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JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA / 


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Que venham os próximos 100 anos A partir do dia 31 de julho deste ano, Anápolis será incluída na seleta lista das cidades centenárias de Goiás. O município alcança esta marca com grande destaque, pois os 100 anos foram aproveitados para alavancar o desenvolvimento. Desenvolvimento este que se apresenta através de várias facetas: industrial, comercial, histórico, de segurança aérea, logística, entre outras. Alguns desses aspectos expomos nesta edição especial de O Lojista, que é dedicada ao centenário. O trabalho foi realizado de forma condensada, mas revela vários pontos da Anápolis que tanto nos enche de orgulho. O centenário representa a superação de um povo que ousou e apostou no crescimento. Nas próximas páginas, será possível acompanhar a trajetória de homens como a do empresário Washington de Carvalho, que instalou em Anápolis a primeira empresa telefônica de Goiás, e a do médico James Fanstone que, durante anos, levou adiante o projeto de construir o Hospital Evangélico Goiano, uma unidade de saúde que sempre se destacou pela modernidade.

“Anápolis alcança esta marca com grande destaque, pois os 100 anos foram aproveitados para alavancar o desenvolvimento.”

Também estão na revista instituições como o Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho, que possui mais de 4 mil peças em seu acervo, e a Base Aérea de Anápolis, que desenvolve importantes ações de defesa nacional, devido à competência de seus integrantes e a estratégica localização no Brasil central. Do ponto histórico, a cidade tem papel relevante. Uma das provas disso é o fato de ter sido o local onde o ex-presidente Juscelino Kubitschek assinou a mensagem ao Congresso Nacional encaminhando projeto de lei que dispunha sobre a mudança da Capital (do Rio de Janeiro para Brasília). Érides Guimarães assinou a ata daquela solenidade, realizada no dia 18 de abril de 1956, e relatou à nossa equipe de reportagem como foi participar daquele dia memorável. Outra característica a ser evidenciada é a maneira como é visto o povo anapolino, que possui a identidade de uma “cidade amiga e hospitaleira”, como descreve o comandante da Base Aérea, Coronel-aviador Mauro Martins Machado. A cidade também é percebida como “de médio porte, mas que ainda guarda algumas marcas de cidade pequena, de amizade entre vizinhos, de proximidade, de igreja, de família”, como aponta o prefeito Pedro Sahium. Não poderíamos deixar de esquecer a pujança industrial de Anápolis, marcada pelo Distrito Agroindustrial (DAIA) onde recentemente foi instalada a montadora CAOA/Hyundai. O crescimento do comércio local é outra realidade, especialmente com a vinda de novas lojas, inclusive de expressão nacional. Por fim, queremos lembrar da participação da Câmara de Dirigentes Lojistas no contexto do desenvolvimento de Anápolis que é, sem falsa modéstia, muito expressiva. Desde 1962, a CDL é símbolo de avanços na representatividade dos lojistas através do tradicional SPC, a 2ª Corte de Conciliação e Arbitragem, Central de Cobranças e outros serviços. A entidade não se cansa de trazer inovações que beneficiam seus associados como o recente lançamento do CDL Odonto e do convênio com o Banco do Brasil para facilitar a aquisição de equipamentos de informática. Diante de toda essa exposição, a conclusão é de que há muito a comemorar, apesar de estarmos cientes de que há problemas na cidade. Mas nossa perspectiva é de que os problemas devem ser encarados como desafios que certamente serão superados, pois o desenvolvimento em Anápolis está apenas começando. Que venham os próximos 100 anos. Wilmar Jardim de Carvalho Presidente JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA /  JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA / 


Que venham os próximos 100 anos...................................... 3 Um século de desenvolvimento............................................ 6 100 Melhores Cidades Para Fazer Carreira.......................... 8

Fundada em 20 de setembro de 1962

Brasília nasceu aqui.............................................................. 10

Presidente Wilmar Jardim de Carvalho

Base Aérea de Anápolis ....................................................... 12

1º Vice-presidente Luiz Pereira da Costa

Anápolis: pioneira na telefonia em Goiás............................. 14

Vice-presidentes Olívio Porto Lima João Itagiba Nunes Júnior Orival Rodrigues Jardim Air Ganzarolli Reinaldo de Castro Del Fiaco

Casa da memória anapolina.................................................. 16 CDL: patrimônio anapolino.................................................. 20 A alegria de ser da Família CDL........................................... 22 Destaque na saúde................................................................. 24 História da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis............ 26 Judiciário em Anápolis.......................................................... 30 PM Centenária...................................................................... 34 Entrevista: Pedro Sahium...................................................... 36 Mensagens de ex-prefeitos de Anápolis................................ 38 Câmara Municipal................................................................. 40 Idealismo da Acia.................................................................. 41

Diretores Walter Jensen Barbosa João Batista da Silva Wanderley Camargo Iraci Custódio Ribeiro Makário Luiz Orozimbo Alexandre Marques Antunes Maria Edna Sanches Denys Junqueira Maryam Mikhael Francisco Carlos da Silva Elsio Alves Pereira Gerson Sant’Ana Latife Cury de Pina Elmo dos Reis Goulart Marco Aurelio Rodovalho Conselho Fiscal João Batista de Souza Janilson Dutra Fonseca Antônio Gonçalves O LOJISTA

Lei Geral sem segredos......................................................... 44

Jornalista responsável Priscylla Dietz GO 01868 JP

CDL e BB firmam convênio................................................. 48

Assessoria comercial Rui Marques de Lima

Nova especialidade na CDL Saúde: geriatria....................... 50 SPCCOM.............................................................................. 51 Outras Notícias .................................................................... 52 CDL Odonto . ....................................................................... 54 Articulistas dessa edição

Diagramação e arte Robson Pereira da Silva Fotos Reportagens: Arquivo CDL Divulgação Museu Histórico Base Aérea Hospital Evangélico Santa Casa Polícia Militar de Goiás

Arlete Mendes Silva: Existe uma identidade genuinamente anapolina?.......... 18

Fotos da capa: Museu Histórico Daniel Bispo Santana

Márcia Costa: Acorda Anápolis, o futuro já chegou!........................................ 32

Fotolito e impressão Gráfica e Editora Globo

Janaína Siqueira: Dicas Radioluz para uma saúde bucal perfeita..................... 42 Alessandro Louza Alarcão: Sua pele sempre bonita e saudável....................... 46

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Tiragem 3 mil exemplares Importante Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente o pensamento da CDL de Anápolis


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HISTÓRIA

Um século de desenvolvimento

Conheça a trajetória econômica de Anápolis e entenda por que a cidade é conhecida como a Manchester Goiana, uma alusão à famosa cidade industrial inglesa Primeira fase: das origens, em 1870, até a década de dez do século XX: economia de subsistência, incipiente comércio de tropeiros e pecuária;

Juscelino Polonial

Segunda fase: está delimitada entre a década de 10 e a década de 30, com o incremento populacional e a evolução para uma economia de agricultura comercial, tudo ligado à chegada da ferrovia; Terceira fase: entre as décadas de 30 e 60, foi quando Anápolis se  / O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

transformou no maior pólo atacadista do Centro-Oeste; Última fase: está delimitada entre a década de 60 e os dias atuais, tendo como referência a criação da Associação Industrial de Anápolis (AIA), em 1958, a realização da 1ª Faiana em 1969, a construção da Base Aérea (1973) e a inauguração do DAIA (1976). É a fase da industrialização e urbanização da cidade. A pedido da revista O Lojista, o historiador Juscelino Polonial fez a “linha do tempo” descrita no início da reportagem. Os fatos destacados pelo professor universitário mostram a evolução econômica anapolina. Segundo ele, o período de maior expressão de toda a trajetória foi entre as décadas de 30 e 60, quando Anápolis se transformou no maior centro comercial do Centro-Oeste. Polonial relata que na época, a cidade

chegou a ter dois bancos, um ligado ao grupo Pina e outro ligado ao grupo de Jonas Duarte. “Em Goiás não existiam bancos, apenas representações de outros Estados”, afirma. “Os dois primeiros bancos goianos eram anapolinos. Isso mostra a força da economia da cidade na época”. Na edição 15 do Jornal O Centenário, o cientista político Itami Campos escreve um artigo em que também avalia a importância de Anápolis, vista como pólo industrial, entro universitário e pela sua estratégica localização. O texto aponta alguns condicionantes geográficos e históricos que contribuíram para tal situação. O primeiro refere-se ao fato de a cidade ter se tornado a estação final da ferrovia (1935), sendo o elo da região mais próspera do País com a região norte (de Goiás, do Brasil). “Outro importante momento vai ocorrer com a fundação de duas cidades em sua proximidade, ambas destinadas à capital, Goiânia e, posteriormen-

te Brasília que vão ligarse através de Anápolis”, afirma. O cientista político relata que, já com empresariado organizado, houve pressão dos anapolinos para que fosse instalado o Distrito Agroindustrial (DAIA), que se concretizou em 1976. No artigo, são citadas as crises econômicas dos anos 1980, cuja repercussão no DAIA se deu com fechamento de indústrias e desempregos. Em seguida, Itami Campos diz que o problema começou a ser superado a partir de incentivos fiscais e financeiros concedidos pelo governo estadual, através do programa Fomentar. “Na atualidade, o DAIA está em crescente dinamismo, sendo que a instalação do pólo químico-farmacêutico apresentou-se como fator de credibilidade e de atração de novos e importantes projetos”. O Distrito ainda é palco do Porto Seco e da Plataforma Logística de Goiás Logística de Goiás cuja 1ª etapa foi inaugurada este ano.


Conheça um pouco a história de Anápolis

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m 1870, o tropeiro Gomes de Souza Ramos chegou à região, com sua família. Entusiasmados com as condições do lugar, resolveram se fixar. Gomes de Souza Ramos liderou o movimento de urbanização do sítio ao redor da capela que havia construído. Fez do local um caminho para os mercadores e tropeiros. Seu nome é justamente reconhecido como o fundador. Em 06 de agosto de 1873, foi criada a Freguesia de Santana das Antas, distrito do Município de Meia Ponte. Em 1884, conforme a Resolução Provincial nº 695, a Freguesia teve o nome mudado para San-

tana dos Campos Ricos. Em 1886, a resolução foi revogada, voltando o antigo nome. A Lei Provincial nº 811, de 15 de dezembro de 1887, criou o Município de Santana das Antas, com o território desmembrado do Município de Meia Ponte. Entretanto, a instalação deu-se em 10 de março de 1892, sendo escolhido José da Silva Batista o primeiro chefe do Executivo. Em 1893, foi realizada a primeira eleição para Intendente (Prefeito), sendo eleito o Sr. Lopo de Souza Ramos, para um mandato de dois anos. Em 1899, o mandato foi ampliado para quatro anos.

EMANCIPAÇÃO A Lei Estadual nº 320, de 31 de julho de 1907, eleva Santana das Antas à categoria de cidade, alterando-lhe o nome para Anápolis. O seu primeiro intendente foi Joaquim Pridêncio Batista. Com o movimento revolucionário de 1930, Anápolis é destituída de seu Intendente Municipal e seus suplentes. O Conselho Municipal é dissolvido, sendo João Luiz de Oliveira nomeado o primeiro Prefeito da cidade. Em 1935, foi eleito o primeiro Prefeito Constitucional de Anápoilis, José Fernandes Valente que, inicialmente, exerceu a chefia do Executivo por nomeação (193435), depois por eleição (1935-37) e, ao final,

em virtude da implantação do Estado Novo, por nomeação (1937- 1940). Até 1947, todos os chefes do Executivo foram nomeados. De 1947 a 1973, foram eleitos. Em 28 de agosto de 1973, Anápolis é declarada Área de Segurança Nacional. Com essa medida, foi cassado o mandato do prefeito eleito José Batista Júnior, ficando a partir deste ato os prefeitos indicados pelo Governador do Estado, aprovados pelo Conselho de Segurança Nacional, e nomeado diretamente pelo presidente da República. Em 1985, com o processo de redemocratização, o povo anapolino pôde novamente escolher o seu chefe político em eleições. Fonte: www.anapolis.go.gov.br

JULHO JULHO 2007 2007 // CDL CDL ANÁPOLIS ANÁPOLIS // O O LOJISTA LOJISTA // 


RANKING

100 Melhores Cidades Para Fazer Carreira De acordo com levantamento publicado na revista Você S/A, Anápolis está entre os 100 municípios brasileiros que melhor formam seus profissionais

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edição de julho da revista Você S/A traz em sua capa pesquisa que define as 100 Melhores Cidades Para Fazer Carreira. Anápolis está incluída na lista na 5ª posição do ranking do Centro-Oeste e na 92ª na classificação nacional. A pesquisa foi elaborada para a conceituada publicação pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGVRJ) e tem três critérios para análise: educacional, econômico e de saúde. A reportagem descreve que a maioria das cidades avaliadas pelo  / O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

levantamento faz parte do grupo dos 5% maiores municípios do país e tem pelo menos 170.000 habitantes e R$ 210 milhões de depósitos à vista. É explicado ainda que algumas cidades não satisfazem esse quesito, mas que acabaram sendo incorporadas em função da oferta de desenvolvimento profissional. Em 2007, foram analisadas 139 cidades, de acordo com os três indicadores citados, sendo divididos conforme a ordem de importância. O educacional, que mede o número de pessoas matriculadas e a oferta de cursos de graduação, mestrado e doutorado, tem o maior peso (3) na nota final; seguido pelo vigor econômico (peso 2), que avalia o uso do ISS e do PIB municipal, ambos per capita; e depois pela pontuação em saúde (peso 1), o qual calcula o número de leitos e de profissionais da área, ambos para cada 1000 habitantes.

O que foi publicado sobre Anápolis na Você S/A: Anápolis (GO): Loção, em 2003. Hoje, o calizada a 55 quilômemunicípio goiano divertros da capital Goiânia, sificou suas atividades. a cidade voltou a figurar Destaque também para no ranking das 100 Mea indústria farmacêutica, lhores Para Fazer Carreique tem forte impacto ra, depois de sua ausênna economia local. No cia em 2006. O retorno entanto, o setor que vai de Anápolis se dá pelo recrutar em larga escala seu melhor desempenho nos próximos anos é a ineconômico, já que os indústria automobilística. dicadores de educação e Em maio, a sul-coreana saúde não sofreram alteHyundai inaugurou sua ração. Apesar de ser um nova fábrica em Anápomunicípio industrial, sua lis. O plano é produzir economia oscila de acorcinco modelos diferendo com o desempenho do tes até 2010. A estimaagronegócio. Entre 2000 tiva é que serão gerados e 2005, fase de ouro da 6.000 empregos diretos e agricultura e da pecuária 40.000 indiretos. As con(representando mais de tratações já começaram. 30% do PIB), Anápolis Há vagas para técnicos, teve sua melhor colocaadministradores e engeção na pesquisa da FGVnheiros. RJ, obtendo a 49ª posi Fonte: Você S/A As campeãs do Centro-Oeste 1. 2. 3. 4.

Brasília (DF) Goiânia (GO) Cuiabá (MT) Campo Grande (MS)

5.

Anápolis (GO)


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PIONEIRISMO

Brasília nasceu aqui

Juscelino Kubitschek assinou, no aeroporto anapolino, a mensagem que encaminhava ao Congresso Nacional projeto de lei que dispunha sobre a transferência da capital federal

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ra para ter sido em Goiânia. Todas as estações de rádio convocaram o povo para o grande dia. Carros com auto-falantes percorreram as ruas com o mesmo propósito. Membros da banda de música ajustaram os instrumentos e autoridades prepararam o discurso. A madrugada do dia 18 de abril de 1956 foi de vigília e expectativa no Aeroporto Santa Genoveva. Mas o tempo foi “caprichoso” com os goianienses e não houve condições meteorológicas satisfatórias para o pouso da aeronave presidencial. Melhor para Anápolis, que entrou para a história do Brasil como o local onde o expresidente Juscelino Kubitschek assinou a mensagem que encaminhava ao Congresso Nacional projeto de lei que tratava da criação de Brasília. De acordo com informações do Memorial JK, a assinatura do documento foi programada pela equipe de Kubitschek para acontecer durante uma viagem dele ao poço petrolífero de Nova Olinda, no Amazonas. Ele sairia da antiga capital Rio de Janeiro e faria uma escala em Goiânia para formalizar a proposta de transferência da sede do governo federal. A escolha da cidade serviria como uma homenagem aos goianos, que se destacaram na

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Érides Guimarães sentado à mesa onde ficou ao lado de Juscelino Kubitschek durante assinatura do documento disso, outros moradores luta pela interiorização que sentaram à mesa da tiveram a mesma atitude da capital brasileira. O casa do subtenente da dele. JK e comitiva perplano foi frustrado porFAB, onde foi assinado maneceram no aeroporto que quando o avião soo documento histórico: anapolino das 5h30 até brevoou o aeroporto era Juscelino Kubitschek, por volta de 8 horas do alta madrugada e havia Coracy Nunes (presidia 18 de abril. A assiforte cerração na região dente da Petrobrás), João natura foi feita na resido local. A decisão foi Kubitschek (primo do dência de um subtenente de partir para Anápolis, JK), Padre Pedro Vidigal da FAB chamado João cidade mais próxima (deputado estadual) MaLuiz e Silva. A casa está que tinha condições mais jor Dilermano, Pereira localizada na área do aeadequadas para pousos e da Silva (deputado feroporto e abriga, desde decolagens. deral) e Amador Abdala 2002, a Casa de JK, que “Eu nem cheguei a ir (vereador de Anápolis). reúne documentos e obpara Goiânia. Eu viaja“Eu me sentei ao lado do jetos históricos alusivos va muito e sabia que no presidente”, orgulha-se. àquele dia especial. Santa Genoveva só saia Dos componentes dae descia avião depois quela mesa, apenas ÉriBAIRRISMO – Éridas 10 horas, por caudes, hoje com 87 anos, des Guimarães surpresa da cerração”, relata está vivo. ende quando relata os Érides Guimarães, que Ele recorda que falou detalhes da visita ilustre. participou do ato solene ao presidente que AnáLembra o nome de todos em Anápolis. Sabedores polis era o local ideal


para o registro do fato. “Aqui (Anápolis) nós estamos a 1.200 metros de altitude, Goiânia está a apenas 600 e pouco, aqui é de fato o Planalto, onde ficará a nova capital”, foi o argumento apresentado. A proposta foi motivada por “bairrismo mesmo”, confessa Érides, que apesar de mineiro, era anapolino de coração e, como muitos anapolinos, não concordava que Goiânia (ainda em formação) fosse privilegiada com o ato, vez que Anápolis tinha mais destaque de desenvolvimento na época. Diante do argumento, segundo Érides, Kubitschek mandou buscar a pasta onde estava a mensagem ao Congresso encaminhando projeto de lei que dispunha sobre a transferência da capital. Com o documento em mãos, riscou a palavra

Goiânia, escreveu Anápolis, datou de 18 de abril de 1956 e assinou, entregando a caneta de ouro a Érides, que a guarda em sua casa até hoje. “Os anapolinos acharam bom demais (o fato de a assinatura se dar em Anápolis)”, diz, todo risonho. A ata da solenidade foi redigida pelo deputado Pereira da Silva. Os presentes assinaram o documento, que consta ainda nomes de pessoas que não estiveram no evento, mas que pediram para deixar a assinatura pela importância histórica da ata. BIFE E BANANA - Érides Guimarães conhecia Juscelino Kubitschek desde quando o ex-presidente ainda atuava como médico em Minas Gerais. “Era uma figura agradabilíssima, risonho, muito comuni-

A ata que marcou o início de Brasília:

Foto Casa JK

cativo”. A simplicidade de JK é destacada pelo amigo em fato ocorrido no dia da assinatura da mensagem que encaminhava ao Congresso o projeto de lei que solicitava a construção de Brasília. Na mesa da casa do subtenente da FAB, havia bananas na fruteira. “O presidente pegou uma banana e começou a comer”, conta Érides. A esposa do oficial, dona Carmelina, já acordada, viu a cena e disse a Kubitschek que prepararia um alimento para ele. Foi para a cozinha e trouxe de lá um bife que enchia um prato de tão grande. Apesar de ainda ser madrugada, o expresidente não se fez de rogado e saboreou todo o bife. “Aí todos que estavam à mesa quiseram comer o bife também”, lembra Érides. “E todos nós comemos”.

Uma cópia da mensagem foi entregue no mesmo dia a Érides Guimarães que teve a missão de levá-la até os jornais da época e ainda para transcrição nos anais da Câmara Municipal de Anápolis. Juscelino telegrafou ao então governador de Goiás Juca Ludovico, justificando-se por não haver pousado em Goiânia e informando que assinara em Anápolis o texto. O presidente prosseguiu viagem rumo a Manaus, levando na pasta o original, que Álvaro Lins, Chefe do Gabinete Civil da Presidência, encaminharia, no dia 23 de abril de 1956, à Câmara dos Deputados, através de ofício dirigido ao 1° Secretário da Casa, Divonsir Cortes. Estava oficializado o primeiro passo rumo à construção de Brasília.

“Às 51/2 da manhã, nesta cidade de Anápolis, Estado de Goiás, em 18 do mês de abril de 1956, S. Excia. o Sr. Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República, leu e assinou a mensagem dirigida por

S. Excia. ao Congresso Nacional, em que pede seja decretada a mudança da Capital da República para a região do Planalto Central para esse fim escolhida na área em que construirá o futuro Distrito Federal. Para que conste dos anais da Câmara Municipal de Anápolis, o Deputado Federal pelo Amazonas, Dr. Francisco Pereira da Silva, Presidente da Comissão Parlamentar da Mudança da Capital, da Câmara dos Deputados, lavrou esta ata que vai assinada por S. Excia. o Sr. Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e pessoas presentes. Anápolis, 18 de abril de 1956. “ Fonte: Memorial JK JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 11 JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 11


AV I A Ç Ã O

Base Aérea de Anápolis*

Porta de entrada da BAAN

Há 35 anos, a BAAN cumpre a missão de defender o espaço aéreo brasileiro. Além disso, desenvolve vários projetos em prol da comunidade anapolina

A

Base Aérea de Anápolis, completando em 2007 seus 35 anos de existência, é hoje uma das maiores e mais importantes Bases Aéreas do Brasil. Com um efetivo formado por militares e civis procedentes de vários estados brasileiros a BAAN é dona de muitos sotaques e muitas histórias. Tendo como missão apoiar as Unidades Aéreas ou Unidades de Aeronáutica que nela operem permanente ou temporariamente, a BAAN sedia o 1º Grupo de Defesa Aérea, Esquadrão de Avia-

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ção de Caça que tem por principal objetivo manter a supremacia do Espaço Aéreo na Região CentroOeste e especialmente da Capital Federal. Além disso, é sede do 2º/6º Grupo de Aviação, conhecido como Esquadrão Guardião, peça-chave do Projeto SIVAM. Num ótimo relacionamento com a comunidade anapolina desde sua chegada nos anos 70, a BAAN festeja o centenário de Anápolis participando ativamente de eventos comemorativos, como o Desfile Militar de aniversário, a realizar-se no final do mês de

julho. Além disso, é importante lembrar que no projeto “BAAN 35 anos de História”, desenvolvido durante todo o ano de 2007, um dos objetivos é o engrandecimento e a integração às comemorações do centenário de Anápolis. Dentro do “35 anos de História”, várias ações comunitárias estão sendo realizadas, dentre elas: Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, Festa Junina aberta ao Público, Portões Abertos da BAAN, Passeio Ciclístico (CicloBAAN), Semana da Asa, Exposições Itinerantes, o

Projeto Escola Cidadã. Os projetos sociais também fazem parte da realidade da Base. Os de maior expressão são, certamente, o Projeto Segundo Tempo, desenvolvido com crianças carentes dentro da própria Base e o AABB Comunidade, que consiste no atendimento a 250 crianças do Bairro Filostro Machado, que funciona na AABB, mas recebe apoio de profissionais da Base para seu pleno desenvolvimento. * Texto fornecido pelo Comando da Base Aérea de Anápolis


Mensagem do Comandante da Base Aérea de Anápolis

Coronel-aviador Mauro Martins Machado, comandante da BAAN

H

á 100 anos os moradores da, até então, Santana das Antas não poderiam imaginar que ela faria, de forma especial, parte da história da aviação nacional. A história da aviação é prodigiosa em fatos épicos que revelam protagonistas de visões

privilegiadas; foi assim a origem de tudo, quando o homem voou, com Alberto Santos-Dumont; foi também assim que a Base Aérea de Anápolis tomou forma, com o Marechal-do-ar Márcio de Souza e Mello, então ministro da aeronáutica, que, por meio de sua percepção acurada de soberania e de brasilidade, escolheu esta Anápolis para abrigar a sentinela da defesa aeroespacial brasileira. Com a chegada da Base Aérea de Anápolis, a partir daquele dia 05 de abril de 1972, há exatos 35 anos, a Força Aérea Brasileira anexou, ao seu patrimônio, mais uma organização militar

e Anápolis ganhou uma instituição que a torna conhecida nacional e internacionalmente. Conversando com os mais antigos, vendo fotos e filmagens, podemos constatar o quanto a cidade mudou. A estampa de progresso, de modernidade está na presença do DAIA, do Porto Seco, da nova Hyundai... A Base Aérea orgulha-se de fazer parte desse novo cenário, sem esquecer, no entanto, daqueles que nos apoiaram no passado, durante nossa chegada àquela que seria morada de alguns por um tempo, mas que acabou virando residência fixa de outros, tamanha a cordialidade com a qual sempre nos

conquistou. Ao ensejo de tão significativo aniversário, em que se festeja o centenário de sua criação, apraznos constatar que a cidade de Anápolis continua fiel às qualidades do passado: uma cidade amiga e hospitaleira. Neste momento de festa, eu, juntamente com meu efetivo, ao congratular-me com todos os anapolinos, agradeço o ininterrupto apoio a nós militares e nossas famílias, ao longo dos 35 anos em que aqui estamos instalados, e reitero os votos de um futuro próspero nesse mesmo sentimento mútuo de crescimento, de respeito e de amizade.

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TECNOLOGIA

Anápolis: pioneira na telefonia em Goiás

O empresário Washington Carvalho marcou a história ao instalar, em território anapolino, a primeira empresa telefônica do Estado, na década de 30 m diálogo em do ex-prefeito, no trem. exercidas por Wanderick TELEFONISTA - Ouuma viagem de Wanderick foi um dos era colaborar para instatro trabalho bastante cotrem na década cinco filhos que acomlação de postes de comumum era dar manutende 30 determinou o piopanharam Washington nicação, que eram feitos ção às linhas telefônicas neirismo anapolino na (já viúvo) para a Anáa partir de madeira de lei. cujos fios freqüentemenexploração da telefonia polis. Hoje, aos 86 anos, “Os postes eram muito te se embaraçavam dianem Goiás. Os interlocuo aposentado lembra pesados”, afirma. Em te de uma chuva mais tores eram o empresário com satisfação do dia da uma ocasião, ele chegou forte ou de algum outro Washington Carvalho e o inauguração da empresa a sofrer um acidente e contratempo. A filha caentão prefeito de Anápotelefônica. “Fomos muifoi atendido no Hospiçula da família, Wilsolis, José Fernandes Vato bem recebidos pelas tal Evangélico, onde foi nina, ficava responsável lente. À época, o primeiautoridades de Anápolis. colocada uma taquara por interligar os teleforo já trabalhava no ramo Houve muita empolgaem uma de suas pernas. nes através de uma cenhá cerca de 20 anos, inção com a novidade”, re“Caí com escada e tudo tral. “A Wilsonina foi a formação que agradou o lata. O filho do pioneiro na Praça Bom Jesus”. primeira telefonista de chefe do Executivo que da telefonia diz que todas Goiás”, gaba-se o irmão tinha interesse em instaas pessoas que, pela primais velho. O sistema lar uma rede telefônica meira vez, tinham contana cidade. Valente trato com a nova tecnologia tou de fazer o convite ao ficavam “emocionadas”. novo amigo para que imMas nem tudo foram Wanderick Carvalho, plantasse a novidade em apenas flores. As dififilho do pioneiro da telefonia, lembra Anápolis, proposta que culdades para manutenque houve “muita foi aceita de imediato. ção do serviço, instalado empolgação” com a a partir de 1938, eram Da conversa, a iniciativa novidade se materializou oficialmuitas. O negócio tinha mente em 19 de agosto caráter familiar, a ponde 1937, data da assito de um dos cômodos natura do contrato que da própria residência de garantiu a Washington a Washington Carvalho, exclusividade para exlocalizada na Rua Engeplorar o serviço. nheiro Portela (Centro), Um dos 12 filhos de abrigar a empresa. WanWashington, Wanderick derick recorda que todos Carvalho, conta que a faos familiares que vieram mília morava na cidade para Anápolis (o pai e do Prata (MG) e, naquela cinco filhos) tinham funviagem, o pai, que estações no empreendimenva indo para Vianópolis to. Havia ainda outros (GO) para visitar uma de três empregados para ausuas irmãs, chamada Zexílio ao trabalho braçal. ferina, sentou-se ao lado Uma das atividades

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Dois dos primeiros telefones à manivela usados em Anápolis


dava condições de funcionamento para 100 troncos. Inicialmente foram utilizados apenas 50, mas posteriormente a capacidade total foi atingida. Os aparelhos foram adquiridos da Ericsson, pelos próprios assinantes, que podiam parcelar o pagamento do produto. Wanderick, que na falta de Wilsonina também assumia o posto de telefonista, cita alguns números de telefones da época. O da Prefeitura Municipal, por exemplo, respondia pelo 001; o Fórum, pelo 002; a Cadeia, 003; a casa do prefeito, 004; a residência do gerente do banco local, 005. O Hospital Evangélico fechava a lista com o tronco 100, afirma. Fazendas mais próximas

da cidade também foram beneficiadas com a instalação de aparelhos; a mais distante ficava a 12 quilômetros da casa de Washington Carvalho. Como todas as ligações deveriam ser intermediadas por um telefonista, havia horário para o uso dos telefones. O funcionamento da empresa começava às 6 horas e terminava às 22 horas, mas, em caso de emergência, era permitido que contatos telefônicos fossem feitos. “A gente dormia próximo da Central. Às vezes o telefone tocava de madrugada”, fala Wanderick. Para estabelecer a comunicação, era necessário acompanhar as ligações, mas “havia muito respeito e honestidade”, garante.

MUDANÇA – Em dezembro de 1954, o vice-governador, Jonas Duarte, no exercício do governo do Estado, enviou à Assembléia Legislativa projeto de lei autorizando a instalação de telefones automáticos em Anápolis. A Prefeitura Municipal então encampou a empresa telefônica que pertencia a Washington Carvalho. Wanderick declara que as mensalidades eram baratas e dava pra sobreviver a partir delas, mas a situação financeira da família não permitiu prosseguir com a nova tecnologia que ora se apresentava. Depois de estabelecido o fim do contrato de exclusividade da exploração da telefonia para

sua família, Wanderick prosseguiu com sua vida, sem deixar de acompanhar os avanços do telefone. Apesar de avaliar os custos com o serviço atual como “muito mais caros” do que na época em que seu pai administrava uma empresa telefônica, ele destaca que a telefonia evoluiu muito. O aparelho sem fio, para ele, é um assombro; o alcance de contato, nem se fala. “Antes o interurbano só ia até Goiânia!”, compara. A única novidade que ainda não conquistou o filho do precursor da telefonia em Goiás foi o celular. “Ah! Do celular eu não sou fã, não gosto, não consegui me adaptar”, diz todo risonho.

em junho de 1922), com quem se casara em 1906, na cidade mineira de Araguari. Em Minas Gerais, nasceram os doze filhos do casal: Waltercides, Waldeck, Wilamil, Wolnei, Wanderlina, Wanda, Walter, Wioleta, Waterloo, Waldir, Wanderick e Wilsonina. Para instalar a primeira empresa telefônica goiana, Washington

Carvalho mudou-se para Anápolis em agosto de 1937 na companhia de cinco filhos (os demais já haviam constituído família). O empresário da telefonia faleceu em 15 de julho de 1957 na mesma cidade. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São Miguel, no Centro de Anápolis.

Quem foi Washington Carvalho O precursor da telefonia em Goiás, Washington Carvalho, nasceu em Morrinhos (GO) no dia 23 de julho de 1887. É o terceiro filho de Antônio de Carvalho e Mariana de Carvalho. Washington morou na cidade de Prata (MG), onde residiu com sua esposa, Luciana Carvalho de Souza (natural de Formosa e falecida

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HISTÓRIA

Casa da memória anapolina

Fundado na década de 70, o Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho possui acervo de mais de quatro mil peças, além de rico arquivo de fotografias, jornais e outros documentos

S

e fossemos contar quem foram os moradores da residência que abriga o Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho, já teríamos material de sobra para uma boa história. O local onde está instalado o também conhecido como Museu Histórico de Anápolis, foi moradia do líder da emancipação política do município, Cel. Zeca Batista, ainda no século XIX. Também foi residência do ilustre Cônego Trindade, de um radiote-

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legrafista da Vasp e dos primeiros frades franciscanos norte-americanos que vieram para a Igreja de Santana (veja box). O diretor do museu, Jairo Alves Leite, relata que a casa só voltou para as mãos da família de Zeca Batista em 1959, quando seu neto materno, Alderico Borges, adquiriu o solar com o intuito de torná-lo um centro de memória de seu avô e do município. Apesar da intenção, apenas em 24 de setembro de 1971, foi criada a

Fundação Educacional e Cultural de Anápolis, na gestão do ex-prefeito Henrique Santillo. Naquele ano, foi designada a comissão organizadora do museu, sendo presidente o professor Jan Magalinski (que também foi o primeiro diretor da unidade). Esta comissão recebeu um grande número de objetos para o acervo. Dela, participaram Tauny Mendes e James Fanstone. No dia 26 de julho de 1975, o museu foi aberto à comunidade, na

gestão do ex-prefeito Jamel Cecílio e, durante o governo do ex-prefeito Adhemar Santillo, seu nome alterado para Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho, em

Jairo Alves Leite, atual diretor do Museu Histórico de Anápolis


homenagem ao seu idealizador que em 1985, passou para a prefeitura a escritura definitiva do imóvel. PATRIMÔNIO - O museu foi considerado patrimônio histórico da cidade em 1991. A antiga residência do Cel. Zeca Batista está dividida em 11 cômodos distribuídos em um terreno de 411 m². Segue os padrões do estilo colonial, com grandes portas e janelas. O prédio já passou por várias restaurações, e está com um novo projeto de restauração já concluído. O acervo do lugar possui mais de quatro mil peças cadastradas, além de mais de mil fotos. Lá, são encontrados materiais antigos de cozinha, rádios e televisões, máquina de costura, telefones, roupas de época, malas, mapas

(um deles retrata a ainda Vila de Santana de Antas de 1902), exemplares de jornais como o pioneiro Correio de Annapolis. Há também uma galeria completa de fotos de ex-prefeitos da cidade, a primeira mesa cirúrgica do Hospital Evangélico (com mais de 80 anos), entre outros objetos. O museu tem três funcionários, mas a monitoria das visitas é feita apenas por Jairo Alves Leite. A unidade recebe em média 1,2 mil visitantes por mês, os quais em sua maioria são estudantes e turistas interessados em conhecer um pouco da história de Anápolis. O estabelecimento participa de dois projetos da Diretoria de Cultura: Museu História Viva (voltado para alunos da primeira fase do ensino fundamental) e o Passeio

Cultural (voltado para alunos da segunda fase do ensino fundamental). Os projetos incluem palestras que se diferem conforme linguagem do público. Outra diferença é que no Passeio Cultural, é incluída visita à Galeria de Artes Antônio Sibasolly. Devido ao centenário, o diretor do museu notou que as visitas foram intensificadas. Existem ainda atividades fora dos muros da unidade. Com o auxílio de banners, Jairo ministra palestras em escolas sobre o local e, por conseqüência, sobre a história de Anápolis. HOLLYWOOD - No museu, também são atendidos pesquisadores e acadêmicos interessados em obter dados históricos da cidade. Objetos auxiliam até na composi-

ção de cenários de peças teatrais e no cinema. Recentemente documentos da unidade foram base de pesquisa para o filme “Hollywood no Cerrado”, que conta a história de três famosas atrizes norte-americanas que moraram em Anápolis. Jairo Alves Leite avalia que o maior desafio de estar à frente do museu é mantê-lo em perfeito estado de conservação. A unidade é composta apenas por objetos doados, uma vez que não há verbas específicas para aquisição de peças antigas. A pessoa que tiver interesse em ampliar o acervo deve doar o material pessoalmente no museu. A única exigência para aceitá-lo no Museu Histórico é de que o que for doado deve ter relação com a história do Município.

Visite o Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho

- Entrada: gratuita - Dias e horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8 às 18 horas - Endereço: Rua Coronel Batista, nº 323, Centro

- Visitas de grupos: para agendá-las, é preciso entrar em contato com o Departamento de Eventos da Diretoria de Cultura, pelos telefones: (62) 3902-1075 e 3092-1077

Peças do acervo

Família do Cel. Zeca Batista

Geladeira e fogão

Primeira mesa cirúrgica do Hospital Evangélico

Malas antigas e roda de fiar JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 17 JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 17


ARTIGO

Existe uma identidade genuinamente anapolina?

Profª. Msc. e Coordenadora do Curso de Geografia da UEG (unidade Anápolis)

Arlete Mendes Silva

N

o alvorecer do seu centenário, Anápolis pode-se dizer detentora de uma identidade local? Seria a cultura anapolina percebida por nós (anapolinos) como ponto convergente num processo de construção histórico-social de identidade? São questionamentos que nos infla em conhecer, relembrar, construir e identificar nosso “sentido de identidade” anapolina!... Identificar-se com algo significa tornar ou declarar idêntico, já que identidade é o conjunto de caracteres próprios de uma pessoa. Desse modo, estabelecer identidade de alguma coisa requer aglutinar semelhanças, especificidades, características, formas entre outros aspectos. Numa contextualização humanística, as identidades são situações que se diriam culturais na medida em que elas traduzem momentos, atributos e territórios julgados significativos ou característicos de um 18 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

grupo social sobre espaços e temporalidades determinadas. Baseado neste entendimento de identidade como construção social, pode-se dizer: assim como a identidade individual, a identidade social é também uma identidade carregada, ao mesmo tempo, de subjetividade e de objetividade. Na discussão da identidade territorial isto irá aparecer de forma muito nítida, pois por mais que se reconstrua simbolicamente um espaço, sua dimensão mais concreta constitui, de alguma forma, um componente estruturador da identidade (HAESBAERT, 1999). Como, então, reconhecer e/ou identificar a identidade de um povo? O antropólogo Roberto DaMatta (1998) esclarece que nossa identidade está naquilo que faz com que nos reconheçamos nos mínimos e mais variados gestos. Ao examinar nossos grandes acontecimentos cívicos, econômicos, sociais, religiosos e culturais como: festas religiosas, nossos

hábitos alimentares, nossas relações familiares e laços de amizades, nossa rede política, nossa formação socioeconômica com base no campo e em atividades silvo agropastoris, o “jeitinho” com que driblamos as dificuldades – todos elementos formadores da identidade – fazem-nos entender que é através da cultura, por mais variada e extensa que seja, que uma sociedade se expressa e pensa sobre si mesma. ESTÉTICA LOCAL - É possível, assim, constituir uma “cara/identidade” anapolina mesmo coexistindo padrões diversificados na forma de pensar e imaginar o mundo, bem como de atuar sobre a realidade. Há um “gosto” anapolino e uma estética local concreta. A questão é se permitir apreciar isso o que demanda, em primeiro lugar, colocar-se em certo ângulo, como o de um pintor ou de um fotógrafo, apreciando e buscando o melhor foco. Uma identidade não é

algo natural ou definitivo, mas algo móvel que é inventado, rebuscado e fixado com maior ou menor energia em certas situações. No fundo, é com esforço que as identidades são mantidas (Op.Cit. 1996). E o que dizer da cultura e de seus elementos formadores? O que faz da cultura uma Cultura? Quais os aspectos congruentes da cultura anapolina? Tomamos Cultura no sentido de atribuição de valores às coisas que nos cercam – que só pode ser interpretada a partir do código dos grupos que a criaram (GOMES, 1996). Cultura como componente intrínseco das relações entre o homem e o meio e das relações sociais. Os sentimentos, os espaços, as construções materiais e imateriais fazem parte do mundo vivido e culturalmente experienciado pelo apego à terra, pela sensação de pertencimento dos diferentes agentes sociais, pelos sentidos e imagens culturais comunitários.


A cultura identifica-se com o modo de vida de determinada população, com todo o conjunto de regras e comportamentos pelos quais as instituições sociais adquirem um significado para os agentes e sujeitos sociais, através dos quais se encarnam em condutas mais ou menos codificadas. A cultura indica um conjunto histórico e geograficamente definido das instituições de determinada sociedade, designando as tradições artísticas, científicas, religiosas e filosóficas de uma sociedade, suas técnicas, costumes políticos e os vários usos que caracterizam a vida cotidiana. Para Paul Claval (2001, p. 63) a cultura é a soma dos comportamentos, dos saberes, das técnicas, dos conhecimentos e dos valores acumulados pelos indivíduos durante suas vidas e, em uma outra escala, pelo conjunto dos grupos de que fazem parte. A cultura é a herança transmitida de uma geração a outra. Ela tem suas raízes num passado longínquo, que mergulha no território onde seus mortos são enterrados e onde seus deuses se manifestaram.

E, ainda, a Cultura transforma-se sob o efeito das iniciativas ou das inovações que florescem no seu seio, no interior da comunidade. Desse modo, a construção da identidade cultural anapolina pode ser caracterizada pelo conceito social e econômico, vista pelo viés das relações socioprodutivas que podem ser entendidas num totum de outras relações: relações de produção, de costumes, de etnia, de espaço e lugar, de nação e de sentimento cívico. Estas relações revelam uma rica compreensão de como a tessitura socioeconômica se enredou e se constituiu no último século. CAMINHO - Anápolis sempre manifestou sua vocação de caminho ou lugar de passagem, desde os primórdios da formação socioespacial e territorial do município, já servia como “caminho”, direção, sentido para muitos que aqui transitavam em função da demanda aurífera no interior do Estado, caminho do ouro. Mais tarde, outra fisionomia começava a desenhar-se pelos cerrados anapolinos, o caminho dos tropeiros

que tiveram importante papel no processo de ocupação e fixação humana no Planalto Goiano. Não demorou muito, estabelecia-se neste espaço um entreposto comercial e de abastecimento, o caminho do comércio, tornando-se um pólo de desenvolvimento da região. Anápolis tem seu “corpo” percorrido por “artérias” que dão vida e movimento ao município. Já com porte de cidade média “cortada” por importantes rodovias – BR 153 e GO 060 – toma consistência, então, o caminho das mercadorias, ligando centros de produção a centros de consumo em todo país. Com gostinho de café através de solos férteis e clima estável, Anápolis se estabelece como caminho da produção agrícola. Nas primeiras décadas do século XX, com o advento da Estrada de Ferro e com uma economia fortalecida, o município viria a dar suporte ao desenvolvimento industrial, comercial e financeiro. Surge, então, o caminho das indústrias, tendo o Distrito Agro Industrial de Anápolis (DAIA) como carro chefe, vislumbra-se, então, a “Manchester Goiana”.

Hoje, continuamos a construir caminhos com toda capacidade e experiência adquirida em 100 anos, abrimos o caminho da logística com uma Plataforma Multimodal que emprega, recebe, consolida e distribui a riqueza pelo Brasil. A cada caminho desenhado, a história de um povo ia sendo contada. As relações socioprodutivas teciam no interior da comunidade as relações sociais e afetivas. Os caminhos desbravados, as curvas sinuosas, as pontes erguidas formaram ao longo desses cem anos uma identidade pautada na descoberta, no apego às tradições e caminhos já percorridos, na fé e religiosidade de seu povo, nas características ligadas à terra e ao “ser” caipira que nos identifica sem deixar passar as oportunidades de crescimento e desenvolvimento socioeconômico. São caminhos que nos fizeram gente grande com uma riqueza sociocultural não mensurável pelos milhares de anapolinos que aqui nasceram, cresceram, chegaram ou partiram sempre com a identidade bem marcada no peito, ser construtor de caminhos.

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HISTÓRIA

CDL: patrimônio anapolino A

necessidade de garantir mais segurança a transações comerciais foi o principal motivo da implantação da entidade que hoje conhecemos como Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis. Tudo teve início a partir da fundação do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da cidade, ocorrida no dia 20 de setembro de 1962. A Anápolis anterior a essa data ainda não vivia a experiência de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia, que já tinham seu próprio SPC. Por essa razão, os lojistas anapolinos que trabalhavam com sistema de crediário sofriam com a grande dificuldade de cobrança e de coleta de informações sobre compradores de suas mercadorias. Em 1962, um grupo de lojistas (veja box) começou a fazer reuniões 20 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 20 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis surgiu a partir do interesse de garantir mais segurança para as vendas no crediário. Hoje, além de oferecer proteção ao crédito, a CDL figura como uma das mais expressivas entidades classistas da cidade para discutir soluções para o problema. As conversações culminaram no encontro do dia 20 de setembro, realizado nas

instalações da firma Big Lar, o qual definiu a base de formação do SPC. “Na ocasião, foram discutidos e aprovados os

estatutos e o regimento interno, com notável boa vontade, seguindo-se os trabalhos de locação da sede e conquista de associados”, relata o funda-

Sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis


dor e primeiro presidente do SPC, Dennison Batista, que é advogado, administrador de empresas, consultor internacional e diretor da Interconsult em Goiânia. Dennison recorda que o sucesso da iniciativa se firmou após aproximadamente um ano de funcionamento da entidade. Até se credenciar como investimento seguro, o trabalho de conquista de novos filiados foi árduo. “Todos os dias íamos visitar potenciais

candidatos a sócio, a fim de informá-los sobre o SPC, os seus estatutos, os fundadores”, diz. O sistema exigia que os associados fornecessem listagem completa dos seus clientes em atraso, no crediário,

discriminando valores, datas de vencimento e outras informações. A partir disso, foi organizado um fichário central de devedores na sede do SPC. A consulta ao Serviço, portanto, dava uma margem de segurança à concessão do crédito parcelado, vez que oferecia dados sobre bons e maus clientes. Após o SPC, foi criado o antigo Club de Diretores Lojistas. A fusão das duas instâncias se deu em 11 de maio de 1981, com o objeti-

vo de unir uma entidade operacional (SPC) com outra de caráter classista (Club). Para Dennison Batista, a fusão resultou em expressivo fortalecimento da classe dos lojistas anapolinos. A denominação Câmara de Dirigentes Lojistas foi instituída somente 32 anos depois da fundação, em 21 de setembro de 1994. “A CDL de Anápolis é, nos dias atuais, um órgão de grande representatividade, seja ela política, social e econômica”, assinala o fundador da entidade. “O antigo SPC foi o alicerce e a CDL é a construção de ferro e aço consolidada no tempo e na união de homens de bem”.

Dennison Batista, em recente visita às suas filhas Mônika e Deborah, em Nova York

Os pioneiros Nomes que se destacaram na concretização da idéia de criar o SPC, que deu origem à CDL de Anápolis José Rodrigues – o Zezinho – da Casa Alencastro Veiga; Wagner – da Pioneira de Goiás; Adalardo França Filho – da Novo Mundo; Onofre Quinan – da Onogás; Augusto – da General; Romeu Valle – da

Edilar; Franklin de Moura de A Instaladora; Sebastião Duarte – da Renner; Inácio Godinho – da Sapataria Ritz; Dennison Batista – de A Esmeralda; Mário Campos de Oliveira – do Magazine Elite; Ângelo Cus-

tódio Vitorino – de Móveis São José; José Abdala – da CCA; Walter Lopes Silva – da Exposição Alvorada; Móveis Aurora: Geovani Diniz, de Irmãos Diniz Ltda.; Geralda Batista – de Móveis Valença; Nelson de

Abreu – da Big Lar; Nassim Miguel – de Móveis Embaixador; Joaquim Rosa – de Ótica Cristal; Casas Odeon e Auto-Máquinas Ltda.

da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL) e também da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A entidade desenvolve várias ações como o

Liquida Interior, Campanha de Recuperação de Crédito e Prêmio Mérito Lojista. A CDL possui os seguintes serviços: SPC/ Brasil; Escola do Varejo; Convênios médicos e

odontológicos; Central de Cobranças; Assessoria Jurídica; 2ª Corte de Conciliação e Arbitragem; Caixa Aqui; SPCCOM; Portal CDL Anápolis; Planos de Saúde.

Fonte: Dennison Batista

Dados da CDL A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis possui mais de 1 mil associados e um centro de informações e crédito que, em 2003, passou a ser ligado ao SPC Brasil. A CDL é membro

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A alegria de ser da Família CDL

Pesquisa interna aponta que o índice geral de satisfação dos funcionários e colaboradores da entidade é considerado ótimo para um ambiente de trabalho

A

pesquisa realizada para conferir o Clima Organizacional da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis alcançou resultados que mostram que o nível de satisfação dos funcionários da CDL está entre bom e ótimo. “Este índice é considerado como ótimo para um ambiente de trabalho e denota extrema motivação tanto dos colaboradores quanto dos gestores da entidade”, afirma o responsável pelo levantamento, Francisco Lima

Júnior, que também é o coordenador da Escola de Varejo da CDL. De acordo com Francisco, a obtenção de dados da pesquisa foi desenvolvida a partir de quatro pontos: Infra-estrutura, Clima organizacional, Cultura e Gestão. Foram aplicados questionários abertos e fechados a todos os funcionários, que, por medida preventiva, não foram identificados. “O tamanho da amostra foi o mesmo do universo pesquisado, garantindo total abrangência entre

branças

Central de Co

22 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 22 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

os colaboradores”, completa. A subgerente do SPC, Maria de Lourdes do Couto Oliveira, confirma o resultado observado. Ela é a funcionária com mais tempo de casa: 14 anos. Na sua avaliação, há seis itens que fazem a diferença no trabalho dentro da CDL: companheirismo, coleguismo, amizade, comunicação, sinceridade e reconhecimento. “Trabalhar na CDL significa abrir portas para um relacionamento íntegro e confiante

entre Diretoria, colegas de trabalho e associados”, declara. A tese se aplica também aos colaboradores contratados pela entidade de classe mais recentemente. Thaisy Montalvão Carvalho, que é estagiária do Setor de Cobranças há apenas dez meses, diz que se sente orgulhosa por fazer parte da “família CDL”. “O ambiente é muito agradável, as pessoas são maravilhosas e a cada dia tenho aprendido algo novo”, comenta.

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O que é Clima Organizacional?

O

clima Organizacional é um instrumento voltado para análise do ambiente interno, a partir do levantamento de suas necessidades. Objetiva mapear ou retratar os aspectos críticos que configuram o

momento motivacional dos funcionários da empresa através da apuração de seus pontos fortes, deficiências, expectativas e aspirações. A estratégia busca atender as necessidades de se ter com mais detalhes os fatores das percepções, que

Administração (Gerência, Tesouraria, Secretaria, Contínuo e Comunicação)

na maioria das vezes são desconhecidos ou negligenciados pelos gestores, mas que interferem na implementação de mudanças.

Desse modo, a pesquisa serve como um indicador de satisfação dos membros de uma empresa. Fonte: Francisco Lima Júnior JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 23 JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 23


HISTÓRIA

Destaque na saúde

Conheça a história do Hospital Evangélico Goiano e de seu fundador, James Fanstone, que iniciou seu trabalho médico no Brasil a partir de dinheiro economizado durante a Primeira Guerra Mundial Anápolis, que sempre se e preparou uma “tese” 1000 leitos. Terminado o destacou pela modernipara apresentar na Unicurso em 1914, alistoudade. se no Exército Britânico versidade de Minas Ge O nome escolhido e serviu como Capitão rais. Só com a aprovação para o hospital tem idenMédico até 1919. Esteve é que seria permitido que tificação direta com a renas trincheiras da França exercesse a Medicina no ligião dos Fanstone, que e Bélgica passando tamPaís. “Meu pai se destasão de origem inglesa. cou tanto que de 1.000 bém um ano no “ExérJames Fanstone herdou o cito de Ocupação” na alunos ele esteve entre mesmo nome do pai, que Alemanha. Depois disso, os quatro melhor avaliaera ministro evangélico. voltou a estudar na mesdos”, relata o filho de JaDepois de ordenado, o ma instituição de ensino, mes Fansonte, Henrique reverendo James Fanstoonde se tornou Doutor Fanstone. Henrique Fanstone, administrador ne partiu para o Brasil e em Medicina. Em 1922 Durante os dois anos do HEG assumiu o pastorado da casou-se com Ethel mencionados, James Igreja Evangélica em ReMarguerite Peatfield (D. Fanstone visitou Goiás economia de hocife (PE) em 1879. Em Deise) e veio para o Braem duas ocasiões, acomnorários recebi1885 voltou à Inglaterra sil. O casal morou dois panhando Missionário dos por serviços e se casou com Elizabeth anos em São Paulo (SP) prestados durante a PriBaird em março de 1886, e Belo Horizonte (MG). meira Guerra Mundial regressando em seguida Durante o período, o mé(1914-1918) representou para o Brasil. Em Recife, dico aprendeu português a alicerce financeiro para nasceram Brasila e Jao trabalho do médico mes Fanstone. Logo após James Fanstone no Brao nascimento do futuro sil. Durante cinco anos, fundador do Hospital o fundador do Hospital Evangélico, os Fanstone Evangélico Goiano, atenvoltaram para a terra nadeu vítimas do conflito tal. como Capitão Médico e, James formou-se bacom o dinheiro poupado, charel em Medicina e Cideu os primeiros passos rurgia na Universidade de rumo à construção do Londres, que era ligada a complexo hospitalar em um hospital que possuía James Fanstone e Henrique Fanstone, durante cirurgia no Hospital Evangélico

A

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da EUSA. Resolveu então construir seu futuro hospital em Anápolis. Comprou uma residência localizada na Rua Desembargador Jayme e a adaptou para uso médico. MUDANÇA - James Fanstone se mudou em definitivo para a cidade goiana em 1924 e montou ao longo de anos a unidade de saúde. No início das atividades em local fixo, Fanstone tinha apenas uma clínica, que, em 1927,comportava 20 leitos. Na época, o médico importou da Alemanha um aparelho raio – x da marca Siemens, que deu base ao Laboratório Evangélico. Enfermeiras inglesas auxiliavam o atendimento hospitalar.

De lá pra cá, terrenos foram adquiridos ao redor da clínica até a conclusão da estrutura principal acontecer, em 1955. A última ampliação foi realizada na década de 70. Desde então, o prédio que abrange parte de um quarteirão que está ligado à Rua Manoel D’Abadia e tem capacidade atual para 150 leitos, foi submetido a apenas reformas de manutenção. James Fanstone foi um clínico geral de fato, vez que durante muito tempo foi o único médico de Anápolis. Os problemas dos pacientes variavam desde uma fratura a uma cirurgia de alto risco. “Meu pai tratava do rico e do pobre do mesmo jeito. Nunca

Escola de Enfermeiras “Florence Nightingale”

James Fanstone ministra aula para enfermeirasras

A Escola de Enfermeiras “Florence Nightingale”, anexa ao Hospital Evangélico Goiano, foi criada em 1933 por inspiração do médico James Fanstone que, sentindo a falta de auxiliares téc-

Dados do Hospital Evangélico Goiano - O Ministério da Saúde reconhece o HEG como de alta complexidade em neurocirurgia e em car-

diologia cardíaca - Há 150 médicos no corpo clínico que atendem todas as especialidades

recebeu ajuda (financeira) oficial de ninguém”, pontua Henrique Fanstone. Logo que se firmou como médico, James Fanstone tornou-se muito prestigiado na cidade. A pedido do amigo Bernardo Sayão, por exemplo, organizou o hospital Pio X, de Ceres (GO), levando médicos e enfermeiros para a unidade, que hoje é administrada pela Santa Casa de Misericórdia. Em 1954, após formar-se em Medicina na Universidade de Minas Gerais e estagiar em Clínicas Cirúrgicas nos Estados Unidos, Henrique Fanstone assumiu a presidência do hospital de seu pai. O filho também passou pela experiência de ser o único médico

da unidade. “Lembro-me que eu ainda era recémformado e meu pai adoeceu e fiquei sozinho (no hospital) durante dois meses”. O único irmão de Henrique Fanstone, William, seguiu carreira de advogado. Entre seus descendentes, no entanto, o interesse pela Medicina é visível. O administrador tem dois filhos e cinco netos médicos. Além disso, suas duas filhas são casadas com médicos e dois outros netos estão na fase final do curso. Agora Henrique Fanstone finaliza a organização do Memorial James Fanstone, programado para ser instalado na entrado do Hospital Evangélico. No acervo, estão fotos e documentos que contam a história dos Fanstone em Anápolis.

nicas capazes de o auxiliarem, pensou em criar uma escola à altura das que conheceu em outros países, e da Escola Ana Néri na capital do seu país. Em 1937, a unidade de ensino foi reconhe-

cida oficialmente pelo então interventor federal em Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. O reconhecimento oficial do governo federal veio em 1957.

- É referência nacional em urgência e emergência - São realizadas na unidade de saúde 300 ci-

rurgias por mês e centenas de atendimentos no pronto-socorro. Há 150 leitos disponíveis

Fonte: Henrique Fanstone

Fonte: HEG

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História da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis*

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Fundação de Assistência Social de Anápolis - Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, é entidade privada, filantrópica e sem fins lucrativos, de caráter comunitário, tendo por finalidade estatutária prestar assistência médica e social a pessoas carentes, sem distinção de raça, credo, cor ou ideologia política, especialmente em serviços de Assistência Médica - Hospitalar e Ambulatorial em Convênio com o Sistema Único de Saúde – SUS, de forma complementar e preferencial nos termos da Constituição federal e da Lei Orgânica da Saúde Lei nº 8.080/90. Fundada em 1946, com o propósito de assistir às pessoas menos favorecidas, acolhendo-as e oferecendo sopas para matar a fome, a Fundação

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teve o reconhecimento de pessoas caritativas na cidade de Anápolis e assim, através do trabalho das Irmãs Franciscanas de Allegany, os Frades Franciscanos, nasceu o Hospital Menino Jesus. Com o trabalho voltado ao atendimento às pessoas carentes, cada ano foi significativo para que, com ajuda de todos do hospital, fosse tornando para a comunidade anapolina um grande bem. Visando atingir tais objetivos, a nossa entidade vem, diuturnamente, investindo em material humano e em equipamentos, além de diversificar e ampliar suas instalações, canalizando os seus resultados operacionais para a assistência a que se propôs e na conformidade com o seu estatuto. Apesar das dificuldades serem enormes, nosso espírito se renova

a cada dia e com mais forças buscamos atingir nossa intenção de servir ao nosso povo de forma fraterna e dentro dos princípios da filantropia que norteiam nossas ações. O resultado de tal obstinação tem se mostrado altamente positivo o que pode ser auferido pela análise dos elementos in-

formativos e ilustrativos que compõem este breve histórico a seguir apresentado, mas não rentável, confirmando que as entidades filantrópicas, se cumprindo sua regra, representam extraordinária ajuda aos três níveis de governo para a solução do grave problema assistencial à população brasileira.

*Esta reportagem foi produzida pela equipe administrativa da Santa Casa de Misericórdia liderada pela administradora geral, Irmã Rita Cecília Coelho

Santa Casa de Misericórdia de Anápolis no início de suas atividades...


A Fundação de Assistência Social de Anápolis é mantenedora das seguintes instituições: - Um Complexo Hospitalar (Hospital Geral, Ambulatório, Serviço de Pronto Atendimento 24h, Laboratório, Exames Especializados) Santa Casa de Misericórdia de Anápolis (GO); - Um Ambulatório - Ambulatório Frei Rosário Vieira, OFM – Goianorte (TO); - Hospital Comunitário de Araguacema, situado em Araguacema (TO); - Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo, situado em Anápolis (GO). Dados da Santa Casa O complexo hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Anápolis atende diariamente cerca de 15 municípios circunvizinhos e, ainda, pacientes de outros estados brasileiros. A Santa Casa realizou nos últimos três anos 1.403.441 (um milhão quatrocentos e três mil quatrocentos e quarenta e um) procedimentos. No período que compreende janeiro a maio de 2007 já foram realizados 195.371

procedimentos. A unidade de saúde tem hoje 479 funcionários. Seu serviço de pronto atendimento é o único em atividade na região e ainda mantém convênio com o SUS. A Santa Casa possui seguintes atividades divididas em três blocos:

ca; Nefrológica; de Tratamento Intensivo (UTI’S); Endoscópica: Diagnóstica e Terapêutica; Odontológica.

- Hospitalares/ambulatoriais: clínicas Médica; Cirúrgica; Obstétrica; Pediátrica; Neurológica;Trauma ortopédica; Oftalmológica; Otorrinolaringológi-

- Serviços auxiliares de diagnóstico e terapia: laboratórios de Análises Clínicas; de Radiologia; de Anatomia Patológica; Serviços de Hemoterapia

- Pronto atendimento: clínicas Médica; Cirúrgica; Ortopédica; Pediátrica; Ginecológica/Obstétrica

e banco de Sangue (terceirizado); Inaloterapia; de Tomografia Computadorizada; de Endoscopia; de Eletrocardiografia; de Ultra-sonografia; de Prevenção do Câncer Ginecológico; de Fisioterapia (terceirizado); de Assistência Social; de Atendimento à Mãe gestante (Pré Natal Renovado), Casa da Mamãe; de Pastoral Hospitalar; de Assistência Psicológica; Albergue para pacientes de outras localidades.

Alguns prêmios recebidos pela Santa Casa: - Hospital Amigo da Criança pela portaria nº 177 do Ministério da Saúde - II Prêmio “GALBA DE ARAÚJO”. - Prêmio “João Yunes” - Maternidade Segura, título reconhecido pelo Ministério da Saúde e outros órgãos - HumanizaSUS - Prêmio David Capistrano ... e um dos prédios da atual instalação da Santa Casa, no Bairro Jundiaí

- Prêmio Nacional Fernando Figueira

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DIREITO

Judiciário em Anápolis O juiz de Direito Gleuton Brito Freire reconhece que há grande demanda de ações judiciais na cidade, mas ressalta as soluções encontradas pela Comarca anapolina para amenizar o problema nstalada desde 1914, manda) seria de 40 juíconciliações. Dentro do des enfrentadas pelo Judia Comarca de Anázes, além de 400 funciocontexto de instâncias de ciário deAnápolis,Gleuton polis tem como tarefa nários para auxiliá-los”, caráter conciliador, GleuBrito Freire lembra que diária a solução de quesestima Gleuton Brito. ton Brito destaca três que há muitos pontos a setões judiciais de caractePara ele, o caminho para auxiliam o trabalho judirem comemorados pelos rísticas diversas. O desaresolver a questão de recial na cidade: o Procon anapolinos.Ele relaciona fio não é fácil, vez que, cursos humanos seria a e a 1ª e 2ª Cortes de Conos seguintes argumentos assim como acontece em realização de mais conciliação e Arbitragem, para comprovar sua afirtodo Brasil, o número de cursos na área, apesar instaladas na Associação mação: na comarca anaprocessos em andamento de avaliar que o número Comercial e Industrial polina vigora o respeito destoa da quantidade de mínimo almejado de ser(Acia) e Câmara de Die a cordialidade entre adtrabalhadores aptos para vidores concursados esrigentes Lojistas (CDL), vogados, juízes, promoresolvê-las em prazo barra na estrutura estatal respectivamente. tores e servidores; apesar considerado ideal. O juiz que não dispõe recursos de reconhecer que o prode Direito do 1º Juizado financeiros para promo MOROSIDADE - Em cesso pode ser demorado, Especial Cível, Gleuton ver ampliações tão signiuma análise mais ampla a população consegue ter Brito Freire, que em juficativas. da morosidade da Justiça acesso ao Judiciário; os lho deste ano está em Para aliviar a demanbrasileira, o juiz de Dijuízes de Anápolis são substituição na diretoria da de ações, o juiz exreito defende a modificanovos (têm entre 27 e do Foro da cidade, faplica que a cada dois ou ção das leis processuais, 45 anos) e mantêm bom lou à reportagem de O três meses, são realizacomo a diminuição do relacionamento com a Lojista sobre o assunto. dos mutirões no Judicinúmero de recursos. Sesociedade; na cidade, as Ele reconhece que o proário, nos quais a maioria ria preciso também, diz, ações judiciais tramitam blema de defasagem de dos juízes se concentram criar mais mecanismos servidores do Judiciário em um setor com o obmais rapidamente do que extrajudiciais voltados existe, mas ressalta que jetivo de agilizar a pauta alguns anos atrás, apesar para serviços de conciAnápolis tem conseguide Anápolis. Em um dia de ainda não ser o ideal; liação. “E o mais impordo dar mais agilidade às de mutirão, são feitas tante: estabelecer uma a infra-estrutura dos préações propostas em relaem média de 150 a 200 sociedade de diálogo e dios da comarca é consição a alguns anos atrás. audiências, o que repreum Estado de Direito”. derada boa. Hoje há 86.130 prosenta um avanço, pois se Apesar das dificuldacessos em andamento apenas um juiz estivesse em Anápolis, a maioria envolvido com o serviAções judiciais em andamento em Anápolis: da área cível (veja box). ço, o resultado seria de Para esse montante, espouco mais de 10 por Do total de 86.130 63.374 são cíveis tão responsáveis apenas dia. O trabalho também processos: 22.756 são criminais 16 juízes. “O mínimo visa estimular a maior Fonte: Foro de Anápolis necessário (para a dequantidade possível de

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ARTIGO

Acorda Anápolis, o futuro já chegou! Márcia Costa

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nquanto para muitos julho representa descanso, viagem, tranqüilidade, para outros é o caos. Coincidência ou não, período de férias escolares causa euforia em algumas pessoas e pânico em outras. Para ser mais direta e numa abordagem mais específica, quero me referir, com este raciocínio, ao comércio varejista de Anápolis. Sem dúvida, com algumas raras exceções, trata-se de um período atípico em nossa cidade, que não explora setores de entretenimento e não investe em atrativos para que seus moradores usufruam de alguma atividade de lazer. Somando-se ao grande número de feriados ao longo do ano, nas férias escolares os lojistas contabilizam maiores prejuízos, com a cidade praticamente vazia e ociosa. Identificar oportunidades onde os outros não vêem, buscar vantagens competitivas e focar nos resultados, eis a questão. Os valores e costumes estão mudando de uma forma muito dinâmi32 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

ca, alterando o estilo de vida das pessoas e consequentemente o comportamento do consumidor. Mas, para adquirir hábitos, bons ou ruins, é necessário um exercício diário, até que os mesmos estejam arraigados nas pessoas. O poder da Comunicação nos dias de hoje é inegável, e a eficiência e eficácia nos negócios dependem de estratégias de marketing que influenciem no curso dos acontecimentos. A complexidade do mundo atual está exigindo das empresas cada vez mais ousadia e estratégias adequadas para conquistar mercados. A partir de um contexto globalizado podemos considerar que a velocidade com que as mudanças estão acontecendo afeta direta ou indiretamente valores na sociedade. O acesso rápido às informações e a evolução da tecnologia mudam consideravelmente o que as pessoas pensam, querem e fazem a todo instante, tornando-as cada vez mais exigentes. É inegável que

as grandes corporações estão sempre antenadas com as tendências e, muitas, até se antecipam através de uma percepção do que está por vir. Neste cenário, o conhecimento é peça fundamental em qualquer empreendimento, aliás, é qualidade básica. Quanto mais bem qualificada, mais possibilidades a pessoa ou empresa terá de se adaptar ao mercado. A alta performance exige uma reunião de atributos. Estar em harmonia com os acontecimentos é condição imprescindível para não ser pego de calças curtas. MERCADO - Dentro do conceito de marketing podemos observar a dinâmica de mercado, envolvendo as relações de compra, venda, conhecimento das necessidades do consumidor, como estes percebem o produto/serviço, o benefício percebido, como estes produtos são colocados à disposição do mercado alvo e, finalmente, qual deve ser a mensagem apropriada para torná-lo

Especialista em Comunicação e Marketing, Coordenadora do curso de Comunicação Social-Publicidade e Propaganda da Faculdade Latino Americana e Assessora de Cerimonial e Eventos na Universidade Estadual de Goiás

conhecido. Mas, neste aspecto, vale considerar uma fala de William Bernbach, titular de uma das maiores agências do mundo, que em 1961 já dizia “Sim, vosso anúncio deve fazer barulho para ser notado, porém não um barulho insensato”. Estamos na era da informação, da revolução do conhecimento no cenário mundial, o que tem provocado novas exigências profissionais e pessoais, busca de novos caminhos, novas abordagens, novas soluções, que tem a ver com aspectos comportamentais. Impulsionados por esta nova realidade, os consumidores tem alterado radicalmente suas exigências. Com isso, surge a necessidade de estudos e pesquisas que identifiquem as novas demandas e motivações de compra. Saber capitalizar oportunidades e focalizar as mais interessantes exige um alto grau de audácia e inovação. E aí vem a pergunta: como identificar oportunidades e influenciar o curso dos aconte-


cimentos? Esta pergunta pode deixar muita gente de cabelo em pé. Transcrevendo uma velha frase ao contrário, diria que “para ser lembrado é preciso ser visto”. Daí chamo a atenção para a importância da Propaganda, com “P” maiúsculo mesmo, como li outro dia em um texto do publicitário Zeca Martins. Ela é uma ferramenta de muita importância na gestão dos investimentos em comunicação de Marketing, de forma integrada e estratégica. Não basta achar que alguma coisa vai dar certo neste campo, é preciso ter certeza. O cliente da agência, neste caso, quer resultados, afinal trata-se de um investimento. A

conquista de mercados requer estudo, conhecimento, informação, talento, pesquisa, trabalho, trabalho, trabalho, muito trabalho. Ao ler, não pense que foi erro de digitação. Trabalho é condição sine qua non na área da Propaganda. REFLEXÃO - Por mais contraditório que possa parecer, algumas das informações citadas acima são óbvias, mas ao nos darmos conta de que Anápolis, uma cidade com mais de 300 mil habitantes, em pleno Centenário, a ser celebrado dia 31 de julho de 2007, deixa transparecer, às vezes, que ainda não se deu conta dos desafios e das oportunidades do

século XXI. É preciso reflexão sobre o encaminhamento que pode ser dado a alguns fatos, principalmente o que está em questão: O que fazer para dinamizar o comércio em Anápolis e motivar as pessoas a darem o devido valor ao que é nosso? Assuntos como violência, desemprego, corrupção, falta de moradia, educação, segurança, saúde, aquecimento global. Bobagens!!! “São problemas para as autoridades constituídas resolverem”. Veja lá então quem irá se preocupar com o comércio lojista de Anápolis, com o desenvolvimento e progresso da antiga Manchester goiana e prepará-la para os novos desafios e opor-

tunidades. “Está tudo muito bom, está tudo muito bem”. Prosperidade, crescimento, conquista de mercado, sucesso nos negócios, “cliente” é qualquer um. Inovação, o que é isso? Por fim, não poderia deixar de esclarecer meu ponto de vista: o que faz a diferença no sucesso das empresas e do profissional da modernidade é a excelência (não é aquele político, não!), é aquele que estuda, tem ética, está atento às novas tendências, acredita no que faz, que transcende, ousa, sabe aonde quer ir, sabe fazer, sabe agir, tem criatividade para tomar decisões e gerar resultados.

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SEGURANÇA PÚBLICA

PM centenária

Polícia Militar de Goiás está presente em Anápolis desde a emancipação política do município

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ma instituição comemora o seu “próprio” centenário em Anápolis este ano. A Polícia Militar está presente na cidade desde 1907, quando um destacamento subordinado ao Batalhão da então capital do Estado, Cidade de Goiás, foi iniciado. Desde então, a corporação foi ampliada e representa hoje uma das importantes bases da Segurança Pública no Estado. O subcomandante do 3º CRPM, tenente-coronel Vicente Ferreira Filho, ressalta que os eixos norteadores do Plano de Combate e Redução da criminalidade para a Segurança Pública de Goiás têm sido cumpridos em Anápolis. Ele destaca que o trabalho tem obtido bons resultados especialmente quanto ao processo de integração entre Polícia Militar e Comunidade, à intensificação das ações do programa Dicas de Segurança, ao emprego de viaturas locadas, bem como a utilização de recursos extraordinários destinados ao 34 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 34 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

pagamento do trabalho de policiais militares no horário de folga. “A implantação do Plano de Setorização Integrado com a Polícia Civil e a implementação do Policiamento Comunitário tem contribuído, a cada dia, para a consolidação da boa imagem da PMGO junto à comunidade”, afirma o militar.

Plano de Metas e considerando os primeiros seis meses de 2007 em relação ao mesmo período de 2006, tivemos uma redução geral de 17% dos registros de ocorrências”, comemora. Outro ponto destacado por ele é a implantação do Colégio da Polícia Militar, no bairro Alexandrina, em dezembro de 2005.

Sargento Rodrigues

Para o subcomandante, Anápolis chega aos 100 anos com bons motivos para se alegrar na área de Segurança Pública. O primeiro apontado por ele é a redução dos índices de criminalidade na cidade. “Na área do 4º BPM, tomando por base as treze ocorrências do

DESAFIOS - Mas além das conquistas, tenente-coronel Vicente lembra dos desafios da corporação na cidade. Um deles diz respeito ao aumento do efetivo. “Estaremos fazendo gestões junto ao Escalão Superior no sentido de aumentálo”, garante, tendo como

argumento a importância de Anápolis. As duas unidades (4º BPM e 24ª CIPM) possuem juntas efetivo de 558 policiais e 66 viaturas. A PM também aguarda a ativação de uma Companhia Independente de Operações Especiais, bem com do TELECENTRO da Secretaria Nacional de Segurança Pública SENASP, cujo objetivo é proporcionar cursos de qualificação profissional a policiais. A realização de um policiamento comunitário ainda representa um grande desafio. “O 4º BPM vem implementando sistematicamente a Filosofia de Polícia Comunitária, mas somos conscientes de que as ações nesse sentido, na verdade, ainda são embrionárias”. Por fim, diz o subcomandante, um desafio é a automatização do Centro de Operações Policiais Militares e a implantação do sistema de monitoramento de vigilância eletrônica através de câmeras, integradas às ações da Polícia Militar.


Breve histórico da PM em Anápolis - A Polícia Militar iniciou-se em Anápolis com um Destacamento nos idos de 1907, subordinado ao Batalhão da antiga capital de Goiás; - Com a construção de Goiânia, o Destacamento passou a ser subordinado ao Batalhão Anhanguera com sede em Goiânia até o dia 21 de setembro de 1972, quando foi instalada a 1ª Companhia de Polícia Militar; - No dia 28 de julho de 1979, foi instalado o 4º Batalhão de Polícia Militar denominado Batalhão Santana; - Em novembro de 1993, foi incorporado em seu efetivo a Polícia Militar Feminina; - Em 25 de maio de 1994, foi criado o Grupo de Operações Especiais (GOE), que é formado por Policiais Militares altamente treinados para atuarem em ocorrências de grande vulto, tais como assaltos e seqüestros; - No dia 27 de agosto do ano de 2002, foi instalada a 24ª Companhia Independente de Polícia Militar, com a incumbência de Policiamento nas cidades de Goianápolis, Teresópolis, Ouro Verde, Campo Limpo, parte

da cidade de Anápolis (área do 4º DP), Presídio Municipal e os Distritos de Sousânia, Interlândia, Goialândia e Joanápolis; - Em 2003, foi implantado o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência - PROERD, atendendo a cada ano dois mil alunos, objetivando prevenir o uso de drogas e da violência entre crianças e adolescentes; - Em 27 de agosto de 2003 foi instalado o 8º Comando Regional de Polícia Militar, que em janeiro de 2004 passou a ser o 3º Comando Regional. O 3º CRPM conta em sua área com as seguintes Unidades Policiais Militares: 4º Batalhão, 24ª Companhia, sediadas em Anápolis, 18ª Companhia, sediada em Pirenópolis e a 23ª Companhia, sediada em Inhumas. A área de circunscrição do 3º CRPM abrange 21 (vinte e uma) cidades; - Há uma unidade do Colégio da Polícia Militar que foi instalada no dia 07 de dezembro de 2005 passando a ocupar o prédio do Colégio Aplicação “Dr. Cezar Toledo”, no Bairro Alexandrina; - Em 10 de janeiro de 2007, foi criada a 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. Fonte: Polícia Militar de Anápolis

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E N T R E V I S TA – P E D R O S A H I U M

“Anápolis é referência nacional”

Indústria, Educação e Segurança (aérea) representam hoje os pilares da fórmula do desenvolvimento de Anápolis, na avaliação do prefeito da cidade, Pedro Sahium. O chefe do Executivo destaca ainda outros pontos positivos, como o crescimento comercial, a estratégica localização geográfica, o povo acolhedor. Dentre os desafios, elege como prioridade a conservação das nascentes de Anápolis.

Revista O Lojista - O que Anápolis tem a comemorar nesses 100 anos? Pedro Sahium - Anápolis cresceu muito, virou pólo educacional e pólo farmoquímico. Nesses 100 anos, a cidade era apenas uma referência comercial, hoje é uma referência industrial e de segurança para o País porque aqui nós temos a Força Aérea, talvez a Base Aérea mais importante do Brasil. Então esses três fatores são extremamente importantes, 36 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 36 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

ter se tornado pólo industrial, pólo educacional e também um pólo de segurança para o País inteiro. Fora isso, Anápolis faz parte do eixo econômico Anápolis/Brasília/Goiânia, que tem 4 milhões a 5 milhões de consumidores. Esse eixo econômico aglutina uma quantidade enorme de cidades que, juntas, representam em potencial um mercado consumidor muito grande. Não é a toa que as empresas têm vindo se instalar no Centro-Oeste exatamente nesse círculo entre Brasília, Goiânia e Anápolis. O Lojista - E quais são os desafios que a cidade enfrenta hoje?

Sahium - Acredito que um dos grandes desafios da cidade é conservar suas nascentes, pois Anápolis é um vale de águas, nós temos cinco bacias hidrográficas. É lógico que nós temos uma infraestrutura que exige muito da cidade, Anápolis quase não tem galerias de águas pluviais e isso é problema porque o asfalto vive sendo danificado em função das chuvas aí todo ano é um dinheiro gasto com massa asfáltica para tapar buraco. Isso não acontece só em Anápolis, mas em Anápolis isso é grave porque a cidade, como disse antes, é um vale de águas. Outro desafio é fazer com que tenhamos aqui 100% de esgoto sanitário. Anápolis tem hoje apenas cerca de 50% de rede de esgoto. No caso de água, nós temos quase 100%. Então o objetivo é ampliar e chegar a 100%

de água e chegar a 100% de esgoto, que também faz parte de um conjunto de obras estruturantes na área ambiental. Um outro desafio é estudar todo o nosso povo e mantê-lo recapacitado para o trabalho. O Lojista – Como o senhor avalia a participação da população anapolina nas atividades promovidas para o centenário? Sahium - Excelente. Alguns eventos têm participação maior, outros, têm participação menor, pois depende muito do perfil do evento. O Copão do Centenário, por exemplo, uniu todos os bairros, temos todos os setores da cidade envolvidos. Quando nós escolhemos a miss Centenário, nós tínhamos muitos bairros sendo representados para este evento.


O Lojista - É possível descrever uma identidade genuinamente anapolina? Sahium - Acho que sim. Anápolis tem um povo empreendedor, que tem uma paixão enorme por essa região, pelo cerrado brasileiro. Um povo que tem uma identidade com a geografia, com o clima, com a temperatura da cidade, gira em torno de 22º, 23º C. A sociedade nossa foi criada a partir de uma identidade multi-étnica porque aqui nós tivemos a migração árabe, a migração japonesa e a migração interna do País, com muitos mineiros principalmente que construíram as suas riquezas, que construíram as suas famílias nessa

nossa região. O Lojista - Se o senhor tivesse um amigo que estivesse interessado em se mudar para Anápolis, o que falaria para convencê-lo a vir? Sahium - Os motivos seriam muitos. Primeiro a cidade oferece cursos hoje em todas as áreas. O último curso de Medicina está sendo implantado pela Unievangélica; a nossa cidade é sede da Universidade Estadual de Goiás, a UEG; a nossa cidade tem cursos que dificilmente se encontra em outros lugares e temos cursos de excelente qualidade como é o curso de Odontologia, de Direito, de Educação Física, de Zootecnia, que

foi implantado agora, mas que vem com excelente qualidade, Medicina Veterinária, Engenharia Mecatrônica, enfim cursos elaborados que vão ser exigidos nesse milênio. Outro fator é a nossa posição especial em termos de logística multimodal. Anápolis tem um porto seco, tem uma rede, uma teia de malha viária também importante. Tem ainda um aeroporto civil e a proximidade com dois aeroportos próximos que é Goiânia e Brasília. Outro ponto é o povo que é caloroso, um povo que não é de cidade grande vamos dizer assim a ponto de ignorar o semelhante. É uma cidade de médio porte, com cerca de 350 mil habitantes, mas uma

cidade que ainda guarda algumas marcas de cidade pequena, de amizade entre vizinhos, de proximidade, de igreja, de família, que são coisas importantes. O Lojista – Que mensagem o senhor traz para os anapolinos devido à comemoração do centenário da cidade? Sahium - Uma mensagem de paz, de prosperidade para cada um de nós e dizer que Deus tem nos abençoado até esse momento. Não tem nenhum anapolino que pode pensar ou falar diferente. Acho que se existe uma frase que caracteriza essa cidade é de que “Até aqui nos ajudou o Senhor”.

Mensagens de ex-prefeitos de Anápolis para os 100 anos

Raul Balduíno de Souza Centenário de Anápolis Saúdo Anápolis por ocasião do centenário da cidade! Como ex-prefeito, fico muito feliz em acompanhar o vertiginoso progresso de Anápolis. A Vila de Sant’Ana das Antas, hoje Anápolis, teve seu sitio de localização escolhido sob a pro-

teção da avó de Cristo, Sant’Ana, e desde os primórdios de sua fundação foi abençoada por Deus! Os pioneiros Gomes de Souza Ramos e Zeca Batista, dentre outros, souberam trabalhar com entusiasmo pela consolidação e pelo progresso da cidade. Vieram complementar este magnífico trabalho, personalidades como Dr James Fanstone, Coronel Aquiles de Pina e grandes prefeitos. Localizada entre duas modernas capitais, Goiânia e Brasília, Anápolis recebeu os reflexos da grande prosperidade que atingiu esta região. Como seu ex-prefeito (1966-1970), tive a honra, também, de partici-

par deste trabalho para o progresso. Realizamos o primeiro planejamento integrado do município, com a participação da PLANORG, da Universidade de São Paulo, implantando então um moderno e avançado sistema de administração. Na minha gestão, comemoramos com grandes festejos, que marcaram época, o aniversário de sessenta anos de Anápolis – o sessentão. Tivemos, com o trabalho vigoroso de nosso povo, uma Anápolis pujante, uma Anápolis rica de gente rica. Por isso acredito na grande importância da união de todos para continuar esta senda de progresso.

Todo o povo anapolino, ao lado do atual prefeito Pedro Fernando Sahium, pela nossa querida Anápolis!

José Batista Júnior Anápolis, terra abençoada Residindo fora de Anápolis por circunstâncias alheias à minha vontade, fui afastado do honroso JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 37 JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 37


Mensagens de ex-prefeitos de Anápolis para os 100 anos cargo de Prefeito Municipal, por imposição do regime militar-ditatorial instalado no país. Mesmo afastado desta cidade, onde reside um povo simpático, gentil, atencioso e ordeiro, eu e minha família jamais esquecemos os dias felizes, os amigos, as pessoas da cidade onde nasci, assim como todos meus filhos e esposa. Agradeço a Deus por isto, Anápolis terra abençoada, que até foi considerada a cidade mais cristã do Brasil. Parabéns, Anápolis! Parabéns, anapolinos!

Irapuan Costa Júnior Ao povo trabalhador e livre de Anápolis Minhas saudações a todos aqueles que, nestes cem anos que agora comemoramos, se entregaram e se entregam à faina diária de construir uma Cidade e um Municí-

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pio cada vez mais forte e mais dinâmico para o bem de seu povo. Anápolis é um exemplo para todo o Brasil. Posto comercial às margens, para não dizer ao final de uma Estrada de Ferro, veio a tornar-se um exemplo de força empresarial, centro comercial e industrial, a gerar empregos que criam dignidade e riqueza. Sou testemunha da vocação de seu povo para o progresso. Primeiro como vizinho próximo, por ter vivido em Goiânia quase toda minha existência, depois como anapolino de coração e de homenagem, como Prefeito local e como Governador voltado sempre para esta Cidade. Irmanado com esse povo trabalhador, livre e ordeiro, vivi momentos inesquecíveis em minha vida pública. O maior deles, sem dúvida, foi a inauguração do DAIA, ao lado do Presidente Ernesto Geisel. Saúdo todas as famílias tradicionais de Anápolis. Saúdo seus comerciantes. Seus fazendeiros, chacareiros e sitiantes. Seus industriais. Seus dirigentes de entidades patronais e de empregados. Seus profissionais liberais. Seus militares, em particular os da sua importante Base Aérea. Seus funcionários

públicos nos três níveis de governo. Seus comerciários. Seus bancários. Seus industriários. Seus políticos comprometidos com o crescimento do Município. Seus policiais. Seus professores. Seus estudantes. Seus motoristas e pilotos. Seus jornalistas, seus artistas. Enfim, todo este altivo povo, que sempre, ao longo destes cem anos que hoje comemora, não buscou favores ou esmolas dos governos, mas deles cobrou as oportunidades de trabalho, e as obteve com sua pertinácia. Que pelo trabalho, cultiva como bens que não se vendem, a dignidade e a liberdade.

Eurípedes Barsanulfo Junqueira Anápolis Centenária Com alegria vejo as solenidades que marcam a comemoração dos cem anos de emancipação política da cidade com a instalação da comarca judiciária. Sou um anapolino

que tem o privilégio de estar presente nestas comemorações cívicas. Desde jovem participei dos atos, quer cultural, social e político e, desde o ano de 1950 acompanho de perto o desenvolvimento do município. A história registra grandes lances de altruísmo dos seus habitantes. Cresceu pela força do ideal daqueles que conduziram o seu destino através dos anos. Ao relembrar as figuras de Gomes de Souza Ramos e de José da Silva Batista, lembro todas as pessoas mais modernas que deram continuidade a sua fixação de pólo de desenvolvimento do Estado de Goiás em todos os setores da atividade humana. De minha parte recordo, com emoção, modesta participação na construção de seu desenvolvimento no campo educacional, ministrando o magistério, sendo Secretário do Governo Municipal por 15 anos, Secretário de Estado, Procurador Geral da Justiça e Prefeito Municipal. Agradeço a CDL a oportunidade de externar o meu sentimento de afeto à cidade que me viu crescer e a Deus por ter me oferecido a oportunidade de contribuir para a grandeza do município.


Wolney Martins de Araújo Um século de história 31 de julho de 1907! 31 de julho de 2007! Um século de história, de lutas, de vitórias e de sonhos!... Uns realizados, outros não; mas eu te vejo astuta, progressista, idealista e forte! Ajudaste a construir Goiânia na década de 30 e a construir Brasília, na década de 50! Agora estás ajudando a consolidar a economia goiana. Em teu território, floresce um parque industrial diversificado, um comércio audacioso! Tua posição geográfica privilegiada, tuas indústrias, teu comércio forte, tua plataforma multimodal; tua indústria do saber: tuas faculdades – hoje são mais de 15 mil universitários, teu Distrito Agro-industrial consolidado, tua Ferrovia Norte –Sul, tua Base Aérea – a maior e mais importante do Brasil! Por tudo isso e, por muito mais, antevejo a

consolidação de tua liderança no Centro-Oeste brasileiro. Agradeço a Deus a honra que Ele me conferiu de ser teu Prefeito por dois mandatos e três vezes deputado estadual! AVANTE, ANÁPOLIS!

do Estado de Goiás e que teus braços estejam sempre abertos aos estrangeiros e peregrinos, que de longe, vêm aqui se abrigar; Anápolis Centenária, bendita sejas para sempre.

Olímpio Ferreira Sobrinho Saudação à Anápolis Saúdo-te, torrão querido, terra de meus pais, de Antonio Pereira Dutra, primeiro anapolino eleito intendente Municipal da Vila de Santana de Antas, (1895/1897), de Joaquim Pereira Dutra e Ana da Silva Batista, meus avós, da descendência de Zeca Batista, seu líder maior e consolidador; Saúdo-te, em nome de uma numerosa família que há mais de cem anos vem trabalhando e construindo a grandeza desta terra; Saúdo-te, em nome dos bravos do passado e das gerações presentes que fizeram e fazem a sua pujança e grandeza; Seja sempre bendita terra de Santana dos Campos Ricos, prossiga altaneira na liderança das riquezas e do progresso

Adhemar Santillo Século de mudanças Foi um século de mudanças no mundo inteiro e na nossa cidade, igualmente, grandes transformações aconteceram. Por ser o final da linha da rede ferroviária, Anápolis atraiu mineiros, paulistas, nordestinos para construírem o futuro de suas famílias e com eles veio também a esperança de uma cidade robusta e vocacionada ao desenvolvimento. Tem sido assim a história da nossa cidade ao longo dos anos de bairrismo, orgulho e trabalho, mantendo-se forte e altaneira entre dois gran-

des centros, as capitais Goiânia e Brasília. Nestes 100 anos de história, Anápolis foi palco de grandes debates de interesse nacional. Durante o período de ditadura militar, as forças democráticas tiveram aqui a sua maior trincheira e daqui as vozes das liberdades democráticas foram ouvidas em todo Estado de Goiás e no Brasil. Com grande honra pude representar Anápolis como Deputado na Assembléia Legislativa, na Câmara dos Deputados e como Prefeito Municipal.Essa tenacidade da nossa gente é o maior trunfo que a cidade dispõe para lhe garantir um futuro grandioso. Cada um de nós sabe da responsabilidade pessoal em dedicar esforço e trabalho em favor do nosso município, pois é na nossa união pela cidade que amamos, que encontraremos largos horizontes para o nosso futuro. Meus cumprimentos à Câmara de Dirigentes Lojistas, que é parte fundamental da construção desta extraordinária história de 100 anos de Anápolis.

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C Â M A R A M U N I C I PA L

A

Fatos marcantes do Legislativo de Anápolis*

té 1930, a Câmara de Vereadores era denominada de Conselho Municipal. Tal como é instituída na atualidade, sua história remonta há menos de 60 anos. Instalada a Vila de Santana das Antas, a 10 de março de 1892, naquele mesmo ano sucederamse as eleições para a intendência (que equivalia ao Poder Executivo Municipal da atualidade), e para o Conselho Municipal (hoje Câmara de Vereadores). O número de eleitores na Vila, à época, era de 370 e houve uma abstenção de 177. Foi eleito Lopo de Souza Ramos para intendente e para conselheiro municipais elegeram-se Vicente Gonçalves de Almeida, Floro Santana Ramos, Antônio Crispim de Souza. O primeiro presidente do Conselho Municipal de Anápolis, após a elevação à categoria de cidade (1907), foi Manuel Teodoro Batista, tendo como demais membros Amaro Pires Batista, Odorico da Silva Leão, Rubem Ribeiro Camelo, Francisco de Carvalho Fontes e Floro Santana Ramos. Até o final de 1930, o Poder Legislativo conservou a denominação de Conselho Municipal. Após a Revolução de 3 de outubro de 1930 e como órgão desta, passou a ser Conselho Consultivo. Os conselheiros eram então nomeados pelo Governo da União “de acordo 40 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 40 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

Sede da Câmara Municipal de Anápolis

com o Decreto Federal n° 20.348 de 29 de agosto de 1931, que instituiu os Conselhos Consultivos no Distrito Federal, Estados e Municípios”. Os primeiros representantes desse Conselho em Anápolis foram: Alberico Borges de Carvalho, Gomes Sant’anna Ramos, Júlio Guerra e José Gomes de Paula. José Lourenço Dias (mais tarde senador) tomaria posse, também como membro do Conselho Consultivo, em 1° de fevereiro de 1932, vindo depois, em 14 de março de 1933, Luiz Caiado de Godoy e o major Antônio Xavier Nunes. Adahyl Lourenço Dias tomou posse em 20 de abril de 1933 para compor o mesmo Conselho Consultivo, mediante o Decreto 3.200 de 8 de abril daquele mesmo ano. O poder Legislativo de Anápolis, na condição de órgão específico do Município para fiscalizar o

Poder Executivo e com atividade legisladora, tem os seus fundamentos a partir de 8 de dezembro de 1947. Naquela data foi solenemente instalado tendo na presidência o jurista Adahyl Lourenço Dias que ocupava antes, como se viu, o Conselho Consultivo. Anteriormente, o legislativo anapolino vigorou com a mesma denominação de Câmara Municipal, na década de 30, sendo, em 1934, presidida por Elizeu Jorge Campos. Ao instalar-se em 1947, a Câmara Municipal se reuniu para tanto, no CRA – Clube Recreativo Anapolino, na Praça do Bom Jesus e o fez com o quantitativo de 15 cadeiras, sendo que na sessão de instalação, haviam tomado posse apenas nove vereadores. Eram eles: Adahyl Lourenço Dias, Bofim d’Abadia, José Elias Isaac, Wady Antônio Isaac, Antônio Xavier

Nunes Filho, Eliseu Jorge Campos, José Peixoto Neto, Celso de Souza Ramose Francisca Meguel. À sessão de instalação solene compareceu o prefeito eleito então, Carlos de Pina, ocasião em que lhe foi dada posse. Na sessão subseqüente, realizada a 9 de dezembro de 1947, tomaram posse os vereadores eleitos pela UDN: Zacheu Crispim, João Luiz de Oliveira, Jorge Antônio Sahium, Alfeu Medeiros, Alceu Torres, João de Faria, Francisco Joaquim de Lima e Arlindo Ubaldino, sendo que o medico Bonfim d’Abadia ocupou por algum tempo a Presidência em substituição a Adahyl Lourenço Dias, enquanto este exerceu o cargo de prefeito (por nomeação) no período de março a outubro de 1947.

*Texto elaborado pela presidência da Câmara


E N T I D A D E C L Á S S I S TA

Idealismo da Acia

I

Ubiratan da Silva Lopes aponta que a criação da associação se deve a homens que acreditaram no potencial de Anápolis

dealismo. É essa a palavra que Ubiratan da Silva Lopes usa para definir a força que impulsionou os pioneiros da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), da qual é seu atual presidente. “A Acia nasceu do idealismo de empresários, homens de negócios que já vislumbravam todo o potencial de Anápolis”, afirma. A origem da entidade se dá em 1936, em uma época que ainda não havia indústrias na cidade (veja box). Na avaliação de Ubiratan, o retorno para o investimento daqueles homens é palpável. “Anápolis possui uma grande expressão industrial, o DAIA tem mais de 100 empresas. Além das indústrias, temos um comércio vigoroso e uma

vasta rede de serviços”. O representante classista lembra que a Associação Comercial e Industrial acompanhou de perto o desenvolvimento anapolino e ostenta hoje a participação de centenas de associados. “A Acia é uma realidade, é a mais antiga de Goiás e também uma das mais respeitadas”. Ubiratan ressalta que um dos principais lemas da entidade é o fortalecimento da categoria junto às principais forças políticas e classistas a fim de alcançar “uma administração para o desenvolvimento e progresso”. Outra meta é preparar a cidade, com relação à acessibilidade, para os investimentos futuros, especialmente os da área comercial.

Datas que marcaram a história da ACIA - 8 de fevereiro de 1936: um grupo de empresários se reuniu no então Clube Lítero Recreativo Anapolino e, em sessão solene, discutiu a fundação da Associação Comercial de Anápolis. Foi formada uma diretoria provisória eleita por aclamação, que tinha como presidente Albérico Borges de Carvalho - 28 de maio de 1936: foi realizada uma reunião com a presença de vários empresários da cidade para a composição de uma comissão de sindicância

- Fevereiro de 1943: a entidade ressurge com a denominação de Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Anápolis - 30 de setembro de 1955: o estatuto da entidade é aprovado - 8 de abril de 1958: a luta para dotar a entidade de uma sede própria foi deflagrada em pelo associado Sócrates Diniz. O empresário entendia que era necessária a implantação de um local para reuniões, até então realizadas nas residên-

“A Acia nasceu do idealismo de empresários de Anápolis”, diz o presidente da entidade, Ubiratan da Silva Lopes

cias dos filiados - 1971: só neste ano, sob a gestão do presidente Mounir Naoum, é que o projeto foi finalmente concretizado, com o Palácio do Comércio, no Centro. O grande mérito da realização deste plano de sede própria também é atribuído ao já falecido Aléxis Salomão, presidente entre 1969 e 1971 - 26 de março de 1971: em sessão ordinária, foi discutida pela primeira vez a fusãoda Associação

Comercial de Anápolis e a Associação Industrial de Anápolis. Depois de avaliadas as conveniências, ficou aprovada a proposta de fusão das duas entidades. A partir de então a denominação passou a ser Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) - 20 de maio de 1971: é realizada uma assembléia geral para debater a elaboração do novo estatuto da entidade Fonte: www.aciaanapolis. com.br JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 41


ARTIGO

Janaina Siqueira

Dicas Radioluz* para uma saúde bucal perfeita

Problemas bucais mais comuns

- Placa bacteriana Diariamente, uma camada de bactérias cresce na superfície dos seus dentes. Essas bactérias, em contato com os resíduos alimentares e a saliva, formam a placa bacteriana. Apesar de quase invisível, a placa bacteriana é a causa da cárie, tártaro e doenças das gengivas

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- Gengivite O acúmulo da placa bacteriana também tem efeitos nas gengivas, que se tornam inflamadas, inchadas e, por vezes, apresentam sangramento. O sangramento gengival é um sinal de doença das gengivas, que é chamada gengivite. Essa situação sem tratamento pode levar a uma forma mais grave de problema

- Periodontite Quando a doença deixa de estar restrita às gengivas (gengivite) e afeta as outras estruturas de suporte dos dentes, principalmente o osso e o ligamento que o une ao dente, a doença passa a chamarse periodontite. Formam-se bolsas entre os dentes e as gengivas, que são muito difíceis de higienizar durante a escovação. Isso é um fator que permite a progressão da doença, podendo oca-

sionar a perda do dente se não tratado a tempo. A radiografia periapical auxilia no plano de tratamento, pois é possível através dela identificar o grau de perda óssea

- Tártaro Se a placa bacteriana não for removida regular e eficazmente, poderá endurecer e formar o tártaro. Uma vez formado, o tártaro só poderá ser removido pelo dentista. Também é possível detectá-la através das radiografias periapicais e interproximais - Cárie Dentária A placa bacteriana produz ácidos, a partir da nossa alimentação, que podem atacar o esmalte dos dentes. Apesar de o esmalte ser a substância mais dura do nosso organismo, ele é dissolvido por esses ácidos. As lesões provocadas (cáries) vão aumentando de tamanho, podendo levar a perda do dente. As radiografias Bite Wing são um importante método de diagnóstico das cáries entre os dentes que não

Responsável técnica pela Clínica Radioluz. Especialista em endodontia pela UNESPAraraquara e em radiologia pela USP - Bauru

são visíveis ao olho clínico - Mau hálito Apesar de poder apresentar outras causas, o mau hálito é freqüentemente provocado pelo acúmulo de placa bacteriana ou presença de doenças bucais. A remoção da placa bacteriana é fundamental para ter um hálito fresco, assim como para a manutenção de uma boa saúde bucal

Como prevenir estes problemas - Escovação Uma escovação correta e eficaz ajuda a prevenir as doenças bucais: - Use uma escova dental de cabeça compacta e cerdas macias, trocandoa regulamente (a cada três meses), quando as cerdas estiverem deformadas; - Posicione a escova num ângulo de 45º em relação aos dentes e faça suaves movimentos oscilatórios por um grupo de dois dentes, usando creme dental com flúor; - Escove suavemente


todas as superfícies externas e internas e, em seguida, a área de mastigação com pequenos movimentos de vaivém; - Não esqueça de escovar a língua; - Você deve escovar os dentes, no mínimo, três vezes ao dia (de manhã, após o almoço e, principalmente, antes de dormir) - Fio dental O uso do fio dental permite limpar eficazmente as superfícies interdentais onde a escova não alcança. - Corte aproximadamente 50 cm de fio dental e enrole-o, quase totalmente, no dedo médio de uma das mãos; - No outro dedo médio, enrole um pouco de

fio, deixando cerca de 12 cm para a limpeza interdental; - Faça deslizar o fio dental suavemente entre os dentes até a linha das gengivas; - Curve o fio dental formando um “C” ao redor de cada um dos dentes e deslize suavemente para cima e para baixo; - Use uma nova parte do fio dental a cada espaço a ser higienizado; - Repita esses procedimentos em todos os dentes; - O fio dental deve ser usado diariamente - Flúor - O flúor é um ingrediente que protege os dentes contra as cáries, tornando as superfícies dos dentes mais resisten-

tes - Permite a remineralização das lesões iniciais da cárie - Lembre-se de usar sempre um creme dental com flúor - Alimentação - Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada - Evite a ingestão de alimentos açucarados, especialmente nos intervalos entre a refeições - Visitas Regulares ao Dentista - É importante que, a cada seis meses, seja feita uma visita ao dentista - A realização de consultas periódicas é a única forma de se detectar precocemente os problemas bucais. Nesta fase,

o tratamento é indolor, mais fácil e acessível. - A radiografia panorâmica permite ampla visão do campo mastigatório

* A RADIOLUZ é especializada em radiologia odontológica. Contamos com equipamentos de alta tecnologia e profissionais treinados para atender com segurança e qualidade. Oferecemos uma enorme gama de exames intra e extra orais voltados para os cirurgiões dentistas; pois temos um objetivo comum: MANTER O SEU SORRISO.

JULHO JULHO2007 2007//CDL CDLANÁPOLIS ANÁPOLIS//OOLOJISTA LOJISTA/ 43


E N T R E V I S TA

Lei Geral sem segredos

O capítulo tributário da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa entrou em vigor no último dia 1º de julho, mas ainda gera muitas dúvidas no setor visado por ela. Por essa razão, a reportagem de O Lojista entrevistou o delegado do Conselho Regional de Contabilidade em Anápolis, Werlei Carlos de Oliveira, para esclarecer os questionamentos básicos sobre o tema. O contador explicou as nuances da nova legislação e forneceu informações que podem orientar os micro e pequenos empresários a se ajustar às novas exigências sem traumas. Falou também sobre as vantagens e desvantagens e deixou um alerta claro: a Lei Geral beneficia muitos, mas como toda regra, há exceções.

Werlei Carlos de Oliveira, delegado do Conselho Regional de Contabilidade em Anápolis

Revista O Lojista - O que mudou a partir da vigência do capítulo tributário da Lei Geral em 1º de julho? Werlei Carlos de Oliveira - No dia 1º de julho, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa colocou em vigor um novo sistema de tributação para estas empresas no país, o Simples Nacional ou Supersimples. Isso significa que foi criado um sistema único de tributação que unifica oito impostos e contribuições,

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sendo seis federais (IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS∕PASEP, INSS Patronal), o ICMS dos Estados e, por fim, o ISS dos Municípios, e será adotado de maneira uniforme em todo território nacional, visando facilitar a vida dessas empresas. Outra mudança que o Simples Nacional trouxe foi a possibilidade de algumas empresas que tinham a sua adesão vetada devido a sua atividade, principalmente as prestadoras de serviços, poderem optar pelo novo sistema. O Lojista - Que resultados a Lei Geral já alcançou e quais ainda espera-se atingir? Werlei - Apesar de alguns capítulos da Lei Geral já estarem em vigor desde o início do ano a matéria ainda é recente e as empresas estão começando a tomar conhecimento agora, então os resultados ainda não foram mensurados. Agora,

com a Lei, almeja-se atingir a formalização de aproximadamente 2 milhões de empregos e aumentar a capacidade de investimentos das micro e pequenas empresas acreditando no aperfeiçoamento do sistema tributário. Espera-se também a formalização dos pequenos negócios no país onde a maioria trabalham na informalidade e, com esses resultados, conseguir um conseqüente crescimento da economia brasileira. O Lojista - Que vantagens a nova legislação oferece aos micro e pequenos empresários? Werlei - Além da desoneração tributária através do Simples Nacional, a Lei Geral cria vários benefícios à micro e pequena empresa como a simplificação da abertura, funcionamento e fechamento das empresas, a partir da diminuição da burocracia que espera-se atingir e a redução no tem-

po de abertura, que hoje no Brasil é grande; incentivo nas compras governamentais, em que a micro e pequena empresa terá preferência em licitações nas três esferas (federal, estadual e municipal); desburocratização de obrigações nas relações de trabalho, pois muitas antes exigidas foram simplificadas e outras extintas; facilidade de acesso ao crédito, com a criação de linhas de crédito para estas empresas; facilidade no acesso às exportações; e parcelamento de débitos existentes nas empresas em até 120 meses, nas três esferas, para permitir a inclusão destas ao Simples Nacional. O Lojista - E quais são as desvantagens? Werlei - Uma das principais desvantagens da Lei Geral refere-se à alíquota do Simples Nacional que será determinada pela receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anterio-


res ao mês em curso. Isso causará um aumento no pagamento do imposto devido à faixa onde a empresa vai se encontrar, causando um aumento do pagamento do Simples Nacional, se comparado ao outro método utilizado no extinto Simples Federal. Outra desvantagem é a impossibilidade de essas empresas transferirem crédito de ICMS, que causará em algumas delas, uma queda na competitividade com outras empresas que não estiverem no Simples Nacional. O Lojista - Com a nova lei, como serão calculadas as alíquotas? Quais são as faixas das alíquotas? Werlei - No Simples Nacional a alíquota será determinada pelo somatório da receita bruta acumulada dos últimos 12 meses anteriores ao mês em curso, que determinará a faixa do faturamento onde está a alíquota a ser utilizada.

Existem cinco anexos onde cada atividade está determinada (veja box). O Lojista - O que o micro e pequeno empresário deve fazer para adaptar-se às novas normas? Quem ou quais entidades podem ajudá-lo? Werlei - As empresas que já estiverem no Simples Federal e não possuírem débitos federais, estaduais ou municipais e nenhum outro impedimento, migrarão automaticamente para o Simples Nacional. As empresas que tiveram algum impeditivo ou não eram optantes pelo Simples Federal terão até o dia 31 de julho para aderirem ao novo sistema. Mas atenção, o regime não é benéfico para todas as empresas, portanto todos devem fazer as simulações das possíveis formas de tributação para verificar se há redução na tributação com o Simples Nacional. Para isso, é necessário procurar

Como são calculadas as alíquotas com a Lei Geral*

o contador para efetuar o cálculo de cada situação, pois o Simples Nacional traz vantagens para um grande número de empresas, mas possui algumas exceções. O Lojista - Que desafios o setor de micro e pequenos empreendimentos ainda têm a conquistar no Brasil? E em Anápolis? Werlei - A micro e pequena empresa enfrentam grandes problemas hoje no Brasil que vem causando um impacto negativo na economia, problemas esses que são claramente vistos através do grande índice de mortalidade dessas empresas. Alguns desafios precisam ser vencidos para que este quadro mude como a baixa produtividade que naturalmente eleva os custos e diminuem a competitividade. Algumas empresas trabalham em uma concorrência predatória, em que elas disputam

Receita bruta em 12 meses (em R$)

Até 120.000,00 De 120.000,01 a 240.000,00 De 240.000,01 a 360.000,00 De 360.000,01 a 480.000,00 De 480.000,01 a 600.000,00 De 600.000,01 a 720.000,00 De 720.000,01 a 840.000,00 De 840.000,01 a 960.000,00 De 960.000,01 a 1.080.000,00 De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 De 2.280.000,01 a 2.400.000,00

Anexo I Comércio 4,00% 5,47% 6,84% 7,54% 7,60% 8,28% 8,36% 8,45% 9,03% 9,12% 9,95% 10,04% 10,13% 10,23% 10,32% 11,23% 11,32% 11,42% 11,51% 11,61%

Anexo II Indústria 4,50% 5,97% 7,34% 8,04% 8,10% 8,78% 8,86% 8,95% 9,53% 9,62% 10,45% 10,54% 10,63% 10,73% 10,82% 11,73% 11,82% 11,92% 12,01% 12,11%

o mercado sem racionalidade, sem mesurar resultados, trabalhando mesmo no prejuízo. Outro grande problema é a baixa capacitação pelo empreendedorismo por necessidade, vez que a maioria das empresas são abertas por pessoas que estão desempregadas e procuram uma oportunidade no mercado ou que estão em busca de melhorias na renda familiar, sendo que não têm nenhum conhecimento de mercado e de gestão de empresas. Em Anápolis, são encontrados esses mesmos problemas, e uma das saídas hoje é procurar ajuda nas entidades que podem auxiliar o empresário a se capacitar e conseguir aumentar a possibilidade de sucesso do seu empreendimento como o SEBRAE e a CDL, que possuem diversos cursos de capacitação para os empresários e seus funcionários, gerando resultados muito positivos nas empresas. Alíquota Anexo III Serviços I 6,00% 8,21% 10,26% 11,31% 11,40% 12,42% 12,54% 12,68% 13,55% 13,68% 14,93% 15,06% 15,20% 15,35% 15,48% 16,85% 16,98% 17,13% 17,27% 17,42%

Anexo IV Serviços II 4,50% 6,54% 7,70% 8,49% 8,97% 9,78% 10,26% 10,76% 11,51% 12,00% 12,80% 13,25% 13,70% 14,15% 14,60% 15,05% 15,50% 15,95% 16,40% 16,85%

Anexo V Serviços III 6,00% 7,27% 8,46% 9,28% 9,79% 10,63% 11,14% 11,67% 12,45% 12,97% 13,80% 14,28% 14,76% 15,24% 15,72% 16,20% 16,68% 17,16% 17,64% 18,50%

*Tabela fornecida pelo delegado do Conselho Regional de Contabilidade em Anápolis, Werlei Carlos de Oliveira

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ARTIGO

Sua pele sempre bonita e saudável

Alessandro Louza Alarcão

A

beleza está relacionada a uma cútis jovem, mas com o passar dos anos, a pele sofre alterações, tornando-se “sem viço”, áspera, flácida, ressecada e marcada por rugas e manchas. Muitas vezes acreditamos que esta seja uma evolução inevitável do desgaste natural do organismo com perda da elasticidade, aparecimento de manchas e sulcos relacionados ao envelhecimento cronológico. No entanto, surpreendentemente, não é a idade a maior responsável por estas mudanças. Na realidade, este processo é relativamente lento e determinados fatores podem acelerálo. Dentre eles, estão as agressões impostas por nosso modo de vida e os efeitos ambientais, sendo que a exposição solar é o pior inimigo da nossa aparência.

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A radiação ultravioleta do Sol é o principal adversário da nossa pele, causando o fotoenvelhecimento, que se inicia na infância, apesar de seus efeitos só surgirem décadas mais tarde. A pele fotoenvelhecida é ressecada, sofre com perda da elasticidade e apresenta manchas claras ou escuras e rugas. Este processo pode ser agravado pelo cigarro, álcool e poluição. O importante é sempre consultar um dermatologista para orientações sobre o assunto. A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza o site www.sbd.org. br, onde se encontra informações sobre todas as doenças da pele podem ser obtidas. Além disso, o site também ajuda a achar um médico que seja especialista na sua cidade.

E QUANTO AO REJUVENESCIMENTO? Existem numerosos tratamentos à base de cremes, géis ou loções que estimulam a produção de colágeno e elastina, hidratando e suavizando rugas e manchas superficiais. Todos devem ser indicados pelo seu dermatologista, que avaliará o seu tipo de pele e grau de fotoenvelhecimento. Para um resultado mais eficiente e rápido, o seu dermatologista pode utilizar da tecnologia como os lasers e terapia fotodinâmica. PEELINGS QUÍMICOS E FÍSICOS: A RENOVAÇÃO DA PELE Os peelings são tratamentos de descamação da pele que traz à superfície células novas e, conseqüentemente, atenua rugas finas, melhora a textura, a elasticidade da cútis e principalmente

Dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e AMB. Foi residente em Dermatologia em São Paulo (FMABC-SP) e Visiting Fellow nos EUA

clareia manchas escuras. A TOXINA BOTULÍNICA A toxina botulínica é um produto de origem biológica, obtido a partir de uma bactéria, que promove uma diminuição da contração muscular. Portanto, a sua indicação principal ocorre nos casos onde as rugas são de expressão, sujeitas à tensão muscular, como as rugas entre as sobrancelhas, linhas da testa, “pés de galinha”, ao redor dos lábios e pescoço. Ela faz com que a pele que está sobre este músculo também relaxe da tensão muscular causada pelo movimento facial, conseqüentemente suavizando e eliminando as rugas. O efeito dura em média seis meses.


PREENCHIMENTO DE RUGAS E CICATRIZES Esta técnica permite corrigir qualquer tipo de ruga, desde as superficiais até as mais acentuadas, como sulcos e cicatrizes, em especial aquelas que acompanham o nariz e a boca (“bigode chinês”), ao redor dos lábios. Também dá volume aos lábios, uma vez que estes, com o envelhecimento, ficam finos e atrofiados.

Existem várias substâncias que podem ser utilizadas, mas que sempre devem ser avaliadas a procedência do material e a formação profissional do médico. ESTRIAS: EVOLUÇÃO NOS TRATAMENTOS Existem as estrias recentes (avermelhadas) e as tardias (brancas nacaradas). Quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor será a resposta a ele.

Atualmente existem técnicas modernas (medicamentos, peelings, microdermoabrasão, lasers e cirurgia – transcisão) que ajudam a melhorar o aspecto e, em alguns casos, chegando até o desaparecimento das estrias. A PREVENÇÃO DO F O TO E N V E L H E C I MENTO • Uso diário de protetor solar desde a infância, reaplicando a cada 3 ho-

ras • Existem fotoprotetores adequados a cada tipo de pele – consulte seu dermatologista • Evite o sol das 10 às 15 horas • Estabeleça uma vida saudável, evitando tabagismo e álcool em excesso • Tenha horários regulares de sono e pratique atividade física regularmente

JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 47 JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 47


I N C L U S Ã O D I G I TA L

A

CDL e BB firmam convênio

A parceria visa facilitar o acesso dos associados da entidade classista a equipamentos de informática

Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis firmou, no último dia 25 de junho, convênio com o Banco do Brasil para facilitar o acesso de seus filiados a equipamentos de informática. A CDL é a primeira entidade classista anapolina a formalizar parceria com a instituição bancária para o PC Legal (FCO Empresarial). O contrato foi assinado pelo presidente da CDL, Wilmar Jardim de Carvalho, o superintendente regional do BB, Benedito Sérgio de Rezende, o gerente geral da agência central da cidade, Marcelo Harada, e o comandante 3º CRPM de Anápolis, Cel. PM Raimundo Nonato de Araújo Sobrinho (este como testemunha).

48 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

Representantes da CDL e do Banco do Brasil assinam o convênio para o PC Legal

Toda linha de crédito utilizada para o PC Legal, que se caracteriza apenas como convênio, é fornecida pelo FCO Em-

presarial. “O Banco do Brasil busca democratizar a linha de crédito do FCO porque é a linha mais barata que existe

para empresas do Centro-Oeste (veja box)”, afirma Marcelo Harada, que é o idealizador da parceria CDL/BB.


O gerente bancário está otimista quanto a novas adesões ao PC Legal na cidade. E o otimismo se deve à experiência que obteve em Luziânia (a 255 km de Goiânia), onde trabalhou antes de ser transferido para Anápolis este ano. Lá, o Banco do Brasil juntamente com entidades, lançaram o convênio e o resultado, segundo Harada, não poderia ser melhor: em um ano, o número de financiamentos através do FCO praticamente dobrou em relação ao pe-

ríodo anterior. “A nossa intenção é que também aqui em Anápolis nós possamos dobrar a quantidade de operações que existem pra essa linha no primeiro ano”, afirma. GARANTIAS - O diferencial do convênio são as garantias mínimas apontadas. Para operações de valor até R$ 5 mil (considerado o somatório da operação proposta e das operações já contratadas sem garantias), exige-se o aval dos sócios e alienação fiduci-

ária do equipamento de informática. Para essas transações, a dispensa de garantias é facultada, devendo ser justificada no despacho da operação. A empresa proponente deve possuir contacorrente, cadastro atualizado e limite de crédito vigente e com margem disponível para amparar a operação sugerida. As propostas apresentadas por meio do PC Legal devem ser analisadas com prioridades pelas agências, com conclusão no prazo sugerido de 48

horas após a entrega da proposta/orçamento pelo proponente. Este período de dois dias serve para acolhimento, análise, despacho, formalização da operação e liberação dos recursos aos fornecedores. As etapas de cadastro, c/c e limite de crédito devem ser efetuadas previamente ao acolhimento da proposta/orçamento. É obrigatória a apresentação da CND do INSS e CRF do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)

SAIBA MAIS - Valores para financiamento O valor máximo das operações é o limite do FCO Empresarial, ou seja, R$ 4.800.000,00. Já o limite de participação do FCO, no empreendimento, é definido em razão do porte do proponente e do município de localização do empreendimento. Para Anápolis, os percentuais* são:

PORTE Micro Pequeno Médio Grande

RENDA ANUAL MIL até 433 acima 433 até 2.133 acima 2.133 até 35.000 acima 35.000

Juros a.a. 7,25% 8,25% 10,00% 11,50%

Limite Financia 100% 100% 85% 70%

*Para pagamento das prestações em dia, o cliente terá bônus (desconto) adimplência de 15% - Prazo máximo para financiamento: No convênio, definiu-se, para financiamento de equipamentos de informática, o prazo máximo de 24 meses, sem carência. Para outros financiamentos, observar as normas do FCO - Para mais informações: - CDL: (62) 3328-0008 - Banco do Brasil: 0800 785 678 - Sebrae: (62) 3321-3727 Fonte: Banco do Brasil

JULHO 2007 / CDL ANÁPOLIS / O LOJISTA/ 49


SAÚDE

Nova especialidade na CDL Saúde: geriatria A médica Ester Bueno Cunha explica as peculariedades de sua área de atuação, que visa o bem-estar dos idosos

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CDL Saúde conta agora com uma nova especialidade médica. Associados da CDL, bem como seus funcionários e respectivos dependentes, que estejam interessados em se submeter a tratamento na área de geriatria têm a opção de fazê-lo com a geriatra Ester Bueno Cunha, que firmou convênio com a entidade. Especializada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais há um ano, a jovem médica atende seus pacientes na Clínica Ambiente Terapêutico ou, caso necessário, em domicílio. Ester recebeu a reportagem de O Lojista em seu consultório para falar sobre o que sua especialidade se difere quando o assunto é atendimento a idosos. O ponto básico para a diferença, segundo a médica, é que a geriatria trata das peculariedades inerentes às pessoas que estão na terceira idade. Nesse aspecto,

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a atividade médica é inserida dentro de uma descrição de tratamento que é chamada de “5 gigantes da geriatria”. Os cinco pontos são: quedas ou instabilidade postural; incontinência urinária e fecal; problemas de ordem mental, como o mal de Alzheimer; iatrogenia (prescrição de muitos remédios); síndrome de imobilidade (quando o idoso fica acamado em razão de quedas, derrame etc.). Além dos “5 gigantes”, a médica destaca que os idosos sofrem de outros problemas como depressão, carência de afeto familiar e até de questões relacionadas ao gerenciamento de bens. EXPECTATIVA DE VIDA - A geriatra aponta que a maioria dos idosos brasileiros de hoje não tiveram acesso a um envelhecimento de qualidade, vez que a longevidade aumentou no País de forma acelerada e sem planejamento.

“Na Europa, a expectativa de vida teve a mesma alteração num período de dois séculos. Já no Brasil não foi gradual, foi um pulo”, assinala. O resultado direto disso foi o fato de o idoso brasileiro apresentar várias doenças o que, conseqüentemente, o torna usuário de medicamentos em excesso. Segundo Ester, chegouse a ter investimento em saúde durante o “boom” da expectativa de vida do brasileiro (hoje estimada em 72 anos), mas só agora é que está sendo criada uma cultura de prevenção de enfermidades. “Não é porque é idoso que necessariamente ele deve ser doente”, pontua a médica. E para se ter uma velhice com mais qualidade, diz, é preciso estar atento a dicas que devem ser aplicadas durante toda a vida do ser humano. As recomendações são ter lazer no dia-a-dia; manter alimentação saudável e equilibrada; ingerir água e evitar excessos de gordura

“Não é porque é idoso que necessariamente ele deve ser doente”, diz a geriatra Ester

e sal; praticar exercícios físicos; prevenir doenças prevalentes tais como diabetes, tabagismo, câncer de próstata (homens); e ter escolaridade, pois uma mente ativa diminui o risco de problemas de memória. A vantagem para quem segue à risca essas orientações é ter a grande chance de se tornar um idoso ativo, com autonomia para desfrutar de oportunidades como trabalhar e viajar.

Tome nota! Como entrar em contato com a geriatra Ester Bueno Cunha, nova médica conveniada da CDL Saúde: - Clínica Ambiente Terapêutico (localizada na Avenida Contorno, nº 1077, no Centro) - Caso necessário, também atende em domicílio - Telefone: (62) 3324-8085 - Para mais informações, ligue CDL: (62) 3328-0008


Lojistas terão economia de até 70% em ligações interurbanas

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CDL lançou em março deste ano o SPCCOM, um serviço que irá proporcionar economia para os lojistas em suas ligações interurbanas. Viabilizado em parceria com a GDT Telecom, empresa operadora em telefonia VOIP devidamente credenciada pela Agência Nacional de Telefonia (Anatel), o SPCCOM é uma inovação que está revolucionando a telefonia. As tarifas do SPCCOM são as mesmas para qualquer hora do dia, o que torna este serviço vantajoso para a utilização no horário comercial (das 8h às 18h) - período em que as outras

operadoras de telefonia praticam tarifas maiores. Vale ressaltar ainda que quanto mais distante o destino da ligação, maior será a redução dos valores em comparação às outras operadoras. Além da economia, o SPCCOM traz outras vantagens: o lojista não irá pagar taxa de adesão, assinatura básica ou pacote de minutos. Serão cobrados somente os minutos que forem utilizados durante o mês e não é necessário adquirir nenhum equipamento ou programa de computador. O sistema é o único voip que permite ao associado fazer ligações interurbanas

de qualquer telefone convencional. CONTROLE – A transparência é outro ponto fundamental do SPCCOM. Ao finalizar as ligações, o associado acessa o site www. spccom.com.br e, com sua senha, poderá conferir o custo da ligação. Atualmente temos diversos usuários do SPCCOM em Anápolis e em vários outros Estados. Para habilitar o SPCCOM é só solicitar o seu cartão através dos promotores da CDL ou acessar o site www.spccom.com.br. A equipe do cartão SPCCOM trabalha para

garantir que seus usuários estejam conectados e acessíveis em todos os momentos importantes de suas vidas. O objetivo é oferecer aos lojistas serviços que atendam suas necessidades e que possam gerar economia nos interurbanos nacionais e internacionais. É o cartão SPCCOM acabando com a longa distância: além de falar por muito mais tempo, ainda gera economia. Se desejar obter mais informações sobre o SPCCOM, acesse o site www.spccom.com. br ou ligue diretamente na CDL (62-3328-0008) e peça uma visita de nosso promotor.

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OUTRAS NOTÍCIAS

CDL em Pirenópolis

A equipe do Departamento Comercial (foto) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis esteve em Pirenópolis nos dias 28 e 29 de junho. O objetivo da viagem foi firmar um relacionamento mais próximo com os associados da entidade cujas instalações estão na cidade. Além disso, o grupo apresentou aos lojistas todos os serviços

disponíveis para eles na CDL, como a Central de Cobranças, 2ª Corte de Conciliação e Arbitragem, CDL Saúde e CDL Odonto, SPCCOM, Portal CDL, entre outros. A visita foi tão proveitosa que a equipe voltou a Pirenópolis menos de um mês depois para refazer os contatos e estabelecer novas filiações junto a entidade.

Agenda 21 Anápolis A CDL Anápolis marcou presença no seminário para criação do Fórum da Agenda 21 Local, realizado no último dia 25 de junho, no auditório do SESC Jundiaí, em Anápolis. O representante da entidade foi o vicepresidente Financeiro, Olívio Porto Lima. Na ocasião, foi apresentado o diagnóstico participativo da cidade, estudo que teve a coordenação geral do Prof. Dr. Antônio José Andrade Rocha Phd Limnologia – Universidade Católica de Brasília. O trabalho apresenta a versão final, resumida, dos documentos debatidos com a comunidade

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anapolina durante a primeira fase da Construção da Agenda 21 Local da cidade de Anápolis. Conforme é definido no estudo, o objetivo central é diagnosticar a situação ambiental do município e propor medidas para serem implementadas visando o desenvolvimento sustentável. Seis áreas temáticas foram definidas para debates públicos: Educação, Saúde, Segurança, Cultura e Turismo; Infra-estrutura e Integração Regional; Agricultura Sustentável; Gestão de Recursos Naturais, Cidade Sustentável e Ciência; Tecnologia e Inovação.

Comenda Zeca Batista O dia 25 de julho desdete ano foi a data escolhida para a solenidade de entrega da Comenda “Zeca Batista”. A festa, que está integrada às festividades do centenário de Anápolis, foi pensada para homenagear 100 personalidades e insti

tuições que ao longo dos anos colaboraram para o progresso e o desenvolvimento da cidade. O evento foi programado para acontecer no Espaço Lune, na BR 060, ao lado do campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

CDL Anápolis lidera comitiva para convenção

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis lidera comitiva de 50 pessoas para participação na 48ª Convenção Nacional do Comércio Lojista. Além dos anapolinos, o grupo tem participantes de Inhumas, Goianésia, Trindade, Cidade de Goiás, São Luís de Montes Belos e Iporá. O evento será realizado entre os dias 23 e 26 de setembro deste ano no Centro de Convenções de Natal (RN). A convenção terá como tema central: “O Crescimento Econômico Através da Educação” e incluirá o 73º Seminário Nacional dos SPCs; 8º Encontro Nacional CDL Jovem; 36ª Fenal – Feira Nacional Lojista; 4ª Mostra RN. Para quem ainda não fez sua inscrição, ainda dá tempo de fazê-la. Confira as orientações abaixo:

# Como efetuar a inscrição: - Através do site www. cndl.org.br/48convencao - Entrar em contato com

a Secretaria Executiva: CDL – Natal = Rua Ceará Mirim, 322, Tirol, CEP: 59020-240 – Natal (RN) Telefone: (84) 3211-4819. Fax: (84) 3211-7300 Operadora oficial: Porto Atlântico Turismo/CVC. Telefone: (84) 3615-1740. Fax: (84) 8863-3136 # Valor da inscrição: - Até 15 de agosto: R$290 - De 16 de agosto a 30 de agosto: R$ 350 - A partir de 01 de setembro: R$ 400 - Seminário SPCs: R$ 150 - Convite para eventos sociais para acompanhantes não-inscritos na 48ª Convenção Nacional do Comércio Lojista: R$ 120 # Formas de pagamento da inscrição: - Boleto bancário: 3 parcelas, com pagamento integral até 14 de setembro de 2007. - Cartão Visa: 3 parcelas, em qualquer data


Jornal O centenário

Publicado durante dois anos pela UniEvangélica, o Jornal O Centenário chegou a sua edição final em junho deste ano. Foram 15 números divulgados durante o período, com tiragem de 5 mil exemplares cada. A história de Anápolis foi

relatada nas páginas do Centenário através de reportagens baseadas em colaborações de pesquisadores e personalidades da cidade. O projeto foi coordenado por seu idealizador, o historiador Juscelino Polonial. “Acho que terminado o trabalho, podemos dizer, com tranqüilidade, que as pessoas que colecionaram os números possuem uma fonte abundante de pesquisa histórica sobre os 100 primeiros anos de Anápolis”, declarou Polonial ao jornal Tribuna de Anápolis (edição de 1º a 7 de julho de 2007).

Arraiá na CDL

16 de junho foi dia de arraiá na CDL. Funcionários da entidade e familiares curtiram a festa junina com direito a caldo, pamonha, paçoca, pipoca, bolo de fubá, péde-moleque, quentão e muito mais. A festa também serviu para apresentação de uma linda homenagem dos funcio-

nários para o presidente Wilmar Jardim de Carvalho, pela passagem de seu aniversário, no dia 7 de junho. A mensagem, que emocionou todos os presentes, especialmente o homenageado, foi transmitida em um telão instalado no salão de festas da CDL.

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SAÚDE BUCAL

Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis sela parcerias para padronização de custos em serviços odontológicos

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Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis preparou uma grande novidade na área de saúde bucal. A partir desse mês, filiados, funcionários e respectivos dependentes podem contar com o CDL Odonto, uma forma prática para acesso a tratamento odontológico sem qualquer custo adicional à mensalidade. A exemplo do que já ocorre com o CDL Saúde, agora os serviços odontológicos se encontram relacionados em uma tabela padroniza-

da de custos. Isso significa que o interessado em determinado procedimento saberá previamente quanto vai gastar com ele. O diretor de Convênios da CDL, Marcos Aurélio Rodovalho, explica que o CDL Odonto nasceu da constatação da grande demanda de pessoas que necessitam de serviços em Odontologia. “O CDL Odonto é uma novidade muito importante porque dá ao usuário mais uma opção na escolha de como realizar seu tratamento

odontológico”. Diante disso, Rodovalho avalia que a CDL Odonto surge como uma alternativa para o atendimento de caráter privado, com a vantagem de ter a redução dos valores de todos os procedimentos para filiados, funcionários e respectivos dependentes. Além do benefício de custos fixos, vale ressaltar que há parcerias com profissionais de praticamente todas as especialidades odontológicas. O responsável pelo Departamento de Convênios

da CDL, Adaury Borges, afirma que a referência dos preços da CDL Odonto foram as tabelas praticadas pelo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores de Goiás (Ipasgo) e pela Associação Brasileira de Odontologia (ABO). “Usamos as duas (tabelas) porque são as referências que melhor adequaram aos nossos objetivos”, assinala Adaury. “A redução de custos favorece o nosso público-alvo, que é formado na sua maioria por micro e pequenos empresários”.

logos conveniados ao CDL Odonto, bem como suas respectivas especialidades e endereços de clínicas e consultórios, podem ser consultados de três formas: - Pela internet: www.cdlanapolis.com.br - Por telefone: (62) 3328-0008

- Pessoalmente, na sede da CDL: Rua Conde Afonso Celso, nº 25, Centro

Saiba mais sobre o CDL Odonto: O que é: sistema que oferece a associados da CDL, funcionários e respectivos dependentes tabela padronizada de custos de serviços odontológicos. Isso significa que o interessado em determinado procedimento saberá previamente quanto vai gastar 54 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007 54 /O LOJISTA / CDL ANÁPOLIS / JULHO 2007

com ele Como funciona: o interessado solicita a guia de atendimento no Departamento de Convênios da CDL. O pagamento do documento é feito diretamente ao prestador do serviço Contatos*: a relação com o nome dos odontó-

* Os valores dos procedimentos só podem ser informados por telefone ou pessoalmente.


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