Page 1

CURITIBA | PARANÁ Distribuição Gratuita nos bairros: • Batel • Bigorrilho • Ecoville • Seminário • Centro • Ano 15 Fevereiro | Março 2017

189

Praça da Espanha Comerciantes do entorno da praça reivendicam punições aos deliquentes com monitaramento ostensivo para evitar as pichações Páginas 08 e 09

Botox na odontologia

Página 03

Festival de Teatro de Curitiba

Página 15


Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Página 02

Páscoa em oração

Editorial

O Brasil da corrupção e da falta de educação que precisa mudar A Praça da Espanha é um marco e cartão postal do nosso bairro , quero deixar claro que sabemos que os moradores e comerciantes do bairro são pessoas de bem, honradas, trabalhadoras e agradecidas pela infra estrutura das praças e ruas e zelam pela melhoria e conservação portanto para esses vândalos anônimos o nosso repúdio pela destruição do que é público, e de todos. As academias ao ar livre são um benefício que envolve não só a prática da ginástica mas também um hábito saudável que ajuda a saúde do corpo e da mente, principalmente para as pessoas da 3ª Idade portanto nosso apoio em preserva las assim como as praças e monumentos da nossa cidade. Corrupção. Substantivo feminino que, quando relacionada aos alimentos, consiste em deterioração, decomposição física de algo; putrefação, conforme o dicionário Houaiss, da língua portuguesa. Definição sugestiva, diante dos últimos acontecimentos expostos pela "Operação Carne Fraca", deflagrada pela Polícia Federal, que verificou irregularidades feitas por empresas para adulterar alimentos. Entre os absurdos, a investigação apontou a utilização de carnes estragadas na composição de salsichas e linguiças. Além do uso indevido de papelão, cabeças de animais e substâncias cancerígenas. Tudo isso triturado, moído, mascarado e embalado com nobreza, direto para o prato do brasileiro. Será que foi uma interpretação errônea da mídia? O certo que a corrupção existe ! A idéia que sempre nos pareceu óbvia, irrefutável, era de que nossa nação estava irremediavelmente condenada pelo vírus da corrupção. Uma corrupção que se espalha ao mesmo tempo, horizontal e verticalmente em todas as estruturas da sociedade brasileira. A corrupção da "propina implícita" em quase todas as transações, em todas as esferas. A rotina do suborno, extorção, malversação, e todas essas palavras mais "sofisticadas" que servem para definir algo mais simples e direto: desonestidade, roubo, crime. Corrupção que sempre existiu,

desde que Cabral "seduziu" índias e índios brasileiros com miçangas, espelhinhos, balangandãs e "sei-maislá-o-que". Corrupção que foi colonial, imperial, republicana, ditatorial, novarepublicana e que, mais vigorosa do que nunca, segue sendo como uma nódoa sem remédio em um país que quer ser grande, quer ser potência, tem tudo para ser, mas parece inepto para combater a tragédia da corrupção nacional. Ao mesmo tempo é preciso voltar à normalidade nos negócios. Colocarmos a nossa economia nos trilhos novamente. Fazer os setores voltar a ter o seu espaço de destaque. Milhares de pessoas, talvez milhões, já perderam seus empregos em função da crise que se estabeleceu no país. E ainda a polêmicas sobre os planos do governo para facilitar venda de terras a estrangeiros. A economia não anda. O país está parado à espera de um milagre. Um milagre que só a união será capaz de transformar em realidade. As punições estão sendo estabelecidas do ponto de vista da justiça. E a economia precisa seguir o seu curso. O país precisa voltar a produzir, gerar riquezas e trazer nova esperança para todos. Então deixemos as reclamações de lado porque ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas. Boa leitura! Celina Ribello

O ditado diz que quando oramos conversamos com Deus e se tem uma data do ano que é importante nos sintonizarmos com Ele é a páscoa pois foi nessa semana ha mais de 2000 anos atrás que seu filho se sacrificou para salvar nossos pecados. Nessa páscoa reúna sua família ou se estiver sozinho dedique um tempo de seu dia para fazer uma oração, uma reflexão sobre a real importância da Páscoa em nossas vidas, a importância de renovarmos sempre para melhor. Páscoa significa renascimento, renascer. Neste dia, em que nós cristãos, comemoramos o seu renascimento para a vida eterna, possa renascer também em nossos corações. Que neste momento tão especial de reflexão possamos lembrarnos daqueles que estão aflitos e sem esperanças. Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais, porque perderam a fé em um novo recomeçar, pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir. Não nos deixe esquecer que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho, tu estás conosco em nossos corações, porque mesmo que já tenhamos esquecido de ti, você jamais o faz. Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai e pela humanidade, que muitas vezes esquece-se disso. Jesus, Conceda-nos a graça de ser menos egoísta, e mais solidário para com aqueles que precisam. Que jamais se esqueça de ti e de que sempre estarás comigo não importa quão difícil seja meu caminhar. Durante esta época de arrependimento, tende misericórdia de nós. Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras, transforma o nosso egoísmo em generosidade. Abri nossos corações à vossa Palavra, cura as nossas feridas do pecado, Ajuda -nos a fazer o bem neste mundo. Que transformemos a escuridão e a dor em vida e alegria. Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

Expediente Jornalista Profissional: Celina S. P. Ribello - CRTE /PR | Habilitação: 8221 Diretora Executiva: Celina S. P. Ribello Rua Paulo Gorski, 1818 Fone: 3274- 0104 - Fax: 3402-3721 www.jornalfolhadobatel.com.br | contato@jornalfolhadobatel.com.br. | Diagramação: Tatiana Carla de Souza Distribuição: Dirigida e Gratuita | Periodicidade: Mensal As matérias assinadas não expressam, necessariamente, a opinião do jornal.

O Rico e Lázaro: A próxima superprodução bíblica da Record TV Escrita por Paula Richard e com direção geral de Edgard Miranda, a novela será protagonizada por Milena Toscano, Igor Rickli e Dudu Azevedo Depois do sucesso de audiência de Os Dez Mandamentos e A Terra Prometida, a RICTV | Record TV apresenta sua próxima superprodução bíblica, O Rico e Lázaro, que estreou 13 de março. A grande aposta da emissora para protagonizar a trama é um trio de atores Milena Toscano, Igor Rickli e Dudu Azevedo que terão a responsabilidade de encarar este novo desafio em suas carreiras. O Rico e Lázaro é uma novela inspirada em uma parábola bíblica, contada por Jesus aos seus discípulos, que ganhará contornos dramáticos e folhetinescos através do texto da autora Paula Richard. A trama, que tem direção geral de Edgard Miranda, se passa em 600 a.C, aproximadamente, e partirá da história de dois homens que morrem no mesmo dia, mas apenas um deles conhece o paraíso, enquanto o outro sofre no inferno. Zac (Igor Rickli) e Asher (Dudu Azevedo) são hebreus que nasceram com as

mesmas oportunidades, no entanto, os dois seguirão caminhos diferentes após a morte. As escolhas que cada um fará ao longo da vida definirão seus destinos. O amor da hebréia Joana (Milena Toscano) será disputado entre os personagens centrais. Após o governo de vários reis que se afastaram de Deus, a cidade de Jerusalém encontra-se mergulhada na idolatria. O Povo de Israel está prestes a perder tudo que Moisés e Josué conquistaram. A Babilônia impõe sua força sobre toda a região da Mesopotâmia. Após derrotar os egípcios, Nabucodonosor (Heitor Martinez), assume o trono do vasto e poderoso império. O rei então invade Jerusalém, destrói o Templo de Salomão e escraviza milhares de hebreus, dando início ao Cativeiro da Babilônia, que se estenderá por setenta anos. Muitas emoções e cenas épicas cheias de efeitos especiais prometem fazer desta novela mais um grande sucesso da Record TV. Além dos já citados, outros grandes atores vão abrilhantar a trama como Adriana Garambone, Sthefany Brito, Zécarlos Machado, Vera Zimmermann, Henri Pagnocelli, Denise Del Vecchio, Lucinha Lins, Kayky Brito, Jorge Pontual, Gabriela Moreyra, Pérola Faria, Ângelo Paes Leme, Cristine Fernandes, Cassio Scapin, entre outros. O Rico e Lázaro vai ao ar de segunda à sexta-feira, a partir das 20h30.


Fev/Mar 2017

Página 03

FOLHA DO BATEL

Botox na Odontologia Conhecida pelo uso na dermatologia, toxina botulínica é indicada para problemas como sorriso gengival e bruxismo O Conselho Federal de Odontologia autorizou os cirurgiões-dentistas a usarem a toxina botulínica, o popular botox, e os preenchedores faciais tanto para fins terapêuticos (como já era permitido), como para fins estéticos em praticamente toda a face em seus pacientes, mas antes de entender essa nova permissão, e suas polêmicas, vamos explicar como o botox pode ser usado na odontologia. O papel da toxina botulínica nesta área pode ser terapêutico ou estético. Segundo Dr Vitorio Bonacin cirurgião dentista professor universitário e diretor do Centro Odontológico Pio XII "o botox e outros preenchimentos tem sido usado para tratamentos como

sorriso gengival e bruxismo, além de atuar como elemento coadjuvante em cirurgias."Para pacientes com queixa de sorriso assimétrico, sorriso gengival e alguns tipos de assimetrias faciais a toxina botulínica age trazendo equilíbrio muscular e harmonização estética". Existe mais de 10 diferentes técnicas com variados materiais para tratar a harmonização dental e facial entre eles: Botox, acido hialurônico , fios, acido diaxicólico, lifting , biomodelação, bichectomia, implantes, snap-on-smile, preenchimentos com fibrina de colágeno do próprio paciente , entre outras somente com a avaliação de um profissional habilitado que determinara o mais eficaz", enfatiza Bonacin Conhecida popularmente como botox, a toxina botulínica ganha cada vez mais espaço nos consultórios dentários. O mesmo produto utilizado pelos dermatologistas em tratamentos estéticos e por profissionais de áreas como neurologia, oftalmologia, fisiatria, ortopedia e urologia, agora é indicado para tratamentos odontológicos. "A toxina bloqueia o impulso nervoso na fibra muscular, não importando onde seja esse mús-

culo ou onde seja o estímulo nervoso. O que varia é o local de aplicação e a dose aplicada. O botox é de uso temporário, não existe botox definitivo. Após um período de três a seis meses há necessidade de reaplicação", explica Dr. Professor Renato Valle de Oliveira de Minas Gerais especialista Membro da Academia Brasileira de Estética Orofacial, Ministrador de cursos na área de Toxina Botulínica e Preenchimento Orofacial na Odontologia no Brasil e exterior . Renato pontua que a aplicação do botox é analisada pelos dentistas caso a caso. "Sorriso gengival é algo que incomoda muita gente e o tratamento adequado que seria cirurgia muitas vezes o paciente não está preparado, portanto o botox requer uma aplicação mínima e dura seis meses, podendo ser reaplicado", argumenta o especialista. " Esse tipo de avanço está impulsionando a Odontologia a um novo patamar. "Seja para restituir o volume facial perdido por doenças ou problemas nos dentes, seja para tratar casos de sorriso gengival, esses materiais já amplamente utilizados por outras especialidades médicas têm sido essenciais no

Dr Vitório Bonacin

resultado final de inúmeros tratamentos odontológicos. Com discernimento e bastante treino, os cirurgiões-dentistas devem incorporá-los rapidamente aos recursos terapêuticos utilizados na rotina profissional". Sobre o uso dos preenchedores orofaciais pelos cirurgiões-dentistas, Dr Renato afirma que substâncias como o ácido hialurônico, por exemplo, já são bastante conhecidas da população em geral por atenuarem o processo de envelhecimento, reduzindo vincos e rugas. "Na odontologia, esses produtos restabelecem volumes perdidos, sendo empregados com frequência para adequar a anatomia e a sustentação labial, atenuar sulcos e devolver volume em casos de retração da papila interdentária. Isso proporciona melhores condições funcionais e estéticas, especialmente para pacientes portadores de vários tipos de próteses e também depois de extrações dentárias No entanto, lembrar que a substância é contra indicada para pacientes gestantes ou que estejam amamentando. Aqueles com

alergia à toxina botulínica, lactose e albumina também devem evitá-la. Da mesma forma que os portadores de doenças musculares, neurodegenarativas, autoimunes ou que estejam fazendo uso simultâneo de antibiótico aminoglicosídico, que pode potencializar a ação da toxina. Problemas bucais que podem ser tratados com o botox: Sorriso gengival: situação que ocorre quando há uma desproporção entre o tamanho da gengiva e o do dente, fazendo com que a primeira pareça maior. A condição não chega a prejudicar a saúde do paciente, possuindo apenas efeitos estéticos. Bruxismo ou briquismo: é uma desordem funcional caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes, principalmente, durante o sono. Um dos sintomas mais comuns é a pessoa acordar com a mandíbula dolorida ou com dor de cabeça. Distonia: provoca espasmos localizados na região inferior da face (boca, língua e mandíbula), causando dificuldade na abertura ou fechamento da boca, no mastigar, no engolir e

na articulação das palavras. Disfunções da ATM: a articulação temporomandibular liga o maxilar ao crânio, os sintomas mais comuns de problemas na região é a sensação de que a mandíbula está 'saltando para fora', estalando ou até travando por um instante. Sialorréia: ocorre quando há produção excessiva de saliva; pessoas com essa condição têm risco elevado de inalar a saliva, alimentos ou fluidos para os pulmões. O Centro Odontológico Pio XII conta com uma equipe de profissionais na área da Estética Dental e Facial composta por Dr Vitório Bonacin Filho, Dra Danielle Ferreira Bonacin e Dra Daniela Guedes. Atendimento 24 horas para procedimentos de urgência que vão desde a supressão da dor até reconstruções e restaurações estéticas. Mais Informações: Fone: (41) 3232-6195 Centro Odontológico Pio XII Av. Silva Jardim nº 1347. Rebouças | Curitiba | PR. Email: vtbonacin@uol.com.br


FOLHA DO BATEL

Página 04

Fev/Mar 2017

Arrigo e Marcia Cometto lançando a nova coleção da 7CAMICIE no Shopping Curitiba. A lutadora de MMA e contratada da Rede Globo Érica Paes, na festa de aniversário do cirurgião Neto Neves (à dir.), no Espaço ZAF, e Zauri Junior

COLUNA TIOM KIM Os jornalistas Marialda Pereira e Ayrton Baptista Jr. no evento da Federação Paranaense de Motociclismo

Tânia Buchmann e o escritor, publicitário e advogado Ernani Buchmann eleito novo presidente da Academia Paranaense de Letras do PR

A competente Nilva Pasetto é a nova presidente da Academia de Ciências Contábeis do Paraná.

O ator Leonel Pizani no show do Metallica em Los Angeles.

Marcia Toccafondo, Eliane Moreno, Dionéia Mendes e Bebel Ritzmann na festa da Federação Paranaense de Motociclismo

Mariane Caponi e Simone Meirelles no lançamento do novo projeto gastronômico do Pátio Batel.


Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Grafite existe desde Roma Antiga e, se apagado, se fará mais forte, diz urbanista italiano

Justiça suspende cobrança por bagagem despachada em viagens aéreas Agência Brasil A Justiça Federal em São Paulo concedeu no dia 13 de março a liminar contra a norma que autoriza as companhias aéreas a cobrar pelo despacho de bagagens. A decisão da 22ª Vara Cível atende pedido do Ministério Público Federal (MPF) contra a resolução 400, de 13 de dezembro de 2016, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que permitiria as novas taxas a partir de terça-feira (14) de março. Na ação, o MPF argumentou que "a cobrança fere os direitos do consumidor e levará à piora dos serviços mais baratos prestados pelas empresas". Atualmente os passageiros têm direito de despachar itens com até 23 quilos em vôos nacionais e dois volumes de até 32 quilos cada, em viagens internacionais, sem pagar taxas extras. Na cabine, os consumidores podem levar bagagens

que não ultrapassem 5 quilos. O Artigo 13 da nova resolução da Anac elimina a franquia mínima de bagagem despachada, alertou o MPF. O valor pago pela passagem incluiria apenas a franquia da bagagem de mão de 10 quilos, peso que pode ser reduzido "por motivo de segurança ou de capacidade da aeronave". O órgão argumenta que a Anac fez a mudança sem analisar a estrutura do mercado brasileiro nem o impacto da medida sobre os passageiros com menor poder aquisitivo. Além disso, uma perícia realizada pelo MPF concluiu que "o objetivo das novas regras é ampliar o lucro das companhias, que reduzirão a qualidade dos serviços de menor custo, já embutidos no valor das passagens, e aperfeiçoarão os pacotes mais caros para estimular os consumidores a comprá-los".

Da BBC Brasil em São Paulo Para professor italiano, grafites falam sobre o momento da cidade de forma diferente da dos livros ou jornais. Os romanos já faziam. Os gregos também. O grafite não foi invenção dos paulistanos, diz o arquiteto e escritor italiano Francesco Careri. Professor de estudos urbanos da Universidade Roma Tre, onde também dirige o programa de pós-graduação "Artes, arquitetura, cidades", Careri afirma que os rabiscos nos muros são uma forma milenar de expressão. Para ele, as paredes ainda ocupam um espaço inalienável: dizer o que não é dito em nenhum outro meio, falar da vida da cidade para todos, até para quem não sabe ler. Diante do papel ocupado pelo grafite - o professor não entra no mérito da pixação -, ele diz que a ação do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), de passar tinta cinza sobre desenhos em várias partes da capital, é como "queimar livros". "É apagar parte da cultura, escondê-la, porque se tem

medo do seu significado", afirma o arquiteto, que escreveu livros sobre a experiência urbana e participou da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) no ano passado. Osecretário de Cultura da cidade, André Sturm, disse "que ninguém é contra o grafite", mas que é preciso ter espaços adequados onde ele possa ocorrer. "O que a gente quer fazer é apoiar uma ação de grafite em local disponibilizado pela prefeitura, para que a população perceba que não é algo criminoso, marginal." No mês passado a Justiça de São Paulo derrubou uma liminar que impedia a prefeitura da capital de apagar grafites sem autorização do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp). Em despacho, a desembargadora Maria Olívia Alves disse que o pedido feito por munícipes para barrar a medida parecia impedir a prefeitura de cuidar de áreas e prédios públicos. Legenda da foto Francesco Careri é professor de estudos urbanos e foi convidado da Flip do ano passado.

Página 05


Longe da igualdade Artigo de Marcello Richa

Não existe igualdade de direitos se não houver respeito e oportunidades na mesma proporção. No dia 8 de março foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, porém fica cada vez mais nítido que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para, de fato, apresentar novos avanços na luta social, econômica e política das mulheres. O Fórum Econômico Mundial apresentou, em 2016, um ranking dos países com maiores índices de igualdade de gênero e o Brasil ficou apenas na 79ª posição do total de 144 países. O péssimo resultado é reflexo de baixas oportunidades no mercado de trabalho, alto índice de violência doméstica e pequena representatividade na política. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) as mulheres representam 51,5% da população brasileira, bem como apresentam maior nível de escolaridade que homem. Apesar da expansão da participação feminina no mercado de trabalho, elas ainda não recebem as mesmas oportunidades, com apenas 37% de cargos de chefia em empresas e salários aproximadamente 25,5% menores que o do homem. O cenário piora quando percebemos que a desvalorização e o preconceito contra a mulher no mercado de trabalho parece estar enraizada em nossa cultura. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que 21 milhões de homens acham correto a mulher assumir cargo de menor remuneração devido a licença-maternidade, enquanto 20% consideraram constrangedor a mulher ganhar mais que o homem.

Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Página 06

Os dados negativos, porém, não se resumem a questão profissional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil está na 5ª posição entre 83 países com maior índice de homicídios de mulheres. Apesar de avanços, especialmente com a Lei Maria da Penha, a violência doméstica ainda é uma realidade constante que precisa ser combatida em todas as esferas. Por fim, na política, os números também estão longe do ideal e mostram que apenas a inclusão de leis não são o suficiente para ampliar a participação da mulher no setor. Mesmo com o estabelecimento de cota proporcional de 30% das candidaturas para mulheres, além de outras leis que estipulam que partidos precisam destinar 5% da verba do Fundo Partidário para a formação política feminina, o número de prefeitas caiu de 11,84% em 2012 para 11,6% em 2016, enquanto no legislativo o país ocupa apenas a 155ª posição entre 193 países na questão da representação feminina. Com números ainda muito distantes do ideal, não podemos deixar que o Dia Internacional da Mulher torne-se apenas uma data comemorativa e de homenagens, mas aproveitá-la para estimular o debate e reflexão a respeito da igualdade de gênero no Brasil. A melhoria real deste cenário passa, obrigatoriamente, pela criação de leis e programas que ampliem a participação feminina em todos os setores, mas só se tornará uma realidade quando também estiver inserida na cultura e comportamento de todos em nosso país. Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)

www.jornalfolhadobatel.com.br

ANUNCIE

3274.0104 3402-3721

Dia Internacional da Mulher - MP-PR destaca importância de reforçar direitos já garantidos e discutir avanços a serem conquistados Na quarta-feira, 8 de março, celebrado o Dia Internacional da Mulher, momento para discussão e reflexão a respeito da questão de gênero no país e no mundo. Mas, afinal, porque é importante falar em direitos da mulher? Dados estatísticos ajudam a responder essa pergunta: segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as brasileiras trabalham em média sete horas e meia a mais que os homens e recebem cerca de 30% a menos. Elas também ocupam apenas 19% dos cargos de chefia nas empresas, além de serem vítimas preferenciais de violência doméstica e crimes sexuais. O abismo a ser superado, portanto, é grande. Estimativas do Fórum Econômico Mundial indicam que para se alcançar a igualdade de gênero no Brasil, ou seja, as mesmas condições sociais e profissionais para homens e mulheres, o país levaria perto de 95 anos. Desafios - "Nas últimas décadas, as mulheres conquistaram o mercado de trabalho, ocuparam os bancos universitários e obtiveram significativos avanços no combate à violência, mas ainda há muitos desafios a serem superados. As brasileiras ainda têm salários menores que os dos homens, enfrentam acentuada desigualdade em representatividade política e disparidade econômica, além de seguir sofrendo situações de violência, dentro e fora de seus lares", afirma o procuradorgeral de Justiça, Ivonei Sfoggia, destacando que, nos últimos 10 anos foram criadas pelo MP-PR nove Promotorias de Justiça para atuar especificamente no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. "Se direitos foram conquistados, muitos outros precisam ser efetivamente garantidos. Por isso é tão importante que a sociedade, as instituições, mulheres e homens se

unam na desconstrução de mitos e preconceitos, infelizmente ainda arraigados. O Ministério Público do Paraná trabalha firme neste sentido", diz o procurador-geral. Vítimas de violência - Na área de saúde, mas em outra esfera, nos casos de violência sexual, o MP-PR participa de uma ação conjunta com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesa) e o Instituto Médico Legal (IML) para melhorar o atendimento às vítimas. Andréia Bagatin conta que a proposta é garantir que as mulheres que passam por violência sexual não sejam obrigadas a passar por vários exames, em locais diversos, para atestar o abuso. Em Curitiba isso já acontece: uma equipe do IML vai até a unidade de saúde em que a paciente deu entrada e presta o atendimento. Nas demais regiões do Estado a intenção é ajustar um protocolo padrão a ser adotado em todas as unidades de saúde paranaenses. "O objetivo maior é humanizar o primeiro atendimento que é oferecido pela rede pública de saúde às vítimas de crimes sexuais", diz a promotora. Também nestas situações, em Curitiba, o MP-PR presta um serviço especializado desde novembro de 2013, com o Núcleo de Atendimentos à Vítima de Estupro (Naves). A responsável pela unidade é a procurado-

ra de Justiça Rosângela Gaspari. "O Naves se propõe a oferecer suporte psicológico e jurídico às mulheres maiores de 18 anos e vítimas de violência sexual na capital", conta. Segundo a procuradora, desde que foi instalado, o serviço já fez contato com 374 mulheres, sendo que 117 receberam suporte psicológico - a psicóloga faz inclusive o acompanhamento à audiência, nos casos mais graves. A partir do Naves, a Polícia Civil também passou a centralizar os casos de estupro em um único cartório, o que oferece mais celeridade e eficiência na investigação dos casos e na identificação dos autores. "Percebemos que a aproximação do Ministério Público, que nestes casos atua na acusação, fortalece essas mulheres. As vítimas compreendem que estamos preocupados também com as sequelas emocionais do crime a que foram subjugadas e não apenas as enxergando como meio de prova", diz Rosângela, citando a questão cultural que ainda marca estes casos de violência. "As vítimas de estupro são alvo de muito preconceito, ainda costumam ser desqualificadas moralmente nas teses de defesa. É absurdo, mas ainda vemos isso, o réu passar a acusador. Se a vítima fosse um homem é certo que não haveria essa linha de ataque", sustenta a procuradora.

Câmara aprova tornar crime divulgação de foto ou vídeo de nudez sem autorização Por Fernanda Calgaro, G1, Brasília A Câmara dos Deputados aprovou no dia 21 de fevereiro um projeto que torna crime o ato de divulgar fotos ou vídeos, sem autorização, com cenas de nudez ou de ato sexual de caráter privado de outra pessoa, atitude é conhecida como "vingança virtual". O texto segue para análise do Senado. Atualmente, quando isso acontece, o ato pode ser configurado como crime de injúria ou difamação. Se a mudança na legislação for aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Michel Temer, passará a ser um crime específico.

A proposta aprovada pelos deputados altera a Lei Maria da Penha e reconhece que a violação da intimidade da mulher consiste em uma das formas de violência doméstica e familiar. O projeto inclui a divulgação, por meio da internet ou outro meio, de dados pessoais, vídeos, áudios, montagens e fotos "obtidos no âmbito das relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade". Código Penal O texto aprovado pela Câmara também modifica o Código Penal para

prever pena de prisão de três meses a um ano, além de multa, para a exposição pública da intimidade sexual. A pena ainda pode aumentada, entre um terço e metade, se o crime for cometido por motivo torpe ou contra pessoa com deficiência. A Lei Maria da Penha se refere somente às mulheres, mas, como a proposta prevê mudanças no Código Penal, o projeto, se aprovado também valerá para homens.


Fev/Mar 2017

Secretaria estadual da Família libera R$ 76,4 milhões para os municípios A Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social está disponibilizando R$ 76,4 milhões em recursos para os municípios do Paraná investirem nas políticas de assistência social e de garantias de direitos. São nove resoluções vigentes, que destinam repasses para o atendimento às famílias, serviços de atendimento e acolhimento de crianças, adolescentes e população de rua, além de projetos para promoção social de idosos. Prioridade Segundo o superintendente das Políticas de Garantias de Direitos da secretaria, Leandro Meller, a maior parte dos recursos é exclusiva para ações de proteção e garantia de direitos de crianças e adolescentes. Um dos repasses, que totaliza R$ 1,5 milhão, permite que as prefeituras fortaleçam o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de diversas formas de violência, e aos autores das violências. Cerca de 8.400 famílias serão beneficiadas. "Com esse recurso a Secretaria da Família garante o tratamento psicoterápico e acompanhamento social à família na qual foi identificada a situação de violência, para que o ciclo seja encerrado", destaca Meller. Ele reforça também que 202 municípios podem acessar

Página 07

FOLHA DO BATEL

Secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social Fernanda Richa

o incentivo financeiro do programa Crescer em Família ? que varia de R$ 60 mil a R$ 2,4 milhões. O objetivo é melhorar o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social. Há, ainda, R$ 12 milhões reservados para prefeituras que ofertam programas de qualificação profissional para adolescentes ou que desenvolvem programas de aprendizagem. "Este repasse beneficiará cidades que foram selecionadas por critérios como a proporção da população com idade de 15 a 17 anos, número de ocorrências de trabalho infantil e de adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social", explica Meller. Segundo a superintendente de Assistência Social da Secretaria da Família, Maria de Lourdes San Roman, o Serviço de Convivência e Fortaleci-

mento de Vínculos (SCFV) de zero a 18 anos também será reforçado com o investimento de R$ 19,5 milhões. "Com este recurso, os municípios terão o suporte financeiro que precisam para ofertar e ampliar este serviço, que promove atividades em grupo para prevenir situações de risco social, com oficinas esportivas, artísticas, culturais, de lazer e artesanato, entre outras", diz Maria de Lourdes. Inclusão Social A superintendente cita ainda que as cidades que possuem adolescentes em conflito com a lei podem receber recursos do programa estadual Liberdade Cidadã. São 144 as prefeituras que têm direito a acessar o recurso. "Este programa acompanha o adolescente e sua família durante o tempo em que estiver

cumprindo a medida sócio educativa em meio aberto (sem internação)", explica Maria de Lourdes. "Durante este período, eles são encaminhados para inclusão em programas sociais ou de outras políticas públicas, como educação, saúde, cursos e inclusão no mercado de trabalho", acrescenta. Há, também, 27 municípios com direito a repasses contínuos para atendimento à população de rua. São recursos para manter as equipes de Abordagem Social e para a oferta de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias. Este último atende pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de sustentar-se. Novidade Pela primeira vez, o Estado está cofinanciando projetos específicos para atender a população idosa, com investimentos que somam R$ 8 milhões. As prefeituras interessadas podem apresentar projetos para melhorar a qualidade de vida dos idosos, nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho, cultura, comunicação, qualificação profissional, esporte e lazer. O cofinanciamento varia de R$ 40 mil a R$ 120 mil, de acordo com o porte da cidade. Para receber o recurso, é preciso que o município possua Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Plano Municipal os Direitos da Pessoa Idosa e Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa. Os valores liberados são do Fundo Estadual de Assistência Social, do Fundo Estadual para a Infância e Adolescência e do Fundo Estadual dos Direitos do Idoso.

Conselhos Comunitários de Segurança têm novo coordenador Buscar uma gestão compartilhada da segurança pública será um dos pilares da gestão do coronel Nerino Mariano de Brito a frente da Coordenação Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança. "Precisamos buscar uma mudança na coletividade, cultural e comportamental, e vamos trabalhar com o espírito de inovação, sustentabilidade e empreendedorismo", afirmou ele, que tomou posse no cargo na noite de 7 de março, em Curitiba. A experiência de 35 anos como policial militar vai facilitar o diálogo e a busca por alternativas que podem ser buscadas por meios do Conseg, que é o canal para que sejam discutidas sugestões e possíveis soluções para problemas locais, em uma parceria entre sociedade e poder público, na área da segurança. "É estatisticamente comprovado. Onde o Conseg foi instituído, há uma tendência de diminuição da criminalidade, porque há uma preocupação coletiva de resolução dos problemas", diz. Como exemplo de parceria eficaz, Nerino destaca a situação de dois bairros do município de Maringá que, na época em que ele foi comandante do batalhão local da Polícia Militar, concentravam 30% da criminalidade da cidade. "Após a identificação do problema e com o direcionamento de todo o potencial para esses dois bairros, tanto do poder público quanto do envolvimento da sociedade, em pouco mais de 40 dias os problemas foram resolvidos", conta. Projetos Uma das idéias da nova coordenação é apoiar o desenvolvimento de projetos locais consistentes, com diversos focos, como inclusão social e sustentabilidade, para que a comunidade possa angariar verbas que auxiliem numa mudança do ambiente. "Hoje há fontes de recursos disponíveis que podem melhorar a iluminação pública, instalar um

Coronel Nerino assume coordenação dos Conselhos Comunitários de Segurança

sistema de vídeo-monitoramento ou um programa de reconhecimento facial, por exemplo", cita ele. Mudança social Para o novo coordenador, os Consegs podem mudar comportamentos na coletividade. "Entre os bairros Abranches e Barreirinha, três senhores se dispuseram a limpar uma praça que era praticamente um espaço degradado. A iniciativa foi ganhando corpo e os moradores vizinhos passaram a auxiliar na limpeza do local. Hoje a praça é bem iluminada e passou a ser frequentada por moradores". Nerino também lembra que há uma gama de órgãos públicos que podem ser acionados e devem ser instigados a ajudar nas soluções possíveis, de forma conjunta, como Receita Federal, Poder Judiciário e Ministério Público do Trabalho, além de associações comerciais e clubes de serviço. Interação A proximidade com as reivindicações dos cidadãos é um dos anseios do secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita. Mesquita lembra que as reuniões dos Consegs servem para troca de informações. "Lá estão oficiais da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil responsáveis pela região, que podem receber e fornecer informações sobre a área de segurança", acrescenta ele.


Página 08

FOLHA DO BATEL

Fev/Mar 2017

Praça da Espanha Circuito Batel Soho Foi por perceber essa forte voca-

como moda, acessórios e vários ca-

A Ascores (Associação dos

ção, e pela necessidade de criar uma

fés, diversão e arte para os turistas e

Comerciantes da Região da Praça

identidade para a região que, em 2007,

freqüentadores do circuito Batel Soho

da Espanha) foi fundada em 2007

empresários de vários setores resol-

comenta Othon Accioly diretor jurídico

com o objetivo de dar novos signifi-

veram criar a Associação dos Comer-

da Ascores .

cados à ocupação dos espaços

ciantes da Região da Praça Espanha

O coração do Batel Soho é a char-

públicos da região que inclui cerca

(Ascores) e o projeto Batel Soho, um

mosa Praça da Espanha, nomeada

de 20 quarteirões em torno da Pra-

circuito de compras, gastronomia e la-

como uma homenagem aos coloni-

ça da Espanha, envolvendo parte

zer que se estende por cerca de 20

zadores espanhóis. Anteriormente

dos bairros Bigorrilho, Batel e Cen-

quadras em torno da Praça da Espa-

chamada de Praça Áurea e Praça Al-

tro. Criou-se assim o Batel Soho,

nha e abrange parte dos bairros Batel,

fredo Andersen, recebeu o nome atual

um projeto que oferece aos curiti-

Bigorrilho e Centro.

em 1955, durante o mandato do prefei-

banos um circuito de compras vol-

to Iberê Mattos (1958- 1962).

tado ao comércio de rua, espaços

A iniciativa foi inspirada nos bair-

scam u b s e t n ia c r e Com ublico p r e d o p o d io apo rança u g e s r io a m a r pa s e d e s p ic h a ç õ e anha. p s E a d a ç a r P na

ros Soho de Nova York, Londres e

Com uma área total de 6.500 m², o

Buenos Aires, famosos por concen-

local abriga também o Centro Cultural

trar galerias de arte, restaurantes, ca-

Miguel de Cervantes, uma biblioteca

Ao resgatar e manter uma das

fés e lojas de artigos variados em um

gratuita especializada em literatura es-

regiões mais charmosas de Curitiba

mesmo circuito. São regiões que pas-

panhola com acervo de 300 livros que

por meio de propostas como a de re-

saram por um processo de enobreci-

oferece uma programação atividades

vitalização da Praça da Espanha e

mento, ou seja, tiveram os espaços

envolvendo artes visuais, dança, ar-

da Rua Carlos de Carvalho, a reali-

urbanos recriados e, dessa forma, tor-

tes cênicas e música.

zação de eventos gastronômicos

naram-se alvo de investimentos públi-

para lazer, eventos culturais e de gastronomia.

O Farol do Saber Miguel de Cer-

como o Empório Soho, do tradicional

vantes, localizado na Praça da Espa-

Sábado na Praça e de campanhas

Somos o segundo pólo gastronô-

nha, que passou a se chamar Centro

contra pichações e por mais segu-

mico depois de Santa Felicidade com

Cultural Miguel de Cervantes a partir

rança na área, a iniciativa deu vitali-

o diferencial pela proximidade com o

de junho de 2016 é administrado pela

dade ao comércio e procura melho-

centro, alem de opções de compras

Fundação Cultural de Curitiba.

rar a infra estrutura local.

cos e privados.


Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Página 09

Praça da Espanha antes da pichação

Hoje, o Batel Soho conta com mais de 60 estabelecimentos participantes e mais de 20 mil pessoas freqüentam o circuito mensalmente. Aos sábados acontece a feira de antiguidades e carros antigos outras atividades como o Ioga na Praça e shows com bandas foi suspenso até o momento, outras feiras como a de designer estão para ser lançada comenta a Presidente da Ascores Alaide Marcolini . "No momento queremos colocar a casa em ordem, promover eventos e cuidar do nosso Patrimônio Publico, com o auxilio que é também respon-

sabilidade do Poder Publico . A Praça da Espanha precisa ser mantida com segurança, em 2 meses já promovemos 5 ações de Despiches, e os arruaceiros vem e picham de novo, falta educação e respeito , o poder publico deve aplicar punições através de multa e correções aos deliquentes que picham e usam drogas na praça. Precisamos da atuação com policiamento em ronda mais freqüente no local , mais iluminação e mais fiscalização nas câmeras já instaladas a um ano atrás”, desabafa Alaide Oficio enviado para prefeitura sobre a nova pintura da

praça da Espanha foi questionado e idéias como grafitar o farol do saber com desenhos artísticos foi sugerido pela Associação do Hip Hop presidida por Sandro Tanck mas até o atual momento dessa reportagem não se obteve resposta por parte da Prefeitura de Curitiba. "A luta contra as pichações não é fácil de ser resolvida. Mas ela pode ser inibida e até vencida através de inúmeras iniciativas, como a simples pintura tradicional imediata, a instalação de câmeras com monitoramento ostensivo e até mesmo através da beleza do grafite chamada de arte urbana , "finaliza Tanck.

A Praça da Espanha é considerado um espaço cultural que atrai pessoas de todas as idades, devido aos seus eventos. Aos sábados podemos considerar sendo o dia mais movimentado, onde acontece a feira de antiguidades, onde aproximadamente 18 barracas se reúnem para a pratica de vendas e trocas de diversos objetos para colecionadores, entre eles, selos, moedas, flâmulas, aparelho de telefone, louças, jóias, carrinhos em miniaturas, brinquedos, eletrodomésticos da década de 1960 a 1970. Há também a exposição de carros, realizadas a tarde, que conta com aproximadamente 30 carros de décadas passadas.


FOLHA DO BATEL

Página 10

As polêmicas sobre os planos do governo para facilitar venda de terras a estrangeiros João Fellet O governo Michel Temer está finalizando os planos para facilitar a venda de terras a estrangeiros no Brasil e atrair investimentos para o agronegócio. A iniciativa é bem vista pelos ministérios da Agricultura, da Fazenda e das Relações Exteriores, mas desagrada setores das Forças Armadas, grupos sem-terra e algumas associações de agricultores, que dizem ver riscos à soberania nacional e temem uma redução na produção de alimentos. O governo ainda não definiu os detalhes da proposta nem decidiu como ela será implantada. Alguns assessores defendem a edição de uma medida provisória, que dependeria só de uma assinatura do presidente Michel Temer para entrar em vigor. Nos últimos dias, associações rurais foram chamadas a Brasília para tratar do assunto. No meio de fevereiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o tema seria resolvido em 30 dias. Mas parlamentares e grupos de agricultores pressionam para que os planos sejam discutidos e votados pelo Congresso. Já existe uma proposta legislativa sobre o tema, que tramita em regime de urgência e está pronta para ser apreciada pelos parlamentares. O Projeto de Lei 4059 acaba com as restrições atuais à compra de terras por Pessoas Jurídicas brasileiras com capital estrangeiro. Hoje Pessoas Físicas estrangeiras ou Pessoas Jurídicas com capital estrangeiro podem comprar no máximo 15 módulos rurais no Brasil. O tamanho de um módulo rural varia em cada município, podendo ir de 5 a 100 hectares. Estrangeiros tampouco podem deter mais de um quarto das terras de cada município, o que, em tese, impossibilita que ocupem mais que 25% do território nacional. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, é favorável à flexibilização das regras para a compra de terras por estrangeiros, mas apenas para as chamadas culturas perenes (que exigem investimentos de médio ou longo prazo), como café, cana, eucalipto e laranja. Maggi defende a manutenção das restrições para as culturas anuais, como soja e milho. Em entrevista recente a O Estado de S.Paulo, ele disse que fundos estrangeiros dedicados a culturas anuais podem resolver não plantar caso os preços dos produtos estejam baixos. "Isso seria um caos para a economia, para os municípios, para os transportes, para todo mundo", afirmou. Já as cultu-

Fev/Mar 2017

Trump pedirá US$ 1,5 bi este ano para começar construção de muro na fronteira com o México Presidente dos EUA ainda deve pedir mais US$ 2,6 bilhões para seguir com a obra em 2018.

ras perenes estariam imunes a esse risco, segundo ele. Presidente da associação nacional dos produtores de soja (Aprosoja), Marcos da Rosa concorda com a manutenção das restrições a estrangeiros nas culturas anuais. Ele critica a urgência com que o governo tem tratado o tema e defende que a proposta passe pelo Congresso. "Tem havido um atropelo pelo Executivo." Membro da bancada ruralista e um dos principais defensores da flexibilização das regras, o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) diz que a proposta poderá mudar para atender pedidos de alguns grupos. Heinze afirma que a aprovação do tema foi uma das condições que a bancada ruralista apresentou ao então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para apoiá-lo na eleição para a presidência da Câmara, em 2015. Outra condição foi a "solução da questão indígena", segundo o deputado. Para Heinze, a flexibilização das regras favorecerá especialmente o setor florestal (indústrias que utilizam madeira e seus subprodutos, como a de papel e celulose). Hoje empresas estrangeiras que atuam nessa área têm de comprar de fornecedores locais, mas muitas delas gostariam de ter suas próprias plantações. "O Brasil não tem capital suficiente para fazer os investimentos nesse setor, que levam 20 ou 30 anos para dar retorno." Hoje, segundo dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) enviados à BBC Brasil, estrangeiros possuem 2,8 milhões de hectares de terras no Brasil, uma área um pouco maior que a do Estado de Alagoas e equivalente a 4,5% das áreas agricultáveis do país. Os grupos com mais terras no Brasil são os portugueses (702 mil hectares), japoneses (362 mil), libaneses (281 mil), italianos (173 mil), espanhóis (106 mil) e alemães (94 mil). Para Elisa Pinheiro de Freitas, professora de geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em Corumbá, é

provável que o total de terras em posse de estrangeiros seja bem maior. "Partimos do pressuposto de que há laranjas: as terras ficam em nome de pessoas brasileiras, mas quem está por trás do capital é estrangeiro", ela disse no site da BBC Brasil. Freitas afirma que aliviar as restrições à participação de estrangeiros na agricultura brasileira "pode causar um descontrole da quantidade de terras que passem a produzir apenas commodities voltadas ao mercado global, como etanol e soja". Avanço dos estrangeiros no Brasil pode diminuir espaço da agricultura familiar, diz pesquisadora Para a pesquisadora, o avanço dos estrangeiros reduziria o espaço da agricultura familiar - responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos no país, segundo o governo. Ela diz acreditar ainda que a expansão da soja e da cana empurraria cada vez mais a pecuária para a Amazônia, processo já em curso e que acentuaria o desmatamento. Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição diz que a liberação da venda de terras a estrangeiros reduziria as áreas que podem ser usadas para a reforma agrária. Ele afirma ainda que o projeto colocaria em xeque a soberania nacional, argumento também usado por militares contrários ao projeto. Em audiência na Câmara em julho, um representante do Ministério da Defesa criticou a proposta de acabar com as restrições à compra de terras por pessoas jurídicas brasileiras com capital estrangeiro. "Em síntese, esse dispositivo retira do Estado a prerrogativa de monitoramento e controle sobre aquisições indiretas de terras por estrangeiros", disse o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Cezar Brandão. Atento à convergência, o MST propõe uma inusitada aliança entre "as Forças Armadas e os movimentos sociais para defender o território nacional" e impedir que o Brasil "seja entregue a estrangeiros".

Agência EFE O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitará US$ 1,5 bilhão ao Congresso para começar a construção do muro na fronteira com o México neste ano e mais US$ 2,6 bilhões adicionais para 2018, dentro de sua proposta de orçamento federal que será lançada nesta quinta-feira (16). "Vamos solicitar um financiamento suplementar de 2017, que inclua US$ 1,5 bilhão para começar a construção do muro ainda neste ano", disse um funcionário da Casa Branca, que pediu o anonimato, em uma conferência telefônica com jornalistas sobre o orçamento para o ano fiscal de 2018, que será apresentado nas próximas horas. O funcionário disse que esses fundos se destinam "a dois projetos pilotos", com diferentes tipos de barreiras, para ver qual é o modelo mais eficaz e de menor custo. Além disso, a minuta de orçamento pedirá US$ 2,6 bilhões adicionais para ano fiscal de 2018. A promessa de construção de um muro na fronteira com o México é uma das mais polêmicas de Trump, que, além disso, insiste que o país vizinho reembolsará a fatura da obra. A previsão é que a construção do muro na fronteira com o México tenha início em El Paso (Texas), Tucson (Arizona) e El Centro (Califórnia). Estes pontos fazem fronteira com as cidades mexicanas de Ciudad Juarez (Chihuahua), Nogales (Sonora) e Mexicali (Baixa Califórnia), respectivamente. 'Imigração é um privilégio, não um direito', diz Trump

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA Donald Trump apertam as mãos após coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca

após encontro com Merkel na Casa Branca Presidente disse que os dois países vão "continuar trabalhando juntos para proteger o povo do terrorismo radical islâmico e derrotar o Estado Islâmico". A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA Donald Trump apertam as mãos após coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca (Foto: Jim Bourg/Reuters) A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos EUA Donald Trump apertam as mãos após coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca (Foto: Jim Bourg/Reuters) "A imigração é um privilégio, não um direito, e a segurança de nossos cidadãos deve sempre vir primeiro", disse o presidente dos EUA Donald Trump em entrevista coletiva após um encontro com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na Casa Branca nesta sexta-feira (17) . O presidente afirmou que os dois países vão "continuar trabalhando juntos para proteger nosso povo do terrorismo radical islâmico e derrotar o Estado Islâmico". Ele elogiou as contribuições civis e militares da Alemanha na coalização contra o EI e disse que os dois países concordam que "a segurança da imigração significa segurança nacional". Trump disse que a conversa entre os dois foi produtiva e incluiu temas relacionados à geração de empregos e ao financiamento da Otan. Ele afir-

mou que dá "forte apoio à Otan", mas que é necessário que todos os países membros "paguem sua parte justa". "Muitas nações devem vastas quantidades de dinheiro [à Otan], e isso é muito injusto com os Estados Unidos. Essas nações devem pagar o que devem", disse. O presidente americano ainda elogiou os esforços de governo de Merkel e do governo francês para buscar uma solução pacífica para a Ucrânia. Questionado por um repórter se ele se arrependia dos tuítes que posta, respondeu que "muito raramente". Trump também negou que pratique uma "política isolacionista" e insistiu que suas posturas respondem à necessidade dos Estados Unidos de serem tratados "de maneira justa" no cenário internacional. Ele ainda falou sobre suas acusações de que o ex-presidente Barack Obama o espionava. Questionado por um repórter alemão sobre o motivo de a Casa Branca ter citado uma reportagem da Fox News que afirma que uma agência de vigilância britânica foi usada para grampear os telefones de Trump na campanha eleitoral, ele se virou para Merkel e disse: "Ao menos nós temos uma coisa em comum". Ele se refere aos vazamentos que sugerem que a agência de segurança nacional dos EUA tinha grampeado o telefone da chanceler alemã.


Fev/Mar 2017

Escândalo da carne lança dúvida sobre agronegócio, "pilar" da economia brasileira, diz NYT

As duas leis que ajudam o Japão a ser um dos países mais 'magros' do mundo O governo japonês investiu em leis para garantir saúde e baixos níveis de gordura - deu certo

Jornais alertam para impactos do escândalo da carne brasileira para a economia nacional O escândalo envolvendo mais 30 empresas alimentícias brasileiras acusadas de mudar a data de vencimento de carnes estragadas, maquiar seu aspecto ou usar químicos para mascarar o mau cheiro teve grande repercussão internacional. Ao abordar a operação chamada "Carne Fraca" da Polícia Federal, algumas publicações mencionaram as consequências que a investigação poderá ter para a economia brasileira, já que ela atinge um dos principais produtos de exportação do país. Para o New York Times, o escândalo "lança dúvidas sobre a indústria do agronegócio no Brasil, um pilar relativamente firme da fraca economia do país". O jornal ainda diz que a investigação é mais um "golpe" na economia brasileira, que tem "lutado para se recuperar de escândalos colossais na Petrobras, a companhia nacional do petróleo, e na Odebrecht, uma construtora gigante." A operação deflagrada no dia 17 de março é a maior da história da Polícia Federal e atinge duas das principais exportadoras do país - e maiores fornecedoras mundiais de carne , a JBS e a BRF. Segundo as autoridades, as ações fraudulentas incluíam alterar os rótulos e as datas de vencimento dos produtos, injetar água na carne para aumentar seu peso e tratar as carnes com ácido ascórbico, substância potencialmente cancerígena. Alguns desses produtos, inclusive, teriam sido vendidos para fabricação de merenda escolar de colégios públicos no Paraná. Ainda de acordo com a investigação, as carnes adulteradas acabavam aprovadas por fiscais do Ministério da Agricultura, que recebiam suborno das empresas para isso. O New York Times menciona o vínculo dessas propinas com o PMDB. "Fiscais falsificavam liberações sanitárias, e propinas eram canalizadas para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, do presidente Michel Temer, segundo autoridades", afirma o jornal. A publicação ainda cita que "a JBS é uma das maiores produtoras de carne do mundo e que a BRF é uma grande exportadora de carne para o Ori-

Página 11

FOLHA DO BATEL

ente Médio e a Ásia". O britânico Financial Times também levanta dúvidas sobre o futuro da indústria da carne no Brasil após o escândalo. "A investigação - que a polícia afirma ter envolvimento de fiscais da saúde e políticos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro recebendo propina das empresas - vai levantar preocupações sobre a indústria da carne brasileira, que ascendeu na última década para se tornar uma das mais importantes do mundo", afirma o jornal. Outras manchetes Os principais jornais do mundo noticiaram o que chamaram de "escândalo da carne no Brasil". O britânico The Telegraph citou as acusações de corrupção para "manter a carne podre no mercado". "Empresas brasileiras 'subornaram fiscais para manter carne podre no mercado' e se envolveram em investigação de corrupção", dizia a manchete. O jornal também mencionou o possível impacto do escândalo na economia brasileira. O aspecto físico da carne vencida era maquiado com produtos químicos e ou injetado com água "As autoridades alertaram que o caso foi um duro golpe para a imagem internacional do setor de agronegócio brasileiro, com o qual o governo contava fortemente para ajudar o Brasil a se recuperar da pior recessão em décadas." "Ações da JBS fecharam na sexta em queda de mais de 11%, enquanto as da BRF caíram quase 8%", pontuou a publicação. Nos Estados Unidos, o assunto também ganhou destaque nos principais jornais. Além do New York Times, a CNN também falou sobre o caso, citando a "carne podre", e o Washington Post ressaltou o esquema de corrupção. "Brasil investiga gigantes de alimentos que estariam vendendo carne podre", era a manchete do canal americano, enquanto a publicação da capital trazia: "Gigantes indústrias de carne do Brasil são alvo em investigação sobre corrupção".

A lista dos 50 países com menores índices de obesidade do mundo está cheia de nações que lutam contra a pobreza, a fome, a falta de segurança - ou tudo isso ao mesmo tempo. Mas no 38º lugar, entre Mali e Zimbábue, um país se difere do resto. Com apenas 3,7% de obesidade entre a população adulta, o Japão é, de longe, a nação desenvolvida com taxas mais baixas. Se o país for comparado a outros membros do G8 (grupo de nações com as economias mais industrializadas do planeta), as diferenças são gritantes: Alemanha, França e Itália têm entre 21% e 22% de obesos na população, Reino Unido tem aproximadamente 26% e os Estados Unidos, quase no outro extremo, registram 33,6%. Para efeito de comparação, o Brasil tem 17,1% de obesos entre a população. Por trás dos bons resultados, destaca Katrin Engelhardt, especialista em nutrição da OMS (Organização Mundial da Saúde), há um governo comprometido com políticas para manter o sobrepeso sob controle, investindo muito em programas de nutrição e educação para a saúde. Todas essas medidas fazem parte de uma campanha nacional chamada "Saúde Japão 21". Para começar, entenda duas leis específicas que ajudam a garantir a boa saúde no país e a frear a obesidade: No país do sumô, crianças são estimuladas a comer bem desde a escola "Essa lei tem um nome bem profundo", explica Engelhardt. Shuku faz referência à comida, à dieta e ao ato de comer, enquanto Iku se refere à educação intelectual, moral e física. O objetivo dessa regra é aumentar a informação dos estudantes sobre a cadeia alimentar, a procedência e a produção dos alimentos, além de exigir educação sobre nutrição desde os primeiros anos de escola até o nível secundário. Vigente desde 2005, a Lei Shuku Iku determina processos como cardápios saudáveis

nas escolas e contratação de nutricionistas profissionais que também tenham formação como professores para dar aulas específicas sobre alimentação. Além disso, a lei prega a promoção de uma cultura social ao redor da comida. O que isso significa: as crianças são estimuladas a preparar e compartir alimentos nos colégios. Na hora das refeições, as salas de aula são transformadas em uma espécie de restaurante. As crianças ajudam a por a mesa, servem umas às outras e comem todas juntas. A ideia é transmitir a mensagem de que "comer é um ato social", diz Engelhardt. Além disso, segundo a especialista, não há quiosques ou máquinas de comida dentro das escolas, o que faz com que os alunos dificilmente consigam encontrar lanches que não sejam saudáveis, com batatas fritas ou bebidas açucaradas. Em muitas culturas asiáticas, a alimentação é considerada 'algo quase medicinal' Lei Metabo, para controlar o peso em adultos Outra legislação que a especialista destaca para explicar o êxito japonês é a Lei Metabo (de metabolismo), que estimula adultos entre 40 e 75 anos a fazerem uma medição anual da circunferência abdominal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma circunferência de mais de 94 cm para homens e mais de 80 cm para mulheres traz mais risco de complicações metabólicas, como doenças cardiovasculares. Empresas japonesas têm um dia anual de medição da cintura dos funcionários Essas medições são feitas pela administração pública e também por empresas. "Os empregadores têm

um dia anual claramente identificado, quando todo o pessoal precisa medir a circunferência da barriga", afirma a especialista da OMS. Se as medidas não forem saudáveis, as empresas estimulam os empregados a participarem de sessões de apoio e a fazerem mais exercícios. O objetivo da lei é estimular os adultos a serem mais conscientes sobre a importância de um peso saudável e da prática de atividades físicas. A lei prevê ainda o seguinte: - As companhias estimulam que trabalhadores façam exercícios durante seus horários livres. Algumas inclusive têm ginásios ou quadras de badminton para que os empregados possam se exercitar facilmente na hora do almoço ou depois do trabalho; - Os funcionários são estimulados a chegar ao trabalho caminhando ou de bicicleta, e o governo promove segurança nas ciclovias para estimular o exercício. Comida tradicional e porções pequenas Mas além das leis específicas, há peculiaridades culturais que ajudam aos japoneses a se manterem no peso. Como em outras socieda-

des asiáticas como a Coréia do Sul, que também tem um índice de obesidade bem baixo (4,6%), no Japão se dá muita importância à comida tradicional. "A ênfase está na comida recém-preparada e produzida localmente", destaca Katrin Engelhardt. Os japoneses têm muito orgulho dos pequenos terrenos e das hortas urbanas onde produzem alimentos na forma natural. "Em algumas culturas asiáticas, a comida sempre foi vista como algo quase medicinal", diz a especialista. Além disso, ela destaca um fator cultural que também impacta: eles historicamente preferem porções pequenas. "Nos eventos familiares japoneses, na cozinha tradicional, são servidos muitos pratos em porções pequenas, cheias de vegetais e comida muito fresca", explica Engelhardt. Enquanto isso, por exemplo, em algumas ilhas do Pacífico que têm índices de obesidade mais altos do mundo, como Tonga, Palau, Nauru, Niue e Ilhas Cook (mais de 40%), as porções são gigantescas, combinadas com índices de atividade física extremamente baixos.


Página 12

Torta com massa de batata ralada e tofu

A opção sem carne de torta salgada é deliciosa e fácil de fazer Ingredientes 4 batatas grandes raladas grosso 1 cebola pequena ralada Sal e pimenta a gosto 2 colheres (chá) de alho frito bem sequinho Para o recheio 2 colheres (sopa) de azeite 2 dentes de alho picados 3 xíc. (chá) de espinafre picado apertado na xícara 2 colheres (sopa) de farinha de trigo 1/2 caixa de creme de soja 250 g de tofu esmigalhado 1/2 xícara (chá) de tomate seco, em conserva, bem escorrido Sal e pimenta calabresa seca a gosto 4 colheres (sopa) de cheiro-verde picado Para a cobertura 2 colheres (sopa) de gergelim torrado 2 colheres (sopa) de castanha de caju picada 2 colheres (sopa) de farinha de rosca Modo de preparo Passe as batatas raladas pela água corrente e esprema bem entre as mãos ou com ajuda de um pano limpo. Transfira para uma tigela e junte a cebola, o sal, a pimenta e o alho. Misture bem. Numa forma de fundo falso de 22 cm de diâmetro, untada e polvilhada com farinha de rosca, aperte a massa de batata com uma colher, forrando toda a forma (fundo e laterais). Leve ao forno, preaquecido em temperatura média, por 30 minutos ou até dourar. Prepare o recheio Aqueça o azeite e doure o alho. Junte o espinafre e refogue por cinco minutos. Polvilhe com a farinha e misture bem. Retire do fogo e acrescente o creme de soja, o tofu e o tomate seco. Tempere com o sal, a pimenta calabresa e o cheiroverde. Ponha na forma. Prepare a cobertura Misture os ingredientes e polvilhe sobre a torta. Leve ao forno, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar. Deixe amornar, desenforme e sirva. Rendimento: 6 fatias Calorias por fatia: 410

Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Casquinha de Quinoa, Chia e mel

Preparo Médio (de 30 a 45 minutos) Ingredientes 1/2 xícara de quinoa (ou quinua) branca 1/4 xícara de aveia em flocos graúdos 2 colheres (sopa) de chia (sementes) 2 colheres (sopa) de açúcar coco 1 pitada de sal 2 colheres (sopa) de óleo de coco 1/2 xícara de mel . 3/4 xícara de amêndoa picada grossa Modo de preparo Em um bowl, misture a quinoa, a aveia, a chia, o açúcar de coco e o sal marinho. Reserve. Em uma panela, em fogo baixo, aqueça o óleo de coco com o mel por três minutos, mexendo de vez em quando até incorporar. Despeje sobre os ingredientes secos e misture bem. Desligue o fogo. Com a ajuda de uma colher, espalhe a mistura sobre um tapete de silicone para cozinha e alise até atingir uma espessura fininha. Salpique as amêndoas e pressione com a costa de uma colher. Leve ao forno preaquecido a 160ºC por 25 minutos ou até dourar bem. Deixe esfriar. Corte em pedaços irregulares com uma faca afiada. Mantenha na geladeira até servir.

Receitas criadas e testadas pela equipe de cozinha de ANAMARIA

Academias ao Ar Livre são o novo sucesso de Curitiba A capital ecológica do Brasil tem mais uma comemoração a fazer: além do orgulho dos curitibanos no transporte público, limpeza e organização da cidade, agora as Academias ao Ar Livre estão virando a nova onda dos curitibanos. Curitiba possui cerca de 52 m² de área verde por habitante, uma das mais altas do país. As Academias vêm ampliar as opções de lazer entre bosques, praças, campos de futebol, pistas de skate, churrasqueiras e lagos que a cidade oferece aos moradores, proporcionando uma alternativa valiosa para a saúde e qualidade de vida. Hoje são 209 academias espalhadas em quase todos os bairros da cidade. Em 2016 a empresa Favretto Painéis venceu a licitação da prefeitura para manter em perfeito funcionamento as academias que estavam sem manutenção. Depois de um ano de trabalho, todas estão em perfeitas condições de uso. Para pagar este investimento, a Favretto lançou o produto chamado Fit Board, que são placas de 1,20 x 1,70 m para anúncios de

propaganda próximas às academias. "O Fit Board está se tornando um sucesso de vendas por estar dentro do bairro, junto à comunidade, onde outra mídia não consegue entrar com facilidade", afirma o gerente de Mídias Especiais da Favretto, Junior Odppis. Estes espaços são da comunidade, por isso os moradores precisam ajudar a cuidar, preservar e evitar a ação de vândalos que destroem o patrimônio público que é de todos. Segundo Junior a "Favretto tem interesse em pegar o solo das academias para cuidar, sendo o piso para fazer drenagem e limpeza e a roçada do mato, que hoje, neste contrato, está sob responsabilidade da prefeitura". Há 40 anos no mercado a Favretto é referência no sul do país em mídia exterior. Além das 250 faces de Fit Board, possui mais de 300 quadros de outdoor, mais de 200 painéis iluminados, os chamados Top e Front light, além de estar presente nas rodovias de entrada e saída de Curitiba através dos Painéis Rodoviários. Serviço: Favretto Painéis 30135753 ou fitboard@favrettopaineis.com.br.


Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Pรกgina 13


Página 14

Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Fase Final da Liga Mundial de Voleibol trará a Curitiba seis seleções mundiais

Coletiva de lançamento da Fase Final da Liga Mundial de Voleibol. Estavam presentes na mesa Gilberto Godoy Filho, o Giba, campeão olímpico e presidente da Comissão Internacional de Atletas, representando a Federação Internacional de Voleibol - FIVB; o secretário estadual do esporte e do turismo, Douglas Fabrício, representando o governador Beto Richa; o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol CBV, Walter Pitombo Laranjeiras; o presidente do Clube Atlético Paranaense, Luiz Sallim Emed; o presidente da Federação Paranaense de Voleibol, Neuri Barbieri, e o secretário municipal do esporte, lazer e juventude, Marcello Richa.

A fase final da Liga Mundial de Voleibol trará a Curitiba, entre os dias 4 e 8 de julho, as cinco seleções melhores colo-

cadas na etapa de classificação e a do Brasil, anfitrião. A seleção brasileira é a maior vencedora da Liga Mundial, com nove

títulos, sendo o último conquistado em 2010. De lá para cá, foram quatro vice-campeonatos.

A competição, que acontecerá no estádio do Clube Atlético Paranaense, tem o apoio do Governo do Paraná e é organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). O evento tem, também, o apoio da prefeitura de Curitiba. Em coletiva à imprensa re-

alizada no dia 9 de março, o secretário estadual do Esporte e do Turismo, Douglas Fabrício, destacou o apoio do Governo do Paraná e ressaltou a vocação do Estado na prática do vôlei. "No diagnóstico que realizamos em 2016, levantamos que 281 municípios, dos 399, disseram desenvolver o vôlei de quadra como uma de suas principais modalidades esportivas. É o terceiro esporte mais citado, só perdendo para o futebol e o futsal", disse Fabrício. "Inclusive, temos duas equipes na Super Liga Masculina de Vôlei, ambas patrocinadas pela Copel, o time de Maringá e o Caramuru, de Castro", lembrou. Ele também citou o Talento Olímpico do Paraná, o maior programa estadual de incentivo a atletas do país, que concede anualmente 1.600 bolsas, como uma alavanca na carreira de futuras gerações de esportistas. De 2011, ano de sua criação, a 2016, foram 576 bolsas pagas somente para atletas e técnicos do vôlei. Estrelas de renome mundial, como Emanuel (três medalhas em Jogos Olímpicos) e Ágatha (prata na Rio 2016 no vôlei de praia) já receberam bolsas do programa. CAMPEÃO No encontro com a imprensa, o campeão olímpico Gilberto Godoy Filho, o Giba, presidente da Comissão Internacional de Atletas, que representou a Federação Internacional de Voleibol, ressaltou a importância deste evento mundial. "Vou sofrer bastante, pois queria estar dentro de quadra, ainda mais quando a competição é na cidade em que iniciei minha carreira", comentou o londrinense, que se mudou para Curitiba ainda criança. Ele

também falou de sua expectativa em relação ao público paranaense, que deverá lotar o estádio durante os jogos. "O vôlei é um esporte que envolve as famílias. A competição será no estádio do Atlético, mas temos certeza que os torcedores de todos os clubes, e pessoas vindas de todo o estado, vão se unir aqui para fazer desse evento um grande sucesso", disse ele. A questão também foi enfatizada pelo presidente do Atlético, Luiz Emed. "Esse estádio é de todos os paranaenses. Inclusive, este é o objetivo do seu aspecto de arena multieventos. Curitiba e o Atlético vão se sentir honrados, já que é um torneio que vai ultrapassar as barreiras do nosso país e será assistido em todo o mundo", comentou Luiz Emed. Para o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Marcello Richa, a realização em Curitiba de competições como a Fase Final da Liga Mundial de Vôlei em 2017, a Copa do Mundo de Futebol (2014) e o UFC ( 2016) consolidam a cidade como um polo esportivo e turístico. PREPARAÇÃO Será a segunda experiência do vôlei no campo do Atlético. Em setembro de 2016, a CBV realizou o Desafio de Ouro em comemoração à conquista da medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Na ocasião, 33 mil pessoas estiveram presentes acompanhando o amistoso entre Brasil e Portugal. Para a fase final da Liga Mundial, a previsão é que 30.027 lugares sejam disponibilizados por partida. A montagem da quadra e preparação do estádio para a fase final deverá ser iniciada no dia 24 de junho.


Fev/Mar 2017

FOLHA DO BATEL

Página 15

Ingressos para 26ª edição do Festival de Curitiba estão à venda Com mais de 350 atrações, o evento oferece a praticidade da compra online e por aplicativo

O Festival de Curitiba chega à 26ª edição de 28 de março a 9 de abril com grandes nomes da artes brasileiras em cena. Esse ano, o público terá a comodidade de adquirir seus ingressos online e pelo aplicativo "Festival de Curitiba 2017". A atriz Fernanda Montenegro é a convidada para abrir o Festival no ano que Fernanda Torres, Andrea Beltrão, Camila Pitanga, Caio Blat, Débora Bloch, Eduardo Moscovis, Júlia Lemmertz, Marcelo Serrado também subirão aos palcos do Festival com seus trabalhos atuais. Das 38 atrações da Mostra, três são internacionais - Moçambique, Olympia e O Que Podemos Dizer do Pierre - e 8 estreias nacionais: Blank, Eu Sou, show de Gaby Amarantos, Louca Pelo Cheiro do Mar e os cinco espetáculos que integram a II Curitiba Mostra. Além de Gaby Amarantos, Mart'nália apresenta seu novo show "+Misturado". A bilheteria oficial está no ParkShoppingBarigüi e os ingressos também podem ser comprados no site do Festival (www.festivaldecuritiba.com.br) e no aplicativo "Festival de Curitiba 2017", a partir desta terçafeira, dia 21 de fevereiro. O Festival de Curitiba de 2017 receberá tam-

3 sobreviventes à bomba de Hiroshima atuam no Fringe O espetáculo "Os Três Sobreviventes de Hiroshima", com três sobreviventes reais da bomba de Hiroshima, faz duas únicas apresentações em Curitiba. Takashi Morita, Junko Watanabe e KunihikoBonkohara estavam em Hiroshima, no Japão, na fatídica manhã de 6 de agosto de 1945, quando uma bomba atômica devastou a cidade matando mais de 140 mil pessoas. Serviço: SEEC - Auditório Brasílio Itiberê (Rua Cruz Machado, 138, Centro, Curitiba). 07/04, 20h30. 08/04, 10h30. Grátis. Retirada de ingressos 1h antes do início do espetáculo

bém o Movva, com apresentações de 5 atrações de dança. Nove espetáculos da Mostra serão gratuitos: os cinco que compõem a Curitiba Mostra e aqueles com apresentações em praças da cidade: Próspero e os Orixás, Nossa Senhora [da Luz], O Campeonato Interdrag de Gaymada e Involuntários da Pátria. A II Curitiba Mostra reúne, mais uma vez, diversos artistas da cidade de Curitiba em espetáculos e performances inéditas e gratuitas, articulados pelos atores e diretores Nena Inoue e Gabriel Machado, idealizadores do projeto. Além dos espetáculos, performances, intervenções e dos dois shows musicais, a programação inclui ainda uma série de ações, oficinas, conversas após as peças, encontro de crítica e curadoria e outras atividades de estimulo à formação do pensamento, às trocas entre artistas e entre artistas e público. Entre os convidados dos encontros está o diretor José Celso Martinez Corrêa, que conversa com o público no dia 4 de abril. O mote da curadoria, feita pelo segundo ano pelos atores e diretores Guilherme Weber e Marcio Abreu, é "só me interessa o que não é meu", frase retirada do Manifesto Antropofágico,

de Oswald de Andrade. "O Brasil que se mostra em Curitiba, nesta edição, se reflete e se transfigura no repertório de algumas das maiores atrizes e criadoras brasileiras, também uma espécie de edição do Matriarcado defendido por Oswald, ousado e feminino", explicam os curadores. Fringe O Fringe, recorte do festival com participação livre, sem curadoria, e que completa agora 20 edições, terá 11 mostras especiais - uma delas portuguesa, com 5 espetáculos. Ao todo, são 303 montagens em cartaz, 45 delas com apresentações de rua. No total, serão 66 espetáculos grátis no Fringe. O público poderá pagar o que quiser para assistir em 41 atrações, no conceito "pague quanto vale", lançado ano passado pelo Ave Lola Espaço de Criação. Os eventos simultâneos completam o leque de atrações do Festival: Gastronomix - com atrações gastronômicas -, MishMash - uma programação para a família -, o Guritiba - com espetáculos voltados para o público infantil - e o Risorama - com apresentações de stand up comedy. O Guritiba traz os projetos sociais Olhar Atento, Teatro Portátil e Buzum que serão apresentados em instituições beneficentes para crianças. E também terá uma divertida feira de ciências, a Xperience.

Luís Miranda apresenta comédia que é sucesso há 11 anos na Mostra

Artista do MishMash com 26 milhões de visualizações O malabarista Ricardo Thomé, integrante da programação do MishMash, teve uma participação num vídeo do canal People Are Awesome, e teve mais de 26 milhões de visualizações no Facebook. A participação é rápida, mas é incrível, aos 18 segundos antes do final: https:// www.facebook.com/peopleareawesome/videos/ 956398137742698/ O MishMash acontece no Park Cultural do ParkShoppingBarigüi, dia 8 de abril, às 20h, e dia 9 de abril, às 18h.

Risorama diferente Em vez de um mestre de cerimônia para o Risorama todo, o evento terá um por noite. Danilo Gentili e Marco Luque estão confirmados para esse papel.Ainda na programação, o Risorama terá Rafael Portugal, do Canal Porta dos Fundos, Gustavo Mendes, Sérgio Malandro, Diogo Portugal e muitos outros

O espetáculo 7 Conto traz o ator Luís Miranda ao Festival de Curitiba em 2017. As apresentações acontecem na quinta (30/03) e sexta-feira (31/03), no auditório Bento Munhoz da Rocha Netto, o Guairão, às 21h.A comédia, vista por mais de um milhão de espectadores, fala de questões sociais e políticas do país e, mesmo depois de mais de uma década nos palcos, continua atual. No espetáculo, Luís Miranda interpreta sete personagens, que interagem uns com os outros através do recurso de vídeo.


Pรกgina 16

FOLHA DO BATEL

Fev/Mar 2017

Folha do batel 189  

Praça da Espanha, revitalização, Botox, odontologia, Festival de Teatro, Curitiba, Governo do Estado, Fernanda Richa, Marcello Richa, oração...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you