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ANO

2013

REVISTA ELETRÔNICA DE PARATY - EDIÇÃO LIMITADA - MARÇO A SETEMBRO 2013 CONSELHO

PEDRO

ELISA

EDITORIAL

LÍDER: HENRIQUE DE OLIVEIRA REDATOR: CAROLINE FLORINDO

GABRIEL

ORADOR: DE LIRA LOPE S

ARIEL

DE

LEITE

BOLQUE

MILANI

DESIGNER: ALBANO SOARES

PESQUISADOR: VICTORIA BILIKY ALFA NO EDITOR ELISA BOLQUE PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA LEITE VICTÓRIA BILIKY ALFA NO CONSELHO

EXTERNO

THAIS ROSA VIVEIROS LAÍS SARTORI MARCELO GIRALDI CELISE CORREIA LUIS ARTUR PIE DE LIMA

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Índices HISTÓRIA

DE

PARATY...............................................

04

MILITAR.............................................

05

MILITAR......................................................

05

FORTE:.................................................................. DEFENSOR PERPÉTUO QUARTEL DA FORTALEZA DE PATATIBA

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ARQUITETURA

DEFESA

ECONOMIA.............................................................. 07

ISOLAMENTO........................................................... 08

ATUALIDADE........................................................... 09

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História de Paraty Por Elisa Bolque

Paraty foi fundada em 1667 em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, sua padroeira e atual matriz da cidade. Teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar, pelo ciclo do ouro pela Estrada Real e pelo ciclo do café. No século XVIII, destacou-se como importante porto por aonde vinha das Minas Gerais, o ouro e as pedras preciosas que embarcavam para Portugal. Com a descoberta do ouro, a dinâmica de Paraty ganhou um novo impulso. As pedras preciosas vindas das Minas Gerais passavam pela Estrada Real que foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX. Antes da Estrada Real, o ouro vinha em um percurso marítimo-terrestre que ligava o Rio de Janeiro às Minas. Para a proteção do ouro, foi construída a fortaleza de Patitiba, localizada no Morro do Forte. Quando o ciclo do ouro terminou, Paraty passou a destacar-se à produção de cachaça. Depois da cachaça, o porto da cidade foi usado para embarcar, direto para Portugal, o café vindo do Vale do Paraíba. Esses foram outros dois grandes destaques da economia de Paraty. A cidade e sua história foram redescobertas em http://www2.uol.com.br/paraty/ 1964, com a abertura da estrada que liga o estado de São images/estradareal_pq.jpg Paulo ao Rio de Janeiro, virando centro de turismo. O movimento intensificou-se ainda mais com a abertura da estrada Rio-Santos (BR 101) em 1973, que passa por Paraty. A história da cidade carrega uma forte influência religiosa, especialmente Católica, vinda de Portugal. O centro Histórico possui quatro igrejas, cada uma sendo destinada a uma camada da população: senhores aristocratas, escravos e homens pardos livres. Um toque misterioso e exotérico também se mistura à história do município. Tem-se certeza que no século XVIII, as portas e janelas da maioria das casas eram pintadas de azul e branca como a cidade de Óbidos, cidade maçônica de Porhttp://4.bp.blogspot.com/-M0t68JNTIZs/ UDgk1QZvAPI/AAAAAAAABro/ tugal, ou seja, Paraty foi GRiRC2JTwgM/s1600/ urbanizada por maçons, deixando vários outros símbolos maçônicos pela cidade. http://3.bp.blogspot.com/-Ybij1pt0mC0/TVR6iKHr7SI/ AAAAAAAAABg/IvQvY-X-Des/s320/paraty_37.jpg

HISTÓRIA

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Arquitetura Militar Por Victória Biliky Alfano

Paraty é um dos caminhos do ouro, fez com que Portugal desse uma importância cada vez maior a ela, caso houvesse algum ataque, ela possuiria uma defesa funcional. O porto da cidade era um dos poucos pontos do litoral brasileiro, com fácil acesso para o interior da colônia. A cidade ganhou maior destaque a partir do século XIX, pois serviu de porto para levar o ouro de Minas Gerais a Portugal. Durante esta época de enriquecimento, começaram a surgir vários sobrados na cidade e a partir daí, o Porto de Paraty se tornou o segundo mais importante do Brasil. SÍMBOLO

DA

FAMÍLIA

REAL

PORTUGUESA

http://www2.uol.com.br/paraty/ images/ arquitetura_colonial/16_gd.jpg

Defesa Militar Por Victória Biliky Alfano

Graças ao poderoso sistema de fortificação, ou talvez por se um porto raso, navios inimigos não tinham chance de chegar a uma distância suficientemente perto para serem atingidas por balas de canhão. Já na vila, por terem um sistema eficiente de defesa, os navios piratas esperavam escondidos na Ilha Grande ou em Trindade, onde aguardavam os navios carregados de ouro para, só então, saqueá-los. http://2.bp.blogspot.com/_CT2C3pEYnSw/ Os fortes de Paraty eram usados como ponto TCoahyaiv3I/AAAAAAAAA3s/Q1N11fgqgcE/ s320/DSC04085.JPG de defesa, prevenindo a possibilidade de serem atacados por países inimigos. Para que houvesse proteção à cidade contava com seis fortificações e duas guardas. Os fortes serviam para defender a vila de ataques de navios estrangeiros e as guardas eram pontos de controle avançado para evitar o contrabando de materiais preciosos, e em caso de ataque, a circulação do inimigo em terra.

ARQUITETURA

E

DEFESA

MILITAR

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Principais Fortes Por Victória Biliky Alfano e Elisa Bolque

Defensor Perpétuo: Localizado próximo à cidade, no morro ao Norte, foi construído em 1703 com apenas uma trincheira, um reduto e quatro canhões. Após aproximadamente 90 anos, neste mesmo local, foi construída a primeira casa de pólvora e as celas da cidade e, devido a isto, ganharam novos armamentos. http://www.museusdorio.com.br/joomla/images/ A casa de pólvora media 9m²e era on- stories/perfis/02costa-verde/forte-defensor/ forte_defensor.png de armazenavam toda a pólvora. Para que ela não viesse a explodir, caso fosse atingida por inimigos, suas paredes possuíam quase 1m de espessura, e também era cercada por um alto muro. Atualmente, a casa de pólvora e o forte tornaram-se o Centro de Artes de Tradições Populares de Paraty. Quartel da Fortaleza de Patitiba: Construída também em 1703, o Quartel localiza-se ao lado da Igreja de Santa Rita e era utilizado como depósito de armas, munição e alojamento das tropas que defendiam o Rio Patatiba. Logo após o prédio entrar em ruínas, no fim do século XIX, que foi reformada e utilizada como cadeia pública, porém atualmente abriga a biblioteca Fábio Vilaboim e a Pinacoteca Marino Golveia.

http://www.paratyonline.com/jornal/wp -content/uploads/2011/02/cadeiabiblioteca-paraty.jpg

Além do Defensor Perpétuo e do Quartel da Fortaleza de Patitiba, havia o Quartel da Fortaleza de Iticupê, que possuía uma trincheira de pedra e três canhões. Também havia a Fortaleza da Ilha da Bexiga com seis canhões, a Fortaleza da Ponta Grossa com três canhões e a Fortaleza da Ilha dos Meros, que hoje não possui canhões e nem ruínas que apresentem a existência do forte, relatos dizem que lá dispunha de dois canhões. Existiam também duas guardas: a Guarda e Registro do Boqueirão do Inferno que tinha a função de controlar o ouro que vinha das minas. Essa continha poucos soldados que eram apenas necessários para cobrar os impostos auríferos. Já a Guarda do Curralinho servia apenas para evitar o contrabando do ouro e a fuga de escravos.

PRINCIPAIS

FORTES

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Economia Por Ariel Albano Soares

No século XVII Paraty tinha como principal atividade comercial o cultivo de canade-açúcar. No início do século XVIII, com a descoberta de ouro na região de Minas Gerais, Paraty passou a ser o local intermediário do transporte de mercadorias, que ingressariam no Rio de Janeiro, seguiriam para Paraty e, por meio da trilha que passou a ser conhecida como Caminho do Ouro, iria para Minas Gerais. Entretanto, menos de uma década depois, foi proibido o uso da estrada de Paraty. A prática da monocultura de açúcar continuou em ascensão, devido a isso, também surgiram diversas destilarias, chegando a serem registradas, em 1820, 150 destilarias em atividade. A produção era tão elevada que a expressão "Parati" passou a ser sinônimo de cachaça. Podemos notar isso em duas referencias. Primeiramente no livro de Aluízio Azevedo, “O Cortiço”, onde há uma passagem em que o personagem Jerônimo toma logo cedo “dois dedos de Paraty”: “Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati "pra cortar a friagem".

Também há uma referência no poema modernista de Oswald de Andrade, “Ditirambo”. No baile da Corte Foi o Conde D'Eu quem disse Para Dona Benvinda Que farinha de Suruí Pinga de Parati Fumo de Baependi É comê bebê pitá e caí. Paraty foi uma importante cidade portuária até 1850, onde tal função começou a decrescer, tendo tal atividade como a principal fonte de renda. Com a transferência deste papel para cidades como o Rio de Janeiro e Santos, perdeu sua importância permanecendo esquecida até a construção da estrada Rio Santos. Assim a cidade voltou ao mapa. Com o isolamento geográfico o local permaneceu muito bem conservado em sua arquitetura e cultura. Essa característica contribuiu para que ela se tornasse um atrativo turístico, fazendo com que, atualmente, maior parte de sua economia dependa de seu intenso turismo. Devido a, principalmente, sua beleza natural, e também por seus hotéis, pousadas, restaurantes e diversas atividades, o local é repleto de turistas. Entretanto, a dependência dos turistas, para dar fluxo à economia, faz com que grande parte dos investimentos da verba pública PRODUÇÃO MUNDIAL DE OURO vá para atrações turísticas. En- (valores em toneladas) tão, a imagem que os turistas Período Brasil Demais Países Total tem da cidade, é diferente da 19 520 539 realidade difícil que os habi- 1600-1700 tantes da região enfrentam. 1701-1800 838 583 1421 1801-1900

ECONOMIA

226

6614

6840

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Isolamento Por Gabriel Milani

O isolamento geográfico de Paraty deve-se a dois grandes fatos que fizeram com que a cidade ficasse esquecida em meio às serras do mar. O primeiro foi a abertura de estrada de ferro D. Pedro II em 1870, ligando o Vale do Paraíba ao Rio de Janeiro, ficando mais rápido, seguro e barato o transporte do café via ferrovia do que o caminho terrestre-marítimo via Paraty. O segundo foi a aceitação da Lei Aurea, em 1888, que aboliu a escravidão. Paraty dependia muito da mão de obra escrava, em trabalhos para a lavoura da cana e do café, para os engenhos e alambiques, para a constante manutenção do caminho que cruzava a serra e para a limpeza de galhos e árvores que caiam nos rios e represavam a água. Após 1900 ocorreu um grande êxodo populacional, especialmente de homens a procura de trabalho nas cidades vizinhas. Os estabelecimentos comerciais fecharam e viraram residências. Havia um excedente número residencial e muitas casas entraram em ruína por falta de manutenção. Dos 150 alambiques que produziam aguardente restaram menos de dez. O isolamento geográfico e econômico permitiu Paraty manter suas características não apenas arquitetônicas verificadas no seu centro histórico, mas também culturais verificadas nas procissões religiosas, nas comidas típicas, nos remédios caseiros a base de ervas e nas produções artesanais de canoas, balaios, bonecas, colchas, redes de pesca... O estado do Rio de Janeiro tem 635 km de extensão de costa, faz parte do bioma da Mata Atlântica brasileira, tem os relevos formados por montanhas e baixados que estão localizados entre a serra da Mantiqueira e o Oceano Atlântico.

ISOLAMENTO

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Atualidade Por Pedro Henrique de Oliveira Leite

No início do ano de 2012 houve casos de assaltos de piratas a embarcações particulares de visitantes da cidade de Paraty. Os assaltos ocorriam durante a noite e além de levarem pertences das vítimas, os piratas também praticavam torturas e agressões aos turistas. O primeiro caso registrado se trata de uma família de Ubatuba que passava o réveillon na cidade e dormiram em seu iate. Os piratas invadiram a noite, renderam todos e depois de algum tempo de tortura levaram os bens de valor que se encontravam na embarcação. Mesmo tendo sido ameaçado de morte, o médico paulista que não quis se http://blog.groupon.com.br/files/2013/04/paraty-groupon5.jpg identificar, fez a denuncia, o que abriu caminho para que mais denuncie fossem feitas. O presidente do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da Baía de Ilha Grande, Valdir Siqueira, disse em entrevista que não há monitoramento noturno nas águas da região e disse que está aguardando o fim das investigações para cobrar mudanças no esquema de segurança marítimo de Paraty. A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro afirma que vem realizando operações na costa do estado, mas se isenta da responsabilidade, assim como fez a Polícia Militar do Rio de Janeiro que disse não possuir embarcações de porte suficiente para patrulhas em mar aberto. Na época colonial, Paraty era uma cidade onde a defesa era importante e eficiente, tanto que um de seus mais importantes pontos turísticos é o forte restante dessa época, agora desativado, o forte Defensor Perpétuo, que leva esse nome em homenagem a D. Pedro, um exemplo da eficácia defensiva é que nunca houve nenhum ataque na época, porém, agora eles são mais comuns, na cidade que é a quarta mais violenta e perigosa do estado do Rio de Janeiro, não com os característicos piratas, com suas roupas de navegantes e com suas espadas, mas sim com toucas pretas para esconder seus rostos e armas de fogo.

ATUALIDADE

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Colégio Pentágono - Perdizes Ariel Albano Soares

nº 3

Elisa Caroline Florindo Bolque

nº 8

Gabriel de Lira Lopes Milani

nº 10

Pedro Henrique de Oliveira Leite

nº 21

Victória Biliky Alfano

nº26

2º ano do Ensino Médio B Projeto de Estudo de Meio Tema: Defesas de Paraty Matéria Orientadora: História Professor Orientador: Marcelo Giraldi

Revista defesa 2b final  
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