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A Região Metropolitana de Curitiba tem muitos atrativos para o turismo de aventura, conheça alguns deles. Página 14

Congrega Church,liderado por Mike Vieira levou para dentro do presídio alguns "grafiteiros" e jovens com seus skates. Eles propuseram uma vivência com atividades de grafite e arte nas paredes do pátio da PCE. O grupo deixou uma mensagem de esperança nas paredes do ambiente prisional. Uma esperança na forma de um sol amarelo que invade todo o ambiente com sua luz. Página 07

CURITIBA | PARANÁ Distribuição Gratuita nos bairros: • Batel • Bigorrilho • Ecoville • Seminário • Centro • Ano 15 Dezembro/2016 | Janeiro/2017

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Garrafas Pet viram pranchas de surf Entrevista com o surfista Serginho Laus, organizador do Projeto Prancha Ecológica, considerado um dos maiores especialistas em ondas de marés do mundo e vem explorando as Pororocas há 17 anos. Página 09

Na foto: Serginho Laus - Baan na Índia - Foto: @Likoska69 Surfando na Pororoca indiana em Calcutá


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Editorial

As Cartas de Cristo!

A importância da biodiversidade brasileira A biodiversidade pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados. A diversidade biológica é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas e fonte de imenso potencial de uso econômico, como nas atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, também, a base para a estratégica indústria da biotecnologia. As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade continuam em crescente estudo, muito embora considere-se que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida. A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade. É fundamental que o país intensifique a implementação de programas de pesquisa na busca de um melhor aproveitamento da biodiversidade brasileira e continue a ter acesso aos recursos genéticos exóticos, também essenciais para o melhoramento da biodiversidade. A conservação da diversidade biológica, de abordagem abrangente, descentralizada e permite que o governo e sociedade compartilhem tal responsabilidade e planejem, juntos, a utilização dos recursos naturais. Esta edição apresenta artigo que vai de encontro a complexa relação dos temas que tratam da biodiversidade, a partir do exame de exemplos concretos como o do surfista que desenvolveu a prancha ecológica , são pequeno gestos como ter uma horta em casa, como a separação do lixo e não jogar nas praias ou na rua que já faz a diferença contribuindo positivamente para a crescente discussão sobre o futuro da biodiversidade brasileira. Outro dado preocupante é a permanência de presos provisórios na cadeia. O Brasil é hoje o quarto país que mais prende no mundo, atrás de EUA, Rússia e China. Nossos quase 550 mil De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 244 mil presos, quase 40% do total, são provisórios, pessoas que não foram julgadas. E dessa forma ajudam a transformar as já precárias prisões em verdadeiras panelas de pressão, como diz a doutora em direito da Universidade de Brasília Rosa Mendes."São pessoas que muitas vezes acabam esquecidas durante muitos anos e que acabam até cumprindo as penas que deveriam ser aplicadas ou que poderiam ser aplicadas dentro dessa condição de provisórios. Então isso é um alimento de um sistema carcerário da pior espécie, da pior forma, porque são pessoas que sequer a condenação definitiva têm", Ela diz que é preciso melhorar as condições dos presídios, mas que a construção de novas unidades não vai resolver o problema. "O que a gente precisa é repensar a política criminal para que não se utilize a pena de prisão da forma indiscriminada como é", avalia a doutora em Direito da UNB Rosa Mendes. Ainda nessa edição o Prof. Wagner Rocha D'ANGELIS - historiógrafo, advogado e professor universitário; especialista em Direito Internacional e em Direitos Humanos faz um apanhado sobre o caos no sistema carcerário. Boa Leitura Celina Ribello

Oração a ser feita antes da meditação (Extraída da Carta 8)

"PAI - MÃE - VIDA, tu és minha vida, meu constante apoio, minha saúde, minha proteção, a perPoucos devem saber dessas preciosas cartas de sabedoria e informação, ditada por Cristo, ou melhor, pela consciência Crística de Jesus o Nazareno. Ainda é um pouco confuso para nós definir um estado de consciência Crística, mas a ela nos encaminhamos, e aqueles que A alcançaram, muito tem feito para nos mostrar o caminho de Cristo, o Caminho da Luz. Quem Jesus realmente era e o que ele ensinava? Qual é a verdadeira natureza de Deus? Estas e outras fervorosas questões uma mulher religiosa inglesa certo dia se perguntava , enquanto andava nas colinas de sua fazenda, implorando que o Universo lhe respondesse. Pouco tempo depois vieram as respostas, de uma maneira completamente inesperada! Ao longo de 40 anos, Cristo diretamente purificou e desprogramou a mente dessa mulher, que havia sido educada em um convento católico. No ano 2000, com a idade de 80 anos, ela começou a transcrever, sob a direção de Cristo, os ensinamentos recebidos através dos anos de contato com Ele. Vieram à sua mente as nove Cartas. Nas Cartas contidas neste livro, Cristo corrige as más interpretações de seus ensinamentos, explica as leis da existência, a origem do ego e revela os processos espirituais e científicos que governam a criação da matéria. Cristo descreve a fonte de nosso ser e mostra como o espírito tornase matéria. Este é um incomparável tratado sobre a personalidade humana e suas possibilidades, para a compreensão de nosso mundo e de nossa função como seres humanos! O CONTEÚDO COMPLETO ESTÁ PUBLICADO EM DOIS LIVROS: - CARTAS DE CRISTO: A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA MANIFESTADA inclui as nove cartas originais completas. - CARTAS DE CRISTO: TEXTOS COMPLEMENTARES apresenta as mensagens recebidas por este canal nos anos seguintes às nove Cartas. Você poderá baixar a versão digital Cartas de Cristo pelo site : https://www.cartasdecristobrasil.com.br

Expediente Jornalista Profissional: Celina S. P. Ribello - CRTE /PR | Habilitação: 8221 Diretora Executiva: Celina S. P. Ribello Rua Paulo Gorski, 1818 Fone: 3274- 0104 - Fax: 3402-3721 www.jornalfolhadobatel.com.br | contato@jornalfolhadobatel.com.br. | Diagramação: Tatiana Carla de Souza Distribuição: Dirigida e Gratuita | Periodicidade: Mensal As matérias assinadas não expressam, necessariamente, a opinião do jornal.

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feita satisfação de todas as minhas necessidades e minha mais alta inspiração. Peço que me reveles Tua verdadeira Realidade. Sei que é Tua VONTADE que eu seja plenamente iluminado/a e que eu possa receber melhor a consciência de Tua Presença em mim e ao redor de mim. Creio e sei que isso é possível. Creio que Tu me proteges e me guardas no perfeito AMOR. Sei que meu propósito final é TE EXPRESSAR. Quando falo contigo, sei que Tu estás perfeitamente receptivo para mim, pois Tu és a INTELIGÊNCIA AMOROSA UNIVERSAL que maravilhosamente concebeu este mundo e o tornou visível. Sei que quando Te peço para falar comigo, eu envio um raio de luz de consciência para a Tua Consciência Divina e que, quando eu escutar, TU entrarás em minha consciência humana e virás cada vez mais perto do meu espírito e meu coração mais e mais receptivos. Eu confio meu ser e minha vida aos Teus cuidados".


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Governo oferece serviços de saúde na beira da praia Pelo sétimo ano consecutivo, os veranistas que forem ao Litoral do estado terão acesso a uma série de serviços de saúde na beira da praia. Até o carnaval, três tendas da Secretaria de Estado da Saúde funcionarão em Matinhos (Caiobá), Guaratuba (Praia Central) e Pontal do Paraná (Ipanema - Praça Central), de quinta a domingo, com atendimento gratuito à população. No local, são ofertados testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C, além de exames básicos, como aferição de pressão e teste de glicemia. Profissionais de saúde também estarão à disposição para prestar primeiros socorros a vítimas de acidentes com águas-vivas, bem como tirar dúvidas dos cidadãos quanto à rede pública de saúde, dar dicas de verão e apresentar o trabalho da ouvidoria do SUS. Segundo o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o objetivo é levar serviços de saúde de qualidade para mais perto das pessoas.

Secretaria da saúde faz atendimento dos veranistas nas tendas da saúde nas praias do Paraná

"Trata-se de uma iniciativa que deu certo e está sendo mantida nesta temporada. A idéia é facilitar o acesso da população a este tipo de atendimento, disponível apenas nas unidades de saúde", destacou. O horário de funcionamento das tendas é das 8h30 às 17h30. No espaço, é possível ainda retirar preservativos e materiais educativos sobre dengue, zika e chikungunya, acidentes com animais peçonhentos, tabagismo, segurança no trânsito, vigilância sanitária, hábitos saudáveis e alimentação.

FACILIDADE Quem aproveitou a manhã desta sexta-feira dia 6 de janeiro para fazer um check-up foi o caminhoneiro Willian Volkmann, do município de Mallet, no Centro-Sul do Estado. Em férias com a família em Matinhos, ele afirma que a facilidade de fazer os exames o motivou a ir bem cedo à tenda. "A gente que tem uma rotina de viagens geralmente não tem muito tempo para ir à unidade de saúde. Quando vi que tinham estes exames aqui, não tive dúvidas, vim logo cedo para não perder tempo", disse.

Diabético, o curitibano Jair Lemos dos Reis, de 68 anos, foi outro que procurou a tenda da saúde em Matinhos. Ele conta que esqueceu seu aparelho de glicemia em casa, na capital. "Este serviço aqui na praia vai me ajudar muito. Pretendo vir todos os dias, porque não posso ficar tanto tempo sem controlar a glicemia", disse o aposentado. E a iniciativa do Governo do Paraná, em oferecer atendimento de saúde na beira da praia, também é aprovada por turistas de outros estados. Morador de Sorocaba (SP),

Nelson Alves de Abreu disse que nunca viu algo parecido nas praias de São Paulo. "Trouxe toda a minha família para verificar como anda a saúde. Este tipo de ação deve ser replicada em outras praias, porque é uma excelente maneira de conscientizar as pessoas de que é preciso se cuidar mais", disse o turista paulista. Em funcionamento desde o dia 26 de dezembro, a tenda de Caiobá já realizou pouco mais de 360 testes rápidos. Neste período, quatro casos de sífilis foram diagnosticados

e encaminhados para tratamento. De acordo com o coordenador do Programa Estadual de DST, Aids e Hepatites Virais, Francisco dos Santos, os testes rápidos são simples e necessitam de apenas algumas gotas de sangue do dedo da pessoa. Todo o processo leva em torno de 20 minutos e o cidadão já sai com o resultado em mãos, caso esteja portando documento oficial. "A estratégia de testagem rápida em locais como a praia tem se mostrado uma excelente política pública de saúde. No caso da hepatite, por exemplo, vivemos uma epidemia silenciosa, em que muitas pessoas convivem com o vírus e não sabem, porque a doença pode não apresentar sintomas em um primeiro momento", declarou o coordenador. Caso alguma amostra dê positivo, o paciente é orientado e encaminhado imediatamente para iniciar o tratamento na unidade de saúde mais próxima de sua casa.

ARENA MUNDO RIC 2017 agora sim o verão tem diversão garantida Em novo local, na Praia Brava de Guaratuba, o espaço promete levar diversão e entretenimento aos veranistas de 14/01 a 12/02 Pelo oitavo ano consecutivo a Arena Mundo RIC leva diversão, entretenimento e qualidade de vida aos banhistas do litoral paranaense. Nos anos anteriores a estrutura era montada na Praia Central de Guaratuba, mas em 2017 a Arena Mundo RIC mudou de local para a Praia Brava, ao lado do Morro do Cristo - outro ponto badalado da orla de Guaratuba. A Arena Mundo RIC 2017 projeto de verão da RICTV | Record TV Paraná - conta com mais de 4.000m² e promete movimentar as areias de Guaratuba entre 14/01 a 12/02 com mais de 10 atrações em recreação, esportes, diversão, shows, cultura, atividades educacionais e cuidados com a saúde. O espaço funcionará todos os dias da semana das 8h30 às 19h30 e espera receber mais de 3 milhões de pessoas. Segundo a gerente de Marketing do Grupo RIC, Michelle Reffo, o projeto da Arena Mun-

aula de ginástica, alongamento e dança; shows aos finais de semana; pista de skate; paredão de escalada, espaço para massagem, chuveiros com água doce e muito mais! Grupo RIC Paraná - O Grupo RIC Paraná é uma empresa de comunicação multiplataforma, e ocupa a posição de maior geradora de conteúdo regional do Estado. São mais de 500 colaboradores que atuam em seis emissoras de televisão no estado (RICTV Record em Curitiba, Londrina, Maringá,

do RIC foi elaborado para tornar o verão de 2017 das pessoas que frequentam as areias do litoral paranaense no período de alta temporada ainda mais divertido. "Iremos disponibilizar a maior e a mais completa arena de verão do litoral paranaen-

se, com diversas atividades totalmente gratuitas ao público. Neste ano, grandes marcas como O Boticário, Colégio Acesso, Mili, Uninter, Prefeitura de Guaratuba, Sanepar e Governo do Paraná uniram esforços à RICTV | Record TV para pro-

porcionar aos veranistas uma experiência única em entretenimento de verão", declara Michelle. Fazem parte das atividades da Arena Mundo RIC: quadra poliesportiva com Futebol e Volei; palco com professores para

Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu), três emissoras de rádio (Jovem Pan em Curitiba, Cascavel e Ponta Grossa), uma empresa multiplataforma especializada em música eletrônica e suas vertentes (dance paradise), portal de conteúdo (RIC Mais) e editora de revistas (Top View). Em 2010 foi criado o Instituto RIC de Atitude Social, com foco nas áreas de saúde, educação e meio ambiente. Suas atividades são desenvolvidas no Paraná e em Santa Catarina.


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COLUNA TIOM KIM Juarez Machado recebe a comenda Ordem do Pinheiro outorgada pelo Governo do Estado do Paraná (centro). Na foto com Marcos Bento e Melina Mosimann.

Em tempos de verão A TRIBO DAS FRUTAS (rua Vic. Machado, 1965) lança um cardápio com sucos, grelhados, sanduiches naturais e pratos exclusivos. Local aconchegante para toda a família. A imprensa especializada marcou presença e aprovou. Na foto os jornalistas Marialda Pereira, Gustavo Zielonka e Willy e Elaine Schumann.

Cristiana Françolin e o renomado chef Bruno Bertani que produziu um Bacalhau à Moda do Chef para convidados do artista plástico Celso Izidoro.

O casal Marcia e Arrigo Cometto proprietários da exclusiva grife italiana 7 CAMICIE na recepção do artista plástico Celso Izidoro.

A produtora de moda Elaine Caus e Marquinhos Muf's na agradável Adega Muf's do Batel. Um dos locais mais aconchegantes da city. Onde se encontra bons drinks e saborosos aperitivos.

Nilva Pasetto assume a presidência da Academia de Ciências Contábeis do Paraná. "Nós mulheres precisamos quebrar paradigmas e mostrar que somos capazes de exercer qualquer tarefa. Nunca é tarde para começar algo novo. Sem medo, devemos estar em sintonia com os avanços tecnológicos. O sucesso depende das escolhas que fazemos. E, para que isso ocorra, é preciso ter coragem e foco, ter fé, atitude e acreditar que vai dar certo, sempre sonhando com um futuro melhor", comenta a nova presidente.

A Secretária da Família e do Desenvolvimento Social Fernanda Richa e Oracy Lacerda na cerimônia da Ordem do Pinheiro no Palácio Iguaçu.

A pres. da Academia de Cultura de Curitiba, Maria Inês Borges da Silveira e o ex-ministro Luiz Carlos Borges da Silveira são homenageados durante a Jornada Internacional de Cultura, que aconteceu no Memorial de Curitba. Na foto com o acadêmico Josh Berveglieri. Lente de Matheus De La Palm


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"Vou fazer a prefeitura servir", diz o prefeito Rafael Greca O prefeito Rafael Greca afirmou no primeiro dia ano, durante a cerimônia de posse no Memorial de Curitiba, que vai voltar a fazer a prefeitura de Curitiba funcionar, com especial atenção à área da saúde. "Fica decretado que a vida vale a pena, que a saúde existe e que o povo será servido", disse Greca. "Não é um tempo de insulto ou de rancor e sim de por a casa em ordem." O atendimento nas nove Upas da cidade será reforçado com mais 200 leitos de retaguarda. Greca também anunciou que a UPA do Tatuquara será aberta em três meses, tempo necessário para a contratação da equipe de trabalho. Também serão investidos R$ 2 milhões para a compra de 212 tipos de medicamentos para as unidades de saúde, por aproximadamente dois meses. O prefeito também ressaltou a necessidade de retomar a

limpeza e manutenção da cidade e elencou as ações programadas para as áreas de meio ambiente, atendimento social, como a reabertura do restaurante que funcionava embaixo do Viaduto do Capanema e servia refeições mais baratas, e habitação. "Vamos retomar os projetos habitacionais engavetados na Caixa Econômica, assim como a cadeia produtiva do lixo na CIC, onde barracões estão abandonados", disse Greca. A solenidade foi acompanhada pelo governador Beto Richa, a secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, a vicegovernador Cida Borghetti, e o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O governador anunciou o repasse de R$ 60 milhões de ICMS extraordinário para a cidade. Os demais municípios do Paraná também receberão recursos. Beto Richa, governador do

Paraná: "Vamos juntos encarar as dificuldades e vencer os desafios, proporcionando obras de infraestrutura e sociais para que Curitiba volte a ser exemplo para o Brasil." Fernanda Richa, secretária da Família e Desenvolvimento Social do Paraná: "Desejo uma gestão muito profícua e que Curitiba retome seu posto de cidade exemplar para o Brasil." Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná: "Tenho absoluta certeza de que Curitiba ganha um prefeito inovador, futurista e que conhece como ninguém a história da cidade e os desafios que vêm pela frente." Ricardo Barros, ministro da Saúde: "A administração do Rafael Greca será de muita inovação, coragem e com muito apoio nosso." Luciano Ducci, deputado federal: "A posse do Rafael traz muita esperança para o povo de Curitiba, em especial na área

de saúde, que teve um descuido total nos últimos quatro anos. Agora, vai voltar a ter remédio nos postos e os programas, como o Mãe Curitibana, vão funcionar." Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba: "Desde os primeiros dias da minha chegada a Curitiba e depois da primeira vez em que Rafael Greca esteve em meu escritório, para falar da sua candidatura, percebi que ninguém conhece tanto esta cidade quanto ele. Além de competente e muito inteligente também se orienta por princípios de fé. Que nunca lhe faltem as luzes do Espírito Santo em seu caminho." Greca também entoou o Hino de Curitiba, que, em seguida, foi apresentado pela Banda Lyra. Um brinde com o tradicional refrigerante Gengibirra, o "champagne" dos curitibanos, marca o evento, que não terá custos aos cofres municipais.

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Rebeliões no sistema penitenciário: fracasso do papel do estado? Prof. Wagner Rocha D'Angelis No dia 15 de janeiro o governo do Rio Grande do Norte confirmou que 26 presos morreram na rebelião ocorrida na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A maioria dos mortos foi decapitada. Após o infortúnio, a Secretaria de Segurança Pública local anunciou que estaria providenciando reforços nas guaritas e nos arredores do presídio para evitar novas fugas. Nas revistas aos pavilhões foram encontradas armas de fogo artesanais. Por sua vez, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) informava, ainda no final da tarde, que toda a penitenciária já estava sob o controle da polícia e que os trabalhos de perícia investigativa já teriam sido iniciados. Pelo menos seis líderes da rebelião foram identificados pelo governo do estado como pertencendo à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e cuja transferência para presídios federais já estaria em andamento. A rebelião durou mais de 14 horas e só terminou às 7h20 do domingo, com a entrada nos pavilhões da Tropa de Choque da Polícia Militar. Uma refrega entre presos dos pavilhões 4 e 5 teria dado início à rebelião. Situado em Nísia Floresta, a 25 km de Natal, Alcaçuz é o maior presídio do estado, abrigando quase 1.150 presos, conquanto só possua capacidade para 620 detentos. De acordo com os jornais locais, a disputa em Alcaçuz aconteceu entre o PCC e o Sindicato do Crime, aliado ao CV. Este é o terceiro grande motim do ano em prisões brasileiras, em meio a uma sangrenta guerra atribuída pelas autoridades à tentativa de controle do tráfico de drogas no país. Só nestes primeiros 15 dias do ano, já foram contabilizados mais de 130 mortos no falido sistema penitenciário nacional. Vale lembrar que em Manaus, capital do Amazonas, 56 presos morreram em um motim que eclodiu no dia 1º de janeiro, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, cujo trágico saldo numérico apenas perde para o massacre verificado em Carandiru, na capital paulista, nos idos de 1992, quando 111

detentos foram mortos. Aqui, cabe acrescentar que no dia seguinte ao episódio do COMPAJ manauara, outros quatro prisioneiros foram mortos na Unidade Prisional de Puraquequara, também situada em Manaus. As notícias dão conta que a maioria dos mortos nesses acontecimentos pertencem PCC, em ação audaciosa atribuída à Família do Norte (FDN), aliada local do Comando Vermelho (CV). Dias depois, em 06 de janeiro, ao menos 33 custodiados morreram na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Boa Vista, capital de Roraima, segundo informes da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), que atribuiu a responsabilidade ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Quase nas mesmas datas desses sangrentos acontecimentos, relatos de mortes no interior de unidades prisionais também aconteceram na Cadeia de Raimundo Vidal Correia (com saldo de quatro mortos), assim como na Penitenciária Romero Nóbrega, em Patos, no sertão da Paraíba (dois mortos). No dia 12, mais uma rebelião, dessa feita na Casa de Custódia de Maceió, também conhecido por Cadeião de Alagoas (vitimando dois detentos); e, na mesma data, outros dois presos foram mortos na Penitenciária de Tupi Paulista, cidade distante 560 km da capital do Estado de São Paulo. Ainda neste último domingo, dia 15 de janeiro, 28 presos fugiram do presídio Estadual de Piraquara I (PEP I), na Região Metropolitana de Curitiba, após um grupo de 15 cúmplices explodir pelo lado de fora um muro da unidade e confrontar os policiais com fuzis de grande cali-

bre e até uma metralhadora Uzi. A ação é atribuída ao PCC. A Secretaria de Segurança do Paraná informou que dois homens foram abatidos durante a fuga e que outros quatro foram capturados. Parte do grupo que atacou o presídio invadiu uma casa próxima ao local e fez uma mulher de refém, mas se entregou depois da chegada de um batalhão de operações especiais da Polícia. As autoridades continuam rastreando os demais fugitivos. E apenas para mostrar o efeito cascata de tais distensões e articulações, nesta segundafeira, dia 16, os detentos do Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, na capital potiguar, se rebelaram na madrugada, mas o governo já se apressou em anunciar que a situação está sob controle, embora não se saiba, ao certo, se ocorreram fugas ou se há feridos no episódio. A maioria desses presídios é administrada pelo Poder Público e apresentam péssimas condições estruturais e administrativas, na avaliação que vem sendo feita pelo Conselho Nacional de Justiça. Basta citar, por exemplo, que em todas as unidades o número de internos supera em muito a capacidade de vagas disponíveis. A facilidade de entrada de armas e celulares, a ausência de uma estrutura que permita separar os presos pela sua condição de periculosidade e também a insuficiência de policiamento para evitar o choque das facções existentes, são alguns dos problemas, mas não todos, que as unidades prisionais enfrentam. Diante de tal contexto, em que as penitenciárias são dominadas pelos criminosos, como falar-se em políticas humanizantes e de ressocialização?

Por outro lado, além dos graves pecados do Poder Executivo nesta matéria, qual seria a dívida cívico-social do Legislativo e do Judiciário? Os acontecimentos deste início de ano, aliás, já eram de se esperar, como se em uma tragédia anunciada. Afinal, não é novidade para ninguém que desde outubro de 2015 o rompimento entre o Primeiro Comando da Capital a o Comando Vermelho, grupo criminoso fundado no Rio de Janeiro e aliada da Família do Norte, elevou a tensão nos presídios do Norte e Nordeste do país. A facção amazonense, inclusive, foi o pivô deste rompimento: três lideranças do PCC foram brutalmente degoladas entre junho e julho de 2015 dentro de presídios manauaras a mando das lideranças da FDN. Decorrente ou não de tais enfrentamentos, mas em grande parte pelas péssimas condições de boa parte das unidades prisionais, merece registro o fato de que, especificamente com relação ao Rio Grande do Norte, mais de cem (100) presos conseguiram escapar do mesmo presídio no ano findo, em 14 fugas, boa parte delas por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância. Tudo leva a crer, ou muitos querem que se leve a crer, que o pano de fundo dessas tragédias, principalmente na região Norte, vincula-se ao narcotráfico, uma vez que as rotas principais de transporte de drogas cruzam aquelas fronteiras, porquanto aqueles Estados fazem divisa com grandes países produtores de cocaína, como Peru, Bolívia e Colômbia - além da Venezuela, famosa pela permissividade em suas fronteiras.

Neste diapasão, o controle das unidades presidiárias locais estabelece o poder sobre essa atividade. Já no Nordeste brasileiro se estima ficarem alguns dos pontos de escoamento da droga que vai até a África e Europa. Considerando-se como verdadeiras tais especulações, isso em nada diminui a responsabilidade do Poder Público (seja estadual ou federal) na tarefa de evitar os confrontos e o domínio de facções criminosas nas penitenciárias. O que aconteceu em Manaus, Boa Vista e Nísia Floresta, por exemplo, não são meros acidentes de percurso, como tentou mostrar eufemisticamente o atual presidente do país. Neste ponto, não é desperdício acrescentar que talvez o governo vigente esteja se valendo da mesma retórica de autoridades anteriores, que pouco fizeram para consolidar uma eficiente política carcerária e, por tabela, um eficaz sistema de segurança em favor de toda a sociedade. Na verdade, a praxe tem sido usar-se de medidas paliativas após cada calamidade, diante da falta de um amplo plano de construções de novas unidades prisionais, qui-

çá porque novas e antigas autoridades continuam se apegando à arcaica máxima de que investimentos em "presídio e esgoto não geram votos". E a superpopulação carcerária, por seu turno, reflete também o fracasso do modelo econômico até então recorrente e, concomitantemente, o tratamento dispensado aos direitos humanos no país. Basta verificar o aumento significativo de pessoas que se tornam 'hóspedes do Estado', em cadeias e penitenciárias, para se perceber a falácia de que a miséria estaria sendo superada no país, quando na verdade o que se percebe é o aumento das classes D e E por conta do desemprego e queda de rendimentos na classe C (segundo dados de 'Valor Econômico'). Em resumo, o número crescente de detentos pelo país afora, em quaisquer dos regimes existentes, demonstra que o país ainda conta com milhões de excluídos, que as políticas assistencialistas não superam as necessidades reais da população, que o policiamento não é suficiente e/ou efetivo, e, que a meta social prioritária não foi atingida - a de gerar um real aumento das vagas de emprego na sociedade e a isso agregar a certeza de empregos garantidos e de qualidade! (*) Prof. Wagner Rocha D'ANGELIS - historiógrafo, advogado e professor universitário; especialista em Direito Internacional e em Direitos Humanos. Ex-Coordenador do Grupo Especial de Defesa dos Direitos Humanos do Estado do Paraná e ex-Presidente da Comissão Estadual de Direitos Humanos da OAB-PR.

Prof. Wagner Rocha D'Angelis


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saída da penitenciária. Este corredor imerso em arte foi totalmente pintado pelos próprios presos. O corredor antes marcado pela histórica manchada , recebeu uma intervenção que o transformou em uma cena de catedral. O grafite tem essa força, de atuar no contexto social e se coloca como uma possibilidade de expressar uma dimensão crítica sobre o mundo e sobre a condição de si. O grafite mostra, por meio de um discurso, as várias dimensões dos sujeitos, suas ideologias, suas aflições e esperanças. Emanam daí uma polifonia de imagens que se expandem em uma cena resignificada. O corredor começa sua cena com tímidas imagens da infância, seus heróis borrados e marcados por um traçado trêmulo. Aos poucos a seiva da arte ganha notoriedade quando passa a expressar a dimensão crítica do mundo mesclado pela penitência e esperança. Cena que invade as paredes e o teto do imenso corredor. A escuridão e a luz. A treva vencida pelo iluminado sol da justiça. O dentro e fora. Quem fica e quem vai. A luz no fundo do poço que resgata a alma purgada e atormentada no limbo da solidão. Tudo isso mesclado em uma tela que manifesta um discurso coletivo de sujeitos que narram sua história pelo ponto de vista dos que foram vencidos pela delinqüência e que buscam uma significação de si próprios, de suas identidades e da necessidade de dar sentido a experiência vivida. A cena nos conta que o fundo do poço pode ser vencido. Não é o fim. Pode bem significar um recomeço, como a cena da fênix que renasce das cinzas. Que quem anuncia isso, na boca do poço, são miríades de anjos

com a eloqüência de suas trombetas. Clamam para que, no fundo do poço se olhe para o alto e veja que as mão divinas estão estendidas para o resgate. São as mãos de Deus que atua por meio de diversas mãos, como as de Robson por exemplo. Juvanira Mendes, assistente social do presídio, reforça que, para os presos que participaram da vivência educativa, a atividade representa uma oportunidade lúdica para produzir conhecimento e se relacionar com pessoas diferentes do seu cotidiano carcerário. Esse convívio é profundamente educativo e inspirador. O reflexo disso pode ser constato na forma de expressão artística, em formas e cores, que falam de vida, de esperança, de personagens da infância, representações religiosas, da família e do próprio desafio da vida. PROJETO DE SKATE LEVA A ESPERANÇA A PRESOS EM CURITIBA Integrando a intervenção foi realizada uma edição do projeto "180° Skate, Music and Art"¹, já realizado em outros países em ruas, escolas e igrejas, buscando a difusão do skate, das artes e o intercâmbio entre pessoas de diferentes realidades e culturas. Destaque para a presença do grafiteiro Cleverson Pacheco (Café) de Curitiba , que exibiu sua arte, além de skatistas de Curitiba, profissionais e iniciantes. Os principais objetivos do projeto são: proteger e promover a diversidade das expressões culturais e não menos importante, incentivar a pratica do skate, como forma de aprimorar a qualidade de vida das pessoas". Segundo coordenador do projeto Mike Vieira (Digo) foi a primeira vez que entrou o skate em presídio onde os internos conseguiram ter um contato com o esporte "Nosso trabalho é levar um pouco de alegria e esperança para o presos que são seres humanos e o skate pode ser chave da esperança para ele" diz Mike. Nesta parceria de encontro de objetivos, o grupo fez uma intervenção (pintura) em um dos pátios de visita da PCE, como forma de contribuir com o tratamento penal e também em homenagem à memória de um grafiteiro curitibano. Durante as atividades alguns presos com noções de grafite e arte de rua puderam participar de forma ativa. O trabalho teve registro fotográfico e a intenção futura de produzir um documentário para ser exibido posteriormente chamado "Skate on Prision". A arte no cárcere é uma maneira de desenvolver talentos, promover integração e inverter a lógica comum da sociedade em relação à prisão. É urgente uma aproximação sustentável coma a comunidade procurando ter uma gestão compartilhada e diminuir a discriminação com o sistema penal.

Fotos: Julio Cesar Ponciano Igor W.

O Sol amarelo Por: Mike Rodrigo Vieira e Julio Cesar Ponciano A obscura cena do corredor de um presídio. Emana daí uma representação oprimida da degradação e corrupção humana. O ambiente infestado da nefasta brutalidade. Paredes sujas e marcadas pela fuligem de uma rebelião histórica. Paredes que grafam em si as memórias do cárcere calabouço, o fundo do poço. Robson Costa é o chefe de segurança da Penitenciaria Estadual do Paraná, um dos presídios mais violentos do Brasil. Ele é quem nos atualiza a cena inicial. Porém, esta cena, cotidiana para muitos agentes penitenciários, técnicos, policiais, presos e seus familiares, visivelmente reforçava a representação monstrualizada do ambiente prisional. Por meio de uma intervenção artística essa cena começou a mudar. Robson liderou um projeto que aliava arte do grafite como transformação local e pessoal. Inicialmente, o projeto contou com a inspiração da galera do projeto 180 graus - Congrega Church, que levou para dentro do presídio alguns "grafiteiros" e jovens com seus skates. Eles propuseram uma vivência com atividades de grafite e arte nas paredes do pátio da PCE. O grupo deixou uma mensagem de esperança nas paredes do ambiente prisional. Uma esperança na forma de um sol amarelo que invade todo o ambiente com sua luz. A partir daí, foram selecionados presos que demonstravam afinidade com a arte do grafitismo. O resultado foi surpreendente. Essa semente se disseminou pelos corredores e a arte agora envolve e alivia o pesado caminho entre a entrada e a

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VERÃO P ARANÁ PARANÁ

Temporada inicia com água própria para banho no Litoral e no interior do Estado A temporada começa com boa condição para banho nas águas do Litoral e do interior do Paraná. De acordo com o primeiro boletim de balneabilidade do verão, divulgado no final do mês passado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), dos 66 pontos monitorados semanalmente em todo o Estado, apenas um está impróprio para banho - a Ponta da Pita, em Antonina. Nesse verão, os boletins de balneabilidade também vão trazer maior destaque para informações das condições de dez locais considerados permanentemente impróprios para banho, pontos onde rios, canais e galerias pluviais desembocam no mar. Esses locais são acompanhados durante todo o ano, também na temporada, mas não entram na verificação semanal porque já se sabe que a água não corresponde aos padrões estabelecidos. Antes, essas informações eram divulgadas no rodapé dos Boletins e agora estão destacadas em letras maiúsculas nos boletins semanais. "Esses locais são aqueles que se apresentam permanentemente como impróprios para

banho pois, devido a análises que fazemos de maneira esporádica durante todo o ano, sempre apresentam concentração de coliformes fecais acima do limite legal. Nesses pontos o banho não é indicado em nenhuma época do ano", explica a diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição, Ivonete Chaves. LITORAL O primeiro monitoramento semanal no Litoral mostra que apenas a Ponta da Pita, em Antonina, está impróprio para

banho. São monitorados semanalmente 49 pontos de toda a orla, dois a mais que na temporada anterior. Os dois novos locais estão localizados em Guaratuba e na praia de Shangri-la, em Pontal do Paraná. No total, são 13 pontos em Guaratuba, 14 em Matinhos, 11 em Pontal do Paraná, seis na Ilha do Mel, três em Morretes e dois em Antonina. Foi também alterado o local de monitoramento de três pontos em Guaratuba - dois na Praia Central e um em Caieiras.

Serão 14 semanas de monitoramento que vão possibilitar a divulgação de 10 boletins semanais de balneabilidade, o último válido para o período de 24 de fevereiro à 02 de março de 2017. INTERIOR O monitoramento feito na Costa Norte e Oeste do Estado mostra que todos os pontos acompanhados, como nos anos anteriores, estão próprios para banho. A qualidade da água é avaliada em 17 pontos de praias artificiais e represas das costa Norte e Oeste do Estado.

A avaliação acontece nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon e em Primeiro de Maio. DIVULGAÇÃO Os boletins serão divulgados semanalmente, sempre às sextas-feiras, com dados do monitoramento dos pontos do Litoral e do interior do Estado. O primeiro boletim da temporada é resultado de cinco semanas consecutivas de análises, conforme estabelecido por resolução nacional. Os boletins ficarão disponíveis no site do IAP (www.iap.pr.gov.br) e do Verão Paraná (www.verao.pr.gov.br). Como nos anos anteriores, também serão instaladas bandeiras na orla das praias, nos rios e nos reservatórios para indicar os locais próprios e impróprios para banho. A cor vermelha indica que a água não é recomendada, enquanto que a azul demonstra que a região está própria para banho. MONITORAMENTO O monitoramento realizado pelo IAP durante toda a temporada possibilita verificar a contaminação da água por esgoto

sanitário clandestino, de acordo com os padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O estudo avalia a possibilidade de uso da água para atividades de lazer de contato primário, ou seja, não indicada para consumo. As amostras de água são coletadas do mar e dos rios nos dias e locais que registram maior fluxo de banhistas, onde há maior possibilidade de contaminação. Além disso, são coletadas amostras de pontos onde há maior probabilidade de contaminação, como saídas de galeria de águas pluviais e foz de rios no mar. QUALIDADE DAS ÁGUAS O monitoramento ambiental da qualidade da água acontece no Paraná há 30 anos e neste período houve avanços tanto nos locais monitorados quanto à metodologia de análise. Porém, segundo um levantamento do IAP das últimas temporadas com a mesma quantidade de pontos monitorados e metodologia de monitoramento - a maior parte das praias acompanhadas no Litoral vêm apresentando aumento do número de pontos, e também com maior frequência, na condição própria para banho.


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Garrafas Pet viram pranchas de surf O programa consiste na confecção de pranchas de surf com a utilização de garrafas pet, com o objetivo de incentivar a educação ambiental O projeto surgiu em 2007, quando o gaúcho Jairo Lumertz morava no Havaí e criou sua primeira prancha de surf ecológica, utilizando garrafas pet. Após sete anos no país, o surfista voltou ao Brasil e começou a difundir a técnica. Um dos organizadores do Projeto Prancha Ecológica é o surfista Serginho Laus que trabalhou na realização do projeto em 2014 o qual aconteceu no litoral paranaense no Pico de Matinhos e na Ilha do Mel , juntamente com a casa de recuperação Jesus é Vida com Exdependentes de drogas do município de Matinhos, no Litoral com aulas e oficinas para produção de pranchas ecológicas de surfe e stand up paddle - esporte em que o praticante rema em pé, em cima de um pranchão. As pranchas são feitas com garrafas PET recicladas. " acabei sendo inserido na idéia e abracei a causa como se fosse um padrinho. É um projeto visi-

onário e super adaptável, uma ferramenta sócio ambiental para conscientização, preservação e prática esportiva”, comenta o surfista Laus "Em 2014 aconteceu no Paraná, mas segue ativo em todo o Brasil e Austrália. Estamos querendo reativar no estado e em Curitiba novamente, só estamos esperando a chegada de novos parceiros para sua viabilidade”, finaliza Serginho Laus. O projeto foi coordenado pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), com patrocínio da Sanepar e Águas Paraná, uma autarquia do Governo do Estado. Serginho Laus é considerado um dos maiores especialistas em ondas de marés do mundo e vem explorando as Pororocas desde 2000 , no Brasil, França, Inglaterra, China (três vezes), Indonésia, Alaska e Índia faltando ainda Malasya, Canadá e Papua Nova Guine. Serginho é o atual responsável pela ascensão e planejamento das Expedições Surfando na Selva / Bore Hunters, que

além de bater dois recordes mundiais no Guinness Book, publicou o livro Pororoca Surfando na Selva (Ediouro) e Pororoca - A Onda da Amazônia junto com o fotógrafo Fábio Paradise. Laus também levou pela primeira vez o fenômeno da Pororoca para as telas do cinema com o filme Surf Adventures II. Além disso, o surfista é Professional Bore Rider, COACH, Consultor de Pororoca/ Amazônia, Ambientalista, Produtor, Jornalista, apresentador do programa As Aventuras de Laus e surf-repórter da rádio Jovem Pan Curitiba. O que é a Pororoca? Em sua origem tupi, essa palavra quer dizer algo como "causar um grande estrondo". Ela foi adotada para se referir a um dos mais impressionantes fenômenos da natureza - que ocorre quando o mar invade um rio, na forma de uma grande onda que se choca contra a corrente fluvial. Essa onda pode atingir até 4 metros de altura e durar até uma hora e meia, avançando 50 quilômetros rio

adentro. A pororoca só ocorre em regiões de grandes marés, como a foz dos rios Sena, na França (onde é conhecida como mascaret), e Ganges, na Índia (chamada de bore) - mas é muito mais intensa no litoral norte do Brasil. Essa região é especialmente propícia para o fenômeno. Primeiro, por receber as águas do rio Amazonas, que, a cada minuto, lança 12 bilhões de litros no Atlântico. Segundo, por registrar as maiores marés do país - o nível do mar chega a subir até 7 metros. Para completar, os fortes ventos alísios sopram do leste, fazendo com que a maré entre bem de frente no estuário dos rios. As pororocas mais violentas acontecem nos períodos de lua cheia ou nova, nos meses de março e abril. "Essa é a época de cheia no Amazonas - e também quando a influência gravitacional do Sol e da Lua sobre as marés atinge seu ponto máximo. Aí, ocorrem as elevações do mar que provocam a onda", afirma o oceanógrafo Marcello Lourenço, especialista no assunto.

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Richa inaugura base integrada para emergências ambientais O Porto de Paranaguá é o primeiro porto público do Brasil a contar com uma base para atendimentos a emergências ambientais envolvendo derramamentos químicos e de óleo, integrado ao atendimento à fauna petrolizada. Trata-se do Centro de Proteção Ambiental das Baías de Paranaguá e Antonina Edgard Meira de Vasconcellos Filho, inaugurado pelo governador Beto Richa no dia 22 de dezembro do ano passado. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está investindo cerca de R$ 19,5 milhões no Centro de Proteção Ambiental, incluindo a construção do prédio, com 1.129 metros quadrados e dois pavimentos, aquisição de equipamentos, manutenção e operacionalização do local. "Este centro dará uma resposta rápida a eventuais acidentes ou emergência ambiental, pois conta com brigadas de incêndio e equipes para resgate de animais", disse o governador. "Com isso, podemos evitar ou minimizar qualquer prejuízo ao meio ambiente nos ca-

Governador Beto Richa acompanhado pelo secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, diretor presidente da APPA, Luiz Henrique Dividino e demais autoridades inaugura o Centro de Proteção Ambiental Edgard Meira de Vasconcellos Filho

sos de derramamento de óleo. Se houver alguma ocorrência, e espero que não, estaremos preparados para atuar imediatamente para proteger a nossa natureza", ressaltou. Richa também destacou os aportes de recursos no Porto de Paranaguá, que nos últimos cinco anos somam R$ 600 milhões em investimentos públicos e R$ 2 bilhões em investimentos privados. "O porto é hoje referência nacional, está mais operante e sem aquelas

filas quilométricas de caminhões para desembarque. Melhoramos a capacidade operacional do porto, o que garante competitividade e diminui custos de produção no Paraná", afirmou Richa. NAVIO VICUÑA O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, lembrou da tragédia com o Navio Vicuña, que explodiu na Baía de Paranaguá em 2004. Na época, o Porto não contava com uma estrutura adequada para

fazer o contingenciamento e a limpeza do óleo derramado ocorreu somente dez dias depois do desastre, comprometendo a população local e a fauna marinha. Foi o maior desastre ambiental do Litoral paranaense e o pior acidente envolvendo um navio comercial do mundo. "Se tivéssemos esta estrutura quando o Vicuña explodiu, apesar da gravidade, ele não teria repercussão internacional. Faríamos o atendimento e já começaríamos a recolher os resíduos derramados", explicou. "Esta estrutura coloca o Porto de Paranaguá como um dos portos de bandeira verde, ou seja, que atende rigorosamente todas as normas de proteção ambiental", contou Dividino. FUTURAS GERAÇÕES Para o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o centro será um patrimônio para as futuras gerações. "É uma obra emblemática, que deixa um legado fantástico e mostra como é possível o desenvol-

vimento conviver com respeito ao meio ambiente. O que era um sonho, hoje é uma realidade e um patrimônio entregue para todo o País", declarou Richa Filho. O nome do centro é uma homenagem ao ex-chefe de gabinete da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), que faleceu no último mês de novembro. A esposa de Edgard Meira de Vasconcellos Filho, Vanessa, e os filhos, Mariele e Guilherme, estavam presentes na inauguração e receberam uma placa do governador Beto Richa. ATENDIMENTO RÁPIDO A nova estrutura, que atende todas as orientações do Plano Nacional de Contingência, vai abrigar equipe de resgate, brigada de incêndio do Porto de Paranaguá e biólogos responsáveis pela despetrolização da fauna, facilitando a ação e operação, em caso de emergências decorrentes da atividade portuária. O Centro fica localizado na beira da água e possui uma

rampa que permite a rápida colocação de embarcações na baía, o lançamento e uso de equipamentos, como barreiras de contenção e recuperadores de óleo em situações de emergência ambiental. "Com isso, o atendimento às emergências ambientais deverá ser duas vezes mais rápido do que o normal, dependendo do tipo e da distância da ocorrência", explicou Dividino. PRÓXIMOS ANOS Para 2017 e 2018, a APPA investirá outros R$32 milhões em meio ambiente para dar continuidade aos mais de 40 projetos e programas que estão em andamento e aprimoramento do trabalho que vem sendo realizado. Devido às ações e investimentos em meio ambiente, o Porto de Paranaguá saltou da 26a posição, em 2012, no Índice de Desempenho Ambiental da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), para a 3ª colocação, em 2016, em qualidade de serviços ambientais.

Perspectivas futuras

Paraná adota novo modelo de carteira de habilitação A partir de 1º janeiro, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) será emitida com um novo layout e mais dispositivos de segurança. A determinação é do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) já se prepara para mudança, que será gradual e não trará custos extras para os condutores. "Os motoristas com documento dentro da validade não precisam se preocupar. A mudança ocorrerá na emissão da primeira habilitação, na renovação ou expedição da segunda via" explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. Ele acrescenta que os novos dispositivos de segurança são importantes porque inibem a falsificação e a adulteração do documento. Entre os itens de controle estão elementos em relevo e em micro impressão, imagens secretas, mapas do Brasil e do Estado em que o motorista está habilitado. O novo documento terá ainda código de barras que, segundo o Contran, permitirá aos agentes de trânsito, em breve, a consulta à situação do documento de forma mais rápida por meio de um aplicativo no celular. Além de do novo layout, a Carteira de Habilitação contará com papel com marca d'água, dois números de identificação nacional e o número de identificação estadual.

O ano de 2016 foi marcado por crise econômica, política e de representação que, sem dúvidas, entrarão para a história como um dos períodos mais conturbados do nosso país. Tivemos pela segunda vez um impeachment de presidente, renúncia do presidente da Câmara, denúncias de corrupção envolvendo o alto escalão da política nacional e diversas manifestações populares expressando a desaprovação com a gestão pública. Na economia o cenário manteve-se muito parecido com o de 2015, com desemprego, inflação, alta nas taxas de juros e incertezas para o setor produtivo. Vivemos uma triste realidade causada pela grave crise que o governo petista levou o Brasil por meio da contenção artificial de tarifas públicas, insistente ativismo fiscal com interesse eleitoreiro, desonerações tributárias irresponsáveis, incentivo ao endividamento e, logicamente, corrupção sistêmica. Em relação à administração pública, a situação é tão com-

plicada que semana passada o governo de Minas Gerais decretou calamidade financeira, sendo o terceiro estado (ao lado de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) a tomar essa medida. Para piorar, mais dez estados encontram dificuldades em honrar a folha de pagamento, com atraso de salários, escassez de recursos, diminuição de investimentos e indefinição em relação ao 13º. Com o país em um cenário tão caótico, quais são as perspectivas para 2017? Não há dúvidas que o maior desafio será realizar uma grande revisão na gestão de despesas públicas e trabalhar para recuperar o crescimento econômico. Apesar das enormes dificuldades, as previsões já apresentam tímidas melhorias. De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a economia nacional deverá apresentar sinais de recuperação apenas no segundo semestre de 2017, com um crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa um avanço

considerável em relação à contração de 3,3% previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2016. A análise da CNI também mostra uma expansão de 1,3% da indústria e aumento de 2,3% nos investimentos. Apesar disso, as previsões também indicam que a dívida pública subirá de 72,1% do PIB para 76,6% em 2017. Caberá ao Governo Federal, além de grande capacidade política, aproximar a sociedade do debate e da construção de reformas e mecanismos necessários para reverter o descontrole fiscal, fator essencial para a melhoria do ambiente de negócios, geração de emprego e recuperação da credibilidade e competitividade do país, que irão abrir caminho para a retomada do crescimento nacional de forma sustentável. Não existe saída fácil ou rápida para a crise econômica, uma lição que foi esquecida e muitas vezes substituída por soluções em curto prazo de caráter populista que podem até maquiar as dificuldades mo-

Artigo de Marcello Richa mentaneamente, mas que costumam agravar os problemas e prejudicar as próximas gerações. Esse tipo de comportamento levou o país à pior crise de nossa história e para mudar essa realidade é necessário exigir gestões responsáveis e equilibradas, que trabalhem para alcançar a solvência das contas públicas e tenham como principal objetivo melhorar a estrutura e a qualidade de vida da população, longe dos projetos de poder que dominaram o cenário nacional na última década. Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)


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Entenda o que está por trás da onda de ataques por águas-vivas no Paraná

Hugo Harada Em época de férias, nada mais comum que as praias do Paraná estejam cheias de turistas e águas-vivas . Sim, é verão, calor, águas mais quentinhas. Um combo perfeito para estimular a reprodução das medusas, que, nesta temporada, já fizeram recorde de vítimas no Litoral do estado. O biólogo Ariel Scheffer, da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), diz que o indicativo pode ser reflexo das consequências da pesca predatória e das mudanças climáticas - ainda que esta última hipótese seja a longo prazo. "Temos notado que a população de água viva aumentou e isso não é só no Brasil, mas no Peru, no Mediterrâneo, na África", observa. No caso do Paraná, um motivo a mais: isso pode estar ligado à mortalidade de tartarugas marinhas, um dos predadores das águas-vivas. "Elas morrem por conta da pesca ou pela poluição, baixa na qualidade da água. No Paraná, não vemos mais tartaruga se reproduzindo", assinala Scheffer. FERIMENTOS As águas-vivas usam seus tentáculos para caçar as presas, geralmente larvas, crustáceos e peixes. Nesses tentáculos, existem milhões de células chamadas de nematocistos, que contêm um fio tubular enrolado que pode ser projetado para fora, e um líquido venenoso. Dependendo da espécie, pode haver irritação, sensação de queimadura e até paralisia do sistema nervoso central. De quatro tipo, apenas dois são capazes de provocar lesões no homem. A dica para evitar transtorno é, antes de tudo, se informar com guarda-vidas sobre a incidência de água-viva naquela área e observar se há algum animal morto na areia ou mesmo na água. Caso haja contato com água-viva, deve-se lavar a área queimada com água salgada. O uso de vinagre também ajuda a aliviar a ardência na pele. Sintomas como dor de cabeça, náuseas, vômito, tontura e dificuldade respiratória podem indicar intoxicação grave e alergia. O recomendado é procurar atendimento médico de urgência. Fonte : Gazeta do Povo

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Não é só tirar a roupa. Veja como praticar o nudismo nas praias de SC Três praias de Santa Catarina permitem a nudez em seus territórios, mas é preciso seguir algumas regras antes de tirar a roupa Se você tem vontade de tomar um banho de mar como veio ao mundo saiba que a legislação não permite essa prática em todo o litoral brasileiro. Em algumas praias, porém, ficar nu não é só permitido como obrigatório. Em Santa Catarina, há três praias com esse perfil: Praia do Pinho, Praia da Galheta e Praia de Pedras Altas. Antes de visitá-las, porém, é bom se informar um pouco sobre a prática e as regras de conduta de cada uma. Embora muita gente não saiba, o nudismo e o naturismo são coisas diferentes. Nas praias de nudismo, é permitido tirar a roupa e aproveitar o sol e o mar sem reservas (apenas as de saúde, como o uso de protetor solar, por exemplo). Já o naturismo tem lá suas regras. A Federação Nacional do Naturismo elaborou uma série de perguntas mais frequentes e publicou em seu site. Entre as dúvidas mais comuns está "como agir enquanto estiver conversando com outros". "É um pouco difícil para os novatos saberem para onde olhar. Para um naturista, não há diferença em estar nu. Tente ser o mais natural possível. Tudo bem em olhar. Por sua curiosidade provavelmente você inicialmente olhará para as genitálias e seios. Só não olhe fixamente. Em algum tempo, você será menos curioso sobre estas áreas e se concentrará mais na face e olhos", instrui a Federação. De acordo com a instituição, o naturismo é um modo de vida de quem pretende viver em harmonia com a natureza. A prática é feita em grupo e o respeito mútuo e o cuidado com o ambiente são fundamentais. Das três praias de Santa Catarina em que é possível praticar o nudismo apenas uma, a Praia do Pinho, é recomendada pela Federação Brasileira de Naturismo. Em comum as praias têm o acesso mais restrito. Justamente por isso, aliás, no

Paraná não é possível encontrar praias destinadas à pratica, já que a geografia do litoral paranaense não favorece locais mais reservados. PRAIA DO PINHO Localizado no município de Balneário Camboriú, a Praia do Pinho é considerada a primeira praia dedicada ao Naturismo no Brasil. Tem o acesso restrito, mas dentro do perímetro da praia, a nudez é opcional. Já chegou a ser dividida entre solteiros e famílias. Agora, parte da praia tem uma faixa em que é possível ficar de roupas. Para se hospedar na área, no entanto, é preciso ter um passaporte naturista, emitido pela Federação Brasileira de Naturismo. Onde: Em Balneário Camboriú, a 80 km de Florianópolis. Como chegar: Acesso pela BR 101 entre Balneário Camboriú e Itapema ou pela Praia de Laranjeiras. O mar é limpo, com piscinas naturais entre as rochas PRAIA DA GALHETA Para chegar na Praia da Galheta, é preciso caminhar por uma trilha com duração aproximada de 15 minutos, por isso a nudez é opcional, já que o caminho conta com praias tradicionais. Não há muita infraestrutura no local e, por conta do mar bravo, é muito frequentada por surfistas. A Galheta é conhecida por ser a única praia de nudismo (opcional) na região de Florianópolis. Onde: Localizada ao Leste da Ilha, a 17 km do centro. Como chegar: a Praia da Galheta tem acesso pela Praia Mole, em uma trilha de pedras que dura aproximadamente 15 minutos caminhando. PRAIA DE PEDRAS ALTAS Dividida em duas partes, a Praia de Pedras Altas tem espaço para pessoas desacompanhadas e para casais e famílias. No local, nudez é obrigatória. A entrada é feita pela Enseada de Brito. O acesso ao local é precário e apraia não é reconhecida pela Federação Nacional do Naturismo. O mar é tranqüilo, sem ondas, ideal para as crianças. Tem pousada (embora rústica), camping e lanchonete. Onde: A 30km do centro de Florianópolis e a 20km do município de Palhoça Como chegar: O acesso é pela BR 101, em direção do sul de Santa Catarina. A entrada para a Enseada está localizada no Km 232. Uma estrada à beira mar, no sentido sul, dá acesso a Pedras Altas Fonte: RPC

Praia do Pinho

Praia da Galheta

Praia das Pedras Altas


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Drinques Refrescantes Café gelado com sorvete

Salada do mar Confira o passo a passo das bebidinhas: uma alcoólica e outra sem álcool INGREDIENTES DRINQUE ALCOÓLICO 1 lata de club soda 2 xícaras de chá de frutas picadas em cubinhos ou fatiadas (maçã verde, kiwi, morango, abacaxi, cereja, pêssego) Gelo a vontade 1 garrafa de espumante rose brut gelado DRINQUE SEM ÁLCOOL 1 lata de club soda 2 xícaras de chá de frutas picadas em cubinhos ou fatiadas (uva, maçã verde, kiwi, morango, abacaxi, cereja, pêssego) Gelo a vontade 1litro de água de coco gelada MODO DE PREPARO DRINQUE ALCOÓLICO Misture as frutas com o club soda. Acrescente o gelo e, por fim, o espumante. Sirva imediatamente. DRINQUE SEM ÁLCOOL Misture as frutas com o club soda. Acrescente o gelo e, por fim, a água de coco. Sirva imediatamente.

INGREDIENTES PARA A SALADA 4 folhas de endívia picadas ½ xícara (chá) de brócolis cozidos 5 g de nozes picadas 5 ramos de agrião ¼ xícara (chá) de pimentão vermelho fatiado 30 g de camarão cozido 30 g de lulas cozidas cortadas em anéis 30 g de polvo cozido e cortado INGREDIENTES PARA O MOLHO 1/4 pote de iogurte desnatado ½ colher (chá) de hortelã fresca picada Pimenta-do-reino e sal a gosto 1 colher (sobremesa) de suco de limão 1 colher (chá) de azeite Água (suficiente para diluir) MODO DE PREPARO DA SALADA Distribua em uma saladeira as endívias, o agrião, o brócolis, as nozes, o pimentão, o camarão, o polvo e as lulas. MODO DE PREPARO DO MOLHO Misture bem todos os ingredientes e acrescente água no final para tornar a consistência mais diluída. Sirva com a salada.

No Verão fica difícil apreciar aquele cafezinho que todo mundo ama. Errado! Todo mundo sabe que o café, tão apreciado no Inverno, não combina com o Verão. Porém, para os amantes da cafeína, existe um jeito bem gostoso e refrescante de saboreá-la, sem passar mal com o calor. Esta opção é recorrer ao café gelado. Já faz algum tempo que o café gelado, tão apreciado pelos ingleses, conquistou os brasileiros. Assim, para que você possa se deliciar um pouco mais com essa bebida única, trouxemos uma dicas de receita. A combinação de três sabores irresistíveis: café, chocolate e sorvete de creme. Com essa receita você pode inovar em seu café, acrescentado sorvete. É uma opção gostosa para se refrescar nos dias quentes sem abrir mão do nosso café de cada dia. INGREDIENTES 4 colheres de sorvete de creme 1 xícara de café bem forte 4 colheres de chocolate do padre 4 colheres de acholatado em pó 1/2 l de leite Canela em pó Açúcar ou adoçante Cobertura de chocolate

MODO DE PREPARO Bata tudo no liquidificador. Passe calda de chocolate em toda a taça. Despeje o café batido, polvilhe com canela.

Endívia As endívias foram descobertas, por acidente, em 1843, por um camponês belga. Derivadas das chicórias, hortaliças conhecidas desde a antiguidade, sua utilização inicial era mais medicinal do que culinária. Hoje, presente em muitas mesas ao redor do mundo, o vegetal é empregado em um grande número de receitas - sinal de sua versatilidade e sabor diferenciado.


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Grande Curitiba guarda diversas opções para quem quer fazer turismo de aventura A Região Metropolitana de Curitiba tem muitos atrativos para o turismo de aventura. Curitiba está rodeada de montanhas e morros que dão a possibilidade de sair do meio urbano e prestigiar a natureza. "Muitos deles são morros de fácil acesso e não muito longe, bastam 10 a 15 minutos para entrar num ambiente totalmente diferente", garante o biólogo Rodrigo Granzoti, um amante deste tipo de turismo. Um desses atrativos é o Pico Caratuva, a segunda maior montanha do Sul do Brasil, em altitude, localizada em Campina Grande do Sul, dentro do Parque Estadual Pico Paraná. O Morro tem esse nome por causa da vegetação Caratuva, uma espécie de bambu anão, característico da região. O tempo de chegada ao cume é de três horas e a trilha se faz dentro da Floresta Atlântica. Rios, bromélias e caraguatás fazem parte desta beleza. Outra opção é o Morro do Vigia, em Piraquara, que faz parte da cadeia da Serra do Emboque e é um dos últimos morros do massivo Marumbi. A trilha está dentro de uma mata espessa e para chegar ao cume são necessárias duas horas e meia de caminhada e escalada. A recomendação para quem pretende fazer esses tipos de passeios é que sejam feitos sempre em grupo, nunca sozinho, e com o acompanhamento de guias que conhecem a região. A representante comercial Renata Rolloff e o taxista Luiz Orlando Arsie, atletas que gostam de desafios, garantem que apesar das dificuldades vale a pena o passeio. "A vista do alto dos seus 1.370 metros é belíssima. De lá, é possível avistar represas, morros vizinhos e o mar", afirmam. DESCOBERTAS O biólogo Rodrigo e o professor e educador físico Fábio Geronasso costumam acompanhar os passeios de Renata e Luiz Orlando. "Nossa idéia é organizar novos grupos para mostrar ambientes que não são vistos dentro da academia. A Região Metropolitana de Curitiba é pouco explorada, tem muitos caminhos que podem ser feitos de bicicleta, a pé, ou mesmo tracking. Dependendo da

Fotos: Flex Adventure

Muitos enxergam a Região Metropolitana apenas como um aglomerado de cidades, mas atrás de cada uma tem muito o que se fazer

Parque Estadual do Monge

dificuldade, todos podem participar. Muitos enxergam a Região Metropolitana apenas como um aglomerado de cidades, mas atrás de cada uma tem muito o que se fazer. Conhecer tudo isso faz bem para a saúde física e mental", diz o professor. Renata e Luiz Orlando são unânimes em afirmar que a Região Metropolitana é muito rica e possui belíssimas paisagens. Renata faz corrida de rua e treina todos os dias. "Sou viciada em academia, mas o que mais gosto é do contato com a natureza. Por isso não dispenso uma corrida de montanha. Gosto de correr no meio do mato, de curtir a natureza". Subir montanha é novidade para Renata. A primeira experiência foi há dois meses, quando participou da subida do Morro do Canal, em Piraquara. Uma vivência que, na opinião dela, necessita de um bom treino na academia. "Exige pernas fortalecidas, resistência cardiorespiratória adequada, coisas que só se alcança com os treinos". A ida ao Morro do Canal serviu de estímulo para se aventurar mais uma vez, agora, o Pico Caratuva. "Eu recomendo que as pessoas conheçam o potencial turístico da nossa Região Metropolitana. Com a corrida de montanha, eu descobri lugares lindos, muito perto. Não sei porquê ficamos em casa sentados no sofá. Além do turismo rural e do de aventura, esses lugares têm bons restaurantes, com comida caseira.

Não precisa subir o morro. Conhecer o lugar e ter um contato com a natureza já vale o passeio", diz ela. Para encarar a subida dos morros, Luiz Orlando treina todos os dias. Faz musculação, corrida de rua e pedala. Ele tam-

André Ribeiro Langowiski, da Divisão de Risco Cardiovascular da Secretaria Estadual da Saúde. "É preciso estar em dia com a saúde e, principalmente, quando se pensa em aventura, é preciso pensar na preparação que vai desde o equipamento que será utilizado até o quanto será exigido da pessoa que fará esse passeio, conforme o tipo de turismo de aventura que será feito", orienta. "É preciso pelo menos uma consulta anual e realização de exames para saber se a sua saúde está em dia". O médico que dá estas orientações é também aventureiro. Pedalar é seu esporte preferido. Ele já percorreu os 710 quilômetros de Santiago de Compostella, na Espanha, em 2014. Este ano, foram 730 quilômetros entre Copenhague (Dinamarca), e Berlim (Alemanha). Quando pode, André também participa das provas de travessia. "O interessante do turismo

Aventureiros

bém participou da aventura no Morro do Canal. "Os lugares são bonitos, a paisagem de cima dos morros é linda! A região de Piraquara emociona. Você olha em volta, vê as represas, vê a Serra", descreve. Apesar de tudo, é preciso uma boa dose de ânimo e disposição. "É cansativo, a gente acorda cedo, mas vale a pena". Ele conta com orgulho que subiu outros morros além do Canal e do Caratuva, todos pertos da Capital. "A gente passeia, tem contato com a natureza, desestressa e alivia a cabeça, sem precisar ir muito longe". PREVENÇÃO E CUIDADOS Para desfrutar de tudo isso, alguns cuidados são necessários, segundo o cardiologista

de aventura é o contato com a natureza, com locais pouco visitados. Mas informar-se sobre o caminho que será feito e o tempo de duração também são fundamentais para saber o que e o quanto será levado na bagagem". Água e isotônico em quantidade adequada ao passeio, alimentos como frutas e barras de cereais, filtro solar, lanternas, apito, repelente, material de primeiros socorros, boné e óculos de sol, são itens indispensáveis. Os cuidados com os esportes radicais também são recomendados pelo ortopedista do Hospital do Trabalhador, Jamil Faissal Soni. Ele lembra que essas atividades têm uma gran-

de demanda física. Além da avaliação cardiológica, é necessária a prática regular de exercícios. "A pessoa precisa fazer algum treino, como caminhada por exemplo, sempre com orientação profissional. Isso é importante para evitar lesões musculares. Capacetes, calçados adequados, joelheiras e caneleiras não podem faltar. Se eventualmente acontecer uma queda, o impacto será menor. Então, basicamente, são três etapas: prevenção com a realização de exames médicos, condicionamento físico e equipamentos adequados", recomenda. Em caso de acidente, a recomendação do ortopedista é manter a tranqüilidade, imobilizar o membro lesionado com papelão, pedaço de madeira ou envolver com tiras de roupas, panos e ataduras. Evitar puxar o membro machucado para colocar no lugar e, finalmente, transportar a pessoa com segurança. Se tiver gelo, a orientação é aplicar no local, pois o gelo é analgésico e antiinflamatório. Deve-se evitar pomadas, gel e cremes que, nos casos de traumatismos, podem aumentar a lesão. PARQUES Do total de 68 parques do Paraná, cinco deles estão na Região Metropolitana: Campinhos, em Tunas do Paraná; Parque Estadual das Lauráceas, em Adrianópolis; Floresta Estadual Metropolitana, em Piraquara; Parque Estadual do Monge, na Lapa; Parque Estadual Serra da Baitaca, entre os municípios de Quatro Barras e Piraquara. O Parque Estadual Campinhos, Unidade de Conservação e Educação Ambiental fiscaliza-

da pelo IAP, fica a 63 quilômetros de Curitiba e tem duas cavernas. Uma delas, a dos Jesuítas, é aberta a visitas monitoradas. A trilha dentro da caverna tem 550 metros e leva em torno de 1 hora. Para esta visita é necessário levar lanternas, roupa e tênis extras, lanche e água. Existe outra trilha na qual os visitantes podem conhecer espécies nativas da região. Quem quiser saber mais, pode entrar em contato com a Heloise Regina Medeiros instrutora do IAP. O telefone é (41)3659-1428. Os passeios de bicicleta também vêm crescendo na Região Metropolitana. As alternativas são Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Quatro Barras, Araucária e Campo Magro. O cicloativista José Américo Reis Vieira, do Bike Tour Club, garante que o passeio é rico em paisagens. "Não faltam rios e cachoeiras para um bom banho", comenta. PELO AR Quem prefere o ar, tem a opção dos vôos de parapente em Campo Largo (Morro do Cal), Campo Magro (Morro da Palha), Lapa (Parque Estadual do Monge) e Rio Branco do Sul (Cordilheira do Santana). Antes de voar, os interessados fazem aulas experimentais para conhecer os equipamentos e receber instruções. Segundo o presidente da Associação das Federações Esportivas do Paraná e da Federação de Vôo Livre do Paraná (Afep), Rodrigo Crivellaro, para essa modalidade é preciso conhecimento e técnica. A Afep agrega federações de diversas modalidades de esportes.

Pico Caratuva


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FOLHA DO BATEL

Oficina Verde convida população ao debate sobre meio ambiente Começou no dia 13 de janeiro a edição 2017 da Oficina Verde, que tradicionalmente dá início às atividades do Programa de Conscientização Ambiental Nós e o Meio Ambiente, da Fundação Cultural de Curitiba. O primeiro evento foi a roda de conversa Introdução à Permacultura, sistema que tem como proposta criar comunidades humanas ambientalmente sustentáveis. A roda de conversa foi coordenada pelo biólogo Rafael de Rivera, na Capela Santa Maria. Além de biólogo, Rivera é mestrado em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e trabalha com permacultura desde 2006. Natural de Curitiba, Rafael vive na região Norte do Brasil, mas aproveitou a visita e se dispôs a apresentar o tema. "É uma introdução ao tema, pois a permacultura se desenvolve em várias áreas, sendo as básicas a alimentação, a água, a energia e a habitação. São pequenas ações que podem gerar grandes resultados", afirma. O palestrante considera importante a abertura do espaço para discutir o desenvolvimento sustentável, sobretudo devido ao momento sensível que o

mundo vive frente à questão ambiental. "Na permacultura costuma-se dizer que quanto maior o problema, maior a oportunidade de se criar soluções." Um dos participantes da oficina, o compositor Celso "Piratta" Loch, é frequentador da oficina e enalteceu a iniciativa. "Acho importante que se abra esse espaço para as pessoas dialogarem, para promover o debate sobre a natureza e sustentabilidade". Morador do Centro de Curitiba, Piratta revela que tem uma horta dentro do apartamento. "Tenho tomates e temperos em casa oriundos de mudas que ganhei em oficinas passadas. Foram plantados com o conhecimento que adquiri nas palestras. Meu objetivo é ter uma pequena chácara no futuro, onde eu possa plantar e viver." PERMACULTURA Permacultura tem como proposta criar comunidades humanas ambientalmente sustentáveis, através de sistemas que integram plantas, animais, água (uso, reuso e tratamento), edificações (bioconstruções), energias renováveis e saneamento ambiental. O biólogo Rafael de Rive-

Carnaval 2017: com orçamento apertado, Prefeitura de Curitiba corta repasses a escolas de samba pela metade O presidente da Fundação Cultural de Curitiba Maurício Appel trouxe hoje detalhes sobre a realização do Carnaval na capital. Appel explicou que o Carnaval da cidade neste ano não terá competição entre as escolas de samba e que o pré-Carnaval será financiado integralmente pela iniciativa privada. O secretário explicou que a decisão de não realizar a competição entre as escolas de samba partiu por causa do momento financeiro da prefeitura. Appel garantiu que mesmo assim outros eventos nas Ruas da Cidadania e no Rancho das Flores estão confirmados.

ra, condutor da roda de conversa, é especialista em Permacultura e em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável. OFICINA VERDE A funcionária da FCC Márcia Squiba é a responsável pela Oficina Verde e conta que todos os palestrantes são voluntários. A oficina começou com uma série de palestras e workshops, mas em 2013 ganhou um calendário para o ano todo. No início, era restrita aos servidores da Prefeitura, mas devido ao grande interesse da comunidade, decidiram abrir para a participação pública. "Temos um perfil amplo de participantes: professores que promovem o assunto em suas escolas, pessoas idosas, adolescentes. Aos poucos todos vão se conscientizando", ressaltou Márcia. Uma das heranças positi-

vas da oficina foi a criação do Pomar Nativo da Capela Santa Maria, onde as vivências são promovidas. NÓS E O MEIO AMBIENTE O programa Nós e o Meio Ambiente, é uma ação permanente da Prefeitura de Curitiba, que tem como objetivo sensibilizar e conscientizar a população sobre a necessidade da contribuição de todos para diminuir os aspectos negativos do impacto ambiental. As atividades são organizadas em formato de módulos e realizadas ao longo do ano, em equipamentos públicos municipais. Os módulos são orientados por profissionais da área ambiental, que participam como voluntários. Nós e o Meio Ambiente é uma iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba, através da Coordenação de Regionais, em conjunto com a Secretaria Mu-

nicipal do Meio Ambiente e conta com o apoio Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac) e do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap). PROGRAMAÇÃO A edição 2017 da Oficina Verde prossegue nos próximos dias, sempre na Capela Santa Maria, com a seguinte programação: o 25/01, às 14h, Oficina para Confecção de Bolsas ou Sacolas Reutilizáveis, Com Tecidos Provenientes de Sombrinhas Danificadas, sob orienta-

ção de Marisa Nicolak. o 26/01, às 14h, Oficina de Confecção de Recheios de Almofadas e Acolchoados, Reutilizando Isopor, com Cremildes Ferreira Bahr; A participação, para qualquer evento da programação, é gratuita, mas as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cursosfcc@fcc.curitiba.pr.gov.br, ou no próprio local da oficina, antes do início das atividades. A Capela Santa Maria fica na Rua Conselheiro Laurindo,

Museu da Imagem e do Som do Paraná promove a Sessão Criança De 24 de janeiro a 16 de fevereiro, o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) promove a Sessão Criança. Toda terça e quinta-feira, às 14h30, um filme infantil nacional será exibido no auditório do museu. A entrada é gratuita. "A gente quer aproveitar esse período de férias para trazer as crianças para o museu. Além de ser uma atividade recreativa e uma opção de lazer gratuita, também é uma grande oportunidade para que os pequenos conheçam o espaço e se aproximem do museu", comenta o diretor do MIS-PR, Beto Cavalheiro. Os filmes que serão projetados fazem parte do acervo do

museu e todos têm classificação indicativa livre. A Sessão Criança acontece no auditório do museu, que tem capacidade para 30 pessoas. SERVIÇO Sessão Criança no MIS-PR Exibição de filmes infantis nacionais Data: De 24 a 16 de fevereiro (terças e quintas) Horário: 14h30 Classificação indicativa: Livre Entrada gratuita Museu da Imagem e do Som do Paraná Rua Barão do Rio Branco, 395 - Centro. Curitiba/PR Informações: (41) 3232-9113 www.mis.pr.gov.br


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