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Qualidade

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Editorial

Fazendo a diferença!

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FOTO: Edvaldo Almeida

responsabilidade social tornou-se um tema praticamente obrigatório em rodas de conversas empresariais no mundo. Nunca se falou tanto nesse assunto e não é por menos. Jamais a sociedade civil se mostrou tão atenta a causas socialmente responsáveis como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável. Temos assistido a iniciativas produzidas por empresas de todo país, mas a pergunta que desejamos ver respondida é a seguinte: como está a participação empreendimentos anapolinos neste cenário?

“Empresas que agregam valores da responsabilidade

Ao promover, na revista O Lojista, um debate sobre a responsabilidade social empresarial, a entidade pretende instigar os empresários de Anápolis a pensarem em soluções simples que podem fazer a diferença dentro da comunidade em que estão inseridos. A abordagem feita pela reportagem de capa desta edição parte do desafio de mostrar caminhos possíveis para gestões socialmente responsáveis. Foram ouvidos especialistas de diversas áreas para que fosse formada uma espécie de guia com dicas práticas para atuação dos negócios. São sete subdivisões analisadas: meio ambiente, acessibilidade, esporte, cultura, colaboradores, filantropia e ética.

social são hoje,

Além do benefício a ser promovido para toda sociedade, empresas que agregam valores da responsabilidade social são hoje, sem nenhuma dúvida, empresas que possuem um fator diferenciado de competitividade. Isso tudo porque, como já foi dito, as pessoas estão dando mais atenção a negócios que possuem esta marca, uma vez que vivemos em coletividade. E pode ter certeza, caro leitor, que os empreendimentos do futuro dificilmente sobreviverão se não adotarem um posicionamento socialmente responsável. O próprio mercado acabará por excluí-los porque os clientes não os aceitarão. Vemos constantemente estudos e relatórios sobre a importância das empresas na geração de renda e emprego do país. Isso por si só é um grande feito, mas se é possível fazer mais, por que ficarmos de braços cruzados?

que possuem

sem nenhuma dúvida, empresas um fator diferenciado de competitividade.”

Wilmar Jardim de Carvalho Presidente

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Sumário

Fundada em 20 de setembro de 1962

Presidente Wilmar Jardim de Carvalho

Edição com 40 páginas Editorial

5

Entrevista: Comércio na pauta de debate nacional

6

Programação de cursos da CDL

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Cuidados com o ambiente da loja

10

Tempo para férias

12

Fluxo de caixa positivo

14

Eficiência em arquivos

18

Gestões responsáveis

20

1º Vice-presidente Luiz Pereira da Costa Vice-presidentes Olívio Porto Lima João Itagiba Nunes Júnior Orival Rodrigues Jardim Air Ganzarolli Reinaldo de Castro Del Fiaco Diretores Walter Jensen Barbosa João Batista da Silva Wanderley Camargo Iraci Custódio Ribeiro Makário Luiz Orozimbo Alexandre Marques Antunes Maria Edna Sanches Denys Junqueira Maryam Mikhael Francisco Carlos da Silva Elsio Alves Pereira Gerson Sant’Ana Latife Cury de Pina Elmo dos Reis Goulart Marcos Aurélio Rodovalho

Ética

22

Meio Ambiente

23

Acessibilidade

24

Filantropia

25

Cultura

26

Esporte

27

Colaboradores

28

Conselho Fiscal João Batista de Souza Janilson Dutra Fonseca Antônio Gonçalves

Portal CDL Anápolis

31

O LOJISTA

Entrevista: Paz corporativa

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Central de Cobranças atende Anápolis e região

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Últimas Notícias

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Articulistas desta edição: Dr. Elder Antônio Neiva Gonçalves: Doenças da próstata

16

Dra. André Luiz Ignácio de Almeida: Nova Lei do Inquilinato

38

Importante Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente o pensamento da CDL de Anápolis. 4 · O Lojista · Jan/Fev/Mar Outubro 20092010

Contatos Rua Conde Afonso Celso, nº 25 Centro, Anápolis, Goiás CEP: 75025-030

Jornalista responsável Priscylla Dietz GO 01868 JP Assessoria comercial Flaviana de Jesus Kleber Palhão Contato publicitário Adaury Borges Capa, diagramação e arte Robson Silva

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Fotos Equipe CDL e Divulgação

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Tiragem 2.500 exemplares


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Entrevista

Comércio na pauta de debate nacional Em 2010, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) completa 50 anos de fundação. E para celebrar a data, a revista O Lojista traz nessa edição uma entrevista com o presidente da entidade, Roque Pellizzaro Júnior, que além de falar sobre a programação voltada para o cinquentenário da CNDL, comenta assuntos de grande interesse para o movimento lojista nacional, como a luta pela aprovação do cadastro positivo e o lançamento da bandeira da internacionalização do varejo. A entrevista foi viabilizada pela assessoria de imprensa da CNDL, via e-mail.

Roque Pellizzaro – A CNDL nasceu com o objetivo de alinhar o trabalho em nível nacional de CDLs através das Federações (FCDLs). E esse trabalho durante muito tempo foi muito difícil devido a distâncias que acontecem no Brasil e pelas dificuldades das diferenças regionais existentes. Hoje em dia o Brasil passa por outra realidade, de um sistema de comunicação que funciona de forma mais efetiva e de uma redução nessas diferenças sócio-econômicas. Acho que o grande avanço que nós podemos dizer é que nós conseguimos primeiro uma grande capilaridade. Hoje nós temos um movimento lojista como mais capilar dos movimentos empresariais e a partir de agora conseguimos, através da nossa união, projetar o futuro dentro de alinhamentos, o que antes não se concretizava. O Lojista – A CNDL prepara para o cinquentenário uma vasta programação. O senhor poderia nos informar quais atividades comemorativas a CNDL já tem agendado? Pellizzaro – A comemoração será feita basicamente em abril deste ano durante o nosso Seminário Nacional de SPC, o Mérito Lojista (Brasil) e o encontro de Federações. Também em setembro, comemoraremos com a maior Convenção Nacional (do Comércio Lojista) já realizada na história, para a qual esperamos ter 5 mil participantes. O Lojista – Dentre as atuais bandeiras defendidas pela CNDL, estão a regulamentação dos cartões de crédito e o cadastro positivo. Quais foram os avanços 6 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

FOTO: Divulgação CNDL

Revista O Lojista - Qual o principal legado que marca a CNDL nesses 50 anos de história?

“Uma nova bandeira da CNDL em 2010 será a internacionalização do varejo e como o Brasil irá se comportar nesse processo”, afirma o presidente da entidade, Roque Pellizzaro Júnior.

já feitos e o que os lojistas brasileiros podem esperar para 2010? Pellizzaro – Dentro dos avanços nós conseguimos inserir o comércio na pauta de discussão nacional. Acredito que estaremos tendo uma posição política nacional de comércio e serviços similar ao que a indústria e o agronegócio têm. Foi um trabalho nosso junto com a Secretaria Nacional de Comércio, que está inserida dentro do Ministério de Desenvolvimento de Indústria e Comércio. Na pauta de discussões, temos grandes problemas e desafios nacionais como os cartões de crédito, o cadastro positivo, a relação locatícia entre empreendedores de shopping center e locatários, lojistas de shopping. E para 2010, nós estaremos lançando uma nova bandeira que é a internacionalização do varejo e como o Brasil irá se comportar nesse processo

que, segundo o que vimos em Nova York (durante evento Big Show NRF 2010), será ainda mais forte nos próximos anos. O Lojista – Como a CNDL prepara sua participação no debate da reforma tributária? Pellizzaro – A reforma tributária no Brasil está na verdade muito difícil de acontecer porque todo mundo quer uma reforma tributária, mas cada segmento da sociedade quer a sua. Nós não conseguimos achar e alinhar alguns pontos convergentes nesse processo. O governo tem uma, o funcionalismo tem outra, empresários de vários setores, cada um tem a sua, e não se está conseguindo alinhar. Eu acho que está se buscando um processo extremamente amplo e o que deveria ser discutido são os pontos convergentes. Eu não acredito no anda-


mento desse processo em curto prazo ainda pelo fato de as divergências serem absurdamente grandes. O Lojista – A CNDL tem se colocado contra a proposta de redução da jornada de trabalho. Como será a atuação da entidade para evitar que a proposta seja acatada? Por que essa luta interessa tanto ao movimento lojista? Pellizzaro – Interessa porque a jornada de 40 horas iria trazer um ônus extremamente grande principalmente para micro e pequenas empresas que, em muitos casos, ficariam inviáveis. As empresas de maior porte conseguem remanejar os seus quadros e trabalhar com turnos diferentes, mas os pequenos empresários, os pequenos empreendedores não têm essa possibilidade. Na indústria, é possível fazer a jornada de trabalho, ou seja, é possível fechar e abrir a indústria no horário decidido pelo empresário. No comércio, a decisão não é do empresário, mas do consumidor. É o mercado que diz o horário que a loja tem que estar aberta. Isso (jornada de 40 horas) inviabilizaria todo um modelo de negócio e as consequências seriam trágicas. Quem olhar um pouco mais de perto essa proposta vai ver que ela trará a morte de milhares e milhares de micro e pequenas empresas e, com isso, haverá um fechamento cada vez maior de postos de trabalho. Como evitar a aprovação da proposta? Esclarecendo a população e os nossos deputados, pois a pressão pública sobre a aprovação é muito grande porque infelizmente as pessoas estão muito mais voltadas a olhar para o seu próprio umbigo, a olhar somente aquela reduçãozinha que teriam em sua jornada de trabalho e não conseguem entender as conseqüências disso. É muito perigoso aquele político que faz disso uma bandeira demagógica que trará resultados eleitoreiros num primeiro momento, mas danos muito profundos sobre a economia e sobre o dia a dia de cada um dos cidadãos. O Lojista – Temos assistido ao surgimento de novas frentes parlamentares de apoio ao movimento lojista Brasil afora. Em 2008, tivemos inclusive o lançamento da Frente Parlamentar Mista

dos Dirigentes Lojistas. Que avaliação o senhor faz do papel destas Frentes?

O Lojista – O varejo aprendeu alguma lição no enfrentamento dessa crise?

Pellizzaro – As Frentes Parlamentares, de forma geral, são muito boas, pois são um mecanismo dentro do processo democrático para efetivamente se fazer o bom lobby, ou seja, defender bandeiras de forma aberta e clara e não por baixo dos panos. Hoje há um descrédito bastante grande em relação às Frentes pela sua inoperância e até pela banalização em que recaíram, mas nós ainda estamos muito esperançosos de que as Frentes do Brasil todo, nos parlamentos estaduais, ganhem força e se tornem esse mecanismo. E depende de quem isso? Depende somente de nós na hora de exigirmos (o apoio) desses parlamentares da mesma forma como vai depender de nós o apoio dentro dos processos eleitorais para manutenção daqueles que efetivamente estão do nosso lado.

Pellizzaro – No Brasil, a crise não afetou tanto o comércio porque tratou-se de uma crise de escassez de liquidez, ou seja, não havia crédito nem liquidez nos mercados. O comércio brasileiro, por nunca ter tido em momento algum da sua história nenhuma política de crescimento por parte de capitais de terceiros, não pode sentir falta de uma coisa que nunca teve. Nós fomos pouco afetados porque nós não tínhamos dependência do crédito como outros setores. E a lição que fica é que quanto melhor nós gerenciarmos os nossos estoques e quanto mais nós estivermos focados nos nossos clientes e nas necessidades deles, melhores resultados nós teremos.

O Lojista – Um ano depois da crise, como o senhor avalia 2009 em relação a resultados superados? O varejo realmente passou por essa crise? Qual foi a importância desse momento para os lojistas? Pellizzaro – A crise existiu, foi muito forte. Vários setores e regiões do Brasil foram muito abalados. O comércio brasileiro, o mercado interno brasileiro, o consumo das famílias brasileiras conseguiram evitar um desastre maior no nosso país, nos fortalecendo muito para que agora a crise, apresentando sinais de melhora no mundo todo, nos desse uma condição diferenciada de nos projetarmos para o futuro. Mas dizer que a crise acabou não é verdade. Os governos investiram muito e aumentaram em demasia seus déficits públicos e não se sabe ainda o impacto que esperar a médio e longo prazo. E a vinculação do Brasil ao mercado externo, apesar de ter sido reduzida pelo nosso próprio mercado consumidor interno, não é desprezível. A expressão maior disso é os preços das commodities nacionais que não vêm apresentando grandes desempenhos no mercado internacional e nossa vinculação a esse mercado é muito grande. Então nós estamos bem, estamos tendendo a sair, mas a crise não terminou ainda.

O Lojista – As grandes redes varejistas internacionais estão chegando ao país de olho no mercado interno. O que o senhor aconselha ao pequeno lojista para enfrentar a concorrência? A montagem de rede de pequenos varejos seria um caminho correto a seguir? Pellizzaro – Na Convenção que tivemos em Nova York ficou muito claro por parte de vários empresários das grandes empresas varejistas que eles não projetam crescimentos para suas empresas dentro do mercado americano ou europeu. Todo crescimento significativo se dará através do mercado dos países emergentes, como o Brasil. Então nós teremos sim essa concorrência e nós estaremos discutindo como pauta prioritária da CNDL esse ano justamente isso: um modelo em que não barremos o capital estrangeiro de entrar, mas criemos normas e regras do jogo para que a coexistência entre o capital nacional e o modelo brasileiro e o capital estrangeiro e o modelo americano possam conviver. Não há outra forma de competir senão otimizando os resultados da empresa e isso passa pelo associativismo ou pela montagem de redes, o que em alguns segmentos é fácil de se operar e em outros mais difícil. Ou pelo associativismo na forma de treinamento, de qualificação não só da mão de obra dos nossos colaboradores, mas principalmente da mão de obra de nosso empresário. p Jan/Fev/Mar 2010 · O Lojista · 7


Meio Ambiente

TCA está ficando verde

FOTOS: Daniel Carvalho

Reserva Ecológica

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TCA está ficando verde, mas o que está por trás desta tendência é muito mais que a preferência pela cor: a empresa tem frota ativa de 210 ônibus, a metade ecológicos (baixíssimo nível de ruído e menor emissão de gases estufa). Proporcionalmente, uma das maiores frotas ecológicas do Brasil. São veículos Volkswagem, com motor eletrônico de última geração, amigáveis ao meio-ambiente, que reduzem em até 60% o nível de resíduos expelidos na atmosfera. Para completar a sua vocação ambiental, a TCA ganhou, em 2007, o Troféu Petrobras Distribuidora como pioneira do biodiesel B2 no CentroOeste do país, segmento de transporte coletivo. Como se sabe, a TCA

8 · O Lo ojjjiissta oji stta ta · Jan/Fev/Mar JJan Ja an//Fe an /F Feev F v///M v/M Maarr 2010 2000110 2201

investe em tecnologia de ponta e no social, mas pratica também ações de responsabilidade ambiental. Prêmio Biodiesel

A preocupação com o aquecimento global e a necessária busca por alternativas são os principais motivos do aumento do interesse mundial pelos biocombustíveis. Diante desse cenário, a TCA também apostou nessas novas fontes de energia para se transformar, em agosto de 2006, na pioneira do uso do Biodiesel no Centro-Oeste Brasileiro. Um ano depois, pelo quantitativo do combustível verde usado pela sua frota, a empresa conquistou Prêmio Petrobras Distribuidora.

A política ambiental da TCA vai além de uma das maiores frotas ecológicas do Brasil, proporcionalmente, e do pioneirismo do biocombustível: inóspita cascalheira nos anos 80, a sede da empresa é uma autêntica reserva ecológica, refúgio de pássaros e pequenos animais, com extensos gramados, belos jardins, pomar e verde, muito verde. Localizada no chamado Trevo do Brasil, ao lado do Viaduto Miguel Moreira Braga, a sede da TCA abriga, em sua extensa área, a Sede Social “Josias Moreira Braga” e um campo de futebol gramado.


Qualificação

Programação de cursos da CDL Escola do Varejo da entidade anapolina oferece treinamentos em diversas áreas durante o primeiro semestre de 2010. Confira*!

*Até o fechamento desta edição, já estavam em andamento, desde fevereiro, os cursos de Cobrança Aplicada ao CDC e Secretariado – Telefonista/Recepcionista (este aos sábados). Ambos serão novamente oferecidos pela entidade ainda no 1º semestre de 2010.

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Orientação

Cuidados com o ambiente da loja Estratégias simples podem agregar importante valor à imagem do estabelecimento comercial junto ao público consumidor

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ferecer produtos de qualidade e bom preço. Fazer planejamento estratégico. Investir em publicidade. Tudo isso está na essência do sucesso comercial, mas as medidas terão efeito bastante reduzido caso um cuidado seja negligenciado: o visual da loja. O ditado “a primeira impressão é a que fica” é praticamente regra, sem exceções, quando o assunto é ambiente externo e interno da empresa do comércio. E é fácil descobrir por que: o cliente está cada vez mais exigente. Além do desejo de ser bem atendido, o consumidor quer estar em um lugar em que se sente à vontade. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é identificar o perfil do público alvo da empresa, levantando dados como poder aquisitivo e idade dos clientes. Também é importante levar em conta a localização do ponto de venda: área central ou bairro; shopping; galerias; lojas de rua etc. Assim, será possível elaborar vitrines que agradem a clientela que se procura atingir. A gerente do Senac Anápolis, Iolanda Cordeiro diz que o empresário deve optar por decorações que privilegiem a máxima menos é mais. “Não é bom ter uma vitrine com muita mercadoria exposta. É preciso ter bom senso”, avalia. Para Iolanda, a vitrine representa ferramenta fundamental para vendas, pois pode determinar se o cliente vai entrar ou não na loja. Ela recomenda o prazo de 15 dias para cada vitrine decorada, tendo como base a troca de produtos a cada sete ou oito dias. 10 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

PAPEL PICADO - A gerente do Senac Anápolis afirma que a limpeza da loja é outro cuidado a ser observado. O ideal é que ela seja feita sem a presença do cliente. O final do dia é o melhor período, uma vez que o estabelecimento já estará limpo quando do início das atividades do outro dia. Outra dica importante é evitar o recurso do papel picado no chão. “O

empresário acha que isso serve para chamar a atenção do cliente, mas na verdade o papel picado dá impressão de sujeira e desorganização”, declara Iolanda Cordeiro. Outro ponto a ser considerado é o som ambiente, que deve ser agradável. Ela avalia que lançar mão de som alto, anunciando promoções e liquidações, tem o poder de surtir efeitos bastante negati-

A gerente do Senac Anápolis, Iolanda Cordeiro, recomenda bom senso na hora de elaborar vitrines


vos devido à poluição sonora. É preciso ainda estar atento à qualidade da ventilação interna e da iluminação da loja, a qual não deve possuir excesso ou pouca luminosidade. Não é recomendável o uso de muitos cartazes, pois além da poluição visual, eles podem confundir os clientes quanto a preços e detalhes das mercadorias. Iolanda Cordeiro lembra que a apresentação dos vendedores é observada pelos consumidores. Por isso, a postura do profissional deve ser pautada pelo cuidado com os cabelos e com as roupas, evitando neste último caso decotes, calças justas e transparências. O olfato do consumidor também deve ser considerado: nada de muito perfume ou cheiro de cigarro. Tomados todos esses cuidados, restará aos funcionários e empresários da loja apenas primar pelo bom atendimento ao cliente. A conseqüência desse conjunto de ações será um grupo considerável de consumidores satisfeitos e fidelizados.

Dicas para agradar o seu cliente • Use o bom senso para elaboração da vitrine • Mantenha a loja limpa. (O ideal é que a limpeza seja feita no final do dia e sem a presença do cliente) • Diga não ao papel picado. (Ele só deixa o ambiente sujo e desorganizado) • Trabalhe com som ambiente agradável • Evite alto falantes em lojas • Proporcione ventilação interna adequada • Cuide da iluminação interna • Oriente os funcionários a cuidarem da aparência, especialmente quanto às vestes Fonte: Gerente do Senac Anápolis, Iolanda Cordeiro

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Quallidade de viida

Tempo para férias Especialista dá dicas de como o empresário pode otimizar sua gestão para que alcance condições de ter um descanso prolongado anual

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érias: palavrinha importante no “dicionário” da Medicina do Trabalho. Os especialistas dessa área da saúde anunciam por todos os lados o que a maioria dos trabalhadores sabe: período de repouso mais prolongado é fundamental para que o profissional recarregue suas energias e volte a trabalhar com criatividade e qualidade de desempenho. Mas apesar dos grandes benefícios propagados pelos médicos, ainda existem empresários que deixam suas férias para segundo plano em suas vidas. O que é um grave erro. Para falar sobre o tema, a reportagem de O Lojista consultou o especialista em administração de tempo e produtividade Christian Barbosa, que é categórico ao mencionar a importância das férias. “É vital que o empresário tire férias, ou ele não é empresário, é funcionário de si próprio e está preso à empresa de forma prejudicial”.

É possível tirar férias, desde que algumas estratégias sejam aplicadas. A primeira dica é não desfrutá-las durante períodos muito longos consecutivos (por exemplo, 30 – 45 dias direto). “A melhor alternativa são os períodos de 15/21 dias”, diz. As épocas de menor sazonalidade, especialmente para empresários do comércio, são as ideais para este fim. E no caso de empresários, especialmente micro e pequenos, que alegam não ter condições para sair de férias por não ter ninguém para substituí-lo durante esse período? O especialista concorda que esta seja a realidade de muitos empresários, mas discorda 12 · O Lojista ojista · Jan/Fev/Mar 2010

dos motivos. Para ele, esse tipo de alegação mostra a incapacidade do gestor de estabelecer um programa de gestão e produtividade em seu empreendimento. “Essa é a prova que o empresário fez uma fusão da vida pessoal com a vida empresarial, e que ele apenas trabalha para viver”, pontua. “É preciso entender que ninguém é insubstituível na empresa. Caso seja, a empresa estagnou, não tem capacidade de crescer e vai se manter no mesmo patamar até mudar essa visão”. Christian Barbosa

Christian Barbosa diz que os segredos para alcançar o alto nível de produtividade é aprender uma metodologia de produtividade pessoal, expandir essa metodologia para a empresa e ajudar toda a equipe a seguir esse padrão. “O problema das empresas e pessoas é que elas não possuem um método para priorizar e organizar sua rotina e suas demandas, reduzindo suas urgências”. Diante disso, ele defende a metodologia Triad de produtividade que consiste em cinco etapas: Identidade - descobrir o importante e definir o que não é importante; Metas - definir para onde e como ir; Planejamento - aplicar técnicas de organizar atividades e seguir o roteiro das fases anteriores; Organização - organizar ambientes físicos, lógicos e conhecimento; Execução – fazer o dia, conseguir cumprir tudo que foi prometido. Tendo como referência dicas como essas, o que não vai faltar é oportunidade para que o empresário desfrute suas férias anuais como todo trabalhador merece.

Especialista em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.


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Finanças

Fluxo de caixa positivo Especialista consultado por O Lojista ensina com usar essa ferramenta em prol de uma gestão financeira de sucesso

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fluxo de caixa faz parte do rol de ferramentas para o qual todo empresário deve se atentar. Bem administrado, ele pode significar o sucesso da empresa, mas é seguro afirmar também que em caso de má administração, a falta de controle reduz drasticamente as chances de sobrevivência do negócio. O Economista, Consultor de Empresas e Instrutor da CDL Anápolis, Márcio Dourado Rocha afirma que a busca do equilíbrio das contas permite postergar ou adiantar receitas ou débitos ao longo de um período. E como saber se está fazendo corretamente o controle do fluxo de caixa? Além

de dicas práticas (veja Box), o especialista declara que, apesar de a composição do fluxo de caixa ter grande variação, é fundamento básico estruturar as informações diariamente e de forma acumulada, informando os pagamentos, recebimentos e o saldo, ao longo do tempo. A administração do fluxo de caixa pode ser feita por um funcionário que possua a confiança do empresário, intimidade com os números e um bom conhecimento de contabilidade. “O gestor deve sempre acompanhar de perto o trabalho deste funcionário”, aconselha o economista. Outra regra básica refere-se ao parcelamento de contas concedido a consumidores. Márcio Dourado explica que o empresário não deve oferecer prazos maiores aos seus clientes do que os aqueles oferecidos a ele pelos seus fornecedores. Caso deseje proporcionar parcelas a mais, ele deverá dispor de capital suficiente de modo que a lucratividade da empresa não fique comprometida. Promoções e liquidações devem ser promovidas apenas em momento comercial favorável, em que tais instrumentos permitam entrada de dinheiro que supra deficiência temporária de caixa ou que acelere o processo de giro de estoques. Maus costumes que atrapalham o controle do fluxo de caixa também

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devem ter atenção especial do empresário. Márcio Dourado recomenda que sejam evitados os seguintes hábitos: mistura dos gastos pessoais e do negócio; retirada do pró-labore em valores variáveis ou em data incerta, ou mesmo a sua não retirada, quando se engana o fluxo de caixa; compras para a composição de estoque muito elevadas, em relação ao giro de estoque efetivo da empresa; juros bancários crescendo, em virtude da constante operação de descontos de cheques pré-datados, duplicatas, e ainda, adiantamento dos cartões de crédito; prazos para pagamentos, oferecidos aos consumidores maiores que os prazos que os fornecedores oferecem à empresa. Uma prática empresarial pautada pelo combate a esses vícios permitirão uma gestão financeira saudável e próspera.


O economista Márcio Dourado dá 10 dicas para bom controle do fluxo de caixa 1. Fature rapidamente: uma conta não começa a envelhecer até que o cliente a receba. Tente faturar na hora de serviço ou da venda, sempre que for possível. Na pior das hipóteses, fature assim que você possa enviar a fatura pelo correio. Se você esperar 5, 10 ou 15 dias para enviar uma conta, você automaticamente tomará mais tempo esperando pelo dinheiro vivo. 2. Cobre seus “recebíveis” agressivamente: administrar “recebíveis” ativamente é um dos melhores modos para manter um fluxo positivo. Envie uma segunda cobrança para faturas abertas antes que fiquem atrasadas 30 dias. E considere cobrar juros se uma fatura não foi paga durante certo tempo. Quanto mais tempo uma fatura não for recebida, menos provável será que o seu negócio venha a receber dinheiro vivo. Depois de seis meses, um negócio tem menos de 60% de chance de receber os atrasados. 3. Aperte suas condições de crédito: tente trocar tantos clientes quanto possíveis de uma situação de crediário para uma base de compras à vista, apertando suas condições de crédito, incentivando compras à vista com preços melhores, ou eliminando crédito completamente para todos, menos suas contas maiores. Ao menos, verifique o mérito de crédito de clientes novos muito de perto antes de lhes dar crédito - por exemplo, conferindo com os serviços de crédito. Dar crédito coloca dinheiro potencialmente vivo em “recebíveis” futuros, sujeita seu negócio a ter dívidas ruins e aumenta seus custos administrativos. 4. Maximize o uso do seu próprio crédito disponível: tire vantagem dos 30 dias oferecidos por fornecedores. E tire proveito de sua linha de crédito e prazos com companhias de cartão de crédito. Ponha coisas como despesas de viagem, equipamento de escritório ou suprimentos em um cartão de crédito empresarial. Uma combinação de fatores, inclusive a administração de suas compras e o seu ciclo de faturamento, pode permitir um nível maior de caixa disponível em algumas semanas. 5. Olhe seus preços: muitos empresários praticam preços baixos, e tem uma baixa margem de lucro. 6. Ponha seu dinheiro vivo de reserva para trabalhar: maximize os resultados de todo o dinheiro vivo disponível que você tiver. Pergunte para seu banco como zerar sua conta cada dia e investir o dinheiro em investimentos de curto prazo. Tenha, no entanto, atenção aos impostos vinculados, como o IPMF, que podem tornar às vezes a rotatividade nestas aplicações desaconselhável. 7. Rédea curta com despesas: às vezes pode ser mais fácil aumentar sua disponibilidade economizando em despesas que aumentando suas vendas. Independente do tamanho de seu negócio centralize suas compras, de forma que um indivíduo possa ser treinado o bastante para estar atento às compras com descontos. Nunca faça pagamento antecipado para serviços caros, como por exemplo, de seguros. Se sua companhia de seguro não oferece parcelamento, troque. Se possível, adote um esquema just-in-time para suas compras, minimizando seus desembolsos antes do faturamento final. Estude opções de aluguel ou leasing ao invés de compras à vista e, principalmente, faça o maior esforço possível para converter custos fixos em custos variáveis sempre que possível, inclusive usando opções de terceirização. 8. Planeje e faça um orçamento para seu dinheiro vivo: projete suas necessidades de caixa, leve em conta flutuações sazonais volume de compras de matéria-prima, e outras demandas por caixa em uma base diária, semanal ou, no mínimo, mensal. Faça então uma projeção das entradas de caixa (dinheiro vivo sempre) na mesma base, para descobrir problemas de desajustes no seu fluxo de caixa antes que eles saiam de seu controle. 9. Mantenha bons registros financeiros: projetar seu fluxo de caixa, identificar despesas, administrar contas a receber, e outras coisas, requerem bons registros financeiros. Com o uso de computadores e softwares versáteis disponíveis hoje, os empresários têm recursos muito bons para monitorar a saúde financeira do seu negócio. 10. Tenha um bom conselheiro no assunto: muitos empresários não percebem que alguns conceitos básicos de contabilidade, como breakeven, fluxo de caixa, contas a receber, lucros e vendas estão relacionados. Nestes casos deve-se trabalhar muito de

Márcio Dourado

perto com seu contador, para manter estes registros disponíveis.

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Artigo

Doenças da próstata Dr. Elder Antônio Neiva Gonçalves Urologista. Membro da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia. Membro Especialista em Medicina Intensiva

C

erca de metade dos homens com mais de 50 anos apresentam aumento da glândula prostática ou hiperplasia prostática benigna, sem incluir as infecções da glândula (prostatite) nem os tumores prostáticos. Esta taxa evidencia claramente o impacto que as afecções da próstata, neste grupo etário, têm sobre a saúde. Hiperplasia prostática benignaManifestações clínicas: Em um primeiro momento pode não haver manifestação de qualquer sintoma, já que o detrusor é capaz de compensar a obstrução uretral exercida pela glândula. Entretanto, com o passar do tempo surge uma série de

sintomas que, em conjunto, é denominada STUI: sintomas do trato urinário inferior, anteriormente conhecidos como prostatismo. Sintomas: 1- Diminuição do calibre e da força do jato urinário; 2- Dificuldade para iniciar a micção; 3- Incapacidade para interromper bruscamente a micção com gotejamento pós-miccional; 4- Sensação de esvaziamento vesical incompleto; 5- Retenção urinária (variável) 6- Hematúria de aparecimento variável.

Além disso, devido à diminuição relativa do tamanho vesical por sua menor distensibilidade, pode ocorrer polaciúria, noctúria, urgência miccional e incontinência urinária. Câncer de Próstata: O câncer de próstata apresentase com maior freqüência em homens entre 60 e 70 anos de idade e representa aproximadamente 10 a 20% dos tumores que acometem pessoas do sexo masculino. Recomenda-se fazer exames de rotina após os 40 anos. Na maioria destas neoplasias observa-se um efeito estimulador por parte dos andrógenos. O lóbulo posterior da próstata é o mais sensível aos hormônios masculinos, por isso é o foco principal na maioria das neoplasias, e pode ser acompanhado ou não de outros focos dentro do parênquima. É uma neoplasia de disseminação relativamente rápida e suas metástases podem alcançar os glânglios linfáticos (periaórticos, inguinais ou cervicais); ou, por via hemática, pode afetar os ossos da pelve e da coluna lombar. O início da doença pode não apresentar sintomas, pois o aumento do lóbulo posterior da próstata não causa transtorno funcional algum, até que sua progressão e difusão local ou à distância alcançam certa magnitude.

16 · O Lojista ta a · Jan/Fev/Mar Jaan/Fe Jan an/F an /F /Fe Feev/M v///M v Mar ar 2010 201 220 00110


Transporte Coletivo

Motoristas de excelência em Anápolis população: “os cursos de 25 horas/ aula apresentam resultados práticos imediatos, com a melhora do nível profissional e a otimização do atendimento aos clientes”.

FOTOS: Daniel Carvalho

Equipe é o maior patrimônio

O

s 300 profissionais do volante da TCA agora são “Motoristas de Excelência”, graduados em cursos internos de aprimoramento de capacitação. A empresa investe no seu pessoal de bordo, disponibilizando qualificação e valorização profissional enquanto busca a melhoria da qualidade de vida e a segurança dos clientes e da população em geral. Aulas sobre Legislação de Trânsito, Direção Defensiva e Relacionamento Interpessoal, ministradas

pelo Ten Cel PM Edival Soares e Ten Cel PM Alexandre Freitas Elias, sob coordenação da gestora de trânsito Kátia Miranda, são ministradas no auditório da empresa, onde acontecem também a entrega dos certificados de “Motorista de Excelência TCA” aos concluintes do cursos. Para o Diretor da TCA, Sr. Lacy Martins da Silva, o aprimoramento da capacitação do pessoal de bordo é um dos fatores que garantem a eficiência da empresa e a aprovação de 98,67 por cento da

“Nossa equipe é o nosso maior patrimônio”, ressalta o diretor da TCA, ao lado de Cida Braga, diretora financeira, Edson Tavares, diretor do Porto Seco Centro Oeste”, Thelma Menezes Divino, chefe de RH da TCA e ten cel PM Edival Soares, ministrador do curso.

Na análise do Diretor da TCA, Sr. Lacy Martin da Silva, a política de valorização de seus profissionais através de cursos de aprimoramento, pagamento de salário digno, em dia, e a disponibilização de várias atividades de apoio e incentivo, como clube, academia, ginástica laboral, fisioterapia, assistência

Ten Cel PM Alexandre Freitas Elias, teoria e experiência para os profissionais da TCA, entre o Ten PM Edson Peres Dourado, diretor da CMTT, e Lacy Martins psicológica e bom ambiente, contribui para a motivação do pessoal de bordo e para a excelência de todos os setores da empresa, inclusive no terminal. O nível de atendimento acima da média nacional rendeu à empresa destaque entre as melhores do setor de transporte coletivo urbano do Brasil. Jan/Fev/Mar 2010 · O Lojista · 17


Documentação

Eficiência em arquivos A organização adequada de documentos produzidos pela empresa auxilia o gerenciamento de informações e evita problemas na hora de comprovar dados, como o pagamento de contas

A

pesar da importância de se ter um arquivo organizado, nem todo empresário tem o devido cuidado de gerenciar os documentos que uma empresa produz em sua trajetória. A atitude se mostra equivocada uma vez que o dia a dia de um empreendimento exige documentação em ordem, especialmente quando se necessita comprovação de informações que são necessárias para a vida da empresa. Rodolfo Stoppa Júnior, proprietário da Arquivo Off, empresa especializada em guarda e organização de documentos, explica que o primeiro passo para gerenciar adequadamente o arquivo de uma empresa é entender sua função, que é organizar, preservar e recuperar documentos, quando necessário. Assim, ao se deparar com os documentos produzidos pela organização deve-se levar em conta a atividade fim da empresa para definição dos prazos para guarda e eliminação. “Isto varia de acordo com o tipo de documento, função, competência e atividade da empresa”, ensina Rodolfo. Diante disso, considera-se mito a ideia de que todos os documentos componentes do arquivo devem ser guardados por cinco anos. Rodolfo afirma que a análise dos prazos de guarda da massa documental obedece a critérios diversos como é o caso da legislação nas áreas tributária, trabalhista e fiscal. De acordo com as técnicas da arquivologia, o ponto de partida para classificação baseia-se na teoria das três idades dos arquivos definidas em fases. A fase corrente inclui os documentos de uso diário 18 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

com alto índice de consultas, como arquivos do ano fiscal. Fase interme-diária é composta por documentos com prazo definidos para armaze-nagem e que não tenham consultas frequentes. Já a terceira fase corres-ponde exatamente à destinação do documento, podendo ser eliminação ou guarda permanente todas elas cumprindo as exigências históricas e da legislação. Com base nessa teoria, é formatada a tabela de temporalida-de que nada mais é do que um ins-trumento que estabelece o período de permanência e o destino de cada documento no arquivo. OPÇÕES – E como organizar um arquivo seguindo parâmetros adequados? Para ter contato com alguns conceitos básicos da arquivo-logia, uma dica é consultar o site do Conselho Nacional de Arquivos, Co-narq (www.conarq.arquivonacional.

gov.br). Nesta página da internet, no link reservado a Publicações Digitais, é possível ter acesso a algumas obras e documentos com este conteúdo que, apesar de mais voltado para a área pública, pode ter pontos aproveitáveis para a iniciativa privada. Agora, se o empresário preferir terceirizar a administração do seu arquivo, é válido dizer que esta tem se mostrado opção bastante interessante, desde que a empresa de guarda e gerenciamento de arquivos seja de fato especializada e siga corretamente as normas da arquivologia. A terceirização foi a opção escolhida pelo gerente geral do Posto Tangará, Denys Junqueira Júnior. Em fevereiro de 2008, ele terceirizou os documentos produzidos pela sua empresa e afirma que está muito satisfeito com a decisão tomada, a começar pelo ganho do espaço da área

O proprietário da Arquivo Off, Rodolfo Stoppa, explica que classificar a duração da guarda de documento varia de acordo com o documento, atividade, espaço e interesse da empresa


administrativa do posto. O estabele-cimento iniciou suas atividades em Anápolis em 1985. O volume acumu-lado de documentos desde a inau-guração até a terceirização ocupava um sótão e uma garagem (esta de 40 m²). Agora, os dois espaços estão li-vres para uso do empresário, pois os arquivos que ficam no posto são ape-nas os mais recentes, com prazo de produção de até 60 dias. O restante é guardado na empresa terceirizada. Além do ganho do espaço físi-co, Denys aponta outra vantagem: a acessibilidade aos documentos. Quando necessita de um documento arquivado, ele acessa o site da em-presa que terceiriza sua documen-tação e faz a busca do que necessita

Antes de terceirizar a documentação, o gerente geral do Posto Tangará, Denys Junqueira Júnior, afirma que os documentos da empresa ocupavam um sótão e uma garagem da área administrativa

através de critérios de data e conteú-do (estes parâmetros que são origi-nariamente estabelecidos pelo pró-prio empresário, a fim de facilitar o momento da pesquisa on-line). Feito isso, a empresa se encarrega de fazer a entrega do material solicitado ain--

da no mesmo dia da solicitação. “O valor (da terceirização) é pequeno diante do benefício alcançado”, diz o gerente. “Temos a segurança de ter um documento intacto para fins de conferência, fiscalização e a própria preservação do documento”.

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Gestões responsáveis Entenda por que a responsabilidade social empresarial tornou-se um fator de competitividade no mercado atual

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mundo empresarial mudou. As empresas do século 21 querem estar cada vez mais em sintonia com os princípios e ações da chamada responsabilidade social empresarial. “Eu reputo o advento da responsabilidade social como uma premissa básica até da sobrevivência das organizações, sejam pequenas ou grandes”, afirma o professor da Faculdade de Administração da Universidade Estadual de Goiás, Eduardo Gomes. Diante disso, uma pergunta primordial para entender esse novo cenário é: por que esse tema tornou-se tão importante? Para traçar uma concepção teórica da responsabilidade social empresarial, é preciso conhecer suas raízes. A concepção clássica do capitalismo é a de que ele propicia às pessoas a oportunidade de contribuir para a vida de seus semelhantes na medida em que sua iniciativa econômica é útil para a comunidade em geral. Porém, ao longo de sua evolução, o modo de produção baseado no capital de mercado foi mostrando suas deficiências, especialmente quando o analisamos sob o aspecto social. Quando se percebeu que as atividades capitalistas não eram suficientes para o desenvolvimento equilibrado da sociedade, a ideia do capital social foi ganhando força, tendo como seu principal pilar a responsabilidade social. “Esse foi um movimento muito democrático, que veio de baixo para

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cima, porque foi a própria sociedade civil que se mobilizou”, explica Eduardo Gomes. De acordo com o professor, a mobilização também foi uma resposta à ineficiência do Estado em atender todas as demandas sociais, a fim de preencher lacunas provocadas pelo desenvolvimento econômico. “O Estado esgotou suas possibilidades de atender aos apelos da sociedade tanto é que ele está agora fazendo parcerias com o terceiro setor inclusive para atingir objetivos da responsabilidade social”, completa. GOVERNANÇA CORPORATIVA A responsabilidade social empresarial surge então como um conceito estreitamente ligado à ética, uma vez que para cada ação a ser realizada, a pergunta do agente é: qual será o impacto das minhas decisões juntos aos outros membros da sociedade? Neste contexto insere-se também o conceito de governança corporativa, que basicamente significa a arte de dar soluções a conflitos de interesses que uma empresa enfrenta em relação a fornecedores, consumidores, funcionários e sociedade como um todo. “O cliente, por exemplo, quer o menor preço e a melhor qualidade e isso entra em conflito com a visão do dono, que quer maximizar o seu lucro”, compara Eduardo Gomes. Gerenciar bem os diversos interesses em jogo visando o bem comum também é uma das habilidades de um gestor socialmente responsável.

Além disso, o professor de Administração alerta que é muito importante que o empresário busque o ponto de equilíbrio entre agir sob as regras do capital de mercado em consonância com o capital social. “Uma empresa que começa a se dedicar intensivamente à responsabilidade social e deixa de ser eficiente do ponto de vista do capital, ela não se sustenta e acaba perdendo o va-

Para o professor de Administração Eduardo Gomes, se o empresário faz uma gestão equilibrada, sem desviar o foco de sua função na sociedade, sua empresa só tem a ganhar

lor a que se propõe”. Agora, se há uma gestão equilibrada e não há desvio do foco de sua função na sociedade, a empresa só tem a ganhar. Hoje a responsabilidade social empresarial tornouse um fator de competitividade uma vez que a sociedade está mais atenta quanto à participação das empresas no cenário de um desenvolvimento social sustentável. O empresário João Maia Viana Neto conhece bem os benefícios de se


ter um empreendimento socialmente responsável. Ele é proprietário da Ultra Limpo Higienização Têxtil, empresa familiar com 28 anos de existência. Em 2003, após uma análise de mercado que verificou o expressivo crescimento industrial de Anápolis, a empresa mudou seu campo de atuação de lavanderia doméstica para o ramo de atendimento a indústrias. O contato com os novos clientes iniciou um processo bastante inovador dentro da Ultra Limpo. Como as indústrias possuem certificação de ISO 14000, que se refere à gestão que respeita o meio ambiente, surgiu então a necessidade de adequação às exigências ambientais necessárias para servir como fornecedora de serviços em higienização. Após uma série de adequações, a Ultra Limpo conseguiu, há quatro anos, a certificação municipal do meio ambiente, concedido pela Diretoria Municipal do Meio Ambiente. Agora, os resíduos produzidos têm destinações específicas: parte vai para o aterro; outra segue para incineração; e a terceira é destinada à reciclagem. Há também cuidados com barulho e emissão de gases. A utilização da água que, podemos dizer, é matéria-prima da empresa, também deve ser observada, tanto que no próximo semestre de 2010, será implantado um sistema que permitirá o reaproveitamento de 80% dela. Dentre os serviços prestados para as indústrias estão a higienização de equipamentos de proteção individual, que antes eram simplesmente descartados, e também o fornecimento de locação de toalhas es-

O empresário João Maia adotou o desenvolvimento sustentável em sua empresa e além de obter processos mais baratos, conquistou novos clientes

pecíficas (retornáveis depois de higienizadas) para substituição de estopas, cujo uso é proibido em empresas ISO 14000. REVER PROCESSOS - Pegando carona na “onda verde”, o empresário adquiriu, há dois anos, uma caldeira mais econômica, gerando redução do uso de lenhas, estas aliás são sobras adquiridas de fábricas e serralherias. “Toda lavanderia gera um impacto ambiental e temos que reduzir ao máximo esse impacto, já pensando em nosso futuro”. João Maia diz que para trabalhar a questão do meio ambiente não é necessário fazer ações extraordinárias, mas pode-se fazer muito diferença se tão somente cada empresa rever seus processos e enxugá-los, como no caso do uso do papel. A nova filosofia ambiental está associada a outras ações de responsabilidade social dentro da Ultra Limpo, como por exemplo as doações mensais que são feitas em dinheiro para o Mohan, que cuida de pacientes com han-

seníese em Anápolis. Outra medida está relacionada com os colaboradores que frequentemente passam por treinamentos de qualificação e também estão envolvidos com o processo de responsabilidade social. Os responsáveis pela separação do plástico que é vendido para reciclagem são os funcionários e todo dinheiro arrecadado com este serviço é voltado para eles através de ações como a festa de final de ano da empresa. Além de ter alcançado processos de produção mais baratos, João Maia Neto comenta que a imagem de sua empresa ficou mais sólida no mercado e o fato de possuir certificação ambiental tornou-se um diferencial na conquista e fidelização de clientes. Na sua avaliação, está sendo formada uma rede de empresas socialmente responsáveis, uma vez que, para que uma funcione, ela necessita de outra que trabalhe também com procedimentos de qualidade. “Os empresários sérios permanecem no mercado e os aventureiros serão excluídos. E isso é bom para o mercado”.

A reportagem de O Lojista conversou com especialistas de diferentes áreas e elaborou um guia prático de como adotar princípios e ações da responsabilidade social empresarial. Nas próximas sete páginas, o empresário poderá conferir diversas dicas concretas para os seguintes segmentos de atuação: Ética, Meio Ambiente, Acessibilidade, Filantropia, Cultura, Esportes, Colaboradores. Boa leitura!

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Ética

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possível falar em valores universais quando mencionamos responsabilidade social empresarial no campo da ética? A filósofa e coordenadora da pós-graduação da Faculdade Católica de Anápolis, Marisa Roveda, afirma que sim, é possível. “Uma gestão ética e voltada para o compromisso social tem em vista o benefício do maior número de pessoas, sejam elas clientes ou colaboradores”. Assim, a filósofa aponta alguns dos principais valores que uma empresa eticamente responsável deve adotar: respeito às pessoas; preocupação com a educação e o meio ambiente; promoção da liberdade dos indivíduos; luta pela igualdade ou, pelo menos pela redução das desigualdades. De acordo com Marisa Roveda, a maior vantagem de uma empresa ser reconhecida como ética é saber que o que está fazendo é correto, que está contribuindo de alguma forma para a sociedade. “Mas isso não é o suficiente no mundo pragmático e materialista que vivemos. Então a vantagem é ter o reconhecimento da sociedade e, com isso, o aumento do consumo dos produtos”, avalia. Essa atitude dos clientes pode ser entendida com o fato de que as pessoas tendem a acreditar que são menos culpadas pelas diferenças sociais e pelos problemas ambientais quando consomem produtos de empresas comprometidas com educação e preservação ambiental, por exemplo.

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Para identificar uma empresa como ética, basta observar se ela pauta suas ações pelo respeito aos seus consumidores e colaboradores. Nesse cenário, pode-se incluir a venda ou fabricação de produtos de qualidade e valorização daqueles que fazem parte do quadro de funcionários, oferecendo-lhes local adequado para trabalhar, horário de trabalho justo e dando-lhes oportunidade de crescimento pessoal e intelectual. “Além disso, uma empresa ética preocupa-se com o bem comum, não agredindo a natureza com seus produtos ou serviços. Cria programas que procuram esclarecer sobre a necessidade de se valorizar o ser humano e preservar o meio”, assinala a filósofa. Outras medidas incluem a responsabilidade fiscal e adoção de uma instituição (creches, asilos etc.) para colaborar com ela, seja na prestação de serviço ou doação de material. Vale acrescentar que o envolvimento de clientes e colaboradores passa pela seriedade das atitudes dos gestores e pela demonstração de que a participação de seus parceiros fará a diferença no processo. Marisa Roveda também acredita que o estabelecimento de um Código de Ética da empresa pode favorecer a promoção da responsabilidade social empresarial, uma vez que a maioria das pessoas precisa de regras ou de referências para conduzir suas ações. Quando os valores da empresa se mostram transparentes em sua missão e nos discursos feitos pelos proprietários, há mais facilidade para avaliação dos consumidores e funcionários na percepção de ser parte ou não dos valores da empresa. “Quando esses objetivos estão claros, a cobrança em relação ao cumprimento dos mesmos fica mais efetiva”, completa.


Meio Ambiente sa área, não é preciso adotar receitas mirabolantes. Promover medidas simples no dia a dia da empresa pode dar resultados que, agregados a outras iniciativas, terão grande importância para o desenvolvimento sustentável.

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uando se fala em responsabilidade social, é provável que nenhum outro tema tenha mais apelo da sociedade atualmente do que o meio ambiente. Reciclagem, preservação ambiental, aquecimento global tornaram-se expressões comuns no cotidiano do ser humano moderno. O universo empresarial não está indiferente a esse movimento que tanto engajamento tem gerado ao redor do mundo. E para fazer a diferença nes-

O assessor técnico da área cultural do SESC Anápolis e MBA em Meio Ambiente, Luiz Sérgio Fragelli, dá algumas dicas aos empresários que desejam tomar postura diferenciada quanto ao meio ambiente. Para o espaço interno da empresa, a regra é não desperdiçar recursos. Luz acesa somente quando for indispensável e quando houver pessoas no local iluminado artificialmente e será sempre melhor optar por lâmpadas mais econômicas. O uso da água é outro ponto a ser considerado. Pode-se implantar a cultura de se reutilizar água para limpar calçadas e jardins, por exemplo. Para o consumo do papel, recomenda-se a impressão de documentos que sejam apenas os verdadeiramente necessários. Se utilizadas, as folhas poderão ser organizadas para servir de rascunho. De acordo com Fragelli, para ter resultados mais satisfatórios, o empresário deve envolver seus colaboradores em prol das medidas de economia. Há empresas, inclusive, que já possuem a iniciativa de recompensar os funcionários parceiros. Se há a efetiva adesão dos

colaboradores, toda economia é voltada para a “caixinha” da empresa, que poderá ser utilizada para a festa de confraternização do final de ano, por exemplo. Além disso, o especialista aponta outra vantagem deste envolvimento: o empregado que trabalha em uma empresa socialmente responsável na área ambiental passa a praticar os valores aprendidos em suas casas, o que acaba gerando uma rede de sustentabilidade iniciada no setor corporativo. No âmbito externo, os empresários podem atuar com duas estratégias. A primeira recomendação do assessor técnico do SESC Anápolis é que eles optem por adquirir seus produtos junto a fornecedores que possuam certificação de responsabilidade ambiental. A empresa também pode se aliar à comunidade onde está inserida para práticas coletivas como recolhimento de lixo para reciclagem ou divulgação de ações ambientais através de folhetos. Adotar a ecobag (sacola retornável) e promover seu uso junto aos seus consumidores também é outra boa alternativa, uma vez que reduz a utilização de sacolinha de plástico, que hoje representa um grande desafio ambiental devido ao seu descarte inadequado e à demora em seu tempo de decomposição (mais de 100 anos). Para quem quer saber mais sobre como ter uma empresa socialmente responsável em relação ao meio ambiente, vai aí mais uma dica: o SESC Anápolis oferece orientação a escolas e empresas interessadas em educação ambiental. Dois funcionários e oito monitores fazem este trabalho através de apresentação artística, oficinas e cinema. Para isso, basta agendar a visita do grupo pelos telefones: (62) 3902-6915 e (62) 3902- 6925.

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Acessibilidade um dos principais ensinos de Takeda referiu-se à função de um local acessível, que não é meramente a de eliminar barreiras arquitetônicas, mas é também de dar dignidade a quem passa por ele. O aspecto enfocado pelo urbanista inclui não só a responsabilidade do poder público, mas também envolve a classe empresarial, principalmente quando se leva em conta que boa parte dos empreendimentos tem, de certa forma, caráter público, na medida em que em muitos casos atendem a coletividade.

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m 18 de fevereiro de 2009, durante realização do I Encontro de Acessibilidade de Anápolis, o renomado arquiteto e urbanista Guilherme Takeda expôs a anapolinos estratégias para viabilizar acessibilidade, tema em que é especialista. Na ocasião,

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entulho ou lixo. Proibições como essas devem ser observadas pela comunidade em geral, o que inclui empresários de todos os ramos. A presidente da Associação dos Deficientes de Anápolis, Sueli Batista, afirma que, além do cuidado com as calçadas, uma boa atitude dos empresários, cujos estabelecimentos tenham vaga de estacionamento reservada a portadores de deficiência física, seria auxiliar na fiscalização do efetivo cumprimento das reservas. Para ela, o empresário também poderia adaptar o acesso de sua empresa com rebaixamentos que facilitassem a entrada de pessoas com mobilidade reduzida, especialmente as que utilizam cadeiras de rodas. No âmbito interno, a adequação de um ambiente acessível inclui, entre outros pontos, sinalização, escadas sem degraus altos e com corrimões ou, o que é ainda melhor, rampas dentro do padrão para uso da pessoa com dificuldade de locomoção.

Antes de se discutir ações práticas sobre acessibilidade, é preciso entender a quem se destinam essas ações. Ao contrário do que afirma o senso comum, não são apenas os portadores de deficiência física que necessitam de locais acessíveis E engana-se quem considera ações para sua livre locomoção. A acessibilida- como essas apenas como gasto. Na verde beneficia a vida de um grupo ainda dade, além da responsabilidade social e maior. Em suma, o conceito abrange humanização do ambiente de trabalho, a todas as pessoas que, temporária ou empresa pode descobrir um grande dipermanentemente, tem sua mobilidade ferencial na conquista de novos clientes. reduzida como é o caso de acidentados, “Se eu fosse comerciante, por exemplo, idosos e gestantes. O Decreto nº 5.296/04, faria tudo para minha loja ficar acessível que regulamentou as leis 10.048 e 10.098 porque isso com certeza fideliza consu(ambas publicadas em 2000), estabelece midores que têm alguma dificuldade de normas gerais e critérios básicos para locomoção”, comenta Sueli Batista. Para quem tem interesse em investir em acespromoção da acessibilidade. De acordo com a legislação brasileira, o proprietá- sibilidade de sua empresa e não sabe por rio do imóvel é responsável pela cons- onde começar, uma boa dica é consultar trução do passeio em frente ao seu lote a NBR 9050, da ABNT (Associação Brae deverá mantê-lo em perfeito estado sileira de Normas Técnicas), que é um de conservação. Pela lei, é proibido, em manual bastante prático sobre acessibirelação às calçadas públicas: impedir ou lidade a edificações, mobiliário, espaços atrapalhar, por qualquer meio, o livre equipamentos urbanos. Ter a opinião trânsito de pedestres; estacionar veícu- de técnicos, como arquitetos, também é los; depositar materiais de construção, válido.


Filantropia O

dicionário Houaiss traduz a palavra filantropia como: profundo amor à humanidade; despreendimento, generosidade para com outrem; caridade. E o que definições desta palavra tem a ver com o mundo dos negócios? Para a assistente social e presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Anápolis, Nádja Costa, as duas instâncias podem ter muita coisa em comum e por um motivo simples: a classe empresarial deve adotar os princípios da responsabilidade social para o setor filantrópico porque as empresas estão inseridas na comunidade. Segundo a assistente social, para qualquer atitude prática, é preciso levar em consideração a ética humana. Assim, não se pode estar indiferente às necessidades das pessoas que estão ao redor dos empresários até mesmo porque uma comunidade socialmente equilibrada também é fator que reflete positivamente nas empresas.

Na área da filantropia, a atuação empresarial pode se dar tanto em nível interno quanto no âmbito externo. Nádja Costa afirma que para qualquer ação social, é preciso fazer um análise interna, um raio-x de sua estrutura, para verificar a realidade financeira da empresa porque pouco adiantará fazer um grande projeto se não houver condições de mantê-lo. A dica da assistente social para o empresário é: inicie os cuidados com sua “família”, ou seja, atenda primeiramente os seus colaboradores, preocupando e atendendo as necessidades deles e de seus familiares. “Se cada empresário fizer isso já é um bom

começo”, pontua. Feito isso, aí sim se abre a possibilidade de atuação no âmbito externo da empresa. Adotar instituições filantrópicas através de doações em geral é uma excelente alternativa. Em Anápolis, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social afirma que atualmente as principais demandas por ajuda são as áreas que atendem crianças (particularmente quanto ao trabalho preventivo a riscos sociais, como as drogas) e idosos (especialmente o que estão em abrigos). Mas Nádja Costa faz um alerta: é muito importante fazer doações a entidades sérias, que realmente realizam ações que promovam os direitos humanos. Neste sentido, é interessante que o empresário não apenas adote um projeto, mas que também fiscalize se o que está sendo doado de fato está sendo útil para a comunidade destinada. Caso contrário, a ação social pode surtir poucos efeitos positivos, apesar da boa intenção do empresário. Como uma das principais causas de exclusão social é o desemprego, outra forma de atuação no campo da responsabilidade social empresarial é promover projetos de empregabilidade que primem pela capacitação. Se o empresário deseja contratar alguns profissionais de determinado ramo de negócio, ele pode oferecer um curso de capacitação a pessoas de baixa renda e ao final dele escolher os que lhe interessar para contratação. O empresário fará a diferença até mesmo para os candidatos ao emprego que não foram contratados já que eles foram capacitados e terão mais chance de serem aproveitados de outra forma no mercado de trabalho. O empresário que está atento a aplicar soluções criativas como esta tem como resultado inevitável o reconhecimento natural da sociedade como gestor de uma empresa socialmente responsável.

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Cultura criatividade, popularidade e outros. A imagem do empreendimento fica fortalecida uma vez que a sociedade em geral é simpática à ideia do desenvolvimento cultural. “O investimento em cultura permite ao empresário ampliar a forma como se comunica com seu público alvo, além de mostrar para a sociedade que sua empresa não vive apenas em função do lucro”, explica o presidente do Fórum de Desenvolvimento Anápolis é Tudo de Bom, Ricardy Carneiro de Oliveira. De acordo com ele, dependendo do tipo de projeto escolhido, o empresário pode ter a chance de reaver até 100% do valor que patrocinou e ainda desfrutar de geração de mídia espontânea que pode superar dez vezes o custo do patrocínio.

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empresa que toma a iniciativa de ligar sua marca a um projeto cultural se diferencia dos concorrentes porque se identifica com valores culturais, que podem ser de tradição, modernidade, competência,

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As leis de incentivo à cultura também são alternativas interessantes para o universo empresarial uma vez que podem significar para o empresário que investe em projetos da área o retorno total ou parcial do patrocínio em forma de abatimento de tributos como Imposto de Renda, ICMS e IPTU/ISS. Para desfrutar de alguma das leis de incentivo existentes, Ricardy de Oliveira afirma que é necessário que o projeto cultural seja apresentado ao órgão governamental responsável pela aplicação da lei para que seja aprovado e que haja também acordo de patrocínio entre empresa e produtor cultural (ou o próprio artista). No âmbito federal, temos a Lei Rouanet, que exige aprovação do projeto junto ao Conselho Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). No Estado de Goiás, temos a Lei Goyases, que tem como órgão res-

ponsável pela aprovação dos projetos a Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel). Já no município de Anápolis, existe uma lei de incentivo fiscal que favorece patrocínios na área de literatura. “Creio que podemos ter expectativas com relação a uma lei municipal de incentivo à cultura, pois com o estabelecimento do Conselho Municipal de Cultura haverá gestões nesse sentido junto à Câmara Municipal para aprovação desta lei”, afirma o especialista. Para o empresário que se interessa em patrocínio cultural, mas não tem qualquer contato com projetos e artistas, a dica de Ricardy de Oliveira é que ele procure algum órgão governamental da área como a Diretoria de Cultura de Anápolis, Agepel ou Ministério da Cultura cujos membros terão condições de fazer indicações para apoio. Outra alternativa é procurar entidades como o Conselho Municipal de Cultura, o Fórum Desenvolvimento Anápolis é Tudo de Bom e a Associação Cultural Artística de Anápolis (ACAA). E se o projeto indicado for considerado muito oneroso para a empresa, a recomendação é fazer parcerias. “O empresário pode convidar outros empresários e montar um pool de pequenas empresas para patrocinar determinado projeto que seja interessante”, aponta Ricardy. Até porque o próprio mercado cultural se relaciona com turismo, gastronomia, educação, ciência, lazer, saúde, social, iniciativa privada, governo. E como todo mercado, o investimento em cultura gera empregos, compras e impostos para a sociedade. “Geralmente somos nós, produtores e artistas, que corremos atrás do empresariado em busca de parcerias. Seria muito benéfico para a comunidade anapolina se este caminho fosse de mão dupla”, assinala o presidente do Fórum de Desenvolvimento Anápolis é Tudo de Bom.


Esportes O

esporte é área estratégica para empresários que tenham objetivo da responsabilidade social. E ela pode ser explorada pelo setor produtivo a partir de três frentes básicas de investimento: time da empresa, publicidade ou patrocínio direto de equipes esportivas (que podem agregar atletas de nível escolar, esportistas com destaque estadual ou nacional, além dos representantes do paradesporto). As dicas são do secretário municipal de Esportes e Lazer, Ademir Marinho. Para o patamar interno da empresa, ele recomenda que os empresários criem ambiente propício para práticas esportivas para os seus funcionários. Isso pode ser trabalhado em caráter interno, em encontros esportistas entre os próprios colaboradores ou até mesmo em desafios junto a times externos, com a participação em campeonatos amadores de esportes. Para Marinho, o empresário que adota essa posição é favorecido em dois aspectos principais que o esporte tem poder para promover: a melhora do trabalho em equipe por parte dos funcionários e o próprio aperfeiçoamento da saúde deles fazendo inclusive com que produzam mais. Já para quem interessa em investimento publicitário, a indicação do secretário é para placas

de pista em estádios e ginásios. Ele afirma que o investimento é pequeno, na ordem de R$ 500 por placa de anúncio. “No (estádio) Jonas Duarte, por exemplo, em uma transmissão de jogo pela TV, a placa fica sujeita à exibição de 90 minutos”, cita Ademir Marinho. “Quanto não sairia esse mesmo tempo de publicidade na mídia tradicional de televisão?”. Para o patrocínio direto, o empresário pode optar por patrocinar o time de futebol amador do seu bairro. Muitas vezes, a contribuição exigida nesses casos inclui apenas a compra das camisas que os jogadores usarão nas partidas. A marca da empresa estará estampada nos uniformes, o que gerará a sua divulgação associada a uma prática que será reconhecida não só pelos membros da equipe, mas também pelos seus familiares e ainda por toda comunidade que eles estão inseridos. Outra opção de patrocínio é “adotar” atletas em formação ou aqueles que já alcançaram destaque estadual ou nacional. Para quem não sabe por onde começar, a Prefeitura de Anápolis oferece ajuda. A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer auxilia o futuro patrocinador a montar projetos de patrocínio esportivo e ainda ajuda na indicação de equipes e atletas. Há, em Anápolis, representantes de diversas modalidades esportivas como basquete, futsal, handball, vôlei, natação, tênis de mesa, atletismo e outros. Para quem quer ser socialmente responsável através do esporte, o que não falta é oportunidade para fortalecer sua marca.

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Colaboradores O

Manual de Respon- o empresário que investe em seus sabilidade Social Em- colaboradores consegue alcançar presarial para Micro com clima organizacional ameno, e Pequenas Empresas pois é conquistada uma imagem – Passo a Passo, produzido pelo positiva perante seu cliente interInstituto Ethos em parceria com o no. O também sócio proprietário Sebrae, traz uma frase que traduz do GAP – que atua no ramo de uma posição bastante atual quan- consultoria empresarial, pósdo o assunto é responsabilidade graduação, treinamentos e RH social ligada a colaboradores: – afirma que além dos cuidados “Empresas que valorizam seus com o ambiente interno propriafuncionários valorizam, na verda- mente dito, é possível promover de, a si mesmas”. Esse tem sido de outra instância de responsabilidafato o posicionamento de empre- de social ligada aos funcionários. sários empreendedores, que estão Trata-se da implantação de bases bastante atentos às necessidades voluntárias, através das quais a do público interno. E o que não empresa adota alguma instituifalta são opções para atender es- ção de caráter filantrópico e dá a tas necessidades. possibilidade do colaborador de atuar em algum projeto social, a No próprio manual citado, há partir de incentivos diversos. diversas recomendações práticas Para o consultor, Anápolis de como promover gestão produtiva junto aos colaboradores, den- vive um processo de evolução na tre as quais destacamos: o com- área de responsabilidade social promisso com as leis trabalhistas; junto aos colaboradores. Neste o encorajamento de novas idéias contexto, ele observa disparidae comentários; o investimento na des de empresas que já possuem formação de pessoas diversas; no a cultura da gestão socialmente incentivo e recompensa ao desen- responsável e outras que ainda volvimento de talentos; na criação nem ao menos se despertaram de programa de participação nos para a importância do tema, que lucros; na preservação da vida chega a abranger o rendimento pessoal e familiar dos funcioná- do seu negócio, pois funcionário rios; no ato de evitar demissões e, satisfeito com seu local de trabase elas são inevitáveis, que sejam lho é um dos sinais mais signifeitas preservando a dignidade do ficativos para a produtividade. trabalhador; na atitude de ser soli- “Quem implantou essa cultura dário em situações de emergência; não volta atrás. A responsabilina valorização de um ambiente dade social vai além do marketing, pois é um bem maior para adequado e a higiene. a sociedade e para a marca emSegundo o professor e consul- presarial”, completa Christian tor Christian Kleber Rosa Lisboa, Lisboa.

28 · O Lojista 28 jissta ta a · Jan/Fev/Mar Jan Ja an/Fe Fev/M v/M Mar ar 2010 201 20 010


Jan/Fev/Mar 2010 路 O Lojista 路 29


Internet

Portal CDL Anápolis

Informações gerais sobre a CDL e a cidade de Anápolis e ainda links úteis

Guia completo da rede conveniada da CDL de Anápolis na área de saúde, comércio e

outros serviços

Notícias de interesse do empresário

Além de importante meio de comunicação entre a entidade e a sociedade, o espaço virtual é uma excelente oportunidade para quem deseja dar visibilidade a sua empresa através da publicidade

C

om aproximadamente 18 mil acessos por mês, o Portal da CDL Anápolis (www.cdlanapolis.com.br) tem se destacado como uma das páginas de maior importância e credibilidade junto à comunidade anapolina. O portal é marcado por layout caracterizado por cores leves e por links de fácil acesso aos dados necessários para o dia a dia do usuário.Entre as funcionalidades do portal estão notícias e vídeos ligados ao ambiente empresarial e suas diversas nuances, o sistema de busca de nome de profissionais e estabelecimentos ligados ao Departamento de Convênios da entidade e o acesso ao SPC Brasil (este, exclusivo para associados). O responsável técnico pelo portal é o projetista, designer e programador Web Miguel Cardoso. O conteúdo jornalístico é responsabilidade da assessora de imprensa da CDL, Priscylla Dietz. O portal CDL Anápolis também tem atuação no setor publicitário, pois oferece um canal com empresas que desejam anunciar no site. Os interessados em divulgar seus anúncios podem fazê-los tanto na página Jan/Fe /Fe Feev/ ar 2010 Fev/M 30 · O Lojista · Jan/Fev/Mar

Vídeos sobre temas ligados ao mundo empresarial

Espaço do empreendedor

inicial quanto nas Arquivo de notícias do portal secundárias existentes. Trata-se de uma excelente oportunidade para o anunciante que quer fortalecer sua marca no mercado, visto que ela ficará inevitavelmente associada à credibilidade que a CDL goza. Além disso, os empresários que muitas vezes não têm condições de colocar sua empresa em um domínio próprio na internet podem divulgar sua propaganda através deste meio de comunicação que atinge todo mundo.

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Jan/Fev/M Jan/Fev/Mar v/Mar v/M a 2010 · O Lojista · 31


Entrevista

Paz corporativa O clima organizacional é tema atual de debate em empresas, especialmente porque pode ser um fator determinante para o desempenho empresarial no mercado. Em entrevista à reportagem de O Lojista, a psicóloga Marina Batista, MBA em Psicologia Organizacional, é taxativa ao dizer que a responsabilidade pela qualidade nas relações dentro do ambiente de trabalho envolve todos: funcionários e patrões. Além de apontar quais são os papéis de cada um nesse processo, ela ainda comenta os desafios de empresas com caráter familiar e dá dicas gerais de comportamento (Box) que fazem a diferença no relacionamento entre colegas e entre gestores e subordinados.

Revista O Lojista – Quais as vantagens de se ter um clima organizacional agradável? E quando ocorre o contrário? Marina Batista – As conseqüências de um bom clima na empresa é que os funcionários adoecem menos, trabalham mais felizes, têm uma produtividade muito maior e um rendimento além do esperado porque o ambiente é propício para isso. Agora, quando ocorre o contrário, geralmente a empresa terá muitos funcionários em licença médica, que têm problemas de saúde, são funcionários que estão muito estressados. Quando a empresa é um local onde há muita briga ela não consegue se desenvolver.

O Lojista – Quem é o responsável mais direto para conseguir um clima organizacional bom? Os funcionários ou os gestores? Marina – Na verdade, o clima é uma responsabilidade de todos. Só que alguns fatores são mais específicos dos líderes e outros são mais dos colaboradores, mas em suma, todos são responsáveis pelo clima da empresa. Não é uma pessoa, entre 100, que vai prejudicar o clima.

O Lojista – Mas até onde vai a responsabilidade do empresário e até onde vai a responsabilidade do funcionário? Como poderia ser dividida a atuação de cada parte? Marina – A responsabilidade do patrão vai até onde ele proporciona um clima 32 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

agradável para o empregado. Ele deve proporcionar meios para que esse empregado tenha uma qualidade de vida, não permitir que o colaborador extrapole os horários, oferecer um local adequado para refeições na empresa, se for o caso. Também é importante que o empregado não fique tão pressionado, que não exista terrorismo na empresa, como ameaça constante de demissão. Por parte do empregado, existe a responsabilidade de evitar pequenas picuinhas, implicâncias com colegas, não fazer seu serviço a fim de sobrecarregar o colega. O Lojista – Que papel a comunicação interna assume com fator de influência na questão do clima organizacional? Marina – Uma empresa que tenha uma comunicação aberta, em que todos sabem o que está acontecendo, não tem problema. Quando ninguém sabe o que está ocorrendo, começa a atuar o que nós chamamos de “rádio peão”. Todo mundo começa a comentar o que poderia ocorrer, como uma demissão em massa. Às vezes não tem nem indício disso, mas o clima se torna tenso dentro da empresa porque todos então trabalham mais revoltados. No final das contas acaba não sendo nada (do que foi dito pela “rádio peão”), mas aí o clima está tão ruim que acaba tendo demissão por isso. O Lojista – E se o empresário viver uma situação em que tem dois bons profissionais que não se dão bem? Se ele não

“O clima organizacional é uma responsabilidade de funcionários e patrões”, diz a psicóloga Marina Batista

quer demitir nenhum deles, qual seria a melhor solução? Marina – Normalmente recomenda-se conversar com os funcionários, ver qual que é o problema porque muitas vezes pode ser algo bobo, às vezes um achou que o outro falou alguma coisa dele e os dois nunca sentaram para conversar. Como ser humano a gente tem a opção de escolher gostar ou não de uma pessoa, mas isso não impede que eu conviva bem com ela. Eles não precisam se amar, mas também não precisam se matar dentro da empresa. Um clima de cordialidade, de educação, de respeito, de ética é possível dentro da empresa. O Lojista – E quando se trata de uma empresa familiar? Marina – As empresas familiares são um pouco mais complicadas porque muitas vezes as pessoas não sabem diferenciar um ambiente de trabalho e o lado pessoal. Então às vezes o clima fica ruim porque a mãe briga com o filho em casa e quando chega à empresa ela começa a descontar tudo no filho. Ou então a mãe colocou o filho para trabalhar, mas ele não faz o serviço dele. Sem contar que os outros funcionários que não são da família sofrem com isso porque nor-


malmente existe uma preferência pelos membros da família. Então eles têm certo privilégio entre os funcionários. Normalmente isso dá uma certa rixa entre os funcionários e o clima tende a ficar ruim. Então é preciso trabalhar com essa família para ver que em casa eles são uma família, mas na empresa eles são funcionários e têm responsabilidades como tais. O Lojista – Até que ponto a disputa entre departamentos da empresa pode ser sadia?

Marina – Estamos num mercado competitivo e a disputa é considerada sadia, desde que não ultrapasse os limites. Passou a prejudicar o outro já não é algo legal. Se, por exemplo, o Departamento Financeiro faz sua parte, mas esquece de repassar para o Departamento de Pessoal o que é preciso ser repassado, isso vai gerar um transtorno. E a empresa não é só composta de departamentos, os departamentos é que compõem a empresa. Então essa competição é legal quando ela proporciona crescimento para o profissional, sem prejudicar o outro.

O Lojista – Como um profissional externo pode auxiliar na solução do problema? Marina – Quem está inserido no problema geralmente não o percebe. Ele vê que tem alguma coisa errada, mas não consegue identificar o que é e quais são os responsáveis. Então o ideal é que um consultor externo vá até a empresa para mostrar esses pontos para o empresário porque será uma pessoa neutra, sem nenhum vínculo com as partes.

Dicas de Marina Batista, MBA em Psicologia Organizacional, para um clima agradável no ambiente de trabalho: • • • • • • • • • •

Evite excesso de camaradagem. (Apelidos, por exemplo, podem favorecer um clima muito ruim na empresa) Evite confidências. (Às vezes isso pode ser usado contra você) Só dê conselho a alguém se for solicitado e, ainda assim, com cuidado Mantenha um ambiente de trabalho organizado Seja atencioso, delicado e ágil. (Caso não consiga cumprir uma tarefa em tempo hábil, explique a situação com sinceridade e repasse a tarefa) Seja pontual com seus compromissos. (Se você não cumprir compromissos assumidos, outra pessoa poderá ser prejudicada) Respeite a hierarquia Escute com paciência os colegas de trabalho Seja natural Evite tipos de expressões como minha querida, meu amor, meu benzinho

Jan/Fev/Mar 2010 201 220 00110 · O Loj ojjista oji ssttta a · 33 33


Serviço

Central de Cobranças No ttot otal al, o de depa part rtam amen ento to ddaa CD CDL L of ofer erec ecee se serv rviç iços os de de co cobr bran ança çass em ger geral al a ass assoc ocia iado doss de 12 12 ci cida dade dess go goia iana nass

A

Central de Cobranças de CDL CD L de A Aná nápo poli liss of ofer erec ecee serviços de cobranças em geral a associados que atuam na cidade sede da entidade e ainda de mais 11 municípios (veja Box). A Novo Par Calçados, instalada em Goianápolis, por exemplo, utiliza os serviços da Central de Cobranças há aproximadamente dois anos. A sócia-proprietária da loja, Benezenes Silva Souza, a Bené, conta que soube do departamento através de uma reportagem da revista O Lojista e, feito o contato com a CDL, transferiu a responsabilidade para o recebimento dos débitos dos clientes da empresa para a Central de Cobranças. “Para mim, (o serviço) tem sido muito bom; já recebemos (pagamento de) contas até de 2004, que eu pensei que já tinha perdido”, afirma Bené. Outra vantagem é o caráter gratuito do serviço prestado aos associados da CDL de Anápolis. “Eu recebo o principal, praticamente não há perda”. A Central de Cobranças foi criada em janeiro de 2006 para oferecer serviços na área de cobranças em geral para associados da CDL. São três as modalidades: telefone; carta e cobrador externo. As vantagens da Central é que ela é mantida pela CDL, alcança bons resultados e o custo é muito baixo. Sete pessoas fazem parte da equipe, que é coordenada por Reginaldo José da Costa. O encarregado também é responsável pelo contato com os lojistas que contratam o serviço de cobrança a seus consumidores inadimplentes. No grupo, há três auxiliares de cobranças e três cobradores externos. As primeiras são Carinn Ferraz, Ana

34 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

Cláudia Damasceno e Letícia Bruno q que ue aatu tuam am eem m am ambi bien ente te iint nter erno no,, cumprindo as seguintes atividades: atendimento a clientes, negociação e recebimento de débitos, contatos com os lojistas, alimentação de dados no sistema, cobranças via telefone e orga organização da cobrança externa. Os três

cobradores externos são Divino Ferreira,, Ed ra Edso son n Lu Luiz iz C Cab abra rall e Ma Marc rcel elo o Fé Féli lix, x, que como o próprio nome indica, têm a função de fazer cobranças externas. Eles também fazem negociação e recebimento de débitos. Para obter mais informações sobre a Central de CobranCobran ças da CDL, ligue: (62) 3328-0008.

A empresária Benezenes Silva Souza, cuja loja está instalada em Goianápolis, utiliza os serviços da Central de Cobranças há dois anos

Central de Cobranças da CDL - O serviço: Oferece serviços na área de cobranças em geral apenas para associados da CDL. São três as modalidades de cobrança: telefone, carta e cobrador externo - Vantagens: É um serviço mantido pela CDL e tem bons resultados - Custos: O associado não tem qualquer ônus. É repassado para a loja o valor principal do débito - Contato: (62) 3328-0008 cobranca@cdlanapolis.com.br


atende Anápolis e região Funcionárias da CDL fazem cobranças por telefone. A Central de Cobranças da entidade trabalha também através de carta e cobrador externo

Cidades atendidas pela Central de Cobranças da CDL: Anápolis Alexânia

Abadiânia Goianápolis

Leopoldo de Bulhões Terezópolis

Campo Limpo Ouro Verde

São Francisco Corumbá de Goiás

Pirenópolis Cocalzinho

Jan/Fev/Mar 2010 · O Lojista · 35


Novo SPC Busca

O

SPC Brasil disponibilizou, no último dia 25 de fevereiro, a nova versão do SPC Busca, que proporcionou mais facilidades ao usuário na procura por informações. A nova versão está mais moderna e simples de utilizar, pois utiliza somente a combinação fonética para localizar o documento. Além de realizar a busca de documentos de pessoas físicas, agora também é possível consultar as empresas cadastradas no sistema. A localização de pessoas jurídicas é uma inovação muito importante, pois permitirá localizar o número do CNPJ a partir da digitação da razão social ou nome fantasia da empresa. Quanto mais precisa for a informação disponível sobre o nome da empresa, mais eficaz será o resultado. Porém, se eventualmente não estiver disponível o nome completo da empresa, é possível buscar o documento digitando apenas partes do nome.

Outra novidade é o único campo para digitar o nome a ser localizado, gerando mais praticidade e rapidez na pesquisa. Além disso, o filtro tornou-se opcional na entrada, o que permite maior precisão e assertividade. Se o nome a ser pesquisado for muito comum, é possível refinar a pesquisa com informações que podem diferenciar a pessoa a ser encontrada. O filtro é opcional na entrada dos dados para a busca, mas pode ser aplicado também caso haja mais de 40 resultados encontrados para a pesquisa realizada. Tanto para pessoa física como jurídica, é possível dar ênfase a um ou mais termos digitados na entrada para aprimorar a busca. Para isso, disponibilizamos uma funcionalidade que permite dar mais ênfase às palavras: basta inserir o sinal de mais (+) junto ao termo (s) que tiver (em) maior relevância. (Fonte: SPC Brasil)

CityPark Viva! Oh! Verde!

Localizado em área pública, o CityPark é uma ação de responsabilidade socioambiental da Public Propaganda

O

bairro Anápolis City está ganhando um dos mais belos bosques da cidade, diferenciado pela diversidade de suas 500 árvores nativas, exóticas, floridas e frutíferas e singular pela sua implantação: iniciativa de três moradores da quadra 40, localizada entre a Vila da Aeronáutica e reserva florestal da antiga “invasão” da Perimetral Leste. A área pública de 38 mil metros quadrados, degradada por queimadas, infestada por escorpiões e saúvas, ameaçava a segurança da vizinhança há 30 anos e na administração passada estava sendo doada para a construção de sedes da Receita Federal e outros órgãos federais, quando o jornalista e publicitário Manoel Vanderic iniciou o plantio das árvores, a partir da extensão do “quintal” do aposentado Calmo Quirino. O movimento contra o desvirtuamento da área de preservação ambiental ganhou o apoio da associação de bairro e com a adesão do engenheiro florestal Laurent Queno, francês radicado em Anápolis, Vanderic levou adiante o projeto.

Ação de responsabilidade ambiental da Public, empresa de comunicação do publicitário, o CityPark, cujo slogan é Viva!Oh!Verde! é um exemplo de cidadania e modelo para a formação de parques em outros bairros da cidade, a partir da parceria Prefeitura-Empresa-Comunidade. “Investir no embelezamento da cidade dá retorno à imagem da empresa e gratifica o cidadão, pelo reconhecimento da sociedade e pelo prazer de lidar com as plantas”, destaca Vanderic, que além de financiar o bosque, cuida das árvores juntamente com Queno e Quirino. Ao ser incorporado pela Prefeitura, brevemente, o bosque será cercado com gradil e terá pista para caminhada, equipamentos de esporte, lazer, educação ambiental e atividades comunitárias. O que era uma área degradada agora gera qualidade de vida e valoriza os imóveis.

36 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010


CDL participa de III Semana do Consumidor

FOTO: Imagem Produções

Lançamento Festas & Noivas 2010

A reunião de lançamento da 3ª edição do Festas & Noivas foi realizada no Sebrae em Anápolis

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis e o Procon Municipal convidam para a palestra “O Direito do Consumidor e as Relações de Consumo”, que será realizada no próximo dia 26 de março, no Salão de eventos da CDL, às 19 horas. O evento é uma extensão da III Semana do Consumidor, realizada em Anápolis entre os dias 15 e 19 de março. As reservas podem ser feitas através do telefone: (62) 3328-0008. Vagas limitadas.

Q

uarenta e cinco empresários dos setores de produtos e serviços para festas de casamento, 15 anos, bodas, recepções, formaturas e eventos corporativos participaram do encontro promovido pela agência Imagem Produções, no último dia 10 de fevereiro, na sede do SEBRAE/GO em Anápolis. O objetivo da reunião foi apresentar a estrutura de 2010 e discutir ideias com os expositores para melhorar a qualidade do Festas & Noivas – 3ª edição. A diretora executiva da Imagem Produções Sirley de Oliveira iniciou a reunião com uma breve apresentação dos trabalhos executados pela agência desde o início de sua atuação em 2006, fazendo um resumo dos principais eventos que organizou. Na ocasião Sirley de Oliveira agradeceu a imprensa de Anápolis e região pelo apoio e apresentou alguns parceiros e empresários que participam desde a primeira edição do Festas & Noivas, em 2008. A modelo Lara Brito, identidade visual do Festas & Noivas - 2010, também marcou presença no encontro recebendo os empresários na entrada da sala de reunião. Lara Brito será uma das modelos que participará dos desfiles promovidos pela organização do Festas & Noivas durante os dias de exposição. (Texto: Luana Cavalcante – Imagem Produções)

I Seminário de Gestão Ambiental

E

stá marcado para o próximo dia 27 de abril o I Seminário de Gestão Ambiental que terá como tema “A questão do lixo e a participação do comércio, em Anápolis”. O evento é voltado para funcionários do comércio anapolino e alunos da Faculdade Cátolica da cidade. A atividade será realizada no auditório do Sesc/ Anápolis, das 19h às 22h, e faz parte do programa “Cidade Viva”. O seminário tem como metas específicas: • Informação para uma mudança de atitude da população anapolina em relação ao lixo gerado no comércio; • Fomentar ações de Gestão Ambiental para o município; • Fomentar a substituição das sacolas plásticas pela “ecobags”. A organização do evento está por conta da Diretoria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, juntamente com Sesc/Goiás e Faculdade Católica de Anápolis. A iniciativa tem o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis. (Fonte: Diretoria de Meio Ambiente).

Jan/Fev/Mar 2010 · O Lojista · 37


Artigo

Nova Lei do Inquilinato Modificações na Lei 8.245/91 André Luiz Ignácio de Almeida Advogado nas áreas Cível e Trabalhista

A

s modificações aprovadas pelo Congresso Nacional e já sancionadas pelo Presidente Lula privilegiam o Fiador, o Proprietário e o bom pagador. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou no dia 28/10/09 o projeto que altera a Lei do Inquilinato. No mês de Outubro – 2009 a lei completou 18 anos sem sofrer alterações. As mudanças já foram sancionadas pelo presidente Lula (10/12/09) e se tornou a Lei 12.112/09 que incorpora à Lei 8.245/91 - Lei do Inquilinato – as alterações. A Lei 11.112/09 cria regras para a troca de fiador durante um contrato. A Lei do Inquilinato não tratava deste assunto, e o Código Civil era utilizado para resolver conflitos referentes à locação de imóveis. Com a nova lei, o fiador poderá desistir da função, ficando responsável pelos efeitos da fiança durante 120 dias após o locador ter sido notificado. O proprietário do imóvel também será favorecido. Para dar mais garantias ao locador e exonerar a empresa fiadora que passe por problemas econômicos, a nova lei permite que o proprietário exija um novo fiador caso o antigo ingresse no regime de recuperação judicial. O texto afirma ainda que, quando houver a ação de despejo de um inquilino, ela só poderá ser suspensa se o inquilino quitar integralmente em até 15 dias a dívida com o proprietário ou a imobiliária. No texto anterior, só era necessário apresentar um requerimento em que o locatário atesta a intenção de pagar a dívida. Isso costumava atrasar as ações de despejo por mais de quatro meses. Foi adotado, ainda, o mandado único de despejo. Essa mudança anula a necessidade de dois mandados e duas diligências, entre outros procedimentos que costumavam atrasar o processo. A proposta também adequou a Lei do Inquilinato ao novo Código Civil o projeto que mantém a proporcionalidade da multa rescisória quando o imóvel alugado for devolvido antecipadamente. 38 · O Lojista · Jan/Fev/Mar 2010

Em caso de divórcio ou morte do locatário, a nova Lei do Inquilinato cria regras para a manutenção ou substituição do fiador. Antigamente isso não era possível. Objetivamente falando veja as mudanças mais relevantes: CONTRATO PRAZO: Mantido o período de 30 meses (pode ser menos ou mais, mas há consequências). RENOVAÇÃO: Encerrado o prazo, as partes estão livres para deixar ou pedir o imóvel, conforme já determinava o novo Código Civil. O inquilino só poderá permanecer no imóvel, portanto, se cobrir a oferta. RETOMADA: Durante o prazo estipulado para a duração do contrato, não poderá o locador reaver o imóvel alugado. RESCISÃO: O locatário não está mais obrigado a pagar multa estabelecida em contrato (o que já vinha sendo praticado pelos tribunais). O valor da indenização ao proprietário será proporcional ao tempo que falta para o fim do contrato. DISPUTA: Em caso de disputa judicial, o juiz fixará valor de aluguel provisório limitado a 80% do montante corrente. SEPARAÇÃO OBRIGAÇÃO: Em caso de separação, fica responsável pelo contrato de locação o cônjuge ou companheiro que permanecer no imóvel. Válido apenas para imóveis residenciais. DISPENSA: Se o casal se separar, o fiador pode exonerar-se das suas responsabilidades até 30 dias após a comunicação da separação. Mas ainda é responsável pela fiança por seis meses. DESPEJO SUMÁRIO: Em caso de contratos que dispensem fiador/seguro-fiança, o locatário pode ser sumariamente despejado se ficar inadimplente. AÇÃO: Se o locador entrar com

uma ação de despejo, a mesma só pode ser retirada caso seja feito o pagamento em até 15 dias. Antigamente, bastava a apresentação à Justiça de um documento de intenção de pagamento. SENTENÇA: Julgada procedente a ação de despejo, o juiz dará 30 dias para a desocupação voluntária. Pela legislação antiga, o prazo era de seis meses. FIADOR RENDA: A comprovação de renda deve ser feita tanto no início quanto na renovação dos contratos. FIM DA FIANÇA: O fiador tem o direito de exonerar-se de suas obrigações, mas permanece responsável pela fiança por 120 dias após a comunicação de desligamento do contrato. Segundo o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), estima-se que em todo o Brasil mais de 3 milhões de imóveis encontram-se fechados, pois os proprietários desistiram de alugá-los. Pesquisas mostram também que 96% dos locadores de imóveis têm um único imóvel alugado, demonstrando que a renda do aluguel vai para sua subsistência e faz falta quando não honrado. Se as ações de despejo forem julgadas procedentes, o juiz dará 30 dias para a desocupação voluntária. A ação é suspensa se, em 15 dias, o inquilino quitar integralmente a dívida com o proprietário ou a imobiliária. Uma crítica importante diz respeito ao fato da Câmara não contemplar nesta lei a locação em shopping centers. O projeto é fraco e não enfrentou o lobby dos shoppings. Essa questão deveria ter sido abordada, haja vista que quando a regra do aluguel de lojas em shoppings foi criada, em 1991, o número desses estabelecimentos era ínfimo, sendo que hoje são mais de 1.000 em funcionamento. A insegurança jurídica não é benéfica para ninguém e deveria haver uma legislação específica regulando essas relações, diz ele.


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Revista O LOJISTA  
Revista O LOJISTA  

Março/2010

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