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Tradução: Nata Morena Revisão Inicial: Amanda Espinhel Revisão Final: Grasiele Santos Leitura final: Thamires Formatação e Verificação : Paixão


Sinopse Eu não sou uma vadia, embora estejam me chamando assim com muita frequência. Sim, passei três meses fodendo um de meus professores da universidade, mas estava louca pelo cara. Então ele terminou comigo. Não sou uma cadela, embora as pessoas gostem de dizer que sou. Mantive nossa relação em segredo. Não sou responsável por dizer aos administradores sobre isso, mas muitos estudantes ainda me culpam pela demissão de seu professor favorito. Não sou a rainha do drama, embora todo mundo pense que sou.

Quando

chegaram

umas

mensagens

desagradáveis,

apaguei. Quando chegou uma ameaça, supus que era alguém sendo estúpido. Continuo pensando que era isso. Entretanto, meus pais se preocuparam, por isso contrataram um segurança para mim. Agora Jack me segue para todos os lugares intimidando tudo o que se aproxima e parecendo odiosamente quente. Isto é quem sou. Sou Chloe. Sou uma veterana com uma licenciatura em História da Arte. Um pouco tímida, embora não pretenda ser. Teimosa o suficiente para ficar aqui até meu último ano apesar de todo mundo me odiar. E tenho que ficar com Jack. Ele me chama de "princesa", mas princesa, eu também não sou.


Prelúdio Jack Quando você fez tudo o que você fez, a única coisa que fica é a paralisação. Não há como voltar atrás. Não há progresso. Só se mantém de pé se segurando fortemente a qualquer coisa que se possa alcançar. A verdade do que tem feito crava em sua alma, sempre te lembrando o quanto pode doer, o quanto pode ferir outras pessoas, como se não andar cuidadosamente no caminho traçado para você, tudo poderia cair em pedaços de novo. Isso é o que faz a culpa. Ela te paralisa até que seja a única parte de você que importa. Sim, há maneiras de afogá-la, adormecê-la ou esquecer por apenas um momento que sempre está à espreita no fundo de sua mente. Mas só um idiota acreditaria que qualquer desses acertos superficiais irá durar. Foram anos para mim. Anos de viver com esta coisa da qual não posso escapar. Não importa que não estivessem falando sério. Não importa que ninguém pudesse localizar a pequena coisa que fiz de errado. Não importa que fosse a última coisa no mundo que


nunca queria que acontecesse. Aconteceu de qualquer maneira. Não há esconderijo para essa verdade. Quando você está pronto para a escola, para o começo, para proteger sempre, para ser forte sempre, para controlar seu entorno, para não deixar escapar nada, então se rompe o núcleo de quem você é quando falha. Meu pai nunca me perdoou. Não por falhar no trabalho, mas sim por falhar com ele, por não ser o homem que eu deveria ser. Fui criado para ser o guerreiro perfeito, o soldado, o protetor. Para seguir todas as regras. Para não deixar que nada escape. Nunca serei o homem que ele quer, algo que eu percebi há sete anos. No entanto, ainda estou interpretando esse papel, tanto como posso; só outro resultado da paralisação. Eu mandaria à merda todo mundo e me afastaria de tudo, se não fosse pela minha mãe. Cortar todos os laços com meu pai e com a vida que conheço, quebraria seu coração. Tenho vinte e seis anos. Estive por minha conta há muitos anos, mas ainda não estou disposto a fazer isso. Então, simplesmente faço o que faço já que não há nada mais e espero que algo aconteça finalmente, para romper com este comodismo. O que acontece é ela. É errado por muitos motivos que mal posso começar a contar. É muito jovem. Muito privilegiada. Muito acostumada às coisas


boas da vida quando tudo o que tenho, tudo o que sou, é o fundo do barril. Mas no minuto em que a vejo, tudo muda. Não estou procurando uma atribuição. A empresa de segurança do meu pai recebe uma grande quantidade de altos perfis de negócios e às vezes, consigo os melhores casos. Mas ele está irritado comigo porque não fiz meu último trabalho do jeito que ele queria. Eu fiz direito. Simplesmente não fiz do jeito dele. E a forma em que mostra sua irritação é me dar um caso “algodão doce”1. Este é definitivamente um caso “algodão doce”. Eu vejo assim que dou uma olhada no arquivo. Uma garota mimada universitária de vinte anos de idade, uma princesa, se é que alguma vez vi uma, que pensa que está em perigo por foder seu professor e então, alguém enviou uma significativa mensagem de texto depois de o despedirem. Este tipo de caso é o pior porque não há uma ameaça real, então nunca consegue ser resolvido. Seu pai tem muito dinheiro, então poderia ficar preso com esta superficial rainha do drama durante meses. Não é necessário dizer que não estou procurando isto.

1

É a mesma coisa que “água com açúcar”. Leve, sem grandes riscos.


Mas apareço na casa de seus pais, nos Hamptons2, por instruções e orientação. Felizmente, ela tem um apartamento perto de sua universidade em Connecticut há poucas horas da casa de seus pais, pelo menos eles não estarão olhando por cima do meu ombro cada hora do dia e fazendo demandas ridículas. Ele é um homem de negócios, do tipo que conheci milhares de vezes, mas é prático e não me trata como o pessoal contratado, por isso decido que ele é bem decente. A mãe é uma bem vestida e atrativa mulher, talvez em seus cinquenta que, obviamente, é muito inteligente. Há uma classe de inteligência que pode ver nos olhos de alguém e esse é o tipo de inteligência que ela tem. Mas é amável enquanto explica que Chloe, sua filha, a princesa de “algodão doce”, está almoçando com um amigo, mas que estará aqui a qualquer momento. Naturalmente, a princesa tomará seu tempo e não se preocupará

em

manter

outras

pessoas

esperando

em

uma

entrevista. Merda, sim, este vai ser um grande trabalho. Temos uma pequena conversa. Eu explico sobre alguns itens preliminares que faço, como organizaremos a proteção e o que podem esperar. Respondo algumas de suas perguntas e acontece que olho pela janela. É quando a vejo. É quando o universo muda. 2

Os Hamptons são um grupo de vilas de luxo, localizado no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da Améric


É bonita. Muito pequena com o cabelo comprido, castanho claro e feições delicadas que são tão perfeitamente esculpidas que parecem frágeis. No entanto, já vi garotas bonitas antes. Não há nenhuma razão porque deveria me provocar tal impressão. Mas está andando para a porta da frente da casa arrastando uma caixa enorme. E quero dizer uma caixa enorme. Não tenho ideia do que há dentro, mas ela provavelmente poderia caber dentro. E deve ser pesada. Obviamente, ela está lutando para conseguir movê-la. Ela poderia deixá-la e entrar em casa para pedir ajuda. Essa seria a coisa mais lógica e normal a fazer quando enfrenta um desafio físico que é muito para você. Mas ela não faz isso. Está fazendo tudo por si mesma, mesmo que seu rosto esteja vermelho e parecendo que está suando pelo esforço. Ela veste uma camiseta sem mangas, uma pequena saia e seu corpo é tão delicado como seu rosto. E está tentando arrastar essa ridícula caixa por sua conta. Sem pensar, vou ajuda-la. Em minha defesa, ajudaria qualquer um que estivesse lutando para carregar algo pesado. Mas seus pais devem pensar que é estranho e grosseiro que eu deixe a sala tão rapidamente sem dizer uma palavra. Saio pela porta principal e a alcanço em poucos passos. Ela está de costas para mim porque está tentando puxar a caixa com as duas mãos. Dou a volta e a levanto.


É bem pesada. Estou surpreso de que conseguiu levar a coisa por tanto tempo. Em vez de me agradecer, que é o que eu espero, o que eu esperaria de qualquer um, ela me olha com seus olhos verdes cinzentos. — Quem é você? — Sou Jack. Meus olhos descendem automaticamente pelo seu corpo, assimilando suas pernas magras, a delicada curva do seu quadril. O contorno de seus mamilos sob a camiseta fina. Tenho certeza que ela não está usando sutiã e o meu corpo realmente gosta dessa ideia. Meu corpo realmente gosta de tudo relacionado ao seu corpo. Lembro a mim mesmo que é muito jovem e que é uma protegida, por isso que consigo frear. Franzindo a testa. — Ah. É o guarda-costas. — Sim. — Bem, você não precisava vir aqui em uma glória masculina. Eu estava muito bem. — De qualquer maneira, o que há na caixa? Pesa uma tonelada.


— Isso não é da sua conta. Está obviamente dizendo isso por ser teimosa, não porque haja algo secreto na caixa. Não gosta de mim. Está ressentida com minha presença. Não tem medo de ser grosseira sobre isso. Ela foi criada rica e culta. É uma estudante de História da Arte. Provavelmente gosta de todo tipo de coisas esnobes que eu não posso suportar. Arrastava esta enorme caixa por sua conta, sem nenhuma boa razão em tudo. Isso é tudo. Tudo é diferente agora. O universo mudou. E a estagnação se foi. A culpa não se foi. Persegue meus passos, espreitando como uma sombra, flutuando como uma névoa escura nas esquinas posteriores de minha alma. Posso controlá-la e posso controlar todo o resto para evitar que surja para atacar. Mas a culpa nunca irá embora.


Capítulo 1 Chloe Sem dúvida, hoje é o pior primeiro dia de aula da minha vida. Sempre fui uma dessas garotas nerd que se entusiasma pelo primeiro dia de aula. Eu estava acostumada a recolher todos meus materiais escolares, arrumar minha mochila e começar a ler os livros muito antes de setembro3, antecipando todas as delícias que o ano escolar poderia ter. (Não ria... realmente fiz isso) Entretanto, hoje em dia é diferente. É meu último ano na universidade e todo mundo vai me odiar. Isso não é um exagero melodramático de uma rainha do drama. Realmente vão me odiar. Tenho uma ameaça de morte e tudo. No momento, não estou pensando na ameaça de morte. Estou pensando em como já estou atrasada e a gaveta da minha maldita cômoda está emperrada. É uma antiguidade, uma grande monstruosidade de nogueira que costumava ser da minha avó e as gavetas sempre estão saindo pelas bordas. 3

Mês em que o ano letivo normalmente começa.


Eu puxo, mas está encaixado firmemente. Então, seguro as alças com as duas mãos e puxo forte tentando forçar a gaveta de novo nas corrediças. Puxo com muita força. Claro. É apenas um daqueles dias. A cômoda se move toda, inclinando para mim,em seguida, volta para o lugar enquanto a solto. No processo, o enorme vaso de rosas e orquídeas que meus pais me enviaram ontem vai voando para o piso de madeira com um forte golpe. Levantoestupidamente, olhando a confusão das flores, a água e o vidro quebrado no chão. Definitivamente, o pior primeiro dia de aulas da minha vida. Então fica pior. A porta do meu quarto se abre e um homem entra. É grande e de cabelo escuro e continuamente precisando fazer a barba. Ele tem uma arma na mão e seus vivos olhos azuis registram o quarto em busca de vilãos espreitando nas sombras. Mencionei que só estou usando minha roupa íntima? — Que merda você está fazendo? — essa sou eu. Geralmente, eu

me

considero

uma

pessoa

educada,

mas

estas

são

circunstâncias extraordinárias. Pode ser que eu tenha gritado. Só um pouco. — O que aconteceu? — Jack pergunta relaxando quando percebe que os meninos maus não estão a ponto de me arrastar ou


me colocar no porta-malas de um carro. Desliza sua arma para o coldre no ombro e franze a testa em minha direção. — Não pode entrar aqui cada vez que ouve um barulho! Este é meu quarto. Vou ter que te aguentar espreitando o tempo todo, mas não pode invadir minha privacidade desta maneira. Jack não parece incomodado com o meu tom. Nas duas semanas em que esteve me seguindo, nunca o vi zangado. Está sempre tranquilo, relaxado, no controle. O que realmente me deixa louca. — Meu trabalho é não respeitar sua privacidade. Meu trabalho consiste em me assegurar de te manter com vida. — Pela milésima vez, minha vida não está em perigo. Essa mensagem de texto era só alguém sendo estúpido. Deveria apenas tê-la apagado. Meus pais estão exagerando. — Não me importa uma merda se reagiram exageradamente. ME contrataram para te manter a salvo, então, isso é o que faço. Agora você pode ver porque ele me deixa louca. Esta é a forma em que ele sempre age. Nunca perde a calma. Sempre tem uma resposta. Está ali parado olhando como se, secretamente, desse risada de mim quando me sinto frustrada, mesmo se eu merecesse. — Bem, estou perfeitamente segura no meu quarto, a menos que pense que os travesseiros poderiam estar a ponto de atacar.


— Não sei, princesa. — os cantos de sua boca elevam em uma expressão que vi muito. É quase um sorriso e sei que significa que está escondendo seu divertimento. Isso o deixa mais lindo do que o habitual, que é realmente o que não tenho que notar nestes momentos. — Esses ursinhos de pelúcia parecem suspeitos. Mantive minha vigilância neles. Merda. Eu quero rir. Mal consigo segurar. — Não são ursinhos de pelúcia! São da Suíça. São feitos à mão. São obras de arte. — meu pai esteve me dando coisas colecionáveis, ridiculamente caras, em meus aniversários e feriados desde que tinha cinco anos, por isso agora tenho uma prateleira inteira deles. Talvez seja uma coisa de menina, mas me fazem feliz. Me fazem pensar em meu pai. — Talvez. — Jack responde, esse olhar aquecido o faz parecer ainda mais quente. Não tenho nem ideia de como os seus olhos podem ser tão azuis. — Aquele de chapéu verde não é bom. Eu sempre posso detectar aos maus. Bem, tenho que virar a cabeça para evitar que veja que quero rir novamente. Vamos tirar isto sobre a mesa neste momento. Jack Milton é arrogante, desagradável, agressivo e desorientado pelo fato de que não quero ter nada a ver com ele. E só porque é, às vezes, um pouco inteligente, só porque tem senso de humor

não quer

dizer que eu goste. — Agora, eu imploro que saia daqui. — Digo levantando a voz para me assegurar de que carregue a autoridade correspondente. —


No caso de não ter notado, ainda tenho que me vestir e já estou atrasada. Não nos esqueçamos de que ainda estou usando nada mais que meu jogo de sutiã e calcinha, aquele que coloquei a um par de minutos antes de me dar coragem para enfrentar o dia. — Sim, eu me dei conta disso. Não há nenhuma razão para que tais palavras inofensivas me fizessem corar tão ardentemente. Entretanto, fazem. Tenho a pele branca, por isso coro muito. Pode ser muito incômodo. Jack é grande, alto, com uns surpreendentes ombros largos, abdômen plano e quadris magros. De repente, parece encher todo o espaço em meu quarto. Todo meu corpo reage à sua presença. Parece que não posso pensar em outra coisa. Só ele, seu corpo e seus quentes olhos azuis. — Tome cuidado com os cacos de vidro. — ele diz com uma espécie de aspereza em sua voz que me faz querer tremer. — Você está descalça. — Eu sei que estou descalça. Agora saia daqui. — Muito bem. Mas primeiro me diga uma coisa. — O que? — Por que você tem bebês nus vestindo só cuecas?


— Não são bebês nus! São querubins. E se você não fosse um Neandertal tão grande teria reconhecido o anjo Miguel quando o viu. Me sentia encantada, no início do ano, quando encontrei em uma loja de Nova Iorque este conjunto com os detalhes do teto da Capela Sistina neles. Eram absurdamente caros, como pode imaginar, mas não pude resistir em comprá-los de qualquer maneira. Jack fica olhando para meu sutiã. — Anjo Miguel? — parecendo muito confuso. — Sim. Da Capela Sistina. Olhe, aqui é onde a mão de Deus se encontra com o Adão. Todo mundo reconhece essa parte pelo menos. Ele limpa a garganta. — Uh, princesa, você pode pensar que está me mostrando uma famosa obra de arte, mas o que estou vendo é... — O que? — A coisa mais linda que vi em minha vida. — ele diz "coisa", mas seus olhos estão fixos em meus seios sem vacilar. Dou um gritinho embaraçoso e cruzo os braços sobre o peito, um rubor se arrastando até o fundo de meu ventre. Sempre fui pequena. Não quero dizer que sou ágil e esbelta como uma modelo. Quero dizer que eu sou apenas normal. Sendo


tão pequena, meus seios não são incríveis por qualquer definição, mas pelo menos tenho algo lá. Jack não está me tocando, mas de repente me sinto como se estivesse. Estou muito consciente de meu corpo, do seu corpo, o calor de seus olhos azuis enquanto me olha. Sei que está pensando em sexo, e me faz pensar em sexo também. Mas o sexo é a coisa que desordenou completamente minha vida, então não vou por esse caminho estúpido outra vez. Tomei decisões firmes sobre esse tema, promessas rigorosas para mim mesma para evitar esse tipo de problemas. Quando volto para meus sentidos, me sinto envergonhada e incomodada. Eu nem gosto de Jack. Não deveria estar respondendo a ele desta maneira. — Então, saia daqui. — Certo. — seus olhos finalmente se afastam de mim como se tivesse que obrigá-los. — Isso é provavelmente uma boa ideia. Ele saiu do quarto fechando a porta atrás dele. Agora minha manhã é ainda pior. Acima de tudo, tenho que correr para me vestir, limpar a desordem do vaso quebrado e tentar não pensar no Jack dessa maneira outra vez.


Bom, estas são as dez razões mais importantes para não foder com seu professor universitário sem importar quão jovem ou ardente seja. Um: Nunca termina feliz como nos livros. Dois: Mesmo se esperar até o final do semestre e já não estiver mais em suas aulas, como Carter e eu fizemos, dormir com você colocará seu trabalho em risco. Três: Como professor, terá conseguido sua licenciatura, mestrado e doutorado. Esses levam muitos anos e enormes quantidades de dinheiro (ou empréstimos) investido em sua carreira. Não vai querer desperdiçá-lo por você. Quatro: Não vai querer dizer à sua família sobre sua relação e nunca te deixará dizer a seus amigos. Cinco: Andar às escondidas é emocionante no início, mas se torna rapidamente entediante. Seis: Eventualmente ficará inquieto e decidirá que não vale a pena todo o risco. Sete: Partirá seu coração. Oito: Mesmo que nenhum dos dois diga a ninguém sobre a relação, o segredo pode ser descoberto de alguma forma. Nove: Se for jovem, não terá permanência, então será fácil que a universidade não renove seu contrato já que confraternizar com estudantes vai contra suas políticas.


Dez: Todos odiarão você por fazer seu professor favorito ser despedido e terminará sendo seguida por guarda-costas tão incômodos como Jack.

Eu só tenho quinze minutos de atraso quando saio do apartamento e encontro Jack espreitando no corredor. Meu coração está martelando agora, mas não é pela repentina atração que senti por ele antes no quarto. Tenho que ir ao campus agora, depois das férias de verão. Não é como ir a uma grande universidade onde posso permanecer, na maior parte, anônima. Stonegate4 é uma pequena universidade particular de artes liberais do tipo onde o corpo estudantil é facilmente impulsionado em favor de uma causa. O Dr. Carter Ame, brilhante antropólogo e carismático professor que foi despedido graças à cadela que o denunciou, é a causa atual. As pessoas que ainda gostam de mim dizem que sou estúpida por não me transferir para outra universidade para meu último ano. Elas têm razão, claro. É estúpido. Mas não fiz nada de errado e não vou fugir. Não tenho feito muitas coisas corajosas na minha vida, mas não sou uma covarde em tudo. 4

Arts & Education Center. Ela serve como uma comunidade centro de aprendizado / reunião, hospedando duas universidades, eventos comunitários e desenvolvimento da força de trabalho.


Está

preparada,

princesa?

Jack

pergunta

se

endireitando assim que me vê. — Sim. — Não estou preparada. Nem perto de estar. Permanece em silêncio enquanto tento me acalmar. Não vai ser tão mau. Meus melhores amigos vão a universidades diferentes, então não perdi nada que seja realmente importante para mim. Assim, e se as pessoas não me quiserem aqui? Tudo o que tenho que fazer é ir às três aulas e, em seguida, voltar para casa. — De qualquer maneira, no primeiro dia de aula não acontece nada. Não há razão para que vá hoje. Leva um momento para perceber que Jack, de fato, está tentando ser amável. Endireito meus ombros e o observo. — Nunca falto às aulas. Ele ri profundo em sua garganta e, honestamente, estou espantada por quão atrativo é. — Por que isso não me surpreende? Meu telefone toca então e o tiro da minha bolsa para verificar. Eu amava receber mensagens de texto e chamadas, mas todo isso mudou há seis meses. Agora cada vez que escuto o tom, sinto minhas vísceras se retorcerem. Mais alguém está tentando me dizer algo desagradável. Mais alguém está tentando mostrar quanto me odeia.


É um alívio ver que é a minha mãe. Atendo enquanto Jack e eu descemos as escadas do meu edifício. — Oi, mamãe. — Oi, doçura. É muito cedo para ligar? — Não. Tenho aula as nove em ponto. — Ok. Só queria dizer olá e ver como está. Uma das piores coisas sobre toda esta horrível experiência é saber que minha mãe está tão preocupada. Saber que pensa que sua menininha foi usada por um homem egoísta e manipulador. Saber que não entende por que voltei para o Stonegate este ano. Saber que se sente inútil e tem que se conter para não me censurar muito. — Eu estou bem, mamãe. Sério, estou bem. — O guarda-costas está com você, certo? — Sim. Claro. Parece saber o que está fazendo. — olho para Jack com o canto do olho. Está segurando a porta da escada para mim e pretendendo não escutar minha ligação. Claro, está escutando. Como não poderia? — Ok. Bem. Ligue para nós esta tarde e diga como foi o dia. — Eu farei isso. — no semestre passado liguei para os meus pais só um par de vezes na semana, mas sei que este semestre eles ligarão a cada dia. Não posso culpá-los. Eu fiz isso a eles... tanto como fiz isso a mim mesma.


— Quer falar com seu pai? Vou passar para ele. Sei que ambos estão sentados em seu pátio tomando o café da manhã lendo o jornal. Isso é o que fazem toda manhã. — Não é necessá... Antes que possa terminar, meu pai está na linha. — Oi, muffin. — Oi, pai. Meus pais me tiveram quando ambos estavam em seus quarenta. Fui uma surpresa e sou sua única filha. Não acredito que eles sempre souberam o que fazer comigo enquanto crescia, às vezes me tratavam como uma pequena-adulta em lugar de uma menina, mas tentavam. Eles sempre tentaram, de verdade. — Precisa ficar atenta para qualquer coisa que pareça suspeita. — Diz meu pai agora mudando a conversa. — Mesmo que não ache que é importante, diga de qualquer maneira. E diga a seu guarda-costas. — Eu farei isso. — Não tenho nem ideia do que o meu pai acha que ele pode fazer a centenas de quilômetros de distância de qualquer maneira, mas não há nenhuma razão para discutir com ele agora. — Seu guarda-costas está fazendo um bom trabalho, certo? E está te tratando com respeito? Penso em Jack olhando lascivamente meus seios.


— Sim, tudo bem. Pareceu bem quando o conheceu, não é? — Só queria ter certeza. Nós paramos no patamar da escada que desce até os estacionamentos do edifício e por alguma razão tudo isso me bate de repente. A coisa mais difícil que tive que fazer foi dizer ao meu pai sobre Carter. Nem pude fazê-lo. Eu disse à minha mãe e ela disse ao meu pai. Eu não teria dito nada, mas as notícias já tinham vindo à luz e eles perceberiam de alguma forma, o que seria muito pior. Meu pai ainda pensa em mim como seu bebê e não posso imaginar quanto dói saber que seu bebê fodia seu professor. E estou fazendo ainda pior para ele permanecendo na universidade onde ele acredita que a vida de seu bebê está em perigo. Todo mundo foi horrível e tem sido desde que Carter me deixou e agora, eu tenho feito isso para meus pais também. E meus pobres pais não têm feito nada mais que me amar. Sou a única quem cometeu os erros. Eu o odeio tanto que quase começo a chorar. Tenho que enrugar o rosto para controlar a emoção. Não sei se Jack está observando, mas não posso parecer estar tranquila. — Tudo bem, pai. — Digo quando falo outra vez. Sinto uma lágrima deslizando fora do meu olho, o que significa que tenho que desligar agora mesmo. — É melhor eu ir. — Tudo bem, muffin. Ligue logo para nós.


Desligo. Não posso olhar para Jack. Isto é muito embaraçoso, vulnerável e não quero ver se está rindo de mim secretamente. Continuo andando até que chego a meu automóvel. Jack está bem atrás de mim, certamente explorando os cantos escuros da garagem para qualquer predador à espreita. Estou de volta ao normal quando sento no banco do motorista. Olho para Jack quando ele fica no banco do passageiro e não vejo nem um pequeno traço de diversão. É um alívio. — Tenta não ficar me circulando muito, certo? Vai ser desconfortável o suficiente sem você agarrado há mim o tempo todo. — Circular é meu trabalho. — Tudo bem. Mas ronde o mais discretamente possível. — Farei o que puder, princesa. — E pare de me chamar de "princesa". — O que você quiser... Eu esperei por isso. Sabia que ia vir. Como era de se esperar, depois de uma pausa, terminou em sua voz monótona alongada: —

— Você está rondando.

...princesa.


— Eu disse isso a você. Meu trabalho é rondar. Então agora estou sentada em um banco no centro do campus, tomando o quente sol e tentando não sentir que todo mundo está me olhando. Jack, infelizmente, está de pé atrás do banco, sua presença pairando sobre mim. — Bem, não pode rondar um pouco mais longe? — Meu tom poderia ser um pouco brusco, mas já foi um dia estressante e nem é meio-dia ainda. — Eu acho que não. Não posso vê-lo sem esticar o pescoço, mas sei que não está me olhando. Seus olhos estão examinando os amplos jardins e os edifícios históricos de pedra no centro do campus. — Por que não? — viro para olhar para ele ainda com esperança de que meu olhar seja remotamente intimidante. Não é, claro. Não para ele, de qualquer maneira. — Eu não gosto de sua posição. Sem pensar, volto a cruzar as pernas e puxo minha saia curta de cor marrom clara para baixo. Minhas pernas não estão tão ruim no que se refere a pernas, mas nunca conseguem ficar bronzeadas, então eu não gosto muito de mostra-las. Então me sinto estúpida porque, é obvio, a posição de que Jack está falando não é sobre a forma como estou sentada. — O que tem de errado com a minha posição? — Está muito exposta aqui. Muito vulnerável.


— Vulnerável como? Tenho certeza de que um avião não vai passar voando para deixar cair uma bomba sobre mim. — Há seis edifícios com janelas voltadas para nossa posição. Contei cento e sete janelas de onde um atirador poderia... — Oh, por favor. Um atirador não vai a... — Há oito ruas diferentes que se conectam a esta. Quatro vêm atrás de mim. Se nas minhas costas há uma ameaça, então atrás de você também tem. — Isso é ridículo! Ninguém vai vir atrás de mim com uma pistola ou uma faca. O que mais temo é um tomate podre de um universitário desagradável. — Eu fui contratado para te proteger. Se isso significa enfrentar lançadores de tomates podres, então que assim seja. Tento muito, muito forte não rir. — Realmente atiram tomates na universidade nestes dias? — Jack acrescenta com uma voz diferente. — Não. Pelo menos, nunca vi fazendo antes. Entretanto, pode ser que eu seja um caso especial. A verdade é que não parece provável que alguém me lance nada mais que olhares sujos esta manhã. A hostilidade não foi tão ruim como temia. Todos me reconhecem. Ninguém fala comigo. Mas passei minhas duas primeiras aulas sem incidentes.


Agora é parte mais difícil do dia. A longa pausa antes da minha terceira aula. A maioria das pessoas está comendo o almoço, se é que não retornaram para dormir , mas ao invés disso, estou sentada em um banco. Poderia pegar algo para comer fora do campus, mas não quero que pareça que estou fugindo. Não sei por que as aparências importam tanto, mas fazem. Também importavam quando fodia com Carter. — Você foi à universidade? — Pergunto tentando manter minha mente em outras coisas, já que pensar no Carter e neste desastre me faz sentir doente. — Sim. — Jack parece distraído. — Quando foi isso? Onde foi? Ele não responde. — Jack? Você me escutou? — Uh, sim. Fui à universidade quando tinha dezoito, na idade habitual. — Quantos anos você tem agora? — é tão grande e forte que não tive sorte adivinhando sua idade. Poderia ter qualquer idade, desde a minha até mais de trinta. Mais uma vez mais, não responde. — Jack? Ter uma conversa com uma estátua ameaçadora é bem desconfortável.


— Não posso conversar com você agora. Eu não gosto da sua posição. Definitivamente, parece ser muito teimoso em relação a isso. Não há dúvida disso. — Bem, sinto muito. Não vou fazer isso no refeitório. — Apenas posso imaginar quão incômodo seria, com todo mundo me olhando e ninguém com quem me sentar. É um pesadelo e simplesmente não vou fazer isso. Além disso, estou sem fome. — O refeitório seria errado também. Eu gostaria de colocar você em algum lugar mais fechado. Engasgo um pouco diante das suas palavras, apesar de ser ridículo pensar em coisas sujas quando Jack obviamente está em modo todo negócios neste momento. Suspiro. — Poderia ir à biblioteca. — Sim. Vamos fazer isso. Caminhamos para o lado leste do campus para ir à biblioteca, onde peço por uma sala de estudo particular. No primeiro dia do semestre, cada uma delas está disponível. Ninguém, exceto eu, quer estudar hoje. Mesmo que eu não queira estudar. Só quero uma sala. A estudante atrás da mesa da recepção esteve em minha aula de História no outono passado. Sempre falávamos do que tínhamos feito durante os fins de semana nos poucos minutos que tínhamos


antes da aula. No entanto, não disse nada hoje. Simplesmente me deu um olhar frio. É um pouco desconfortável, mas posso lidar com olhares frios. Pelo menos não são um confronto aberto. Na verdade, eu não gosto de conflito. Isto me deixa nervosa. É estranho caminhar até as escadas e subir ao segundo andar sem que ninguém que passe sorria para mim ou me cumprimente. Nunca fui uma garota popular. Meu pai faz um montão de dinheiro, mas fui a escolas onde os pais faziam muito dinheiro, então nada em mim sobressaía. Tirava boas notas e sempre tinha um par de amigos. Tive um noivo durante meu terceiro e quarto ano secundário até que fomos, nos distanciando, mas nunca fui realmente perseguida por uma grande quantidade de homens. Não estava acostumada a ser o centro das atenções, mas as pessoas sempre pareceram gostar o suficiente de mim para, pelo menos, dizer "olá". Entretanto, parece que o mundo se converteu em um lugar estranho e frio desde que Carter foi despedido. No ano passado, meu sonho era viver em Paris e trabalhar em um prestigiado museu de arte. Tirei boas notas em todas as aulas para que eu tivesse meu passe livre perfeito. Agradava a cada figura com autoridade para que pudesse conseguir boas referências. Trabalho em museus locais e consigo estágios todo verão para que pudesse acrescentar experiência ao meu currículo. Atualmente, meu sonho é que o mundo volte à normalidade, andar pelo campus e ter algumas pessoas sorrindo para mim e que me digam "olá". Enquanto me sento à mesa da sala de estudo e


pego meu livro para minha aula sobre o Paleocristianismo e Arte Bizantina, Jack olha pela porta em direção às estantes de livros e, em seguida, fecha com um clique. Ele fica parado na porta em vez de se sentar, mas parece muito mais descontraído do que lá fora. Tento ler o capítulo para a aula de quarta-feira, mas não posso nem começar a me concentrar. Em vez disso, eu olho para o Jack. Realmente, ele é um magnífico exemplar de homem. Seu cabelo não é muito comprido, mas é abundante e sempre parece alvoroçado. É quase meio-dia e já precisa se barbear de novo. Quando meus pais me apresentaram a ele a primeira vez, ele estava usando uma calça preta e uma camisa branca, mas hoje está usando jeans e uma camiseta preta, suponho que em uma tentativa frustrada de se misturar com os estudantes. Não há como no inferno que possa se misturar.

Ele

percebe

que

estou

observando

e

levanta

as

sobrancelhas. — Então, quantos anos você tem? — Pergunto. Ele estreitou os olhos. — O que? Não pode falar agora? Você gosta desta posição, não é? — Algo brilha brevemente em seu rosto que faz com que eu core, mas eu consigo continuar. — Então, quantos anos têm? — Vinte e Seis. Tenho vinte anos. É estranho que ele seja apenas seis anos mais velho do que eu. — Isso não é muito velho. — Pensou que eu era velho?


— Não sei. Então, você não foi um SEAL5? — O que? — Um ex-SEAL. Ou talvez um comandante do Exército. Uma espécie de menino genial das Forças Especiais antes de te aposentarem e te tornassem em um guarda-costas. —- Não. Não era um SEAL, ou um comandante, nem nada das Forças Especiais. — Oh, isso é decepcionante. — Estou destruído. Pode ser que não seja o feijão mais inteligente no balde, mas sei o que é sarcasmo quando escuto. A resposta de Jack definitivamente é sarcástica. — Então, como virou um guarda-costas? — Negócio familiar. — O que quer dizer? — Meu pai é o dono da empresa. Ele era um comandante do Exército. — Levanta uma sobrancelha e quase sorri. — Entendo. Eu sabia que isso tinha que estar em algum lugar. Então, ele te treinou? — Sim. Esteve me treinando desde que tinha cinco anos.

5

Força de Operações Especiais da Armada dos Estados Unidos


— Oh. — penso nisso, no tipo de menino lindo que Jack devia ter sido. — Isso deve ter sido uma grande pressão. — Pode-se dizer que sim. Não sei o que fazer com isso. Sua expressão é estranha. — Parece que você sabe o que está fazendo com essa coisa toda de guarda-costas. Ele deve estar orgulhoso de você? — Nem perto disso. Desta vez, eu reconheço a amargura no seu tom. Isso me incomoda, então eu mudo de assunto. — Então, não esteve no exército? Viu algum tipo de ação? — De que tipo de ação estamos falando? — Sua voz reduz a esse tom sutil que me faz tremer e seus olhos azuis brilhando quentes por um momento. Fico vermelha de novo. Como anotação, é a maldição de ter a pele clara. Não há nada que possa fazer sobre corar. Decidida a não deixar que seus olhares ardentes me transformar em uma poça de mingau, pergunto: — Você não está rompendo alguma espécie de código de conduta de guarda-costas quando faz isso? — Quando faço o que? — Isso. Justo nesse momento. — Que código de conduta você acha que estou rompendo?


— Eu não sei. Não há alguma regra sobre não flertar com suas protegidas? — Você acha que estou flertando com você? — Bem, não, mas... — Princesa — diz com uma pronúncia que parece exatamente como no sexo, — eu prometo que você saberá se estou flertando com você. Merda,

merda,

merda,

merda,

merda.

Estou

ficando

ruborizada de novo. Também estou engolindo saliva. — Tudo bem. É bom saber. Então, todas essas insinuações não estão contra algum código de conduta? Ele sacode a cabeça e faz essa coisa de sorriso-secreto. — Apenas faz parte do serviço. — Você tem um código de conduta? — Manter você viva. Esse é o único código de conduta que importa. É estranho. Nunca fui uma pessoa nervosa. Bom, isso não é certo. Sempre estive nervosa por um número incontável de coisas, mas nunca por minha segurança física. Mas, mesmo assim, há algo estranhamente tranquilizador em saber que a única coisa no radar deste enorme, forte e imponente homem é me manter com vida. Uma garota poderia se acostumar à sensação de segurança dessa forma.


— Provavelmente, você pode sentar. — Eu digo. É bobagem para dizer, mas alguém tem que dizer alguma coisa. A tensão está me matando. — Não. Provavelmente, não posso. Claramente é a definição do tipo forte e silencioso. Com um encolhimento de ombros, retorno ao meu livro e pretendo ler.

Minha última aula do dia é às 13:30. No horário que imprimi faz um par de semanas, era para eu me apresentar no Granby Hall, mas quando chegamos lá, há uma nota na porta dizendo que a aula foi transferida para um salão em um edifício diferente. Do outro lado do campus. Nós chegamos cedo para a aula, então temos tempo de sobra para chegar ao outro edifício. Mas, no momento em que fazemos isso, o salão está quase lotado. Nas minhas outras aulas, chegamos cedo o suficiente para conseguir escolher nossos assentos, mas isso não vai acontecer nesta. Eu sei que Jack me quer na fila de trás, longe da porta, para que assim, ele possa ficar na esquina e ter uma vantagem sobre todos os pontos dentro do salão. Paro na porta quando vejo que esse assento já foi tomado. Todo mundo fica olhando. Sendo justos, eles olham para qualquer pessoa que entra no lugar, mas as olhadas se tornam particularmente más para mim.


— E quanto aquele lá? — Pergunto tão baixo como posso, assim ninguém, exceto Jack, pode me escutar. Aceno com a cabeça para o único assento vazio na última fileira. Ele nega com a cabeça pondo sua mão entre meus ombros e me empurra para o fundo da sala de aula. Já é ruim ser a cadela que se atirou no melhor professor de Antropologia que já viveu. É ainda pior ser aquela cadela e também vir à aula com um enorme e agressivo homem que não sabe como evitar a atenção. Eu fico rígida e constrangida, mas tento me mover rapidamente para poder chegar ao final da sala onde não estarei tanto no centro das atenções. Mas minhas tentativas de descrição são inúteis. Maldito Jack, de qualquer maneira. Ele se aproxima da cadeira do canto, onde ele me quer, paira sobre o jogador de beisebol que parece estar cochilando lá e diz: — Precisamos deste lugar. Não sei se alguma vez já tentou isso, mas se entrar em um salão na universidade e diz algo com autoridade, os estudantes provavelmente obedecerão. O jogador de beisebol parece surpreso, mas recolhe suas coisas e se move para outro lugar vazio, umas cadeiras mais à frente. Jack acena para o assento do canto. Todo mundo está olhando. Deus, quero me afundar no chão.


Olho para Jack, a quem totalmente culpo por todo o incidente, enquanto me sento e pego minhas coisas. Jack vai para o canto onde fica imóvel. Meus pais mencionaram a presença do Jack no campus para o pessoal da segurança e a administração e toda minha faculdade deve ter sido informada. Quando minha professora chega, não parece estranho encontrar que há uma ofensiva massa de homem no canto do seu salão de aulas. Entretanto, ela não gosta de mim. Posso dizer isso imediatamente assim que começa a verificar a lista de chamada da turma. Meu nome sempre está perto da parte superior. Chloe Barlow. Sou a primeira na lista para esta aula. Ela só diz meu nome e me olha, mas sei que ela não gosta de mim. É jovem e bonita. Começou a ensinar aqui no ano passado. Carter nunca a mencionou, mas poderiam ter sido amigos. Talvez estivesse interessada no Carter. Quem sabe? Mas posso dizer pela forma em que levanta seu nariz que ela não gosta de mim. Sei, com certeza, assim que ela começa a aula dizendo: — Temos um convidado na casa, já vejo. Chloe, quer nos apresentar ao seu amigo? Fico congelada por alguns segundos, um pouco atordoada e não acreditando que realmente esteja esperando que apresente meu guarda-costas

à

turma.

Todos

meus

outros

professores

simplesmente o ignoraram, o que é exatamente o que quero que


aconteça. Mas ela está me olhando, esperando uma resposta. Talvez eu esteja imaginando, mas parece que há um brilho malicioso de diversão em seus olhos, como se estivesse desfrutando de minha mortificação. O resto da turma também está me olhando. Tenho que dizer alguma coisa. Não me atrevo a virar e olhar para Jack. — Este é Jack. — digo finalmente. — Bom, bem-vindo, Jack. — diz a Dra. Harwood. É tão sarcástica e desagradável que quero lhe dar uma bofetada. — Talvez aprenda um pouco de literatura enquanto está aqui. A turma ri disfarçadamente. Está bem. Isso resolve. Eu odeio essa mulher com a ira de milhares de sóis em brasa. Não é que eu seja melodramática nem nada.

A aula é desagradável. Ela nos mantém o tempo todo tentando que nos envolvamos na conversa sobre o significado da literatura e nos dando um montão de informações chatas que provavelmente virá em um exame. Depois que a aula terminou, espero a inicial correria dos estudantes fugindo do salão de aulas para limpar meu lugar antes de abandonar meu lugar. Jack me disse isto antes da minha


primeira aula. É mais fácil me proteger se não estiver no meio de uma

multidão

de

pessoas,

então,

simplesmente,

"sente

tranquilamente" essas foram suas palavras até que a multidão se disperse. Estou guardando meu caderno e meu livro na minha mochila quando o jogador de beisebol que estava sentado no início nesta cadeira anda a passos largos para mim. Não tenho ideia do que está fazendo. Não está sorrindo ou me olhando nos olhos como se fosse falar comigo. Ficaria surpresa se alguém se aproximasse para me cumprimentar. Mas definitivamente ele está se movendo em minha direção e, enquanto se aproxima, inclina para mim. É a coisa mais estranha. E é ainda mais estranho quando ocorre algo inesperado. Jack se move, tão rapidamente que nem sequer estou consciente do que acontece e o jogador de beisebol é golpeado contra a parede. Sério. Ele está caminhando para mim em um momento e no outro, ele está sendo retido contra a parede por uma versão assustadora do Jack que não vi antes: duro e feroz em toda sua força, habilidade e intimidação. Fico sem fôlego, tentando processar como Jack moveu a menino que é bem grande, tão rapidamente e com tão pouco esforço. — Que diabos...? — o jogador de beisebol bufa lutando inutilmente contra o aperto de Jack. Não poderia estar se sentido bem ao bater contra a parede da maneira como fez. Provavelmente, ele terminará com contusões. — O que você está fazendo? — Jack pergunta. Realmente é mais um grunhido que uma pergunta.


— A minha caneta caiu. Eu só ia pegar. Qual é o seu maldito problema? Jack olhou para baixo e viu a caneta no chão que o menino deve ter jogado quando estava sentado neste lugar antes. Libera o jogador de beisebol e se inclina para recolhê-la. Enquanto entrega a caneta ao menino, Jack murmura: — Da próxima vez, pergunte primeiro. O menino pega a caneta e caminha em linha reta para fora do salão. A professora cadela está observando. Vários estudantes persistentes estão olhando. E não tenho nenhuma dúvida de que todos no campus saberão exatamente o que aconteceu muito em breve. Mesmo que alguém pudesse ser corajoso o suficiente para querer falar comigo, não há uma maldita maneira de que vão fazer isso, depois de ver o que aconteceu a alguém que cometeu o engano de chegar muito perto de mim. Ainda estou um pouco impressionada pela velocidade e a habilidade de Jack. Ele parece tão grande que não esperava que fosse tão rápido. Mas isso se sobrepôs a tudo, então olho para Jack enquanto levanto e me escolta para fora da sala de aula. Finge não perceber. Ou talvez realmente seja inconsciente disso. Decido que simplesmente não me importa. Tudo o que preciso fazer é passar o dia, conseguir passar a semana, me desfazer de Jack e, em seguida, talvez possa me sentir normal de novo.


Eu paro no supermercado na volta da faculdade, por isso são depois das 3:30 da tarde antes que eu chegue em casa. Realmente não foi um longo dia, mas, com certeza, sinto como se fosse. Estou esgotada e de mau humor com o mundo, especialmente com Jack. Deixo cair minha bolsa e os mantimentos no piso da sala assim que entro. — O que você vai fazer agora? — Jack pergunta. — Eu vou guardar a comida e depois vou sentar no sofá. — Bem. — Limpo a garganta quando ele não se move. — Eu preciso verificar sua casa primeiro. Então pode se livrar de mim por um momento. — Bem, anda logo. Não reage diante da minha grosseria, mas quase esperava que fizesse neste momento. Deixando a porta aberta, caminha para o corredor e baixa o detector de fumaça. — O que você está fazendo? Não responde. Simplesmente tira um pequeno dispositivo do suporte. — O que é isso?


— É uma câmera. Realmente deveria ser mais observadora. Nunca houve um detector de fumaça aqui antes. Coloquei um ali ontem. — Por que eu teria que ficar atenta a respeito de onde estão os detectores de fumaça? Por que necessito de uma...? — Assim posso ver se alguém entrou no apartamento enquanto estávamos fora. É mais fácil proteger alguém com equipe de dois homens. — Sim, mas isso custa o dobro, eu tenho certeza. Não preciso mais de que um homem de cada vez. Ele me lança um olhar sobre o ombro antes de dar a volta para olhar a pequena tela da câmara que, claramente, está rebobinando para o momento em que saímos do apartamento. — Você poderia deixar de fazer isso? Nem tudo é sobre sexo, sabe. — Isso é verdade? — a paquera é pouco estimulante já que ele está distraído revisando o vídeo do corredor. É evidente que tudo está limpo já que põe a pequena câmera de volta no falso detector de fumaça e, em seguida, volta a colocar na parede. Dá uma volta pelo apartamento revisando o ambiente aberto da cozinha, a sala de jantar, a sala de estar, o banheiro e o quarto. — Tudo limpo. — Diz. — Eu estarei lá fora.


— Bem. — Eu me apoio contra a parede e fecho os olhos sentindo como se pudesse entrar em colapso sobre o chão. Pela primeira vez, durante todo o dia, sinto como se não estivesse sendo observada, como se não estivesse sendo julgada, como se não estivesse sendo odiada. Então meu telefone toca com uma mensagem de texto. Durante alguns meses na primavera, cada vez que escutava esse som, meu coração dava um voo pensando se poderia ser uma mensagem ardente e suja do Carter. Muitas vezes era. Já não estou entusiasmada pelas mensagens de texto. Não recebo muitos agora e aquelas que recebo, às vezes, não são agradáveis. Eu puxo o meu telefone de qualquer maneira e olho para a tela. É um número privado. Como eu recebi com a ameaça de morte. “Ele pode estar em torno de tudo o que quiser. Não vai ser capaz de te proteger.” Eu fico olhando para as palavras até que meus olhos veem embaçado. — O que é? — Jack pergunta. Soa mais perto que um minuto atrás, mas não posso afastar os olhos da tela para conferir. — É outra ameaça? — Jack definitivamente está mais perto agora. Sua voz praticamente está no meu ouvido, posso sentir sua tensa presença ao meu lado. Minha mão treme um pouco, mas simplesmente não posso acreditar que estas ameaças sejam reais. Só estão tentando me


assustar. Estão tentando me fazer sentir miserável. Ninguém realmente mataria por um professor sendo despedido. Fariam isso? — Droga, Chloe, me deixe ver. — sua voz é áspera, grossa, não com sua pronúncia normal. Talvez eu entregue a Jack o telefone. Talvez ele simplesmente arranque da minha mão. Mas também fica olhando a mensagem de texto e murmura: — Maldito bastardo. Então o telefone toca de novo e eu dou um pulo. Literalmente pulo, já no limite e assustada com o barulho inesperado. — É de alguém chamada Dana. — Jack diz. — Tudo bem. Está em algumas de minhas aulas. — Alcanço meu telefone tentando me sacudir do meu espanto. Dana é outra estudante de arte e nós fomos casualmente amigas antes. Talvez está tentando ser agradável agora. Também leio sua mensagem. “Achei que deveria ver isto. Sinto muito.” Ela me envia um link vinculado a uma página do Tumblr6. Uma página sobre mim. Uma página horrível. Tudo sobre mim. Fico congelada enquanto eu percorro pela coleção de fotos, gifs animados e vídeos. Algumas são imagens de um casal fazendo sexo, editada para ser Carter e eu. Algumas são desenhos animados 6

Rede social e micro blog que permite aos seus usuários compartilhar links, textos, vídeos, e áudio. É similar ao Twitter.


ou citações sobre putas, prostitutas e cadelas. Alguns são vídeos de pornô caseiro com uma mulher que não sou eu, mas que se parece o suficiente comigo com o cabelo marrom claro comprido e o pequeno corpo. E o pior são fotos minhas que foram tiradas hoje. Saindo do meu automóvel enquanto Jack abria a porta. Entrando em um edifício no campus. Sentando nos bancos com Jack atrás de mim. Puxando minha saia para baixo até minhas coxas. Sentada na aula tentando fugir para que ninguém me notasse. Na biblioteca. Até mesmo no supermercado. Devem ter sido tiradas nos telefones das pessoas, todas sem que soubesse. Devem ter planejado tudo com antecipação ou não poderiam ter se organizado e publicado tão rapidamente. Isto é pior, muito pior que a ameaça. Como se eu fosse violentada. Como se todo mundo estivesse contra mim. — O que foi? — Jack pergunta muito perto do meu ouvido de novo. Ele está tentando olhar o telefone. — É outra ameaça? — Não. — Pelo menos, é isso o que tento dizer. Não acredito que na realidade saísse alguma palavra. — Merda, você está branca como um fantasma. — Desliza um braço ao redor de mim, é tão grande, tão quente e tão sólido que não posso evitar me apoiar nele. Realmente acredito que poderia cair se não fosse isso. Na verdade, acredito que poderia vomitar. — Me deixe ver. — ele tira o telefone da minha mão de novo e passeia pela página horrível ainda me sustentando com uma mão. Estou tão perto que escuto e sinto uma brusca inalação.


— Vou fazer pó de alguém. — Não é mais que um murmúrio, mas que na realidade me faz sentir um pouco melhor. — É melhor que você se sente. — ele diz me empurrando para a sala de estar. — Quer um pouco de água? Ele me dá uma garrafa, então eu tomo. — Pode ir agora. — Eu digo a ele. Vou chorar ou vomitar, uma ou a outra, em uns dois minutos e não quero que esteja perto. — Estarei no corredor. Vou ficar com seu telefone. Farei você saber se alguém ligar. Em circunstâncias normais, eu me oporia a ele reclamando meu telefone, mas já não quero vê-lo de novo. Não quero sair nunca do meu apartamento de novo. Jack move as compras para a cozinha e, em seguida, sai para o corredor onde põe uma cadeira e fecha a porta atrás de si. Eu posso fazer um pouco dos trabalhos da faculdade, embora, na realidade, não há muito que possa fazer tão cedo no semestre. Em vez disso, ligo a televisão e encontro um programa de cozinha na tv a cabo. Há seis meses, eu era uma estudante universitária normal sonhando com um futuro em Paris e pensava que estava apaixonada por um brilhante e sexy homem mais velho. Agora tudo no mundo me fere.


NĂŁo importa. Seguirei dizendo a mim mesma que nĂŁo importa. Mas mesmo assim cubro o meu rosto e choro.


Capítulo 2 Estou profundamente adormecida quando algo me desperta. Não tenho ideia do que é e, de verdade, não importa, porque assim que abro os olhos, meu coração pula na minha garganta. Sei que essa é uma expressão boba, mas é exatamente assim como me sinto. Há uma sombra no quarto e está pairando sobre mim. Garanto que se alguma vez acontecer isso com você, seu coração também saltará até sua garganta. Levanto com um pulo, todo meu corpo está esfriando. Há uma luz entrando no quarto através da porta aberta e alguém está se inclinando sobre a cama. Oh, meu Deus, estou paralisada pelo pânico. Abro minha boca, mas não posso gritar. Tento fugir, mas não posso sair da cama. Então meus olhos finalmente focam e me dou conta de quem é a sombra que está se movendo. É Jack. É o estúpido, maldito Jack que acaba de me assustar. Ainda

não

posso

respirar,

meu

coração

batendo

dolorosamente com o que se supõe ser uma reação de fuga ou de luta. Estou dizendo a você agora, não há nenhuma maneira de que pudesse ter brigado ou fugido faz um segundo, então algo está claramente errado com minhas respostas biológicas.


Estou a ponto de dizer alguma coisa, provavelmente não muito agradável, quando Jack levanta seu dedo em um gesto brusco e inconfundível de silêncio. Meu coração salta de novo na minha garganta porque, finalmente, eu sou capaz de pensar. Jack não estaria no meu quarto me pedindo silêncio, no meio da noite se não estivesse acontecendo algo grave. Enquanto os calafrios começam a correr através de mim de novo, ele faz um gesto para que eu me levante. Tento fazer o que ele diz. Talvez não seja muito fanática por homens mandões, mas não sou uma completa idiota. Se seu guarda-costas invade o seu quarto no meio da noite, faça o que ele disser. Mas ainda não consigo me mover. Tenho certeza que, eventualmente, poderei. Quero dizer, não sou uma completa covarde nem nada. Mas eu tive um susto grave e ia levar um par de segundos para me recuperar. Evidentemente, Jack não acredita que tenhamos um par de segundos livres. Ele agacha, me carrega e me leva para o armário. Em seguida, me deixa dentro e fecha a porta. Sério, não sei quando estive tão assustada e desorientada. Não tenho ideia do que está acontecendo. Acabo de ser carregada como um saco de grãos e jogada em um armário. E agora estou sentada com minha roupa suja em um armário de tom escuro. E Jack está lá fora. Fazendo alguma coisa. Como uma espécie de cara mau. Não tenho ideia se Jack está exatamente do lado de fora da porta guardando o armário como um porteiro ou se saiu do quarto, ou apartamento, ou mesmo do edifício em busca de seu suspeito.


Não tenho ideia de nada. Estou sentada em um armário escuro, tremendo de medo e de frio. Vestindo um pequeno conjunto de pijama lavanda que consiste em uma blusa sem mangas e uma calça curta de algodão e que não serve para me cobrir muito bem. Antes que você reclame pelo fato de eu estar rodeada de roupa que eu poderia vestir, já que estou em um armário, depois de tudo, só me deixe dizer que isso não é exatamente o tipo de coisa que você pensa em uma crise. Você apenas se enrola como uma bola, abraçando a si mesma e tremendo sem poder fazer nada, orando para que tudo isso acabe e para que Jack retorne logo. Pelo menos, é isso que eu acho que se faz. Definitivamente é o que eu faço. Não tenho ideia de quanto tempo passa. Parece uma eternidade cada minuto que passa, cada segundo parece aumentar a tortura. Finalmente, a porta se abre e uma corrente de luz invade o armário. Piscando cegamente implorando para ver Jack e não algum assassino anônimo. Não é que eu acredite que tenha alguma razão para que um assassino anônimo venha atrás de mim, mas não estou exatamente no meu melhor agora. — Saia daí, princesa. Acabou. Bom, isso é bom. Esse obviamente é Jack. Ainda estou piscando, tentando me adaptar à luz, mas não há dúvida de quem pertence essa voz tão particular. Abro minha boca para dizer algo


inteligente e irônico ou mesmo divertido. No lugar, faço um chiado vergonhoso. Ele se agacha para pegar a minha mão e me levantar. Minhas pernas balançam. Por alguma razão, simplesmente não estão trabalhando corretamente. — Acabou. — Jack diz colocando uma mão em minhas costas. — Desculpe tê-la assustado. — Não estou assustada. — é a primeira coisa que consegui dizer e não é exatamente o mais inteligente que eu poderia ter dito, já que estou tremendo pelos nervos e a reação. — Merda, você está tremendo. — desliza um braço ao redor da minha cintura e me faz andar. Acho que ele pensa que está me ajudando a caminhar, mas com seu braço ao redor de mim, eu não tenho escolha a não ser me mover quando ele o faz. Nós acabamos no sofá. Não tenho ideia de como chegamos lá. Mas há manta lá e Jack a envolve ao redor de mim. — Sinto muito. Não há nada o que temer agora. — soa diferente do que o normal. Mais amável. O tom imediatamente aumenta minha raiva. — Não estou com medo. Estou com frio. Agora me diga o que está acontecendo! — Havia uma atividade suspeita no edifício e não podia correr nenhum risco. — Qual foi à atividade suspeita?


— Acabou por ser o ex-noivo bêbado da sua vizinha. Sinto muito que tenha te acordado e te assustado tanto, mas tenho que tratar cada incidente suspeito como uma ameaça. — Oh. — tudo bem. Está na hora do meu cérebro começar a funcionar. Tento forçá-lo a voltar ao seu processamento normal. Então tento deixar de tremer já que isso está começando a me envergonhar. Sem sorte para qualquer tentativa. — Já volto. — Jack murmura se levantando e se afastando. Não tenho ideia de onde ele vai. Simplesmente, eu sento e tremo sob a manta e me pergunto o que diabos aconteceu com minha vida para que eu terminasse aqui. Com Jack, de todas as pessoas. Retorna para o sofá com uma caneca em sua mão e me dá. — O que é isto? — eu pergunto pegando com ambas as mãos já que ele está a empurrando para meu rosto e poderia derramar se sustentasse com uma mão só. — Café. Beba. Tomo um gole e faço uma careta. — É muito doce. — Não me importa. Beba de qualquer maneira.


Emsexy me diz que faça algo. Mas não estou em meu estado normal neste momento e beber café doce parece uma coisa razoável a fazer. Então, eu bebo. Depois de um minuto e aproximadamente meia caneca, deixo de tremer. Jack se sentou no sofá junto a mim curvado para baixo e parecendo tão desalinhado e delicioso que estaria muito tentada se não estivesse me recuperando de um momento de pânico. Não disse nada. Apenas me observa tomar cada gole. — Como se sente? — Bem. — Sinto muito por tudo isto. — Poderia parar de dizer isso? Só fez seu trabalho. Se realmente fosse uma ameaça, eu te asseguro que preferiria estar presa no armário a ser morta. — Sim. Suponho que sim. Sua voz é baixa e rouca. Faz coisas estranhas no meu ventre, o qual já está bem instável devido ao medo e ao café. — Então, está tudo bem? — Sim. Tudo bem. Acompanhei o ex-noivo bêbado para fora do edifício. — Isso soa muito educado. — Isso não foi exatamente educado. — sua expressão parece um pouco suspeita e percebo que ele deve ter sido um pouco bruto


com o rapaz. Na verdade, eu sorrio com o pensamento. Eu estou tendo uma noite ruim por culpa desse idiota, então será melhor que o imbecil também tenha uma noite ruim. — Pode voltar para a cama se quiser. — diz Jack. — Está brincando? Depois do café e a adrenalina, não tem jeito que eu possa retornar para cama logo. De qualquer maneira, onde está Bill? — Ele está aqui. Lá fora. Teve problemas com o carro, então fiquei um pouco mais até que ele chegasse aqui. Bill é o homem da noite, é como Jack o chama, de qualquer maneira. Se não percebeu, um guarda-costas não pode cobrir cada hora do dia, não se quer fazer coisas como comer, dormir, tomar banho. — Oh. Olho para Jack me perguntando de novo sobre ele. Só o conheci a um par de semanas, mas me sinto como se deveria saber mais dele do que já sei. — Por que está me olhando desse jeito? — pergunta. — Simples curiosidade. — Sobre o que? — Sobre você. — Por quê?


— Por que não teria? — Porque sou seu guarda-costas. Não há necessidade de que saiba nada exceto que manterei você a salvo. Garota ou não, eu gosto do som disso. — O que você teria feito se fosse um cara mau de verdade? — perguntou. Realmente, não deveria ser possível, mas parece um pouco mais quente do que o normal, com seu cabelo ligeiramente despenteado e sua mandíbula que, desesperadamente, precisa barbear. Seus olhos caem sobre o meu rosto e não tenho ideia do que ele vê ali. — Eu teria me encarregado dele. — Como? Levanta as sobrancelhas em uma pergunta não formulada. — Só me pergunto. — digo na defensiva sentindo como se de alguma forma ele estivesse zombando de mim, embora não posso dizer exatamente como. — Nunca tive um guarda-costas antes. Não deveria se atirar em cima de mim? Suas sobrancelhas sobem ainda mais e fico vermelha. Sim, estupidamente vermelha. — Você sabe o que quero dizer! Seu rosto muda para um sorriso, daquele que me tira a respiração.


— Sim, sei o que quer dizer. Você esta pensando nos filmes do Serviço Secreto. — Oh. Mas não é o seu trabalho me manter a salvo? — Claro. Era o que eu estava fazendo. Ninguém estava entrando no apartamento. — Então, por que me colocou no armário? Ele dá de ombros e me olha quase envergonhado. — Parecia a coisa certa a fazer. Estupidamente, eu rio com nervosismo. Deve ser a sobra de adrenalina. — Então, você usaria uma pistola para se encarregar disso? — pergunto. — Quero dizer, se fosse um cara realmente ruim. — Talvez. — Por que talvez? — Porque uso o que seja necessário, conforme a situação. Algumas vezes, isso significa uma pistola. Outras, não. Tudo bem. A adrenalina deve ter me quebrado realmente porque, de repente, eu queria rasgar as roupas do menino. Já fiz muito pelos homens antes, obviamente, mas sempre esteve mais em minha mente que em meus sentidos, se isso faz algum sentido. Quero dizer, fisicamente, as coisas certas aconteciam com meu corpo, mas pareciam passar da minha mente mais que só por olhar para um rapaz.


Então é estranho que agora apenas o ponto de vista do Jack estivesse fazendo coisas más para mim. Estranhos detalhes como a forma em que sua camiseta se estica por seus largos ombros. Como a forma em que se encolhe um pouco no sofá, fazendo abdômen plano aparecer em um nível muito agradável. Como a forma que suas mãos grandes e fortes descansam no sofá entre nós. Nunca me senti assim antes só por olhar um homem. Deve ser a adrenalina. Depois de tudo, eu deveria estar em jejuando de homens. Oh, sim. Não acredito que não tenha mencionado antes e é algo que pode ajudar a me conhecer. Estou em jejum de homens. Jejuar de comida se supõe que é bom para você, limpar seu corpo, limpar sua mente, focar no que é importante. Os monges faziam isso na Idade Média e eles podiam se concentrar melhor do que ninguém. Então, este ano, estou em jejum de homens, assim posso me concentrar no que é importante. Ou atravessar o ano. Seja o que for. E, tenho que te dizer, ter Jack curvado ao seu lado no sofá no meio da noite, não é a maneira mais fácil de lembrar que você está em jejum de homens. Para me distrair, volto para nossa conversa. — Então, você tem algum talento? Lá vão as sobrancelhas outra vez. — Tenho poucos talentos. — Pronuncia lentamente.


Absolutamente, positivamente, não vou corar. Penso em certos talentos que talvez ele tenha e como poderia usá-los em mim. É possível que esteja corada. Só um pouco. — Pare de transformar tudo em algo sujo. — eu digo a ele no que se supõe ser uma voz sensata. — Eu me refiro às habilidades de luta. Você sabe, algum tipo genial de luta com artes marciais ou algo assim. Sabe alguma coisa dessas? — Posso fazer o que for necessário para deter alguém que fosse te ferir. Eu suspiro, uma vez que sua suave voz se mete realmente no caminho de minha imaginação. — Então não é um boxeador ou um lutador de MMA mistas ou algo assim. Ele bufa. Realmente, bufa. — Uh, não. Eu deixo sair um suspiro desapontado. Poderia ter sido. Ele é suficientemente grande, duro e perigoso. — Você já esteve preso antes? — Por que ficaria preso? — Não sei. Só é uma pergunta. — Não. — Tem alguma tatuagem?


— Tatuagem? — Grandes, grandiosos caras durões sempre parecem ter tatuagens. — Lamento te decepcionar. — Não parece como se sentisse. Parece que está, vagamente, se divertindo. — Por que não tem? — Você acha que eu deveria ter uma tatuagem? — Só se você quiser uma. — Percebo que soava como se me preocupasse com ele mais do que deveria, adiciono: — Não me importa se tiver um. Carter tinha uma tatuagem em suas costas. Ele dá um grunhido de escárnio. — Seu modelo de um grande cara durão é o seu namorado, professor de psicologia? — Ele não é meu namorado. Nunca foi meu namorado. Só dormíamos juntos. E, não, não é o meu modelo de cara durão. Só foi um comentário ao acaso. — Me deixe adivinhar. Era algo clichê e pretensioso. — o canto da sua boca se inclina. — Letras japonesas? Franzi a testa o mais possível. — Não.


Jack tem as coxas mais incríveis. Quero dizer, são poderosas. Posso ver o quão grandes e fortes elas são pressionadas debaixo da calça jeans. Aparentemente, eu não consigo parar de olhar para ele e mais coisas ruins estão acontecendo com o meu corpo. — Diga. Eu engulo. — Dizer a você o que? — Diga qual era a tatuagem dele. — Oh. — quase me esqueci disso. — Hieróglifos egípcios. Ele dá uma risada suave e baixa. — Muito perto. — Não tem que parecer tão superior. Você não tem tatuagens nenhuma. — Eu farei uma tatuagem se quiser que eu faça. O que você acha? Uma tiara de princesa em meu ombro? Desse jeito, sob minha caneca de café, posso ficar chateada por seu comentário ao invés de rir, que é o que realmente quero fazer. — Isso não seria muito do tipo durão. E tenho que dizer que você não tem muito dessa área. Não tem grandes habilidades de luta. Não foi um SEAL. Não ficou preso. Não tem uma tatuagem. Não é muito do tipo durão, não é?


Ele começou a rir, mas, em seguida, sua expressão muda estranhamente. Alcança minha manta e a puxa sobre meus ombros. — Por que fez isso? — Eu tiro a manta, principalmente para desafiá-lo. Ele deixa sair um suspiro, seus olhos baixam até meu seio e se sacodem longe rapidamente. Olho para baixo, onde ele estava me olhando e descubro que não estou exatamente própria. Uma das alças da minha camiseta sem mangas desceu, caiu no meu ombro e o decote está muito para baixo, revelando mais do que é completamente apropriado. Além disso, meus mamilos estão super duros e empurrando através do tecido. Jogo a manta sobre meus ombros outra vez. Entretanto, meu corpo não tem muitos padrões e está todo excitado sobre a ideia de Jack me vendo assim. Tudo bem, estávamos tendo uma conversa. Pense nisso. Pense nisso e não na forma em que a tensão no corpo de Jack me faz querer correr minhas mãos de cima para baixo por ele. Não tenho ideia sobre o que era a conversa. Não posso pensar em nada exceto Jack e seu grande corpo, suas mãos fortes, sua mandíbula áspera e o profundo e quente olhar intencional em seus olhos. E agora estou pulando para fora do sofá para levantar minha caneca de café. Melhor fazer isso do que fazer o que realmente quero. Ele está se levantando quando volto para sala.


— Aonde você vai? — Pergunto parando de repente. — Para casa. Bill está lá fora e você está perfeitamente a salvo. — Oh. — Não quero que ele vá embora realmente, mas isso é algo difícil de admitir. — Pensei que fosse possível que me ensinasse alguns movimentos de caras durões. — Ué, você não disse que eu não era um tipo durão. — Bem, você é mais durão do que eu. Pode me ensinar como proteger a mim mesma. Seus olhos estão centrados em meu rosto com uma estranha intensidade, como se estivesse lutando para mantê-los lá. — Se alguém vier atrás de você, princesa, seu melhor movimento seria correr. — Mas não há alguma arte marcial especial para deixá-lo fora de combate? — Você está vendo muitos filmes. A melhor forma de se proteger é infringir o maior dano com a menor quantidade de esforço. — Então, como faço isso? — Pegue pelas suas bolas. Franzo a testa. — Oh.


— Estou falando sério. Suas bolas, seus olhos ou seu nariz. Onde seja vulnerável. Onde você possa chegar com uma parte dura do seu corpo. — Não tenho partes duras no meu corpo. — sim, eu sei que isso soou estúpido, mas este homem realmente me confunde e não posso fazer a minha mente trabalhar corretamente. Ele sorri de uma maneira como quem sabe disso e caminha perto de mim. — Não tem muitas. — murmura esse delicioso chiado de novo em sua voz. Levanta meu braço, seus dedos se perdendo sobre minha pele até que alcança meu cotovelo. — Mas este é duro. — em seguida, seus dedos caminham para minha mão, o toque ligeiro me fazendo tremer. —E a palma da sua mão é dura. — Oh. Ele põe meu braço em uma posição onde poderia golpear a palma da minha mão em seu nariz. — Está vendo? Se me bater assim, estaria fora de combate por uns poucos segundos. É aí que você corre. Olhei para ele querendo tocá-lo de várias formas que não têm nada que ver com defesa pessoal. Arrumo meu corpo assim que minhas costas estão viradas para ele e seus braços estão ao redor da minha cintura. — Tente sempre ter um braço livre e, então, poderá usar seu cotovelo. Mostre como faria.


Claro, não quer dizer que eu faria isso se pudesse colocá-lo na minha cama, que é no que estou pensando realmente. Entretanto, em resposta à sua instrução, atiro meu cotovelo para trás. — Bom. — ele me vira, então estou em frente a ele e juro, juro para você, que parece como se estivesse a ponto de me beijar. Em vez disso, diz: — Seu joelho também é duro. Sabe o que fazer com isso. Eu levanto meu joelho até sua virilha. Não bato nele lá de verdade, claro. — Isso é tudo no que deve pensar. — diz. — Os movimentos sofisticados não servem de nada se não funcionarem. Fazendo o mais simples, o mais fácil, você pode fazê-lo funcionar. — Isso é o que você faz? — minha voz é rouca, mas não há nada que possa fazer a respeito. Estou tão excitada que quase estou tremendo. — Sim. Nada de habilidades sofisticadas. Simplesmente o que funciona. — sua mão ainda está sobre meu ombro e realmente não está tão longe de meu peito. Mexo um pouco, então estou um pouco mais perto. Não vai demorar muito, só uma rápida descida para que um lado de sua mão roce meu mamilo. Quero senti-lo ali tanto que mal posso respirar.


— Tudo bem. — Jack diz abruptamente com uma voz completamente indiferente. Deixa cair sua mão e dá um passo para trás. — Já está tarde. Essa é sua lição desta noite. É melhor que volte para a cama. — Não quero ir para cama. — Bem, eu faço isso, mas definitivamente não para dormir. — Tudo bem, não tem que fazer isso. Mas eu tenho que ir para casa. Eu vejo você amanhã. E isso é tudo. De verdade. Deixa o apartamento sem olhar para trás. E eu fico sozinha, com apenas um tremor, uma massa quente de luxúria e adrenalina como sequelas. Sabia que existia alguma razão por que não gostava ao Jack.

Então aqui estão as dez coisas que se deve evitar se está tentando não desejar o seu guarda-costas. Um: Não o olhe nos olhos. É provável que tenha esses magníficos olhos azuis que parecem oferecer muito mais do que deveriam. O melhor é nem olhá-los. Dois: Não cometa o erro de olhar para sua boca. Terá este atrativo e ágeis lábios que parecem que, realmente, podem fazer coisas.

Concentrar-se

perigosas.

muito

neles

te

dará

fantasias

muito


Três: Suas mãos são mais uma coisa para evitar olhar. Porque te tocou antes e você sabe como se sente com os toques casuais, então não pode imaginar como se sentiria quando está tentando te excitar. Oh, Deus, definitivamente sabe como usá-la. Quatro: Seus ombros serão agradáveis e largos, de algum jeito significam tanto estabilidade como força. Não olhe muito para eles se você pode evitar. Cinco: Não apenas você que pode ver coisas que são potencialmente perigosas. Não se aproxime muito ou o cheire, isso é quase pior que da maneira como parece. Ele não usa colônia nem nada, mas sempre cheira delicioso: uma espécie de combinação de sabonete, sabão em pó e simplesmente sua masculinidade. Mantenha o mais longe que puder. Se realmente precisar se aproximar, tente respirar pela boca. Seis: Não deixe que ponha sua mão em suas costas. Ele fará, às vezes, e se supõe ser casual; apenas se movimentando e te levando na direção correta. Mas eu prometo que você sentirá como muito mais do que isso. Você sentirá como se estivesse te reivindicando como dele. Sete: Tenha muito cuidado se fala com você sobre alguma coisa que não sejam negócios. Sua voz profissional é agradável, apesar disso, ela não te faz coisas terríveis. Mas as outras maneiras que fala, seu murmúrio seco, seu sotaque charmoso, seu intenso murmúrio, essas são as vozes que tem que evitar se não quer que produzam estragos em suas partes femininas.


Oito: Não deixe que te faça rir. Terá um bom senso de humor e se você acha que é divertido, você vai querê-lo ainda mais. Nove: Se certifique de evitar focar em suas coxas. São grandes, fortes e poderosas e estão muito perto de outra coisa que é essencial evitar. Dez: Falando nisso, nunca olhe, pense, se

pergunte ou

sonhe com seu pau. Só estou dizendo... será tentador, mas logo que começar a pensar nisso, você não será capaz de parar. E

então

você

terminará

como

eu,

com

uma

luxúria

desesperada pelo seu guarda-costas, mas nunca será capaz de satisfazê-la. Simplesmente, não é um bom lugar para estar.

Então, estou cansada no dia seguinte e em um ânimo não muito bom; não só devido à falta de sonho, mas também porque está se tornando revoltante descobrir que Jack é incrivelmente atraente, quando nada virá disso. Quero dizer, se ele está interessado em mim, eu estava completamente disponível ontem à noite. Devo parecer uma idiota, toda fraca e trêmula esperando que me beijasse. É vergonhoso, realmente e se supõe, que tenho abstinência dos homens. No final das contas, não está fazendo um bom dia e não falo muito com Jack.


Não é como que fossemos super faladores, mas passamos um montão de tempo juntos, então em dias normais conversamos com muita frequência. No entanto, eu não falo muito com ele hoje. Não porque esteja zangada, estou convencida de que não estou, é só porque estou de mau humor e não tenho nada interessante para dizer. Estamos saindo da minha última aula e voltando para o automóvel quando percebo que ele está me olhando pelo canto do olho. — O que? — eu exijo imediatamente me sentindo na defensiva, como se fosse me julgar de algum jeito. — Por que está tão irritada hoje? — Não estou irritada! Você pode apenas fechar a maldita boca. Ele está escaneando a ampla grama no meio do campus, cheio de gente caminhando e vadiando a esta hora do dia. Suponho que está procurado os meninos maus, mas seu olhar observa meu rosto por um minuto. — Soa como estivesse um pouco de saco cheio comigo. — Não estou de saco cheio. De qualquer maneira, acho que deveria estar me protegendo. Não fazendo uma avaliação do meu estado de ânimo. — É uma coisa boa, porque seu estado de ânimo está ruim.


— E não me é permitido estar de mau humor às vezes? Espera que eu esteja alegre o tempo todo para satisfazer sua sensível psique? — Acredite ou não, princesa, minha psique realmente não é tão sensível. — Então, por que se preocupa com meu estado de ânimo? — Estou preso a você durante todo o dia. É bom não ser tratado como um robô. — Não te trato como um robô. Só tenho outras coisas em minha mente hoje. — Como o que? — Como nada que seja da sua conta. — Zangada. — a palavra foi um murmúrio, mas tinha a intenção, obviamente, de que eu a ouvisse. — Foda-se, Jack. — Se você está dizendo. Tudo bem, então agora eu quero bater nele, mas não quero dar a satisfação de ver o quanto está me incomodando. — De qualquer maneira, não deveria estar me distraindo. — ele deixa de olhar para mim por completo e começa novamente a escanear nosso entorno. Há um grupo de meninos chutando uma bola de futebol na grama um pouco à frente, do outro lado do jardim. É uma coisa boa não haver um franco-atirador ao redor por


uns segundos porque eu estaria morta, já que Jack estava muito focado em me incomodar do que estar procurando os atacantes. — Você foi o único que trouxe o assunto à tona. Eu estava tranquila e não te distraía. — Bem, você está me distraindo agora. — Como estou te distraindo? — Você me distrai apenas por respirar, princesa. — O que isso significa? — agora estou tensa e irritada, me perguntando se ele está me insultando de algum jeito e sou muito estúpida para me dar conta. — Isso significa que tenho dificuldades para pensar em qualquer outra coisa quando você está perto. O que acha que significa? Nem me olha enquanto diz isso e certamente não soa afligido pelo sentimento nem nada. Eu olho para ele boquiaberta tentando descobrir se suas palavras significam o que quero que signifiquem. — O que está...? Na verdade, nunca terminei a pergunta. Não sei exatamente a sequência dos acontecimentos. Só estou concentrada em Jack, tentando descobrir o que quer dizer, então não noto uma só coisa até que um balão de futebol vem voando para mim. Logo para minha cabeça.


Não sei se alguma vez você teve um balão apontando para seu

rosto,

mas

é

bem

desconcertante.

Este

se

aproxima

rapidamente, evidentemente chutado por um dos meninos na grama mais adiante. Faço o que meus instintos me dizem para fazer que é dar um grito abafado e levantar as mãos para proteger meu rosto. Por coincidência, eu não preciso fazer isso. Jack nem parece estar olhando na direção dela, mas estica uma mão e apanha a bola antes que me alcance. Esta bate em sua mão com tanta força que faz um som de estalo. Deve ter doído, mas nem se altera. Quando recupero o fôlego, viro para os meninos do futebol. Eles estão rindo e um está batendo no braço de outro. Só por sua linguagem corporal, está claro para mim que um dos meninos tentou chutar a bola em mim. Só para ser mesquinho, eu acho. Estupidamente

dói.

Não

conheço

estes

meninos.

Não

contribui em nada a sua opinião sobre mim. Mas nunca em minha vida fui uma garota que alguém golpearia com uma bola simplesmente pelo desejo de lhe fazer mal. Jack ainda sustenta a bola e sua expressão não muda. Provavelmente, ele não vê o que eu vejo e não saberá que foi feito de propósito. Já que estamos caminhando para os meninos de qualquer maneira, simplesmente vai lançar a bola de volta enquanto passamos. Digo a mim mesma para ignorar o acidente, que não


mostre nenhuma reação. Quem diabos se importa com que estes estúpidos meninos pensam de qualquer maneira. Estou fazendo um grande esforço para me convencer disto enquanto nos aproximamos deles. Jack levanta a bola para lançar de volta à pessoa que a chutou. O menino ainda está rindo como se tivesse atestado alguma espécie de vitória. Jack de fato lança a bola para ele, mas não é o casual lançamento que obviamente se esperava. Lança com força. Com muita força. Tal força empurra o menino para trás enquanto apanha. Ele arfa bem alto e bate com a bunda no chão em uma queda desajeitada. Seus amigos explodem em gargalhadas por ele. Eu olho fixamente, confusa de como isso aconteceu com um simples lançamento de uma bola. O menino não é fraco e certamente não é dos que não têm ideia de uma bola. Exatamente com quanta força Jack lançou? Eu levanto os olhos para Jack, assustada e desconcertada e vejo que está escondendo um sorriso. Ele fez isso de propósito, é obvio. Porque se sentiu incomodado por esse menino ter chutado a bola para mim. É a maneira de Jack conseguir vingança. Toda a dor que senti há um minuto se dispersa na compreensível admiração e surpresa de que se preocupa o suficiente para fazer algo assim. — Eu retiro. — digo. — Retira o que?


— Dizer que você não é uma pessoa má. Definitivamente tem algumas habilidades de uma pessoa má. Jack ri. E, maldita seja, minha abstinência de homens está voando pela janela de novo. Na verdade, eu tenho que fazer melhor que isto.


Interlúdio Jack Quando você for como eu tenho sido, aprende a não se apaixonar. Se apaixonar não é só uma figura de linguagem. Isso, na verdade, é o que acontece quando você deixa ir, quando perde o controle, quando não está em guarda em cada momento do dia. Não importa se você se apaixona ou mais alguém faz isso. Ou, às vezes, ambos. Isto me aconteceu uma vez e não voltará a acontecer novamente. Chloe está dormindo agora, tombada no sofá com um livro em seu peito. Tentava fazer um pouco de trabalho de casa, mas não conseguiu mais de uma hora antes de dormir. Não é que possa culpá-la. Pelo título do seu livro, ela está lendo sobre a Arte Bizantina e isso tem que ser o suficiente para colocar qualquer um para dormir. Eu mantenho seu telefone, já que quero ser o primeiro a ver qualquer ameaça ou mensagem desagradável que receba. Tinha uma mensagem de texto de um amigo faz meia hora e estava acordada quando trouxe seu telefone... Embora isto não a impediu de fazer um comentário em voz baixa sobre quão fanático eu sou com controle. É verdade. É muitoverdade. Sou um maníaco por controle. É a única maneira em que posso lidar com o que passou há sete


anos. E me agarrar ao seu telefone é o menor de meus hábitos de controle. Mas quando ela recebe outra mensagem de texto, é sobre a maldita página do Tumblr, a qual foi cancelada um dia depois de sua primeira publicação fazendo quase impossível de rastrear. Agora foi posta uma cópia de segurança. Ela está dormindo quando retorno ao seu apartamento. Eu fico olhando para ela por um minuto. Só para esclarecer, eu não sou uma espécie de perseguidor que invadiria a casa de uma garota para observá-la dormir. Mas não posso olhar para Chloe com muita frequência. Quero dizer, realmente vê-la, sem guardar cada expressão no caso de descobrir como me sinto. Então, eu me permito isso agora. É perigoso, mas não é tão perigoso como seria se estivesse acordada. Não tenho nem ideia de como ela consegue ser delicada e sensual ao mesmo tempo. Mas ela é. Suas pálpebras estão fechadas e sua expressão é relaxada, pacífica, de uma maneira que quase nunca ela fica. Cada curva que posso vera linha de seu crânio, o arco da maçã do rosto, o oco de sua garganta, a curva de seus seios, ela é esquisitamente esculpida, como o cristal mais caro e delicado e, no entanto, ainda quente, exuberante e real. Eu a quero muito. Mais do que qualquer coisa. Quero protegê-la. Ela é preciosa. Quero tomá-la como um animal reivindicaria seu par. Quero destruir tudo o que ameaça lhe machucar. Quero que se abra para mim em todos os sentidos, compartilhar cada coisa que guarda firmemente em seu interior.


Quero transar com ela, mas eu também quero fazer mais do que apenas foder. E todas as formas em que a quero estão erradas. São proibidas. São perigosas. Não é só porque sou seu guardacostas, embora eu saiba melhor que ninguém que é uma ideia muito ruim, não é só por essa razão. É porque fiz uma promessa a mim mesmo há sete anos, que não perderia o controle outra vez. Não deixaria que baixassem minhas defesas. Não me deixaria levar. Então não deixarei me levar por Chloe. Se o fizer, vou terminar deixando ir tudo. Seu cabelo castanho claro se estende desordenadamente ao redor do seu rosto e tenho que lutar contra o impulso de tocá-lo. Também tenho que lutar contra o impulso de tocar seu rosto, seu pequeno e precioso corpo, a suave pele nua de seus braços. Nunca antes conheci alguém como ela. Para qualquer outra pessoa, sua insistência em permanecer nesta faculdade, mesmo diante das ameaças de morte, é estúpida e inútil. Talvez seja. Mas eu entendo. Desse jeito, ela é igual a mim. Não acredita que possa deixar isso ir. Ela viveu toda sua vida sendo perfeita, sendo o que outros queriam que ela fosse, mantendo um estrito controle sobre o que o mundo pensa dela. Depois de tantas coisas saírem do seu controle, agora pensa que tem que se manter mais firme. Eu mal posso me conter de chegar até ela, atirá-la em meus braços, reclamar sua boca em um beijo que sei que nos deixaria sem fôlego, tocá-la até que grite de prazer, de me enterrar nela.


Eu a quero tanto que meu corpo reage, apenas em vê-la deitada na minha frente, completamente inconsciente do meu olhar quente. Não é incomum. Estou excitado com mais frequência do que o normal ao seu redor. Mas estou decidido a não ceder, a não deixar ir. Ela abre os olhos e pula surpresa. — Há outra mensagem de texto. — eu digo a ela para que assim não vá pensar que só vim vê-la lascivamente enquanto dorme. Ela pisca atordoada e estende a mão para o seu telefone. Ela parece tão despenteada e sonolenta que tenho que me afastar. Se não fizer isso, então não há maneira alguma que eu possa me conter para não tocá-la. — Você já leu? — pergunta para as minhas costas, já que não estou olhando. — Sim. — Viu a página? Vi a página, com as imagens mais ofensivas e mensagens que me enfureceram de tal maneira que é uma boa coisa que ninguém mais estivesse perto quando as vi. — Não. — minto. — Você não deveria olhar também. — Eu sei.


Há um silêncio e então, eu sei que ela está olhando a página de qualquer maneira. Eu me viro e vejo como seu rosto empalidece e seus ombros ficam rígidos. Eu desejo tanto arrancar o telefone dela para que isto não possa machuca-la novamente. Quero tanto estrangular esse bastardo vingativo com minhas próprias mãos, se eu apenas soubesse quem é. — Eu disse que você não deveria olhar. — minha voz é muito grave, mas não há maneira de que possa soar normal. Ela olha para mim através de suas pálpebras. — Isto é sobre mim. Eu tenho que olhar. — Não, você não tem que fazer isso. Entretanto, continua olhando e cada imagem é como uma chicotada em seu peito. Posso ver cada ferida refletida em sua expressão. De repente, eu me pergunto se ela quer fazer isto para se ferir. Por acreditar que merece isso. Por não ser tão perfeita como sempre pensou que deveria ser. — Chega. — digo, não gentilmente. Ela parece surpresa e então zangada. — Você não pode me dizer para parar. Se eu quiser ver, então vou fazer isso. — E se eu quiser dizer a você que pare, então te direi que faça isso.


— Vá se foder, Jack. Ela está irritada, mas não me importa. Prefiro que ela esteja assim comigo do que ferida. — Apenas me diga quando e onde. — digo para irritá-la um pouco mais, distrai-la da página do Tumblr. Ela ofega com indignação e posso ver que está tentando pensar em como responder. — Você não é, nem de perto, o meu tipo. É verdade. Sei bem que é verdade. Estou tão longe possível do seu tipo e ela merece alguém muito melhor que eu. Não importa o quanto eu a quero, não vou deixar ir. Não vou me apaixonar. Se me deixo ir com ela,então nunca seria capaz de parar.


Capítulo 3 Chloe Em qualquer previsão no início do semestre, eu teria dito que Jack ficaria ao redor só por uma semana ou duas. Mas ainda está aqui, no fim de setembro. Meio que me acostumei com ele agora. Minha aula de literatura, às terças-feiras e quinta-feira à tarde, é a pior. A Dra. Harwood, Professora Cadela, como eu gosto de chamá-la, obviamente tem ressentimentos por mim e nunca para de me incomodar sobre a presença de Jack e o que aconteceu com Carter. Não que alguma vez tenha mencionado Carter diretamente, mas não sou estúpida e posso decifrar as indiretas de seus comentários sarcásticos. Mas tem uma política de frequências e não estou em risco de alguma mancha cinza em minha qualificação. Então, eu venho a cada aula, me preparando contra a vergonha e determinada a não ficar com raiva. Jack sempre atrás de mim e faz cara feia. Hoje, a Professora Cadela está particularmente irritante. Tem o cabelo escuro, na altura dos ombros, o qual sempre coloca atrás de suas orelhas e veste uma saia rodada e saltos altos. Aposto que seria atrativa, se não fosse tão desagradável.


Ainda penso que ela devia ter sentido alguma coisa pelo Carter, que é a razão pela qual ela me odeia tanto. Certamente um professor não gastaria seu tempo odiando um estudante só por moral. — Chloe. — ela diz elevando o olhar da antologia que sustenta e olhando para onde me sento no canto usualmente. — Por que acredita que está tão sozinho? Li a história na noite anterior. Sempre faço minha tarefa, mesmo agora quando me sinto como nada, exceto o trabalho tem um pouco de valor. Então, eu dou a melhor resposta que posso, embora sinta como se outros estudantes estivessem desfrutando em me ver envergonhada. — Porque ninguém o entende. Ele é diferente e todos estão imersos em uma sociedade superficial. Não tem ninguém que o compreenda em um nível mais profundo. — Não acha que se afastaram dele pelas escolhas que ele fez? Talvez, ele merecia ser repudiado porque se achava muito envolvido em seus próprios interesses. Tento considerar todas as possibilidades da questão. — Eu não vejo como. A história não está do seu lado e em contradição com a fraca perspectiva do resto da sociedade? — Superficialmente, talvez. Mas você precisa ler com mais cuidado. Ninguém é afastado sem uma razão. Está sempre baseado nas escolhas ruins.


Então agora eu entendo do que se trata isto. Ela está falando sobre mim. E todos na classe sabem. Suponho que algumas garotas seriam valentes o suficiente para rebater, para se defenderem por si mesmas. Mas isto tomaria mais energia emocional da que tenho no momento, depois de meses de nervos e estresse desde que o semestre começou, e isso não fará nenhum bem. Há coisas que acontecem que não podem melhorar, não se pode controlar. Não as use para fazê-lo pior para você. Então, dou de ombros e não respondo no absoluto. Olho para baixo para o meu livro até que mudam para um assunto diferente. Em seguida, olho para trás no canto, para Jack. Ele está recostado contra a parede, o tecido de sua camiseta pressionada contra seus amplos ombros e o tecido do seu jeans molda seus esbeltos quadris e coxas fortes. Seus olhos azuis descansam em mim enquanto o olho e não entendo realmente sua expressão. É um tipo de entendimento, mas também frustração. Não sei se está frustrado comigo ou com a professora. Mesmo depois de um mês, não posso realmente entender Jack.

Tenho um pequeno conselho, se alguém estiver considerando fazer um jejum de homens. Precisaremos de regras para ter um bem-sucedido jejum de homens.


Um: Evitar livros e filmes românticos, porque só deixarão seus fluídos escorrendo. Dois: Determine um prazo, então se começar a duvidar, você pode dizer a si mesma que só tem que fazer isso pelo tempo que restar. No meu caso, é um ano, então tenho só mais onze meses. Três: Saia muitas vezes com seus amigos, então saberá que ainda tem vida social. Quatro: Se todos da sua faculdade odeiam você, fica difícil lidar com eles, vá visitar os amigos que tem em outras faculdades nos fins de semana. Isso funcionou muito bem para mim no último mês. Cinco: Nunca, jamais vá ao cinema ou a um restaurante romântico na noite de sexta-feira ou sábado. Isso é apenas estúpido. Seis: Faça um montão de exercício. É bom para canalizar energia reprimida. Sete: Lembre a você mesma a cada tarde que está em um jejum de homens, então você está sozinha por opção e não porque ninguém quer ficar com você. Oito: Investigue um pouco e faça uma lista de todas as mulheres que realizaram grandes coisas sem estar com um homem. Pode encontrar grandes quantidades delas. Tenho que perguntar se alguma delas também esteve em um jejum de homens.


Nove: Não, e este é importante, não esteja constantemente com um sexy, esplêndido homem, mesmo que suponha ser seu guarda-costas. Dez: Se encontrar a si mesma atraída loucamente por algum garoto que te segue por aí o tempo todo, então medite o quanto o odeia.

Deixo a aula meia hora depois, mantendo minha cabeça baixa enquanto me apresso pelo corredor. Jack está em meus calcanhares, como sempre. Mantenho minha cabeça baixa a maior parte do tempo, porque estou assustada de que alguém vá tirar minha fotografia e termine no Tumblr com uma cena nojenta. Não é uma boa forma de viver. Deveria ser insensível o suficiente para não me importar ou deveria me dar por vencida e terminar a universidade em algum outro lugar. Mas sempre estive no meio. Não vou abandonar e deixar os bastardos ganharem, mas ainda temo que tirem fotos. — Diminua a velocidade. — Jack murmura pondo uma mão em meu ombro. É apenas neste momento que percebo que estou quase correndo, tentando sair do edifício. Reduzo a velocidade a uma normal para caminhar e levanto a cabeça.


— Sinto muito. — Não sinta. Tenta se endurecer. E isso é ofensivo demais para me distrair de todo o resto. Dou meu melhor olhar de indignação. — O que quer dizer com isso? Ele dá uma olhada ao redor do gramado e os caminhos lotados no meio do campus. Claramente não gostando

da

localização exposta, põe uma mão em minhas costas e me guia ao lado do edifício para o caminho estreito entre a parede e as lixeiras, uma localização muito mais protegida. Pelo último mês, esteve quase sempre calmo e despreocupado. Só quando recebi mensagens desagradáveis parecia irritado e só quando há uma potencial ameaça (nenhuma delas materializadas em perigo real) parecia ansioso. Mas agora, sem uma boa razão, de repente, parece ferver com algum tipo de intensidade. Dá um passo à frente até que estou pressionada contra a parede e olho para ele de boca aberta. É como se algo estremecesse dentro dele, em seguida, começasse a sair. Não tenho ideia do que é, mas eu gosto. Deus me ajude, eu gosto. — Quero dizer que tem que endurecer eventualmente. — Murmura com a voz mais grossa a qual não estou acostumada. Isso me faz arrepiar. Faz as minhas partes de garota se contrair. as palavras reais fazem a minha espinha se esticar outra vez.

Mas


— O que quer dizer com “tenho que endurecer”? Estou bem endurecida. Planta uma mão na parede atrás de mim, logo à direita do meu ombro e inclina sobre mim, por isso só há alguns centímetros entre nossos rostos. Eu vejo a curva escura de seus cílios. Eu vejo sua barba grossa de vários dias em sua mandíbula. Vejo o fogo em seus olhos e, simplesmente, não posso afastar meus olhos deles. Tenho que segurar minha mão para não tocá-lo. — Você não é dura o suficiente. — diz, sua voz mais áspera que antes. — Você é sensível. Você é vulnerável. Você é suave e doce e seu coração é exatamente tão brando e suave como seu corpo. Eu posso impedi-los de ferir o seu corpo, mas não posso impedi-los de ferir seu coração. Tem que fazer isso por si mesma. Oh, Deus, eu o desejo. Em meu peito. Entre minhas pernas. Estou cativada por seus olhos, sua voz, o calor de seu corpo apenas a um suspiro do meu. — Estou tentando. — Minha voz é um pouco instável e não posso fazer nada exceto dizer a verdade. — Estou tentando, mas como não vou deixá-los me ferir? — Tem que parar de se preocupar com o que pensam. Tem que acreditar que não são importantes para você. — Eu me importo. Eu me importo que as pessoas me odeiem tanto. Elas nunca me odiaram antes.


— Sei que não. — ele se estica e embala meu rosto. Sua mão é realmente grande e um pouco áspera e se curva ao redor de minha bochecha e meu queixo, aquecida, forte e protetora. Seu polegar se move em pequenas carícias, afagando só até o lado dos meus lábios. Sinto-me tão bem que me reclino contra seu toque. Uma de minhas mãos sobe até seu peito e aperto meus dedos no tecido de sua camisa. Não me lembro de alguma vez ter ficado tão excitada, ruborizada, meus joelhos fracos, palpitando em todos os lugares certos, por algo que não é sexual. Só a intensidade física de Jack e o suave toque do seu polegar em minha bochecha. Não há como esconder isso. Deixo minha cabeça cair para trás e arqueio minha coluna contra a parede pressionando sem pensar meus seios para ele. Deixo escapar um longo, pesado e embaraçoso suspiro. É quase um gemido. Ele deixa cair sua mão e dá um passo rápido para trás se afastando de mim em meio segundo. — Não deveríamos ficar aqui. — ele diz, sua voz ainda grossa, mas como de negócios agora. — Está muito exposta. Falando em exposição. Meus mamilos endurecem e seu contorno empurra visivelmente minha blusa de algodão. Estou vibrando de desejo da ponta dos meus dedos às minhas orelhas, mas obviamente nada vai passar. A não ser agarrá-lo, empurrá-lo para o chão e ir com ele e isso está claramente fora de questão,


convoco toda a dignidade que sou capaz de ter, que não é muita e digo: — Muito bem. Vamos voltar. Porém, preciso fazer uma parada na livraria. — Se tiver que admitir a verdade, passar por lá é a última coisa em minha mente.

Pego o livro que preciso na livraria tão rápido como posso, sou muito consciente de Jack perto de mim e vai ser melhor chegar logo em casa para que possa ter um tempo a sós. Estamos voltando para o carro, quando uma voz me para. — Ei, Chloe. Espera. Viro de forma automática. Como se faz quando alguém chama o seu nome. É Kent Lucas correndo para mim. Kent também é um sênior. É lindo e loiro. Um jogador de futebol incrivelmente popular. Saímos um par de vezes no primeiro ano. Naquela época, eu me sentia muito emocionada. Depois do primeiro beijo em nosso segundo encontro, comecei a planejar todo nosso futuro, incluindo aonde ele ia me propor isso e como ficaria em meu vestido de noiva. Talvez eu seja a única garota que sonha com tanto detalhe, mas nunca fui capaz de evitar isso. Sonhava acordada sobre Carter também, nenhum desses sonhos se tornou realidade.


No outono passado, Kent começou a me dar atenção de novo. Comecei a me interessar, mas foi quando me apaixonei pelo Carter. Depois disso, Kent e todos outros, simplesmente desapareceram. Quando Kent me alcança, está sorrindo, entre o amigável e simpático. — Não te vi muito este ano. Para falar a verdade, ele está na minha aula de literatura, mas não me surpreende que não nos tenhamos cruzado no caminho. Ninguém está disposto a cruzar comigo este ano. Surpreende-me que Kent esteja sendo agradável. — Sim. — é tudo o que eu digo. Não sei mais o que dizer, então imagino que é melhor ser breve. — Lamento toda esta merda que está acontecendo por aí. — Kent olha para longe por um minuto para os estudantes que se aglomeram nas calçadas e vagueiam em volta da entrada dos alojamentos. — Eu gostaria de saber quem está causando tudo isso. Faço um som. Algo como um acesso de raiva. — Sim. Eu também. — Se eu soubesse, faria com que parasse. Você não merece isto. Que legal. Parece estar do meu lado. No primeiro ano, simplesmente apenas deixou de me ligar. Quatro encontros e depois nada. Sem nenhuma explicação. Nem sequer uma mensagem. Eu


fiquei chateada, mas nunca disse a ninguém sobre a minha decepção. Não interessa a ninguém que eu invista muito em minhas esperanças apenas para serem esmagadas quando as coisas não saem como espero. Mas isso foi faz três anos. Kent era mais jovem. Talvez, tenha crescido um pouco. Parecia decente no ano passado quando estávamos nos falando de novo. É a única pessoa que saiu de seu caminho para ser amável comigo em um mês. — Obrigada. — mudo de um pé para outro me sentindo estranha e um pouco desajeitada. Jack está bem atrás de mim. Ele não disse uma palavra, mas posso senti-lo carrancudo. Faz uma cara amarrada melhor do que alguém que conheça. Os olhos do Kent se movem do meu rosto para o de Jack que está atrás de mim. — Talvez possamos sair em algum momento. — Sim. Possivelmente. — não estou muito encantada pelo convite, mas é bom. É bom que alguém seja agradável. Sem deixar de sorrir, Kent coloca a mão em sua mochila e começa a tirar algo. Antes que eu possa detê-lo, Jack se move para frente, puxa a bolsa das mãos de Kent e o sustenta pelas costas com uma mão no peito. Tudo sem que parecesse que se movia. Fico ofegando e desconcertada e Kent dá um grunhido de surpresa. — Que porra é essa? Jack claramente não se alterou por esta reação.


— É o meu trabalho. — ele explica procurando na mochila e, obviamente, não encontrando nada perigoso ou suspeito a devolve para Kent. — Não é nada pessoal. Kent dá uns passos para trás com os olhos saltando de mim para o Jack. Claramente incomodado, diz: — Sim. Claro. É obvio. Bom. A gente se vê. Então se afasta. Por um momento, estou com tanta raiva que estou tremendo. O primeiro gesto de amabilidade em todo este semestre miserável e Jack acaba de arruiná-lo. Como se Kent escondesse uma arma em sua mochila. Dou-lhe um olhar frio e começo a caminhar novamente para o carro. Não digo nada. Estou realmente com muita raiva e chateada para ser racional e aprendi que é o melhor não tentar discutir com Jack quando não estou apta a enfrentá-lo. — Que olhar foi esse? — Jack pergunta caminhando atrás de mim, enquanto corro através do campus tão rápido como minhas pernas podem ir. Na verdade, isso não é tão rápido. Minhas pernas são muito curtas. As pernas de Jack são muito mais compridas. Tudo nele é maior. — Eu te perguntei o porquê desse olhar. — ele diz quando não lhe dou uma resposta. —Eu já ouvi. Não respondi por que não quero. — Por que não?


— Porque você sabe o que está errado. Você sabe, mas simplesmente não se importa. — É meu trabalho te manter a salvo. Não conheço esse cara. Como posso saber o que poderia tirar da sua mochila? — Ele é um estudante! É um estudante normal! Não é como se estivesse levando armas ou algo assim. — Poderia supor o mesmo de qualquer pessoa, mas poderia estar errado sobre alguns deles. Equivocar-se em algo como isto pode fazer que alguém saia ferido. Por que eu deveria correr o risco? — Porque isto é minha vida. Pode ser o seu trabalho, mas é minha vida. E alguém estava sendo amável comigo pela primeira vez em muito tempo. E acabou arruinando isso. — Se realmente queria ser bom, não teria se assustado. — Jack parece chateado, mas não acredito que seja por mim. Percebo que está chateado com Kent, embora não posso ver nenhuma boa razão para isso. — Muita gente pode ficar nervosa ao seu redor. Isso não quer dizer que não tenha boas intenções. — Se o que está procurando é um encontro, pelo menos encontre um homem com uma base sólida. — Você poderia parar com isso? Não estou procurando por um homem. Estou em jejum de homens. Ele pisca.


— O que? — Estou em jejum de homens, jejum de homens ao invés de comida. Descobri que não são mais que problemas, então não vou sair com ninguém este ano. — Está em um... — Jejum de Homens. — Certo. Jejum, entendi. — um brilho de diversão passa por seu rosto. Decidida a não me distrair com ele, eu digo: — Kent estava sendo amável. E não se atreva a afugentar as poucas pessoas que queiram ser agradáveis comigo. — Acredito que está superestimando o grau de simpatia que encontra em outras pessoas. Ele está tranquilo e faz o superior da forma como age normalmente. Não quente e intenso como foi antes atrás do edifício. É muito mais fácil para eu resistir quando é assim. Ele me fulminou com o olhar, mas estou a salvo de pensar em uma resposta, porque, por fim, chegamos ao automóvel.


Capítulo 4 À tarde, estou tentando escrever em um papel quando Jack se aproxima com meu telefone. Há muito poucas chamadas que desejo e não estou exatamente saltando de emoção quando Jack me entrega o telefone e balbucia: "Seu papai." — Oi, pai. — digo tentando soar alegre. — Oi, muffin. Está ocupada? — Trabalhando em um documento. — Está bem. Não te manterei ocupada por muito tempo. Apenas quero falar de algumas opções com você. — Que opções? — eu não gosto como isso soa. — Estive conversando com umas pessoas e elaborando uma logística para te dar algumas opções melhores. Logo agora, tenho vontade de bater minha cabeça contra a mesa como faziam nos antigos desenhos animados. — Opções sobre o que? Sei exatamente o que me vai dizer. — Opções que não sejam ficar aí. — Pai...


— Apenas escute. Não diga que “não” até que tenha escutado as opções. Eu reclamo, mas não consigo desligar, que é o que realmente quero fazer. — Conversei com o presidente da Universidade Morgan. É uma escola ótima e está muito perto de nós. Disse que poderia fazer seu último semestre lá. Todos seus créditos seriam transferidos. Ainda poderia se formar em maio. E poderia viver em casa ou na residência

dos

estudantes

ou

poderíamos

te

conseguir

um

apartamento, o que preferir. Agora, estou mimada, mas não tão mimada. Sei muito bem que milhares de garotas matariam para que seus pais oferecessem o que meus pais foram capazes de me dar. Mas o fato de que esteja me oferecendo isto só prova que ele não me entende. Em nada. — Pai, sabe que não quero fazer isso. — Sei que disse isso, mas não entendo o porquê. Não teria que mudar nenhum plano com respeito a sua vida. Poderia se formar na faculdade sem nenhum atraso. Mas estaria segura. E estaria muito longe de todo o desastre que acontece aí. — Já conversamos sobre isto. Não quero fugir. — Eu sei, muffin, mas o que conseguiria ficando a não ser ficar infeliz?


Na verdade, é uma boa pergunta, uma para que realmente não tenho resposta. Não posso explicar por que é tão importante para eu ficar aqui. Só sei que tenho que fazer isso. Quando não respondo, meu pai continua, com sua voz de negócios. — De acordo, também tenho outra opção. — Pai... — Me deixe te dizer o que é antes de rejeitá-la. — Que seja. — Estive conversando com um par de rapazes que conheço em

Paris

e

me

fizeram

algumas

ligações

para

o

Louvre.

Trabalhamos para que possa ter um estágio no Louvre durante todo o próximo semestre. Meu coração faz um estranho pulo. — O que? — Um estágio. No Louvre. Não tenho que te dizer como é difícil conseguir isso. Basicamente, prepararam isso para você. Falei com o decano para que possa conseguir os créditos acadêmicos para o estágio e terminar sua especialidade. Então, você poderia se graduar a tempo e não teria que voltar para Stonegate depois de Natal. Encontrei para você um apartamento em Paris. Fica em uma vizinhança genial e a curta distância de tudo o que você precisar.


— O que? — desta vez não é mais que um grunhido. — Apenas pense sobre isso. Poderia viver em Paris toda a primavera estagiando no Louvre. Seria uma experiência única na sua vida. Não é esse seu sonho? Claro, é o meu sonho. Não tenho nem ideia de que tipo de cordas meu pai teve que puxar para conseguir este acordo, mas não sou uma completa idiota. Sei que deve ter usado um caminhão de favores e uns quantos apertões de mãos nos bastidores para conseguir isto. Provavelmente agora deve a pessoas importantes e terá que lhes pagar eventualmente. Ele me ama. Não quer me ver machucada. Não quer que eu esteja rodeada de gente que me odeia. — O que você acha, muffin? — pergunta soando esperançoso. — Não parece genial? Nunca será capaz de igualar a experiência de seu curriculum e sempre disse que Paris deveria ser sua casa. Pode se afastar e começar uma nova vida. — Não sei. — minha voz é trêmula assim como meu corpo inteiro. — Ainda me sinto como se desistisse. — Mas, Chloe, esta não é uma batalha que precise brigar. Eu me sinto tão tentada. Não quero nada mais do que deixar esta cidade para trás, esta universidade, este mundo e nunca olhar para trás. Mas não quero que estas pessoas me vejam fraca. E simplesmente não acredito que seja tão fácil.


— Me deixe pensar sobre isso. — digo finalmente sabendo que tenho que falar alguma coisa. — Claro. Eu vou te enviar toda a informação sobre o estágio e o apartamento. Espera até ver as fotos. Você vai amar esse lugar. Provavelmente, faria isso. — De acordo. Obrigada, pai. Deveria ficar irritada com ele por interferir quando lhe disse uma e outra vez que não o fizesse. Mas está muito quebrado por causa de minhas decisões e esta é sua maneira de lidar com ele. Às vezes, eu sou muito distraída, mas sei o suficiente para perceber isso. — De nada, muffin. Conversamos depois. Eu te amo. — Eu também te amo. — não há nenhuma razão para que minha voz se quebre na última palavra, mas acontece. Quando desligo, eu me sento e olho um ponto vazio no ar tentando fazer a minha mente funcionar. Jack

esteve

à

espreita

na porta

tentando

fingir

que

desaparecia no ar, não escutando meu lado da conversa. Retorna e se estica para pegar o telefone. Eu o entrego sem falar com ele. Ele para ali, ao lado da minha cadeira com meu telefone em sua mão. — Quer que eu saia? — Que seja. Ele conseguiu um estágio em Paris para o próximo semestre.


Algo muda em sua expressão, mas não posso me concentrar o suficiente para reconhecê-lo. — Soa perfeito para todos os seus planos. — Eu acho. — Por que não está animada com isso? Fecho meus olhos e deixo cair minha cabeça para trás. — Não sei. — Eu sim. Meus olhos se abrem de repente. — Do que está falando? Eu me sento na outra cadeira. — Sei por que não está saltando diante da oportunidade. Eu não gosto que as pessoas ajam como se soubessem o que estou pensando. Eu não gosto que as pessoas assumam que me entendem, quando na metade do tempo não me entendem mesma. — E que profunda intuição está a ponto de compartilhar agora? — Você está punindo a si mesma. Minhas costas ficam tensas, exatamente como antes quando me disse que não sou forte o suficiente. — O que?


Ele em dá um pequeno encolher de ombros, como se estivesse em uma simples conversa casual. — Eu estive pensando muito sobre isso e não conheço nenhuma razão pela qual você ficaria aqui e passaria por tanta merda a não ser que você acredita que merece isso. — Porra. — eu cuspo. Não é uma ação figurativa. De fato há um pouco de saliva envolvida. — Você não sabe nada sobre mim. Ele se inclina para frente ardendo com essa intensidade de novo, do tipo que me tira o fôlego. — Não engane a si mesma com isso, princesa. Sim, eu te conheço. Sempre vou te conhecer. Não deveria gostar do som disso. Na verdade, eu deveria estar aborrecida por sua presunção. Não estou. Mas estou o suficiente para fingir estar. — E pensa que estou castigando a mim mesma? Por que caralhos faria algo como isso? Apenas por me apaixonar por um menino? — Por decepcionar a todos. Passou toda a sua vida sendo a garota boa, fazendo tudo o que outros esperavam de você. E então os decepcionou. Não foi inteligente. Não foi cuidadosa. Colocou a si mesma em um montão de merda. E não pode perdoar a si mesma por decepcionar a todos. — Isso é uma loucura. — estou tão irritada que mal posso ficar parada. — Você está sendo só arrogante e está errado.


Ele sacode sua cabeça, silencioso de uma forma que não é normal nele. — Não estou errado. Eu sei o que é decepcionar as pessoas. Sei como se sente depois. Eu reconheço quando vejo isso. Isto me distrai o suficiente para frear minha indignação. — O que quer dizer? O que você fez para decepcionar as pessoas? — Não importa. Mas eu sei. E você tem que descobrir se vale a pena sofrer pelo que está sofrendo. — Não preciso fazer nada do que me diz. Nós o pagamos para que me proteja, não para que me dê arrogantes e estúpidos conselhos. — Como você quiser, princesa. — Poderia parar de me chamar assim? — minha voz ficou um pouco estridente. — Não sou uma princesa. E não estou castigando a mim mesma. — Como você disser. Uma explosão de som exasperado força seu caminho para fora da minha garganta. Estou tão perto de bater nele, de arranhar a arrogância insuportável em seu rosto. — Vai à merda, fora do meu apartamento! Ele se recompõe.


— Não estaria tão aborrecida se não fosse verdade. — Saia daqui! — desta vez é um grito. Ele vai, mas não me sinto como se tivessem me dado razão. Eu me sinto nua. Exposta. Confusa. E prestes a chorar.

São quase sete quando há uma batida na porta do meu apartamento. Jack foi embora mais cedo, trocando com o Bill , que não faz nada exceto se sentar fora do meu departamento toda a noite. Mas inclusive Bill não permitiria que qualquer pessoa simplesmente batesse na minha porta. Entraria e me diria que tenho um visitante. Só houve um visitante no último mês e foi um dos meus amigos de outra escola. Mas alguém definitivamente está batendo, então me levanto para ver pelo olho mágico. É Jack. Não tenho nem ideia do por que está batendo. Abro a porta, vejo que ele está sustentando uma caixa de pizza e uma bolsa com garrafas de algo que parece cerveja. Olho para ele em branco. — Eu vim com uma oferta de paz. Pela primeira vez em sempre, vejo esse pequeno tremor em seus lábios, sinal de que está contendo um sorriso. Ridiculamente, quero sorrir de volta. Não faço isso. Apenas olho para ele friamente.


— Por quê? — Porque fui um idiota. E eu não gosto que esteja chateada comigo. Isso soa bem. Na verdade, eu também não gosto de estar aborrecida com ele. Dou um passo para o lado para deixá-lo entrar. Ele leva a pizza e a cerveja para o sofá e eu o sigo para me sentar junto a ele. Terminei meu trabalho recentemente e ainda não tive a oportunidade de comer nada ainda. Ele abre a garrafa com sua multi ferramentas e me oferece isso. — Consegui algo caro para você. Olho para a cerveja importada. — Por quê? — Porque é uma garota de coisas caras. Endireito meus ombros. — Não sou uma princesa. Ele sorri para mim abertamente. — Sim, você é. — Esta é sua maneira de fazer as pazes? — Sinto muito. — ele não parece arrependido. Ele parece quente com seu cabelo despenteado e sua camiseta gasta, mas não arrependido.


Tomo um gole da cerveja. — Sabe que eu não tenho permissão legal para beber, certo? — Então não diga a ninguém que dei a cerveja. A cerveja é realidade boa, muito melhor que o material barato que tive antes. Talvez sim eu seja uma princesa e uma esnobe que só gosta das coisas caras. Jack vê algo em meu rosto. — Eu disse isso a você. — zomba de mim. — Cala a boca. Ele ri e percebo de que nunca eu tinha o ouvido rir tão relaxadamente. Pelo menos, não me lembro de alguma vez tê-lo visto rindo. Transforma ele. Faz dele menos profissional. Mais homem. Não muito mais velho do que eu. E tão lindo que faz meu interior virar gelatina. — Isto é permitido? — eu pergunto já que eu tenho certeza de que é melhor como o inferno me distrair desses pensamentos particulares. — Permitido de acordo com o que? — O código de conduta dos guarda-costas. — É o que está autorizado? Pizza? Não acredito que o conselho secreto de guarda-costas tenha aprovado nenhuma normativa sobre a pizza.


Eu dou a ele uma pequena risada tola e tenho que engoli-la com a cerveja. — Você sabe o que quero dizer. Você está confraternizando com sua protegida. Sorri. É o tipo de sorriso que deveria ser ilegal, porque é tudo o que é: perigoso, rebelde, tentando a inocência no pecado. Não é que eu seja particularmente inocente, mas já sabe o que quero dizer. Esse sorriso não deve ser permitido em uma sociedade civilizada. — Estou livre já que Bill está disponível agora. — Oh. Então, livre, pode fazer o que quiser? — Por que não? — já partindo para seu segundo pedaço de pizza e eu não tive meu primeiro pedaço. — Não sei. Seu pai não te disse nada em sair com gente para quem trabalha? — Ele ficaria aborrecido. Mas neste momento, ele está chateado comigo por quase tudo, então, qual é a diferença? — Por que ele está chateado com você? É isso o que queria dizer antes sobre decepcionar as pessoas? Eu me dou conta de que não sei nada sobre Jack, exceto sua personalidade, que é muito sexy e morro de vontade de saber mais. Ele apenas olha para mim com esses olhos azuis e mastiga sua pizza. Não diz nada.


É realmente muito irritante. — Então, você não vai responder? Tem a oportunidade de me “psicanalisar” e eu não consigo saber nada sobre você? — Você sabe o que precisa saber. — E o que é isso? — Estarei aqui, sempre que precisar de mim. Ok, estou com um homem-rápido. Isso é o que decidi durante o verão e ainda estou comprometida com isso. Não mais homens até novo aviso, já que aqueles que eu quero não me dão mais que problemas. Mas, maldição, eu quero o Jack. Muito. Não só porque está na moda. Desafio qualquer garota a escutar este homem dizer o que acaba de me dizer e não queira saltar sobre seus ossos. Sério. — Então, o que você fez? — eu pergunto a ele, porque realmente quero saber, não importa quão irresistível seja. Parece que vai dizer alguma coisa, mas então muda sua expressão. Não tenho certeza do que significa a mudança. — O mais recente pelo que está chateado é porque não segui seu conselho em meu último trabalho. — Isso não soa tão mal. — Você não conhece o meu pai.


— É muito controlador, então? — Oh, sim. — Então, ele está irritado com você? — Apenas normalmente de saco cheio. Cada vez que se irrita comigo, ele me enche de casos “algodão doce”. — A irônica diversão aparece outra vez em seu rosto.... Esse sorriso escondido que realmente não quero ver. — Oh. — depois de um minuto, eu falo exasperada: — Espera! Eu sou um caso “algodão doce”? — Claro que é. Eu o fulmino com o olhar tentando pensar em algo pouco apropriado para dizer. Nada me vem à mente. — Eu pensei que estava aqui para ser amável. — Não estou sendo amável? — Sua voz mudou parecendo ligeiramente rouca. Tomo um pouco mais da cerveja e pego minha pizza. Meus dedos estão gordurosos então eu os lambo. Os olhos de Jack estão em minha boca, no que faço e o gesto inofensivo se torna repentinamente sexual. Sob minha mão. — Me chamar de caso “algodão doce” não é muito amável. Seus olhos resplandecem com um calor que é inconfundível.


— Eu gosto do “algodão doce”. — Murmura. Não é desagradável sua presunção ao arrastar as palavras, é sua grossa e sexy voz que me faz tremer. Literalmente tremendo. Nunca percebi que fosse possível a partir de nada mais que ouvir uma voz. — Não sou algodão doce. — Eu digo a ele, porque há um princípio aqui e me nego a me derreter nessa merda porque me faz pensar em sexo. — Isso é um insulto. — O caso é de algodão doce, você não. — De algum jeito ele se aproximou mais de mim, mas, na verdade, nunca o vi se mover. — Isso continua sendo um insulto. — Estou fazendo o meu melhor, mas não consigo afastar os meus olhos dos seus, da sua boca, dos seus lábios... Oh, merda, isto é ruim. Espero que não tenha que estar com um homem veloz. — Por que é um insulto? Eu gosto do algodão doce. — Está realmente perto de mim agora. Não me toca ainda, mas se sente como se quisesse. Sente-se como se estivesse a ponto de fazer isso. — O algodão doce é simplesmente ar. Agora suas mãos se movem para meu rosto acariciando como tinha feito hoje cedo. A intensidade é a mesma, mas tudo está concentrado neste calor que posso ver em seus olhos, sentir em seu corpo. — É doce. — Ele murmura, inclinando-se para frente até que seus lábios estão só a um suspiro de distância de meus. — E suave. E sabe que faz mal para você. Sabe que não o deve ter. Mas não pode ajudar a si própria.


Eu mal pude recuperar o fôlego antes que ele estivesse me beijando. Ele está me beijando. Seus lábios são difíceis, mas suaves e sua língua é muito travessa, deslizando ao longo dos meus lábios e em seguida dentro da minha boca de uma maneira que realmente não deveria ser permitido. É tão bom que deixo escapar um gemido do fundo da minha garganta e minhas mãos se movem para se envolverem ao redor do seu pescoço, puxando seu cabelo, tentando chegar ainda mais perto. Sua barba é áspera contra minha pele, mas me dá novos calafrios que percorrem de cima abaixo da minha espinha. Não posso pensar em nada mais de que como me sinto, como preciso de mais. Faço um gemido tolo de protesto quando ele interrompe e me falta o ar. Sei que minhas bochechas estão da cor vermelha brilhante, porque posso sentir o quão quentes estão. Jack olha para mim fixamente, devorando meu rosto com seus olhos. E eu, que sou eu, digo algo imensamente estúpido. — Tem sabor de pizza. Ele faz um som abafado que poderia ser uma risada. — Se isso for o que está pensando, princesa, então devo estar fazendo isto errado. Me deixe tentar novamente. Não tenho nenhuma objeção a este plano. Quando ele inclina para frente de novo, meus lábios estão preparados para satisfazer os seus. Desta vez, ele está mais ansioso, um pouco mais duro, a língua é ainda mais profunda. Sua mão está na parte de atrás de


minha cabeça, me mantendo em meu lugar. Sinto a mesma onda de sensações e sentimentos, mas desta vez sinto com mais força entre minhas pernas. O desejo latejante me faz atrevida, ansiosa. Eu o agarro pelos ombros e o empurro contra o sofá enquanto nos beijamos. Em seguida, eu me movo sobre ele montando em seu colo para que possa me esfregar contra seu corpo enorme e duro, sentindo exatamente onde eu preciso dele. Suas mãos agarram meu traseiro agora e eu adoro a forma em que me sinto... Como me sustenta, como se estivesse me reivindicando.

Eu

me

contorço

contra

ele,

sinto

que

está

conseguindo ficar excitado também. É o melhor beijo que tive em minha vida. Não há exceções. Estou seriamente a ponto de me derreter só com o beijo. Em seguida, ele faz um som áspero em sua garganta e me empurra. Não é um empurrão nem nada, mas me desce efetivamente do seu colo. Ele cambaleia em pé ofegando e rígido. —

O

que?

O

que?

Então

não

estou

exatamente

articulando, já que meu corpo está pulsando com necessidade e minha mente é uma mancha quente. Nem posso começar a entender o que está acontecendo aqui. Somente que quase me dão algo realmente bom e em seguida, o levam. — Eu sinto muito. — Esfrega o rosto com ambas as mãos, como se estivesse tentando despertar. — Por que o parou? — Porque não posso fazer isto.


— Pensei que disse que não há um código de conduta que terei que seguir exceto me mantenha com vida. — Não, não há. Não, isso não é correto. Claro que existe, mas isso não é o problema. — despertou. Vejo ele duro sob a calça jeans. Ele está brincando comigo, porque é exatamente o que quero. Não tão distante. — Então qual é o problema? — Se eu te beijar, então não vou ser capaz de parar. — Qual é o problema com isso? Se não percebeu, eu estava um pouco satisfeita com isso. — Sim. Mas não posso estar nisso. Eu não posso. Não tenho nem ideia do que ele está falando. Não tem nenhum sentido. Então, sai. Está andando para se distanciar. Vejo sua bunda apertada e suas fortes costas enquanto caminha para a porta do apartamento. — Jack! — ele para depois que o chamo. — Filho de puta. Não pode ir sem nenhuma explicação. Diga que o que está acontecendo aqui. Deixa escapar um suspiro, mais como um gemido na verdade. Em seguida, volta para o sofá e cai ao meu lado. — Sinto muito, princesa. Estou tentando fazer o correto aqui. Não é exatamente o procedimento padrão para mim. — O que me importa o correto?


— Não importa agora, mas fará um dia. Você não é o tipo de garota que um homem pode foder e só seguir adiante. Por alguma razão, me sinto insultada por esta declaração. — Por que não? Carter me comeu e seguiu adiante com muita facilidade. — Ele fez isso? — Sim, fez isso. — Então, ele estava louco. Está bem, já não me sinto insultada. Nós dois ficamos sentados ali no sofá por uns minutos, sem nos falar, sem fazer nada na verdade. Com o tempo, eu não tenho tanta luxúria selvagem, embora não posso dizer que estou realmente em um nível estável. Jack está sentado não muito longe de mim e parece mais sexy do que nunca, cansado, amarrotado e em conflito de algum jeito. Por último, vira a cabeça para mim, seus olhos azuis cravados em meu rosto. — Você o ama? — O que? Você está falando do Carter? — Você o ama? É uma boa pergunta e não tenho uma boa resposta. — Não sei. Eu acho que eu amei. — O que você pensa agora?


— Acredito que fui estúpida sobre um montão de coisas. — Como aconteceu? A primeira vez, quero dizer. Deveria estar em chocada e incomodada pela pergunta intrusiva, mas não sinto nada. Não me sinto frustrada. Me sinto normal. — Apenas aconteceu. — Nada só acontece. Você o queria? Vejo o que está perguntando agora. Ele acha que Carter se aproveitou de mim. Como os meus pais pensam. E alguns de meus amigos. Seria mais fácil para mim se pensasse o mesmo. Eu quase gostaria de poder jogar a culpa nele. — Sim. Eu queria. Eu... fiquei disposta. Eu fiz isso. Ele não conseguiu me forçando. — Diga como. Não sei o que está perguntando ou o que exatamente quer saber. Percebo que não é da conta dele. Mas ele nem parece se importar com isso.

Então, todo mundo sempre quer saber exatamente o que aconteceu... Como terminei em uma relação com meu professor. Querem todos os detalhes suculentos. Só para saber, eu acho, a menos que alguns deles queiram fazer um movimento com seus


professores também. Portanto, para que conste, aqui estão os dez passos a seguir para pegar seu professor da universidade. Um: Se registre para ter uma aula porque o professor é lindo, não porque realmente queira fazê-la. Dois: Tenha um montão de perguntas que requeiram reuniões em seu escritório durante o horário de expediente. Três: Levante meia hora antes para que possa estar linda quando chegar à aula. Quatro: Use saias curtas, mas só o tipo casual, que não pareça estranho ou que tenha se arrumado para ele. Cinco: Quando sugerir a você que leve um rascunho de seu trabalho ao seu escritório depois das horas regulares de trabalho, se certifique de fazer isso, leve outra saia curta. Seis: Ria de suas brincadeiras, amplie seus olhos em todos seus

momentos

inteligentes,

olhe

assustada

por

toda

sua

sabedoria. Sete: Quando for com você até a porta de seu escritório, depois de ter feito seu documento, pare olhando para ele da sua maneira mais sedutora. Oito: Deixe que ele te beije. Devolva o beijo. (Talvez sejam dois passos, mas vou contar esses como um apenas). Nove: Quando sair, parecendo culpado, diga que isso não acontecerá de novo e que está de acordo que nada pode acontecer enquanto você seja estudante em sua aula.


Dez: depois que o semestre terminar, passe por seu escritĂłrio novamente. Deixe que te beije de novo. Deixe que te toque por toda parte. Deixe que suba em sua mesa e suba sua saia. Possivelmente estes passos nĂŁo funcionem para todo mundo, mas certamente funcionaram para mim.


Interlúdio Jack Quando você viveu o que eu vivi, você sabe quando ir. Sabe quando está sendo empurrado muito longe, quando não vai ser capaz de controlar a si mesmo, quando seu duro controle começa a afrouxar. Então é quando se afasta, antes de fazer algo que não será capaz de recuperar. Pelo menos, esse momento é quando se supõe que te afaste. Eu não... Apesar de que sei bem que deveria. Chloe senta ao meu lado no sofá olhando como a tentação personificada com as bochechas coradas, o cabelo alvoroçado e os olhos quentes. Está tentando tomar até a última gota da restrição que possuo para não arrastá-la de volta para cima de mim e tomála exatamente como quero. Apenas um minuto atrás, eu a tinha em meus braços... Seu corpo suave e pequeno e com muita vontade no meu colo, sua bunda arredondada apertada em minhas mãos, seu pequeno calor de sua boceta roçando contra meu pau, sua boca e mãos e seu coração tão apaixonados como sempre soube que seriam. E foi uma das coisas mais difíceis que fiz, empurrá-la para não tomar o que quero, para não ceder ao que meu corpo e minha alma estão me levando a fazer. Mas cedendo seria um erro. Eu sei o quão errado


seria. Seria ainda mais perigoso para ela do que seria para mim e não vou desistir. Não importa quão desesperadamente a quero. Eu a desejo. Já que não me afasto quando deveria, estou paralisado agora entre a necessidade e a moderação. Eu me contenho para não agir, querendo, mas sem poder. É uma tortura, se for alguma coisa. Porque tenho que ser um masoquista secreto, torturo-me ainda mais. — Diga como. — repito. — Por que quer saber? — pergunta olhando suas mãos como se fosse consciente de si mesmo. — Por que está com vergonha de me contar? — Não estou com vergonha. — Então, conte. — Ela está envergonhada, mas isso não me impede de empurrar. Fico maluco por saber que o filho de puta egoísta de um professor tinha tudo o que sempre quis e, em seguida, simplesmente se desfez. Isso em deixa louco. Me faz querer destruir alguma coisa. Talvez lembrando a mim mesmo de tudo o que nunca posso ter, vai me incentivar ainda mais a não atirar nele. Ou talvez eu apenas goste de me torturar. — Nós nos beijamos, enquanto eu era uma de suas alunas. Ele estava me ajudando com um papel em seu escritório. Mas nós paramos.


— Então, foi aí que você ficou longe. — Depois que o semestre terminou, eu fui ao seu escritório. — Você o desejava? Ela está ruborizada agora e não vai olhar eu meus aos olhos. — Sim. Por que não faria? Era sexye brilhante e... Não sei... O tipo de pessoa que todo mundo gosta. Era emocionante que estivesse interessado em mim e nunca estive com alguém como ele. Então, sim, eu esperava que alguma coisa fosse acontecer quando fui ao seu escritório depois que o semestre terminou. Eu sei exatamente como estou errado em ficar ressentido pelo fato de que ela queria um homem que não fosse eu. É o tipo de merda de homem das cavernas que não tem lógico. Mas eu sei. Detesto que ela queira outro homem... Ainda mais esse maldito professor licenciado. — Então, o que aconteceu? — Eu parei de falar sobre o último artigo que escrevi na sua aula. Era tarde. Nós não conversamos durante muito tempo. — Ele te beijou pela primeira vez? — Sim. — Abaixa o olhar até suas mãos outra vez ocultando os olhos com as pálpebras e cílios. — Então, o que você fez? — Quer todos os detalhes?


— Sim, eu quero. Conte os detalhes. — Não acredito. Minha vontade é de arranhar a cara de alguém. Mas de algum jeito tenho que escutar de qualquer maneira. — Tudo bem. — Parece nervosa, envergonhada e desafiante ao mesmo tempo e só me faz desejá-la ainda mais. — Ele ficou de pé e, em seguida, levantou para que pudesse me beijar. Ele me empurrou contra a mesa. Era evidente que estava realmente nisso... como se não pudesse parar a si mesmo. — Você fodeu imediatamente? — Não. Houve um pouco de preliminares. Ele me tocou em todos os lugares. Agora, estou imaginando este maldito bastardo professor a tocando por toda parte, uma parte de mim está furiosa e outra esta parte excitada. Não é um sentimento que eu goste. — Você tirou a sua roupa? — Não. Tudo foi um pouco apressado. — Como tomou? Suas bochechas ficaram vermelhas e olhou para longe de mim de novo, desta vez para o lado no lugar de suas mãos. — Então pode fazer isso, mas não pode falar sobre? — Posso falar disso. Não é da sua conta. — Quem se importa se é meu negócio ou não? Por que está com vergonha de me dizer?


— Não estou envergonhada. Ele me dobrou sobre a mesa e me comeu por trás. Oh, meu Deus, maldição! Agora estou o imaginando e meu pau está tão duro que é fisicamente doloroso. — Ele fez você vir? — Não essa primeira vez. — volta a olhar para mim. — Mas eu vim muitas vezes depois dessa. Meu prazer em saber que não a fez vir é sufocado diante desse anúncio. Odeio o pensamento de outro homem a fazendo gozar, tanto como meu corpo dói com o desejo diante da visão dela vindo fortemente. Gritando com prazer, dobrada sobre uma mesa enquanto me deslizo dentro dela. — O que há de errado com você? — Pergunta um minuto depois. — Nada de errado. Só queria saber. — Quero dizer, o que há de errado com você justo agora? Parecia que ia explodir ou algo assim. Essa seria uma maneira de explicar. Estou a ponto de explodir em mais de uma forma e não sei se vou ser forte o suficiente para evitar que aconteça para me manter junto. — Não vou explodir. — Tudo bem. Bom. — Quanto tempo durou?


— A primeira vez ou toda nossa relação? — Ambas. — A primeira vez durou cerca de dez minutos. A relação, apenas três meses. — Você sente falta dele? — Não sei por que perguntei isso. Se a resposta for sim, não sei o que vou fazer. Ela suspira. — Não sei. — ela desvia o olhar, mas não como se estivesse envergonhada. É mais como se estivesse pensando muito. — Achei que ia sentir saudades da ideia dele. As coisas eram excitantes com ele. Eu me sentia como... — Como se sentia? — Agora realmente quero saber e minha próxima explosão de fúria e excitação diminuiu um pouco. — Não sei. Acho que sentia como se tivesse mais de mim. De repente entendo o que quer dizer e me chateia de uma maneira diferente. — Isso é ridículo. Dá um suspiro de indignação. — O que é ridículo? Apenas dizia como me sentia. Não tem que me rejeitar. — Não te estou rejeitando, estou te dizendo que o que sentia é ridículo. Há mais de você. Não é apenas esta perfeita filhaestudante-garota que você criou.


Para minha surpresa, minhas palavras não a deixam mais irritada. Ela olha para mim com esses grandes olhos verdes cinzentos que me fazem querer derreter. Só para você saber, não estou acostumado a me derreter, então é bem desconcertante. — Nem sei se há. — Há. Eu sei. E você também saberia se te deixasse ir um pouquinho. Ela faz uma careta. — Eu me deixei ir com o Carter e olha aonde isso me levou. — Não acredito que realmente se deixou ir com ele. Apenas estava agindo diferente. Parece pensar nisso por um minuto. Então me faz outra careta. — Você está mais irritante que o normal esta tarde. Deve ser a cerveja. E, a porra toda, eu a quero mais agora do que a um momento atrás... Porque o que está debaixo da princesa perfeita no exterior é muito mais belo e precioso. Mas ainda estou tentando manter o controle, então tudo o que digo é: — Provavelmente. Sou um cara de materiais baratos e não estou acostumado à cerveja cara. Pelo menos, isso a fez rir.


Capítulo 5 Chloe Então, Jack ainda está curvado para baixo em meu sofá, parecendo amarrotado e despenteado e exatamente como no sexo. Não disse nada durante um par de minutos, não desde que fez a brincadeira sobre a cerveja. Não tenho ideia do que está pensando, salvo que ainda parece que estar excitado. Mas está com a testa franzido e foi ele quem terminou o beijo antes, então suponho que não está esperando para ir para cama comigo nem nada. Não é que diria não a isso. — E então? — pergunto, finalmente, quando o silêncio está começando a me incomodar. — No que está pensando? — Ele é um imbecil. É evidente que ainda está pensando no Carter. Faço uma careta. — Não sei... — O que quer dizer com não sabe? Você ainda está obcecada com o bastardo, não é? — Não. Não estou. — é importante para mim que saiba disto, é importante que diga a sério. Estive louca pelo Carter por um longo tempo, mas não estou mais.


Passa uma mão por seu grosso cabelo, remexendo-o ainda mais. — Bem. Então, o que quer dizer com ele não sendo um imbecil? Antes disse que estava louca por ele. — Eu estava. Não estou dizendo que foi uma boa escolha. Obviamente, nunca fui tão importante para ele, pelo menos não tão importante como seu trabalho. Só quero dizer que não era totalmente ruim. Não é uma espécie de imbecil egoísta e dominante que me tratou como lixo. — Não é? — Não. Os olhos azuis de Jack estão especulativos, ardilosos. — A sua maneira preferida para te comer, era sobre a mesa. Não era assim? Pausa. Essa foi a posição favorita de Carter para nós. Não é que me importasse também. Tenho lembranças muito vívidas de como me sentia ao ficar dobrada pela cintura, de barriga para baixo sobre uma mesa, a bochecha contra um documento extraviado, com o Carter me perfurando atrás. A beirada da mesa estaria metida em meu estômago, então era incômodo, mesmo quando eu gozava. Mas era quente. E emocionante. E deliciosamente perverso. E eu que pensava que isso era suficiente. — O que tem que mau nisso? — olho para Jack, irritada com ele agora. — Está dizendo que não pode ser bom?


— É obvio, pode ser bom, mas é mais sobre ele do que sobre você. Se ele não se incomodou em te dar o que precisava, então nunca vou pensar que é alguma coisa menos que um imbecil. Suas palavras roucas e o mau humor me bateram docemente vendo como sua irritação por Carter ter me desprezado, não me apreciando da forma como deveria. Mas, para ser honesta, eu digo: — Ele nunca foi cruel ou agressivo comigo. — Eu nunca disse que foi. Tudo o que estou dizendo é que está claro que sempre pensava mais em si mesmo que em você. — E você não faz isso? — Pensar em mim mesmo? Claro que sim! Muito. Mas se estivesse com você, eu me certificaria de que sempre viesse em primeiro lugar. Minha respiração diminui com essas palavras mediante o que evoca em minha mente. De repente, imagino a mim mesma com Jack até o final e sei exatamente que tipo de namorado, amante, parceiro seria. Eu o vejo de uma maneira que nunca fui capaz de ver o Carter. — Isso foi intencionalmente sujo? — eu o pergunto tentando não pensar nas noções românticas que nunca se tornarão realidade. Pisca, obviamente pensando em apagar o que acabava de dizer. Então, ele sorri de uma maneira irresistivelmente predatória. — Totalmente acidental.


Tudo bem. Pouca coisa faz uma garota se conter quando um cara está olhando para ela dessa maneira e também parecendo tão quente e despenteado. Inclino-me e a uma distância que meus lábios fiquem a uma simples olhada dos seus. — Não acredito em você. Ele geme e me puxa para o seu colo devorando minha boca com a sua. Uma vez que isso é exatamente o que esperava que acontecesse, não me oponho. Estou começando a me envolver nele outra vez quando afasta seus lábios longe de mim com um tipo diferente de gemido. — O que? — Eu pergunto a ele, embora seja mais um suspiro que uma pergunta. — O que está acontecendo? — Nós não devemos. — Ele me tira do seu colo de uma maneira que não tenho escolha a não ser aceitar. Eu me desequilibro me movendo para trás e para frente e deslizo até o chão, com as costas para o sofá. Já está confortável, então fico lá. Não sou o tipo de garota que se joga em um cara. Às vezes, eu gostaria de ser, já que, talvez, teria mais sorte no departamento do romance, mas há algo dentro de mim que resiste. Mesmo com Carter, pareci disponível e esperei que ele fizesse os movimentos. O medo de ser rejeitada era simplesmente muito forte. Então, no lugar de me arrastar em cima dele mais uma vez, o que realmente quero fazer, eu digo a ele:


— Bem. Se não quer beijar, então não vamos beijar. Não é grande coisa. Eu sinto como se fosse uma grande coisa. Uma oferta muito grande. Meu corpo ainda está palpitando por ele. Mas não há nenhuma razão pela qual ele tem que saber que estou tão desesperada. — Acha que é fácil? — sua voz continua sendo tão baixa, sexy, áspera; uma voz que me derrete. Ele se move para o chão, então está sentado ao meu lado. — O que não é fácil? — Não te beijar. Bom, não tenho nem ideia do que está acontecendo aqui. Acredito que sou uma pessoa muito inteligente, em geral minha mente funciona rapidamente, sempre faço bem nas provas, mas minha mente não funciona neste momento e não tenho nem ideia do que ele está falando. Infelizmente, este fato me faz soar estúpida. — Não me beijar não é fácil? Como esta pergunta é inarticulada, evidentemente, Jack entende. — Claro, não é fácil. — Ele vira e está me olhando mais. — Cada dia, cada minuto, cada segundo, tenho que lutar para não te beijar. E fazer ainda mais. Mas se te beijo de novo, não vou ser capaz de parar.


— Isso é o que você disse antes. E ainda não sei o que tem de errado com isso. — Beijar e fazer mais que isso ainda parece um plano muito bom para mim neste momento. — Se fizermos mais, as coisas vão ficar confusas. — Oh. Acredito que isso é verdade. O sexo poderia estar contra seu código de conduta. — Isso mesmo. — Estende a mão e me puxa para ele. Na verdade, ele move meu corpo. — Isso seria um erro. — E seu pai provavelmente não o aprovaria. — Minhas mãos terminaram de novo sobre seus ombros, o que parece correto para mim. Estou muito excitada outra vez porque o fogo voltou para seus olhos azuis. — Definitivamente não aprovaria. Poderia até mesmo me despedir. — Levanta por cima de seu colo novamente e me sinto montada sobre suas coxas. É um pouco mais difícil sobre os joelhos, já que estamos no chão, embora não seja importante. Geralmente, é uma muito boa posição, com um grande e atraente homem entre minhas pernas. — Poderia encontrar outro trabalho. — Traço seu rosto com a minha mão, sua barba provoca todo tipo de sentimentos deliciosos contra minha palma. — Pode ser que inclusive tenha que se unir aos SEAL. — Odiaria ser um clichê. — suas mãos deslizam para baixo para segurar meu traseiro de novo contornando a curva dele possesivamente.


— Além disso, — adiciono esfregando minha virilha contra a sua, que é tão bom e difícil como era antes. — Estou sobre um homem-rápido. — Então, definitivamente, não deveríamos nos beijar. — Murmura Jack densamente, movendo uma mão da minha bunda para minha cabeça para alinhar meu rosto com o seu. — Seria um grande erro. — Um erro enorme. — Um erro muito desagradável. E isso é a última coisa que dizemos antes do beijo. Agora, talvez haja algumas pessoas que podem tomar decisões maduras e razoáveis em momentos como este, mas infelizmente não sou uma delas. Quero Jack com loucura e não tem jeito de me afastar, quando tudo sobre isto parece tão bem, tão certo e precisamente, o que eu preciso. O beijo se aprofunda em segundos e todo meu corpo acordou depois disso. Não posso ficar quieta, então estou me retorcendo sobre ele tentando sentir o máximo que eu puder. Definitivamente, ele está gostando disso também, se seus profundos gemidos e mãos tateando servem de indício. Estou tão envolvida com o beijo que agora estou procurando desajeitadamente o primeiro botão de sua calça, tentando libertar seu pau, tentando me aproximar do que realmente quero, que é ele dentro de mim.


— Porra, Chloe. — Murmura rompendo o beijo e me movendo com cuidado um pouco para trás. — Você vai me matar. — Isso é bom, contanto que me foda em primeiro lugar. — Eu me abaixei sobre a protuberância na parte da frente da sua calça outra vez e massageio descaradamente, amando como seu corpo fica tenso imediatamente em resposta. Então seus dedos se fecham em volta do meu pulso e afasta minha mão para longe de onde ela quer estar. Eu rosno, frustrada e, luto em seu aperto, mas ele é mais forte do que eu, então, não posso liberar minha mão. — Espera, princesa. — Diz com seus olhos azuis que rastreiam sobre mim com um direito que não posso evitar amar. — Se formos fazer isso, então vamos fazê-lo bem. — O que significa isso? Ele solta meu pulso e move ambas as mãos de um jeito que estão dobradas em volta das minhas costelas, logo abaixo dos meus seios.

Ainda

estou

montada

nele,

quente,

ofegante

e

desesperadamente excitada. — Isso significa que não vamos nos apressar com isto como adolescentes com tesão. Vamos tomar nosso tempo. — Eu não gosto de tomar meu tempo. — Este é infelizmente o caso. A paciência nunca foi uma de minhas virtudes, caso que tenho alguma. — Você vai gostar uma vez que eu te mostre quão bom pode ser. — Sua voz é uma carícia erótica e ele me tira do seu colo, então estou deitada no chão. Olho para ele, atordoada pela luxúria e


ofegando como se tivesse trabalhado o dia todo. Mas, no geral, prefiro não agir tão fracamente que apenas cedo a qualquer coisa que algum cara queira que aconteça. Então digo: — Você acha que vai me mostrar alguma coisa que eu já não saiba? — Sim. Prometo que eu vou fazer. — Ele se move de forma que está pairando sobre mim, apoiado em seus braços. — Eu já fiz sexo antes, sabe. — Eu acredito em você. — Inclina para beijar meus lábios e não me envergonha dizer que imediatamente perdi o fio da conversa, já que seus lábios e sua língua e — Deus! — seus dentes parecem tão bem. Ofegou um pouco mais quando ele afasta sua boca e, em seguida, arqueio meu pescoço de prazer quando esfrega sua áspera mandíbula contra minha bochecha, a fricção é insuportavelmente sensual. — Eu acredito você teve um bom sexo antes. — Murmura, agora arrastando beijos ao longo da linha da minha mandíbula e em seguida pelo meu pescoço até que mordisca a veia palpitante da minha garganta. — Eu tive. — Consigo dizer. Estou tentando manter minha cabeça no lugar, já que está fazendo com que meu pescoço se sinta melhor que qualquer outra coisa que possa imaginar. Uma de minhas pernas agora se envolve ao redor do seu quadril, que é uma excelente posição para gerar fricção justo onde mais preciso. Então,


basicamente, eu o estou fodendo a seco por baixo, mas não posso te dizer o quanto isso não me importa agora. Ele geme de novo contra meu pescoço e estende a mão para tirar a minha perna de seu quadril. Lamento, já que a deliciosa fricção acabou. — Merda, você está tão ansiosa. — Diz densamente levantando a cabeça o suficiente para me olhar. Então, eu coro um pouco ou talvez muito. — O que tem que ruim nisso? — Nada. É a coisa mais sexy que já vi na minha vida. — Suas mãos estão no primeiro botão da minha blusa e lentamente começa a desabotoá-la. — Eu adoro que me deseje tanto. Mas para ser tão bom como você merece, então temos que reduzir a velocidade. — Um pouco convencido, não? Realmente acredita que pode me foder melhor do que alguém que tenha feito? Agora, a verdade é que só tive sexo com três homens, meu namorado do Ensino Médio, um garoto com o que saí durante vários meses no segundo ano e Carter , mas não há razão para que Jack saiba disso. — Eu sei que posso. — Já desabotoou todos os botões e afasta lentamente o tecido revelando minha pele nua e meu sutiã de renda cor de rosa. Ele olha para baixo, com os mesmos ardendo como se estivesse vendo algo realmente especial, algo que deseja mais que tudo.


— Me deixe te mostrar. — Murmura com voz rouca deslizando uma mão por debaixo do tecido e ao longo das minhas costelas, usando seu polegar para esfregar um círculo suave no meu mamilo. Ele engasgou com o prazer pelo toque. Não tinha ideia que podia ter esta resposta diante de tão pequeno e ligeiro toque. — Tudo bem. — Sussurro já que minhas cordas vocais não estão funcionando completamente. — Mostre. — Fará tudo o que eu disser? — Ele pergunta. Seu polegar continua fazendo esses deliciosos círculos, fazendo-me arquear as costas para pressionar meu peito para sua mão. — Sim. — Estou apertando minhas mãos no tapete para evitar agarrá-lo para que se apresse. Então, simplesmente porque é claro que não perdi totalmente minha coluna vertebral, acrescento: — Contanto que você não seja um idiota. Engasga com o que soa como uma risada. — Não serei um idiota. — E embora seja algo que eu queira. — Definitivamente você vai querer. — Aí está, se exibindo- novamente. Ele sorri para mim, quente, dominante e também de algum jeito doce. Não tenho ideia de como descrevê-lo, mas o olhar me faz sentir completamente louca e segura ao mesmo tempo. Em seguida, ele se move, então está sentado de novo e se inclinando contra o sofá. E eu ainda estou deitada seminua no chão.


— O que aconteceu? — Eu te quero em cima de mim outra vez. — Estende uma mão para mim. Pensei que ele ia me ter deitada ali para que pudesse me fazer coisas, mas estou perfeitamente disposta a esta mudança. Tão disposta que monto sobre ele de novo. Ele segura minha cabeça com ambas as mãos e me puxa para um beijo e, maldição, é ainda melhor que os outros. Estou

esfregando

minha

excitação

contra

sua

virilha,

frustrada pelo monte de roupa entre nós, mas então ele rompe o beijo e move suas mãos para baixo para manter meus quadris quietos. — Oh, não. Ainda não é tempo para isso. Sei que isso me faz parecer muito necessitada, mas lamento de novo, já que estou tão excitada que não custaria quase nada gozar agora mesmo. — O que é o que temos que fazer primeiro? — Primeiro, eu vou te agradar. Depois terei o meu prazer também. — seus olhos se arrastam por meu rosto avermelhado e meus seios no sutiã. — Por enquanto, por que não tira completamente a parte de acima? — eu pensei que ele ia fazer todas as coisas, isto me surpreende. E me sinto um pouco envergonhada enquanto cuidadosamente tiro meus braços da blusa e a deixo cair no chão. — Merda. — Ele murmura, estendendo e cobrindo minhas costas com suas mãos. Sério, sou tão pequena e suas mãos são tão


grandes que podem me envolver completamente com elas. — É a coisa mais linda que já vi na minha vida. Isso é o tipo de coisa que uma garota gosta de ouvir, então quem pode me culpar por me derreter um pouco. É tão estranho que eu não esteja fazendo nada mais que olhar, dado que não acredito que meu corpo seja algo especial. — Já estou nisto. Não precisa exagerar. — Não é um exagero. — Inclina contra o sofá, mas não está relaxado. É como se houvesse essa energia em espiral, ou intensidade ou luxúria ou algo assim, tudo preso por uma pose de controle. — Agora, tire o sutiã. Seria mais fácil se ele me tivesse me despido, porque então não estaria tão envergonhada. Mas concordei que eu faria o que ele dissesse, sempre e quando não fosse um idiota. E não foi um idiota ainda. Então, alcanço minhas costas e desabotoo o sutiã, afasto-o da minha pele e o deixo cair no chão junto com minha blusa. Ele faz muito mais que olhar. Inclusive soa como se pudesse gemer em voz muito baixa, profundo em sua garganta. Meus seios são pequenos, como o resto do meu corpo, mas eles têm uma curva decente e neste momento, os mamilos estão tão duros que são definitivamente sexys. — Então? — Eu exijo finalmente, depois dele não fazer nada mais que olhar e olhar. Todo meu corpo agora está tão ruborizado como minhas bochechas.


— Merda, princesa, não tinha ideia de que alguém pudesse ser tão linda. Fique de joelhos. Obedeço automaticamente, impulsionada pelo poder rouco de sua voz. E o movimento põe meu seio quase no nível de seu rosto. Ele cuida disso sustentando minhas costelas de novo, movendo-me mais perto e, em seguida, abaixa sua boca para alcançar um de meus mamilos. Me sinto tão estranha e vulnerável nesta posição e a sensação de sua boca quente em minha pele é tão boa que libero um inevitável som de prazer. Ele deixa o mamilo durante tempo suficiente para murmurar: — Isso é bom, Chloe. Só deixe ir. Me deixe te mostrar quão bem você pode se sentir. Estou abraçada desesperadamente aos seus ombros tentando manter o equilíbrio e não entrar em colapso por tanta luxúria enquanto sua boca trabalha em meu seio de maneira que nem posso acompanhar. Ainda estou fazendo todo tipo de sons bobos quando a estimulação dispara diretamente para minha boceta. Quando ajusta sua mão para que seu dedo polegar possa esfregar e tocar meu outro mamilo ao mesmo tempo, me sinto tão bem que tenho que morder o meu lábio para abafar o som. Minhas mãos fecham em punho em sua camisa. — Não tente lutar contra isso. — diz dando a um dos peitos um par de lambidas finais. — Não seja tão inibida. Simplesmente, se permita sentir isso. Entregue-se.


Agora, eu posso montar em seu colo quando ele me diz para fazer, mas é muito mais difícil não ser tímida quanto à instrução. Toda a vida fui uma pessoa honrada, fazendo tudo com cuidado. Até mesmo o fodido do Carter estava além do desejo esmagador de agradá-lo, que por sua vez fazia com que agradá-lo. Não pensar em nada mais, exceto me sentir bem era quase tão impossível para mim. Jack está me olhando de novo, com tanta intensidade que me dá vontade de me torcer. Endireito minhas costas para que meus peitos pareçam um pouco melhor. Ele sacode a cabeça. — Não quero que atue para mim. Quero que isto seja sobre você. A verdadeira você. Tão escuro como está, não sei exatamente o que quer dizer. Passamos grande parte de nossas vidas interpretando papéis, simulando um papel para outras pessoas. Fazemos isso na cama tanto como fazemos qualquer outra coisa. Eu fiz isso com o Carter, tentei ser a pequena vadia gostosa que ele queria que eu fosse. — Estou tentando. — Ofeguei. Estou tão excitada que agora a umidade entre minhas pernas é realmente incômoda. — Não tente. — Tira a boca de mim outra vez e toma meu outro mamilo em sua boca, dando-lhe o mesmo trato que ao primeiro. — Apenas seja. Minhas pernas estão tão fracas neste momento que estou inclinando para trás, mas Jack está me sustentando com suas


mãos em minhas costas. Me dou por vencida tentando fazer algo, já que realmente não há nada que possa fazer. E meus sons de lamentação em resposta se fazem cada vez mais fortes e mais inevitáveis enquanto ele acaricia e suga meu seio. Finalmente, minha necessidade é tão urgente que estou murmurando: — Oh, por favor, oh, por favor, oh, por favor! — estou me agarrando desesperadamente à sua camisa. — Isso é bom. — Murmura liberando finalmente meu peito. Ambos

estão

palpitando

agora,

sentem-se

inchados

e

tão

estimulados que qualquer leve toque podia me deixar louca. — Como se sente? — Como se fosse gritar, arranhar seu rosto ou algo assim. — Por fim, sou capaz de relaxar um pouco e conseguir que minha mente funcione agora que as sensações pararam. Ele ri em voz baixa e me puxa para baixo para me beijar levemente nos lábios. — Você é tão incrível. E assim é exatamente como quero você. Sua voz é carinhosa e posso dizer que está além de excitado, portanto, não invejo suas palavras. — Então, você já provou a si mesmo ou há algo mais? — Definitivamente há muito mais. — A promessa ardente em seus olhos me faz tremer. — Sobe no sofá.


Já que será mais cômodo que ser fodida no chão, não hesito em subir no sofá. Ele dá a volta, então está em frente a mim, mas não levanta como espero. — Não vai levantar? — Ainda não. Coloco as pernas debaixo da minha bunda, mas ele as alcança e as estira, separando de modo que seus ombros estão entre elas enquanto se ajoelha ao lado do sofá. Eu olho para ele como uma boba. — O que está acontecendo? No lugar de responder com palavras, lentamente desabotoa o botão, abaixa o zíper do meu jeans e depois os desce por meus quadris e minhas pernas. Estou tremendo quando finalmente tira. Agora estou completamente nua exceto por minha calcinha e o tecido frágil não pode esconder muito. Minhas pernas estão abertas e sua cabeça está justo no nível da minha virilha. Ele está olhando para minha boceta. — Não tem ideia do quanto eu queria te ver assim. Minha respiração fica presa enquanto passa sua mãos por acima de meus joelhos, para meus quadris. — Tenho certeza de que não parecia isso. — Isso é porque você não esteve prestando atenção. Eu te desejei desde o primeiro momento em que te vi, carregando essa


ridícula caixa e em seguida parecendo toda mansa e humilde com seus pais. E todos os dias só faz que eu te deseje mais. Suas mãos alcançaram meus quadris e pressionam para atirar meu corpo para baixo, meu traseiro se desliza no sofá até ele. Estou, na maior parte, deitada agora, mas minha cabeça ainda está levantada para que possa ver exatamente o que está fazendo. — Não era mansa e humilde. — Argumento pensando que é melhor dizer algo para que não vá pensar que não sou nada mais que uma geleia. — Eu disse que você parecia mansa e humilde. — esfrega sua mandíbula ao longo do meu joelho, sua barba raspando e estimulando deliciosamente. — Não disse que era mansa e humilde. — Oh. — Minha respiração acelera de novo enquanto o observo girar a cabeça para pressionar beijos sobre a pele avermelhada do interior da minha coxa. Então começa a arrastar beijos para cima, onde realmente os quero. — Oh, Deus. — Murmuro fechando os olhos, sabendo o que virá depois. Todo meu corpo começa fica tenso em preparação. — Abra os olhos, princesa. Eu os abro sem pensar e olho através do meu corpo para ele. Está respirando pesadamente e um brilho de suor apareceu em seu rosto. — Não quero que seja inibida ou tente se controlar.


— Não estava... — Corto as palavras porque seria uma mentira. Não tenho ideia de como se supõe que receba algo como isto sem fechar os olhos e tentar segurar a algo como controle. — Apenas respire. — Ele murmura verificando se meus olhos estão abertos antes de começar a trilhar de beijos de novo. Quando está a meio caminho da minha coxa interna, diz: — Abra mais suas pernas para mim. Ele pode abri-las, mas eu sei que ele quer fazer mais do que apenas pegar o que eles me dá. Separo mais minhas pernas até que não há mais nada entre ele e minha úmida e quente excitação. Nada, exceto minha pequena calcinha. Todo meu corpo se tensa. — Apenas respire, princesa. — Ele acaricia minhas coxas, mais uma massagem que uma carícia e, eventualmente, relaxo sob seu toque. — Bom, baby. Muito bom. Solto um pequeno gemido enquanto ele abaixa sua cabeça até minha virilha. Estou palpitando, pulsando, tão excitada que mal posso fazer com que minha mente assimile isso. — Merda, você cheira tão bem. — Soa como se falasse sério e dá algumas respirações lentas, sem que seu rosto me acaricie. — Eu adoro o quanto você me deseja. Uma parte de mim quer protestar, mas não há maneira como posso contradizer a esta afirmação, já que está a menos de uma


polegada

de

distância

da

evidência

tangível

de

quão

desesperadamente o desejo. Então, finalmente, acaricia seu nariz contra o tecido de minha calcinha. Deixo escapar um ruidoso e embaraçoso suspiro de prazer diante da sensação. —

Isso

é

bom.

Murmura

ainda

me

esfregando

brandamente com sua boca e sua mandíbula através do tecido. — Não lute contra isso, princesa. Simplesmente, deixa fluir. Não há maneira de que simplesmente vá deixar fluir. Não há forma possível que se possa lutar contra isto. Gemo indevidamente quando sua língua sai para dar uma rápida e pequena carícia no úmido tecido pouco transparente, sensação profunda. Ele me provoca com seus lábios e a língua até que estou quase chorando e, em seguida, finalmente, abaixa minha calcinha, então estou completamente nua, completamente nua para sua visão. Ele reprime um gemido quando abaixa sua cabeça de novo me agarrando pelo traseiro para me mover na posição que ele quer. Estou murmurando todo tipo de palavras inúteis enquanto ele começa a me agradar novamente e minhas pernas esticam automaticamente, começam a fechar ao redor de sua cabeça. Ele levanta a cabeça, o qual não é nada bom. Poderia expressar minha decepção, só um pouco. — Sinto muito, princesa. Você está quase me estrangulando. Ainda está tentando se controlar.


— Porra, eu quero tanto gozar. — Geralmente, eu não tenho o hábito de falar tão cruamente, mas definitivamente a circunstância justifica. — Você vai. Prometo que você vai. — Ele separa minhas pernas e dobra meus joelhos. — Mantenha seus joelhos. Tente deixá-lo fluir e me deixe fazer isto por você. Deixar me levar claramente não é meu ponto forte, mas isto é de longe o melhor sexo que já tive em minha vida, mesmo sem nenhum orgasmo ainda, então estou disposta a tentar algo novo. Seguro meus joelhos, separando para dar espaço a sua cabeça e desta vez, eu não consigo fechar as coxas devido ao prazer. — Bom. — Ele diz contra minha carne. Está provocando, acariciando, lambendo e sugando. Fazendo coisas ao meu corpo que não sabia que fosse possível. — Isso é tão bom, princesa. Só deixe fluir. Não pense em nada, exceto o bem que sente. Logo, volto a me sentir tão bem que começo a fazer ruídos mais embaraçosos. Porém, parece que estes o animam, já que ressona com um suspiro gutural de aprovação enquanto ofego, gemo e murmuro por quão bom é, o quanto eu quero, o quanto eu quero que nunca acabe. Todo meu corpo começa a ficar tenso quando ele se concentra em meus clitóris, provocando com a língua e logo fechando seus lábios ao redor dele em uma dura sucção. Eu gozo completamente, gritando ridiculamente forte enquanto meu corpo treme pelo orgasmo mais intenso que experimentei em minha vida.


Minha boceta ainda está contraindo quando ele levanta a cabeça, sua expressão satisfeita e quase primitiva. Desliza um dedo dentro de mim e eu aperto em volta. Acaricia-me até que tenho outro pequeno orgasmo, ofegando em estado de choque quando este se eleva inesperadamente. — Oh, Deus, Oh, Deus, Oh, Deus... — Murmuro, meu corpo finalmente relaxando, completamente solto. Ele está beijando para cima do meu corpo, levantando enquanto faz isso até que está por cima de mim no sofá. — Isso foi muito bom — murmura, — se deixou levar tão belamente. Foi à coisa mais sexy e a coisa mais linda que vi. Me sinto bem satisfeita comigo mesma e não dói que esteja em cima de mim agora, seu corpo quente e pesado me pressionando nas almofadas. — Agora vou conseguir ser fodida? — Pergunto deslizando minhas mãos por suas costas sobre sua camisa. — Oh, sim. Você vai conseguir ser fodida como nunca antes. Muito bem, isso me excita completamente; como se eu precisasse de qualquer tipo de ajuda nessa área. Mas, mesmo assim, há um princípio aqui, por isso digo: — Agora, você parece presunçoso de novo. — Só é presunção se não puder dar. — E acha que pode?


— Merda, sim, posso dá-lo. Pode me chamar de ingênua, mas acredito nele totalmente. Nós nos beijamos por um tempo, mais do que espero, já que posso dizer que está se deixando levar muito agora e está tendo problemas para retroceder. Então começo a apalpar suas calças de novo, com vontade de tirar finalmente essas malditas coisas. — Espera. — Diz com voz rouca rompendo o beijo quase dolorosamente. — E agora o que? — Então, soei um pouco frustrada e impaciente. Quem pode me culpar? — Vamos fazê-lo desta forma. — Levanta em uma posição sentada no sofá e me atira em cima dele, então estou montada sobre seu colo como estive antes. Franzo a testa. — Por que tenho que estar em cima? — Conseguiu a chance de estar em cima. — Por que consegui a chance de estar em cima? — Porque você disse que faria o que eu dissesse, sempre e quando não fosse um imbecil. — seus olhos se arrastam sobre mim da

forma

que

eu

gosto,

mas

também

me

fazem

sentir

envergonhada. Realmente não estou acostumada a estar em cima. Carter teria deixado se eu tivesse pedido a ele, mas nunca fiz isso, já que, obviamente, ele preferia ter o controle. Era mais fácil para mim


dessa forma, sentir que ele fazia coisas para mim, sentir como se pudesse ser passiva e tomar o que ele me desse. No geral, eu gostava do que me dava, então não era como se estivesse conseguindo um tratamento injusto. — Tudo bem. — Digo, não querendo fazer um grande problema disto, apesar de que se sente como um grande problema. — Posso ver o que tem agora? Ele levanta suas sobrancelhas para mim, escondendo um sorriso. — Seja cuidadosa — adverte — ou o que tenho não vai durar muito tempo. Eu rio disto, o humor me surpreendendo. Mas presto atenção a sua advertência e, muito cuidadosamente desabotoo o botão, abaixo o zíper e empurro para baixo suas calças e sua roupa íntima até que liberei seu pau. Agora, não é que eu tenha uma enorme base de comparação aqui, mas estou muito feliz com o que vejo. Ele suga uma áspera respiração quando o acaricio. Geme em voz baixa, seus olhos nunca deixando meus e seu corpo estava visivelmente tenso, inclusive mais do que antes. É estranho e não tenho certeza de como descrevê-lo. Mas é como estivesse se segurando, como estivesse freando algo que não pode se atrever a liberar.


Percebi isso apenas um minuto antes que me aproximasse para um beijo e minhas habilidades reflexivas desaparecem por completo. Minhas mãos e seu pau estão presos entre nossos corpos enquanto nos beijamos e estou suando quando finalmente nos separamos. Me levanta mais alto sobre meus joelhos e sei exatamente por que. Pega uma camisinha do seu bolso traseiro, o que é um alívio, já que teria odiado procurar por uma e o coloca. Então não há nada mais. Sustenta seu pau no lugar e me posiciona em cima dele, abaixando lentamente até que está encaixado dentro de mim. Ele é grande e eu sou pequena. Além disso, estou um pouco apertada já que tem alguns meses desde que transei com alguém. É um ajuste muito estreito e a penetração apertada me faz gemer. Isso o faz gemer também, embora seus sons sejam mais como se se sentisse tão bem que não pudesse controlar o som. — Tudo bem? — Ele pergunta, suas mãos agarrando meus quadris. — Sim. É bom. — Rebolo para me ajustar e logo tudo fica bem e não há desconforto. — É melhor que bom. Seu corpo é perfeito para mim. — Inclina-se para me beijar levemente. — Seu corpo é feito para mim. Tudo bem há um pouco mais de derretimento. Mas me acerto para dizer: — Talvez seja o contrário.


— Definitivamente também é o contrário. — E agora o que? — O que quiser, princesa. — Ele relaxa para trás contra o sofá, olhando para mim com paixão. Ainda parece estar segurando algo, mas não estou na condição adequada para realmente analisar o que poderia ser. Então, aqui está tanto o benefício como o problema de estar acima. Você tem que tomar todas as decisões. E simplesmente, não estou acostumada a tomar no sexo. Me movimento lentamente sobre ele, experimentando com a posição. A sensação de seu pau deslizando dentro de mim é muito agradável, então eu faço um pouco mais. Ele inala uma respiração úmida, suas mãos sustentando meu traseiro, mas não forçando nenhum movimento. — Faça o que for para que se sinta bem. Não o que você acha que eu quero. Simplesmente, se deixe levar. Então, meu instinto natural é sobre ser bonita e sexy, fazer um bom espetáculo para ele, assim com sorte pensará que sou algo especial. Mas ele tinha razão em todo o resto sobre o sexo, então talvez tivesse razão nisto também. No lugar de pensar em como ele ia querer que me movesse, tento me mover como eu quero. Ao princípio, é um pouco lento e vacilante, já que realmente não sei muito bem que movimento ou ângulo se sentirá melhor. Só montei um homem há muito tempo antes. Mas não passa muito tempo antes que descubra e logo encontro um ângulo muito bom, um que bate em todos os lugares certos dentro de mim e faz com que meu


clitóris também fique bem, estou acelerando à medida que as sensações se intensificam. — Assim está bom. — Jack murmura, ainda se segurando em mim enquanto o monto. — Isso é tão bom, baby. Só o deixe fluir. Simplesmente, pegue o que precisa. Preciso disso. Desesperadamente. Agora estou arfando e fazendo pequenos grunhidos ofegantes enquanto me ponho mais e mais excitada. Estou saltando com força em seu colo, mas ele me segura em meu lugar o suficiente para que não saia, apesar do meu ansioso movimento. Sinto o clímax aumentar, diferente do anterior, mais profundo, mais lento

e quero tanto que não posso parar, nem

sequer posso me preocupar como pareço, descarada, boba, suada e intensamente vermelha. — Oh, Deus. — Eu ofego afundando minhas unhas em seus ombros enquanto continuo. — Vou gozar. Tão forte. — Então faça. Isso é tão bom. Simplesmente deixe fluir. E

então

eu

faço

isso

e

é

tão

tocante

que

grito

descontroladamente. Ele também deixa ir e cresce dentro de mim desde baixo, soltando um gemido rouco quando seu corpo estremece debaixo do meu. Quando o mais intenso do prazer passa, eu caio contra ele. Ainda estamos nos movendo um dentro do outro com tremores persistentes, mas seus braços se envolvem ao meu redor. Ele me segura com força, seu rosto enterrado na curva de meu pescoço.


Está murmurando alguma coisa, mas realmente não posso escutar o que é. Parece algo que quero ouvir, então tento me concentrar, tentando escutar. Seus braços são quentes e protetores e me aconchego nele, nossos corpos continuam intimamente conectados. — O que foi? — Digo finalmente quando para de dizer o que fosse que estivesse dizendo. — Nada, princesa. — O que você estava dizendo? — Eu exijo, afastando-me o suficiente para olhar em seu rosto. Parece corado e satisfeito como o meu. — Nada. Apenas que você é incrível. Que me deixa sem fôlego. Não estou convencida de que isso era o que dizia, mas mesmo assim é algo bom de escutar. Oh. Tudo bem. Ele me puxa novamente para um abraço, acariciando meu cabelo quando relaxo contra ele. Ouça. O que posso dizer? Sou uma garota. Eu gosto desta parte tanto como eu gosto do sexo.


Capítulo 6 Há um sentimento em particular depois de fazer sexo que eu odeio. Não sei se sou única que entende. Talvez seja só minha neurótica personalidade, mas sinto isso quase toda vez que faço sexo. É essa sensação de peso no meu estômago pouco depois que os orgasmos passam (ou não, dependendo de quão bom é o sexo). Nunca tenho uma longa, brilhante felicidade. Esse peso vem muito rápido. Não sei o que é exatamente. Mas há esta incerteza, realmente uma muito incômoda. Não sei o que se supõe que deveria fazer ou dizer. Não sei o que é o que ele vai dizer ou fazer. Não sei exatamente o que vai acontecer agora ou se o sexo realmente significou algo. Ou mesmo se eu deveria me importar se significa algo ou não. Então, eu tenho todo este pesado e rígido incômodo e odeio, odeio, odeio esse sentimento. Eu começo a senti-lo agora, ainda envolvida com o Jack no sofá. Não é sobre se foi um bom sexo ou não. Este sexo foi o melhor que já tive e não faz a diferença com este pesado sentimento. É mais como um reconhecimento secreto de que falta alguma coisa, embora nunca fui como esses tradicionalistas que pensa que o sexo tem que ser sobre o amor. Mas mesmo assim... Não posso me desfazer deste peso.


Logo agora, enquanto sinto meu ventre começar a apertar, me movo com estupidez do colo de Jack. Ele libera seu aperto em mim, desde que estava me sustentando com força contra ele. — Está tudo bem, princesa? — Pergunta, embora não acredito que eu tenha feito nada para indicar algum mal-estar. — Sim, claro. Temos que fazer alguma coisa com a camisinha. Jack dá um suave gemido, um tipo diferente dos que dava antes. Este é mais como uma renúncia. — Sim, eu acho. Isso me ajuda a me afastar dele e vou para o sofá. Minhas pernas estão doloridas e tremendo e definitivamente, a área entre as minhas pernas, juntam, tentando se livrar desse peso incômodo. Jack se suja com a camisinha, puxa suas calças para cima, de algum jeito já está completamente vestido, fica em pé para tirar a camisinha. Me sinto como uma idiota em uma bola nua por um minuto antes de perceber que me sentirei melhor se me vestir, então agarro minha roupa dispersa e vou ao meu quarto para colocar uma camiseta e uma calça de ioga, importa-me estar mais cômoda que sexy neste momento. Jack está em pé na janela com suas costas para mim quando saio e o peso aperta dolorosamente. Não posso ler nada definitivo na postura de suas costas, mas sei, eu sei que não serão boas


notícias. Não sei por que assumi que uma rodada de sexo significava de algum jeito estar em um relacionamento real, mas é onde meu coração pulou de qualquer maneira. Isto se refere ao meu homem-rápido. Sempre estou fazendo a mesma coisa estúpida, assumindo que o sexo significa mais do que é. — Está tudo bem? — Pergunto, quando ele não se vira. Minha voz treme um pouco e odeio o som disso, então limpo minha garganta. Ele vira e posso ver uma espécie de desgosto em seu rosto. Não preciso de nenhum outro sinal. — Pode apenas falar. — Eu digo a ele, fingindo ser indiferente e despreocupada. — Você acha que eu esperava uma proposta ou algo assim? — Não, é obvio que não. O que fizemos foi impressionante, mas mesmo assim... — Ainda não quer ir mais à frente? — Dou de ombros porque isso é o que se faz para mostrar que não se importa (mesmo se você fizer). — Isso está totalmente bom para mim. Ele franze a testa e olha na minha cara. — Tudo bem? — Claro, tudo bem. Achou que eu ia começar a chorar de como estou desesperadamente apaixonada por você? Era sexo. Sabia que seria isso desde o começo.


Ele anda até mim e pega meu rosto em suas mãos. — Eu gostaria que pudesse ser mais. Eu quero tanto que isto seja mais. Tudo bem, agora tenho esse peso irritante no estômago e também estou completamente desconcertada. — Se você quer que seja mais, então, por que não? Ele sacode sua cabeça e deixa cair sua mão. — Não posso. Não posso simplesmente pegar o que eu quero. Não se isso significa... — Significa que...? — A última palavra é quase um chiado e de repente percebo que poderia haver aqui mais do que pensei. Não é que Jack estivesse me fodendo casualmente, é que ele, por alguma razão, pensa que nunca poderemos ser algo mais. Ele abriu a boca, mas então, evidentemente, mudou de opinião. Sacudiu sua cabeça de novo e olhou para longe de mim. — Sou seu guarda-costas. É a verdade, mas não é o que planejava dizer primeiro. — E o que? — Por isso, este tipo de coisa apenas não funciona. — Certo. O código de conduta do guarda-costas. Bem, tenho certeza que a ameaça de morte não será para sempre. E talvez


quando não for mais meu guarda-costas, então poderemos falar novamente. Isto é o mais confiante que posso ser com um homem, e mesmo se isso me fizer sentir muito fraca e vulnerável. Nega com a cabeça e não responde. —

Não?

Por

que

não?

Estou

começando

a

ficar

incomodada, apesar dos meus melhores esforços. Você entenderá isso se alguma vez tentou ter uma alguma conversa pessoal com um homem que se nega a te dizer o que realmente está pensando. Sabe que há mais, mas só não fala. É incômodo, isso é o que é. — Está usando a desculpa de ser meu guarda-costas, mas, em seguida, diz que não há esperança mesmo se não for meu guarda-costas. Então, o que está acontecendo? Se apenas não me quiser, está totalmente bem. Os homens não me quiseram antes. De repente, ele fica tenso e seus olhos azuis flamejam. Chega até mim e pega minha cabeça em suas mãos de novo e, desta vez segura um pouco mais forte. — Cada homem que não te quis alguma vez é um cego, um idiota ignorante. Pisco os olhos. — Oh. — Não posso realmente me mover porque ele tem minha cabeça em suas mãos, mas estou muito desorientada e não


tenho certeza de que poderia me mover, de qualquer maneira. — O que? — Nunca diga ou insinue que não quero você. Sinto a sensação de adrenalina de novo, a que me converte em gelatina. — Oh, tudo bem. Então por que... — Nem sempre podemos ter o que queremos, não importa quão desesperadamente a gente queira. — ele me deixa ir, por fim, e se afasta. Está bem, então estou entendendo um pouco mais agora. Ele me quer (desesperadamente), então é muito bom. Pelo menos, eu não me enganei completamente com isso. Mas, mesmo assim, ele não acredita que um relacionamento seja uma real possibilidade. — E você não vai me dizer o porquê? — Eu pergunto, esfregando o meu rosto com as duas mãos. Deveria ter lavado isso por mais tempo, já que ambas ainda cheiram a sexo. — Não posso. Tudo o que posso dizer a você é que está melhor sem mim. Sou... Perigoso. Perigoso. Seguro. Isso tem uma merda de milhão de sentido. — Perigoso, para os caras maus? Posso comprar isso. Mas, como é perigoso para mim? Ele não vai responder. Posso ver isso claramente. Vai ser escuro, melancólico e silencioso... e geralmente desagradável.


— Tudo bem. — Digo depois de um minuto. Certa como o inferno de que não ia pedir a ele que saísse comigo. E se for o melhor sexo que tive? Não é como se não pudesse fazê-lo sem ele. — Bom. Vira a cabeça para trás para me olhar e vejo essa tensão em seu corpo novamente, como se estivesse sustentando algo muito pesado em suas costas, muito pesado, muito assustador para ser liberado. Realmente

gostaria

que

ele

apenas

liberasse,

porque

sustentar algo tão grande em suas costas é uma droga. — Tudo bem? — Ele me pergunta. — Sim, estou bem, o que acha? Que eu ia quebrar por estar desprovida do seu pau? Ele faz um gesto de impaciência com a mão e caminha para perto de mim. Posso sentir o calor do seu corpo. Sei que não estou imaginando isso. — Você sabe que isso não é o que eu quis dizer. Nunca deveria ter feito isto. — Nenhum de nós deveria. Mas fizemos isso. Não é o fim do mundo. Eu me sinto como uma espécie de fim do mundo, como se todo o potencial fosse arrancado violentamente de mim. Mas não vou deixa-lo ver isso. Se não me quiser, então eu não o quero. Essa é a forma que sempre funcionou para mim.


Não coloco a mim mesma lá para que alguém possa me pisotear. O mais perto que estive de fazer isso foi com o Carter e, mesmo com ele, nunca deixei que me visse chorar. A pessoa que te faz chorar nunca deve ver você chorar. Isso deveria ser uma regra. — Então, estamos bem? — Ele pergunta ainda me olhando, como se não acreditasse no que estou dizendo. Isso só significa que tenho que fazê-lo mais convincente. — Sim, estamos bem. Você é meu guarda-costas e nada mais. De algum jeito se sente como se sempre fosse algo mais que só meu guarda-costas. Nem posso acreditar que, há meia hora, estávamos intimamente entrelaçados, tão perto como duas pessoas podem estar. Mas essa proximidade é, obviamente, apenas física. Sou uma adulta... Na maioria das vezes. Posso fazer sexo sem deixar que me rasguem em pedaços. Eu me sentirei melhor amanhã. — Eu sempre vou ser outra coisa, princesa. Eu faço um som de um grunhido impaciente. — Porra, Jack. Você não pode me dizer coisas como essa e depois dizer que nada está acontecendo entre nós. Se não quer algo mais, então não terá nada mais. Não consegue falar enquanto estamos... Estamos... Perto. Por um momento, parece quase irritado, como se tivesse tirado algo importante para ele. Mas então sua expressão muda e seus ombros relaxam visivelmente.


— Certo. — Ele diz. — Tem razão. — Bom. Tenho razão. — Então, eu acho que já vou, se isso estiver bem para você. Bill está lá fora. — Eu sei que ele está lá fora. — Eu fico parada e espero, mas Jack não se move na verdade. É tão grande e masculino e real de algum jeito que quase não posso evitar quase tocá-lo. Mas não vou fazer isso. Não vou fazer isso outra vez. — Bem? — eu exijo quando me olha sem se mover, com um pouco de dor em sua expressão que não posso possivelmente identificar. — Tudo bem, princesa. Eu irei. — Então vai. — Soa um pouco duro, quase frágil, mas é o melhor que posso lidar agora. — De acordo. Sinto muito. — Não sinta. Apenas vá. E assim, finalmente ele vai. Eu o vejo se afastar. E tenho que te dizer, há um montão de mentiras no mundo; livros e filmes e canções e histórias que continuam nos dizendo que o sexo cria intimidade, conexão, afeto. Amor. Não acredite em nenhuma dessas coisas. Isto simplesmente os disfarça.


E tudo o que resta depois é um duro aperto em seu intestino que te lembra, uma e outra vez, que desempenhou o papel, mas ainda não tem o que realmente quer. O sexo o torna pior. Mostra tudo o que não tem. E parece bem claro que nunca vou ter isso com o Jack. Não vou chorar por isso. Definitivamente, não vou chorar. Então, vou me sentar em meu sofá, mas, em seguida, pulo do mesmo, lembrando que acabo de foder Jack ali. Fico olhando a tapeçaria familiar e lembro o quão bem me senti ,corpo e coração, em estar nos braços de Jack. Para o inferno! Então, eu choro um pouco, depois de tudo.

Então,

aqui estão os dez melhores benefícios para estar

sobre um homem-rápido.

Um: Não tem que se depilar com tanta frequência. Dois: Não acorda a cada manhã preocupada com os homens que você encontra, eles gostarão de como você se parece. Três: Pode se concentrar mais em suas aulas, desde que sua mente não se distraia com fantasias com esse determinado cara.


Quatro:

Quando

fala

com

seus

amigos,

não

está

constantemente olhando além deles para ver se um cara do outro lado do refeitório está olhando para você. Cinco: Não tem nenhum primeiro encontro estranho. Seis: Não termina fodendo com o seu guarda-costas, quando sabe muito bem que não é uma boa ideia. Sete: Não se permita desenvolver sentimentos por seu guarda-costas quando este deixou claro que é emocionalmente inacessível. Oito: Não ficar presa em uma conversa dolorosa sobre como o sexo não significa que pode ter algo mais profundo com seu guardacostas. Nove: Não tem que passar a maior parte da noite meditando sobre isso, com uma terrível sensação de peso no estômago, dizendo a si mesma que se sentirá melhor pela manhã. Dez: Não conseguirá quebrar seu coração.

Não me sinto melhor pela manhã. Me sinto uma merda com os olhos doloridos e o estômago enjoado. Mas não vou deixar que Jack veja que estou realmente triste pelo o que aconteceu, então, tomo um longo banho quente e ponho um montão de maquiagem.


Também me vesti um de meus mais sexys conjuntos, mas ainda confortável. Não sei se alguma vez experimentou isso, mas é difícil encontrar um equilíbrio entre sexy e apropriado. Mas visto uma saia curta, aquela do tipo quadriculada e vincada como de uma colegial. (Não posso te dizer quanto Carter amava esta saia). Então, visto uma pequena blusa com os botões na frente, assim posso deixá-los desabotoados e minhas botas favoritas que vão até meus joelhos. Em seguida, para não parecer que estou me enfeitando, prendo meu cabelo em um rabo-de-cavalo. Se eu aparecesse assim no escritório do Carter no semestre passado, ele daria a volta na mesa com o pau para fora em um abrir e fechar de olhos. Jack está esperando fora da porta quando saio do meu apartamento. Seus olhos se cravam em mim, mas não diz nada. Tampouco se vê afligido pela luxúria, então talvez meu conjunto não é tão bom como eu penso. — Pronto para ir? — Eu pergunto de maneira que pareça ser uma voz brilhante, alegre. Soa um pouco falsa para mim, mas Jack provavelmente não vai notar. Aliás, parece terrível. Não é que eu pareça realmente terrível. Ainda parece muito culpado no que me diz respeito. Mas parece que se barbeou esta manhã e seus olhos estão avermelhados. Ou bebeu ou ficou acordado a noite toda festejando. Ou ambas as coisas. Prefiro pensar que ficou a sós com um pacote de seis cervejas, mas não tenho nenhuma evidência de que foi isso que fez. Ele não diz nada. Simplesmente caminha comigo pelas escadas e na garagem. E isso é bom também. Se não quiser falar comigo, então, definitivamente, não vou fazer esforço


para falar com ele. Sinto um pouco como se fosse fazer “beicinho” ou talvez quebrar sua cabeça. Mas ontem agi como se isto não fosse grande coisa, então não é uma boa ideia para mostrar o que é realmente importante para mim. Não, se quiser manter meu orgulho. Se não descobriu ainda, o orgulho é muito importante para mim. Então é uma quinta-feira, o que significa que tenho duas aulas de manhã e, em seguida, Literatura com a Professora Cadela à tarde. As aulas da manhã estão bem e estudo enquanto almoço, assim não tenho que tentar conversar com Jack. Ninguém mais fala comigo, mas estou acostumada a isso. Entretanto, a aula de Literatura não é boa. Estamos falando sobre "Young Goodman Brown7" e toda esta profunda leitura do simbolismo dos vínculos e do individual e outras coisas. E como toda culpa do povo da cidade ficou escondido todo o tempo até a reunião na floresta. Em seguida, com a intensão de fazer a história relevante, eu acho, ela pergunta sobre que tipo de coisas as pessoas podem esconder. Então, alguém diz Bulimia. E alguém mais diz plagiar um documento. E alguém mais diz que ter um romance com um homem casado. Eu deveria saber onde isso ia dar, mas sou uma idiota às vezes. Estou copiando as notas que rabiscadas no quadro mais cedo e estou totalmente desorientada. Então alguém mais, sei quem é, saía com ela algumas vezes no primeiro ano, mas logo ficou toda esnobe quando Kent me convidou a sair no lugar dela, sério, é uma dessas garotas. De qualquer maneira, diz: foder com seu professor da universidade. Há um murmúrio de uma risadinha, mas morre rapidamente em um silêncio que diz tudo. Sei que tem gente que me olha pela 7

Conto escrito, em 1835, por Nathaniel Hawthorne.


extremidade de seus olhos, algo como compaixão, alguns com preconceito, nenhuma simpatia. Jack está atrás de mim e quase posso senti-lo arrepiado, mas obviamente, não está ajudando. É necessário todo o controle que tenho, mas não transfiro nenhuma resposta no meu rosto. Não deixo de escrever notas em meu caderno. Já copiei tudo, mas comecei de novo com a parte superior do quadro. Tenho que fazer alguma coisa. Professora Cadela, é obvio, não ajuda em nada. Diz: — Sim, suponho que isso é algo que alguém queria esconder. Então, vamos falar desta culpa que vemos na história. O que significa quando alguém age docemente, perfeita e boa, mas em segredo faz coisas erradas no escuro? Bom, mesmo o membro mais idiota da turma sabe que ela está falando de mim. Está ficando cada vez mais difícil continuar escrevendo. Estou tão irritada e envergonhada que minha visão está embaçada. Mas não há nada que dizer. Não vou fazer uma cena e dar a eles a satisfação de terem me feito mal. Além disso, não vou arriscar minha qualificação nesta aula. Então, há certa discussão, tudo mais do mesmo sobre o que incitaria alguém a ser travessa enquanto atua como inocente. Evidentemente, sou insegura e não autêntica, e tenho senso sadio de minha própria importância. De alguma forma, tudo ao mesmo tempo, se você pode imaginar isso.


Jack está mudando de posição atrás de mim. Posso ouvir sua camisa roçar contra a parede. Sei que ele está com raiva, mas não pode colocar minha professora no lugar dela. Não só iriam despedilo, mas também seria a pior coisa para mim. Agora, só tem dez minutos para que a aula acabe. Dez minutos e posso escapar. — Um momento. — diz Kent. — Acredito que a história está realmente dizendo que Brown é tão hipócrita como todos outros. A

professora

pisca

em

surpresa,

surpreendida,

evidentemente, de que alguém está arruinando sua diversão a minha custa. — Explique. — Bem, ele está sentado lá julgando a todos eles no final, mas estava na floresta se reunindo com o diabo também. É tão culpado. As pessoas que julgam são tão culpadas como aqueles que estão julgando, se não mais. É como um milagre. Sério, como um milagre. O sentimento geral da classe mudou e todo o rancor é quebrado pelas palavras do Kent. Eu me viro para olhar para ele com surpresa e me dá uma não-tão-secreta piscada. Ele fez isso por mim; para me ajudar, ao ficar de pé por mim. Não mudou a atitude de todos os outros, mas impediu a todos de me levarem ao chão.


Eu sinto gratidão e alívio e algo assim, como espanto quando olho para ele. É lindo, em uma espécie de muito bom gosto a sua maneira e é agradável. E parece que gosta de mim, se ficou de pé por mim. Isto não é como se Jack fosse o único homem no mundo, não é? E se ele não me quiser? Outros meninos poderiam. Kent poderia.


Interlúdio Jack Quando você se rendeu ao que você não deveria, é difícil arrastá-lo de volta à realidade. Dói muito. Muito mesmo. E não há esperança para que melhore adiante, já que tudo o que quer, tudo o que poderia te fazer feliz, é o que nunca deve te permitir. Se eu pudesse somente levantar e sair, talvez fosse melhor. Se pudesse partir e fosse para o outro lado do mundo, fazer um trabalho diferente, salvar uma vida diferente, talvez a beira da dor crescesse um pouco mais brusca. Mas não tenho certeza se escapar seja possível para mim. Mesmo se fosse, não acredito que isto possa melhorar. Todos os rostos que verei serão o de Chloe. Todo mundo que me tocar será Chloe. Cada voz que escutar será a da Chloe. Cada pausa que respirar será ela. Agora que a tive, agora que a senti de todas as maneiras possíveis, agora que experimentei o que é de verdade, estou tão fundo para entorpecer a mim mesmo. Sabia disto na noite anterior. Sabia que deveria ter saído enquanto podia. Mas acho que sou mais fraco do que pensava ou o poder que tem em mim é muito incontrolável.


De qualquer maneira, estou ainda mais preso do que antes. Nunca me permitirá tê-la, mas de igual forma nunca seria capaz de fazê-lo funcionar. É uma receita para a miséria, se alguma vez houve uma. Então me consumi pelo estupor da noite anterior, depois que a deixei. E estive caminhando todo o dia em um sonho, me obrigando a me concentrar em meu trabalho, já que é a única coisa que não posso deixar passar. As apostas são muito altas. Há muito em jogo na vida de Chloe. Estou tão furioso com a aula de literatura, de como os estudantes e a professora a incomodam, que mal posso ficar quieto. Mas então o que acontece é pior, e um maldito menino decide interceder como defensor dela. Se fosse uma pessoa genuinamente altruísta, estaria feliz que fizessem que a animosidade contra Chloe diminuísse, não importa quem fizesse. Mas não sou indiferente. É que não o sou. E me dá vontade de quebrar alguma coisa por ter um maldito menino fazendo o que não posso. E também sei exatamente por que fez isso. O menino tem uma coisa pela Chloe. Minha Chloe. E, porque estou preso por este maldito trabalho e foder a minha tentativa de fazer a coisa certa, vou ter que ficar aqui e ver o menino entrando em ação com a Chloe. Minha Chloe. E vai estar agradecida que o maldito menino se aproximasse para ajudá-la, então não vai ver com claridade. Está irritada comigo


e vai querer provar alguma coisa. Então, vai ficar vulnerável a este maldito menino que quer se jogar e pegar Chloe. Minha Chloe. Em trinta segundos, só vou agarrá-la e levá-la a um lugar privado, onde possa dar tudo o que ela precisa, quer, merece, em que eu possa trazer mais prazer do que nunca sonhou ser possível, em que eu possa mantê-la a salvo e protegida de tudo e de todos os que queiram causar dor, onde eu possa mostrar exatamente o muito que significa para mim. Eu vou mandar para o inferno com todo o resto, com toda minha culpa, o conhecimento e a consciência, para o inferno com tudo o que nos mantém separados e vou fazer exatamente o que eu quiser. Em dez segundos agora. Nove. Oito. Sete. Seis. Ela vira para olhar para mim por cima do seu ombro enquanto levanta de sua cadeira, parece vulnerável, confusa e triste. E não vou fazer nada disso. Não. Porque talvez eu não seja um bom cara, nunca vou ser um cara bom, mas há algumas coisas que simplesmente não vou fazer.


Capítulo 7 Chloe Jack tem uma expressão estranha quando deixamos o auditório e vamos ao automóvel. Apesar da intervenção de Kent na aula, quero sair do campus o mais rápido possível. Não posso decidir se Jack está a ponto de explodir pelo que aconteceu na aula, ele obviamente não é um fã da Professora Cadela ou se está irritado comigo por alguma razão. Esse é o problema com um sexy e misterioso menino. Nunca se sabe o que ele pensa. Eu decido que é melhor simplesmente ignorar sua existência, já que ele não faz nada mais que me esquentar e me incomodar (nem sempre de uma boa maneira). Posso tratá-lo como um acessório, apenas pendurado por aí de uma maneira banal, não causando nenhum tipo de impacto na forma em como vivo minha vida. Com este pensamento, caminho atravessando o campus. As vias estão invadidas pela multidão de estudantes que foram de uma aula para a outra. No ano passado, as pessoas teriam acenado, sorrido ou me cumprimentado enquanto caminhava, mas ninguém faz isso agora. Poderia dizer que isso já não me incomoda, mas seria uma mentira.


Parecia que, eventualmente, estaria anestesiada, endurecida, como Jack disse que eu deveria. Mas eu não fiz isso ainda. Não sei se alguma vez o farei. — Chloe! Ei! Chloe! Espera! É um som tão estranho, alguém me chamando, querendo falar comigo, que leva um minuto para eu perceber. Eventualmente, eu paro e me viro para ver Kent correndo em nossa direção, seu cabelo loiro se agitando com seus movimentos. Ele é muito bonito de uma maneira agradável. Eu sempre gostei da boa aparência em um menino. Muito diferente de Jack, que parece particularmente desalinhado hoje, com sua barba por fazer e seu olhar carrancudo. — Por que você foge o tempo todo? — Kent pergunta, um pouco sem fôlego, enquanto me alcança e começa a caminhar comigo. — Não fujo. Essa era minha última aula do dia, então quando acaba, volto para casa. — Poderia ficar por aí depois das aulas por uns poucos minutos. — Por que faria isso? — Porque seria mais fácil falar com você. — Ele me dá um adorável olhar envergonhado.


— Oh. — Eu me sinto um pouco nervosa, já que é agradável que um decente e normal rapaz que preste atenção em mim, alguém que não seja Jack, quero dizer. Jack caminha diretamente atrás de nós e tento não pensar nele. — Ela é uma verdadeira cadela. — Diz Kent. — Seu nome deveria ser Doutora Cadela. Solto um risinho. — Na minha mente, ela é a Professora Cadela. — Não dê atenção a ela. — Tento não fazer isso. Só que é difícil quando está te classificando. — Você é tão inteligente, não sei como poderia te qualificar para menos. Os

estudantes

nos

olham

com

curiosidade

enquanto

caminham. Todo mundo conhece Kent e tenho certeza de que todos se perguntam por que ele está gastando tempo comigo. Mas Kent parece completamente alheio a isso enquanto sorri. Esse é o tipo de atenção que uma garota realmente quer, não os sexys e confusos olhares do Jack. — Não sou tão inteligente. — Claro que você é.


Oh, isso está indo muito bem. Talvez me convide para sair. Chegamos ao meu carro agora, mas paro em frente a ele tentando me posicionar de maneira que Jack está atrás de mim e fora do caminho. — Talvez queira sair em algum momento? — Kent pergunta trocando

seu

peso

de

um

para

o

outro

e

parecendo

adoravelmente inseguro. — Sim. Isso seria bom. — Dou a ele meu melhor sorriso, embora o que realmente quero fazer é me virar e jogar na cara do Jack. — Ótimo. Que tal na sexta-feira? — Sim, acredito que estou livre... — Ainda não terminei a frase quando Jack se move para que parasse na minha frente, de alguma forma manobrando para que eu me aproximasse mais do carro antes que possa perguntá-lo o que está acontecendo. Instintivamente, estendo minha mão para segurar sua camisa, já que suas costas estão em frente a mim e me desequilibro. É apenas um reflexo automático. Não é porque, de repente, sinto-me nervosa e ele é grande, forte e sólido. — O que foi? — Exijo. — Acredito que nada. — Pelo que posso ver do seu rosto parecia que esquadrinhava à distância por sobre o ombro do Kent. — Pensei ter visto alguma atividade suspeita, mas acho que não era nada.


Quando a corrente de adrenalina diminui, é substituída por um surto de raiva. O maldito bastardo fez isso de propósito. Porque não gostou que Kent me convidou para sair. Ajeito até minha máxima altura (de um metro cinquenta e sete centímetros) e disparo um olhar gelado para Jack enquanto me movo à sua volta, então posso ver Kent de novo. — Lamento por isso. Ligue para mim na sexta-feira, certo? — Farei isso. Até lá. — Kent parecia um pouco desorientado pela repentina interrupção de nossa conversa, mas não parecia como se fosse sair correndo nem nada. Isso era alguma coisa. Quando Jack e eu entramos no automóvel, ligo o motor, mas viro para olhá-lo, ele está sentado no assento do passageiro. Ele não é meu motorista, ele me disse isso no primeiro dia e precisa estar preparado para agir se for necessário. Como se alguma vez quisesse este tarado como motorista. — O que foi? — Pergunta levantando suas sobrancelhas. — Não te atreva a ficar no meio desta vez. — Ficar no meio do que? — Sabe exatamente do que estou falando. — Esse cara não é o homem para você. — Sendo ou não, não é assunto seu. Fique afastado disso.


— Eu não fiz nada. — Fez toda essa coisa de atividade suspeita de propósito. — Tinha atividade suspeita. — Não tinha! Jack parecia com raiva agora, essa ira contida que já vi antes, como lidasse com algo intenso e, em seguida, fosse capaz de se conter. — Você nem gosta de caras assim. Estou irritada também e nem tento me controlar. — Como se atreve a me dizer de quem eu gosto ou não? Só porque me fodeu e me atirou no lixo não te dá o direito de interferir na minha vida. Estende sua mão para mim, mas logo recua. Em vez disso, ele puxa para o seu colo. — Eu não te fodi e joguei fora. Praticamente, eu estou me afogando de indignação. — Eu não consigo pensar em outra maneira de chamar isso, mas sabe, realmente não me importa. — Sim, você se importa. — Sua raiva parece ter se transformado em outra coisa e seus olhos têm essa intensidade quente que é tão fascinante, tão aterrorizante.


— Não pode me dizer o que me importa ou não. Sou a única que pode dizer isso. — Você sabe perfeitamente que há algo entre nós, princesa. Descobriu isso ontem à noite. Não preciso realmente que ele me lembre sobre ontem à noite, quão profundo, delicado e emocionante se comportou, quanto prazer me deu, maior prazer que senti. O quanto doeu que não fosse suficiente para ir um pouco mais fundo. — Bem, você foi o único a dizer que nada sairia disso, então não tem o direito de me impedir de ver mais alguém. — Não vou te impedir de ver alguém. Só acho que é ridículo fingir que sente algo por esse cara, quando nós dois sabemos que não faz isso. — Nem mesmo o conheço bem. Como você sabe que os sentimentos não surgirão? Estreita os olhos para mim, obviamente não gostando nada da ideia. Porém, não diz nada. Depois de um longo momento de um silêncio incômodo, eu digo: — Se não acha que pode ser meu guarda-costas sem interferir na minha vida, vou ter que dizer ao meu pai que isso não está funcionando e preciso de outro.


— Posso ser seu guarda-costas. — Tudo bem, então. Não tinha ideia sobre o que mais falar, então passo a marcha no automóvel e dirijo para casa.

Sexta-feira à tarde, eu tomo um longo banho e me visto com um pequeno e lindo vestido para o meu encontro com o Kent. Só vamos jantar, mas penso que isso irá ajudar a me empolgar com o momento. Não é que eu não esteja empolgada. É só que não estou tanto quanto deveria. Nada no mundo está errado com Kent, mas não tenho os nervos normais que costumam aparecer em um primeiro encontro. O fato de que Jack irá com a gente, talvez tenha a ver com isso. Tentei convencê-lo a não ir. E, em seguida, tentei convencê-lo que deixasse Bill ir, mas ele não se deixou ser persuadido. Eu acho que posso entendê-lo. Minha segurança é sua responsabilidade e não vai deixar isso nas mãos de ninguém mais. Mas mesmo assim, é um pouco incômodo.


Se alguma vez você se encontrar em uma situação parecida, eu recomendo a você a não foder com seu guarda-costas, já que isso torna as coisas muito difíceis depois. Meu cabelo está perfeitamente liso, nem rastro dos leves cachos, mas borrifei nele um caro produto para o cabelo que se supõe que o faça parecer mais brilhoso e estou muito feliz com o resultado. Fico tão bonita como posso e visto minhas botas altas favoritas para uma pequena dose extra de confiança. Talvez seja a verdadeira determinação, mais a genuína emoção, mas construo algum tipo de bloqueio emocional enquanto subo o zíper de minhas botas. Vou me divertir neste encontro. Vou aproveitar. Vou me esquecer de tudo o que está errado em minha vida e tentarei ser uma garota normal em um encontro normal. Absolutamente e positivamente não me incomoda que, quando saio do meu quarto, Jack está lá, apoiado contra a parede na entrada, vestido todo de preto e com uma expressão que não revela nada. — Você está atrasada. — É tudo o que ele diz. Eu o fulmino com o olhar. — Atrasada só dois minutos. Não seja estúpido. Meu telefone soa com a chegada de uma mensagem. Está no bolso de Jack, mas reconheço o som.


Enquanto ele tira, eu digo: — Se for do Kent, não leia. — Não é o Kent. — Sua expressão se transforma enquanto olha a pequena tela e sei que, o que seja que a mensagem diz, não é bom. Meu coração cai. — É outra ameaça? — Não. Só há uma única opção. — Colocaram alguma coisa no blog? — Parece que sim. Muito apropriado, vou ver as novidades dessa horrível página sobre mim, justo quando tento ser normal. Não tenho certeza de por que deveria esperar algo mais. — Me deixe ver. — Eu digo me esticando para pegar meu telefone. — Não. — Parece com raiva, defensivo e possessivo, tudo de uma vez. — É o meu telefone. Me dê isso. — Você não precisa ver isso.


— Não me importa no que acredita que preciso ver. Você não tem o direito de esconder isso de mim. Se não me der o telefone agora, não vou deixar que o tenha mais. Diga o que quiser, não estou em risco com o meu celular. — Sim, você está em perigo com ele. — Murmura densamente enquanto me entrega. É estúpido, eu sei, mas tenho que ver isso. Cada vez que publicam alguma coisa, antes que sejam tiradas de novo, às vezes só umas horas depois, tenho que ver. Tenho que ver o que esta gente maldosa diz sobre mim. Desta vez, as primeiras imagens que vejo são fotos retocadas de um trio: Jack, Kent e eu. São obviamente falsas, não é como se alguém pudesse pensar que são verdadeiras, mas continuam sendo horríveis. Três corpos nus entrelaçados fazendo parecer que sou fodida por um homem enquanto o outro tem seu pau em minha boca. Por alguma razão, é tão horrível que o telefone desliza da minha mão. Fico ali, atordoada, enquanto Jack recupera o telefone, guarda em seu bolso e, em seguida, ele me puxa para seu corpo envolvendo um braço ao meu redor. Eu me apoio nele sem pensar, me sentindo segura, confortada, como se realmente pudesse fazer algo para deter esta violação emocional. — Eu disse que o maldito telefone era perigoso para você. — Ele murmura, inclinando sua cabeça para enterrar seu rosto em meu cabelo. — Quebra o seu coração todo o tempo.


— Não quebra meu coração. — Eu discuto, embora a objeção seja só feita pela metade. Seu braço me aperta tanto que nunca me deixará ir. — Vou encontrar quem está fazendo isto. — Diz em meu cabelo. Agora parece estar pressionando beijos nele. — Eu prometo. — Por favor, faça isso. Eu me afasto e olho em seu rosto. Ele me olha com fome, necessidade, adoração. Eu me desequilibro para ele ligeiramente. Oh, Deus, quero tanto beijá-lo, amá-lo, nunca sair de seus braços. Mas então o toque soa no bolso, indicando a chegada de Kent e me afasto desajeitadamente de Jack, tentando alisar meu cabelo. Jack poderia agir como se me quisesse, mas se nega a tomar uma decisão sobre isso. E passei muito tempo esperando que os homens mudassem. Passei a maior parte do último semestre esperando que Carter mudasse e olha o que aconteceu com isso.

No final, o encontro acabou não sendo tão bom. Deveria ter sido. Começo dizendo ao Kent sobre sua aparição na página do Tumblr, ele dá de ombros dizendo que não se importa. Então, isso é bom. Em seguida, vamos ao Macaroni Grill perto do campus para comer. Uma grande quantidade de estudantes da


universidade passa o tempo ali, então definitivamente somos notados, mas, de novo, Kent deixa em claro que não se preocupa de qualquer notoriedade em se associar comigo. Falamos sobre coisas corriqueiras. Ele conta um montão de piadas e eu rio delas. Por isso, tudo isso é bom. A presença do Jack espreitando junto à mesa é sem dúvida uma distração, mas consigo fingir que não me incomoda. Então o jantar termina e Kent sugere irmos ao lago, já que é uma noite tão tranquila e a lua está cheia. Na verdade, não é tão tarde, por isso parece um bom plano para mim. Sim, Kent poderia ter uma sessão de beijos em mente, mas se trata de um encontro e não vou fazer nada. Não tenho planos para dormir com Kent, mas alguns beijos estariam bem, eles me ajudariam a mostrar para mim mesma que Jack não é o fim de tudo, o tudo de minha existência. Como resultado, todos fazem a curta viagem até o lago e passeamos junto a ele. Falamos um pouco mais, em seguida, Kent se aproxima para me beijar. E, sabe, apenas não está dando certo para mim, porque Jack está ali. Sério, está logo ali. Evidentemente, este também é um problema para o Kent. Ele termina o beijo e olha por cima do ombro para onde Jack está. — Ele tem que ficar aqui o tempo todo? Está muito escuro, então realmente não posso ver onde Jack está parado, mas sua voz sai da escuridão.


— Se estiver em um ambiente aberto, tenho que estar aqui. Se for a um lugar seguro, não vou ter que estar no mesmo espaço. Kent sacode sua cabeça e parece frustrado. Sei exatamente o que pensa. Se a próxima coisa que fizer for me sugerir irmos para minha casa, só estarei pensando em uma coisa: ele quer me foder. E, em um primeiro encontro, isso poderia ser um pouco agressivo. — Sinto muito. — Eu digo a ele dando um olhar tímido. — Uma vez que esta coisa horrível tenha terminado, não precisarei de um guarda-costas nunca mais. Espero que, dizendo isso, Kent se sinta melhor, mas as palavras soam muito sombrias para mim. Uma vez que não necessite mais de um guarda-costas, então não vou precisar de Jack. Mas como... nem sei o que penso sobre isso, exceto que é doloroso. — Tudo bem. — A frustração de Kent desaparece quase como por mágica. — Não é sua culpa. Podemos ir a outro lugar se quiser. Do contrário, podemos terminar por hoje. Ele se saiu muito bem, deixando ao meu critério se o convidaria ou não para minha casa. De jeito nenhum eu vou ter relações sexuais com Kent esta noite, por isso o encontro acabou. Então, voltamos ao meu prédio e Kent se aproxima para me dar boa noite. Apesar da presença cansativa de Jack, Kent é corajoso o suficiente para se inclinar e me dar um beijo de boa noite.


Estou decidida a ser normal, para seguir adiante, para não deixar que Jack ou uma pessoa horrível se meta no meu caminho de viver uma vida digna. Então, respondo ao seu beijo o melhor que posso, levantando a mão para enredar meus dedos em seu cabelo e deixando que pressione minhas costas contra a parede do corredor. Eu me sinto um pouco atordoada e estranha pelo beijo, embora meu corpo não responda e não sinto um arrepio de excitação. Eu esqueço isso por um tempo, tentando convencer a mim mesma de querer alguém que está realmente disponível. Kent está, evidentemente, tão

envolvido

no beijo... O

suficiente para esquecer que Jack está no corredor, porque suas mãos ficam um pouco curiosas. Sério, ele toca tanto minha bunda como um de meus seios. Um som estranho vem do corredor e me surpreende o suficiente para romper o beijo. É bom terminar o beijo, porque não só não estava nisso, mas também começava a me sentir enjoada. Kent ainda está meio em cima de mim quando eu viro a cabeça para olhar. Jack está dando a volta, de costas para nós, mas tem uma mão contra a parede e parece que a pressiona contra ela. Duro. A tensão em seus ombros largos e suas costas fortes é inconfundível e, de repente, eu me sinto culpada. Estupidamente culpada. Não estou fazendo nada de errado, mas ainda me sinto como se o tivesse traído... Ao fazer isso.


— Tudo bem. — Kent diz parecendo frustrado outra vez. Quase não posso culpar ao pobre rapaz. Tenho certeza de que nunca teve um encontro como este antes. — Eu vou te ligar amanhã. Talvez possamos fazer isso novamente. — Sim. Definitivamente. Não há nada definitivo a respeito, mas não quero ferir os sentimentos de Kent.

Eu só quero sair daqui, então o encontro

pode finalmente terminar. Jack não se vira enquanto Kent se afasta. Deve ter enviado uma mensagem a Bill, porque o outro guarda-costas chega justo quando Kent sai. Bill sentará em frente à minha porta esta noite, como todas as outras noites. Eu o cumprimento, um pouco ausente e fico olhando para as costas de Jack esperando que ele se vire ou diga alguma coisa. Quando não faz isso, finalmente o empurro. Duramente, logo entre as omoplatas. — O que está acontecendo com você? Suponho que está louco pelo beijo, mas age muito estranho. E me assusta um pouco. — Nada. — Sua voz não está boa também. É baixa, suave e áspera. — Então, por que não se vira, se mexe ou algo assim? — Se me mexer, vou fazer algo do que me arrependerei. — É essa mesma voz grossa agora que me dá diferentes tipos de


arrepios. Arrepios de ansiedade e arrepios de excitação no mesmo tempo maldito. Isso não pode ser bom. Para nada. Já resolvemos que não pode acontecer nada entre nós, então me deixar toda excitada seria um grande erro. O melhor é eu me afastar, tão rápido como posso. — Concordo. Vejo você amanhã. Em seguida, cumprimento Bill, que olha para nós com curiosidade e entro diretamente no meu apartamento. Estou tão nervosa

que

me

apoio

contra

a porta

fechada,

respirando

profundamente e tentando me recompor. É que não é bom para alguém sentir tantas coisas ao mesmo tempo. Isso nos coloca fora de equilíbrio.

Em seguida, há uma

batida na porta e, desde que estou apoiada contra ela, me assusta tanto que grito. Apenas me movo para fora do caminho antes que a porta se abra. — Você me assustou pra caralho! — Quase grito, já que na realidade é Jack quem entra de repente em meu apartamento, justo quando pensei que, finalmente, tinha conseguido me afastar dele. — Você tem uma mensagem. — Ele me diz. É realmente mais um grunhido, essa voz espessa ainda mais baixa, mais áspera. Põe o telefone na minha mão. Olho para baixo automaticamente. Minha mão tremendo enquanto sustenta o telefone e demoro um minuto antes que possa me concentrar o suficiente para ler. É Kent, agradecendo-me por sair com ele e me dizendo que passou um bom momento.


Fico olhando o telefone. — Não vai responder? — Jack me pergunta. É mais uma demanda gutural. Em algum momento, deve ter fechado a porta do meu apartamento de novo, embora nunca eu o visse fazendo isso. — Não... Não sei. — Se você se divertiu, é melhor que responda. — Eu vou responder se eu quiser. — Então, vai em frente e faça isso. É uma conversação ridícula. Estou muito consciente disso, tenho certeza de que ele também está. Mas nós dois nos olhamos fixamente e essa tensão que vi tantas vezes nele se acumulou tanto que está a ponto de ser liberado. Sei que está a ponto de perder o controle e morro de vontade que aconteça. Eu o quero tanto que não posso deixar de tremer. — Não estou disposta a responder ainda. — Bom, por que não? Não teve um grande momento? Não te excitou pela forma em que te tocava? Grito de indignação. — Não fiquei excitada, quero dizer, não estava me tocando! — Bom, o que é? — O que é o que? — estou tão alterada que já não posso seguir o fio da conversa.


— Não te tocou? Ou não estava ansiosa? — Ambos. — eu digo a ele com a esperança de que seja uma resposta adequada. Parece tão grande, selvagem, duro e sexy que estou tendo problemas para não me lançar sobre ele e arrancar a sua roupa. Nunca antes percebi que fosse mesmo possível querer tanto a um homem fisicamente, emocionalmente, visceralmente, por completo. Querê-lo tanto até ao ponto de não poder se conter. — Então, se não te empolgou, por que deixou que te beijasse assim? Por que o deixou pôr as mãos em você? — Por que você se importa se eu fiz ou não? Toda sua tensão que estava presa pelo mais fino dos fios, por alguma razão, esta pergunta o rompe. Antes que eu saiba o que está acontecendo, Jack me tem presa contra a parede, junto à porta do meu apartamento. Seu corpo duro pressiona contra o meu, de repente, percebo que ele é difícil até o final. Difícil. Durante todo o caminho. Eu gemo, de verdade, eu me queixo em voz alta ao sentir sua ereção pressionando em meu centro. — Por que acha que é importante? — Ele exige, seu olhar fixo no meu rosto como se pudesse me devorar literalmente. — Porque eu não posso suportar que alguém ponha suas mãos no que me pertence. Bom. Bom, tudo bem. É algo que não se ouve todos os dias.


Capítulo 8 A parte feminina de mim está nas nuvens, mas o resto de mim tem que discordar ser propriedade de outra pessoa. Embora meu coração não esteja realmente na luta, eu consigo dizer: — Não pertenço a ninguém. Não sou sua. — Sim, você é. — Ele murmura com voz rouca, sem deixar de pressionar o volume do seu pau em minha barriga. Agacha para levantar uma de minhas coxas como ele faz enredando minha perna em seu quadril. — É minha. Seu pequeno corpo perfeito, sua incrível mente, sua coragem teimosa e seu coração gentil são todos meus. Não tenho certeza de como ele fez isso, mas de algum jeito me levantou usando a parede para me segurar, então, estou apoiada por seus braços e minhas pernas ao redor de sua cintura, presa entre seu corpo e a parede. Meus braços enrolam ao redor do seu pescoço e não posso pensar em um lugar melhor no mundo para estar. — Oh, isso só funciona se você for meu também. — Claro. — Ele grunhe apoiando seu rosto mais perto até que posso ver a textura de sua barba. — Claro, eu sou seu. Você já não sabe disso? Em seguida, ele me beija e, tenho que dizer, não acredito que alguma garota possa se controlar depois disso.


O beijo é profundo, cru e quase desajeitado, aperto minhas pernas ao redor dele, sustentadas no meu lugar apenas por sua incrível força. Então, enquanto nos beijamos, reajusta suas mãos sustentando o meu traseiro e começa a caminhar através da sala de estar para dentro do meu quarto. Eu o beijo como uma louca, arranhando seus ombros, tentando sugar sua língua em minha boca. Por isso, fico apenas consciente de que nos movemos até que ele está me deitando na cama. Eu me agarro a ele para atirá-lo sobre mim e não parece ter nenhum problema com isso. Ele toma minha boca de novo e ao mesmo tempo, tenta trabalhar em minha roupa. Está rasgando meu pequeno vestido em sua urgência. Não acredito que na verdade rasgue o tecido, mas definitivamente ele arranca pelo menos um botão. Tento tirar sua camisa ao mesmo tempo e o resultado não é inteiramente satisfatório. Eu me viro para pará-lo, assim eu posso deslizar minhas mãos por debaixo e acariciar a pele de suas costas. Ele teve melhor sorte com meu vestido e não perde tempo em baixar seu rosto para meus seios. Meu sutiã continua lá ainda, mas não parece incomodar. Ele brinca com meus mamilos com seus lábios e língua através do tecido até que me contorço de excitação. — Oh, Deus, Jack! — Grito puxando seu cabelo e me arqueando para sua boca. — Por favor, diga que não temos que ir devagar hoje.


Ele se queixa, as vibrações correndo pelo mamilo para minha palpitante boceta. — Não sei se poderia ir devagar, mesmo se quisesse. — Bom. — Ofego de novo quando suas mãos deslizam entre minhas pernas debaixo da minha calcinha. — Não quero ir devagar. Quero... — Interrompo as palavras quando seus dedos encontram meu clitóris e esfrega a ponta do polegar em cima. — O que você quer, princesa? — Ele pergunta voltando a trabalhar em meu seio ao mesmo tempo em que brinca com meu clitóris. Estou dividida em sensações, retorcendo entre não fazer nada mais que ofegar e gemer. — Diga o que quer, princesa? — diz levantando a cabeça para olhar meu rosto. — O que quiser é seu. — Quero... Quero que você se deixe ir também. Algo estremece um momento no ar, uma pergunta que nunca foi feita entre nós. Mas logo solta um grunhido suave e ajusta seu corpo para que possa me beijar na boca de novo. Devolvo o beijo com entusiasmo, antes de perceber ele gira meu corpo e me põe sobre minhas mãos e joelhos. Ele está procurando por sua calça, e depois, uma camisinha, espero com tanta impaciência que tenho problemas para não gritar. O ar frio do quarto brinca com a minha pele quente e em particular, a parte exposta da minha úmida excitação. Não leva muito tempo para se posicionar atrás de mim. Inclina para me beijar enquanto olho sobre meu ombro para ele e


então se alinha em minha entrada. Ele se desliza com facilidade tendo a penetração apertada e intensamente prazerosa. — Sim. — Eu gemo. — Oh, sim. — Oh, porra é tão bom. — Sua voz é baixa, uma voz rouca que eu adoro, soando como se logo que estivesse segurando o controle. — Oh, sim. — balanço meu traseiro, tentando intensificar as sensações, mas ele o segura com suas duas mãos fortes. — Você gosta, não é? — Oh, sim. — Então, tudo bem, essa é a terceira vez que disse isso, mas é incrivelmente difícil ser criativa verbalmente quando seu corpo inteiro se sente incrivelmente bem. — Sua pequena boceta é a melhor coisa que eu já senti. Oh, porra, é tão estreita, quente e perfeita. — Então, ele é um pouco mais criativo do que eu. Mas não muito. — Oh, sim. — Tento me contorcer um pouco, mas ele ainda me segura. Gemo e morro para sentir mais. — Oh, Deus, Jack, por favor, me coma. — Eu vou, eu vou. Vou comer você exatamente como você quer. Eu fico olhando para ele, porque quem não quereria ver este grande, quente homem enterrado nela pelas costas, mas agora minha cabeça cai e meus dedos fazem punhos nos lençóis.


— Oh, por favor. Oh, por favor. Me coma agora. Ele geme e começa a se mover, é na verdade a melhor coisa do mundo. É grande e apertando dentro de mim e a fricção é intensa. Meu corpo está altamente sensível a cada pequena sensação intensificando o prazer. O vai e vem do meu cabelo caindo sobre meu ombro. A textura da cama em minhas palmas, a estreiteza de minhas botas. Sim, ainda as estou usando se, por acaso, não tinha mencionado. Começa lento e constante, mas não dura muito. Logo está me conduzindo duro e rápido, é tão bom que não posso guardar silêncio. E está falando. Oh, Deus está falando. — É isso mesmo, princesa. Não se segure. Mostre como é bom. Mostre o quanto você quer isto. — Oh, Deus. Eu faço. Quero... Quero... — a pressão do orgasmo se construiu e quero tanto que dói. Tento bater meu traseiro contra suas investidas, mas ele tem o controle completo do meu corpo sustentando minha bunda em suas mãos. Ele me move enquanto empurra dentro de mim e a impotência só faz que seja mais intenso. Meus cotovelos, de repente, falham e meu corpo cai para baixo. Minha bunda ainda está no ar, mas a penetração se move dentro de mim. Ambos fazemos exclamações ante a mudança de sensação.


— Isso é tão bom, baby. Você gosta assim? — Oh, sim. Mais duro. Mais rápido. Ele me fode mais e mais rápido até que estou ofegando fortes sons de impotente prazer. Eles vêm cada vez mais altos e altos, mas não há forma de que possa contê-los. — Isso. Não lute contra isso. Só tome o que quiser. Me deixe ouvir o quanto quer isto. Minha bochecha está pressionada contra os lençóis e meus gritos

são

muito

fortes

para

um

edifício

de

apartamentos

respeitável. — Oh, porra, você está mais estreita. Está quase lá, não é? — Sim, estou vindo, estou vindo muito duro. — Não posso controlar o crescente clímax nesta posição, então só cerro meus punhos de novo e deixo que os sentimentos me sobrecarreguem. — Isso mesmo, aí está. — Empurra finalmente dentro de mim um par de vezes, me levando sobre o abismo. Grito enquanto venho e o ouço deixar sair um forte rugido também, mas enquanto desmorono, percebo que não era porque ele gozou, sim, porque está lutando para não vir. Estou sem forças e ofegando enquanto ele se desliza para fora e me derrubo sobre a cama. — Por que você não gozou? — pergunto, minha voz é bem desigual.


Ele me vira e me desliza para ele. Ele está sentado sobre seus joelhos e atrai meu corpo para frente para que minha virilha se alinhe com a sua. — Porque ainda não acabou. — Oh, uau. Tenho que dizer, entretanto, que pode ter acabado para mim. Isso me aniquilou. Ele sorri para mim, quase como um predador. — Já veremos. Por alguma razão, eu sinto uma onda de afeto e sorrio com carinho. Pode ser arrogante, agressivo e tão reservado que deseja estrangulá-lo, mas também é muito mais. Faz uma pausa, notando minha expressão. Algo muda em seu rosto também e não se move por um minuto inteiro. — Pensei que me fosse foder de novo e provar que estou errada em dizer que terminou. — Assim será. — Levanta meus quadris para que possa alinhar seu pau com minha entrada e vai para o meu interior. É incrivelmente apertado agora e realmente não acredito que eu venha de novo. Mas, se ele quer tentar, então quem sou eu para impedi-lo. Seus olhos arrastam por cima do meu corpo que se estendeu em uma pose bem indigna. Normalmente, estaria envergonhada,


mas não posso ser consciente de mim mesma sob o fogo possessivo de seu olhar. É como se eu estivesse olhando tudo o que sempre quis. Uma garota realmente pode se acostumar com isto. — Bom. — Pergunto por fim. — Não vai começar a se mover? — Sim. Simplesmente não posso ter suficiente de você. — Não vá para o mar com os elogios. Não sou nada especial. — Digo isto principalmente porque sinto que deveria dizer, por questão de princípios e por nada mais. — Não espera que acredite nisso, não é? — Desloca-se ligeiramente movendo seu pau dentro de mim de uma forma que me faz ofegar. — É a coisa mais linda que já vi. — Isso foi o que disse no primeiro dia de aula quando você entrou no meu quarto. Ele quase sorri. — Sim. Essa foi uma boa manhã. Eu mal pude me conter para não te arrastar para cama e te foder até que gritasse. — Eu pensei que você fosse detestável. — Achou isso? — Sim. Embora eu pensasse que você era sexy. Seu sorriso se alarga. — Isso foi o que pensei.


— Não seja arrogante. — Não sou arrogante, princesa. Não tem ideia do quanto eu te desejava naquele momento e cada dia depois. Não tem ideia de como é linda e sexy. — Não é necessário estender a credibilidade aqui. Já me tem na cama. Ele ri e o sinto por todo o caminho através dele. — Tudo sobre você me deixa louco. Eu adoro suas pernas e a curva de seu quadril aqui. — Move uma das mãos para deslizar da minha coxa ao meu quadril. — E sua pequena bunda perfeita, que me mostrava tão irresistivelmente há uns minutos. — Escuta, foi você quem me pôs nessa posição. — Não finja que você não gostou. E eu adoro isto. — Desliza suas mãos para meus seios, deixando-as lá para que eu fique nessa posição. Não sei se você alguma vez já tentou isso, mas é um pouco incômoda esta posição, sua bunda em seu colo, suas pernas penduradas em cada lado de seus quadris e suas costas suspensas da cama de uma forma que estira seus músculos abdominais. Não é que eu esteja reclamando, é claro. Me sinto muito bem. Suas palmas estão sobre meus seios e então começa a esfregar os mamilos com as pontas de seus polegares, como fez no outro dia. Como da última vez, me sinto tão bem que arqueio minhas costas e ofego.


— Você gosta disso, não é? — Sabe muito bem que sim. — Não sou exatamente ranzinza, mas imagino que é melhor não deixar que ele pense que estou derretida. Ele ri e continua me acariciando. Na verdade, eu nunca tive um homem que me acariciasse com tanta atenção enquanto está dentro de mim. É uma estranha combinação de sentimentos e logo estou me retorcendo sob seu toque. — Shhhhh... — Ele diz com os olhos ardentes e suaves. — Tente ficar quieta. — Oh, Deus, não posso. — Estico mais meus braços e agarro de forma desajeitada a roupa de cama. — Oh, Deus. Eu me sinto tão bem. Seus polegares fazem pequenos círculos em meus mamilos apertados e luto por manter minha pélvis completamente quieta. — Posso ver que se sente bem. Está ficando cada vez mais apertada em volta de mim a cada segundo que passa. Pensei que disse que não fosse gozar outra vez. — Fiz isso, mas... — Engasgo em uma sacudida repentina de prazer e antes que eu perceba, um orgasmo explode através de mim. Ele não está se movendo nem nada, então, é completamente inesperado. Mas gozo completamente, apenas por sua firme penetração e seu trabalho sobre meus seios. Não é exatamente um orgasmo com gritos, mas estremeço impotentemente e libero um longo e inevitável gemido.


Quando volto aos meus sentidos, ele está me olhando muito satisfeito de si mesmo. — Isso foi um acidente. — Eu digo, mas bem estupidamente. Ele ri, tira seu pau com cuidado e baixa meu traseiro de volta à cama. Move sobre mim, então pode me beijar ligeiramente. — Não foi um acidente de minha parte. — Cala a boca. — Oh, maldita seja, Chloe, não tem ideia do quanto eu te quero. — Então não se segure. — Eu digo a ele. — Continue me dizendo para me deixar levar, mas também quero que você se deixe levar. Ele me olha fixamente durante um longo momento em silêncio. — Não sei se posso. — Você pode. — Estico a mão para embalar seu áspero rosto. — Confia em mim, não é? — É claro que sim. — Então se deixe levar. Eu também confio em você. Ele geme e se inclina para me beijar de novo, mas desta vez é profundo, comprido e voraz.


Em seguida, estou me balançando debaixo dele e arranhando suas costas. Finalmente, afasto minha boca. — Como você me quer? Quero que se deixe levar, então, como me quer? Ele geme de novo, como se não pudesse evitar e me vira sobre meu estômago. Levanta meu traseiro no ar até que pode se deslizar para dentro e ambos gememos diante da sensação apertada. Viro a cabeça para que possamos nos beijar um pouco mais e começa a empurrar enquanto fazemos isso. No início, é apertado, profundo e prazeroso, balançando juntos com o movimento de nosso beijo. Mas, em seguida, começa a perder o controle, exatamente como quero. Ele se acomoda sobre a cama para que possa empurrar com mais força. É rude, agitado, selvagem e exatamente o que preciso. Logo, estou choramingando, mas nem sei se o prazer é mais físico ou emocional. Ele está grunhindo como um animal, não se segurando mais. E isso é o que quero. Isso é o que sempre quis. Ele está murmurando todo tipo de palavras confusas. — Deus, sim, preciso, merda, princesa. A cama está batendo ruidosamente contra a parede e temo que meu vizinho poderia me dar olhadas sujas pela manhã, mas esse tipo de preocupação está muito longe de minha mente para ter um impacto no momento.


É Jack. Apenas Jack. Em toda sua força, paixão, fogo possessivo e absoluta devoção. E tudo se centra em mim. Pela razão que for. Ele está me dando tudo. Posso senti-lo em cada investida, em cada impulso de seu corpo, em cada grunhido ou em cada palavra afogada. Em cada impulso contra mim e a cama. E é muito mais, significa muito mais que qualquer orgasmo. Mas outro está se formando de qualquer jeito, com toda a sensibilidade crescente do meu coração. Ambos somos muito ruidosos quando finalmente chegamos ao momento em que a corda se rompe e a corrente de tudo se desencadeia. Então, nós dois paralisamos, seu pau sai do meu corpo na queda. Ele me puxa para mais perto dele, beijando meu cabelo, meu pescoço, minhas bochechas, meus lábios, minhas pálpebras. E quase estou chorando, embora não poderia dizer a ninguém exatamente por que. Enquanto tremo contra ele, puxa-me ainda mais perto. Nenhum dos dois diz nada, mas não precisamos realmente fazer isso. Quando tira todo o resto, só fica com a nua e vulnerável essência de outra pessoa. E, se não puder confiar no outro para que cuide dela, para protegê-la como se protege a si mesmo, então a concha se fecha ao redor dela mais uma vez, mantendo o outro longe de tudo o que importa. E eu não tenho concha, caída, mole e esgotada nos braços de Jack esta noite.


E tudo bem, realmente estĂĄ bem, porque sua concha tambĂŠm se foi finalmente.


Interlúdio Jack Quando você cai como estou caindo, o que se espera é a pancada no fim da queda. Você sabe que a pancada está perto. Não pode se estar em queda livre para sempre sem bater no chão. Quanto mais rápido cai, mais forte é o golpe. Se não te ensinarem isso na aula de física, realmente deveriam fazer isso. Estive caindo desde o primeiro dia que conheci Chloe e apenas está se tornando mais rápido, mais forte e mais profundo. E vou ter que admitir que não sou forte o suficiente para deixá-la ir da forma que deveria. Está dormindo agora, pressionada contra mim, nua, segura e quente. Eu sinto como se tivesse passado por uma batalha, muito foi tirado de mim pelo sexo que acabo de ter. É como se tudo dentro de mim fosse atraído para ela e nunca vou recuperar isso. Não tenho certeza se quero de volta, só não sei como me sentir a respeito disso. Não estou acostumado a ficar assustado. Quase nunca estou. Por anos, eu me senti forte, muito impenetrável a emoções como o medo. Mas o sinto se sacudindo dentro de mim agora, enquanto a abraço, enquanto se segura, como se confiasse em mim mesmo em seus sonhos.


Não posso evitar lembrar todas as razões pelas quais sempre tive certeza que não poderia ficar com ela. Sou seu guarda-costas. É um limite que não deveria ultrapassar. É muito mais jovem que eu. Ainda está na universidade. Não é nem de perto tão forte e não está cansada nem desiludida como eu. Minha distância profissional foi feita pedacinhos. Isso significa que não posso fazer meu trabalho da forma como deveria. Realmente, não acredito que sua vida esteja em perigo real, as ameaças parecem ser só puro ruído, mas pensei que o trabalho de sete anos atrás também era um caso muito fácil. Não era. Simplesmente, não era. Não posso deixar que algo assim aconteça de novo. A ninguém. Especialmente não a Chloe. Estar com ela significa renunciar o controle sobre minha vida, minha mente, meu corpo, minhas emoções, e isso significa que as coisas podem se desmoronar do mesmo jeito que aconteceu há sete anos atrás. Meu pai nunca me perdoaria. Talvez realmente não importe. Mais do que nunca, não sou o homem que acredita que sou. Não me sinto esse homem com Chloe. Me sinto como alguém diferente. Melhor. Mais livre.


Mas ser livre não vale o dano que poderia causar. Chloe não pode ser a vítima da minha experiência com autonomia. Sempre soube que uma coisa é verdade. Deixa ir só um pouco e deixa ir tudo. E logo não há nada que fique para manter o universo junto. Ela vira deslizando suas mãos mais acima em meu peito, mas não abre os olhos. Eu sonhei que a abraçava assim por muito tempo. Não posso acreditar que esteja acontecendo agora. Mas talvez não devesse. Não se significar que as coisas fiquem fora de controle. Não se significar o risco de que saia ferida. Há tantas coisas que poderiam feri-la. Mesmo eu. Se me afastar agora, o dano será pequeno, para tudo menos meu coração. Realmente, acredito que é verdade. Inclusive trato de mover meus braços, para soltá-la, para me mover para longe dela. Para sair deste quarto. Não posso. Simplesmente não posso. Deve haver outra maneira. Alguma forma para que possa mantê-la e mantê-la a salvo também. E é quando me ocorre. Seu pai deu uma forma de sair deste desastre, algo que seria um sonho se tornando realidade para ela. Não tinha certeza se queria o semestre em Paris, mas suas razões para dizer "não" não estavam apoiadas em nada bom. Se for para Paris, estará a salva. E não terei que deixá-la ir. Serei capaz de manter o que quero sem soltar as rédeas que controlaram meu universo pelos últimos sete anos.


Não é perfeito, mas é alguma coisa. E quando se está em queda livre, você se apega a qualquer linha de segurança que possa se agarrar.


Capítulo 9 Chloe Acordei me sentindo dolorida, quente e muito, muito bem. Leva um minuto para eu processar o porquê, mas a névoa se dissipa no final e percebo que estou sob as cobertas da minha cama com Jack. Estou esmagada contra ele e ele está me segurando de um modo protetor, por isso estou quente. E fizemos sexo e não faz muito tempo, é o porquê estou dolorida. E não tenho esse horrível apertão intenso na barriga, por isso, eu me sinto tão bem. Quando estou acordada o suficiente, eu me afasto dele para poder olhar seu rosto. Ele está acordado e me observando. — Olá. — Essa sou eu, tão brilhante e conversadora como sempre. — Olá. — Tudo bem? Seu corpo está relaxado, mas seu rosto não está. Não tenho certeza do que me fez olhar em seus olhos. — Sim. E quanto a você? — Estou bem. Um pouco dolorida.


Uma vez que parece que não estivesse a ponto de se afastar, pular fora da cama e correr para as montanhas, tomo o tempo para um alongamento pausado, tentando eliminar a tensão de alguns dos meus músculos. — Nada de errado com esse tipo de dor. — Fala arrastando as palavras em uma voz familiar. — Você me ouviu reclamando? Ele solta uma gargalhada e também se estica. — Para falar a verdade, também estou um pouco dolorido. — O que você fez para provocar dor? — Realmente, já esqueceu? — Ele franze a testa baixando os braços e virando de lado para mim. — Não esqueci. Só estou dizendo que eu fiquei nas posições estranhas. Eu tive a parte mais difícil. Ele ergue as sobrancelhas ocultando um sorriso. — Você teve a parte difícil? — Ridiculamente. — É um absoluto ridículo, mas o que eu posso fazer sobre isso? — Fico vermelha pela insinuação. — Você sabe a que me refiro. Com uma risada entre os dentes, ele gira, então, está quase em cima de mim. — Sim, sei ao que refere.


Ele baixa a boca e eu começo a me opor porque acabamos de acordar e ainda não escovamos os dentes. Mas ele não me beija na boca. Ele traça uma linha de beijos pelo meu pescoço, tirando a coberta para revelar meu corpo completamente nu. Apesar de ter visto tudo o que poderia ver, tocou tudo o que tinha para tocar, ainda fico um pouquinho envergonhada enquanto ele olha com avidez para o meu corpo. É de amanhã, depois de tudo, e é diferente quando um menino olha para o seu corpo em um contexto que não seja sexo. Quando franze a testa, instintivamente endireito a coluna. — O que há de errado? Certamente eu não me tornei incrivelmente pouco atrativa durante a noite. — Eu fiz isso em você. Olho para onde seus olhos estão centrados e há hematomas cinza em forma de dedos ao redor de minhas costelas. Olho mais abaixo e os vejo em meus quadris e coxas também. — Tenho facilidade em ficar com hematomas. Não doem. Ainda está carrancudo e sua grande mão passa ao longo do meu lado e da minha coxa. Em seguida, volta a subir. Seu toque é incrivelmente suave. — Jack, você não me machucou. Não foi tão rude.


— É tão pequena. — Ele murmura, seus olhos seguindo sua mão enquanto me acaricia. — Tão... tão frágil. — Não sou tão frágil. Não seja dramático. — É tão linda. — Ele se inclina e me beija a clavícula, uma de suas mãos patinando sobre a curva de meu seio. — Eu sinto como se fosse te quebrar. Estou sentindo todo tipo de coisa de uma vez, algo suave e quente, e algo mais que me exaspera diante das palavras. A sensação suave ganhou em meu corpo. Arqueio a coluna e me estico debaixo de sua mão e de sua boca. Não estou realmente excitada, mas tudo parece incrivelmente bem. Mas a sensação de irritação ganhou em minha mente. — Não vou me quebrar, Jack. Se realmente pensa assim, então nunca vamos a... Nunca vamos ser nada mais que amigos de foda. Isso é o melhor que posso fazer, já que me encontrava a ponto de dizer que não podemos ter um relacionamento e ele nunca me ofereceu isso. Ele se aconchega entre meus seios, sua barba por fazer raspando minha pele. — Eu quero te proteger. Quero cuidar de você. Isso está errado? — Não, não está errado. Mas tem que me tratar como uma pessoa real e não uma boneca ou algo assim.


— Eu sei que você é uma pessoa real. É a pessoa mais maravilhosa que já conheci. — Seu rosto baixou agora para minha barriga e pressiona beijos suaves nela.

Uma de suas mãos volta

para meu seio, apertando-o com delicadeza. Meu mamilo endurece automaticamente sob o toque. — Jack. — Eu digo arqueando as costas de novo. — Isto é muito bom, mas não tenho certeza se estou no clima para fazer sexo. — Tudo bem. Não te toco apenas porque quero sexo. — Sério? — Eu empurro seus ombros até que ele se eleva e sou capaz de deslizar uma mão por seu pau duro. — Porque isto parece como se quisesse sexo. Ele sorri para mim com tanto carinho que minha respiração fica presa. — O que? Isso? Isso não é nada para se preocupar. — Não está cansado de ficar excitado por um tempo depois de ontem à noite? Ele se reposiciona sobre suas costas e me arrasta para cima dele, colocando-me na curva de seu braço. — Nunca fico cansado de desejar você, princesa. Já que me sinto tão bem e ele se sente tão bem e, está sendo tão doce e carinhoso, deslizo a mão para baixo até seu pau e o acaricio suavemente.


— Merda, baby. — Ele murmura, seu corpo se esticando debaixo do meu. — Se não sentir vontade de fazer sexo, então é um pouco cruel fazer isso. Eu rio suavemente e o acaricio mais forte, amando como posso sentir sua reposta nos músculos tensos de suas coxas e abdominais, escutar sua respiração ofegar. Não leva muito tempo para que tenha um orgasmo, os espasmos correndo através de seu pau e um longo gemido escapando dos seus lábios. Não se sujou muito, mas procuro um lenço de papel para limpá-lo depois. — Obrigado. — Ele murmura soando deliciosamente relaxado enquanto me beija o cabelo. — De nada. Então, descansamos juntos por um longo tempo em um silêncio pacífico. Na verdade, eu durmo um pouco, embora possa não ser por muito tempo. Quando eu voltei aos meus sentidos, levanto o olhar para ver que Jack não esteve dormindo. Só está me olhando reflexivamente. —

No

que

você

está

pensando?

Eu

pergunto,

genuinamente curiosa. — Estou pensando... — Perde o fio sem completar a frase. — Está pensando em que? — Estou pensando que poderia ser uma boa ideia que pegue este estágio em Paris no próximo semestre.


— O que? — Minha voz é um pouco mordaz, já que suas palavras me pegaram de surpresa completamente. — Você me perguntou o que eu achava e acho isso. Poderia ser uma boa ideia. — Por que seria uma boa ideia? — Eu me separo, já que algo em meu peito está começando a doer e estou muito vulnerável em seus braços. — É o tipo de coisa que realmente você gosta. E seria ótimo para sua carreira. — E? — E ficará longe de tudo. — Sua voz é estável, baixa, calma, como se nada disto fosse uma grande coisa. É uma grande coisa para mim que ele me queira do outro lado do oceano longe dele. — Você sabe que eu não quero fugir. — Mas, por que estaria fugindo, se for o melhor para você? — De onde está vindo tudo isto tão de repente? Pensei que entendia. — Eu entendo e acredito que é... muito corajosa. Mas odeio que alguém esteja te ameaçando. E odeio que todos esses garotos universitários a tratem do jeito que fazem, que anunciem tais coisas horríveis sobre você. E não posso suportar que possa estar em verdadeiro perigo.


— Eu não acredito que esteja realmente em perigo. — Minha voz treme com emoção diante da intensidade das palavras de Jack. — Talvez não. Mas não sabemos e não posso suportar nem mesmo a menor possibilidade de algo assim. E estou comprometido agora

como

um

guarda-costas.

Estou

completamente

comprometido. E não confio em mim mesmo para te manter a salvo. Limpo a garganta, tentando ser razoável, embora me sinta praticamente a ponto de chorar agora. — Sim, acho que posso ver isso. Mas pode fazer com que seu pai atribua a alguém mais para me seguir a todo lugar. Não tem que ser você. — Você está brincando? Eu tenho a maldita certeza que não confio em alguém mais para te proteger. Estou muito chateada agora, então, eu me endireito, puxando a coberta para cobrir meu corpo nu. — Bom, você vai ter que descobrir alguma coisa, porque não vai ser capaz de me prender em algum quarto escuro porque tem problemas de controle. — Eu descobri algo mais. Pode ir a Paris. Estará a salvo lá. — Então, prefere ficar longe de mim sempre e quando puder sentir que pode controlar tudo? — Não quero te controlar. Quero te manter a salvo. — Ele está começando parecer furioso também, embora não esteja se sentando.


— Também quero estar a salvo. Não sou uma imbecil. Mas quero viver minha vida sem deixar os problemas dos outros me tirarem as opções. É por isso que eu ainda estou indo à faculdade aqui. É por isso que eu não fiquei em casa quando meus pais me imploraram. E é por isso não vou deixar você me empurrar para Paris para que não tenha que descobrir sua própria merda. — Você está sendo teimosa. — Agora finalmente deixa ir. — Você meteu na cabeça que tem que ser esta mártir, se castigando por não ser perfeita o tempo todo e então recusa as opções óbvias e sensatas. Escolhas que te farão feliz. Estou tão irritada que estou quase tremendo e estou a ponto de bater nele outra vez, mas meu telefone toca. Está no chão com a roupa de Jack de ontem à noite. Saio da cama para pegá-lo antes que Jack possa. Vejo pelo nome na tela que é Kent. Não estou realmente com humor para falar com ele, mas tenho certeza que Jack não quer que eu fale com ele, então respondo de qualquer maneira. — Olá. — Diz Kent em uma voz quente. Uma voz normal. São quase dez em ponto da manhã de um sábado, então é muito cedo para uma ligação, mas não completamente estranho. — Olá. — Eu queria te agradecer por ontem à noite. Passei um bom momento. — Eu também. Sinto pelas... Intromissões. — Estou dizendo isto agora principalmente para incomodar Jack, que está sentado


na cama escutando minha parte da conversa com uma carranca evidente. — Não tem problema. Ouça, há uma festa no lago no próximo sábado. Eu me perguntava se você gostaria de ir. — Oh. Não sei. Com o pessoal da Stonegate? Eles realmente não vão me querer lá, não é? — Há alguns idiotas, mas a maioria não te odeia. Acredito que se desse uma oportunidade a eles, descobriria que gostam de você. De qualquer maneira, eu esperava que você passasse algum tempo comigo. Posso imaginar bem como uma festa no lago com Kent resultaria. Não soa tão atrativo para mim. Mas como sei que Jack vai odiar ainda mais do que eu farei, digo: — Isso parece divertido. Mas me deixe pensar sobre isso, certo? — Claro. Só me deixe saber. — Tudo bem. Obrigada. Quando desligo, viro para Jack com um olhar frio. — O que você quer que faça? — Isso não é assunto seu. — É assunto meu, a menos que tenha decidido conseguir que me despeçam do meu trabalho.


Reviro os olhos. — Não vou fazer que te despeçam. Ele quer que vá a uma festa no lago no próximo sábado. — Você não é tão estúpida para considerar isso, certo? Bem, na realidade, não há nada que ele possa dizer que eu queira fazer mais que isso. — Considerarei o que quiser considerar. — Estará escuro no lago à noite. Haverá uma multidão de pessoas... a maioria delas bêbada ou drogada. É o pior tipo de situação para proteção pessoal. — Bem, ninguém pediu sua proteção. Irei se quiser. — Não me importa se me odiar por isso. Não vou permitir que se coloque em perigo. Se ainda pensar nisso, eu me assegurarei de que seu pai saiba então, ele poderá duplicar ou triplicar sua segurança. Estou com tanta raiva agora que estou quase cuspindo em vez de falar. Tenho que tomar uma respiração profundamente antes de me controlar o suficiente para formar palavras reais. — Vá se foder, Jack. — Quando quiser, princesa. — Ele não está sendo quente ou paquerando nem nada. É frio e duro como o aço. — Saia do meu apartamento.


— Precisa me dizer se está pensando ir à essa festa, assim posso organizar sua proteção. — Não vou à maldita festa. Agora, vai! Estou ofegando, tremendo e tentando não avançar nele e arranhar seu rosto irritante. Eu consigo resistir ao impulso de ser violenta, mas definitivamente sou violenta com ele em minha cabeça. Ele, obviamente, é violento comigo na cabeça também, mas se agacha para recolher sua roupa, veste-se rapidamente e se dirige à porta principal. — Não é assim que se tem um relacionamento. — Cuspo em suas costas ao sair. Ele

vira

abrindo

a

boca

para

responder.

Então,

evidentemente, reconsidera e diz algo mais, já que sua expressão muda dramaticamente. — Alguma vez pedi um relacionamento? E essa pergunta me deixa fria. Porque nunca fez isso. Nenhuma vez. Na verdade, ele me deixa saber desde o início que um relacionamento não está nem em seu radar. Não há nada que eu possa dizer, já que a compreensão dói tanto que meu corpo quase desaba. Ele não diz nada mais também. Apenas sai pela porta.


Então, a semana seguinte não foi minha melhor semana. Pode não ter sido a pior semana, mas com certeza está no top 10. Todo este ano escolar esteve cheio de maus dias e semanas. É provavelmente o pior ano escolar da minha vida e ainda nem é novembro. Conhecer Jack foi à única coisa boa que me aconteceu e agora nem tenho certeza de que é algo realmente bom. Quando Jack sai, tomo banho tentando lavá-lo do meu corpo ao permanecer sob o jato de água que está muito quente durante muito tempo. Tenho toda a evidência dele fora de meu corpo físico, mas não me faz sentir melhor. Então, sento e cozinho a maior parte da tarde. Não saio. Não respondo ao telefone, minha mãe liga três vezes e minha amiga Amy liga duas. Agora, estou muito consciente de que esta não é a forma mais construtiva de lidar com a situação, mas é a única coisa que quero fazer. Jack não liga e não responderia o telefone se eu fizesse isso. Eu apareço na porta em um dado momento e vejo que há um guarda-costas substituto. E isso está totalmente bem para mim. Se Jack quer desistir de mim, então melhor. Claro, ele não sabe nada


sobre estar realmente com uma mulher. Então, eu não deveria querê-lo de qualquer maneira. Mas eu o quero. E parece que estou quebrada por ele não estar aqui. Mas isso é fraco e tolo, não tenho que ceder a essa parte de mim mesma. O dia seguinte é domingo e não deixo o apartamento de novo. O guarda-costas substituto está lá de novo, que só me mostra que Jack desistiu por completo. Entretanto quando saio do apartamento na segunda-feira pela manhã, Jack está lá, depois de tudo, apoiado contra a parede me esperando, parecendo cansado e estranhamente estressado. — O que está fazendo aqui? — Eu digo a ele, bem grossa, já que me surpreendeu. — Estou aqui para te levar ao campus. O que achou? — Pensei que mandaria um substituto para lidar comigo. — Para o fim de semana, quando não vai a lugar nenhum, um substituto está muito bem. Mas não no campus quando está rodeada de ameaças potenciais. — Ele parece indiferente e sob controle e me incomoda demais. — Como sabia que não ia a nenhum lugar este fim de semana? — É uma pergunta estúpida, mas, como você sabe, nem sempre penso direito no calor do momento.


— Você tem esse artigo de pesquisa para hoje. Imaginei que trabalharia nisso. Isso é exatamente o que fiz ontem principalmente. O fato de que Jack sabia disso me incomoda ainda mais. — Na verdade, eu prefiro o substituto, se quer saber a verdade. — Não me importa o que você prefere. Bom, isso é terrivelmente contundente. Não sei por que me surpreende, mas faz. — Não se importa? — Não. Não me importa. — Ele se aproxima em um passo e seus olhos azuis me encurralam. Não há maneira que possa afastar o olhar. — Isto é o que vai acontecer. Sou seu guarda-costas e vou ficar como seu guarda-costas até que saibamos quem está enviando as ameaças. Pode estar zangada comigo. Pode se ofender. Pode pensar que sou o maior idiota que pisou na terra. Mas não vou a nenhum lugar até eu saber que está a salvo. — Você foi quem chegou até mim. — Mais uma vez, não é a coisa mais brilhante para dizer, mas estou sem fôlego agora e tremendo um pouco. — Eu sei o que fiz. Foi um erro. — Foi um erro? — Estou meio convencida de que escutei mal as palavras, já que não parecem se encaixar no mundo como o conheço.


— Sim. Foi um erro. Sei muito bem que não devo foder às mulheres que protejo. Não acontecerá novamente. — Pensei que você... — Fiquei em silêncio porque o que pensei é muito embaraçoso para admitir se na realidade não é certo. — Pensou o que? Que eu te amo? Que eu quero me casar e ter pequenos bebês fofos com você? — Suas palavras são secas, frias, quase irritadas. E dói tanto que nem posso respirar. — Não. — Eu consigo dizer. Me sinto pálida, mas não há nada que possa fazer a respeito. — Nunca pensei isso. Mas no sábado pela manhã soava como quisesse... — Eu me calo novamente porque seu rosto não se suaviza. Pensei que se deixaria ir, deixaria cair suas defesas, me deixaria entrar — pelo menos um pouco. Mas, se fez isso, foi só temporário e está sob controle de novo. Ele mesmo me disse que não quer uma relação. Só porque o quero não significa que vai acontecer. Essa é uma coisa que aprendi no último ano.

Então, toda a semana é um saco tanto como na segundafeira. Vou às aulas como um zumbi e tento esquecer que Jack sempre está ali, pairando sobre meu ombro, lembrando de tudo o que quero, mas não posso ter.


Não é como se Jack e eu realmente tivéssemos saído alguma vez.

fizemos

sexo

duas

vezes.

Sem

encontros.

Sem

compromissos. Não há nada que me faça pensar que pode haver um futuro. Mas isto é pior do que quando Carter me deixou. Estava machucada e humilhada naquele tempo e todos os meus sonhos estúpidos foram despedaçados em um nada. Tudo foi drama, lágrimas e depressão. Mas o tempo todo eu estava consciente sobre mim mesma chorando, melancólica e me lamentando sobre ele. (Não literalmente me lamentando. Não sou tão dramática.) É difícil de explicar, mas sempre houve um pequeno lado secreto de mim que olha, desfruta e, às vezes, ri quando estou no topo. Esse pequeno lado secreto de mim está tão esmagado agora como o resto do meu corpo. Não choro. Não muito de qualquer maneira. Vou às aulas. Eu como, não muito, mas com frequência. Vou através dos movimentos da minha vida. Mas o tempo todo eu sinto que algo importante morreu. E não sou macabra com minhas figuras de linguagem, mas o cadáver está caminhando comigo todo o tempo, fazendo a morte ainda pior. Depois das aulas, eu vou para casa e não saio. Qualquer um, Jack ou o substituto, ficam fora e desde que pedi meu telefone de volta, nem sequer tenho que ver se alguém me envia textos ou me liga. Então, basicamente, a semana é interminável e nada bom acontece. Continuo esperando chegar o fim de semana, assim terminará, mas não tenho nenhuma razão para esperar que na próxima semana seja melhor.


Então, chega sexta-feira e Jack me acompanha até a porta do apartamento. Ele faz um percurso rápido, mas antes que entre, ele me detém para perguntar: — Quais são seus planos para o fim de semana? — O que quer dizer? — Sei o que quer dizer, mas às vezes faz a pergunta de qualquer maneira. — Você sabe o que eu quero dizer. O que está planejando fazer este fim de semana? — Ficou mais e mais frio conforme a semana avançou, como se estivesse esquecendo o quente, profundo e terno que estava na semana passada. — Não sei. Tenho outro artigo que escrever. Amy poderia vir no domingo e vamos às compras. Seus olhos se estreitam enquanto me olha, como se estivesse procurando algo em meu rosto. — Isso é tudo? — Sim, isso. De que está falando? — Nada. — Tudo bem. Posso ir agora? — Poderia soar um pouco impaciente. Poderia ter parecido um pouco impaciente com ele toda a semana. — Sim. Mike estará aqui amanhã. Se certifique de me dizer se for sair.


Ele está pensando sobre a festa no lago. Sei que é sobre isso que pensa. Ele acha que posso decidir ir e se está preparando para me dizer que não posso. Não digo nada. Se quiser ir à festa, então irei com ou sem sua permissão. Não sigo sempre cada regra. Fodi com meu professor quando sabia que não devia fazer isso. Eu desafiarei Jack se quiser... ou se

não.

Decido ir à festa na sábado, depois de tudo. Não porque tenho vontade, mas quero provar algo ao Jack. E a mim mesma. Meu problema é que se eu for, Mike, o segurança substituto, irá comigo. E provavelmente pediria reforço, porque será muito difícil me vigiar nesse cenário. E isso significaria que Jack ganha. Não vou deixar Jack ganhar, então faço a única coisa razoável para fazer. Eu me visto com um jeans sexy e um top de um estilista que comprei este verão em Nova Iorque, faço meu cabelo, maquiagem e em seguida saio para a varanda. Estou no terceiro andar, caso não tenha mencionado antes. Se isto fosse um filme, haveria algum jeito de descer, uma grande útil ou alguma coisa. Mas ao menos que seja o HomemAranha, não vai passar. Derrotada, eu entro e eu caio de volta no sofá olhando para a porta onde Jack desapareceu ontem.


Toda esta estúpida semana de merda. Então tenho uma inspiração. É brilhante. Saio para o corredor e digo ao segurança que estou tentando fazer biscoito, mas acabou o açúcar. É uma mentira ridícula, mas este menino não é o mais preparado da turma e não parece desconfiado. Caminha comigo até o térreo, onde bato na porta da senhorita Reamer. É uma mulher idosa que sempre está em casa. Ela me recebe calorosamente e eu peço por açúcar. Ela, como esperava, diz que claro que me dará um pouco, mas realmente tenho que entrar para tomar um chá primeiro. Isto é o que estou esperando, então digo ao Mike que vou estar no apartamento da senhorita Reamer por um momento. Ele assente e inclina contra a parede no corredor para esperar. Vou para dentro. Então invento uma história de como este novo segurança está sendo um "doce" comigo e estou nervosa em volta dele, então quero me afastar dele para poder denunciá-lo. Ela me diz que eu posso ligar do seu apartamento, mas faço um pouco de conversa fiada e digo que estou muito nervosa com ele do lado de fora da porta. Ela fica com uma enorme pena de mim, conversa comigo até que surge o plano. Posso ir ao seu terraço e escalar sobre a meia parede até o jardim e a piscina do condomínio. Daí, eu posso ir até a garagem e pegar meu carro.

A senhorita Reamer

aprova meu plano e aplaude meu pensamento rápido. Então, isso é exatamente o que faço, depois de agradecer a ela e dizer que alegue ignorância se o guarda perguntar onde estou.


Pego meu carro e estou fora da garagem em menos de cinco minutos. Mike não suspeitará que alguma coisa está errada por pelo menos uma hora, porque não sabe quanto tempo leva tomar uma xícara de chá com uma velhinha. Não tem como descobrir onde fui. Então, eu vou para o lago e estaciono com todos os outros carros no jardim. Sei onde todos estarão curtindo o momento. Há música barulhenta e uns poucos meninos estacionaram caminhonetes e SUV's8 com suas luzes acesas, assim há uma grande área que está geralmente iluminada. Há exatamente o tipo de coisas que esperaria de uma festa de faculdade. Faz tempo desde que estive em uma festa como esta e, honestamente, nunca fui realmente chegada a estas coisas. Não é que eu tenha que ser sempre boa e calada. É que sempre estou com medo de me colocar em problemas e nem sempre me sinto confortável em um grupo grande onde a única coisa a fazer é ser desinibida. Sempre fui muito apegada a minha inibição. Eu a mantenho para mim ao redor de propósito. Mas estou aqui, vagando através da caótica multidão e rezando por encontrar Kent. As pessoas me olham, alguns com surpresa e outros com ressentimento. Ninguém fala comigo e estou com medo de perguntar a alguém onde está Kent.

8

Sport Utility Vehicle (Veículo Utilitário Esportivo)


Eu me sinto horrível, enjoada e estou mortificada e exausta depois da adrenalina ter acabado depois da fuga do meu apartamento. Mas tenho certeza, absoluta certeza, que vou ficar bem quando encontrar o Kent. Então, eu vagueio e vagueio um pouco mais, fico chocada com as pessoas porque muitas delas estão um pouco mais que bêbadas ou em vários estágios de preliminares. E, agora que eu penso sobre isso, há uma maneira óbvia de apagar minha ansiedade e desconforto. Então, agarro uma cerveja, estavam espalhadas por todo o lugar e começo a dar goles. Não comi nada o dia todo, assim não me cai exatamente bem no meu estômago. Mas apaga meu nervosismo. Eu continuo vagando e uma vez toco o braço de um menino loiro, só para me dar conta de que não é Kent. Finalmente,

eu

o

vejo

recostado

contra

uma

das

caminhonetes e falando com uma garota. Uma garota alta, magra, de cabelo negro. Então, meu estômago cai violentamente e encontro outra cerveja. Mas eu vim. Pelo menos, eu vou descobrir se Kent realmente está flertando com esta boneca antes de dar a volta e ir a casa. Pode estar só matando o tempo e não estar interessado em absoluto. Falar não significa que haja algo mais. Então, eu me obrigo a continuar e fico aliviada quando Kent se toca assim que me vê. Ignora completamente à outra garota e vem dizendo como ficou contente de eu ter vindo.


Depois disso, não está tão ruim. Tomo mais duas cervejas, assim realmente nada parece errado, me fere ou me preocupa. Sou realmente pequena e, em um estômago vazio, três cervejas e meia têm um efeito profundo. Nem tenho certeza do que acontece. A noite começa a girar e o ar lentamente se torna quente. Mas Kent parece muito bem. Incrivelmente bem. Pareço estar toda desajeitada sobre ele e está tudo bem porque ele é muito lindo. E Jack não importa. Nem me lembro de quem é Jack. E ninguém me odeia realmente. Estão ao meu redor e não me atiram tomates nem nada, então isso deve significar que realmente gostam. Faz todo o sentido. Fiquei mal com tudo este ano e fazendo um grande assunto sobre nada. Eu me sinto muito enjoada agora, mas isso não importa. Kent vai me trazer outra bebida e algum outro menino aparece e quer me levar para um passeio. Conheci este menino antes, entretanto não posso lembrar do seu nome, mas passear parece uma coisa perfeitamente razoável para fazer. Mesmo quando deixamos aos outros e o mundo, de repente, fica escuro até parece uma coisa razoável para fazer. Esta sou eu. Sendo eu. Sendo independente. Sem deixar que Jack me controle. Posso fazer o que eu quiser. Ou inclusive algumas coisas que não quero.


O menino tem um braço sobre mim e estou me recostando nele, é mais por necessidade que pelo desejo de estar perto dele, mas pelo menos está me ajudando a caminhar. Há um casal na grama na beirada da área iluminada. Quase pisamos nele. Eles estão se beijando intensamente e ela não está vestindo um top. Ela deve estar com frio. É uma tarde fria. Mas esse não é o ponto, eu me lembro com nitidez impressionante. O ponto é que é lindo beijar um menino. Beijar o Jack foi muito lindo. Não, isso não é certo. Beijar Jack nunca deveria ser o ponto. Então, vamos um pouco mais longe que o outro casal e o menino tira seu braço. Sem apoio, minhas pernas paralisam e caio na grama como uma marionete. Será divertido. Talvez nem tenha graça. Não tenho certeza, mas logo o cara está deitado ao meu lado, e um pouquinho depois, mais ou menos em cima de mim. Ele é moreno e tem olhos castanhos, uma espinha na maçã do rosto esquerdo. Não sou uma esnobe em relação às imperfeições na pele nem nada disso, mas esse ponto realmente se destaca. Está bem escuro, não entendo por que é tão notável. Agora, ele realmente está sobre mim e suas mãos percorrem meu corpo. Passa por lugares onde realmente não deveria. Lugares onde só Jack poderia.


Não, isso não está certo também. Pode me acariciar qualquer homem que eu queira que faça. Jack não tem nada que a ver com isto. Mas, na verdade, não me agrada a maneira como este garoto está fazendo agora. Eu gostaria de poder lembrar o seu nome. Uma de suas mãos está entre minhas pernas, sobre o jeans e a outra debaixo de minha camisa tocando os meus seios. Não parece certo. Eu me sinto suja. Mas minha mente está tão nublada que não posso processar exatamente por que. Ele cheira mal. Uma mistura de cerveja e suor. Eu não gosto de nada disso. É o aroma mais do que o toque que me impulsiona a afastá-lo. Infelizmente, não é algo tão fácil. Ele é maior do que eu e parece muito envolvido no-que-fosse-que-estivesse-fazendo. O que-fosse-que-estivesse-fazendo era desabotoar a minha calça. Eu tento afastar suas mãos, mas não tenho a coordenação necessária. Eu o empurro mais uma vez e começo a me contorcer debaixo dele usando mais que minhas mãos para afastá-lo. Quero seu peso, seu fedor e suas asquerosas mãos longe de mim. Mas simplesmente ele não se move. Ele está dizendo alguma coisa,está mal articulado e não é precisamente coerente, algo sobre o quanto eu vou gostar, sobre que deveria deixar de implorar já que todo mundo sabe que se abrem para qualquer um que peça. Isto deveria me incomodar se estivesse sóbria, mas não estou. Só quero que ele me deixe.


Consigo uma melhor posição para fazer alavanca e empurrálo. Mexo um pouco, mas não o tiro de cima de mim. Eu tento não me assustar, mas ele me agarra. Desta vez dói o ombro esmagado contra uma rocha e um fio de pânico adverte em meu cérebro embaçado. Isto não é bom. Isto não é nada bom. Ele tenta desabotoar a minha calça e não posso ver para detê-lo. Não estou o suficiente bem para não fazer outra coisa que lutar em vão. Espera um minuto. Lembro de algo. Que posso gritar. Tem que haver alguém perto. Possivelmente alguém escute. Abro minha boca e solto um grunhido. Atrapalhadamente continuo tentando escapar. Estou realmente aterrorizada agora e está começando a atingir a névoa de cerveja. Tento outra vez e consigo um grito um pouco mais forte que o de antes. De repente, percebo que nada disto será o suficiente. O menino está muito bêbado até mesmo para reconhecer que estou tentando fugir, tampouco sei se teria importado se estivesse sóbrio. É como se para ele não fosse uma pessoa, só uma coisa para usar. Tenho as calças sobre meus quadris agora e meu top está rasgado. Isto não é verdade. Isto não é real. Isto não pode estar acontecendo...


De repente, o peso do cara desaparece. Não tenho ideia do que está acontecendo, nem como de repente estou livre até que levanto o olhar e encontro com Jack. Ele agarra o cara e o lança a uns metros. Quero dizer, literalmente o lança. Agora, ele vai atrás do cara de novo o levantando só para dar um murro no estômago, eu escuto o impacto. Nunca

vi

Jack

assim

antes.

Seu

rosto

é

incrível.

Irreconhecível. Como se, de verdade, pudesse matar este homem, cujo nome ainda não me lembro. Eu tento me levantar, mas não posso. Pelo menos, sou capaz de colocar meus jeans e puxar minha camiseta prendendo meu sutiã. Parece impossível que a festa continue, só fora de vista, não muito longe. É como esse poema do Auden que a Professora Cadela falava na semana passada. Algo mudou, a vida quase passou, para mim e todo mundo continua suas atividades, sem perceber o desastre. Por que estou pensando a respeito de Auden? Não tenho nem ideia. Jack está batendo no homem no chão e fico aterrorizada, de repente, por outra razão. Ele está totalmente fora de controle e pode não ser capaz de parar.


— Jack. — Deveria ser uma autoritária indicação de que deveria deixar de esmurrar o cara. É mais para um chiado. — Chloe, você está bem? — Kent esta repentinamente aqui. Não tenho nem ideia de onde ele esteve todo este tempo, mas fico feliz de que alguém esteja ao redor para ajudar com a situação que ficou tão fora de controle que não sei se posso fazer isso de novo. Ele me ajuda a me pôr de pé e me inclino contra ele, simplesmente por necessidade. — Onde você estava? — Eu pergunto. — Esse cara... esse cara tentou... — Eu não termino a frase porque outro temor me atravessa. — Jack! — Desta vez, minha voz é mais forte. Ainda cambaleante, entretanto. Jack faz uma pausa, mas não se vira. Só fica lá, de costas para mim, respirando tão forte que o vejo em seus ombros. Vejo essa tensão outra vez, o tipo de tensão que vi nele tantas vezes e como se estivesse tentando retroceder para ser capaz de controlá-lo. Eu me pergunto se algum dia, os esforços para contê-la farão que ele simplesmente sucumba. Finalmente, ele se vira. Mesmo na escuridão, posso ver seu rosto brilhando com suor e há sangre em suas mãos. O homem no chão não está se movendo. Kent vai ver o cara, dando a Jack uma ampla margem e um olhar decididamente suspeito.


— Tudo bem? — Eu pergunto com voz embargada. Talvez isto me faça “sem coração”, eu não dou à mínima se ele está bem, mas não quero Jack metido em problemas por isso. — Sim. — Diz Kent. — Acredito que sim. Diante disso, eu apenas estremeço. Sério. Minhas pernas não aguentam e termino na grama, enjoada, confusa e doente. Kent vem rapidamente me ajudar a me pôr de pé. Inclino-me nele porque tenho que fazê-lo. Estou preocupada com Jack, que parece tão forte, que tenta controlar a si mesmo para não se mover ainda. — Ele fez... Fez alguma coisa a você? — Kent pergunta. — Nenhum dano permanente. — Não sei se isto é verdade, mas sei o que está perguntando. Não fui violentada, embora pudesse ter sido. A compreensão me bate tão duro que agita meu estômago. Respiro fundo e tento descobrir o que fazer. — Eu deveria... Devo chamar à polícia? — Kent pergunta. Parece confuso e incerto. Que nos torna iguais. — Eu só quero voltar para casa. — Eu posso te levar a casa. — Não, não pode. — Este é Jack e parece quase normal. Não parece normal. Ainda há um fogo selvagem, primitivo em seus olhos. Mas evidentemente pode se mover, assim ele mesmo deve ter


ficado sob controle. Caminha mais perto de mim. — Eu te levarei para casa. Você está se encarregando disto. — Faz gestos para o homem atingido. — Por que eu deveria... — A objeção de Kent é calada, evidentemente ao ver a expressão no rosto de Jack. Então, não posso culpá-lo. Se Jack tivesse me olhando assim, eu estaria tremendo em meus sapatos e faria o que me dissesse. Então deixo de pensar em Kent totalmente. Aqui há algo mais. Algo importante. Algo que importa. Então, eu o entendo. O que importa é que minhas entranhas se moveram muito e minha mente já não pode controlá-las. Começam a se mexer. — Oh, oh... — Eu digo colocando uma mão sobre meu estômago. — O que está acontecendo? — Essa não é a mais brilhante das perguntas, mas Kent esteve bebendo muito e esteve muito desorientado uns poucos minutos. — Ela vai vomitar. Espero que em você. Já sei que Jack está aqui, muito perto de nós, mas sua voz continua me surpreendendo tanto que pulo. Literalmente pulei. E isso definitivamente não é bom para minhas entranhas. — Cale-se. — É o que eu digo a ele. — O que faz aqui de qualquer maneira?


Agora, estou bem consciente de que isto não soa muito agradecido quando me salvou de algo que não quero pensar. Mas é difícil se sentir agradecida por algo quando se sente assim como agora. Meu estômago retorce. — Oh, princesa. — Jack murmura enquanto me inclino para vomitar na grama. Ele me agarra, segura meu cabelo e não é nem um pouco divertido, tenho que te dizer. Eu me sinto um pouco mais sóbria depois de ter terminado, embora esteja tão instável em meus pés que não posso nem ficar parada. Jack me levanta, abraço ele e meu rosto se enterra em sua camisa. Ninguém no mundo parece como Jack, mesmo quando está bêbada. E mesmo quando ele apenas bate em outro cara e o deixa feito polpa. Aperta o braço ao redor de mim e ele me diz algo que não entendo. — Não sei o que planejava ao trazê-la aqui esta noite, mas seja o que for não vai acontecer. — Sua voz é dura e fria e nunca o tinha escutado assim antes. — O que? — Eu digo tirando meu rosto de sua camiseta e piscando para ele. Ele baixa o olhar e embala minha bochecha em sua mão.


— Não falava com você, Chloe. — Ah. Estou mais confusa que nunca, a claridade da adrenalina antes que virasse em uma névoa induzida pelo álcool. Não tenho nem ideia do que aconteceu, mas, pelo menos, não estou envolta mais nela. — Não planejava nada. — Esse parece Kent. — Acha que eu queria que isto acontecesse? — Não tenho ideia do que você queria. Mas pode esquecer qualquer coisa que queira se isso está vinculado a ela. Inclusive minha mente imprecisa reconhece a voz baixa como uma ameaça. Tremo em resposta. — Posso te levar para casa agora, princesa? — Pergunta Jack, sua voz tão diferente que quase não a reconheço. — Sim. Por favor, me leve para casa. Começamos a sair, mas quando passamos pelo casal que estava por perto, Jack pulou longe e consegue tirar algo da mão do cara. Muitas piscadas depois, eu percebo que é o telefone do cara. Não tenho ideia do que Jack está fazendo enquanto está se metendo nisto.


— Escuta, isso é meu. Não tem direito de apagar isso. — É o cara do casal. — Se você acha que eu ligo sobre os seus direitos, então você está muito enganado. Apaguei o vídeo. Se for inteligente, vai esquecer qualquer coisa que aconteceu. Não tenho nem ideia que vídeo ele está falando, mas realmente não me importa. Quando Jack começa a caminhar de novo, me leva com ele porque seu braço está ao redor da minha cintura. Continuo caindo, entretanto, já que minhas pernas não estão funcionando muito bem e não vejo muito na escuridão. Então, finalmente, ele me levanta e me leva. Isso não é tão ruim. Não é tão ruim.

Não me lembro muito no caminho. Poderia ter morrido um pouco. Em minha defesa, foi só um pouco. A próxima coisa que eu sei que eu estou piscando para Jack, enquanto se inclina no banco do passageiro para subir. — Estou bem. — Eu digo a ele com mais confiança de que está totalmente garantida. — Posso andar. Não há razão nenhuma para que tenha que andar. Ele tira o meu cinto de segurança e então me levanta em seus braços. Ele


está me carregando e envolvo meus braços ao redor do seu pescoço, acariciando seu ombro. — Não tem que me levar. — Eu digo. — Sou muito pesada. — Não é pesada. É pequena. — Não há nada errado em ser pequena. — Sei que nada está errado em ser assim. É perfeita. — Não, não sou. Eu quase... Quase... — Sei o que quase aconteceu, princesa. — sua voz é estranha e grave. — Nem parece real. — Foi real. Eu sinto por não chegar antes. — Chegou a tempo. Não foi sua culpa. É minha culpa. — Não é sua culpa. Nunca diga isso. — Fui estúpida. — A estupidez não quer dizer que merece que algo assim acontecesse. Nem pense nisso. — Bem. — Estou muito cansada e enjoada para pensar de qualquer maneira. — Além disso, eu vomitei na sua frente, de Kent e todo mundo. — Não de todo mundo. — Foi muito ruim.


— Não foi tão ruim. — Está subindo as escadas agora. — Bom, não era bom. — Não, não era bom. — Eu apenas queria me divertir, ser normal e não ser controlada o tempo todo. — Eu sei, princesa. — Você está com raiva de mim? — Não. Não estou com raiva. — Ele deixa escapar um longo suspiro enquanto fecha a porta do meu apartamento com as costas e continua caminhando para o quarto. — Sinto muito. — Oh. — Eu tento pensar sobre isto durante muito tempo... em vão. Nada tem sentido. — Sou a única que vomitou. — Você bebeu muito. Isso acontece. — Três cervejas não deveriam te colocar tão bêbada. É algo lamentável. — Você é pequena. E aposto que você não comeu nada. — Você está certo. Neste momento, chegamos ao meu quarto e ele me desce. Tento leva-lo comigo já que eu gosto muito de como me sinto. Ele resiste e gemo com decepção.


— Eu quero que venha para cama comigo. — Talvez não tenha percebido o que estou tentando fazer. No caso, eu posso dizer a ele. — Não acredito que seja uma boa ideia. — Mas eu quero você. — Eu me agarro a seu pescoço resistentemente, apesar das suas tentativas de se afastar dos meus braços. — Eu te quero também. Não imagina quanto. Mas não está em condições de fazer esse tipo de decisão. E não vou permitir que ninguém te faça mal, Chloe. Nem mesmo eu. Não tenho certeza do que tudo isto significa, salvo que é um não definitivo. E não tenho nenhuma energia para brigar. Assim que o deixo ir e eu solto com um suspiro. — Você é mau. — Eu sinto muito, princesa. — Sou boa na cama. — Sei que você é, embora não tenho certeza de que esta seja sua melhor noite. — Seria bom. Posso te dar uma chupada se quiser. — Então, de repente, falar é demais. — Mas primeiro vou dormir. — Concordo. Isso é uma boa ideia. E com essa última coisa. Eu durmo.


Capítulo 10 Como era de se esperar, eu acordo me sentindo uma merda completa. Eu nem sei que horas são, mas o quarto continua escuro, por isso, não pode ser de amanhã ainda. Minha boca está seca e mal posso abri-la. Mexo os lábios um par de vezes para ver se ainda estão ali. Então, eu me viro e imediatamente me arrependo disso, já que minha cabeça está pulsando. Não é a primeira vez que bebo muito, mas na verdade não bebo muito continuamente. Agora me lembro do por que. Eu preciso de água. Tão desesperadamente que mal posso processar. A única maneira em que eu posso conseguir isso é ficando de pé e andando até cozinha. Ou, se não puder chegar até lá, talvez possa ir ao banheiro e beber da pia. Não é tão longe. É uma missão possível. Se posso me pôr de pé, seria capaz de caminhar o resto do caminho. Tento começar a levantar minhas costas e o quarto se move tanto que caio de novo para trás com um gemido. Mas ainda estou estendida aqui, sedenta, enjoada e com uma necessidade desesperadora por água. Valerá a pena o sofrimento. Conseguir água valerá a pena, o que for preciso para chegar até lá. Então, começo a me levantar de novo e minha cabeça dói tanto que minha visão se torna momentaneamente escura.


— Aqui, princesa. — De repente, milagrosamente, há uma garrafa de água em meus lábios. Não tenho ideia de como chegou até aqui, mas parece ir com uma suave voz baixa. Tomo um gole e é tão bom que tomo outro. Então, tomo mais outro, mas é muito grande e me faz tossir. A tosse faz a minha cabeça doer e caio novamente no travesseiro, sentindo um par de lágrimas saindo de meus olhos. Deus, existe alguém na terra mais patética do que eu? — Por favor, não chore, princesa. É só uma ressaca. — Uma grande e áspera mão se move para meu rosto e seca as lágrimas. — Você se sentirá melhor se puder beber mais água. Minha mente começa a funcionar o suficiente para me dar um contexto da voz e do tato. — Jack. — Resmungo. — Sim. Minha cabeça está sendo levantada e a garrafa de água está logo ali, assim bebo um pouco mais. Continua sendo boa e não me engasgo esta vez. Estou consciente o suficiente para saber que Jack ainda está no quarto enquanto fecho os olhos e adormeço. Ou talvez, simplesmente, desmaio de novo.


Então, agora posso pensar em, pelo menos, dez razões para não ficar bêbada em uma festa universitária em uma espécie de tentativa inútil de reivindicação. Um: A pessoa para quem está tentando provar alguma coisa poderia nem estar por perto para presenciar sua reivindicação. Dois: Pode conseguir a reivindicação quando está sóbria e pode pensar em um plano viável. Três: Ficar bêbada não é tão atraente ou impressionante como poderia pensar. Quatro: Você não é a única que perde as inibições quando se embriaga ou se droga. Cinco: Essas inibições são o motivo para agirmos de maneira civilizada com o outro. Seis: Ficar bêbeda e perder o controle são o melhor quando se está ao redor de pessoas em quem confia. Sete: Acorda no dia seguinte com a pior ressaca do mundo. Oito: Você ainda está presa com o coração quebrado ou com o que for que te fez querer fazer isso para começar. Nove: Você nem sempre terá um guarda-costas que vai salvar o seu rabo. Dez: Seu ato de rebeldia não faz nada mais que te fazer miserável, sem nenhuma justificativa à vista.


Quando eu acordo novamente, não é tão ruim. Minha boca ainda parece como se alguém tivesse morrido nela, mas posso me mover sem que minha cabeça me nocauteie. Ainda há uma dor surda em minhas têmporas, mas sem dúvida posso lidar com ele. Assim que me orientei, levanto-me, então estou sentada na borda da cama. Estou usando uma camiseta grande e nada mais. Jack deve ter me despido, embora não tenho lembrança disso acontecendo. — Sua blusa estava rasgada e vomitou por toda sua roupa. — Uma voz vem da porta. — Eu pensei que ia preferir tirar. — Sim. — Minha voz ainda não é muito mais que um grunhido. — Obrigada. Ele se aproxima com uma garrafa de água fresca e eu a agarro impacientemente, bebendo de repente. Um pouco dela escorre da minha boca, mas isso realmente não me incomoda neste momento. — Como se sente? — Muito estúpida. — Que bobagem. Então, esta não é uma das minhas manhãs mais brilhantes, mas tenho certeza de que ele está falando do que acabo de dizer, em vez de como atuei ontem à noite.


— Não é bobagem. Tenho todas as razões para me sentir estúpida. — Só porque mantém em padrões muito altos. Então, você não é perfeita. Grande coisa. — É uma grande coisa. — Começo a me lembrar da noite anterior, nada claro ou completo, mas sim, flashes de lembrança suficientes para me dar uma ideia de tudo. — Oh, Deus, se você não tivesse chegado, esse cara teria... — Simplesmente não. — As palavras são basicamente um grunhido. — Não o que? — Não pense nisso. Cheguei lá. Ele te machucou um pouco, mas não tanto como eu a ele. Nada mais aconteceu, exceto que vomitou diante desse menino Kent e de um par de desconhecidos. Suspiro e esfrego o rosto. Então lembro da água em minha mão, então bebo um pouco mais. — Pobre Kent. — Eu pauso baixando a garrafa depois de um par de goles. Jack faz outro som tipo grunhido, desta vez sem palavras. — O que está acontecendo com você? — Olho para ele tentando verificar o que o incomodou.


— O que acontece comigo? O "Pobre Kent" abandonou você quando não estava em condições de lidar com uma situação como essa festa. Pensei sobre isso. — Ele também bebeu muito. — Antes que Jack pudesse objetar,

acrescentei.

E

não

acredito

que

ele

tenha me

abandonado de propósito. É fácil perder o rastro das pessoas em festas como essa. Não acredito que seja o tipo de menino que poderia... — Definitivamente, é o tipo de menino que... — Chega, Jack. Você não conhece o Kent. Ele não tentou fazer nada inapropriado comigo. Tento pensar nisso para me assegurar de que é verdade. — Eu o vi com as mãos sobre você. Nunca vou acreditar que isso é apropriado. — Sim, bom, ele não fez nada errado ontem à noite. Mas, sério, obrigada por ter ido me buscar. — O que outra coisa faria? — Jack está me olhando de maneira diferente agora, ainda possessivo, mas de algum jeito mais suave. — Como soube onde eu estava? Quero dizer, eu fugi. — Eu sei que você escapou. Eu liguei para checar e ele disse que você estava tomando chá com alguma senhora. Eu sabia que


não podia ser verdade. Não ontem, de qualquer maneira. Daí pensei, se estivesse escapando, só havia um lugar aonde você iria. Eu me deito no travesseiro. — Deus, eu odeio ser tão clichê. — Você não é clichê. — Ele se aproxima e embala um rosto. — Não há nada em você que seja clichê. Eu apenas sei disso. Por alguma razão, a forma como ele diz parece importante, significativo. Eu olho para ele e percebo como parece esgotado. Há sombras debaixo de seus olhos e sua barba está crescendo, obviamente não se barbeou em uns dias. Estendo uma mão para ele e me viro para encontrar seu braço. — Tudo bem, Jack? Ele parece surpreso. — É claro. Você é quem... — Fui estúpida e bebi muito. Mas você vê... — Eu me calo, não há maneira de terminar a frase. Não tenho certeza de como ele se parece. Um pouco ferido, como se algo o estivesse destroçando, como se tivesse mais de um peso do que posso entender. Certamente, o peso não sou eu totalmente. — Estou bem. Um pouco cansado.


— Você dormiu? Provavelmente não. — Não preciso dormir muito. Pare de se preocupar. Ele parece tão mal que digo: — Bom, pelo menos tome um banho. Embora, possivelmente, é melhor esperar até que eu tome um. — Essa é uma boa ideia. Por que não toma um banho e eu consigo um depois. Isto soa razoável, como se estivesse reconhecendo minha preocupação, assim saio da cama e arrumo tudo para chegar ao banheiro. A ducha tem que ser longa para me fazer sentir meio humana outra vez, assim leva quase meia hora quando saio do banho me sentindo limpa, mais acordada e mais confortável com um moletom e uma camiseta limpa. Minha cabeça ainda dói, mas no geral me sinto bem. Vou para a sala de estar e estou a ponto de dizer algo quando vejo Jack sentado na cadeira em frente ao meu escritório de costas para mim. Seus ombros estão curvados e baixou sua cabeça em sua mão. Não, isso não é inteiramente verdade. Ele está falando ao telefone, apoiando contra a mão que o sustenta. Parece tão arrasado que eu me contenho para dizer o que eu queria. Em vez disso, escuto sua parte da conversa telefônica.


— Isso não foi o que aconteceu. — Sua voz é baixa. Tão baixa que mal posso ler a ressonância, exceto que, definitivamente, não está feliz. Depois de uma pausa, ele continua. — Sei que foi isso que escutou, mas estou dizendo que você está enganado. Há uma pausa mais longa e seus ombros se curvam ainda mais. — Não está acontecendo à mesma coisa aqui... Não, eu não estou negando que tenho feito algumas coisas, mas não é a mesma situação. Não vou arruinar desta vez... Mike é um incompetente. Ele nunca pode... Faz um som tipo grunhido enquanto a outra pessoa fala. — Tudo bem. É sua decisão. Você pode fazer o que quiser... Não, sei que você não está animado sobre isso, mas se realmente quer algo diferente do que isso basta simplesmente fazê-lo. A metade da conversa que eu posso escutar não tem muito sentido. Nem sequer sei com quem está falando, embora, se pensar, suponho que seja seu pai. Ele se senta por um longo tempo em silêncio, ainda segurando o telefone em seu ouvido. Não diz mais nada. Percebo que a ligação terminou e ele simplesmente está imóvel pelo que for que tenha acontecido durante a conversa. Eu me apresso para ele, esquecendo que não deveria estar espiando, apenas precisando ajudá-lo ou consolá-lo de algum jeito. — O que foi?


Ele se agita com visível surpresa. — Nada. — Sim, tem algo errado. Não sou idiota. Era seu pai? Estou me apoiando contra a mesa, justo na frente dele e vejo suas feições se retorcerem a contra gosto. — Sim. — Diz por fim. — O que ele disse? — Só verificava tudo. — Ele não estava somente verificando. Conta para mim o que ele disse. Conta agora mesmo. Ele suspira com voz rouca e me empurra para seu colo. Parece mais como se estivesse procurando por consolo no lugar de dá-lo, então, eu me acomodo para ficar mais confortável e estico uma mão para cima para acariciar seu rosto. — Diga o que seu pai disse, Jack. — Estou despedido. — Oh. — Isto é surpreendente, assim tenho que pensar sobre isso. — Por minha culpa? — Em parte. — É assim que pagam seu trabalho por me proteger?


— Oh, não. Realmente, ele me despediu. Já não sou um empregado. — O que? Como ele pode fazer isso? Você é filho dele. — E também a maior decepção para ele em todos os sentidos. — Deixou cair seu braço e seu corpo ficou rígido, então me levantou de seu colo. — Como pôde saber sobre nós? — Esse menino, Kent, informou a ele, ele ligou para "apresentar oficialmente uma queixa". Não tenho certeza de como verificou quem seus pais contrataram, mas de algum jeito fez isso. — O que? Kent te delatou? Como ele soube que nós estávamos...? — Não sabia de nada. Só suspeitava. Então, meu pai ligou para o Bill, que não teve opção a não ser admitir que passei a noite com você. Mais de uma vez. — E te despediu por isso? — Sim. Fico em silencio por um momento. Muito tempo para uma conversa normal. Mas não tenho ideia do que dizer e meu peito agora dói tanto como minha cabeça. Quero responder, responder ao que acaba de me dizer, mas as palavras são completamente impossíveis.


No lugar disso, eu me estico e ponho minhas mãos sobre seus ombros. Posso sentir o grau de tensão dos músculos ali, assim começo a massagear sem pensar. Quero dizer, quem vai recusar uma massagem nos ombros quando o oferecem? Evidentemente, Jack. Praticamente, pula longe das minhas mãos. — O que foi? — Pergunto, minha voz quebrada pela surpresa e os sentimentos feridos. — Nada. Sinto muito. — Ele se senta de novo em sua cadeira, embora pareça mais tenso que antes. — Não tem que fazer isso. — Sei que não. Quero fazer. Então, pare de ser estúpido. Não discorda novamente de novo e não se afasta, mas posso dizer que não está confortável enquanto esfrego o pescoço e os ombros, ligeiramente no início e depois, gradualmente, um pouco mais forte. Escuto sua respiração começar a desacelerar e isso me faz sentir bem, que esteja respondendo, que isto esteja funcionando, que o estou ajudando... Pelo menos um pouco. Depois de um tempo, pergunto: — Despedir você não é algo um pouco duro?


— Na verdade, não. — Fica sem fôlego enquanto pressiono seus músculos da nuca até o pescoço, assim que dou mais atenção a esse lugar e fico feliz quando solta um longo e pesado suspiro. — Esse código de conduta dos guarda-costas é realmente muito rigoroso? — Não. Quero dizer, sim. — Agora tem os olhos fechados e começou a se inclinar para trás, para minhas mãos. — É sim. Mas não é só isso. — Então, o que é? — Eu o arruinei antes. Esta é minha segunda oportunidade. Não há terceiras oportunidades com meu pai. Agora sei que estamos nos aproximando de algo importante, um pouco particular, algo que o tem feito agir da maneira como faz, algo que nunca admitiu que até mesmo exista. Sua resposta visceral a minha massagem deu a coragem, então depois de um minuto, pergunto: — Como o arruinou antes? Não responde imediatamente, mas sinto seus ombros se esticarem. — Isso não importa. — Importa para mim. Ele não responde. Encontrei um músculo em seu pescoço que deve doer porque faz uma careta quando o massageio. Suavizo meu


toque para trabalhar nele, convertendo gradualmente em uma massagem mais profunda. Esmaga suas mãos sobre a mesa e se inclina para frente soltando um gemido rouco que faz algo muito estranho em meu interior. Na realidade não é excitação, mas sim um pouco parecido. Continuo trabalhando em seu pescoço. — Merda, princesa. — Murmura. — Na verdade, você é muito boa nisso. Realmente não acredito que seja algum tipo de perita, mas me alegro de que ele esteja apreciando. — Então, não deveria ser tão estúpido evitando que te ajude. — Não preciso que me ajude. — Sim, precisa. De repente, tenho certeza disso, mais certa do que estive sobre algo por um tempo muito longo. A revelação desencadeia uma emoção pouco familiar em meu coração, meu ventre. — Precisa de alguém, precisa de mim, para cuidar de você. — Eu não gosto que cuidem de mim. — Não me importa. — Deslizo minhas mãos para seu grosso cabelo e começo a massagear seu couro cabeludo. Ele geme de novo. Minha própria dor de cabeça desapareceu por completo. Eu me sinto bem, forte e nada impotente.


— Não quero que me veja... — Não termina a frase. Seus olhos

ainda

estão

fechados

e

seu

corpo

está

relaxando

palpavelmente. Posso senti-lo sob minhas mãos, escutá-lo em sua voz. — Não quer que eu te veja como? — Quebrado. — Todo mundo quebra Jack. Não responde durante um tempo e mantenho meus cuidados sobre seu couro cabeludo, seu pescoço, ombros e costas. Faço que se incline para frente para alcançar mais de suas costas e está gemendo quase sem poder evitá-lo agora. Então, finalmente pergunto de novo: — Como você estragou tudo antes, Jack? Desta vez, não é só uma ligeira vacilação. — Eu transei com uma garota que tinha que proteger. — Ah. — Eu não gosto dessa ideia, embora teria que ser uma completa idiota para não saber que esteve com outras mulheres no passado. — E seu pai descobriu? — Não até que tudo explodiu. — Como explodiu?


Eu me movi novamente para seus ombros. Eu percebo isso porque se tencionam de novo, só um pouco. Trabalho neles arduamente até que relaxa mais uma vez. — Eu não a protegi. — Oh. — engulo forte porque isto não é nada do que eu esperava. — Ela acabou ferida? — Foi assassinada. — Oh. — Oh, Deus, Oh, Deus, Oh, Deus. — Deus. Depois de uma pausa, acrescento: — Por que... Por que não estava fazendo seu trabalho? — Não sei. — Murmura. — Talvez. Eu me perguntei uma e outra vez isso. Não posso pensar em nada que poderia ter feito de forma diferente, ou melhor, mas deveria ter estado comprometido. Deveria ser um caso de “algodão doce”. Essa é a única razão pela qual meu pai confiou em mim com isso quando era tão jovem. Mas mesmo assim, eu levei a sério. Não estava na cama com ela nesse momento nem nada, mas mesmo assim é minha culpa. Era minha responsabilidade e um franco-atirador chegou até ela. — Como é sua culpa? Se não fez nada errado? — Não fiz isso bem o suficiente. Meu pai, na verdade, nunca me perdoou. — Não te perdoou por fazer o que? Por cometer um erro? Por não ser completamente invulnerável?


— Por decepcioná-lo. Oh, merda, isto simplesmente é horrível. Nem sequer posso imaginar o que é para Jack ter que carregar isto. Mesmo que não tenha feito nada errado, ainda culpa a si mesmo. Como deixa acontecer algo como isso? — Eu tinha dezenove anos. — Acrescenta com voz rouca. — Nas férias de verão da universidade. Foi um dos meus primeiros trabalhos. Deveria ser um caso “algodão doce”. Praticamente estou chorando e me envolvo meus braços ao redor dele. Ele me puxa para o seu colo de novo e me abraça com tanta força que, literalmente, não posso respirar por um minuto. Eu me movo até que posso tomar uma respiração completa e segurá-lo forte. Seu rosto está enterrado em meu ombro e está tremendo totalmente pela emoção. Não há nada que eu possa dizer. Não há uma resposta no mundo para o que compartilhou comigo. Então, só aguardo e espero que vá ser suficiente. Apenas lembro que estava bêbada e sob ameaça na noite anterior ou que ainda estou sofrendo os efeitos de uma ressaca. Nada é mais importante do que este forte, terno e quebrado homem em meus braços.


Depois de um momento, decidimos voltar para cama, já que realmente não há nada a fazer. É domingo. Não tenho planos. Jack não tem um trabalho. Bem poderia passar o dia na cama. Dormimos. Sei que está muito adormecido porque sonha profundamente com um braço em cima de sua cabeça quando eu acordo por volta de duas da tarde. Estou com fome, estou confusa e preocupada com o Jack. — Como se sente? — Pergunta. — Tenho fome. — Eu também. Assim, vou preparar para nós sanduiches enquanto ele toma banho. Depois que comemos, voltamos para a cama. Na verdade, não para dormir, simplesmente para ficarmos confortáveis. Eu me aninho junto a ele, suspirando de alívio quando envolve um braço ao redor de mim. — Então, o que aconteceu? — Pergunto depois de um momento. — Depois da coisa que aconteceu quando tinha dezenove. Você se meteu em um grande problema? — Não. Foi investigado, por todos, sobretudo meu pai, mas ninguém pôde encontrar nada que tivesse feito de errado além de dormir com ela. — Tinha... Tinha sentimentos por ela?


Eu o sinto encolher os ombros. Ele está acariciando meu cabelo, o qual está incrivelmente despenteado neste momento. — Não sei. Eu gostava muito. Era mais velha do que eu. Se aproximou muito rápido. Mas não chegou tão longe. Não sentia por ela dessa forma... — De que forma? — Eu me desperto, de verdade, como pode uma garota não fazer isso quando parece que vai dizer algo que ela realmente quer escutar. — Nunca me senti com ela da forma como me sinto com você. — Ele diz me deslizando para cima para que possa olhá-lo nos olhos. — Nunca senti por ninguém o que sinto por você. Tento não me contorcer. — Oh. Bom. Eu também não. Ele me beija nesse momento e devolvo o beijo, fica bem profundo, realmente rápido. Logo me tem sobre minhas costas e se coloca entre minhas pernas e agora está dentro de mim e é tão bom, tão profundo e tão certo. Estou começando a envolver minhas pernas ao redor dele quando ele se afasta. — Merda. Camisinha. Ele puxou para baixo antes que pudesse se deslizar fora. — Estou no controle de natalidade. Então, se você...


— Estou limpo. — Ele sustenta meu olhar sem afastá-lo. — Tem certeza, princesa? — Sim, tenho certeza. Eu quero assim. — Eu também. Eu te desejo como respiro. Não posso imaginar querer mais ninguém assim. E isso soa simplesmente certo para mim. Ele começa a se mover e não está tão controlado como de costume. De fato, não está controlado. Logo está empurrando dentro de mim com duras e rápidas estocadas, grunhindo e nunca afastando o olhar do meu rosto. Não posso suportar nem a pequena distância entre nós, assim aperto minhas pernas fortemente ao redor de sua cintura e puxo sua cabeça para baixo para poder beijá-lo. O beijo é úmido, impaciente e desajeitado, posso senti-lo soltar as rédeas de sua contenção enquanto o sustento com minhas pernas, meus braços, todo meu corpo. É tão bom. Melhor do que nada. E não acredito que eu vou gozar, mas simplesmente não me importa. Ele rompe o beijo com um gemido inevitável. — Chloe, baby, pode...? — Mova-se, Jack — eu interrompo, já que um orgasmo é a última coisa que me importa agora. — Libera. Por favor, deixe ir.


Ele faz isso. Parece que não pode evitá-lo. Sacode e sacode seus quadris, deixa escapar um grito de liberação. E é tão incrível. Tão poderoso. Isso é exatamente o que quero. Cai em cima de mim depois disso e é pesado, mas também quero isso. Eu me agarro a ele e me arqueio para seus doces beijos por todo meu rosto, boca e pescoço. Nós adormecemos depois e está escuro no momento em que acordamos.

Interlúdio Jack Eu tentei manter o controle, para não me apegar, para manter o universo em ordem, para nunca me render e sempre caminhar sobre o caminho traçado para mim. Mas, agora que Chloe é parte do meu universo, simplesmente não posso fazer isso mais. Ela mudou tudo. Poderia

ter

matado

aquele

menino

ontem

à

noite.

Literalmente, poderia tê-lo matado, já que tudo o que guardei dentro de mim durante tanto tempo finalmente explodiu. Não quero ser esse homem. Mas também não quero ser o homem que era antes, que reprimia a culpa, por medo de ir muito


longe, por obrigação de um pai ao que nunca serei capaz de me igualar. Nem mesmo tenho certeza do que quero ser, exceto o homem que tem que estar com o Chloe. Essa é a única verdade em branco e preto do cinza em que minha vida se converteu. Pelo menos, tenho certeza sobre isso. Pode haver outra coisa de que estou certo e é de que ela está me ligando agora mesmo. Eu me arrasto da cama para ouvir o tom de ligação me assegurando de que Chloe não desperte. Então visto um par de calças e vou ao outro quarto para responder o telefone. — Olá, mãe. — Jack, você está bem? Espero que minha mãe não perca tempo com um pequeno bate-papo frívolo. Há uma razão pela qual ela esteve, felizmente, casada com meu pai durante trinta anos. — Estou bem. — Seu pai me contou o que aconteceu. Já que são seis da manhã de segunda-feira, eu imaginei isso. — Está tudo bem, mãe. Não é nada para se preocupar. — Claro que estou preocupada! Está decepcionado com tudo isto. E agora não tem um trabalho e não se...


— Posso conseguir outro trabalho. — Eu tenho minhas dúvidas a respeito de que meu papai esteja decepcionado como minha mãe pensa, mas não vou desiludi-la sobre isso. Uma das razões pelas que não cortei laços com ele faz sete anos foi porque quebraria o coração de minha mãe. E não vou fazer isso, se posso evitá-lo. — Sei que pode, mas não entendo como aconteceu. Por que se envolveu com outra protegida, quando sabe o que poderia acontecer...? — Jill não morreu porque estava envolvido com ela. — É tão estranho dizer as palavras, agora que acredito nelas. Pela primeira vez, pergunto-me se, de verdade, eu acredito. — Sei. Mas simplesmente fez tudo tão complicado. E sabe que, quando as coisas ficam complicadas, então é difícil manter tudo sob... — Sim, são complicadas. Não posso fazer nada a respeito. Há algumas coisas que não se pode controlar e se tentar, só vai acabar quebrando. Há silêncio do outro lado da linha durante um longo tempo. Enquanto começo a me perguntar se feri seus sentimentos e começo a pensar em alguma maneira de arrumá-lo, finalmente diz: — Você não está quebrado, Jack.


Suspiro porque ela realmente acredita nisso. Não importa quem sou, não importa o que faça, sempre vai acreditar nisso. Sou seu filho, seu único filho e nada vai mudar isso. Desde que sei que isto é verdade e desde que sei que ela merece a verdade, tento dar a ela. — Eu me sinto... Perto. Muito perto de quebrar. E agora, eu tenho uma razão para não fazer isso. — A garota? — Sim. — É sério? — Sim. — Você... Você a ama? — Sim. — Então, não é como antes? — Nada é como antes. Quero ser... Quero ser melhor. Eu me sinto um idiota dizendo isto, mesmo dizendo isso para minha mãe. Chloe provavelmente ia rir de mim, já que está muito longe do que um bad boy faria. Mas Chloe não é a única no mundo a quem amo e se posso fazer com que minha mamãe entenda, então quero fazer isso.


— Seu pai é um bom homem também, Jack. — Não tenho nem ideia do que dizer sobre isso. — Se tiver que cortar os laços, então isso é o que tem que fazer. Mas é um bom homem e te ama. Não tenho nenhuma razão para acreditar que é verdade, exceto pelo que ela diz, mas não tento discutir. Apenas faria mais dano a ela. Logo se conclui: — Mas se não for o homem que espera que seja, então faça isso... É realmente bom. E isso significa algo. Algo depois de todo o resto. Quando tiver feito o que fiz, quando passou o que passei e vivido o que vivi, não precisa de muito para fazer uma diferença.


Capítulo 11 Chloe Não sei realmente por que, mas as coisas parecem diferentes na manhã seguinte. Até deveria me levantar e ir às aulas, nem mesmo é o recesso de outono ainda e tristemente o semestre parece não terminar só porque grandes coisas acontecem na sua vida. As coisas ainda estão conflito entre Jack e eu, além disso, ele está desempregado, o que definitivamente pode complicar as coisas. E todo mundo na escola ainda me odeia. Além disso, fui uma estúpida imperdoável no sábado à noite e realmente coisas ruins poderiam ter acontecido por causa disso. Mas, apesar de tudo isso, até me sinto quase esperançosa como se alguma coisa tivesse mudado no universo. Saio do banho e Jack está estendido na cama, só a metade coberta pelos lençóis. Ele parecia lindo e pervertido, seus longos membros estendidos, seu forte peito e abdominais ajustados estão expostos pelos lençóis mal cobrindo sua virilha. — Acha que poderia se barbear hoje? — É o que pergunto, ouça, uma garota não quer admitir que um homem é tão delicioso que quer chupá-lo às sete e meia em uma segunda-feira pela manhã.


Sorri. — Acho que poderia. — Está parecendo bem rude. — E você não gosta de rude? Até dois meses atrás, eu teria declarado com absoluta certeza que os homens rudes não eram minha coisa para nada. — Há limites para a rudeza que aceitarei. Seu sorriso se amplia. — Então, barbeado será. Estou usando uma bata e meu cabelo está molhado, mas me aproximo e me sento em um lado da cama. — O que vai fazer hoje? Quer dizer, além de se barbear. — Não tenho certeza. — Você está bem... Sem um trabalho? Ele não te expulsou sem um centavo ou algo assim? — Oh, não. Sempre foi muito profissional. Tenho salário e benefícios por mais dois meses. — A voz de Jack é seca e frágil. — Eu sinto muito. Realmente, é péssimo. E não posso evitar sentir que é minha culpa. Ele se estica para embalar minha bochecha, olhando para mim com sua cabeça descansando em um travesseiro.


— Não é sua culpa. Nunca pense isso. Eu sabia que haveria consequências ao ceder o quanto te quero. Eu sabia, princesa. Não é o tipo de garota com que um rapaz possa estar e que não mude todo o seu mundo. Engulo duro. — Oh. — E honestamente, estive pensando sobre isso e talvez seja o melhor. — O que é o melhor? — Cortar as correntes com meu pai. Não tenho certeza de que alguma vez tive a possibilidade de viver à altura de suas expectativas, de todas as formas. É estranho, mas sinto... — Sente o que? — Quase livre. Eu me deito para abraçá-lo e me puxa para cama com ele. Nós nos beijamos por um momento, mas então me afasto. — Nada disso esta manhã ou estarei atrasada para as aulas. Vai ser tão estranho não ter você me seguindo a cada minuto. — Será estranho para mim também. Acredita que sentirá saudades? — Seu sorriso se tornou provocante. — Talvez. — Dou outro beijo e vou secar meu cabelo.


Quando saio, Jack está sentado na beirada da cama fazendo algo com seu telefone. — O que foi? — Eu pergunto desde que seu comportamento parece ter mudado, tencionando. — Nada. — Escuta! Guardar segredo de mim para me proteger não vai funcionar. O que aconteceu? — Apenas acabo de decidir o que vou fazer hoje. — Diante do meu olhar ansioso, continua. — Vou descobrir quem é o responsável por essa maldita página do Tumblr. Quase me esqueci sobre essa coisa horrorosa, então a lembrança é como um chute no estômago. — Só vai descobrir tudo? Só assim, com um estalo dos dedos? Em um dia? — Antes, minhas mãos estavam atadas pelo código de conduta do meu pai, existem coisas que ele não me deixaria fazer... Mas minhas mãos já não estão atadas, desde que já não trabalho para ele. Vou fazer isto. Hoje. Parece determinado, viril e perigoso, e não tenho dúvida de que pode fazer o que diz. — Certo. Isso seria ótimo. Basta saber quem é o responsável. Mas não faça nada que vá te colocar em problemas. Quer dizer, não quero que termine preso ou algo assim.


Ele ri entre os dentes, mas não posso evitar notar que não responde.

O guarda-costas enviado no lugar de Jack se chama Mike. Parece muito decente, mas esqueço sobre sua existência. Ele não é feio, parece forte e competente, mas não é como Jack. Não estou sempre consciente dele perto de mim. As duas aulas da manhã passam rapidamente, mas, em seguida, devo ir ao escritório da Professora Cadela para recolher minha dissertação qualificada. Em vez de devolvê-los como um professor normal, assim os estudantes podem ver suas notas em particular,

ela

gosta

de

"se

reunir"

com

cada

estudante

individualmente e falar a respeito de tudo o que fizeram de errado antes de devolver o trabalho. Então, realmente estou temendo esta reunião. É tão ruim como eu esperava. Ela começa perguntando sobre o que aconteceu com Jack e faz muitas provocações a respeito da minha situação, então me entrega o ensaio qualificado. Nem olho para ele. Se me deu uma D ou algo assim, apenas por ser maliciosa, não quero dar o prazer de ver meu rosto quando olhar a nota. — Você pode fazer melhor que isto, Chloe. Esteve muito distraída este semestre.


Não tem ideia se posso fazer ou não melhor. Esta é a primeira aula que tive com ela. Tudo o que digo é: — Muitas coisas estão acontecendo. — Eu sei sobre tudo o que você passou, mas não é uma desculpa para entregar um trabalho de má qualidade. Não acredito que o ensaio seja um trabalho de má qualidade. Talvez não seja o melhor que escrevi, mas não é tão ruim assim. — É muito inteligente. — Ela diz soando tão condescendente que quero esbofeteá-la. — Você tem uma grande habilidade para fazer argumentos persuasivos. Mas se não fizer o trabalho preliminar e fizer melhor a pesquisa, então nunca vai ser capaz de entrar em conversas mais profundas. Se você olhar para os comentários, há pelo menos quatro críticos principais de Tennyson9 que falhou em não mencionar. Deixando-os de fora em sua pesquisa é descuidado. Não sou uma estudante de Inglês. Como vou saber quais são os principais críticos de Tennyson para um ensaio qualquer de oito páginas? Entretanto, não digo isso. Estou determinada a não incomodá-la. — Talvez esteja acostumada a cuidar de sua aparência e sua personalidade de garota boa, mas isso não vai funcionar para sempre. Eventualmente, você vai precisar de algo real para apoiá-la. Eu a observo, sem fala, desde que nunca foi tão direta sobre seu ressentimento por mim antes. 9

Alfred Tennyson, 1º Barão de Tennyson (1809 — 1892), foi um poeta inglês.


— Mexendo as peças, fazendo papéis, fingindo ser perfeita pode, às vezes, levar você até certo ponto, mas não vai te levar aonde quer estar. A parte louca é que ela tem razão. Razão absoluta. Eu a odeio por dizer isso, desde que não tem direito algum para me julgar e fazer suposições sobre mim. Mas, isso não faz com que ela tenha menos razão. — Há algo mais? — Eu digo olhando para o chão, segurandome para não dizer o que realmente quero. — Não. Isso é tudo. Espero um trabalho melhor no próximo ensaio. Então sou capaz de me levantar e sair. Eu me forço a parar e, em seguida, faço meus pés se moverem até a porta do escritório. Então, sem nenhuma razão, sem nenhuma boa razão, eu parei. Eu me viro. Eu digo: — O que aconteceu com ele foi culpa dele, sabe. Ele tomou suas próprias decisões como eu. É vago, escuro e totalmente inesperado, mas sei que ela entenderá.


Ela abre a boca para responder, mas logo volta a pensar, evidentemente. Vira a cabeça para um lado e deixa escapar o fôlego, algo se transforma em seu rosto. Não tenho ideia do que está acontecendo com ela, então fico assustada quando diz: — Eu sei. E isso é realmente tudo o que terá que dizer. Saio para me encontrar com Mike no corredor descendo atrás de mim. Apenas agora volto à última página do meu papel para olhar a nota. Ela me deu uma A-.

Não tenho nenhuma aula às segundas-feiras à tarde e sinto como se tivesse feito o suficiente para o dia, então ligo meu carro para voltar para casa. Dou uma olhada no meu telefone, vagamente esperando que Jack pudesse ter enviado um texto, esperando que esteja bem. Não há nenhuma mensagem dele, entretanto. Eu me pergunto o que ele está fazendo. Que tipo de linhas está cruzando, zonas cinzentas nas que está entrando.


Estou caminhando pelo campus quando um barulho me distrai. Vem de perto do edifício de música e minha curiosidade chama. Vou nesta direção. Há um montão de gente reunida, o que é estranho porque é no meio das aulas onde toda a gente está em movimento. Tenho um guarda-costas, então sou capaz de empurrar através da multidão o suficiente para ver o que está acontecendo. Bem no meio da cena, eu vejo Jack. Ele efetivamente se barbeou esta manhã, é a primeira coisa que noto. Usa jeans e uma camisa cinza. É a seguinte coisa que noto. Há sangue em sua camisa. Uma vez que noto isso, não posso ver nada mais. Então parece uma câmera lenta enquanto meus olhos se movem para a calçada, onde Kent está estendido em uma bagunça extrema, calças cáqui e uma mochila. Há mais sangue nele. — Que porra... — Engasgo correndo para Jack. — O que está fazendo? — Ele me bateu! — Kent grita. Ele está tentando se levantar por si mesmo. — Ele apena veio aqui e me bateu. Jack deve ter batido muito duro nele, se Kent terminou no chão com sangue na cara.


— Vou fazer algo mais do que isso para você. — Jack murmura caminhando, inclinando e puxando Kent como uma boneca de pano. Kent não é um cara pequeno e está em boa forma, mas não parece importar no que diz respeito a enfrentar Jack. Fico olhando, atônita, quando Kent faz como fosse se defender, mas Jack dá um soco no estômago. É tão estranho. Não estou acostumada a estar cercada de violência, é vagamente repugnante e tão desconcertante que nem sequer tenho certeza de como reagir. Na sexta-feira à noite, estava bêbada e estava escuro, então a violência não parece tão vívida, gráfica e real. Mas isto. Todas estas coisas. Os outros ao seu redor são todos estudantes e se encontram tão desorientados como eu, ou simplesmente estão esperando para ver o que vai acontecer. — Jack, para! — Eu consigo dizer, correndo e agarrando seu braço antes que arraste Kent para cima outra vez. Jack se distrai brevemente por mim, e se vira com um olhar feroz, selvagem, primitivo. Espero que não pensem que sou doente quando digo que ao vê-lo assim me excita. Apenas um pouco.


Kent, evidentemente pensa que é o momento de atacar, ele consegue se levantar e se lançar sobre Jack, mas este o envia de novo para o chão. Na verdade, não é nem sequer uma briga. — O que está fazendo? — Eu exijo, ainda agarrada ao braço dele. — Era ele. — Jack rosna olhando para baixo para Kent. — Foi ele quem fez o Tumblr. Eu congelo. Muito surpresa para sequer respirar. Mal posso registrar o que isso significa. — Seu irmão é dono de uma empresa de TI, que é a forma como foi capaz de ocultar as contas. Ele é quem enviou as ameaças também. Ele tem feito isto o tempo todo. Tenho certeza que tentou conseguir alguma montagem sua para postar, por isso tem feito movimentos com você. Oh, Deus, isto é horrível. Kent, em quem eu confiava me fazendo todas estas coisas terríveis. A ideia do vídeo de nós dois fazendo alguma coisa, online para que todos me vissem. Toda a coisa é horrível. Surrealista. Algo como tirado de um filme ruim. Finalmente, eu consigo ter um pouco de ar nos meus pulmões. Sinto como se meu rosto tivesse branco. — Ele é quem tem feito isto e não vai sair impune.


Jack olha de Kent para mim e é tão perigoso como jamais o vi. — Jack. — Começo, nem tenho certeza do que vou dizer. Jack não espera que eu termine. — Ninguém te machuca e permanece de pé. Não neste mundo. Não enquanto eu viver. Estou tentando respirar, tentando pensar, não faço um bom trabalho com nenhum. Desesperadamente, eu quero beijá-lo agora mesmo, mas eu tenho senso suficiente para perceber que seria totalmente inadequado. Quando Jack se move de novo para Kent, eu o agarro pelo braço, certa disso pelo menos. — Não! Não faça isso, Jack. Não quero que dê uma surra. Jack se vira ofegando, evidentemente preparado para a batalha. — Por que não? — Porque é meu problema, não seu, eu decido o que fazer. Há um estranho e tenso momento que parece muito importante sem nenhuma razão em particular. Não tenho nem ideia de como Jack responderá. Nunca esteve particularmente inclinado a frear seu impulso em controlar, mesmo quando o peço por isso.


Finalmente, afrouxa seu punho e sua expressão muda. — Tudo bem, tudo bem. — Parece difícil para ele, posso dizer isso, mas diz isso de qualquer maneira. — O que é que quer fazer? Olho para Kent tentando decidir o que quero que aconteça a este filho de puta que tem feito sua missão em arruinar minha vida pelos últimos dois meses. Nem mesmo sei por que fez isso. Então olho ao redor e vejo que todo este encontro está sendo gravado por muitos telefones. Afinal, algo assim não ocorre regularmente e deve manter para a posteridade. Ou simplesmente publicá-lo online. Quase rio com a ironia. — Nada. — Eu digo tomando o braço de Jack e tentando afastá-lo. — Não quero fazer nada. Ele não vale isso. A justiça se encarregará. Jack deve ter seguido a linha dos meus pensamentos porque deixou de resistir e caminha comigo, longe de Kent, longe de todos. — Bem, se você está dizendo. Suponho que você já não será o foco dos meios sociais desta maldita universidade por um tempo. — Certo. — Então penso em algo e viro a cabeça para trás. Kent tenta parar e recuperar sua dignidade, não tendo êxito em nenhuma. Sobretudo, ele está com raiva.


— Se fizer isso novamente — eu digo a ele —

ou tentar

causar algum problema ao Jack, vou causar a você um grande problema. Não sei se tivemos prova suficiente para uma ação legal, mas posso ter certeza de que vão te expulsar, meu pai é amigo do presidente da universidade. Ele não é exatamente seu amigo, mas conversam de vez em quando e não tenho nenhuma dúvida de que as ações de Kent possam conseguir que o expulsem. Então viro e vou com o Jack. Eu me sinto diferente esta manhã. Como se o universo tivesse mudado. Transformado em algo novo, melhor. Sei exatamente por que me sinto dessa maneira agora. Não é que o universo mude alguma vez. Mas você, sim. Algumas vezes.


Capítulo 12 Na tarde seguinte, estou deixando a aula da Dra. Harwood, que nunca será minha pessoa favorita, mas deixou de ser a Professora Cadela em minha mente desde nossa conversa do dia anterior, quando uma voz atrás de mim me chama. É Dana, que também está em minha aula de História da Arte e esteve na maioria de minhas aulas desde segundo ano. Eu paro, surpresa de que queira falar comigo. Ela nunca foi má. De fato, o primeiro dia de escola, ela me enviou uma mensagem de texto porque se sentia mal pelo que estava acontecendo na página do Tumblr. Mas ninguém em todo o semestre quis falar comigo... Exceto Kent. — Ouça, vi toda essa confusão com o Kent. Dá para acreditar? — Ela diz caminhando ao meu lado como se fosse normal ter uma conversa comigo. — Não realmente. Não tenho ideia do que tinha contra mim. — Bom, acredito que ele estava com raiva porque no ano passado estava apaixonado por você e você ficou com alguém... — Dana parece um pouco desconfortável, como se não tivesse certeza se ficarei muito chateada ou muito irritada. Eu dou a ela uma risada seca. — Eu me envolvi com alguém mais. Sim, mas continua me parecendo demais, só porque ficou com raiva porque o recusei.


— Provavelmente, foi tudo por diversão. Ele e seus amigos idiotas. — Tinha muita gente participando. — Não me importa que Dana seja amável comigo. Eu estaria realmente feliz se as pessoas começassem a me tratar normal outra vez. Mas a ironia não me escapa. — Não eram tantos se você pensar. Realmente era só ele e seus amigos que fizeram o Tumblr. Todo mundo fala sobre isso nos dormitórios, assim que todos os detalhes saíram. A maioria de nós não tinha ideia de onde vinha. — Mas todo mundo mesmo assim me deu o tratamento do silêncio. — Bom, algumas pessoas estavam com raiva de você pelo Dr. Ame. E o resto de nós... Bom, não parecia como se você quisesse falar com alguém. De repente, percebi que provavelmente era verdade. Deixei muito claro, nos últimos dois meses, que estava sozinha. Não dei a oportunidade para ninguém chegar até mim, mesmo se quisesse fazer isso. Jack não estava longe da verdade quando disse que eu estava punindo a mim mesma. Só não era consciente disso. — Realmente, eu sinto por isso. — Dana diz agora. Seu rosto concorda com sua expressão e tenho certeza de que é genuína. — Não quero dar a entender que era sua culpa. Devia ter sido um tempo terrível. Eu devia ter percebido melhor.


Dana e eu nunca fomos amigas próximas. Ela não tinha a obrigação de me defender. Mas era realmente amável o que ela dizia agora. Eu sorri para ela. — O que vai fazer nas férias de outono? — Ela pergunta. — Alguma coisa divertida? — Vou ver meus pais por uns dias. Estão preocupados comigo, então vou ferir seus sentimentos se não for para casa uma parte do tempo. Mas o resto da semana só vou passar o tempo aqui. —Ridiculamente, eu fico corada. — Tenho um novo namorado. Dana sorri. — Sim, eu vi seu novo namorado. O vídeo dele batendo em Kent está por toda parte. — Sussurra. — Todas estão com ciúmes. Eu ri muito. — O que você irá fazer? — Não muito. — Se estiver por aí, talvez possamos ir às compras ou algo assim. Não posso dizer quão maravilhoso soou isso, apenas ir às compras em uma tarde normal com outra garota. Não tive um dia como esse por um tempo.


Mais tarde nesse dia, estou arranhando a roupa de Jack, tentando que ele fique tão nu como eu. Começou com um inocente filme no sofá, mas, na verdade, nunca terminamos de ver o filme. No princípio, eram beijos suaves e brincalhões. Mas, em seguida, os beijos se moveram para outros lugares do meu corpo, lugares que era necessário remover a roupa. Então, terminei montada em seu colo o beijando tão profundamente que meus ouvidos pulsavam. Não tinha nada contra em foder no sofá, mas ele reclama, se move para um lado ficando em pé e se inclina para me pegar. Envolvo minhas pernas ao seu redor e o beijo de novo. Ele reclama que cairei se continuar fazendo isso, mas estou muito nisso para que me importe. Ele não me solta. Não até que chegamos à minha cama. Aí é quando começo a arranhar sua roupa. Ele faz com que seja muito difícil para mim, porque não deixa de me beijar e acariciar meu corpo. Tem um seio em sua boca agora e está acariciando a parte posterior de minha coxa. Eu me sinto tão bem que continuo levantando a perna para dar acesso às melhores partes. Lembro de novo que quero tirar sua camisa, assim começo a puxá-la até que geme em frustração e desliza meu mamilo de sua boca. Ele me ajuda com a camiseta até que sou capaz de atirá-la para a beirada da cama e correr minhas mãos para cima e para baixo em seu peito.


Isso não dura muito, entretanto, porque abaixa a cabeça outra vez trabalhando em mim com a boca e as mãos até que me contorço, fazendo pequenos gemidos indefesos. Finalmente, eu consigo dizer: — Tudo bem, Jack! Estou morrendo aqui. É hora de me foder. Ele levanta a cabeça, um sorriso quente em seus olhos. — Quer dizer que não desfruta dos jogos preliminares? — Eu já desfrutei deles o suficiente. É hora do evento principal. — Você terá, princesa. Ele se vira sobre suas costas me empurrando em cima dele, então, minhas pernas se curvam em cada lado de seus quadris. Então, ele me puxa para baixo para que o beije. Este é um acordo muito bom, desde que posso esfregar minha boceta contra seu pênis enquanto nos beijamos e meu movimento cresce mais e mais. — Você planeja gozar antedê de começar? — Ele pergunta rompendo o beijo e arqueando as sobrancelhas. — Eu poderia. Está malditamente lento. Ele ri em voz alta e posso sentir a ondulação através de todo seu corpo.


— Pensei ter mostrado a você antes quão melhor vai ser se formos lento. Não há nenhuma discussão com este fato. Antes de Jack, eu não tinha ideia de que um homem podia deixar suas próprias necessidades de lado durante tempo suficiente para se assegurar que estivesse completamente satisfeita. — Sim, mas, às vezes, é difícil me lembrar. Ele ri novamente e me puxa para baixo em outro beijo, em comum acordo nos reposicionamos para que seu pau possa deslizar dentro de mim enquanto me abaixo contra ele. Parece apertado, cheio e surpreendente como sempre. Suspiro com prazer e mexo pouco a pouco meu corpo enquanto relaxo com a penetração. — Como é que é, princesa? — Alguma vez vai parar de me chamar princesa? — Não sei de onde vem essa pergunta. Não é exatamente um tema previsível de conversa com um homem com seu pau dentro de você. Seus olhos se abrem, obviamente surpreso. — Eu farei isso se você quiser. Não achei que você se importasse de verdade. Então, eu percebo que não quero que faça. Parece especial, íntimo, apenas entre nós.


— Não me importa. — Eu digo acariciando seus músculos e o grosso cabelo espalhado em seu peito com ambas as mãos. — Não, eu quero que faça isso. Eu gosto. — Bem, eu gosto também. — Ele levanta suas mãos para acariciar meu rosto. — Não há nada em você que eu não goste. Tudo bem, a tensão em meu coração está agora pulsando em meu corpo. Mas o que digo é: — Tem certeza? Você ficou chateado comigo um par de vezes. — Bom, às vezes, você pode ser irritante. — Quando puxo um fôlego, ele acrescenta com um sorriso oculto em sua expressão. — Mas essas partes irritantes são minhas favoritas. Então, realmente, eu preciso melhorar com as brincadeiras, mas estou muito sobrecarregada com o carinho para lidar com isso. Eu me deito para beijá-lo e me lembro de que realmente ele está dentro de mim e não temos feito nada a respeito. Eu corto o beijo, me endireito e começo duro sobre ele. Eu me sinto realmente bem e o impulso de minha excitação anterior se estabilizou um pouco para manter meu movimento controlado e uniforme. Ele levanta suas mãos para os meus seios e os segura. — Eu amo ver quando você se move assim. — Sim, eu acho que é por isso que me colocou nesta posição. Você pode se deitar e relaxar desfrutando do espetáculo enquanto faço todo o trabalho.


Ele ri e suavemente desliza suas mãos, lentamente, para meus quadris. Então, de repente, ele segura impedindo de me mover. — Ei, o que aconteceu? Eu estava chegando. — Parece que você precisa de um pouco de ânimo para desfrutar mais desta posição. Então, fica quieta por um minuto e me deixe fazer meu trabalho. Eu franzo a testa, seus olhos estavam quentes, profundos e possessivos, mas também um pouco satisfeito de si mesmo. — O que tem em mente? — Nada que não vá desfrutar. — Diga o que é antes que eu aceite. — Apenas vou te dar um pouco de ânimo para que desfrute desta posição. — Como? — Mostrando a você algumas vantagens. — Suas mãos deslizam por meu lado abrangendo minha caixa torácica. Depois com seus polegares mexe meus mamilos. Grito em uma sacudida de prazer. — Tudo bem, soa como... Deus... Um plano muito razoável. Ele ri de novo e começa a acariciar meus seios com mais atenção usando as pontas dos polegares do jeito que eu gosto.


Não passa muito tempo antes que eu esteja gemendo e lutando para não contorcer meus quadris. — É assim — Jack murmura nessa baixa e espessa voz que me acende quase tanto como seu toque. — Tente não se mexer. Tente apenas se divertir. Eu deixo minha cabeça cair para trás, meu cabelo caindo desordenadamente por minhas costas. — Oh, Deus, Jack, eu me sinto tão bem. — Eu sei que sim. Sua boceta está ficando mais apertada e mais apertada ao meu redor. Posso sentir isso também e faço um pequeno som de soluço enquanto, repentinamente, ele dá a ambos os mamilos pequenos beliscões simultaneamente. — Isso é tão bom, baby. — Ele diz. — Arqueia suas costas um pouco mais. Eu faço o que ele pede e move a penetração de uma maneira que me faz tremer de desejo por me mexer. Ele desliza as mãos de volta para baixo nos meus quadris até que fico quieta de novo. — Você está tão linda desse jeito. — Ele diz. — Cada parte de seu pequeno corpo quente esticado para que eu o veja. Para que eu o toque. — Suas mãos seguem suas palavras, acariciando desde meus seios, passando pelo meu ventre e meus quadris e inclusive mais abaixo até minhas coxas.


Em seguida, ele alcança atrás de mim para embalar minha bunda apertando de um modo possessivo. Minha excitação está pulsando em meus clitóris, em meu sangue, em meus ouvidos. É tudo o que posso fazer para me manter quieta. Mas não posso resistir em dizer: — Você esqueceu um lugar. — Chegarei ali muito em breve. — Ele move as mãos de volta a minhas costelas. — Arqueia suas costas outra vez, mas desta vez tente não mover os quadris. Estico minha coluna tentando me concentrar no movimento para que o prazer correspondente não me obrigue a mexer a pélvis. — Perfeito. — Respira intensamente. — Perfeito. Agora aguenta aí. Eu faço o que ele pede e move os polegares em meus seios. Começo a gemer porque é a única forma de canalizar a sobrecarga de minha excitação enquanto me acaricia. — Tão bom, princesa. É tão boa. Meus gemidos se voltam cada vez mais fortes até que estou finalmente murmurando: — Por favor, oh, por favor, oh, por favor. Essa parece ser sua deixa porque desliza uma mão para baixo para pressionar dois dedos em meus clitóris.


Grito enquanto a onda de prazer me bate. Enquanto eu gozo, meu corpo se move por si só. — É isso mesmo. — Jack diz. — Vamos agora. Monte tão duro como quiser. Apenas se deixe ir. Não posso me conter. Estou saltando sobre ele enquanto os espasmos do clímax se mantêm por si mesmos e logo não parece ter fim.

Quero

mais.

Preciso

de

mais.

Continuo

o

montando

loucamente. Ele começou a sacudir seus quadris nos meus, encontrando meu movimento com duros impulsos. Só intensifica as sensações e me forço em seus ombros como uma alavanca. Minhas coxas se cansam, mas isso é algo que dificilmente me importe agora. Estou fazendo suaves grunhidos que soam quase infantis enquanto trabalho para outro orgasmo, mais poderoso que o último. — Oh, porra, Jack. — Ofego. — Vou gozar de novo. — Isso está bem. Pegue o que quiser. Não se prenda. Porra, eu me sinto tão bem. Então, eu gozo outra vez, forte, de um modo desinibido. E, mesmo enquanto o prazer se desliza através de mim, sou consciente dele tentando segurar seu próprio alívio. — Não. — Eu ofego quando sou capaz de formar palavras. — Goze também. Deixe ir também. — Eu estava indo para...


— Não. Goze também. Eu vejo algo piscar brevemente em seu rosto antes que diga: — Eu posso nos virar? — Oh, sim. Por favor. Por favor. Assim que ele nos vira e libera sua própria necessidade. Ele me toma duro, rápido, primitivo, grunhindo e sustentando uma de minhas pernas dobradas para meu peito. E eu adoro. Eu adoro ainda mais que meu alívio. Grito com prazer em meu coração tanto como em meu corpo. — Oh, porra, Chloe. — Jack murmura, suas investidas voltando-se em pequenas sacudidas duras. — Amor, amor, amor. Oh, porra. Não é exatamente uma declaração de devoção eterna, mas aceitarei. Porra, sim, aceitarei. Ele está gozando agora, soltando uma exclamação forte e baixa enquanto faz isso, seu rosto se transformando enquanto a necessidade infinita, o controle e o esforço se convertem nesse momento de absoluta realização. Em seguida, cai sobre mim, como se sua energia estivesse totalmente esgotada. E eu o abraço tão forte como posso. Ele está me beijando, apenas beijinhos suaves contra minha pele e boca, e sei que me dá tudo o que pode.


E é tudo o que eu sempre quis. Sério. Simplesmente tudo.

Então, aqui estão as dez razões para renunciar a seus problemas sobre ser perfeita, sem importar quanto tempo se sujeitou a eles.

Um: O sexo é muitíssimo melhor quando não está tentando ser sexy o tempo todo. Dois: Não faz uma análise retrospectiva depois de cada conversa que não vai exatamente da forma como se quer. Três: Você pode ter um A-. Ou mesmo um B+. Quatro: Você pode superar vergonhas mais importantes sem esperar que o chão se abra e engula você. Pelo menos, depois dos primeiros cinco minutos. Cinco: Não se sinta obrigada a ficar em uma situação desagradável, apenas porque pensa que merece isso. Seis: Não presuma que todo mundo está julgando você. Sete: Não se recusa um semestre em Paris, só porque parece muito fácil ou você não é boa o suficiente para isso.


Oito: você permitirá às pessoas que te amam realmente te amarem. Nove: Você poderia ter a sorte suficiente para encontrar a um rapaz que te ama sem importar quão imperfeita você é. Poderia te amar por suas imperfeições como por qualquer outra coisa. Dez: O sexo é muitíssimo melhor quando não está tentado ser sexy o tempo todo.

Sim, eu sei. Já disse isso na primeira. Mas estou dizendo isso a você neste exato momento... repetindo.

Eu durmo durante a manhã seguinte porque minha aula das nove é cancelada. Acho que é porque meu professor queria começar o recesso de inverno antes. Isto é dificilmente um assunto para me queixar. Então, desfruto de uma manhã mais tranquila que a maioria das terças-feiras e estou ainda na cama quando Jack entra no quarto, completamente vestido. — O que você esteve fazendo? Ele me mostra uma bolsa. — Eu consegui para nós algo para tomar o café da manhã.


Isso é um mimo inesperado e junto às mãos com entusiasmo enquanto me endireito em uma posição sentada contra os travesseiros. Ele se enfia na cama comigo também, temos café e beignets10. Eu me preocuparei com as migalhas depois. — Tenho algo para te dizer. — Eu digo a ele, finalmente, sorvendo o último gole do meu café. Ele vira para mim com uma expressão inquisitiva que parece ligeiramente ansiosa. Como se pensasse que vou dizer algo de que não vai gostar. Isso poderia, na verdade, estar certo. Mas eu digo a ele de qualquer maneira. — Estou pensando que poderia ir a Paris no próximo semestre depois de tudo. Isto o surpreende. Eu vejo isso na ligeira agitação e na dilatação de seus olhos. — Sério? O que fez você mudar de opinião? Pensei que as coisas estavam se acomodando aqui. — Elas fazem. As coisas definitivamente estão melhores. Estou muito bem com você, de fato. — Eu ponho uma mão em seu

10

Similar ao nosso bolinho de chuva ou sonho


braço como um tipo de afirmação do quanto ele significa para mim. — Mas, Paris é algo que eu sempre quis fazer. — Eu sei. Mas estava tão certa antes sobre não querer fazer isso. Era tão importante para você ficar aqui. — Eu sei. Mas acredito que você, meu pai e todos tinham razão. Não era pelos motivos certos. Era porque tentava provar algo tanto a mim mesma como a todos outros. E acredito que é melhor que faça... que faça o que é melhor para mim. Eu tenho que admitir, eu me sinto muito boba enquanto digo isso. Quase encolho de vergonha enquanto escuto as palavras, embora sejam certas. Jack não parece pensar que são estranhas ou tolas. Obviamente pensa sobre elas por um longo tempo. — Isso é bom. — Diz no final. — Não parece... Não parece muito feliz. — Sim, bom, sou egoísta. Queria que fosse antes para que pudesse sentir como que estivesse a salvo, de mim e de qualquer outro. Mas agora essas coisas são... São melhores, não quero que esteja tão longe de mim. — Sim. — Suspiro. — Essa parte realmente é uma merda. — Mas não deixe que isso impeça você de fazer. — Ele diz, endireitando os ombros como se estivesse se armando para uma batalha. — É só um par de meses. Estarei aqui quando voltar. Além disso, talvez eu possa ir te visitar.


— Melhor ir me visitar. — Então faço uma careta. — Mas não vá se não tiver um trabalho. A viagem será muito cara. Ele sorri para mim, completamente, sinceramente. — Na verdade, eu tenho um trabalho. Recebi a ligação esta manhã. — Que trabalho? — Eu me animo de novo, já que isto é uma boa notícia, primeiro Jack está bem com minha decisão e, em seguida, ele também tem um trabalho. — Apenas uma empresa daqui da cidade. Ela se dedica a segurança e proteção pessoal. Não é exatamente o trabalho dos meus sonhos, mas não quero viver à custa da indenização do meu pai se posso evitar isso. Se for a Paris no próximo semestre, eu vou procurar algo que eu goste mais. — Você acha que ainda vai querer ser um guarda-costas? Ele suspira e inclina contra o travesseiro me pressionando ao seu lado. — Eu não sei. Isso é o que meu pai me criou para ser, mas... Estou pensando que talvez não. — Você sempre pode tentar ser um SEAL. Algum tipo de Central das Forças Especiais, sabe. Você canta? Possivelmente poderia ser uma estrela de rock. — Definitivamente, eu não canto. — Ele ri e abaixa a cabeça para me beijar o cabelo. — Eu pensarei em alguma coisa.


— Bom, me deixe saber se posso ajudar. Ele levanta meu rosto, então estou olhando em seus olhos e seus lindos olhos azuis estão expostos, sinceros, vulneráveis. — Chloe, esta é a verdade. Não tem ideia de quanto você já me ajudou. — Oh. Bom. — É bom. E essa poderia ser a última palavra. Não é perfeito, terminado, completamente resolvido ou mesmo exatamente da forma como deveria ser. Mas certo.


Poslúdio Jack Ela se mexe em cima de mim, completamente nua e tão linda como qualquer mulher que jamais vi. Seu cabelo está despenteado selvagemente ao redor de seu rosto corado, seus olhos verdes são profundos, quentes, ansiosos e muito mais. Seus seios se agitam com seu movimento desinibido e eu acho que não consigo desviar o olhar. Eu sustento sua bunda com minhas duas mãos, é suave e pequena, sacudindo com o resto dela. Suas coxas apertam e afrouxam enquanto se balança, é óbvio quanto quer isto. Quanto ela me ama. Ela está montando meu pau como se não pudesse parar e isso significa algo mais que o prazer que tanto nos está dando. Faz apenas um par de meses, não se deixava ir assim. Eu teria pensado e repensado, calculado cada movimento, olhar, palavra. Não deixaria ser nada mais que perfeita. Ela grita alto quando goza e posso sentir os espasmos de seu corpo ao meu redor, eu a sinto arranhando linhas em meu peito por seu prazer desamparado. Então não posso me segurar mais. Ela está ofegando e tremendo enquanto saio com facilidade, em


seguida, eu a viro sobre suas mãos e joelhos. Ela me olha intensamente, eu me ponho de joelhos e me alinho atrás dela. Eu coloco minha mão entre suas omoplatas para guiá-la para baixo de modo que só sua pequena bunda fique no ar. E, em seguida, eu deslizo. Ela está úmida, muito molhada do muito que esteve desfrutando disto, e tão apertada e quente que não posso deixar de gemer enquanto me afundo em seu interior. Ela está me pressionando, me dizendo que a foda, que a tome, que a faça vir de novo. Isso é exatamente o que vou fazer. Meu coração está batendo em meu pênis e meus ouvidos quando começo a empurrar. Tento me agarrar a um falso controle, assim posso fazer com que isto dure mais tempo, fazê-la vir uma e outra vez. Mas é simplesmente impossível. Meu controle quebrou, possivelmente para sempre, no primeiro dia que eu a vi e não tenho certeza de que alguma vez realmente o recupere. E está tudo bem. Porque parece tão bem, tão certo, tão livre para tomá-la duro e rápido. Depois de um minuto ou dois, praticamente soluça de prazer, então sei que é tão bom para ela como é para mim. Parece que não posso conter minha liberação, mas ela goza de novo, bem a tempo. Sinto que todo seu corpo treme com seu clímax, escuto seu grito abafado e sinto sua boceta apertando ao redor de mim.


Ela está caindo. Cada vez. Perdendo qualquer aperto que poderia ter por controle, regras, expectativas ou autossuficiência. Deixando de lado quem eu estava acostumado a ser e me converter em quem poderia ser agora. Ainda assim, não sei realmente quem sou, mas ela não parece se importar. Quando ambos caímos sobre a cama, enrolados em um nó pegajoso, partes suadas do corpo nu, sinto algo que não senti em anos. Em anos. É algo como paz. Não posso dizer nada, também me levou para fora de mim. Mas eu a abraço tão forte como posso e espero que saiba o que quero dizer. — Isso foi bom. — Ela diz no final. Sua voz está rouca como se tivesse gritado. Talvez tenha feito. — Sim. — Isso foi realmente bom. — Sim. — Acho que eu vim três vezes. — Não é ruim. — Eu digo palavras irônicas em uma voz seca, porque parece familiar, como eu, como nós. É uma maneira de


encontrar terra firme de novo depois da queda livre. — Me dê um minuto e podemos fazer isso ainda melhor. Ela ri como se eu tivesse feito uma brincadeira, embora eu falasse muito sério. Depois de uns minutos mais, ela levanta para ir ao banheiro e retorna com um pijama de cor rosa que tem Princesa escrito na frente em cima da imagem de uma tiara brilhante. Eu rio logo que processo o conjunto e parece que não posso parar. Parecendo excessivamente satisfeita de si mesma, ela volta para a cama comigo e se aconchega ao meu lado. Envolvo um braço ao redor dela e sinto seu suspiro de prazer. Não me escapa que gosta desta parte tanto como o sexo. — Então, você está realmente bem com tudo? — Ela pergunta finalmente. Não há interrupções ou prelúdio, mas sei exatamente do que ela está falando. — Sim. Realmente estou. — Não se arrepende dessas... essas coisas que explodiram com seu pai... por minha culpa. — Já disse a você que não me arrependo. — Sei. Só quero ter certeza. Eu me sinto mal por isso.


— Não se sinta mal. — Acaricio seu longo cabelo e a escuto suspirar outra vez. — É como eu falei antes. Na verdade, poderia ser uma boa coisa. — Eu quero que seja feliz. — Eu sou feliz, Chloe. — Não é inteiramente verdade, mas eu não gostaria de estar em nenhum outro lugar no mundo do que onde estou agora mesmo. — Estou feliz contigo. — Eu quero que seja feliz de todas as formas possíveis. Eu quero sacudir o comentário, já que me deixa incomodado, mas estou tentando fazer as coisas bem com ela, então levo a sério. — Eu talvez possa ser. Não tem que acontecer tudo ao mesmo tempo. Ela se ajeita para que possa olhar em meu rosto e seus olhos são sérios, preocupados e amorosos. Amorosos. — Eu sei. Eu quero ser feliz de todas as formas possíveis, também. Eu me inclino para beijá-la por onde puder. Resultando ser um lado de sua cabeça. — Eu quero isso também. É por isso que não vou criticá-la por ir a Paris. — Por falar nisso, obrigada. Por não se queixar. Por mostrar seu apoio. — Vou apoiar algo que seja bom para você, o que te fizer feliz.


Eu falo sério. Muito sério. Eu sinto que aprendi algo sobre estar com outra pessoa de verdade, sobre ceder o controle, a confiança, sobre não sustentar o universo em um controle rigoroso por medo de tudo o que escapa das mãos. Mas, em seguida, isso acontece. — Oh, com certeza. — Ela diz. Sua voz não mudou. É só uma habitual quinta-feira à noite depois de fazer sexo. Não há nenhuma razão que eu deveria suspeitar de algo importante. Rosno em resposta, muito cansado e preguiçoso para formar alguma palavra. — Adivinha quem vai estar em Paris no próximo semestre? — Quem? — Não tenho ideia. Nenhuma ideia. Eu não me importo porque como esta conversa aleatória ser tão importante? — É realmente muito divertido. — Quem é? — Sua expressão começa a acionar alguns sinos de advertência. mas é tarde demais. Tarde demais. — Carter. Ele conseguiu um contrato de um ano para lecionar em uma universidade lá. O Dr. Harwood me disse quando mencionei o que eu fazia. Há momentos em que o universo muda. Logo debaixo de seus pés. E nem sempre muda na direção certa. Este é um deles.


Eu fico olhando para ela fixamente. Ofego. Dizendo de maneira sufocada: — O que?

Fim


Sobre a autora Rachel é uma escritora, professora, leitora de romance e uma mãe de cachorros. Ela ama os animais, a arte e os homens quentes com corações brandos sob um exterior duro. Tenta escrever histórias de amor que parecem reais, mesmo em circunstâncias improváveis.


Rachel curtis knowing jack  
Rachel curtis knowing jack  
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