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CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação


CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação


CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação

CDLRio Rio de Janeiro 2015


Apresentação Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio Pesquisa Barbara Santiago Fernando Mello Edição Lúcio Ricardo Capa e Projeto Gráfico Márcia Rodrigues Leandro Teixeira Revisão Simone Motta

C649

Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação, Rio de Janeiro: CDLRio, 2015. 84 p.: il. ISBN: 978-85-5619-000-0 1. CDLRio - História. 2. Comércio - História Rio de Janeiro. I. Título CDD: 381

Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março, 13 - Centro Rio de Janeiro - RJ - CEP: 20010-000 www.cdlrio.com.br


Diretoria do CDLRio Presidente Aldo Carlos de Moura Gonçalves Vice-Presidente Luiz Antônio Alves Corrêa Diretor de Finanças Szol Mendel Goldberg Diretor de Administração Carlos Alberto Pereira de Serqueiros Diretor de Operações Ricardo Beildeck Diretor Jurídico João Baptista Magalhães Diretor de Associativismo Jonny Katz Presidente do Conselho de Administração Renato de Carvalho Gelli


Em 1955, o Centro da cidade concentrava a maioria da atividade varejista.


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Apresentação

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alar sobre qualquer empresa, entidade ou organização, de seu sucesso ou de seu crescimento, é absolutamente impossível se não se falar, também, dos homens que construíram sua história. Por este raciocínio, é rigorosamente impossível registrar a evolução do pioneiro Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – o CDLRio, ao longo dos seus 60 anos de bons serviços prestados ao comércio varejista sem lembrar os nomes daqueles que o fundaram e os que o conduziram exemplarmente durante todas essas seis décadas. Cada um no seu tempo, com a sua marca, com a sua filosofia de administrar. Mas em comum todos tinham o mesmo espírito e o mesmo objetivo: tornar o CDLRio uma marca de sucesso, conhecida e reconhecida aqui na sua cidade de nascimento e em todo o Brasil pela categoria e qualidade dos seus produtos e serviços, colaborando decisivamente para o desenvolvimento e o crescimento do varejo carioca.


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Por isso, é muito bom recordar: o ano era 1955. Precisamente dia 7 de novembro, menos de dois meses para o Natal - a mais importante data comemorativa para o comércio -, quando aquele grupo de empresários visionários, sonhadores e empreendedores, profundos conhecedores da arte de vender e comercializar produtos, todos eles diretores e associados do SindilojasRio - Sindicato dos Lojistas do Município do Rio de Janeiro, o primeiro do Brasil, se juntou e resolveu fundar o Serviço de Proteção ao Crédito – SPC, que deu origem ao Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, que deu origem à criação de novos CDL`s por todo o País e, inclusive, às entidades estaduais como a FCDL RJ e a própria CNDL. Assim, não é exagero dizer que os 60 anos do CDLRio é um acontecimento que tem amplitude nacional não apenas porque a entidade nasceu da criação do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC, considerado um marco e uma verdadeira revolução na história do sistema de crediário no Brasil. Na época, em 1955, para avaliar a concessão de crédito ao consumidor, os lojistas tinham que percorrer um longo caminho, através de informantes profissionais. Esse complexo sistema levava cerca de 20 dias até a aprovação ou não, perdendo-se com isso muitas vendas.


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Por fim, o que desejamos com este livro é contar, resumidamente, o que foram essas seis décadas de vida do CDLRio, que na verdade se constitui em um dos exemplos bem-sucedidos entre as entidades de comércio do Brasil, e mostrar que, ao longo de todos esses anos, a entidade preparou-se, montando uma eficiente infraestrutura e dedicando total e especial atenção aos seus mais de 15 mil associados, que ao lado da nossa força de trabalho, representam o bem mais valioso da nossa entidade. Não é sem razão que o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro tem enorme orgulho e prazer em tudo o que faz. Desde a sua fundação em 7 de novembro de 1955, o CDLRio nunca se afastou do legado deixado pelos seus criadores, que é o de se transformar em uma grande tribuna na defesa de todas as causas em favor do comércio, do varejo e dos lojistas. É por isso que, ao completar seis décadas de existência, o CDLRio continua sendo um dos exemplos bem-sucedidos entre todas as entidades do comércio do Brasil. E quer continuar assim.

Aldo Carlos de Moura Gonçalves Presidente do CDLRio


Sumário

CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação

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Uma ideia que revolucionou o sistema de crédito no Brasil

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SPC: a revolução do comércio brasileiro

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CDLRio/SPC: onde tudo começou

27

Combate à informalidade: uma antiga luta do CDLRio

31

Nove presidentes e os mesmos ideais

37

Sylvio Cunha: ícone do varejo nacional

45

Fortalecendo o papel de representante do comércio

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Um leque de serviços à disposição dos lojistas

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Jurídico: na vanguarda da solução de conflitos

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IVAR: capacitação levada a sério

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A busca por novos negócios

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Centro de Estudos: análises e tendências do comércio

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Na evolução da marca o conceito de modernidade

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Mais competitividade com melhores produtos

79

Defesa do comércio: o ideal de sempre

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Homenagem justa e merecida

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Foi nesta reunião-almoço que os fundadores do CDL/SPC anunciaram a criação do sistema que revolucionou o comércio no Brasil.


Ata hist贸rica que criou o CDLRio, um dos exemplos bem-sucedidos entre as entidades do com茅rcio do Brasil.


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CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação

O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, o primeiro do Brasil, nasceu em 7 de novembro de 1955, no Rio de Janeiro, então Capital Federal, sob a inspiração de um grupo de comerciantes lojistas preocupados em expandir com segurança as vendas a crédito. Com esse objetivo e essa crença, a entidade se transformou em sucesso, tornando-se uma luz de soluções para o grande desenvolvimento das vendas do comércio em todo o território nacional. Naquela época, em 1955, para avaliar a concessão de crédito ao consumidor os lojistas tinham que percorrer um longo caminho, através de informantes profissionais, pessoas físicas, que colhiam informações comerciais sobre o candidato ao crédito em outros estabelecimentos, como açougue, armazém, padaria e vizinhos, nas cercanias da residência do cliente. Tudo isso levava cerca de 20 dias até a aprovação. Hoje, a resposta é imediata. A história do CDLRio é, assim, uma história de pioneirismo e determinação dos empresários


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lojistas e se constitui em um dos exemplos bem-sucedidos entre as entidades representativas do comércio no Brasil. Ao longo desses 60 anos de existência, a entidade preparou-se para adequar-se as exigências do competitivo mercado onde atua organizando uma eficiente infraestrutura, oferecendo um vasto portfólio de serviços inteligentes e produtos inovadores para dar maior segurança na análise de crédito e gestão de negócios em todas as suas etapas, dedicando especial atenção aos seus mais de 15 mil associados, que contam com acesso ao maior e melhor banco de dados sobre informações comerciais do País.


A repercussão na mídia refletia a importância da criação do Clube de Diretores de Lojas a Varejo que, a partir de 09/07/1958, passou a chamar-se Clube de Diretores Lojistas


Foi em 1954, na convenção da NRMA - National Retail Merchandising Association , em Nova York, que germinou a semente SPC. Hoje, a NRMA mudou o nome para NRF – National Retail Federation, que realiza anualmente o maior evento de varejo do mundo.


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Uma ideia que revolucionou o sistema de crédito no Brasil

Quando o Clube de Diretores Lojistas do Rio – CDLRio foi criado, o Rio de Janeiro detinha a primazia dos negócios do País. Viviam na cidade cerca de três milhões de habitantes e o comércio contava com um número aproximado de 36 mil estabelecimentos. Com a fuga dos moradores do centro para outros bairros, aumentou a oferta de lojas na região, que logo viria a concentrar a maioria da atividade varejista da cidade. Nessa época, o crescimento da economia refletia o progresso do pós-guerra. A força desse desenvolvimento era em parte fruto de um grande consumo, estimulado e sustentado pelo comércio. O Brasil importava de tudo, principalmente dos Estados Unidos, e as novidades chegavam em profusão às lojas que exibiam os mais variados produtos, encantando os consumidores. Era um período de grande prosperidade para o varejo do Rio. Por essa razão, um grande número de lojistas cariocas viajava constantemente para os Estados Unidos para conhecer as novidades, absorver


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experiências e se inspirar com a criativiadade do grandioso varejo americano. Nesse tempo (ainda hoje não é tão diferente assim...), as novidades e as inovações em termos de produtos, serviços e de técnicas de marketing para o setor chegavam ao Brasil através do comércio. Para estar mais perto desse progresso e desenvolvimento, comerciantes do Rio de Janeiro se associaram à maior entidade do varejo americano, a National Retail Merchandising Association – NRMA, agora NRF – National Retail Federation, que é o maior evento de varejo do mundo, realizado anualmente em Nova York, contando sempre com a presença de milhões de participantes de todos os continentes. Foi lá que, em 1954, esses lojistas cariocas ficaram entusiasmados ao assistir a uma apresentação sobre um grande Cadastro de Consumidores Inadimplentes para auxiliar as vendas a prazo no mercado americano. A consequência não podia ser outra: naquele momento começou a germinar a semente que deu origem ao Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. Antes disso, um grupo de comerciantes, associados e diretores do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro –


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SindilojasRio - costumavam se encontrar para almoçar no restaurante Mesbla e compartilhar informações sobre as atividades dos seus estabelecimentos. O objetivo era unir esforços para resolver questões relacionadas, principalmente, com a venda a crédito que já se praticava no Rio de Janeiro, uma das cidades precursoras dessa nova modalidade, seguida por outras capitais.


Em 1975 a consulta ao SPC ainda era em fichas, mas ganhou uma extraordinária melhoria no tempo de resposta com a instalação de um avançado sistema de telefonia dimensionado para um tráfego somente superado pelo da Bolsa de Valores, que era o maior da época. Com isso, o tempo de resposta que chegava a 24 horas passou para uma média de dois minutos e meio.


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SPC: a revolução do comércio brasileiro

Com o sucesso da nova modalidade de venda, aos poucos, os lojistas foram abandonando a ideia de que o comerciante que vendia “fiado” era malsucedido. Tempo em que o crédito ao consumidor só era concedido mediante avaliação da idoneidade do comprador atestada por informantes, pessoas físicas, contratados pelos lojistas. Cada loja tinha a sua própria equipe que colhia dados para o cadastro por meio de entrevistas na quitanda, na padaria e no açougue, próximos à residência do consumidor. Se esse cliente costumasse pagar em dia a estes estabelecimentos, o crédito então seria concedido. Devido a esse complexo processo de coleta de informações, o consumidor era obrigado a esperar por vários dias para saber se o seu crédito tinha sido ou não aprovado. Com essa demora, muitas vendas não se concretizavam, prejudicando o faturamento das lojas. Então, inspirados pela apresentação na Convenção da NRMA em 1954, em Nova Iorque,


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Alfredo Monteverde, fundador do Ponto Frio, liderou a iniciativa de se reunir com José Vasconcelos de Carvalho e José Luiz Moreira de Souza, das Lojas Ducal; Lauro Carvalho, da Exposição Modas, e Osvaldo Tavares, da Casa Tavares, também diretores e membros ativos do Sindicato dos Lojistas, para organizar e criar um cadastro centralizado para registro dos consumidores inadimplentes com o intuito de dinamizar e viabilizar com segurança a venda a prazo. Vale lembrar que, na época, um lema emblemático dominava o comércio. Era o conhecido “o segredo é a alma do negócio”. Ninguém repartia inteligência, conhecimentos e informações da sua atividade. Mas, seria preciso contrariar esta regra e mudar a postura, partindo do pressuposto de que todas as lojas teriam que compartilhar suas experiências e dados sobre seus clientes, para organizar um serviço de um cadastro centralizado para agilizar a aprovação das propostas de crediário, reduzir o custo das informações e diminuir os riscos de inadimplência nas vendas a prazo. De posse desses dados, eles concluiriam a montagem, a organização e os fundamentos do primeiro Cadastro Central de Crédito – C.C.C. do País. Estava pronto o método que iria revolucionar o comércio e proporcionar um extraordinário


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impulso às vendas do varejo no Brasil. Bastaria instalar o serviço dentro das atividades operacionais do Sindilojas e colocá-lo em funcionamento. Mas, um dispositivo da Lei que regia o regulamento dos sindicatos patronais no país, não permitia ao Sindicato dos Lojistas exercer essa atividade de prestação de serviço cadastral remunerada para a concessão de crédito entre lojas e consumidores. A solução, então, foi fundar uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tivesse o objetivo de oferecer ao comércio os serviços do Cadastro Central de Crédito, para consulta na venda a prazo, e de registrar clientes em atraso. E assim foi feito. Novamente aqueles incansáveis comerciantes uniram esforços e, em 7 de novembro de 1955, simultaneamente, incorporaram o C.C.C. – Cadastro Central de Crédito ao domínio do Clube de Diretores de Lojas a Varejo do Rio de Janeiro (atual CDLRio), entidade civil sem fins lucrativos criada para cumprir essa finalidade. Seu primeiro presidente foi o empresário Jesuíno Lourenço, que também presidia o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro, que deu total apoio à iniciativa, e a sede do Sindilojas ficou à disposição dos fundadores do Clube.


A tradicional sede da Rua da Alfândega, onde teve início a grande revolução tecnológica do Clube de Diretores Lojistas.


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CDLRio/SPC: onde tudo começou

O primeiro endereço do CDLRio/SPC foi registrado em uma sala nas dependências do Sindicato dos Lojistas, localizado na Rua da Quitanda, 3, 10º andar. Logo cedo, o Clube de Diretores de Lojas a Varejo do Rio de Janeiro (atual CDLRio) conquistou a credibilidade, ao demonstrar os ganhos operacionais, as inúmeras vantagens e os benefícios que o acesso às informações para a venda a crédito proporcionava aos lojistas, principalmente quando comparado ao custo de uma equipe própria de informantes. A agilidade e a confiabilidade do sistema permitiam atender ao mesmo tempo e mais rápido um número bem maior de lojistas e consumidores, contribuindo para o expressivo aumento do volume de vendas. Assim, nasceu a nova entidade de diretores de lojas que viria estabelecer um modelo de sociedade comercial para fazer a aproximação entre administradores e dirigentes do comércio varejista, para defender os interesses comuns da classe e da comunidade, fornecer informações para a venda a crédito, prestar requeridos serviços essenciais


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e representar legitimamente o setor perante os poderes públicos e civis. Já conhecido e aprovado por todo o comércio lojista, em 24 de setembro de 1956, o Cadastro Central de Crédito – C.C.C. – mudou o nome para Serviço de Proteção ao Crédito – SPC, que se tornou uma das marcas mais conhecidas em todo o território nacional. Em outubro desse mesmo ano, o SPC/CDLRio mudou-se para três salas na Rua Primeiro de Março, 7, 8º andar, com entrada pelo Beco dos Barbeiros. Por uma feliz coincidência, hoje, a atual sede do CDLRio ocupa um prédio de cinco andares na Rua Primeiro de Março, 13, ao lado da sede de origem. Em 9 de julho de 1958, o Clube de Lojas a Varejo do Rio de Janeiro passou a chamar-se Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, entidade pioneira que deu origem à atividade cedelista no Brasil.


Crédito: Revista Empresário Lojista.

A nova sede na Rua Primeiro de Março, 13, no Centro da cidade, concentra nos seus cinco andares toda a estrutura do CDLRio.


Crédito: Revista Empresário Lojista.

A primeira grande luta travada pelo CDLRio foi com os camelôs.


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Combate à informalidade: uma antiga luta do CDLRio

Desde os seus primeiros anos de vida o CDLRio logo percebeu o grande trabalho que tinha pela frente, entre eles a necessidade premente de disciplinar o comércio marginal e informal no Centro e nos bairros; de executar projetos e estudos para a redução dos tributos incidentes sobre o setor; de promover a iniciativa de entendimentos e gestões perante os poderes públicos e representações da sociedade civil organizada para defesa dos interesses da classe e diversas atividades promocionais. Além dessas, a entidade realizou várias outras ações, que perduram até hoje, como a valorização e a promoção das grandes datas comemorativas que carregam no seu bojo forte apelo comercial, a qualificação de empresários e profissionais das lojas, com a aplicação de cursos de especialização em varejo. Mas a primeira grande batalha travada pela entidade foi com os camelôs, cuja situação, naquela época, ainda não tinha saído de controle. O CDLRio, com o apoio e o auxílio das autoridades, conseguiu disciplinar horários para


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funcionamento, localização dos pontos de venda e, até mesmo, selecionar os tipos de mercadorias que seriam permitidos. No capítulo das dificuldades enfrentadas pelo SPC, resultado do sucesso extraordinário que vinha alcançando, foi um desentendimento com a Prefeitura que quis cassar a licença de funcionamento do serviço concedido ao CDLRio, por considerar, na época, que uma entidade para funcionar na relação mercantil entre o consumidor e o comércio, com avaliação do cadastro pessoal, deveria pertencer ao serviço público, no caso um órgão da própria Prefeitura e não uma sociedade civil. O CDLRio recorreu à Justiça e, felizmente, ganhou o direito de exercer plenamente a atividade.


O CDLRio foi o primeiro a estimular a promoção das datas comemorativas do comércio.


Jesuíno Lourenço 1955 - 1956

Benedito Anselmo Pierotti Filho 1956 - 1960

1955

Jorge Franke Geyer 1966 - 1969

Edward Helal 1970 - 1973


Oswaldo Tavares Ferreira 1961 - 1963

Sylvio de Siqueira Cunha 1974 - 2002

Conrado Gruenbaum 2002 - 2006

Waldemir Paula Freitas Santos 1964 - 1965

2015

Aldo Carlos de Moura Gonรงalves Atual presidente.


Antes da criação do sistema de crédito, os empresários fundadores do CDL/SPC se reuniam sempre em almoços para alinhar ideias e discutir a modalidade de venda.


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Nove presidentes e os mesmos ideais

Ao longo desses 60 anos de existência, nove presidentes comandaram os destinos do CDLRio, sempre com muito empenho e dedicação. Todos eles respeitados líderes do comércio, fiéis defensores da causa lojista, da atividade comercial e da sociedade e também empresários idealistas e inovadores, que sempre se preocuparam com o progresso e o desenvolvimento do varejo. Seu primeiro presidente, Jesuíno Lourenço, conduziu com muita firmeza e discernimento os primeiros passos da entidade para o estabelecimento do sistema de venda a crédito, que era um dos maiores desafios para o comércio. Ele também presidia o Sindicato dos Lojistas que deu importante apoio para o efetivo estabelecimento do SPC e do CDLRio, mesmo antes da fundação, em 7 de novembro de 1955. Ficou na função até a primeira eleição para um novo presidente em março de 1956, mas fez um grande trabalho, reconhecido por todos.


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Com a entidade já consagrada pela sua eficiência na prestação de serviços, assumiu a presidência do CDLRio, o conhecido empresário Benedito Anselmo Pierotti Filho, diretor-presidente da inovadora Exposição Modas, uma das empresas pioneiras na modalidade de venda a prazo. Durante a sua gestão, o CDLRio obteve uma grande vitória: conseguiu manter, no Rio de Janeiro, a realização da 2ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que seria transferida para outro estado da federação. Com um mandato repleto de importantes conquistas em favor do comércio varejista, permaneceu no cargo por quatro anos, de 1956 a 1960. O terceiro presidente foi o conhecido e atuante empresário Osvaldo Tavares, fundador da Casa Tavares, cadeia de lojas de moda masculina de muito sucesso no Rio de Janeiro. Um dos criadores do Serviço de Proteção ao Crédito, Tavares também foi um dos fundadores do CDLRio. Foi no seu mandato que a entidade adquiriu todo o terceiro andar da sede da Av. Presidente Vargas, solução ideal não apenas para o SPC, como também, para a consolidação do Clube como prestador de outros serviços aos lojistas e à comunidade. Ocupou a presidência de 1961 a 1963 e, em seguida, foi eleito presidente do Sindicato dos Lojistas de 1964 a 1968 (dois biênios). Hábil negociador, foi um dos


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empresários lojistas mais respeitados do país e deu grande impulso às entidades que presidiu. Waldemir Paula Freitas Santos, outro empresário de sucesso e fundador da conhecida Casa Superball, uma das lojas mais conceituadas de artigos esportivos, foi o quarto presidente do CDLRio, durante o biênio 1964/1965. Deu grande contribuição à entidade e trabalhou com bastante afinco pelo seu progresso e desenvolvimento, atuando em várias frentes na defesa da entidade e dos varejistas. Com uma gestão também voltada para a promoção e organização da Federação e da Confederação dos Clubes de Diretores Lojistas, Jorge Franke Geyer, foi o quinto presidente do CDLRio, de 1966 a 1969. Empresário de grande prestígio no cenário nacional, Geyer era diretor presidente da Casa Masson, a progressista cadeia de lojas especializada em joias, ótica e relógios, em atividade desde 1871. Nos três anos em que esteve à frente da entidade, buscou sempre o engrandecimento e a sua expansão, aumentando o prestígio do CDLRio. O sexto presidente foi Edward Helal, que era diretor vice-presidente das Lojas Helal, uma das mais famosas cadeias de lojas da época. Co-


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nhecido e prestigiado empresário do comércio, presidiu a entidade 1970 a 1973. Trabalhou muito pelo seu crescimento e desenvolvimento, não medindo esforços para ampliar a sua atuação em todas as áreas de atividade. Na sua gestão, foi adquirido o primeiro prédio na Rua da Alfândega, nº 107. Helal também é sempre lembrado pela vibração e pelo entusiasmo com que defendia os objetivos, os propósitos do CDLRio e as causas em favor do comércio. Sylvio Cunha foi o sétimo presidente da entidade, a qual dirigiu por 28 anos, de 1974 a 2002, afastando-se da função por motivo de saúde. Deu grande dimensão ao CDLRio, transformando-o definitivamente em uma referência entre as entidades do varejo nacional. Foi na sua gestão que o Clube deu um grande salto de qualidade, ampliando sua sede com a aquisição dos números 101, 103 e 111 da Rua da Alfândega, onde teve início a grande revolução tecnológica do CDLRio. Sylvio Cunha se tornou uma figura nacional e foi, sem dúvida, o mais importante nome da história dos Clubes de Diretores Lojistas no Brasil. Sua atuação foi tão espetacular, tão emblemática, que suas realizações merecem um capítulo à parte não apenas neste livro, mas em todos os livros que forem escritos sobre o CDLRio e o SPC.


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Substituiu Sylvio Cunha na presidência do CDLRio, o conhecido empresário Conrado Gruenbaum, que dirigiu a entidade de 2002 a 2006. Ingressou na entidade na qualidade de representante do Ponto Frio, na época uma das mais importantes cadeias de lojas do país na especialidade de eletroeletrônicos, onde ocupou por 30 anos o cargo de Diretor-Geral. Na sua gestão no CDLRio, promoveu importantes mudanças nas áreas organizacional e operacional e fez ampla reformulação na área de informática, além de outras iniciativas. A modernização da estrutura da entidade com uma visão mais corporativa quanto à gestão de Recursos Humanos, também foi uma característica do seu período à frente do CDLRio. Aldo Carlos de Moura Gonçalves é o nono e o atual presidente do CDLRio. Eleito para 2007 e reeleito para 2009, 2012 e 2015. O empresário é diretor-presidente da Silhueta Infantil, tradicional cadeia de lojas especializada em moda e artigos infantis. Ele também preside o SindilojasRio, é grande benemérito e vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ (onde preside o Conselho Empresarial do Comércio de Bens e Serviços), diretor da Confederação Nacional do Comércio – CNC e membro do Conselho Empresarial de Gestão Estratégica para a Competitividade da FIRJAN - Federação das Indústrias


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do Estado do Rio de Janeiro. Sua participação em todas essas associações tem por objetivo a busca por maior interação e sinergia entre todas as entidades empresariais, o que vem dando grandes resultados. À frente do CDLRio tem imprimido a marca do progresso em sua gestão, mantendo a entidade no caminho da modernidade, da atualização técnica, operacional e da responsabilidade social, sintonizada com o desenvolvimento do comércio e da Cidade. Neste caminho, vem empreendendo essenciais mudanças corporativas e patrimoniais.


Os produtos e serviรงos do CDLRio, a chave do sucesso.


Sylvio Cunha testa um terminal de computador na inauguração da implantação da completa informatização do cadastro do SPC, que iniciou a integração estadual e nacional de serviços, fundamental para a prestação de um serviço de grande qualidade, reconhecido em todo o País.


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Sylvio Cunha: ícone do varejo nacional

Um dos ícones do varejo nacional, Sylvio Cunha dirigiu o CDLRio por 28 anos e teve uma atuação marcante à frente da entidade, até hoje sempre lembrada quando o tema é comércio varejista, atividade da qual era um grande líder e profundo conhecedor. Foi neste setor que iniciou sua vida profissional como balconista da Casa Carioca, em Catanduva, São Paulo. Depois trabalhou na Lundgren Irmãos Tecidos S/A (Casas Pernambucanas), nas lojas Jaraguá (Grupo Votorantim), na BancorftBrilotex Têxtil do Brasil S/A, na Casa José Silva Confecções S/A e na Insinuante, famosa cadeia de lojas de então. Nos meios empresariais,fez carreira no Rio de Janeiro. Além de presidente do CDLRio, foi diretor benemérito da Associação Comercial do Rio de Janeiro, presidente do Sindicato da Indústria de Confecções de Roupas para Homem do Estado da Guanabara, Conselheiro da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, presidente do SindilojasRio – Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro. Foi


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também Vogal da Junta Comercial do Rio de Janeiro e fez parte do Conselho de Contribuintes do Estado. Mas, foi à frente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, que Sylvio Cunha teve destacada atuação. Durante a sua gestão, transformou a entidade em referência do comércio lojista, com forte influência sobre os mais variados setores da sociedade, do mundo político e empresarial, especialmente do setor. Uma das suas marcas foi a modernização e atualização que impôs em 1975 ao SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, transferindo-o para amplas e funcionais instalações no novo edifício do CDLRio na Rua da Alfândega, do número 101 ao 111. Iniciava-se aí a grande revolução tecnológica. Sob a sua liderança, a entidade equipou-se com um avançado sistema de telefonia dimensionado para um tráfego somente superado pela Bolsa de Valores da época. Nesta época, a organização do sistema ainda era em fichas e ganhou uma extraordinária melhoria no tempo de resposta, que antes chegava a 24 horas e passou à média de dois minutos e meio. Na década de 80, em função do aumento da demanda pelo crédito, o SPC recebeu mais de


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59 milhões de consultas, passando para a média de 67 milhões na década de 90. Foi ainda na gestão de Sylvio Cunha que o CDLRio implantou a completa informatização do cadastro do SPC, e começou a integração estadual e nacional de serviços, fundamental para a prestação de um serviço de alta qualidade, reconhecido em todo o País. Também em sua gestão a entidade passou a atuar conciliando os interesses dos consumidores e dos lojistas, buscando harmonizar as suas relações. Em suas próprias palavras, colocou: CDLRio agindo como “algodão entre cristais”. Pelo seu espírito de liderança, pelas inúmeras conquistas para o setor do varejo, pelo relevante trabalho em benefício de toda a classe lojista, Sylvio Cunha se tornou uma figura nacional e foi, sem dúvida, o mais importante nome da história dos Clubes de Diretores Lojistas no Brasil.


Aldo Gonçalves, atual presidente do CDLRio, tem imprimido a marca do progresso em sua gestão, mantendo a entidade no caminho da modernidade, sintonizada com o desenvolvimento do comércio, empreendendo essenciais mudanças corporativas e patrimoniais.


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Fortalecendo o papel de representante do comércio

Desde que assumiu em 2007 a presidência do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, Aldo Gonçalves tem trabalhado exaustivamente pelo fortalecimento da entidade no papel de representante do comércio lojista. Para isso, além das suas atividades institucionais, ampliou e desenvolveu a vocação da entidade como fórum de debates, reunindo em torno de temas de interesse da Cidade e do Estado do Rio especialistas com diferentes visões, de lideranças empresariais, da sociedade civil e da administração pública. Por esses fóruns passaram governantes, ministros, autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário das esferas federal, estadual e municipal, dirigentes sindicais, empresários e personalidades, que expuseram ideias e apresentaram programas e sugestões em eventos voltados não só para as atividades específicas do comércio, mas também com foco no bem-estar de toda a sociedade.


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Com este objetivo, as sugestões surgidas nesses eventos têm sido apresentadas sistematicamente aos poderes executivo e legislativo e muitas delas têm sido acolhidas e colocadas em execução. É uma nova era em que a entidade está cada vez mais sintonizada com o desenvolvimento do setor, da Cidade, do Estado e do País. A defesa em prol da redução e simplificação da carga tributária, tema antigo, mas recorrente, que afeta profundamente o progresso e o desenvolvimento do setor e inibe o investimento dos setores produtivos, é uma luta de hoje e de sempre do CDLRio. Sempre preocupada em trilhar os caminhos da modernidade e da sustentabilidade, baseada na implementação de novos conceitos nas áreas comercial, organizacional e financeira, a atual administração tem feito uma série de ações que buscam atualizar a entidade e adequá-la ao dimensionamento do mercado. Uma delas, com profundas repercussões interna e externa, foi a que aconteceu em 2013, com a mudança do CDLRio para nova sede própria, localizada na Rua Primeiro de Março, nº 13, Centro, um endereço nobre no centro da cidade. É um prédio com cinco andares, onde estão


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instalados todos os serviços. No lugar da antiga sede, na Rua da Alfândega, em parceria com a João Fortes Engenharia, está sendo construído um magnífico e moderno edifício comercial que se eleva sobre um valioso conjunto de lojas e sobrelojas, com 17 andares corporativos dotados de avançados recursos de tecnologia. Esse legado de valioso patrimônio para o CDLRio se perpetuará por todo o futuro, representando mais um marco da história da entidade.


Apoiado em mais de cinco bilhões de registros históricos, o CDLRio oferece soluções capazes de alavancar negócios, ampliar a visão de mercado, mapear riscos, oportunidades, aperfeiçoar e rentabilizar operações dos associados.


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Um leque de serviços à disposição dos lojistas

Como parte dos seus objetivos institucionais e de apoio aos lojistas, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, presta um leque de serviços aos seus mais de 15 mil associados, que representam cerca de 40 mil estabelecimentos comerciais, entre os quais o mais conhecido é o SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito (a maior base de dados comerciais sobre pessoa física do país). Este serviço foi pioneiro no segmento de apoio à decisão de negócios. Atualmente, sempre buscando apoiar os seus associados, oferece uma série de produtos com todo o tipo de informações cadastrais e de comportamento sobre empresas e pessoas, e também sobre veículos. Também está apto para atualizar dados dos clientes ou prospectar novos. Com o uso de modelos analíticos colocados à disposição, é possível identificar qual a propensão de consumo ou qual o grau de risco de crédito de sua carteira de clientes. Enfim, aliando dados, ciência, tecnologia e design e apoiados


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em mais de cinco bilhões de registros históricos, o CDLRio oferece soluções capazes de alavancar negócios, ampliar a visão de mercado, mapear riscos e oportunidades, aperfeiçoar e rentabilizar operações dos associados. Perguntas como “onde estão os melhores clientes?”, “onde abrir uma loja?”, “para quais empresas minha empresa poderia vender e ainda não vende?” podem ser respondidas, hoje, e de forma imediata, pelas soluções do CDLRio. Atualizando-se sempre, a entidade entende que a sobrevivência e a evolução nesse mercado globalizado, de forte concorrência, dependem de um contínuo aprimoramento das empresas, assim como o da própria entidade. Por isso, tem procurado aliar competência e eficiência às suas operações, custos e, principalmente, ao estreito relacionamento com seus clientes ou associados.


O CDLRio oferece um mundo de soluçþes para os seus associados.


O CDLRio tem firmado uma série de convênios, fortalecendo os seus laços de cooperação e relacionamento com os poderes públicos, como este com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assinado em 2007 e renovado em 2011, pelo então presidente do TJRJ, desembargador Murta Ribeiro e pelo nosso presidente Aldo Gonçalves.


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Jurídico: na vanguarda da solução de conflitos

Ao longo dos seus 60 anos de existência, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio se preparou para atender os seus associados e a própria entidade em todas as áreas em que atua. O Departamento Jurídico é um bom exemplo. Tem como missão evitar litígios ou prepará-los de forma a se ter êxito, exigir certas garantias ou dispensá-las, aprofundar a análise de determinada contingência ou apenas gerenciá-la, evitando-se perdas irreparáveis. Além disso, sempre estimulou encontros promovendo debates sobre temas atuais, incentivando e procurando agregar relacionamentos com entidades e empresas associadas, sempre com bom diálogo e a troca de conhecimentos e experiências exitosas, tudo com intuito de valorização dos interesses do comércio e dos bancos de dados. Nos últimos dez anos estreitou laços de cooperação e relacionamento com o Poder Público em geral, firmando convênios, termos de ajustamentos e, ainda, participando de audiências públi-


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cas que beneficiaram não só seus associados, mas especialmente, a população. Dentre tais ajustes estão os convênios firmados com a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com troca de informações que resultaram em maior celeridade nas conclusões de inquéritos policiais e denúncias, combatendo-se delitos tão danosos à vida cotidiana. Outro acordo de sucesso se dá com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, através do qual se erradicaram as fraudes em ofícios judiciais e demandas, e, principalmente dando maior rapidez no relacionamento entre as partes, na diminuição de custos e na solução de conflitos. Aliás, esse convênio tornou-se não só o pioneiro, mas um procedimento seguido pelos demais tribunais do país como exemplo de segurança e controle de práticas ilegais. Uma das conquistas recentes do Departamento Jurídico do CDLRio foi a vitória na Justiça acerca da não obrigatoriedade do envio da correspondência prevista no Código de Defesa do Consumidor através de aviso de recebimento pelos bancos de dados. A decisão favorável se deu com a edição do verbete sumular 93 do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em novembro de 2005, também editado pelo Superior Tribunal de


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Justiça sobre o mesmo assunto. A par de todas as suas atividades o Jurídico também atua com eficiência e dedicação perante a população nos postos de atendimento ao cidadão do Rio Poupa Tempo, onde são atendidas diariamente centenas de pessoas tentando a resolução de seus problemas. Assim, está sempre na vanguarda da solução de conflitos, auxiliando o CDLRio a desenvolver as suas obrigações com excelência.


Criado em parceria com o SindilojasRio, o IVAR – Instituto do Varejo é o viés cultural das entidades nas áreas de educação e capacitação para os profissionais do comércio varejista.


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IVAR: capacitação levada a sério

Com uma visão muito clara e objetiva da importância da capacitação de pessoas como grande diferencial competitivo das empresas varejistas, o CDLRio e o SindilojasRio criaram e mantêm o IVAR – Instituto do Varejo, que é o viés cultural das duas entidades nas áreas de educação e capacitação para os profissionais do setor. A preocupação com a melhoria na qualidade da formação dos comerciantes, gestores do varejo e comerciários, para os quais são oferecidos cursos e palestras, nasce mais fortemente em 1998, quando, consciente de que as empresas brasileiras têm que caminhar no rumo da profissionalização, incorporando conhecimentos técnicos, estratégicos e de gestão, resultou na criação do Instituto do Varejo – IVAR, para atender a estas novas e inadiáveis exigências, com baixo custo de formação. Fruto do desenvolvimento desta ação, em 2008, o CDLRio e o SindilojasRio deram mais um passo importante com a criação dentro do IVAR da Universidade Corporativa do Varejo, com o


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lançamento do MBA em Gestão de Varejo e Serviços, em parceria com reconhecidas entidades de ensino. No ano seguinte, em 2009 mais uma grande conquista: foi inaugurado o primeiro Curso Superior em Gestão de Varejo do Rio de Janeiro, dando oportunidade aos profissionais que, por terem ingressado ainda jovens no mercado de trabalho no varejo, não tiveram a chance de fazer um curso superior na sua área de atividade. Como essa iniciativa, o CDLRio contribuiu, de forma efetiva, para a melhoria da qualidade de gestão das empresas varejistas do Rio de Janeiro, sem dúvida, um dos grandes gargalos do setor. Conscientes desse novo quadro, as empresas brasileiras têm esboçado um grande salto no rumo da profissionalização do varejo, incorporando conhecimentos técnicos, estratégias de marketing e de gestão. Mesmo que timidamente, isso tem trazido melhorias de eficiência para o setor, que poderiam ser bem maiores não fosse a falta de entidades de ensino preparadas para atender a estas exigências do mercado, com custos acessíveis para uma boa formação. A capacitação, até então considerada uma necessidade secundária do setor, passou a ser de fundamental importância para o desenvolvimento e a sobrevivência das empresas.


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Antes dessa verdadeira revolução, o grande patrimônio das empresas eram as suas instalações físicas. O diferencial competitivo era ter sede própria. Hoje, os ativos de maior valor, além da clientela, são os baseados no conhecimento, na informação, no preparo e formação da equipe. E isso só se consegue com o permanente investimento na educação e na capacitação das pessoas. Este sim passou a ser o grande patrimônio das empresas.


O Ivar Contact Center está preparado para atender mais de 1,5 milhão de ligações.


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A busca por novos negócios

Braço do CDLRio para soluções de relacionamento, tecnologia de informação e comunicação unificada, o Ivar Contact Center foi recentemente ampliado com a criação de mais 100 pontos de atendimento, novas estruturas e ferramentas que facilitam e inovam a prestação de serviços. Antes da ampliação, o Ivar Contact Center recebia 200 mil ligações por ano. Hoje, esse número ultrapassa 1,5 milhão, atendendo a grandes clientes de várias áreas de atuação, além do próprio comércio. A ampliação fez parte da estratégia do CDLRio de buscar novos negócios em outros mercados e também colaborar para reforçar e ampliar a posição do comércio, principalmente a do pequeno e médio lojista, e estimular o investimento na busca do crescimento das vendas. O IVAR Contact Center (funciona 365 dias por ano, 24 horas/dia) tem estrutura preparada para prestar serviços em diversos formatos de horários, contando com uma equipe de profissionais especializados e treinados para interagir de forma personalizada com o seu público-alvo.


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A grande vantagem para o lojista em utilizar os serviços do Ivar Contact Center é que ele pertence ao Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, que é a mais tradicional entidade de classe do comércio carioca, com 60 anos de existência e uma rica e conhecida história de luta em favor dos interesses do comércio varejista. Assim, a entidade conhece profundamente as necessidades dos lojistas e tem condição de colaborar com o crescimento das vendas.


O Ivar Contact Center foi recentemente ampliado com a criação de mais 100 pontos de atendimento, novas estruturas e ferramentas que facilitam e inovam a prestação de serviços para soluções de relacionamento, tecnologia de informação e comunicação unificada.


Em 1981 o CDLRio criou um moderno Centro de Estudos que produz estudos, análises e pesquisas para orientação dos lojistas.


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Centro de Estudos: análises e tendências do comércio

Desde as formas mais incipientes de comércio à sofisticada e moderna comercialização de hoje, nunca houve tanta e tão premente necessidade de que o homem do comércio centralize o máximo de sua atenção na realidade que o cerca. A grande massa de informações não permite mais ao empresário ficar alheio a tudo isso. Baseado nessa premissa e, com a convicção de que cada empresa é um organismo vivo e pulsante, onde a mola propulsora é o ser humano, o CDLRio juntou as informações de inteligência que vinham sendo elaboradas desde a sua fundação e criou em 1981 um moderno Centro de Estudos, que produz estudos, análises e pesquisas, entre elas a mais conhecida é o “Termômetro de Vendas”, que mostra as tendências e os impactos econômicos no movimento do comércio. A entidade sabe que a informação é fundamental para o sucesso de um empreendimento comercial e o Centro de Estudos tornou-se a base fundamental para levar aos associados cada vez


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mais e melhores instrumentos que possam apoiá-los no seu dia a dia. Pensando assim, e sabendo que hoje as empresas enfrentam árduos desafios para integrar velocidade de informação e decisão em suas estratégias empresariais frente às vertiginosas mudanças que o mercado atravessa, disponibiliza ferramentas de suma importância para o funcionamento da empresa, sobretudo, no que concerne à área de vendas, perfil do consumidor e legislações. Além de fornecer informações diversificadas aos associados, diretores, entidades coirmãs e setores internos, e também prestar informações a entidades governamentais, universidades, assessorias econômicas e à mídia, que tem dado grande divulgação às pesquisas e estudos do CDLRio. O Centro de Estudos é responsável pelo desenvolvimento de estatísticas de acompanhamento do movimento de vendas no comércio do Rio, que pode servir de comparativo entre a média do seu segmento comercial e o seu próprio resultado. Por meio da publicação chamada de Termômetro de Vendas, acompanha e elabora mês a mês o movimento de vendas do comércio varejista no Município do Rio de Janeiro com ampla pesquisa por ramos, localização, categorias de ati-


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vidades e diversos períodos de comparação. É a única entidade com um serviço deste tipo. Informação é fundamental para se obter bons resultados e também para verificar o próprio resultado e o Termômetro de Vendas e Anuário de Vendas oferecem isso. Dentro dessa mesma área, há o acompanhamento e a elaboração com diversos períodos de comparação do Movimento do SCPC e Movimento de Cheques, em que mostra-se não só a visão das Consultas, das Dívidas Quitadas, mas também da Inadimplência, hoje um dos itens que interferem nas vendas e, consequentemente, no faturamento das empresas. O Centro de Estudos também monitora e divulga as Legislações (Projetos de Leis, Leis, Decretos, Portarias, etc.), que podem afetar as operações do setor, por meio da revista “Empresário Lojista”. Esse monitoramento objetiva levar para o maior número possível de associados informações para que eles possam se adequar às novas regras. Produz também pesquisas com os lojistas sobre a intenção de vendas nas datas promocionais do comércio e perante o cliente sobre o que o levou a inadimplência, para que o associado conheça o perfil do consumidor de hoje e possa des-


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sa maneira realizar estratégias, e para diminuir a inadimplência de seu negócio. O Centro de Estudos, também tem a missão de guardar, preservar e atualizar a “Memória” do CDLRio.


O Centro de Estudos também tem a missão de preservar a memória do CDLRio e do comércio.


1956

1961

1966

1991

2005

2013


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Na evolução da marca o conceito de modernidade

Especialistas e estudiosos em marketing não têm a menor dificuldade para definir uma marca “como o principal elo entre a empresa e o cliente e que ela com o decorrer dos anos passam a ser o referencial da qualidade daquele produto ou serviço”. Por isso uma marca não pode envelhecer, tem que se atualizar se revitalizar, para que a empresa não passe uma imagem de antiguidade, velha. Tudo isso para atender uma necessidade do mercado, que exige qualidade e renovação. Por isso, as empresas e as entidades tradicionais que conseguiram se manter fortes investiram na modernização da marca e, consequentemente, na melhoria dos seus serviços e produtos. O CDLRio seguiu esse caminho e nunca se arrependeu. Nessas seis décadas de atividade, já renovou sua marca por seis vezes. Em todas elas sempre procurou refletir uma imagem de qualidade, mesclando características como pioneirismo, tradição e modernidade.


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A primeira logomarca do CDLRio data de 1956, ainda com o nome de Clube de Diretores de Lojas a Varejo do Rio de Janeiro – CDLV, já revelando um conceito bastante avançado para a época. O azul forte evocava precisão, clareza e vigor, que era logo identificado, mesmo quando visto de longe. Em 1961, na segunda revitalização, ela já trazia o nome CDL, dentro um novo logo. A partir daí, com a evolução e modernização do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, aconteceram outras modificações em 1966, 1991, 2005 e 2013, que continua até hoje e cujo projeto visual manteve os conceitos de tradição, missão, valores, credibilidade, lealdade e confiabilidade. Essa mudança proporcionou mais uma vez ao CDLRio a oportunidade de se reposicionar no mercado com uma nova “cara” e com um conceito ainda mais positivo, tanto para o lojista quanto para o consumidor, reforçando o conceito de uma nova assinatura institucional para a empresa e para com os seus associados. Também ao longo dos anos, em datas comemorativas e especiais, o CDLRio não tem perdido a oportunidade de mostrar sua evolução e desenvolvimento, com o lançamento de novas lo-


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gomarcas, sendo que a dos 50 anos da entidade foi a que mais marcou.

Marca comemorativa dos 60 anos do CDLRio.


O produtos e serviรงos do SCPC oferecem preรงos mais competitivos com ainda mais qualidade.


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Mais competitividade com melhores produtos

A expansão do volume de crédito nos últimos anos, que exigiu de todos - empresários e entidades - a máxima atenção à redução de custos e à qualidade das informações, é a grande oportunidade que mobiliza a estrutura de prestação de serviços e valoriza ainda mais a base associativa neste novo cenário vivido pelo mercado. Até fins da década de 80 e início dos anos 90, os diversos serviços de proteção ao crédito existentes nas cidades brasileiras operavam de forma isolada. Existia um procedimento de intercâmbio de informações que viabilizava que estes serviços realizassem consultas entre si, no entanto a quase totalidade dessas consultas aconteciam através de ligações telefônicas realizadas entre as entidades e a resposta sempre era mais demorada. Mas, as empresas de varejo e do mercado financeiro, maiores usuários desse serviço, já tinham atuação nacional e necessitavam de respostas mais eficientes, mais rápidas.


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Para responder a essa necessidade do mercado, o CDLRio e a Associação Comercial de São Paulo – ACSP elaboraram um sistema que permitia realizar consultas entre suas bases de dados de forma automática e instantânea. O serviço evoluiu e as suas entidades, as maiores bases de proteção ao crédito do país da época, passaram a fornecer aos seus associados uma só resposta, somando toda a praça de São Paulo e do Rio de Janeiro. A qualidade do serviço prestado atingia outro patamar e, a seguir, juntavam-se ao Rio de Janeiro e a São Paulo, outras cidades, como Curitiba e Porto Alegre. Essa integração evoluiu e atingiu todo o país e deu origem a Rede de Informações de Proteção ao Crédito – RIPC, que mais adiante tornou-se a Rede Nacional de Informações Comerciais – RENIC. Para o enfrentamento da forte concorrência, a permanência no mercado de crédito com novos serviços e poder diminuir as desvantagens competitivas, tornou-se cada vez mais necessário abordar comercialmente as diversas atividades de negócios e novos clientes, não só como entidade, mas com o formato de empresa.


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Foi assim que depois de mais de quatro anos investidos em muitos estudos, pareceres técnicos e reuniões com os seus parceiros, o CDLRio concluiu que era chegada a hora de oferecer ao mercado melhores produtos a preços competitivos. Por isso, em 2011, tomou a decisão de associar-se, na qualidade de acionista, à Boa Vista Serviços, resultado de união com a Associação Comercial de São Paulo, com a Associação Comercial do Paraná e com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre. Além disso, a opção do CDLRio de associar-se à Boa Vista Serviços foi também a de participar de uma empresa com estrutura econômico-financeira mais forte e de capital genuinamente brasileiro. Os benefícios trazidos por essa associação foram: banco de dados mais completo; respeito à territorialidade; treinamento e desenvolvimento da força de vendas; preço mais competitivo e a melhoria contínua da qualidade dos produtos e serviços. Uma das atividades mais importantes na geração de emprego e renda, o comércio é dependente do progresso e do crescimento da economia, em particular em um país como o Brasil com um


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imenso mercado consumidor interno, que coloca no setor a responsabilidade de oferecer aos negócios qualidade e preço num mercado moderno e altamente competitivo. Por tudo isso, a opção do CDLRio pela Boa Vista Serviços foi uma decisão acertada e que já está trazendo progresso e desenvolvimento para todos os que atuam no setor.


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Defesa do comércio: o ideal de sempre

O Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio e o Serviço de Proteção ao Crédito – SPC nasceram do ideal lojista de um grupo de comerciantes à frente do seu tempo e herdaram a capacidade de se antecipar ao futuro. Ao longo da sua história, desde a fundação, o CDLRio espelhou sua liderança e viu sua imagem se refletir em aproximadamente 2.200 CDL´s, espalhados por todo o território brasileiro, tornando-se a principal e mais representativa entidade lojista do país. Desde o início da sua existência, a entidade descortinou novas ideias, solidificou seu prestígio, conquistou credibilidade e desenvolveu ações para além das suas fronteiras institucionais, sempre na defesa dos interesses do comércio, da livre empresa, da sociedade e dos valores democráticos. O comércio é um dos segmentos mais importantes da economia, o setor que mais emprega, valorizando ainda mais seu papel na sociedade. O CDLRio, além de ser especialista em varejo e em consequência da experiência adquirida, acumulou


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conhecimento e serve a empresas de diferentes setores empresariais, oferecendo serviços nas áreas de Tecnologia da Informação e Gestão; e de facilitadora de negócios, propondo soluções inovadoras.


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Homenagem justa e merecida

É conhecida a vocação histórica do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro de superar obstáculos. Isto tem acontecido, ao longo dessas seis décadas, justamente pelo esforço e pela dedicação do seu contingente humano. Por isso, há – e sempre houve – no CDLRio um respeito mútuo entre capital e trabalho, entre a entidade e seu colaborador. Ela está, positivamente, incluída entre aquelas que bem compreendem o valor do trabalho de cada um como fonte de riqueza. Isto vem desde a sua criação, legado que nos deixou os nossos fundadores. Como tem afirmado Aldo Gonçalves, presidente da entidade, “o nosso maior patrimônio é o patrimônio humano, qual seja, o quadro de colaboradores”. Por isso, neste livro comemorativo dos 60 anos do CDLRio não poderia faltar esta homenagem e os agradecimentos aos conselheiros, diretores, superintendentes, gerentes e colaboradores, que têm sido incansáveis na tarefa de dar continuidade aos ideais dos nossos fundadores para manter sempre o Clube de Diretores Lojistas


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do Rio de Janeiro na vanguarda das entidades representativas do comércio lojista do País.

Desde sua fundação, o CDLRio valoriza o trabalho de equipe como fonte de riqueza.


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CDLRio 60 anos  

CDLRio: uma história de pioneirismo e inovação

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