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EDIÇÃO 05 • OUTUBRO • NOVEMBRO • DEZEMBRO • 2017

SEVERINO BRASIL CONTA SOBRE SUA TRAJETÓRIA DE SUCESSO NATAL DE 2017 SERÁ O MAIS LUCRATIVO EM QUATRO ANOS

AUMENTO DE IMPOSTOS PREOCUPA LOJISTAS PIAUIENSES

LIQUIDA TERESINA MOVIMENTOU COMÉRCIO NO SEGUNDO SEMESTRE

PRESIDENTES DE FCDL’S E CDL’S ELEGEM NOVA DIRETORIA PARA CNDL


''''' SISTEMA CNDL

DIRETORIA DA CDL DE TERESINA TRIÊNIO 2015 • 2017 PRESIDENTE: Evandro Cosme Soares de Oliveira DIRETORIA:

1º VICE-PRESIDENTE: Pedro Evangelista Coelho 2º VICE-PRESIDENTE: Jimmy Napoleão Alves 3º VICE-PRESIDENTE: Paulo Sérgio Muniz Nery 1º SECRETÁRIO: Eduardo Cosme de Oliveira 2º SECRETÁRIO: Luis Soares Moura 3º SECRETÁRIO: Reginaldo Moura de Carvalho 1º TESOUREIRO: Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes 2º TESOUREIRO: Eldon T. Evangelista Sousa 3º TESOUREIRO: Reginaldo Rufino Leal DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: José Airton Soares DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: Nícolas Araújo Tajra DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: Patrícia Carvalho Freitas DIRETORIA SOCIAL: Alda Fortes Caddah DIRETORIA SOCIAL: Eline Reverdosa Castro Serra DIRETOR CONSELHEIRO: Jesus Elias Tajra Filho DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Severino Ramos Brasil DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Antônio Ferreira Filho DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Luis Mamede Castro CONSELHO ESPECIAL: Marco Antônio Carvalho Pinto Simião Evandro M. da Costa José Alves de Sousa Neto Maria Neiva Tajra CONSELHO FISCAL: Domingos Sávio Almeida Normando José Elias Tajra Sobrinho Danuta Coelho de Oliveira Soares CONSELHO CONSULTIVO DO SPC: Luis Antônio Veloso Inácio de Carvalho Pinto Ana Paula Lacerda de Melo

ASSINATURA E SERVIÇO AO ASSINANTE: www.cdlteresina.com.br cdlsecretaria@cdlteresina.com.br (86) 3221-3313

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A revista O LOJISTA é produzida e dirigida pela Verbo Comunicação e CDL de Teresina SEDE: Rua Desembargador Freitas, Nº 977 Centro/Norte • Teresina - PI

Editorial A revista “O Lojista” chega a mais uma edição trazendo os principais destaques do comércio varejista no Piauí. Nas páginas a seguir, você encontrará reportagens sobre os temas mais comentados no setor varejista da capital, além de ficar por dentro das novidades sobre quais serviços podem ajudar seu empreendimento a crescer e render lucros. O destaque dessa edição é a chegada do fim do ano e, com ele, as vendas para o Natal. Ao contrário dos últimos três anos, os lojistas estão animados, pois os consumidores já deram início às tradicionais compras natalinas. As boas expectativas também foram um dos temas do III Fórum Nacional do Comércio, realizado em Brasília, que contou com a participação de representantes do Piauí e onde foi eleito o novo presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Superação é palavra-chave do país nesse momento de crise e também da vida de Severino Ramos Brasil. Com 81 anos de idade, ele é hoje um dos mais respeitados empresários da capital. Através dos relatos de Severino, você conhecerá a trajetória do nordestino que teve infância pobre no Estado da Paraíba, chegou ao Piauí ainda jovem para mais tarde torna-se um empresário de sucesso graças à ajuda do também empresário João Claudino. O sentimento de Severino em relação ao Piauí é de agradecimento e, segundo ele, o que mais lhe agrada são as pessoas. Para o empresário, o calor excessivo do segundo semestre é o único ponto negativo do Piauí. E sobre como manter a saúde da pele no calor do Piauí que falamos nas páginas seguintes. Nelas, a dermatologista Kamilla Santos fala sobre a importância de ingerir bastante líquido e tomar outros cuidados. O segundo semestre não é apenas lembrando pelas altas temperaturas, mas também por ser um período de grandes liquidações do comércio. Em setembro, a CDL de Teresina, lançou mais uma edição da campanha Liquida Teresina, criada para ajudar o comércio varejista da capital. Sucesso entre os consumidores, a campanha já está confirmada para 2018. Agora, confira todos os detalhes da Liquida Teresina 2017, desde a preparação até o sorteio de prêmios. Você utiliza bastante o cartão de crédito? Saiba que este é um hábito cada vez mais comum entre os teresinenses devido à praticidade. Saiba mais a respeito dessa tendência com um represente da Credishop. Outro assunto relevante no segundo semestre foi o aumento dos impostos nas áreas de comunicação e combustíveis, cuja previsão é que seja aplicado em janeiro de 2018. Tal elevação de preços tem causado preocupação na classe empresarial e na população. Boa leitura!

EQUIPE DE JORNALISMO


Palavra do

Presidente 2017 foi um ano que exigiu muito do empresariado, principalmente do varejo e, politicamente, foi um ano em que o país sofreu grandes dificuldades e mais do que nunca tivemos que mostrar a nossa capacidade de trabalhar e superar as dificuldades. Durante todo o ano, o varejo conseguiu realizar as datas nobres do comércio (Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal). Nesse ano realizamos, também, mais uma edição da campanha Liquida Teresina, que foi importante para o fortalecimento do varejo de Teresina. Destacamos, também, que nós consolidamos a Certificação Digital, um trabalho que aproxima nossa entidade de todos os lojistas, empresários e profissionais liberais, o que nos leva ao encontro da comunidade que produz e faz negócios na cidade. Nesse ano, também, disponibilizamos nosso banco de dados para nutrir o poder público com as informações que nós dispomos. Então, fizemos parceria com o Ministério Público, Defensoria Pública e Secretaria de Segurança do Piauí, mais uma demonstração que a CDL e o SPC estão trabalhando no sentido de fortalecer suas relações com o poder público. É importantíssimo ressaltar o que aconteceu no mês de outubro quando, de mãos dadas com outras entidades de classe, pudemos trabalhar no sentido de criar um grupo para defender causas do comércio, na qual foi realizada a campanha “Nenhum Imposto”. Essa campanha uniu muitas entidades de classe. Estivemos na Assembleia e vimos uma oposição crescer e falar em nome dos lojistas do Estado. Chegamos ao final do ano e sentimos que o Natal está tomando conta da cidade, com lojas decoradas, lojistas fazendo as aquisições das mercadorias, portanto, apesar de todas as dificuldades, podemos afirmar que foi um ano positivo, de muito trabalho, mobilização e capacidade de superação para o nosso varejo. Desejamos a todos boas vendas durante o período natalino, com a expectativa de um 2018 muito promissor para o nosso varejo.

Evandro Cosme Soares de Oliveira PRESIDENTE DA CDL TERESINA


Nesta

Edição

PIAUÍ PARTICIPA DE FÓRUM E ELEIÇÕES PARA NOVO PRESIDENTE DA CNDL

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AUMENTO DE IMPOSTOS PREOCUPA EMPRESÁRIOS

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NATAL DE 2017 SERÁ O MAIS LUCRATIVO EM QUATRO ANOS

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LIQUIDA TERESINA

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ENTREVISTA

ECONOMIA

SERVIÇO

Severino Brasil conta sobre sua trajetória de sucesso

Mais de 700 mil pessoas usam o cartão Credishop no Brasil

Lojistas buscam SPC Conciliador para negociação de taxas do cartão de crédito

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TREINAMENTO COM SPC BRASIL

CUIDADOS COM A SAÚDE DEVEM SER MANTIDOS NO FINAL DO B-R-O-BRÓ

SAINDO DO FUNDO DO POÇO, É PRECISO “AVANÇAR”


Fotos: CDL Teresina

ENTREVISTA

EM ENTREVISTA NO VAREJÃO, SEVERINO RELEMBRA SUA HISTÓRIA

SEVERINO BRASIL E SUA HISTÓRIA DE SUCESSO NO PIAUÍ Nascido na Paraíba, o empresário contou com a ajuda de João Claudino para crescer profissionalmente Dono de uma história inspiradora pautada no trabalho e dedicação, Severino Ramos Brasil, de 81 anos de idade, é um dos empresários mais conhecidos de Teresina. Atuante do setor de tecidos, sua trajetória começou ainda na juventude quando conheceu o também empresário João Claudino, proprietário do Armazém Paraíba. 6 | Revista O LOJISTA • Edição 06

Hoje, Severino é proprietário das lojas “Varejão”, bastante tradicional na capital quando o assunto é variedade de tecidos. Junto com um dos três filhos, também é proprietário de outros estabelecimentos comerciais. Foi com sua loja de tecidos que Brasil e sua esposa Madalena construíram, há mais de 30 anos, uma história de sucesso. Para essa edição da revista “O Lojista”, Severino concedeu uma entrevista exclusiva. Nela, ele conta como conheceu João Claudino e como ele o ajudou nos estudos e a crescer na profissão. Fala também sobre economia, ajuda da família nos negócios, expectativa para o futuro e o sentimento de gratidão que tem pelo Estado do Piauí. Acompanhe!

EU QUERIA TRABALHAR DE DIA E ESTUDAR À NOITE PARA TER UM POUCO DE PROGRESSO NA VIDA


O LOJISTA – ONDE O SENHOR NASCEU? SEVERINO BRASIL - Nasci no Estado da Paraíba, em 1937, precisamente no dia 17 de agosto. Fiquei na Paraíba até os dezessete anos, depois eu fui para Luiz Gomes, uma cidade vizinha, muito próximo de Uiraúna, que foi onde eu nasci. Em Luiz Gomes, que fica no Rio Grande do Norte, eu fiquei aproximadamente seis anos. Foi quando conheci o João Claudino. Ele sempre andava por lá e estava começando a expandir os negócios. Um dia, eu encontrei com ele em Campina Grande e fui conversar para tirar uma dúvida, porque eu precisava estudar um pouco. Onde eu trabalhava, ficava até nove, dez horas da noite, não tinha tempo para estudar. Eu queria trabalhar de dia e estudar à noite para ter um pouco de progresso na vida. Eu queria fazer o primário, que eu não tinha praticamente concluído o primário, né?! Foi então que João me convidou para ir para Bacabal, no Maranhão. Em julho de 1960, eu cheguei em Bacabal. Fiquei um ano lá, depois eu fui pra Pedreiras (Maranhão), onde fiquei mais oito anos.

anos como gerente. Depois, eu fui evoluindo na empresa: de gerente de loja passei para auxiliar da diretoria e, depois disso, fui para o setor de compras, até que eu assumi a compra de tecidos no lugar do senhor Valdecir, que é o irmão do João Claudino. Eles eram sócios. Depois disso, eu assumi também o comando do setor de confecções, calçados, cama, mesa e banho. Nos meus últimos anos no Armazém Paraíba, eu fiquei como diretor comercial. PRIMEIRO VAREJÃO É INAUGURADO EM 1989... S.B - Em oitenta e nove, eu deixei o Armazém Paraíba e abri meu primeiro varejão, na Rua Álvaro Mendes, no Centro de Teresina. Em 1992, eu e minha esposa abrimos outra loja chamada D & M, que ficava na rua Coelho Rodrigues. Ainda em 1992, abrimos outro Varejão e fechamos o ano com três lojas.

NO ANO DE 1969, SEVERINO BRASIL MUDA PARA TERESINA…

No ano de 94, abrimos mais uma (loja) de tecidos. Em 1996, abrimos a Toc-Toc, que é uma loja de calçados. Em 99, abrimos uma outra Toc Toc. Quando foi mais na frente, já em 2005, eu resolvi diminuir a quantidade de lojas de tecidos, e então aluguei um ponto para as lojas C&A e passei outro, da rua Álvaro Mendes, para a loja Insinuante. Fiquei apenas com essa loja atual, na rua Coelho Rodrigues.

S.B - Em sessenta e nove, eles abriram a primeira loja de tecido daqui de Teresina, na Rua Álvaro Mendes, e eu vim para tomar conta desse setor do Armazém Paraíba. Trabalhei com eles 20

Meu plano, naquela época, era ficar somente com confecções e calçados, porque esse último, meu filho domina melhor, e suspender a venda de tecidos. Eu já estava com 67 anos e eu

O VAREJÃO, LOJA DE TECIDOS E CONFECÇÃO, É UMA DAS MAIS CONHECIDAS DA CAPITAL Revista O LOJISTA • Edição 05 | 7


ENTREVISTA

achava que não compensava deixar muitas lojas de tecido nas mãos dele se ele não era especializado no ramo de tecido. Acontece que o mercado melhorou bastante e passou a vontade de acabar com o comércio de tecidos. Recentemente, em 2014, a gente abriu mais uma loja de tecido, dessa vez na avenida Nossa Senhora de Fátima, zona Leste da cidade. LOJISTA – COM TANTOS ANOS DE PROFISSÃO, QUAIS SEUS SONHOS PARA O FUTURO? O SENHOR ACREDITA QUE SETOR DE CONFECÇÕES E TECIDOS CONTINUARÁ CRESCENDO? S.B - O espaço da zona Leste é razoável, é onde a gente está colocando muita fé. É uma loja para o futuro. E o que a gente deseja é isso: poder oferecer lojas cada vez melhores para nossos clientes, poder crescer mais. Com relação ao mercado, o setor de confecção, assim como calçado esportivo, é um ramo infinito, não vai acabar nunca. As fábricas de tecido também não vão acabar nunca, porque a confecção advém do tecido. Já a venda de tecido a varejo, essa atividade tende a diminuir um pouco, não pela falta de cliente, mas pela falta de mão de obra para a confecção. Atualmente, quase não há mais costureiras autônomas, porque há uma quantidade muito grande de pequenas fábricas de confecção, ateliês, alguns deles são até nossos clientes e isso aí vai continuar, assim

como a loja de tecido que vai existir sempre, pois quem vai abastecer esse pequeno fabricante é sempre um intermediário. O LOJISTA - OS TECIDOS QUE O SENHOR VENDE SÃO IMPORTADOS? DE ONDE ELES SÃO TRAZIDOS? S.B - Nós temos tecidos nacionais. Precisamente, quase todos os algodões são nacionais. Alguns importados da China. Temos também tecidos nobres, como o de seda pura, que já tive oportunidade de conhecer o processo de fabricação em um tear e fiquei admirado como um algo tão grosseiro se torna um tecido leve. Há ainda os estampados. Eles são os mais vendidos desde o começo, nunca tem sobra. As rendas, compradas especialmente pelas noivas, também são bastante vendidas. O LOJISTA – QUAL O SEU SENTIMENTO EM RELAÇÃO PIAUÍ JÁ QUE O SENHOR NÃO É NATURAL DAQUI? DO QUE O SENHOR MAIS GOSTA E O QUE MUDARIA? S.B – Eu sou muito agradecido ao povo do Piauí, foi aqui que tive oportunidade de crescer. Não sei se na Paraíba eu teria conseguido as mesmas oportunidades. O que mais gosto daqui são as pessoas, são muito boas, são amigas. O que mudaria? Tem a questão do calor, né? De agosto a dezembro, a gente sofre bastante, mas esquece no primeiro semestre do ano, quando as temperaturas voltam a baixar.

SEVERINO BRASIL E SUA MADALENA COMANDAM UM NEGÓCIO DE DESTAQUE NO PIAUÍ. 8 | Revista O LOJISTA • Edição 06


MADALENA BRASIL, ESPOSA DE SEVERINO, TAMBÉM É SUA COMPANHEIRA NOS NEGÓCIOS

MADALENA BRASIL SEMPRE ANTENADA COM A MODA

Durante a entrevista, o senhor Brasil declarou que nunca incentivou nenhum dos três filhos, dois homens e uma mulher, a seguir a carreira de comerciante. Segundo ele, queria que seus herdeiros estudassem e desempenhassem carreiras diferentes. Hoje, já adultos, os dois mais velhos moram em São Paulo, a filha é funcionária pública federal e um dos filhos é cirurgião plástico. Já o filho mais velho, André, tornou-se empresário como o pai.

“Madalena é quem está antenada em tudo que é tendência, que está na moda, e o que está sendo deixado de lado. Ela lê muito, acompanha tudo, então a gente escolhe o catálogo juntos”, conta.

“Ele é quem comanda os calçados, esporte etc. Eu não me envolvo com as lojas do Shopping, até mesmo as Toc Toc’s, do Centro, eu praticamente não dou opinião, porque ele gerencia tudo. A empresa é só uma, todas as lojas possuem a razão social SR Brasil. Varejão é o nome fantasia das duas lojas âncoras, lojas maiores, e Toc Toc foi um nome que eu criei para colocar na loja de sapato, porque eu me inspirei no som do sapato da mulher “toc toc toc”, explica.

Para conhecer todas as novidades do setor, Madalena viaja frequentemente a São Paulo e conta com ajuda de fornecedores experientes. Portadora de esclerose múltipla, doença autoimune que causa danos no cérebro e a afeta medula espinhal, Madalena nunca se deixou vencer pelo problema. “Já tive várias crises, algumas delas fiquei até cega, mas a atividade na loja me ajudou sempre, porque não posso ficar parada. Então, a gente trabalha muito, mas isso aqui é uma terapia para mim”, diz Madalena, que completa: “Já são 28 anos fazendo esse trabalho, que eu gosto muito, leio e gosto de moda...”.

No âmbito familiar, quem sempre esteve ao lado de Severino Brasil foi sua esposa Madalena. Quando perguntado quem escolhe os tecidos das lojas, prontamente, ele responde que faz tudo com a ajuda da companheira. É ela também quem coordena a loja da zona Leste de Teresina no período, enquanto ele é responsável pela loja do Centro.

Ao longo de quase três décadas na profissão, Madalena conhece bem o público piauiense, em especial o feminino. “No Brasil, não há mulheres que sejam tão antenadas no mundo da moda como as piauienses, sobretudo, as teresinenses. Logo que algo de novo é lançado, elas já estão usando, já querem comprar ou saber onde tem o tecido para fabricação”, acrescenta.

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Fotos: CDL Teresina

III EDIÇÃO

EVANDRO COSME E SÁVIO NORMANDO COM O PRESIDENTE DA CNDL, HONÓRIO PINHEIRO E MINISTRO DA FAZENDA, HENRIQUE MEIRELES.

PIAUIENSES PARTICIPAM DO FÓRUM NACIONAL DO COMÉRCIO O evento é uma idealização da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas Nos dias 24 e 25 de outubro, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizou, em Brasília, o III Fórum Nacional do Comércio. Foram convidados para o evento as Federações Estaduais e Câmaras de Dirigentes Lojistas de todo Brasil. Após o fórum, no dia 26 de outubro, todos participaram de uma Assembleia Geral Ordinária (AGO) para eleição do presidente da CNDL para o triênio 2018/2020. 10 | Revista O LOJISTA • Edição 06

Criado em 2013 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o Fórum objetiva criar momentos de discussão sobre a economia do País, além de ampliar o debate para a esfera política, econômica e institucional, com o firme propósito de submeter ao poder público propostas que redirecionem a política econômica para assegurar maior competitividade às empresas dos setores de Comércio e Serviços. Além das FCDLs e CDLs, o fórum contou com a presença de especialistas e dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Na avaliação deles, a “recessão acabou” e o País está pronto para avançar. Diante dessas temáticas, Evandro Cosme, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina, comenta sobre os desafios da entidade para os próximos dois anos. Segundo ele, existem diversas metas e discussões a serem executas, como a reforma trabalhista, reformar tributária e previdenciária, mas há dois desafios que serão os principais: o primeiro está relacionado ao período eleitoral de 2018; e o segundo se refere à promoção, incentivo do comércio varejista.


PAINÉIS A primeira discussão do encontro foi sobre as reformas, que contou com a presença dos relatores Arthur Maia (PPS/BA), responsável pela proposta previdenciária, que ainda aguarda aprovação; Luiz Carlos Hauly (PSDB/ PR), que comandou a tributária e defendeu a diminuição da burocracia e Rogério Marinho (PSDB/RN), relator da modernização trabalhista, bastante comemorada pelo varejo. O deputado citou como um dos principais avanços a regularização da diferenciação de preços de acordo com o meio de pagamento. No painel 2, os representantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e BRB falaram sobre o sistema financeiro e o desenvolvimento do varejo, com moderação de Sérgio Aguiar, jornalista da Globo News. No terceiro debate, o destaque foi para o crescimento por meio da inovação, que contou com a presença do CEO da Sambatech, Gustavo Caetano, e do fundador da Varese Retail, Alberto Serrentino, sob moderação da jornalista Renata Ceribelli. “É preciso inserir a cultura digital no ambiente de varejo, gerando engajamento de pessoal e mudanças no modelo de gestão”, analisou Serrentino. O último painel, intitulado “O Setor de Comércio e Serviço e a Retomada do Crescimento Econômico”,

contou com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, e com a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. As duas apresentaram dados que mostram sinais de recuperação do Brasil, mas lembraram que essa melhora ocorre devagar. “Crescimento duradouro é ganho de produtividade”, ressaltou Latif. O debate foi mediado por Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, vice-presidente de Serviços, Infraestrutura e Operações do Banco do Brasil. ENCERRAMENTO O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em discurso no encerramento do evento, destacou o papel do varejo, que chamou de “setor fundamental”, na recuperação do País, especificamente por meio das CDLs. Ele lembrou que, neste mesmo mês do ano passado, o clima era de incerteza. “Estávamos na direção certa, mas ainda tínhamos resultados negativos”, observou. Hoje, segundo Meirelles, a situação é bastante diferente. Com a adoção do teto de gastos, a reforma trabalhista, a reforma do ensino médio e outras medidas – até mesmo a aprovação no Senado, no dia do evento, do projeto que torna o Cadastro Positivo automático – a recessão chega ao fim. “O desemprego começou a cair em abril, e o varejo é um setor muito importante nesse resultado”, afirmou. A previsão do ministro para o crescimento do País em 2018 é de 2,5%. (Com informações da CNDL).

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DETALHES SOBRE O FÓRUM

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III EDIÇÃO

Foto: Divulgação

Normando observa que esse crescimento não é como o já registrado em anos anteriores, mas é um início da saída da fase de recessão e entrada na fase de ajustes e retomada de investimentos.

ELEIÇÃO PARA NOVO PRESIDENTE DA CNDL No dia 26 de outubro, por aclamação, José César da Costa, de Minas Gerais, foi eleito presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para o triênio 2018/2020. Formado em Administração, empresário do ramo de Construção Civil e materiais de construção há 38 anos e presidente da FCDL-MG no período de 2007 a 2013, já atuou ainda como vice-presidente do Conselho Deliberativo do SPC Brasil e, atualmente, é vice-presidente da CNDL. Costa foi também diretor, vice-presidente e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Conselheiro Lafaiete (MG) por dois mandatos. “Temos ainda que enfrentar o difícil momento político pelo qual passamos. E o ano vindouro é de eleição, o que nos leva a refletir como participante e responsável desta nova eleição. Desse modo, estaremos mais antenados ao desenvolvimento das candidaturas. Naturalmente, não iremos partidarizar, não iremos nos entregar a nenhum partido, mas todos estaremos comprometidos com os princípios mais éticos, mas republicanos do nosso país”, explica Evandro Cosme. Segundo o presidente da CDL Teresina, a próxima a meta é fazer com que o varejo se desenvolva. “Temos o desafio de continuar com o varejo, tendo a capacidade de incrementar vendas, realizar negócios, fazer com que as datas nobres do nosso calendário (Dias dos Pais, Dia das Mães, Dias dos Namorados... Natal, etc) tenham envergadura publicitária para que os negócios se realizam. Esse é o nosso horizonte mais próximo”, acrescenta.

O processo realizado elegeu ainda os cargos eletivos da Diretoria, Conselho Fiscal e do Conselho Superior. Sobre o processo de eleição, o presidente da CDL Teresina comentou: “Brasil todo se confraternizou, houve o depoimento do presidente Honório Pinheiro, que estava deixando o cargo e, em seguida, o do aclamado. Então, mais uma vez, a CNDL deu o exemplo de organização, de disciplina, de capacidade, de renovação e de que é um original movimento classista extremamente comprometido com a ética, com a regra do jogo, com o desenvolvimento da nossa classe”, finalizou.

A respeito dos temas apresentados no Fórum, Sávio Normando, presidente da Federação da Câmaras de Dirigentes Lojistas do Piauí, destacou dois momentos: o painel com economistas sobre a retomada de crescimento país e palestra com o ministro da fazenda, Henrique Meirelles. “De início, os economistas falaram sobre a real situação do Brasil. Atualmente, nós estamos saindo da pior crise econômica que o país viveu e já se identifica perspectivas de crescimento. Desse modo, o Natal desse ano se mostra mais positivo. Ao final do evento, houve uma palestra do ministro da Fazenda, Henrique Meireles. Com os dados que foram apresentados, ratifica o que o economista já tinha exposto, que é a retoma do crescimento do país”, diz. 12 | Revista O LOJISTA • Edição 06

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FCDL-PI

HONÓRIO PINHEIRO PASSA O CARGO PARA O NOVO PRESIDENTE, JOSÉ CÉSAR DA COSTA


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Foto: bigstockphoto.com

VENDAS

NATAL DE 2017 SERÁ O MAIS LUCRATIVO EM QUATRO ANOS Decoração, turismo, alimentação e comércio em geral são os que mais faturam. Os sinais de recuperação da economia fizeram com que os brasileiros voltassem a fazer compras. O último estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 14 | Revista O LOJISTA • Edição 06

(IBGE), em setembro deste ano, mostra que o consumo das famílias impulsionou serviços e favoreceu o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,2% no segundo trimestre. Após o mês de junho, houve aumento de vendas para o Dia das Crianças e a expectativa é que este Natal seja o melhor dos últimos quatros anos para comerciantes. Segundo Tertulino Passos, presidente Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas), o percentual de crescimento das vendas, neste final de ano, está em torno de 5%, para os piauienses, em relação ao ano passado. Ele explica, ainda, que essa estimativa de aumento das vendas no Piauí é feita com base nas metas atingidas em outras datas comemorativas, como, por exemplo, o Dia das Crianças em outubro. Na ocasião, de acordo com o presidente, foi registrado um crescimento de cerca de 3%. Para o Natal, o volume de produtos e serviços vendidos deve ser maior, pois todos os setores são beneficiados com a data, até o setor de construção, pois muitas pessoas aproveitam o final do ano com o recebimento do 13º salário para reformar a casa.


do período: castanhas, peru, frutas cristalizadas, carnes, espumantes, etc.

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No setor Decoração, estão os ornamentos típicos para adornar árvores, ceias e ambientes de modo geral. Tanto nas lojas especializadas no ramo como naquelas que aproveitam a data para comercializar produtos tradicionais da decoração natalina, as vendas começaram ainda no final do mês de outubro.

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“Desde a última semana de outubro, os consumidores já estavam procurando pelos produtos natalinos. Então, próximo do dia 26, começamos a vender e a procura tem sido grande, por isso estamos animados, confiantes que este ano será um ótimo Natal em vendas”, afirma Ângela Maria Soares, gerente da loja de variedades Maninho Atacadista. Com relação aos preços de árvores de natal, de bolas e lâmpadas coloridas, de guirlandas e de enfeites, Ângela Maria diz que eles estão na mesma média do ano passado.

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-5 AS QUATRO ÁREAS QUE MAIS FATURAM Nessa época, há um aumento de vendas em diversas áreas e setores, tornando vários tipos de serviços e produtos oportunos. Dentre os que mais faturam, estão: decoração; alimentação; comércio e turismo.

O setor de Turismo também fica aquecido, pois muitas pessoas viajam para passar o período com a família em outra cidade e há as que optam por fazer turismo e emendar com o Réveillon. No Piauí, os lugares mais procurados nesta época são as praias, situadas na região Norte do Estado, nas cidades de Luís Correia e Parnaíba.

Foto: Divulgação

No setor de alimentação, destacam-se os serviços de buffet de ceia de natal no ambiente de celebração das famílias e venda, nos supermercados, de comidas e bebidas característicos

O Comércio, em geral, em que todos os tipos de produtos são demandados nesse período para presente (brinquedos, roupas, calçados, acessórios, entre outros), também entra na lista dos setores que mais lucram com as vendas de fim de ano. E, como já foi anunciado pelo presidente do Sindilojas, os trabalhadores e empresários desse setor esperam aumento nas vendas de cerca de 5%.

LOJAS DE MODA FEMININA PREPARAM PROMOÇÕES E OPÇÕES DE PRESENTES Revista O LOJISTA • Edição 05 | 15


VENDAS

De acordo com dados Polícia Militar, cerca de 120 mil turistas tiveram como destino o litoral Piauí para as festas do final do ano passado. Para 2017, a expectativa é que a média de público se mantenha.

levantamento exato de quantas pessoas foram contratadas, elas voltaram a acontecer em percentual muito menor que os 30% registrado em anos anteriores, segundo informa o Sindicato dos Comerciários.

CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS FORAM PRIMEIRO SINAL DE RECUPERAÇÃO

Nacionalmente, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 73 mil pessoas terão emprego temporário no comércio brasileiro para as festas de fim de ano, com alta de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram geradas 66,7 mil vagas temporárias de emprego.

Em 2016, segundo informações das entidades ligadas à atividade comercial de Teresina, a crise econômica não permitiu que os empresários realizassem as contratações temporárias típica dos últimos três meses do ano. Mas, embora ainda não haja um

NATAL A Confederação também possui uma projeção de crescimento para as vendas do comércio varejista brasileiro que gira em torno de 4,3%. Os fatores que contribuem para essa expectativa de aumento é a inflação baixa, juros em queda, retomada gradual do emprego e confiança das famílias em comprar. Diante dessa perspectiva, de acordo com CNC, a movimentação financeira deverá ser de R$ 34,3 bilhões até dezembro.

NATAL É TEMPO DE PROMOÇÕES Os comerciantes estão animados. Os especialistas dizem que os consumidores estão mais confiantes na economia e fazendo mais compras, mas não é por isso que as tradicionais promoções do final do ano, cujo objeto é atrair uma quantidade maior de pessoas para as lojas, deixam de acontecer. Leonardo Mendes, sócio-diretor da Lelas, empresa voltada para o comércio de roupas femininas, diz que ele, juntamente com sua equipe, está organizando várias promoções para este final de ano, principalmente para o público que gosta de dar presentes, participar de amigos ocultos. “Serão promoções exclusivas para nosso cliente presentear amigos e familiares. Teremos também a coleção de Natal, com roupas bem leves, adequadas ao nosso clima”, antecipa. Sobre a expectativa para este Natal, Leonardo pontua dois fatores que o fazem acreditar no crescimento das vendas. “O primeiro é o resultado do trabalho que a gente vem fazendo ao longo do ano, de capacitação da nossa equipe, nossos funcionários, através de técnicas de coaching. Outro fator é a melhora da economia. Todos os indicadores estão mostrando crescimento, e nós acreditamos em um aumento de 20% a 30% de vendas em relação ao Natal do ano passado”, explica.

16 | Revista O LOJISTA • Edição 06


IMPOSTOS

AUMENTO DE TRIBUTOS PREOCUPA EMPRESÁRIOS PIAUIENSES A proposta do Governo do Estado é reajustar valores em janeiro de 2018

No entanto, a decisão de aumentar os impostos tem causado protestos e preocupação entre os empresários, pois a carga tributária do Brasil já é uma das maiores do mundo. Diante das insatisfações por parte da categoria e da população, antes da aprovação do PLC, entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Piauí, Associação Industrial do Piauí, Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí e Associação dos Jovens Empresários do Piauí realizaram a campanha #NãoVamosPagarEssaConta. Além disso, um momento importante dessa discussão ocorreu no dia 26 de outubro, quando os empresários foram à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para acompanhar a votação do PL, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o projeto foi aprovado e passado para a Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação, e, posteriormente, à análise e votação final no Plenário da Alepi. Na ocasião, Landerson Carvalho, presidente da Associação dos Jovens Empresários (AJE/PI), afirmou que a aprovação do Foto: Gabriel Torres

O Projeto de Lei Ordinária 40/2017, de autoria do poder Executivo, que propõe o aumento da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foi aprovado no plenário da Assembleia Legislativa do Piauí, no dia 1 de novembro, depois de passar pela Comissão de Constituição

e Justiça (CCJ) e pela Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação.

EMPRESÁRIOS ACOMPANHARAM VOTAÇÃO NA CCJ Revista O LOJISTA • Edição 05 | 17


IMPOSTOS

projeto já era esperada, mas que as entidades continuariam a protesta contra as novas taxas e contavam com o apoio da população para seguir lutando. Gilberto Pedrosa, presidente da Associação Industrial do Piauí, definiu com ABSURDA a lei de aumento de impostos, afirmando que a classe empresarial não aguenta mais pagar tantos tributos. De acordo com o texto do projeto, o aumento da carga tributária deverá ser aplicado em áreas como comunicação e combustível para começar a vigorar a partir de janeiro de 2018. Com a aplicação dos reajustes nos preços de produtos e serviços, a taxa de impostos sobre o fumo e seus derivados, por exemplo, passaria de 29% para 35%; combustíveis derivados do petróleo seriam taxados em 31%. E os não derivados, em 22%. Mudam também os valores sobre energia elétrica (29%) para consumidores acima de 200 KwH. INCONSTITUCIONALIDADE O Projeto de Lei Ordinária 40/2017 dispõe sobre o Programa de Refinanciamento de Créditos Tributários do Estado (Refis), que proporciona o aumento dos impostos e permite o depósito na conta única do Estado dos recursos provenientes de operações de crédito. Ou seja, trata de três questões diferentes: Refis, aumento da carga tributária e sobre transferência para a Previdência. Por isso, os representantes da classe empresarial e alguns deputados defendem que o PL é inconstitucional.

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IMPOSTOS SÃO ALTOS, MAS O RETORNO PARA A POPULAÇÃO É BAIXO O pagamento de mais impostos, segundo justificativas do governo, tem como objetivo equilibrar as contas públicas e aumentar a receita. No entanto, o aumento da tributação causa protestos, pois o Brasil já tem uma taxa elevada de impostos e os retornos para a população são insuficientes para garantir o bem-estar das pessoas. De acordo com pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada em 2016, o Brasil é o país com a maior carga tributária em toda América Latina e Caribe. Os brasileiros pagam o equivalente a 33,4% do tamanho da economia em taxas e impostos. Proporcionalmente, o montante é mais de 50% superior à média da região. Já este ano, outra pesquisa, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) confirma essa anteriormente realizada. No estudo, o Brasil aparece entre os 30 países do mundo com a maior carga tributária. De acordo com a IBPT, os aumentos de tributos direcionados ao consumo vão na contramão do que é feito ao redor do mundo e prejudicam a população mais pobre, aumentando as desigualdades sociais. Ainda segundo o estudo, em 2016, o contribuinte brasileiro trabalhou cinco meses, ou 149 dias, só para pagar impostos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal. Para os empresários, as perdas acontecem no quesito competitividade, pois os produtos ficam mais caros. No caso do Piauí, essa perda pode ficar mais acentuada, pois estados vizinhos, como o Ceará, possuem economia mais forte.


CAMPANHA

LIQUIDA TERESINA AQUECE COMÉRCIO NO MÊS DE SETEMBRO Segundo presidente da CDL, 5ª edição da Liquida já está confirmada Para promover o comércio e estimular as vendas, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina realizou, de 1 a 10 de setembro, a 4º edição da campanha Liquida Teresina. Além de aproveitar os descontos, os consumidores também concorreram a um carro 0km, duas motos e sete TV´s 49 polegadas. Participaram do sorteio dos prêmios os consumidores que comparam a partir de R$ 40,00 nas lojas credenciadas da campanha. 'Evandro Cosme, presidente da entidade, afirma que a campanha favorece um aumento de até 20% no volume de vendas. “Nós fazemos uma estimativa do total de vendas com base na quantidade cupons recolhidos, cerca de 3.400.000. Cada um deles, representa,

em média, R$ 40. Desse total, cerca de 20% foram impulsionados pela Liquida Teresina”, afirma Evandro Cosme. Na edição deste ano, Evandro acrescenta que mais de mil pontos de vendas participaram da campanha. “Além dos dois shoppings da capital, fizeram parte da liquidação diversas lojas espalhadas pela cidade, principalmente no Centro comercial”, completa. O presidente da CDL destaca que um dos principais objetivos da campanha foi fazer com que o varejo se movimente e realize vendas. “Eu acho importante essa mobilização do varejo, que tem apoio do governo do Estado, Prefeitura de Teresina, Sebrae, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Sindilojas, grandes e pequenas lojas, porque temos a possibilidade de pautar negócios e criar oportunidades de vendas. Além disso, a gente trabalha com o positivo, o criativo, elementos que fazem a diferença em um ano em que o setor comercial passa por dificuldades financeiras”, explica. Ao final, as expectativas com a realização da liquidação foram alcançadas. Segundo informações da CDL, nesta edição, obtiveram um volume de R$ 100 milhões no comércio da capital. Diante do sucesso da campanha, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas anunciou que a liquidação está confirmada para 2018.Antes do início da Liquida Teresina 2017, a CDL de Revista O LOJISTA • Edição 05 | 19


CAMPANHA

Teresina, em parceria com o Sebrae-PI, realizou três workshops gratuitos direcionados aos vendedores e lojistas participantes do evento, com o objetivo de estimular e motivar empreendedores e vendedores, proporcionando melhoria na qualidade do atendimento e serviços.

WORKSHOPS REÚNEM CERCA 200 EMPRESÁRIOS E COLABORADORES DO COMÉRCIO Evento foi realizado antes da Liquida Teresina como forma de motivar os empresários.

Fotos: CDL Teresina

Na oportunidade, os participantes assistiram às palestras, como: “Aumente a performance do seu negócio com soluções inovadoras”, com Simone Bazzan, coaching e diretora executiva da BAZZAN Consultoria; e “Desafios do Varejo 2017”, com Kelly Malheiros, consultora e empresária.

CAPACITAÇÃO

WORKSHOPS ACONTECERAM NO AUDITÓRIO JESUS ELIAS TAJRA FILHO

EVANDRO COSME, PRESIDENTE DA CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE TERESINA

Participaram do evento cerca de 600 pessoas que puderam aumentar seus conhecimentos através de capacitações motivadoras, levando-os a encantar e surpreender os clientes, otimizando as vendas, além de estimular a participação dos vendedores na promoção Liquida Teresina, utilizando estratégias adequadas de vendas no varejo, visando o sucesso da campanha e o aumento de vendas.

SIMONE BAZZAN FALOU SOBRE SOLUÇÕES INOVADORES

Simone Bazzan explicou que cada empresa tem necessidades específicas, mas, de modo geral, para ser inovadora, é preciso coletar dados dos clientes e saber o que fazer com essas informações. “Além disso, ser inovador é mudar os conceitos. Se você tem uma farmácia, por exemplo, em vez de vender simplesmente remédios, você deve vender saúde”, disse.

Para a vendedora Fátima Sousa, a palestra mostrou pontos que precisam ser desenvolvidos pela empresa na qual trabalha. “Simone mostrou inovações e despertou alguns aspectos que precisamos inovar para crescer e vender mais”, concluiu.

A especialista defendeu que as micro e pequenas empresas precisam olhar para a tecnologia como algo palpável e acessível, que não está restrito a grandes corporações e não precisa ser caro: “Cada empresa tem necessidades específicas, mas, de modo geral, para ser inovadora, é preciso coletar dados dos clientes e saber o que fazer com essas informações”, destacou.

A palestrante e facilitadora em treinamentos com foco em produtividade, engajamento, atendimento e formação de pessoas, Kelly Malheiros, levou centenas de pessoas a repensar em suas atitudes ao receber um cliente em sua empresa ou como tratar seus colaboradores durante a última rodada de workshops da Liquida Teresina 2017.

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KELLY MALHEIROS


Kelly Malheiros mostrou como um consumidor pode virar “cliente fã” da empresa, além de se tornar fiel a marca. “Sabe aquele consumidor que mesmo que você erre, trabalha para você como um consultor. Ele vai até a sua loja e, mesmo acreditando que o lojista/colaborador errou por algum motivo, ainda continua comprando e gostando da loja”, explicou. Mas, para possuir um “cliente fã”, Kelly explicou que o primeiro a está engajado é o colaborador e que os empresários devem treinar e incentivar suas equipes. “Avalio como um momento em que todos os gestores precisam repensar seus processos, seus times, seus modelos de gestão e suas estratégias comerciais. Em todos os setores, é imperativo investir na capacitação das equipes, principalmente porque estamos na época do varejo de serviços 5.0, na qual a experiência e o "fazer a diferença" são vantagens competitivas”, disse a palestrante. Entre os pontos que também foram abordados durante a palestra é observar o cenário e fazer um planejamento completo. “Insisto muito em envolver todos da empresa nesta fase porque o plano será executado por todos. Se todos participam do início, provavelmente estarão engajados até o final. Também é hora de escutar mais e procurar benchmarking em outros modelos de negócio. Duas palavras para o momento: austeridade e inovação”, finalizou.

LIQUIDA TERESINA SAIBA COMO OCORREU O SORTEIO E CONFIRA A LISTA DE GANHADORES Dez pessoas foram contempladas durante a Liquida Teresina 2017

SORTEIO FOI REALIZADO COM TRANSMISSÃO AO VIVO PELA TV CIDADE VERDE

OS PRÊMIOS FORAM ENTREGUES A 10 GANHADORES

Ao final do encontro, Kelly sorteou livros para os participantes e apresentou dicas inovadoras para o aumento de vendas durante a maior campanha do varejo teresinense. Após meses de elaboração, divulgação, preparação dos lojistas e 10 dias de recolhimento dos cupons, a CDL realizou o sorteio dos prêmios no dia 20 de setembro com transmissão ao vivo pela TV Cidade Verde e a entrega aconteceu no dia 29 de setembro.

KELLY MALHEIROS ENSINOU COMO TRATAR O CLIENTE

Na manhã do dia 20, quando houve o sorteio de prêmios, o presidente da CDL, Evandro Cosme, destacou, em sua fala, a inovação dada à campanha neste ano, que foi a utilização Revista O LOJISTA • Edição 05 | 21


CAMPANHA

dos cupons eletrônicos. Segundo ele, a mudança trouxe mais segurança ao consumidor. No dia 29 de setembro, na Câmara de Dirigentes Lojistas, foi a vez dos ganhadores comemorarem o sucesso da Liquidação. Maria de Aguiar, que recebeu das mãos do presidente da entidade o maior prêmio da promoção, o Jeep Jimny, não conteve a felicidade. “Essa é uma campanha séria, que todos devem participar! A CDL está de parabéns, está fazendo muita gente feliz e me fez acreditar em sonhos. Estou muito feliz”, disse. Durante a promoção, os clientes tinham direito a um cupom para cada R$ 40 em compras. Os vencedores da promoção ganharam motos, televisores de 42 polegadas e um Jeep Jimny zero quilômetro. Foram parceiros da 4ª edição da Liquida Teresina: a Prefeitura de Teresina, Sebrae Piauí, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, REDE e Sindilojas.

MARIA DE AGUIAR CARVALHO FOI A GRANDE GANHADORA DO JEEP JIMNY

A ENTREGA DOS PRÊMIOS ANIMOU LOJISTAS E COLABORADORES

CONHEÇA OS GANHADORES DESTA EDIÇÃO: 01 (UM) JEEP JIMNY 0 KM MARIA DE AGUIAR CARVALHO 01 (UMA) MOTO BIS KETYANE ARAÚJO RIOS 01 (UMA) MOTO BIS FERNANDA LEITE DA SILVA GANHADORES DAS 07 TVS 49”: RAIMUNDA MARIA PORTELA DE SOUSA; ALICE VERAS VIANA MAIA; JEANNY FREITAS ARAÚJO; ELIZANGELA MARIA COSTA; BRUNA CRAVEIRO CASTRO; DOROTEIA ALVES FERREIRA; JOSÉ NUNES MOURA 22 | Revista O LOJISTA • Edição 06


ENCONTRO REGIONAL

SÁVIO NORMANDO APRESENTOU OS PROJETOS DA FCDL PARA OS LOJISTAS

COLABORADORES DAS CDL’S RECEBEM TREINAMENTO DO SPC BRASIL O evento teve a organização da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Piauí

DIRETOR EXECUTIVO DA CDL, ADALA CARNIB, APRESENTA OS BENEFÍCIOS DE SER UMA ASSOCIADO DA ENTIDADE

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), no Piauí, reuniu associados, lojistas e diretores das CDL’s em dois encontros regionais, promovidos em setembro, nas cidades de Piripiri e Oeiras. Em Piripiri, os participaram tiveram a oportunidade de receber um treinamento feito pela analista do SPC Brasil, Mariane Franco. “Foram dois encontros: um na região Sul, na cidade de Oeiras; e outro na região Norte, na cidade de Piripiri. Levamos informações sobre produtos e serviços do SPC Brasil. Foram reuniões bastante proveitosas, pois houve uma participação Revista O LOJISTA • Edição 05 | 23


ENCONTRO REGIONAL

bastante efetiva dos associados, nas quais presidentes das CDLs e executivos puderam esclarecer dúvidas e trocar ideias sobre a atuação das Câmaras de Dirigentes Lojistas”, diz Sávio Normando, presidente da FCDL-PI. Ainda de acordo com Sávio Normando, além de oferecer a oportunidade dos diretores tirarem suas dúvidas sobre os produtos e ferramentas do SPC Brasil, o treinamento proporciona o fortalecimento e interação entre as entidades.

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SPC BRASIL É O MAIOR BANCO DE INFORMAÇÕES DA AMÉRICA LATINA

MARIANE FRANCO FAZ TREINAMENTO COM COLABORADORES DA CDL

24 | Revista O LOJISTA • Edição 06

Os presidentes da CDL’s também puderam propor temas para os próximos encontros. “O evento foi excelente. Podemos tirar muitas dúvidas, conhecemos novas ferramentas e conversamos com os outros diretores e presidentes”, disse Francisco Osmarino Arruda, presidente da CDL de Piripiri. Para Arruda, um dos esclarecimentos mais significativo foi sobre a emissão do Certificado Digital. Através do Certificado, o empresário pode dispor de e-CPF, e-CNPJ, NF-e, entre outros dados para conexões via internet, em operações com órgãos como a Receita Federal ou Secretaria de Fazenda, entre duas empresas ou de uma empresa para com seu escritório de contabilidade, por exemplo, sendo as CDL’s as autenticadoras. Além de Sávio Normando, participaram dos encontros os diretores da CDL de Teresina, Adala Carnib e Eline Castro.

Mariane Franco é analista de capacitação do SPC Brasil, considerado o maior banco de informações da América Latina. Segundo ela, através do treinamento, os colaboradores da CDL poderão levar aos associados mais resoluções para os possíveis problemas com a inadimplência. Além de apresentar soluções que possam auxiliar o lojista a aumentar os lucros e promover ações de venda e cobrança com mais segurança, o treinamento teve como finalidade mostrar como desenvolver com mais qualidade e agilidade os serviços já ofertados. Ainda segundo Mariane, a interação e participação dos colaboradores das entidades contribuíram para o sucesso da capacitação. “Durante o treinamento, muitas dúvidas sobre produtos, jurídico e ferramenta SPC Brasil foram sanadas, agregando mais conhecimento para os colaboradores”, pontuou.


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ECONOMIA

se planejar em relação ao orçamento e datas de pagamento da fatura e a aceitação plena por parte dos lojistas desse instrumento de pagamento”, diz. Com relação à segurança, citada por Luís Aécio, ele ressalta que o uso de cartão do crédito evita que os lojistas sejam alvo de assaltos, pois os estabelecimentos são muito visados quando acumulam dinheiro em espécie. E acrescenta: “Há também uma segurança com relação ao recebimento dos valores parcelados com 100% de liquidez nas operações com o cartão de crédito”, afirma.

O cartão de crédito está presente no Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins Atualmente, os cartões de crédito são as principais modalidades de pagamento usadas pelos consumidores em todo o mundo. No Brasil, segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), já somam mais de 50 milhões de usuários desse tipo de serviço, com um média de dois por pessoa. Em Teresina, o cartão Credishop, presente há 18 anos no mercado, é utilizado por mais de 205 mil pessoas.

Um outro ponto comentado pelo diretor-superintendente foram as estratégias utilizadas para fugir da crise econômica que se intensificou no país durante os últimos dois anos. Com quase 800 mil clientes, o Credishop, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas por vários setores brasileiros, conseguiu se manter em constante crescimento. “Claro que todos os setores foram afetados e nós não poderíamos estar fora desta crise, mas superamos a crise, sendo mais criteriosos na hora de dar o crédito, oferecendo melhores condições para liquidação dos débitos e mantendo o cliente satisfeito com os serviços prestados. Melhoramos os controles administrativos, reduzimos custos e fomos criativos”, conclui. Fotos: Divulgação

MAIS DE 700 MIL PESSOAS USAM O CARTÃO CREDISHOP NO BRASIL

De acordo com Luís Aércio, a principal atividade do Credishop é oferecer crédito aos portadores do cartão, propiciando um atendimento personalizado e pessoal em todos os locais onde atuamos. Pensando na segurança desses portadores, é oferecido, ainda, proteção contra roubo ou perda do cartão, proteção contra perda de renda (desemprego). “Este serviço também propicia sorteios semanais de 2 mil reais, além de alguns prêmios em datas específicas durante o ano no valor de 10 mil reais”, diz. Outros serviços ofertados pelo cartão são: assistência funeral e assistência com internação hospitalar em casos de acidentes.

“O cartão Credishop também está presente em todo o estado do Piauí e nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Ao todo, são mais de 760 mil portadores e mais de 22.000 estabelecimentos filiados”, acrescenta Luís Aécio Germano Magalhães, diretorsuperintendente do Credishop. Para Luís Aécio, a utilização do cartão de crédito estar em crescimento pode ser a forma mais segura e prática de fazer comprar. Além dessas, o diretor apresenta outras vantagens: “Em primeiro lugar, a segurança, tanto para o portador do cartão como para o lojista. O uso do dinheiro em espécie é um alto risco para ambos. A praticidade na hora da compra pela disponibilidade do crédito. A facilidade que o cartão oferece para 26 | Revista O LOJISTA • Edição 06

LUÍS AÉCIO GERMANO MAGALHÃES, DIRETOR-SUPERINTENDENTE DO CREDISHOP


PARCERIA

contribuição da entidade ao trabalho desenvolvido pelos defensores do Piauí". "O convênio firmado com a CDL vai possibilitar à Defensoria Pública a condução ainda mais célere dos processos, já que facilitará a localização das partes de forma mais eficaz. Será um grande impulso, especialmente nas ações da área de Família e Consumidor. Cremos que essa parceria será fundamental para que a Defensoria possa dar uma resposta cada vez mais pontual e eficaz aos seus assistidos, já que não será preciso demandar tempo com o envio de ofícios solicitando as informações", afirma Hildeth Evangelista.

CDL FIRMA CONVÊNIO COM DEFENSORIA PÚBLICA E SECRETARIA DE SEGURANÇA PARA ACESSO AO BANCO DE DADOS DO SPC BRASIL A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina firmou convênio com a Defensoria Pública e a Secretaria de Segurança Pública no sentido de possibilitar o acesso às informações do banco de dados da entidade, podendo identificar a relação de pessoas inseridas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). A assinatura foi feita pelo presidente da CDL, Evandro Cosme, pela defensora pública geral, Hildeth Evangelista, e pelo secretário Fábio Abreu.

De acordo com o Secretário de Segurança, Fábio Abreu, o acesso será restrito ao um número mínimo de policiais que trabalham com a Inteligência na Secretaria para evitar o uso indevido dessas informações. "Nós sabemos do custo que é construir um banco de dados confiável e essa parceria vai nos permitir ter cada vez mais informações para coibir o crime e identificar criminosos em todo o Brasil. Estamos trabalhando na implantação de um sistema informatizado de emissão de carteira de identidade que vai colaborar ainda mais com a Segurança Pública. Também vamos buscar outras parcerias com SEFAZ-PI, Ministério do Trabalho e Tribunal Eleitoral", garante Fábio Abreu. O banco de dados do SPC Brasil existe há mais de 50 anos e é considerado o maior da América da Latina, tendo mais de 150 milhões de registros. O SPC atua em parceria com o SERASA e tem como principal característica a agilidade na resposta para a informação solicitada, que é dada em menos de cinco segundos. Fotos: CDL Teresina

SECRETÁRIO FABIO ABREU E EVANDRO COSME ASSINAM O CONVÊNIO

Com o acesso ao banco de dados do SPC, os órgãos terão condições de agilizar ações em várias áreas de atuação, a partir da maior facilidade na localização de pessoas que sejam parte nos processos da defensoria ou procuradas pela secretaria de segurança. Os dados serão de uso restrito, não sendo disponibilizados a qualquer outro órgão ou instituição não conveniado com a CDL Teresina, exceto o Poder Judiciário. A implementação do convênio será viabilizada mediante a instalação de software específico entre os departamentos responsáveis pelos sistemas de tecnologia da informação que possibilitaram o acesso e o compartilhamento das bases de dados existentes. O presidente da CDL, Evandro Cosme, afirmou, na oportunidade, que a "parceria é fundamental, representando uma efetiva 28 | Revista O LOJISTA • Edição 06

DEFENSORIA PÚBLICA ACREDITA QUE CONVÊNIO IRÁ IMPULSIONAR PROCESSOS DA ÁREA DE FAMÍLIA


DICA CUIDADOS COM A SAÚDE DEVEM SER MANTIDOS MESMO NO FINAL DO B-R-O-BRÓ Dermatologista orienta sobre ingestão de líquidos e uso do protetor solar O B-R-O-BRÓ, período que compreende os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, está quase acabando, mas as temperaturas ainda estão bastante elevadas, atingindo máximas entre 38 e 40 graus. O calor, associado à baixa umidade relativa do ar, pode provocar doenças de pele, por isso a dermatologista Kamilla Santos oferece dicas de como se manter saudável. Para começar, a dermatologista explica que a hidratação é fundamental para saúde do organismo como um todo e para a pele não é diferente. Desse modo, ingerir bastante água é fundamental, mas, segundo Kamilla Santos, a quantidade de litros que devem ser tomados por dia é muito variável, tendo que ser adequado para estatura/peso de cada pessoa, assim como doenças preexistentes. “No geral, uma média de 2 a 4 litros de líquidos diariamente”, pontua.

Foto: CDL Teresina

Devido à necessidade de um consumo maior de líquidos por causa do calor, no Centro de Teresina, é comum haver dezenas de vendedores ambulantes comercializando água de coco. Sobre a utilização desse líquido para hidratar o corpo, Kamilla afirma que ele não é mais eficiente que água comum. “A água de coco contém outros componentes além de água, como minerais (fósforo, cálcio, magnésio, potássio) e carboidratos (açúcares); dessa forma, hidrata menos”, diz.

DERMATOLOGISTA KAMILLA SANTOS

B-R-O-BRÓ IMPULSIONA A VENDA DE ELETRODOMÉSTICOS Além de beber bastante água e usar protetor como forma de evitar doenças de pele, durante o B-R-O-BRÓ, as pessoas buscam nos ventiladores e climatizadores maneiras de diminuir os efeitos do calor. Por isso, a venda desses eletrodomésticos aumenta consideravelmente neste período e os empresários que investem no ramo são os mais beneficiados. De acordo com o vendedor Júlio Alves, entre setembro e outubro, a quantidade de ventiladores e umidificadores vendidos duplica e volta a estabilizar entre novembro e dezembro. “Quando começa o mês de agosto, muitos consumidores já começam a procurar esses produtos. Eles sabem que, depois de setembro, as lojas ficam lotadas”, afirma. Júlio diz ainda que, devido à crise econômica dos últimos dois anos, o produto mais comercializado é o ventilador. “Houve uma época que a gente vendia muitos aparelhos de ar condicionado, mas, como o ventilador é mais barato, acabou se tornando a preferência dos consumidores. Mesmo assim, há aquelas pessoas que não abrem mão de um conforto maior nesse calor de 40 graus”, afirma.

O uso do protetor solar é uma das principais recomendações dos especialistas para proteção da pele contra o calor. No entanto, eles não são iguais para adultos e crianças. Kamilla Santos explica que as principais diferenças estão na composição e textura. “Geralmente os protetores para crianças usam, na sua formulação, filtro físico (mineral) que não penetra na pele, causando menos irritação. São também mais ‘pegajosos’, ficando mais difíceis de sair, pois a criança brinca, corre, fica mais suadinha”. PRIMEIROS SINAIS DE ALERTA Mesmo com os cuidados apontados pela dermatologista, quais seriam os primeiros sintomas de um problema de pele? Segundo ela, quem costuma se expor ao sol em excesso geralmente apresenta uma pele mais escurecida, podendo propiciar o aparecimento de manchas tanto claras quanto escuras, avermelhamento e ressecamento da pele, além de mais rugas e fotoenvelhecimento. Ela esclarece, ainda, que nem toda mancha na pele representa um risco para câncer de pele. Mas algumas podem, sim, representar um risco maior, principalmente em quem tem um fotodano (alteração na pele) importante, por isso é sempre bom procurar uma avaliação com especialista para melhores esclarecimentos. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 29


Foto: Divulgação

SERVIÇO

LOJISTAS BUSCAM SPC CONCILIADOR PARA NEGOCIAÇÃO DE TAXAS DO CARTÃO DE CRÉDITO Ferramenta disponibiliza dados específicos sobre quantidade de vendas e valores recebidos Em março de 2017, o médico Carlos Roberto Neiva, pediatra da Crescer Clínica de Vacinas e Pediatria, adquiriu o SPC Conciliador, uma plataforma que informa ao lojista, de modo seguro e simples, o que é vendido e o valor recebido por essas vendas. “Sem dúvida, o SPC Conciliador tem um alcance maravilhoso. Agora, temos um maior controle do que vamos receber. Na realidade, nós não tínhamos, até aquele momento, nenhum documento, nenhum programa pelo qual a gente pudesse avaliar o que a gente emitia e o que a gente recebia”, explica. Carlos Roberto ressalta a clareza dos relatórios, fáceis de entender e emitidos diariamente. “Antes, a gente tinha uma 30 | Revista O LOJISTA • Edição 06

listagem muito confusa do que era vendido e o que tínhamos a receber, por isso havia bastante dificuldade de fazer o controle das contas. Com o conciliador, hoje, nós temos um controle diário (relatório) do que vendemos e que recebemos. É um benefício para todos os lojistas”, afirma. ENTENDA COMO FUNCIONA Cada vez mais os empresários estão substituindo o crediário pelo cartão de crédito. Como forma de oferecer mais segurança e informações sobre o que é vendido e o valor recebido por essas vendas, foi criado o SCP Conciliador. Em Teresina, de acordo com o Brunno Rosal, gerente de negócios e relacionamentos da Câmara de Dirigentes Lojistas, a maioria dos empregadores que procuram o serviço vão em busca de renegociação das taxas aplicadas às transações feitas através do cartão de crédito. Rosal enfatiza que o serviço facilita a vida do lojista com conciliações de vendas no cartão, evitando, assim, cobranças indevidas e pagamentos não creditados após a realização da venda. O sistema do SPC Conciliador cria um parâmetro para as taxas de juros negociadas junto às operadoras de cartão de crédito e débito. Quando o lojista negocia a taxa de juro, automaticamente ele tem um recebível. Por exemplo, em uma venda de R$ 10, há uma taxa de 2,6% de juros, que é recorrente sobre a venda. Muitas vezes, ao realizar uma venda, o lojista é pego de surpresa com uma taxa de juro bem maior do que o acordado com a operadora. Isso não acontece mais com


De modo geral, com o SPC Conciliador, o empresário pode conferir, de modo prático e rápido, e receber o valor de todas as compras feitas no débito ou crédito e ainda saber se a taxa cobrada por cada operadora está correta ou é melhor opção. Através de relatórios simples fornecidos pelo serviço, o lojista é informado se a venda foi confirmada pela operadora, se o pagamento das parcelas foi realizado e se o dinheiro foi enviado para sua conta corrente. Segundo informa Brunno Rosal, atualmente, os empresários estão na fase de recebimento desses relatórios. “Com a maior utilização do cartão de crédito, a CDL trabalha para ajudar na sobrevivência das empresas diante das novidades do mercado, como é o caso da ferramenta conciliação. “Desde que foi implantando este ano, o serviço tem recebido muitas demandas e os empresários já estão recebendo os relatórios. Os resultados foram positivos, inclusive, para as empresas que

procuraram o serviço para renegociação de taxas aplicadas ao uso do cartão de crédito”, diz Rosal. O gerente acrescenta ainda que o SPC Conciliador tem diversas funções importantes, como a já citada, que é facilitar a gestão das vendas dentro da empresa. Além disso, a ferramenta auxilia na descoberta da existência de possíveis fraudes na cobrança de taxas. Outra vantagem é o produto possuir um aplicativo gratuito para emissão de relatórios, com implantação simples, em cerca de 20 dias já está pronto. Como obter o serviço? Para obter o SPC Conciliador, o interessado deve entrar em contato com o departamento comercial da CDL Teresina e conversar com Brunno Rosal para que seja direcionado à equipe comercial treinada para explicar como funciona a ferramenta. A sede da entidade fica localizada na Rua Desembargador Freitas, 977 - Centro de Teresina. Para mais informações sobre os benefícios do produto, o associado pode, ainda, entrar em contato com o setor de vendas da entidade, através do número (86) 3221-6969. Foto: Reprodução

a utilização do SPC Conciliador, porque ele estabelece um parâmetro de negociação/conciliação entre o que é vendido e o que é entregue.

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ARTIGO

O crescimento positivo de 0,2% do PIB no período de abril a junho deste ano, em comparação com o primeiro trimestre de 2017 e de 0,3% sobre igual período de 2016, indica um sinal claro do fim do processo recessivo. Diversos fatores contribuíram para esse resultado, como a baixa taxa de inflação, inferior a 2,8% nos últimos 12 meses, a forte retomada das exportações e a injeção de R$ 44 bilhões das contas inativas do FGTS na economia. Todos esses fatores tiveram papel importante para impulsionar o consumo das famílias com efeitos imediatos no setor de comércio e serviços. Outra medida relevante é a liberação para saque do dinheiro do Fundo PIS/Pasep a partir de outubro deste ano, para homens, a partir de 65 anos, e mulheres, a partir dos 62 anos. Ao todo, serão R$ 16 bilhões, beneficiando 7,8 milhões de pessoas. A ação deve contribuir para a sustentação da tendência de crescimento em 2017.

Pensando nessa necessidade, a CNDL lançou o Programa Avança Varejo, o qual consiste em oferecer acesso ao crédito de custo menor e de forma menos burocrática. A parceria foi feita com a Caixa Econômica Federal, que, por meio de um acordo de cooperação, disponibilizou ao associado do Sistema CNDL linhas de capital de giro, crédito rotativo, de investimento e financiamento, com prazos mais alongados e taxas de juros diferenciadas no total de R$ 1 bilhão em 2017. Apenas nos 15 primeiros dias da parceria estabelecida no dia 17 de agosto já havia demanda da ordem de R$ 263 milhões. A inciativa é fundamental para as atividades do setor de comércio e serviços que responde por uma generosa parcela do PIB nacional e é o maior empregador do País, respondendo por mais de 66% dos empregos formais. Que o Avança Varejo sirva de exemplo para que o sistema bancário se torne inovador não para expandir lucros, mas para fomentar o desenvolvimento do País. Foto: Divulgação

SAINDO DO FUNDO DO POÇO, É PRECISO “AVANÇAR”

A recuperação da economia coincide com o momento em que o varejo entra em um período de realização das compras de fim de ano, com foco nos eventos do Black Friday e das festas natalinas. Neste período, o varejista deve fazer o seu planejamento de vendas, associado à sua estratégia de marketing, e à necessidade de capital de giro para antecipar seus pedidos. Começa aqui outro desafio para o lojista: o acesso a linhas de crédito e financiamento com um nível de burocracia que seja aceitável, principalmente quando se tratam das pequenas e médias empresas. Mesmo com a inflação em queda, as taxas de juros continuam na estratosfera, com lento ritmo de queda, prejudicando o setor produtivo em geral. 32 | Revista O LOJISTA • Edição 06

HONÓRIO PINHEIRO – PRESIDENTE DA CNDL


ARTIGO

A EFICÁCIA DOS PROGRAMAS DE INTEGRIDADE ”Quem faz pode cometer falhas, mas a maior de todas as falhas é não fazer nada”. A frase, atribuída a Benjamin Franklin, parece se adequar a muitas situações, mas cai como uma luva quando se cuida de tratar de governança corporativa e de um dos seus mais eficazes instrumentos, o programa de integridade, que está intrinsicamente ligado à questão ética. O QUE VEM A SER UM “PROGRAMA DE INTEGRIDADE”? A Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013, dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. É a chamada “Lei da Empresa Limpa” ou “Lei Anticorrupção”, expressão esta que não me agrada nem me convence, como já tive oportunidade de me manifestar inúmeras vezes. Não me agrada, porque a Lei não serve como antídoto a esse mal que se desenvolve e contamina mais do que o pior dos vírus; ou seja, ela não é “anti” nada, porque corrupção continua leve e solta em qualquer lugar do mundo onde o homem desonesto esteja presente. E não me convence como instrumento legal isolado: é preciso mais do que a Lei para prevenir, identificar, monitorar e punir atos que possam comprometer a integridade e a imagem de qualquer tipo de sociedade, tenha ela finalidade lucrativa ou não.

Dito isso, mais como desabafo e menos pelo acertamento, como trata a Lei do “programa de integridade”? Indo ao seu artigo 7º, lemos que, na aplicação das sanções administrativas, será levado em consideração a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica . Respondendo: são mecanismos e procedimentos internos estabelecidos pela empresa – ou qualquer tipo de sociedade – que visem a preservar a sua inteireza (já que não se pode atribuir caráter à pessoa jurídica) e a sua longevidade. Isso porque acredito que inteireza e longevidade são atributos que marcam a imagem positiva e a credibilidade da sociedade. Num primeiro momento, pode-se pensar que a expressão “ser levado em consideração” não quer dizer absolutamente nada se não for lida com o parágrafo único do mesmo artigo 7º: Os parâmetros de avaliação de mecanismos e procedimentos previstos no inciso VIII do caput serão estabelecidos em regulamento pelo Poder Executivo federal. Mas logo se constata que é só a primeira impressão e logo passa, porque, lendo o parágrafo, continuamos na mesma: a Lei não dá qualquer parâmetro e tão somente remete ao ato do Poder Executivo. Agora sim podemos responder à pergunta: o que vem a ser um “programa de integridade”? Depois de quase dois anos da edição da Lei, com o Decreto 8.420, de 18 de março de 2015, ficamos sabendo que é um conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com objetivo de detectar e sanar Revista O LOJISTA • Edição 05 | 33


ARTIGO

O Decreto traz, também, os parâmetros que serão examinados pela comissão processante que conduzirá o Processo Administrativo de Responsabilização – PAR que vai apurar a responsabilização objetiva da pessoa jurídica envolvida com as fraudes praticadas contra a administração pública: I- comprometimento da alta direção da pessoa jurídica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio visível e inequívoco do programa; II- padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos de integridade, aplicáveis a todos os empregados e administradores, independentemente de cargo ou função exercidos; III- padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos de integridade estendidas, quando necessário, a terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; IV- treinamentos periódicos sobre o programa de integridade; V- análise periódica de riscos para realizar adaptações necessárias ao programa de integridade; VI- registros contábeis que reflitam de forma completa e precisa as transações da pessoa jurídica; VII- controles internos que assegurem a pronta elaboração e confiabilidade de relatórios e demonstrações financeiras da pessoa jurídica; VIII- procedimentos específicos para prevenir fraudes e ilícitos no âmbito de processos licitatórios, na execução de contratos administrativos ou em qualquer interação com o setor público, ainda que intermediada por terceiros, tal como pagamento de tributos, sujeição a fiscalizações, ou obtenção de autorizações, licenças, permissões e certidões; IX- independência, estrutura e autoridade da instância interna responsável pela aplicação do programa de integridade e fiscalização de seu cumprimento; X- canais de denúncia de irregularidades, abertos e amplamente divulgados a funcionários e terceiros, e de mecanismos destinados à proteção de denunciantes de boa-fé; XI- medidas disciplinares em caso de violação do programa de integridade; XII- procedimentos que assegurem a pronta interrupção de irregularidades ou infrações detectadas e a tempestiva remediação dos danos gerados; XIII- diligências apropriadas para contratação e, conforme o caso, supervisão, de terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; XIV- verificação, durante os processos de fusões, aquisições e reestruturações societárias, do cometimento de irregularidades ou ilícitos ou da vulnerabilidade nas pessoas jurídicas envolvidas; XV- monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos previstos no art. 5º da Lei nº 12.846, de 2013; e XVI- transparência da pessoa jurídica quanto a doações para candidatos e partidos políticos .

Diante do cenário político em que nos encontramos neste setembro de 2017 e dos inúmeros escândalos promovidos por empresas e empresários, parece-me que é desafiante avaliar a eficácia dos “programas de integridade”, uma vez que, se não todas, a maioria delas tinha – e deve continuar tendo – o seu manual de governança, o seu código de condutas, canais de denúncia, uma área responsável pelo compliance, critérios para contratação de prestadores de serviços e fornecedores, registros contábeis auditados, conselhos de administração e fiscal, auditoria interna, etc, etc, etc. O que faltou a essas empresas, então? Ou melhor: o que faltou aos conselheiros, dirigentes, assessores e gerentes dessas empresas? Por que empresas e empresários que se manifestam pela governança corporativa se desgovernam? Penso que este seja um dos temas mais difíceis para abordar, porque todo mundo se acha ético, do qual se conclui que, se não todos, grande parte tem uma capacidade ética superestimada. De qualquer forma, para responder às perguntas acima formuladas: faltou (ou falta) uma reflexão ética consciente dos deveres da empresa e dos empresários não só em relação aos demais sócios ou acionistas, mas faltou responsabilidade social e responsabilidade com a perenidade dos negócios, faltou o propósito de fazer o certo ou sobrou o propósito de fazer o não certo, disso resultando na falta de credibilidade, prejuízo da imagem construída ao longo de duas ou mais gerações. Muitos perguntam quanto custa desenvolver programas de integridade e eu costumo responder: “Quanto custa eu não sei, mas sei quanto a empresa e empresários poderão perder se não for desenvolvido, transmitido e aplicado em todos os níveis da empresa.” Foto: Divulgação

desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

Os parâmetros para avaliação dos programas de integridade não vêm desacompanhados. O Decreto traz, de forma exemplificativa, ainda, alguns itens sobre o porte e especificidades da pessoa jurídica que devem ser considerados, inclusive, para microempresas e de médio porte . APARECIDA RIBEIRO GARCIA PAGLIARINI 34 | Revista O LOJISTA • Edição 06


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