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EDIÇÃO 05 • ABRIL • MAIO • JUNHO • 2017

Piauiense em posição de destaque José Eduardo Pereira filho, vice-presidente do Banco do Brasil CONVENÇÃO LOJISTA CONSOLIDA-SE COMO UM DOS MAIORES EVENTOS DO ESTADO

ENTENDA COMO O USO DAS REDES SOCIAIS PODE AUMENTAR AS VENDAS

SPC CONCILIADOR E CERTIFICADO DIGITAL SÃO SERVIÇOS OFERECIDOS PELA CDL


''''' SISTEMA CNDL

DIRETORIA DA CDL DE TERESINA TRIÊNIO 2015 • 2017 PRESIDENTE: Evandro Cosme Soares de Oliveira

Editorial A revista O Lojista chega a mais uma edição repleta de informações. Nas páginas a seguir, você encontrará reportagens sobre os temas mais comentados no setor varejista da capital, além de ficar por dentro das novidades sobre quais serviços podem ajudar seu empreendimento a crescer e render lucros.

DIRETORIA:

1º VICE-PRESIDENTE: Pedro Evangelista Coelho 2º VICE-PRESIDENTE: Jimmy Napoleão Alves 3º VICE-PRESIDENTE: Paulo Sérgio Muniz Nery 1º SECRETÁRIO: Eduardo Cosme de Oliveira 2º SECRETÁRIO: Luis Soares Moura 3º SECRETÁRIO: Reginaldo Moura de Carvalho 1º TESOUREIRO: Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes 2º TESOUREIRO: Eldon T. Evangelista Sousa 3º TESOUREIRO: Reginaldo Rufino Leal DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: José Airton Soares DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: Nícolas Araújo Tajra DIR. DE RELAÇÕES PÚBLICAS: Patrícia Carvalho Freitas DIRETORIA SOCIAL: Alda Fortes Caddah DIRETORIA SOCIAL: Eline Reverdosa Castro Serra DIRETOR CONSELHEIRO: Jesus Elias Tajra Filho DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Severino Ramos Brasil DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Antônio Ferreira Filho DIRETOR EXTRAORDINÁRIO: Luis Mamede Castro CONSELHO ESPECIAL: Marco Antônio Carvalho Pinto Simião Evandro M. da Costa José Alves de Sousa Neto Maria Neiva Tajra CONSELHO FISCAL: Domingos Sávio Almeida Normando José Elias Tajra Sobrinho Danuta Coelho de Oliveira Soares CONSELHO CONSULTIVO DO SPC: Luis Antônio Veloso Inácio de Carvalho Pinto Ana Paula Lacerda de Melo

ASSINATURA E SERVIÇO AO ASSINANTE: www.cdlteresina.com.br cdlsecretaria@cdlteresina.com.br (86) 3221-3313

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Miguel Araújo DIRETOR: Adala Carnib COORDENADORA DE JORNALISMO: Lana Rios JORNALISTA: Mariana Viana FOTO DA CAPA: Verbo Comunicação

A revista O LOJISTA é produzida e dirigida pela Verbo Comunicação e CDL de Teresina SEDE: Rua Desembargador Freitas, Nº 977 Centro/Norte • Teresina - PI

No mês de maio, Teresina recebeu o maior evento empresarial do Piauí, a Convenção Lojista 2017, organizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) do Piauí. Foi um dia inteiro de palestras com personalidades reconhecidas nacionalmente, como Rony Meisler, Bráulio Bessa, Beth Furtado e Leandro Karnal. Para deixar registrado esse momento, a O Lojista trouxe entrevistas com cada um dos palestrantes. Dentre os vários assuntos apresentados pelos convidados na Convenção, o uso das tecnologias estava bastante presente em todas as palestras. E, no intuito de explorar um pouco mais o assunto, a revista traz para você uma matéria sobre o e-commerce, na qual mostra o poder das redes sociais de impulsionar as vendas e melhor dialogar com os consumidores. Há também informações a respeito do novo serviço que será oferecido pela CDL de Teresina, o SPC Conciliador. Ao adquirir o serviço, o lojista terá acesso a relatórios simples e rápidos de todas as compras e vendas realizadas com cartão de crédito ou débito. Além disso, o empresário poderá ter total controle sobre a compra e repasse das taxas de juros e pagamento de parcelas. O Lojista oferece ainda entrevistas e artigos sobre a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista, propostas do Governo Federal, que podem ocasionar mudanças significativas na relação entre empregador e empregado. Ainda em processo de votação e aprovação por parte de parlamentares e governo, as reformas têm causado muitas dúvidas sobre o que realmente mudará. Quem também comenta o assunto é o vice-presidente do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho. Promoção é uma palavra que faz aquecer o comércio. Por isso, está chegando mais uma Liquida Teresina, a campanha que em 2016 contou com mais de 1.500 lojas, tanto nos shoppings, como no Centro e nos demais bairros da capital. A campanha é uma das mais importantes para o comércio, pois traz benefícios para diversos setores, aumenta as vendas, gera impostos e oferece descontos para os consumidores

EQUIPE DE JORNALISMO


Palavra do

Presidente Estamos encerrando o primeiro semestre de 2017, e podemos constatar que foram meses de muitas mudanças para o nosso comércio. Como um novo horizonte que começa a se desenhar para a recuperação de lojistas de todo o Brasil, nossa expectativa é que o segundo semestre seja ainda mais produtivo. Através da revista O Lojista podemos acompanhar as ações da entidade realizadas em busca do fortalecimento e crescimento da categoria, constando que a nossa entidade cumpriu seu papel de representar o movimento lojista de Teresina com êxito, sempre abraçando as causas da categoria junto a órgão públicos, parcerias público/privado e com demais entidades lojistas, como as reuniões com o grupo Conversas, que visa discutir temas relacionados as atividades desempenhadas pela Receita Federal, fiscalização e combate a ilícitos tributários; a parceria com a Defensoria Pública do Estado, que órgão passa a ter acesso ao banco de dados do SPC Brasil; a realização da Convenção Lojista 2017 e os preparativos para mais uma edição da Liquida Teresina. Nessa revista destaco a participação do amigo e incentivador das causas lojistas, ocupante de um dos cargos mais importantes do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho, um piauiense de destaque, que conhece a nossa economia local e vem ajudando a categoria. Aproveito o espaço para também agradecer a cada lojista que torceu para minha eleição ao cargo de diretor deliberativo do SEBRAE-PI. Meu, agradecimento e comprometimento em exercer um mandato de muito trabalho. Uma boa leitura.

Evandro Cosme Soares de Oliveiras PRESIDENTE DA CDL TERESINA


Nesta

Edição

MARKETING EM TEMPO REAL DAS REDES SOCIAIS AJUDA A IMPULSIONAR O COMÉRCIO

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CDL IMPLANTA SERVIÇO DE CONCILIAÇÃO DE VENDAS COM CARTÕES

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NOVA DIRETORIA DO SINDILOJAS-PI QUER GARANTIR ATUALIZAÇÃO PARA A CLASSE

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CERTIFICAÇÃO DIGITAL AVANÇA ENTRE O EMPRESARIADO TERESINENSE

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REFORMAS

Uma loja pode ser sexy, atraente?

SEBRAE-PI

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HOMENAGEM

Piauiense tem um jeito arretado de empreeender

CNDL

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ENTREVISTA

Sucesso da reserva: acreditar nas pessoas

LEI

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Reflexões sobre conhecimento, trabalho e tempo no mundo contemporâneo

SPC BRASIL

Reformas mudam relações de trabalho e trazem novidades para empresas

Caú, trajetória de trabalho pelo desenvolvimento do Piauí

Banco do Brasil tem vice-presidente piauiense

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CONVENÇÃO LOJISTA Convenção Lojista do Piauí 2017 traz palestrantes renomados a Teresina

BETH FURTADO

BRÁULIO BESSA

RONY MEISLER

LEANDRO KARNAL

Evandro Cosme é eleito presidente do CDE do Sebrae no Piauí

A realidade do comércio

Comerciantes podem cobrar preços diferenciados para mesmo produto

Os principais investimentos dos brasileiros


LEIS REFORMAS MUDAM RELAÇÕES DE TRABALHO E TRAZEM NOVIDADES PARA EMPRESAS Especialista explica alguns pontos das mudanças na CLT e na previdência Tramitam no Congresso Nacional duas importantes reformas para a sociedade brasileira: trabalhista e previdenciária. Ambas prometem mudanças radicais no mundo do trabalho, por estarem diretamente relacionadas ao aspecto produtivo da população brasileira. São mudanças que alteram também as relações entre empregados e empregadores que, ao serem aprovadas, também prometem trazer competividade a diversos setores da economia nacional. De acordo com o advogado Marco Aurélio Dantas a reforma trabalhista é importante para garantir a atualização das normas que regem as relações de trabalho, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "Há a necessidade de uma reforma trabalhista, até porque as nossas leis trabalhistas começam com a CLT, em 1945, e realmente há muita coisa que precisa ser mudada", destaca o advogado. Contudo, ele enfatiza que as mudanças precisam ser discutidas à exaustão com a sociedade. "A dinâmica do Direto vai contemplando novas carreiras e, assim, é interessante a reforma trabalhista, mas discutida com a sociedade", comentou Marco Aurélio Dantas. Para ele, há pontos

O GOVERNO NÃO TENTOU RESOLVER O PROBLEMA DIMINUINDO A CARGA TRIBUTÁRIA, O QUE ONERA PARA AS EMPRESAS

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sobre os quais a nova norma estabelece um marco regulatório. "É salutar tentar regulamentar aquele trabalho chamado de ‘teletrabalho’, onde o trabalhador atua da residência dele para prestar serviço pela internet para determinadas empresas", cita o advogado.


Foto: Divulgação

Um exemplo de teletrabalho está no consultor de finanças, que pode ter todos os dados disponíveis para o trabalho pela internet e, a partir disso, efetuar seu trabalho de forma remota. "É um trabalho que não está regulamentado e esse é um dos pontos que a gente aplaude", pontua Marco Aurélio Dantas,

lembrando que há também outros pontos que merecem reparos. Sobre a possibilidade da reforma diminuir os custos do empresariado, Marco Aurélio lembra que os custos maiores estão na carga tributária. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 7


LEIS

"Em determinadas situações, a carga tributária é tão grande em um contrato de trabalho, que ao final do mês, ou do ano, corresponde ao mesmo valor dos custos de um empregado. São tantos os impostos e que incidem sobre o faturamento da empresa, que ao final do mês ou do ano, o empregador acaba tendo de pagar duas vezes a folha de empregados, muito comum em grandes empresas", ressalta. Para o advogado, as empresas teriam ganho maior com a solução do problema da alta carga tributária que pesa sobre os empreendimentos. "O governo não tentou resolver o problema diminuindo a carga tributária, o que onera para as empresas", reforça.

produtividade, bancos de horas, planos de cargos e salários e troca do dia de feriado.

Entre as mudanças a serem realizadas, está o fim da "hora in itinere", que trata da hora que era paga pela empresa enquanto o funcionário estava em deslocamento para o trabalho à serviço da empresa. "Começaram a dizer que isso é custo, até que tiraram a hora in itinere", disse o advogado. De acordo com a proposta, fica estipulado que o empregador que não registrar o empregado fica sujeito a multa de R$ 3 mil para cada trabalhador não registrado. Para micro e pequenas empresas, a punição seria de R$ 800.

Marco Aurélio Dantas explica que a legislação atual já permite a divisão de férias em três períodos, mas recomendou cautela com o que está em discussão no Congresso Nacional. “Na reforma, não seria isso o que seria prejudicial. É preciso cumprir os cinco dias, porque muitas vezes o empregado vende os trinta dias e não aproveita as férias. Espero que esses dias não sejam burlados, nem fiquem apenas no papel”, pontua o advogado. Há questionamentos também sobre o quanto a reforma afeta a Justiça do Trabalho no Brasil.

Sobre a prevalência do negociado sobre o legislado, o advogado ressalta que há pontos delicados a serem observados. "A possibilidade de um empregado negociar para poder ficar acima do teto da previdência só é possível se ele ganhar o dobro disso. Ele vai poder negociar tudo com o seu patrão. Numa situação dessas, eu não sei se ele vai ter muito o que negociar", analisa. A referência do advogado é sobre acordos que tratam da participação nos lucros e resultados, remuneração por

“A reforma diz que o empregado pode faltar à primeira audiência na Justiça do Trabalho, mas só pode repropor a ação se ele pagar às custas do processo que ele motivou o arquivamento. Isso é uma forma de inibir o trabalhador de buscar o seu direito”, analisa Marco Aurélio Dantas. É previsto também que, na Justiça do Trabalho, não poderá ultrapassar o valor máximo de quatro vezes o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, ou seja, pouco mais de R$ 22 mil.

Foto: Divulgação

A respeito da possibilidade de uma quarentena de dezoito meses para evitar que o trabalhador seja recontratado como terceirizado em uma mesma empresa, o advogado expressa ceticismo. "Temos a situação hoje na CLT que, quando há ruptura no contrato de trabalho, se eu voltar a ter um vínculo com aquele empregado antes de seis meses, ele é tido como um vínculo só, um contrato só. Provavelmente, vai haver uma solução para essa quarentena", analisa o advogado.

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CLARO QUE NINGUÉM ESTÁ INDO CONTRA UMA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PARA AMANHÃ TER O DIREITO À APOSENTADORIA E NÃO HAVER DINHEIRO PARA PAGAR. MAS, EM ALGUMAS SITUAÇÕES, VOCÊ COMEÇA A QUESTIONAR

REFORMA DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM TEM QUESTIONAMENTOS Quanto à reforma da previdência, o advogado Marco Aurélio Dantas ressalta que é preciso fazer uma análise cuidadosa sobre a administração da Previdência Social no Brasil. “O grande discurso do governo para fazer essa reforma é a situação de que, com a expectativa de vida aumentando, não haverá condições de pagar as aposentadorias no futuro. Há alguém muito ruim de conta”, comenta o advogado. Marco Aurélio relata que o Brasil vai se tornar, no futuro, um país de pessoas mais velhas, mas que a argumentação de falta de recursos deve ser questionada. “A arrecadação de hoje não é suficiente para manter aquilo que vai ser amanhã, segundo o governo. Porém, ele lembra que há recursos aos quais o governo tem acesso livre, mesmo com problemas nas finanças públicasv. “O que mais choca é ter uma desvinculação das receitas da União de até 30%. Se eu não tenho dinheiro para pagar, como tenho uma lei que me autoriza a tirar 30% de um dinheiro que eu não tenho? Isso é que deve ser questionado”, pontua. Entretanto, Marco Aurélio destaca que a reforma é importante, mas questionável. “Claro que ninguém está indo contra uma reforma da previdência, para amanhã ter o direito à aposentadoria e não haver dinheiro para pagar. Mas, em algumas situações, você começa a questionar”, relata. Marco Aurélio explica ainda que não só contribuições de servidores e trabalhadores compõem a previdência social. “O trabalhador faz a contribuição, o patrão faz a contribuição para a previdência, assim como a União e o servidor. Mas todos os impostos têm uma parcela para a previdência ou assistência social, que fica na parte da saúde e da previdência. Ou estão administrando muito mal ou estão tirando de onde não poderiam tirar”, pontua. A principal mudança é a idade mínima da regra geral de aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; e 25 anos de tempo de contribuição no setor privado. Com isso, o valor do benefício consiste em 70% da média de todas as contribuições desde 1994; mais 1,5 ponto percentual para

PARA MARCO AURÉLIO DANTAS, A REFORMA TRABALHISTA É IMPORTANTE PARA GARANTIR A ATUALIZAÇÃO DAS NORMAS QUE REGEM AS RELAÇÕES DE TRABALHO.

cada ano que superar 25 anos de tempo de contribuição; 2 pontos percentuais para o que superar 30 anos; e mais 2,5 pontos para o que superar 35 anos, até chegar a 100%. “Um dos pontos da reforma é que uma lei estabelecerá como se dará o aumento da idade mínima em razão do aumento da expectativa de sobrevida, dispensando o processo atual”, ressalta. Uma das alterações na tramitação do texto foi a criação de uma regra de transição em que a idade mínima para a aposentadoria aumentará gradativamente, partindo de 53 anos, para as mulheres, até chegar a 62 anos, em 2036. Para os homens, a idade mínima parte de 55 anos e chegará a 65, em 2038. No processo, haverá um “pedágio” de 30% sobre o que faltará para cumprir 30 anos de contribuição, se mulher, ou 35, se homem. "O trabalhador vai contar o que falta de contribuição e o que falta de idade para, a partir disso, contar 30% para complementar a aposentadoria dele", explica o advogado. Os trabalhadores rurais da economia familiar, pela nova regra, passam a ter idade mínima da regra geral de aposentadoria de 60 anos para homens, de 57 para mulheres, com tempo de contribuição mínimo de 15 anos e sem precisar mais de sindicato para intermediar o processo de aposentadoria. O advogado explica que a respeito das pensões no INSS e no Regime Público de Previdência Social (RPPS) há a vinculação da pensão ao salário mínimo, com possibilidade de acumulação de aposentadoria e pensão até dois salários mínimos, mantendo-se a possibilidade, para os demais casos, de opção pelo benefício de maior valor. “Com essa ideia de não poder acumular pensão com aposentadoria haveria situações muito constrangedoras. O maior problema é a classe média que vai enfrentar constrangimentos”, reforça. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 9


Cartão BNB

Faz a diferença na vida das pessoas.

O melhor banco pra gente é o Banco do Nordeste. É o grande parceiro da nossa empresa. José Erisvânio

Empresário - Comércio

Cliente Banco do Nordeste - Aracaju-SE

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INOVAÇÃO

MARKETING EM TEMPO REAL DAS REDES SOCIAIS AJUDA A IMPULSIONAR O COMÉRCIO Pesquisa revela que as redes sociais têm papel relevante nas decisões de compra dos consumidores.

Atualmente, as redes sociais são as principais aliadas dos empresários na divulgação de seus negócios. Além de ter um custo mínimo para realização de marketing em tempo real, através delas é possível manter um feedback com os clientes e saber como melhorar, o que pode ser mudado e o que deve permanecer. O fato é que o uso das redes sociais pelos mais diversos tipos de loja já é uma realidade. Uma pesquisa realizada sobre varejo pela PricewaterhouseCoopers (PwC) Brasil com aproximadamente 1 mil consumidores revelou que as redes sociais têm papel relevante nas decisões de compra, tanto em lojas virtuais quanto em lojas físicas. Segundo o estudo, quase 80% dos consumidores utilizam informações obtidas nas redes sociais — por meio de comentários de amigos ou nos perfis das varejistas — para decidir sobre o que comprar.

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INOVAÇÃO

Nayane Rios, empresária da Casa Rios, um dos empreendimentos mais tradicionais de Teresina, com mais de quarenta anos de existência, comenta que a interação é bem maior através do Instagram. “Na realidade, a rede social auxilia no contato com o cliente, mas também é bastante eficiente na questão do marketing. É como se substituísse uma propaganda de televisão. Inclusive, a gente observa que a propaganda através da rede social atinge mais pessoas que outros meios de comunicação”, afirma. A Casa Rios, especializada nos setores de calçados, infantil e de esportes, utiliza principalmente o Instagram. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, é preciso planejamento e organização no uso das redes sociais. Nayane, por exemplo, explica que o Instagram da sua loja é atualizado diariamente, com todas as novidades. “Temos uma pessoa que trabalha na alimentação

O SETOR DE ALIMENTAÇÃO É UM DOS QUE MAIS INVESTEM EM COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS.

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SEM AS REDES SOCIAIS, A POPULARIZAÇÃO DA PIZZARIA SERIA MAIS LENTA.

da rede social e responde todas as perguntas, há também uma pessoa que tira fotos de todas as lojas”, conclui. O setor de alimentação é um dos que mais investem em comunicação através das redes sociais. Emiliano Savória, proprietário de uma pizzaria na capital, conta que percebeu


ALÉM DA DIVULGAÇÃO DE PRODUTOS, AS REDES SOCIAIS ABREM PORTAS PARA O E-COMMERCE.

o poder das redes sociais em 2013, quando abriu a primeira Savóri Pizza. “Vimos que o crescimento das redes sociais estava em alta, que a maioria do nosso público era de jovens e que estavam todos conectados. Foi aí que decidimos nos concertar a eles e contratamos uma agência específica de redes sociais. Lembro que na época poucas empresas investiam nisso, logo começaram os elogios e o crescimento de seguidores foi instantâneo”, afirma. Emiliano acredita que a popularidade da Savóri teria ocorrido do modo muito mais lento sem a utilização das redes sociais. “Começamos os negócios com pouco investimento e as redes sociais ajudaram a divulgar e nos conectar aos clientes de maneira rápida e barata”, acrescenta. Ele diz ainda que, hoje, a comunicação via internet com os clientes é fundamental. “Todo mundo tem celular conectado nas redes sociais, a comunicação da empresa com os clientes é muito mais rápida e de grande abrangência. Essa comunicação hoje em dia já é quase obrigação de uma empresa que quer chegar ao sucesso”, destaca. Além da divulgação de produtos, as redes sociais abrem portas para o e-commerce, mais conhecido como vendas on-line. A pesquisa “Perfil do E-Commerce no Brasil” revela que o comércio eletrônico brasileiro é composto de 450 mil e-commerces ativos. Pensando nisso, Emiliano Savóri irá abrir um canal de vendas on-line. “A empresa tem espírito jovem e gostamos desse mundo tecnológico. Vamos lançar agora nosso próprio aplicativo para pedidos on-line e já estamos analisando a possibilidade de lançar uns jogos on-line que aumentem essa interação com o cliente”, acrescenta.

CASA RIOS É UMA DAS EMPRESAS QUE INVESTEM NO E-COMMERCE. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 13


NOVA DIRETORIA DO SINDILOJAS-PI QUER GARANTIR ATUALIZAÇÃO PARA A CLASSE

Foto: Divulgação

SINDICATO

Mais informações sobre tributos e leis trabalhistas são apostas para lojistas. O Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas-PI) está com nova diretoria, que vai administrar a entidade até 2021. A nova diretoria, liderada por Tertulino Passos, como novo presidente, e por Leonardo Viana, como vice, quer fortalecer a entidade, ampliando o número de associados e também o investimento na formação da classe lojista, através de formação em diversas áreas, como atualização sobre legislação. Em seus 63 anos, o Sindilojas-PI tem sido destaque na defesa dos interesses da categoria lojista. “Um dos principais projetos é o fortalecimento, cada vez maior, da nossa entidade. É um trabalho contínuo, que vinha sendo desenvolvido e a gente vai intensificar, principalmente no que tange a associados”, garante Tertulino Passos, presidente do Sindilojas-PI. A estratégia para o mandato é de tentar trazer mais associados para poder mostrar mais as ações do sindicato patronal. “Com mais associados você consegue mostrar o que o Sindilojas tem e o que o Sindilojas oferece. Nós queremos mostrar o que o sistema lojista pode oferecer, o que o sindicato pode oferecer, e essa é uma das nossas principais metas”, pontua. Para Tertulino, no momento, é importante trabalhar pelo fortalecimento do sindicato em si. “Hoje, nós temos 210 associados. Como estamos iniciando a gestão, esperamos crescer até o final do ano. Temos um projeto que aponta um crescimento em 10% do que a gente tem”, explica o presidente do Sindilojas-PI. A aposta de Tertulino Passos é, ao longo da gestão, intensificar o engajamento da classe e mostrar ao lojista que ele pode usufruir dos benefícios disponíveis pela entidade. Um dos aspectos destacados por Tertulino para o crescimento do Sindilojas-PI durante a sua gestão é a história da entidade. “Temos todo um trabalho, toda uma história. O Sindilojas é o sindicato mais antigo e mais atuante do sistema sindical patronal do nosso estado”, comenta Tertulino Passos, acrescentando que pretende mostrar isso para todos os lojistas. A proposta é 14 | Revista O LOJISTA • Edição 05

que a classe possa entender e verificar exatamente o que está perdendo quando não está associada. “Então, se o lojista estiver associado, ele vai ver o tanto que vai ganhar”, enfatiza. Entre os benefícios, Tertulino destaca a assessoria jurídica, a assessoria contábil e a assessoria tributária. “O associado tem assessoramento em todos esses pontos. Recentemente, nós logramos êxito em uma ação que foi impetrada em 2007. Ela saiu agora como decisão que vai beneficiar todos os associados. Todos aqueles lojistas que forem associados vão ter o benefício muito grande de redução da sua carga tributária”, cita o presidente do Sindilojas-PI. A ação vencida pelo Sindilojas-PI era uma ação de exclusão do ICMS da base do Programa de Integração Social (PIS) e


da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins). “Era uma discussão antiga que vinha sendo feita. Essa ação foi impetrada na época do presidente João Andrade. Faz bastante tempo e agora saiu o resultado e o benefício vai ser gerado para as pessoas usufruírem”, destacou o presidente, acrescentando que os benefícios vêm desde cinco anos antes da ação. A expectativa é que os benefícios valham para os lojistas desde 2002. De acordo com Tertulino Passos, esses tipos de trabalho contribuem para trazer o lojista até o Sindilojas para verificar todos os benefícios que ele tem. “Esse é um motivo muito importante. Hoje, estamos em um cenário em que o lojista precisa entender o que realmente vai afetar a empresa dele na parte trabalhista”, ressalta. O presidente cita, como exemplo, a negociação trabalhista em andamento nas convenções coletivas e lembra que a entidade está prestando apoio para a compreensão da reforma trabalhista em andamento no Congresso Nacional. “A reforma trabalhista vem afetar diretamente todo o setor lojista do nosso estado, pois, por um lado, ela favorece os sindicatos laborais na assistência que podem dar aos empregados. Por outro lado, ela tira a obrigatoriedade da contribuição sindical e a torna facultativa. Mas isso precisa de um trabalho para todos”, analista Tertulino Passos. Para o presidente do Sindilojas-PI, o lojista precisa entender a legislação trabalhista, principalmente sobre os encargos pagos e o custo dos funcionários. RECUPERAÇÃO ECONÔMICA É PARTE DO HORIZONTE DOS LOJISTAS

O presidente do Sindilojas-PI enfatiza que o lojista atuou durante a crise para evitar demissões. “O que o lojista faz é segurar o colaborador até o último instante, porque ele treina aquele colaborador e tem uma atenção toda por ele. Demitir, só em último caso. O lojista do nosso estado não gosta de fazer demissão”, comenta. Tertulino acredita que, com a recuperação econômica, pode acontecer um crescimento do número de lojas, com as particularidades entre as lojas do centro e dos bairros. “O consumidor do centro é diferente dos consumidores de bairros. Acontece muito a migração de lojistas do centro para ficarem no próprio bairro”, analisa Tertulino Passos. “O lojista mora no Dirceu e vê certa procura daquele produto que ele vende lá no seu bairro, então ele sai do centro e vai para lá.” Apesar dessa migração, o presidente do Sindilojas ainda aposta em uma reocupação do centro com a melhora dos índices econômicos. “A gente sabe que, com a recuperação econômica, todos os pontos do centro serão ocupados e estamos torcendo para isso”, relata, acrescentando que é preciso preparar o cenário para esta recuperação, com a liberação de vias para melhorar o trânsito e investimentos em segurança no centro da cidade. Tertulino Passos enfatiza ainda que é preciso haver ações eficientes do poder público, como a garantia de transporte público, entre outras ações que levem os consumidores a comprar no centro da cidade. “Tudo isso depende do poder público e é uma luta que o Sindilojas vem fazendo em prol do comércio de Teresina. É um trabalho para que a gente possa trazer o lojista. A recuperação econômica vai nos dar um ponto muito positivo na reabertura, também compartilhado com todos estes projetos e processos implementados pelo lojista e o poder público no centro”, acredita Tertulino.

Tertulino Passos está animado também pela possibilidade de recuperação da atividade econômica no país. “Em relação à atividade comercial, a gente sente que está começando a reagir, até porque as pesquisas em que as pessoas estão retirando o nome do SPC e ao Serasa, em busca de novo créditos, aumentaram”, aponta. Na visão de Tertulino, alguns números como o das vendas no Dia das Mães já apontam para uma recuperação. “A gente pode perceber que teve uma ligeira recuperação na atividade comercial agora, nessa campanha do Dia das Mães. A gente conseguiu vender igual ao ano passado. A gente não caiu em 2016 o que caímos em 2015”, ressalta. Segundo Tertulino Passos, a manutenção das vendas com um pequeno crescimento, em torno de 2%, representa um avanço nominal. “Se a gente levar em consideração a inflação, as vendas não cresceram, mas, em termos nominais, cresceram. Por conta dessa recuperação, todo lojista está otimista de que pode seguir crescendo. A gente sabe que não vão recuperar as perdas de períodos passados, mas vão recuperar um pouco daquilo que perderam e, consequentemente, vão abrir novos postos de trabalho”, observa.

PARA TERTULINO, NO MOMENTO, É IMPORTANTE TRABALHAR ELOFORTALECIMENTO DO SINDICATO.

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SINDICATO

A nova diretoria do Sindilojas-PI aposta também nos lojistas dos bairros, com visitas e com a presença deles na diretoria. “Na nossa diretoria, temos diretores do Sindilojas que são de lojas no Parque Piauí. Temos lojistas do Parque Piauí, temos lojistas do Dirceu e realizamos um trabalho contínuo para mostrar que o lojista é importante para o Sindilojas. Não é achar que o Sindilojas é importante para o lojista. É o contrário”, afirma Tertulino Passos. O presidente do Sindilojas-PI enfatiza que, a partir da apresentação do trabalho, haverá o crescimento do número de associados.

É uma legislação de 1943 com 1001 normas diferenciadas”, diz, em referência à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

CURSOS ESTIMULAM A COMPETITIVIDADE DOS LOJISTAS

Para a realização dos cursos, a aposta é em parceiros que estejam integrados com o Sindilojas-PI. “A atualização de legislação é permanente, com parcerias com outras entidades, para que a gente possa trazer as pessoas para fazer os cursos. Na área de legislação trabalhista, um dos parceiros fortes é o próprio Ministério do Trabalho, com a disponibilidade de muitos treinamentos, e outro parceiro é a Secretaria de Fazenda, que está sempre disponível para trazer o seu corpo técnico para ministrar cursos e seminiários”, explica.

A fim de estimular o número de associados, outra aposta do Sindilojas-PI é a realização de cursos. “Temos cursos preparados especificamente para pessoas, por exemplo, lá do Parque Piauí. Se tiver um grupo de lojistas precisando de um treinamento, estaremos lá fazendo este treinamento. Tanto faz ser associado ou não. O que interessa é ter as pessoas interessadas. Todos têm um trabalho para ser feito e para isso que estamos aqui, explica o presidente do sindicato. Entre os cursos, estão os voltados para que os lojistas conheçam mais sobre a legislação que envolve a classe. “É um projeto que temos, voltado para a atualização da legislação, principalmente na legislação do ICMS. É também para que o lojista possa formar bem o seu preço de venda, levando em consideração toda a carga tributária”, ressalta Tertulino, lembrando que há muitos produtos como substituição tributária e o lojista tem muita dificuldade em entender a sistemática e fazer a estipulação de preço. Outra aposta é a atualização sobre mudanças na lei trabalhista. “Há também a parte da atualização da legislação trabalhista, que é muito complexa.

CERIMÔNIA DE POSSE DE TERTULINO PASSOS COMO NOVO PRESIDENTE DO SINDILOJAS. 16 | Revista O LOJISTA • Edição 05

De acordo com o Tertulino Passos, é preciso investir no desenvolvimento do lojista. “É preciso que ele possa fazer a reflexão sobre o negócio dele. A gente tem projeto de curso voltado para o desenvolvimento dele. O que a gente quer é que, com esses cursos, ele possa ir mais longe”, comenta o presidente, mencionando também a possibilidade do Sindilojas-PI realizar cursos sob medida para temas como Imposto de Renda.

A expectativa de Tertulino é que o lojista possa conhecer cada vez mais seu negócio. “Estamos muito mais focados nos treinamentos para o lojista, para que ele possa entender a legislação e como colocar os percentuais de tributos dentro do seu custo. Se entender PIS, Cofins e ICMS, a gente sabe que ele vai ter um bom resultado”, aponta o presidente do Sindilojas-PI. A proposta é investir em uma profissionalização cada vez maior do lojista. “Às vezes, ele tem uma noção e acaba colocando um percentual no qual estão embutidos os lucros, e deixa de vender aquele produto, porque ele não tem competitividade. Ele acaba sacrificando o consumidor, porque não conseguiu fazer a divisão e nem diminuir o preço”, finaliza.


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SPC CONCILIADOR CDL IMPLANTA SERVIÇO DE CONCILIAÇÃO DE VENDAS COM CARTÕES O SPC Conciliador é uma plataforma que auxilia os lojistas no controle das vendas realizadas com cartões de crédito ou débito. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina (CDL) está no processo de implantação de um novo serviço que irá facilitar as conciliações bancárias entre empresários e as operadoras de cartões de crédito e débito: o SPC Conciliador. Brunno Rosal, gerente de negócios e relacionamentos da CDL, afirma que,

atualmente, a implantação está na fase de treinamento das equipes, tanto a comercial como a operacional. Rosal explica ainda que o serviço vem para facilitar a vida do lojista com conciliações de vendas no cartão, evitando cobranças indevidas e pagamentos não creditados após a transação da venda. “O sistema irá criar parâmetros para as taxas de juros negociadas junto às operadoras de cartão de crédito e débito. Quando o lojista negocia a taxa de juros, automaticamente ele tem um recebível. Por exemplo, em uma venda de R$ 10, há uma taxa de 2,6% de juros, que é recorrente sobre a venda. Muitas vezes, ao realizar uma venda, o lojista é pego de surpresa com uma taxa de juros bem maior do que o acordado com a operadora. Com o SPC Conciliador, isso não irá mais acontecer, porque ele irá colocar um parâmetro de negociação/conciliação entre o que é vendido e o que é entregue”, explica. De modo geral, com o SPC Conciliador, o empresário pode conferir de modo prático e rápido o valor de todas as compras feitas no débito ou crédito e ainda saber se a taxa cobrada por cada operadora está correta ou é melhor opção. Através de relatórios simples, fornecidos pelo serviço em uma página da internet ou aplicativo, o lojista é informado se a venda foi confirmada pela operadora, se o pagamento das parcelas foi realizado e se o dinheiro foi enviado para sua conta corrente. Diariamente, o empresário recebe também um e-mail com o resultado de suas vendas, ou seja, há um controle automático das vendas efetuadas, sem o risco de haver erros no fechamento do caixa. O SPC Conciliador também é um ótimo serviço para evitar fraudes internas ou externas, como o uso indevido de cartão no e-commerce, com a perda do produto, ou através de operadoras e vendedores mal-intencionados, que simulam e cancelam vendas. Os empresários acham que somente precisam se filiar ao SPC, caso eles precisem fazer consulta de chefe ou crédito, mas o SPC Conciliador é uma solução que o apoia quando é preciso fazer a verificação de cartões. Então, toda e qualquer empresa que tenha operações realizadas com cartões e precise fazer a verificação dessas transações pode se filiar ao SPC.

BRUNNO ROSAL, GERENTE DE NEGÓCIOS E RELACIONAMENTOS DA CDL, EXPLICA QUE O SERVIÇO VEM PARA FACILITAR A VIDA DO LOJISTA.

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Para mais informações sobre os benefícios do produto, o associado pode entrar em contato com o setor de vendas da entidade, através do número (86) 3221-6969 ou se dirigir à sede, localizada na Rua Desembargador Freitas, 977, no centro de Teresina.


SERVIÇO

CERTIFICAÇÃO DIGITAL AVANÇA ENTRE O EMPRESARIADO TERESINENSE No mês de junho, o processo promovido pela CDL Teresina completa um ano.

O processo de Certificação Digital promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Teresina completa um ano, com 300 certificados emitidos. A estimativa é do supervisor da central de Certificação Digital da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina, Rosemburg Nóbrega. Os preços acessíveis e a orientação de uma entidade de classe são os principais atrativos para os Certificados Digitais emitidos pela CDL Teresina. Rosemburg explica que o processo de Certificação Digital na cidade de Teresina tem sido bem diversificado e está bem mais acessível. “Estamos fazendo toda a parte de informação aos clientes, aos empresários e até mesmo a profissionais liberais e temos tido uma boa aceitação da Câmara de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil”, destaca Rosemburg Nóbrega. De acordo com o supervisor, os preços praticados e o suporte para os interessados são o diferencial da CDL Teresina nos certificados digitais. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 19


SERVIÇO

Foto: Divulgação

“Somos uma entidade de classe e temos também os melhores preços do mercado. À medida que é bem divulgado, o produto tem um retorno muito bom”, ressaltou. Os resultados de um ano de Certificação Digital promovida pela CDL Teresina são animadores, segundo o supervisor. “Nesse período todo, temos uma estimativa de uns duzentos certificados já feitos. Estamos completando um ano no próximo mês e a meta é que tivéssemos até mais, contudo, a fase de revalidação de cada certificado demanda um tempo e nós estamos ainda montando esta carteira”, pontua. Nóbrega comemora o número de certificados já emitidos desde que o processo de certificação digital começou a ser realizado pela CDL Teresina. “Quando são novos certificados é mais fácil, mas quando são os antigos, que faziam em outra certificadora, então temos que primeiro fazer a nossa divulgação. Temos uma faixa de 200 a 250 certificados neste ano” cita. Desde janeiro, a certificação é obrigatória para as empresas, seja de qual porte for o empreendimento. Questionado se há novas empresas buscando a certificação ou se são mais empresas que já têm o certificado e que apenas buscam a renovação, o supervisor destaca que “no caso da renovação é mais fácil, em tese, porque o certificador, o empresário, já sabe para o que serve e o que ele quer”. Segundo Rosemburg Nóbrega, para muitas empresas, o contador do empresário faz o pedido da certificação. “O empresário vem aqui somente assinar e para encaminhar os trâmites legais que exigem a presença dele, mas eles sabem para que serve, eles têm noção”, conta Rosemburg Nóbrega.

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LEI E SEGURANÇA IMPULSIONAM CERTIFICAÇÃO DIGITAL O supervisor da central de Certificação Digital da CDL Teresina explica que as certificações novas atendem a exigências da lei. “Quando são novos, são pessoas que têm a solicitação de alguma empresa para que seja emitida a certificação digital. Por exemplo, nós temos os autônomos, como dentistas, arquitetos e outros profissionais liberais, que são exigidos para que façam a


certificação pela primeira vez”, destaca Rosemburg Nóbrega. A expansão dos certificados digitais também é impulsionada pela obrigatoriedade para Microempreendedores Individuais (MEI) e empresas menores. “Também há o MEI e microempresas que são exigidos, até mesmo os mercadinhos na periferia, que agora têm obrigação de fazer e não sabiam disso. Temos feito um trabalho com eles para isso”, relata Rosemburg Nóbrega. Para o supervisor, trata-se de um projeto que só tem benefícios. “A certificação é uma chave eletrônica e tudo daqui para frente vai estar com certificação. Até mesmo conta bancária, daqui há alguns dias, vai estar com certificação para poder fazer transações”, afirma. Rosemburg Nóbrega ressalta que a certificação digital é uma garantia da realização de transações. “É intransferível e tem benefícios, como o de não precisar mais estar presente, o que permite que, de onde você esteja, você possa utilizar a certificação”, comenta, acrescentando que o sistema da CDL Teresina tem como primeiro benefício a acessibilidade ao sistema, que não precisa de agendamento. As facilidades para realizar o pagamento são também outro atrativo da CDL na certificação. “Aqui você faz o pagamento através de cartão, de boleto ou em espécie, o que é muito raro, mas acontece. Não precisamos agendar, pois temos uma bateria de três certificadores e acessibilidade, por ser uma entidade de classe. Isso tudo, além do preço, que é o mais chamativo”, pontua. O supervisor ressalta ainda que a maior preocupação na chegada do empresário

para fazer a certificação é a questão do tipo de certificado que ele precisa. De acordo com Rosemburg Nóbrega, é necessário que cada empresário saiba que tipo de certificado é adequado para as próprias necessidades. “É uma questão básica e muitos deles não sabem responder, assim, nós temos que ligar para o contador para que o profissional possa informar. Há certificados digitais específicos para algumas coisas, como na construção civil, que são certificados provisórios, durante o período de construção do empreendimento”, disse. Sobre a adoção de mecanismos de segurança, Rosemburg Nóbrega destacou que todos os documentos utilizados no processo de certificação são originais, para garantir a autenticidade. “A pessoa ou representante da empresa tem que vir presencialmente, trazendo os documentos originais. Essa é hoje a nossa maior dificuldade. Quando chega cópia ou cópia autenticada, não pode. Tem de ser tudo original”, explica o supervisor de certificação. Além da segurança na documentação, há também a garantia de cuidados eletrônicos para proteção de dados. “É uma chave eletrônica com vários dados de criptografia que não sofrem com vírus e hackers que atingem os computadores. Eles não afetam a certificação digital. Quem tem seu certificado tem de tomar cuidado no sentido de não disponibilizar para terceiros. Temos conscientizado o empresariado para que tenha cuidado sobre para quem ele vai dar a certificação digital”, finalizou Rosemburg.

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Foto: Divulgação

HOMENAGEM

A HISTÓRIA DE CAÚ É DIRETAMENTE LIGADA AO DESENVOLVIMENTO DO PIAUÍ.

CAÚ, TRAJETÓRIA DE TRABALHO PELO DESENVOLVIMENTO DO PIAUÍ Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha fez história na luta pelo estado.

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Em abril deste ano, um guerreiro descansou após muitas e muitas lutas. Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha, o Caú, morreu fazendo o que mais gostava: trabalhando. No dia 05 de abril, o presidente do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Piauí (Sebrae-PI) teve um infarto fulminante enquanto participava de uma reunião na Federação da Agricultura do Piauí (Faepi) e faleceu aos 74 anos. Nascido em 19 de outubro de 1942, em Teresina, a história de Caú é diretamente ligada ao desenvolvimento do estado. Advogado, pós-graduado em Direito Agrário, procurador federal aposentado da Advocacia Geral da União e agropecuarista, teve papel fundamental para o crescimento do Piauí ao ser um dos primeiros a trabalhar com a pasteurização de leite no estado e também como um dos fundadores da Faepi. Carlos Augusto exercia o cargo de presidente da federação quando morreu.


Os amigos de Caú referem-se a ele, frequentemente, como "guerreiro", em referência à defesa do agronegócio, bem como ao progresso do meio rural e do homem do campo. Carlos Augusto tinha também atuação destacada no apoio aos pequenos negócios, tanto na Faepi, quanto no Sebrae, do qual era presidente do Conselho Deliberativo, desde 2015. Na atuação conjunta das duas instituições, Caú apoiou ações voltadas para o estímulo ao empreendedorismo, bem como para estimular a competitividade e o desenvolvimento sustentável. Caú teve, por diversas vezes, a oportunidade de ver seu trabalho reconhecido e sempre se impôs novos desafios. O mais recente era o processo de divulgar a revitalização do alho no Piauí. "Precisamos divulgar mais nosso intento, para que mais produtores rurais participem e abracem nossa causa a favor da agricultura, já que, em breve, o Piauí será o celeiro do mundo. É esse intercâmbio que gostaria que acontecesse com os demais estados da federação”, disse Caú no ano passado, em evento no qual atuou divulgando a produção de alho piauiense. O projeto de revitalização da produção de alho no Piauí foi iniciado na região de Picos, com foco voltado para produtores dos municípios de Monsenhor Hipólito, Santo Antônio de Lisboa, Sussuapara, Oeiras, São João da Varjota e Paes Landim.

A iniciativa promovida por Caú contou com o envolvimento de trinta famílias da região, focadas em uma produção de alho orgânico, livre de vírus, com geração de emprego e renda. Projeto semelhante está em execução na região de Pedro II, garantindo oportunidades para jovens produtores também na produção de alho. Segundo Caú, “estamos capacitando diversos estudantes para que aprendam a cultivar o alho de forma eficiente. Para isso, diversas entidades estão unidas para promover a capacitação técnica e gerencial”. Neste projeto, o espírito de união apoiado por Carlos Augusto envolveu órgãos como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o governo do estado, a prefeitura municipal, as escolas agrícolas e a Associação Piauiense dos Produtores de Alho. Enxergando oportunidades, o guerreiro viu, em um momento associado à crise e às dificuldades, a chance de um trabalho em conjunto, envolvendo os órgãos que compõem o Conselho Deliberativo do Sebrae. “Fico muito feliz em poder contar com tantos parceiros para cumprir a missão de presidir o Conselho do Sebrae. Continuaremos apoiando as micro e pequenas empresas e fortaleceremos nossas ações no meio rural”, comentou, quando tomou posse na presidência do Conselho. Focado no apoio a todos os projetos que impulsionam o desenvolvimento do Piauí, Caú ficaria no posto de presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae até o final de 2018, o que não foi possível pelo infarto fulminante que sofreu. Em quase 75 anos de vida, Caú foi reconhecido por diversos setores como um guerreiro incansável, mesmo após o acidente vascular cerebral (AVC) que limitou parte de seus movimentos há alguns anos. “Era um homem com uma história unicamente dedicada ao setor produtivo do Piauí. Há um sentimento de muita tristeza”, disse o deputado federal Júlio César Lima sobre a importância e o legado de Caú. Foto: Divulgação

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PRECISAMOS DIVULGAR MAIS NOSSO INTENTO, PARA QUE MAIS PRODUTORES RURAIS PARTICIPEM E ABRACEM NOSSA CAUSA A FAVOR DA AGRICULTURA, JÁ QUE, EM BREVE, O PIAUÍ SERÁ O CELEIRO DO MUNDO. É ESSE INTERCÂMBIO QUE GOSTARIA QUE ACONTECESSE COM OS DEMAIS ESTADOS DA FEDERAÇÃO

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ENTREVISTA BANCO DO BRASIL TEM VICEPRESIDENTE PIAUIENSE Ocupante de um dos cargos mais importantes da instituição, José Eduardo Pereira Filho fala, em entrevista a O Lojistas, sobre temas de interesse do setor empresarial. Quarto piauiense a ocupar um cargo na vice-presidência de Governo do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho é o entrevistado de destaque da O Lojista. Natural de Teresina e com forte ligação com a cidade de Pedro II, sendo inclusive um dos criadores do festival mais famoso do local, ele possui em seu currículo experiência como advogado, professor e

JOSÉ EDUARDO TEVE SEU NOME APROVADO PARA VICE-PRESIDENTE EM JANEIRO DESTE ANO. 24 | Revista O LOJISTA • Edição 05

servidor público do Tribunal Regional do Trabalho. Além disso, é conhecedor do setor empresarial, por ter exercido o cargo de presidente da Junta Comercial do Piauí, por ser membro do Conselho Deliberativo do Sebrae e por fazer parte da Associação Comercial Piauiense. Na área da educação, José Eduardo Pereira também foi diretor da Faculdade de Atividades Empresarias de Teresina (Faete). Já no serviço público, ocupou posições de destaque como chefe de gabinete do poder público municipal, na década de 90, e cargos no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Conhecedor de diversos segmentos, Eduardo é convidado a discorrer nessa entrevista a respeito dos assuntos mais comentados no cenário nacional e local, como, por exemplo, a crise econômica, a reforma da previdência e a reforma trabalhista. Especificamente sobre o Banco do Brasil, ele informa sobre investimentos futuros da instituição e apoio ao setor empresarial, além de falar da sua expectativa em relação ao cargo que assumiu recentemente. A aprovação do nome dele para novo vice-presidente da instituição ocorreu em janeiro deste ano, pelo Conselho de Administração do banco. Na ocasião, também foram aprovadas mudanças em outras três vice-presidências que terão mandatos até 2019. Acompanhe.


O LOJISTA - QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE A CRISE ECONÔMICA A NÍVEL NACIONAL? JOSÉ EDUARDO - Vivemos uma evidente transição na busca de encontrar caminhos e soluções para a crise econômica instalada. São momentos difíceis que precisam de atitudes firmes para a construção de uma política econômica e monetária capaz de suplantá-los e de fazer com que se restabeleça a confiança do mercado, sem os deslizes de outros tempos, que utilizavam os mecanismos intervencionistas e o "curto prazo" como regra. Precisamos fazer o "dever de casa", mesmo diante do fantasma da instabilidade. Eu me associo ao presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, quando diz que "para enfrentar a instabilidade política, colhendo bons frutos na economia, é necessário investir nas reformas e nas obras de infraestrutura". Seria como arar o terreno para melhorar o ambiente de negócios. Há um foco da autoridade monetária em baixar os juros e estabelecer uma inflação bem controlada, mas não artificialmente. O.L. - E QUAIS OS IMPACTOS DESSA CRISE A NÍVEL REGIONAL, ESPECIFICAMENTE NO PIAUÍ? J.E. - O Piauí, lógico, sente os reflexos do cenário nacional, com retração visível de investimentos, empresas com graves dificuldades de sustentabilidade, vagas de emprego sendo fechadas, menor circulação de riqueza. Para enxergar a linha do horizonte, se faz necessário o equilíbrio das contas públicas, a parcimônia nos gastos públicos e ajustes fiscais, um enquadramento decisivo na responsabilidade fiscal, inclusive com o amargo remédio de limitação dos salários do funcionalismo, sob o ponto de vista de gestão do estado. Mas o empresário do Piauí é resiliente. Conheço bem essa capacidade de segurar as pontas de todos que movimentam a economia local e encontram saídas capazes de manter acesa a chama do empreendedorismo. Além do setor lojista teresinense, piauiense, sempre exigido em sua criatividade para a superação da crise, outros setores tentam escapar ilesos. Em recente ida à cidade de Bom Jesus, por exemplo, para participação

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CONHEÇO BEM A CAPACIDADE DE SEGURAR AS PONTAS DE TODOS QUE MOVIMENTAM A ECONOMIA LOCAL E ENCONTRAM SAÍDAS CAPAZES DE MANTER ACESA A CHAMA DO EMPREENDEDORISMO

EVANDRO COSME E JOSÉ EDUARDO DURANTE ENTREVISTA PARA O LOJISTA

do "Dia de Campo", já como vice-presidente do Banco do Brasil, naquela incrível fronteira agrícola do agronegócio, tive a certeza de uma safra recorde que vai alavancar os resultados econômicos e financeiros daquela região e, consequentemente, do Piauí. É empolgante. Tanto é que, somado aos esforços do deputado Heráclito Fortes, e para atender ao premente anseio daqueles produtores, fiz gestões junto ao Banco do Brasil, para fazer funcionar, na agência daquele município, uma carteira rural, para facilitar a realização de negócios e o acesso ao custeio e ao crédito, além de outros benefícios. Isso é para breve. Outro setor que merece atenção é o de geração de energias limpas, já que começam a se instalar em nosso estado parques de energia eólica e solar. Tudo isso movimenta positivamente a economia. Agora, é necessário que se crie condições e incentivos para que essas empresas se instalem, se estabilizem em território piauiense. Acho que essa é uma aposta vencedora, somada à nossa capacidade e possibilidade de produção mineral. Apostar todas as fichas na conclusão da Transnordestina, que escoará as nossas riquezas para os portos de Suape e Itaqui. Essa é a hora. O.L. - O SENHOR ACREDITA QUE A REFORMA TRABALHISTA, NO MODELO COMO É PROPOSTA, VAI REALMENTE AJUDAR O PAÍS? J.E. - A reforma trabalhista está andando. O seu texto traz mudanças profundas e fundamentais para as relações de trabalho no nosso país, sedimentando a cultura da negociação e estabelecendo força de lei aos acordos coletivos, já que Revista O LOJISTA • Edição 05 | 25


ENTREVISTA

atualmente os acordos não podem sobrepor-se à previsão legal, à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Fui Delegado Regional do Trabalho no Piauí, e, por formação como homem e profissional do Direito, sempre acreditei na negociação, na conciliação, na manifestação espontânea e legítima das partes, na busca da resolução de conflitos. Não dá para fechar os olhos aos avanços das relações humanas, das relações empresariais, das relações de trabalho, à mudança do perfil do bem-estar social. O Direito tem que ser dinâmico. Para tanto, se introduz nos textos da reforma trabalhista matérias como a jornada parcial; o parcelamento de férias em três vezes; destitui-se a obrigatoriedade da contribuição sindical; regulamenta-se o atualíssimo "home office", o trabalho intermitente, a contratação de autônomos pelas empresas sem que se configure vínculo empregatício, dentre outros pontos importantes. O.L. - COMO ESSA REFORMA PODE MELHORAR O SETOR EMPRESARIAL? J.E. - A revisão que se impõe às previsões da CLT, não tenho dúvida, oxigenará a vida de trabalhadores e empregadores do Piauí. O nosso estado tem um perfil empreendedor e é de registro que mais de 90% das empresas piauienses são micro e pequenas, precisando, portanto, de cuidado e fomento. Apoio

JOSÉ EDUARDO TEVE SEU NOME APROVADO PARA VICE-PRESIDENTE EM JANEIRO DESTE ANO.

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de crédito, benefícios fiscais, desburocratização estatal. Embora existam opiniões de que a reforma em curso tornará precário o emprego, o vínculo trabalhista, penso que o destravamento que virá com a nova legislação será positivo para a criação de postos de trabalho em território piauiense. O.L. - É IMPORTANTE QUE OS EMPRESÁRIOS CONVERSEM COM SEUS FUNCIONÁRIOS SOBRE AS MUDANÇAS? J.E. - O diálogo é a tônica de uma convivência em que possam ser harmonizados os propósitos da força de trabalho com os daqueles que bravamente empreendem, fazem circular riqueza, pagam impostos, geram empregos. Assim, a reforma trabalhista é uma forma de diminuir a incerteza jurídica nas empresas. Fica valorizado e regulamentado o acordo entre as partes. Isso dá um gás na produtividade. O.L. - QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA? ELA PODE MESMO GERAR UMA ECONOMIA E AJUDAR NO PAGAMENTO DAS APOSENTARIAS NO FUTURO? J.E. - Todas as reformas ora propostas, que começam a ganhar contornos no Congresso Nacional, fazem parte das estratégias do Governo Federal para superar a crise econômica que


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O DESAFIO É GRANDE E ISSO ME MOTIVA”, DIZ, SOBRE O CARGO ASSUMIDO NO BANCO DO BRASIL.

deixa estagnada a economia, a Federação com fragilidades, os estados-membros em calamitosa falência. É uma agenda bem agressiva, mesmo porque tocada em meio a dificuldades políticas enfrentadas pelo governo. Especificamente, a reforma da previdência, embora dolorosa, uma vez que mexe em direitos adquiridos, é necessária para o controle e equilíbrio das contas públicas. Ela é imprescindível. Sem a sua aprovação, o Brasil será empurrado para um irreversível quadro recessivo, sem condições de barrar o crescimento da dívida pública. A crença é de que o país, com a reforma da previdência, atingiria 1% de crescimento em 2017 e em torno de 2,6% em 2018. O setor econômico considera que as reformas realinham os erros das políticas dos últimos anos, inclusive o descalabro das finanças estaduais. A Lei de Responsabilidade Fiscal, mesmo com a luta árdua dos órgãos de controle e fiscalização, é ferida de morte a cada dia. O.L. - O BANCO DO BRASIL ESTÁ APLICANDO O PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA? QUANTOS FUNCIONÁRIOS DEVEM DEIXAR A INSTITUIÇÃO? DE QUANTO SERÁ A REDUÇÃO DE GASTOS?

de dois séculos de grandes e fundamentais serviços prestados ao país, uma história que se confunde com a própria história do Brasil. Além disso, me enche de honra e responsabilidade poder contribuir, poder ter voz nas decisões que realinham essa grande locomotiva ao mundo de novas perspectivas e atitudes transformadoras dos serviços financeiros e bancários. O.L. - EM QUAL ÁREA DO BANCO VOCÊ IRÁ ATUAR ATÉ 2019? J.E. - A vice-presidência de Governo, dirigida por mim, faz a interface do BB com os entes públicos, possibilitando relacionamentos, visando necessidades do setor público, para entregar soluções, produtos, crédito, serviços, gestão de fundos e programas governamentais, operações prospectadas e realizadas com estados, municípios e tribunais de todo o Brasil. Por exemplo, estamos lançando o "Programa de Eficiência Municipal", que é uma iniciativa estratégica que permite a contratação de até R$ 2 bilhões de crédito para os municípios, quando serão contemplados municípios com risco A e B. Também assinei, com o ministro Ives Gandra, um Acordo de Cooperação Técnica entre o BB e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, para a operação e liberação de Alvarás Judiciais Web. Já venho, com afinco, mirando em como contribuir com o Piauí. Há que ter projetos. Sem projetos bem montados e exequíveis as operações não rodam. Ações como essas fazem parte do nosso dia a dia. É assim, muita demanda, muito trabalho. O desafio é grande e isso me motiva.

J.E. - Há um foco muito grande da direção do Banco do Brasil em melhorar a sua estrutura de custo, na busca de melhores resultados. É uma compressão mirando maior eficiência. Realizou-se, portanto, ao final de 2016, o PEAI Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada, que teve a adesão, frise-se, voluntária, de cerca de 9,4 mil funcionários, além do fechamento de agências, perfazendo redução de R$ 2,3 bilhões, já para este ano de 2017. Ainda mais, visando uma maior leveza, está em curso uma forte revisão dos processos internos, o que objetiva economia de R$ 750 milhões/ano. É, portanto, uma compressão mirando maior eficiência. O.L. - FALANDO UM POUCO SOBRE SUA ATUAÇÃO NO BANCO, QUAIS SUAS EXPECTATIVAS PARA ESSE NOVO CARGO? J.E. - O Banco do Brasil é uma instituição fantástica, que dosa bem governança, cultura corporativa muito bem delineada ao longo de tantos anos, estratégias de mercado. Hoje, passa por uma necessária reinvenção, azeitando os seus sistemas e processos, justamente buscando firmes objetivos competitivos, capacitando-se para a concorrência acirrada no setor bancário, sem perder o seu viés de banco público. Para mim, é uma oportunidade ímpar poder fazer parte da direção deste banco

OS DIRETORES ADALA CARNIB, ELINE CASTRO COM O PRESIDENTE EVANDRO COSME E JOSÉ EDUARDO

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23ª EDIÇÃO CONVENÇÃO LOJISTA DO PIAUÍ 2017 TRAZ PALESTRANTES RENOMADOS A TERESINA Além de palestrantes de fama nacional, marcaram presença diversas autoridades locais. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Piauí (FCDLPI) realizou, no dia 27 de maio, a 23ª edição da Convenção Lojista do Piauí, o maior evento empresarial de varejo do estado. Com o tema “Inspirar, mudar e alcançar”, este ano, o evento contou com a presença de profissionais renomados nacionalmente como o CEO (Diretor Executivo) do grupo Reserva, Rony Meisler; o poeta Braúlio Bessa; a consultora empresarial Beth Furtado; e o historiador Leandro Karnal. Participaram ainda o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Piauí, Sávio Normando; o presidente da CDL de Teresina, Evandro Cosme; todos os representantes de CDL’s do estado, além da vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho; do senador Elmano Férrer; e de milhares de lojistas que lotaram o auditório Ipê, do Centro Universitário Uninovafapi, localizado na zona leste da capital. "A Convenção Lojista acontece há 23 anos, sempre com uma participação muito expressiva de público, que este ano se repete. Estamos satisfeitos pelo nível de palestrantes que

A CONVENÇÃO LOJISTA É HOJE UM DOS EVENTOS EMPRESARIAIS MAIS PRESTIGIADOS DO ESTADO.

SÁVIO NORMANDO, PRESIDENTE DA FCDL-PI, DÁ AS BOAS VINDAS AOS PARTICIPANTES.

conseguimos. Os que participam do evento saem fortalecidos, no que diz respeito a conhecimento. Além disso, é uma ótima oportunidade de trocar experiências e ampliar o network", afirma Sávio Normando. Ele explica ainda que a Convenção é uma oportunidade de estimular a inovação dos varejistas. "É um momento para o varejista absorver informações, transformar e, consequentemente, inovar em suas atividades empreendedoras, empresariais e profissionais. Desse modo, a Convenção presta esse importante serviço para todos os nossos empreendedores", completa. Na oportunidade, a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, fez questão de lembrar a importância do setor varejista para o estado. Segundo ela, é um dos mais importantes do Piauí. "Nós temos que agradecer a esse setor que tanto gera emprego para o nosso povo, que enfrenta a crise de forma criativa e aproveita o momento de dificuldades para se reinventar", diz. Emocionado com o sucesso do evento, Evandro Cosme, presidente da CDL Teresina, falou sobre a escolha dos palestrantes e um dos objetivos da Convenção. "Há 23 anos, essa Convenção é realizada com a preocupação de, além da informação, trazer convidados que possam oferecer um pensamento sofisticado; convidados que agreguem inteligência, informação e conhecimento. Claro que cada um oferece um tema diferente, mas com algo em comum: a inteligência", destaca. A Convenção Lojista 2017 contou com o apoio do Banco do Nordeste; CREL Tintas; Caixa Econômica Federal; Governo do Estado do Piauí; Prefeitura de Teresina; Credishop; Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL); Serviço de Proteção ao Crédito (SPC); Paraíba; e Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi). Também reuniu, além de lojistas da capital e do interior, empresários, profissionais liberais, lideranças políticas e estudantes. Revista O LOJISTA • Edição 05 | 29


PALESTRA

UMA LOJA PODE SER SEXY, ATRAENTE? BETH FURTADO MOSTRA QUE SIM. A palestrante mostra aspectos que tornam os estabelecimentos comerciais mais interessantes. Durante palestra na Convenção Lojista do Piauí 2017, Beth Furtado, psicóloga com especialização em Administração de Empresas, atuante há 25 anos nas áreas de Marketing e Comunicação, falou aos empresários piauienses sobre tudo que uma marca pode utilizar a fim de atrair seus clientes. A partir do comparativo com a sexualidade humana, ela mostrou similaridades que tornam uma marca mais interessante. "O desafio das marcas é sempre chamar mais pessoas, atrair clientes. Nesses últimos dois anos de crise, quem tentou se tornar mais atraente baixando o preço dos produtos sabem que não adiantou muita coisa. Então, o que eu mostro aqui é que existem outros caminhos para tornar uma marca atrativa", explica. Assim como nas pessoas, alguns dos aspectos mostrados por Beth que deixam uma loja ou marca mais sexy são: mistério, inteligência, poder, sensualidade, arquétipo, inocência ou frescor. É possível destacar uma loja poderosa quando ela mostra leveza 30 | Revista O LOJISTA • Edição 05

e alegria. "Já as lojas misteriosas mantêm o interesse do cliente ao criar surpresas e novas experiências, ao criar coisas de interesse do público", afirma. Outro aspecto destacado por Beth Furtado é inquietação. "O varejo é feito de inquietação. Algumas lojas, por exemplo, procuram inovar oferecendo serviços. O setor de cosméticos está à frente nesse sentindo, pois oferta vários serviços, como consultoria de maquiagem", exemplifica. Quanto ao quesito inteligência, Beth afirma que ele pode ser demonstrado por uma loja ou marca através da capacidade de facilitar, simplificar o processo de compra. Ela lembra ainda que está cada vez mais evidente o uso de tecnologias, da fusão entre o físico e o digital, por isso, a palavra-chave para os lojistas é “preparo”. "É preciso conhecer esses novos serviços tecnológicos, como estão sendo usados e como eles atraem o público", diz. CURRÍCULO Beth Furtado já atuou em empresas de consultoria empresarial, bens de consumo e bens duráveis como INCEPA S/A, O Boticário, Consultoria GS&MD e Grupo Talent. Atualmente, está à frente da ALIA, boutique de estratégia em inovação e marketing. É autora dos livros Singularidades no Varejo, Horizontes de Consumo e Desejos Contemporâneos, além de articulista de diversos sites e do blog Consumo e Inovação no Mundo do Marketing, até 2012. É professora da Madia Marketing School, nos cursos de Marketing Pleno (Especialização) e Marketing Master (MBA Executivo). Âncora do Programa Reclame no Rádio, veiculado na Rádio Estadão, com foco em Propaganda, Comunicação e Marketing, em 2014 e 2015. Recebeu, em 1999, o Top de Marketing pela ADVB Brasil, diploma outorgado pela Fundação Brasileira de Marketing, como responsável pelo êxito do case “Lojas Interativas O Boticário”. Indicada ao Prêmio Caboré 2008, promovido pelo jornal Meio & Mensagem, na categoria de Profissional de Planejamento.


PALESTRA BRÁULIO BESSA MOSTRA AOS PIAUIENSES COMO SER ARRETADO AO EMPREENDER Poeta falou da importância do sonho para a construção do sucesso. Na Convenção Lojista do Piauí, cinco anos depois de criar a página Nação Nordestina, Bráulio Bessa falou aos lojistas piauienses sobre a importância de compreender a importância do valor para o seu produto. Bessa ressaltou ainda a necessidade de que cada um sempre acredite nos sonhos que tem. Nascido em Alto Santo, no sertão cearense, Bráulio Bessa trouxe a poesia nordestina para o encontro com os lojistas piauienses. A cidade de 18 mil habitantes foi o principal laboratório para as experiências do poeta com a página Nação Nordestina. “Podia não ter conhecimentos técnicos, mas tinha honestidade e verdade”, diz ele sobre a iniciativa que conseguiu alcançar mais de 20 milhões de visualizações por mês. A palestra “Um jeito arretado de empreender” contou muito com a história do próprio Bráulio Bessa para ilustrar aspectos importantes para a vida do empreendedor. Ele destacou a importância do sonho para que se possa empreender e também

para que o sucesso seja alcançado. “O principal elemento para que o sonho se torne realidade é que se tenha um sonho”, disse Bessa para os lojistas piauienses. Contando sua história com elementos da poesia de cordel, o poeta mostrou a importância de não se acomodar e investir naquilo em que se acredita. Braúlio Bessa escreve desde os 14 anos e, nesse meio tempo, enfrentou o desestímulo e também a acomodação, mas sem perder a vontade de fazer poesia. “Sou apaixonado pelo poder da palavra”, afirma Braúlio. Foi essa paixão que levou o analista de sistemas a investir em seus sonhos e em novas ideias, observando também as oportunidades, como a ausência da cultura nordestina nas novas mídias sociais. A partir disso, o poeta investiu na criação da página Nação Nordestina, inspirado por ícones da cultura regional como Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga. “A minha ideia era simples: utilizar as mídias sociais como aliadas”, afirmou. Mesmo assim, a luta de Braúlio Bessa teve muitos altos e baixos, já que o sucesso da página ainda não representava uma exposição para além da rede social. A grande virada aconteceu na Copa do Mundo de 2014, quando Braúlio foi convidado a entregar um prêmio ao jogador alemão Mario Gotze e pôde expor um pouco mais da cultura nordestina. Em seguida, ganhou espaço até o atual, nas sextas-feiras na TV Globo, em que declama poesias e consegue números expressivos nas visualizações da plataforma de vídeos do canal. De acordo com Bráulio Bessa, são 100 milhões de visualizações que os vídeos com as poesias declamadas conseguem a cada semana. Para o poeta, é possível gerar valor com aquilo que se acredita. “Quando se escolhe o valor das coisas é possível levar isso por muito mais tempo”, pontuou Bessa, que conta com um quadro fixo na TV e lançou recentemente o seu primeiro livro.


EMPREENDEDORISMO “VOCÊ PODE ACHAR O PREÇO CARO, MAS A GENTE MOSTRA AS RAZÕES.” Rony Meisler vem ao Piauí e explica o sucesso da Reserva: acreditar nas pessoas. Aos 23 anos, era um engenheiro de produção que trabalhava em uma empresa com clientes como Petrobras, Vale e Furnas. Com 36, é um dos donos da Reserva, marca voltada para a moda com uma proposta calcada em: “Conselho é bom, mas o que arrasta é o exemplo”. Rony Meisler veste a camisa da marca. Não só a camisa, mas também a calça e o discurso de que não dá para apenas fazer roupa, é preciso fazer barulho, tema da palestra na 23º Convenção Lojista do Piauí.

Através dessa escuta, Meisler aposta em valores como a amizade. “Nossas lojas pretendem ser não uma loja, mas um ponto de encontro”, comentou o empresário, ressaltando também o foco da empresa no endomarketing e na conquista do time de vendas. A construção colaborativa, que envolve os vendedores da marca, começou ainda na estruturação da Reserva, quando o mote para a escolha dos funcionários era “alguém com quem eu tivesse vontade de sair para jantar três vezes por semana”. Outra aposta apresentada para os lojistas piauienses é uma forte atuação social. Meisler defende inclusive a exposição das ações. “As nossas campanhas não falam de roupas, mas de temas sobre os quais queremos dialogar”, afirmou. Entre as principais ações, há ideias desenvolvidas internamente, como a licençapaternidade de um mês. “É ridículo o impacto disso. Falo o impacto financeiro”, disse. Externamente, há também a doação de cinco pratos de comida a cada venda de uma peça da Reserva, o 1p5p. Questionado sobre o valor aplicado em projetos como esse, Meisler ressaltou que, para cada 20% dos lucros aplicados no projeto, houve um aumento de 50% nas receitas da Reserva. “Homem compra muita roupa. O grande exemplo que a gente dá aqui é que, quando você persevera e ama o que faz, nada é impossível. E mais, se disserem que alguém não compra qualquer coisa, está dizendo isso para um monte de gente. Aí é que você tem de ir lá e fazer, porque é um grande exemplo de coragem”, finalizou.

Na conversa com os lojistas piauienses, Rony Meisler destacou a importância de aspectos fundamentais para o sucesso, como a família, os amigos e os fracassos profissionais, para contar como foi o nascimento da Reserva. “Sou um cara de Humanas, mas escolhi Exatas. Foi o meu primeiro fracasso profissional”, comentou, lembrando a época em que esteve ligado à empresa que trabalhava para a Petrobras, o que ele considera que foi o seu segundo fracasso, porque não estava feliz. Mesmo infeliz, a ideia da Reserva nasceu apenas da constatação de que havia pouca gente oferecendo roupas para homens, em um dia que ele chama de “Dia D”, por ter sido o início da empresa, com trezentas bermudas “Be yourself, but not always the same” (“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”). “Ideia que nasce pronta, nasce tarde”, destacou, acrescentando que é preciso contínuo aperfeiçoamento e mencionando que a primeira frase nas bermudas é o título de um álbum de Gabriel, o Pensador. Para Meisler, o diferencial da Reserva está em propor uma experiência de comunicação através da roupa. “É a história de um carioca que, há dez anos atrás, sonhou em montar uma empresa de moda que se comunicasse através da roupa. Todo mundo me dizia que homem não compra roupa, mas a gente tentou, tomou porrada e colocou de pé uma marca super próspera”, ressaltou. Neste processo, o consumidor é também tomado como um personagem fundamental. “Ser varejista é escutar o consumidor e estar sempre melhorando”, afirmou. 32 | Revista O LOJISTA • Edição 05

RONY MEISLER, UM DOS EMPREENDEDORES MAIS JOVENS DO PAÍS.


CONVENÇÃO 2017

LEANDRO KARNAL APRESENTA REFLEXÕES SOBRE CONHECIMENTO, TRABALHO E TEMPO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO O professor, historiador e escritor esteve em Teresina, no dia 27 de maio, durante a Convenção Lojista 2017. Em meio a tantos escândalos nacionais de corrupção que muito têm contribuído para a crise econômica no país, o historiador e escritor gaúcho Leandro Karnal veio ao Piauí palestrar na Convenção Lojista 2017 sobre temas como ética, poder, capacitação e otimismo, como ferramentas para sair dos momentos de crise. Para o historiador, ética, atualmente, faz parte do planejamento estratégico das empresas e é um assunto que todo mundo quer aprender, debater e saber. "Hoje, as pessoas estão convencidas de que ética não é apenas um exercício filosófico, mas faz parte da Planilha Excel da empresas. Isso é muito positivo, pois sem ética você não constrói uma empresa sólida e com sustentabilidade", afirma. Outra questão bastante debatida pelo professor foi a solidez do conhecimento como bem permanente. "A gente diz que, na origem

na humanidade, o que dominava era a força. Em um segundo momento, a partir do capitalismo, o que dominava era o dinheiro. A terceira evolução que estamos vivendo é a do conhecimento." E cita o filósofo Francis Bacon para reafirmar suas colocações sobre a relação poder e conhecimento. "O grande filósofo Francis Bacon diz que conhecimento é poder. Isso significa que aquilo que você tiver de capacitação, aquilo que você fizer de cursos, as línguas que você dominar, as habilidades que você desenvolver são patrimônios permanentes. Bens e recursos, como apartamentos, podem ser retirados, podem ser perdidos. Então, mais do que nunca, todos os empresários, todos os funcionários, todas as pessoas estão se dando conta que conhecimento é poder", completa. O escritor fala também sobre a necessidade de reinventar-se, inclusive no setor do comércio. "Hoje, mas do que nunca, é necessário sair do comum, porque o que é vendido ao mundo e ao mercado é a originalidade. Em todo o mundo, em Teresina, em São Paulo, é tudo muito igual, então, exige-se do comércio varejista uma atividade que seja única", afirma. Sempre com bom humor, Karnal, que é professor Doutor na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) desde 1996, e possui pós-doutorados pela UNAM (México) e pelo CNRS de Paris, falou também sobre tecnologias, como por exemplo, o uso do celular e o modo como as pessoas passaram a interagir depois da popularização desse instrumento e das redes sociais. Ele classifica o individualismo intensificado através das redes sociais como um dos males da humanidade. "Nós estamos nos fechando através da tecnologia, não enxergamos mais as pessoas e disso decorre o que chamamos de desumanização. Ou seja, as pessoas passam a ser apenas um número e perdem a sua humanidade. Eu diria que, hoje, a falta de comunicação, a falta de diálogo, leva a cenas em que eu não reconheço no interlocutor uma outra pessoa, reconheço apenas um espelho do narcisismo, da vaidade", alerta.


EMPREENDEDORISMO EVANDRO COSME É ELEITO PRESIDENTE DO CDE DO SEBRAE NO PIAUÍ O empresário Evandro Cosme foi eleito presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae, no Piauí. Cosme ficará a frente do colegiado até o final de 2018. “Estou muito feliz com o resultado e agradecido àqueles que me confiaram o voto. Com o apoio da diretoria e do corpo funcional desta casa, pretendo trabalhar e seguir com a missão de fomentar os pequenos negócios, aprimorando ações e projetos que contribuam para o desenvolvimento do Piauí”, disse Evandro Cosme, que também é presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Teresina. A eleição aconteceu no dia 29 de maio e contou com a presença de todos os conselheiros da Casa. Cosme disputou a vaga com

o deputado federal Júlio César Lima, tendo sido eleito com oito votos. O CONSELHO DELIBERATIVO DO SEBRAE O Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae é formado por instituições que desenvolvem ações focadas no desenvolvimento e fortalecimento das micro e pequenas empresas no Piauí. O colegiado aprova o direcionamento estratégico e as diretrizes orçamentárias da instituição, fortalecendo de forma positiva o trabalho desenvolvido pelo Sebrae na região. Composto por 15 membros, o Conselho conta com representantes das seguintes entidades: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Estado do Piauí (Sedet); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Piauí (FCDL); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); Associação Comercial Piauiense (ACP); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Piauí (Fecomércio); Associação Industrial do Piauí (AIP); Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi); Faepi; Universidade Federal do Piauí (UFPI); Banco do Nordeste do Brasil; Caixa Econômica Federal; Instituto Euvaldo Lodi; Banco do Brasil; Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); e Sebrae Nacional.

EVANDRO COSME, NOVO PRESIDENTE DO CDE DO SEBRAE, NO PIAUÍ. 34 | Revista O LOJISTA • Edição 05


ARTIGO

Foto: Divulgação

A REALIDADE DO COMÉRCIO Com as grandes mudanças nas formas de comunicação, o mundo ficou sem distâncias. Na era das redes sociais, do e-commerce e dos aplicativos de mensagens instantâneas, o consumidor está cada vez mais exigente. Para se conectar a este novo perfil, é preciso, antes de tudo, conhecê-lo e, se possível, antecipar suas necessidades.

Conhecer a jornada do cliente, suas preferências, e ser capaz de criar campanhas que apresentem diálogos com ofertas e conteúdos exclusivos para o perfil dele, já é uma realidade. As pessoas reagem a cada mudança do mercado, a cada lançamento de produtos e notícias, e isso tudo influencia em como cada uma delas vai consumir. Com a transformação protagonizada pelo varejo nas últimas décadas, nós, lojistas, temos sempre que estar atentos a aspectos essenciais, que vão desde o profundo conhecimento do públicoalvo, as principais necessidades e os pontos a serem avaliados durante o desenvolvimento dos produtos, até a elaboração de campanhas de comunicação e estratégias comerciais adequadas.

HONÓRIO PINHEIRO, PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE DIRIGENTES LOJISTAS (CNDL)

Outro aspecto importante dentro desta nova realidade de mercado é o que os consumidores esperam transparência das empresas ao fornecer informações claras e detalhadas sobre produtos e serviços, colaborando para que possam fazer escolhas mais conscientes. O novo consumidor, mais bem informado e conectado quase o tempo todo, valoriza cada vez mais as empresas comprometidas com o meio ambiente. A preocupação dele vai desde a origem e a qualidade produtos até o relacionamento ético e transparente da empresa com seus colaboradores. Entender o perfil desse novo consumidor, portanto, vai além de avaliar os fatores socioeconômicos. É preciso também considerar que, na era da informação, o consumidor está mais consciente e exige, além de produtos de qualidade, empresas comprometidas e que agreguem valor à sociedade. Foto: Divulgação

Com a globalização e a migração do varejo para a internet, as empresas abriram suas fronteiras e é claro que esse movimento é muito bom quando falamos em aumentar o número de clientes. Por outro lado, a concorrência passa a ser maior e a atenção das pessoas fica muito mais dispersa e difícil de ser conquistada. Por isso, o conteúdo precisa ser pensado e planejado de acordo com o que o público quer.


NOVA LEI

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LEI QUE PERMITE DIFERENCIAÇÃO DE PREÇOS TRAZ TRANSPARÊNCIA E AQUECE COMÉRCIO Medida permite que lojistas e consumidores negociem preços mais competitivos diante de diferentes meios de pagamento, como dinheiro e cartão de crédito O presidente Michel Temer sancionou em junho a lei que regulamenta a diferenciação de preços conforme o tipo de pagamento. Na prática isso representa que o comércio pode definir preços diferentes para os pagamentos em dinheiro, em crédito ou débito. Para o presidente a medida trará mais justiça social ao consumidor e vai aquecer o setor varejista, mas há controvérsias se o preço diferenciado pode tão somente prejudicar o consumidor.

Parte de um pacote de medidas microeconômicas, a medida permite que lojistas e consumidores negociem preços mais competitivos diante de diferentes meios de pagamento, como dinheiro e cartão de crédito. Apesar de ser comum, a prática não era respaldada pela legislação, o que causava insegurança jurídica para o comerciante. Além de permitir que os comerciantes cobrem preços diferenciados para um mesmo produto em função da forma de pagamento, a medida possibilita a variação do valor em função do prazo de pagamento. "É preciso destacar que há a obrigação do fornecedor de informar, em lugar visível, os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor", disse a advogada especialista em direito do consumidor, Márcia Baião. Na perspectiva do governo a medida permite que lojistas e consumidores negociem preços mais competitivos diante de diferentes meios de pagamento, como dinheiro e cartão de crédito. A alegação é que apesar de ser comum, a prática não era respaldada pela legislação, o que causava insegurança jurídica para o comerciante. O governo também defende a medida para estimular a competividade no setor varejista através da negociação entre consumidores e vendedores. “O governo quer estimular a queda do valor médio cobrado pelos produtos, de forma a evitar que consumidores que não usam o cartão como forma de pagamento paguem as taxas dos cartões, quando embutidas nos preços dos produtos. Mas, isso vai exigir muita atenção do consumidor”, observa Baião.


ARTIGO

OS PRINCIPAIS INVESTIMENTOS DOS BRASILEIROS Aversão a perdas, desinformação, falta de disciplina? É difícil saber o motivo exato pelo qual muitas pessoas ainda investem pouco e desconhecem as modalidades mais rentáveis. Uma pesquisa do SPC Brasil buscou conhecer os hábitos e as preferências do brasileiro no momento de poupar e mostrou que 58% dos poupadores não sabem quais são os investimentos com as melhores taxas de retorno. Em contrapartida, 42% garantem saber.

A pesquisa também procurou conhecer os produtos, investimentos e serviços financeiros mais utilizados pelos brasileiros, e a conta corrente foi a mais popular, citada por 67%. Em seguida, aparecem o cartão de crédito, a poupança e o plano de saúde. Um ponto importante a ser destacado é que quatro em cada dez entrevistados afirmaram precisar de um bom serviço financeiro, independente do perfil das instituições, sejam tradicionais, fintechs ou startups. Muitas pessoas não conhecem esses serviços, ainda que entre os mais jovens perceba-se maior aceitação. De qualquer modo, trata-se de um segmento em expansão, com usuários atraídos pelo potencial alto rendimento, pela falta de burocracia, diminuição de juros na tomada de crédito, taxas mais competitivas em investimentos e pelo caráter de conectividade e acesso rápido por meio de aplicativos em smartphones e tablets.

A poupança ainda é o investimento mais recorrente entre os brasileiros, sendo que a média de tempo que possuem é mais de três anos, o valor médio acumulado é de R$ 2.152,00 e o principal motivo para escolher é a liquidez, ou seja, a flexibilidade de uso quando necessário. As demais modalidades apresentam participação significativamente menor: os imóveis (18%), a previdência privada (13%) e os fundos de investimento (9%). Outros produtos ainda estão longe de ser populares, como é o caso do CDB, da bolsa de valores e da LCI. “Ainda que muitas pessoas escolham a poupança como investimento, é importante reforçar que o seu retorno é baixo. É válido buscar informações para fazer aplicações com retornos mais rentáveis e que também são seguras, como o Tesouro Direto e os fundos de investimento.” 38 | Revista O LOJISTA • Edição 05

NASCIDO EM CURITIBANOS (SC), ROQUE PELLIZZARO JR. É ECONOMISTA, ADVOGADO E PRESIDENTE DO SPC BRASIL


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Revista CDL 05  
Revista CDL 05  

Piauiense em posição de destaque

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