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O CLIENTE EM PRIMEIRO LUGAR SPC Conciliador

Auxílio no gerenciamento do fluxo de caixa.

Saques do FGTS Dinheiro no mercado aquece o varejo.

Fios do Bem

Cabelos doados vão virar perucas.


VINIL

QUALIDADE


CDL ANÁPOLIS PRESIDÊNCIA Presidente

Wilmar Jardim de Carvalho

1o Vice-presidente

Marcos Aurélio Rodovalho

2o Vice-presidente

João Itagiba Nunes Júnior

DIRETORIA Diretor Secretário Adjunto Orival Rodrigues Jardim

Diretor Financeiro Olívio Porto Lima

Diretor Financeiro Adjunto João Batista de Souza

Diretor Social

Venceslau Bizinoto

Diretor Comercial Ian Moreira Silva

Diretor de Patrimônio Enival Ferreira de Souza

Diretor da Escola de Varejo e Banco de Talentos Makário Luiz Orozimbo

Diretor de Eventos e Promoções Iraci Custódio Ribeiro

Diretora de Convênios Maria Dinalva

Diretor de Relações Públicas Air de Vasconcelos Ganzaroli

Diretor de SPC

Janilson Dutra Fonseca

CONSELHO FISCAL Munir Caixe Reinaldo de Castro Del Fiaco Luiz Pereira da Costa

EDITORIAL

N

este mês de abril a revista O LOJISTA chega estruturada com assuntos variados para chamar a atenção não só do nosso público alvo, lojistas e seus colaboradores, mas também de quem procura a informação responsável, apurada. Para a capa, apostamos na importância do cliente para o varejo. Apesar das reclamações gerais na redução do consumo, poucos empresários elegem-no como a estrela principal da experiência de compra e venda, uma visão que, uma vez implementada, pode desfazer o clima de crise que tem pairado nas lojas. Também abordamos a liberação dos saldos do FGTS aquecendo o mercado, movimentado as compras e permitindo a redução da inadimplência. Ainda sobre dinheiro, fizemos matéria sobre a pesquisa do SPC Brasil/CNDL mostrando que 39% dos casais brasileiros se desentendem por causa da vida financeira. Fato lamentável, mas as brigas por esse motivo são mais comuns do que se imagina. Em razão do Dia Internacional da Mulher, ganhamos espaço privilegiado com a publicação de matérias do nosso interesse. Uma delas traz dados sobre a incidência do câncer de mama, causa e fatores de risco, itens conjugados com o alerta de que é urgente SIM cuidar do corpo e fazer exames de rotina para manter a saúde e prolongar a vida caso a doença seja descoberta precocemente. Outro texto fala do Projeto Fios do Bem, idealizado pela CDL Mulher para promover a doação de cabelos e emprestar perucas àquelas que, em tratamento contra o câncer, lidam também, todos os dias, com a dor da baixa autoestima. Na Fala do Presidente, Wilmar Jardim de Carvalho olha para o futuro e injeta ânimo nos empresários que perderam a esperança na economia brasileira. Para o líder da CDL Anápolis é tempo de trabalhar, resistir e deixar de lado os diálogos de que o “pior ainda está por vir.” Entre outros assuntos temos também o retorno dos treinamentos pela Escola do Varejo e a colaboração proveitosa dos nossos articulistas, nesta edição o advogado tributarista Sérgio Gonzaga Jaime Filho e o empresário e terapeuta Josemar Carneiro. Então aproveite, informe-se e faça uma boa leitura!

Gêza Maria Vilela Editora da revista O LOJISTA


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PALAVRA DO PRESIDENTE

Resiliência: Hora de Colocar a Palavra em Prática

O LOJISTA

Foto: Raphael Borges

R

esiliência. Nunca um termo foi tão citado e explorado como agora. Nas rodas de conversas, em meio ao bate-papo informal, os diálogos se dividem entre os que conhecem o significado da palavra e fazem uso dela e aqueles que a ignoram, apostando na piora do cenário econômico do País para os próximos meses e anos. Experimentamos agora um momento complexo do cenário brasileiro, com vendas achatadas, inflação acelerada, altas taxas de juros, falta de investimentos e até queda nos índices apresentados pelo varejo, conforme registrado no ano passado. Não há como negar tais fatos, mas a pergunta que salta aos ouvidos nesses dias é: como reagir a essa realidade, se não pelo viés da resiliência, que é a capacidade de superar adversidades, lidando de frente com elas? Adequar-se, resistir, lançar mão da criatividade, gerir o fluxo de caixa com zelo, enxergar o cliente como o ator principal do palco do comércio. Há muito para ser feito até que o crescimento se consolide, haja vista que os indícios de recuperação já começaram a dar os primeiros sinais. Especialistas defendem essa retomada e o resultado positivo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de fevereiro último (0,33%), aponta para a mesma direção. Tido como o índice oficial da inflação no País, ele é medido mensalmente pelo IBGE e mais uma vez apresentou queda. Também vale lembrar da certa estabilidade Wilmar Jardim de Carvalho esperada para os próximos meses em razão dos saques do FGTS. Ora, Presidente da CDL Anápolis a injeção de mais de R$30 bilhões no mercado brasileiro terá um papel importantíssimo. A Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) aposta na recuperação do consumo, o que fará o varejo retomar parte do fôlego perdido. Nós, da CDL Anápolis, também apostamos. Além disso, acreditamos na força do trabalho e enxergamos na resiliência um modelo profícuo de comportamento a ser considerado. O objetivo, a partir da adoção da resiliência, seria atravessarmos o mar bravio até alcançarmos as margens sossegadas do outro lado de lá. É tempo de sair do comodismo para empregar a criatividade em suas mais variadas formas. Usar as ferramentas disponíveis para prospectar clientes, fidelizá-los e tornar a atividade de venda uma experiência única também contam pontos atualmente. Assim, diante de todas as certezas apresentadas pelo mercado é sabido que momentos como os de agora nos ensinam grandes lições. Entre elas, a lição de acreditar no futuro, arregaçar as mangas e trabalhar com dignidade para reconstruirmos nossa economia dia após dia.

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SUMÁRIO

SPC Brasil

Conciliação reduz perdas por taxas indevidas - 10

Pauta Jurídica

A Reforma Tributária - 14

Economia

Valores do FGTS liberados no mercado - 16 Micro e pequenos empresários decidem investir - 18 FCO disponibiliza recursos - 20

Comportamento

Casais se desentendem por causa de dinheiro - 22

Escola do Varejo

Rodadas de treinamento já começaram - 26

Capa

Cliente valorizado pode movimentar comércio - 30

CDL Mulher

Fios do Bem para resgatar a autoestima - 36

Saúde & Bem Estar

Em foco, o Câncer de Mama - 42

Artigo

Visão feminina - 46

De tudo um pouco Notas variadas - 48

CDL & Você

Produtos: CDL Saúde e CDL Celular - 50

Cartão de Crédito

Fim do rotativo tenta reduzir endividamento - 51

Trabalho & Emprego

Cresce número de contratações com carteira assinada - 53 EXPEDIENTE A revista O LOJISTA é uma publicação trimestral da CDL Anápolis. Todos os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e por isso não expressam, necessariamente, o pensamento da entidade. PRODUÇÃO, TEXTOS REVISÃO E EDIÇÃO Casa do Verbo Comunicação&Assessoria de Imprensa

Rua Conde Afonso Celso, 25 Centro - Anápolis/Goiás CEP. 75025-030 Tel. (62) 3328-0008

JORNALISTA RESPONSÁVEL Gêza Maria Vilela (MTB – 1071-JP/GO) DIAGRAMAÇÃO Allan Peixoto (Fusão Publicidade)

CONTATO COMERCIAL E-mail: comercial@cdlanapolis.com.br Telefone: (62) 3328-0008 - Ramal 228 TIRAGEM 2.500 exemplares IMPRESSÃO Formato Gráfica e Editora


SPC BRASIL

SPC Conciliador: controle para evitar perdas financeiras

Foto: Mídia Max

S

ão significativas as perdas de lojistas em todo o País no faturamento por falta de gestão do fluxo de caixa e, consequentemente, por pagamentos indevidos às adquirentes de cartões de crédito e débito. Na hora de checar se o grande volume de recebimentos está correto, se as vendas foram aprovadas e se foram pagas dentro do prazo estipulado, o meio de campo complica, pois a confiança no meio eletrônico tem suplantado a importância dessa auditoria diária. Para trazer segurança aos empresários e ajudá-los na hora de conferir as taxas pagas, recebimentos, prazos de creditação e também checar a possível existência de fraudes, o SPC Brasil lançou no final do ano passado o SPC Conciliador, um programa que otimiza recursos, faz ganhar tempo e resolve o problema com efetividade. “Estamos dizendo que o SPC Conciliador é um tipo de seguro das transações comerciais realizadas via cartão”, diz o Superintendente de Desenvolvimento de Negócios do SPC Brasil Magno Lima. O programa pode ser implantado em empresas de qualquer segmento, independente do volume comercializado, o que vai de um pequeno açougue a grandes postos de combustível ou mesmo redes de supermercados. Uma vez adotado, o programa de conciliação acaba com os custos operacionais das auditorias feitas manualmente e elimina de 3 a 4% das perdas financeiras provocadas pela ineficiência dos sistemas. Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo superintendente Magno Lima à revista O Lojista.

O fluxo de caixa ainda é um bicho grande para o lojista domar? O maior índice de mortalidade das empresas está relacionado à má gestão do fluxo de caixa e pesquisas feitas pelo Sebrae indicam que a grande maioria não faz essa gestão. Para fazê-lo o empresário tem de entender 10

O LOJISTA

algumas coisas que, por mais óbvias que sejam, não são facilmente perceptíveis. Um exemplo disso é o faturamento, que é bem diferente de resultado, mas é considerado pelo lojista como dinheiro. O valor cobrado pelo produto jamais será o recebido, haja vista que do valor pago é

preciso subtrair o custo financeiro da adquirente. A grande maioria conta com o valor final do produto e se esquece das outras taxas pagas mensalmente, que também oneram o bolso. Então ele paga sem notar que são custos que diminuem o faturamento, como é o caso do aluguel da maquineta,


Cerca de 66% dos lojistas e prestadores de serviço ainda fazem a conciliação manualmente. Por que a demora em automatizar esse processo? Em um primeiro momento o lojista está interessado em vender e a grande confiança nos meios eletrônicos faz com que a conciliação perca a prioridade. Ele vai fazendo o controle de forma caseira e não pensa em empregar dinheiro para trabalhar, nesse sentido, de forma automatizada. Ele não compreende o benefício porque não sabe que pode estar sendo lesado, não enxerga as ineficiências do processo e confia nas adquirentes. Como desconhece sua realidade, ao mostrarmos os problemas a que seu fluxo de caixa é submetido todos os dias ele fica alarmado. Uma vez em contato com o SPC Conciliador ele então reordena as prioridades e, mesmo

em tempos de crise econômica, não questiona o valor do produto.

recebimento das transações feitas por meio de cartão de débito, crédito e vale-alimentação. E isso não depende do volume de vendas processado por cada um. Muito pelo contrário.

Segundo pesquisa do SPC Brasil e CNDL, 29% dos comerciantes e prestadores de serviço já tiveram problemas nas vendas com o cartão de crédito, débito e etc. A que se devem as falhas? Devem-se ao fato de o lojista não se preocupar com seus recebíveis via cartão. No caso das adquirentes, quando você faz processamento em massa, apesar de ser eletrônico e automatizado, há chances de ineficiência. E como não há controle, erros são cometidos trazendo perdas ao empresário. É como se você ligasse um grande hidrante e tentasse controlar a água que sai dele. Por mais que você tenha controles automatizados, sempre vai vazar em algum lugar. Agora, se não há reclamações sobre o vazamento, a adquirente pode Magno Lima: gestão eficiente do fluxo de caixa focar em outras questões. Como É um recurso de múltiplas o lojista de pequeno porte funções, mas o que há de mais geralmente vive no limbo da relevante? desinformação, da infraestrutura O programa atua em duas e da capacitação é mais fácil não vertentes: conciliação e antifraude. notar essas ineficiências. A vertente de conciliação é um auditor do processo de venda Em linha geral, o que o SPC e recebimento por cartões. São Conciliador pretende? checadas a origem da venda e a O SPC Conciliador veio para chegada da mesma na adquirente. trazer segurança aos lojistas Se a venda chegou, verifica-se em relação ao processamento e O LOJISTA

Foto: Arquivo Pessoal

taxa de conectividade, taxa de manutenção e já encontramos também taxa da adquirente local por consulta ao Serasa, ainda que o risco seja dela, da adquirente. No total são cobradas mais de 120 taxas sobre recebimentos feitos via cartão sem que o lojista saiba. Isso prejudica a gestão do fluxo de caixa e não confere transparência aos valores recebidos. Ora, se a venda será creditada em 30 dias, qual é o dia exato em que esse dinheiro estará na conta e qual valor absoluto será depositado, descontando-se o pagamento de todas as taxas? Se eu não tenho essas informações, também não consigo gerir meu fluxo de caixa. Quando começa um negócio, a grande preocupação do lojista é vender e ele tem nas empresas de cartões de crédito um parceiro, já que é um meio de pagamento de fácil acesso à população. Ele solicita a maquineta, mas, em 80% dos casos, não sabe o valor das taxas que vai pagar.

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processos substitui a auditoria feita manualmente, retirando todo o empenho de ordem humana para fazê-lo. O SPC Conciliador também garante ao empresário que ele receberá. Já tivemos vários casos em que as operadoras de cartão ressarciram dinheiro aos lojistas. Quem faz o contato é o lojista, mas mediante orientações repassadas pela equipe do SPC

inatividade permanece por 10 minutos ou mais é enviado o aviso, haja vista que um robô já foi utilizado para desviar as ações do TEF. Há ainda o envio de relatórios e alertas gerenciais, via e-mail ou por aplicativo, avisando o empresário do resultado dessas duas ações. E nosso plano para o futuro é encaminhar aos lojistas informações de competitividade

O lojista experimentará a redução das perdas provocadas pela ineficiência do sistema.

Conciliador, que aponta, inclusive, a diferença e quais documentos são aceitos para solicitar esse ressarcimento.

de caixa para que eles saibam, em relação às taxas, por exemplo, quanto pagam a mais em comparação ao outros empresários do ramo a que pertencem.

Existem estimativas de ganhos trazidos pela implantação do programa? Com o SPC Conciliador o processo de vendas passa por uma conscientização, já que o empresário fica sabendo que de 3 a 6% de seu faturamento é perdido em razão de ele não conciliar. Em alguns supermercados essa margem chega a 4%. Ocorre também a otimização de recursos para aqueles que controlam o fluxo de caixa. Pequenas empresas que o fazem manualmente gastam cerca de R$1.500,00, valor em que estão incluídos os custos das horas trabalhadas dos funcionários, impostos, entre outros. Assim, diretamente já se tem a redução desses valores. Se acrescentarmos o fim das perdas médias que variam de 3 a 6% os empresários brasileiros que adotarem o SPC Conciliador terão ganhos significativos.

O que muda na vida do lojista e prestador de serviço com a conciliação feita pelo programa? Esse lojista experimentará a redução das perdas provocadas pela ineficiência do sistema, além de uma maior segurança em relação aos recebimentos e a possibilidade de gerir efetivamente o fluxo de caixa da empresa que possui. Também vale destacar a otimização dos recursos, haja vista que a automação dos

Foto: People Creations

se foi aceita e, em caso positivo, seu pagamento é conferido. Em linhas gerais é isso, mas sem interação humana. O SPC Conciliador funciona como um grande motor. Uma auditoria precisa ter o processo legitimado e por isso digo que se trata de uma grande caixa preta no sentido de proteção feita com algoritmos de inteligência que nos possibilitam checar desde a origem da venda até seu pagamento efetivo. É possível também integrar o SPC Conciliador com outros sistemas, como os sistemas de frente das lojas – para acompanhar o início da transação realizada por um Terminal Eletrônico Fiscal (TEF) – e sistemas de gestão para gerar informações contábeis fiscais. A outra frente é a de proteção contra fraudes, característica exclusiva do programa. Por meio de uma função específica, o comportamento das vendas é analisado e essa informação pode ser enviada por meio do aplicativo que utilizamos como facilitador. Por exemplo, se uma venda ultrapassa um limite previsto, um alerta é liberado avisando que acabou de ser realizada uma transação acima do teto máximo estipulado. As vendas canceladas também são avisadas porque podem denotar fraude. Há também a análise do comportamento do TEF, que faz vendas recorrentes em uma média de tempo já conhecida e, suponhamos, nunca fica parado por mais de 5 minutos. Se a


A Reforma Tributária e os impactos buscados Sérgio Gonzaga Jaime Filho*

A

maioria dos doutrinadores do direito tributário, além daqueles que são diretamente impactados pelo sistema tributário pátrio, é unânime em expressar o sentimento de que o Brasil vive num mundo à parte, dissociado do restante do planeta no que se refere às particularidades da nossa economia, especialmente em razão da absurda burocracia e elevada carga tributária que penaliza, de forma surreal, o denominado contribuinte “médio”, aí incluído, mas não limitado, o trabalhador padrão, os pequenos comerciantes, as microempresas e etc. É sabido que as limitações do poder de tributar são previstas no artigo 150 e seguintes da Constituição Federal/1988. Todavia, a cobrança de tributos, desde que instituída em lei, somente pode ser feita após verificar a existência, também, da autorização orçamentária em cada exercício financeiro e aqui leiam-se leis tributária e orçamentária. Atualmente, quase 40% de tudo o que é produzido vai diretamente para os Entes Federativos. Assim, a conclusão inequívoca que emerge é a de que os brasileiros convivem com um sistema de arrecadação de impostos complexo e ineficiente, que aumenta os custos, eleva a carga tributária, gera insegurança e prejudica o crescimento da economia como um todo. Números atuais demonstram que existem mais de 60 tributos divididos entre federais, estaduais e municipais. Na prática, uma empresa leva em torno

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de 2.600 horas de produção ininterrupta para pagar os impostos devidos, conforme estudo feito pelo Banco Mundial. Em comparação, os demais países da América Latina gastam apenas 503 horas para quitar seus tributos locais. Outro levantamento, esse realizado pela própria Receita Federal, mostrou que a carga tributária brasileira está entre as maiores do mundo. Quando comparada com o Produto Interno Bruto (PIB) salta o fato de que ela chegou a 36% do PIB em 2013, enquanto a média dos países mais ricos do mundo apontou, no mesmo período, para 34,1%. Por todos os ângulos de análise, a única alternativa seria mesmo fazer a reforma tributária com a readequação pontual do sistema tributário nacional, o que garantiria às empresas, força motriz do crescimento econômico, condições de enfrentar a competição instalada em razão do mercado globalizado atual. Dentre os inúmeros e urgentes motivos que justificam essa reforma estão a redução de custos com pessoal e das muitas horas consumidas exclusivamente nos procedimentos de apuração e recolhimento de impostos. Vale lembrar também a diminuição do gigantesco contencioso administrativo/ judicial entre as empresas e o Fisco, cujos custos, obviamente, são repassados aos preços de produtos e serviços. Pesquisa realizada recentemente pelo SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) consultou 822 empresários brasileiros dos

Foto: Arquivo Pessoal

PAUTA JURÍDICA


ramos de comércio varejista e de serviços – sendo empresas de portes variados de todas as regiões do Brasil, capital e interior – e concluiu que oito em cada dez empresários brasileiros da área (83%) consideram importante ou muito importante a realização da reforma tributária no País. De modo geral, o estudo apontou como mazelas principais do sistema atual o pagamento de imposto sobre imposto e a grande quantidade de tributos, bem como o fato de os valores excessivos aumentarem muito os preços dos produtos e serviços e, consequentemente, prejudicarem as vendas. Extrai-se da pesquisa, ainda, o entendimento de que o empresariado brasileiro, além da reforma relacionada aos grandes temas, como o PIB e a taxas de juros; também espera as chamadas reformas microeconômicas, essenciais para solidificar a economia em longo prazo. De modo geral, as maiores expectativas das empresas, independente do porte, são: (i) redução dos encargos sobre a folha de pagamento, (ii) tributação de pequenas empresas em proporção à sua capacidade econômica; (iii) obrigações acessórias mais simples do que o regime normal de tributação para os pequenos negócios; (iv) garantia da não-cumulatividade na tributação (ICMS, IPI, PIS/CONFINS) e instituição de taxação sobre grandes fortunas. Ao analisar a pesquisa, o presidente da CNDL Honório Pinheiro declarou que, “assim como os outros projetos para impulsionar a economia, a reforma tributária também deve ser discutida. Para o movimento lojista é importante que isso aconteça, desde sejam adotadas medidas que simplifiquem o sistema e não adicionem novos tributos.” Induvidosa então a premência da reforma tributária, mas, ao contrário das igualmente necessárias reformas previdenciária e trabalhista que incidem sobre questões pontuais, trata-se de uma reforma mais complexa, pois existem aqueles que buscam mudanças radicais em todo sistema tributário e outros que militam por alterações apenas estratégicas, que englobam pleitos distintos, especialmente porque aventuras nessa seara podem mesmo trazer consequências catastróficas. À rigor e em curto prazo, talvez o essencial nesse momento seria a simplificação das obrigações acessórias, a extinção das chamadas guerras fiscais e, mais ainda, suavizar a acumulação de créditos no ICMS com a concessão de regimes especiais permitindo a suspensão, total ou parcial, do ICMS devido na importação. Desse modo seria evitado o acúmulo de créditos do imposto, permitindo aos contribuintes remediarem essa distorção encontrada nas leis tributárias.

Ao final, que a promessa expressa do Presidente Michel Temer de priorizar este ano a aprovação da reforma tributária seja cumprida. Assim, a tributação sobre o consumo será reduzida, permitindo um incremento significativo na competitividade de nossas empresas. *Sérgio Gonzaga Jaime Filho é advogado formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG). É pós-graduado latu sensu em Direito Empresarial (MBA/FGV), Direito Civil e Processual Civil pela Universidade Cândido Mendes, Direito Público e Direito do Trabalho.

Veja os temas contemplados pelo projeto de reforma tributária relatado pelo deputado federal Carlos Hauly (PSDB) TRIBUTOS QUE SERIAM EXTINTOS -IPI, IOF, CSLL, PIS, Pasep, Cofins, Salário Educação (federais), ICMS (estadual), ISS (municipal) TRIBUTOS QUE SERIAM CRIADOS Imposto sobre Valor Agregado (IVA), Imposto Seletivo, Contribuição Social sobre Operações e Movimentações Financeiras (uma espécie de nova CPMF). ABSORÇÃO DA CSLL PELO IRPJ Alíquota de 33-34% IRRF Explorar a cobrança de novas bases isentas ou pouco tributadas; Atacar o incentivo à chamada “pejotição”. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO SELETIVO Produtos de energia elétrica, combustíveis, telecomunicações, cigarros, bebidas, veículos, pneus e autopeças, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, minerais e transporte. REDUÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTOS Extinção do salário-educação, que pode reduzir a cobrança sobre a folha em 2,5 pontos porcentuais. A alíquota seria substituída por uma vinculação em receitas em valor equivalente para a educação básica. CRIAÇÃO DO SUPERFISCO Órgão que seria de todos os Estados e do Distrito Federal, mas com autonomia em relação aos governos. Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo de 21/1/2017

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ECONOMIA

Foto: Grupo Sinos

LIBERAÇÃO DO FGTS

R$34 bilhões para sanar dívidas e aquecer comércio

Desde março é possível sacar parte dos lucros vinculados ao FGTS das contas inativas, o que movimentará o comércio brasileiro, segundo os economistas. Para o trabalhador, dinheiro inesperado foi notícia boa em tempos de alta inflacionária e perdas salariais gradativas

P

romover o refinanciamento do consumo migrando o comércio do círculo vicioso para o virtuoso com o pagamento de dívidas, consequente reabertura de crédito e elevação do consumo. Com esse objetivo o governo federal aprovou a medida provisória 763, de 22 de dezembro de 2016, que autorizou o saque de 50% dos lucros das contas inativas do FGTS. Todas elas relativas a contratos de trabalho extintos até 31 de dezembro de 2015. Cerca de 10 milhões de brasileiros foram beneficiados e a retirada do dinheiro, iniciada em

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março último, continuará sendo feita até julho, quando todos os trabalhadores terão recebido os valores a que têm direito. Economista e professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), Danilo Orsida diz que a iniciativa não pode ser analisada de forma isolada, mas inserida dentro do pacote de ações adotado pelo governo federal para aquecer o consumo no País. “A utilização dos lucros do FGTS já era estudada há um ano e sua adoção, juntamente com a redução da taxa Selic, visa promover o refinanciamento do consumo por

Foto: Arquivo Pessoal

Danilo Orsida: consumo resgatado


Benefício de mão dupla Trata-se de uma receita provisória, mas que movimentará o comércio até julho desse ano, quando terminam as retiradas junto à Caixa Econômica Federal e aos seus agentes autorizados. Apesar de o ânimo no comércio ser temporário, o professor da PUC considera a iniciativa positiva. De acordo com ele, o montante liberado agora corresponde a R$ 34 milhões, uma soma que, se for aplicada na poupança, trará um rendimento superior em comparação ao valor da correção anual aplicada pelo governo federal no saldo das contas inativas. O cálculo desses rendimentos é feito com base na Taxa Referencial (TR) mais 3%, o que faz do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço uma fonte barata de recaptação de recursos para a União. O economista, que também tem formação em sociologia, lembra

que o fato de os salários serem corroídos pela inflação na atual conjuntura torna vantajoso para o trabalhador brasileiro o acesso a esse dinheiro. “E por outro lado também não traz prejuízos à União, pois o fato de o benefício ser restrito às contas inativas de

contratos de trabalho extintos até 31 de dezembro de 2015 denota a preocupação do governo federal de manter o andamento das políticas públicas de infraestrutura financiadas pelos recursos do FGTS”, comenta o economista e professor da PUC.

Surpresa ao encontrar saque disponível Professora de História e anos, vai investir o valor Geografia da rede particular de disponibilizado na entrada ensino, Gislene de Jesus Sabino, do carro que quer comprar. 45 anos, foi pega de surpresa Para Bruna, o saque será quando descobriu que suas liberado em julho e como contas inativas do FGTS lhe ela tem conta ativa na CEF, renderam R$1.500,00. A data o montante será depositado do saque já está agendada e o automaticamente. “O valor dinheiro tem destino certo: vai que tenho para receber é ser usado para comprar um da época em que trabalhei novo laptop, imprescindível como vendedora em um para consultas à internet, confecção de provas, edição de textos, etc. Duvidando de que seria beneficiada, Gislene Sabino só checou a possibilidade depois que um amigo insistiu para que ela fizesse isso. “Eu tinha certeza de que não havia nada para eu receber. Quando vi o valor, confesso que dei um grito. Foi uma Bruna Carvalho: poupança para o carro novo surpresa muito boa nesses dias de aperto, porque qualquer dinheiro extra shopping aqui da cidade. que aparece já é um bom lucro”, Não me lembrava que havia comenta. Ela explica que o conta e muito menos que fato de estar trabalhando a fez fosse inativa. Realmente, pensar que não teria direito, eu não esperava que tivesse pois havia se esquecido de que alguma quantia para sacar o alvo da iniciativa do governo e por isso fiquei contente, são as contas inativas. pois vai me ajudar muito”, Já a operadora de caixa comemora a operadora de Bruna Carvalho Araújo, 31 caixa do comércio local.

O LOJISTA

Foto: Gêza Maria Vilela

meio da diminuição do valor do crédito, que anda alto por aqui. Há também a preocupação de fazer baixar a inflação, antes disparada na casa dos dois dígitos. Estamos agora voltando para o centro da meta, que é de 4,5% para este ano e isso eleva o poder de compra dos brasileiros”, comenta. Para o professor, os saques não só aquecerão o consumo, como também vão representar a quitação de dívidas contraídas ao longo dos últimos três anos. Ou seja, a renda extra vai promover o resgate do consumidor cujo crédito na praça estava sendo negado em razão da inadimplência. “Quitando suas dívidas, novo crédito é liberado e assim o trabalhador passa a ter condições de comprar novamente um bem, de resolver alguma pendência financeira que antes não era possível. No entanto, é hora de planejar os gastos com atenção para evitar, assim, novos endividamentos”, diz Orsida.

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ECONOMIA

Micro e pequenos empresários querem investir

Apesar de o indicador ainda ser baixo, o número de pessoas que pretendem investir nos próximos meses compõe o maior resultado, obtido até agora, das pesquisas iniciadas em maio de 2015

O

Indicador de Demanda por Crédito e Investimento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) mostra que a intenção dos micro e pequenos empresários (MPEs) de investir nos próximos 90 dias cresceu pelo segundo mês seguido em fevereiro último, atingindo 34,3 pontos. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 12,8 pontos. O resultado é o maior da série histórica, iniciada em maio de 2015, mas mostra que a propensão dos MPEs de investir ainda é baixa. O indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo a 100, maior é demanda do empresário por investimentos. Entre os MPEs que pretendem realizar investimentos nos próximos três meses (29%), a maior parte deseja fazê-lo para aumentar as vendas (46%), outros 22% o farão para adaptar a empresa a uma nova tecnologia e 12% dos micro e pequenos empresários vão

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O LOJISTA

investir para atender a demanda que aumentou. Dentre os empresários que não pretendem investir (59%), a maioria diz que não vê necessidade (41%), 29% dos entrevistados apontam a crise econômica como o principal motivo de não investirem no momento e há também os que investiram há pouco tempo (14%) e por isso, agora,

aguardam o retorno. Presidente da CNDL, Honório Pinheiro avalia que a busca dos MPEs por investimento deve acompanhar a retomada da economia. “Devido à crise econômica, os projetos de expansão das empresas são colocados em segundo plano. A preocupação de grande parte dos empresários passa a ser, então, lidar com a queda do faturamento e o aumento da inadimplência”, afirma o presidente da Confederação Nacional. Estoques Ampliados O indicador também mostra que, entre aqueles empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (60%), ou resultante da venda de algum bem (12%). Já em relação aos destinos dos valores empregados, os mais citados foram a ampliação dos estoques (30%), reforma das empresas (26%), compra de máquinas e equipamentos (24%), seguidos de mídia e propaganda (21%).


Empréstimos aplicados ao capital de giro A maioria dos que não pretendem contratar crédito consegue se manter com recursos próprios (40%). Em seguida, aparecem os MPEs que justificam a decisão devido às altas taxas de juros (27%) e também em virtude da insegurança econômica. Entre os empresários que pretendem tomar crédito nos próximos 90 dias, maior parte (50%) ainda não sabe qual modalidade será contratada, mas 18% devem recorrer ao microcrédito, 10% ao cartão de crédito empresarial e 8% ao cheque empresarial. Os destinos AF_CRA 0003-17 ANÚNCIO TESTE ÚNICO RV. CDL mais citados para o crédito são: capital de giro (38%), compra de

ISO 9001: 2008

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máquinas ou equipamentos (30%) e ampliação dos negócios (22%). Entre os que consideram contratar crédito algo difícil (27%), os principais motivos são os juros altos (49%) e excesso de burocracia e exigências dos bancos (42%). As modalidades mais difíceis de serem contratadas são os empréstimos em instituições financeiras (29%) e os financiamentos (16%). Já entre os que consideram fácil a contratação (22%), as justificativas mais citadas são o bom relacionamento com o banco (35%), o fato de estar com as contas em dia (19%) e tempo de existência da empresa (12%). Desde o início da série, o SABIN--19,5x13cm.pdf 1 06/02/17 indicador de demanda por 19:13 crédito mantém-se baixo, com

uma média de 12,8 pontos. Para Honório Pinheiro, “isso acontece, principalmente, devido ao fato de os MPEs não precisarem de grandes aportes. Em razão disso eles conseguem manter-se com recursos próprios.” Pinheiro completa dizendo que “a crise econômica também influencia essa decisão, bem como o fato de parte significativa desses empresários não verem o crédito como um meio de expandir os negócios.” Na opinião de Pinheiro, políticas que instruam o pequeno empresário a respeito da importância do crédito e que ampliem as modalidades ao seu alcance podem resultar em maior demanda por recursos.

(Fonte: portal CNDL)


Foto: Doutor E-commerce

ECONOMIA

Banco do Brasil disponibiliza 1,4 bilhão por meio do FCO Recursos já estão disponíveis à espera de micro e pequenos empresários goianos, além de empreendedores rurais. A ideia é fomentar o desenvolvimento econômico da Região Centro-Oeste

O

Banco do Brasil está com linha de crédito disponível de R$ 1,4 bilhão por meio do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), voltado para o atendimento a empreendedores rurais e empresas de micro e pequeno portes. O objetivo é fomentar o desenvolvimento econômico na Região Centro-Oeste e Distrito Federal. Para este ano a instituição bancária tem R$ 2,8 bilhões do FCO reservado para Goiás, o que mostra uma elevação de mais de 60% em relação a 2015, com R$ 1,4 bilhão destinado especificamente aos projetos do setor empresarial, sendo o restante para o setor rural. O programa conta com uma série de vantagens, entre elas o prazo amplo de pagamento e taxas diferenciadas de juros em relação ao mercado. De acordo com o perfil do empreendimento, se micro ou pequena empresa, o empresário pode ter o prazo de até 20 anos para pagar, incluindo o período de carência que pode chegar a cinco anos, acrescido de bônus de adimplência. As taxas de juros do FCO empresarial tiveram redução, pois caíram de 11,18% para 10%, chegando a 8,5% ao ano no caso dos beneficiários adimplentes. Outra mudança que já está em vigor é o financiamento de capital de giro dissociado com a finalidade de subsidiar gastos relativos à administração do empreendimento para empresas de pequeno, médio e

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O LOJISTA

de grande porte. Essa nova regra do FCO permite o uso do recurso financiado para o pagamento de despesas como água, energia, telefone, folha de pagamento, aluguel, aquisição de insumos e matéria-prima, pagamento de tributos, dentre outros vinculados ao negócio, exceto a amortização e/ou liquidação de empréstimo e/ou financiamento no Sistema Financeiro Nacional. O limite de financiamento varia de R$ 270 mil a R$ 800 mil, dependendo do porte da empresa. De acordo com o Diretor Técnico do Sebrae Goiás, Wanderson Portugal Lemos, os clientes interessados em obter o financiamento no Banco do Brasil podem contar com a orientação da equipe de consultores do Sebrae Goiás para analisar o uso do crédito. “O Sebrae Goiás oferece uma programação de cursos, consultorias e atendimento focados na capacitação da gestão do pequeno negócio. Nossa equipe está a postos para o pleno atendimento dos que já possuem o seu negócio, bem como daquelas pessoas interessadas em abrir a própria empresa no momento”, completa Wanderson Portugal Lemos. Para mais informações os clientes devem procurar sua agência de Relacionamento do Banco do Brasil, ou pelo número 0800 729 0722. Já a equipe técnica do Sebrae presta atendimentos pelo 0800 570 0800. (Fonte: Sebrae Goiás)


VAREJO

Medida Provisória libera R$ preços diferenciados 59 PRE

ÇO A

C

omerciantes de todo o País agora podem cobrar preços diferenciados para pagamentos feitos por meio de cartão de crédito, débito, cheques ou mesmo para pagamentos à vista. A permissão veio com a publicação, pelo governo federal, da Medida Provisória 764/16 no final de dezembro último. A cobrança de preços diferentes está permitida para bens e serviços oferecidos ao público e a medida revogou também qualquer tipo de cláusula contratual que restrinja essa forma de cobrar.

A ação reduz a insegurança jurídica a que o empresariado brasileiro estava submetido nos últimos anos, haja vista a tendência recente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de reconhecer a ilegalidade dos preços diferentes estipulados de acordo com a forma de pagamento. Em 2004, a Nota Técnica nº 103, expedida pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, considerou abusivo esse tipo de cobrança. Agora, a Medida Provisória surge como benefício

,99 R$ 39,9 9 PR

AZ O

para os empresários, PRE ÇO haja vista que os A VI STA gastos com as taxas operadas pelas administradoras dos cartões de crédito e débito podem ser contabilizados, bem como os valores mensais pagos pela utilização das maquinetas e o prazo para recebimento, que é de 30 dias corridos no caso dos cartões de crédito. Os valores diferentes tem de ser explicados de forma clara para os consumidores.


COMPORTAMENTO

O casal não vislumbra o mesmo caminho e por isso homem e mulher vivem, diariamente, em rota de colisão.


Foto: Fusesc

R$

R$

$ R R$ R$

O dinheiro no olho do furacão

Pesquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 39% dos casais brasileiros se desentendem por causa de dinheiro. Prioridades diferentes, medo de ter o salário controlado pelo cônjuge e o fato de um não querer pagar pelos gastos do outro foram algumas das constatações

D

iz o ditado que o dinheiro é a raiz de todos os males. Se essa máxima popular for considerada ao pé da letra e os dados da pesquisa feita recentemente pelo SPC Brasil em conjunto com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) forem analisados, veremos que, se não for tão mal assim, é certo que muitas brigas e desentendimentos o dinheiro tem provocado entre os casais brasileiros. O estudo foi realizado em março último, quando foram entrevistados mais de 600 consumidores acima de 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, em todas as capitais brasileiras. Os principais motivos das brigas são discordâncias sobre os gastos da casa (41%), falta de reservas para os imprevistos (32%) e o fato de um não querer arcar com os gastos do outro (19%). O segredo em relação ao que se compra também é prática comum, pois 40% dos consumidores casados preferem esconder do companheiro como empregam o dinheiro que ganham. Sobre esse fato, 61% dos entrevistados alegam manter segredo para evitar conflitos, pois 37% assumem que têm prioridades diferentes em relação ao uso do montante disponível nas mãos. No grupo dos entrevistados há também os que preferem omitir os gastos porque não querem ter o “dinheiro controlado” pelo parceiro (25%). Especialista em Gestão Financeira e Controladoria, o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC) Edilson Aguiais lembra que, historicamente, a humanidade trabalha há muito pouco tempo com o dinheiro. “Isso torna difícil lidar com ele e por isso é complicado fazer as escolhas certas. Ainda estamos todos aprendendo”, diz. Segundo Aguiais, pesquisa semelhante realizada em 2004 mostrou que um número menor de casais brasileiros brigavam por causa da vida financeira. Eram 34% no total. O incremento de 6% na estatística de agora, 13 anos depois, deve-se, de acordo com o consultor de investimentos e finanças, à maior inserção da mulher no mercado de trabalho. O LOJISTA

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COMPORTAMENTO “A mulher conquistou renda e mais poder de decisão nesses últimos anos e o homem ainda está assustado com isso. Desse fato vêm os problemas e a falta de unidade

em planejar, conjuntamente, como o dinheiro será empregado. O machismo ainda é preponderante e muitos homens não dão satisfação a respeito do que fazem com o

dinheiro. Por outro lado, muitas mulheres escondem seus gastos, mas é possível que o problema seja maior, pois os números podem estar subdimensionados”, relata.

Desunião na hora do aperto financeiro ajudar o casal a unir esforços e conquistar, compartilhando a vida financeira de forma clara, sem restrições de qualquer tipo. Educador Financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, em entrevista ao portal da CNDL, diz que, “quanto mais o casal estiver em sintonia, maior será a probabilidade de conseguir caminhar na mesma direção, preparados para os imprevistos, concretizando objetivos de médio e longo prazo.” Já o professor da PUC lembra que, atitudes como as de esconder do outro o que se gasta, decidir sozinho o que comprar e o que fazer com os recursos disponíveis, investir sem compartilhar com o parceiro, não conversar sobre a vida financeira, entre muitos outros comportamentos, não ajudam homem e mulher avançarem rumo à vida financeira saudável. “Pensar e definir juntos, planejar as conquistas em curto, médio e longo prazo, tendo como base a transparência e a

honestidade muda tudo. Esse é mesmo o melhor caminho e certamente o resultado desse envolvimento será positivo e trará ótimos frutos, enfatiza o economista e educador financeiro Edilson Aguiais. Foto: Arquivo Pessoal

Edilson Aguiais conta que tem acompanhado muitos casos de divórcio motivados por problemas financeiros, provocados por decisões erradas tomadas por um dos cônjuges. “Atualmente, quando a instabilidade econômica surge, o parceiro pula fora. O casal não vislumbra o mesmo caminho e por isso homem e mulher vivem, diariamente, em rota de colisão. São dois mundos completamente diferentes, dois perfis de consumo díspares convivendo sem planejamento, mas comprando e investindo sem que haja um objetivo financeiro comum”, explica o economista. O estudo do SPC Brasil/ CNDL concluiu que 74% dos entrevistados admitem ter planos com o parceiro para os próximos dez anos, mas enquanto 40% dos casais fazem algo para realizar esses planos, outros 34% não fazem absolutamente nada para conquistar o proposto. Nesse sentido, o planejamento aparece como recurso fundamental para

Planejamento, transparência e honestidade mudam tudo

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O LOJISTA

Edilson Aguiais: “é complicado fazer escolhas certas”


39%

DOS ENTREVISTADOS CASADOS OU EM UNIÃO ESTÁVEL BRIGAM POR CAUSA DE DINHEIRO

27% 25% %

40

FALAM SOBRE A VIDA FINANCEIRA SOMENTE QUANDO A SITUAÇÃO NÃO ESTÁ BOA

GASTAM MAIS DO QUE PODEM PARA AGRADAR O CÔNJUGE

NÃO CONTAM SOBRE TODAS AS COMPRAS AO PARCEIRO

25% 37%

NÃO CONTAM SOBRE AS COMPRAS QUE FAZEM PORQUE TEMEM SER CONTROLADOS

DIZEM TER PRIORIDADES DIFERENTES

39%

DOS ENTREVISTADOS CASADOS NÃO SABEM QUANTO O CÔNJUGE GANHA POR MÊS

19% 20%

NÃO QUEREM PAGAR PELOS GASTOS DO OUTRO

AFIRMAM QUE NUNCA SOBRA DINHEIRO Fonte: Pesquisa SPC Brasil/CNDL


Treinamento para fomentar o comércio

Após reestruturação, Escola do Varejo da CDL volta a oferecer cursos para vendedores e lojistas. Intenção é revisar conceitos e motivar os colaboradores em seu dia-a-dia de trabalho

A

Escola do Varejo da CDL abriu novamente as portas no final de março, com a oferta do curso de Crediário aos trabalhadores do comércio de Anápolis interessados em aprender mais. Com as atividades paralisadas em 2016 para reestruturação da proposta de trabalho, os treinamentos estão a todo vapor e há outras opções de cursos e datas previstas para os meses de abril, maio, junho e julho deste ano (confira o quadro da programação na página ao lado). As aulas são ministradas por instrutores especializados, contratados pela CDL. São três dias de aulas, com duração de três horas cada uma, realizadas sempre à noite na sede da entidade. Apesar de o público alvo ser o lojista e seus colaboradores, a comunidade também pode participar. Para isso, basta ficar de olho nas datas programadas e se houver interesse, é necessário ligar na CDL para solicitar a inscrição. Crediário, Excelência em Vendas e Qualidade no Atendimento serão os treinamentos oferecidos pela

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O LOJISTA

Foto: Gêza Maria Vilela

ESCOLA DO VAREJO

Makário Orozimbo: reflexão e revisão de conceitos

Escola do Varejo neste semestre. “A Escola do Varejo cumpre a razão de existir da entidade de classe. Há 56 anos a CDL foi criada para fomentar o comércio por meio de atividades diversas. Ministrando os cursos, sabemos que colaboramos para que isso ocorra”, comenta o diretor da Escola do Varejo Makário Luiz Orozimbo. Segundo ele, os cursos propostos têm curta duração porque o objetivo é, em um primeiro momento, provocar um despertar nos lojistas e vendedores que passam pelas salas de aula. Padrão de Excelência Ele explica que nas nove horas de carga horária é possível rever conceitos, refletir sobre o papel preponderante do vendedor, saber mais sobre as rotinas do crediário, além de conhecer o caminho para se alcançar padrão de excelência na atividade de vendas. “Há também flexibilidade em relação à grade proposta, porque podemos incluir temas e criar novos cursos. Estamos abertos a esse diálogo e trabalhamos, sobretudo, para

atender às demandas do comércio varejista”, diz o diretor da escola. Makário Luiz reforça a importância de os lojistas se inscreverem também para que não haja diferenças entre a linguagem do empresário e a do colaborador. Conforme conta, é comum vendedores e atendentes passarem pelos cursos e chegarem entusiasmados nas lojas, cheios de ideias e com vontade de implantar mudanças. “Mas, por desconhecerem os conteúdos ministrados, muitos lojistas tolhem o funcionário, voltando tudo à estaca zero”, diz o diretor. “Por aqui, infelizmente, 95% das atividades comerciais ainda são feitas de maneira empírica. Temos dezenas de empresários bem sucedidos e isso é visível a todos, mas esse empresário precisa ser ‘mais lojista’, mais profissional para realmente conquistar o seu cliente e vender mais. Enxergamos essa deficiência, mas é fato que nem todos atentam para esse fato. Por essa razão, ler mais e conhecer os meandros do setor sempre será de grande valia”, acrescenta.


ESCOLA DO VAREJO - PROGRAMAÇÃO DE CURSOS Confira as datas e os cursos que a Escola do Varejo preparou para esse primeiro semestre. As aulas serão realizadas sempre de terça a quinta-feira, das 19 às 22 horas, na sede da CDL, localizada à Rua Conde Afonso Celso, nº 25, Centro.

MAR

Curso

C.Horária

Período

Crediário

9 horas

28, 29 e 30/03/2017

ABR

Qualidade no Atendimento Excelências em vendas

9 horas 9 horas

04, 05 e 06/04/2017 25, 26 e 27/04/2017

MAI

Qualidade no Atendimento Excelências em vendas

9 horas 9 horas

09, 10 e 11/05/2017 23, 24 e 25/05/2017

Crediário

Excelências em vendas

9 horas 9 horas

06, 07 e 08/06/2017 27, 28 e 29/06/2017

Qualidade no Atendimento

9 horas

11, 12 e 13/07/2017

JUN

JUL


CAPA


Foto: People Creations

CLIENTE

ator principal no palco das vendas Reclamar do comércio parado, pouco dinheiro circulando e queda nas vendas é discurso recorrente, mas quem elege o cliente como ator principal da experiência de vendas vive em outra realidade. O momento é propício para focar na melhoria do atendimento, conhecer melhor o consumidor e fidelizá-lo para se desvencilhar da crise


CAPA

A hora e a vez do CLIENTE

O

cliente nunca saiu do pódio, nunca perdeu a razão e sempre foi ator principal na dinâmica de compra e venda. Mas há quem o tenha deixado de lado nos últimos anos sem lhe atribuir a devida importância, sem investir no treinamento dos vendedores nem entender quem é essa personagem e a importância que tem. Muitos lojistas ainda não se convenceram de que é o cliente quem paga a conta, custeia o estoque, possibilita a troca das coleções, garante o salário dos colaboradores, torna possível repaginar o layout da loja e mantém os impostos em dia. Se para um bom entendedor um “pingo é letra” não há exageros em dizer que a dinâmica do comércio acerta quando, o cliente, é posto em primeiro lugar.

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O LOJISTA

É também esse figurante do varejo que muitas vezes é bajulado ao invés de ser bem atendido. Outras vezes é deixado solto, perambulando pela loja, sem ao menos receber um bom dia ou ganhar a atenção que merece. Mais do que nunca, o cliente precisa ser conhecido pelo empresário e tratado com zelo mediante uma vasta oferta de produtos para exercer o poder de escolha que tem. Assim, ele encontra o que procura, conclui a compra com sucesso e movimenta o comércio pelo País afora. Consultora da área de vendas com atuação nacional, Márcia Regina Palma Ribeiro nasceu em uma família de lojistas, especializou-se na área e por isso conhece os meandros do setor como ninguém. Ela reforça o

Márcia Regina: valorização do cliente

Foto: Arquivo Pessoal

O cliente sempre foi a mola mestra da experiência de vendas, mas muitos empresários ainda ignoram esse fato. Com a retração do comércio, lojistas precisam investir no atendimento diferenciado e na valorização do consumidor para reverter o quadro


conceito de que o cliente sempre foi a estrela do processo e que agora, “mais do que nunca, o empresariado precisa deixar de lado a zona de conforto para atraí-lo. “Quem entendeu o valor do cliente anos atrás saiu na frente, mudou a mentalidade, treinou seus colaboradores e hoje não reclama. São empresários que conseguiram incrementar, qualitativamente, o modo de vender e por isso não dependem da condição econômica do País para continuar girando o capital ou tendo lucros”, explica. Mudança de visão Márcia Regina fala que a entrada do cliente na loja é uma vantagem competitiva enorme, pois significa a vitória do lojista sobre o comércio vizinho e a forte concorrência do e-commerce. “Se entrou na loja a chance de comprar é de 70%, número comprovado por pesquisas. Como o poder de decisão é dele, é preciso começar o show usando todas as ferramentas disponíveis para encantá-lo com o produto. Não se trata de bajulação, mas de saber o que ele procura para mostrar, oferecer. Isso é vender!”, diz ela, também ligada ao Sindilojas de Goiânia. A qualidade no atendimento

e a dedicação às várias etapas do processo de vendas são mesmo o calcanhar de aquiles da questão. Pesquisa realizada há alguns anos pelo Procon/Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que 68% dos clientes deixavam de comprar por causa da má qualidade do atendimento. Mudanças à parte, esse fato ainda ocorre com frequência, pois a consultora

produtos, demonstração, fechamento experimental – onde os complementos são oferecidos e vendidos – e fechamento final. Se esses passos forem seguidos e as vendas concluídas com êxito, o profissional precisa então fomentar o pós-venda, quando a utilidade do produto é checada, reclamações são atendidas e as trocas, se necessárias, são feitas.

É preciso mudar a visão a respeito de quem é o cliente assegura que há um número enorme de clientes à espera de serem conquistados. É um nicho para ser ocupado por empresários e colaboradores treinados, “que precisam mudar a visão a respeito do negócio que têm, a respeito de quem é o cliente”, acredita ela. Incrementar a experiência de compra e venda envolve diversos fatores, que passam pelo acesso à loja, estacionamento, recepção, abordagem, sondagem para descobrir as necessidades do consumidor, seleção dos

“Esse relacionamento tem de ser mantido sem invasão de privacidade. Convém ao vendedor estar presente em datas importantes como aniversários, noivado, casamento e outros, por meio de uma ligação. É importante que o contato feito na loja se estenda para o relacionamento. Esse cliente torna-se fiel, procurará sempre o mesmo vendedor e assim esse profissional vai descobrir que vender não é um bico, mas sim uma carreira para ser seguir”, enfatiza a instrutora Márcia. O LOJISTA

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Limites da loja têm de ser extrapolados

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O LOJISTA

se a empresária Luciana Rocha está à procura de vendedores envolvidas com a atividade, há quem tenha esse potencial e o exerça em sua plenitude. É o caso da vendedora Tânia Márcia Ananias, 53 anos, que há 11 anos vende sapatos, bolsas, cintos e acessórios em uma loja de Anápolis, cujas franquias estão espalhadas por todo o País. Independência Financeira Tânia Márcia acredita que sua carteira de clientes fidelizadas tenha cerca de 50 nomes, um resultado extremamente positivo, fruto do trabalho incessante de prospectar as consumidoras e se relacionar com elas ao longo dos anos. “O cliente para mim é tudo porque é por meio dele que eu me torno bem sucedida, garanto

Luciana Rocha: esforço para motivar vendedores

minha independência financeira, sustento minha família e realizo meus sonhos. Independente da classe social a que pertence, ele faz parte da minha vida e do meu sucesso”, comenta a profissional, para quem “vender é muito mais que entregar uma simples caixa de sapatos nas mãos de uma pessoa”. Para Tânia Márcia vender é uma Foto: Gêza Maria Vilela

L

uciana Rocha, 38 anos, é proprietária de uma loja de roupas e acessórios femininos e se enquadra no grupo de empresários conscientes de como o cliente precisa ser tratado. Apesar de ter vendedoras disponíveis, sempre que atende alguém ela o faz como se estivesse atendendo a si mesma. “Dou o meu melhor sempre e não é porque não gosto de uma roupa que o meu cliente não vai gostar. É preciso mudar o olhar! Muitas vezes um vendedor não mostra o produto em razão de suas preferências pessoais. Não pode e não deve ser assim”, diz a empresária. Há 20 anos no ramo, Luciana foi vendedora e gerente de loja em Uberlândia e há oito anos mora em Anápolis, onde se tornou empresária. De acordo com ela, formar uma equipe que realmente envolva-se no trabalho de vendas para entender a necessidade do cliente tem sido um de seus maiores desafios. “Os vendedores não investem em suas formações, não conhecem bem o produto que oferecem e não associam as mercadorias aos clientes”. Luciana Rocha diz que já investiu em treinamentos e até em coaching, mas a falta de interesse dos colaboradores estaria dificultando o processo. “Muitos vendedores realmente não conseguem extrapolar os limites da loja para criar relacionamentos. Confesso que essa tem sido uma dificuldade para mim”, relata. Mas,

Foto: Gêza Maria Vilela

CAPA

Tânia Márcia: experiência, clientes conquistados e sucesso


conquista diária realizada por meio de treinamentos, conhecimento dos produtos comercializados, relacionamento com os clientes e pedido de sabedoria a Deus. “Contamos com a vantagem de termos treinamentos oferecidos

pela loja durante as trocas de coleção e também em datas comemorativas como o Dia das Mães, Dia dos Namorados, Natal, entre outras. Participamos com prazer porque são momentos em que aprendemos muito e todas nós

ganhamos com isso, pois reflete no modo como apresentamos os produtos aos nossos clientes”, fala Tânia, que há 34 anos encontrou no setor de vendas a profissão que ainda quer exercer por muitos e muitos anos.

“O vendedor precisa se importar com a gente” Professora do Centro de Ensino e Aprendizagem em Rede da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Poliana Reis Fanstone, 40 anos, é mãe de três meninos e comumente tem algo para comprar. Ela é o tipo de cliente que sempre espera o vendedor lhe “mostrar algo a mais”. “Ele precisa se importar e investir tempo nos ajudando a

comprar o melhor”, comenta. Segundo ela, as lojas estão cheias de vendedores que não olham para os clientes e não notam os consumidores. “Se esse vendedor tiver boa vontade e quiser trabalhar, quando mostrar mais produtos, compraremos o que precisamos e até um pouco mais. Isso acontece comigo e com pessoas

que conheço!”, fala a professora da UEG, corroborando a tese de que o cliente quer ser surpreendido e conquistado. Sobre isso Márcia Ribeiro é enfática: “se eu não souber o que ele precisa, não vou atendê-lo bem, nem superar suas expectativas. Não haverá fidelização e dificilmente esse cliente voltará.”


CDL MULHER


Fios que fazem bem à autoestima

CDL Mulher cria projeto para recolher cabelo e confeccionar perucas para empréstimo às portadoras de câncer. A ideia é criar, ainda este ano, o primeiro Banco de Perucas da cidade

U

nir forças, gerar resolutividade e assim ajudar mulheres portadoras de câncer a resgatar a autoestima perdida ao longo do tratamento quimioterápico. Com esse objetivo, a CDL Mulher começou 2017 trabalhando com afinco para retirar do papel as ações do Projeto Fios do Bem/CDL Mulher, voltado para pacientes que moram em Anápolis e nas cidades circunvizinhas. A ideia é receber a doação dos fios, confeccionar perucas e emprestá-las por tempo indeterminado para as mulheres que precisarem delas. Para o final deste ano está previsto o lançamento do Banco de Perucas, que vai funcionar na sede da CDL Anápolis. Para movimentar a cidade em busca das doações de cabelos e estimular as mulheres a fazê-lo, as integrantes da CDL Mulher percorrem os salões de beleza

fixando, de tempos em tempos, o cartaz do projeto. Desde o começo a iniciativa tem recebido apoio do salão Primu´s Hair, cujos profissionais fazem os ajustes necessários nas perucas. Uma grande quantidade de fios é necessária para tecer uma única peruca, o que torna valiosa toda atitude de reduzir o tamanho das madeixas para colaborar com a ação Fios do Bem. A ideia de abraçar a causa surgiu há alguns anos, quando as integrantes do CDL Mulher se depararam com a realidade das portadoras de câncer por meio do Núcleo Esperança, ONG com a qual colaboram em Anápolis. A aproximação fez o grupo vivenciar parte de um drama vivido pelas pacientes que passam pela quimioterapia: a ausência de autoestima provocada pela queda gradativa dos cabelos durante o tratamento.


Foto: Gêza Maria Vilela

CDL MULHER

Yesa Carvalho: “o acesso às perucas ainda é muito difícil porque os preços são altos”

Projeto tem muitas doações “De repente, essa mulher diagnosticada com câncer passa a lidar com o estigma trazido pela doença e ao mesmo tempo passa a conviver com a imagem que vê no espelho todos os dias. É uma mulher de cabeça lisa, que sonha em ter cabelos novamente, mas cujo acesso às perucas é muito difícil, porque os preços altos não ajudam”, comenta a coordenadora da CDL Mulher e idealizadora da iniciativa Yesa Ascensão Carvalho. A ação foi bem recebida em Anápolis e, se a procura pelo empréstimo das perucas é grande, as doações de cabelos têm acontecido em ritmo semelhante. Segundo Yesa Carvalho, o grupo tem recebido muitas ligações de pessoas querendo doar, como crianças, jovens e 38

O LOJISTA

mulheres adultas. Resultado: no momento há matéria-prima suficiente para tecer cerca de 30 perucas diferentes. Todas elas serão feitas pela própria Yesa e uma ajudante que também abraçou a causa. “Precisamos de sete a oito metros de cabelo para tecer uma única peruca e, pelo método manual, empregado anteriormente, precisávamos de um mês inteiro para produzir uma só unidade. No entanto, o Banco de Perucas de Goiânia nos orientou a tecer a manta utilizando uma máquina de costura reta. Agora tecemos sete metros de cabelo em pouco mais de uma hora e meia. Ganhamos tempo e por isso teremos uma produção ainda maior, com mais perucas para empréstimo”, acrescenta a líder do CDL Mulher.


“As perucas são caras. É difícil para muitas.” Enquanto as mechas vão chegando e a parceria com a Associação de Combate ao Câncer em Anápolis (ACCA) passa pelos últimos retoques para que as pacientes cadastradas sejam encaminhadas à CDL, metros e mais metros de cabelo vão sendo tecidos e a iniciativa, comemorada por quem vive, neste momento, do outro lado dessa realidade. É o caso da mentora do grupo Elas Contra o Câncer e coordenadora de RH Mayra Santana Lopes, 36 anos. Diagnosticada com tumor severo de mama em julho do ano passado, ela encerrou o ciclo de 17 quimioterapias no último mês de março. Sem cabelos e com parte da mama retirada, procurou perucas para comprar e ficou assustada com o que encontrou. Lenço na cabeça “Os preços são absurdos, impraticáveis! Vi perucas que custam até 30 mil reais. A que ficaria melhor em mim, porque era parecida com o meu cabelo, custava R$4 mil. Como não tenho condições de pagar comprei uma de R$800,00. Mas isso não existe. As pacientes não têm esse dinheiro porque a grande maioria faz o tratamento pelo SUS. Então, o que nos resta é enrolar um lenço na cabeça e enfrentar o preconceito das pessoas que, infelizmente, ainda acham que câncer é uma doença contagiosa. Inacreditável isso, mas é verdade”, diz ela. Mayra Santana considera o projeto Fios do Bem uma iniciativa “muito louvável” e a explicação, ela mesmo dá. “Quase 100% das mulheres que têm câncer de mama não se preocupam com a perda do seio.

Parece absurdo, mas é verdadeiro. Elas e eu nos preocupamos mesmo é com nossa cura em primeiro lugar e depois com o fato de não termos mais cabelo. É dificílimo nos deparar com a imagem careca diante do espelho. É avassalador para autoestima e o acesso às perucas quase ninguém tem”, comenta a líder do Elas Contra o Câncer, grupo criado por Mayra para ajudar portadoras de câncer a

Foto: Arquivo Pessoal

Líder do grupo Elas Contra o Câncer, Mayra apoia a iniciativa

sanar dúvidas por meio do repasse de informações e esclarecimentos sobre o tratamento. O grupo que começou em setembro do ano passado com três mulheres, hoje reúne 36 pacientes moradoras de Anápolis e de cidades de outros Estados.


CDL MULHER

Autoestima elevada faz diferença no tratamento Psicóloga clínica com atuação em Anápolis, Christiane Santana Ribeiro Martins lembra a importância que a simbologia do cabelo tem para a mulher desde a primeira infância. Conforme explica, esse símbolo está diretamente ligado ao feminino e à beleza externa. “E precisamos assumir que o externo é também importante para nós”, diz. Segundo ela, a autoestima elevada faz grande diferença no tratamento contra o câncer, haja vista a enorme influência do estado

emocional na recuperação da saúde dessas pacientes. “Uma peruca pode alterar sim esse estado, pois mexe com a imagem vista no espelho e não podemos nos esquecer de que, desde o diagnóstico, elas são mulheres expostas a grandes desgastes. O primeiro deles é a saúde debilitada e a batalha para restabelecê-la, depois vem a perda dos cabelos e, por fim, surge outro agravante diretamente ligado à questão emocional, que é a rejeição social. Em sociedade, as pessoas

FIQUE POR DENTRO • O QUÊ: Projeto Fios do Bem/CDL Mulher • OBJETIVO: Coleta de mechas de cabelo para confecção de perucas para empréstimo • PÚBLICO BENEFICIADO: Mulheres portadoras de câncer • COMO DOAR OS CABELOS: Procurar a CDL Anápolis. Tel.: 3328-0008 • COMO CONSEGUIR AS PERUCAS: Por meio de cadastro junto à CDL Mulher e à unidade Anápolis da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG)

se afastam de quem está careca”, explica Christiane Santana. Em razão disso ela reforça que não se trata de uma questão supérflua falar de perucas e do empréstimo delas, caso do Projeto Fios do Bem/ CDL Mulher. De acordo com a psicóloga clínica, as pacientes precisam se sentir melhor quando se olham no espelho e, uma vez com a cabeça encoberta, o aspecto emocional melhora bastante. “Quanto melhor emocionalmente, melhor será a recuperação dessas pacientes”, enfatiza a psicóloga.


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CÂNCER DE MAMA Falta de informação impede diagnóstico precoce


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epois do câncer de pele, o câncer de mama é o segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil e em todo o mundo. Na Região Norte do País ele é o segundo mais frequente e em 2016 o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou o surgimento de mais de 57 mil novos casos. Atualmente, o autoexame das mamas não é mais preponderante para o diagnóstico precoce e sim a mamografia, mas a falta de informações e conscientização entre as mulheres ainda é grande e assim, continuam produzindo maus resultados. Centenas de mulheres em todo o País ainda desconhecem o próprio corpo e sem cuidar bem dele. Em razão disso, nas unidades públicas de saúde, a eficiência do diagnóstico precoce tem sido invalidada pelo fato de as pacientes já chegarem doentes, sendo diretamente encaminhadas para o tratamento. Assim, não há tempo de prevenir nem de trazer à luz o diagnóstico precoce. Se isso ocorresse, elevaria para 100% as chances de cura, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Ginecologista e obstetra em Anápolis, Lorena Machado de Souza Lourenço atesta a veracidade dessa informação. De acordo com ela, o perfil da mulher atendida pelas redes privada/conveniada ainda é muito diferente do perfil das usuárias do SUS. “E a demora no diagnóstico pode ser fatal, haja vista que a mamografia tem papel fundamental no sucesso do tratamento e pode mudar tudo”, diz. Confira os principais trechos da entrevista concedida pela médica à revista O LOJISTA. Lorena Lourenço chama a atenção para os fatores de risco e faz um alerta quanto à exposição excessiva da mulher ao estrogênio, considerado atualmente o grande gatilho na disparada de novos casos de câncer de mama.


Foto: Gêza Maria Vilela

SAÚDE & BEM ESTAR

Mamografia é exame eficaz na detecção da doença Quando o assunto é o câncer de mama é excessivo dizer que um exame pode mudar tudo? Não. Não é excessivo! Realmente, um exame pode sim alterar o rumo das coisas quando ele faz a detecção precoce dos tumores. A mamografia é esse exame capaz de mudar a história da paciente e, feita no período ideal, pode salvar vidas. Pelo Ministério da Saúde é preconizada a realização anual da mamografia em pacientes com idade acima de 50 anos. Entre os 60 e 70 anos o intervalo de realização se estende para dois anos. Já após os 70, os casos são avaliados individualmente, podendo o exame ser prescrito ou não. A Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia recomenda diferente: exame anual para pacientes com faixa etária entre 40 e 60 anos. Bianual depois disso e análise individual dos casos quando a paciente ultrapassar 70 anos. Trabalho com a orientação da Associação Americana pelo fato de que, ao realizarmos as mamografias a partir dos 40 anos, o rastreio se torna mais eficaz. Não podemos nos esquecer de que os cânceres de mama surgidos entre os 40 e 50 anos são os mais agressivos e de evolução mais rápida se comparados aos surgidos

após essa faixa etária. Por isso é mais favorável à preservação da saúde da mulher a orientação da Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia. Não tenho dúvidas disso. A mamografia é mesmo o exame mais eficaz na detecção dos tumores de mama? Falando de rastreamento e detecção do câncer de mama em sua fase inicial nada melhor que a mamografia, pois ela pode trazer um enorme sucesso ao tratamento, salvando vidas. O exame nos permite identificar as lesões in situ, que não apresentam risco de invasão ou metástase, mas são anômalas. Essas lesões são de vários tipos e há, ainda, microcalcificações de formas diversas. No entanto, há um tipo específico de microcalcificação que nos faz pensar, imediatamente, na existência do câncer de mama. A partir da detecção desse tipo específico de microcalcificação ou mesmo de tumores não palpáveis, solicitamos a biópsia dirigida, quando então diagnosticamos precocemente a doença. Essa detecção dos tumores malignos em seus estadios iniciais é preponderante. É o que pode garantir a eficácia do tratamento.

Câncer de mama ainda produz altas taxas de mortalidade

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O LOJISTA

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama figura em segundo lugar na lista dos mais incidentes. A que se deve essa posição? No Brasil o tipo que mais acomete as mulheres é o câncer de pulmão, seguido pelo câncer de mama, que ainda produz altas taxas de mortalidade, infelizmente. Difícil seria responder essa pergunta sem mencionar, claro, os fatores de risco. O principal deles é o fator genético, confirmado pela presença dos genes BRCA1 e BRCA2 no organismo. Em segundo lugar está a exposição excessiva ao estrogênio, hormônio produzido pelos ovários que auxilia no desenvolvimento dos órgãos sexuais e regula os ciclos menstruais preparando o corpo para a gestação. Sempre que a mulher engravida, os níveis altos de progesterona, seguidos da amamentação funcionam como uma proteção natural do corpo contra o câncer de mama, pois a quantidade de estrogênio baixa consideravelmente. Por outro lado, a superexposição ocorre quando a mulher tem poucos filhos, amamenta pouco, menstrua mais cedo, enfrenta a menopausa precoce e etc. Ao contrário das nossas avós e bisavós,


essa obesidade a alimentação ruim e a ausência da prática de exercícios físicos regulares.

Lorena Lourenço: atenção à saúde e diagnóstico precoce

Câncer de mama rima com cura? Em quais casos? Sim. Câncer rima com cura porque é uma doença curável em 95% dos casos, desde que seja diagnosticada precocemente. Mais uma vez chamo a atenção para a importância da mamografia na realização desse rastreio e descoberta do problema em suas fases iniciais. O diagnóstico precoce e o rápido encaminhamento ao tratamento podem salvar a vida da mulher, daquela pessoa de 40 a 50 anos que ainda tem uma vida longa pela frente.

que passavam um curto período expostas a estrogênio, atualmente nos expomos muito mais em razão do estilo de vida que levamos, o que culmina com o surgimento de muitos casos de câncer de mama. Muitas vezes e apesar de atuarem juntos, progesterona e estrogênio entram em desequilíbrio e por isso o estrogênio tende a estimular o aumento das células que crescem desordenadamente, as células cancerígenas. Esse quadro é comprovado pelas estatísticas, que apontam que 60% dos casos de câncer de mama são estimulados pelos hormônios femininos, com destaque para o estrogênio, cuja produção é aumentada com a obesidade da mulher e a gordura visceral. Associamos a

Se a mulher suspeita de que algo não vai bem, o que ela deve fazer? A paciente precisa conhecer o próprio corpo. Ao perceber mudanças no bico do seio, algum ponto fixo ou nódulo mamário persistente ou doloroso, saída de secreção sanguinolenta em somente uma das mamas, retração que deixe a mama assimétrica ou mesmo notar que a mama está inchada, avermelhada ou com aparência de casca de laranja, ela deve procurar o serviço primário de

assistência à saúde, que são os postos do Programa de Saúde da Família (PSF). Na unidade de atendimento será feita a avaliação para reconhecer as doenças inflamatórias típicas e definir quais mulheres realmente têm indicação para fazer a mamografia ou ainda, se devem passar por outro método que diagnostique o câncer de mama. É o melhor a ser feito. Como você avalia o cuidado da mulher consigo mesma nos dias de hoje? Infelizmente vejo que as pacientes do consultório ainda têm um perfil muito diferente das usuárias do sistema público de saúde. As do consultório preocupam-se mais com a prevenção, com a detecção precoce dos problemas. As do serviço público, infelizmente, quando chegam ao posto de saúde já estão doentes. Por isso, no sistema público de saúde, não conseguimos descobrir precocemente o câncer de mama porque as mulheres chegam às unidades com a doença em estágio bem avançado, com lesões de um a dois centímetros. Isso atrapalha o tratamento do câncer de mama e é lamentável. Então, a divisão entre os dois perfis é clara: mulheres no consultório fazendo prevenção e pacientes do serviço público precisando de tratamento, muitas vezes urgente. Gostaríamos que o sistema público fosse mais eficaz na prevenção, o que é o ideal do Programa de Saúde da Família (PSF), mas a assistência básica à saúde ainda peca muito. Ou seja, nos casos de câncer de mama, a falha reside no fato de, muita vezes, não haver o diagnóstico precoce.

É importante a paciente conhecer o próprio corpo


ARTIGO

Josemar Carneiro*

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ivemos um tempo em que as mulheres conquistam cada vez mais espaço, enfrentam com igualdade em seu cotidiano lutas e obtêm vitórias. Elas chegaram pra ficar, incorporaram-se ao mercado de trabalho e têm conseguido fazer a diferença esses anos todos, melhorando o senso de contribuição social, buscando independência financeira, investindo em conhecimento, contribuindo com o pagamento das despesas domiciliares, realizando investimentos, criando suas próprias empresas e colhendo sucesso em muitas áreas da vida. Mas ainda vivemos em um mundo de preconceitos e machismos, onde a mulher é ainda muito discriminada e sempre há quem duvide das evoluções. Muito duvidam da capacidade feminina de exercer cargos de chefia e de tomar decisões políticas, criticam-nas no trânsito e em outras áreas. Acham que elas só servem para os afazeres domésticos e para o trabalho rotineiro com as crianças, sendo isso totalmente ultrapassado, pois hoje em dia inúmeras conseguem, com êxito, conciliar todas essas funções. Não há qualquer diferença entre homens e mulheres quanto às habilidades de resolução de problemas, capacidade de análise, motivação, espírito de liderança, competitividade, sociabilidade ou capacidade de aprendizagem. Todos possuem o mesmo nível de produtividade social. A questão é que, infelizmente, às vezes, a própria

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O LOJISTA

Foto: Arquivo Pessoal

Visão Feminina mulher também se autodiscrimina. Algumas, por falta de almejo pessoal, criam inabilidades sociais inexistentes e aceitação total à submissão aos homens. O ideal é que cada uma busque de forma incansável e persistente seus direitos, dê o melhor nos deveres e procurem, com determinação, construir sua própria carreira e igualdade. Todos nós sabemos o quanto é complicado conjugar a vida pessoal e profissional, pois existe a gravidez, o nascimento e a educação dos filhos e muitas mulheres ficam indecisas quanto ao modo de vida que vai escolher. Lógico que a escolha será pela família, mas, com muita sabedoria, discernimento e esforço a conciliação entre trabalho e a vida pessoal deverá ser bem vinda. Todo sacrifício feito pela mulher, sem que ela fuja de seus princípios, certamente não será vão. Os resultados serão cada vez mais evolutivos e recompensadores. ¨A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata a derruba”, diz o texto de Provérbios 14:1. Para alcançar as realizações que almejam, as mais jovens precisam se dedicar aos estudos, aos cursos profissionalizantes. É necessário identificar a vocação profissional e, posteriormente, encontrar o curso superior que suprirá o desejo de exercer o seu dom. Fundamental é também valorizarse ao máximo nos relacionamentos, além de realizar boas escolhas e tomar decisões coerentes relacionadas ao futuro. As mulheres adultas precisam conquistar maturidade emocional, têm de saber lidar com a


realidade, com sentimentos e frustrações. Muitas adultas mantêm atitudes infantis diante das circunstâncias da vida, da mesma forma como há mulheres jovens precocemente maduras. É importante conhecer-se, amar-se, procurar equilíbrio e eliminar os focos de sofrimento opcional, o que passa por relacionamentos saudáveis com outras pessoas e respeito aos limites do próximo. Ser boa filha, esposa, mãe e profissional, além de se dedicar a todas as suas atividades e, principalmente, ser uma mulher responsável, aceitável e produtiva perante a sociedade. Uma mulher tem gana para lutar e enfrentar o mundo quando sabe que está no caminho correto. Nada desvia uma mulher do que ela acredita, por isso deixem suas qualidades aparecerem, aproveitem seus potenciais, derrubem fronteiras e brilhem intensamente, pois o universo também é de vocês. Sejam solidárias, abertas a ajudar o próximo, saibam congregar pessoas à sua volta e,

principalmente, aprendam a exercer a justiça quando for necessário. Realização de Sonhos Nem as tempestades, raios ou ventos fortes podem derrubar uma mulher virtuosa. Siga em frente sem medo e sem desanimar. Seja movida pela alegria de viver, pelo otimismo, pela crença de que quando se tem fé e determinação, não importam as dificuldades, pois sempre haverá no fim da jornada a realização dos seus sonhos. E que todas vocês tenham a mesma visão.

Todo sacrifício feito pela mulher, sem que ela fuja de seus princípios, não será em vão

*Josemar Carneiro é empresário e psicoterapeuta (CRT 48878)


DE TUDO UM POUCO

Palestra Comemora Dia da Mulher

O Dia Internacional da Mulher foi comemorado no último dia 8 de março pela CDL Anápolis com uma palestra ministrada pela Especialista em Sexologia e Educação Sexual Leila Ribeiro. O evento foi realizado pela CDL Mulher no salão de eventos da entidade e reuniu dezenas de participantes, que compareceram para saber mais sobre a Saúde da Mulher – Informação e Prevenção, tema abordado durante a palestra. Quem esteve no local doou um litro de leite e toda a arrecadação foi encaminhada ao Núcleo Esperança, ONG que auxilia, em Anápolis, crianças portadoras de câncer e suas famílias. A reunião foi a primeira da série que a CDL Mulher planeja realizar ainda este ano.


CDL Mulher presente no Circuito Anapolino de Corrida de Rua

A CDL Mulher esteve presente no 8º Circuito Anapolino de Corrida de Rua, realizado pela prefeitura no último dia 25 de março. No total, 43 pessoas ligadas à CDL se inscreveram, entre colaboradores, diretores, coordenadoras do CDL Mulher, além de amigos, parentes e familiares. A entidade montou uma tenda no local para dar apoio aos participantes, que receberam frutas e água. Pela primeira vez este ano o evento teve caráter beneficente, o que resultou na coleta de mais de quatro toneladas de alimento não perecível. Quatro mil e 500 atletas participaram da competição, realizada na Avenida Brasil Sul, sentido saída para Goiânia. Este ano, os três primeiros colocados receberam medalhas.


CDL & VOCÊ

Convênio médico em franca expansão

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epois de lançar em 2005 o serviço CDL Saúde e se tornar a pioneira em todo o País na oferta de atendimento médico com desconto para lojistas associados, funcionários e seus parentes de primeiro grau, a CDL Anápolis comemora agora o crescimento de 20% na emissão das guias para atendimento. O aumento pela procura tem sido gradativo e atualmente são emitidas quase duas mil solicitações de consultas e exames mensalmente. No momento há 122 médicos de 27 especialidades

diferentes credenciados ao CDL Saúde, sendo Ginecologia, Ortopedia e Oftalmologia as áreas mais procuradas pelos beneficiários do programa de atendimento da CDL. Não se trata de prover plano de saúde, mas sim de oferecer acesso a consultas médicas e à realização de exames mediante o pagamento, por parte dos pacientes, de valores menores em relação aos praticados no mercado. Para que isso aconteça, a CDL Anápolis assina contrato com os profissionais médicos, donos de

clínicas e de laboratórios sem que haja qualquer vínculo trabalhista. Todos os parâmetros seguidos são baseados na tabela da Comissão Nacional de Honorários Médicos (CBHPM). Também vale lembrar que no último mês de março o valor das consultas pagas aos profissionais da saúde foi reajustado em cerca de 22%, o que denota zelo da entidade com os profissionais da área.

Conta controlada

CDL CELULAR

100%

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serviço de telefonia móvel CDL Celular oferece aos lojistas associados desde 2007 várias vantagens. Um dos benefícios é a possibilidade de monitorar a conta, em tempo real, antes de seu fechamento, por meio do Telegestor. A ferramenta permite acompanhar, via web, o consumo mensal do pacote contratado, remanejar a franquia entre as linhas, transferir e consultar saldos, abrir chamado para a troca de chip, solicitar linha nova ou registrar reclamações. O monitoramento também pode ser feito via celular, por meio do aplicativo baixado, gratuitamente,

por usuários dos sistemas operacionais Android e IOS. O serviço de telefonia móvel foi criado em 2007 pela CDL Anápolis e é totalmente gerenciado pela entidade, que faz a mediação entre o cliente e as operadoras para garantir agilidade na solução de possíveis problemas. O atendimento é personalizado e, em relação às faturas, não há sustos no final do mês, pois o valor pago é definido pelo cliente no momento da contratação. Outra vantagem é a existência de apenas duas tarifas: uma para ligações locais e outra para ligações interurbanas, o que facilita o controle do consumo.


CARTÃO DE CRÉDITO

Rotativo tem novas regras para evitar endividamento

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governo federal mudou recentemente as regras de pagamento dos cartões de crédito para reduzir a inadimplência e evitar o endividamento da população. A medida entrou em vigor no início do mês de abril e alterou a forma como os pagamentos eram feitos no rotativo, modalidade conhecida como pagamento mínimo. A partir de agora, quando o consumidor não quitar a fatura, os bancos terão de oferecer, após 30 dias, a opção de parcelamento do saldo

devedor. Caso não se manifeste e nem faça a quitação, ele será considerado inadimplente. Os cartões de crédito são a modalidade com as taxas de juros mais altas do mercado brasileiro. Em dezembro de 2016, de acordo com o Banco Central, as taxas chegaram a 484,6% ao ano, sendo 15,85% ao mês.


INFORME PUBLICITÁRIO

Vale-transporte para o funcionário libera estacionamento de rua e torna comércio mais atraente Foto: Leonardo Moreira

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esquisa realizada pela (CDL) Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis, no Natal passado, revelou que 66% dos entrevistados estavam dispostos a comprar seus presentes em lojas tradicionais, instaladas nas ruas da cidade, ante 18% que manifestaram preferência por shoppings. O dado confirma uma tradição anapolina: a predileção pelo comércio de rua. Prova disso é a grande movimentação diária observada na região central, que além de concentrar lojas que vendem marcas conhecidas, ainda possui agências bancárias, farmácias, lanchonetes e outros prestadores de serviços. Diante da grande variedade, bom preço e atendimento de qualidade, qual seria o principal fator para que o consumidor não optasse pelo comércio de rua? Entre os primeiros itens desta resposta, figura o estacionamento. Em uma cidade com frota de 250 mil veículos e cerca de mil vagas nas ruas da região central, é natural que a preocupação de estacionar o carro seja bastante considerada na hora que o cidadão anapolino vai

às compras ou passeio. Cabe então ao lojista zelar para que as vagas nas ruas estejam disponíveis para os clientes. A principal medida começa dentro do próprio estabelecimento comercial: orientar o funcionário a não utilizar a vaga que seria para um potencial consumidor garante maior atratividade à loja. É comum hoje ver um quarteirão inteiro ocupado por veículos de comerciários, que permanecem no local das 8 horas da manhã até o final do dia, não dando chance alguma para que um cliente estacione em frente à loja, o que chamaria a atenção para um produto, gerando uma compra e, possivelmente, fidelizando o cliente – a comodidade de encontrar estacionamento próximo faz a pessoa voltar ao local e, melhor ainda, indicá-lo. O caminho, neste caso, é incentivar o uso do transporte coletivo. Oferecer o vale-transporte ao colaborador é o primeiro passo para essa mudança. Vale lembrar que o custo financeiro é baixo para ambos (até 6% do salário para o empregado e o excedente deste

percentual, quando existir, cabe ao empregador). É menos do que se consome de combustível em um carro particular no trajeto casatrabalho-casa diariamente. Mais vagas nas ruas atraem mais clientes, aumentando as vendas, o que representa um lucro maior para o lojista e um incremento na comissão do vendedor. Com ônibus do transporte coletivo cobrindo toda a cidade, não resta dúvida da facilidade de deslocamento dos colaboradores até a região central. A Urban, concessionária do transporte coletivo em Anápolis, mantém em sua página na internet um campo específico para empresas e instituições que querem adquirir o vale-transporte para seus funcionários. Basta seguir as instruções, realizar o pagamento e aguardar contato da empresa informando a liberação de cartões específicos para os funcionários. O sistema eletrônico possibilita melhor controle do uso das passagens tanto por parte do empregado quanto do empregador e ainda permite a integração temporal.


TRABALHO & EMPREGO

Criados novos postos de trabalho com carteira assinada

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ais de 35 mil novas vagas de emprego com carteira assinada foram criadas no último mês de fevereiro, o que denota o aquecimento lento, porém gradual da economia brasileira. A informação é do Ministério do Trabalho por meio do setor de Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. A notícia teve boa recepção, haja vista que há dois anos a diferença entre o número de pessoas contratadas e demitidas não tinha saldo positivo. Quem se destacou nas contratações foi

o setor de serviços, que retirou da informalidade mais de cinco mil trabalhadores. A administração pública admitiu mais de oito mil pessoas e a agropecuária contribuiu com a efetivação de mais de 6 mil desempregados. Entre os destaques em relação à oferta dos novos postos de trabalho formal estão as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Apesar de o desemprego atingir 13 milhões de brasileiros atualmente, a retomada discreta da economia vem apresentando sinais positivos desde o início deste ano. Segundo

os estudiosos em economia, a injeção de mais de R$30 milhões no mercado provocada pela liberação recente dos saques do FGTS das contas inativas tem papel importante em todo esse processo. Outro fator preponderante foi o resultado positivo de 0,33% do IPCA em fevereiro último, que abrirá espaço para que as taxas de juros sejam reduzidas e a política monetária do governo federal seja menos severa. (Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, CNDL)


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