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Dar um murro na situação. Andamos há 8 anos a marcar passo entre festas e a mania da perseguição, fazendo de conta que somos vítimas inocentes quando na realidade somos aventureiros e incompetentes. As festas dão muito jeito. São fonte de rendimentos e animam o povo, mantendo-o convencido que é feliz e está imunizado ao flagelo da crise social e económica que assola o resto do concelho e o país. As contas das festas são um mistério a que só alguns, muito poucos, têm acesso. Dão lucro ou dão prejuízo conforme o que for mais conveniente em cada momento. As contas das festas são como as contas da feira – o que os livros registam é o que dizem que foi feito, não o que realmente se apurou. Daqui resultam economias que financiam iniciativas partidárias e pessoais disfarçadas de independentes e autónomas que multiplicam e desdobram as festas e proporcionam a multiplicação de campanhas eleitorais cuja despesa escapa à vigilância da entidade fiscalizadora competente mas não escapa à crítica de cidadãos indignados com o uso indevido, abusivo e antidemocrático de dinheiro público. Há mais de oito anos que estamos à espera do relatório e contas das festas de São Pedro de 2003 e 2004. Há mais de 8 anos que queremos ver os comprovantes de despesa e de receita e a junta o mais que nos informou foi de quanto fez e quanto gastou, impedindo uma análise objectiva aos valores por ela declarados. Não desconfiamos de ninguém, não duvidamos da honestidade de ninguém, mas temos o direito de ver e conhecer como, onde e em que se gasta cada euro que da junta. Depois de algumas peripécias ridículas e impróprias de um órgão autárquico com o honroso passado da Freguesia de Caldelas, soubemos que a Junta está a pagar 3000,00€ por mês desde Junho de 2009 pelas ruinas da Pensão Vilas, uma operação nebulosa que só teve algum suporte legal transparente com a celebração de um contrato promessa aprovado em Julho próximo passado em assembleia de freguesia. Antes foram anos de secretismo, de discriminação de eleitos, de ocultação de documentos, de evidente e não tolerável desprezo pela assembleia de freguesia, cujos


membros foram ofendidos nos seus direitos por acção de uma clique que se apossou da junta e pela omissão de outros vogais que capitularam numa manobra vergonhosa que ofende regras, princípios e valores que juraram defender quer como eleitos quer como profissionais. O pagamento mensal de 3000 euros impediu a junta de realizar o programa eleitoral de 2009, por falta de meios. Tirando festas e festinhas, passeios de idosos e viagens pagas a quem vai à rave de Azurara, nada foi feito, nem a limpeza das ervas daninhas e das valetas. O balanço de mais quatro anos de PSD/Constantino Veiga é um grande zero. Para tapar este incómodo vazio, o PSD/Tino recorreu à estratégia do polvo, lançando tinta para despistar e confundir. Assim se explica o processo de vitimização que a junta encenou e a que o PS/Câmara conferiu legitimidade ao transformar a sua empresa municipal sedeada nas Taipas em braço político dos investimentos municipais na freguesia. Daqui decorre uma consequência que não pode ser escamoteada ou sequer minimizada: toda e qualquer candidatura aos órgãos autárquicos da freguesia só pode retirar as Taipas dos embaraços políticos que a tolhem se, em simultâneo, desfizer o nó do negócio da Pensão Vilas e se impuser ao poder impostor mas opressor da Turitermas. Daqui decorre também que o que Taipas precisa não é de uma voz submissa, mas sim de uma voz que dê que parta a loiça quando for preciso partir a loiça. Porque Taipas já tem voz a mais, a voz dos submissos que por serem dependentes da Câmara não ousam enfrentá-la, batendo o pé e não é de mais voz do dono que Taipas precisa. Taipas já tem voz a mais e não precisa de outra quando essa voz que se Taipas tem não é a voz da sua gente mas sim a voz dos nomeados, dos que entram em jogadas de promoção pessoal, dos que trocam as Taipas por um lugar na Câmara de Guimarães o que demonstra que andam a tratar da vidinha usando as Taipas como rampa de lançamento. O amor às Taipas de certa gentinha desapareceu assim que de Guimarães houve um aceno de simpatia e quem se candidata a seguir surge, objectivamente, como candidato tapa-furos, candidato a um cargo que outros enjeitaram. Uma candidatura assim é uma candidatura frouxa, de voz pífia escolhida por Guimarães, não pelas Taipas. Taipas precisa de se dar ao respeito para ser respeitada e não precisa de uma candidatura aventureira, azougada, folclórica que faz rir sempre que


intervém. A Assembleia de Freguesia e a Assembleia Municipal, órgãos a que o Presidente da Junta pertence por direito próprio e onde representa a Freguesia, são espaços dignos, respeitáveis e não palcos de festa popular, de churrascadas, onde se “manda umas bocas” e se faz rir quem escuta. Desde há oito anos que Taipas é motivo de galhofa à conta do seu Presidente da Junta e isso ofende o orgulho taipense. Taipas precisa de uma candidatura mais tipo formiga do que tipo cigarra. Ao contrário do que alguns pregam, Taipas não está condenada a escolher entre a candidatura do PS e a candidatura do PSD. Bem pregam os teólogos do conformismo que as escolhas estão limitadas ao PS e ao PSD, que cada dia que passa mais cidadãos recusam tal ideia,predispondo-se nalguns casos a mudar de opinião a respeito da candidatura da CDU, candidatura na qual veem um exemplo de desassombro, rigor, exigência, contas limpas. Cada vez mais se ouve dizer que a CDU fez falta e tem de ir para a Junta e eu posso garantir a quem assim pensa que se a CDU receber o apoio dos taipenses nas urnas, não só quer fazer parte da Junta como se baterá para que haja uma grande vassouradada nas contas e no resto. O que a CDU pede aos eleitores das Taipas é que não desistam, não se conformem, não se deixem enganar mais uma vez.Pensem pelas vossas cabeças, desprezem as cantilenas dos que pregam que não vale a pena votar na CDU porque a CDU não ganha – a CDU ganha se os taipenses votarem CDU. Temos hipóteses de proporcionar às Taipas uma Junta que respeite e saiba respeitar, uma Junta de boas contas que aplica todo o dinheiro recebido em obras necessárias, em apoios sociais às famílias mais necessitadas e às crianças para que logo à nascença não sejam discriminadas. Não devemos fidelidade a ninguém nem estamos em trânsito para cargos e lugares na Câmara, no Governo, nas Empresas Municipais. Somos verdadeiramente livres e sem rabos-de-palha. A nossa candidatura não é uma fraude, como a do PSD/Tino, nem uma extensão da Taipas-Turitermas, como a do PS/Paulo Pereira. A candidatura do PSD/Tino é uma fraude na medida em que o Tino figura em 5º lugar na lista do PSD à Câmara de Guimarães, e os dois cargos são incompatíveis. Isto é, se o Tino for eleito para a Câmara não pode acumular com o cargo de Presidente da Junta , tem de escolher ou um ou outro. E


nesse sentido, ao concorrer em simultâneo a ambos, está a enganar porque ele tem que falhar a um deles. Se ficar na Junta enganou quem nele votar para a Câmara. Se for para a Câmara, como sempre foi sua ambição, aliás legítima, ele engana quem nele votou para a Junta. Por isso as pessoas correm o risco de votar nele para uma coisa e depois sair-lhes outra diferente. A candidatura PS/Paulo Pereira nasceu de fora para dentro, nasceu em Guimarães e depois foi ratificada nas Taipas. Só existe porque o candidato natural não quis ir a votos nas Taipas, não quis correr esse risco trocando o incerto por um lugar confortável na lista do PS/Câmara. É, pelo exposto, uma candidatura debilitada sem capacidade de contestar e se opor ao PS/Câmara e Taipas precisa de bater o pé quando for tempo de bater o pé e dar um murro na mesa. A CDU tem um programa concreto, realista e viável. Não aceitamos que outros decidam por nós, como o PS, nem nos pomos aos berros e aos pinotes lamentando a desgraça que a Câmara impõe, como faz o PSD/Constantino Veiga. Estamos habituados a lidar com quem não pensa como nós. São muitos os exemplos, mas poupamos a vossa generosidade remetendo para a gestão da CDU em Pevidém e em Gondar, exemplos vivos e indesmentíveis de autarquias que sabem viver e sobreviver em ambiente adverso, com sucessivas renovações das maiorias que mesmo quando é absoluta abre as portas à participação de todos os partidos escolhidos pela população. Não aceitamos, por exemplo, que a Câmara decida como vai ser o nosso centro. Para nós as coisas são claras – quem tem de ter uma palavra decisiva como quer o centro das Taipas é quem é das Taipas ou quem vive nas Taipas, cabendo aos técnicos respeitar e dar forma às nossas aspirações. Outro exemplo, mais. O complexo anunciado para o parque. Apesar do foguetório que para aí anda no ar, apesar da campanha mentirosa sobre aprovações governamentais, nós dizemos à Câmara de primeira ( a de Guimarães), e à Câmara de segunda ( a Turitermas) que toda e qualquer obra no parque tem de ser aprovada pelas pessoas das Taipas e não apenas por um grupinho reduzido que se arroga poderes de representação que ninguém lhe confiou. Perante mais um ataque ao Parque, só uma grande votação na CDU pode impedir a loucura de implantar mais cimento, rompendo o já frágil equilíbrio ambiental agrdedido pelos blocos habitacionais que a Câmara/PS aprovou. Quem quiser evitar tal loucura não pode votar nos serventes da


locais da Câmara,mas também não pode votar no PSD/Tino porque o PSD/Tino está mais interessado em continuar a fazer o papel de vítima do que em opor-se realmente à Câmara/PS. Nós queremos alterar o trânsito de veículos, limitando o acesso automóvel ao centro, impedindo o trânsito de pesados, fomentando a usufruto dos espaços pelos peões. Nós queremos honrar os nossos antepassados, lutando pela criação de um museu-escola das cutelarias, para que a actividade tenha continuidade e melhore os factores de competitividade necessários à sobrevivência e conquista de novos destinos. A CDU quer honrar o passado revitalizando o termalismo, apoiando as termas e assegurando sossego e tranquilidade conciliando modernidade e desenvolvimento, sem sacrificar a juventude e as suas necessidades. Exigiremos da Vimágua o levantamento da rede de saneamento e daremos um combate sem tréguas aos focos de poluição que degradam o Rio, o Ambiente e a Natureza. Interviremos no cemitério não só para resolver questões de saúde pública e ambiental mas também de eficiência económica e financeira. Procederemos a uma análise exaustiva das contas e prestaremos contas aos taipenses de tudo o que entra e de tudo o que sai, promovendo uma gestão transparente. Mais, os principais instrumentos de gestão, o plano de actividades e o orçamento, entre outras peças, serão sempre discutidos e trabalhados com as pessoas, combatendo o secretismo, o favoritismo e a corrupção. Os taipenses são responsáveis pelas suas escolhas. Se votarem PSD ou PS já sabem o que os espera – mais quatro anos de apatia ou de seguidismo. Se votarem CDU nada será como dantes. 16/8/2013 Cândido Capela Dias, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Caldelas.

Apresentação à cs