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EDITORIAL Presidente

Wilmar Jardim de Carvalho

O LOJISTA Editor

1o Vice-presidente

Marcos Aurélio Rodovalho

Allan Peixoto Jornalista Responsável

2o Vice-presidente

João Itagiba Nunes Júnior

Ivana Lage Redação

DIRETORES

Mariana Toniazzo Braga Ferreira Consultoria de Marketing

Diretora Secretária

Ernesta Maria de Alcântara Diretor Secretário Adjunto

Orival Rodrigues Jardim Diretor Financeiro

Olívio Porto Lima Diretor Financeiro Adjunto

João Batista de Souza

Júlio Ramos Agências de Conteúdo e Imagens

Agência Brasil/EBC Agência Estado Reuters Brasil Getty Images Shutterstock

Diretor Social

Venceslau Bizinoto Diretor Comercial

Ian Moreira Silva Diretor de Patrimônio

Enival Ferreira de Souza

Fotos

ASCOM / CDL Contato

comercial@cdlanapolis.com.br

Diretor Escola do Varejo e Banco de Talentos

Makário Luiz Orozimbo Diretor de Eventos e Promoções

Iraci Custódio Ribeiro Diretora de Convênios

Maria Dinalva

Diagramação

Fusão Publicidade Tiragem

2.500 exemplares

Diretor de Tecnologia da Informação

Adonay Rodrigues de Souza Diretor de Relações Públicas

Air de Vasconcelos Ganzaroli

Impressão

Formato Gráfica e Editora

Diretor de SPC

Janilson Dutra Fonseca CONSELHO FISCAL Munir Caixe Reinaldo de Castro Del Fiaco Luiz Pereira da Costa

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não expressando necessariamente o pensamento da CDL Anápolis.

Rua Conde Afonso Celso, 25 - Centro Anápolis - GO - CEP. 75025-030 Tel. (62) 3328-0008

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PALAVRA DO PRESIDENTE

2016, UM ANO DE SUPERAÇÃO

Inflação, juros, queda ou retração da economia. Palavras repetidamente ditas em 2015, que ecoam e continuam a dar o tom das conversas em todos os cantos que se vai. O pessimismo generalizado, mais do que nunca, dita tendência na economia de nosso país e o desânimo, acompanha como acessório queridinho da estação. Como presidente desta instituição, me vejo na responsabilidade ser agente motivador, um líder que injeta doses de fé no cotidiano de nossos associados, principalmente em momentos como o que passamos atualmente, por isso digo: precisamos enxergar além dessa densa neblina de crise e vislumbrarmos a grande lição que este período nos impõe. De fato, a economia brasileira passa por um período de regime em vários setores, com jejuns longos e obrigatórios quando a pauta trata do supérfulo. A moda do “menos é mais” chegou para ficar e vejam bem, isso não é necessariamente algo ruim. Mesmo desacelerado, o varejo ainda é um importante setor da economia brasileira. A população continua comendo, vestindose, divertindo-se, sonhos e casas continuam sendo construídos, os automóveis ainda são movidos por combustíveis, damos suporte a inúmeras necessidades essenciais que geram oportunidades e renda, não é mesmo? É por isso que insisto, de maneira nada ingênua que não devemos nos deixar abater pelo desespero. Somos brasileiros e sem dúvidas, daremos o nosso tão famoso jeitinho para criar oportunidades diante do nosso atual cenário, que exige de todos atitudes bem pensadas e planejadas. O ano começa de fato, agora. Vamos tomar um fôlego cheio de ânimo para seguirmos motivados para todas as situações que nos aguardam pelo caminhar do calendário de 2016.

rdi m W ilmar Ja de Carvalho

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O LOJISTA

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SUMÁRIO EDITORIAL 04

EXPECTATIVA 27

PALAVRA DO PRESIDENTE

06

ATENDIMENTO 28

SUMÁRIO 08

MARKETING 33

TECNOLOGIA 10

JUSTIÇA 34

Dualidade da Internet

O consumidor e a razão

VAREJO 14

ARTIGO 38

7 tendências para o varejo brasileiro

Oportunidade ou Necessidade?

BASTIDORES 17

BUSINESS

CDL e CESAM-GO

Crise... Ela pode ser seu sucesso

CONSULTORIA 18

MERCADO 44

O sucesso está na vitrine

A Informalidade das Empresas

SPC 20

CIDADE Comércio

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SPC Brasil Cartórios

ECONOMIA 24

INFORME PUBLICITÁRIO

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O Glamour está aqui

2016, um ano de superação

10.

Linha de crédito para microempresas

A confiança do Empresário Pós-venda

A marca da sua empresa

CRA Labs agora é Sabin

14. 24.

20.

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38.

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TECNOLOGIA

DUALIDADE DA INTERNET: PERDAS E GANHOS APESAR DA RESTRIÇÃO AO ACESSO À MÍDIA SOCIAL NO AMBIENTE DE TRABALHO,

FUNCIONÁRIOS ESTÃO CONECTADOS ÀS REDES Acessar a internet diariamente, do celular, tablet, notebook ou pc, se tornou realidade para boa parte dos brasileiros e o universo digital tem cada dia mais importância no cotidiano das pessoas.

Não importa a classe social, idade ou estilo, os usuários se conectam e utilizam a internet de diferentes formas, com finalidades pessoais ou profissionais. Democrática e multifuncional, em seu aspecto pessoal ela possibilita o contato com os familiares e amigos, assistir o mais simples vídeo, como também ter acesso à mais complexa informação.

Foto: iStock

Já no âmbito profissional, pode ser uma excelente ferramenta de comunicação interna, quando utilizada dentro das próprias organizações. Permite que as empresas otimizem seus processos; promovam produtos e serviços; criem ou expandam o relacionamento com clientes e estendam sua atuação em novos mercados. Um estudo do Qualibest mostra que, apesar da restrição ao acesso à mídia social no ambiente de trabalho, funcionários utilizam dispositivos móveis para se conectar às redes preferidas. A análise aponta que os funcionários encontraram nos dispositivos móveis uma maneira de acessar o conteúdo das redes sociais. De acordo com o Qualibest, o laptop é o item eletrônico de maior posse e mais utilizado pelos entrevistados (74%), seguido de perto pelos smartphones, com 68%. O Facebook é a plataforma preferida para acesso via mobile no ambiente de trabalho para 74% dos participantes da pesquisa. Também aparecem na lista YouTube com 61% de acessos via dispositivos móveis; Twitter (29%); Google

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Foto: iStock

(28%); e outras redes (43%). Do lado das empresas, o Facebook é apontado por 51% das respondentes como a rede mais restrita aos funcionários no ambiente profissional. Os sites básicos como Webmail (88%) e Google+ (77%) estão entre os mais permitidos pelas empresas, segundo a pesquisa. Além disso, o estudo também mostra que a restrição é maior nas companhias privadas, em comparação com as empresas públicas. Para Vasiliki, esses dados apontam que a grande preocupação das empresas se refere ao controle sob o funcionário. “As empresas privadas possuem maior fiscalização,

A maior desvantagem do uso das redes sociais nas organizações, sem dúvida, é a perda de concentração e consequente diminuição da produtividade.

maior cobrança em termos de produtividade. Mas o nosso estudo mostra que as proibições não resultam. O acesso às redes sociais já faz parte da rotina, como um vício. As empresas precisam saber contornar sem entrar em conflito com os trabalhadores”, comenta. O uso indevido de internet no trabalho pode pegar mal e até gerar demissão Atividades domésticas podem ser proibidas em ambiente de trabalho. Quem desrespeita as regras está sujeito a punições e até demissão!

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O ambiente de trabalho deveria ser sempre harmônico. Afinal, salvo raras exceções, é lá que as pessoas passam, pelo menos, um terço do dia. Como tempo é bastante corrido e no dia a dia são incluídas tantas atividades, há aqueles que têm mais contato com os colegas do que com a própria família. Cuidado! Local de trabalho não é para “ Bate-papo” virtual! A desobediência à política de “segurança da informação” da empresa pode acabar em advertência e até demissão. No fim das contas, o dono do computador e do acesso à rede é o patrão, que pode até ler o que você escreve no webmail. Quem nunca utilizou a internet no trabalho para assuntos pessoais? Parece exagero, mas não é! As empresas têm o direito de monitorar o uso dos PCs, bloquear o acesso a sites considerados perigosos e determinar como as ferramentas podem ser usadas. O limite entre uso privado e corporativo da rede é polêmica, mas dicas simples podem proteger empregado e empregador de possíveis abusos.

Mesmo com as restrições, uma pesquisa do Instituto Qualibest, revelou que restringir o acesso, não impede que o funcionário se conecte às redes sociais no ambiente de trabalho. As punições só podem ser aplicadas se houver regras claras. A melhor forma de resguardar todas as partes é contar com uma política transparente e bem divulgada. As normas devem dizer o que pode feito e o que é proibido, pois para alguns intérpretes:”O que não é proibido, então é permitido”.

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Foto: UKMentor

As regras devem estar visíveis para que o funcionário saiba que está entrando em ambiente monitorado e possa decidir. A punição pode variar de uma advertência até a demissão no caso de reincidência ou de infração grave. A empresa não precisa comprovar que teve prejuízo, basta comprovar o descumprimento das regras. No setor público, ainda se aplica a Lei 8112/90, que diz que o servidor não pode fazer uso particular de recursos públicos. Em ano de crise, as empresas estão mais avessas aos riscos e custos gerados por vazamento de informação. Em 2016 deve aumentar o monitoramento e a aplicação de punições para quem burla as regras. Além do desvio de dados confidenciais, manifestações negativas contra o empregador e proteção contra ameaças digitais são as justificativas das companhias, protegidas pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que determina que cabe à empregado-


ra definir regras de uso para ferramentas de trabalho, caso do computador e da conexão à Internet. Por isso, fique atento e procure se informar sobre as regras da empresa para o uso dos computadores e do acesso à Internet e deixe para trocar “scraps” (recados e mensagens) em casa. Acredito que não há como não vulnerar os direitos constitucionalmente protegidos, devendo no entanto, o empregador, optar, sensata e ponderadamente, por políticas adequadas de controle da atividade que favoreçam um ambiente de trabalho relaxado e confiável, que proporcione autonomia e intimidade, evitando o receio, a pressão e o mal-estar dos trabalhadores por meio de condutas excessivas, derivadas do poder empresarial. O equilíbrio Desde que usadas com bom senso, as redes sociais ajudam a melhorar significativamente a relação entre os colaboradores, uma vez que favorece a comunicação, troca de ideias e compar-

tilhamento de sugestões entre equipes e departamentos diferentes. Pode, ainda, auxiliar no engajamento de colaboradores, equipes e departamentos. Por isso, o ideal é estimular o bom senso, para que os colaboradores não exagerem no tempo de uso das redes. Uma alternativa é que o uso seja liberado nos intervalos, por exemplo. Vale lembrar que a liberação varia de acordo com a política da empresa. Fontes: PEGN, Arcos, CPT e SekaiWeb / alterado

Muitas companhias enxergam mídia social como uma ameaça à produtividade dos funcionários e com isso, é comum que algumas empresas restrinjam a utilização destas plataformas.

Foto: Fotolia


VAREJO

Foto: Mega Sul

TENDÊNCIAS PARA O VAREJO BRASILEIRO EM 2016 CONSUMIDORES ESTÃO MUDANDO ALGUNS HÁBITOS E PREFERÊNCIAS DE CONSUMO. ALGUMAS MUDANÇAS NÃO VÃO ESPERAR A CRISE PASSAR.

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É o que aponta o relatório do comércio brasileiro, preparado pela empresa de consultoria Dexi Marketing, após uma pesquisa para indicar as principais mudanças no varejo em 2016. O relatório identifica 7 tendências que irão influenciar o varejo brasileiro em 2016. “O que é importante nesse relatório não é a futurologia dos acontecimentos, mas a orientação do sentido que o mercado brasileiro caminha, tanto para as lojas físicas quanto o e-commerce”. Conta Sérgio Barbi, Diretor Executivo da Dexi. O estudo levou 4 meses para ser concluído e identificou que os consumidores estão mudando alguns hábitos e preferências de consumo. Os brasileiros valorizam cada vez mais os serviços, bem-estar pessoal e a possibilidade de personalizar os produtos que eles compram. “O varejo no Brasil tem um estágio próprio de evolução, diferente dos Estados Unidos e Europa que têm inúmeros estudos de tendências disponíveis. Vamos entender o consumidor brasileiro, o que valoriza e deseja, assim criaremos melhores negócios, produtos e serviços” -complementa Sérgio Barbi. As tendências citam mudanças no comércio eletrônico com a entrada de novos concorrentes e pequenos negócios numa forte guerrilha às 5 maiores empresas que detém mais da metade do mercado brasileiro. Outra tendência é o uso dos smartphones para compra pelos clientes e o desenvolvimento de aplicativos e uso de dados dos clientes pelos varejistas. O relatório também confirma que continuará crescente a valorização da saúde, bem-estar e beleza entre os consumidores. Da mesma forma as exigências dos brasileiros quanto aos serviços, atendimento e experiência de compra. Por fim, o relatório menciona o fortalecimento do comércio local por conta da dificuldade de deslocamento, principalmente nas grandes cidades, e os pequenos negócios, produtos e serviços voltados para nichos específicos de mercado. 1. E-commerce: novos concorrentes - as cinco maiores empresas de e-commerce no Brasil, detém, juntas, mais de 50% do comércio eletrônico nacional. Outros varejistas estão finalmente direcionando seus negócios para ampliar a

participação no mundo digital, oferecendo novas e fortes opções aos clientes. 2. Mais saúde, bem-estar e beleza: a preocupação com a aparência e a longevidade não param de crescer e serão ainda mais fortes em 2016. Produtos, serviços e imagem associados com esse tema são valorizados pelos consumidores. O que começou como um movimento segmentado no mercado com vários produtos e varejistas atuando em nichos, será expandida em novos negócios e opções no mercado. 3. Ampliação das tecnologias de Smartphones: com o aumento do número de aparelhos smartphones, também se ampliam as soluções de compra de produtos e serviços através do aparelho. Inúmeros varejistas têm projetos de desenvolvimento de aplicativos próprios para serem lançados em 2016 para ampliar a interação dos clientes com as marcas. Também serão utilizadas as tecnologias que reconhecem o smartphone dos clientes no ponto de venda. Os recursos tecnológicos vão, desde ações de marketing, oferecendo promoções ou enviando mensagens, até integrar o cartão de crédito ou a conta do telefone para efetuar pagamentos através do aparelho de bolso. 4. Maior uso de dados dos clientes: os varejistas têm desenvolvido formas de encontrar e usar dados dos clientes para promover a marca. Como as conexões eletrônicas deixam rastros, os varejistas estão se especializando em usar estes dados dos clientes para gerar negócios. O uso das redes sociais ou a localização do smartphone, irão originar ações de marketing precisas para promover produtos em loja, ampliar os programas de fidelidade, aumentar o tráfego em locais específicos e assim por diante. Hoje, novos aparelhos e softwares para ponto de venda já integram várias fontes de dados com origens diferentes, inclusive mídias sociais e GPS, facilitando o trabalho de marketing dos varejistas. 5. Ampliação da experiência de compra: varejistas estão aprendendo como usar o processo de compra para fortalecer a imagem da marca e gerar marketing de recomendação entre os clientes.

Lojas virtuais estão tornando o processo de compra mais fácil e intuitivo, enquanto as lojas físicas fortalecem a percepção sensorial do ambiente e a experiência interativa com a marca. A estratégia até ganhou uma sigla, CX (Customer eXperience), e já denomina até um cargo em algumas redes de loja. 6. Fortalecimento do mercado local: com a dificuldade crescente de movimentação nos grandes centros e o surgimento de vários shopping centers em cidades de menor porte, o comércio local ganhará força crescente. Na maioria das cidades, não é preciso andar muito, para ir até o centro da cidade ou um shopping específico, para alcançar uma marca ou comprar um produto. O comércio tem aumentado sua capilaridade e fortalecido as comunidades, principalmente as vizinhanças. Operar estratégias de marketing local e se relacionar bem com a comunidade, serão ações obrigatórias para a sobrevivência das lojas nos bairros e nas cidades menores. 7. Long, Long, Long Tail: o aumento do consumo no Brasil criou pequenos e lucrativos nichos de mercado, principalmente para os pequenos e médios negócios. Numa segunda fase de desenvolvimentos, os nichos de mercado estão se especializando e aumentando a sua competitividade. A expressão “Long Tail”, ou Calda Longa, ganhou popularidade no varejo como uma estratégia de vender uma grande variedade de produtos em pequenas quantidades, normalmente para nichos de mercado. O termo ficou famoso através do escritor Chris Anderson, no livro de mesmo nome lançado em 2006. Em 2016 prepare-se para um varejo ainda mais especializado em nichos de mercado. O estudo teve metodologia própria, tem 18 páginas e está disponível para download gratuito no site da empresa: www. dexi.com.br. Fonte: Site empreendedor/ alterado

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BASTIDORES

Foto: CESAM

CDL E CESAM-GO PARCERIA AMPLIA ÁREA DE ATUAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

O Centro Salesiano do Adolescente Trabalhador (CESAM-GO), que atua com excelência na Formação Socioprofissional por meio da Lei da Aprendizagem 10.097/2000 do Ministério do Trabalho e Emprego recentemente firmou parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis.

O que é preciso saber para contratar o aprendiz?

A Unidade Social atua há 42 anos, e já atendeu mais de 20 mil adolescentes e jovens, beneficiando vários municípios. Atualmente iniciou seus trabalhos e ações em Anápolis.

No projeto são contemplados apenas adolescentes e jovens acima de 15 anos, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social e matriculados na rede pública de ensino. As micro e pequenas empresas participantes, contam com redução de custos para contratar os jovens, recolhendo apenas 2% de FGTS, não havendo verba rescisória. Além disso, as empresas serão dispensadas de efetuar diretamente a matrícula do jovem no curso, que será custeada pelo programa. O aprendiz contratado receberá salário-mínimo hora da empresa, com expediente limitado entre 4 e 6 horas diárias, e terá vínculo empregatício, com anotação na Carteira de

Hoje o centro funciona nos estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e no Distrito Federal, com a oferta de ações de proteção social que viabilizam a promoção de seus direitos e o acesso ao mercado formal de trabalho para que possam enfrentar de forma segura os desafios do mercado de trabalho, respeitando o direito que eles têm à profissionalização e à proteção no trabalho.

Antes, a micro e pequena empresa só poderia participar se tivesse mais de sete empregados. Agora, os estabelecimentos com pelo menos um funcionário podem ter um jovem aprendiz.

Trabalho e Previdência Social. Por outro lado, o empregador se compromete a assegurar ao aprendiz formação técnicoprofissional compatível com seu desenvolvimento. As funções preenchidas pelos aprendizes contratados não devem ser computadas para efeito da base de cálculo da cota de pessoas com deficiência, porque o contrato de aprendizagem é de natureza especial, de prazo determinado, cujo objetivo é a formação profissional do adolescente ou jovem, razão pela qual não deve ser incluído no cálculo da cota de pessoas com deficiência. A fiscalização dos programas de aprendizagem desenvolvidos pelas ESFLs cabe aos Conselhos Tutelares – a adequação das instalações físicas e as condições gerais em que se desenvolve a aprendizagem, a regularidade quanto à constituição da entidade e, principalmente, a observância das proibições previstas no ECA (art. 3º, caput e I a VII da Resolução nº 74, de 13 de setembro de 2001). O LOJISTA

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CONSULTORIA

O SUCESSO ESTÁ NA VITRINE POR MÁRIO RODRIGUES – DIRETOR DO INSTITUTO BRASILEIRO DE VENDAS

Foto: Life & Style

UM INSTRUMENTO DE PROSPECÇÃO


Instrumento para a prospecção de novos clientes, a vitrine tem a função de despertar o interesse e fazer uma conexão entre os produtos vendidos na loja e as necessidades que o consumidor busca suprir. Seu lugar é estratégico, uma vez que, ao ficar na entrada, o potencial cliente a olha e identifica se aquele estabelecimento é capaz ou não de satisfazer seus desejos. O lojista deve usá-la de maneira inteligente para definir qual o público-alvo do estabelecimento, fornecendo inforFoto: Internet

As vitrines de lojas mais atraentes possuem planejamento específico. Para atrair mais clientes e vencer a concorrência, o comércio varejista deve caprichar nas vitrines de lojas. sar a mensagem que é interessante para o estabelecimento. Colocar o que há de melhor, mais atrativo, o que eu realmente quero que meu cliente entre e compre é uma estratégia básica, que deve sempre ser adotada. Propaganda enganosa: A vitrine deve expor os produtos condizentes tanto com o que existe no interior da loja quanto com o que os clientes target da loja procuram. Não adianta oferecer na vitrine uma coisa que o cliente não encontra ao entrar na loja ou que não esteja acessível ao público-alvo. Isto gera uma frustração no comprador e ocasiona o efeito inverso ao desejado.

As vendas podem dobrar e superar metas, se as lojas souberem tirar proveito de suas vitrines.

mações sobre o estilo, a faixa média de preço dos produtos e as novas tendências do mercado. Por isso, saber montar a vitrine é algo fundamental para atrair novos e antigos clientes, já que ela diz muito sobre a loja. Entretanto, é muito comum os lojistas deixarem de utilizá-la da melhor maneira. Para que isso seja evitado, listo abaixo alguns dos erros mais recorrentes: Desorganização: Uma vitrine desorganizada não desperta interesse e não atrai o cliente em potencial. Por ser uma amostra do interior da loja, quando não passa organização, transmite uma imagem negativa aos compradores, que fatalmente buscam a solução na loja ao lado. Falta de estratégia na montagem: Muitos lojistas ainda não entenderam que o cliente está cada vez mais com tempo reduzido para fazer uma compra e deixam de utilizar a vitrine para pas-

Fora das tendências: Lojas que não entendem as tendências passam uma imagem de desatualizadas ou antiquadas. Os estabelecimentos devem ter o estilo de seu público: o que mais lhe agrada o leva a olhar para a vitrine.

Ao planejar a vitrine da sua loja procure montar um mix de produtos relacionados.

Foto: Internet

Todo vendedor deve entender que a vitrine tem de ser a “fotografia” do sonho de consumo do cliente, tem que despertar o desejo pela compra em um curtíssimo tempo. Mantê-la organizada, montada estrategicamente, condizente com o que a loja, de fato, oferece e de acordo com as tendências são alguns dos fatores que atraem o comprador para fechar negócio dentro de sua loja. DICA: Lembre-se de ter uma boa iluminação no interior de sua loja, caso contrário, o efeito espelho, pode fazer com que o seu possível cliente não tenha uma boa visualização de seu produto. Tenha certeza que sua iluminação interna seja bem maior que a externa. Fonte: IBVendas/ alterado

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SPC

SPC BRASIL CARTÓRIOS CONSUMIDORES DE TODAS AS REGIÕES

EVITAM BUROCRACIAS Foto: Portal Litoral

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) lança mais um serviço para facilitar a vida dos consumidores de todo o Brasil. Com o SPC Brasil Cartórios, todo o trabalho de solicitar documentos oficiais nesses órgãos e outras instituições é facilitado, com o pedido podendo ser realizado pela internet. São sessenta tipos de documentos disponibilizados, como histórico escolar, tradução juramentada, certidão de nascimento, casamento e batismo, reconhecimento de firma, certidão de protesto e matrícula de imóveis. 20

O LOJISTA

Alguns dados, como por exemplo a segunda via da certidão de nascimento, só são possíveis de acessar, se a solicitação for feita no mesmo cartório onde o documento foi emitido. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, uma das principais facilidades e utilidades do novo serviço é o consumidor conseguir documentos emitidos em outras localidades. “Pela internet ou no balcão da CDL (Câmara de Dirigente Lojista) da cidade, será possível fazer esse tipo de solicitação e receber onde quiser,


itoral

com total comodidade, evitando processos burocráticos e altos custos com transporte e logística”, diz. O presidente explica ainda, que o SPC Brasil inicia o serviço com mais de 2.000 pontos de contato e uma plataforma online. “Os consumidores interessados terão, ainda, diversas opções de pagamento pelos documentos, com preços competitivos e atendimento qualificado, seja online ou presencial”, conta Pellizzaro. “O SPC Brasil Cartórios, então, emitirá a segunda via de origem de qualquer localidade do País e entregará no endereço informado”. Confira mais detalhes de alguns dos documentos mais procurados e disponibilizados pelo serviço: Diploma e Histórico Escolar O diploma é um documento importante em toda a vida, podendo ser solicitado em diversas situações. Atestando a graduação em uma determinada instituição de ensino, como escola, universidade ou instituto politécnico, o Diploma Escolar é a prova de que alguém completou um determinado curso ou recebeu um grau acadêmico. Já o Histórico Escolar é um documento que pode ser solicitado em um novo emprego, curso superior ou concurso público, por exemplo. O consumidor não precisa mais ir até a escola que estudou, podendo fazer o pedido pela internet e receber em casa suas informações como notas, conceitos, disciplinas, entre outras.

matriculado e também apresenta informações detalhadas sobre as atividades de Estágio e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), tais como: área de atuação, período, conceito e carga horária. Tradução juramentada Documentos emitidos em língua estrangeira precisam ter também uma validade oficial no Brasil, por isso, existe a Tradução Juramentada, um documento regulamentado pelo decreto nº 13.609 e que reproduz fielmente o conteúdo do documento original e apenas o acompanha, não fazendo a substituição do original. Utilizada para garantir que certidões, contratos e procurações, por exemplo, tenham eficácia no País, a tradução juramentada deve ser feita por um tradutor público juramentado, concursado e com nomeação concedida pelas Juntas

Comerciais ou órgãos encarregados do registro do comércio. Certidão de Nascimento A Certidão de Nascimento é a transcrição integral e completa daquilo que está escrito no livro de registros do cartório, reproduzindo fielmente o que consta ali. Existe também uma versão mais resumida da Certidão de Nascimento, com um resumo dos dados desse registro. Certidão de Casamento A Certidão de Casamento é o documento emitido por um Cartório de Registro Civil que contém os dados relativos à união matrimonial. Essa certidão atesta registros como: a data do casamento, o nome dos noivos, suas profissões, estado civil, endereços, naturalidade, nacionalidade, entre outros.

Com o SPC Brasil Cartórios, consumidores de todas as regiões evitam burocracias e podem solicitar documentos como traduções juramentadas, histórico escolar, certidão de casamento e reconhecimento de firma.

Foto: Totvs

Histórico de Graduação O Histórico de Graduação é um documento que informa as atividades de ensino cursadas pelo aluno em uma determinada faculdade, constando a grade curricular e as matérias que foram retiradas do currículo atual do curso. Além disso, o Histórico de Graduação possui os planos de ensino das disciplinas que o aluno cursou ou nas quais está O LOJISTA

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O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é o maior banco de informações sobre pessoas físicas e jurídicas da América Latina. Uma Certidão de Casamento pode ser emitida no Brasil em dois formatos: em breve relato ou inteiro teor. Batismo

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A Certidão de Batismo é fornecida após a realização da cerimônia e é um requisito para fazer o casamento religioso na igreja católica. O LOJISTA

Autenticação de documentos

Como solicitar um documento?

Uma cópia fotográfica de documento pode ter o mesmo valor do original, por meio de um processo de Autenticação, sendo a prova plena de que a cópia é idêntica ao original.

Ao acessar o site do SPC Brasil Cartórios são apresentados os documentos e certidões disponíveis para compra. Caso você não encontre o documento através dos menus, faça uma busca digitando o nome do documento no campo “Pesquisar (ícone da lupa)”.


A próxima etapa é o preenchimento dos dados que serão utilizados para a solicitação da sua certidão junto à instituição/ cartório, e por fim, indicar o endereço que deseja receber seu documento. Após este passo indique a forma de pagamento e conclua o pedido.

OS MAIS SOLICITADOS Diploma e Histórico Escolar

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Histórico de Graduação

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Tradução juramentada

03.

Certidão de Nascimento

04.

Certidão de Casamento

05.

Batismo

06.

Autenticação de documentos

Não tenho ninguém para receber o meu pedido. Posso buscá-lo em algum lugar? No momento da compra você informa onde deseja receber, caso você não esteja no local informado, os Correios irá seguir as regras da empresa e neste caso você poderá retirar na unidade indicada pelos Correios. É possível também na hora da compra solicitar a entrega para a entidade mais próxima.

07. Foto: Irpen

Formas de pagamento Ao utilizar o SPC Brasil Cartórios, você conta com o PagSeguro para efetuar a solicitação de seu documento. São aceitas diversas formas de pagamento, entre elas o Cartão de Crédito (Visa, Master Card, Amex e Outros), o Boleto Bancário e até mesmo a Transferência Eletrônica (débito online). No cartão de crédito, pague em até 12x. Ao optar por esta forma de pagamento, seu pedido é aprovado na hora. No boleto bancário você tem até 3 dias úteis para realizar o pagamento em qualquer banco ou casa lotérica. Assim que o pagamento for confirmado o seu pedido será concluído. Na transferência eletrônica, assim que a transferência do valor for realizada, o pedido será concluído.

Foto: Konkero

Após encontrado o documento desejado, serão solicitadas as informações de origem do seu documento. É necessário também que seja informado em qual ins-tituição/cartório o seu documento se encontra. Caso não saiba exatamente qual a instituição/cartório está o documento, é necessário selecionar a opção “Não conheço a instituição/cartório” e informar alguns dados que possam ajudar a realizar uma busca do documento. Esta busca será avaliada e enviada a você através de um orçamento detalhado.

Fonte: SPC Brasil/ alterado

Para mais informações, entre em contato com a CDL Anápolis. (62) 3328-0008

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ECONOMIA

LINHA DE CRÉDITO PARA MICROEMPRESAS

BNDES APRESENTOU PROPOSTA

Foto: ShutterStock

EXCLUSIVA PARA ESTAS EMPRESAS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em iniciativa inédita, apresentou na sede do Sebrae Nacional, em Brasília (DF), uma proposta de linha de crédito para capital de giro direcionada à empresas que faturam até R$ 360 mil por ano – estão nessa faixa 78% das microempresas brasileiras. O objetivo era de que no final de fevereiro já estivessem disponíveis, empréstimos com taxas de até 18% ao ano. Os empréstimos dessa linha teriam garantia de 80% dos fundos garanti-

dores (FGI, FGO e Fampe) e teto anual de R$ 30 mil. Além disso, a linha vem com a orientação de diminuir a burocracia, dispensando a apresentação de documentos por parte dos clientes. “Queremos uma operação autossustentável com foco no pequeno. Não é subsídio nem assistencialismo” - afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, à frente da mesa de negociações.


“Queremos uma operação autossustentável com foco no pequeno. Não é subsídio nem assistencialismo”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. A apresentação foi feita em uma reunião com a presença de representantes da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE), Banco do Brasil e Caixa. No encontro, no entanto, não houve consenso sobre as taxas finais para os empreendedores. Os participantes se comprometeram a realizar novos cálculos e orientar os sistemas de tecnologia da informação das instituições financeiras para viabilizar o novo produto. O Banco de Desenvolvimento já havia anunciado que o prazo de amortização do Cartão BNDES será ampliado de 48 para 60 meses. Outros ajustes estão sendo acertados para aumentar a atratividade do cartão, sem onerar o cliente final, a exemplo do uso do Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (FAMPE) como garantidor. Empreender é um desafio diário. Porém, para quem ainda está dando os primeiros passos na criação de um negócio próprio, há ainda mais uma dificuldade: a falta de experiência.

Como solicitar o cartão BNDES Para solicitar um Cartão BNDES, acesse o site www.cartaobndes.gov.br e: 1. clique em “Solicite seu Cartão BNDES”; 2. informe o CNPJ, o tipo de controle e o CNAE Fiscal; 3. selecione o banco emissor; 4. preencha a Proposta de Solicitação do Cartão BNDES; e 5. dirija-se ao banco emissor escolhido, para assinar o Termo de Adesão e apresentar a documentação necessária à realização da análise de crédito e uma declaração na qual ateste, em síntese, que está com a sua situação regularizada perante aos órgãos públicos e a legislação pertinente. O modelo dessa declaração está disponível no menu “Regras”. O cliente pode obter um Cartão BNDES em quantos bancos emissores desejar. Caso um banco emissor trabalhe com mais de uma bandeira de cartão de crédito, o cliente poderá ter, nesse banco, um Cartão BNDES de cada bandeira, desde que a soma dos limites não ultrapasse R$ 1 milhão.

Fonte: Agência Sebrae/ alterado

Foto: iStock

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Foto: iStock

EXPECTATIVA

A CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO O IMPULSO TROUXE EXPECTATIVAS E INTENÇÃO DE INVESTIR O 1º trimestre de 2016 iniciou com um aumento da confiança do empresário do comércio, atingindo 58,9 pontos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Centro de Pesquisas em Estratégia, com apoio do Santander. No ano passado, o índice havia atingido a mínima histórica, de acordo com o levantamento. Para a Confederação Nacional do Comércio (CNC), mesmo com este resultado, a queda de 23% na comparação com janeiro de 2015 ainda reflete a deterioração do mercado de trabalho e a retração do comércio ao longo do ano passado. Melhoram expectativas e investimentos Na passagem do mês de janeiro, o componente registrou aumento de 5,5%, segundo crescimento consecutivo neste ano, alcançando 120,8 pontos. O subíndice que mede as expectativas do empresário do setor está acima da zona de indiferença (100 pontos). Esta expectativa positiva crescente foi determinada pela melhora do setor,

empresa e economia – que apresentou crescimento mensal no índice de 9%.

trimestrais, em 0,3 pontos, pela primeira vez desde outubro de 2014.

A avaliação foi levantada através de entrevistas com seis (06) mil empresários do país, e o seu resultado indicou que intenções de investimentos também melhoraram. O subíndice registrou aumento de 4,2% na comparação mensal, influenciado pelas intenções de contratação (+11,4%) e de investimentos na empresa (+0,3%). A percepção dos empresários em relação aos estoques, que ao longo de 2015 acumulou queda de 8,2%, na passagem de dezembro para janeiro manteve-se estável. Para 30,3% dos empresários consultados; os estoques ainda estão acima do nível adequado.

Mesmo com avaliações ainda muito desfavoráveis em relação à economia e expectativas bastante pessimistas para os próximos meses, de acordo com consultores do setor, ainda é cedo para se falar em reversão desta tendência.

Confiança do consumidor também segue positiva O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), segundo a Fundação Getúlio Vargas, cresceu 2,5 pontos em janeiro, atingindo 67,9 pontos. Este indicador marcou ótimas expectativas para o primeiro trimestre deste ano, apontando um aumento do índice de médias móveis

O crescimento deste índice em janeiro, nas três faixas de renda mais elevadas, foi determinado pelo aumento do grau de satisfação e pela diminuição do pessimismo em relação aos meses seguintes. Índice da Situação Atual (ISA) e de expectativas Após recuar por oito meses seguidos e atingir o mínimo da série histórica em dezembro de 2015 (66,4 pontos), o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 pontos e o Índice de Expectativas também subiu, atingindo 70,0 pontos, o maior nível desde agosto passado. Com relação às perspectivas futuras, o indicador que mede o ímpeto de compras avançou 7,7 pontos, compensando a queda registrada anteriormente. O LOJISTA

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ATENDIMENTO

PÓS-VENDA A MELHOR FORMA DE FIDELIZAR O CLIENTE

PRINCIPALMENTE EM TEMPOS DE CRISE VENDER MAIS PARA O MESMO CLIENTE PODE SER A MELHOR ALTERNATIVA PARA GARANTIR OS RESULTADOS E FAZER COM QUE AS METAS SEJAM BATIDAS

Em períodos de retração econômica, pessoas e empresas arriscam menos, deixam de comprar novos produtos/ serviços e também de procurar por novos vendedores. Ou seja, o vendedor deve se agarrar aos seus clientes e batalhar para que eles ampliem o ticket médio, fato que, claro, podem render indicações e novos contatos. Segundo pesquisas de Fred Reichheld, criador do Net Promoter Score, índice que mede a lealdade do cliente, um aumento de 5% na retenção de clientes pode gerar melhoria de 25% a 75% nos lucros, principalmente se forem clientes estratégicos com muito potencial. O especialista classificou os compradores entre: “promotores”, que avaliam bem, sempre repetem a compra e insistem para que seus amigos façam o mesmo – empresas com 80% de clientes promotores estão no caminho certo para

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a excelência no atendimento e sucesso em vendas; “neutros”, aqueles satisfeitos, mas pouco entusiasmados e que podem ser facilmente seduzidos pelo concorrente; e “detratores”, ou seja, os consumidores infelizes, responsáveis por mais de 80% da propaganda negativa de uma empresa. Mas quais métodos utilizar para fidelizar o cliente? Como evitar que ele fale mal da minha empresa? Um desses métodos é praticamente infalível: garantir um pós-venda de qualidade! Sempre digo que o pós-venda é a pré-venda da próxima venda. E, apesar da repetição de palavras, essa é mesmo a melhor definição para essa técnica, que é tão importante quanto o primeiro atendimento, quanto a venda em si. É um erro acreditar que uma negociação se encerra com a assinatura de um contrato ou quando o comprador deixa a loja.


Foto: iStock


A venda precisa ser encarada apenas como o primeiro passo de uma parceria que pode durar muitos anos. É somente depois de fechar o negócio que o comprador tem a oportunidade de testar o produto ou serviço e, ao mesmo tempo, é quando dá a oportunidade para a empresa mostrar que não vendeu apenas “por interesse” e que estava realmente empenhada em garantir a satisfação. Esse comprador espera receber a mesma assistência que teve durante a venda e essa é a chance que o vendedor tem de não decepcioná-lo, de fortalecer a confiança e estreitar a relação comercial. Uma empresa que não oferece um bom pós-venda, certamente corre o risco de perder controle e influência sobre o cliente e, mesmo que o produto vendido seja muito bom, ele pode ser comprado na concorrência. Assim como no processo da venda, é importante criar uma aproximação com o cliente e saber quais são as suas expectativas com o produto ou serviço adquirido. O comprador quer sentir a sensação de segurança ao fazer uma es-

colha e, por isso, as empresas precisam criar métodos para acompanhá-lo e garantir o bom funcionamento do produto. Uma boa forma de botar isso em prática é estruturar, quando for possível, uma equipe dedicada exclusivamente ao atendimento pós-venda, com visitas técnicas, reuniões de acompanhamento do trabalho ou até mesmo uma simples conversa para saber qual o grau de satisfação do comprador. É imprescindível criar uma rotina que possa ser realizada pelos próprios vendedores. É importante ter a consciência de que a pessoa satisfeita com o atendimento recebido cria uma imagem positiva da empresa e do processo de compra. A iniciativa faz com que ela retorne sempre que necessário e ainda faça boas recomendações, que, por sua vez, podem resultar em novos clientes. O comprador satisfeito vira um promotor, que pode indicar a outras pessoas ou ampliar o seu ticket médio. É esse tipo de cliente que todo vendedor precisa manter por perto. E lembre-se sempre: o pós-venda é a pré-venda da próxima venda. Fonte: Site empreendedor / alterado

Foto: iStock

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A lealdade dos consumidores em relação às marcas está cada vez menor. Há mais oferta no mercado, a concorrência está mais acirrada e os clientes estão mais exigentes.

Foto: Fotolia

Como deve ser um pós-venda impecável? Um atendimento de qualidade e profissionais preparados são apenas alguns dos passos para que bons negócios sejam realizados. O cliente gosta de ser bem recebido, ter um vendedor que o ajude com suas dúvidas e, que esteja disposto a dar todo o suporte sempre que necessário, até mesmo após a concretização da venda. Quando é bem realizado, o pós-venda se torna sinônimo da pré-venda em uma próxima negociação. Esse pensamento ajuda a abrir portas em oportunidades futuras, pois, na maioria das vezes, o comprador espera que tenha o mesmo tratamento e assistência que recebeu antes da tomada de decisão. Portanto, a hora de fortalecer a confiança e estreitar a relação comercial é o momento em que o contrato é assinado. Não é necessário um esforço fora do comum para que o pós-venda dê bons resultados, apenas permita criar uma aproximação com o cliente para saber quais são as suas reais expectativas com a última aquisição. O grande segredo é transmitir ao comprador a sensação de segurança, mostrando o quanto ele tem valor e que poderá contar com toda equipe e estrutura da empresa quando necessário.

Companhias grandes geralmente montam departamentos especializados no pós-venda, porém há também soluções mais simples. Ações como visitas técnicas, reuniões para o acompanhamento do trabalho ou ligações esporádicas para saber o grau de satisfação com o produto adquirido são sempre bem-vindas. A valorização do cliente deve estar acima de tudo. Uma imagem positiva da empresa nasce a partir de um atendimento bem feito. Organizações e profissionais devem ter a consciência de que todo o trabalho realizado em prol do cliente contribui com o crescimento do negócio. Atitudes que beneficiam os compradores são capazes de gerar boas recomendações e isso pode resultar em novas vendas. Uma visão que muitos profissionais e equipes comerciais têm é de que seu trabalho atinge o objetivo quando eles conseguem fechar uma venda. É justamente aí que começa o verdadeiro processo comercial. Já parou para pensar na possibilidade de desenvolver novos negócios com o mesmo cliente? Dicas de pós-venda •

Demonstre interesse sincero por seu cliente.

Aproveite seus contatos para ratificar a boa decisão do cliente.

Uma venda nunca termina!

Proponha para a empresa um programa que premie os clientes mais antigos, que compram mais, com mais frequência, etc.

Mantenha seus clientes bem informados.

Escute muito, principalmente às críticas.

Mantenha uma agenda atualizada sobre seus clientes.

Jamais divulgue problemas de sua empresa para seus clientes.

Seja ético sempre.

Se seus clientes estão satisfeitos com seu atendimento, é provável que o indiquem para seus conhecidos, portanto, seja ativo neste processo. Não tenha receio de solicitar indicações aos seus clientes. Desta forma, você ampliará sua base de clientes e realizará mais e melhores vendas. Fonte: Exame e Endeavor Brasil / alterado

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Foto: Fcms Marketing

MARKETING

A MARCA DA SUA EMPRESA CUIDADO PARA NÃO PERDÊ-LA

A escolha certa do nome é decisiva para o sucesso do negócio, por isso, alguns detalhes precisam ser analisados, como evitar nomes extensos e termos estrangeiros de leitura e pronúncia difícil. “As micro e pequenas empresas devem explicar já no nome o que fazem, pois uma campanha publicitária para torná-lo conhecido requer mais investimentos”explicam os consultores do Sebrae. Conforme afirmam, para evitar dores de cabeça, o empresário deve checar na Junta Comercial e no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) se o nome não está sendo usado por outra pessoa. A maioria dos consultores comenta que quando os futuros empresários vão abrir as empresas é feita a maior confusão, porque não sabem distinguir entre o nome da empresa e a marca. E finalizam que para garantir a posse de uma marca, é obrigatório o registro no INPI. Por falta de informação, muitos empresários fazem a inscrição somente na Junta Comercial acreditando que estão assegurando o direito de uso, quando na verdade, estão deixando o caminho livre para que outra pessoa torne-se

a legítima proprietária da marca e sem chances de contestação judicial. Joselita Maria, dona de uma loja de bijuterias em Anápolis, tentou registrar este ano uma marca que usava desde 2006. Ao ir à INPI, teve a surpresa: outra pessoa havia registrado o nome em 2011. “Fiquei muito triste, porque é um nome que escolhi e já usava há muito no mercado. Nunca imaginei”. Neste contexto, a dona da loja precisou mudar a marca. O nome da empresa (razão social) é aquele que consta em documentos para identificar uma pessoa jurídica, comprovar a legalidade do negócio e deve ser registrada na Junta Comercial. A marca (nome fantasia), que deve ser registrada no INPI, é o nome pelo qual a empresa será conhecida pelo público. O registro da marca, que pode ser nominativa, figurativa ou mista, concede ao empresário a exclusividade do uso em um segmento, gera reserva de mercado ao diferenciar o negócio e impede que alguém a utilize indevidamente. “Com isso, ele deve trabalhar para consolidar sua marca, pois quanto mais conhecida, mais valiosa ela se torna” - concluem.

Saiba mais A autorização de uso da marca deve ser renovada a cada dez anos. O empresário pode prorrogar a posse por quantas vezes quiser; O uso da marca é autorizado após análise gráfica e sonora da palavra, evitando que uma empresa já consolidada seja prejudicada; Uma empresa pode licenciar o uso da marca para outra mediante um acordo (através de quantia mensal); Empresas podem ter a mesma marca, desde que atuem em segmentos diferentes.

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JUSTIÇA

O CONSUMIDOR E A RAZÃO: CASOS DA VIDA REAL QUEM ADQUIRE ALGO ESTÁ PROTEGIDO POR LEI. SÓ QUE NEM SEMPRE, QUANDO HÁ PROBLEMA, O CLIENTE ESTÁ CERTO DE COLOCAR A BOCA NO TROMBONE.

acabam sendo atribuídos exclusivamente aos compradores. Acostumados a ser “mimados” por lojistas – que na hora de fechar o negócio oferecem benefícios sem fim para fidelizar o cliente, os brasileiros acreditam estar sempre respaldados pelo Código de Defesa do Consumidor quando se sentem lesados em suas relações de consumo.

Foto: BP

Recusar a trocar o sapato que foi presenteado no tamanho errado, cobrar multa pelo cancelamento de um plano de telefone, vender um micro-ondas com defeito e ainda lhe deixar de mãos abanando por semanas a fio. E tudo isso dentro da lei. Uma das máximas mais difundidas no mundo dos negócios diz que o cliente tem sempre razão, mas quando o assunto é a relação de consumo, isso nem sempre é verdadeiro. Respaldados pela legislação atual, vendedores e prestadores de serviços conseguem se defender e garantir direitos que, por mito ou falta de bom senso,

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Ainda que tenham razão em grande parte das queixas, a balança pode pender para o fornecedor em alguns casos, como quando consumidores se aproveitam de erros em anúncios para comprar produtos por preços irrisórios. Muitas dessas situações acabam na Justiça, que cada vez mais decide a favor do lojista. Antes de gastar energia e dinheiro buscando direitos que não tem, o melhor é se informar sobre o que pode e o que não pode no conflituoso mundo do consumo. Troca de produto sem problema é somente um ato de gentileza. A cena é comum nos dias após o Natal ou qualquer outra data marcada por presentes: shoppings, lojas e estabelecimentos comerciais são invadidos por consumidores minados de sacolas. Eles carregam os presentes que ganharam em tamanho errado, que vieram repetidos ou até mesmo porque não gostaram da cor ou do modelo. Para fazer a troca, basta apresentar o produto com a etiqueta, correto? Nem sempre.


Foto: Figueiredo e Santos

Exigir a troca de qualquer mercadoria que não apresente defeito, comprada pela própria pessoa ou por terceiros, é uma prática baseada em um direito que não existe na legislação. O Código de Defesa do Consumidor não obriga as lojas a substituir o produto por outro em casos assim. Mas por que os comerciantes costumam oferecer essa opção? Por gentileza e também para fidelizar os clientes. As lojas só são obrigadas a trocar a mercadoria se ela apresentar algum defeito ou vício. Caso isso ocorra, o fornecedor terá 30 dias para corrigir o problema e, se não conseguir, aí sim o direito de troca acontecerá, explica Sônia Amaro, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. FIQUE ATENTO: Para evitar constrangimentos na hora de tentar trocar um produto e não conseguir, o consumidor deve verificar se há possibilidade de troca antes mesmo de adquirir a mercadoria. Nesses casos, a opção e o prazo para a troca, quando houver, devem constar na nota fiscal ou na etiqueta do produto, de preferência. PRESTE ATENÇÃO: A regra que não obriga a troca de produtos é válida somente para itens adquiridos pessoalmente em um estabelecimento comercial, como as lojas localizadas em ruas ou shoppings. Quando a compra é feita por telefone ou pela internet, o consumidor pode exercer o direito ao arrependimento em até sete dias.

Isso significa que, por lei, é possível desistir da compra e devolver o produto (inclusive com ressarcimento pelo envio) ou trocar por outra mercadoria dentro de uma semana. O motivo da desistência não importa. Está com defeito? Aguarde o conserto. Você passa meses economizando para comprar aquele tão desejado smartphone. Na loja, o vendedor testa o produto na sua frente, mostra que tudo funciona normalmente e lhe convence de que aquele é o melhor modelo. Ao chegar em casa, após horas navegando com o novo aparelho, você descobre que as coisas não estão tão bem assim. Quando o celular é colocado para carregar, para de funcionar. A vontade é voltar na loja e exigir a troca imediata do produto. Mas é possível que você fique até um mês de mãos abanando, aguardando o conserto. O fabricante não é obrigado a fazer a troca imediata de um produto com defeito evidente ou vício (problema que não é aparente). A empresa tem prazo de 30 dias para resolver. Só depois é que o cliente pode exigir a troca, a devolução do dinheiro ou abatimento no preço de um novo produto. FIQUE ATENTO: Existe uma exceção para essa regra. Quando se trata de produtos essenciais e de uso imediato, como alimentos ou remédios, a troca deve ser na hora. Conforme Carlos Tha-

deu de Oliveira, gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), ainda que esses dois exemplos sejam um consenso entre consumidores e lojistas, não existe uma lista oficial que apresente quais produtos devem ser trocados imediatamente. Se o cliente alega que não pode aguardar o tempo do conserto e quer que a troca seja realizada na hora, terá que recorrer à Justiça. Esse é o caso, por exemplo, de uma geladeira que vai substituir outra que não está mais funcionando. PRESTE ATENÇÃO: Por lei, o consumidor tem até 90 dias para reclamar algum produto adquirido com defeito. Algumas empresas oferecem uma garantia maior, de dois ou três anos. Nesses casos, o tempo total que o produto fica na garantia é o contratual (fornecido pela empresa), somado aos 90 dias da lei. Preço muito baixo? Não adianta tentar. O folheto promocional mal começa a ser distribuído e, em poucos minutos, a concessionária está lotada de clientes. Na oferta, um carro 0km que custa em torno de R$ 40 mil está sendo vendido por menos de R$ 3 mil. Os consumidores exigem comprar pelo preço anunciado. Em casos como esse, quando se trata de um erro evidente, a loja não é obrigada a vender pelo preço anunciado. Conforme Fernando Smith Fabris, professor de direito empresarial da PUCRS, O LOJISTA

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o bom senso deve prevalecer em situações que se tratam, obviamente, de um erro. FIQUE ATENTO: De maneira geral, a loja é obrigada a vender o produto pelo preço anunciado, mas a Justiça tem dado ganho de causa para as empresas nos casos em que se constata a má fé do consumidor. Antes de entrar com um processo, veja se não se trata de um erro evidente. Você pode se estressar à toa. PRESTE ATENÇÃO: Está previsto no Código de Defesa do Consumidor que o fornecedor deve cumprir com tudo aquilo que promete na oferta, e isso inclui, além do preço, características do produto e condições de pagamento. A propaganda enganosa ocorre, por exemplo, quando o produto que foi anunciado é diferente daquele que foi entregue. Nesse caso, o cliente pode reclamar.

cheques ou o cartão de crédito e débito _ nunca se sabe o que as crianças vão pedir. Depois de escolher o seu prato preferido, deixar os filhos abusarem da sobremesa e não abrir mão do cafezinho, na hora de pedir a conta, o garçom informa: pagamento só em dinheiro! Ainda que a situação cause constrangimento e revolta, não existe lei que obrigue o estabelecimento a aceitar cheques e certões de crédito ou débito. A única obrigação é aceitar a moeda corrente.

pagamentos à vista feitos em dinheiro, cheque (quando não for pré-datado), cartão de débito ou de crédito (em uma parcela). Muitos estabelecimentos, para ficarem livres das taxas cobradas pelas empresas de cartão, oferecem desconto quando o pagamento é feito em dinheiro, mas isso é uma prática irregular e deve ser denunciada ao Procon, alerta Sonia Amaro, advogada da Proteste. Além disso, a loja não pode. Comprou de pessoa física? A solução não está no Procon.

FIQUE ATENTO: Mesmo tendo autonomia para decidir as formas de pagamento que são aceitas, é bom que os lojistas deixem claro para o consumidor o que é e o que não é aceito. Normalmente, isso é feito por meio de placas que ficam penduradas na entrada ou em um local bastante visível para quem chega ao estabelecimento.

A chance de trocar de carro finalmente aparece. É o primo do seu colega de trabalho que está indo morar no Exterior e quer se livrar dos bens que tem no Brasil. O carro dele, com baixa quilometragem, está à venda. Após dar a volta na quadra com o veículo e receber do dono a garantia que está tudo revisado, você compra o carro por um valor razoável.

PRESTE ATENÇÃO: Se a loja aceita todos os tipos de pagamento, deve oferecer condições justas. Os lojistas não podem cobrar preços diferentes para

Algumas semanas depois, entretanto, probleminhas começam a aparecer. Do nada, o veículo esquenta, a gasolina é consumida rapidamente, e aquele para-

Chega o final de semana e, para comemorar a folga, você sai para jantar com a família. Na carteira, leva um talão de

Foto: Hong Advogados

Só em dinheiro!


Foto: Reclame Aqui

Pela lei, a troca só é obrigatória se o produto tiver algum defeito. Mesmo assim, o fabricante tem 30 dias para fazer o conserto do produto.

choques que parecia perfeito, despenca no meio da rua.

MAS AFINAL, QUANDO O CLIENTE TEM RAZÃO?

A primeira reação é ir em busca de seus direitos como comprador. Mas, nesses casos, você não pode lançar mão do Código de Defesa do Consumidor ou reclamar no Procon. Essa não é considerada uma relação de consumo, já que o vendedor é uma pessoa física, ou seja, não tem como atividade principal a venda de veículos.

Antes de gastar energia e tempo buscando direitos que não tem, informe-se do que PODE e o que NÃO pode:

PRESTE ATENÇÃO: Apesar de não poder reclamar no Procon, quem comprou um produto de uma pessoa física e se sentiu lesado pode reclamar na Justiça, com base no Código Civil. Juntar todos os elementos que comprovem as irregularidades é fundamental nesses casos.

-Procure o Procon caso não chegue a uma solução, apresentando a nota fiscal do produto ou do serviço. -Após essa reclamação, o fornecedor será intimado a resolver a questão. Se não atender ao prazo estabelecido, será instaurado um processo administrativo. - O Procon não pode obrigar o fornecedor a pagar indenizações. Para receber alguma reparação financeira, é preciso procurar a Justiça. Fonte: Zero Hora/ alterado

Foto: BP

FIQUE ATENTO: Na hora de comprar um produto de pessoa física, a recomendação é ter muito cuidado e analisar bem o produto antes de fazer o pagamento. Conforme Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec, o ideal é sempre fazer um contrato estabelecendo os critérios da compra, datas, identificação das partes e pedir para duas testemunhas assinarem o documento.

- Procure o fornecedor para tentar resolver o problema ou defeito.


ARTIGO

OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE?

O conceito de empreendedorismo tem interpretações e visões variadas. Sua origem vem do francês entrepeneur, que significa aquele que assume riscos e começa algo de novo, um estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto, seja ele técnico científico ou mesmo empresarial. Significa ainda, realizar, fazer ou executar; criar empresas ou produtos novos, agregar valor, identificar oportunidades e transformálas em um negócio lucrativo. Contudo, a melhor definição de empreendedor 38

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que atende na atualidade é de Dornelas (2001), onde o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados. Também caracteriza a ação empreendedora em todas as suas etapas, ou seja, criar algo novo mediante a identificação de uma oportunidade, dedicação e persistência na atividade que se propõe a fazer para alcançar os objetivos pretendidos, e ousadia para assumir os riscos que deverão ser calculados.

Foto: HubSpot


Foto: Arquivo Pessoal

Diante dessas definições, surge um questionamento: as pessoas tornam-se empreendedores por necessidade ou por oportunidade? Para ajudar a responder esta pergunta, precisamos entender um pouco a diferença entre estas duas realidades. Tornamos empreendedores por necessidade quando estamos fora do mercado de trabalho, não temos uma colocação no mercado e não temos previsão de quando faremos parte da estatística do SINE em taxa de emprego. Neste sentido, inovamos em uma oportunidade de negócios que temos facilidade para desenvolver ou trabalhar, algo que podemos ou pensamos ter controle.

Wilton Alves Ferreira Júnior Professor Coach, Consultor e Palestrante

É interessante ressaltar que das empresas formais, o empreendedorismo surgiu pela falta de empregos atrativos, com um percentual de 6%, enquanto os informais apresentam 8%. Em relação a independência de escolher local e hora de trabalho apresenta 26% para os formais e 33% para os informais. Foto: Mais Indaiá

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Segundo publicação da Endeavor Brasil em 2013, dezenove por cento das micro empresas e vinte e três por cento das pequenas empresas iniciaram suas atividades formais pelo empreendedorismo de necessidade e vinte e nove por cento das empresas iniciaram suas atividades informais. É interessante ressaltar que das empresas formais, o empreendedorismo surgiu pela falta de empregos atrativos, com um percentual de 6%, enquanto os informais apresentam 8%. Em relação a independência de escolher local e hora de trabalho apresenta 26% para os formais e 33% para os informais. A melhor perspectiva de renda futura é ter uma oportunidade de ganhar mais, 47% dos empreendedores formais aproximamse dos 50% das empresas informais. Já o empreendedorismo por oportunidade vem contra as expectativas negativas que são impostas ou apresentadas pelo mercado, onde o empreendedor se capacita, se qualifica, faz um estudo de mercado, é criativo, tem uma capacidade de liderança, uma habilidade de Foto: ShutterStock

trabalhar em equipe, e principalmente, gosta da área em que atua. O empreendedor de oportunidade traz em seu estigma, mitos que são descritos como tomadores de riscos, que não calculam e não estudam o mercado; possuem o mito que só criam empresas high-tech; carregam o mito de que empreendedor tem que ser expert no ramo que atuam; que a maioria dos empreendedores possui Planejamento Estratégico, que possui uma visão estratégica; ledo engano, pois, segundo essa mesma publicação da Endeavor Brasil, apenas 4% das 500 maiores empresas abertas, elaboraram um plano de negócios e sabiam onde queriam chegar, traçando seus objetivos e metas de longo prazo. Das empresas abertas na formalidade, 81%, segundo a pesquisa da Endeavor Brasil de 2013, foram abertas pelo empreendedorismo de oportunidade e, 71% são empresas que estão na informalidade. Em Anápolis, qual a predominância dos empreendedores? Possuem uma ação empreendedora pela necessidade ou pela oportunidade? Sabem o que querem e como alcançar seus objetivos? Perceberam que a informalidade é um agravante para o seu desenvolvimento e seu crescimento? Em resposta à problemática inicial deste texto, o empreendedorismo de oportunidade é o mais desenvolvido, praticado e destacado no cenário mercadológico, e a formalidade é o caminho do sucesso para o desenvolvimento das empresas inovadoras. Entre os empreendedores por oportunidade, estão presentes os que buscam uma maior independência e liberdade na vida profissional; os que querem aumentar a renda pessoal; e grande parte destes empreendedores vislumbra uma oportunidade de aprimorar a vida com o negócio que estão abrindo. E agora, qual o seu perfil de empreendedor – de oportunidade ou de necessidade?

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BUSINESS

CRISE...

ELA PODE SER SEU SUCESSO

Foto: Unilab

A crise está aí, não há como negar e muito menos como controlar. Mas, se a crise em si foge ao controle, a forma de encará-la e de comportar-se perante ela, depende da atitude de cada um. E isso vale para tudo. Para a vida pessoal, para a organização de finanças e como se comportar no trabalho, a fim de manter o seu emprego. Claro que muitas empresas estão passando por cortes que são determinados pela necessidade de redução de custos. Mas a diferença entre estar do lado dos que ficam e dos que são dispensados pode estar também na sua atitude. Reclamar o tempo todo, não aceitar as mudanças realizadas na empresa como forma de adaptação à crise e ter pouca proatividade são alguns dos pecados em épocas como a que vivemos. Para manter seu emprego e demonstrar que você é útil para a organização, mais do que nunca, este é o momento de buscar qualificação acadêmica. Em momentos de crise, a primeira atitude que todos tomam é cortar as despesas. Seu desenvolvimento, porém, não pode e nem deve ser considerado uma despesa, mas sim, um investimento. Muita gente só se dá conta que precisa ter qualificação profissional quando

está procurando um novo emprego. Por que então não fazer isso para garantir o seu trabalho? Quem melhor se qualificar terá maior chance de sobreviver no mercado por um bom tempo. Ser proativo é outra competência que vai ajudá-lo a ser necessário para sua empresa e consequentemente, menos dispensável. Seja o primeiro a se candidatar para uma nova tarefa e tenha uma postura de arregaçar as mangas para colaborar e superar as dificuldades. Vá além daquilo que está no descritivo do seu cargo. Posturas assim são muito valorizadas quando se tem muito trabalho a fazer e poucas pessoas para executar. Procurar saber o que o mercado precisa, para assim se atualizar e tornar-se mais competitivo, também é outro fator que pode ser um importante diferencial. Esteja a par do valor de mercado de sua atividade profissional, afinal, sabendo quanto vale seu passe no mercado, você poderá negociar melhores condições dentro da própria empresa ou alcançar novas posições em outras organizações. Mas tenha sempre em mente que, no jogo corporativo, não há garantias. Então, conheça seus pontos fortes e fracos. Fonte: Renata Spallicci

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MERCADO

A INFORMALIDADE DAS EMPRESAS

Foto: Stock Photo

O peso dos impostos sempre assustou os micro e pequenos empreendedores e é esta a justificativa da maioria dos MPEs, alegando que não consegue formalizar. E permanecendo na informalidade, não assinam carteira dos funcionários. Os setores onde mais concentram a informalidade; comércio e pequenos serviços, são setores com forte presença na economia e que garantem a sobrevivência de muita gente, mas ocupações precárias, sem proteção social ou legal. De acordo com consultores do setor, uma empresa informal é condenada a desaparecer rapidamente, já que esse ambiente de negócios não permite acesso ao crédito, garantido ao empreendedor formal um rápido crescimento, podendo alcançar o estatuto de uma empresa média e grande e consequentemente, o aumento da produtividade. O mercado 44

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informal brasileiro movimentou R$ 826 bilhões em 2014, o que corresponde a 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esta participação do mercado informal em relação ao PIB representou queda de 0,2%, comparado ao ano anterior. As reduções anuais, nesta década, foram 0,5% em 2013, 0,2% em 2012, 0,8% em 2011 e 0,8% em 2010. Segundo nota da FGV, as medidas que vem sendo tomadas pelo governo para combater a informalidade, como as políticas dirigidas a pequenos empresários, não estão sendo suficientes para conter a informalidade. De acordo com a pesquisa, a informalidade só poderá ser combatida com a maior racionalização do sistema tribu-

tário e a redução do desemprego. Trabalho informal & crise Com o momento crítico da economia do país, cresce o número de demissões, o que tem levado ainda mais trabalhadores para a informalidade no Brasil, deixando-os mais vulneráveis a uma recessão. Segundo dados fornecidos pelo IBGE, milhares de trabalhadores que perderam seus empregos com carteira assinada têm vivido de bicos ou trabalhado como autônomos informal. A maior consequência desta situação é que eles deixam de contribuir com a Previdência Social e sendo informais, têm dificuldades para obter crédito. Analisando os dados, o levantamento aponta que o número de pessoas com


carteira de trabalho assinada foi de 11,5 milhões em dezembro de 2015, queda de 5% frente ao mesmo mês do ano anterior. São 603 mil empregos formalizados a menos. É o menor contingente desde julho de 2012, segundo dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) divulgados pelo IBGE em janeiro deste ano. O número de trabalhadores por conta própria - sem auxílio de empregados remunerados teve um crescimento de 4,6% em 2015, frente ao ano anterior, ou 204 mil pessoas a mais no período, segundo o IBGE. O trabalhador por conta própria não é considerado um desempregado, a menos que se declare como tal, o que ajuda a manter a taxa de desemprego em níveis relativamente baixos. Apenas um quarto desses trabalhadores contribui com a Previdência. “Com a instabilidade do emprego, a lei da sobrevivência sempre prevalece. Se o mercado não tem facilitado contratação, aumenta o número de profissionais autônomos que busca trabalhar por conta própria”; justifica Joaquim dos Ares Pereira, de Anápolis – que prestes a aposentar, foi demitido e agora, é um profissional autônomo não formalizado. Embora tenha crescido o trabalho por conta própria, o número de inscritos no cadastro de empreendedores individuais do governo tem aumentado a uma taxa mais moderada nos últimos meses, de acordo com dados do próprio governo.

sileiros trabalhando por conta própria – um incremento de 4% em um ano, em consequência do desemprego. “Com o aumento do desemprego as pessoas passam a ser donas do seu negócio, mas a maioria de uma forma informal. Elas têm uma habilidade e passam a se sustentar com isso; utilizando o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do seguro desemprego. Isso gera um processo intenso de informalização com consequências negativas”, afirma a maioria dos economistas que atuam no setor. Informalidade prejudica apenas ao trabalhador?

o que atinge o governo. Apesar de a iniciativa ser uma forma dos empreendedores se adaptarem ao novo mercado, o aumento do negócio informal prejudica o país como um todo. “Estimular a formalização é fator chave para o crescimento do comércio do país, trazendo ao poder público uma responsabilidade ainda maior no que se refere à carga tributária, que faz com que várias pequenas empresas e comércios deixem a formalização, não pagando mais impostos ao governo. Um reflexo negativo ao trabalhador, à economia e ao próprio governo”; conclui a maioria dos consultores do setor. Formalidade

O fenômeno da informalidade cria um ciclo desastroso em várias esferas. Para o trabalhador, as consequências vão desde a perda de garantias da legislação trabalhista, como estabilidade, FGTS, férias remuneradas e outros benefícios, até problemas para cumprir com compromissos por conta da ausência da renda garantida. A informalidade significa também, mais uma fonte de preocupação fiscal decorrente da queda na arrecadação previdenciária e aumento do déficit do INSS,

De acordo com informações do SEBRAE, o trabalhador conhecido como informal deve ficar atento às vantagens da formalização. Legalizado, este empreendedor individual passar a ter CNPJ, o que facilitará a abertura de conta bancária e o pedido de empréstimos. A partir daí, esses empreendedores poderão adquirir máquinas e ferramentas capazes de desenvolver o seu potencial produtivo, podendo atingir novos patamares de produção e, consequentemente, dominar o fantasma do alto tributo.

“a informalidade no trabalho atinge 50% dos brasileiros que trabalham como empregados ou por conta própria”

Após mais de uma década de intensa formalização do trabalho, o Brasil enfrenta uma guinada de volta à informalidade, alta do desemprego e queda na renda, iniciada em 2014 e intensificada no ano passado. Causada principalmente pela deterioração da atividade econômica, o mau resultado deve se fortalecer neste ano. A consequência imediata dessa deterioração é o aumento no número de bra-

Foto: Brasil Consultas

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CIDADE

COMÉRCIO

ANAPOLINO SUPERA MOMENTO RUIM DA ECONOMIA Foto: Leonardo Moreira

As especulações feitas em torno da crise econômica por que passa o país e suas consequências no comércio local são bem maiores que o cenário real apresentado pelo setor em Anápolis. A estimativa é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wilmar Jardim de Carvalho. Para o presidente da entidade, o resultado registrado neste primeiro trimestre é positivo. “O consumidor anapolino não vem se comportando diferente neste momento, com relação ao mesmo período do ano passado. As vendas vêm acontecendo, não como nas melhores épocas, mas o setor não tem sofrido tanto como se anuncia”; analisa. O setor do comércio de Anápolis vem mostrando sua força driblando como pode este momento crítico da economia do país. Ao falar com um lojista de Anápolis, Pedro Henrique Duarte, ele não deixou de falar em crise, mas afirmou; “a queda nas vendas existe, mas nada que pode desestabilizar ou amedrontar o setor como mostram as manchetes dos jornais. E completa; “sou um lojista ainda tímido no mercado de Anápolis, mas afirmo com segurança, que eu esperava uma situação mais crítica com o barulho que foi feito em torno da crise”. Mesmo ainda novo no comércio de anapolino, já tive 46

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experiência o bastante para conhecer o mercado local e perceber que esta crise não tem bagagem suficiente para atingir desastrosamente o setor. No cenário particular da cidade, o diferencial é que o comércio de Anápolis não atende apenas o consumidor local, mas outras cidades do entorno – recebe consumidores de vários municípios vizinhos. “São milhares de pessoas que vêm de fora para gastar aqui”; fala o dirigente da CDL. Segundo ele, otimismo é embasado nesta realidade, que faz do comércio local um setor diferenciado. Esta expectativa positiva crescente foi determinada pela melhora do setor, empresa e economia – que apresentou crescimento mensal no índice de 9%, de acordo com pesquisa elaborada pelo Centro de Pesquisas em Estratégia. Com relação às perspectivas futuras, o indicador que mede o ímpeto de compras avançou 7,7 pontos, compensando a queda registrada no ano passado. “Temos períodos de alta e quedas nas vendas, esta é uma situação comum no setor, independente da situação econômica”; afirma o presidente. Em outros anos, a instabilidade econômica não desestabilizou o comércio. Com o alarde feito pela imprensa nacional em

torno da crise, os lojistas precaveram-se para sobreviver no mercado e pelo jeito, não estão pessimistas. Para Wilmar Carvalho; é natural uma queda nas vendas nos três primeiros meses, em função dos compromissos assumidos no Natal, dos gastos com viagens, do retorno às aulas, além do pagamento de IPTU e do IPVA – que agora foi antecipado pelo governo do Estado. “A partir de abril, as vendas vão reagir, como nos anos anteriores”, prevê o presidente da entidade. Outro ponto que podem trazer boas pers-pectivas para o setor, de acordo com ele; são as datas sazonais do ano que já se aproximam – uma oportunidade para o lojista recuperar o que pode ter deixado de vender. De acordo com a maioria dos economistas, a certeza de um ano difícil, mas com grandes possibilidades de sobrevivência, vem da experiência vivida com a instabilidade econômica que não começou agora, mas em anos anteriores, quando os empresários buscaram se adequar a tão temida crise. Wilmar Carvalho deixa o seu recado; “o mais importante neste momento é o empresário estar atento e não se acomodar, levando em conta que os momentos críticos da economia também são propícios para novas oportunidades”.


INFORME PUBLICITÁRIO

CRA LAB

AGORA É SABIN o Grupo Sabin no comando da operação laboratorial”, afirma Dr. Pedro Ernesto. Com a aquisição, a CRA permanecerá como sócia e os seus diretores continuarão na gestão médica do laboratório. “É motivo de muito orgulho para nós unir a credibilidade e a excelência das duas empresas para alavancar nossa contribuição para os serviços de saúde na cidade de Anápolis, a busca contínua por inovação e qualidade está no DNA das duas empresas”, comemora Dr. Paulo Eduardo Marinho de Jesus, Diretor Executivo da 15:07 CRA.

SE OS PERIGOS AUMENTARAM, OS CUIDADOS DEVEM SER REDOBRADOS.

O LABORATÓRIO SABIN DISPONIBILIZA TODOS OS EXAMES NECESSÁRIOS PARA DETECTAR ESSAS VIROSES.

ZIKA VÍRUS

SINTOMAS

CHIKUNGUNYA

DENGUE

DENGUE Febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nos músculos, no corpo e nas juntas, manchas vermelhas pelo corpo.

ISO 9001: 2008

ZIKA VÍRUS Vermelhidão da pele, dor muscular e articular, dor de cabeça, febre e fadiga. Pode ocorrer ainda conjuntivite, incomum na dengue.

CHIKUNGUNYA Febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço, inflamações com fortes dores nas juntas acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

Anápolis: 62 3098-7181

As viroses são diferentes, mas a forma de combatê-las é a mesma: prevenindo-se. Por isso, não deixe acumular água em locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor: em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas-d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, lixeiras, entre outros.

R.T.: Dra. Juliana Pinho, CRBM 1740

AF_LAB-0003-16 Anúncio

A Clinica Radiológica a partir do dia 01 de Março de 2016 transferiu sua operação de análises clínicas (CRA Lab) para o Grupo Sabin. Fundada há 48 anos pelo médico radiologista Pedro Ernesto de Jesus, a CRA é a maior empresa de medicina diagnóstica do interior de Goiás. E, desde 2009, passou a ofe-recer serviços de análises clínicas com a criação do CRA Lab. “O CRA Lab foi idealizado para oferecer aos nossos pacientes e à comunidade médica exames e diagnósticos confiáveis, com Revista CDL-19,5x13cm.pdf 1 06/01/16 ética e profissionalismo. Acreditamos na continuidade desse trabalho, agora com


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