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AGRADECIMENTOS:

Olá, este é meu primeiro livro, mas se Deus quiser, será apenas um de muitos outros. Eu tenho apenas 13 anos, mas sempre quis escrever um livro, e agora eu consegui o meu primeiro. Mesmo assim, sendo apenas um livro deu muito trabalho, por que infelizmente não tive tanta ajuda, mas as pessoas que ajudaram valeram muito e tenho certeza que sem essas pessoas eu não teria conseguido nada, MUITO OBRIGADO.

CAPÍTULOS:

01- EU CONHEÇO MINHA VERDADEIRA IDENTIDADE - Pág. 2 02- EU PARTO PARA MEU PRIMEIRO RESGATE - Pág. 9 0304050607080910-

Olá, meu nome é John Taylor, tenho 13 anos e moro em Nova York ­ Estados Unidos, por incrível que pareça sou uma pessoa quase normal, mas que tenho uma história e tanto, e quero compartilhá­las com vocês, e é mais ou menos assim...

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UM ­ EU CONHEÇO MINHA VERDADEIRA IDENTIDADE:

Era uma manhã normal como todas as outras, quando eu ouvi um barulho forte na porta. ­Quem é? ­ Gritei, mas não adiantou, pois ninguém respondeu. ­ Quem é? ­ Voltei a gritar, desta vez mais alto, e mais uma vez, ninguém respondeu. Estava sozinho em casa, pois minha mãe saia cedo pra trabalhar e meu pai sempre a levava de carro, e quase sempre demorava pra chegar, pois ficava “ocupado” com seus amigos. Criei coragem e fui andando silenciosamente até a janela mas quando cheguei e olhei, não havia ninguém, comecei á ir em direção a porta, quando estava chegando ouvi mais uma batida, com o susto quase escorreguei no piso liso, mas com sorte eu consegui me equilibrar. Eu abri a porta, (claro, com um bastão de beisebol na mão) mas não havia ninguém, coloquei o pé pra fora quando derrepente tive quase um ataque cardíaco, uma menina apareceu derrepente como um jato, segurou na minha mão e me puxou por toda a rua, enquanto eu tentava me soltar e a garota lutava para me segurar, eu olhei pra trás, e percebí o porque dela estar correndo. Havia dois caras muito estranhos correndo atrás de nós, vestindo roupas escuras e óculos pretos. ­Você está fugindo daqueles caras? ­ Perguntei. Sim, e é melhor você fugir também. ­ Respondeu ela. ­Porque? Eu nem os conheço. ­Mas eles o conhecem! ­Fala sério, nunca ví esses caras antes, não tem como eles me conhecerem se eu não os conhecer, além do mais, quem é você? ­Agora não dá tempo pra explicações, apenas corra. ­ Na verdade, eu nem tinha percebido que por estar conversando com a menina eu havia parado de tentar me soltar e estava agora correndo junto com ela. ­Qual é o seu nome? ­ Perguntei mais uma vez ­ Mas não obtive resposta, odiava quando eu perguntava algo e a pessoa simplesmente ignorava. No mesmo instante parei (já que já tinha me soltado dela). ­Tudo bem, eu espero tudo acalmar, quando aqueles caras chegarem aqui  eu pergunto seu nome, 2


certamente eles devem saber. ­ A menina parou e disse ­ Ok, tudo bem, meu nome é Kather Willians, agora por favor, vamos. ­Mas vamos pra onde? Porque eu tenho que ir com você? Eu nem te conheço, a única coisa que eu sei sobre você é só o seu nome. ­Eu te imploro, vem comigo, eu prometo que quando chegarmos lá eu te explico tudo. ­Mas chegar aond... ­ Antes que eu pudesse acabar de perguntar a menina mais uma vez segurou meu braço e me deu um puxão, eu quase me soltei denovo, mas dessa vez eu consegui ouvir os passos dos caras­de­preto se aproximando, e de algum jeito consegui sentir que eles não gostavam nem um pouco de crianças e não estavam com bom humor. Comecei a correr acompanhando os passos de Kather, quando ela disse: ­É aqui, vem. ­ E me puxou pra dentro de uma casa abandonada, batemos a porta rápido e pude ouvir o som dos passos do lado de fora e os caras falando um com o outro: ­Nossa, já é a terceira vez que isso acontece, aquela menina é muito rápida. ­Acho que o chefe não vai gostar disso. ­ Disse o outro homem, que tinha a voz de alguém que parecia bobo. ­Ufa, foi por pouco. ­ Disse Kather. ­Ahn, aqueles caras já te conheciam? ­Falei. ­Sim, infelizmente. Mas ainda bem que conseguimos escapar, além do mais, eles estão melhorando cada dia mais, acho que estão “aprendendo” a correr. ­Ahan, mais agora pode começar a explicar...Eu disse, mudando de assunto. ­Agora não, ainda não chegamos. ­O que? E você quer me levar pra onde? ­Pra bem longe daqui. ­Mas calma aí, você acha o que? Vai me tirando de casa sem mais nem menos e... ­ Derrepente alguma coisa apitou. ­Kater?! Tudo bem? Deu certo? ­ Alguma voz disse, parecia que vinha na direção dela, mas a voz estava bem baixa. ­Sim, está tudo bem, a operação deu certo Dr. Mark, consegui resgatar John ­ Foi aí que eu percebí três coisas. A primeira era que eu sabia de onde vinha a voz, era de um ponto eletrônico na orelha de Kather (que ficou difícil de ver com seu cabelo longo combrindo, só consegui ver por causa de uma jogada de cabelo que ela deu enquanto conversava com esse tal de Mark). A 3


segunda coisa era que Kather sabia meu nome, sem nem mesmo eu ter dito, e que eu saiba, nunca ter me vísto. Já, a terceira coisa era que, eu percebí que Kather era deslumbrante, ela era um pouco mais branca que eu, tinha cabelos pretos ondulados que corriam pelos seus ombros, ela tinha uma franja que cobria quase todo por inteiro seu olho direito, eu fiquei paralisado olhando sua beleza enquanto ela conversava com o tal ‘Dr. Mark”, e quando percebí, Kather estava a minha frente abanando a mão e dizendo: ­Alôô, John, John, Joooooooooohn!!! ­O QUE?! ­ Gritei. Kather olhou pra mim um pouco assustada. ­Er, foi mal. ­ Me desculpei. ­Bom, não é tempo pra desculpas, a gente tem que continuar. ­ Ela respondeu “cambaleando” na fala. ­Continuar? Mas a gente vai pra onde? quero explicações. ­ Falei. ­Vem, não vai demorar... ­ Ela me puxou denovo e desta vez eu não tentei me soltar. ­Bem...hum...sim, é aqui!!! A gente tinha parado em um cômodo da casa abandonada, que não tinha quase nada, apenas um criado mudo e uma cama,  que ficavam um longe do outro (o que achei um pouco estranho, porque geralmente os criados­mudos ficam sempre perto das camas). ­É aqui. ­ Disse a menina, e foi me arrastando para o criado mudo. ­Pronto! ­Como?! ­ Perguntei sem entender nada. ­Ah é, esqueci que você ainda é novo nisso. ­ Disse ela. Logo após isso Kather tirou a foto de um porta­retrato que estava em cima do criado­mudo, e então eu percebí porque ela havia tirado a foto, no lugar onde a ela ficava havia vários botões, então óbviamente aquela foto servia para esconder esses tais botões. Kather começou a apertar uma sequência de botões com números e deu pra ouvir um barulho de alguma coisa dentro do criado, era um barulho interessante, como o de quando você fica muito tempo sem abrir um congelador e depois de um tempo o abre, ou também como quando se abre a porta de um foguete naqueles filmes de ficção ciêntífica. Então Kather abriu a portinha do criado, eu olhei bem e ví uma coisa, ele parecia não ter fim, no lugar onde deveria ter um espaço para guardar alguns objetos ou algumas roupas e etc, havia um cano enorme e redondo. Depois de olhar bem percebí porque ele parecia não ter fim, ele era todo revestido de coisas que pareciam espelhos, mas não eram espelhos, eram mais resistentes e a imagem que refletiam não era tão boa quanto a dos espelhos. ­Pronto, agora pode entrar disse a menina. ­ Confesso que estava com medo, e então disse com 4


um ar bobo: ­As damas primeiro. ­Kather olhou pra mim com humor sério, mas logo deu uma risadinha boba e me mandou ir logo, mas eu insisti, e no final, ela acabou indo primeiro. ­Se você fosse na frente você ía se perder mesmo. ­ Ela disse com uma cara de tédio, e logo após entrou no criado­mudo. Logo atrás fui andando...ou melhor, fui engatinhando, por mais longo que o cano fosse, não era alto o suficiente pra andar em pé. Por mais que eu tentasse engatinhar rápido eu não conseguia, a menina já estava bem na frente e eu estava ficando pra trás, quando eu olhei pra trás a porta do criado mudo já havia se fechado, na verdade não dava pra ver a porta por dentro, pois ela também tinha aquela espécie de espelhos, percebí que o cano não era só reto, ele tinha várias curvas, mas era difícil perceber por causa dos espelhos, e também por isso bati minha cabeça muitas vezes. O que eu não tinha percebido é que Kather havia desaparecido, eu sabia que ela era rápida, mas não a ponto de ir assim tão rápido e me deixar pra trás, começei a engatinhar mais rápido nos canos quando derrepente. ­Aaaa. ­Gritei, eu havia caído em um buraco parecido com um tobogã, daqueles de parque aquático só que seco, fiquei morrendo de medo pois não sabia onde iria dar, quando ele acabou e eu estava caído no chão. Kather e mais algumas pessoas estavam olhando pra mim. ­Então é esse mesmo? ­Disse uma menina que parecia ter uns 14 anos. ­Parece tão desajeitado. ­Mas ele é mesmo bem desajeitado. ­Disse Kather. ­Ei! ­Protestei. ­Eu estou ouvindo sabia?! ­Mas ela nem respondeu, apenas se virou pra mesma menina e disse... ­Bom, todos nós começamos desse jeito (ela disse “desse jeito” como se eu fosse um bebê que não sabia andar), agora é a vez dele aprender também. ­Tomara que você consiga obter esse milagre. ­Disse a garota. ­Agora vamos John. ­Disse Kather. ­Você tem muito o que aprender. ­Kather me tirou do meio da multidão me puxando pelo braço (eu já estava acostumado com isso), e foi aí que pude perceber que eu estava num lugar gigante, tinha vários equipamentos tecnológicos, e vários outros adolescentes como eu. ­Bem­vindo ao “TPPE ­ Treinamento Para Pequenos Espiões”. ­Disse um homem que tinha a aparência de 36 anos mais ou menos, e que mais tarde, fui saber que era tipo o chefe do lugar e se chamava Mark. 5


No começo eu achei tudo bem estranho, enquanto eu ia andando junto á Kather e Mark, várias pessoas ficavam me olhando e cochichando umas com as outras. Algumas pessoas falavam coisas alto demais como: “Só de olhar já se percebe que não vai viver muito” ou “Não dura muito tempo”. Confesso que fiquei com um pouco de medo, mas tive certeza que era isso que aquelas crianças e aqueles adolescentes queriam, por isso tentei fingir nem ouvir (ainda que fosse difícil, pois de uns dias pra cá parece que minha audição melhorara, as vezes conseguia ouvir do meu quarto os meus pais cochichando na sala, eu estava impressionado comigo mesmo). Até que finalmente... ­Pronto.. ­ disse Kather ­Hora do teste. ­Teste? Que teste? ­ Disse eu á ela. ­O teste para saber se você vai conseguir partir mesmo para o resgate. ­Calma aí, dá pra vocês me explicarem tudo direito? Eu não me lembro de ter me alistado á esse TPTP (eu havia esquecido o nome do tal lugar). ­TPPE! ­ Kather corrigiu ­ Olha, pra começar, não precisava se alistar, você não tem escolha. Você tem que ficar aqui e treinar, pois logo logo você vai pra seu primeiro resgate. Desta vez eu e Melissa iremos com você mais não vai ser sempre assim. ­Ir aonde? Eu não quero ir á lugar algum. Eu estou sem entender nada desde hoje de manhã, quando você simplesmente me tirou de casa de casa sem nem mesmo eu deixar, me trouxe a força (fiqueicom vergonha ao ter que declarar que uma menina conseguira me puxar usando a força) até a metade do caminho e depois ficou enchendo minha cabeça de baboseiras apenas para me deixar com medo e facilitar seu trabalho. O que você queria? Me sequestrar? Pronto, conseguiu não é?! Se eu tentar sair daqui tenho certeza que esses seus amigos não deixam não é? E esse tal de Mark aí? é po chefe da operação sequestre o garoto como sono? Além do mais... ­Silêncio!!! ­ gritou Mark. O grito me fez estremecer de medo. ­ Como pode alguém como você ser assim tão difícil?!  ­Me..me desculpe. ­ disse eu ainda com medo. ­Mas é que eu ainda não entendo o porque de estar aqui, eu fui arrancado de casa esta manhã, corri dos “caras­de­preto” sem mais nem menos, e o pior de tudo, ainda não tive nenhuma explicação, só fui puxado até aqui, um lugar que eu nem conheço, tudo isso está me deixando louco e... ­Mas porque louco, pra que esplicações? Isso tudo não parece tão óbvio? ­ Mark interrompeu. 6


­Como assim óbvio? Não vejo nada em que eu possa pelo ao menos me basear pra tentar uma alternativa. ­John, presta bem a atenção...Você é um espião. ­Um...um espião? Que nada, eu sou muito atrapalhado, e que eu me lembre, eu nunca treinei pra isso, além do mais... ­Você não tem escolha. ­ disse Kather me interrompendo ­Já está no seu sangue, não importa o que você fez de errado ou ainda vai fazer, além do mais você veio aqui pra aprender. ­Mas...­ tentei dizer algo para contrariar, mas não adiantou, além de nenhuma palavra sair da minha boca, Kather me interrompeu dizendo: ­Será que não está na cara? Não conseguiu perceber que de um tempo pra cá sua aldição aumentara muito? Seus reflexos ­ mesmo sendo muito ruins ­ melhoraram? Você já tem sangue de espião, sua mãe era uma espiã, e você está na descendência, não tem como negar entendeu? É impossível. Quando ela disse isso eu fiquei bem assustado, eu não disse nada apenas fiquei a encarando e tentando me lembrar de quando estávamos correndo, eu pensei naqueles caras estranhos e derrepente eu me lembrei de algumas coisas que haviam acontecido á vários anos, eu conhecia aqueles caras, ele já tinham tentado me pegar quando tinha uns 7 anos. Eu estava bricando  no playground do parquinho que ficava perto da minha casa quando dois caras (certamente aqueles dois) tentaram me agarrar, a minha sorte foi que minha mãe os avistou, no mesmo momento veio correndo pra mim, e conseguiu me tirar, deu um chute no mais alto e uma rasteira no menorzinho, meu pai veio correndo e eu só ouvi minha mãe dizer: “Rápido, tire­o daqui, pode deixar que eu me viro com eles.” e meu pai respondeu dizendo: “Mas ele está vendo a cena, ele vai se lembrar”. e ela disse gritando: “Não, ele não vai lembrar, ainda é muito novo, agora corra”. Após isso só me lembro de ir me afastando e vendo minha mãe lutando com os caras, depois disso não lembrei de mais nada. Minha mãe pensava que eu não ía lembrar por ser muito pequeno, mas não adiantou. Até alí eu não acreditava ainda que eu era um espião e principalmente a minha mãe, mas agora ví que era tudo verdade, alem da minha mãe conseguir lutar com aqueles caras, seria impossível de me ver da distância que eu estava dela no parquinhos, ainda mais com tantas outars crianças, ela conseguiu me ver porque tinha o “DOM” parecido com o meu, mas ao invés de ouvir melhor, ela VIA melhor. Então, eu era mesmo um espião, agora eu estava decidido, sem 7


TROPEÇAR nas palavras eu tomei bastante fôlego e disse: ­Tudo bem!!!Eentão, quando é que eu começo? ­ e com alívio Mark e Kather olharam felizes e surpresos pra mim.

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DOIS ­ EU PARTO PARA MEU PRIMEIRO RESGATE:

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Espiões á solta - A pedra da proteção  

Uma nova aventura vem por aí!

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