gigerenzer fez uma profunda investigação sobre a intuição humana, especialmente no que diz respeito à atitude que tomamos quando estamos diante de um dilema. Diversos fatores (naturais e sociais) que influenciam o funcionamento mental foram explorados por meio de exemplos de casos reais e de analogias sobre o funcionamento da natureza (como as escolhas das formigas pelos caminhos mais apropriados pra construir o próprio habitat) para mostrar o que é a intuição: um pensamento rápido que chega instantaneamente à consciência. "A pessoa não costuma saber por que tem aquela sensação, mas a intuição é forte o suficiente para fazer um individuo agir quando a sente. Minha pesquisa indica que a intuição é baseada em regras simples de serem seguidas e não pode ser calculada."Gigerenzer mostra como temos aperfeiçoado nosso conhecimento cognitivo, emocional e social ao longo da história. Esse conhecimento consiste em métodos empíricos que, livres da rigidez dos dogmas da lógica, têm se desenvolvido de acordo com a evolução humana.

O CEREBRO QUE CURA Autor: DOIDGE, NORMAN Tradutor: MARQUES, CLOVSINOPSE Saiba como a neuroplasticidade pode revolucionar o tratamento de lesões e doenças cerebrais Em O cérebro que se transforma, Norman Doidge introduziu os leitores à mais importante descoberta sobre o cérebro desde o advento da ciência moderna- a de que ele é capaz de alterar a própria estrutura e reagir a experiências mentais. O autor mostra agora, pela primeira vez, como de fato funciona o incrível processo da neuroplasticidade. Somos apresentados a histórias incríveis e comoventes, capazes de comprovar que a mente, o cérebro e o corpo humano, além das energias que nos cercam, constituem elementos essenciais nas equações da saúde e da cura. O cérebro que cura nos mostra como cientistas e profissionais da área médica aprenderam a usar terapias neuroplásticas no tratamento de muitas doenças, oferecendo esperança em situações em que já não havia qualquer expectativa de cura. E como podemos reduzir enormemente o risco de demência, além de melhorar o desempenho e a saúde do nosso cérebro com abordagens simples e acessíveis a todos. Um avanço revolucionário da ciência moderna, capaz de mudar nossa vida.

Ansiedade 2 Em "Ansiedade 2 - Autocontrole", o psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury revela os segredos para gerenciar o estresse e desenvolver o autocontrole, essencial para uma vida emocional saudável e plena. Além disso, apresenta a diferença entre ansiedade e estresse e ressalta que os dois são essenciais para a sobrevivência humana, mas que, como tudo na vida, precisam ser dosados. Alguns dos conceitos utilizados pelo autor foram apresentados no mega best-seller "Ansiedade - Como enfrentar o mal do século", como, por exemplo, a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que vem pouco a pouco nos transformando em prisioneiros em nossa própria mente, suas consequências alarmantes e técnicas para enfrentá-la. Neste novo livro, Cury usa partes de sua própria história - de adolescente desinteressado a pesquisador com livros publicados em muitos países - para mostrar como a ansiedade e a SPA podem sabotar a maturidade e impedir o ser humano de ser líder de si mesmo. Cury conta como ele mesmo utilizou essas técnicas para vencer o medo de fracassar e alcançar o êxito profissional e pessoal.


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Folhadobatel 191  

Módulo Policial Praça Da Espanha, Glândula Pineal, Dopamina, Reconstrução Do Eu, Clínica Emunah, Psicóloga Luciana Chiochetta, Sua Saúde Cur...

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