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VENDAS NO NATAL Hora de envolver o cliente e incrementar as vendas no melhor perĂ­odo do ano


Avenida Brasil Norte, nยบ 1.745 - Cidade Jardim - Anรกpolis / GO


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CDL ANÁPOLIS PRESIDÊNCIA Presidente

Wilmar Jardim de Carvalho

1o Vice-presidente

Marcos Aurélio Rodovalho

2o Vice-presidente

João Itagiba Nunes Júnior

DIRETORIA Diretor Secretário Adjunto Orival Rodrigues Jardim

Diretor Financeiro Olívio Porto Lima

Diretor Financeiro Adjunto João Batista de Souza

Diretor Social

Venceslau Bizinoto

Diretor Comercial Ian Moreira Silva

Diretor de Patrimônio Enival Ferreira de Souza

Diretor da Escola de Varejo e Banco de Talentos Makário Luiz Orozimbo

Diretor de Eventos e Promoções Iraci Custódio Ribeiro

Diretora de Convênios Maria Dinalva

Diretor de Relações Públicas Air de Vasconcelos Ganzaroli

Diretor de SPC

Janilson Dutra Fonseca

CONSELHO FISCAL Munir Caixe Reinaldo de Castro Del Fiaco Luiz Pereira da Costa

EDITORIAL

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apa de Natal, clima de Natal e fim de ano. Chegamos agora à última edição da Revista O LOJISTA neste 2017. Em março último iniciamos o projeto de reunir aqui informações consistentes, números, boas imagens e opiniões. Como pano de fundo do conteúdo jornalístico, o desafio de aproximar especialistas, lojistas anapolinos e trabalhadores do comércio da publicação por meio de entrevistas, com a participação nas matérias. Objetivo cumprido, prosseguimos para fazer ainda mais em 2018. Mais textos jornalísticos, mais artigos de opinião, mais ilustrações para aliviar a leitura e despertar a vontade de correr os olhos por cada uma dessas páginas. Foi pensando em você, leitor que atua no comércio varejista de Anápolis, que elegemos as vendas de final de ano nosso assunto principal. Clientes em potencial já estão nas ruas e, se empresários e vendedores alinharem os discursos e as ações, o resultado pode ser excelente, pois há previsões de que as vendas neste Natal serão as melhores dos últimos quatro anos! Por conta disso, mereceu o privilégio de ilustrar a capa! Outro tópico aborda a força que os Microempreendedores Individuais vêm conferindo às economias locais. No Brasil, o contingente de pessoas inscritas na modalidade já ultrapassa os sete milhões e, em Anápolis, 16 mil deixaram a informalidade para contar com os benefícios de ter um CNPJ. Falamos também do incentivo de crédito, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF) e CDL Anápolis, proporcionado pelo programa Avança Varejo e separamos espaço, mais uma vez, para a Reforma Trabalhista. Ela já está em vigor e vai alterar, substancialmente, as relações entre patrões e empregados no Brasil. Registramos ainda a segunda rodada de sorteios do Festival de Prêmios CDL Anápolis, que beneficiou um morador de Pirenópolis com o carro zero quilômetro. A alegria foi geral na casa do vidraceiro, que teve o alívio de quitar o caminhão comprado recentemente para trabalhar. As várias palestras realizadas pela entidade neste segundo semestre também ganharam espaço, entre outros assuntos do seu interesse. Nos artigos de opinião contamos agora com o doutor em Economia e professor da disciplina no Instituto Federal de Goiás (IFG) Adriano Paranaíba. Ele lança luz sobre o cenário econômico brasileiro, enquanto o professor do Senac em Goiânia Jean Antônio de Lima escreve sobre a importância de se aprender, desaprender e reaprender nos dias de hoje. O texto de opinião sobre as resoluções de final de ano tem minha assinatura. A você desejamos uma boa leitura, Feliz 2018 e até a próxima! Gêza Maria Vilela Editora da Revista O LOJISTA


PALAVRA DO PRESIDENTE

Tempo de crise é também hora de aprender

O LOJISTA

Foto: Raphael Borges

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rabalhamos, acreditamos, resistimos às mais variadas intempéries econômicas e políticas, chegamos até aqui! 2017 mostrou a que veio e já está indo embora. 2018 bate às portas com promessas de que será um ano melhor, apesar das reações tímidas, mas positivas, da economia brasileira. Mesmo diante do cenário desfavorável que experimentamos, o varejo brasileiro - e nesse grupo incluo os lojistas anapolinos - resistiu, movimentou-se e aprendeu bastante. Uma das lições guardadas diz respeito à arte de como reagir para manter clientes fidelizados e também, sobre o uso de estratégias eficazes para conquistar outros novos. Foi um ano em que entendemos como comprar melhor e mais barato para garantir o diferencial de preço ao consumidor final. Em uma movimentação de muitas frentes, especificamente na Escola de Varejo da CDL Anápolis, centenas de vendedores compareceram em 2017 para rever suas técnicas, vender melhor e alinhar o discurso, afinal, se o cliente não compra não há salários, não há emprego, não há lucros, o negócio não cresce e não há produção. Presenciamos todos um avanço positivo e a resiliência empregada para tentar burlar o cenário e se sobrepor à realidade muito nos lembra as verdades essenciais que há nos ditados populares. Ou seja, a necessidade realmente fez com que muitos reagissem positivamente na tentativa de superar dificuldades diversas. Independente de como forem os 365 dias a partir de 1º de janeiro próximo, se teremos Wilmar Jardim de Carvalho prolongados tempos de seca ou Presidente demoradas tempestades, nós, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, permaneceremos focados em nossa missão. Continuaremos trabalhando para ajudar o lojista anapolino a vender mais e melhor, obter seus lucros, empregar pessoas. Nossas portas estarão abertas para treinar e capacitar o colaborador do comércio interessado em incrementar sua ‘expertise’ neste ano de 2018. Entre as muitas outras atividades que já programamos, também investiremos recursos para continuar promovendo o Ciclo de Palestras CDL, evento em que traremos especialistas para abordar assuntos relacionados às diversas áreas do comércio varejista. É certo que todos nós ganharemos com isso! Dessa forma, proporcionaremos a você, empresário anapolino, a oportunidade de conhecer casos de sucesso, bem como a chance de prosseguir animado, confiando que, mesmo em meio aos solavancos, sempre podemos fazer a diferença. Temos muito por fazer, nosso planejamento está pronto e já começamos nossa contagem regressiva! E que Deus nos abençoe!

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SUMÁRIO

ARTIGOS Dose de Economia: 2018 - O ano do novo Brasil - 10 Treinamento & Capacitação: Maximizando o potencial da empresa - 24 Coisas da Vida: Resoluções de final de ano - 46 DE OLHO NO VAREJO Programa Avança Varejo já atende em Anápolis - 14 PAUTA JURÍDICA Encontro discute os principais pontos da Reforma Trabalhista - 16 CAPA Hora de trabalhar para aumentar as Vendas no Natal - 18 CICLO DE PALESTRAS CDL CEO do Giraffas, Alexandre Guerra abre temporada - 26 TELECOMUNICAÇÕES Vivo – Uma empresa no centro das transformações digitais - 30 EMPREENDEDORISMO MEI é boa opção para fugir da informalidade e empreender - 32 CDL & VOCÊ Festival de Prêmios realiza segunda rodada de sorteios - 38 Outubro Rosa reúne mulheres em noite de conscientização - 42 Novembro Azul é lembrado em palestra na CDL - 44 SAÚDE & BEM ESTAR Atividade Física - Mais de 100 milhões de brasileiros não praticam exercícios. Apesar disso, movimentar o corpo continua sendo fonte de saúde e de vigor. - 48

EXPEDIENTE

A Revista O LOJISTA é uma publicação trimestral da CDL Anápolis. Todos os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e por isso não expressam, necessariamente, o pensamento da entidade.

Rua Conde Afonso Celso, 25 Centro - Anápolis/Goiás CEP. 75025-030 Tel. (62) 3328-0008 Website: www.cdlanapolis.com.br E-mail: cdlanapolis@cdlanapolis.com.br Instagram/Facebook: @cdlanapolis

PRODUÇÃO, TEXTOS, REVISÃO E EDIÇÃO Casa do Verbo Comunicação&Assessoria de Imprensa JORNALISTA RESPONSÁVEL Gêza Maria Vilela (MTB – 1071-JP/GO) DIAGRAMAÇÃO Fusão Publicidade

COLABORAÇÃO GERAL Emerson Almeida CONTATO COMERCIAL E-mail: gerencia.comercial@cdlanapolis. com.br IMPRESSÃO Formato Gráfica e Editora Tiragem: 2.500 exemplares


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DOSE DE ECONOMIA

Adriano Paranaíba*

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fim de 2017 chegou e junto com ele as apostas sobre o ano que se aproxima. Além de astrólogos e videntes, economistas entram no ranking das grandes previsões econômicas para 2018. Felizmente, ou infelizmente para muitos que esperam ler neste artigo os resultados de minha bola de cristal, as próximas linhas do texto não vão tratar disso. Falo assim porque aprendi com o ganhador do prêmio Nobel de 1974, F.A. Hayek, que “a curiosa tarefa da economia é demonstrar aos homens o quão pouco eles realmente sabem sobre o que imaginam que podem projetar”. De fato, o papel do economista, de analisar o cenário econômico e desenvolver suas perspectivas, deve ser mais do que um exercício de previsão do futuro e sim de entender as conexões entre causas e consequências dos acontecimentos da economia, além de identificar os desdobramentos dos efeitos do passado como causadores de eventos econômicos futuros. Já com o ganhador do prêmio Nobel deste ano, o americano Richard Thaler, estudioso da economia comportamental e de finanças, aprendi que não devemos, nunca, subestimar o poder da inércia, pois esse poder pode ser aproveitado. Assim, a pergunta que deve ser feita, então, não é como será 2018, mas o que está empurrando 2017? O Brasil, em 2017, conseguiu ver a luz no fim do túnel. Após uma recessão cujo marco inicial está no final do primeiro trimestre de 2014, experimentamos um período de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) a

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Foto: Arquivo Pessoal

2018: o Ano do Novo Brasil partir do primeiro trimestre deste ano, quando então encerramos 11 trimestres de recessão, conforme o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE). Vale lembrar que foi a mais longa recessão já vivida e enfrentada. O motivo de tamanho ‘achatamento’ pode ser explicado pelo modelo de condução adotado pelas Políticas Fiscais e Monetárias, conhecido como Nova Matriz Macroeconômica. Sem ter nada de novo, o parâmetro propôs a expansão artificial da economia via crédito causando forte crescimento artificial e, por isso, logicamente insustentável. Sendo assim, após o rompimento da ‘bolha’ criada, a economia brasileira foi conduzida ao maior abismo de toda a sua história. Isso nos inspira a exclamar: “que excelente, a crise acabou!”, contudo, o que se encerrou foi o processo de aprofundamento dessa crise. Ou seja, é como se o Brasil tivesse caído em um buraco (e até aqui a metáfora se apresenta mais real de que o fato em si) e agora tivéssemos parado de cair. O primeiro trimestre de 2017 foi um registro de que começamos a escalar as paredes deste abismo profundo. O tempo que levaremos para sair dele pode ser longo, mesmo que seja mantido constante o crescimento do primeiro trimestre de 2017. Retomando a ideia do professor Thaler, isso pode nos apontar que conseguimos reduzir o efeito inercial da crise, que elevava a economia ao fundo do poço, culminando com a retomada da economia. Os resultados do nosso primeiro trimestre são muito modestos, mas, se impulsionarmos o que está causando a recuperação da economia podemos criar uma força capaz de dar novo movimento à economia. A pergunta é: “o que de


fato provocou o fim desta inércia recessiva? Entre os fatores, aponto como sendo o primeiro deles, sem sombra de duvidas, a criação de uma expectativa diferente em relação às mudanças de governo. Isso não significa que o governo pós-impeachment revolucionou a condução econômica. Em tempo, o simples fato de romper com a política anterior da Nova Matriz Macroeconômica criou, por si só, uma expectativa de longo prazo que influenciou de forma positiva o curto prazo de investidores e empresários, dois atores (investidores e empresários) que são o verdadeiro motor da economia, pois os novos investimentos criam ambiente favorável para que a ação empreendedora desabroche. Como diz o velho ditado: “tem gente que chora e tem gente que vende lenço”. Essas novas expectativas fize-

ram com que o empresário tirasse o foco da crise e voltasse a enxergar oportunidades. O segundo fator, e o considero substancialmente tão significativo quanto o primeiro, está na habilidade do brasileiro de empreender, mesmo não sendo empresário. Números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) divulgada recentemente apontam um crescimento da ocupação por conta própria e de pessoas ocupadas sem carteira de trabalho. De modo algum faço aqui uma ode à informalidade, mas é fato observar que o brasileiro, com o seu famoso “jeitinho”, está conseguindo achar brechas para sair do desemprego. E vale lembrar: as pessoas não estão saindo da formalidade e migrando para a informalidade, mas sim do desemprego para a informalidade, pois o

Cronologia Trimestral dos Ciclos de Negócios Brasileiros* 200 180 160 140 120 100 80

19 8 19 0T1 8 19 1T1 8 19 2T1 8 19 3T1 8 19 4T1 8 19 5T1 8 19 6T1 8 19 7T1 8 19 8T1 8 19 9T1 9 19 0T1 9 19 1T1 9 19 2T1 9 19 3T1 9 19 4T1 9 19 5T1 9 19 6T1 9 19 7T1 9 19 8T1 9 20 9T1 0 20 0T1 0 20 1T1 0 20 2T1 03 20 T1 0 20 4T1 0 20 5T1 0 20 6T1 0 20 7T1 0 20 8T1 0 20 9T1 1 20 0T1 1 20 1T1 1 20 2T1 1 20 3T1 1 20 4T1 15 20 T1 1 20 6T1 17 T1

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* As áreas sombreadas representam períodos de recessão. Série de referência: PIB a preços de mercado. Índice encadeado dessazolanizado (média 96 = 100). Dados entre 1980-T1 e 2017-T2

Figura 1: Cronologia Trimestral dos Ciclos de Negócios Brasileiros/Fonte: CODACE 2017

relatório da PNAD Contínua aponta uma redução da desocupação de 13% para 12,4% se comparados os dados produzidos no segundo trimestre com os do terceiro trimestre deste ano. Agora, não podemos nos enganar acreditando que

o mesmo acontece com a redução da renda dos trabalhadores, uma visão Marxista que deveria ser banida por sua futilidade científica. Os dados apontam para um aumento do rendimento real (ou seja, descontada a inflação) de R$ 2.108 para R$ 2.115, variando 0,3%. Isso

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nos faz refletir sobre o que deve ser impulsionado para criar o movimento de que tanto precisamos como economia. Com todas essas informações apresentadas, não existem dúvidas de que para um 2018 melhor precisamos de duas coisas: 1) Dedicação do governo, de forma exclusiva, para trazer estabilidade econômica. Nada de planos mirabolantes para nos tirar da crise. Quem tira um País da crise é o setor que gera riquezas, ou seja, as empresas, e não o governo. O papel do governo é apenas garantir, em longo prazo, a manutenção das expectativas positivas. 2) Promoção de incentivos ao setor produtivo de uma forma diferente. Se a Nova Matriz Econômica nos ensinou, a duras penas, que incentivos via crédito são letais para um crescimento sustentável, é preciso incentivar as empresas da forma mais óbvia do mundo: não atrapalhando. Em acréscimo, a redução da burocracia e dos impostos pode ser a saída para um aumento da formalidade das empresas, além de uma revisão mais profunda na legislação trabalhista ao ponto de modernizá-la para enfrentar os desafios do novo milênio. Sim, tudo isso tem o potencial massivo de acelerar a geração de renda para as pessoas, bem como o poder de nos inserir em uma nova direção, ou melhor, em um novo Brasil.

*Adriano Paranaíba é economista e doutor em Economia do Transporte pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente leciona Economia no Instituto Federal de Goiás (IFG) e edita o periódico MISES: Interdisciplinary Journal of Philosophy, Law and Economics.

PNAD Contínua - trimestre jul./ago./set. Pessoas ocupadas no setor privado por conta própria (em milhões) 22,9

21,8

20,2 2012

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2017

Pessoas ocupadas no setor privado sem carteira de trabalho (em milhões) 11,3 10,9

10,3 2012

2013

2014

Fonte: IBGE - Diretoria de Pesquisas, DPE

2015

2016

2017


MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Investir para aumentar as vendas

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esquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) entre micro e pequenas empresas que atuam no varejo e no setor de serviços, mostra que, com a proximidade das festas de fim de ano, 27% dos empresários vão fazer investimentos e, desse total, 45% vão fazê-lo para aumentar as vendas. A maioria pretende utilizar capital próprio e outros 7% do contingente tem intenção de contrair empréstimos nos próximos três meses. O percentual é o mesmo que o verificado em setembro do ano passado. Os que não pretendem tomar

crédito somam 87% dos empresários consultados. Entre os que manifestaram a intenção, as principais finalidades são formar capital de giro (31%), adquirir equipamentos (24%) e pagar dívidas (22%). A maior parte dos micro e pequenos empresários (29%) considera a contratação de crédito algo difícil, mas fatia semelhante tem opinião contrária, pois não vê problema em fazê-lo (28%). Excesso de burocracia (45%) e juros altos (40%) são os principais motivos entre os que veem dificuldades na contratação dos recursos financeiros. O bom relacionamento com o banco, por outro lado, é a principal

razão para quem avalia a contratação como algo fácil, citado por 35%. O fato de estar com as contas em dia também é um fator que influencia na facilitação de crédito, mencionado por 23% dos entrevistados. “Com planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos do outro lado, podem abrir oportunidade de expansão dos micro e pequenos empresários brasileiros”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Fonte: CNDL


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DE OLHO NO VAREJO

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Programa Avança Varejo já atende em Anápolis INCENTIVO AO CRÉDITO Programa de incentivo financeiro voltado para pequenos e médios empresários do varejo foi projetado para suprir a necessidade de capital de giro e possibilitar investimentos com crédito a juros baixos. Em Anápolis, Caixa Econômica Federal (CEF) realiza os atendimentos

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esde agosto último a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) uniu esforços com a Caixa Econômica Federal (CEF) em todo o Brasil para favorecer a pequena, micro e média empresa do comércio varejista. Por meio do programa Avança Varejo, a entidade e a instituição bancária iniciaram, no início deste semestre, um trabalho para fomentar as atividades do setor com a concessão de empréstimos e financiamentos mediante a cobrança de juros menores e tarifas mais atrativas. No total, R$ 1 bilhão de recursos foram disponibilizados agora para o setor. As ações são voltadas, exclu-

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sivamente, para o empreendedor associado ao sistema da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo a entidade, a parceria vai atender cerca de 450 mil associados, o que abrange mais de um milhão de estabelecimentos comerciais de pequeno, médio e grande porte espalhados por todo o País. Em Anápolis, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) é a representante legal da confederação. O setor varejista – juntamente com o atacadista – foi considerado pelo IBGE este ano o maior empregador do País, haja vista a manutenção de 22,3% dos postos formais de trabalho, um pilar importante para a economia brasileira. Os da-

dos fazem parte do Ranking – 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2017 – Estudo Completo sobre o Setor, realizado e divulgado este ano pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). As cifras produzidas têm números elevados, o que justifica a preocupação de apoiar e incentivar o fortalecimento dos empresários, bem como dos demais parceiros da cadeia produtiva. “O Avança Varejo chegou em boa hora, pois nos finais de ano o lojista precisa aumentar o estoque, pagar a folha de pagamento, mais onerosa em razão do 13º salário; além de ter de investir e se preparar para impulsionar as vendas do Natal, decididamente as de maior


apelo no calendário comercial”, diz o Superintendente da Caixa Econômica Federal – Regional Norte de Goiás – em Anápolis, Gilmar Lopes Peixoto. Ele explica que o programa Avança Varejo vai vigorar até agosto de 2020, o que colocará à disposição dos micro e pequenos empresários uma série de facilidades. Pelo programa é possível obter recursos para utilizar como capital de giro, crédito para investimentos, crédito rotativo e cheque especial, além de serviços bancários, onde estão incluídos o credenciamento bancário, folha de pagamento, entre outros. Todas as informações importantes sobre o Avança Varejo estão reunidas no endereço eletrônico www.cndl.org.br/avancavarejo/, que tem navegabilidade fácil e disponibiliza um formulário simples para quem deseja enviar uma proposta ao banco. CNPJ, faturamento anual, nú-

mero de funcionários, CEP, endereço e valor desejado são os itens de preenchimento obrigatório no formulário, bem como dados do sócio – se houver. Também é preciso informar a CDL à qual a empresa é associada, bem como o código de associado. Em Anápolis, todas as solicitações serão encaminhadas à agência 0014 da Caixa Econômica Federal (CEF), localizada à Rua Engenheiro Portela, Centro. Preenchidos os dados e enviada a solicitação, o próximo passo é aguardar o contato dos agentes bancários da CEF. “Estamos prontos para liberar os recursos, autorizados mediante a cobrança das menores taxas de juros praticadas no mercado atualmente. É claro que, com as solicitações em mãos, precisamos fazer, obrigatoriamente, uma análise dos riscos de crédito para provisionarmos os montantes junto ao Banco Central”, enfatiza o superintenden-

te Gilmar Lopes Peixoto. Segundo ele, os profissionais estão treinados para orientar o empresário a respeito de qual será a modalidade mais vantajosa e mais barata entre os muitos serviços bancários oferecidos pelo Avança Varejo. Foto: Gêza Maria Vilela

Superintendente Regional da CEF, Gilmar Lopes Peixoto: ajuda aos lojistas em meio às demandas do final de ano

Uma questão de crescimento sustentável O economista e professor universitário José Luiz Miranda compartilha da opinião de que o programa Avança Varejo realmente chegou em boa hora, mas chama a atenção dos pequenos e médios empresários para a necessidade premente de analisar, detidamente, a saúde da empresa antes de avançar rumo ao pedido de financiamento. De acordo com ele, é preciso diagnosticar a sustentabilidade do negócio, ou seja, se o volume de vendas e pagamentos será suficiente depois para quitar os valores subsidiados obtidos junto à instituição bancária. “O Avança Varejo é uma ajuda preciosa oferecida ao setor, pois todos precisam de dinheiro, haja vista que atualmente vende-se muito a crédito e isso dificulta, de certa forma, o acúmulo de capital de giro.

Agora, é preciso ser realista e conhecer como anda a saúde da empresa. Se as contas estiverem saudáveis e a capacidade de pagamento estiver mantida, obter empréstimo e financiamento a juros mais baixos pode ser mesmo um grande incentivo para crescer” diz ele. José Luiz Miranda, que também é orientador financeiro do Sebrae em Goiânia, lembra que crédito é algo pelo qual vale a pena lutar, haja vista que “o mundo não vive sem crédito”. Em uma analogia com o corpo humano, o professor aponta que o valor do crédito está para a empresa assim como o sangue está para o funcionamento e a vitalidade do corpo, tamanha a importância. “Mas ainda assim insisto: o empresário precisa ter condições de honrar o compromisso assumido junto ao banco para que, sendo

assim, essa ótima possibilidade de se obter créditos e financiamentos redunde em crescimento e força para o empreendimento”. Foto: Arquivo Pessoal

Economista José Luiz Miranda: “é uma ajuda preciosa, mas é preciso conhecer a saúde da empresa antes”

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REFORMA TRABALHISTA

CDL promove encontro para esclarecer dúvidas

Foto: Emerson Almeida

Empresários anapolinos participam de palestra realizada na sede da entidade para esmiuçar os meandros da Reforma Trabalhista. Dezenas de pessoas compareceram e esclareceram dúvidas a respeito das mudanças que entraram em vigor em novembro último

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salão de eventos da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis ficou lotado na segunda quinzena de novembro, quando os advogados Fabrício José de Carvalho e Edson José Teodoro, do escritório Naves & Advogados Associados, compareceram para explicar as principais alFoto: Emerson Almeida

terações ocorridas na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) em razão da reforma trabalhista há muitos anos discutida. As mudanças entraram em vigor no último dia 11 de novembro e vão mudar significativamente as relações entre patrões e empregados no Brasil. A dupla palestrou para um auditório atento, formado por empresários e profissionais liberais ligados à área. Muitas dúvidas e questionamentos foram apresentados. O encontro durou mais de três horas e, no final, todas as perguntas feitas pelos empresários foram respondidas pelos advogados. Na explanação, os profissionais Fabrício e Edson José falaram da evolução histórica do Direito do Trabalho no Brasil, além de pontuarem, em quadros comparativos, como era e como será a legislação

trabalhista de agora em diante. “O lojista precisa se informar, pois a nova legislação vai alterar as relações entre empresários e colaboradores. Foi pensando nisso que proporcionamos esse momento, pois, apesar de o assunto ser extenso, precisamos ler a respeito, além de obter o máximo de informações possível para sanar as dúvidas que certamente vão aparecer”, explica o Presidente da CDL de Anápolis, Wilmar Jardim de Carvalho. Para facilitar o acesso a essas informações, a Revista O LOJISTA publica agora, de forma resumida, os principais pontos da reforma trabalhista. Trata-se de uma opção a mais para você saber parte do que mudou e como isso vai mexer na rotina de trabalho no que diz respeito à vida trabalhista dos seus colaboradores. Leia na página ao lado.


Confira as mudanças mais comentadas FÉRIAS Agora as férias podem ser divididas em três períodos e um deles tem de ter pelo menos 15 dias corridos. Esse fracionamento precisa ser negociado entre patrão e empregado. JORNADA DE TRABALHO A jornada pode ser de 12H, com descanso de 36H. É preciso respeitar o limite de 44H semanais ou 48H com horas extras. A jornada mensal não pode ultrapassar 220 horas. CONTAGEM DA JORNADA DE TRABALHO Tempo gasto com prática religiosa, descanso, lazer, estudo, alimentação, relacionamento social, higiene pessoal e troca de uniforme dentro da empresa não será mais contado como jornada de trabalho. Isso, desde que a empresa não obrigue o trabalhador a realizar essas atividades. TRABALHO INTERMITENTE O trabalhador pode ser pago por período trabalhado, mas com direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. Tem de haver contribuição previdenciária e do FGTS e o contrato precisa especificar o valor da hora. O preço não pode ser menor que o valor da hora do salário mínimo ou menor que o valor da hora paga aos empregados que exercem a mesma função. TRABALHO REMOTO (HOME OFFICE) Trabalho feito em casa tem de ser formalizado, via contrato, com o patrão e o pagamento pode ser por tarefa. Em documento especificam-se os equipamentos e recursos necessários à realização da atividade. A empresa pode determinar que o empregado arque com os custos. TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL Pode durar até 30H semanais sem horas extras ou ter 26H semanais ou menos, com até seis horas extras pagas com acréscimo de 50%. As horas suplementares da jornada de trabalho normal (26H até o limite de seis horas extra) podem ser compensadas até a semana imediatamente posterior à da sua execução. O pagamento deve ser feito na folha do mês subsequente, caso não sejam compensadas. TEMPO DE DESLOCAMENTO O tempo utilizado no deslocamento para o trabalho, bem como para voltar para casa, deixa de ser contado como tempo de trabalho. Ou seja, esses períodos não serão mais considerados tempo à disposição do empregador. INTERVALO DE DESCANSO O intervalo de descanso tem de ter pelo menos 30 minutos e precisa ser acertado entre as partes. BANCO DE HORAS O banco de horas pode ser pactuado mediante acordo individual escrito desde que a compensação aconteça, no máximo, em seis meses. TERCEIRIZAÇÃO Durante 18 meses a empresa é impedida de demitir o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado, que deve ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento ambulatorial, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.


Foto: Can Stock Photo / pressmaster

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CAPA


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NATAL

Cuide de seu cliente para não perdê-lo

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Natal de 2017 promete vendas mais numerosas em todo o País. Estudo divulgado recentemente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) definiu em 4,8% o índice de crescimento das vendas neste final de ano, uma expectativa que, se cumprida, fará de 2017 o melhor Natal para o varejo brasileiro dos últimos quatro anos. Conforme a previsão, o movimento vai injetar R$ 34,7 bilhões na economia, sendo as lojas de vestuário responsáveis por R$ 9 milhões. Já as de artigos de uso pessoal e produtos domésticos devem contribuir com o acréscimo de R$ 5 bilhões. Mas, e dentro das lojas? Será que empresários e vendedores estão preparados para participar da colheita sem deixar o cliente sair de mãos vazias? Existe clima natalino, decoração condizente, estoque disponível, bom preço, brindes para os mais assíduos e atendimento cativante para impedir que o consumidor, uma vez insatisfeito, bata à porta do vizinho? Com 13º salário no bolso, liberação do saque do Pis/Pasep em novembro e queda, ainda que tímida, do desemprego é natural que as pessoas estejam decididas a comprar, pois a troca de presentes no Natal continua sendo desejo recorrente em meio às famílias brasileiras. Diante desse cenário de índices econômicos favoráveis, é hora de preparar a equipe para fazer parte das estatísticas, ou seja, elevar o índice de vendas fechadas, produtos entregues, consumidores satisfeitos, colaboradores bem remunerados e dinheiro na conta. Nada de manipulação ou jogo de empurra-empurra. O cliente consciente dos dias de hoje quer ser cativado, espera do vendedor comportamento confidente e amigável e não aceita ser “engambelado”. Decididamente, ele não quer ser induzido a comprar por meio de adulação!


CAPA

O segredo é se envolver de verdade com o cliente

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ão faltam técnicas de vendas nem conselhos de especialistas para ajudar empresários e vendedores alinharem seus discursos para que os clientes recebam as soluções de compra de que tanto precisam. Para apontar as questões mais nevrálgicas e lançar luz sobre as boas atitudes que se deve ter dentro das lojas nesse período, a consultora e instrutora em Gestão Estratégica de Negócios Guida Tolfo Michelon falou à Revista O LOJISTA. De acordo com ela, bons resultados vêm para quem trabalha em equipe, o que precisa envolver desde o empresário até o vendedor, passando também pelo estoquista, caixa, empacotador e entregador. “A movimentação já começou. Em novembro, clientes já estavam tentando garantir os presentes de final do ano. Existe um consumidor apto, que quer comprar sim. Agora, a ideia é envolvê-lo e cativá-lo para que o benefício seja de mão dupla”, sentencia a consultora. Leia os principais trechos: Dezembro é mês de boa movimentação no comércio, pois os clientes vão às lojas querendo comprar. Apesar desse facilitador, o vendedor pode afugentar esse consumidor decidido? Não só pode como afugenta e isso ocorre por falta de preparo das equipes. O empresário faz esforço para atrair o consumidor. Usa a mídia, faz divulgação, compra bons produtos e, de repente, perde o cliente quando ele está dentro da loja por causa de detalhes e nunca se acha o culpado. Equipes bem preparadas pensam em como devem abordar o público, como podem oferecer um produto a mais sem que isso pareça empurra-empurra, mas levando o consumidor a pensar se ele realmente precisa do item. Por isso advertimos: “use a técnica de venda em seu favor e não manipule o cliente”. Quando nos sentimos manipulados não continuamos o diálogo e não podemos nos esquecer de que, uma frustra-

ção pós-compra de um cliente é tão maléfica quanto o fato de ele não ter comprado. Qual é o sentimento que fica na saída da loja? “Resolvi meu problema e foi super bacana!”, ou, “Não sei se eu deveria ter entrado nesse lugar!”. São boas reflexões.

os consumidores e se nos colocarmos no lugar deles, isso vai ajudar bastante. Cheque também todas as variáveis que impactam as vendas, como a relação com fornecedores, preços, prazos de entrega e de pagamento, além do mix de produtos.

Como aquecer as vendas de fato? Preparando-se e instruindo a equipe! Conhecendo seu mercado e entendendo o cenário local que envolve sua área. Conheça o cliente a fundo, quais são suas reais necessidades, os motivos que o leva a comprar de você e não do seu concorrente. Cuide dos vendedores para que eles cuidem do cliente, que precisa ser tratado como parceiro, já que precisa de algo que a loja pode oferecer. Fala-se muito em inovação e é uma palavra importante, mas, no cenário atual, inovar muitas vezes é “fazer bem feito o dever de casa”. Se formos objetivos na solução dos problemas para ajudar

É uma atividade dinâmica, mas parece que muitos empresários ainda não se dão conta disso. Sim e estão sempre procurando os culpados, geralmente no governo, entre os clientes... jamais na fachada e na vitrine que são as mesmas há 30 anos. As equipes trabalham com abordagens iguais e, da parte dos empresários, os colaboradores recebem tratamento idêntico há duas décadas! Gosto de dizer que, “o sucesso que te trouxe até aqui, não vai, necessariamente, levar você daqui para frente!”. Muitas vezes o empresário diz que ganhou dinheiro a vida inteira fazendo as coisas de certo modo – “e


agora você me diz que é diferente?”. Então respondo que, “será preciso melhorar e se reinventar para ganhar dinheiro agora!”. As vendas passivas perderam espaço e as equipes têm de ser ativas para envolver

os clientes, que querem firmar parceria com o dono da loja, com o vendedor! No entanto, muitas empresas não reconhecem isso, o que faz com que sejam apenas mais uma loja de roupas, de equipamentos, de calçados... Vivemos um tempo em que saiu de cena a frieza do “eu vendo e você compra” para dar lugar à diferença que eu posso fazer na vida das pessoas. O consumidor está mais informado, mais exigente e espera mais das empresas e das marcas. No entanto, muitos empresários só notaram isso com a queda nas vendas, quando tiveram de entender com mais propriedade os anseios de seus clientes. Qual a importância de planejar as vendas? O que se deve observar? Para os finais de ano o planejamento tem de começar bem antes, mas, para quem vai fazê-lo agora sugiro o que disse antes: conheça o mercado, o público alvo e prepare a equi-

pe! Quais são minhas expectativas? Consegui repor o estoque? Quais são os principais produtos com que vou trabalhar? Vou repor peças do estoque anterior que ainda são passíveis de venda ou promovo as peças que restaram? Respondidas essas perguntas, treino a equipe para que ela saiba da importância e responsabilidade que tem em conhecer e cuidar bem do cliente. De todas as etapas, esse início é fundamental! Definir “quais ações serão feitas para surpreender o cliente nesse Natal fazendo a diferença na vida dele” é algo precioso também, pois ao responder essa questão concluímos como vão ser os próximos passos do planejamento. Estipular a meta de vendas mensal e dividi-la para ser atingida semanalmente é outra ação eficaz. Em relação ao emprego das técnicas, há algo diferente para ser feito nas vendas de final de ano? No subconsciente, o consumidor espera algo diferente nesse período e todos nós, como seres humanos, ficamos diferentes também. Ficamos todos mais reflexivos. É muito bacana ver que o ambiente de uma loja está diferente por causa do Natal. Mas, qual clima o cliente vai perceber na minha equipe de vendas, na minha empresa? Existem muitos recursos para se utilizar e um deles são os aromas, usados estrategicamente para estimular a entrada dos consumidores nas lojas, ou mesmo uma decoração atrativa. São pequenos detalhes, pequenos mimos oferecidos no dia a dia para envolver o cliente no clima de Natal de uma forma leve e natural. Nada de forçar a barra, pois o consumidor está atento às manipulações e também às técnicas frias de vendas. Procuramos um atendimento mais humano. As pessoas não querem ser só mais um número. Como fechar as vendas efetivamente, angariar a comissão e satisfazer o

cliente decidido dessa época do ano? Repito! Como vendedora eu preciso conhecer meu cliente e ter domínio dos produtos que vendo para que minha argumentação melhore! O consumidor quer se sentir confortável e bem-vindo com a minha abordagem. Se isso não acontecer, o processo já começa mal. Acolha o cliente, responda bem às perguntas, foque nos benefícios do produto e não só nas características ou no preço. O preço, muitas vezes, é a última coisa que tem de ser dita. Às vezes, o vendedor fica ansioso para expor os benefícios de um produto enquanto o cliente está interessado em outra coisa da loja. Ouça-o e faça a investigação de maneira tranquila. Deixe-o livre para escolher, pois, se você cumpriu bem todas as etapas da venda ela só não vai ser fechada se o cliente não estiver decidido. Ouvir e entendê-lo é essencial, bem como prestar atenção nos movimentos, nas expressões não-verbais. Muitas vezes esse cliente está tenso por causa de um problema pessoal, mas, com um sorriso, você Foto: Arquivo Pessoal

Guida Tolfo: chegou a hora de criar o clima de Natal dentro das lojas


pode ajudar a amenizar a situação. Então, acolher o cliente com um olhar e um sorriso, mantendo isso do começo ao fim da venda, é fundamental nos dias de hoje. O que realmente importa? A decoração da loja, o atendimento humanizado, o estoque cheio, bons preços... O que realmente importa é o conjunto das ações dentro dess contexto. Ou seja, não adianta atender bem e não ter a loja decorada, estar com o estoque em dia, mas com a vitrine sem mexer há muito tempo. Se você fosse o cliente e entrasse na sua loja hoje, qual seria a sua primeira impressão? Você gostaria do clima e o ambiente? Cuide da sua vitrine e, se a grana for pouca, aproveite material. Reinvente-se! Isso é possível! Há inúmeras fontes de informações que ajudam

a fazer isso. Decore o ambiente, coloque um uniforme diferente nos colaboradores, cheque se um fornecedor fornece as camisetas vermelhas e brancas e, em contrapartida, você cede espaço para o logotipo dele! Defina pequenos objetivos de remuneração para que a equipe se sinta valorizada nesse período também. Utilize um embrulho de presente diferenciado. Agregue valor aos produtos utilizando uma iluminação adequada, limpe as prateleiras, crie o clima. Estimule o seu consumidor para que, ao ver a peça ou o serviço ele diga: “desse jeito isso aqui daria certo na minha casa ou em mim”. Independente do número de clientes, do tamanho da empresa, sempre é possível fazer alguma coisa para melhorar. A consciência de que a melhoria tem de ser contínua é a cereja do bolo. Des-

se modo o empresário fecha o ano com as pessoas motivadas, a equipe reconhecida e os clientes satisfeitos. Quem, de fato, vai ser agente das estatísticas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) que estimou em 4,8% o crescimento das vendas para este período? Ou seja, quem vai vender mais no Natal de 2017? Quem realmente se preparar para esse momento. Quem refletir, analisar e agir, pois é tempo de arregaçar as mangas e colocar as coisas em prática. Acredito que o percentual vai ser realmente maior para aqueles que se prepararam e se dedicaram. Eu falo com conhecimento de causa, pois tenho clientes com os quais trabalhei esse ano que permaneceram atentos e já estão colhendo os frutos. Então a ordem do dia é: preparar-se, analisar e agir.

LIÇÃO DE CASA

Ações para fazer a diferença

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Rita Sampaio: dicas para incrementar as vendas neste Natal

Foto: Arquivo Pessoal

altando algumas semanas para o Natal, lojistas de todos os segmentos trabalham para montar um esquema que chame mais a atenção dos clientes nessa época tão importante para o varejo no mundo. Pensando em auxiliar empresários e vendedores nessa tarefa, a consultora e palestrante Rita Sampaio, também especialista em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com formação em Publicidade e Propaganda, selecionou algumas dicas para a Revista O LOJISTA. São considerações importantes que farão a diferença se colocadas em prática nesses dias em que as expectativas são de lojas cheias, muitas vendas concluídas, esperada baixa no estoque e surgimento de novos clientes. Rita Sampaio vem acumulando experiências ao longo dos anos e trabalha lado a lado com a consultora e instrutora em Gestão Estratégica de Negócios Guida Tolfo Michelon. Juntas, elas atuam em Goiás e em outros Estados por meio da empresa de consultoria RG7 – Marketing e Gestão. Confira os conselhos de ouro!


CONHEÇA O SEU CLIENTE Pense no público que você quer atingir, pois nesta época do ano o “cliente natalino” se comporta de modo diferente se comparado ao consumidor do resto do ano. Por isso, as estratégias de marketing e de visual merchandising empregadas têm de interferir na jornada corrida do cliente para exibir o presente que ele quer comprar. EMOCIONE O SEU CLIENTE O Natal é um período em que as emoções afloram. Seu cliente já estará suscetível às compras, portanto, basta que ele seja estimulado da maneira correta. Pesquisas mostram que, quanto mais o cliente estiver envolvido emocionalmente com a empresa e com o processo de compra, mais naturalmente a venda acontecerá. Por isso, emocione o seu cliente. Crie situações que irão mexer com os sentidos, mostre isso na vitrine, use uma linguagem clara e aproveite as vendas! CUIDE DO CLIENTE DENTRO DA LOJA Uma vez atraído, o processo deve continuar dentro da loja. Conte o que se pode esperar de uma marca e dê dicas de como usar as últimas tendências da moda. Comunicar ofertas exclusivas também é um ótimo atrativo. No mais, utilize técnicas criativas para garantir que a loja saia na frente, deixando o cliente com gostinho de quero mais. Vale lembrar que objetividade e coerência devem ser priorizadas. CRIE UMA EXPERIÊNCIA Com a correria dessa época, muitas pessoas otimizam tempo comprando pela internet, por isso, esse é o momento certo de trazer novidades para a loja e de criar estratégias de marketing que correspondam à identidade da marca. Ou seja, é hora de atrair os clientes. INVISTA NA VITRINE COMO FONTE DE ATRAÇÃO Atraia o cliente pela vitrine. Os clientes querem ser entretidos e as vitrines são ferramenta indispensável, pois ajuda a distrair em meio a tanta correria. Ouse em um cenário inspirador e faça a sua marca ser relembrada a cada Natal. UMA VITRINE PRECISA DE UNIDADE Um monte de produtos postos em um mesmo lugar é apenas um amontoado. Ou seja, não se trata de uma exposição e muito menos, uma exposição atrativa. Escolha um tema para criar unidade na vitrine. O melhor tema é sempre aquele que tem a ver com o estilo de vida do seu público, que esteja relacionado ao produto. MANTENHA A IDENTIDADE DA MARCA Seja ousado, mas mantenha os pés no chão. Os temas usados na comunicação devem representar, de forma coerente, a identidade da marca. Isso ajuda o cliente a reconhecer a credibilidade da mesma em meio aos diferentes cenários que cercam a loja. Transportar a visão de Natal da sua marca para a vitrine é um modo eficaz de se destacar dos demais, proporcionando uma experiência de compra memorável. NÃO EXAGERE! Quando pensamos fora da caixa, corremos o risco de extrapolar os limites da campanha e exageros na comunicação podem confundir os clientes. Mantenha o foco nos serviços exclusivos para o cliente, bem como na identidade da marca e do produto. Esse é o grande diferencial!


O Potencial Maximizado pelo Aprendizado Jean Antônio Lima de Sousa*

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egundo o escritor norte-americano Alvin Toffler, “os analfabetos do século 21 não são aqueles que não sabem ler e escrever, mas sim os que não sabem aprender, desaprender e reaprender”. O pensador faleceu no ano passado, aos 89 anos, mas marcou toda uma geração com seu pensamento e estudos, com seus textos a respeito da revolução digital e das comunicações. Certamente, por muitos anos, Toffler continuará sendo referência nessa área. Dentro desse contexto de absorver conhecimento para alterar a realidade, treinar e incrementar a capacitação dos colaboradores deveria ser investimento prioritário por parte dos empresários. A resposta certa à promoção do aprendizado constante é o crescimento futuro da empresa, com o bom desempenho de vendedores, gerentes, operadores de caixa e outros. São dias em que é preciso desenvolver novas competências técnicas e pessoais para lidar com o novo perfil de consumidor, algo que influencia o processo de atendimento dentro das lojas, e as vendas. Isso acontece porque, diariamente, empresários e colaboradores lidam com clientes que conhecem bem o empoderamento que possuem e, por isso, não se satisfazem com um formato anacrônico de atendimento/venda. É um cliente cuja expectativa é a de que o profissional de vendas saiba fazer a ligação segura entre a loja física e a virtual, caso de algumas redes em que o consumidor encontra o que procura por meio da compra virtual realizada dentro da loja, com a ajuda e o escla-

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O LOJISTA

recimento do vendedor. Entretanto, para atender a todas estas exigências é preciso “aprender, desaprender e reaprender” constantemente. A importância do treinamento no varejo vai além do alinhamento das normas e condutas adotadas pela empresa e precisa incluir o desenvolvimento das habilidades de cada colaborador, como vendedores, operadores de caixa, analistas de crédito, empacotadores, estoquistas, equipe de limpeza, entre outros. A ausência de aperfeiçoamento certamente traz prejuízos para o lojista, pois os vendedores, na maioria das vezes, têm seu modo de atender influenciado pelas experiências vividas dia a dia. Por esse e outros motivos, treinar a equipe é fonte certa de benefícios para o varejista, principalmente em momentos de crise. É durante o treinamento voltado para o atendimento e as vendas que empresários e colaboradores conhecem as ferramentas e técnicas ideais para ajudá-los a perceber as oportunidades, além de criarem novas formas de abordagem e trocar experiência com vendedores de outros segmentos - nesse caso, quando as aulas não são ministradas in company. Quando o lojista investe no aprendizado de sua equipe, a produtividade cresce automaticamente e isso ocorre por um motivo simples: as habilidades imprescindíveis à boa negociação são aperfeiçoadas, gerando mudanças significativas. O trabalho se torna coletivo e os erros podem ser transformados em oportunidades. Já no período pós-treinamento é possível notar o incremento na qualidade do atendimento e das vendas, algo que interfere, positivamente, no relacionamento interpessoal com os clientes externos e internos.

Foto: Arquivo Pessoal

TREINAMENTO & CAPACITAÇÃO


Vale notar que, neste universo concorrido do varejo, o resultado de investir no treinamento dos colaboradores gera outro benefício para o lojista: a retenção do capital humano criada pela motivação, satisfação e pelo sentimento de pertencimento por parte dos trabalhadores, algo que promove o crescimento da carreira dos profissionais. Outros pontos positivos seriam o fortalecimento da segurança no exercício da função, maior criatividade, bem como o desejo de executar as tarefas de forma inovadora. Assim ganham lojistas e ganham também os profissionais. Apesar de tantos fatores positivos, não raro assistimos à falta de valorização dos profissionais em relação ao investimento feito pelos empresários, que sobretudo querem que sua equipe saiba “aprender, desaprender e reaprender”. Importante seria para o colaborador de atendimento e vendas compreender que os ganhos obtidos com o processo de treinamento ultrapassam, e muito, tudo o que foi oferecido à primeira vista. Ora, profissionais interessados em aprender sempre vão se destacar entre os que não querem crescer e também serão diferentes daqueles que só experimentam o presente, deixando o futuro para quem entendeu o grande valor que há em “reaprender”. Não faltam justificativas para inviabilizar o ensino e a aprendizagem tanto por parte dos lojistas quanto por parte dos vendedores. Há sempre compromissos de

tempo integral inadiáveis, dificuldades de comparecer às salas de aula durante o horário de trabalho, cansaço pela rotina apertada conciliada com as demandas intermináveis da vida pessoal e etc. Felizmente vivemos no século da informação e do conhecimento, que possibilita treinamento profissional com execução facilitada por meio da educação à distância (EAD), com otimização de tempo e resultados, flexibilidade de lugar e horários, além de excelente custo benefício. Sendo assim, com as facilidades disponíveis atualmente garantindo acesso a uma grade variada de cursos, instituições de ensino e professores, vale lembrar que o crescimento e fortalecimento do varejo está diretamente ligado ao desenvolvimento do capital intelectual da empresa. Por isso, investir em treinamento e no desenvolvimento das habilidades, incentivando os colaboradores a participarem, é, sobretudo, acreditar no potencial e no sucesso do próprio negócio, além de contribuir para que haja acesso ao conhecimento e aprendizado para a vida!

*Jean Antônio Lima de Sousa é graduado em História, Direito e Pedagogia e atualmente é professor da área de Gestão e Negócios no Senac em Goiânia. É especializado em Gestão Empresarial e possui MBA em Gestão de Pessoas.


CICLO DE PALESTRAS CDL

Trabalhar, inovar e resistir: a alma e a vida do negócio Ciclo de Palestras da CDL Anápolis, realizado com o apoio do Sebrae, estreou em outubro último com o CEO do Giraffas, o empresário Alexandre Guerra. Diante de pequenos e médios empresários ele compartilhou a experiência de sucesso da franquia conhecida no País

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portunidades e Desafios para o Varejo foi o nome da palestra proferida pelo empresário e CEO da rede de restaurantes Giraffas, Alexandre Guerra, a centenas de pequenos e médios empresários durante a abertura oficial do Ciclo de Palestras CDL Anápolis. O evento, promovido pela Escola de Varejo da entidade com o apoio do Sebrae,

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O LOJISTA

foi realizado no auditório do Senac – Centro de Educação Profissional Ministro Elias Bufáiçal no último mês de outubro. Como ingresso, os participantes levaram um quilo de alimento não perecível. Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Anápolis, Wilmar Jardim de Carvalho lembrou, na abertura do encontro, que o Ciclo de

Palestras foi organizado para criar oportunidades de conhecimento para todos. “Precisamos ser ágeis em promover acesso ao conhecimento, pois é nosso dever fazê-lo enquanto entidade que apóia os atores principais do varejo local. O ciclo que começamos hoje e continuará em 2018 é uma resposta a esse dever”, enfatizou.


Centenas de empresários e trabalhadores do comércio compareceram para saber mais sobre os desafios enfrentados pela família do empresário Alexandre Guerra, bem como sobre o começo da rede fast food em Brasília. Atualmente, o Giraffas tem 420 lojas implantadas no País, há quatro lojas funcionando em Miami, além da abertura de 30 a 40 novas unidades anualmente. A empresa atua no ramo de alimentação há 36 anos. Alexandre Guerra é Presidente do Instituto Food Service Brasil, criado por representantes das principais empresas do setor de alimentação e que atualmente reúne fabricantes, prestadores de serviços e operadores, em um total de 220 mil colaboradores e R$60 bilhões de faturamento. O empresário também atua como vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising, tem formação em Direito e mestrado em Administração de Empresas. Paralelamente a essas atividades,

ele atuou na consolidação e expansão das atividades do grupo. “Estamos apenas começando, pois 420 lojas é muito pouco. Nosso País é imenso e precisamos estar mais presente nas ruas, nas cidades e nos Estados brasileiros. Há shoppings de grandes capitais em que temos de implantar lojas, mas, por outro lado, temos tido bons resultados nos aeroportos e rodoviárias”, lembrou o empresário durante a explanação. Guerra destacou que é motivo de orgulho a rede Giraffas ter começado em Brasília, na Região Centro-Oeste. Na palestra ele também elencou as três decisões fundamentais que fizeram a empresa saltar dos cinco restaurantes iniciais em 1981 para as centenas de lojas de hoje. “Criar uma cadeia forte de distribuição (supply chain) foi crucial. Hoje controlamos tudo sem produzir nada, pois vendemos a fabricação dos alimentos para fornecedores compromissados em seguir nosso padrão”, explicou ao público. O segundo ponto foi a estratégia competitiva de comercializar pratos executivos com tempo de entrega e preço de fast food. “Fomos inovadores e pioneiros ao passo em que criamos também um diferencial para

lidarmos com os grandes players do mercado”, declarou. O terceiro e último ponto, segundo Guerra, foi a decisão de franquear a marca. Em entrevista à Revista O Lojista, o executivo da rede Giraffas apontou a inovação constante como um dos segredos do sucesso, permeada por muita dedicação e trabalho. Segundo ele, as lojas inovam sempre com a oferta de novos produtos e por isso, todos os anos, dois novos cardápios são lançados em todo o País. Sobre um conselho para quem está começando a empreender e gostaria de investir no setor de alimentação, Alexandre Guerra foi claro. De acordo com ele, é preciso entregar uma proposta de valor ao consumidores brasileiros. “Em relação a nós, conseguimos entregar o prato que o brasileiro estava acostumado a consumir em casa, respeitando o tempo de entrega e o preço para que entrasse no mercado fast food. Assim, há 30 anos, criamos um produto novo nesse mercado e, por isso, fomos pioneiros. Então, um conselho que dou é que a pessoa preste bastante atenção, faça uma boa pesquisa e tenha a segurança de que está oferecendo ao seu público algo com o mínimo de diferencial”, enfatizou.

Foto: Ismael Vieira

“ Alexandre Guerra: CEO do Giraffas

O empreendedorismo é lindo, pois a capacidade de vencer as barreiras que temos aqui no Brasil faz com que o resultado de quem prospera seja mesmo meritório. Por isso é preciso determinação! Não pode faltar determinação!

O LOJISTA

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TELECOMUNICAÇÕES

Uma empresa no centro das transformações digitais

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m setembro último o vice-presidente Nacional da Vivo, André Nigro, esteve em Anápolis para participar da solenidade de entrega do Troféu Mérito Lojista 2017. Na oportunidade, ele participou da homenagem que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) prestou aos empresários anapolinos clientes do serviço CDL Celular desde sua criação, há dez anos. Atualmente, mais de quatro mil empresas no País são usuárias do plano de telefonia criado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis em 2007. Com a possibilidade de economia e atendimento diferenciado, o produto se tornou conhecido no País por meio da entidade, o que fez com que câmaras de Estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Amazonas e Ceará oferecessem o CDL Celular aos seus associados. Para falar sobre o CDL Celular e sobre as tecnologias aplicadas à telefonia móvel, André Nigro falou à Revista O LOJISTA via e-mail. De acordo com ele, a empresa de telefonia tem na Internet das Coisas (IoT) o centro da transformação digital por que passa neste momento.

Foto: Divulgação

No início deste ano a Anatel divulgou o ranking de satisfação dos clientes, fruto de pesquisa feita entre agosto e novembro do ano passado. A Vivo ficou em segundo lugar. A que se deve isso? A Vivo monitora permanentemente a qualidade dos serviços prestados em todas as regiões onde opera e investe muito em expansão e aumento da capacidade de rede para garantir a melhoria contínua dos serviços e para que o cliente tenha sempre a melhor experiência. O atendimento funciona como um dos principais canais de informação para melhoria de serviços na perspectiva do cliente, sendo um dos direcionadores do Plano de Qualidade da empresa que, somente em 2017, implantou mais de 60 ações, com melhorias em 66% dos principais indicadores.

André Nigro: foco no cliente e trabalho para desenvolver a Internet das Coisas

É o século do conhecimento e tecnologia. Quando analisamos os avanços da telefonia celular na última década, com a migração da tecnologia analógica para a digital, envio e reprodução de dados, imagens e vídeos, fica clara essa evolução. Qual será a grande aposta para os próximos anos? Guiada pela constante inovação e a alta qualidade dos seus serviços, a Vivo está no centro de uma transformação digital que amplia a autonomia, a personalização e as escolhas em tempo real dos seus clientes, colocando-os no comando de sua vida digital com segurança e confiabilidade. A Vivo tem a Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês) no centro de sua transformação digital, especialmente para o segmento corporativo, considerando o incremento da conectividade para oferta de soluções fim-a-fim que incluem dispositivos, novas


plataformas e inteligência por meio do uso de Big Data para pequenas, médias e grandes empresas. A grande extensão territorial do País torna os desafios da telefonia celular ainda maiores, como o número satisfatório de antenas. Em alguns Estados (SP e MG) a Vivo se sobressai em relação às outras operadoras, mas em Goiás o número ainda é modesto. Há 490 antenas instaladas segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Há previsão de aumentar esse número? A Vivo é líder em telefonia móvel no Brasil, com 30,93% de participação de mercado, de acordo com dados de setembro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A rede móvel da empresa está em 4.179 municípios brasileiros com diferentes tecnologias, como 3G e 4G, e cobertura de 93,76% da população. No que diz respeito à tecnologia de quarta geração de telefonia móvel, a Vivo também é líder em número de clientes, com market share de 33,8%. Sua rede 4G está em 2.106 cidades brasileiras, das quais 101 já contam com a tecnologia 4G+, uma evolução do 4G que oferece mais velocidade para os clientes. Até quando, nós, brasileiros, seremos expectadores da alta tecnologia que corre pelo mundo? Quais são nossos maiores gargalos? A Vivo busca entender as necessidades dos clientes nas diferentes regiões e se antecipa a estas demandas da melhor forma, oferecendo soluções completas e mais relevantes: mais dados, conexão com qualidade e planos e serviços atrativos. Também buscamos estar mais próximos de nossos clientes com uma comunicação que retrata o papel da conexão no dia a dia das pessoas e que trata de temas atuais e relevantes. A empresa investiu R$ 2,2 bilhões entre julho e setembro, priorizando a cobertura 4G, que atingiu 1.919 cidades ao final do trimestre. Também expandimos a fibra com

a tecnologia FTTH (Fiber-to-the-Home), lançada em 12 novas cidades neste ano. Nesse ano de 2017 a companhia liderou a expansão da implantação de 4G nos municípios brasileiros ao adicionar 1.403 novas cidades e oferecer cobertura a 75,7% da população nacional. Nosso objetivo é proporcionar a melhor conexão para que nossos clientes possam usufruir de todos os benefícios do mundo digital. Também foi registrado um total de 97,6 milhões de acessos no terceiro trimestre deste ano, dos quais 74,6 milhões eram móveis, volume 1,5% superior ao do ano passado, mantendo-se na liderança de mercado com 30,8% de participação em agosto de 2017. O senhor tem condições de traçar um perfil, ainda que generalista, do consumidor goiano de telefonia celular? Quem é esse cliente? O consumidor goiano buscaqualidade nos serviços e produtos adquiridos e a Vivo investe constantemente para oferecer a melhor conexão e ofertas de serviços para que nossos clientes tenham sempre

a melhor experiência de conexão. Em setembro o senhor participou da solenidade de entrega do troféu mérito lojista aos empresários de Anápolis, quando também foram homenageados os clientes do produto CDL Celular. Qual a sua opinião a respeito do serviço, que tem fidelização garantida, inadimplência zero e já atende quatro mil empresas de vários Estados? A Vivo é uma operadora completa e oferece aos clientes todas as possibilidades para estarem conectados. Oferecemos, há mais de uma década, soluções em segurança na nuvem aos clientes B2B e é proprietária da sua rede, data center e security operation. Assim, a Vivo garante mais vantagens e confiabilidade aos clientes. Além disso, estamos simplificando nosso portfólio de ofertas com foco em dados e aumentando a quantidade de serviços vendidos aos clientes. A parceria com o produto CDL Celular só tem a contribuir para mantermos nosso padrão de qualidade de atendimento, bem como a oferta de serviços e produtos aos nossos usuários.

Foto: Jannoon028

O LOJISTA

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EMPREENDEDORISMO

Microempreendedor Individual mostra a força nas economias locais Empreender ainda é um caminho eficaz para reverter a escassez de renda e emprego e a modalidade Microempreendedor Individual (MEI) é uma boa opção. No País já são mais de sete milhões de brasileiros inscritos e, em Anápolis, mais de 16 mil pessoas usufruem do benefício

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efeito é significativo e o modus operandi equipara-se ao trabalho das formiguinhas. Ao envolver variados parceiros da cadeia produtiva, o Microempreendedor Individual (MEI) justifica sua razão de existir ao produzir um efeito multiplicador e consistente nas economias locais. Os números gerados por essa parcela de trabalhadores são significativos, uma prova de que a lei que criou a modalidade em 2008 acertou ao apoiar

o empreendedor brasileiro. Dados do Portal do Empreendedor confirmam atualmente a existência de mais de sete milhões de pessoas ativas, com todos os seus direitos trabalhistas resguardados pela Lei 128/2008 que instituiu a figura do Microempreendedor Individual (MEI). No Estado de Goiás, o contingente já soma 267 mil 765 trabalhadores. Em Anápolis, 8.700 homens e 7.300 mulheres ajudam a compor as estatísticas, com destaque para o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, lanchonete e cabeleireiro. Ser um Microempreendedor Individual é contar com um CNPJ para emitir nota fiscal, poder solicitar empréstimo bancário para investir, aceitar cartão de crédito e débito e também fazer compras mais baratas. A carga reduzida de contribuições e impostos, de R$47,85 a R$52,85 por mês (5% do salário mínimo + R$ 5,00 de ISSQN e R$ 1,00 de ICMS); é outra vantagem significativa. Vale notar que a formalização disponibiliza, ainda, o acesso da produção ao mercado e a chance de participação em licitações governamentais com facilidades específicas para quem é MEI. Atualmente, há mais de 500

atividades distintas cadastradas, todas elas contempladas pela legislação que criou a figura do microempreendedor individual. Quem se torna MEI passa também a ter acesso direto ao apoio técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, um ganho que não pode mesmo ser deixado de lado. Já em relação aos direitos trabalhistas, eles são resguardados mediante o pagamento da previdência social e isso inclui aposentadoria, auxílio-doença, licença-maternidade, pensão por morte para os familiares, entre outros benefícios. “A força dos microempreendedores é muito significativa no consumo e na renda, pois eles também são, ao mesmo tempo, compradores de matéria-prima e vendedores dos produtos que fabricam, dos serviços que executam. São trabalhadores formais que, com a mentalidade empreendedora, conseguem mesmo dinamizar a economia local”, explica o economista com MBA em Gestão de Negócios, consultor financeiro e empresário Welington Rodrigues dos Santos. O economista enfatiza a importância da modalidade para os microempresários no sentido de lhes


mostrar o mercado gradualmente. “É excelente começar como MEI, pois esse primeiro degrau da formalidade é porta de entrada para o mundo dos negócios. Ora, o mercado, em si mesmo, é muito seletivo. No entanto, começando a escalada como microempreendedor é possível jogar com os concorrentes, experimentar o processo de produção e distribuição, a compra de insumos e a contratação de pessoal. Assim, o trabalhador pode concluir, com propriedade, se ele escolheu a área certa e se ele tem condições de permanecer nela”, explica.

é um item que merece destaque em relação aos muitos benefícios garantidos. “Sem dúvidas, esse é um dos pontos fortes do MEI, pois incentiva o crescimento da atividade de modo subsidiado até que surjam, no futuro, as condições ideais para o empreendedor migrar para outra modalidade”, destaca Renato Max Lane de Carvalho. Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Gêza Maria Vilela

APOIO E FORMAÇÃO No País, o Sebrae é a principal fonte de orientação e formação para quem é MEI. O serviço disponibiliza desde o registro em si, passando pelo esclarecimento de dúvidas diversas, realização semanal de cursos e palestras. Na sede da entidade em Anápolis não é diferente. É possível formalizar a empresa, bem como participar de programas de treinamento, capacitação, cursos à distância e consultoria. Atualmente, todos esses serviços são gratuitamente direcionados aos MEI´s. Por meio do programa Negócio a Negócio, o aspirante é visitado por um agente de orientação do Sebrae.

A tarefa é realizar o diagnóstico inicial para criar o plano de ação que vai nortear as atividades, ou seja, é o começo estruturado e planejado do negócio. Já as ações intituladas Acesso ao Mercado criam a ponte entre o microempreendedor e os consumidores do produto ou serviço prestado. “O MEI surgiu como forma de resgatar a dignidade desses pequenos trabalhadores, além de lhes oferecer segurança jurídica e vasto acesso às informações e treinamento”, comenta o Analista Técnico do Sebrae em Anápolis, Renato Max Lane de Carvalho. “Realizamos aqui, todas as quartas-feiras, uma palestra específica para os aspirantes ao MEI, quando então explicamos o que é e como proceder para concluir a formalização. Temos tido um público variável entre 30 a 40 pessoas todas as semanas”, explica o analista. Ele também lembra que o número de interessados à procura de informações tem crescido dia após dia. De acordo com o Analista Técnico do Sebrae, o fato de o Micro Empreendedor Individual (MEI) poder contratar um funcionário para o negócio, com o pagamento de contribuição previdenciária reduzida,

Renato Max Lane: número de pessoas que procuram o Sebrae em busca de informações sobre o MEI tem sido cada vez maior

Wellington Rodrigues: força do MEI é significativa no consumo e na renda

O LOJISTA

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Fotos: Gêza Maria Vilela

EMPREENDEDORISMO

Camila Pedroza: empreender foi o caminho encontrado para cuidar das filhas, não parar de trabalhar e ganhar mais

“Agora tenho uma renda maior” Hoje microempreendedora individual, Camila Pedroso formalizou a atividade de depilação e designer de sombrancelhas há cinco anos, depois de deixar de lado o trabalho como gestora de RH em uma distribuidora de bebidas de Anápolis. À época, o nascimento da primeira filha e a dificuldade de encontrar alguém para ajudá-la nos cuidados com o bebê, bem como a remuneração baixa que não permitia o pagamento de uma creche, foram as principais motivações para que ela empreendesse e começasse a trabalhar em casa. Habilidosa na tarefa de desenhar sombrancelhas, Camila fez cursos no Senac e aprimorou as técnicas. Os atendimentos começaram em casa. No meio da clientela, muios vizinhos. Meses depois, a distribuição de panfletos pelo bairro e

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O LOJISTA

o consequente aumento da procura pelo serviço levaram a empreendedora a construir um ateliê no quintal da casa em que mora. Dois anos após o pedido de demissão, Pedrosa decidiu formalizar a atividade para ter um CNPJ e poder desenvolver, legalmente, seu trabalho. “Hoje ganho de quatro a cinco vezes mais que na época em que trabalhava na distribuidora. Fiquei na informalidade por dois anos e decidi mudar isso para conquistar minha estabilidade, pois foi um tempo em que não contribuí com o INSS. Eu não podia ter feito algo melhor para a minha profissão”, menciona Camila Pedrosa, que se desdobra para atender todas as clientes que batem à sua porta, principalmente nos finais de semana. A depiladora conta que, antes de se informar, pensava que gasta-

ria muito para ter o CNPJ, trabalhar respaldada pela lei e, assim, poder usufruir dos benefícios. “Quando pesquisei, vi que era mais simples do que imaginava e, também, mais vantajoso. Hoje, se eu precisar investir tenho crédito disponível no banco, sou pessoa jurídica e os meus direitos estão resguardados”, lembra a depiladora. A profissional é mãe de duas filhas, mas aprendeu a conciliar a rotina de trabalho com o cuidado da casa e das meninas. Segundo ela, trabalhar no ateliê montado no mesmo local em que mora e ter se tornado uma microempreendedora individual foi o que lhe proporcionou esse “privilégio”. “Não tinha como evitar o formalização do meu trabalho. Posso dizer que hoje eu me sinto muito mais realizada, mais segura e muito contente!”, enfatiza.


Vou formalizar meu negócio. E agora, o que devo fazer? Você trabalha por conta própria, mas quer abandonar a informalidade para aproveitar todas as vantagens que o CNPJ pro porciona por meio da lei do Microempreendedor Individual (MEI). Se você mora em Anápolis e ainda não sabe por onde começar, conheça abaixo as quatro opções de atendimento com as quais você pode contar. Sala do Empreendedor A Sala do Empreendedor foi criada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico para auxiliar a população na abertura e legalização de empresas, sanar dúvidas, alterar CNPJ junto à Receita Federal, entre outros. O serviço funciona no prédio da secretaria, instalada no mesmo local da feira coberta do Bairro Jundiaí. Os servidores também imprimem o Documento de Arrecadação Simplificada do MEI (DAS-MEI), que tem pagamento mensal e emitem a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-MEI). Os atendimentos são realizados em dias úteis, em horário comercial. Mais informações pelo TEL.: 3902-1057. Escritórios de Contabilidade Escritórios de contabilidade optantes pelo Simples podem abrir empresas seguindo o formato exigido pela lei do MEI. São gratuitos os serviços relativos à inscrição e à primeira declaração anual. Portal do Empreendedor No www.portaldoempre-

endedor.gov.br se obtêm, sem sair de casa, as primeiras informações a respeito da modalidade. O portal é mantido pelo Governo Federal e tem boa acessibilidade para quem não sabe ainda como proceder. Com três abas superiores intituladas Serviços, Dúvidas Frequentes e Fale Conosco o site oferece as informações necessárias e realiza o processo de formalização on line. Na aba Serviços é possível saber como se formalizar, as atividades que um MEI pode desempenhar, a lista dos documentos exigidos e também o que é ser um microempreendedor individual. Há orientações sobre os direitos e deveres e também dicas do Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária.

Sebrae O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é responsável pela formação e o treinamento dos microempreendedores individuais. No local, o pequeno empresário encontra o amparo técnico de que precisa para ingressar no mercado formal e também definir a área de atuação, planejar o investimento e as formas de aumentar os lucros. O serviço também presta orientação sobre o pagamentos dos tributos e taxas cobradas, obrigações anuais e muito mais. Em Anápolis, o Sebrae funciona em horário comercial de segunda a sexta-feira e pode ser contatado por meio dos Tels.: 33292300, 0800 570 0800 e pelo site www.sebraego.com.br


Você sabia que... A partir de janeiro de 2018 o teto anual de faturamento do MEI passa a ser de R$81 mil, ao contrário dos R$60 mil previstos anteriormente. A alteração foi contemplada pelo Projeto de Lei Complementar Crescer sem Medo, do Governo Federal. O MEI é voltado para o empresário que trabalha por conta própria, vai faturar até R$81 mil/ano em 2018, tem no máximo um empregado que recebe salário mínimo ou o piso da categoria e não possui nenhum outro CNPJ registrado em seu CPF.* O MEI pode usar a própria residência como sede da empresa.* 45% dos microempreendedores individuais trabalham em casa e 51% tinham emprego com carteira assinada antes da formalização. Um

total de 33% do contingente tem entre 30 e 39 anos e, em relação à escolaridade, 68% têm ensino médio ou técnico completo.* Um total de 78% dos empreendedores conseguiram aumentar suas vendas depois que formalizaram suas atividades via Microempreendedor Individual (MEI). Já 78% melhoraram consideravelmente suas condições de compra junto aos fornecedores e outros 46% passaram a vender para outras empresas.* *Fonte: Sebrae


EMPREENDEDORISMO

Juceg expande serviços para o interior goiano

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Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) trabalha para expandir seus serviços pelo interior goiano. Além dos 47 municípios que contam com um escritório de atendimento, o Portal do Empreendedor Goiano faz com que usuários de qualquer cidade do Estado abram suas empresas com apenas um clique. O presidente da Juceg, Rafael Lousa, diz que a entrada em operação do novo sistema on-line, por meio do portal, em março deste ano, facilita a vida dos usuários fora da

Região Metropolitana de Goiânia. Processos de abertura de empresas que antes demoravam cerca de sete dias para serem concluídos, agora duram apenas algumas horas e até minutos para que os pedidos sejam analisados e respondidos. “O Portal do Empreendedor Goiano proporcionou economia e comodidade aos usuários do interior que não precisam mais se deslocar para a capital somente para resolver estas questões. Para isso, servidores foram capacitados e os equipamentos necessários aos atendimentos foram

adquiridos”, explica Rafael Lousa. Segundo ele, a meta é expandir ainda mais este serviço. Para que o município tenha acesso ao benefício é preciso que a prefeitura faça a adesão formal à parceria, forneça o espaço e os servidores. “Esta adesão tem sido fundamental para que a Juceg ofereça um serviço mais ágil e eficiente, cumprindo a determinação do governador Marconi Perillo em relação aos serviços prestados”, diz o presidente da Junta Comercial. Fonte: Agência Sebrae de Notícias


CDL & VOCÊ

Participação do comércio consolida Festival de Prêmios Começar o ano com as finanças organizadas foi o que o Festival de Prêmios da CDL Anápolis proporcionou ao ganhador do carro zero quilômetro no último sorteio. Mobilização em torno da ação cresceu nos últimos meses, o que inseriu a iniciativa no calendário de eventos da entidade

C

na Praça do Avião, quando o apresentador Oloares Ferreira divulgou, ao vivo, toda a movimentação na entidade. A transmissão aconteceu por meio de um telão montado no palco. A banda que acompanha o jornalista apresentou um show musical e a população ganhou brindes. O ganhador do carro Nissan March Conforto, 1.0, tem 41 anos, é casado, tem duas filhas e mora em Pirenópolis. Apesar de ter tido oportunidade de participar antes, o vidraceiro Nélio Matias foi sorte-

ado, coincidentemente, no mês em que solicitou os cupons para preencher. “Quando depositei os cupons eu realmente achei que iria ganhar e foi ótimo o que aconteceu”, diz ele, que teve de vencer a “pressão” da filha de 18 anos que faz faculdade em Anápolis. Como enfrenta a estrada todos os dias, ela queria ficar com o carro, mas teve êxito o plano de vender o veículo para começar o ano sem dívidas. “Emplaquei e o carro ficou somente duas semanas na garagem. A

Fotos: Emerson Almeida

omeçar o ano sem dever, com todas as parcelas pagas do caminhão de carroceria comprado recentemente para ajudar no trabalho. Esse foi o resultado obtido, às vésperas da virada do ano, pelo vidraceiro Nélio Matias de Bastos ao participar do Festival de Prêmios CDL Anápolis. Ele foi contemplado na segunda rodada de sorteios, realizada no último dia 14 de outubro na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). Na ocasião, também houve mobilização

A segunda rodada de sorteios do Festival de Prêmios CDL teve animação da Caravana do Oloares na Praça do Avião

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O LOJISTA


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Foto: Gêza Maria Vilel

Fotos: Emerson Almeida

s na CDL

Realização dos sorteio

A movimentação

venda foi rápida, mesmo porque o fato se espalhou pela cidade. Apareci na TV e por isso todos ficaram sabendo e comentando”, fala o ganhador. Semanalmente, Nélio Matias de Bastos compra grandes quantidades de vidros em uma distribuidora de Anápolis, local em que ele obteve o bilhete que lhe ajudou a ganhar. “Não temos dúvidas de que o Festival de Prêmios CDL veio para ficar. A mobilização no comércio e entre os consumidores, que passaram a ficar bastante interessados nos sorteios, pode ser conferida na nossa urna, que ainda tem milhares de cupons à espera da última rodada, já marcada para o próximo dia 30 de dezembro”, enfatiza o presidente da CDL Anápolis, Wilmar Jardim de Carvalho.

Foto: Emerson Almeida

APOIO AO COMÉRCIO O Festival de Prêmios CDL Anápolis foi criado esse ano para fomentar o comércio da cidade. Mediante a chance de receber

na Praça do Aviã

o

prêmios diversos os consumidores anapolinos, e também de cidades vizinhas ligadas à entidade, foram estimulados a comprar. Na lista de prêmios, destaque para os carros zero quilômetros, Honda Biz, TVs de LED 49 polegadas, fritadeiras elétricas, geladeira, fogão, além de um tablet para cada vendedor/vendedora cujo nome aparece escrito nos cupons. O regulamento completo está disponível no endereço eletrônico http://cdlanapolis.com.br/regulamento-festival-de-premios-cdl-anapolis/ e o encerramento será no dia 30 de dezembro, quando serão sorteados outros dois carros, duas motos e vários outros prêmios. Na ocasião, todos os participantes do

Marlene Rodrigues foi a ganhadora da moto

festival, desde seu lançamento em agosto, vão concorrer novamente, pois os bilhetes preenchidos e não sorteados permanecem guardados na urna da CDL Anápolis. Desde o início, os eventos estão sendo acompanhados por servidores do Procon, pelo presidente da CDL, Wilmar Jardim de Carvalho e por diretores da entidade. A comunidade também pode acompanhar o processo, uma forma de mostrar toda a lisura e transparência conferidas à ação.


CDL&VOCÊ

“Já tenho TV nova para assistir depois que a reforma terminar” Coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Aparecida de Araújo Garcia ficou com a TV Led AOC de 49 polegadas no último sorteio do Festival de Prêmios. O bilhete contemplado foi obtido junto à loja de materiais de construção Irmãos Coimbra, local em que a professora tem ido com frequência em busca de material para reformar a casa em que mora. “Tenho recebido muitos cupons em razão do alto volume de compras. Vou participar do último sorteio com mais bilhetes e ainda não

desisti de ganhar o carro”, relata a viúva de 56 anos. Segundo ela, a nova TV ainda está guardada na caixa. Como a casa de Aparecida está em reforma, o plano é esperar as obras terminarem para afixá-la em um painel no quarto. “Agora já tenho a TV para o meu quarto. A ideia é, depois que estiver tudo prontinho, chegar em casa e descansar do meu dia de trabalho assistindo a algum programa de que gosto. Foi maravilhoso receber a ligação da CDL me avisando que eu havia ganhado, mesmo porque a televisão que tinha não era tão grande assim”, enfatiza.

Fotos: Emerson Almeida

Aparecida Garcia: TV guardada à espera do fim das reformas da casa em que mora


CDL & VOCÊ

CICLO DE PALESTRAS CDL

Inspiração e Motivação

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auditório do Senac em Anápolis foi palco novamente, no final de novembro, do Ciclo de Palestras CDL, realizado com o apoio do Sebrae. A pauta da segunda rodada do evento ficou por conta da palestra Os Especialistas, considerada um evento-show em forma de seminário motivacional com três pequenas conferências interligadas uma à outra. Ao promover o evento, a intenção da entidade foi motivar empresários e trabalhadores do comércio de Anápolis para alavancar as vendas no final do ano. Inovação,

Vendas e Liderança foram os temas abordados pelos goianos Bruno Miranda, J a n derson Santos e Emerson Tokarski. Com apresentações de 40 minutos, o encerramento contou com os três profissionais no palco para reforçar o conteúdo, além de trazer inspiração e motivação ao público alvo, formado pelos lojistas que se inscreveram previamente no site da CDL e levaram um quilo de alimento não perecível como ingresso. O Ciclo de Palestras CDL foi idealizado para disseminar co-

nhecimento, promover a troca de experiências, além de estreitar o relacionamento entre empresários e trabalhadores do comércio local. Para 2018 novos temas serão propostos, o que garantirá continuidade ao projeto.

Foto: CDL Anápolis

Centenas de empresários e trabalhadores do comércio compareceram à palestra, que motivou a platéia atenta a cada detalhe. Inscrições feitas no site da CDL e do Sebrae foram encerradas com recorde de público


OUTUBRO ROSA

Palestra reúne mulheres para lembrar a importância de prevenir Mulheres se reuniram no salão de eventos da CDL em noite de aprendizado sobre a importância de se cuidar e de prevenir o câncer de mama. Público atento teve acesso ao número de casos no Brasil e a curiosidades sobre a doença, além de participar de um coquetel seguido por sorteio de brindes

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ngajadas na luta contra o câncer de mama, integrantes do CDL Mulher realizaram na segunda semana de outubro, no auditório da entidade, uma palestra sobre a importância do diagnóstico precoce da doença e a necessidade premente de as mulheres cuidarem de sua saúde e bem estar. O conteúdo foi exposto pela médica Milena Aparecida Coelho Ribeiro, especializada em oncologia pela Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto (SP), com atuação no Instituto Onco-Hematológico de Anápolis e Santa Casa de Misericórdia. O evento reuniu dezenas de mulheres em noite descontraída, que contou com apresentação musical da cantora Fabiana Félix e Ministério Plenitude, além de coquetel seguido por sorteio de brindes. Além de as trabalhadoras do comércio marcarem presença no evento, também participaram profissionais liberais e colaboradoras da Associação de Combate ao Câncer em Anápolis, como a diretora da unidade Alessandra de Sousa Cas-

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O LOJISTA

tro Prado. Na ocasião, duas mulheres foram homenageadas pela CDL Mulher com placas alusivas à atuação destacada em benefício da comunidade local. Idealizadora do Núcleo de Apoio e Assistência aos Portadores de Câncer de Anápolis, Ana Maria Abrahão Silva foi uma delas. Em agradecimento aos serviços prestados à população há quase 30 anos por meio do Projeto Colméia, ela recebeu a placa das mãos da coordenadora do CDL Mulher, Yesa de Ascenção Carvalho. A médica oncologista Milena Aparecida Coelho Ribeiro também levou a placa para casa, momento em que foi agradecida pela dedicação às mulheres portadoras de câncer e pela luta contra a doença travada, diariamente, nas unidades de saúde da cidade. Já a assistente de odontologia Aliny Cruvinel recebeu a homenagem pela garra e determinação com que tem lidado com o tratamento. Mãe de dois filhos, ela foi diagnosticada em 2014 e ainda se encontra

em processo de recuperação. “O Outubro Rosa é uma data que não podemos deixar passar em branco. É o mês de discutirmos, falarmos e de nos lembrarmos o quanto é essencial o diagnóstico precoce do câncer de mama, pois sabemos que esse olhar atento pode mudar muita coisa”, comenta Yesa de Ascenção, à frente das ações do CDL Mulher. Segundo ela, a conscientização é semelhante ao plantio de uma semente, que germina e se espalha depois, “pois é certo que uma mulher consciente dos cuidados que deve ter consigo mesma conta para outra, que por conseguinte passa adiante a mesma informação”, destaca Yesa. DE OLHO NOS DADOS Quem participou da palestra assistiu a uma verdadeira aula sobre o câncer de mama, sua incidência, implicações e prevenção. No entanto, a oncologista Milena Ribeiro também chamou a atenção das participantes para a alta incidência do câncer de colo de útero em Goiás. Ela enfatizou o surgimento de novos casos, diaria-


Fotos: Gêza Maria Vilela

Dezenas de mulheres se reuniram no auditório da CDL para saber mais sobre a prevenção do câncer de mama. Noite foi marcada por homenagens, coquetel e sorteio de vários brindes

mente, em pacientes de Anápolis e lembrou que no País o problema já atinge 16 mil mulheres todos os anos. A médica apresentou o significado do nome câncer, além de falar sobre os outros tipos registrados em meio à população brasileira. No caso do câncer de mama, Milena Ribeiro explicou que o histórico familiar, menarca antecipada e menopausa tardia, terapia de reposição hormonal prolongada (mais de cinco anos), primeiro filho depois dos 30 anos ou mesmo a au-

sência de filhos, excesso de álcool, obesidade e sedentarismo continuam sendo fatores que predispõem a anomalia em mulheres com idade mais de 40 anos. “Por outro lado, podemos dizer, com segurança, que a prática de atividade física estimula o sistema imunológico, prevenindo contra o câncer de mama e os vários outros tipos. Por isso, a prática de exercícios físicos continua sendo muito bem-vinda”, reforçou. Durante a palestra, a oncologis-

ta enfatizou que 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com atividade física e peso mais baixo. Ela também instigou as mulheres a se cuidarem com a palpação da mama e por meio de visitas freqüentes ao ginecologista para a realização de exames de rotina. “O mais importante é termos coragem de falar, com todas as palavras, que o câncer de mama é curável, pois tudo depende do estadiamento em que o mesmo for descoberto”, sentenciou a palestrante.

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CDL & VOCÊ

NOVEMBRO AZUL

Todos juntos na luta contra o câncer de próstata

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onscientizar os homens a respeito da prevenção do câncer de próstata. Esse foi o objetivo do encontro promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis no final de novembro. O evento foi realizado no auditório da entidade para fazer coro às ações do Novembro Azul, mês dedicado ao assunto em todo o País. Dezenas de empresários e trabalhadores do comércio de Anápo-

lis compareceram para saber mais. Na ocasião, o médico urologista e empresário Luiz Cláudio Resende Gonçalves palestrou sobre o câncer de próstata. Com a apresentação de slides, ele identificou a localização da glândula no corpo masculino e chamou a atenção para o fato de que um dos sinais da doença é o crescimento anormal e descontrolado das células da próstata. Conforme explicou ao público, trata-se de

um tipo de câncer curável, desde que seja detectado em seu estágio inicial. Caso contrário, pode se espalhar para as outras partes do corpo, dificultando a cura. De acordo com o especialista, ainda não se sabe, com exatidão, o que provoca o câncer de próstata.


Fotos: Emerson Almeida

“Pesquisas sugerem uma combinação de fatores hormonais e genéticos. Alguns hábitos alimentares e condições ambientais também integram a lista”, comentou o médico Luiz Cláudio. Outros fatores que aumentariam a chance de os homens desenvolverem a doença são: idade acima dos 50 anos, raça negra, alimentação inadequada, dieta rica em gorduras e pobre em vegetais e frutas. Conforme o urologista explicou à plateia, substâncias como o licopeno – encontrado em tomates e melancias – e o mineral selênio diminuem os riscos de surgimento do câncer de próstata. “É fundamental O médico Luiz Cláudio Resende: exames de rotina, prática regular de atividade física manter-se saudável e alimentação rica em vegetais, frutas e minerais são boas formas de prevenção por meio de uma dieta rica em ali- tros assuntos, o palestrante chamou de raça negra e tiver casos de câncer mentos naturais a atenção dos participantes para de próstata registrados na família o como vegetais, o momento ideal em que devem especialista precisa ser procurado frutas e minerais, começar as consultas com o urolo- aos 40 anos. 45 anos seria a idade que é a melhor forma de prevenir gista. Conforme exposto, se houver ideal para quem não é de raça nesintomas o16/11/17 médico18:44 deve ser procu- gra e não tem nenhum registro da e combater o câncer”, enfatizou. AF_CRA-0015-17--An Rev CDL dezembro--19,5x13cm.pdf 1 Durante a explanação, entre ou- rado aos 40 anos. Se o paciente for doença entre os familiares.


Resoluções de final de ano! Você vai fazer as suas? Gêza Maria Vilela*

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oi dada a largada! Nas ruas, motoristas apressados procuram pelas vagas de estacionamento sem tanto sucesso. Nas lojas, o entra e sai de clientes impulsionados pela liberação do 13º salário confere um tom agitado ao clima que, meses atrás, experimentara a morbidez do País em crise e tanta preocupação trouxera aos empresários do varejo, gerentes e vendedores nos últimos anos. Mas deixando as águas passarem debaixo da ponte, não há mais tempo para murmúrios. Andando com fé e exercendo a virtude bendita da resiliência, sempre tão bem-vinda a todos nós brasileiros, o Natal chegou! 2018 já bate às portas! Guirlandas, árvores, presentes. Boas comidas, bebidas e avaliações. Amigo secreto no trabalho e também em meio à família. Uma oportunidade salutar de estreitar os laços com aquele colega sempre tão distante e acabrunhado com as cobranças típicas da função que exerce! Na parentela, a chance única de rever a tia querida que se mudou para longe do País, a prima de bebê novo que ainda não havia “dado o ar da graça” ou, por que não, desfrutar simplesmente do prazer enriquecedor de estar em família compartilhando lembranças, riso solto, nenhum compromisso com o relógio, vivendo apenas a liberdade singular de estar junto com quem tem o mesmo sangue que a gente! É... os finais de ano são um tempo em que tudo fica diferente! Com cada item da ceia colocado no carrinho do supermercado muitas vezes também nascem, silenciosamente, pensamentos, perguntas e conclusões!

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Como foi mesmo o ano que passou? Sobre as alegrias do caminho, contentamentos e sonhos, vida financeira, emprego e relacionamento conjugal, desafios com os filhos e questões espirituais. Qual a cor da caneta que vai anotar o meu e o seu excedente? Os resultados virão com tinta azul ou, no encerramento deste ano, o saldo do nosso balanço pessoal vai ser escrito de vermelho? E o que temos para falar daquelas resoluções de final de ano, delineadas mentalmente com zelo e passadas a limpo na tão esperada noite da virada?! Cumpri o que planejei? Realizei o que sonhei? Foquei como deveria? Vivi como me propus? Ou... mais uma vez, a vida passou ao largo sem que eu assumisse minha responsabilidade pelo fiasco daquele projeto que prometia trocar, desde o dia 1º de janeiro, a malfadada Passividade pela propalada e tão desejada Proatividade? No jogo do dia-a-dia, onde a rotina nos impõe uma dinâmica insana de vida para que o amontoado de obrigações seja cumprido, conseguir levar adiante as promessas de final de ano soa com aquele tom esfuziante das grandes vitórias. Melhorar a alimentação, perder quilinhos extra, baixar o famigerado colesterol, organizar a vida doméstica para aumentar as horas diárias de sono, estar pertinho do filho para que o aprendizado seja incrementado, abandonar um vício, viajar mais, alcançar patamares mais altos de lucro no negócio a que tenho dedicado a minha vida, reduzir o tempo gasto nas redes sociais para interagir mais com meus pares... Mas, também, perdoar quem me magoou, viver em paz com quem me rodeia... Enfim, a lista pode ser grande e tão variada quanto nossos sonhos, aspirações, personalidades, necessidades e também medos!

Foto: Arquivo Pessoal

COISAS DA VIDA


Olhando sem piedade para a planilha mental das nossas promessas e votos, quais resoluções seriam realmente factíveis? Quais delas nos trariam aumento da qualidade geral de vida com ganhos para o bem estar do corpo, da mente e do espírito? Maravilhoso seria diagnosticarmos a realidade que nos cerca para desenharmos alvos passíveis de realização, mas sem cobrar de nós mesmos mais do que convém, nem adotar o rigor exigente e inflexível, especialista em fazer dos nossos melhores objetivos os mais pesados fardos que podemos carregar, ou, a palavra certa seria, arrastar? PRAZOS CONFORTÁVEIS Apurar nosso olhar sobre o que de fato importa fazer, com prazos “confortáveis”, mas planejados, para não esmagarmos nossa alma com a “brincadeirinha” que nós mesmos criamos, já seria de grande valia, afinal de contas, entramos no processo para fazer diferente e alcançar, ao longo dos próximos 365 novos dias, aquelas metas que sempre sonhamos bater! Resoluções de final de ano, votos, promessas pessoais, alvos, objetivos são todos marcos importantes para nortear nossos rumos, pois podem, por sua natureza bem definida, evitar que percamos tempo cambaleando sem direção para lá e para cá. Eu bem sei aonde quero chegar e conheço todas as microdecisões que precisam ser tomadas, a conta-gotas, dia após dia, para que

2018 traga o “novo” e o “diferente” se comparado com o ano de 2017. Nunca foi fácil ou simples, mas sempre foi uma questão de foco no benefício e no imenso prazer que as conquistas nos trazem. Ora, sempre foi uma questão de disciplina e, por que não, de fé em um Deus cujo poder se aperfeiçoa, de modo perfeito e maravilhosamente contraditório para a mente humana, em nossas fraquezas! Mas, quanto a você? Já avaliou seus ganhos neste ano que está acabando? Já conseguiu delinear aonde quer chegar, bem como o esforço e a dedicação que terão de ser empreendidos? Essa jornada profícua, geralmente com saldos mais positivos que negativos, tem tudo para fazer da nossa caminhada um precioso laboratório para o aprendizado, nosso crescimento e claro, para muitas conquistas e alegrias! Então, que o Pai nos abençoe para começarmos agora! De preferência em 3...2...1...!!

*Gêza Maria Vilela de Jesus Abrão é jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFGO). Editora da Revista O LOJISTA, tem experiência na redação e edição de produtos variados de comunicação, além de atuar em Assessoria de Imprensa.


SAÚDE & BEM ESTAR

EXERCÍCIOS

FÍSICOS

A importância de movimentar o corpo para manter a saúde São incontáveis os ganhos trazidos pela prática de atividade física, mas o batalhão de sedentários ainda é imenso. Segundo dados do IBGE, mais de 100 milhões de brasileiros ainda não aderiram ao hábito de movimentar o corpo para melhorar a vida. Especialistas enumeram os benefícios e praticantes comemoram o fato de terem conseguido superar dificuldades para permanecer em movimento

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s cifras são estratosféricas e, à primeira vista, desanimadoras até. Mas diante dos muitos benefícios produzidos pela prática de atividade física, quem aderiu ao hábito sabe bem como a vida mudou e o tempo que perdeu sem mexer o corpo. Conforme dados divulgados pela a Pesquisa Nacional por Amostragem de Dados (Pnad) do IBGE, divulgada no início deste ano, 62,1% dos brasileiros acima de 15 anos não praticam qualquer atividade física, o que corresponde a 100,5 milhões de pessoas. Foi a primeira vez que o instituto fez uma pesquisa do tipo com o apoio do Ministério do Esporte. Os resultados foram publicados no suplemento

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intitulado Prática de Esporte e Atividade Física. A pesquisa é completa e, apesar da divulgação feita em maio último, os dados foram coletados entre setembro de 2014 e 2015. Como se não bastassem a rotina apertada de trabalho, os cuidados com a casa e a família, o raio-x do IBGE mostra também que as mulheres são as mais sedentárias e a falta de tempo continua sendo o grande vilão da estória. 38,2% do público feminino não encontra tempo para praticar atividade física. Brasileiros com baixa escolaridade engrossam o filão dos que ainda estão parados, juntamente com o público feminino.


Foto: Schantalao


SAÚDE & BEM ESTAR

Foto: Arquivo Pessoal

Como especialista no assunto, com doutorado e mestrado em Educação Física, prática frequente desde a infância, título de campeão brasileiro de kickboxing e muitas horas/aulas contabilizadas na UniEvangélica, o empresário William Alves de Lima lembra que a maioria da população ainda não entende a importância da prática desportiva. Segundo ele, a movimentação sistemática altera positivamente todo o funcionamento do corpo, o que inclui os sistemas cardiovascular, pulmonar, muscular, endócrino e urinário. “Infelizmente, dizer que é importante para a saúde é algo muito geral que ainda não leva as pessoas a mudarem suas rotinas para adquirir o hábito de praticar esporte ou outra atividade”, diz o professor e

William Alves Lima: a maioria ainda não entende a importância de praticar atividade física

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empresário. William acredita que, se as pessoas soubessem, detalhadamente, o que acontece no corpo, “certamente o interesse seria maior”. O doutor no assunto também lembra que, depois que a pessoa estiver bem informada a respeito, é fundamental saber mais sobre as modalidades disponíveis, bem como suas implicações fisiológicas. “Alguns são motivados pela competição, outros pelo fator estético e ainda há quem pega carona na motivação do outro. Se a razão não for pessoal, o empenho não vai durar muito tempo. E esse é o motivo de as academias e aulas esportivas terem tantas pessoas que desistiram. Outro fato muito comum é querer obter os resultados rapidamente. As pessoas querem o bônus que o hábito traz, mas de preferência sem ônus e as coisas não funcionam assim”, acrescenta o professor da disciplina de Educação Física do curso de Medicina da UniEvangélica. Segundo Willian Alves, independente da modalidade esportiva escolhida, nas oito primeiras semanas é importante trabalhar o fortalecimento da região do CORE, que é a musculatura estabilizadora do tronco e dos quadris. “Em seguida vem o fortalecimento da musculatura que estabiliza as articulações. Com o passar do tempo é fundamental adotar um sistema de sobrecarga progressiva, com diminuição dos intervalos de descanso entre os estímulos e maior intensidade, que seria o aumento da velocidade do deslocamento ou da carga”, ensina. De acordo com ele, respeitar a idade e os limites do próprio corpo são também duas regras de ouro. RESULTADOS RÁPIDOS Para o empresário especializado em Fisiologia do Exercício e em Treinamento de Força Allison


Bertanzin, o conforto trazido pela vida moderna, que apela em todo o tempo para o sedentarismo, é um dos complicadores dos dias de hoje. “Não é à toa que os índices de obesidade vêm crescendo anualmente, bem como as doenças mentais, caso da depressão”, acrescenta o Educador Físico. Bertanzin concorda com o fato de que não há correlação da prática sistemática dos exercícios físicos com a melhoria da saúde e do bem estar físico e emocional. Proprietário de uma academia que oferece em Anápolis modalidades distintas de atividade física, Allison diz que, das centenas de alunos matriculados, 40% do contingente ainda está no meio do caminho. Ou seja, pagam mensalidade, estão oficialmente matriculados, mas não comparecem. “Driblar as desistências e manter os alunos estimulados, com a prática frequen-

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te, ainda é o nosso maior desafio. Infelizmente, muitos querem perder em 30 dias o peso acumulado em 30 anos e, como isso não é possível, eles se sentem desanimados”, reforça. O professor lembra que a prática de exercício físico é algo que não pode ter fim, mas somente começo. Alisson Bertanzin também chama a atenção para o fato de que o sedentarismo está relacionado aos mais diversos tipos de doenças crônicas. “Temos também de falar dos modismos. Muitas vezes o aluno segue a onda do modismo e, quando a poeira abaixa, ele deixa a atividade de lado. Modismos vêm e vão e sempre vai ser assim. Por isso é que a movimentação do corpo precisa contar com uma motivação própria do aluno, além de ser vista como algo que trará muitos benefícios à saúde como um todo”, diz ele.

Foto: Gêza Maria Vilela

de brasileiros acima de 15 anos não praticam qualquer atividade física Alisson Bertanzin: o grande desafio é abandonar o conforto e se movimentar

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SAÚDE & BEM ESTAR

“Consegui vencer minhas dificuldades” lidade de sono é outra porque traz descanso. “A minha vida teve um ganho muito alto depois que decidi ter mais regularidade, me esforçar realmente”, conta Renata Cristina. Opinião semelhante tem a fisioterapeuta Meirilaine Ribeiro de Faria, 35 anos. Como praticante de atividade física desde a infância, ela optou pela ‘musculação mais pesada’ depois do nascimento dos filhos. “Já fiz de tudo um pouco e nunca fiquei parada. Estudei em Goiânia no Colégio Marista e lá eles são muito incisivos em incentivar a prática esportiva. Passei minha adolescência jogando handball, peteca, basquete, salto em altura, natação. Estava sempre envolvida com um e outro esporte”, diz ela. A profissional liberal é daquelas que sentem falta da atividade física porque já se acostumou a viver com o bom humor e o ânimo que a prá-

Fotos: Gêza Maria Vilela

As dores espalhadas pelo corpo com o tempo sumiram. Depois que a funcionária pública Renata Cristina Evangelista Moraes, 38 anos, decidiu caminhar com frequência no Parque Ipiranga e levar mais a sério as corridas de rua – que começaram como brincadeira – tudo mudou. Os movimentos lentos no começo, feitos com dificuldade e fadiga, logo cederam espaço para o preparo físico que hoje faz Renata correr uma média de cinco quilômetros, com facilidade. “Hoje vou todos os dias, além de fazer pilates três vezes por semana. Geralmente corro 40 minutos, perdi peso e estou ganhando massa muscular a cada dia que passa”, conta a servidora pública, que sabe de cor e salteado todos os benefícios que a atividade física lhe trouxe. Ela lembra que, além de o estresse ir embora, o humor melhorou e a qua-

tica frequente produz. Este ano a fisioterapeuta ficou uma semana totalmente parada porque rompeu o ligamento do tornozelo e, conforme conta, foi um sofrimento não poder movimentar o corpo. “Na segunda semana, mesmo com botinha, voltei para a musculação de membros superiores e comecei a nadar no primeiro dia em que o médico me liberou”, diz a fisioterapeuta Meirilaine Ribeiro de Faria. Para quem começa e logo para porque não consegue prosseguir até que a prática vire rotina, Meirilaine ela aconselha: “É preciso insistir! Se a pessoa quer viver bem, de modo saudável, com menos complicações de saúde no decorrer dos anos, é preciso prevalecer nos três primeiros meses, quando acontece a maioria das desistências. Passado esse período, tudo melhora! Inclusive a vida da gente!”.


Os benefícios mais comuns da prática de atividade física Redução do risco de hipertensão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, câncer de mama e de cólon. Redução da incidência de depressão, ansiedade, estresse e de transtornos mentais diversos. Fortalecimento de ossos e músculos com a consequente melhora da autonomia na realização de atividades diárias (agachar-se, levantar-se, calçar e retirar os sapatos e etc). Melhora significativa da disposição com estímulo ao convívio social Aumento da autoestima e da sensação de bem-estar, com melhoria significativa da qualidade de sono. Maior possibilidade de controle do peso, com aumento da força, da flexibilidade e da capacidade funcional em geral. FONTE: Portal da Saúde - Ministério da Saúde, Governo Federal


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